DPAC
DPAC
RESUMO ABSTRACT
Objetivos: Revisar estudos que investigaram a interface existente entre Purpose: To review studies investigating the existing interface between
processamento auditivo central e processos de leitura em crianças e central auditory processing and reading processes in children and adolescents.
adolescentes. Estratégia de pesquisa: Foram selecionados estudos publicados Research strategy: Studies published from 2008 to 2019 were selected through
no período de 2008 a 2019, por meio de levantamento bibliográfico nas a bibliographic survey in the following electronic databases: BVS - Lilacs
bases de dados eletrônicas BVS - Lilacs (Biblioteca Virtual em Saúde) e (Virtual Health Library) and PubMed (US National Library of Medicine).
PubMed (US National Library of Medicine). Critérios de seleção: Estudos Selection criteria: Studies available in full; published in Portuguese, English
disponíveis na íntegra; publicados em português, inglês ou espanhol; or Spanish; performed with children or adolescents; and that addressed the
realizados com crianças ou adolescentes e que abordaram as interfaces de central auditory processing interfaces and reading processes. Literature review
processamento auditivo central e processos de leitura. Foram excluídos articles and articles with a lower level of scientific evidence were excluded.
artigos de revisões de literatura e artigos com menor nível de evidência Results: A total of 1124 studies were found in the databases searched. Of
científica. Resultados: Foram encontrados 1124 estudos nas bases de these, 19 were excluded as they were on more than one base. The titles
dados pesquisadas. Destes, 19 foram excluídos, pois estavam em mais de and abstracts of 1105 articles were analyzed, of which 92 were selected
uma base. Analisaram-se os títulos e resumos de 1105 artigos, sendo que for full reading and, at the end, 46 articles were selected. In the review, it
92 foram escolhidos para a leitura na íntegra e, ao final, 46 artigos foram was observed that most studies were cross-sectional, evaluated temporal
selecionados. Na revisão, observou-se que a maior parte dos estudos era de processing skills and compared groups of students with and without reading
delineamento transversal, avaliava habilidades do processamento temporal e difficulties. Conclusion: Studies have shown that there is an association
realizava comparação entre grupos de escolares com e sem dificuldades em between reading and listening skills, as difficulty in listening skills tasks is
relação à leitura. Conclusão: Os estudos revelaram que existe associação common in participants with reading skills difficulties.
entre leitura e habilidades auditivas, à medida que a dificuldade em tarefas
de habilidades auditivas é comum em participantes com dificuldades em
habilidades de leitura. Keywords: Auditory perception; Hearing tests; Reading; Child; Adolescent
development
Trabalho realizado no Programa de Pós-graduação em Ciências Fonoaudiológicas, Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Medicina, Universidade
Federal de Minas Gerais – UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
1
Programa de Ciências Fonoaudiológicas, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
2
Programa de Neurociências, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
3
Programa de Pós-graduação em Ciências Fonoaudiológicas, Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais
– UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
Conflito de interesses: Não.
Contribuição dos autores: CAS foi responsável pela coleta e análise dos dados, redação do manuscrito e aprovação da versão final; DCM foi responsável pela
análise dos dados; AGE participou da orientação do trabalho, coleta e análise dos dados, redação do manuscrito, aprovação da versão final; SMAL foi responsável
pela concepção do estudo e orientação de todas as etapas do trabalho, análise dos dados, redação do manuscrito e aprovação da versão final.
Financiamento: Edital - Chamada MCTIC/CNPq Nº 28/2018 - Universal Processo: 422625/2018; Edital - Chamada 01/2018 - Demanda Universal/FAPEMIG - Pro-
cesso: APQ-01354-18; Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) - Bolsa do Programa de Demanda Social; Bolsas de Produtividade
em Pesquisa - PQ Processo: 308647/2018-1. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.
Autor correspondente: Cintia Alves de Souza. E-mail: [email protected]
Recebido: Junho 12, 2020; Aceito: Outubro 13, 2020
O processamento auditivo central é um conjunto de habilidades Trata-se de revisão integrativa da literatura, baseada em
que permite ao ouvinte interpretar a mensagem ouvida de forma recomendações nacionais(15,16), que buscou responder à seguinte
eficiente e efetiva(1,2). Dentre as habilidades que o compõe, estão pergunta: “Qual a relação entre o processamento auditivo
as de processamento temporal, essenciais para a compreensão central e os processos de leitura em crianças e adolescentes”?
da linguagem e desenvolvimento da fala(3). A primeira fase desta pesquisa consistiu na elaboração
Distúrbios no processamento auditivo central são, frequentemente, da pergunta norteadora da investigação. Para obtenção de
relacionados às dificuldades de aprendizagem e aos transtornos respostas sobre esse questionamento, foi realizada pesquisa
da linguagem(1,4-7). Como a leitura é um importante meio de bibliográfica nas plataformas de busca Medline, por meio da
aquisição de novos conhecimentos, o estudo da relação entre PubMed (US National Library of Medicine), e BVS - Lilacs
os processos de leitura e as habilidades auditivas é justificado, (Biblioteca Virtual em Saúde - Literatura Latino-Americana e
do Caribe em Ciências da Saúde). Os dados foram coletados
visto que ambos são essenciais para a aprendizagem(8,9). Além
no período compreendido entre junho e setembro de 2018 e
disso, a avaliação do processamento auditivo central em
janeiro e dezembro de 2019.
escolares com dificuldades de aprendizagem é importante por Foram utilizados os descritores (MeSH - Medical Subject
contribuir para um diagnóstico preciso e, consequentemente, Headings - e DeCS - Descritores em Ciências da Saúde), bem
para o melhor processo terapêutico(1). como as palavras-chave “aspectos temporais auditivos” e
Nesse contexto, ressalta-se que a leitura se refere a uma “compreensão de leitura”, para recuperação dos assuntos na
maneira de aquisição de informações, com o objetivo final literatura. Os descritores e as palavras-chaves foram combinados
de compreender o texto escrito(10). Para tanto, um aspecto entre si com a utilização dos operadores booleanos AND e OR.
fundamental é a compreensão leitora, considerada um processo Assim sendo, a equação de busca utilizada foi: (tw:((“Percepção
de reconhecimento, integração e construção de ideias(11). Além Auditiva” OR “Testes Auditivos” OR “Transtornos da Percepção
disso, a compreensão leitora desempenha importante papel no Auditiva” OR “Aspectos temporais auditivos” OR “Auditory
processo de alfabetização e abrange diversos processos cognitivos Perception” OR “Hearing Tests” OR “Auditory perceptual
que estão inter-relacionados, a saber: capacidade de processar, Disorders” OR “Temporal aspects of auditory”))) AND (tw:((leitura
armazenar e recuperar informações; habilidade de memória, de OR compreensão OR “Compreensão de Leitura” OR “Escrita
atenção, de raciocínio, de lógica, de processamento auditivo Manual” OR escrita OR redação OR “Reading competence”
central e visual. Dentre esses, encontram-se, conjuntamente, OR reading OR comprehension OR handwriting OR writing)))
os processos básicos de leitura, como o reconhecimento, isto AND (instance:”regional”) AND (db:(“LILACS” OR “IBECS”
é, a decodificação de palavras e a extração do seu significado OR “INDEXPSI” OR “BINACIS” OR “LIS” OR “BBO” OR
na forma impressa que, embora sejam requisitos necessários, “CUMED” OR “DECS”) AND la:(“en” OR “pt” OR “es”)).
não são suficientes para que a compreensão ocorra(12-14).
