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Este manual tem como objetivo alinhar o conhecimento e dinamizar a transmissão do mesmo para policiais penais. Aborda temas como direitos humanos, sobrevivência administrativa, tática policial e escolta de presos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Este manual tem como objetivo alinhar o conhecimento e dinamizar a transmissão do mesmo para policiais penais. Aborda temas como direitos humanos, sobrevivência administrativa, tática policial e escolta de presos.
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GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

MANUAL
DOUTRINÁRIO PEDAGÓGICO DO GPOE

Este manual tem como objetivo


alinhar o conhesimento e
dinamisar a trasnição do mesmo,
bem como facilitar ao docente na
sua elaboração de conteudo.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

Instituto de Administração Penitenciária do Acre


IAPEN/AC

RESUMO
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................
2. DIDÁTICA DO ENSINO.........................................................................................................
3. USO PROGRESIVO DA FORÇA.............................................................................................
4. DIREITOS HUMANOS.........................................................................................................
5. SOBREVIVENCIA ADMISTRATIVA........................................................................................
6. APH TATICO................................................................................................................... .....
7. SEGURANÇA PENITENCIÁRIA..............................................................................................
8. ABORDAGEM......................................................................................................................
9. ESCOLTA.............................................................................................................................
. ESCOLTA DE ALTA COMPLEXIDADEROTINA PENITENCIÁRIA.
. SEGURANÇA DE AUTORIDADES.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

INTRODUÇÃO
Este MANUAL está quinhoado em três eixos que compõem o itinerário de formação do Policial
Penal. Tais eixos de formação foram divididos conforme o nível de conhecimento básico, nível
de conhecimento de nivelamento/Intermediário e nível de conhecimento da especializada. O
conteúdo, portanto, se estrutura em um itinerário, que foi desenhado a partir das competências
que se espera que sejam desenvolvidas a partir dos conteúdos programáticos que formam a
grade curricular.
As competências centrais da chamada "Básico, Nivelamento/Intermediário e Especializada " de
conhecimentos dos Servidores da carreira que diz respeito aos conhecimentos e competências
exigidos a todos os servidores que atuam/atuarão em ambientes prisionais e em sua gestão,
fundamentando relações interpessoais, procedimentos relativos às diferentes funções
desempenhadas, setores e relações que configuram a atuação profissional nesses ambientes.
São estes os eixos:
Nível Básico - Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que nunca teve contato com
a matéria pedagógico proposta em questão. Tendo como objetivo trazer conhecimento e pratica
mínima para realização do proposto em formação inicial indispensável para a formação na
carreira. Constitui-se de saberes sem os quais outras etapas da formação não podem ocorrer:
serve como pré-requisito do itinerário formativo do POLICIL PENAL.
Nível Nivelamento/Intermediário - Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que já
teve contato com o nível Básico. Tendo como objetivo requalificar o servidor na área de sua
atuação, aprimorando no conhecimento intelectual e pratico afim de elevar seus conhecimentos
ao longo de sua função, o nível intermediário é pré -requisito do itinerário formativo da
Especializada.
Nível Especializada- Competência: Compreender ao conteúdo do servidor que já teve contato
com o nível Nivelamento/Intermediário. Tendo como objetivo singularizar o servidor que já
tenha conhecimento intermediário. Na especializada, esperasse um conteúdo pedagógico
fidedigno.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

Disciplina: ESCOLTA
Objetivo da aprendizagem:
Horas prevista: 30hs
Origem: Desde os tempos mais antigos, na verdade, desde a existência do homem, que
a proteção da pessoa faz parte das necessidades básicas do ser humano. No início a necessidade
era de se proteger de animais e outros grupos de pessoas que atacavam sua família, de pois para
a proteção do seu terreno, seu local de moradia.
Oficialmente conhecidos pela Ordem dos Cavaleiros Mendicantes do Templo de Salomão, os
Templários foram organizados em 1118 pelo fidalgo francês, Hugues de Payens, como escolta
cavalheiresca dos peregrinos da Terra Santa. Aqui já podemos mensurar a importância de uma
escolta armada em deslocamento de pessoas. As armas utilizadas por aqueles homens eram o
fogo e armas feitas de madeira e pedras. Durante os medievos, eram os Templários que eram
famosos pela sua destreza e coragem em combate, por vezes até ao ponto de fazer loucura
durante a escolta dos peregrinos. Tinham regras próprias que regulavam a sua conduta em
combate, sendo por exemplo proibido renderem-se a não ser que as probabilidades em seu
desfavor fossem superiores a três contra uma e mesmo assim tinham de obter aprovação do
seu comandante. Eram as tropas especiais da sua época, uma força de elite.
Mais tarde, se tornou imprescindível a presença de uma escolta armada na expansão do velho
oeste, em 1852, os americanos Henry Wells e Willian Fargo, criaram a primeira empresa de
escolta ramada e segurança do mundo, realizando transporte de diligências ao longo do rio
Mississipi. Em 1855, foi criada a Agência Nacional de Detetives Pinkerton, que também
contribuiu com o desenvolvimento daquilo que mais tarde seria um grupo de escolta armada.
No Brasil as escoltas de pessoas presas para fórum de audiência, transferência de presídios,
condução para hospitais e etc...., eram feitas pela polícia militar. Porém, com a necessidade
obter mais dinamismo os policias penais ocuparam esta lacuna com maestria ao longo dos anos.

Conteúdo:
NÃO EXISTE MOVIMENTO ADMINISTRATIVO EM ZONA DE COMBATE!
Um comboio tático é uma operação de combate deliberadamente planejada para mover
pessoal e/ou carga por meio de um grupo de meios de transporte terrestre de maneira
segura para ou de um destino alvo sob o controle de um único comandante em um
ambiente permissivo, incerto ou hostil. Os comboios táticos devem sempre ter acesso ao
quadro operacional comum e ser caracterizados por uma postura agressiva, agilidade e
imprevisibilidade. Os comboios táticos requerem planejamento e coordenação adicionais
além das operações normais. Uma das principais táticas inimigas para atacar o comboio é
atingir as linhas de comunicação, força a parada do comboio atacando o veiculo da frente.
para derrotar essa tática, cada comboio tático deve estar preparado para tomar uma ação
ofensiva em caso de emboscada e derrotar as forças inimigas assim que o contato for
obtido, mantendo assim a iniciativa e dissuadindo ataques futuros.
O Treinamento: A experiência e procedimentos operacionais padrão da EQUIPE DE
ESCOLTA irão acelerar a preparação tática do comboio, especialmente quando o tempo é
curto. Embora cada comboio, independentemente do tipo ou tamanho, possa ser diferente,
os procedimentos de condução, usados na preparação para o movimento são os mesmos
e devem ser treinados e constantemente ensaiados. Embora os PROSEDIMENTOS sejam
padronizados, eles são adaptados aqui para atender especificamente às operações táticas
de comboio.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇ PORQUE A VTR É CHAMADA DE BARCA?


Termo utilizado por meliantes para designar viatura policial que realiza escoltas, empregado
apenas às viaturas maiores.
O QUE É VTR POLÍCIA?
Carro de polícia ou viatura policial (também chamado e m outros países de
cruise r policial, cop car, predador, carro do rádio ou patrulha móvel de rádio (Em inglês:
RMP) é um ve ículo utilizado pe la polícia, para transportar age ntes, chegar ao local de
uma ocorrência, transportar suspeitos, patrulhar um local ou até ...
Em suma, VTR é uma palavra de sigla ou abreviação definida em linguagem simples.
PORQUE O CARRO DA POLÍCIA CHAMA VIATURA?
Ve m do te rmo VOITURE e m francês. Conforme a sua e specialização militar
as viaturas podem-se dividir em: Viaturas de Combate. Viaturas Táticas.
؇ POSICIONAMENTO DENTRO DA BARCA (VTR)
É importante salientar que de pendendo da força policial, A nomenclatura
normalmente pode mudar, o importante é ide ntificar o se u posicionamento
e função.
Geralmente na polícia militar é chamado de P1.
Nós, policiais penais trabalhamos com vários tipos de viatura, na escolta
principalmente. Trabalhamos com ônibus, sprinter, cabine dupla e etc., por este
motivo fica claro a necessidade de ser adaptável. De princípio falaremos da cabine
dupla para termos um parâmetro.
Esta classificação é melhor comentada na ABORDAGEM POLÍCIAl.
؇ QUAL A FUNÇÃO DO P1 P2 P3 P4?
O nome vem da divisão administrativa da PM, que prevê cinco áreas de
atuação: P1 ‐ recursos humanos; P2 ‐ inteligência; P3 ‐ e statísticas; P4 –
armamentos; P5 ‐ relações públicas. Seu objetivo é produzir informes para
ajudar o comando a planejar operações.

؇ CODIO –“Q”
O Código Q foi desenvolvido pelo governo britânico como forma de facilitar a troca de
informações com navios vindos de outras nações e com idiomas diferentes, isso no início de
1900. Passados mais de 100 anos, ele é amplamente utilizado por agentes militares, civis,
policias. No nosso caso, a comunicação entre o comboio, é de grande relevância para a escolta
no geral, porém, geralmente quem trabalha embarcado ou não, tem como habitual o uso do
código de radia bem definido entre a eles, o SAMU, Bombeiros e as patrulhas da polícia militar,
tem como padrão os códigos Q, J e Algarismo fonéticos, para facilitar sua comunicação.
O Código Morse, (O Código Morse é um sistema telegráfico que pode ser utilizado em várias
línguas. É composto por pontos, traços e espaços que representam letras, números e sinais de
pontuação e foi utilizado por governos e por militares. Esse sistema permite a transmissão de
mensagens à distância, por fio ou por rádio, através de sons de curta e de longa duração). Não
vamos dar ênfase este código! Para nossa realidade o código “Q”, é mais eficaz. O código “Q”
tem a vantagem de encurtar frases, ajudando agilizar a comunicação, assim como a economizar
bateria do equipamento.
O Código Q, ou código Quebec, como alguns o denominam, nada mais é do que a formação de
três siglas, sendo que tudo começa com a letra Q. Tendo isso em mente, é necessário entender
como a junção dessas letras formam uma frase.
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Os números também são entendidos de forma diferente, exemplificando número 1 é entendido


no Código Q como primeiro, o 2 é terceiro etc. quando um número se repetir, se diz: dobrado,
se três vezes, se diz triplicado. Seja em sistemas de rádios analógicos ou rádios comunicadores
digitais, saber o Código Q é essencial para que as operações sejam realizadas da forma mais ágil
possível, diminuindo o tem de uso do canal para mensagens que realmente importam. Além
disso, a unificação de sistemas de rádio através da construção de Centrais de Comando e
Controle também ajudam muito na rapidez da solução de problemas, bem como na redução de
custos e maior segurança dos colaboradores.
• Significado das siglas do Código Q e algarismo fonético.
† Principais Siglas e Significados do Código Q
Q.A.P = Na escuta? Q.S.V = Viatura G = Golf
Q.A.R = Desligar Q.S.D = Motorista H = Hotel
Q.R.N = Interferência Q.S.J = Dinheiro I = Índia
Q.R.A = Nome do operador T.K.S = Obrigado J = Juliet
Q.R.L = Estou ocupado † Número com o código “Q” K = Kilo
Q.R.M=Interferência humana 0 – Negativo, nulo. L = Lima
Q.R.Q = Transmita mais depressa 1 – Primeiro, Primo, uno. M = Mike
Q.R.S = Transmita mais devagar 2 – Segundo. N = November
Q.R.T = Fora do ar 3 – Terceiro. O = Oscar
Q.R.U = Tem algo para mim 4 – Quarto. P = Papa
Q.R.V = As suas ordens 5 – Quinto. Q = Quebec
Q.R.X = Aguarde 6 – Sexto, meia, meia dúzia. R = Romeu
Q.R.Z = Fale quem chamou 7 – Sétimo. S = Sierra
Q.S.A = Como está recebendo? 8 – Oitavo. T = Tango
Q.S.L = Entendido 9 – Nono. U = Uniform
Q.S.M = Está ouvindo ? † Algarismo fonético V = Victor
Q.S.O = Comunicado aviso A = Alfa W = Whiskey
Q.S.P = Fazer ponte B = Bravo X = X-Ray
Q.T.C = Mensagem C = Charlie Y = Yankee
Q.T.H = Endereço D = Delta Z = Zulu
Q.T.R = Horário exato E = Echo
Q.T.U = Horário F = Fox
Q.T.A = Última forma

