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MANUAL
DOUTRINÁRIO PEDAGÓGICO DO GPOE
RESUMO
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................
2. DIDÁTICA DO ENSINO.........................................................................................................
3. USO PROGRESIVO DA FORÇA.............................................................................................
4. DIREITOS HUMANOS.........................................................................................................
5. SOBREVIVENCIA ADMISTRATIVA........................................................................................
6. APH TATICO................................................................................................................... .....
7. SEGURANÇA PENITENCIÁRIA..............................................................................................
8. ABORDAGEM......................................................................................................................
9. ESCOLTA.............................................................................................................................
. ESCOLTA DE ALTA COMPLEXIDADEROTINA PENITENCIÁRIA.
. SEGURANÇA DE AUTORIDADES.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
INTRODUÇÃO
Este MANUAL está quinhoado em três eixos que compõem o itinerário de formação do Policial
Penal. Tais eixos de formação foram divididos conforme o nível de conhecimento básico, nível
de conhecimento de nivelamento/Intermediário e nível de conhecimento da especializada. O
conteúdo, portanto, se estrutura em um itinerário, que foi desenhado a partir das competências
que se espera que sejam desenvolvidas a partir dos conteúdos programáticos que formam a
grade curricular.
As competências centrais da chamada "Básico, Nivelamento/Intermediário e Especializada " de
conhecimentos dos Servidores da carreira que diz respeito aos conhecimentos e competências
exigidos a todos os servidores que atuam/atuarão em ambientes prisionais e em sua gestão,
fundamentando relações interpessoais, procedimentos relativos às diferentes funções
desempenhadas, setores e relações que configuram a atuação profissional nesses ambientes.
São estes os eixos:
Nível Básico - Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que nunca teve contato com
a matéria pedagógico proposta em questão. Tendo como objetivo trazer conhecimento e pratica
mínima para realização do proposto em formação inicial indispensável para a formação na
carreira. Constitui-se de saberes sem os quais outras etapas da formação não podem ocorrer:
serve como pré-requisito do itinerário formativo do POLICIL PENAL.
Nível Nivelamento/Intermediário - Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que já
teve contato com o nível Básico. Tendo como objetivo requalificar o servidor na área de sua
atuação, aprimorando no conhecimento intelectual e pratico afim de elevar seus conhecimentos
ao longo de sua função, o nível intermediário é pré -requisito do itinerário formativo da
Especializada.
Nível Especializada- Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que já teve contato
com o nível Nivelamento/Intermediário. Tendo como objetivo singularizar o servidor que já
tenha conhecimento intermediário. Na especializada, esperasse um conteúdo pedagógico
fidedigno.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
Disciplina: ESCOLTA
Objetivo da aprendizagem:
Horas prevista: 30hs
Origem: Desde os tempos mais antigos, na verdade, desde a existência do homem, que
a proteção da pessoa faz parte das necessidades básicas do ser humano. No início a necessidade
era de se proteger de animais e outros grupos de pessoas que atacavam sua família, de pois para
a proteção do seu terreno, seu local de moradia.
Oficialmente conhecidos pela Ordem dos Cavaleiros Mendicantes do Templo de Salomão, os
Templários foram organizados em 1118 pelo fidalgo francês, Hugues de Payens, como escolta
cavalheiresca dos peregrinos da Terra Santa. Aqui já podemos mensurar a importância de uma
escolta armada em deslocamento de pessoas. As armas utilizadas por aqueles homens eram o
fogo e armas feitas de madeira e pedras. Durante os medievos, eram os Templários que eram
famosos pela sua destreza e coragem em combate, por vezes até ao ponto de fazer loucura
durante a escolta dos peregrinos. Tinham regras próprias que regulavam a sua conduta em
combate, sendo por exemplo proibido renderem-se a não ser que as probabilidades em seu
desfavor fossem superiores a três contra uma e mesmo assim tinham de obter aprovação do
seu comandante. Eram as tropas especiais da sua época, uma força de elite.
Mais tarde, se tornou imprescindível a presença de uma escolta armada na expansão do velho
oeste, em 1852, os americanos Henry Wells e Willian Fargo, criaram a primeira empresa de
escolta ramada e segurança do mundo, realizando transporte de diligências ao longo do rio
Mississipi. Em 1855, foi criada a Agência Nacional de Detetives Pinkerton, que também
contribuiu com o desenvolvimento daquilo que mais tarde seria um grupo de escolta armada.
No Brasil as escoltas de pessoas presas para fórum de audiência, transferência de presídios,
condução para hospitais e etc...., eram feitas pela polícia militar. Porém, com a necessidade
obter mais dinamismo os policias penais ocuparam esta lacuna com maestria ao longo dos anos.
Conteúdo:
NÃO EXISTE MOVIMENTO ADMINISTRATIVO EM ZONA DE COMBATE!
Um comboio tático é uma operação de combate deliberadamente planejada para mover
pessoal e/ou carga por meio de um grupo de meios de transporte terrestre de maneira
segura para ou de um destino alvo sob o controle de um único comandante em um
ambiente permissivo, incerto ou hostil. Os comboios táticos devem sempre ter acesso ao
quadro operacional comum e ser caracterizados por uma postura agressiva, agilidade e
imprevisibilidade. Os comboios táticos requerem planejamento e coordenação adicionais
além das operações normais. Uma das principais táticas inimigas para atacar o comboio é
atingir as linhas de comunicação, força a parada do comboio atacando o veiculo da frente.
para derrotar essa tática, cada comboio tático deve estar preparado para tomar uma ação
ofensiva em caso de emboscada e derrotar as forças inimigas assim que o contato for
obtido, mantendo assim a iniciativa e dissuadindo ataques futuros.
O Treinamento: A experiência e procedimentos operacionais padrão da EQUIPE DE
ESCOLTA irão acelerar a preparação tática do comboio, especialmente quando o tempo é
curto. Embora cada comboio, independentemente do tipo ou tamanho, possa ser diferente,
os procedimentos de condução, usados na preparação para o movimento são os mesmos
e devem ser treinados e constantemente ensaiados. Embora os PROSEDIMENTOS sejam
padronizados, eles são adaptados aqui para atender especificamente às operações táticas
de comboio.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇ CODIO –“Q”
O Código Q foi desenvolvido pelo governo britânico como forma de facilitar a troca de
informações com navios vindos de outras nações e com idiomas diferentes, isso no início de
1900. Passados mais de 100 anos, ele é amplamente utilizado por agentes militares, civis,
policias. No nosso caso, a comunicação entre o comboio, é de grande relevância para a escolta
no geral, porém, geralmente quem trabalha embarcado ou não, tem como habitual o uso do
código de radia bem definido entre a eles, o SAMU, Bombeiros e as patrulhas da polícia militar,
tem como padrão os códigos Q, J e Algarismo fonéticos, para facilitar sua comunicação.
O Código Morse, (O Código Morse é um sistema telegráfico que pode ser utilizado em várias
línguas. É composto por pontos, traços e espaços que representam letras, números e sinais de
pontuação e foi utilizado por governos e por militares. Esse sistema permite a transmissão de
mensagens à distância, por fio ou por rádio, através de sons de curta e de longa duração). Não
vamos dar ênfase este código! Para nossa realidade o código “Q”, é mais eficaz. O código “Q”
tem a vantagem de encurtar frases, ajudando agilizar a comunicação, assim como a economizar
bateria do equipamento.
O Código Q, ou código Quebec, como alguns o denominam, nada mais é do que a formação de
três siglas, sendo que tudo começa com a letra Q. Tendo isso em mente, é necessário entender
como a junção dessas letras formam uma frase.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇O CÓDIGO “J”
Constitui-se da letra “J” seguida de um número codificados para a transmissão de mensagens
referentes à situação da guarnição, deverá ser utilizado sempre que se aplicar. Os principais códigos
são:
؇ CONDUÇÃO DO INTERNO
• Tipos de proteção
† Proteção móvel: refere-se a uma extensa gama de contramedidas disponíveis aplicadas
durante o deslocamento dos veículos entre os locais. Os condutores utilizados permanecem
responsáveis pelas decisões de conduções que tornam e é requisito que todos os motoristas
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇ UTILIZAÇÃO DA ARMA
O deslocamento do agente que faz a segurança do policial que leva o detento, deverá ser no
lado oposto ao condutor e um pouco afastado, à retaguarda com a mão sempre na arma pronta
para qualquer situação, mantendo distância de 1m a 1,5m.
Observação: o interno deverá ser conduzido somente ao local determinado no ofício, por
exemplo: hospital, tribunal, cartório, banco, cemitério, IML, etc. Qualquer outro destino deverá
ser comunicado ao Chefe da missão e por este autorizado.
Embarque do Preso na viatura, O agente deverá conduzir o interno a carceragem da viatura,
deverá também verificar a carceragem antes de colocar o preso, segurando-o pela algema,
realizando o embarque do interno na viatura.
؇ DESLOCAMENTO
Informar na saída do sistema penitenciário via rádio a base GPOE, informando o deslocamento
e quantidade de internos.
NOTA-SE: não deve informar o local de destino.
A equipe deverá estar atenta durante o percurso e com as armas em condições de uso imediato.
Observa-se que o motorista deverá manter, sempre que possível, e permanecer com a viatura
na faixa da esquerda.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
A viatura deverá ser transportada somente com a capacidade de presos, de acordo com a
lotação destinada ao quantitativo de internos sentados.
É proibido transportar qualquer encomenda durante o percurso da escolta. A equipe de escolta
não deve parar a viatura para realizar abordagens ou atender ocorrências. Nestes casos
informar via rádio ou por telefone a Central do ocorrido para que tome as providências cabíveis.
É proibido abandonar a escolta, salvo quando se tratar de interesse de serviço ou quando
autorizado pela Direção.
Desembarque dos presos, ao chegar no destino, a equipe deverá desembarcar da viatura a fim
de fazer a segurança do perímetro. Com a viatura estacionada e a segurança do local realizada,
um componente da equipe deverá se dirigir ao local de destino para inspecionar o ambiente,
atentando-se as possíveis aglomerações, suspeitos e possíveis tentativas de fugas ou agressão
ao preso. Deverão ser inspecionados as celas/salas onde os presos aguardarão o atendimento.
Retirada da carceragem da VTR. Determinar que o interno vire de costas para que seja realizado
a verificação visual da algema. Realizar a verificação da algema manual, segurando-o na posição
de condução.
Retorno da Missão, permanecer atento durante a volta da missão, com o armamento sempre
em condições de uso. E quando chegar ao Sistema Penitenciário, comunicar o retorno via rádio
a Unidade. Dirigir-se ao presídio para devolução do interno, retirando do cubículo e
encaminhando-o para registro de chegada no controle do bloco, para que o interno seja
encaminhado a cela de origem. Qualquer ato de indisciplina ou alteração cometida pelo interno
deverá ser registrado e comunicado ao chefe de equipe das unidades e ao chefe da escolta.
؇ ESCOLTAS HOSPITALARES
Procedimento de retirada do interno da penitenciária é o mesmo procedimento. Conduzir o
interno até a especialidade médica determinada, pegando no guichê a guia para atendimento.
Existe hospital onde é possível pegar a guia de atendimento sem a presença do interno. Nesse
caso, o processo deve ser agilizado para, aí sim, encaminhar o interno. Durante o atendimento
médico, os agentes deverão permanecer no consultório medico.
Se for passar a algema para frente, deverá ser observado o procedimento de segurança e
transposição da algema como já foi citado. Solicitar ao médico que acuse o atendimento do
interno no ofício. Se o detento ficar internado, comunique a base para realizar a escolta do
mesmo, neste caso o local de internação deverá ser apropriado para este fim, o quarto deverá
ter grades nas janelas e portas. Deslocar o interno a viatura após atendimento, e realizar o
retorno ao sistema penitenciário.
؇ ESCOLTAS JUDICIAIS
O agente pegará a chave da carceragem e realizará uma inspeção na carceragem da VTR, Após
colocar o interno na carceragem, um agente deverá deslocar-se com o ofício até o cartório da
vara determinada para protocolar o ofício e aguardar o interno ser chamado para audiência,
para retirar o interno da carceragem, o agente deverá determinar que os presos dirijam-se para
o fundo da cela virados de costas para a porta, sentados com a mãos na cabeça, permanecendo
na grade apenas o interno que irá ser retirado. Verificando sempre as algemas. E em seguida
conduzirá à sala de audiência. A condução será realizada no procedimento de condução, na sala
de audiência deverá permanecer um agente de cada lado do interno, passar a algema para
frente, ou retire somente com determinação do juiz, seguindo os padrões de segurança. Para
assinatura do termo de audiência, o interno poderá estar com as algemas para frente,
observando sempre o procedimento de transposição e segurança. Terminada a audiência e em
se tratando de um único interno, este deverá ser conduzido direto para a viatura. Caso existam
internos de varas distintas, ao término de cada audiência o preso deverá retornar à carceragem
do fórum, até que todos tenham terminado suas audiências. Finalizadas as audiências,
encaminhar os internos à viatura para deslocamento e retorno à penitenciária observando
sempre o procedimento adotado pela GPOE.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇ ESCOLTA FÚNEBRES
A Lei de Execução Penal ( LEP),no Nº 7.210 de 11 de Julho de 1984, prevê, em seu artigo 120,
inciso I, as hipóteses em que o preso pode comparecer a velório:
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos
provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando
ocorrer um dos seguintes fatos:
I - Falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou
irmão;
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde
se encontra o preso.
Desta forma, o pedido formulado pelo advogado deve ser dirigido diretamente ao diretor do
estabelecimento prisional que, por sua vez, deverá efetuar as tratativas e trâmites internos
para providenciar a liberação do preso.
Em geral o preso, principalmente no regime fechado, ficará por poucos minutos no velório ou
sepultamento, mas poderá ser liberado para prestar sua última homenagem ao ente falecido.
Em alguns casos, em regime semiaberto, o preso poderá inclusive permanecer por mais
tempo, a depender da unidade prisional e da solidariedade dos envolvidos. Levando em conta
o nível de risco do local. A escolta funeral sempre obedecerá ao nível de periculosidade do
detento. O local é igualmente importante, principalmente se for o velório na casa do morto
ou familiares, por se tratar de um ambiente não controlado, diferente de uma funerária fora
de bairros periféricos. O procedimento de retirada do detento dará da mesma forma que já
foi mencionado anteriormente. Chegando ao local do cortejo fúnebre, o líder da missão antes
de desembarcar o preso, deverá comunicar a todos da prioridade do detento de estar só com
o esquife, e os parentes ascendente, descendente. Somente será permitido estes parentes
próximos do preso, um de cada vez, não poderá se manter abraçados e de maneira nenhuma
a retirada das algemas de pé e de mão, uma vez comunicado isso e os familiares aceitar e
esvaziar o local, é feito uma revista rápida no ambiente. Lembre-se! O tempo todo o preso
estará algemado, e sendo conduzido por 2 policiais com condução aproximada, foram os
demais componentes da equipe. O contato físico deve ser controlado, para evitar que
parentes posa passar arma de fogo, objeto perfurocortante ou chave de algemas. A equipe de
escolta fúnebre, deverá ter em mãos um kit de ITMPO, que atenda a necessidade do local
encaso de tumulto dos familiares. A formação mais adequada é a DIAMANTE. Logo depôs o
procedimento será o mesmo para o retorno da unidade.
Bombordo
6
2 4
3 Proa
Popa
1
5
Estibordo
• Se localizando na embarcação: A explicação é mais complexa. A origem destes nomes vem de
uma língua nórdica antiga falada pelos habitantes da Escandinávia na Era Viking: “bakk bord” e
“styr bord”, onde “styr” significa “leme” e “bakk” “costas” e “bord” “lado”.
Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado, bombordo vem
«possivelmente do francês bâbord (…), ou deste pelo italiano babórdo (…), com influência de
bom, segundo parece, por motivo ainda não esclarecido. Em nota de rodapé, acrescenta o
seguinte: J. Piel afirma que o bombordo é o 'lado esquerdo dum navio, olhando-se da popa à
proa', portanto o lado onde se rema para a direita e mais facilmente .
Quando as naus se dirigiam de norte a sul, os marinheiros, estando de frente para a proa,
olhavam à esquerda, avistavam a terra africana e, por ser esta promissora e dadivosa,
qualificavam-na como “boa”. Donde o “bordo” que estivesse à esquerda passou a ser referido
como o “bom-bordo”. À direita, evidentemente, o que se via era mar, um imenso mar sem fim,
e nenhuma terra à vista. Não sem algum desprezo, os navegantes portugueses passaram a tratar
o "bordo" à direita como “este-bordo”, assim como quem diz casualmente: “Este bordo que está
aí...” Desta maneira, cunhou-se a palavra “estibordo”.
؇ Comunicação: É importante que as embarcações tenham um sistema de comunicação eficaz,
como rádio VHF ou telefonia celular, para se comunicar com outras embarcações e com as
autoridades responsáveis pela segurança na
navegação.
؇ Condições meteorológicas: É importante verificar
as condições meteorológicas antes de sair para
navegar e estar atento às mudanças climáticas que
possam ocorrer durante a navegação. É
recomendado que as embarcações evitem
navegar em condições de tempo adversas, como
tempestades, ventos fortes e ondas altas
(pororocas).
Navegação segura: As embarcações devem
navegar em velocidades seguras e manter
distância segura de outras embarcações e
obstáculos, como pontes, balseiros, igapós e
bancos de areia. Além disso, o piloto das
embarcações deve estar atento a possíveis
correntezas e mudanças nas condições do rio.
؇ Emergências: As embarcações devem ter planos de contingência para emergências, incluindo
procedimentos para abandono de embarcações e resgate de tripulantes em caso de
necessidade. A mochila deverá estar com o seu material interno todo dentro de sacos
devidamente fechados (Aduchamento). Em resumo, os procedimentos de segurança para
embarcações em rios envolvem a adoção de medidas preventivas e ações de emergência para
garantir a segurança da tripulação e passageiros. É importante que os proprietários de
embarcações e tripulantes estejam sempre atualizados sobre as regulamentações e
procedimentos de segurança em suas respectivas regiões.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
É o ‘olho’ do AGENTE que segura o interno, portanto, mantenha-o sempre sob vigilância!
O preso sob escolta tem prioridade no atendimento em hospitais, bancos, cartórios. Assim,
solicite, com EDUCAÇÃO, aos funcionários desses locais a referida prioridade.
Sempre conduza o interno segurando-o pela algema com a mão oposta à de utilização da
arma. Sendo que a mão deverá envolver um dos braceletes da algema e o pulso do interno.
Dessa forma, o interno estará seguro e qualquer torção na algema conterá o preso. Algemas
sempre travadas.
O AGENTE deve agir sempre com PROFISSIONALISMO, demonstrando competência, segurança
e bom trato com a população.
Nas escoltas de alto risco o planejamento para tais missões será realizado previamente.
O interno NÃO deve ter contato com parentes e amigos, pois existe o dia de visita que atende
tal finalidade.
abastecimento e manutenção do veículo. Pode ser substituído quando necessário. Sabendo que é
o motorista que geralmente sofre primeiro no caso de uma emboscada. É importante salientar que
o motorista deve ter noções mínimas de técnica de direção, será tratado de forma lacônica, mais a
frente na forma de direção defensiva e evasiva para escolta.
؇ BATEDOR/SEGURANÇA: Responsável pelos setores primário e alternativo de tiro. Visa a maior
ameaça ao longo da rota. Também responsável de bloquear as vias facilitando o deslocamento do
comboio. O bloqueio será mencionado adiante.
؇ ATIRADOR DESIGNADO: Dentro da nossa realidade muitas vezes não é possível ter um
atirador designado, porem o que for possível deste sentido vale a pena ter. O objetivo
do atirador designado é facilitar tiros de precisão. Auxilia o LÍDER da MISSÃO a garantir que
o fogo proporcional seja usado para qualquer ameaça. Isso ajuda a evitar danos colaterais e
baixas desnecessárias de civis (por exemplo, um único atirador designado no comboio
engajando um único atirador de IED). Deve ser um atirador experiente, se possível, e/ou ter
uma mira óptica avançada.
Seguir estão algumas técnicas que podem ser usadas com base na situação, nas condições da
estrada e no julgamento do LÍDER da MISSÃO. Obs, esta configuração é de comboio pequeno.
؇ FORMAÇÃO DE ARQUIVO OU BÁSICA: formação mais simples não exigindo muito dos motoristas
e bom para deslocamento em baixa luminosidade, o intervalo terá de ser comprimido. Porem a
desvantagens também existem nesta formação, fraca segurança do flanco esquerdo. Campo de
visão reduzido. Redução da cobertura dos faróis à noite.
؇ FORMAÇÃO DESLOCADA
Usado para bloquear o tráfego de terceiros e auxiliar na mudança de faixa. As principais
vantagens são, combina flexibilidade de escalonamento com a facilidade de formação de
arquivos. Permite que o LÍDER da MISSÃO tenha maior controle do tráfego. Desvantagem,
difícil de comandar e controlar o comboio.
؇ÁREAS DE PERIGO
Áreas de perigo são áreas especificadas acima, abaixo ou dentro das quais pode haver perigo
potencial. Áreas de perigo requerem consciência e controle adicionais para permitir que um
comboio se mova através de um ponto enquanto controla o tráfego de terceiros e permanece
alerta para ameaças potenciais. Exemplos são cruzamentos, rotatórias, tunes, viadutos e
rampas de entrada/saída. As seguintes técnicas são usadas com base na análise da missão do
LÍDER da MISSÃO.
؇TÉCNICAS DE BLOQUEIO E COLISÃO.
O bloqueio é uma técnica avançada usada para bloquear fisicamente a estrada com um veículo
para evitar que o tráfego de estradas secundárias, rotatórias e rampas de entrada/saída se
misturem com o comboio. Essas técnicas são a exercícios do deslocamento seguro, requerer
ensaios extensivos.
• O reconhecimento/análise da rota é fundamental para determinar com antecedência onde
essas técnicas serão usadas.
• Os veículos de bloqueio são designados durante a preparação da missão.
• Os veículos de bloqueio não devem ser os veículos de escolta dianteiros ou traseiros.
• Os comandos “Bloquear à Esquerda” ou “Bloquear à Direita” indicam um determinado lado da
estrada.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
• Em comboios grandes, os veículos de bloqueio podem ser liberados do local por meio de
outros veículos de bloqueio de dentro do comboio para manter a ordem da marcha.
• O bloqueio requer amplo comando e controle e experiência d o time tático.