Entre as habilidades necessárias para a aquisição de leitura CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
e escrita, está a consciência fonológica, caracterizada como a
capacidade de segmentar palavras, sílabas e fonemas(10) e que
está intimamente relacionada à rota fonológica de leitura(11). Vale Para inclusão dos artigos, foram adotados os seguintes
ressaltar que a competência leitora se desenvolve em estágios critérios: estudos disponíveis na íntegra; publicados no período
- logográfico, alfabético e ortográfico - e com a utilização de de 2008 a 2019; nos idiomas português, inglês ou espanhol;
diferentes estratégias - logográfica, fonológica e lexical(11). realizados com crianças ou adolescentes e que estudaram as
Dificuldades na consciência fonológica são, frequentemente, interfaces de processamento auditivo central e processos de
associadas a distúrbios de processamento auditivo central(10). Os leitura. Foram adotados como critérios de exclusão artigos de
mecanismos fisiológicos da audição, por sua vez, desempenham revisões de literatura e artigos com menor nível de evidência
científica, conforme proposto pela literatura(17), ou seja, artigos
importante função no processamento acústico rápido, na
de opinião de especialistas, relatos de casos ou séries de casos.
percepção da fala, no aprendizado e na compreensão da
linguagem, sendo, desse modo, um pré-requisito na aquisição
da leitura e da escrita(10). Análise dos dados
Diante do exposto, verifica-se que, embora a literatura
apresente pesquisas que incluem o processamento auditivo
A princípio, os estudos foram selecionados com base na
central e a leitura, não há o mapeamento dos principais desfechos
leitura dos títulos e resumos. Posteriormente, os artigos foram
estudados e, sendo assim, é oportuna a construção de uma
lidos na íntegra e as informações foram analisadas segundo
síntese para o avanço da pesquisa na área. o checklist do Strengthening the Reporting of Observational
Studies in Epidemiology – STROBE(18). O objetivo da iniciativa
Objetivo STROBE é auxiliar no relato de estudos observacionais, por
meio do seu checklist(18).
O protocolo de análise dos estudos foi constituído dos
Revisar estudos que investigaram a interface existente seguintes itens: objetivo da pesquisa, delineamento, métodos,
entre processamento auditivo central e processos de leitura em variáveis analisadas e resultados. Para tanto, duas autoras
crianças e adolescentes. realizaram a leitura e análise dos estudos e, nos casos em que
houve divergências em relação à inclusão ou não do estudo, os participantes com dificuldade de leitura(26) e com distúrbio de
resultados das análises foram discutidos com uma terceira autora. aprendizagem(35,63). Em um único estudo(62), a comparação foi
feita entre 5 grupos de estudo, realizando, além do treinamento
auditivo, treinamento das habilidades de memória e atenção.
RESULTADOS Os resultados da presente revisão indicaram que somente 11
estudos(23,32,42,43,45,46,51,54,60,62,63) não utilizaram testes que avaliam
Foram encontrados 383 artigos na base de dados BVS – os aspectos temporais do processamento auditivo central. Entre
Lilacs e 741 artigos na PubMed, totalizando 1124 artigos. os testes mais utilizados para avaliar os aspectos temporais
Destes estudos, 19 foram excluídos porque estavam presentes estão o Gaps in Noise (GIN), o Teste de Padrão de Frequência
em mais de uma base. Por meio da análise do título e resumo, (TPF) e o Teste de Padrão de Duração (TPD).
1013 artigos foram excluídos por não responderem à pergunta Quanto ao delineamento dos estudos, foi observado que a maioria
norteadora do estudo. Assim, 92 estudos foram escolhidos apresentou delineamento transversal(10,19,20,22,24,25,27-34,37,38,49), seguido
para leitura na íntegra. Destes, 46 foram excluídos por não por estudos com delineamento caso controle(39,43-45,50,51,53-56,58-61).
responderem à pergunta norteadora do estudo. Ao final, 46 Dentre os estudos selecionados para a presente revisão
artigos foram selecionados para a revisão (Figura 1). Embora integrativa, grande parte possuía como cenário a clínica
a pergunta norteadora desta revisão tenha sido referente ao ou ambulatório da própria instituição de ensino. Diversos
processamento auditivo central, os artigos apontaram, em estudos(19-21,23,24,31,36,39,40,45,49-55,57,60) tiveram, pelo menos, parte
sua maioria, para os aspectos temporais do processamento da coleta de dados realizada na escola em que os participantes
auditivo central. Além disso, a presente pesquisa revelou que estavam matriculados. Nove estudos(22,32,41-43,48,58,59,61) não citaram
a maior parte dos autores dos estudos selecionados optou por o local de realização da coleta de dados.
delineamentos mais simples (estudos transversais).
Dos 46 estudos selecionados para esta revisão, 58,6% eram DISCUSSÃO
estudos internacionais, 17 correspondem a estudos observacionais
transversais, 4 experimentais, 7 longitudinais, 2 exploratórios,
14 casos controle e 2 coorte. Outro dado relevante é que De acordo com a literatura(9,64), testes de processamento
apenas 6 estudos(19-24) não realizaram comparações entre grupos auditivo central têm sido frequentemente utilizados para
(Quadro 1). Ou seja, tais estudos foram realizados com crianças verificar a associação entre dificuldades escolares e alterações
regularmente matriculadas em instituições de ensino(19-21,23,24), no desenvolvimento de habilidades auditivas. Assim sendo,
ou com crianças com suspeita de distúrbio do processamento crianças com queixas de dificuldades escolares normalmente
auditivo central(22). Os demais estudos realizaram comparação apresentam resultados piores na avaliação do processamento
entre 2(26-32,34,36-43,45,49,51,54-58,61), 3(25,33,44,46-48,50,52,53,59,60) ou 5(62) grupos auditivo central(64). Na presente revisão de literatura, a maioria
de estudo. Observou-se, também, que em 4 estudos(26,35,62,63) dos estudos(10,25-35,37-40,44,45,47,48,50,51,53-58,60,63) avaliou habilidades do
foi realizado treinamento auditivo em grupos com alterações: processamento auditivo central em crianças e adolescentes com
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
40 participantes: 20 O grupo de escolares com
com distúrbio de distúrbio de aprendizagem
aprendizagem e 20 apresentou desempenho
Avaliação audiológica básica e
Pinheiro et al.(32) Brasil Transversal com bom desempenho inferior, em relação ao grupo
Testes TDD, SSW e FR.
escolar. sem dificuldades, refletindo
dificuldades no processamento
Faixa etária: 8-12 anos das informações auditivas.
30 participantes: 10 com No TPF, crianças com dislexia
dislexia, 10 com TDAH apresentaram desempenho
e 10 do grupo sem estatisticamente pior do que
Avaliação audiológica completa,
Abdo et al.(33) Brasil Transversal alteração. o grupo típico, sugerindo a
testes FR, TDD e TPF.
existência de uma relação entre
Faixa etária: 7-12 anos as habilidades temporais e o
transtorno de leitura.
40 participantes: 20
com distúrbio de
aprendizagem e 20
sem dificuldades de
aprendizagem. Cada Exame audiológico; TDD e O desempenho em habilidades
grupo foi subdivido em SSW; CONFIAS. auditivas após a aplicação
dois e apenas metade do programa de treinamento
Pinheiro et al.(32) Brasil Experimental
dos participantes auditivo melhorou nos
receberam o treinamento participantes com e sem
auditivo. dificuldades de aprendizagem.
Foi realizado o programa de
Faixa etária: 8-14 anos Treinamento Auditivo Audio
Training®.
60 participantes: 30 com Avaliação audiológica básica;
prejuízo em, pelo menos, Prova de Consciência
um dos testes de leitura Fonológica; avaliação da
e escrita e 30 do grupo velocidade de leitura; prova de
Na maior parte dos testes de
sem alteração. leitura em voz alta; avaliação
processamento auditivo central,
da escrita com ditado de
o desempenho das crianças
palavras reais e inventadas;
Frota et al.(10) Brasil Transversal sem distúrbios na leitura e
avaliação da compreensão de
escrita foi melhor do que o
narrativas por meio da noção
desempenho do grupo com o
Faixa etária: 9-12 anos linguística de figura-fundo; Teste
deficit.
SSW; Teste Dicótico; Teste de
Sequencialização Sonora; e
de Localização para Sons Não
Verbais.