؇O CÓDIGO “J”
Constitui-se da letra “J” seguida de um número codificados para a transmissão de mensagens
referentes à situação da guarnição, deverá ser utilizado sempre que se aplicar. Os principais códigos
são:

• Código “J” Significado


J/1- Local inseguro. J/4 - Refeição.
J/2- Apoio da polícia. J/5 - Abastecimento.
J/3 -Troca de guarnição de serviço. J/6 - Lavação ou limpeza de viatura.
J/7 - Baixa mecânica da viatura. J/10 - Chegada da guarnição ao local da
J/8 - Necessidades fisiológicas. ocorrência.
J/9 - Guarnição em deslocamento para J/11 - Guarnição em deslocamento para a Base.
ocorrência. J/12 - Chegada da guarnição na Base.
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؇ NÍVEL DE PERICULOSIDADE DE PRESOS


A primeira avaliação feita pela equipe de escolta, é o nível de periculosidade do preso, isto vai
influenciar diretamente no deslocamento, na segurança e no esquema do transporte. Toda vez
que for deslocar um preso a prioridade é saber o nível de periculosidade do preso, se faz parte
de facção, se é uma liderança, para onde ele está saindo e a circunstância que ele tá saindo.
Nível 1 – Risco Nível 2 – Risco Nível 3 - Alto Risco Nível 4 - Altíssimo Risco
Deslocamento para o Presídio; saindo da base GPOE logo despois do briefing.

؇ PROCEDIMENTOS GERAIS NA RETIRADA DO PRESO, A equipe desloca-se ao presídio de origem


indicado no ofício, retirada dos internos para escolta. Chegando ao local desloca-se ao controle
para solicitação do interno e verifica o resto da documentação (permissão de saída).
O interno estará separado na cela de espera “corró’’, para que a equipe de escolta proceda à
revista do interno, que deverá ser realizada com no mínimo 2 (dois) agentes, verificar também
a confirmação da identidade do preso.
Atenta-se que os 2 (dois) agentes deverão realizar a revista do interno desarmados dentro do
bloco, onde um agente procederá na revista e o outro ficará acompanhando, fazendo a
segurança.
؇ REVISTA DO PRESO
O policial determinará que o interno retire a roupa, onde verificará minuciosamente os bolsos,
golas, barras da calça, palmilhas, cuecas e meias. O agente, além de revistar os pertences do
interno, determinará que mostre o interior da boca, cabelos, sola do pés, axilas. Deverá ser
verificado o estado de saúde, se ele está lesionado ou com aparência de perturbação mental,
para completar o perfil do mesmo. Logo após a revista minuciosa, o agente autorizará o interno
a vestir suas roupas, e em seguida coloque a algema com as mãos para trás, travando a algema
para impedir a autolesão.
NÃO É PERMITIDO ao interno que leve consigo cinto, dinheiro, documentos ou qualquer outro
objeto (apenas a roupa do corpo).
Os comandos da revista estão sobre a ordem do POLICIAL PENAL.
؇ ALGEMAMENTO
Algemamento administrativa’’ o interno será algemado com as mãos para trás, as fechaduras
deverão ficar voltadas para cima, e deverão estar sempre travadas.
TODOS OS INTERNOS DEVERÃO SER ESCOLTADOS ALGEMADOS. QUALQUER SITUAÇÃO
DIFERENTE DEVE SER AUTORIZADA PELA DIREÇÃO.
Transposição de Algema, O procedimento de transposição de algema sempre deverá ser
realizado com no mínimo 02 (dois) agentes, nunca inferior a dois. O interno deverá permanecer
sentado com o agente em sua retaguarda. Na transposição o agente deverá entregar sua arma
ao outo policial. Sendo que o auxiliar ficará com o armamento em posição sul na lateral do
interno, com um ângulo de vista voltado para o colega armado. O agente com sua mão direita
segurará a algema, liberando o braço esquerdo do interno. Em seguida o agente apoiará o seu
braço esquerdo no ombro direito do interno, determinando para que ele dê a sua mão esquerda
no ombro direito a fim de ser algemado, ato contínuo, o agente conduzirá o braço algemado do
interno para frente, sem soltar, algemando-o no outro braço. Ressaltando que o agente sempre
estará apoiando e segurando o preso, sendo que em caso, se necessidade, facilitará uma
imobilização rápida. Para passar a algema novamente para trás, usamos o movimento inverso.
NOTA-SE: O outro agente estará fazendo a segurança de todo o procedimento pelo lado oposto
daquele que está desalgemado.

؇ CONDUÇÃO DO INTERNO
• Tipos de proteção
† Proteção móvel: refere-se a uma extensa gama de contramedidas disponíveis aplicadas
durante o deslocamento dos veículos entre os locais. Os condutores utilizados permanecem
responsáveis pelas decisões de conduções que tornam e é requisito que todos os motoristas
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de escolta sejam treinados em técnica de direção defensiva; os operadores devem estar


cientes de que seus veículos podem construir forças letais e, portanto, devem ser capazes de
justificar suas ações se for usado para força uma fuga ou para impedir um ataque.
† Proteção estática: tem como objetivo eliminar ou reduzir a oportunidade de ataque colocando
perímetros defensivo entre o ativo e um atacante potencial ou meio pelo qual um ataque pode
ser entregue e permitir a extração imediata caso um ataque aconteça. Perímetros podem ser
destinados a dissuadir, detectar, atrasar, defender ou derrotar um agressor. Refere-se a uma
extensa gama de contramedidas disponíveis, aplicadas fora ou dentro de um perímetro para
proteger uma pessoa, atividade ou local de uma ameaça percebida e depende principalmente
de um reconhecimento com o objetivo de obter uma apreciação tática minuciosa da área de
operações, postos fortes e vulnerabilidades inerentes
† Proteção direta: objetivo da proteção direta é eliminar ou reduzir a oportunidade de ataque
durante o movimento a pé usando habilidade individual, habilidade de equipe e formações
para construir Barreiras humana entre o ativo protegido e o atacante em potencial, ou o meio
pelos quais um ataque pode ser realizado e a extração imediata seja necessária para impedir
que ataques adicionais ocorram. Refere-se especialmente ao movimento dos agentes de
proteção a pé (intervenção direta dos operadores).
A condução do interno será sempre realizada por no mínimo 2 (dois) agentes. A condução do
preso será desta forma: “Pegada na algema para condução” - mão deverá envolver um dos
braceletes da algema e o pulso do interno, evitando-se segurar na corrente da algema. Dessa
forma o interno estará seguro e qualquer torção na algema conterá o preso, segurar a algema
com a mão oposta do armamento. Tendo várias formações para conduzi o detento aqui será
citado algumas:

؇ UTILIZAÇÃO DA ARMA
O deslocamento do agente que faz a segurança do policial que leva o detento, deverá ser no
lado oposto ao condutor e um pouco afastado, à retaguarda com a mão sempre na arma pronta
para qualquer situação, mantendo distância de 1m a 1,5m.
Observação: o interno deverá ser conduzido somente ao local determinado no ofício, por
exemplo: hospital, tribunal, cartório, banco, cemitério, IML, etc. Qualquer outro destino deverá
ser comunicado ao Chefe da missão e por este autorizado.
Embarque do Preso na viatura, O agente deverá conduzir o interno a carceragem da viatura,
deverá também verificar a carceragem antes de colocar o preso, segurando-o pela algema,
realizando o embarque do interno na viatura.

؇ DESLOCAMENTO
Informar na saída do sistema penitenciário via rádio a base GPOE, informando o deslocamento
e quantidade de internos.
NOTA-SE: não deve informar o local de destino.
A equipe deverá estar atenta durante o percurso e com as armas em condições de uso imediato.
Observa-se que o motorista deverá manter, sempre que possível, e permanecer com a viatura
na faixa da esquerda.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

A viatura deverá ser transportada somente com a capacidade de presos, de acordo com a
lotação destinada ao quantitativo de internos sentados.
É proibido transportar qualquer encomenda durante o percurso da escolta. A equipe de escolta
não deve parar a viatura para realizar abordagens ou atender ocorrências. Nestes casos
informar via rádio ou por telefone a Central do ocorrido para que tome as providências cabíveis.
É proibido abandonar a escolta, salvo quando se tratar de interesse de serviço ou quando
autorizado pela Direção.
Desembarque dos presos, ao chegar no destino, a equipe deverá desembarcar da viatura a fim
de fazer a segurança do perímetro. Com a viatura estacionada e a segurança do local realizada,
um componente da equipe deverá se dirigir ao local de destino para inspecionar o ambiente,
atentando-se as possíveis aglomerações, suspeitos e possíveis tentativas de fugas ou agressão
ao preso. Deverão ser inspecionados as celas/salas onde os presos aguardarão o atendimento.
Retirada da carceragem da VTR. Determinar que o interno vire de costas para que seja realizado
a verificação visual da algema. Realizar a verificação da algema manual, segurando-o na posição
de condução.
Retorno da Missão, permanecer atento durante a volta da missão, com o armamento sempre
em condições de uso. E quando chegar ao Sistema Penitenciário, comunicar o retorno via rádio
a Unidade. Dirigir-se ao presídio para devolução do interno, retirando do cubículo e
encaminhando-o para registro de chegada no controle do bloco, para que o interno seja
encaminhado a cela de origem. Qualquer ato de indisciplina ou alteração cometida pelo interno
deverá ser registrado e comunicado ao chefe de equipe das unidades e ao chefe da escolta.