• O comando é dado polo LÍDER da MISSÃO ou LÍDER DO TIME DE REAÇÃO os veículos
designados para o bloqueio no local designado.
؇INTERSEÇÕES RODOVIÁRIAS
• O comboio reduz a velocidade ao se aproximar da interseção.
• O comboio reduz o intervalo, mas mantém espaço suficiente para a manobra.
• O (s) veículo(s) de bloqueio movem-se pelo lado do comboio onde devem definir o bloco.
Veículos de bloqueio posicionados antes do comboio entrar na interseção. Assim que o
comboio passar, o (s) veículo(s) de bloqueio avança(m) e retomar a posição em ordem de
marcha
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇ROTATÓRIAS
• Permite que o comboio controle o círculo e se mova rapidamente sem interferência de
tráfego de terceiros.
• O comboio reduz a velocidade à medida que se aproxima do círculo.
• O comboio reduz o intervalo, mas mantém espaço suficiente para a manobra.
• O (s) veículo (s) bloqueador(es) move(m-se) para cima pelo lado do comboio onde devem
fixar o bloqueio.
• Os veículos de bloqueio precisam ser definidos antes que o comboio entre no círculo.
Assim que o comboio passar, o (s) veículo (s) de bloqueio avança (m) e retoma posição em
ordem de marcha.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇VIADUTO
Os viadutos apresentam um risco único, pois há espaço morto no topo que não pode ser
observado. Este tipo de manobra vai ser pautada pelo nível de perigosidade da carga em
deslocamento. Existem três técnicas para limpar um viaduto. A análise da missão ditará qual
usar.
(a) High Clear deliberado
• Veículos de limpeza, designados durante a fase de preparação da missão, aceleram para o
viaduto. O veículo da frente para perto do viaduto e faz a cobertura do viaduto.
• O segundo veículo pega a rampa de saída e sobe para observar o topo do viaduto.
• Assim que o comboio passa pelo viaduto, o veículo de alta segurança desce a rampa enquanto
o veículo baixo continua a cobertura.
• O veículo baixo se move atrás do veículo alto e se junta ao comboio.
Área de visão
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
Área de visão
Área de visão
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇LIMPEZA APRESSADA: Té cnica usada quando a situação não permite uma limpeza deliberada,
como em uma área urbana. O veículo da frente faz a cobertura do topo do viaduto. Cada
veículo do comboio tem um tripulante que observa o topo do viaduto para identificar possíveis
ameaças. À medida que cada veículo passa sob o viaduto, eles ficam voltados para trás e
continuam a cobrir o viaduto pelo outro lado. Dentro da nossa realidade, esta técnica acaba
sendo a mais usual.
Área de visão
Área de visão
acertada, assim como a decisão errada pode custar a vida, então isso tem importância da
consciência situacional.
؇ AÇÃO DELIBERADA: A emboscada deliberada, significa debater, discutir, avaliar alguma
coisa e depois tomar uma decisão. Ou seja, sendo deliberada, a ação humana inicia com a
percepção de um fim. Esse fim é uma situação julgada subjetivamente como de maior
realização pelo policial. O agente a perceba como uma situação em que estaria em condição
de maior risco. Após a percepção desse risco, a ação humana envolve o estabelecimento de
um plano de reação. Os mecanismos utilizados nesses planos são o que chamamos de
meios. Para esta em condição de responder uma emboscada, devesse está atento em três
fatores principais, A experiência pessoal, sobre aquilo que o operador vivenciou na sua
experiência, isto vai influenciar diretamente no combate. O meio ambiente, o
conhecimento da região, do local e trajetória, pode contribuir e muito a compreensão do
ambiente de combate, que se encontra quente, isso também pode ajudar a processar
melhor a informação e a saída do local. O fator pessoal, este se consegue através de curso
e treinamento.
A primeira avaliação deve ser feita visualmente, se alguma coisa chamou sua atenção. A
segunda é a distância que aquela ameaça está, se é possível fugir, ou combater, ou se
render. Por este motivo que a distância é importante. Qual a distância que aquela ameaça
está, é possível fugir? As três coisas básicas que o operador de segurança deve saber, se
pode fugir, combater ou se render. Quais condições da viatura para fugir? Se a VTR está
ligada ou desligada, se está engrenada, se existe obstáculos próximos a viatura, qual o lado
que deve sair. Porque tudo isso demanda tempo, então essa avaliação também deve ser
feita, ou seja, o operador de segurança deve ter estas opções pronta em seu plano de ação.
O cenário viu que é possível sacar engajar de dentro da VTR, seja pelo para-brisa ou não,
sempre tenha em mente sair e buscar abrigos fora do veículo. ESTEJA SEMPRE PRONTO,
ANTECIPE OS MOVIMENTOS!
؇ EMBOSCADA INOPINADA: Que acontece de maneira súbita; que ocorre inesperadamente.
Diferente da emboscada deliberada, que aquela onde você está com estado de alerta está com
consciência situacional, conseguiu perceber o cenário e vai agir de acordo com o cenário
previsto, aqui o operador não controla a situação, porque a situação já está se desenrolando,
houve uma distração e o agressor já está efetuando tiro em sua direção, o que fazer? qual é o
protocolo para se desvencilhar desta emboscada; o primeiro passo É, SAIA DO VEÍCULO O MAIS
RÁPIDO POSSÍVEL, Principalmente se o veículo estiver sendo atingido, porque as estatísticas
mostram que o tempo de permanência dentro do veículo é inversamente proporcional a sua
chance de sobrevivência, ou seja, quanto mais tempo você permanece o veículo, Menor é sua
chance de sobrevivência, por quê dentro do veículo o operador não tem mobilidade, não tem
muita proteção balística, por esta razão, tem que desembarcar e levar o combate para fora,
onde vai ter melhor probabilidade de combater. Essa é a regra, sai do carro mais rápido possível.
Mas por onde o combatente deve sair? Isso é uma grande polêmica, principalmente quando se
trata de ameaça lateral, do lado do motorista por exemplo. Alguns professores preconizam de
que o desembarque será do lado frio, independente se o algoz que está do lado quente, pode
estar distante ou não. Já existe escola que defende a saída do lado quente mesmo, o que importa
é a saída RAPIDA. Na hora que acontece o ataque geralmente o operador de segurança, nesta
situação, está sobre muito estresse, não haverá tempo de pensar. O nosso cérebro buscar matriz
motora mais fácil, nesse caso, a matriz motora mais clara e simples, é fazer aquilo que está
acostumado, então descer pela porta onde o operador está, sempre será o mais rápido.
؇ ABRICO E COBERTURA: Todo abrigo protege efetivamente dos disparos, e também PODERÁ
SER uma cobertura, caso quebre o contato visual com o adversário, mas a cobertura JAMAIS,
em hipótese alguma, será um abrigo, visto que na cobertura mesmo sem poder visualizar o
agressor pode atingi-lo.
؇ RECUPERAÇÃO DE VEÍCULO VARIADO: Uma vez que o veículo de escolta parou por avaria, a
equipe bem treinada e prevenida deve ter em seu kit correia, corrente, corda ou cambão para
rapidamente deixar este local. O veículo de recuperação sai puxando o veículo danificado atrás
dele até um local previsto no mapa de faixa/ cartão linear.
؇ TENHA SEMPRE MAIS DE UMA ROTA DE SAÍDA: fórum, hospitais e etc., uma rota de fuga deste
ambiente. Garante que a velocidade dos veículos possa acompanhar o ritmo. A velocidade
deverá ser continua, porém, não em alta velocidade.
ambos os lados.
• Tiros em vidros. Antes de tratar especificamente sobre tiro em vidro, faz-se necessário entender
o que é vidro, quais são os tipos de vidros e sua característica, para em seguida, compreender
como se dão os resultados dos Tiros nessas estruturas.
• Vidro recozido: é uma única folha de vidro produzido pela fusão da sílica e resfriamento lento.
É o tipo mais comum, apresentando baixo custo de produção, e possível reciclar. Admite-se furos
e Cortes, ao ser fragmentado, gera Cacos grandes com bordos cortantes em ângulos agudo.
Atenção de compreensão na superfície é menor que 30 MPA. O vidro recozido tem, as mais
diversas aplicações, tais como janelas residenciais e comerciais e utensílios como, copos e
garrafas. Em veículo esse tipo de vidro não é atualmente empregado, em virtude das
probabilidades mais adequada dos vidros temperados e laminados, entretanto, por ser o tipo
mais simples, é aqui mencionado por questão didática especialmente para explicar como se dá
o fenômeno do tiro nos vidros e os seus efeitos.
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؇ Vidro temperado: É uma única folha de vidro produzida pela fusão da sílica com resfriamento
rápido e homogêneo. Apresenta custo mais alto do que o vidro recozido, não sendo reciclável e
não admitindo furos e Cortes. Ao se fragmentar Cacos pequenos e com bordos em ângulos retos
menos cortantes, que aquele gerados pelo vidro recozido, motivo pelo qual muitas vezes o vidro
temperado é chamado de vidro de segurança. Atenção de compreensão na superfície é maior
do que 60 MPA.
OBS. Uma característica importante dos vidros temperados é a fragmentação total da lâmina
(estilhaçamento), mesmo em pontos distantes da aplicação da força. Isso ocorre pela quebra de
sua estrutura cristalina em virtude da transmissão da onda de choque por toda a sua estrutura.
Esse estilhaçamento faz com que o vidro não consiga se sustentar, a não ser que sejam mantidos
unidos por uma película de segurança, denominada comercialmente como insulfilme.
As aplicações dos vidros temperados são ainda mais variadas que as dos vidros cozidos. Nos
veículos automotores os vidros temperados, são empregados tanto nas laterais quanto nas
traseiras. O emprego desses vidros, em detrimento dos recozidos. Justifica-se pela segurança
decorrente do estilhaçamento do vidro temperado em vários pedaços menores e de bordas
menos cortantes que os gerados pelo recosido, acarretando o maior segurança aos ocupantes
do veículo em caso de colisão.
؇ Vidro laminado: É formado por duas folhas de vidro recozido com uma folha de PVB (polivinil
butiral) entre elas. O PVB é um polímero borrachoso, com 0,76 mm de espessura, que tem o
mesmo índice de refração do vidro - o conjunto "cola" em autoclave (P e T). Possui custo mais
alto do que o vidro recozido ou temperado e quase não forma cacos, pois a película de PVB
mantém os fragmentos Unidos. A tensão de compressão na superfície é maior que 60 MPA. O
vidro blindado nada mais é que um laminado com diversas camadas de vidro e materiais visando
conferir resistência à lâmina, tais como o PVB, Poliuretano e o policarbonato. Apesar de ter várias
aplicações, como janelas de segurança residenciais e comerciais, a principal aplicação dos vidros
laminados ocorre nos veículos automotivos, especialmente no para-brisas, e justifica acima de
tudo, pela segurança em caso de quebra, uma vez que os fragmentos gerados quase não se
despendem da película, além de apresentar maior resistência ao impacto de pedras e detritos,
que podem atingir o veículo tanto ao trafegar quanto em virtude de um arremesso, intencional
ou não.
• Fraturas em vidros: Quando o projétil se choca com o vidro é gerada uma onda
transmitida pelo corpo do material de intensidade suficiente para romper a estrutura,
produzindo uma danificação. O padrão de dispersão dessa onda e da consequente Fratura concêntrica
danificação vai depender do ângulo de incidência do projétil. No caso de incidência
perpendicular, o padrão de dispersão da onda se dará de forma mostrada na figura.
Será possível perceber que a danificação que o projétil Aplicação da força Fratura Radial
produzirá na superfície terá característica bastante
semelhante ao padrão. Essa propagação da onda de choque no vidro faz com que a
danificação gerada pelo projétil possua um orifício de diâmetro menor na face de
Fratura concêntrica
impacto e maior na face oposta, resultante da propagação dessa onda.
• Fraturas concêntricas: As fraturas radiais dividem o vidro em fatias formadas entre elas, que são
empurradas no sentido do Tiro ainda pela inércia residual resultante do impacto. Isso ocorre até
se atingiu o ponto de ruptura do vidro que desta vez ocorrerá de maneira transversal as fraturas
radias.
• Tiros na lataria: A maior área do veículo é composta pela lataria que, embora seja feita de
chapas metálicas, apresenta uma resistência balística desprezível, já que tais chapas são de
estrutura muito fina. Como já abordado nesse mesmo capítulo, o veículo apresenta um
esqueleto de estrutura metálica que torna alguns pontos relativamente resistentes ao Impacto
de projetos a depender do calibre e da configuração do projétil. Não obstante esses fatores, em
determinadas condições, especificamente nos tiros com incidência oblíqua, a lataria do veículo
pode contribuir não para a interrupção do projétil, mas sim para o desvio da sua trajetória, de
forma que é fundamental que o operador conheça esse efeito de modo a tornar as melhores
decisões relativas ao combate veicular. Para compreender como se dá a modificação da
trajetória do projétil, inicialmente se faz necessário compreender os princípios físicos que a ela
relacionados, o que será exposto a seguir.
Muitos alunos têm dificuldade em completar o exercício de baixa velocidade como resultado de
um ponto focal inadequado (ou seja, olhar para o lugar errado na hora errada).
• Balanço frontal:
O corre quando o motorista gira o volante enquanto dá ré. Quando o volante é girado, a
extremidade dianteira do veículo gira para fora da curva. Isso é comumente referido como
balanço frontal. Quanto mais o volante for girado, mais longe a extremidade dianteira balançará.
Lembre-se, o eixo traseiro é o ponto de pivô do movimento de giro. Este balanço frontal pode
causar uma colisão se o motorista não permitir espaço suficiente. Ao dar ré e virar em áreas
confinadas, é importante posicionar o veículo mais próximo do interior da estrada disponível na
direção em que o veículo deve virar. Vire o veículo não mais do que o necessário para realizar a
manobra. Isso minimizará o balanço frontal e reduzirá o potencial de colisão.
Se o tempo permitir, os motoristas devem considerar estacionar seus veículos em uma posição
de estacionamento apropriada ao chegar.
• Avanços técnicos (por exemplo, câmeras de ré, sensores) podem ajudar a identificar perigos na
retaguarda, minimizando assim o potencial de colisões de ré. Este equipamento não deve ser
usado como indicador primário de perigos na retaguarda.
Ao retornar a um veículo estacionado, faça uma verificação visual para possíveis perigos ao redor
do veículo.
• Cintos de segurança: O uso do cinto de segurança reduz os ferimentos causados pela força de
uma colisão. Os cintos de segurança reduzem a força do impacto no corpo. O uso do cinto de
segurança ajuda os ocupantes do veículo de várias maneiras: O efeito de descida é criado
quando o cinto de segurança se estica para permitir que o corpo desacelere em um ritmo mais
lento. O cinto de segurança evita que a cabeça e o rosto do usuário batam em objetos, como
volante, para-brisa, painel, outros equipamentos de aplicação da lei ou outros ocupantes. O
cinto de segurança distribui amplamente a força de parada nas partes fortes do corpo. Os cintos
de segurança evitam que os ocupantes do veículo sejam ejetados do veículo durante uma
colisão. Os cintos de segurança ajudam o motorista a manter o controle do veículo, diminuindo
assim a possibilidade de uma colisão adicional. Os cintos de segurança devem: Ser usado nos
quadris e na área pélvica, não na barriga. Ser ajustado para ser confortável em todo o corpo para
evitar lesões internas e proporcionar segurança e conforto. Benefícios do uso do cinto de
segurança: Os cintos de segurança provaram ser a forma mais eficaz de proteger os ocupantes
de ferimentos graves ou morte. Estudos do POST sobre colisões de trânsito em serviço revelam
que os cintos de segurança são eficazes na redução de lesões graves e fatalidades . Os policiais
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devem ter uma rotina antes de dirigir que inclua a fixação do cinto de segurança. Durante uma
resposta a uma chamada de emergência ou durante uma perseguição, é difícil colocar o cinto
de segurança. Remoção tática do cinto de segurança (TSR) refere -se a como e quando o cinto
de segurança é removido. Para segurança do policial, o cinto de segurança deve ser desengatado
e retraído quando o veículo estiver parando em um local que possa exigir atividade policial.
• Manutenção de veículos: O oficial que dirige a unidade está em melhor posição para fornecer
informações completas que podem ajudar um mecânico a manter adequadamente a frota de
veículos. Isso pode incluir relatar qualquer coisa, desde ruído e vibração incomuns do motor até
a verificação da pressão do ar nos pneus. Infelizmente, alguns policiais falham em relatar e ssas
coisas ou as ignoram completamente. Esta prática leva ao aumento dos custos de manutenção
do veículo, pode levar a ações disciplinares e, mais importante, acaba por comprometer a
segurança do pessoal que utiliza o veículo. Inspeção do veículo antes do turno O oficial de
direção deve ser responsável por inspecionar o veículo de aplicação da lei antes de colocá-lo em
serviço. Isso garantirá que o veículo esteja em condições seguras de operação. A inspeção não
precisa ser um projeto demorado. Os policiais devem desenvolver um sistema que permita uma
verificação completa do veículo de aplicação da lei. É responsabilidade de cada oficial garantir
que o veículo esteja em condições seguras de operação no início e no final de cada turno.
Qualquer irregularidade no desempenho do veículo deverá ser imediatamente comunicada por
escrito e, se necessário, o veículo retirado de circulação. Uma verificação pré -operacional deve
incluir, mas não se limitar ao seguinte: Aparência geral do veículo: Uma inspeção visual do
veículo pode revelar molas quebradas, barras de torção, barras estabilizadoras ou mesmo
pressão insuficiente dos pneus. Se o carro parecer inclinado para um lado, isso pode indicar que
algo no sistema de suspensão está quebrado ou inseguro.
Saindo da base: Ouça os sons incomuns no carro. Uma pastilha de freio a disco gasta pode fazer
um som metálico de raspagem quando a roda gira. Um som de clique rítmico pode sinalizar
porcas soltas ou uma roda quebrada. Selecione uma área segura na primeira oportunidade e
gire suavemente o carro para frente e para trás algumas vezes a40–50 KM/H. A transferência de
peso lateral pode permitir que um rolamento de roda gasto ou ruído de componentes de
suspensão quebrados sejam ouvidos. Verifique a direção quanto a folga excessiva, desvio do
veículo ou tração para o lado. Faça uma parada limite a partir de50 KM/H para verificar a eficácia
do freio e se os freios não puxam excessivamente para um lado. Lembre -se de que os freios frios
podem operar de maneira diferente do que depois de aquecidos.
• Exercícios
As dimensões deste descrito neste manual são baseadas no carro de pequeno porte. A realidade
dentro da frota de veículos da instituição deverá ser levada em consideração o tamanho e o
peso da viatura para os exercícios, a colocação dos cones e a pista de treino. O motorista de
comboio deve manter uma rotina de treino.
movimentos de curva precisos enquanto dirigem para frente ou para trás. Esses movimentos
de giro podem ser necessários em condições restritas.
• A faixa de deslocamento é projetada para simular alguns dos seguintes:
Mudanças de faixa em trânsito intenso.
† Mudanças de faixa de emergência.
† Recuo em estacionamentos ou entre prédios.
† Manobrar em áreas congestionadas, por exemplo, vielas, calçadas, becos sem saída, etc.
† O motorista deve estar ciente das dimensões do veículo para determinar a relação do
veículo com a via e o ambiente circundante. As distâncias entre os para-choques dianteiro
e traseiro e os obstáculos devem ser conhecidas ao se mover com espaço restrito.
† As distâncias entre as laterais do veículo e quaisquer outros obstáculos devem ser
constantes preocupação.
É imprescindível conhecer a localização das rodas e a direção em que as rodas dianteiras são
pontiagudas.
As rodas não estão nos quatro cantos do veículo. Há um chassi dianteiro e traseiro definido
saliência que deve ser considerada ao virar.
Ao avançar e se aproximar de uma área restrita, o motorista deve estimar a largura da área a
ser percorrida em relação à largura do veículo patrulha.
† O motorista deve determinar se o veículo pode passar com segurança por esta área.
† Em caso de dúvida – pare o veículo!
† A percepção de profundidade e a consciência visual são importantes.
• Descrição do campo: O campo está em uma área pavimentada de aproximadamente 200' de
comprimento e 20' de largura.
† A pista tem 150' de comprimento com uma área de partida e parada de 25–75'.
† A raia tem 9'6” medida a partir das bordas internas dos cones em ambos os lados da raia.
† Delineadores e cones são usados para delinear o percurso.
Como opção, um delineador pode estar localizado atrás do veículo na posição inicial 25–75' de
a entrada para o padrão de cone.
Este exercício é dividido em duas fases, dirigindo para frente e dirigindo para trás.
Comece com o banco do motorista e o cinto de segurança devidamente ajustados. A ênfase
deve ser colocada nos alunos usando a menor quantidade de entrada de direção, o que
minimizará a trapaça da roda traseira, a transferência de peso e o balanço dianteiro.
• Dirigindo para frente: avance, acelerando suave e rapidamente até aproximadamente 25 KM/H
e mantenha a velocidade. Entre na faixa do lado direito extremo da estrada antes de virar à
esquerda virar. Um movimento de conversão à esquerda é feito, direcionando o veículo para a
primeira abertura e em direção técnica. A parte compensada da estrada.
Nota: Enfatize a posição da estrada, ou seja, utilizando toda a estrada disponível.
† À medida que o veículo entra na parte de deslocamento, o volante é gradualmente virado
para a direita, fazendo uma transição do movimento inicial de giro à esquerda para um
movimento de giro à direita.
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† Quando o veículo sair da primeira abertura, dirija-se para o lado esquerdo da faixa
desviada para estar na posição adequada da estrada para a próxima curva à direita.
† Em seguida, é feito um movimento de giro à direita, direcionando o veículo para a segunda
abertura no final do exercício. À medida que o veículo entra novamente na faixa de
rodagem original, o volante é girado suavemente para a deixei. O veículo sairá da segunda
abertura e continuará se movendo para o lado esquerdo do percurso em 32
CONSCIENTIZAÇÃO DO CONDUTOR PARTE I antecipação do balanço frontal para a direita
ao recuar.
† O veículo continua até o final do percurso e é parado utilizando a frenagem adequada
técnica.
Nota: Enfatize a posição da estrada, ou seja, utilizando toda a estrada disponível.
• Dirigindo para trás: O seletor de marchas é colocado em marcha à ré.