60 participantes: 33 com Otoscopia, imitanciometria e
dislexia e 27 do grupo audiometria tonal e de fala; O grupo com dislexia
sem alteração. testes de discriminação de demonstrou desempenho
Murphy et al.(34) Brasil Transversal
frequência e de duração, significativamente menor em
Faixa etária: 9-12 anos ordenação de frequência e de todas as situações.
duração.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
40 participantes: 20
com distúrbio de Os escolares com
aprendizagem e 20 distúrbio de aprendizagem
sem dificuldades de apresentaram alterações
Avaliação audiológica; testes
aprendizagem. Cada estatisticamente
PSI, TDD e SSW em situação
grupo foi subdivido em significativas. O desempenho
de pré e pós-testagem.
dois e apenas metade de ambos os grupos, após
dos participantes o treinamento auditivo, foi
receberam o estatisticamente superior.
Pinheiro et al.(35) Brasil Experimental treinamento auditivo.
As alterações no PA
interferem diretamente na
recepção e na decodificação
Programa de Treinamento da informação, refletindo em
Faixa etária: 8-14 anos
Auditivo Audio Training®. atrasos no desenvolvimento
da linguagem e da
aprendizagem da leitura e da
escrita em sala de aula.
21 participantes: 9 O estudo identificou a
com maior fluência em Avaliação audiológica memória sequencial verbal
leitura e 12 com menor básica; avaliação da como um aspecto relevante,
fluência em leitura. escrita; avaliação da leitura ao relacionar os escores dos
Exploratório
Engelmann et al.(36) Brasil silenciosa; avaliação da testes de processamento
transversal
fluência e da compreensão auditivo central com as
Faixa etária: 7-11 anos leitora; ASPA; TDD e SSW; dificuldades de aprendizagem
PPS. evidenciadas pela menor
fluência em leitura.
20 participantes: 10
com dislexia e 10 com
bom desempenho Exame audiológico básico, O desempenho do grupo com
acadêmico. ASPA, testes PSI, TDD e bom desempenho acadêmico
Germano et al. (37)
Brasil Transversal
SSW, Prova de Consciência foi melhor do que do grupo
Faixa etária: 10 anos Fonológica. com dislexia.
e 4 meses (média de
idade)
20 participantes: 10 Escolares com dislexia
com dislexia e 10 com apresentaram dificuldades
bom desempenho em habilidades auditivas
acadêmico. de atenção, codificação,
Exame audiológico básico;
organização e integração
ASPA, testes PSI, TDD e
Capellini et al. (38)
Brasil Transversal de informações auditivas
SSW, Prova de Consciência
Faixa etária: 10 anos que comprometeram o uso
Fonológica.
e 4 meses (média de de habilidades fonológicas,
idade) como a atenção, análise,
síntese e memória de
trabalho.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
Em ambos os estudos, a
reprodução do ritmo e a
Estudo 1: 54
percepção do pitch revelaram-
participantes
se preditores significativos da
consciência fonológica.
Cinco tarefas musicais
(habilidades musicais Os resultados indicaram
temporais e tonais); avaliaçãoque as habilidades de
do processamento fonológico processamento musical ainda
Steinbrink et al.(19) Alemanha Transversal Faixa etária: 5 anos e 9 (consciência fonológica, contribuíram, expressivamente,
meses (média de idade) memória fonológica de curto para a previsão do
número de grafemas
prazo e de trabalho, velocidade
de nomeação). corretamente escritos, já
que a reprodução do ritmo
Estudo 2: 96 previu, significativamente, o
participantes número de grafemas escritos
Faixa etária: 8 anos e 9 corretamente, bem como o uso
meses (média de idade) de ortografia alfabética.
As crianças com dislexia
de desenvolvimento, que
55 participantes: 28
usam o idioma chinês,
com dislexia e 27 do
apresentaram desempenho
grupo controle. Reconhecimento de caracteres
significativamente pior em
chineses, percepção do tom
todas as tarefas.
Wang et al.(39) Taiwan Caso-controle lexical, discriminação de
frequência e identificação de O processamento deficiente
direção de varredura de FM. da frequência auditiva pode
Faixa etária: 9 anos
se associar à dislexia do
(média de idade)
desenvolvimento chinesa com
deficit fonológicos.
As habilidades auditivas de
ordenação temporal simples,
assim como os resultados
22 participantes Avaliação auditiva: do TCLPP, apresentaram
Etapa piloto meatoscopia, EOAT e, no resultado normal na maioria
Souza et al.(20) Brasil de estudo caso de resultado “falha”, dos participantes.
transversal timpanometria; TCLPP, Testes
MSV e MSNV, TPF e TPD. A associação da competência
leitora com o processamento
Faixa etária: 8-10 anos
temporal não demonstrou
significância estatística.
87 participantes: 44 A percepção da fala no
Tarefas de processamento
com risco aumentado ruído demonstrou ser o fator
temporal auditivo: FM, RT e DI;
de dislexia e 43 de que mais contribuiu para
tarefa de percepção de fala no
Vanvooren et al.(40) Bélgica Longitudinal famílias com leitura a consciência fonológica
ruído; consciência fonológica;
normal. posterior e um preditor
RAN; conhecimento de letras;
de leitura mediado pela
Faixa etária: 5 anos testes de leitura padronizados.
associação com a fonologia.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
32 participantes: O estudo encontrou
Sistema Feather Squadron:
15 bons leitores processamento auditivo central
avaliação das medidas
e 17 leitores com alterado em leitores com
Nova comportamentais do PA;
Barker et al.(41) Longitudinal desempenho ruim. desempenho ruim, usando
Zelândia registro dos potenciais
medidas comportamentais do
evocados auditivos corticais
Faixa etária: 9-11 anos Feather Squadron e potenciais
(CAEPs) pela fala.
corticais evocados pela fala.
A análise indicou um efeito de
cima para baixo, de tal forma
108 participantes, que a consciência fonológica
testados em dois teve um impacto maior ao
momentos diferentes: Teste Oral de Leitura Cinzenta; longo do tempo, do que o
75 com distúrbio do subtestes Leitura Básica, inverso. Regressões indicaram
som da fala e 33 do Ortografia e Compreensão ausência de impacto direto
grupo controle. de Leitura do Teste Wechsler; do processamento auditivo
Estados central rápido na capacidade
Johnson et al.(42) Longitudinal consciência fonológica;
Unidos de leitura.
avaliação do PA rápido,
por meio de uma tarefa de Regressões hierárquicas
Faixa etária: média de mascaramento auditivo com adicionais examinaram
idade de 5 anos e 6 três condições. quão bem o processamento
meses (tempo 1) e 8 auditivo central rápido previu a
anos e 3 meses (tempo capacidade de leitura, quando
2) contabilizou a consciência
fonológica e o vocabulário.
67 participantes: 26 Escala de Avaliação Concluiu-se que, para crianças
com TPAC e 41 do Observacional (ORS), em idade escolar, o TPAC
Yalçinkaya et al.(43) Turquia Caso-controle grupo controle. composta de quatro pode levar ou estar associado
categorias: audição, fala, a dificuldades na linguagem
Faixa etária: 7-8 anos leitura e escrita. escrita.
139 participantes: 22 O desempenho psicofísico
com DPAC, 19 com auditivo correlacionou-
dislexia e 98 do grupo se positivamente com o
Teste padronizado de PA
controle. desempenho no SCAN-C,
(SCAN-C ou SCAN-A);
mas não com capacidade de
Reino TOWRE (avalia leitura); teste
Dawes et al.(44) Caso-controle leitura. Não houve diferenças
Unido de ortografia do OSCCI;
significativas entre o
bateria de tarefas auditivas
Faixa etária: 6-13 anos desempenho do grupo DPAC e
temporais.
dislexia e nenhuma evidência
de comprometimento auditivo
temporal específico.
