SILVICULTURA
A silvicultura é uma ciência que estuda métodos naturais e artificiais de
reconstruir e melhorar a população de arvores florestais, visando o mercado, como também
visa a manutenção e o aproveitamento do uso racional das floretas. A qual é dividida em 2
tipos: clássica e a moderna. O método clássico considera a capacidade produtiva inerente das
florestas naturais, explorando o processo orgânico de renovação. Já a abordagem moderna tem
como base o cultivo planejado de florestas, especialmente aquelas seguindo o modelo de
silvicultura de eucalipto. Esse método é induzido através da intervenção humana, sendo
executado de forma direcionada e artificial.
Em relação ao brasil, o país está crescendo com potência global na oferta de
produtos florestais, tanto madeireiros quanto não madeireiros (PFM e PFNM), e é reconhecido
como um fornecedor líder de serviços ambientais. Assim, o Setor Florestal Brasileiro (SFB) é
caracterizado por uma vasta gama de indústrias e produtos, essencialmente estruturado em
três cadeias produtivas: a produção de madeira industrial (celulose, papel e painéis de madeira
reconstituída), o processamento mecânico da madeira (serrados e compensados) e a utilização
de madeira para fins energéticos (lenha, cavaco e carvão vegetal).
A silvicultura desempenha um papel importante tanto na questão econômica como
ambiental. Na visão econômica, a produção de madeira e seus derivados, trata-se de uma
indústria significativa em diversos países, gerando empregos, renda e crescimento econômico
no país. Além disso, a madeira é um recurso renovável, ou seja, pode fornecer uma fonte
contínua de matéria prima, se bem manejada, para diversas indústrias, como construção,
móveis, papel e celulose.
Em relação ao mercado interno e externo da silvicultura, a demanda pela matéria-
prima é diversificada. Internamente, no Brasil, a madeira é utilizada na construção civil, móveis
e indústrias de papel e celulose. Já, externamente, a exportação de madeira e seus derivados
engloba o comercio global e atende diversas demandas de alguns países.
Dessa forma, algumas espécies exóticas, podem ser usadas como exemplos. O Pinus é
cultivado de forma ampla, pois apresenta uma rápida taxa de crescimento e versatilidade na
produção de madeira, para indústria de construção, fabricação de moveis e papel. Já, o
Eucalyptus, possui uma fácil adaptação em diferentes climas, é usado geralmente na produção
de celulose, óleos essenciais e madeira serrada.
Além disso, podemos citar, espécies nativas, como o carvalho, que apresenta uma
robustez e majestosidade, geralmente usada em construção civil, moveis, vigas, tabuas e
portas, por ser uma madeira muito rígida. Como também a peroba rosa, que possuía uma
madeira considerada nobre, por ser resistente e ter um acabamento fino, podendo ser usado
como construção civil, moveis e óleo essencial.
Porém, vale lembrar que, o equilíbrio é a principal pilar da conservação das espécies
florestais nativas, pois deve preservar a integridade do ecossistema nativo, promover o uso
sustentável e conservar a biodiversidade local do ecossistema. Por isso, deve ser feito um
planejamento com espécies apropriadas, que podem realizar a reabilitação de área degradas e
restauração de habitats naturais.
Por fim, na questão ambiental, a silvicultura desempenha um papel, muito importante
na conservação e proteção dos sistemas florestais. Assim, o manejo bem adequado, ajuda na
prevenção da degradação so solo, reduz erosão, mantem a diversidade, diminui poluição e
recuperar a qualidade da água, além disso, captura mais carbono, diminuindo o efeito estufa.
Podemos concluir que, a silvicultura tem extrema significância na economia, como na
preservação dos recursos florestais, por isso devemos reconhecer essa importância e analisar a
perspectivas futuras.
AGROPOS. Silvicultura. Disponível em: [Link] Acesso em:
16 de agosto de 2023.