† A percepção visual para trás será obtida virando-se corretamente para a direita no
assento e direcionando a visão através da janela traseira, utilizando espelhos retrovisores
ou utilizando a câmera de ré. O tipo de veículo e as condições de direção ditarão o método
usado.
† O veículo se moverá para trás na faixa com uma posição de estrada que compensará o
front-end balaço.
† O veículo dará ré logo acima da velocidade de marcha lenta.
† À medida que o veículo recua na faixa, um leve movimento de conversão à esquerda é
iniciado, apontando o veículo em direção à primeira abertura.
† À medida que o veículo entra na abertura, o delineador direito (lado do passageiro) na
abertura é usado como um ponto focal.
† O veículo passa o mais próximo possível do delineador durante esta transição da esquerda
transformando o movimento em um movimento de giro à direita. À medida que o veículo
sai da primeira abertura, vire para o lado direito (lado do passageiro) da faixa desviada
em antecipação ao balanço dianteiro para a esquerda na próxima abertura.
† À medida que o veículo entra na segunda abertura, o delineador esquerdo (lado do
motorista) na abertura é usado como ponto focal e o volante é girado suavemente para a
direita.
† O veículo passará o mais próximo possível deste delineador durante a transição da direita
para a esquerda movimento de giro.
† À medida que o veículo sai da segunda abertura, vire para a esquerda até que o veículo
esteja reto e centralizado na faixa para sair do exercício.
† A desaceleração não ocorre até que o veículo esteja completamente fora do exercício.
† O veículo continua até o final do percurso parando.
† A percepção visual para trás será mantida até que o veículo pare completamente.
Nota: Enfatize que ocorre um atraso na resposta da direção ao dirigir em ré. As rodas que estão
fazendo a curva estão atrás do motorista e não na frente do motorista. Isso requer entrada de
direção mais cedo do que quando se desloca para frente.
• Fatores emocionais: Existem outros fatores psicológicos que afetam a direção, como pressão
dos colegas, depressão, raiva, ansiedade e medo, falta de confiança, excesso de confiança,
preocupação e presunção. Isso faz parte da montanha-russa emocional que ocorre na maioria
dos policiais que exercem a atividade de motorista de escolta. No entanto, quando uma pessoa
dirige um veículo, essas emoções devem ficar no “banco traseiro” para cautela e pela segurança
de todos, incluindo os outros policiais da escolta. Às vezes, essas emoções podem ajudar uma
pessoa a dirigir com mais segurança. O medo é um exemplo. Se dirigir muito rápido em um
cruzamento, virar uma esquina, passar por uma escola ou em uma rodovia causa a sensação de
medo no motorista ou no policial parceiro, então é um forte indicador de que o motorista deve
diminuir a velocidade. Os policiais da escolta devem ser instruídos a prestar atenção a esses
sinais de alerta.
Fatores fisiológicos: Fatores fisiológicos também podem contribuir para colisões. Alguns fatores
comuns são:
• Visão: Uma boa visão é crucial para uma direção segura. Quase todas as ações tomadas por um
motorista são determinadas pela forma
80-km 80-km como o motorista interpreta o que vê.
Muitos fatores podem afetar
adversamente a qualidade visual e a
percepção de profundidade, como olhos
cansados ou fracos, óculos velhos, para-
brisas sujos, óculos de sol escuros, espelhos
convexos, reflexos, álcool, medicamentos,
fadiga e outros. O monóxido de carbono
produzido ao fumar cigarros afeta a retina
do olho. Isso é chamado de
“ANOXIA”(ausência ou diminuição de
oxigenação no cérebro), mais pronunciado
em condições de pouca iluminação em
altitudes mais elevadas.
Embora todos os sentidos sejam usados até certo ponto durante a condução, a visão é
responsável pela maior parte das informações usadas para controlar o veículo com segurança.
Isso é verdade em qualquer velocidade, mas torna-se proporcionalmente mais crítico com o
aumento da velocidade. Limitações de visibilidade, como escuridão, neblina, chuva, fumaça,
faróis que se aproximam, etc. reduzirão a clareza da visão e devem sempre ser usadas como
indicadores para reduzir a velocidade. Alguns motoristas acham desejável usar óculos escuros
durante o dia para evitar a fadiga ocular. Óculos de sol de boa qualidade não prejudicam a visão.
No entanto, deve-se fazer a seleção adequada das lentes para garantir que a proteção seja
adequada e que a visão do policial não seja prejudicada. Óculos de sol não devem ser usados à
noite enquanto dirige, para isto existe óculos com lentes amarelas. A direção segura é
aprimorada olhando mais à frente em direção à linha de viagem, chamada de “horizonte visual
alto”. Isso trará consciência antecipada de perigos potenciais. Olhar para o para-choque traseiro
do carro à frente pode limitar a percepção do motorista sobre os perigos à frente. Não olhar
muito à frente é conhecido como “horizonte visual baixo”, o que reduz o tempo disponível para
reagir aos perigos que se aproximam e é responsável por muitas colisões. A visão também pode
pregar peças nos motoristas, especialmente durante situações estressantes, como perseguições
ou respostas de emergência. O cérebro responde a esse estresse estreitando o camp o de visão
para se concentrar em detalhes dentro do alcance direto dos olhos. Isso ajuda a concentrar a
atenção nos detalhes à frente, mas reduz a visão periférica. A visão periférica reduzida cria
pontos cegos em ambos os lados da linha de visão. Muitas colisões graves resultam da
desatenção do motorista a essa visão periférica reduzida. O motorista “só não viu o carro (ou
pedestre) vindo do lado”. Essa resposta humana natural de estreitar a visão periférica (visão de
túnel) durante situações estressantes pode ser superada virando a cabeça ou os olhos de um
lado para o outro, forçando a atenção a essas áreas.
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• Fadiga: A fadiga física é um grande prejuízo para uma direção segura. Alguns sintomas de fadiga
são visão turva, desatenção aos detalhes, pálpebras pesadas, lapsos de memória e falta de
iniciativa e energia. Os policiais podem ser mais suscetíveis à fadiga do que aqueles na maioria
das outras ocupações. Os turnos variados, as longas horas, a excitação do trabalho, o tédio do
trabalho e outros fatores criam um estilo de vida que tende a reduzir a quantidade de sono de
qualidade que um policial recebe. A falta de sono é a causa mais comum de fadiga. Indivíduos
em turnos noturnos são os mais propensos à fadiga. A fadiga mental, como àquela criada a partir
de encontros estressantes pessoais ou relacionados ao trabalho, causa os mesmos sintomas e
riscos que a fadiga física. Ambos privam o corpo do estado de alerta necessário para uma direção
segura. Dirigir ocupa uma parte significativa do turno de um policial, portanto, eles devem
permanecer alertas. A fadiga deteriora esse estado de alerta. Se um motorista estiver cans ado,
ele deve solicitar uma tarefa de não dirigir ou tomar medidas continuamente para reduzir a
fadiga, como água fria no rosto ou sair periodicamente do veículo para tomar ar fresco e
estimular os músculos. Isso é especialmente verdadeiro para turnos noturnos.
Estresse: A natureza da aplicação da lei frequentemente sujeita um policial a situações
altamente estressantes. Essas situações geralmente ocorrem sem aviso prévio e podem ser
precedidas por um período de relativa inatividade. O estresse pode causar aumento da pressão
arterial, liberação de adrenalina na corrente sanguínea e aumento da frequência respiratória.
Em casos extremos, pode causar hiperventilação. O sistema nervoso pode ser afetado na medida
em que o processo de pensamento racional de um indivíduo pode ser prejudicado. Os limiares
de estresse variam para cada indivíduo. Um limiar de estresse pode ser descrito como aquele
ponto em que as reações fisiológicas prejudicam o funcionamento dos sentidos a tal ponto que
o motorista se torna inconsciente de seus arredores. Devido à fadiga e ao estresse, os motoristas
podem não conseguir se lembrar de nenhuma das circunstâncias imediatamente anteriores a
uma colisão. Os sintomas fisiológicos do estresse são melhores tratados reconhecendo sua
existência e forçando maior atenção às práticas de direção segura.
Desatenção: A maioria das pessoas já experimentou lapsos de atenção em um momento ou
outro. Infelizmente, os resultados às vezes podem ser fatais. À medida que a mente de um
motorista começa a divagar, essa pessoa pode repentinamente perder uma saída da rodovia,
perder o controle de uma conversa ou o controle de um carro. Operar um veículo requer
atenção e concentração. Dirigir distraído tornou-se um contribuinte significativo para colisões
de trânsito. Os motoristas cada vez mais se permitem ser distraídos por seus dispositivos móveis
enquanto dirigem, o que aumenta o tempo de percepção do motorista. Apesar das leis que
proíbem o uso de tais dispositivos ao dirigir a prática e os perigos de tal, esses comportamentos
continuam sendo comuns. Os policiais têm um computador no veículo, que é outra distração ao
dirigir. A falta de atenção pode ter um efeito profundo no desempenho da direção, fazendo com
que motoristas competentes coloquem a si mesmos ou a outras pessoas em risco.
Deficiência Induzida Quimicamente: Café, energéticos, nicotina, álcool, medicamentos ou
outras drogas podem prejudicar as reações físicas, muitas vezes afetando a capacidade de
atenção e o tempo de reação do motorista.
Fatores ambientais: Os fatores ambientais que contribuem para as causas das colisões são
muitos e variados, como chuva, neblina, luz do sol e ventania, contribui com colisão automotora.
Tráfego: Condições em torno de tráfego pesado de pedestres ou veículos ou perto de grandes
aglomerações podem criar situações perigosas para os motoristas. A atenção a essas situações
perigosas no trânsito pode deixar o motorista mais defensivo e preparado para ações evasivas.
Os motoristas de escolta devem estar familiarizados com as várias condições que levam a
colisões e instruir os motoristas policiais a estarem sempre alertas e defensivos a possíveis riscos
de tráfego.
• Fatores veiculares: A falha mecânica do veículo raramente é um fator que contribui para a causa
das colisões. Quando a falha do veículo é um fator contribuinte, geralmente é causada por abuso
do motorista, superaquecimento dos freios ou condução inadequada sobre obstáculos. Alguns
problemas típicos de veículos que contribuem para colisões incluem os seguintes:
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• Esvaziamento de pneus, os pneus modernos são muito duráveis. No entanto, sob certas
circunstâncias, os pneus podem estourar e realmente estouram. Esta é uma emergência
que não pode necessariamente ser antecipada porque acontece rapidamente e sem
antecedência.
Aviso. Ações de direção defensiva obviamente dependerão das circunstâncias do momento. A
seguir estão algumas regras gerais para ajudar os motoristas a manter o controle de seus
veículos em caso de explosão ocorrer.
• Espere que o carro puxe para o lado em que ocorreu a explosão, não sacuda a roda; em
vez disso, tente guiar o carro gradualmente na direção mais segura girando suavemente o
volante na direção que você deseja que o carro vá. Veículos com equipamento de
assistência de controle de estabilidade podem compensar até certo ponto o estouro de um
pneu, mas ainda cabe ao motorista reagir adequadamente.
• NÃO FREIE INSTINTIVAMENTE! A frenagem puxará o carro para o lado em que ocorreu o
estouro, principalmente se envolver um pneu dianteiro.
• Controle Eletrônico de Estabilidade: O Controle Eletrônico de Estabilidade, é uma
tecnologia computadorizada que melhora a segurança da estabilidade de um veículo
detectando e reduzindo a perda de tração. Se o controle Eletrônico de Estabilidade falhar,
o veículo reagirá como um veículo que não é equipado com este controle.
• Sistema de freio antitravamento (ABS): Os sistemas de freio antitravamento são
projetados para evitar que os pneus do veículo travem durante aplicações de frenagem
bruscas. O sistema pulsa rapidamente os freios, permitindo que o ve ículo mantenha o atrito
de rolamento e, assim, o controle da direção. Em caso de falha do ABS, o sistema de
frenagem normal continua a funcionar. Quando o ABS não estiver disponível, técnicas de
frenagem de limite devem ser usadas. A frenagem de limite é realizada através da aplicação
máxima dos freios imediatamente antes de travar as rodas.
• Falha do motor: Os veículos de escoltas, são geralmente equipados com motores grandes
e suspensão, transmissões e freios pesados, além de equipamentos de emergência
adicionais. Os sistemas de freio hidráulico e direção hidráulica dependem da operação do
motor para funcionar corretamente. Se o carro estiver em movimento quando o motor
falhar, a direção hidráulica continuará a funcionar em uma velocidade relativamente baixa
se a transmissão for deixada engatada. Veículos com transmissões Overdrive perderão a
direção hidráulica como resultado de uma falha do motor em menos de dois segundos.
Mudar para uma marcha mais baixa dentro de dois segundos após a falha do motor
manterá a direção hidráulica até cerca de 40 km/h. O sistema de freio hidráulico é acionado
pelo vácuo do motor. Quando o motor falha, o vácuo não é mais produzido. Se o sistema
de freio estiver funcionando corretamente, uma quantidade limitada de vácuo pode ser
armazenada dentro do sistema. Se o motor falhar, esse vácuo de reserva normalmente
permitirá duas aplicações de freio assistido para levar o carro a uma parada segura.
Enquanto o veículo estiver engatado e o motor estiver girando, os freios assistidos devem
continuar a operar.
• Classificações de colisão
Classificações Gerais: Embora as agências possam usar uma terminologia diferente para
descrever essas classificações gerais, elas implicam os mesmos significados categóricos. Os três
tipos gerais estão listados abaixo.
† Evitável: Uma colisão evitável é aquela em que o motorista foi responsável, não usou
técnicas de direção defensiva adequadas ou não seguiu a as leis de trasito.
† Não evitável: Uma colisão não evitável é aquela em que o motorista não teve culpa e não
poderia razoavelmente evitá-la.
† Danos de Trabalho: Incidentes classificados como “Dano de Trabalho”, “Dano Operacional”
ou outras palavras semelhantes geralmente incluem os fatores relacionados às condições do
veículo ou da superfície da estrada como as principais causas das colisões. Isso pode incluir
fatores como o estouro de um pneu que resulta na perda de controle do veículo ou danos à
parte inferior do veículo causados por objetos no solo. Algumas agências usam esta categoria
para colisões que ocorrem durante atividades de treinamento de motoristas ou táticas de
intervenção legal.
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viragem. Quando em uma derrapagem de quatro rodas, o carro desliza para fora da curva.
• Derrapagem da roda traseira: A sobre viragem, também conhecida como derrapagem da roda
traseira, pode ser causada por várias condições do
veículo, incluindo aceleração excessiva, direção
excessiva, uso inadequado do freio ou condições da
estrada que fornecem pouca tração (por exemplo,
molhada, acidentada ou coberta de detritos). Os
carros de polícia modernos têm sistemas eletrônicos
de controle de estabilidade projetados para minimizar
a possibilidade de sobre viragem.
• Se um carro derrapar, a reação adequada para
corrigir essa condição incluiria: Contradição usando o
efeito do CASTER (deixando o volante deslizar
naturalmente por suas mãos) ou inserindo
manualmente a direção usando uma entrada de
direção rápida e suave na direção da derrapagem. Isso
permite que a frente do carro fique à frente da traseira até que a recuperação seja concluída.
Se ocorrer uma derrapagem da roda traseira (OVERSTEER) em um veículo com tração dianteira,
pode ser necessário aplicar o acelerador apropriado além do contra direção para “puxar” a
derrapagem e recuperar o controle do veículo. Você deve retirar suavemente a direção que você
colocou enquanto o veículo está se recuperando. A falha em fazer isso pode causar uma
derrapagem secundária (causada pela transferência lateral de peso e carregamento da mola).
• Não pise no freio durante uma sobreviragem, pois isso deslocará o peso para a frente do
carro e resultará em menos controle nas rodas traseiras, o que piora a condição de
sobreviragem.
• Derrapagem da roda dianteira: A subviragem, também conhecida como derrapagem da roda
dianteira, resulta da aproximação da curva em velocidade excessiva, direção excessiva, uso
inadequado do freio ou das condições da estrada que fornecem pouca tração (por exemplo,
molhada, acidentada ou coberta de detritos).
• Se um carro subvirar, a reação adequada para corrigir essa condição incluiria: Evite
adicionar entrada de direção adicional, pois isso só piorará
a situação, fazendo com que o pneu fique mais lateral na
direção do veículo. Os pneus dianteiros só mudarão a
direção do veículo se a tração de rolamento for mantida.
Mais entrada de giro apenas faz com que o pneu deslize
mais e gire menos, produzindo menos controle direcional.
Ao liberar um pouco da direção durante a subviragem, os
pneus dianteiros ficam mais alinhados com a direção da
força que empurra o carro e a tração de rolamento pode
ser recuperada, resultando em mais capacidade de virar.
À medida que o veículo desacelera, o atrito de rolamento também é recuperado e a condição
de subviragem diminui. Evite qualquer aceleração durante a subviragem, pois isso só aumentará
o problema de subviragem, levantando o peso dos pneus dianteiros e reduzindo seu potencial
de controle.
• Aquaplanagem: “Hidroplanagem” é o termo usado
quando um veículo está deslizando ao longo da superfície
da água em uma estrada molhada. Quando um veículo está
aquaplanando, a área de contato normal da banda de
rodagem do pneu e a estrada começa a se separar. Os
pneus do veículo não conseguem expelir a água da pista
pela banda de rodagem com rapidez suficiente, fazendo
com que as partes do pneu em contato com a pista se
levantem da superfície da pista e caiam sobre uma camada
de água. A aquaplanagem é uma condição séria porque o
motorista não consegue controlar o veículo.
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؇ CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Embora nossa região não tem incidente de precipitação de neve e frio excessivo, vale apena de
forma pedagógica mencionar isto.
• Neve e Gelo: É importante que cada motorista entenda os problemas inerentes à condução na
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neve e no gelo e quais técnicas de direção defensiva podem ser empregadas para reduzir o risco
de se envolver em uma colisão de trânsito. Neve e gelo podem se combinar para criar algumas
das condições de direção mais perigosas. UMA tempestade de neve pode reduzir a visibilidade
para apenas alguns metros. O fator mais perigoso criado pela neve e gelo é o coeficiente de
fricção bastante reduzido. De particular preocupação é uma condição chamada “gelo negro”. O
gelo preto é frequentemente invisível porque não é reflexivo e pode parecer igual à estrada ao
redor. A velocidade do veículo deve ser mantida baixa e o controle do veículo deve ser pré
planejado, suave e deliberado.
† Em uma estrada com gelo, nunca pare no sopé de uma colina, na parte baixa de uma curva
inclinada ou em qualquer lugar onde outro motorista pode não ter distância suficiente para
parar. Gelo e neve tendem a se acumular mais em alguns lugares ao longo das estradas do
que em outros. Obviamente, uma parte sombreada da estrada reteria o gelo por mais tempo
do que uma parte ensolarada. Pontes e viadutos congelam mais cedo do que as superfícies
adjacentes da estrada porque o ar frio sob elas reduz a temperatura da superfície do
pavimento. Embora o calor do dia possa derreter o gelo acumulado ao longo da superfície de
uma rodovia, o gelo pode permanecer nas superfícies das pontes por mais tempo.
† Lembre-se de que, à medida que as temperaturas caem durante a noite, o gelo pode se
formar novamente na rodovia superfícies, mesmo que não tenha nevado ou chovido. Ao
dirigir nessas condições, os motoristas devem prever distâncias de parada mais longas e
tração drasticamente reduzida em torno curvas.
• Visibilidade reduzida: Neblina, poeira e fumaça podem ocorrer em concentrações suficientes
para reduzir significativamente a visibilidade. Quando isso acontecer, a velocidade deve ser
reduzida adequadamente. Ao dirigir em meio a fumaça, poeira ou neblina durante a escuridão,
os faróis devem ser acionados em farol baixo. Em neblina densa, poeira ou fumaça, a luz do farol
alto refletirá de volta nos olhos, aumentando o brilho e reduzindo ainda mais a visão. Ao dirigir
por um período prolongado nessas condições, a combinação de fadiga ocular e intensa
concentração pode ter um efeito adverso no julgamento do motorista. Se o motorista ficar com
sono, considere sair da estrada ou, se possível, peça a um policial devidamente abilitado, para
dirigir. A névoa pode se acumular em manchas relativamente pequenas e densas. Isso é
frequentemente chamado de “névoa tule” porque normalmente está associado a terras baixas,
água parada ou depressões na rodovia. Ao dirigir sob neblina, lembre -se de que a visibilidade
pode mudar rapidamente em uma distância muito curta. É importante ser visto por outros
motoristas na rodovia. Ligue os faróis durante a viagem em meio à neblina à noite ou durante o
dia.
• Condução noturna: À noite e sem qualquer tipo de iluminação pública, o condutor pode não
conseguir ver para além da área iluminada pelos faróis do veículo. Na ausência de neblina ou
grande quantidade de poeira no ar, os motoristas podem utilizar faróis altos para iluminar uma
área maior à sua frente, aumentando assim os limites de visibilidade. No entanto, ao dirigir à
noite, os motoristas devem sempre ajustar a velocidade do veículo para permitir uma distância
de parada suficiente.
† Durante a escuridão, a percepção de profundidade do motorista e a taxa de fechamento
percebida pelos veículos que se aproximam pode ser afetada adversamente. Antes de cruzar
ou entrar em outra via, é aconselhável verificar novamente e garantir que o tráfego cruzado
não esteja trafegando mais rápido do que parecia inicialmente. Lembre -se de que outros
motoristas podem não julgar com precisão as velocidades do veículo. Graves colisões de
direito de passagem podem ocorrer à noite porque os motoristas avaliam mal a velocidade
de um veículo que se aproxima.
† Não é incomum subir uma colina ou fazer uma curva à noite e ficar cego pelos faróis altos de
um veículo que se aproxima. Não olhe diretamente para os faróis do outro carro; em vez
disso, tente focar os olhos no acostamento direito da estrada, longe das luzes. Isso permitirá
uma melhor visão para ver possíveis perigos e minimizará a constrição das pupilas dos olhos.
Isso, por sua vez, ajudará na recuperação e manutenção da visão noturna.
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NORMAS DIRETORAS
Todo planejamento de uma segurança visa proporcionar, ao segurado, proteção contra um
conjunto de ameaças previsíveis. A segurança tem por obrigação antecipar-se às possíveis fontes
de hostilidade contra seu protegido. Em via de regra, só se pode fazer frente ao perigo ou
adversidade previamente identificada. Vale lembrar que, por ocasião do assassinato do Primeiro
Ministro de Israel, Yitzhak Rabin, não se imaginaria que um judeu pudesse intentar contra a
autoridade daquela forma. Na época, todas as precauções da segurança estavam voltadas
contra a possibilidade de agressores árabes ou palestinos.