44 participantes: 25 Houve níveis igualmente altos
com DPAC e 19 com de problemas de atenção,
dislexia. leitura e linguagem, em ambos
TOWRE (avalia leitura); teste
os grupos. A avaliação de
Reino de ortografia do OSCCI; teste
Dawes et al.(45) Caso-controle acompanhamento sugeriu
Unido Faixa etária: 10 anos padronizado de PA (SCAN-C e
altos níveis de características
e 4 meses (média de SCAN-A).
autistas, anteriormente não
idade) reconhecidas dentro do grupo
DPAC.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
88 participantes: 22 Não houve diferença entre
com DEL, 19 com DPA o desempenho das crianças
e 47 do grupo controle. com DEL e com DPA, e
QI, amplitude de dígitos, ambos os grupos tiveram
repetição de palavras sem desempenho consistente e
Reino sentido, avaliação fonológica, significativamente inferior,
Ferguson et al.(46) Coorte
Unido leitura, gramática, sentença e em comparação com as
Faixa etária: 6-13 anos inteligibilidade não verbal de crianças do grupo controle. A
VCV. inteligibilidade de fala, tanto
no ruído, quanto no silêncio,
não foi prejudicada nos grupos
DEL e DPA.
30 participantes: 10
com dislexia e tempo Todos os participantes do
anormal do tronco Audiometria tonal e G2 preencheram os critérios
encefálico (G1), 10 com timpanometria, teste de diagnósticos para distúrbio
Estados dislexia e tempo normal
Billiet et al.(47) Coorte ABR por clique e testes com do processamento auditivo
Unidos do tronco encefálico BioMARK; testes TDD, TPF, FC central, enquanto apenas
(G2) e 10 controles e DFBP. 4 participantes do G1
típicos. preencheram os critérios.
Faixa etária: 8-12 anos.
62 participantes: 16
disléxicos, 20 não
disléxicos com alto risco Esses dados longitudinais
Teste de detecção de FM,
familiar de dislexia e indicaram que alterações
GIN, testes de percepção de
26 não disléxicos com no processamento auditivo
fala no ruído e percepção
baixo risco familiar. central de FM, na percepção
de fala categórica; testes de
Boets et al.(48) Bélgica Longitudinal da fala e na consciência
Faixa etária (1º, 2º e consciência fonológica; testes
fonológica, estavam presentes
3º momentos): 5 anos de alfabetização, teste de
em conjunto nas crianças do
e 6 meses, 6 anos e ortografia padronizado e seis
jardim de infância que mais
10 meses, 8 anos e testes de leitura.
tarde desenvolveram dislexia.
4 meses (média de
idade).
64 participantes: 35 Não houve diferenças das
participantes com médias entre as crianças com
DPA e 29 em terapia e sem diagnóstico clínico de
para deficiência de DPA. Diferenças de médias
linguagem. Avaliação audiológica do grupo em fluência de
(audiometria tonal, leitura foram observadas para
Estados Observacional timpanometria e EOAPD); TPF; crianças classificadas como
Miller et al.(49)
Unidos transversal TPD; TDD e SSW; memória DPA/não DPA e diferenças de
fonológica; fluência de leitura; médias de grupo em repetição
Faixa etária: 10 anos e memória operacional verbal. de não palavras, memória de
1 mês (média de idade). trabalho espacial e dois testes
de PA foram observadas para
crianças classificadas com
DEL/não DEL.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
58 participantes: 13 As crianças com dislexia
com dislexia, 25 com tiveram dificuldades com o
baixo risco com leitura FM, RT, DI; testes Percepção
processamento auditivo central
normal e 20 com de Palavras no Ruído e
Poelmans et al.(50) Bélgica Caso-controle dinâmico de taxa lenta e a
alto risco com leitura Percepção de Sentenças no
percepção de fala no ruído.
normal. Ruído; Consciência fonológica.
Esses problemas persistiram
Faixa etária: 11 anos até o sexto ano.
113 participantes: Crianças com dislexia, em
62 com dislexia e 51 Bateria de Avaliação média, tiveram desempenho
leitores médios. Fonológica; Teste Infantil de pior do que os leitores médios
Repetição Não Espectral; na tarefa de identificação
Teste de Eficiência de Leitura de sílabas sintéticas na
de Palavras TOWRE; testes discriminação silenciosa e na
experimentais, utilizados categoria intermediária (mas
Messaoud- Reino
Caso-controle para avaliar a percepção de não quando testadas usando
Galusi et al.(51) Unido Faixa etária: 6 anos e fala no ruído e no silêncio um procedimento adaptativo).
6 meses – 13 anos e 7 (Continuum sintético, Tarefas A percepção de fala não se
meses de Identificação, Tarefas de correlacionou com a leitura
Discriminação, Palavras no de pseudopalavras ou com
Ruído, Palavras no Ruído no o processamento fonológico
Discurso Conectado). - as principais habilidades
relacionadas à dislexia.
32 participantes: 8 com Ambos os grupos de leitura
distúrbio específico normal não diferiram em
de linguagem termos de percepção de fala
(DEL) e atraso na ou processamento auditivo
alfabetização, 10 com FM e detecção de gap entre central. A percepção da fala foi
DEL e alfabetização canais; percepção fala no- significativamente relacionada
normal e 14 com ruído e percepção categórica; à leitura e à escrita nos graus
Vandewalle et al.(52) Bélgica Longitudinal desenvolvimento típico. consciência fonológica, 1 e 3 e teve contribuição
memória de curto prazo verbal, preditiva única para o
RAN; testes padronizados de crescimento da leitura no 3º
Faixa etária: 6 anos e leitura e ortografia. ano, mesmo após o controle
3 meses – 6 anos e 8 do nível de leitura, habilidade
meses fonológica, processamento
auditivo central e habilidades
de linguagem oral no 1º ano.
62 participantes: 21 Discriminação do Tempo de
As crianças com dislexia
com dislexia, 21 do Elevação da Amplitude e
não apresentaram deficit no
grupo controle (idade Tempo Simples de Reação
processamento auditivo central
cronológica) e 20 Auditiva; Processamento
e não tiveram desempenho
do grupo controle Fonológico; Velocidade de
Georgiou et al.(53) Canadá Caso-controle pior do que seus controles,
(capacidade de leitura). Nomeação Rápida (Dígitos e
de capacidade de leitura em
Objetos); Memória Fonológica;
qualquer uma das medidas
Escolha Ortográfica e Teste
Faixa etária: 8-11 anos de processamento cognitivo
Rápido de Soletração; Fluência
usadas no estudo.
de Leitura.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
48 participantes: 24 Teste de leitura de Alouette,
com leitura normal e 24 testes de estratégia de leitura e
Não foram encontradas
com dislexia. consciência fonológica, registro
diferenças entre os grupos
eletrofisiológico (EEG e EOG);
para os desvios de frequência.
processamento pré-atencional
Enquanto as crianças com
de sons de fala usando o MMN.
leitura normal mostraram
As crianças foram apresentadas
maiores MMNs para grandes
Chobert et al.(54) França Caso-controle a uma sequência de sílabas que
desviantes na duração da
incluiu padrões (a sílaba “ba”) e
Faixa etária: 9-11 anos desvios na frequência vocálica, vogal e VOT, do que para
pequenos desviantes, nenhum
duração da vogal e tempo
efeito de desvio de tamanho foi
de início da voz (VOT), que
encontrado em crianças com
estavam próximos ou distantes
dislexia.
do padrão (desvios pequenos e
grandes).
61 participantes: 31 As crianças do G1
com dislexia e deficit de apresentaram limiares de
consciência fonológica Audiometria tonal e detecção de gap mais
Estados Prospectivo (G1) e 30 com imitanciometria, teste Perfil longos e menores escores
Zaidan et al.(55)
Unidos caso-controle habilidades normais de de Habilidades Fonológicas de identificação de gap, do
leitura (G2). e GIN. que as crianças do G2, com
diferenças significativas entre
Faixa etária: 8-9 anos os grupos.
32 participantes: 16 Testes de proficiência As respostas foram fortemente
com dislexia e 16 com em leitura e consciência lateralizadas em crianças do
leitura normal. fonológica; leitura de palavras grupo controle.
regulares, irregulares e
pseudopalavras; audiometria
tonal. As respostas auditivas
foram elicitadas, usando dois Crianças com dislexia
tipos de ruído de banda larga mostraram significativamente
Johnson et al.(56) Austrália Caso-controle menos lateralização do
com duração de 500 ms, que
resultaram na percepção de funcionamento auditivo
Faixa etária: 8-12 anos
um ruído central e um tom cortical e um padrão diferente
lateralizado. Os estímulos de de desenvolvimento de
pitch dicótico foram incluídos lateralização auditiva, com a
para avaliar a possibilidade de idade.
deficit auditivos binaurais nas
crianças com dislexia.