؇ ESCOLTAS HOSPITALARES
Procedimento de retirada do interno da penitenciária é o mesmo procedimento. Conduzir o
interno até a especialidade médica determinada, pegando no guichê a guia para atendimento.
Existe hospital onde é possível pegar a guia de atendimento sem a presença do interno. Nesse
caso, o processo deve ser agilizado para, aí sim, encaminhar o interno. Durante o atendimento
médico, os agentes deverão permanecer no consultório medico.
Se for passar a algema para frente, deverá ser observado o procedimento de segurança e
transposição da algema como já foi citado. Solicitar ao médico que acuse o atendimento do
interno no ofício. Se o detento ficar internado, comunique a base para realizar a escolta do
mesmo, neste caso o local de internação deverá ser apropriado para este fim, o quarto deverá
ter grades nas janelas e portas. Deslocar o interno a viatura após atendimento, e realizar o
retorno ao sistema penitenciário.
؇ ESCOLTAS JUDICIAIS
O agente pegará a chave da carceragem e realizará uma inspeção na carceragem da VTR, Após
colocar o interno na carceragem, um agente deverá deslocar-se com o ofício até o cartório da
vara determinada para protocolar o ofício e aguardar o interno ser chamado para audiência,
para retirar o interno da carceragem, o agente deverá determinar que os presos dirijam-se para
o fundo da cela virados de costas para a porta, sentados com a mãos na cabeça, permanecendo
na grade apenas o interno que irá ser retirado. Verificando sempre as algemas. E em seguida
conduzirá à sala de audiência. A condução será realizada no procedimento de condução, na sala
de audiência deverá permanecer um agente de cada lado do interno, passar a algema para
frente, ou retire somente com determinação do juiz, seguindo os padrões de segurança. Para
assinatura do termo de audiência, o interno poderá estar com as algemas para frente,
observando sempre o procedimento de transposição e segurança. Terminada a audiência e em
se tratando de um único interno, este deverá ser conduzido direto para a viatura. Caso existam
internos de varas distintas, ao término de cada audiência o preso deverá retornar à carceragem
do fórum, até que todos tenham terminado suas audiências. Finalizadas as audiências,
encaminhar os internos à viatura para deslocamento e retorno à penitenciária observando
sempre o procedimento adotado pela GPOE.
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؇ ESCOLTA FÚNEBRES
A Lei de Execução Penal ( LEP),no Nº 7.210 de 11 de Julho de 1984, prevê, em seu artigo 120,
inciso I, as hipóteses em que o preso pode comparecer a velório:
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos
provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando
ocorrer um dos seguintes fatos:
I - Falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou
irmão;
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde
se encontra o preso.
Desta forma, o pedido formulado pelo advogado deve ser dirigido diretamente ao diretor do
estabelecimento prisional que, por sua vez, deverá efetuar as tratativas e trâmites internos
para providenciar a liberação do preso.
Em geral o preso, principalmente no regime fechado, ficará por poucos minutos no velório ou
sepultamento, mas poderá ser liberado para prestar sua última homenagem ao ente falecido.
Em alguns casos, em regime semiaberto, o preso poderá inclusive permanecer por mais
tempo, a depender da unidade prisional e da solidariedade dos envolvidos. Levando em conta
o nível de risco do local. A escolta funeral sempre obedecerá ao nível de periculosidade do
detento. O local é igualmente importante, principalmente se for o velório na casa do morto
ou familiares, por se tratar de um ambiente não controlado, diferente de uma funerária fora
de bairros periféricos. O procedimento de retirada do detento dará da mesma forma que já
foi mencionado anteriormente. Chegando ao local do cortejo fúnebre, o líder da missão antes
de desembarcar o preso, deverá comunicar a todos da prioridade do detento de estar só com
o esquife, e os parentes ascendente, descendente. Somente será permitido estes parentes
próximos do preso, um de cada vez, não poderá se manter abraçados e de maneira nenhuma
a retirada das algemas de pé e de mão, uma vez comunicado isso e os familiares aceitar e
esvaziar o local, é feito uma revista rápida no ambiente. Lembre-se! O tempo todo o preso
estará algemado, e sendo conduzido por 2 policiais com condução aproximada, foram os
demais componentes da equipe. O contato físico deve ser controlado, para evitar que
parentes posa passar arma de fogo, objeto perfurocortante ou chave de algemas. A equipe de
escolta fúnebre, deverá ter em mãos um kit de ITMPO, que atenda a necessidade do local
encaso de tumulto dos familiares. A formação mais adequada é a DIAMANTE. Logo depôs o
procedimento será o mesmo para o retorno da unidade.

؇ ESCOLTA FLUVIAL: Os procedimentos de segurança para embarcações em rios podem


variar de acordo com as regulamentações específicas de cada país e região. No entanto, alguns
dos principais procedimentos de segurança para embarcações em rios incluem:
؇ Equipamentos de segurança: Todas as embarcações devem estar equipadas com coletes salva-
vidas, boias circulares, apitos de emergência, luzes de navegação, extintores de incêndio, entre
outros equipamentos de segurança necessários. O barco deverá ser levado em conta o tamanho,
que tipo de hidrovia, e o motor da mesma forma. É importante que esses equipamentos sejam
inspecionados regularmente e mantidos em boas condições.
؇ Tripulação treinada: A tripulação da embarcação deve ser treinada em segurança de navegação,
primeiros socorros, prevenção de incêndios e outras técnicas de segurança relevantes . O
posicionamento da tripulação é igualmente importante.
Qual o posicionamento da escolta fluvial: Os nomes seguirão os mesmos princípios da
viatura, que pre vê se is áre as de atuação: P1 ‐ líde r da missão; P2 ‐ condutor da
lancha; P3 ‐ Re sponsável pe la se gurança; P4 – Segurança do bombordo; P5 ‐ Se gurança
do e stibordo; P6 ‐ re sponsável pe la se gurança do de tento e Re latorista e no meio o
de tento.
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Bombordo

6
2 4
3 Proa
Popa
1
5

Estibordo
• Se localizando na embarcação: A explicação é mais complexa. A origem destes nomes vem de
uma língua nórdica antiga falada pelos habitantes da Escandinávia na Era Viking: “bakk bord” e
“styr bord”, onde “styr” significa “leme” e “bakk” “costas” e “bord” “lado”.
Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado, bombordo vem
«possivelmente do francês bâbord (…), ou deste pelo italiano babórdo (…), com influência de
bom, segundo parece, por motivo ainda não esclarecido. Em nota de rodapé, acrescenta o
seguinte: J. Piel afirma que o bombordo é o 'lado esquerdo dum navio, olhando-se da popa à
proa', portanto o lado onde se rema para a direita e mais facilmente .
Quando as naus se dirigiam de norte a sul, os marinheiros, estando de frente para a proa,
olhavam à esquerda, avistavam a terra africana e, por ser esta promissora e dadivosa,
qualificavam-na como “boa”. Donde o “bordo” que estivesse à esquerda passou a ser referido
como o “bom-bordo”. À direita, evidentemente, o que se via era mar, um imenso mar sem fim,
e nenhuma terra à vista. Não sem algum desprezo, os navegantes portugueses passaram a tratar
o "bordo" à direita como “este-bordo”, assim como quem diz casualmente: “Este bordo que está
aí...” Desta maneira, cunhou-se a palavra “estibordo”.
؇ Comunicação: É importante que as embarcações tenham um sistema de comunicação eficaz,
como rádio VHF ou telefonia celular, para se comunicar com outras embarcações e com as
autoridades responsáveis pela segurança na
navegação.
؇ Condições meteorológicas: É importante verificar
as condições meteorológicas antes de sair para
navegar e estar atento às mudanças climáticas que
possam ocorrer durante a navegação. É
recomendado que as embarcações evitem
navegar em condições de tempo adversas, como
tempestades, ventos fortes e ondas altas
(pororocas).
Navegação segura: As embarcações devem
navegar em velocidades seguras e manter
distância segura de outras embarcações e
obstáculos, como pontes, balseiros, igapós e
bancos de areia. Além disso, o piloto das
embarcações deve estar atento a possíveis
correntezas e mudanças nas condições do rio.
؇ Emergências: As embarcações devem ter planos de contingência para emergências, incluindo
procedimentos para abandono de embarcações e resgate de tripulantes em caso de
necessidade. A mochila deverá estar com o seu material interno todo dentro de sacos
devidamente fechados (Aduchamento). Em resumo, os procedimentos de segurança para
embarcações em rios envolvem a adoção de medidas preventivas e ações de emergência para
garantir a segurança da tripulação e passageiros. É importante que os proprietários de
embarcações e tripulantes estejam sempre atualizados sobre as regulamentações e
procedimentos de segurança em suas respectivas regiões.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

A "curva da morte" é um termo utilizado para descrever um


ponto em uma curva de rio onde há um maior risco de ataques a
barcos ou navios em uma escolta armada. Este ponto é
considerado crítico, pois geralmente é onde os criminosos se
posicionam para realizar ataques furtivos contra as embarcações
e escoltados.
Nesse ponto, o barco da escolta armada pode ficar fora da visão
dos navios escoltados, permitindo que os criminosos se
aproximem furtivamente e realizem ataques surpresa. Além
disso, em muitos casos, a curva do rio pode ser um local onde os
criminosos tenham uma visão clara do movimento dos barcos
escoltados, o que lhes permite planejar melhor seus ataques.
Para evitar os riscos da curva da morte, as escoltas armadas
podem tomar várias medidas de segurança, como posicionar o
barco de escolta de forma estratégica, aumentar a vigilância
nesse ponto e utilizar equipamentos de comunicação e
rastreamento para manter contato constante entre os barcos da
escolta e os navios escoltados. Além disso, é importante que as
equipes de escolta armada estejam adequadamente treinadas e
equipadas para lidar com situações de risco e possíveis ataques.
O abrigo rápido é o própria rio, a um metro de profundidade a
munição perde muito sua velocidade.

؇ ESCOLTA EM VOOS COMERCIAIS


O transporte de presos em voos comerciais, diferente do uso de aeronave própria para este fim,
requer cuidados especiais para garantir a segurança do preso, da tripulação e dos demais
passageiros. Algumas das precauções incluem:
• Seleção adequada da companhia aérea: é importante selecionar uma companhia aérea que
tenha experiência e protocolos para transporte de presos.
• Comunicação: é fundamental que todos os envolvidos no transporte, incluindo a equipe de
segurança, a tripulação da aeronave, a companhia aérea e as autoridades aeroportuárias,
estejam cientes do transporte do preso.
• Algemação e escolta: o preso deve ser algemado e escoltado por agentes de segurança durante
todo o processo de transporte, incluindo embarque, desembarque e durante o voo , sempre
mantendo muita descrição.
• Identificação: o preso deve ser claramente identificado com informações sobre a natureza do
crime cometido, o nível de risco apresentado e as instruções de segurança necessárias nos
documentos.
• Controle de bagagem: toda a bagagem do preso deve ser verificada e inspecionada antes do
embarque na aeronave.
• Assento: o preso deve ser acomodado em um assento separado, distante dos demais
passageiros e próximo à escolta, tendo um de cada lado do detento.
• Monitoramento constante: a equipe de segurança deve monitorar constantemente o preso
durante todo o voo, garantindo que ele não apresente comportamentos de risco, evitando a ida
e vinda ao banheiro da aeronave.
• Desembarque: o preso deve ser o último a desembarcar e deve ser acompanhado por escolta
até a autoridade responsável pelo recebimento.
Além desses cuidados, é importante que todos os envolvidos no processo sejam treinados e
estejam preparados para lidar com situações de emergência, como comportamentos violentos
do preso ou ameaças à segurança da aeronave.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

É o ‘olho’ do AGENTE que segura o interno, portanto, mantenha-o sempre sob vigilância!
O preso sob escolta tem prioridade no atendimento em hospitais, bancos, cartórios. Assim,
solicite, com EDUCAÇÃO, aos funcionários desses locais a referida prioridade.
Sempre conduza o interno segurando-o pela algema com a mão oposta à de utilização da
arma. Sendo que a mão deverá envolver um dos braceletes da algema e o pulso do interno.
Dessa forma, o interno estará seguro e qualquer torção na algema conterá o preso. Algemas
sempre travadas.
O AGENTE deve agir sempre com PROFISSIONALISMO, demonstrando competência, segurança
e bom trato com a população.
Nas escoltas de alto risco o planejamento para tais missões será realizado previamente.
O interno NÃO deve ter contato com parentes e amigos, pois existe o dia de visita que atende
tal finalidade.