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A segurança sempre deverá atuar como equipe. Todos desempenham tarefas importantes. Não
existe espaço para "estrelismos" e individualidades. A segurança tem por obrigação SER
DISCRETA e deve estar PERMANENTEMENTE ATENTA E DESCONFIADA. Quanto mais discreto e
ausente da mídia o grupamento de segurança puder se manter, melhor será. Hora apropriada
para os agentes relaxarem, só quando não estiverem de serviço.
• Treinamento dos agentes de segurança: Embora seja muito comum encontrarmos pessoas no
ramo da segurança que se imaginam extremamente profissionais, capazes, fortes e astutos, a
experiência demonstra que, na maioria das vezes, tais elementos não possuem nenhuma das
qualidades que apregoam. O bom segurança sabe que deve estar em constante
aperfeiçoamento. Humildade é uma característica extremamente importante para alguém que
está em constante aprendizado, buscando o conhecimento de novas técnicas, equipamentos,
bem como se mantendo informado das técnicas e táticas empregadas pelos elementos que
podem, algum dia, atentar contra o seu protegido. Um agente de segurança nunca deve
subestimar a capacidade de seus adversários e por isso deve ter em mente que precisará treinar
sempre, apurando seus reflexos, para estar em condições de fazer frente a uma confrontação
que não tem dia e nem hora para acontecer. A excelência no Tiro e nas técnicas de combate
desarmado só pode ser obtida com treinamento e reciclagens periódicas. Nesse ramo de
atividade, de pouco importa o que o agente de segurança algum dia foi capaz de fazer (como
aqueles que se dizem peritos atiradores dos tempos do serviço militar obrigatório), mas sim o
que ele seria capaz de executar se a situação crítica real se manifestasse nesse exato momento.
O fato do agente se gabar de ter sido capaz de, “nos velhos tempos”, arrancar o fundo de
garrafas de vidro colocando precisamente o seu tiro pelo gargalo das mesmas, de nada valerá
se ele não puder hoje efetuar um saque rápido e apresentar uma razoável precisão de disparos
contra alvos humanos, sobretudo levando em consideração que terá muitíssimo menos tempo
para isso do que quando atingia as peças de vidro, as quais jamais revidavam. Embora saibamos
que o gasto com treinamento sempre se constitua num dreno nos recursos da instituição, trata-
se de um investimento importante para garantir que a equipe de segurança esteja sempre
pronta para levar a cabo o que dela se espera. É fato que adversidades não acontecem todo dia,
assim sendo, protegidos e seguranças acabam por relaxar sua atenção e comprometer sua
capacidade de reação. O treinamento desperta o interesse dos profissionais, mantém os
homens mais alertas e com moral mais elevado.
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Toda sorte de problemas e grau de dificuldade com que um profissional de segurança puder
deparar-se na vida real deve ser objeto de simulação e antecipada nos treinamentos.
Treinamento: Exercícios de deslocamentos em formação, de embarque e desembarque em
veículos, de “cobrir e evacuar”, interposição entre o agressor e o protegido, defesa de agressão
com faca, desarme de arma de fogo a curta distância, saque e tiro de pronta resposta, tiro
barricado, engajamento de múltiplos alvos, tiro embarcado, abandono de veículo sob fogo.
Tudo deve ser preferencialmente passado aos agentes nos treinamentos. Vale ressaltar que,
uma vez assimiladas, as técnicas deverão ser praticadas com a maior regularidade que os
afazeres da equipe permitam. Técnicas marciais de defesa como o KOMBATO representam o
que este autor conhece de melhor para o treinamento de agentes de segurança, mas precisam
ser praticadas com alguma regularidade. No caso da segurança de autoridades, não há
regulamentação a respeito. O fato é que levar um ano entre um exercício de tiro e outro não
garante que os homens estejam prontos e capacitados para fazer frente às necessidades de uma
confrontação real. Melhor será se o homem de segurança puder exercitar-se trimestralmente,
disparando ainda que apenas alguns tiros com munição viva, para manter seus reflexos. Embora
as armas sejam uma espécie de “último recurso”, o agente deve estar bem qualificado para
portá-las e delas fazer perfeito uso se a situação assim o exigir. A execução de uma boa
segurança pessoal envolve PENSAR e AGIR, em idênticas proporções.
Normalmente, é comum que os homens se exercitem nas rotinas de combate, mas que levem
muito tempo entre as igualmente importantes instruções de caráter mais teórico ou analítico.
Além de todas as práticas instrucionais anteriormente mencionadas, de cunho altamente
estimulantes e operativas, um treinamento muito importante, e que só muito raramente se
desenvolve com equipes de segurança brasileiras, é o de análise da linguagem não verbal e
detecção de comportamento potencialmente adverso.
Palestras nesse sentido, seguidas de exercícios, podem auxiliar na identificação de pessoas
prestes a cometer um atentado. Embora a última palavra quanto à execução do trabalho de uma
equipe de segurança seja sempre dos chefes responsáveis, o homem de segurança deve ser
acostumado a pensar, analisar fatos, perceber indícios, os quais podem fazer a real diferença
entre a vida e a morte. Reunir os integrantes da equipe em horários livres e familiarizá-los com
a crônica de atentados no país (e também no exterior) pode ajudá-los a se manterem mais
alertas. Deve-se considerar os agentes como sensores, cujas informações, num fluxo contínuo,
auxiliarão na manutenção da adequação dos planejamentos; quanto mais capacitados para
detecção de riscos eles estiverem, melhor será.
• Equipamentos dos agentes de segurança: Não existe uma "regra" no que se refere aos
equipamentos e recursos postos à disposição de uma equipe de segurança. Assim como
dissemos que as dificuldades do dia-a-dia de uma segurança devem ser antevistas no
treinamento, cada situação demandará a necessidade de materiais ou equipamentos cuja
obtenção e utilização dependerão diretamente dos recursos financeiros disponibilizados bem
como da inventiva dos membros da equipe de segurança. Além de veículos compatíveis com as
necessidades do segurado e de sua escolta, meios de comunicações seguras, coletes à prova de
balas, boas armas e munições de elevado desempenho devem fazer parte da dotação da equipe
de segurança. Protegendo empresários, artistas e executivos no meio privado, a segurança tem
de se contentar com armas de calibre e rendimento inferior àquelas que normalmente são
portadas pelos criminosos. Manter níveis de atenção e proficiência que lhes permitam efetuar
disparos certeiros e neutralizadores antes de seus adversários conseguirem fazê -lo, tentando
assim compensar essa situação desigual. Na segurança de autoridades, a limitação de armas e
calibres praticamente inexiste, ficando tal escolha apenas limitada por questões de caráter
logístico, orçamentário ou político.
Numa posição de segurança fixa, como uma guarita ou pórtico de entrada ou em qualquer lugar
onde se possa precisar disparar contra alvos protegidos por anteparos será desejável o emprego
de munições de perfil mais perfurante, notadamente ogivais-jaquetadas de alta
velocidade. Acreditamos que a melhor arma – pistola, revólver, submetralhadora ou fuzil - seja
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aquela com que o agente de segurança esteja efetivamente familiarizado, que consiga portar
preferencialmente de forma dissimulada. Bastões de tipo telescópico, "soco-inglês", armas
atordoantes de eletrochoque, granadas atordoantes e aerosóis de pimenta também são
recursos úteis para uma equipe de segurança.
Armas de choque e espargidores de gás irritante constituem-se numa útil opção quanto a
armas não letais.
Os veículos da segurança deverão ser mantidos em excelentes condições mecânicas e devem
estar munidos de pneus estepes suplementares (no caso dois, principalmente para o caso de
viagens), estojos de primeiros socorros (com analgésicos, remédios para enjôos , diarréia,
moderadores de pressão etc), caixa com ferramentas, lanternas, mapas rodoviários, mudas de
roupa para os agentes e tudo mais que puderem achar necessário, como binóculos, máquina
fotográfica, detector de metais, detector de escutas, munição de reserva para as armas, "speed
loaders" para os revólveres e carregadores sobressalentes para as pistolas etc. Computadores
portáteis e Palm Tops são excelentes ferramentas de trabalho, podendo guardar informações
úteis ao planejamento das missões, permitir o contato “on-line” com bancos de dados
indispensáveis aos levantamentos e investigações da segurança, comunicações ou consultas via
Internet etc. É bom manter um relatório diário para analise futura. A imagem, a reputação e a
privacidade dos segurados também são objetos de proteção por parte das equipes de
segurança. Hoje em dia, a vigilância de detetives particulares, chantagistas, repórteres
investigativos e escutas clandestinas ("grampos") transformaram-se em verdadeira febre e a
proteção do segurado contra a bisbilhotice e as intromissões indesejadas à sua privacidade
também se tornam extremamente essenciais, havendo necessidade de que a segurança esteja
dotada de meios para prover a "varredura eletrônica" dos ambientes do protegido, de seus
telefones, detectar câmeras escondidas etc.
؇VEÍCULOS BLINDADOS A blindagem de veículos automotivos civis foi desenvolvida como recurso
de proteção para projéteis disparados contra a área externa do veículo. No caso da proteção de
Costumam ser recoberto por uma Entre a lataria e o revestimento interno do veículo, são Depois que percebem que o carro é
capa de aramidas, para prevenir introduzidas manta de aramida mesmo material usado no blindado, os pneus passam a ser o alvo
perfurações por tiros. colete à prova de bala. Quanto o maior o número de manta principal dos bandidos. Por isso são
maior é a resistência reforçados com uma cinta de Aço Para
retardar o esvaziamento em caso de
perfuração. Existe, ainda, uma trilha de
nylon que permite que o carro rode uma
certa distância, mesmo com os pneus
furado.
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veículos empregados por alguns chefes de estado, pode abranger também resistência contra
disparos de fuzis e metralhadoras pesadas (calibre .50), foguetes antitanque e explosões
advindas do solo
(minas terrestres). A especificação dos materiais empregados numa blindagem e sua espessura
são função do nível de proteção escolhido. Que tipo de armas e recursos detém aqueles contra
os quais o proprietário do veículo quer proteger-se? Qual o calibre de tais armas? A qualidade
dos materiais empregados é fator importante para a obtenção da resistência requerida,
diretamente relacionada à segurança da blindagem. De um modo geral, no Brasil, as blindagens
de veículos civis garantem apenas proteção contra tiros de pistolas e submetralhadoras.
A superfície a ser blindada é classificada em duas partes: opaca e transparente. Na região opaca,
a proteção é construída com chapas de aço ou com mantas de um material sintético chamado
aramida (genericamente chamado de Kevlar), que absorve a energia do impacto.
Uma amostra da capacidade de retenção de tiros de um laminado de aramida e sua instalação
em painéis no interior dos os veículos. Na região transparente, o vidro deve permitir a segurança
contra o projétil, enquanto preserva o necessário grau de transparência, para não afetar as
condições de dirigibilidade e conforto ao dirigir. Devido à baixa resistência intrínseca dos vidros,
a solução consiste em construir placas com camadas intercaladas de vidro e policarbonato,
formando assim "sanduíches" que são capazes de resistir aos projéteis.
No processo de blindagem, trocam-se
todos os vidros originais por vidros
laminados, fabricados especialmente
para resistir a impactos balísticos. O
nível de contenção balística admissível
depende do projeto do vidro blindado
em questão. É preciso levar em
consideração qual a quantidade de
energia que ele deverá suportar, bem
como o tipo e a frequência do projétil que será o vetor dessa energia. Praticamente não há limite
para o nível de contenção balística de um vidro blindado, considerando-se apenas que quanto
mais resistente tenderá sempre a tornar-se mais espesso.
O pára-brisa de um automóvel de passeio deve poder conter projéteis de armas de mão até fuzis
de alto calibre; dependendo da tecnologia e do projeto do vidro. Assim como o peso, a espessura
do vidro balístico varia de acordo com o nível de resistência balística e da tecnologia empregada
na fabricação do mesmo. Atualmente, os vidros de maior nível tecnológico apresentam
espessuras que variam entre 15 e 25mm, podendo chegar a 50mm no caso das mais sofisticadas
"limousines" governamentais.
Toda a blindagem propriamente dita, compreendida como os vidros blindados, painéis balísticos
de Kevlar e chapeamentos de aço (utilizados nos reforços e acabamentos), não têm prazo de
validade, podendo durar mais que o tempo de vida útil do veículo. Carros blindados não são
diferentes de carros normais, no que diz respeito à sua durabilidade. Entretanto, como
"carregam peso extra" (as blindagens mais modernas mais básicas acrescentam normalmente
150 kg ao veículo, o que equivale ao peso de dois adultos), deve -se levar em conta sua
capacidade de carga total para não sobrecarregar o veículo. O peso acrescido ao veículo pela
blindagem depende de dois fatores: - do nível de proteção da blindagem: quanto maior o nível
de proteção, maior quantidade de material deve ser utilizado no processo de blindagem, e
conseqüentemente, maior o peso acrescido ao carro; - da tecnologia dos materiais utilizados.
Deve-se tomar cuidado para não comparar blindagens feitas com tecnologias diferentes, como
veremos a seguir. Quanto maior a tecnologia utilizada na blindagem, menor o peso que ela
apresentará. Como a tecnologia usada nos materiais de blindagem vem da indústria aeronáutica
e o fator peso em aviões é crucial para o desempenho destes, as blindagens automotivas
acabaram se beneficiando desses desenvolvimentos. Blindagens de última tecnologia, para o
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nível IIIA da norma NIJ (resistente a projéteis de 44 Magnum), devem acrescer cerca de 77 kg de
vidro e 30 kg de painéis de Kevlar (aramida fabricada pela DuPont), totalizando cerca de 107 kg
de materiais nobres. Blindagens de baixa tecnologia, feitas com vidros de 21 mm e painéis de
aço, devem acrescer cerca de 120 kg de vidro e 147 kg de aço (peso total de 267 kg), ou seja,
140 kg a mais do que no carro descrito anteriormente. O peso da blindagem obrigatoriamente
imporá restrições quanto à mobilidade, degradando aspectos de desempenho como a
aceleração instantânea, velocidade máxima etc. Caso o perfil de uso do veículo não inclua sua
utilização com plena carga (cinco passageiros + bagagem), o impacto sobre a suspensão e outros
sistemas normalmente não será muito significativo. Se o veículo for constantemente utilizado
com plena carga, deve ser prevista a adaptação e reforço da sua suspensão durante o processo
de blindagem. Não é recomendável blindar automóveis com menos de 90 HP, principalmente
carros com motor 1.0. Os carros blindados utilizam a capacidade de carga útil especificada pelo
fabricante para "carregar" a blindagem, como se fosse uma carga ou uma pessoa gorda. Por isso,
é recomendável que os carros blindados tenham folga de potência, o que geralmente se
processa nos motores acima de 1.600 cilindradas. O Departamento de Justiça dos EUA
desenvolveu a Norma NIJ 0108.01, que estabelece os diferentes níveis de blindagem. A cada
nível está vinculada uma quantidade de energia associada ao impacto, que depende da massa,
velocidade e calibre (forma) do projétil. São seis os níveis. Por exemplo, a blindagem Nível II
resiste ao calibre 357 Magnum, enquanto a blindagem Nível III resiste ao calibre 44 Magnum.
Uma vez definido o nível da blindagem que um veículo irá re ceber é necessário desmontar
algumas de suas partes para a instalação dos materiais de proteção. O nível de blindagem
(II,III,...) vai determinar as características dos vidros, mantas e chapas de aço. Em seguida os
materiais de blindagem são preparados (cortados segundo as dimensões requeridas) para
adaptação em cada tipo de veículo. É importante que a adaptação recubra toda a superfície do
veículo, com especial atenção às junções dos painéis blindados, às quinas, à extremidade dos
vidros na junção com as portas ou carroçaria, assegurando que não haja um “calcanhar de
Aquiles” por onde possa haver penetração de um projétil. Deve ser definido se os vidros serão
fixos ou móveis; os vidros móveis requerem adaptação do mecanismo elevador e exigem
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cuidados na sua utilização pelo usuário. Uma vez concluída a instalação dos materiais, o veículo
recebe novamente seu revestimento interior e o acabamento para preservar sua aparência
original.
؇ EMPREGO DOS VEÍCULOS BLINDADOS:
• Veículos blindados não são invulneráveis. Assim como os veículos blindados militares podem ser
incapacitados pelo emprego dos recursos adequados (minas explosivas, mísseis guiados ou
foguetes antitanque disparados a pé), um carro de passeio blindado pode ser subjugado pela
imobilização, sendo forçado a parar numa situação em que os criminosos possam atingi-lo
repetidas vezes até provocar o colapso da blindagem, na maioria das vezes disparando contra
seus vidros. É necessário não se deixar apanhar numa emboscada.
• A grande vantagem do carro blindado consiste em conferir aos seus ocupantes uma maior
chance de sobrevivência nos momentos iniciais de um ataque, proporcionando um mínimo de
tempo para que o motorista do veículo possa reagir, saindo do local da confrontação o mais
rapidamente possível.
• Num atentado como um assalto num sinal de trânsito, os vidros blindados normalmente
resistirão a dois ou três impactos próximos uns dos outros, desde que o atirador não consiga
colocar seus tiros num mesmo ponto. Isso pressupõe que o motorista não deverá ficar
esperando parado pelos tiros adversários. A regra vale para todos os veículos blindados ou não:
se o carro for alvejado por tiros não pare! Leve-o, o mais rápido que puder, até o local mais
seguro que conseguir alcançar.
IMAGEM: A vantagem é que os veículos blindados sempre serão
mais resistentes às colisões, costumam ter pneus especiais, capazes
de rodar mesmo vazios por breves períodos. Pneus especiais
permitem rodar diversos quilômetros mesmo que completamente
vazios. Contam com um calço interno que suporta o peso do carro,
resiste ao colapso da borracha e permite que se possa conduzir o
veículo até um lugar seguro.
• Veículos blindados, sendo mais pesados e menos ágeis que os
congêneres sem proteção, não podem ser conduzidos da mesma forma que os veículos mais
leves. A grande maioria dos proprietários de veículos blindados dirige seu carro acreditando
numa falsa ilusão de invulnerabilidade. Uma lição indispensável ao motorista é a de que ele deve
estar sempre atento ante à necessidade de executar manobras evasivas ou defensivas que vão
requerer muito mais perícia do condutor. É necessário conhecimento e treinamento para a
execução dessas manobras e um bom curso de direção - onde o agente de segurança/motorista
vivencie e aprenda técnicas de controle do volante, controle de frenagem e manobras evasivas
e ofensivas. Tais ações são importantes ferramentas para que se possa extrair os melhores
resultados do grande investimento em segurança que é adquirir um carro blindado por dezenas
de milhares de reais.
• Existe um significativo histórico de veículos blindados roubados devido à desatenção de seus
motoristas. Lembre-se de que, parado, embarcando ou desembarcando do carro, você estará
vulnerável à abordagem por criminosos e por isso deve procurar fazê -lo em locais seguros.
؇ ATENTADOS
• Objetivos dos atentados:
1) Desmoralização, prejudicando a própria imagem do segurado, a imagem do grupo ou do
governo que representa.
2) Roubo
3) Furto
4) Sequestro, com a finalidade de conseguir vantagem política ou buscando lucro financeiro.
5) Extermínio
6) Político.
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É importante que os agentes de segurança tenham em mente que não estão junto ao dignitário
segurado apenas para protegê-lo de tortas na cara, chuva de ovos podres, tiros, bombas, facadas
e pancadas. A segurança deve prevenir as ações de espionagem que devassem a vida do
dignitário, suas atividades de cunho profissional e todos os segredos que valham à pena
preservar. Com a espionagem, se colhe informações importantes para campanhas de
desmoralização, ações de chantagem ou mesmo para o planejamento de ações de sequestro ou
eliminação física do dignitário. Para salvaguardar a privacidade do protegido contra a
espionagem, devemos nos acostumar à discrição e ao sigilo, desenvolver processos de
contravigilância e observar os princípios da compartimentação e do sigilo das informações. As
chaves são o controle e o autopoliciamento, negando ao adversário o acesso aos segredos do
dignitário bem como do esquema de segurança que o cerca. Medidas especiais de segurança
devem ser tomadas para proteger as conversações, documentos, arquivos ou quaisquer dados
do protegido sob os quais se pretenda manter sigilo. Depois de uma reunião, rascunhos, bilhetes
e mesmo papéis brancos sulcados devem ser recolhidos e destruídos. Hoje é comum a
comunicação de que residências e gabinetes foram arrombados sem de que nada haja
aparentemente sido subtraído de seu interior. Mesmo sendo usual que um dignitário retire
documentos de seu gabinete, para um trabalho noturno ou num final de semana, sua segurança
deve estar atenta para que tais informações não sejam acessadas indevidamente. Sob o ponto
de vista do “espião”, será sempre mais fácil acessar os segredos quando fora do seu local de
guarda habitual e a própria apropriação de tal material poderá ser “mascarada”, deixando
sempre uma aura de dúvida quanto às reais causas do extravio. Computadores portáteis tipo
Notebook ou Palm Top, pastas com documentos reservados podem ser facilmente extraviadas,
roubadas ou furtadas gerando embaraços para os dignitários e consideráveis prejuízos para suas
instituições. Em se tratando de computadores, o furto dos próprios equipamentos ou de seus
componentes essenciais de memória deve ser também uma preocupação constante da
segurança.
؇PERPETRADORES DOS ATENTADOS
• Órgãos da Mídia Muitas vezes, a mídia, em campanha de desmoralização, excede-se tentando
obter uma notícia sensacionalista de forma ousada e contra as normas de privacidade. Em
Dezembro de 2002, descobriu-se que o jornal britânico "News of World" tramara obter uma
mecha de cabelo ruivo do príncipe Harry. Pagando para que uma bela mulher seduzisse o rapaz
e retirasse uma mecha de seus cabelos, o jornal pretendia encaminhar o material para um
exame de DNA e provar que o príncipe seria filho, não do Príncipe Charles, mas do ex -Capitão
James Hewitt, com quem a princesa Diana teria tido um relacionamento extra-conjugal. O ex-
Primeiro Ministro John Major viu sua campanha pelos valores da família ruir quando os tablóides
revelaram que, em seu governo, vários Deputados do Partido Conservador tinham amantes.