201 participantes: 28 O grupo disléxico
com dislexia e 173 com apresentou desempenho
Decisão de rima escrita,
desenvolvimento típico. significativamente pior na
ortografia, leitura de palavras,
linguagem, mas não nas
leitura de pseudopalavras;
medidas auditivas. Houve
repetição de não palavras (da
uma tendência a diminuir
bateria de Teste de Memória
as correlações entre o
Reino de Trabalho para Crianças);
Grube et al.(57) Exploratório processamento de sequências
Unido recordação de dígitos
Faixa etária: 11 anos curtas e as habilidades de
invertidos; teste auditivo (4
(média de idade) linguagem, contrastadas
tarefas de percepção de pitch,
por aumento significativo
4 tarefas de ritmo e tempo e 4
na correlação para o
testes de percepção de timbre
processamento básico de um
baseados em modulação).
único som, em particular, no
domínio da modulação.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
236 participantes Audiometria tonal liminar; Sugeriu-se que as habilidades
Processamento Rápido de processamento auditivo
Steinbrink et al.(21) Alemanha Longitudinal Auditivo e Visual Temporal; central rápido têm influência
Faixa etária: 5-7 anos testes padronizados de leitura causal no desenvolvimento da
e escrita. alfabetização.
O estudo identificou um fator
geral de processamento
auditivo central, além de dois
SCAN-C (testes de fala
outros fatores cognitivos,
monoaural de baixa
“memória operacional
redundância e escuta dicótica);
110 participantes e atenção executiva” e
processamento auditivo
“velocidade de processamento
central multicêntrico IMAP
e atenção alerta”, para
(mascaramento retrógrado,
Reino fundamentar os deficit em
Ahmmed et al.(22) Transversal mascaramento simultâneo,
Unido crianças com suspeita de
discriminação de frequência,
DPAC.
inteligência não verbal,
Indivíduos com deficiências
memória de trabalho, leitura,
nos testes de processamento
alerta de atenção e tempo de
auditivo central, juntamente
reação motora para estímulos
Faixa etária: 6-11 anos com testes dos outros dois
auditivos e visuais).
fatores cognitivos, podem
explicar a coocorrência de DPA
e outros distúrbios.
As respostas aos estímulos
padrão mostraram um
37 participantes: 11
deslocamento de voltagem
com história familiar de Conhecimento das letras do
negativo em crianças com
dislexia e 26 do grupo alfabeto finlandês; identificação
risco de problemas de leitura,
controle. fonológica, (tarefa de
em comparação com crianças
processamento fonológico);
do grupo controle.
Hämäläinen et al.(58) Finlândia Caso-controle RAN. Experimento de EEG
excêntrico passivo com sons Além disso, as crianças com
sinusoidais com alterações risco de problemas de leitura
na frequência, duração ou tiveram maior negatividade
Faixa etária: 5-6 anos. intensidade do som. discriminativa tardia (LDN)
na amplitude da alteração da
frequência sonora, do que as
crianças controle.
75 participantes: 25 A análise intergrupos mostrou
com DEL, 25 com TPA que, em todos os testes, as
e 25 do grupo controle. crianças dos grupos TPA e
DEL tiveram um desempenho
Prospectivo de
Rocha-Muniz et al.(59) Brasil TFR, TDD e TPF. significativamente pior, em
caso-controle
comparação ao grupo controle.
Faixa etária: 6-12 anos
Além disso, o grupo DEL
apresentou resultados piores
do que o grupo TPA.
60 participantes: 20 O desempenho do controle
com dislexia fonológica, de leitura normal de crianças
20 do grupo controle Avaliação do mascaramento aumentou ao longo do
Calcus et al.(60) Bélgica Caso-controle por nível de leitura e 20 informacional (IM) de experimento, atingindo um
do grupo controle por sequências complexas. nível significativamente melhor
idade. do que os disléxicos, nos
Faixa etária: 7-11 anos últimos blocos.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
Quadro 1. Continuação...
Principais achados do
Autor País Delineamento Casuística Instrumentos
estudo
155 participantes: Nas pontuações do grupo
50 do grupo controle encaminhado para avaliação
e 105 do grupo do PA nos testes TDD, TPF,
encaminhado para os resultados mostraram
TPF, TDD, GIN, MLD e
avaliação de PA. habilidades cognitivas
LiSN-S; Fluência de Leitura
Tomlin et al. (61)
Austrália Caso-controle significativamente mais
(Avaliação de Leitura de
baixas, em geral, nas
Passagens Wheldall).
crianças encaminhadas
Faixa etária: 7-12 anos para avaliação da PA, em
comparação com o grupo
controle.
58 participantes,
distribuídos em cinco Os testes foram aplicados
grupos: 11 (atenção), nos cinco grupos, antes
13 (memória), e após o período de Todos os grupos treinados,
12 (sensorial), treinamento com o software especialmente crianças mais
13 (placebo) e 9 Escuta Ativa. velhas, exibiram aprendizado
(controle). significativo na tarefa
Murphy et al.(62) Brasil Experimental treinada. Nas medidas pré e
Tarefas de spam de dígito pós-treinamento, a maioria
visual, atenção sustentada dos grupos apresentou
auditiva, Teste Brasileiro de melhorias no maior número
Faixa etária: 5-8 anos Fala Comprimida; Teste de de tarefas.
Consciência Fonológica,
Teste de Leitura de Palavras
Isoladas.
267 participantes Som das letras; leitura
A memória verbal de
de palavras frequentes;
curto prazo, a consciência
Consciência Fonológica;
fonológica e a nomeação
RAN; Memória de Curto
rápida foram bons preditores
Prazo Verbal; processamento
Reino de má leitura posterior.
Carroll et al.(23) Longitudinal auditivo central (Teste DEST
Unido Faixa etária: 6-8 anos Deficit na busca visual e
Sound Order); precisão de
no processamento auditivo
leitura de palavras (Teste de
central também estavam
Leitura de Palavras Unicas
presentes em minoria dos
da Escala de Habilidades
leitores pobres.
Britânica).
109 participantes Houve associação com
significância estatística entre
a competência leitora em
palavras/pseudopalavras e
o desempenho escolar das
crianças. Contudo, não houve
Souza et al.(24) Brasil Transversal TCLPP, TDE e ASPA.
Faixa etária: 7-10 anos evidência de associação, com
significância estatística, entre
a competência leitora em
palavras/ pseudopalavras, as
variáveis sociodemográficas
e as habilidades auditivas.
Legenda: ABR = audiometria de respostas evocadas; ASPA = avaliação simplificada do processamento auditivo; BioMARK = biological marker of auditory processing;
CONFIAS = Teste de Consciência Fonológica – Instrumento de Avaliação Sequencial; DEL = distúrbio específico de linguagem; DEST = dyslexia early screening test;
DFBP = discurso filtrado de baixa passagem; DI = discriminação de intensidade; DPA = distúrbio do processamento auditivo; DPAC = distúrbio do processamento auditivo
central; EEG = eletroencefalograma; EOG = eletro-oculograma; EOAPD = emissões otoacústicas por produto de distorção; EOAT = emissão otoacústica transiente;
EOG = eletro-oculograma; FC = Teste de Frases Concorrentes; FM = detecção de modulação de frequência; FR = Teste de Fala com Ruído; GAP = intervalo; GIN = Gaps
in Noise; LDN = late discriminative negativity; LiSN-S = Teste de Sentenças em Ruído Espacializado; MLD = diferenças de nível de mascaramento; MMN = Mismatch
Negativity; MSNV = Teste de Memória para Sons Não Verbais em Sequência; MSV = Teste de Memória para Sons Verbais em Sequência; OSCCI = teste de ortografia;
PA = processamento auditivo; PCS = Prova de Consciência Sintática; PEATE = potencial evocado auditivo de tronco encefálico; PPS = Pitch Pattern Sequence; PSI = Teste
de Logoaudiometria Pediátrica ou Teste de Inteligibilidade de Fala; QI = quociente de inteligência; RAN = Teste de Nomeação Automática Rápida; RGDT = Random
Gap Detection Test; RT = discriminação de tempo de ascensão do som; SCAN = teste padronizado de processamento auditivo; SSW = Teste de Dissílabos Alternados;
TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; TDD = Teste Dicótico de Dígitos; TDE = Teste de Desempenho Escolar; TFR = Teste de Figura
com Ruído; TOWRE = test of word reading efficiency; TPD = Testes de Padrão de Duração; TPF = Testes de Padrão de Frequência; VCV = vogal-consoante-vogal,
PAC = processamento auditivo central; TPAC = transtorno do processamento auditivo central; ABFW = teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática; IMAP = bateria de testes denominada IHR Multi-center Auditory Processing; TPA = transtorno do processamento auditivo, VOT = tempo de início
da voz; P300 = potencial evocado auditivo de longa latência.