؇ RECEBENDO A MISSÃO: O diretor da unidade, solicita para o coordenador das especializada, a


Ordem de Missão, passa a OM para o Coordenador da missão, Ele, fica responsável pela missão
e sua organização, como por exemplo: O Planejamento estratégico abrangendo fatores que irão
nortear a implantação da política de segurança a ser adotada pela equipe de escolta/comboio,
nesta missão. As principais características do planejamento e o levantamento do Risco reais, as
linhas de ações e prevenções deste risco e principalmente a definição das prioridades na
implantação de soluções. Objetivo da missão, relações dos presos e seu nível de periculosidade,
se são faccionados ou não e que facção pertence. Se o local é de conhecimento de todo s ou se
é sigiloso. O destino da escolta é tão relevante quanto a trajetória.
؇ NO BRIEFING E DEBRIEFING: (Briefing é um conjunto de informações fundamentais para a
execução de uma tarefa. Já o debriefing é uma ferramenta que facilita a aprendizagem por meio
da experiência), O Coordenador da Missão, deve garantir que tanto a missão quanto as tarefas
especificadas são completamente entendidos por todos os envolvidos. Checklist, cuja tradução
literal em português é lista de verificação, é um método de controle que relaciona várias tarefas,
atividades, comportamentos, etc., que deve ser seguido para se obter um resultado de forma
sistemática. O checklist de material da VTR, kit primeiro socorro, função de cada integrante,
armamento, tático e documento da missão. Deve ser levantado na primeira reunião antes da
missão propriamente dito. O canal de rádio que vão utilizar e sua nomenclatura. A posição da
equipe e o número de cada VTRs, e quem vai estar aonde, usando que tipo de armamento, tudo
isto deverá estar contido no checklist. Também deverá conter as horas previstas do início e
termino, saída prevista e chegada. Rota primária prevista e rotas secundária, dentro da rota
deverá ter os endereços dos postos de abastecimentos. Pontos de apoio de segurança, exemplo:
batalhão da PM, delegacia, posto da PRF e batalhão do exército. Com a possibilidade de buscar
abriga nestes lugares. Endereço de hospitais para socorre os feridos. Contatos telefone de
emergências, como Chefe de divisão de Segurança, diretor da unidade de destino e saída, Chefe
de Departamento/ coordenador etc. TUDO ISTO SERA VISTO NO MAPA DE FAIXA.
؇ FAÇA UM PLANO TÉCNICO. Garanta que todos os membros do comboio tenham informações
suficientes e necessárias para completar a missão. Utilize uma abordagem simplificada para
análise e planejamento tático, fazendo uso das seguintes considerações básicas de missão:
inimigo, terreno e clima, tempo, equipe disponíveis e civis. Planejamento estratégico não deve
ser considerado apenas como uma afirmação das expirações dos executores do plano tático e
sim a implantação de um planejamento científico visando a adoção de Conduta e metas que
devem ser aplicadas para ser suas inspirações se tornarem realidade .
؇ EMBOSCADA: É um ataque inesperado e transições ou armadilha. Em situações de
escolta/Comboio. O Coordenador da missão deverá prever possíveis emboscadas, verificando
locais passíveis de ocorre, analisando o terreno e estudando sua fragilidade e como desvencilhar
a investidas dos algozes.
؇ ANALISANDO O TERRENO: É fundamental o uso de material que contribua com a segurança
da missão, por exemplo: o uso de veículos aéreos não tripulados disponíveis por meio de
canais de imagens de inteligência, são ferramentas adicionais, mas nada substitui um
reconhecimento terrestre completo. O coordenador da Missão deve fazer anotações
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detalhadas referentes à navegação, trafegabilidade, congestionamento e ameaças. O


principal método para fornecer informações aos líderes do comboio sobre a rota é o mapa
de faixas. Esses esboços são facilmente desenvolvidos, refinados e produzidos.
؇ O MAPA DE FAIXA/ CARTÃO LINEAR: Um mapa de faixa é uma ferramenta valiosa para todo o
pessoal de um comboio. Ele fornece uma ajuda de navegação facilmente usada, controle de rota
e informações de possíveis locais de emboscadas, pontos de apoio operacional e logístico,
principais características do terreno, áreas construídas importantes, infraestrutura rodoviária e
áreas de perigo. Embora um mapa de faixa possa ser gerado em um nível de comando mais alto,
as unidades devem melhorar esses produtos com informações obtidas localmen te para
maximizar sua utilidade. A reprodução desses mapas de faixas deverá ser garantida para cada
veículo em um comboio.
• Elementos essenciais de um mapa de faixa:
† Ponto Inicial.
† Ponto de Liberação e Paradas.
† Ponto Crítico com Coordenadas de Grade.
† Distância entre CPs.
† Forças amigas.
† Horários de Chegadas e Partidas.
Rotas de Comboio, Dados de Rota: Inclui números de rota, designador de rota (s) de
abastecimento principal (MSR), principais interseções (controladas, não controladas),
quilometragem entre pontos, número de faixas, designação da composição do material da rota
(superfície dura ou solta), obstáculos (características de canalização como pontes, túneis,
cortes, aterros, etc.) e complexos (rampas de acesso/saída, rotundas/círculos, etc.)
† Principais cidades e vilas.
† Orientação, Norte.
Frequência de Coação (190 ou comunicação via rádio com a policia Militar ou Civil)
Os mapas de faixas para rotas de longa distância devem ser construídos em altos níveis de
precisão, porém, mapas para rotas locais de curta distância são idealmente produzidos em
níveis inferiores. Informações que devem ser incluídas em um mapa de faixa. O
coordenador da missão, deve emitir esses mapas para todos os veículos do comboio.
A análise do terreno e do clima são inseparáveis. Os efeitos do clima devem ser levados em
consideração durante a revisão do terreno. Nesta etapa, a análise meteorológica avalia os
efeitos diretos do clima na operação de um comboio. Os aspectos do clima incluem:
† Visibilidade
† Ventos
† Precipitação
† Cobertura de nuvens/ nevoeiro.
† Temperatura
† Umidade
؇ DADOS DE LUZ: O coordenador da missão, devem coletar e revisar as seguintes informações
sobre dados de luz antes de cada crepúsculo. São definidos como a primeira e a última hora
do dia em que um indivíduo pode engajar um alvo no alcance máximo efetivo de seu
sistema de armas, sem ajuda. A iluminação é definida como a porcentagem de iluminação
presente na lua. Um exemplo seria ¼ de lua é 25 por cento, ½ lua é 50 por cento e lua cheia
é 100 por cento. Para analisar a iluminação, também é necessário entender o nascer da lua
e o pôr da lua.
؇ TEMPO: O coordenador da missão, concluem o plano o mais rápido possível para permitir
a preparação e implementação da equipe de escolta. O tempo sempre deverá ser levado
em consideração pelo coordenador da missão.
؇ CONCLUSÃO DO PLANO: Todos os briefings do comboio são ordens verbais; porem, cada lider
de VTR devera saber e ter o plano em mãos para posiveis eventualidades. Exemplos de
documentos da lista abaixo.
• Manifesto (Apêndice A)
• Cronograma (Apêndice
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• Mapa de tiras para cada veículo e líder subordinado (Apêndice A)


• Formato de briefing do comboio (Apêndice C)
• Gerenciamento de riscos (Apêndice D)
Local apropriado para realizar briefing e debriefing, do grupo de
escolta/comboio. Este local deve suportar o uso de vários recursos visuais, como
gráficos, ampliações de mapas e um quadro branco ou papel pardo. O
coordenador da missão deve se preparar cuidadosamente e ensaiar a
apresentação. Os líderes subordinados devem dar um debriefing no retorno de
confirmação aos seus coordenadores na conclusão de todos o trabalho do
comboio. Todos os aspectos da preparação de um comboio devem ser BATEDOR
supervisionados. SEGURANÇA

Em geral. Os comboios são planejados para organizar e controlar os movimentos


rodoviários. Isso inclui o movimento tático das forças de combate, o movimento
tático das unidades de logística e o movimento de pessoal, suprimentos e
equipamentos para apoiar as forças em combate. NÃO HÁ PASSAGEIROS EM
UM COMBOIO TÁTICO. Cada pessoa tem um papel/função que deve BATEDOR
desempenhar para benefício e segurança do comboio. Todas as funções de SEGURANÇA
pessoal e equipe descritas aqui pertencem a comboios de qualquer tamanho.
Dependendo do número de veículos envolvidos, várias tarefas podem ser
executadas por uma única equipe de veículo.
؇ O LÍDER ENCARREGADO DA MISSÃO: Tem a responsabilidade pelo
planejamento, preparação, execução e emprego tático de um comboio.
Responsabilidade geral pela condução do comboio. Tomador de decisão final
no terreno. Aprova a organização de tarefas e delega responsabilidades de
pessoal e veículo. Conduz o comboio e interrogatório. Responsável pela VTR
manutenção das comunicações internas e externas. A localização ideal para o COM A CARGA.
LÍDER da MISSÃO é no centro ou logo à frente do centro do comboio para
facilitar o seu REFERÊNCIA (o líder que eventualmente pode substitui-lo). O
LÍDER DO TIME DE REAÇÃO: Preparado para assumir as funções do o LÍDER da
MISSÃO, na ausência do mesmo, tem as seguintes responsabilidades;
normalmente responsável pela retaguarda do comboio, para fiscalizar a
segurança naquele setor. Auxiliar o LÍDER da MISSÃO em todas as funções.
Responsável pela logística e manutenção (veículos, armas, comunicações) e
outros equipamentos essenciais de apoio ao comboio. Prepara e coordena
recursos médicos para tratar e evacuar vítimas. Registra mudanças na rota e
fornece ao relatório para Inteligência, após a operação. BATEDOR
؇ O COMANDANTE DO VEÍCULO: As responsabilidades do COMANDANTES DOS SEGURANÇA
VEÍCULO, deve ser líder subordinado e experientes. Desempenha funções de
navegação de comboio, garante que o veículo esteja na rota correta segundo o
mapa de faixa, responsável pelo GPS, responsável de comunica pontos de
verificações, curvas, áreas de perigo, responsável pelos requisitos de
equipamento padrão (comida, água, combustível, bem como pela organização
e ensaio dos exercícios da tripulação do veículo designado, comunicar o setor
designado com fogo direto(no caso de emboscada), Manter a VTR
velocidade/intervalo do comboio visto de sua localização ou via rádio e está RETAGUARDA
familiarizado com a rota, etc., comunicar tudo ao LÍDER da MISSÃO. Se o SEGURAMÇA
comboio for relativamente grande, cada VTR terá um líder. Eles farão parte da
cadeia de comando do comboio.
؇ MOTORISTA DA VTR. O dever principal é dirigir. Varre o setor de observação
designado. Está preparado para responder ao fogo em situações extremas. Responsável pelo
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

abastecimento e manutenção do veículo. Pode ser substituído quando necessário. Sabendo que é
o motorista que geralmente sofre primeiro no caso de uma emboscada. É importante salientar que
o motorista deve ter noções mínimas de técnica de direção, será tratado de forma lacônica, mais a
frente na forma de direção defensiva e evasiva para escolta.
؇ BATEDOR/SEGURANÇA: Responsável pelos setores primário e alternativo de tiro. Visa a maior
ameaça ao longo da rota. Também responsável de bloquear as vias facilitando o deslocamento do
comboio. O bloqueio será mencionado adiante.
؇ ATIRADOR DESIGNADO: Dentro da nossa realidade muitas vezes não é possível ter um
atirador designado, porem o que for possível deste sentido vale a pena ter. O objetivo
do atirador designado é facilitar tiros de precisão. Auxilia o LÍDER da MISSÃO a garantir que
o fogo proporcional seja usado para qualquer ameaça. Isso ajuda a evitar danos colaterais e
baixas desnecessárias de civis (por exemplo, um único atirador designado no comboio
engajando um único atirador de IED). Deve ser um atirador experiente, se possível, e/ou ter
uma mira óptica avançada.