• Organizações Não Governamentais (ONG) as ONG, entidades legalmente estabelecidas,
contam com uma grande disponibilidade de recursos financeiros, além de uma agressiva
militância de âmbito nacional e, mesmo, transnacional. O fato de que, normalmente, deveriam
ater-se a protestos pacíficos, não as inibem de intentar ações de ocupação de gabinetes e de
prédios públicos, além de realizar ações mais violentas, como sabotagens, tomadas de refém ou
desmoralização contra os dignitários que contrariem seus objetivos.
IMAGEM:Ressalte-se que grupos de proposta dita pacífica como a “Animal Liberation Front”, do
Reino Unido, também podem descambar para o radicalismo e iniciar campanhas ativas de
terrorismo, como, no caso em questão, através do envio de bombas postais.
• Desafetos pessoais. Um ex-correligionário ou um ex-amigo pode tentar aproximar-se do
segurado a fim de agredi-lo verbal ou fisicamente, valendo-se das mãos nuas, de armas brancas,
armas de fogo ou qualquer recurso que a sua qualificação pessoal ou profissional pe rmita
empenhar contra nosso protegido. Para uma equipe de segurança enfrentar o atentado com
sucesso, deverá buscar conhecimento prévio da existência do referido desafeto, identificar-lhe
as feições e, salvo em casos especialíssimos (como, por exemplo, se o antagonista for um exímio
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Ressalte-se que, por extremo zelo da segurança, os deslocamentos do Juiz eram cercados de
grande sigilo e somente um número muito restrito de pessoas sabia exatamente quando e por
quais meios a autoridade iria viajar. A explosão foi tão violenta que vitimou o juiz, sua esposa e
os seguranças os quais empregavam normalmente veículos blindados.
NOTA: Visão panorâmica da área do atentado contra o Juiz Giovanne Falcone.
A disponibilidade de recursos financeiros desses criminosos é enorme e em 2002, as escutas
telefônicas da polícia num presídio de segurança máxima apontavam que o narcotraficante
brasileiro Fernando Beira-Mar estaria negociando a compra de um míssil anti-aéreo Stinger.
Embora os analistas concordem que a aquisição e o emprego de um míssil fugiriam ao perfil das
ações do tráfico, as apreensões de armas demonstram que a combinação de recursos (como os
lançadores de foguetes antitanque, minas terrestres, lançadores de granadas e metralhadoras
pesadas) e a consultoria pela qual podem pagar, lhes facultam atingir quaisquer autoridades, se
assim o desejarem. Uma amostra dos armamentos apreendidos com a criminalidade no Brasil
demonstra que a criminalidade dispõe, se desejar, dos meios necessários à execução de
atentados muitíssimo violentos e altamente letais. Considerando que a criminalidade está cada
vez mais ousada e capaz de realizar ações de cunho tipicamente terrorista, como as que
praticamente pararam São Paulo e diversas outras cidades do Estado em Maio de 2006, não se
pode negligenciar a hipótese de um atentado de sequestro ou mesmo de assassinato.
• Assassinos Profissionais do extermínio, normalmente agem de forma seletiva, focando apenas
seus alvos específicos. Estudam pormenorizadamente seus alvos, anotam seus hábitos e rotinas,
a segurança que os cerca, planejam suas ações de forma a poderem efetuar o atentado com
êxito sem se exporem à possibilidade de captura. Variando em direta relação com a importância
de seus alvos (e também da segurança que os protege) podem empregar meios
tecnologicamente caros e sofisticados como armas longas com lunetas, miras infravermelhas,
lançadores de foguetes, venenos, substâncias radioativas, artefatos explosivos disfarçados etc.
NOTA: Um assassino com arma longa até pode não se parecer com o personagem do “Dia do
Chacal” mas pode ser igualmente temível, sobretudo se bem camuflado.
• Psicopatas, Embora as ações desses grupos variem desde a simples agressão física de mãos nuas
às facadas e tiros à queima roupa, o principal risco repousa na absoluta imprevisibilidade de
suas ações. Não se pode estimar quem poderá atentar, onde agirá, quando e por quais meios,
gerando uma indefinição extremamente perigosa para a segurança. Apesar de que alguns
desequilibrados mentais possam ser facilmente identificáveis, outros não são muito visíveis, dos
quais ninguém desconfiaria, “a priori”, já provaram ser capazes de disparar contra presidentes
ou celebridades. Em 2002, um jovem de 25 anos, politicamente radical e visivelmente
desequilibrado, sem muito planejamento, disparou com seu rifle calibre .22” contra o Presidente
da França, Jacques Chirac, desfilando em carro aberto no feriado nacional do 14 de julho. Não
acertou e foi dominado por populares antes mesmo da chegada do policiamento ostensivo
disposto no local. Menos de três meses depois, um muçulmano francês, que já esteve sob
tratamento psiquiátrico, esfaqueou no abdome o prefeito de Paris, o qual sempre dispensou
segurança pessoal. Preso, o autor do atentado alegou detestar políticos e especialmente dos
homossexuais. Ficou famoso o caso do professor americano Theodore Kaczynski, mais
conhecido como “Unabomber”, um professor universitário desequilibrado mental que vivia
isolado numa casa nas montanhas, que enviou bombas para dezenas de vítimas, até ser
capturado pelo FBI, em 1996. Em Março de 2000, um homem armado com uma faca e uma
suposta bomba, que se fazia passar por membro da segurança, foi preso em Sydney, Austrália,
por ocasião da visita da Rainha Elizabeth II, da Grã- Bretanha. A soberana britânica já teve outras
experiências desagradáveis com desequilibrados mentais: em 1982, Michael Fagan, um jovem
desempregado burlou toda a segurança e adentrou à noite nos aposentos reais. Sentado na
cama da rainha, conversou respeitosamente com ela por mais de trinta minutos, até que e la
conseguisse chamar seus guardas.
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posição em que o criminoso se encontra (vê e grita: "ATIRADOR ÀS "X" HORAS!") sendo que a
equipe imediatamente curva o segurado, agentes interpõe-se entre a autoridade e a linha de
visada do atirador, terminando por retirá-lo do local o mais depressa que for possível. Neste
caso, a segurança da autoridade dificilmente disparará contra o agressor em virtude da distância
que os separa, limitando-se por fornecer a posição do mesmo para que o policiamento possa
detê-lo.
• Contra emprego de artefatos explosivos, no caso de arremesso de granadas de mão, o primeiro
agente a constatar a ameaça grita: "GRANADA!". O "mosca" joga imediatamente o segurado ao
chão e deita-se sobre ele (cobrindo-o com o próprio corpo) a fim de protegê-lo dos efeitos da
explosão. Vale lembrar que, entre o momento que a granada deixa a mão de seu lançador até o
momento da explosão propriamente dita, decorreu cerca de 3 ou 4 segundos, o que ainda pode
favorecer ao agente que, presenciando o lançamento da bomba e vendo-a cair no chão junto de
si, poderá chutá-la para mais longe e garantir maiores chances de sobrevivência do que teria se
deitasse no chão a uma distância bem próxima. Precauções contra bombas plantadas em locais
onde o dignitário vá estar apenas serão alcançadas mediante a inspeção prévia dos locais (ver
"Varreduras"), sendo que, posteriormente à vistoria, cada área deverá ser mantida vigiada e, se
possível, isolada. A segurança deverá desconfiar de todos os volumes, principalmente aqueles
aparentemente esquecidos ou que estiverem "destoando" da paisagem do local.
Veículos da comitiva e da escolta não deverão ser deixados desguarnecidos. Bombas podem ser
dispostas sob o tanque de combustível, sob o assoalho ou mesmo no interior do carro, com
efeitos altamente destrutivos.
A fim de precaver-se contra “carros-bomba”, um perímetro seguro deverá ser estabelecido,
proibindo-se o estacionamento de veículos, inspecionando seus interiores e identificando seus
ocupantes. Havendo risco de ataque por “carros-bomba”, pode ser necessário estabelecer
obstáculos na pista, de forma a impedir a aproximação de veículo (sobretudo caminhonetes e
caminhões) em alta velocidade. Como obstáculos, podem ser utilizados dentes retráteis
hidráulicos, cavaletes confeccionados a partir de trilhos metálicos pesados, blocos de concreto
ou ainda caminhões basculantes cheios de areia molhada. No interior da caneta uma ampola
com gás se quebra e permite pulverizar o conteúdo venenoso na face da pessoa que se quer
matar.
• Contra emprego de venenos, gases tóxicos etc. Impedir a aproximação de elementos portando
seringas, vidrinhos, tubos de ensaio, aerossóis e todos os instrumentos (ou objetos) que se
assemelham ou possam disfarçar borrifadores (espargidores). Manusear objetos suspeitos
sempre com máscaras e luvas. Manter sob vigilância suprimentos de água e, sempre que
possível, fiscalizar a preparação da alimentação que se destina ao segurado. Igual cuidado deve
ser dedicado à comida da segurança para garantir que não haja sabotagem capaz de pôr os
agentes fora de combate. Em recepções, restaurantes e buffets, procurar ter sempre agentes
fiscalizando na cozinha e certificar-se de que o segurado venha a ser servido pelo (s) mesmo (s)
garçom (s), previamente investigado (s) e credenciado (s) pela segurança.
ACONTEÇA O QUE ACONTECER, OS AGENTES DE SEGURANÇA DEVEM TER EM MENTE QUE SEU
OBJETIVO PRINCIPAL É A PROTEÇÃO DO SEGURADO E POR NADA DEVEM DESVIAR SUA ATENÇÃO
OU SE AFASTAREM DELE. É SEMPRE BOM LEMBRAR QUE UM ATENTADO PODE TER SIDO
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Muito antes da chegada do dignitário o imóvel deverá ser previamente inspecionado, assim
como seu mobiliário e utensílios. Existindo a possibilidade de armadilhamento por meio de
bomba tomar-se-á redobrado cuidado para não se deixar apanhar por acionadores de tração,
liberação descompressão, disfarçados em objetos ou utensílios que exijam ação de mover, abrir,
fechar, puxar ou apertar. Pare, observe atentamente, escute e cheire antes de tocar ou de
remover um objeto que possa estar armadilhado. A segurança deve estar armada, de forma a
poder neutralizar quaisquer veículos que tentem forçar a entrada. Deve -se mapear e verificar
os imóveis vazios, as elevações e as áreas que propiciem emboscadas. Planejar a atuação da
segurança em caso de previsíveis emergências (tentativas de ataque/invasão, incêndio,
evacuação médica, distúrbios civis etc). É necessário estabelecer quem faz o quê e quando,
testando, sempre que possível, a eficácia de tais medidas. Novamente raciocine se elas seriam
suficientes salvaguardar o protegido contra um ataque em que você próprio fosse o agressor.
Efetuar “varreduras” contra escutas clandestinas nos diferentes ambientes, Inspecionar o
estado de funcionamento e conservação de linhas telefônicas, bem como de elevadores,
bombas, geradores e manter tudo sob vigilância. Inspecionar cisternas, caixas -d'água,
canalizações e verificar a potabilidade da água. Em condições de alto risco de eliminação fís ica
do segurado, cisternas e caixas devem ser previamente lavadas e posteriormente lacradas pela
segurança.
Especiais cuidados com assoalhos, tetos falsos, sótãos, paredes divisórias, porões, "passagens
secretas" etc. Inspecionar, quando for o caso, correspondências, embrulhos e volumes.
Cuidados com prestadores de serviço de (impressa de Luz (Energia), Telefone (Teleacre), Gás,
água e Esgoto (SANEACRE), Correios, Lixeiro etc.), pois credenciais forjadas podem mascarar a
identidade de criminosos, terroristas e sabotadores. Não permitir reparos de luz, gás, água ou
telefones, sem que os mesmos tenham sido efetivamente solicitados. Verificar a identidade de
quem se apresenta como funcionário de tais prestadoras de serviço. Tais consertos ou
verificações, se indispensáveis, deverão ser efetuados sob severa vigilância. Estudar e
implementar medidas de segurança tais como substituição de fechaduras, reforços de
trancamento de janelas e portões, blindagem de janelas, elevação da altura de muros, colocação
de concertinas de arame, reposicionamento ou colocação de iluminação de proteção, pintura
ou caiação de paredes e muros, poda de árvores ou arbustos (quando estes atrapalharem a
segurança), plantio de árvores ou cercas vivas (para o caso de imóveis devassados), instalação
de circuito fechado de televisão, sensores de presença de infravermelho e alarmes. O caso de
imóveis devassados), instalação de circuito fechado de televisão, sensores de pres ença de
infravermelho e alarmes. Realizando obras de reforma, sugerir blindar um dos cômodos
(notadamente um “closet” ou banheiro de suite) a fim de que possa ser empregado como
refúgio seguro do protegido em caso de emergências como assaltos ou tentativas de captura
por seqüestradores. Estudar o posicionamento adequado dos efetivos de guarda, ensaiando sua
atuação no caso de uma tentativa de invasão ou ataque. Considerando que, em sítios, fazendas,
casas de veraneio, na praia ou montanha, a equipe de segurança talvez não disponha de rápido
apoio no caso de um ataque, a segurança deverá contar no local de armas e munições em
quantidade suficiente para fazer frente ao enfrentamento, enquanto espera pela chegada do
socorro.
NOTA: Residências podem ficar mais seguras, com a instalação de equipamentos como sensores
de detecção de movimento por infra-vermelho, sensores de abertura de portas e janelas,
sensores de fumaça, acionadores automáticos de iluminação, botões de pânico e sirenes.
Residências podem ficar mais seguras, com a instalação de equipamentos como sensores de
detecção de movimento por infra-vermelho, sensores de abertura de portas e janelas, sensores
de fumaça, acionadores automáticos de iluminação, botões de pânico e sirene s.
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؇ PROCEDIMENTOS NOS LOCAIS DE EVENTOS: Todo o planejamento já deve ter sido traçado com
a maior antecedência possível. Uma vez na cena do evento, os agentes devem estar cientes de
seus papéis e dispostos nos locais segundo as designações da chefia. Sempre que necessário, os
encarregados do planejamento fornecerão questionários-padrão, do tipo “check-list” onde
constem informações necessárias à condução da operação por parte da equipe de segurança,
passo a passo, antes, durante e depois do evento. Normalmente, no curso de um evento,
diferentes grupos ou forças de segurança interagem na proteção do dignitário. Neste caso, os
planejadores devem definir as atribuições e competências previamente a fim de que não haja
qualquer dúvida acerca do comando da operação, de quem faz o quê. Tudo isso será definido
bem antes do início do evento. Dependendo da importância do evento, ensaiá-lo previamente
com o pessoal envolvido, avaliando todo o programa, inclusive simulando a presença do
dignitário. Se for o caso, adotar cordões de isolamento e solicitar às autoridades a autorização
para impor restrição ao tráfego de veículos e pessoas, segundo as necessidades de segurança
previamente estabelecidas. Todo o isolamento e o controle do público devem ser executados
pelo policiamento ostensivo, em consonância com as solicitações da segurança. Especial
atenção quanto aos veículos previamente estacionados próximos ao local, aparentemente
esquecidos por seus proprietários, os quais, deverão ser removidos do local. Dependendo da
natureza do evento, a área poderá ser posta sob discreta vigilância velada com algum tempo de
antecedência. Todo o local do evento (e mesmo as áreas adjacentes) deverá ser
minuciosamente vistoriado com antecedência (varredura). Uma vez checadas e consideradas
seguras, tais áreas permanecerão vigiadas até o horário do evento, não se permitindo o ingresso
de pessoal não autorizado. Devem ser tomados especiais cuidados para que materiais como
armas e explosivos não sejam contrabandeados e escondidos no interior da área segura antes
da data do evento, a fim de facilitar ação de criminosos ou terroristas. Em áreas
fechadas, estruturas desmontáveis ou palanques deverão ter limites de público com razoáveis
margens de segurança e tais limites por nada deverão ser excedidos. Vale lembrar que o Brasil
tem triste histórico de ocorrências em que palanques ou estruturas desabam devido a ser
excedida sua capacidade de sustentação de carga e que a superlotação, na esmagadora maioria
das vezes, se processou independentemente o disposto pela segurança. As limitações de carga
de elevadores também deverão ser observadas, a fim de evitar acidentes e principalmente
contrariedades para as autoridades protegidas. Compartimentos como bueiros, PCs de luz e
gás, cisternas e caixas d´água, salas de máquinas de elevadores, armários de distribuição
telefônicos, shafts de alta tensão devem ser inspecionados e mantidos lacrados pela
segurança. Da mesma forma, latas de lixo, caixas de correio e outras peças de mobiliário urbano
devem ser inspecionadas e, se possível, até recolhidas do local enquanto durar o
evento. Técnicos de reparos como os de empresas de manutenção de elevadores, energia, gás
e águas deverão ter sido alvo de investigação prévia e estarão credenciados para agir em
eventualidades. Identificar todas as pessoas que terão contato aproximado com o
dignitário, que participarão ou que prestarão serviço durante o evento. Em casos extremos só
serão aceitos funcionários que tenham sido admitidos antes da definição da data do
evento. Uma vez identificadas e revistadas, as pessoas receberão credenciais de acesso, as quais
deverão ser de fácil visualização. Nem todos os interessados em burlar um esquema de
segurança são tão inofensivos como o ator que, pulando o muro do Palácio de
Windsor, penetrou sem ser convidado na festa de aniversário do Príncipe William fantasiado de
Bin Laden, em junho de 2003. Em casos extremos, a preparação da alimentação, bebidas e o
serviço de garçons poderão ser alvo de direta supervisão dos elementos da seguran ça. A
existência de atentados praticados por elementos das forças de segurança ou caracterizados
como tal faz com que seja importante uma apresentação prévia dos agentes que estarão
envolvidos no dispositivo de segurança, como uma garantia a mais contra imprevistos. Os
agentes de segurança utilizarão pequenos broches, emblemas ou braçadeiras de acordo com o
evento ou sua função no dispositivo de segurança. Havendo concentração de agentes de
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Se a faixa de circulação for estreita, ainda que os veículos de segurança obedeçam a mesma
sequência, ao invés do veículo da retaguarda avançar sobre a lateral do veículo da frente, esses
apenas desalinham-se, mantendo-se um à retaguarda do outro. O objetivo é manter a posição
do dignitário protegida, ainda que apenas da aproximação de uma motocicleta
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B
B
SAÍDA DA AUTOESTRADA
Conheça a sua saída!! O veículo VIP move-se para a faixa de saída enquanto
o PES se move pela faixa interna em direção à faixa de saída oferecendo
cobertura e, em seguida, adota a posição normal para bloquear por trás.
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de uma arma é empurrado através dela, dispara um tiro e essa bala então faz uma impressão de
uma máquina de Pin-Ball, saltando fora toda a armadura interna matando todos
Uso de cintos de segurança
Morto simples; O Diretor, seu BG e motorista devem TODOS USAR CINTOS DE SEGURANÇA.
Ainda existem duas escolas de pensamento sobre isso que persistem, às quais respondo com
um exemplo de destaque em que não usar o cinto de segurança resultou em uma grande falha
na proteção próxima;
“Paris 1997, Princesa Dianna” As únicas exceções a esta regra são se você for; 1. Em tráfego
estático ou muito lento com chance de ser emboscado Uso de cintos de segurança 2. Abrandar
para a descida.
• As viaturas, deverão ser as mais adequadas ao terreno a ser percorrido. As viaturas deverão
passar por rigorosa inspeção, serão submetidas a buscas e mantidas sob vigilância; jamais
deverão ser deixadas em estacionamentos desguarnecidas ou com os vidros abaixados. Se
possível, optar por veículos de vidros escuros ou com “insulfilm” que dificultem a visão externa
de quem estiver sendo transportado. Havendo disponibilidade de recursos, optar por veículos
blindados ou, na impossibilidade, dotar os carros com películas balístico-resistentes nos vidros
(os quais se constituem em alvos prioritários no caso de tiros, pedradas ou “coquetéis molotov”
adversários). Os veículos deverão ser mantidos em excelentes condições mecânicas e devem
estar munidos de pneus “estepes” suplementares (no caso dois, principalmente para o caso de
viagens), kit de primeiros-socorros APH (com analgésicos, remédios para enjoos, diarréia,
moderadores de pressão etc), caixa com ferramentas, lanternas, mapas rodoviários, mudas de
roupas para os agentes e todo o equipamento que os agentes acharem necessário como
binóculos, Celular, detector de metais portátil, munição reserva para as armas e um plano
pronto de fuga. etc. A “regra” é procurar ter à mão tudo aquilo que possa ser necessário.
• Os motoristas, tanto do carro do segurado quanto dos carros da escolta, deverão estar
convenientemente entrosados. Devem combinar códigos (como piscadas de faróis ou setas)
entre si a fim de sinalizar acelerações, manobras, assinalar obstáculos, veículos suspeitos etc. A
marcha do comboio será regulada pelo primeiro veículo, tomando cuidado para não imprimir
desnecessárias manobras e acelerações bruscas, as quais possam desagradar o dignitário que
está sendo transportado. Em deslocamentos com apenas dois veículos, normalmente o carro do
dignitário seguirá à frente, seguido de perto pelo carro da escolta. Os veículos da escolta e do
dignitário caminharão sempre juntos.
• A distância, entre os carros variará em função do terreno que estiver sendo percorrido, do
tráfego viário bem como da visibilidade do ambiente, mas não se poderá permitir a interposição
de um terceiro veículo entre ambos. Se o veículo com dignitário precisar mudar de pista ou fazer
uma curva ele sinaliza para que o veículo da escolta (atrás) lhe cubra, abrindo caminho para que
o carro principal entre com segurança. Na possibilidade de adoção de comboio com três (ou
mais) veículos ou sempre que houver oportunidade, o deslocamento do comboio será precedido
por “viatura piloto”, que seguirá na frente, inspecionando o percurso, numa distância e num
intervalo de tempo variável que o permita detectar quaisquer anormalidades e reportá-las. Tal
viatura deverá ser descaracterizada, podendo também ser substituída com vantagens por uma
motocicleta. Em casos extremos, tal equipe (ou agente, no caso do motociclista) pode comandar
uma mudança do itinerário.