dificuldade de aprendizagem ou com dislexia. A maioria dos efetivo para melhorar o desempenho nas habilidades auditivas
autores concluiu que há alteração de processamento auditivo temporais e de leitura em crianças com dificuldade de leitura.
central nos participantes com dislexia e com distúrbio de Outros dois estudos experimentais(35,63) indicaram que, após
leitura e escrita. Contudo, não houve grandes diferenças entre o treinamento auditivo, o desempenho em habilidades auditivas
o desempenho de ambos os grupos, sendo sempre pior do que melhorou, tanto no grupo com distúrbio de aprendizagem,
o do grupo controle. quanto no grupo de escolares sem dificuldade de aprendizagem.
Vale considerar que o processamento auditivo central Estudo experimental(62) realizou treinamento que incluiu
abrange diversas habilidades e, dentre elas, as habilidades do tarefas de atenção, memória e sensoriais auditivas. Os autores
processamento temporal(3). Os aspectos temporais da audição verificaram que em todos os grupos (grupo de atenção, grupo de
são essenciais para a fala e a compreensão da linguagem e sua memória, grupo sensorial, grupo placebo e grupo controle) os
inadequação pode refletir em dificuldades ortográficas e na participantes demonstraram aprendizado nas tarefas treinadas.
codificação/decodificação, tanto de palavras como de frases(3). Contudo, o aprendizado não foi transferido para medidas de
A maioria dos estudos(23,32,42,43,45,46,51,54,60,62,63) utilizou testes linguagem (leitura e consciência fonológica), já que tanto o
que avaliam os aspectos temporais do processamento auditivo grupo placebo, como o grupo controle melhoraram da mesma
central. Deste modo, fica explícita a importância da inclusão forma que os demais grupos treinados.
de testes que avaliem o processamento temporal, ou seja, a
ordenação e a resolução temporal, em protocolos de pesquisa e CONCLUSÃO
diagnóstico de crianças e adolescentes com queixas ou evidências
de alterações de leitura e escrita.
Contudo, alguns estudos(10,28) evidenciaram que participantes Com base nos artigos analisados na presente revisão, sobre
com dificuldade na leitura e escrita(10) e dislexia(28) também a interface entre processamento auditivo central e processos
apresentaram pior desempenho na habilidade auditiva de figura- de leitura em crianças e adolescentes, é possível concluir que
fundo. Outro estudo(22) indicou que a habilidade de fechamento há associação entre leitura e habilidades auditivas, já que a
auditivo está comumente alterada em crianças com suspeita maioria dos participantes com dificuldades em habilidades
de distúrbio do processamento auditivo central e que esse de leitura também apresentam desempenho prejudicado em
distúrbio, frequentemente, coexiste com outros, relacionados tarefas de habilidades auditivas. Os estudos revelaram que as
a fatores cognitivos. habilidades auditivas que mais se encontravam alteradas eram
Os delineamentos transversal e caso-controle foram os mais a ordenação e a resolução temporal. Contudo, alguns estudos
utilizados nos estudos da presente revisão. Vale ressaltar, no entanto, também revelaram alteração nas habilidades auditivas de figura-
que, embora os estudos com ambos os tipos de delineamento fundo para sons verbais e fechamento auditivo. Além disso,
sejam importantes, eles apresentam diferenças significativas. verificou-se que o treinamento auditivo é efetivo para a melhora
Os estudos transversais objetivam abordar a associação entre no desempenho das habilidades auditivas e também pode ser
os fatores de risco e a doença (desfecho), envolvendo amostra efetivo para melhora no desempenho em tarefas de leitura.
aleatória de uma população de interesse. São mais frágeis, já
que as variáveis são avaliadas simultaneamente, revelando um
AGRADECIMENTOS
“retrato” da situação no momento, e não permitem inferir sobre
a causalidade dos aspectos estudados. Os estudos caso-controle,
por sua vez, pretendem comparar um grupo de casos (doentes) À CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
com um grupo controle (sem a doença), em relação à presença de Nível Superior) e à FAPEMIG (Fundação de Amparo à
ou ausência de um fator de exposição no passado. A limitação Pesquisa do Estado de Minas Gerais), pelo financiamento para
desse tipo de estudo é que a necessidade do levantamento da a execução da pesquisa.
história pregressa dos participantes pode apresentar vieses de
seleção e de informação(65,66).
Quatro estudos experimentais(26,35,62,63) realizaram treinamento REFERÊNCIAS
auditivo no grupo de estudo e foi verificada significativa melhora
no resultado das reavaliações.
Em um dos estudos(26), os autores utilizaram o software 1. Machado CSS, Valle HLBS, Paula KM, Lima SS. Caracterização do
“Treinamento temporal auditivo com estímulos não verbais processamento auditivo das crianças com distúrbio de leitura e escrita de 8
a 12 anos em tratamento no Centro Clínico de Fonoaudiologia da Pontifícia
e verbais com fala expandida®”, que contém jogos verbais e
Universidade Católica de Minas Gerais. Rev CEFAC. 2011;13(3):504-12.
não verbais, baseados no programa de treinamento auditivo http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462010005000119.
Fast Forword Language. O objetivo da pesquisa foi verificar o
desempenho de leitura e dos aspectos temporais da audição em 2. Prando ML, Pawlowski J, Fachel JMG, Misorelli MIL, Fonseca RP. Relação
crianças com dificuldades de leitura, após o treino auditivo. Para entre habilidades de processamento auditivo e funções neuropsicológicas em
adolescentes. Rev CEFAC. 2010;12(4):646-61. http://dx.doi.org/10.1590/
tal, foram realizados, além da avaliação audiológica básica, os
S1516-18462010005000027.
testes de processamento auditivo central (Padrão de Frequência
- Auditec, Padrão de Duração - Auditec e Gaps in Noise - GIN), 3. Mourão AM, Esteves CC, Labanca L, Lemos SMA. Desempenho de
a Avaliação de Habilidades de Leitura (Protocolo de Leitura e crianças e adolescentes em tarefas envolvendo habilidade auditiva de
Escrita) e o Teste de Consciência Fonológica (CONFIAS)(26). No ordenação temporal simples. Ver CEFAC. 2012;14(4):659-68. http://
estudo, foram utilizados dois jogos para o treinamento: “Jogo dx.doi.org/10.1590/S1516-18462011005000141.
do Caco” (não verbal) e “Jogo do Papagaio” (verbal)(26). Os 4. Teixeira JKM, Parreiras DF, Mariz VF, Alves LM. Caracterização das
autores desse artigo(26) concluíram que o treinamento auditivo foi habilidades do processamento auditivo de crianças atendidas no ambulatório
de transtorno de aprendizagem de uma clínica escola de Belo Horizonte. 21. Steinbrink C, Zimmer K, Lachmann T, Dirichs M, Kammer T. Development
Revista NBC. 2017;7(13):35-48. of rapid temporal processing and its impact on literacy skills in primary
school children. Child Dev. 2014;85(4):1711-26. http://dx.doi.org/10.1111/
5. Signor RCF, Vieira SK, Berberian AP, Santana AP. Distúrbio de
cdev.12208. PMid:24359600.
processamento auditivo x dificuldade de leitura e escrita: há uma relação?