Seguir estão algumas técnicas que podem ser usadas com base na situação, nas condições da
estrada e no julgamento do LÍDER da MISSÃO. Obs, esta configuração é de comboio pequeno.
؇ FORMAÇÃO DE ARQUIVO OU BÁSICA: formação mais simples não exigindo muito dos motoristas
e bom para deslocamento em baixa luminosidade, o intervalo terá de ser comprimido. Porem a
desvantagens também existem nesta formação, fraca segurança do flanco esquerdo. Campo de
visão reduzido. Redução da cobertura dos faróis à noite.

؇ FORMAÇÃO ESCALONADA: Usado apenas em estradas com várias faixas.


As principais vantagens é que permite segurança total, é maior flexibilidade no deslocamento e
segurança nas manobras durante o contato/confronto, limita a interferência de veículos de
terceiros e Maior cobertura dos faróis à noite. As Desvantagens, requer mais comando e controle
e experiência do motorista, mais vulnerável a efeitos de com o uso de artefato explosivo.
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؇ FORMAÇÃO DESLOCADA
Usado para bloquear o tráfego de terceiros e auxiliar na mudança de faixa. As principais
vantagens são, combina flexibilidade de escalonamento com a facilidade de formação de
arquivos. Permite que o LÍDER da MISSÃO tenha maior controle do tráfego. Desvantagem,
difícil de comandar e controlar o comboio.

؇FORMAÇÃO EM "T" INVERTIDO: Partindo da formação ARQUIVO os dois últimos fazem a


tomada das pistas laterais e o copo do comboio fica na pista do meio. Só funciona com pista
de três rolamentos. Vantagem, Limita a infiltração de veículos de terceiros. Desvantagens,
Requer motoristas experientes, difícil de comandar e controlar sem comunicaçõe s
suficientes.

؇FORMAÇÃO DE DIAMANTE: Usado em estradas com várias faixas. Vantagem, limita a


infiltração de veículos de terceiros. Desvantagens, requer motoristas experientes, difícil de
comandar e controlar sem comunicações suficientes.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇MUDANÇA DE FAIXA: Usado para evitar a interferência do tráfego de terceiros na capacidade


do comboio de mudar de faixa. Um veículo de bloqueio pré-designado na parte traseira é
ordenado a bloquear à esquerda ou à direita. O veículo bloqueador move-se para a faixa
apropriada para bloquear o tráfego de terceiros. Uma vez posicionado, o comboio muda de faixa
à frente do veículo bloqueador.

؇ÁREAS DE PERIGO
Áreas de perigo são áreas especificadas acima, abaixo ou dentro das quais pode haver perigo
potencial. Áreas de perigo requerem consciência e controle adicionais para permitir que um
comboio se mova através de um ponto enquanto controla o tráfego de terceiros e permanece
alerta para ameaças potenciais. Exemplos são cruzamentos, rotatórias, tunes, viadutos e
rampas de entrada/saída. As seguintes técnicas são usadas com base na análise da missão do
LÍDER da MISSÃO.
؇TÉCNICAS DE BLOQUEIO E COLISÃO.
O bloqueio é uma técnica avançada usada para bloquear fisicamente a estrada com um veículo
para evitar que o tráfego de estradas secundárias, rotatórias e rampas de entrada/saída se
misturem com o comboio. Essas técnicas são a exercícios do deslocamento seguro, requerer
ensaios extensivos.
• O reconhecimento/análise da rota é fundamental para determinar com antecedência onde
essas técnicas serão usadas.
• Os veículos de bloqueio são designados durante a preparação da missão.
• Os veículos de bloqueio não devem ser os veículos de escolta dianteiros ou traseiros.
• Os comandos “Bloquear à Esquerda” ou “Bloquear à Direita” indicam um determinado lado da
estrada.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

• Em comboios grandes, os veículos de bloqueio podem ser liberados do local por meio de
outros veículos de bloqueio de dentro do comboio para manter a ordem da marcha.
• O bloqueio requer amplo comando e controle e experiência d o time tático.
• O comando é dado polo LÍDER da MISSÃO ou LÍDER DO TIME DE REAÇÃO os veículos
designados para o bloqueio no local designado.

؇INTERSEÇÕES RODOVIÁRIAS
• O comboio reduz a velocidade ao se aproximar da interseção.
• O comboio reduz o intervalo, mas mantém espaço suficiente para a manobra.
• O (s) veículo(s) de bloqueio movem-se pelo lado do comboio onde devem definir o bloco.
Veículos de bloqueio posicionados antes do comboio entrar na interseção. Assim que o
comboio passar, o (s) veículo(s) de bloqueio avança(m) e retomar a posição em ordem de
marcha
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇MÚLTIPLAS INTERSEÇÕES: cada cruzamento adicional é tratado por um veículo de bloqueio


diferente do comboio.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇ RAMPAS DE ACESSO: O mesmo conceito para interseções é usado para rampas


de acesso

؇BUMPING (O abalroador), é a substituição de um veículo bloqueador por outro. Esta técnica


é semelhante a “homem que corre com uma bandeira para bloquear a rua” durante uma
corrida de treinamento físico. Os veículos bloqueadores “esbarram” à frente e agem como
barreiras à interferência de terceiros. Os veículos de bloqueio movem-se da retaguarda para
“bater” ou “bater” no veículo de bloqueio inicial. Isso permite que ambos os veículos
retornem à sua posição anterior no comboio ou se preparem para a próxima área de perigo.
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؇ROTATÓRIAS
• Permite que o comboio controle o círculo e se mova rapidamente sem interferência de
tráfego de terceiros.
• O comboio reduz a velocidade à medida que se aproxima do círculo.
• O comboio reduz o intervalo, mas mantém espaço suficiente para a manobra.
• O (s) veículo (s) bloqueador(es) move(m-se) para cima pelo lado do comboio onde devem
fixar o bloqueio.
• Os veículos de bloqueio precisam ser definidos antes que o comboio entre no círculo.
Assim que o comboio passar, o (s) veículo (s) de bloqueio avança (m) e retoma posição em
ordem de marcha.
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؇ TÉCNICA ALTERNATIVA DE ROTATÓRIA


• Variação do mesmo exercício para seguir uma rota mais direta.
• Permite que o comboio controle o círculo e se mova rapidamente sem interferência de
tráfego de terceiros.
• O comboio reduz a velocidade à medida que se aproxima do círculo.
• O comboio reduz o intervalo, mas mantém espaço suficiente para manobra.
• O (s) veículo(s) de bloqueio sobe(m) pelo lado do comboio onde devem colocar o
bloqueio.
• Os veículos de bloqueio precisam ser definidos antes que o comboio entre no círculo.
• Assim que o comboio passar pelo (s) veículo (s) de bloqueio, avance e retome posição em
ordem de marcha.
• Maior risco devido ao deslocamento contra o fluxo do tráfego.
• Isso requer treinamento significativo para ser executado.
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؇VIADUTO
Os viadutos apresentam um risco único, pois há espaço morto no topo que não pode ser
observado. Este tipo de manobra vai ser pautada pelo nível de perigosidade da carga em
deslocamento. Existem três técnicas para limpar um viaduto. A análise da missão ditará qual
usar.
(a) High Clear deliberado
• Veículos de limpeza, designados durante a fase de preparação da missão, aceleram para o
viaduto. O veículo da frente para perto do viaduto e faz a cobertura do viaduto.
• O segundo veículo pega a rampa de saída e sobe para observar o topo do viaduto.
• Assim que o comboio passa pelo viaduto, o veículo de alta segurança desce a rampa enquanto
o veículo baixo continua a cobertura.
• O veículo baixo se move atrás do veículo alto e se junta ao comboio.

Área de visão
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(b) Low Clear (Desobstrução baixa) deliberado.


• Veículos de limpeza, designados durante a fase de preparação da missão, aceleram para o
viaduto.
• O veículo da frente para antes do viaduto (lado próximo) e faz a cobertura do viaduto.
؇ O segundo veículo passa sob o viaduto, assume uma posição (do outro lado) para cobrir o
viaduto do lado oposto. Assim que o comboio passar pelo viaduto, o veículo de segurança
sai enquanto o veículo do outro lado continua a cobertura.
• O veículo de segurança do outro lado se move para trás do veículo do lado próximo e eles
assumem suas posições anteriores no comboio.

Área de visão
Área de visão
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇LIMPEZA APRESSADA: Té cnica usada quando a situação não permite uma limpeza deliberada,
como em uma área urbana. O veículo da frente faz a cobertura do topo do viaduto. Cada
veículo do comboio tem um tripulante que observa o topo do viaduto para identificar possíveis
ameaças. À medida que cada veículo passa sob o viaduto, eles ficam voltados para trás e
continuam a cobrir o viaduto pelo outro lado. Dentro da nossa realidade, esta técnica acaba
sendo a mais usual.