• EXERCÍCIOS ANTI-EMBOSCADA DE VEÍCULOS
Embora a parte mais vulnerável de uma jornada seja o início e o fim, muitos incidentes
ocorreram quando o VIP está viajando entre esses dois pontos. Esses incidentes foram possíveis
de planejar devido a deficiências nos exercícios. As chances de ser emboscado podem ser
bastante reduzidas pela seleção cuidadosa, planejamento e segurança de rotas e horários antes
da viagem “Lembre-se de apresentar um “ALVO DIFÍCIL” em todos os momentos, mantendo a
concentração e o profissionalismo enquanto pratica exercícios bem ensaiados”. Esteja você
ministrando este assunto em uma tarefa ou consultoria de equipe, ou recebendo-o para praticar
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exercícios como parte de uma equipe operacional, é o culminar de uma grande quantidade de
tempo na área de treinamento. É importante observar objetivamente a composição e o layout
do comboio, a ameaça e o VIP para praticar exercícios realistas e viáveis. Limitações inevitáveis
da área de treinamento tornam esses exercícios os mais difíceis de praticar de forma realista,
portanto, deve haver alguma dramatização preconcebida para determinar a situação após a
emboscada.
NOTA: É importante observar objetivamente a composição e o layout do comboio, a ameaça e
o VIP para praticar exercícios realistas e viáveis O objetivo desta lição é incutir os princípios anti-
emboscada, discutir as principais opções e delinear exercícios básicos anti-emboscada de
veículos.
• O ATAQUE EM MOVIMENTO
Para discutir as técnicas ofensivas de condução associadas à proteção de figuras públicas, é
necessário primeiro conhecer o modus operandi (MO) dos atacantes. Uma seção transversal de
ataques de assassinato de veículos, variando de assassinatos de gangues a assassinatos de
grupos terroristas sul-americanos, foi estudada para determinar o padrão do ataque típico e as
táticas de veículos específicas empregadas. Um resumo dos pontos-chave identificados nesses
estudos de caso aparece abaixo: Na maioria dos casos estudados, o ataque foi realizado com o
emprego de dois veículos. Um veículo foi empregado para impedir ou cortar o veículo alvo; o
outro veículo foi empregado para lançar o próprio ataque. Por exemplo, em um caso, uma
garota atraente em um Volkswagen ultrapassou o veículo alvo e, quando estava na frente dele,
diminuiu repentinamente a velocidade para impedir o progresso do veículo alvo. Quando o
segundo carro de ataque se posicionou ao lado do veículo alvo e o tiroteio começou, a garota
acelerou e entrou em uma rua lateral. Em geral, o veículo de ataque continha três pessoas; um
motorista, um homem na frente com o motorista e um homem no banco traseiro direito. Ambos
os passageiros geralmente traziam armas para atacar o veículo alvo durante o ataque. O veículo
impeditivo frequentemente continha apenas o motorista.
Todos os ataques bem-sucedidos foram realizados do lado esquerdo ou do lado do motorista
do veículo alvo.
Os tiros começaram quando os atacantes alcançaram o ponto cego traseiro na visão do
motorista e os tiros continuaram quando os atacantes passaram pelo veículo alvo até chegarem
a uma posição em que não podiam mais apontar suas armas. Os ataques geralmente ocorriam
em ruas transversais ou saídas disponíveis para permitir aos atacantes uma fuga rápida e fácil
após o ataque. A duração estimada dos ataques estudados foi de 10 a 15 segundos, com cerca
de 10 a 15 tiros sendo disparados à queima-roupa por cada artilheiro. Quando um único veículo
foi usado, o mesmo padrão de ataque de ponto cego foi empregado. No entanto, devido a mais
opções de manobra disponíveis para o veículo alvo, os ataques geralmente duravam um pouco
mais e, em geral, eram menos eficazes. A surpresa parece ser o fator chave em todas as técnicas
de ataque de veículos. Nos casos em que o motorista estava alerta e desconfiado dos veículos
atrás dele e reage defensivamente, as ações evasivas do veículo-alvo frequentemente
frustravam os atacantes, negando-lhes o elemento surpresa e impedindo seu movimento para
uma posição de ataque efetiva. Em quase todos os casos, a confusão causada pelo ataque
resultou na obtenção de nenhuma descrição confiável ou número da placa do veículo do invasor.
A maioria dos veículos foi roubada ou alugada para o ataque.
Erros do motorista do veículo alvo: Informações fornecidas por sobreviventes de ataques e/ou
de estudos do local dos ataques tendem a indicar os seguintes erros do motorista: Em um caso,
o motorista não deu importância ou não viu perigo em um veículo cheio de jovens que o
seguiam. Ele os considerava "apenas jovens espertinhos em um passeio alegre". (O motorista
não estava alerta ou treinado) Deve-se notar que o estado de alerta constante do motorista às
condições ao seu redor e a suspeita de outros veículos manobrando no fluxo do tráfe go muitas
vezes permitiram que ele reduzisse o elemento surpresa do ataque e, portanto, a eficácia do
ataque. Em alguns casos, o estado de alerta e a suspeita do motorista frustraram os atacantes,
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moverá para um lado, dando ao carro VIP espaço para se extrair usando curvas em 'Y' enquanto
fornece cobertura da área de emboscada. Nesta situação, muito do poder de fogo protetor viria
do carro da frente, que pode ou não sair do ônibus, dependendo do estado de seus veículos e
do tempo para dar ré também. Se a estrada não facilitasse o movimento de backup de um lado,
obviamente teria que dar ré em conjunto com o veículo VIP realizando a curva em 'Y' , colocando
uma distância segura entre os veículos do comboio e a emboscada. Se as viaturas líderes e vip
estiverem imobilizadas o backup terá de fechar com o carro VIP extraindo o VIP e transferindo-
o para fora da matança está no backup carro.
p. Ação na área de emboscada. Esta é a opção mais difícil que ocorrerá em uma emboscada bem
planejada. Nesta situação, todos os veículos estão imobilizados devido a bloqueios efetivos
dianteiros e traseiros, acidente ou acúmulo de tráfego A apreciação, o comando e o controle do
combate são difíceis e o conhecimento local pode ajudar. O VIP será retirado com cobertura
corporal e cobertura dos veículos (principalmente se blindados) pelo PPO e escolta cerrada, ou,
será retirado em ambiente urbano ou rural em cobertura dura. Esta é uma forma de ERV antes
de um novo movimento para uma posição mais segura de longo prazo NB: Esses exercícios serão
praticados na área de treinamento, passando por uma variedade de cenários de ataque de
emboscada realistas, como tentativas de roubo de carros.
q. No caso de um atentado, os agressores poderão tentar separar o veículo da escolta do carro
principal, simulando ocorrências normais de trânsito, como pequenas colisões. Em caso de
batidas aparentemente “inocentes”, a escolta não deverá parar para discutir reparação de
danos. A prioridade é o acompanhamento do veículo principal, o qual estará extremamente
vulnerável se deixado desacompanhado. Se possível, os agentes anotarão tipo, cor, placa do
veículo que bateu, mas não se deterão e continuarão na escolta. Como uma forma de
dissimulação, a viatura com o dignitário poderá ser idêntica às demais do comboio. Sua posição
no dispositivo motorizado poderá variar de forma a negar o conhecimento da posição exata do
dignitário. Em Setembro de 1986, o então presidente do Chile, General Augusto Pinochet,
escapou de morrer num atentado, pois os terroristas que emboscaram o comboio motorizado,
não conseguindo distinguir seu carro dentre as três "limousines" idênticas, não acertaram o
veículo em que ele viajava.
Dublês, poderão ser utilizados de forma a iludir a observação sobre o dignitário e esse antigo
recurso de dissimulação foi amplamente utilizado e com êxito na esmerada segurança pessoal
que o Ditador Saddam Hussein manteve até a invasão americana em 2003. Ao estacionar os
veículos do comboio, posicioná-los preferencialmente em condições de efetuar uma saída
rápida, voltando-os de frente para os portões de acesso ou para a via pública. De acordo com o
grau de risco da autoridade e a importância da operação, o deslocamento poderá contar com
veículo de reserva para o segurado e para a segurança. Sempre que houver risco de franco-
atiradores, o comboio com o dignitário deverá deslocar-se em velocidade superior a 50 km/h.
Caso o comboio precise parar, as viaturas da escolta se posicionarão de forma a envolver o carro
do dignitário, os agentes desembarcarão e se posicionarão estrategicamente ao redor dos
veículos, com especial atenção para os vidros do carro principal.
؇PROCEDIMENTOS EM DESFILES OU PARADAS
O efetivo de agentes será estabelecido de acordo com fatores como o nível de proteção
necessária ao dignitário, as informações sobre atividades adversas oriundas dos órgãos de
Inteligência, o local onde acontecerá o desfile, a quantidade de público esperado, a conjuntura
política e psicossocial etc. Como já foi exposto, os agentes de segurança envolverão o veículo
principal e seguirão a pé (no caso de baixa velocidade) ou nos estribos reforçados (quando a
velocidade do deslocamento aumentar), cobrindo as laterais e a traseira do carro.
Se a velocidade do cortejo aumentar, as motocicletas dos batedores colocam-se lateralmente
ao carro principal, cobrindo-o.
Dado o enorme risco de um atentado, um desfile assim jamais ocorreria nos dias de hoje.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
Mesmo dispondo de um veículo pesadamente blindado, os age ntes posicionam-se nas laterais
do carro, procurando detectar qualquer ameaça. Atualmente, os agentes de segurança da
escolta presidencial nos Estados Unidos empregam furgões blindados os quais, além de
transportá-los, podem levar uma maior quantidade de armas, munições e equipamentos.
Um deslocamento a pé numa parada, no meio de um grande público e cercado de edifícios,
representa um excepcional perigo para qualquer dignitário. É um momento em que a segurança
atua com redobrada atenção.
؇PROCEDIMENTOS A PÉ
Escolta a pé: normas gerais, embora os deslocamentos devam ser efetuados preferencialmente
de forma abrigada, há necessidade de dar proteção ao dignitário a pé. Para tanto, estabelece-
se uma escolta com uma formação básica de acompanhamento. O efetivo da e scolta varia em
face do grau de risco de cada protegido e pode ser um, ou dois, ou três, ou quatro ou mais
agentes. A atenção é fundamental e a prática nos deslocamentos e nas “manhas” da escolta a
pé não podem ser assimiladas somente através da leitura, necessitando muito treino e prática
constante. Integrando uma equipe que obrigatoriamente “joga junto”, a atenção e o
entrosamento devem ser pontos essenciais a todos os seguranças em qualquer esquema, seja
com quantos agentes se puder contar.
• Algumas regras devem ser obedecidas: - considerar a escolta a pé, apenas, como opção para
deslocamentos curtos; - considerar, antes de tudo, o risco da área percorrida; - verificar, sempre,
a possibilidade de contar com veículos de apoio (para “cobrir e evacuar”), no caso de precisar
retirar o segurado rapidamente numa emergência; - em caso de aproximação suspeita, procurar
afastar o segurado e salvaguardá-lo; - observar sempre a distância correta do segurado, de
forma a não causar constrangimentos, pois nem todo segurado gosta de ser visto sob o
acompanhamento ostensivo de uma equipe de segurança; - se o dignitário gostar de correr, pelo
menos um agente, bom corredor, deverá ser posicionado junto a ele; - sempre que possível,
enviar um agente à frente, avançado (precursor); - ensaiar as situações de adversidade
previamente com toda a equipe, definindo os papéis de cada agente dentro do dispositivo; -
conscientizar o dignitário daquilo que se espera dele em face de uma situação de perigo e de
como ele deverá se conduzir, colaborando com seus encarregados de proteção; sempre que
possível, dispor de recursos como equipamentos de comunicações discretos (com PTT na palma
da mão, fone auricular e microfone de lapela), coletes à prova de balas, spray de gás de pimenta,
arma de eletro-choque (dentre outros), muito úteis na escolta a pé; - em situações de severo
risco, normalmente em “zonas de combate”, onde a segurança se faça realmente ostensiva,
armas como fuzis e submetralhadoras serão portadas em condições de pronto emprego;
NOTA: A PREOCUPAÇÃO PRIMORDIAL DA ESCOLTA SERÁ COM A INTEGRIDADE DO SEGURADO E
SOMENTE SE TRAVARÁ COMBATE SE TAL PROCEDIMENTO FOR INEVITÁVEL.
• Escolta a pé: formações, existem diversos tipos de formações que poderão ser adotadas pelos
agentes de segurança, como escolta, ao redor de seu protegido. Em qualquer formação é
importante que um dos agentes seja especialmente designado para a cobertura aproximada do
dignitário. Tal agente normalmente é designado como “mosca”. As formações são modificáveis
em razão do risco do local a ser percorrido, ficando mais cerradas ou dispersas. Atualmente, em
face da necessidade de proteger dignitários em locais conflagrados, como o Iraque e o
Afeganistão, vem se tornando comum o emprego ostensivo de coletes e armamento pelos
agentes da escolta, mesmo nos deslocamentos mais usuais. Os agentes cerram formação em
torno de seu dignitário, empunhando fuzis prontos para atirar. Tal postura operacional n ão se
coaduna com o dia-a-dia fora das áreas de altíssimo risco e verdadeiramente se constitui numa
exceção de conduta, não numa regra.
• Os seguranças, numa formação de escolta, têm quadrantes de observação definidos, embora,
uma vez que atuam em equipe, todo homem deva apoiar o seu companheiro e compensar-lhe
as eventuais falhas.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
† Extremamente prevenido e consciente da sua limitação por operar sozinho, o agente deve
procurar posicionar-se em locais que lhe propiciem um bom ângulo de visão e que, ao mesmo
tempo, permitam chegar rapidamente ao segurado para protegê-lo numa necessidade;
† Operando sozinho, o agente não deverá esquecer-se de examinar entradas e saídas dos
ambientes pelos quais deverá circular com o dignitário.
• Escolta com dois agentes: Um agente posiciona-se atrás do segurado (na mesma posição como
se fosse o único na proteção) e o outro fica à frente, preferencialmente do lado oposto.
Os seguintes procedimentos deverão ser observados:
† Dos dois agentes, um será o "mosca", respondendo diretamente pela proteção do dignitário
ele efetuará a cobertura do dignitário com o próprio corpo e, em caso de perigo, executará a
retirada do dignitário da cena da ameaça;
† Ao adentrar em um recinto, o segundo agente entra na frente e inspeciona o ambiente; esse
agente toma uma posição periférica, enquanto que o “mosca” acompanha de perto o
protegido.
• Escolta com três agentes: Havendo três agentes, desfruta-se de uma maior flexibilidade no
posicionamento, embora tudo dependerá do ambiente em que se estiver atuando e dos perigos
que se espera encontrar. O "Mosca" continua sempre colado ao dignitário e responde mais
diretamente por sua proteção. Normalmente, manter-se-á a mesma posição da escolta com dois
(mantendo-se o segurado entre dois agentes) e se recuará ou avançará o terceiro elemento da
formação, cobrindo a retaguarda ou precedendo o dispositivo em caso de reconhecer alguma
área ou recinto onde a equipe deva adentrar.
• Escolta com quatro agentes: Todos cobrem seus quadrantes específicos, um protegendo o
outro, normalmente perfazendo um losango ou quadrado que tem o dignitário ao centro. A
distância entre os seguranças e o segurado irá variar em função do ambiente onde estiverem
atuando e o risco de ataques nesse local. O "Mosca" atém-se primordialmente à autoridade,
mantendo-a ao alcance do seu braço.
؇PROCEDIMENTOS NOS EMBARQUES E NOS DESEMBARQUES
Chegar ou sair de qualquer ponto onde o dignitário possa ser aguardado ou numa conjuntura
onde a segurança espere por uma ação de hostilidade (seja ela uma “chuva” de ovos ou de
projéteis de arma de fogo) é uma operação que requer extrema atenção da parte das equipes
de segurança. Os agentes de segurança não se devem deixar levar “pelo automatismo” de quem
faz a mesma operação repetidas vezes, a todo momento, e relaxar ante à possibilidade de um
ataque no momento em que embarcam ou desembarcam com ele. Ao chegar ou sair com o
dignitário, procurar, sempre que possível, contar com a segurança da área pelo apoio local, de
forma a estabelecer um perímetro seguro, isolado, onde se possa acessar aos veículos em
segurança. Os seguranças que cobrem a operação de embarque ou desembarque ficarão em
estreito contato com o público, fitando as pessoas nos olhos, buscando detectar algum indício
de que aquela pessoa esteja prestes a intentar contra o segurado.
A segurança periférica (fardada ou à paisana)
sempre observa o público e não a autoridade. Se
houvessem observado atentamente o
semblante de John Hinckley, quando na saída
dos fundos de um hotel em Washington atingiu
com seus tiros o Presidente Ronald Reagan, em
1981, ter-se-ia percebido que o atirador era o
único dos presentes no local com olhar fixo, o que normalmente chamamos de “cara fechada”
Sempre que possível contar com segurança velada em apoio.
Sempre que possível, procurar embarcar e desembarcar em áreas abrigadas, minimizando o
risco de ataque a partir de posições elevadas como janelas, sacadas e terraços.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
• No embarque, o veículo do dignitário estará posicionado para recebê-lo. Ele será embarcado no
assento traseiro e seu veículo sairá em baixa velocidade. Os agentes permanecerão em suas
posições e o segundo carro tomará a posição do veículo do dignitário. Os agentes rapidamente
embarcarão e o veículo da escolta seguirá o carro principal. As ilustrações dos esquemas de
embarque foram extraídas do Manual de Segurança de Dignitários da Polícia Federal.
É possível realizar este embarque com dois veículos e 5 seguranças, porém, vai depender do
nível de ameaça do VIP; podendo eliminando o carro da frente e seus contingentes e utilizando
o motorista diretamente na escolta do VIP.
• No desembarque, o veículo que conduz a escolta desembarca os agentes os quais se posicionam
para receber o carro com o dignitário. Quando o carro com dignitário parar, os agentes ajustam
seu posicionamento junto às portas traseiras em ambos os lados do veículo e, estando tudo
certo, abrem a porta para a saída do dignitário.
Havendo segurança velada, no caso do dignitário decidir em ir ao encontro do público, os
agentes na multidão procurarão se aproximar do local onde o dignitário está, de forma a
detectar alguma possibilidade de problema e, em caso extremo, neutralizá-la. Ao chegar ou sair
de um local de base, ter em mente os pontos de apoio próximos, como quartéis militares,
delegacias de polícia, corpo de bombeiros ou hospitais para o caso de emergências.
Em caso de haver público e o dignitário decidir em ir ao encontro das pessoas, a segurança o
acompanhará, interpondo-se entre ele e as pessoas ou posicionando-se lateralmente, pronta,
se necessário, para intervir e salvaguardá-lo
Desembarque simples:
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
؇PROCEDIMENTOS EM AERONAVES
Antes de embarcar com um dignitário numa aeronave, alguns cuidados deverão ser
obrigatoriamente observados:
† Analisar a conjuntura quanto ao risco de um atentado;
† Havendo risco, caso se trate de um vôo comercial normal, verificar se seria do
conhecimento geral que a autoridade protegida estaria embarcando no referido vôo;
† Uma vez revisada e abastecida, a aeronave será inspecionada e deverá permanecer sob
vigilância ostensiva; o combustível deverá ser objeto de controle de qualidade e
procedência;
† Inspecionar minuciosamente a aeronave na busca de quaisquer objetos suspeitos ou
indícios de sabotagem; se possível, procurar o apoio de mecânicos ou especialistas de
segurança da aviação;
† Na área onde a aeronave estiver estacionada, estabelecer-se-á um perímetro de
segurança, no qual só adentrará pessoal devidamente credenciado;
† Com risco severo de um atentado, mecânicos e operadores de terra deverão ser objeto de
especial investigação e credenciamento; preferencialmente, não serão aceitos profissionais
com integridade posta em dúvida e aqueles admitidos pela empresa recentemente;
† Deverão ser evitadas as modificações na tripulação previamente escalada; também se dará
preferência a profissionais experientes e com muito tempo de serviço na empresa;
† Todos os cuidados serão tomados a fim de garantir a qualidade e a integridade da comida
destinada ao vôo; o suprimento de bebidas e comida de bordo deverá vir completamente
lacrado; quaisquer indícios de violação deverão motivar uma substituição do item suspeito;
† Em casos extremos, piloto, co-piloto e demais tripulantes apenas se alimentarão antes do
vôo, em local sob supervisão da segurança;
† No quadro de tripulantes, poder-se-á prever a inclusão de um piloto reserva;
† Empregando aeronaves de aluguel, como jatinhos e táxis aéreos, é desejável manter a
identidade dos passageiros em sigilo, até a operação de "check-in";
† Em meio a risco severo, o responsável pela inspeção mecânica da aeronave deverá s er
incluído na equipe dos tripulantes. O que se constituirá em mais uma garantia contra uma
eventual sabotagem;
† A possibilidade do emprego de fogo de metralhadoras (médias e pesadas), de foguetes ou
mísseis contra a aeronave é um risco severo, sobretudo nos momentos de pouso ou
decolagem; nessa possibilidade, convém estabelecer um grande perímetro de segurança
na área circunvizinha à pista, mantendo o local fortemente guarnecido.
؇PROCEDIMENTOS EM EMBARCAÇÕES
Embora, como meio de deslocamento, sempre se vá preferir o translado por via aérea (por avião
ou helicóptero), o dignitário pode optar pelo uso de embarcações, sobretudo em locais turísticos
ou nos momentos de folga ou recreação. Antes de embarcar com um dignitário, a segurança já
deverá ter informações sobre a área onde navegarão, sobre as condições do mar e as condições
meteorológicas previstas, sobre o histórico de ocorrências naquele local (por exemplo, a
existência de ladrões que ataquem embarcações) e os riscos que se espera enfrentar além da
conjuntura por ocasião da estada do dignitário naquela área. Vale lembrar que o crime marítimo
nas principais zonas portuárias e litorâneas não pode ser desprezado e a segurança deverá estar
capacitada para, preliminarmente, dissuadir qualquer abordagem à embarcação que transporta
o dignitário.
A quantidade de embarcações de escolta variará em função do risco do local e dos dignitários
embarcados, sendo que o mínimo desejável é de duas embarcações. Vale lembrar que uma das
embarcações de escolta atuará como reserva da lancha principal, em caso de pane.
Embora seja desejável contar com agentes na mesma embarcação do dignitário, isso não
dispensará a necessidade de uma escolta. As embarcações de escolta preferencialmente
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deverão ser tão velozes e tão ágeis quanto a embarcação que transporta a autoridade. As
embarcações preferencialmente deverão ser operadas por agentes de segurança especialmente
qualificados ou, na impossibilidade, por policiais ou militares experientes , especialmente
requisitados. Todas as embarcações deverão estar em conformidade com as normas de
segurança exigidas pela Marinha e munidas de rádio. As embarcações deverão dispor de
binóculos e pelo menos uma das embarcações deverá estar munida de radar, principalmente
com vistas às eventuais operações noturnas.