Rev Bras Lingüíst Apl. 2018;18(3):581-607. http://dx.doi.org/10.1590/1984- 22. Ahmmed AU, Ahmmed AA, Bath JR, Ferguson MA, Plack CJ, Moore
6398201813079. DR. Assessment of children with suspected auditory processing disorder:
a factor analysis study. Ear Hear. 2014;35(3):295-305. http://dx.doi.
6. Souza MA, Passaglio NJS, Lemos SMA. Alterações de linguagem e
org/10.1097/01.aud.0000441034.02052.0a. PMid:24496289.
processamento auditivo: revisão de literatura. Rev CEFAC. 2016;18(2):513-
9. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201618216215. 23. Carroll JM, Solity J, Shapiro LR. Predicting dyslexia using prereading
skills: the role of sensorimotor and cognitive abilities. J Child Psychol
7. Santos TSL, Câmara CC, Moreira DR, Borges LL. Processamento auditivo
Psychiatry. 2016;57(6):750-8. http://dx.doi.org/10.1111/jcpp.12488.
central em crianças com dificuldades acadêmicas: revisão bibliográfica.
PMid:26662375.
Estudos. 2015;42(3):327-43.
24. Souza CA, Escarce AG, Lemos SMA. Competência leitora de palavras e
8. Gabriel R, Morais J, Kolinsky R. A aprendizagem da leitura e suas
pseudopalavras, desempenho escolar e habilidades auditivas em escolares
implicações sobre a memória e a cognição. Ilha Desterro. 2016;69(1):61-
do ensino fundamental. Audiol Commun Res. 2019;24:1-8. http://dx.doi.
78. http://dx.doi.org/10.5007/2175-8026.2016v69n1p61.
org/10.1590/2317-6431-2018-2018.
9. Uvo MFC, Germano GD, Capellini AS. Desempenho de escolares com
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em habilidades 25. Chaubet J, Pereira L, Perez AP. Temporal resolution ability in students with
metalinguísticas, leitura e compreensão leitora. Rev CEFAC. 2017;19(1):7- dyslexia and reading and writing disorders. Int Arch Otorhinolaryngol.
19. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201719115815. 2014;18(2):146-9. http://dx.doi.org/10.1055/s-0033-1363465. PMid:25992081.
10. Frota S, Pereira LD. Processamento auditivo: estudo em crianças com 26. Vatanabe TY, Navas ALGP, Mariano SPB, Murphy CB, Durante AS.
distúrbios da leitura e da escrita. Rev Psicopedag. 2010;27(83):214-22. Desempenho de crianças com distúrbio de leitura após o treino auditivo.
Audiol Commun Res. 2014;19(1):7-12. http://dx.doi.org/10.1590/S2317-
11. Capovilla F, Capovilla AGS, Viggiano K, Mauricio A, Bidá M. Processos 64312014000100003.
logográficos, alfabéticos e lexicais na leitura silenciosa por surdos e
ouvintes. Estud Psicol. 2005;10(1):15-23. http://dx.doi.org/10.1590/ 27. Murphy-Ruiz PC, Penaloza-Lopez YR, Garcia-Pedroza F, Poblano A.
S1413-294X2005000100003. Right cerebral hemisphere and central auditory processing in children
with developmental dyslexia. Arq Neuropsiquiatr. 2013;71(11):883-9.
12. Machado AC, Capellini AS. Caracterização do desempenho de crianças http://dx.doi.org/10.1590/0004-282X20130172. PMid:24394876.
com distúrbio de aprendizagem em estratégias de compreensão leitora.
Rev Psicop. 2011;28(86):126-32. 28. Oliveira JC, Murphy CFB, Schochat E. Processamento auditivo (central) em
crianças com dislexia: avaliação comportamental e eletrofisiológica. CoDAS.
13. Carrilho APN. Relação entre compreensão leitora e habilidades cognitivas 2013;25(1):39-44. http://dx.doi.org/10.1590/S2317-17822013000100008.
e linguísticas em escolares com Distúrbio de Aprendizagem [tese]. Bauru: PMid:24408169.
Universidade de São Paulo; 2016. http://dx.doi.org/10.11606/T.25.2016.
tde-08082016-220203. 29. Simões MB, Schochat E. Transtorno do processamento auditivo
(central) em indivíduos com e sem dislexia. Pró-Fono Rev Atual Cient.
14. Bovo EBP, Lima RF, Silva FCP, Ciasca SM. Relações entre as funções 2010;22(4):521-4. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400027.
executivas, fluência e compreensão leitora em escolares com dificuldades PMid:21271110.
de aprendizagem. Rev Psicopedagogia. 2016;33(102):272-82.
30. Boscariol M, Guimarães CA, Hage SRDV, Cendes F, Guerreiro MM.
15. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como Processamento temporal auditivo: relação com dislexia do desenvolvimento
fazer. Einstein. 2010;8(1):102-6. http://dx.doi.org/10.1590/s1679- e malformação cortical. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2010;22(4):537-42.
45082010rw1134. PMid:26761761. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000400030.
16. Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método 31. Pelitero TM, Manfredi AKDS, Schneck APC. Avaliação das habilidades
de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. auditivas em crianças com alterações de aprendizagem. Rev CEFAC.
Texto Contexto Enferm. 2008;17(4):758-64. http://dx.doi.org/10.1590/ 2010;12(4):662-70. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462010005000062.
S0104-07072008000400018.
32. Pinheiro FH, Oliveira AMD, Cardoso ACV, Capellini SA. Testes de
17. Phillips B, Ball C, Sackett D, Badenoch D, Straus S, Haynes B, et al. escuta dicótica em escolares com distúrbio de aprendizagem. Rev Bras
Centre for Evidence-Based Medicine [Internet]. 2018 [citado em 2018 Otorrinolaringol. 2010;76(2):257-62.
Nov 18]. Disponível em: http://www.cebm.net/index.aspx?o=1025
33. Abdo AGR, Murphy CFB, Schochat E. Habilidades auditivas em crianças
18. Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMF. Passos com dislexia e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Pró-Fono
da Iniciativa STROBE: subsídios para a comunicação de estudos Rev Atual Cient. 2010;22(1):25-30. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-
observacionais. Rev Saude Publica. 2010;44(3):559-65. http://dx.doi. 56872010000100006.
org/10.1590/S0034-89102010000300021. PMid:20549022.
34. Murphy CFB, Schochat E. How auditory temporal processing deficits
19. Steinbrink C, Knigge J, Mannhaupt G, Sallat S, Werkle A. Are temporal relate to dyslexia. Braz J Med Biol Res. 2009;42(7):647-54. http://dx.doi.
and tonal musical skills related to phonological awareness and literacy org/10.1590/S0100-879X2009000700009. PMid:19578644.
skills? Evidence from two cross-sectional studies with children from
different age groups. Front Psychol. 2019;10(16):805. http://dx.doi. 35. Pinheiro FH, Capellini SA. Desenvolvimento das habilidades auditivas de
org/10.3389/fpsyg.2019.00805. PMid:31040806. escolares com distúrbio de aprendizagem, antes e após treinamento auditivo,
e suas implicações educacionais. Rev Psicopedag. 2009;26(80):231-41.
20. Souza CA, Escarce AG, Lemos SMA. Ordenação temporal e competência
leitora de palavras e pseudopalavras: estudo preliminar. CoDAS. 36. Engelmann L, Ferreira MIDC. Avaliação do processamento auditivo em
2018;30(2):e20170102. http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20182017102. crianças com dificuldades de aprendizagem. Rev Soc Bras Fonoaudiol.
PMid:29791619. 2009;14(1):69-74. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342009000100012.
37. Germano GD, Pinheiro FH, Cardoso ACV, Santos LCA, Padula NAMR, individuals? J Speech Lang Hear Res. 2011;54(6):1682-701. http://dx.doi.