Área de visão
Área de visão

؇ CONSCIÊNCIA SITUACIONAL: Antes de introduzir esse tema, é importante falar sobre o


conceito que tem tudo a ver com a reação em combate veicular. O que é consciência
situacional, tem a ver com o estado de alerta, que estão de acordo com o ambiente onde o
combatente esta, no ambiente exige um nível de estado de alerta, uma coisa é esta na sala
de casa vendo TV, outra coisa é esta dentro de um comboio no trânsito com uma carga
prioritária, é preciso está consciente daquilo que está acontecendo em sua volta. Este
conceito não se aplica apenas no âmbito de trabalho, a partir do momento que o policial
penal está atento, tem noção do que está concorrendo a sua volta, o policial vai ter mais
tempo para processar as informações, dessa forma, se houver alguma situação de risco que
possa vir ocorrer, o policial pode ser capaz inclusive de se antecipar ou mesmo ter mais
chance de fazer uma leitura correta daquela informação do ambiente , e com essa leitura o
policial tem maior chance de tomar decisão mais apropriada, lembrando que uma decisão
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acertada, assim como a decisão errada pode custar a vida, então isso tem importância da
consciência situacional.
؇ AÇÃO DELIBERADA: A emboscada deliberada, significa debater, discutir, avaliar alguma
coisa e depois tomar uma decisão. Ou seja, sendo deliberada, a ação humana inicia com a
percepção de um fim. Esse fim é uma situação julgada subjetivamente como de maior
realização pelo policial. O agente a perceba como uma situação em que estaria em condição
de maior risco. Após a percepção desse risco, a ação humana envolve o estabelecimento de
um plano de reação. Os mecanismos utilizados nesses planos são o que chamamos de
meios. Para esta em condição de responder uma emboscada, devesse está atento em três
fatores principais, A experiência pessoal, sobre aquilo que o operador vivenciou na sua
experiência, isto vai influenciar diretamente no combate. O meio ambiente, o
conhecimento da região, do local e trajetória, pode contribuir e muito a compreensão do
ambiente de combate, que se encontra quente, isso também pode ajudar a processar
melhor a informação e a saída do local. O fator pessoal, este se consegue através de curso
e treinamento.
A primeira avaliação deve ser feita visualmente, se alguma coisa chamou sua atenção. A
segunda é a distância que aquela ameaça está, se é possível fugir, ou combater, ou se
render. Por este motivo que a distância é importante. Qual a distância que aquela ameaça
está, é possível fugir? As três coisas básicas que o operador de segurança deve saber, se
pode fugir, combater ou se render. Quais condições da viatura para fugir? Se a VTR está
ligada ou desligada, se está engrenada, se existe obstáculos próximos a viatura, qual o lado
que deve sair. Porque tudo isso demanda tempo, então essa avaliação também deve ser
feita, ou seja, o operador de segurança deve ter estas opções pronta em seu plano de ação.
O cenário viu que é possível sacar engajar de dentro da VTR, seja pelo para-brisa ou não,
sempre tenha em mente sair e buscar abrigos fora do veículo. ESTEJA SEMPRE PRONTO,
ANTECIPE OS MOVIMENTOS!
؇ EMBOSCADA INOPINADA: Que acontece de maneira súbita; que ocorre inesperadamente.
Diferente da emboscada deliberada, que aquela onde você está com estado de alerta está com
consciência situacional, conseguiu perceber o cenário e vai agir de acordo com o cenário
previsto, aqui o operador não controla a situação, porque a situação já está se desenrolando,
houve uma distração e o agressor já está efetuando tiro em sua direção, o que fazer? qual é o
protocolo para se desvencilhar desta emboscada; o primeiro passo É, SAIA DO VEÍCULO O MAIS
RÁPIDO POSSÍVEL, Principalmente se o veículo estiver sendo atingido, porque as estatísticas
mostram que o tempo de permanência dentro do veículo é inversamente proporcional a sua
chance de sobrevivência, ou seja, quanto mais tempo você permanece o veículo, Menor é sua
chance de sobrevivência, por quê dentro do veículo o operador não tem mobilidade, não tem
muita proteção balística, por esta razão, tem que desembarcar e levar o combate para fora,
onde vai ter melhor probabilidade de combater. Essa é a regra, sai do carro mais rápido possível.
Mas por onde o combatente deve sair? Isso é uma grande polêmica, principalmente quando se
trata de ameaça lateral, do lado do motorista por exemplo. Alguns professores preconizam de
que o desembarque será do lado frio, independente se o algoz que está do lado quente, pode
estar distante ou não. Já existe escola que defende a saída do lado quente mesmo, o que importa
é a saída RAPIDA. Na hora que acontece o ataque geralmente o operador de segurança, nesta
situação, está sobre muito estresse, não haverá tempo de pensar. O nosso cérebro buscar matriz
motora mais fácil, nesse caso, a matriz motora mais clara e simples, é fazer aquilo que está
acostumado, então descer pela porta onde o operador está, sempre será o mais rápido.

؇ MOTORISTA ABATIDO/ FERIDO. Primeiro é ganha o controle do volante. Se possível, uma


terceira pessoa puxa o motorista para fora do assento dele e o u t r o a s s u m e seu lugar,
se possível, deixe pré-estabelecido o substituto do motorista.
؇ EMBOSCADA. Uma vez havendo o contato, e o veículo está inoperante, sem condição de
deixar a zona quente, os ocupantes são obrigados a usar o veículo como cobertura
momentânea. INOPINADO; a equipe tática está dentro da esfera ou plano de ataque do
agressor. Tem que estoura a VTR, saindo o mais rápido possível, para A tripulação do lado frio
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desmonta e prestar apoio imediato. Os outros integrantes do grupo tático embarcado


devem sair o mais rápido possível pelo lado quente mesmo. Assumido posições de tiro
usando e inicia o PEEL para combate. Obs, O uso de óculos dentro da VTR, é obrigatório!
Como o operador vai combater com vidro dentro dos olhos?

؇ AUSTRALIAN PEEL, OU SIMPLESMENTE "PEEL" para abreviar, é um tipo de retirada praticada


pela infantaria moderna. Essa tática específica é projetada mais especificamente para situações
em que grupos menores se retire de um combate de uma força muito rápida. Em termos gerais,
é uma retirada inclinada ou diagonal. Começa com uma equipe de atirador enfrentando uma
força maior de inimigos. Uma vez que o contato é realizado, os operadores implementam uma
coluna voltada para o meio do combate. Os atiradores então começam, ou continuam a usar o
fogo de supressão para atrasar o ataque e o avanço do inimigo. Dependendo da direção da
retirada, o penúltimo soldado na extremidade mais distante, oposta à direção da retirada, grita:
"PEEL a direta ou a esquerda, onde o atirador vai girar e correr". Em seguida, o atirador próximo
a ele, no final da coluna, cessa o fogo, abre caminho por trás da coluna em direção ao outro
lado, posiciona-se um metro atrás diagonalmente do soldado mais distante deste lado e retoma
o fogo supressor. Em seguida, o processo se repete com os comandos sendo simplificados para
"PEEL", apenas para significar o início real da tática e continua até que o grupo tenha
desengatado o alvo com segurança.
O movimento oblíquo da tática dá a impressão de um número crescente de atiradores se
juntando ao combate, um movimento psicológico destinado a deter a oposição. O movimento
inclinado também tem a vantagem de manter o campo de tiro aberto. Recuar diretamente para
trás colocaria o soldado muito atrás de seus próprios homens, limitando severamente seu
campo de tiro. Esta técnica de combate se mostra muito eficaz na resposta de uma emboscada
de comboio. Porém, só se o comboio estiver sem possibilidade de segui viagem, se não saia do
local imediatamente. Toda vez que o comboio estiver parado, escabeça segurança de 360
graus, e procure indicações de presença inimiga.

؇ ABRICO E COBERTURA: Todo abrigo protege efetivamente dos disparos, e também PODERÁ
SER uma cobertura, caso quebre o contato visual com o adversário, mas a cobertura JAMAIS,
em hipótese alguma, será um abrigo, visto que na cobertura mesmo sem poder visualizar o
agressor pode atingi-lo.

؇ RECUPERAÇÃO DE VEÍCULO VARIADO: Uma vez que o veículo de escolta parou por avaria, a
equipe bem treinada e prevenida deve ter em seu kit correia, corrente, corda ou cambão para
rapidamente deixar este local. O veículo de recuperação sai puxando o veículo danificado atrás
dele até um local previsto no mapa de faixa/ cartão linear.

؇ TENHA SEMPRE MAIS DE UMA ROTA DE SAÍDA: fórum, hospitais e etc., uma rota de fuga deste
ambiente. Garante que a velocidade dos veículos possa acompanhar o ritmo. A velocidade
deverá ser continua, porém, não em alta velocidade.

؇ PROCEDIMENTOS DE EMBARQUE E DESEMBARQUE: Esses procedimentos podem ser usados


para desmontar quando não estiver em contato, mas na proximidade de pessoas que possam
representar uma ameaça. Embarque /desembarque. A chamada de desembarque é feita pelo
líder do time de reação. Ele sempre manterá a linha de visão com os integrantes do time tático.
A segurança traseira é a única atrás do veículo. O time de escolta deverá funcionar como uma
barreira entre o pessoal civil e os veículos que conduz os presos. Os motoristas só descem em
paradas longas quando for absolutamente necessário.
؇ REAGINDO À EMBOSCADA DO COMBOIO:
Conceitos de contra emboscada: procedimentos de reação a ataque armado proveniente de
uma emboscada. Exige coordenação e resposta rápida da equipe embarcada, em um prazo de 6
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segundos, sobre Pena de não sobreviver a


emboscada.
Quando atacados por fogo indireto, os
veículos continuarão se movendo em um
ritmo mais rápido e passarão pelo ataque, o
veículo do LÍDER DO TIME DE REAÇÃO,
sinalizará o ataque chamando "CONTATO!
CONTATO A DIREITA/ESQUERDA!" Pelo
rádio, embora o sinal não seja necessário é
necessário modular. Quando atacados por
atiradores com fogo massivo. Se o atirador
for avistado, coloque fogo supressivo no

atirador para o veículo da carga sai rápido do


local e em seguida saia rápido também, os
seguranças que abrirão fogo para da
cobertura aos demais. O objetivo não é
abater o agressor, é sair do local!
Este procedimento é valido no ataque dos

ambos os lados.