• Em caso de missões de risco, que exijam um forte esquema de segurança, solicitar a cobertura
de um helicóptero, o qual, além da missão de esclarecimento e ligação, poderá intervir com
apoio de fogo. Considerando que, num deslocamento marítimo, a equipe de segurança talvez
não disponha de rápido apoio no caso de um ataque, a segurança deverá contar no local com
armas e munições adequadas ao emprego no ambiente marítimo, em quantidade suficiente
para fazer frente ao enfrentamento, enquanto espera pela chegada do socorro. Recomenda-se
poder contar como fuzis automáticos (com munições FMJ), espingardas (disparando balotes ou
projéteis explosivos) e, se possível, com lançadores de granada de 40mm, como o M -79 ou M-
203.
NOTA: Diferentes tipos de munição para espingarda calibre 12 (da esquerda para a direita):
Projétil múltiplo com esferas chumbo, munição explosiva, balote de gás lacrimogêneo, balote de
chumbo com aletas, balote hollow-point e projétil múltiplo com flechetes. Granada explosiva de
40mm comparada à munição explosiva de calibre 12. Lançadores de granadas como o M -203
(instalado no fuzil AK-47) ou o antigo M-79 podem ser de grande valia no enfrentamento de
embarcações hostis.
؇INSPEÇÕES (VARREDURAS)
Mesmo considerando os graus de risco que diferenciam as seguranças pessoais de dignitários,
os agentes de segurança têm o dever de sondar os ambientes ou áreas onde seus protegidos
irão circular, assegurando preliminarmente que não haja perigos capazes de pôr a vida destes
em risco. Quanto maiores os riscos que pesam sobre um dignitário, mais elaborada, atenta e
dispendiosa há de ser a sua segurança. Em seu livro de 1925 intitulado "O QUE TODO
REVOLUCIONÁRIO DEVE SABER SOBRE A REPRESSÃO", o bolchevique Victor Serge retrata alguns
dos cuidados da segurança pessoal do Czar: "Inúmeras regras presidem a organização de cada
viagem do soberano. Quando ele tem de passar pela rua, em certas solenidades, chega-se ao
extremo de estudar o seu itinerário casa por casa, janela por janela, de maneira a saber
exatamente quem são as pessoas que vivem ao longo do percurso e quem recebem em suas
casas. As casas são inspecionadas uma por uma. São elaborados seguidamente planos de todas
as casas, de todas as ruas por onde passará o cortejo. Desenhos pormenorizados representam
as fachadas e revelam os números das portas, bem como o nome dos locatários..." As inspeções
realizadas pela segurança pessoal em casas, edifícios, compartimentos, salas, gabinetes e
quaisquer outros ambientes onde o dignitário vai estar, assim como em seu carro (e nos veículos
da segurança), itinerários, correspondências, objetos e presentes são chamadas de varredura.
Varreduras podem constituir-se numa atividade rotineira (quando efetuadas nos locais-base do
dignitário, os quais costumeiramente já são mantidos sob vigilância) ou em algo excepcional,
quando se tratar de ambiente estranho ou pouco usual ao segurado. Numa varredura busca-se
identificar previamente qualquer perigo potencial, armadilhas, artefatos explosivos ou
equipamentos de vigilância clandestina (escuta/câmeras), sendo necessário que os profissionais
responsáveis por sua execução detenham os conhecimentos técnicos necessários para tanto. As
áreas ou compartimentos devem ser divididos por equipes de dois agentes e minuciosamente
vistoriados, em diferentes alturas. Considerando que muitas vezes o treinamento dos agentes
não abrange áreas especiais como a da contraespionagem eletrônica, recomenda-se solicitar o
concurso de um profissional especializado de confiança.
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• Varreduras contra escutas, é fato que, se uma informação valer à pena, sempre haverá alguém
disposto a pagar por ela. Normalmente tal pessoa ou grupo não descansará enquanto não
conseguir apropriar-se de uma informação sigilosa, cuja divulgação não autorizada poderá
ocasionar graves prejuízos a quem estivermos protegendo. Em 2002, o governo chinês noticiou
haver encontrado "escutas" embutidas na forração do novo Boeing que havia sido
encomendado nos Estados Unidos para uso como aeronave presidencial. No Brasil, em março
de 1983, um transmissor de áudio foi encontrado causalmente por um marceneiro do Palácio
do Planalto, embutido numa divisória interior do gabinete do próprio Presidente da República,
durante o governo João Figueiredo. Saber o que um dignitário conversa na intimidade ou o que
ele fala ao telefone pode motivar a prática de escutas clandestinas as quais as equipes de
segurança deverão estar capacitadas a detectar e neutralizar. Nesse caso, normalmente não
estamos nos opondo a meras organizações terroristas ou criminosas, mas a governos os quais,
muitas vezes, contam com um enorme suporte de Inteligência. Os Estados Unidos, por exemplo,
possuem as bases de escuta dispersas por todo o mundo, as quais captam transmissões de rádio,
telefonia e microondas que interessam e retransmitem as informações coletadas para uma
central em Fort Meade, Maryland. Lá na sede da Agência de Segurança Nacional (NSA), um
contingente de cerca de trinta mil funcionários (muito maior do que o da CIA) dedica-se a
processar as informações obtidas, encaminhando-as em seguida aos órgãos governamentais
que delas necessitam. Países como a Rússia, China, França e Israel também fazem uso de
recursos análogos de Inteligência, embora seja sabido que nada se iguale ao sistema americano,
em sofisticação. Atualmente, através de uma tecnologia de captação e análise de emanações de
radiação conhecido pela sigla TEMPEST, pode-se até monitorar à distância todos os caracteres
digitados na tela de um computador. Como o telefone ainda é o meio de comunicações mais
comum, é também o mais visado. Existem inúmeros meios de se violar o conteúdo das
conversações num telefone fixo. Ele pode ser “grampeado” a partir de transmissores eletrônicos
miniaturizados, instalados no próprio aparelho, na tomada da parede ou conectados
(“plugados”) em algum ponto da linha telefônica, caixas de controle ou centrais telefônicas. Um
telefone aparentemente inerte, repousando sobre uma mesa pode ser empregado para
transmitir a conversação de um cômodo para um outro telefone (ou gravador), a partir da
adaptação de um equipamento chamado “Infinity”. Tal recurso, revolucionário nos idos dos
anos 60, hoje está disponível para compra em catálogos, assim como muitos tipos de microfones
ou transmissores sem fio de pequenas dimensões. Mesmo os modernos telefones celulares
digitais, os quais operam por princípio de rádio-transmissão, também podem ser “grampeados”
e o conteúdo das conversações captado por equipamentos de interceptação sofisticados,
disponíveis para os governos de diversos países. Os equipamentos de criptografia de voz como
os “scramblers” (os quais, acoplados às linhas telefônicas ou ao punho do aparelho transmissor
e do receptor, embaralham o som da conversação e os transformam em ruídos ininteligíveis)
são úteis, embora possam ser suplantados por um adversário que disponha de tecnologia
realmente sofisticada. Talvez a forma mais segura de se transmitir informações sigilosas seja a
de se falar pessoalmente num local sabidamente livre de escutas. Embora um encontro fora dos
ambientes tradicionais do dignitário possa garantir uma maior segurança por estar longe dos
locais mais visados para a interceptação, uma conversa em voz baixa numa área externa
também pode ser captada através de microfones direcionais ou parabólicos. Mesmo os ruídos
de fundo, que impediriam uma audição perfeita do conteúdo da conversação, podem ser
filtrados através de programas de áudio, hoje disponíveis comercialmente.
IMAGEM: Dois tipos de microfones capazes de captar conversação à distância: tipo parabólico
(esq.) e “Shotgun” (dir.), no caso conjugado a uma câmera de vídeo
Normalmente, a varredura contra escutas ou câmeras clandestinas envolve dois processos: o
primeiro, da inspeção física (visual) pura e simples, e o segundo, da inspeção eletrônica, com
equipamentos como os "scaners" capazes de varrer frequências de rádio para detectar
transmissores escondidos, "vassouras" de microondas capazes de detectar circuitos eletrônicos
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(mesmo os de mais reduzidas dimensões) que estejam transmitindo ou não etc. A varredura
visual consiste em revistar móveis, tacos do piso, rodapés, cavidades sob forrações, objetos
estranhos incrustados na forração de paredes e teto, sancas de gesso, "fundos falsos" ou
cavidades em peças de decoração, molduras de quadros, lustres, tomadas, conduítes de cabos
elétricos. Deve-se checar tomadas, e inspecionar cabos e fios, mesmo que aparentemente
desligados de corrente elétrica. Durante uma inspeção física, podem ser percebidos indícios de
que uma escuta foi instalada num determinado ambiente ou objeto, tais como: - uma pintura
visivelmente recente; - diferença de tonalidade entre pinturas de uma mesma cor, denunciando
que a mesma possa ter sido retocada mais recentemente num único ponto; `- emboço recente
numa parede; - danos na pintura de acabamento de móveis e utensílios, os quais possam
denunciar desmontagem e posterior montagem; - sujeira, riscos ou marcas de mão em locais de
acesso inusitado; - pequenos fragmentos de fios, plásticos, fita crepe ou fita isolante; - emprego
de tecidos novos nos revestimentos de fundo de mobiliários; - pregos novos, grampos, colagem
e costuras recentes; - itens de acabamento mais novos do que os demais materiais originais; -
objetos de estilo não compatível com a decoração do ambiente; - marcas deixadas pela poeira,
que indiquem ter havido modificação no "lay-out do ambiente". Luzes do tipo ultra-violeta ou
azul-forense são altamente indicadas para visualização de marcas de reformas recentes em
paredes ou coberturas de gesso, praticamente imperceptíveis a olho nu. Em casos extremos,
equipamentos de raio-X portáteis podem ser empregados para permitir a visualização através
de paredes ou anteparos. Variando em face do grau de risco do segurado, uma inspeção física
pode compreender até a virtual "desmontagem" de aparelhos a f im de detectar "bugs"
infiltrados nos seus componentes eletrônicos.
Um profissional de segurança precavido e que procura estar atualizado com as tecnologias
contra as quais pode vir a confrontar-se, percebe nos catálogos de equipamentos (sobretudo os
comercializados no exterior) que câmeras, microfones e transmissores podem ser disfarçados
em praticamente qualquer coisa, inclusive em aparelhos eletro-eletrônicos inocentes como
rádios, telefones, televisores, rádios-relógio digitais, relógios de parede, luzes de emergência,
sensores de fumaça contra-incêndio, brinquedos de pelúcia, maços de cigarro, cinzeiros`etc.
Transmissores de radio-frequência, transmitindo em FM, UHF, VHF ou VLF), podem ser
conectados à rede elétrica local (sobretudo rapidamente instalados em interruptores e
tomadas), de forma a transmitir indefinidamente conversações em áreas próximas para
receptores situados a algumas centenas de metros, empregando a energia da própria rede
elétrica local. Uma vez que estejamos atuando na segurança de políticos e de altos executivos,
é importantíssimo submeter os ambientes do segurado a uma varredura eletrônica. Hoje,
inúmeros equipamentos eletrônicos de custo relativamente baixo estão disponíveis para
qualquer pessoa que os deseje adquirir e isso dificulta ainda mais o trabalho daqueles
encarregados de prover segurança aos dignitários. Vejamos alguns recursos que podem ser
empregados em ações de espionagem/invasão de privacidade dos nossos segurados: -
extensões clandestinas, transmissores de rádio (normalmente FM) ou gravadores acoplados à
linha telefônica, todos genericamente conhecidos por
• Grampos; - microfones acoplados à ventosas, para serem afixados em paredes, divisórias e
vidros, os quais podem ser rapidamente instalados por alguém do staff do dignitário
devidamente aliciado ou por garçons, faxineiros ou prestadores de serviço;
microfones/transmissores dissimulados (escondidos sob a roupa ou sob a forma de objetos
como canetas, “mouses” de computador, cartões de crédito, calculadoras ou maços de cigarro)
ou monitorando compartimentos
• Escutas disfarçados no interior de tomadas, interruptores, por trás de quadros, sob mesas, em
“fundos falsos” de ítens de decoração ou mobília;
- amplificadores de sons ou microfones parabólicos; - cabos especiais que permitem gravação
de toques do teclado do microcomputador; - projetores de raios laser que registram a vibração
sonora em superfícies e as convertem em som audível; - micro-câmeras de foto e vídeo,
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؇AS CARTAS-BOMBA
Uma carta-bomba, independentemente do tamanho do envelope, obrigatoriamente apresenta
uma espessura maior do que a correspondência normal. Quem a manipula fica com a impressão
de estar diante de um livreto de capa dura, um relatório, um panfleto dobrado ou mesmo um
novo tipo de cartão musical, nunca de uma simples carta. A carta parece ser mais pesada do que
se contivesse a mesma espessura de papel. Normalmente, o explosivo é moldado em placas
finas e isso faz com que o envelope de uma carta explosiva apresente uma constituição
incomum: às vezes, bastante rígido e liso, noutras vezes dando a impressão - igualmente
suspeita - de falta de elasticidade de seu conteúdo. O envelope pode transmitir a sensação
“morta” de uma massa de vidraceiro ou argila ao invés de um maço de papéis ou panfletos
dobrados. Dependendo do tipo de explosivo utilizado, um envelope de papel poderá apresentar
manchas gordurosas ou mesmo exalar um odor estranho (semelhante ao das massas tipo epóxi
ou um cheiro de massa de amêndoas ou marzipan). Embora cartas-bombas possam ser
construídas para detonarem por processos não-elétricos, na maioria desses petardos
empregam-se fios e algum tipo de fonte alimentadora de energia (como uma pilha pequena)
Embora máximas nesse sentido figurem normalmente em cartazes de alerta contra cartas -
bomba, é um erro pensar que os endereços dos destinatários sempre sejam genéricos (como
“Ao Sr. Presidente" ou " Ao Sr. Diretor”), apresentem erros de ortografia ou ainda sejam
redigidos com caligrafia primária. A carta pode ter sido especialmente preparada para simular
uma correspondência normal, com nome correto do destinatário, remetente e selos na
quantidade adequada. O êxito do terrorismo postal (seja na forma de cartas ou pacotes) se
alicerça na tradicional curiosidade dos destinatários e na sua ânsia de abrir rapidamente as
correspondências que lhes chegam às mãos. Ao recebermos uma carta ou encomenda que se
enquadre nos indícios de suspeição que mencionamos, devemos nos perguntar quem teria
remetido a referida correspondência, checar a informação junto ao remetente e – em caso de
dúvida quanto à procedência da mesma - colocá-la de lado, para ser examinada pelos técnicos
da polícia.
؇OS CARROS-BOMBA,
Embora com pouco histórico de uso no Brasil, o carro-bomba é um dos meios de ataque mais
populares, empregado por terroristas e criminosos em todo o mundo. Com um invólucro d e
grandes dimensões, a montagem da bomba nos carros requer, comparativamente, pouco
conhecimento técnico. Não há necessidade de miniaturização de diferentes tipos de circuito de
disparo (como nas pequenas bombas disfarçadas), os quais podem ser tremendamen te simples,
seguros e ainda valerse da energia fornecida pela bateria. No caso de emprego da bomba no
veículo como uma armadilha, os diversos interruptores existentes num carro favorecem ao
atacante e dificultam a vida daqueles que, para defender-se, deverão empreender extensas
buscais visuais, abrindo o veículo, inspecionando suas partes internas e buscando sinais de
violação dos diversos circuitos elétricos. Para agravar ainda mais o quadro, sabe -se que
capacidade de armazenamento de explosivos no interior de um veículo é enorme e, com sua
detonação, toda a estrutura e partes metálicas podem transformar-se em estilhaços, capazesde
ampliar ainda mais o efeito devastador da explosão. Por “carros-bomba” compreendemos
genericamente:
• Uso de dispositivo explosivo colocado sob ou no interior de um automóvel para vitimar seus
ocupantes;
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• Uso de veículo como “embalagem” e disfarce de uma grande quantidade de explosivos, que
serão detonados o mais próximo possível de seu alvo. Os ataques ao Quartel dos Fuzileiros
Navais Americanos e da Legião Estrangeira da França em Beirute (levados a cabo por motoristas
suicidas em caminhões abarrotados de explosivos), em 1983, às Embaixadas dos Estados Unidos
em Beirute e no Kuwait, em 1983, ao World Trade Center, em 1993, à Associação Mútua Israelita
em Buenos Aires, em 1994, ao edifício do governo em Oklahoma City, em 1995 e a grande
explosão em Docklands, na City londrina, em Fevereiro de 1996, enquadram-se nessa categoria.
• Uso de dispositivos complexos, bem dissimulados e com armadilhas, a fim de vitimar policiais e
peritos na desativação de artefatos explosivos. Tendo em mente que bons técnicos em bombas
são profissionais de formação difícil e cara, terroristas, sobretudo, do Exército Republicano
Irlandês (IRA) e do grupo separatista basco, ETA, já perpetraram atentados com bombas em
veículos, as quais visavam atingir unicamente aos policiais e militares que atuam em face de tais
contingências.
• Uso de veículo para ocultar um sistema de lançamento de munições, como foguetes e morteiros.
O IRA, em várias oportunidades, empregou morteiros rudimentares (confeccionados a partir de
canos comerciais soldados) montados em caminhões. No Iraque, em 2003, carroças de tração
animal escondiam estativas para disparar foguetes não-guiados contra tropas de ocupação
americanas.
Para evitar-se o armadilhamento de veículos com explosivos – na verdade, “bombas em carros”
– é vital que os sabotadores não possam ter facilitado o seu acesso aos automóveis. Motoristas
e mecânicos deverão ser selecionados e merecedores de confiança. Embora saibamos ser
impossível manter os potenciais carros-alvo em locais seguros 24h/dia, os mesmos não deverão
ser deixados desguarnecidos em locais onde possam ser sabotados. A vigilância sobre os
mesmos deverá ser constante e extremamente atenta principalmente pelo fato de que um
pacote explosivo (imantado, para prender-se facilmente à superfície metálica, e com
acionamento por controle remoto) pode ser colocado discretamente sob o carro em questão de
segundos. A fim de evitar bombas acionadas por controles “via-rádio” (a partir da adaptação de
controles de brinquedos, portões de garagem, etc) ou “via-celular” (pelo emprego de telefones
adaptados), equipes encarregadas da proteção de autoridades bem como grupamentos
especializados anti-bomba e equipes de segurança de dignitários costumam estar equipados
com geradores de interferência eletrônica, capazes de isolar uma área de segurança num raio
de algumas dezenas de metros. Desenvolvido inicialmente por especialistas britânicos, tal
recurso de contramedida eletrônica gera um campo de fortíssima perturbação eletromagnética,
que impede o funcionamento de dispositivos acionadores improvisados, assim como anula a
capacidade de recepção do sinal de aparelhos telefônicos celulares.
Interferidores eletrônicos podem ser montados em veículos ou mesmo em maletas portáteis.
Acautelar-se de veículos-bomba vem requerer cuidados especiais. Independentemente de
tratarem-se de veículos pilotados por suicidas ou carros, vans e caminhões abandonados de
forma furtiva em vagas de estacionamento, há que se implementar medidas que dificultem o
acesso do veículo ao seu alvo. Se ele houver de explodir, quanto mais longe do alvo melhor será.
O que na gíria chamamos de “endurecer o alvo” pode compreender a adoção de recursos como
o emprego de vidros revestidos com películas balístico-retardantes, aplicação de revestimentos
especiais antichama, construção de barreiras fixas (ferro e concreto) ou móveis, grandes blocos
ocos de plástico cheios de líqüido não-inflamável ou muretas contínuas de concreto (para
impedir o acesso de veículos e ainda minimizar os efeitos do sopro numa eventual explosão),
construção de fossos, espelhos d'água, estabelecimento de - 94 - perímetros de segurança onde
não se permita o acesso de veículos ou em que o acesso, quando facultado, se faz mediante a
minuciosa inspeção de segurança.
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؇A DETECÇÃO DE BOMBAS
Na esmagadora maioria dos casos, uma bomba constitui-se num objeto, ainda que
aparentemente inocente, que se encontra “destoando” da paisagem de um determinado local.
Pode ser aquele pacote, sacola ou mala, deixado num hall, banheiro ou corredor; ou, num caso
ainda mais suspeito, um estranho objeto deixado próximo aos botijões de gás ou no PC de luz
de uma edificação. Nos casos dos carros-bomba, pode ser um veículo deixado estacionado num
mesmo local por mais de um dia, sem motorista, e cujo interior não seja perfeitamente visível
ou que contenha objetos ou volumes dispostos de forma suspeita. Embora uma bomb a de
considerável efeito destrutivo possa ser construída com dois vasilhames, uma rolha e os
componentes líquidos apropriados, a maioria das bombas com que normalmente se deparam
os grupos especializados em artefatos explosivos contém metal.
• Os detonadores contêm metal; pinos, molas, fios elétricos e baterias também são feitos de
metal. Partículas metálicas podem ser descobertas pelos mesmos detectores que se utiliza para
inspecionar pessoas armadas. O principal inconveniente do emprego de detectores portáteis de
metal é que os mesmos não diferenciam componentes de um artefato explosivo, de clips,
grampos de papel ou mesmo etiquetas metalizadas, podendo gerar alarmes falsos, idênticos ao
provocados por pequenas pilhas, fios e espoletas. Deve-se tomar cuidado para não deixar que
uma continuada geração de alarmes falsos comprometa a eficiência dos encarregados de
inspecionar cartas e pacotes. Modernos detectores especiais de cartas bomba tem a habilidade
de diferenciar itens inofensivos como clips e grampos. Tais aparelhos trabalham identificando a
presença de material condutível como fios energizados, baterias, temporizadores ou
detonadores que compõe normalmente tais artefatos. A visualização de conteúdo de uma
correspondência ou pacote suspeito, além do emprego de equipamentos de Raio-X, pode
utilizar-se da projeção de líquidos transparenteadores como o Spray de Gás Fréon. O borrifo do
spray deixa o papel quase transparente e permite uma boa visualização de conteúdos postais.