Capellini SA. Relação entre achados em neuroimagem, habilidades auditivas org/10.1044/1092-4388(2011/09-0261). PMid:21930615.
e metafonológicas em escolares com dislexia do desenvolvimento. Rev
Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):315-22. http://dx.doi.org/10.1590/ 52. Vandewalle E, Boets B, Ghesquière P, Zink I. Auditory processing and
S1516-80342009000300006. speech perception in children with specific language impairment: relations
with oral language and literacy skills. Res Dev Disabil. 2012;33(2):635-
38. Capellini SA, Germano GD, Cardoso ACV. Relação entre habilidades 44. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2011.11.005. PMid:22155538.
auditivas e fonológicas em crianças com dislexia do desenvolvimento.
Rev Sem Assoc Bras Psicol Escol Educ. 2008;12(1):235-53. http://dx.doi. 53. Georgiou GK, Papadopoulos TC, Zarouna E, Parrila R. Are auditory and
org/10.1590/S1413-85572008000100016. visual processing deficits related to developmental dyslexia? Dyslexia.
2012;18(2):110-29. http://dx.doi.org/10.1002/dys.1439. PMid:22419585.
39. Wang HS, Wang NY, Chen IC, Tsao Y. Auditory identification of
frequency-modulated sweeps and reading difficulties in Chinese. Res 54. Chobert J, François C, Habib M, Besson M. Deficit in the preattentive
Dev Disabil. 2019;86:53-61. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2019.01.006. processing of syllabic duration and VOT in children with dyslexia.
PMid:30660853. Neuropsychologia. 2012;50(8):2044-55. http://dx.doi.org/10.1016/j.
neuropsychologia.2012.05.004. PMid:22595658.
40. Vanvooren S, Poelmans H, De Vos A, Ghesquière P, Wouters J. Do
prereaders’ auditory processing and speech perception predict later 55. Zaidan E, Baran JA. Gaps-in-noise (GIN©) test results in children with
literacy? Res Dev Disabil. 2017;70:138-51. http://dx.doi.org/10.1016/j. and without reading disabilities and phonological processing deficits. Int
ridd.2017.09.005. PMid:28938227. J Audiol. 2013;52(2):113-23. http://dx.doi.org/10.3109/14992027.2012.
733421. PMid:23167240.
41. Barker MD, Kuruvilla-Mathew A, Purdy SC. Cortical auditory-evoked
potential and behavioral evidence for differences in auditory processing 56. Johnson BW, McArthur G, Hautus M, Reid M, Brock J, Castles A, et al.
between good and poor readers. J Am Acad Audiol. 2017;28(6):534-45. Lateralized auditory brain function in children with normal reading ability
http://dx.doi.org/10.3766/jaaa.16054. PMid:28590897. and in children with dyslexia. Neuropsychologia. 2013;51(4):633-41. http://
dx.doi.org/10.1016/j.neuropsychologia.2012.12.015. PMid:23333528.
42. Johnson EP, Pennington BF, Lee NR, Boada R. Directional effects between
rapid auditory processing and phonological awareness in children. J Child 57. Grube M, Cooper FE, Kumar S, Kelly T, Griffiths TD. Exploring the role
Psychol Psychiatry. 2009;50(8):902-10. http://dx.doi.org/10.1111/j.1469- of auditory analysis in atypical compared to typical language development.
7610.2009.02064.x. PMid:19298469. Hear Res. 2014;308:129-40. http://dx.doi.org/10.1016/j.heares.2013.09.015.
43. Yalçinkaya F, Muluk NB, Sahin S. Effects of listening ability on speaking, PMid:24112877.
writing and reading skills of children who were suspected of auditory 58. Hämäläinen JA, Lohvansuu K, Ervast L, Leppänen PH. Event-related
processing difficulty. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2009;73(8):1137-42. potentials to tones show differences between children with multiple
http://dx.doi.org/10.1016/j.ijporl.2009.04.022. PMid:19477531. risk factors for dyslexia and control children before the onset of formal
44. Dawes P, Sirimanna T, Burton M, Vanniasegaram I, Tweedy F, Bishop DV. reading instruction. Int J Psychophysiol. 2015;95(2):101-12. http://dx.doi.
Temporal auditory and visual motion processing of children diagnosed with org/10.1016/j.ijpsycho.2014.04.004. PMid:24746550.
auditory processing disorder and dyslexia. Ear Hear. 2009;30(6):675-86. 59. Rocha-Muniz CN, Zachi EC, Teixeira RA, Ventura DF, Befi-Lopes DM,
http://dx.doi.org/10.1097/AUD.0b013e3181b34cc5. PMid:19672194. Schochat E. Association between language development and auditory
45. Dawes P, Bishop DV. Psychometric profile of children with auditory processing processing disorders. Rev Bras Otorrinolaringol. 2014;80(3):231-6. http://
disorder and children with dyslexia. Arch Dis Child. 2010;95(6):432-6. dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.01.002. PMid:25153108.
http://dx.doi.org/10.1136/adc.2009.170118. PMid:20501538.
60. Calcus A, Colin C, Deltenre P, Kolinsky R. Informational masking of
46. Ferguson MA, Hall RL, Riley A, Moore DR. Communication, listening, complex tones in dyslexic children. Neurosci Lett. 2015;584(1):71-6.
cognitive and speech perception skills in children with auditory processing http://dx.doi.org/10.1016/j.neulet.2014.10.026. PMid:25459281.
disorder (APD) or Specific Language Impairment (SLI). J Speech Lang
61. Tomlin D, Dillon H, Sharma M, Rance G. The Impact of Auditory Processing
Hear Res. 2011;54(1):211-27. http://dx.doi.org/10.1044/1092-4388(2010/09-
and Cognitive Abilities in Children. Ear Hear. 2015;36(5):527-42. http://
0167). PMid:20689032.
dx.doi.org/10.1097/AUD.0000000000000172. PMid:25951047.
47. Billiet CR, Bellis TJ. The relationship between brainstem temporal processing
62. Murphy CF, Moore DR, Schochat E. Generalization of auditory sensory
and performance on tests of central auditory function in children with
reading disorders. J Speech Lang Hear Res. 2011;54(1):228-42. http:// and cognitive learning in typically developing children. PLoS One.
dx.doi.org/10.1044/1092-4388(2010/09-0239). PMid:20689038. 2015;10(8):e0135422. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0135422.
PMid:26267275.
48. Boets B, Vandermosten M, Poelmans H, Luts H, Wouters J, Ghesquière
P. Preschool impairments in auditory processing and speech perception 63. Pinheiro FH, Capellini SA. Treinamento auditivo em escolares com
uniquely predict future reading problems. Res Dev Disabil. 2011;32(2):560- distúrbio de aprendizagem. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2010;22(1):49-54.
70. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2010.12.020. PMid:21236633. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872010000100010.
49. Miller CA, Wagstaff DA. Behavioral profiles associated with auditory 64. Gonçalves-Guedim TF, Capelatto IV, Salgado-Azoni CA, Ciasca SM,
processing disorder and specific language impairment. J Commun Disord. Crenitte PAP. Desempenho do processamento fonológico, leitura e escrita em
2011;44(6):745-63. http://dx.doi.org/10.1016/j.jcomdis.2011.04.001. escolares com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Rev CEFAC.
PMid:21636094. 2017;19(2):242-52. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201719220815.
50. Poelmans H, Luts H, Vandermosten M, Boets B, Ghesquière P, Wouters 65. Soares JF, Siqueira AL. Introdução à estatística médica. Belo Horizonte:
J. Reduced sensitivity to slow-rate dynamic auditoryinformation in Departamento de Estatística, UFMG; 1999. Organização da pesquisa
children with dyslexia. Res Dev Disabil. 2011;32(6):2810-9. http://dx.doi. médica; cap. 2.
org/10.1016/j.ridd.2011.05.025. PMid:21645986.
66. Souza TT, Correr CJ. Tipos de estudos epidemiológicos [Internet].
51. Messaoud-Galusi S, Hazan V, Rosen S. Investigating speech perception SlideShare; 2013 [citado em 2019 Dez 21]. Disponível em: https://
in children with dyslexia: is there evidence of a consistent deficit in pt.slideshare.net/FClinico/tipos-de-estudos-epidemiolgicos-26672507