Se a situação exigir, o combate sendo


impossibilitado de seguir, proteja a carga e
saia para o combate! Ligue para 190 peça
apoio.
A equipe do comboio coordenará todas
as ações pretendidas com o líder da missão
antes da execução de qualquer plano de
ataque ou contra-ataque. Certifique-se de
que nenhum fogo amigo indireto esteja
impactando o objetivo enquanto o flanqueia
(PEEL). Isso garantirá um esforço
coordenado.
Acelere a unidade de marcha para sair da
zona de matança. Se o fogo de emboscada te
der a oportunidade, corra para um ponto de
apoio que está no mapa de faixa/ cartão
linear.
O pessoal do comboio coordenará todas as ações pretendidas com o líder da missão antes da
execução de qualquer plano de ataque ou contra-ataque. Certifique-se de que nenhum fogo amigo
indireto esteja impactando o objetivo enquanto o flanqueia. Isso garantirá um esforço coordenado.
Remova o pessoal ferido dos veículos danificados se houver, desloque os feridos e evacue para o
hospital mais próximo que está no mapa de faixa/ cartão linear. Partindo da formação de arquivo
ou básico, para uma defesa de emboscada do Franco direito e esquerdo.
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؇ REAÇÃO BÁSICA A EMBOSCADA VEICULAR, fogo


de ambos os lados saindo da formação básica.
carro abatedor de segurança que está na frente,
mantém a dianteira tomando o centro da pista,
o segundo carro de segurança protege o ataque
do Franco direito, em quanto o carro com a
carga, segue o primeiro carro, se mantendo no
centro do comboio, realizando um
deslocamento rápido. O quarto carro, que faz a
segurança da retaguarda, protege o franco
esquerdo do carro da carga. O último carro da
retaguarda toma o centro da pista e faz a
segurança da retaguarda. O carro de ambos os
lados da escolta, abre fogo de contenção,
dentro de sua área de responsabilidade, o carro
com a carga continua sobre proteção do
batedor, o último carro da retaguarda faz a
proteção do comboio e abre o fogo.
O confronto: A maior parte das emboscadas,
uns 90%, são feitas frontal e diagonal, seja no
lado do motorista ou no lado do líder. Porém, há
uma preocupação maior em emboscada na
lateral da viatura. Na verdade, há um índice de
estudos que apontam isto. Os ataques ocorrem
geralmente nas entradas de becos, na entrada
de um bairro, quando a VTR, aponta com o farol
alto, ela é logo atingida com vários disparos.
A maior preocupação da escolta é o
deslocamento para um local seguro. Porém, se
houver a necessidade de combater, deve-se
levando em consideração se: se a equipe vai ter
uma reação deliberada ou inopinada, isto
dependerá da previsão do cenário.
ATAQUE FRONTAL A localização da origem da agressão é a
primeira preocupação da equipe que está
sendo emboscada. A distância é outra principal
da equipe que está sendo agredida, a distância
vai influenciar diretamente na sua reação. A
situação do veículo igualmente é muito
importante, se o veículo pode sair do local, se a
equipe está dentro do veículo ou próximo dele,
se tem abrigo próximo do veículo, se o veículo
está barricado ou não, se a ação do PEE vai em
que direção. Obs: o operador de segurança
deve sempre prever um ataque em todo local,
"O ciclo OODA, desenvolvida pelo estrategista
militar e coronel da Força Aérea dos Estados
Unidos, John Boyd, a técnica OODA Loop,
também conhecida como técnica Boyd. OODA
vem do inglês Observe, Orient, Decide, e
Act, significa Observação, Orientar, Decidir e
Agir. O ciclo é responsável por envolver a
relação do tempo de ação entre dois
adversários, e o processos de tomada de
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decisão. O ciclo, possui etapas de feedback que


auxiliam a se adaptar facilmente com mudanças
ATAQUE LATERAL de cenário não previstas e também considera
variáveis externas e suas interações com o
ambiente interno, assim como a influência de
variáveis comportamentais." Uma vez que a
equipe se deixou fechar o ciclo, NÃO HÁ NADA
MAIS A FAZER!
O abandono da VTR, deve ser de forma
inteligente, porém rápido.
A resposta de fogo dos policiais, não deve
ser de qualquer jeito! Levando em conta que o
local pode haver civis, a resposta de fogo dos
policiais deve prever no seu cenário o
envolvimento indireto de transeunte.

As áreas de maior proteção balística em


Veículos São aquelas dotadas de
grande quantidade de material para
conseguir resistir a tiros dos mais
diversos calibres de arma portátil tanto
de baixa velocidade quanto de alta
velocidade, essas áreas são grandes
suficiente para proteger o operador, se
tonando fundamentais para definir o
resultado de um combate, institui zona
verde as partes formadas pelo bloco do
motor, pelo conjunto de suspensão,
freio, roda dianteira e traseira. As peças que compõem essa parte do veículo são feitas dos mais
diversos materiais, a maioria com grande resistência balística, como o ferro e aço, disposto em
diversas camadas ou com formato que colaboram para interromper a trajetória do Projétil, pelo
menos modificar sua trajetória o suficiente para que não atinja alguém que esteja protegido
dessa estrutura.
O bloco do motor oferece como vantagem adicional uma área grande e suficiente para proteger
totalmente o combatente que esteja atrás, a depender da localização do motor da viatura, que
varia de modelo para modelo. Por este motivo a equipe de escolta deve conhecer, e porque não,
treinar estas áreas de proteção.
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São assim reconhecidas pela possibilidade de


oferecer tal proteção ao operador a depender de
algumas condições tais como calibre, ângulo e arma
empregada pelo agressor, as posições relativas do
ângulo e a posição do operador, são estruturas que
contribui para que esta área será considerada
duvidosa. Estas regiões apresentam chapas
metálicas em formato tubular, oferece várias
camadas de materiais, e pode ser eficiente contra
alguns calibres, especialmente de arma curta,
porém muitas vezes não resistem a calibre de alta
velocidade, dotados de maior poder de penetração,
não são em virtude da velocidade, mas também do
formato e construção do projetil.

Apesar de funcionarem como cobertura, as áreas


maiores com quantidade de lataria, não oferece
segurança nem uma para o operador, tais como
porta dianteira e traseira e porta-malas. Uma vez
que mesmo os calibres menores, como o 22 RL, são
capazes de atravessar a chapa metálica que
constitui essa parte e ainda consegue causar danos.
Em casos particulares, pode acontecer de o tiro não
conseguir atravessar uma área sem proteção
balística, porque os componentes internos
existentes nestes casos, constituem nessas
condições, podem ser atingidos. Dentre estes
componentes externos, cita-se alto-falantes,
máquina e trilho de vidro, parafusos, barra de
proteção mecanismo da maçaneta, etc. embora, tais estruturas possa impedir ou desviar a
trajetória dos projetis, a área de proteção por ela oferecida é muito reduzida, a ponto de
operador ter que contar com a sorte para se proteger atrás dela. Outra parte do veículo que não
oferece qualquer proteção balística são os vidros dos automóveis.

• Tiros em vidros. Antes de tratar especificamente sobre tiro em vidro, faz-se necessário entender
o que é vidro, quais são os tipos de vidros e sua característica, para em seguida, compreender
como se dão os resultados dos Tiros nessas estruturas.

• Vidro recozido: é uma única folha de vidro produzido pela fusão da sílica e resfriamento lento.
É o tipo mais comum, apresentando baixo custo de produção, e possível reciclar. Admite-se furos
e Cortes, ao ser fragmentado, gera Cacos grandes com bordos cortantes em ângulos agudo.
Atenção de compreensão na superfície é menor que 30 MPA. O vidro recozido tem, as mais
diversas aplicações, tais como janelas residenciais e comerciais e utensílios como, copos e
garrafas. Em veículo esse tipo de vidro não é atualmente empregado, em virtude das
probabilidades mais adequada dos vidros temperados e laminados, entretanto, por ser o tipo
mais simples, é aqui mencionado por questão didática especialmente para explicar como se dá
o fenômeno do tiro nos vidros e os seus efeitos.
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؇ Vidro temperado: É uma única folha de vidro produzida pela fusão da sílica com resfriamento
rápido e homogêneo. Apresenta custo mais alto do que o vidro recozido, não sendo reciclável e
não admitindo furos e Cortes. Ao se fragmentar Cacos pequenos e com bordos em ângulos retos
menos cortantes, que aquele gerados pelo vidro recozido, motivo pelo qual muitas vezes o vidro
temperado é chamado de vidro de segurança. Atenção de compreensão na superfície é maior
do que 60 MPA.
OBS. Uma característica importante dos vidros temperados é a fragmentação total da lâmina
(estilhaçamento), mesmo em pontos distantes da aplicação da força. Isso ocorre pela quebra de
sua estrutura cristalina em virtude da transmissão da onda de choque por toda a sua estrutura.
Esse estilhaçamento faz com que o vidro não consiga se sustentar, a não ser que sejam mantidos
unidos por uma película de segurança, denominada comercialmente como insulfilme.
As aplicações dos vidros temperados são ainda mais variadas que as dos vidros cozidos. Nos
veículos automotores os vidros temperados, são empregados tanto nas laterais quanto nas
traseiras. O emprego desses vidros, em detrimento dos recozidos. Justifica-se pela segurança
decorrente do estilhaçamento do vidro temperado em vários pedaços menores e de bordas
menos cortantes que os gerados pelo recosido, acarretando o maior segurança aos ocupantes
do veículo em caso de colisão.

؇ Vidro laminado: É formado por duas folhas de vidro recozido com uma folha de PVB (polivinil
butiral) entre elas. O PVB é um polímero borrachoso, com 0,76 mm de espessura, que tem o
mesmo índice de refração do vidro - o conjunto "cola" em autoclave (P e T). Possui custo mais
alto do que o vidro recozido ou temperado e quase não forma cacos, pois a película de PVB
mantém os fragmentos Unidos. A tensão de compressão na superfície é maior que 60 MPA. O
vidro blindado nada mais é que um laminado com diversas camadas de vidro e materiais visando
conferir resistência à lâmina, tais como o PVB, Poliuretano e o policarbonato. Apesar de ter várias
aplicações, como janelas de segurança residenciais e comerciais, a principal aplicação dos vidros
laminados ocorre nos veículos automotivos, especialmente no para-brisas, e justifica acima de
tudo, pela segurança em caso de quebra, uma vez que os fragmentos gerados quase não se
despendem da película, além de apresentar maior resistência ao impacto de pedras e detritos,
que podem atingir o veículo tanto ao trafegar quanto em virtude de um arremesso, intencional
ou não.

• Fraturas em vidros: Quando o projétil se choca com o vidro é gerada uma onda
transmitida pelo corpo do material de intensidade suficiente para romper a estrutura,
produzindo uma danificação. O padrão de dispersão dessa onda e da consequente Fratura concêntrica
danificação vai depender do ângulo de incidência do projétil. No caso de incidência
perpendicular, o padrão de dispersão da onda se dará de forma mostrada na figura.
Será possível perceber que a danificação que o projétil Aplicação da força Fratura Radial
produzirá na superfície terá característica bastante
semelhante ao padrão. Essa propagação da onda de choque no vidro faz com que a
danificação gerada pelo projétil possua um orifício de diâmetro menor na face de
Fratura concêntrica
impacto e maior na face oposta, resultante da propagação dessa onda.

• Fraturas radiais: A transmissão da onda de choque no vidro em decorrência de um


impacto forte o suficiente para provocar o seu rompimento dá-se de maneira Radial a partir do
ponto de aplicação da força ponto Portal motivo, a primeira solução de continuidade formada
será uma fratura no sentido de propagação da onda de choque, ou seja, Radial. Ainda, a Gênese
da fratura ocorrerá na face oposta ao tiro, pois, pelo sentido da aplicação da força, esse é o lado
submetido a maior tensão. As fraturas radiais não se cruzam porque, no momento em que a
primeira é gerada, a onda de choque que produziu a segunda não é mais transmitida, uma vez
que não se propaga pela fratura.
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• Fraturas concêntricas: As fraturas radiais dividem o vidro em fatias formadas entre elas, que são
empurradas no sentido do Tiro ainda pela inércia residual resultante do impacto. Isso ocorre até
se atingiu o ponto de ruptura do vidro que desta vez ocorrerá de maneira transversal as fraturas
radias.