• A visualização de conteúdo, quase imprescindível no trabalho das equipes encarregadas da
neutralização de artefatos explosivos, utiliza-se do emprego de métodos de radiologia. Os
componentes de uma bomba e o funcionamento de seu mecanismo de acionamento destacam-
se com grande nitidez numa exposição ao Raio-X. Existem equipamentos portáteis
(normalmente empregados pelos grupos de E.O.D. de Polícias e Forças Armadas), bem como
aparelhos de dimensões consideravelmente maiores, para inspecionar correspondências e
volumes em escritórios ou ainda para a visualização de bagagem em aeroportos.
• Em se tratando de aeroportos, hoje são comuns aparelhos que projetam imagens coloridas dos
mecanismos inspecionados. Vale frisar que, como observaram recentemente autoridades
federais norte-americanas que auditaram a segurança das instalações aeroportuárias daquele
país, no caso do emprego de aparelhos radiológicos, o êxito da detecção estará mais associado
à destreza, à atenção e à qualificação técnica do operador do que propriamente às
características do hardware.
Estetoscópios eletrônicos e endoscópios de fibra ótica são recursos utilizados por esquadrões
de bomba em todo mundo. Os estetoscópios são empregados para escutar ruídos no
mecanismo da bomba no interior de pacotes suspeitos ou através de anteparos, paredes etc.
• Em se tratando de explosivos, os mesmos podem ser “farejados” por aparelhos especiais ou por
animais treinados. Alguns explosivos exalam odor semelhante ao de amêndoas ou marzipan,
porém não todos. Narizes humanos podem ser "traídos" por explosivos que não tem cheiro,
principalmente se colocados próximos de produtos cujos odores tendam a prevalecer e pareçam
inofensivos.
• O emprego de animais, desde cachorros a porcos treinados, obedece a princípios de
treinamento bem simples, embora especialistas considerem que não seja aconselhável exigir,
de cada animal, a identificação de mais de dois tipos de odores. A análise química dos vapores
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bomba desativada no mundo, enviada pelo Setembro Negro ao consulado de Israel no Rio de
Janeiro, foi desmontada por técnicos brasileiros em Setembro de 1972.
• CÍRCULOS DE SEGURANÇA – A segurança em torno da autoridade dispõe-se em círculos
concêntricos (centrados na figura do próprio dignitário), orientados de acordo com o sentido de
seu deslocamento. O primeiro círculo é composto pela SEGURANÇA APROXIMADA, o segundo é
constituído pela SEGURANÇA VELADA e o terceiro pela SEGURANÇA OSTENSIVA.
• COBERTOR DE BOMBAS (BOMB BLANKET) – Painéis flexíveis, confeccionados com diversas
camadas de tecido balístico resistente (o mesmo dos coletes à prova de balas) que é disposto
sobre ou em volta de uma bomba, a fim de minimizar os efeitos da sua explosão acidental (sopro
e estilhaçamento).
• CÓDIGOS GESTUAIS – São códigos convencionados entre os membros da equipe de segurança,
que visam proporcionar comunicação rápida e discreta em situações de deslocamentos, breves
paradas, solenidades, etc. Por meio de gestos anteriormente combinados, podem ser
informadas situações de risco, indicados procedimentos a serem adotados, solicitadas
providências, etc, tudo sem que as pessoas circundantes (estranhas à segurança) se apercebam.
• COMPARTIMENTAÇÃO – A necessidade de manutenção do sigilo estabelece que cada pessoa
conheça apenas aquilo que precisa ou que lhe é permitido saber ace rca de um determinado
assunto. Consiste na divisão do trabalho ou do planejamento de segurança, de forma que um
agente envolvido ignore a tarefa ou a missão creditada ao outro companheiro. A
compartimentação visa minimizar a possibilidade de que as informações sigilosas “vazem” para
adversários e garante que uma traição ou inconfidência apenas acarretará no conhecimento
parcial de planejamento e nunca sua totalidade.
• COMUNICAÇÃO EM CÓDIGO – Existe a necessidade de preservar as comunicações da segurança
contra uma possível interceptação por parte de elementos hostis. Para salvaguardar este sigilo,
dever-se-á estabelecer codinomes para os membros da equipe, segurados, viaturas, pontos
base, situações de risco, etc. Não se falará nada claramente em rádios, telefones ou telefones
celulares.
• CONTENTOR DE BOMBAS – Recipiente de alta resistência, normalmente confeccionado em aço,
por vezes revestido de concreto, capaz de receber bombas pequenas (de até 2 ou 4 kg de alto
explosivo) em seu interior e resistir a sua detonação, eliminando os efeitos destrutivos.
Usualmente encontrado em instalações de alto risco, onde exista o perigo ou histórico anterior
de ataques com bombas.
• DIGNITÁRIO – Pessoa que exerce cargo elevado, notabilizando-se em decorrência da função que
exerce. Ex.: presidente, governador, ministro de Estado, embaixador, executivos de grandes
conglomerados empresariais etc.
• EMBOSCADA – É o ataque de surpresa contra alvo em movimento ou temporariamente parado,
com a finalidade de destruí-lo, capturá-lo, inquietar-lhe ou causar-lhe danos materiais.
Normalmente, consiste numa projeção maciça e repentina de fogos, a partir de várias posições
cobertas e vantajosas.
• EQUIPE AVANÇADA – Grupo de agentes de segurança encarregado de chegar nos locais de
evento com alguma antecedência, numa última verificação das condições de segurança.
Aguarda a chegada do dignitário e sua comitiva e, em seguida, desloca-se para o local do evento
seguinte.
• EQUIPE FIXA – Agentes da SEGURANÇA APROXIMADA empregados para guarnecer os eventuais
locais de repouso ou de trabalho do dignitário. Coordenam o policiamento ostensivo que opera
nesses locais. Também são conhecidos como EQUIPE DE PROTEÇÃO ESTÁTICA.
• EQUIPE PRECURSORA – Grupo de agentes de segurança que antecede os dignitários em
quaisquer de seus deslocamentos. Em viagens, verificam no local de destino as condições de
segurança e encaminham as providências que se fizerem necessárias. Estabelecem o contato
com os responsáveis pela organização dos eventos e gerência de hotéis. Verificam a disposição
dos efetivos de segurança em apoio (policiamento ostensivo, batedores, agentes em segurança
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• INDICAÇÃO DE POSIÇÃO EM “HORAS” – A fim de permitir uma perfeita orientação dos agentes
de segurança enquanto atuando em formação, a segurança emprega o método do relógio para
designar a posição de quaisquer objetos, obstáculos, pessoas ou eventos. O agente que fala vai
considerar o local à frente do dignitário como 12:00h, à sua direita, 3:00h, às costas, 6:00h e
assim sucessivamente. A posição é passada de forma a usar o dignitário (e o seu sentido de
deslocamento) como referência. Sempre que possível, o agente que comunica deve informar,
também, distância e detalhes de posicionamento (como “em cima”, “na janela do andar tal”,
“em baixo”, “ao nível do solo” etc) ou características que facilitem a identificação daquilo a que
se refere.
• INFILTRAÇÃO – A infiltração é um dos recursos utilizados pelos órgãos de Inteligência para a
obtenção de informações. Consiste em introduzir um elemento (cuja verdadeira identidade é
mantida em sigilo) em contato com pessoas ou certo grupo de pessoas, com o objetivo de
coletar informações. Grupos que planejam atentados também recorrem à infiltração de
pessoas, a fim de coletar informações acerca dos dignitários-alvo ou para atuar como facilitador
nas ações propriamente ditas.
• INSPEÇÃO - Em segurança pessoal de dignitários, os termos Inspeção, Reconhecimento e
Varredura tendem a se confundir um pouco. Inspeção, tanto pode ser uma visita a fim de se
avaliar as condições de segurança de um determinado ambiente, quanto à própria inspeção
física de um local, com propósito de detecção de ameaças; também chamada de VARREDURA.
Metodologicamente, os trabalhos de Inspeção/Varredura sucedem ao Reconhecimento.
• LANÇADORES DE FOGUETES ANTI-TANQUE – Os lançadores do foguete apresentam-se em
diferentes formas e tamanhos: dos lançadores portáteis mais simples, transportáveis por um
único homem às baterias múltiplas montadas ou rebocadas por veículos. Os foguetes podemser
disparados diretamente contra seus alvos ou, em alguns casos, de forma indireta, perfazendo
uma trajetória balística em arco que permite alcançar algumas centenas de metros. A maioria
dos lançadores portáteis de foguete da infantaria são projetados para incapacitar veículos
blindados ou destruir bunkers com ogivas de alto-explosivo anti-tanque (HEAT) que atuam sobre
o princípio da “carga oca”. Em tais ogivas, o explosivo que entra em contato com o alvo é provido
de uma cavidade revestida de metal e, quando detonado de encontro à blindagem daquele,
converte a camisa metálica do projétil num jato fino de metal fundido e gás quente, o qual
penetra a blindagem numa velocidade extremamente elevada (mais de 6000m/s). Nessa
velocidade a massa do jato força o metal da superfície do alvo, penetrando-o profundamente
através de um orifício relativamente pequeno e atingindo-lhe o interior com um sopro de fogo
e metal derretido que calcinará tudo o que encontrar. A maioria dos lançadores de foguete da
infantaria são divididos em categorias como descartáveis ou reutilizáveis. Os lançadores
descartáveis do foguete (como o LAW80, inglês, o M72, americano, o AT4, sueco, e o RPG -18,
soviético) permitem um único disparo e depois são jogados fora; tratam-se de armas
relativamente simples, projetadas para serem transportadas e operadas por um único homem.
Lançador de foguetes M-72 de 66mm As antigas “bazucas”, o CARL GUSTAV M3 de 84mm e os
RPG-7 são lançadores reutilizáveis. O RPG-7 é o lançador de foguetes mais produzido em todo
mundo, sendo facilmente encontrável em todos os continentes. Ambos os tipos de armas
podem ser empregadas por qualquer soldado ou paramilitar, sem exigir dele conhecimentos
técnicos avançados ou o treinamento especial; elas podem ser empregadas contra alvos
terrestres, (parados ou em movimento à baixa velocidade) ou ainda contra helicópteros em
baixa altitude, em voo estacionário ou lento. São armas amplamente empregadas em atentados.
Valendo-se de um lançador de foguetes, guerrilheiros da Nicarágua operando clandestinamente
no Paraguai, mataram o ex-Ditador Anastácio Somoza em Setembro de 1980. O Mercedes do
ex-presidente nicaragüense, destruída em plena via-pública, no Paraguai. Em 1986, guerrilheiros
oposicionistas chilenos dispararam M-72 à queima roupa contra o comboio do Presidente
Augusto Pinochet. A distância muito curta teria sido responsável pela falha no detonador da
ogiva do foguete, que frustrou a explosão de pelo menos um dos foguetes. Os assassinos do
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Primeiro Ministro Ytzhak Rabin estudaram a possibilidade de empregar um M-72 contra seu
carro e o Presidente Hosni Mubarak talvez só esteja vivo até hoje pelo fato dos homens que
emboscaram o seu comboio em Adis Abeba, em Junho de 1995, não terem tido tempo de
empregar os RPG-7 que tinham no carro. A família RPG-7, produzida em dezenas de países, se
constitui nos lançadores de foguetes mais empregados no mundo.
• LOCAIS PROPÍCIOS À COLOCAÇÃO DE BOMBAS – A rigor, uma bomba pode ser colocada em
qualquer lugar. Com o propósito de colher os melhores benefícios de seu poder explosivo, as
bombas normalmente são colocadas discretamente no local que se deseja destruir,
posicionadas em locais onde podem causar extenso dano material. Em outra situação, quando
se objetiva maximizar perdas de vidas humanas, podem constituir-se em volumes,
aparentemente esquecidos em locais de ampla circulação de pessoas. Na dúvida, desconfie de
tudo aquilo que por ventura estiver destoando da paisagem local.
• "LOW PROFILE" - Expressão que designa uma segurança de perfil discreto, "pouco visível", com
roupas de passeio.
• MANPADS – Abreviatura do inglês MAN PORTABLE AIR DEFENSE SYSTEM, refere-se aos mísseis
antiaéreos portáteis, destinados a abater aeronaves a baixa altitude. As dimensões do conjunto
míssil/lançador variam ente 1.2m e 2m de comprimento por 75mm de diâmetro. O peso do
conjunto varia entre 13 e 25 kg, podendo caber facilmente num saco para tacos de golf e
transportado em qualquer automóvel de passeio. Há dois tipos de sistemas de direção mais
comumente empregados nesses mísseis. No primeiro, por infra-vermelho (como nos mísseis SA-
7 Strela e o SA-18 Igla russos e o Stinger americano), o míssil se guia pelas emissões de calor do
motor do avião-alvo, não necessitando posicionar-se obrigatoriamente na retaguarda da
aeronave. Modernos mísseis guiados por infra-vermelho podem atingir seus alvos mesmo
apontados de frente ou lateralmente. No segundo, por Comando de linha de visada (Command
Line-of-Sight ou CLOS, como o Blowpipe e o Javellin britânicos) o operador busca o alvo através
de uma luneta de pontaria e usa um controle de rádio para guiar o míssil até o avião-alvo.
MANPADS podem atingir aviões ou helicópteros em altitudes de até 4.500m e num alcance de
aproximadamente até 4,8km de distância.
• MINA – Bombas militares ou improvisadas, as quais são instaladas sob o solo (em túneis ou
buracos) com o propósito de explodir a partir da pressão exercida sobre seus detonadores ou
sob comando. Os atentados que vitimaram o Almirante Carrero Blanco (na Espanha em 1975) e
o Juiz italiano Giovane Falcone, herói da luta contra a Máfia (em 1992), foram perpetrados com
grandes quantidades de explosivos enterrados sob a pista, onde os veículos dos dignitários
deveriam passar. Algumas armadilhas militares empregadas na superfície do solo também são
genericamente conhecidas como “minas” (vide mina Claymore e suas cópias).
• NÍVEL DE PROTEÇÃO NECESSÁRIA – Trata-se de uma maneira de avaliar a segurança que a
personalidade protegida vem requerer. O aparato de segurança é função direta das forças
adversas que, potencial ou diretamente, ameaçam o dignitário e não apenas sua posição ou
status no âmbito governamental. Assim sendo, uma autoridade que requeira segurança num
nível máximo demandará a utilização de grandes efetivos de agentes de segurança (operando
na escolta aproximada, na segurança de pontos fixos e na segurança velada), policiamento
ostensivo, especialistas antibomba, atiradores, batedores, veículos, helicópteros, equipamentos
de varredura eletrônica etc. A segurança de um dignitário num nível de baixo risco poderá ser
executada por uma pequena equipe de quatro ou cinco agentes (2 ou 3 agentes e 2 agentes
motoristas) dividida em dois veículos.
• PROTEÇÃO – São medidas adotadas para garantia da integridade física de personalidade, dentro
de uma área restrita, de responsabilidade de um número limitado de agentes. Preocupa-se
quase que exclusivamente com a pessoa do dignitário.
• RECONHECIMENTO – É a verificação antecipada e sistemática dos locais que serão frequentados
pela autoridade, bem como os itinerários que serão percorridos. Nos locais, procuraremos
analisar as condições de segurança da edificação, local de posicionamento para a autoridade e
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segurança, acessos e dependências, quadros de alimentação de energia, P.C. telefônico, etc. Nos
itinerários, verificaremos os locais mais propícios para atentados, como cruzamentos, túneis,
passagens de nível, pontes, áreas de retenção de tráfego, locais com forte incidência de ações
criminosas, estradas estreitas ou sinuosas, curvas em cotovelo, etc.
• SEGURANÇA – Todas as atenções e medidas proporcionadas a alguém que garantam sua
integridade física, tomadas em sentido amplo. Essas medidas, embora ditadas pela presença e
localização da pessoa protegida, englobarão providências de qualquer natureza contra tudo
que, direta ou indiretamente, possa prejudicar a proteção executada.
• SEGURANÇA APROXIMADA – Grupamento de agentes, de efetivo variável, que se desloca
permanentemente com o dignitário sendo responsável por sua proteção direta e evacuação em
caso de emergência. Também chamada de EQUIPE DE PROTEÇÃO DINÂMICA, seus trajes se
regulam pelos trajes de autoridade ou pela solenidade do evento. Identificam-se por “pins”,
emblemas ou braçadeiras que variam em função do acontecimento.
• SEGURANÇA OSTENSIVA – Grupamento de segurança visível, à paisana (no caso, de terno) ou
mesmo fardado (policiamento ostensivo) disposto em destaque nos locais de evento ou em
instalações com a finalidade de dissuadir e reagir às ações de hostilidade ao dignitário. Cabe a
esse grupo empreender perseguições, trocar tiros, efetuar prisões etc. O fotógrafo conseguiu
retratar um momento de descuido coletivo do policiamento ostensivo. Eles deveriam fitar a
multidão e não distrair-se observando o cortejo presidencial.
• SEGURANÇA VELADA – Elementos descaracterizados (e algumas vezes até desarmados)
dispostos nos locais de aparição da autoridade, infiltrados na multidão com o intuito de detectar
hostilidade e agir em caso de tumulto ou atentado. Em certos casos esses elementos poderão
preceder a chegada do dignitário para colher informações sobre a situação do local.
• "SNIPER" – Denominação dada ao atirador de precisão, com arma longa e luneta que atua na
segurança ostensiva, com a finalidade de prevenir contra franco-atiradores. O criminoso que
atua com arma longa de precisão também pode receber a mesma denominação.
• TROPA DE CHOQUE – Grupamento policial especializado no controle de distúrbios civis, dotado
de meios para atuar em face da ocorrência de manifestações hostis por parte de multidões,
dispersando-as com emprego de força física e de armas não letais.
• VARREDURA – São as inspeções de segurança que objetivam a detecção e a neutralização de
quaisquer objetos, artefatos ou equipamentos que se constituam num risco para a segurança
do dignitário. Numa varredura, busca-se identificar previamente qualquer perigo potencial,
armadilhas, artefatos explosivos ou equipamentos de vigilância clandestina. Modelos inertes de
bombas visam familiarizar os agentes de segurança com um pouco daquilo que eles deverão
procurar.
• VASSOURA DE VARREDURA – Trata-se de um equipamento que detecta circuitos eletrônicos
ligados ou desligados, através de microondas.
• VIGILÂNCIA – Consiste em manter determinado local, objeto, pessoa ou canal de comunicações
sob observação constante. Utiliza-se de recursos humanos (agente) e técnicos (como
microfones/transmissores, máquinas fotográficas e câmeras dissimuladas de TV). A vigilância é
uma ação de Inteligência. Pode ser fixa ou móvel e é muito utilizada na segurança pessoal com
o propósito de detectar falhas na segurança, vazamento de informações, investigar suspeitos de
tramar contra o dignitário etc.
• V.I.P. – Sigla em inglês ("very important person") que, de forma genérica, significa pessoa muito
importante. São todas as pessoas públicas notórias, em evidência, como artistas, financistas,
clérigos, autoridades etc.
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No Brasil, o transporte de pessoas presas é regulamentado por diversas leis e normas. Algumas
das principais leis e normas que regulam o transporte de pessoas presas no país incluem:
1. Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984): Estabelece as normas gerais para a execução das
penas e das medidas de segurança, incluindo o transporte de presos entre unidades prisionais e
outros locais.
2. Resolução nº 5 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária: Dispõe sobre as
normas técnicas para o transporte de presos, estabelecendo os procedimentos para o
transporte de presos em veículos especiais, incluindo a segurança, higiene e conforto dos
detentos.
3. A LEI Nº 8.653, DE 10 DE MAIO DE 1993. Dispõe sobre o transporte de presos: Art. 1º É proibido
o transporte de presos em compartimento de proporções reduzidas, com ventilação deficiente
ou ausência de luminosidade.
4. O Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em
especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade.
Art. 2º É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio
de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros,
justificada a sua excepcionalidade por escrito.
Art. 3º É vedado emprego de algemas em mulheres presas em qualquer unidade do sistema
penitenciário nacional durante o trabalho de parto, no trajeto da parturiente entre a unidade
prisional e a unidade hospitalar e após o parto, durante o período em que se encontrar
hospitalizada.
5. Resolução nº 39 do Conselho Nacional de Justiça: Regulamenta o uso de algemas em presos,
estabelecendo as condições em que elas podem ser utilizadas e determinando que o transporte
de presos deve ser feito com o mínimo de uso de algemas possível.
6. Lei nº 10.792/2003: Alterou o Código de Trânsito Brasileiro para permitir a circulação de veículos
especiais de transporte de presos em horários e vias restritas, com a devida autorização do
órgão competente. A legislação de trânsito prevê como infração gravíssima, com pena de multa
e apreensão do veículo, além de remoção do veículo, o transporte de pessoas no compartimento
de carga de veículo automotor, em especial pick-ups e camionetas. Código de trânsito Brasileiro:
“Artigo 230. Conduzir o veículo: (…) II, transportando passageiros em compartimento de carga,
salvo por motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na forma
estabelecida pelo CONTRAN”. Salvo as exceções previstas. CONTRAN/Resolução 82/1998: “Art.
1º – O transporte de passageiros em veículos de carga, remunerado ou não, poderá ser
autorizado eventualmente e a título precário, desde que atenda aos requisitos estabelecidos
nesta Resolução. Art. 2º – Este transporte só poderá ser autorizado entre localidades de origem
e destino que estiverem situadas em um mesmo município, municípios limítrofes, municípios de
um mesmo Estado, quando não houver linha regular de ônibus ou as linhas existentes não forem
suficientes para suprir as necessidades daquelas comunidades.
Também, nesta mesma atitude pode ser ofensiva à dignidade da pessoa humana, pois viola a
sua imagem, já degradada pela condição social de preso. Temos, com isso, a primeira ilegalidade
cometida pelo Estado.
Nesse mesmo sentido, mister salientar a previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente —
Lei 8.069/90 —, que prevê em seu artigo 178: “O adolescente a quem se atribua autoria de ato
infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo
policial, em condições atentatórias a sua dignidade, ou que impliquem risco a sua integridade
física ou mental, sob pena de responsabilidade”.
Além dessas leis e normas, existem também as regulamentações específicas de cada estado e
município que podem estabelecer regras adicionais para o transporte de pessoas presas. É
importante ressaltar que o transporte de presos deve ser realizado de forma segura e com
respeito aos direitos humanos, garantindo a integridade física e psicológica dos detentos, bem
como a segurança dos agentes envolvidos no transporte.