• Deflexão da trajetória: Vimos na figura, como se dá a


propagação da onda de choque no vidro ao ser atingido
pelo projétil. Na imagem, a coincidência do projétil era
perpendicular o plano do vidro, que essa onda de Resistência
choque se dispensará de maneira homogênea. Com isso, oferecida pela
o projétil não sofre alteração significativa de trajetória região integra.
Eixo original da trajetória
após o impacto. Já se a incidência foi oblíqua, o padrão
de deformação, tanto do vidro quanto do próprio
projétil, não será homogêneo, podendo ocasionar Trajetória após o impacto
alteração na trajetória do projétil, a ponto de alcançar
desvios significativos. Aqui, o comportamento do Região
projétil após o impacto dependerá de diversos fatores, fragilizada
dentre eles a inclinação, a resistência e o tipo de vidro, Eixo perpendicular
bem como também o formato, o calibre, a velocidade e ao plano do vidro
o material que a constituiu. Com isso, não é possível estabelecer uma regra geral para o
comportamento dos projetos ao atingirem o vidro, a não ser a chamada balística do Caos, o
termo brilhantemente idealizado pelo Delegado João da Cunha Neto, renomado autor e
estudioso em Balística, demonstrando e muitas vezes é impossível conjurar e prever
precisamente os resultados e os efeitos dos estilos para todos os cenários possíveis. Um dos
fatores que pode ser analisado para se entender pelo menos algumas situações de tiro em vidros
é o tipo de projétil, se ogival ou expansivo. No caso dos projetos hoje vais, a maioria resistência
à deformação dessa configuração faz com que o projétil se mantenha mais íntegro ao se chocar
com o vidro. Assim, a região fragilizada gerada no primeiro ponto de toque funciona com um
caminho mais fácil a trajetória do projétil do que a parte do vidro que ainda está e, portanto,
mais resistente, “empurrando" o projeto em direção à região fragilizada e determinando uma
alteração da sua trajetória, no sentido de aproximá-la do plano perpendicular do vidro.

• Tiros na lataria: A maior área do veículo é composta pela lataria que, embora seja feita de
chapas metálicas, apresenta uma resistência balística desprezível, já que tais chapas são de
estrutura muito fina. Como já abordado nesse mesmo capítulo, o veículo apresenta um
esqueleto de estrutura metálica que torna alguns pontos relativamente resistentes ao Impacto
de projetos a depender do calibre e da configuração do projétil. Não obstante esses fatores, em
determinadas condições, especificamente nos tiros com incidência oblíqua, a lataria do veículo
pode contribuir não para a interrupção do projétil, mas sim para o desvio da sua trajetória, de
forma que é fundamental que o operador conheça esse efeito de modo a tornar as melhores
decisões relativas ao combate veicular. Para compreender como se dá a modificação da
trajetória do projétil, inicialmente se faz necessário compreender os princípios físicos que a ela
relacionados, o que será exposto a seguir.

• Incidência oblíqua de projéteis na lataria: Em superfícies maleáveis


como é o caso de metais pouco espessos, a deformação do material
também obedece ao padrão. Entretanto a fragmentação do material
não acontece justamente em função da sua maleabilidade, uma parte
do material é empurrado para fora formando um pequeno disco
metálico que pode ser encontrado no local. Observe -se também as
bordas da chapa metálica São investidas do lado de entrada evertida do
lado de saída do projetil.
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• Análise vetorial do impacto oblíquo de projeteis: Os impactos oblíquos e PaFs apresentam


características que permitem distingui-los dos impactos frontais. Nos impactos frontais, toda a
competência de força do projétil é aplicada perpendicularmente ao plano, maximizando a
capacidade de transfixação desse projétil. Nos impactos oblíquos, ocorre a decomposição da
força de impacto em duas componentes, seno uma perpendicular e a outra paralela ao plano.
Dessa forma, a medida do ângulo de incidência diminui a componente ver particular ou plano
diminui também e, com isso, a capacidade de intensificação do suporte é reduzida, justamente
porque a parte da força destinada a força ao alvo é de componente perpendicular. Por outro
lado, a força que é aplicada paralelamente ao plano se torna maior com a redução do ângulo
incidência colaborando para o desvio da trajetória do projeto.

• Ângulo crítico e ricochete de tiro


A medida que o ângulo de incidência
do projétil diminui, a componente
perpendicular ao plano também
diminui e a componente horizontal ao
plano aumenta. Esta redução do
componente horizontal pode ser em
tal intensidade que será incapaz de
produzir a transfixação do suporte atingido pelo projeto, de forma que ele não conseguirá
penetrar, ocasionando o ricochete de tiro. O ângulo de incidência para que esse fenômeno
ocorra, é denominado ângulo crítico, dependerá de diversos fatores, dentre eles a dureza e a
composição do suporte, e a dureza e a composição a velocidade e o formato do projétil. Toda
superfície está sujeita ao ricochete de tiro, desde que as mais duras até as mais macias. Até
mesmo para as dos líquidos há um ângulo critico, que será aquele em que o componente
perpendicular ao plano será incapaz de vencer a tensão superficial do liquido.
Análise precipitada, pode conduzir a impressão equivocada de que o ângulo da saída do
ricochete, será o mesmo que o ângulo de incidência do projétil. Tal raciocínio baseia-se nos
princípios da ótica e da colisão perfeitamente elástica, no caso dos impactos, os projetis não são
válidos uma vez que projetam mais superfícies formam o sistema não conservativo com perda
de energia por deformação, de maneira que as leis da Ótica e da colisão perfeitamente elásticas,
não se aplicam. Na superfície mais
rígida e, a tendência é que o ângulo
de saída do ricochete, CG menor que
o ângulo de incidência do projétil.
Isso se deve ao fato de que uma
parcela considerável da energia
despedida na deformação do projétil
de forma que a parcela residual na
componente perpendicular será
consideravelmente menor que a parcela do impacto desse mesmo componente. Aplicando esse
raciocínio no combate veicular, destaca-se o risco do ricocheiro sobre veículo demonstrando
que em hipótese alguma recomendado optar por combate debaixo do veículo, Principalmente
se o operador estiver deitado, ainda é fundamental utilizar o conjunto de roda como uma abrigo,
uma vez que o mesmo combatente, em pé é possível ser atingido por um tiro nos membros
inferiores, que seria proveniente da deflexão do projeto no piso já na superfícies mais macias,
combinadas com os projéteis rígidos e encamisados, é possível o policial obtenha ângulos de
saída até mesmo maiores que o ângulo de incidência uma vez que o projétil é o danificar
superfície ou faz de maneira que se forma um campo na região de saída da escalavradura,
direcionando projétil em ângulo mais aberto do que a sua própria entrada. No combate veicular,
isso se aplica nos tiros angulares na lataria do veículo que, ao deformar, reflete o projétil no
ângulo de saída maior do que o ângulo de entrada.
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• Tiro no tanque de combustível


O clichê hollywoodiano da Explosão do veículo
atingido por tiros ainda Povoa o Imaginário da maioria
das pessoas. Acredita-se que o projétil atingindo o
tanque de combustível provocará a explosão do
veículo ou então, mesmo que não resulte a explosão,
que o vazamento de gasolina no chão poderá gerar um
incêndio caso o piso seja atingido por um projétil, para
entendermos se isso é possível ou não, precisamos
saber que na maioria dos veículos automotores o
tanque localiza-se na parte inferior do banco traseiro.
Tal localização é relativamente vulnerável a tiros, uma vez que, conforme visto não apresenta
qualquer anteparo que ofereça a resistência balística suficiente para impedir que o tanque seja
atingido. Para entender o tema iniciamos estudando Triângulo do Fogo, que mostra quais são
os elementos necessários para que haja a combustão. Aplicando um triângulo do fogo na
situação do tiro no tanque, é possível perceber que as condições oferecidas por essas
circunstâncias, não são suficientes para gerar fogo, muito menos uma explosão. O primeiro
elemento necessário para haver fogo, é o combustível, realmente no tanque há combustível de
sobra para gerar fogo, porém, ele sozinho não é suficiente, pois se faz necessário o comburente
que é o oxigênio e a fonte de calor.

؇ PRINCÍPIOS BÁSICOS DE CONSCIÊNCIA DO CONDUTOR


• O que é direção defensiva?
Direção defensiva é, de acordo com o manual do Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), a melhor maneira de dirigir e se comportar no trânsito. É a possibilidade de um
condutor reconhecer antecipadamente as situações de perigo, prever suas consequências e
estar preparado para tomar decisões que protejam os ocupantes dos veículos e os demais
usuários da via.
• São três os mais comuns: defensiva, ofensiva e evasiva. Esta última, evasiva, é o tipo de direção
em casos de emergência, como acidentes de trânsito ou situações perigosas, como emboscadas
ou sequestros. Esse tipo é muito aplicado por veículos responsáveis por escolta.
• A direção ofensiva é utilizada nos casos em que é preciso agir para evitar alguma situação como
uma perseguição. Essa forma de dirigir não é indicada para motoristas comuns e é amplamente
adotada por policiais.
• Técnicas de Controle do veículo: Uma “dinâmica do veículo” é qualquer condição que afete a
trajetória de um veículo em movimento. Um motorista que entende os efeitos das entradas do
veículo (freios, acelerador, direção) e emprega técnicas adequadas mantém um controle mais
preciso do veículo. Um número significativo de colisões envolvendo pessoal de plantão ocorre
durante a operação de veículos em baixa velocidade, principalmente em estacionamentos ou ao
dar ré. Muitas dessas colisões envolvem objetos fixos ou estacionários. Entender a posição e o
tamanho do veículo conforme ele contorna os obstáculos minimizará o potencial de colisões em
baixa velocidade e posicionamento do veículo.
• Colocação de veículo: Colocar o veículo na posição mais vantajosa em antecipação à próxima
manobra de conversão.

• Visão/Ponto Focal/Visão Aguda/Visão Central:


O corpo reage naturalmente na direção em que os olhos estão olhando. Para navegar com
sucesso nos exercícios de baixa velocidade, o motorista precisa focar sua atenção na direção que
deseja que o veículo siga. Isso é mais comumente referido como ponto focal, mas também pode
ser referido como visão aguda ou visão central. Uma vez que um motorista atinge seu ponto
focal que requer uma entrada do veículo, ele deve mudar seus olhos para o próximo ponto focal
e planejar sua próxima manobra.
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Muitos alunos têm dificuldade em completar o exercício de baixa velocidade como resultado de
um ponto focal inadequado (ou seja, olhar para o lugar errado na hora errada).

• A passagem da roda traseira


Ao dirigir para a frente, as rodas traseiras seguirão um
caminho dentro das rodas dianteiras quando o veículo
estiver girando. “Trapaça da roda traseira” ocorre sempre
que um veículo sai de um caminho reto. A gravidade da
trapaça da roda traseira é diretamente proporcional ao
grau da curva tentada e à distância entre eixos do veículo.
Quanto mais longa a distância entre eixos, mais grave é a
trapaça da roda traseira. Por exemplo, a maioria dos
motoristas observou que os operadores de um caminhão
ou ônibus longo compensam a trapaça da roda traseira
virando amplamente em uma curva para evitar que a roda
traseira salte o meio-fio. Para evitar a colisão da roda
traseira, vire amplamente e tarde o suficiente para
permitir espaço para as rodas traseiras ultrapassarem o
obstáculo. Ajuste a posição da pista para a parte externa da estrada antes de virar para permitir
espaço para as rodas traseiras contornarem sem bater em um obstáculo. O eixo traseiro é o
ponto de pivô do movimento de giro do carro. Em uma área confinada, o motorista deve
prosseguir em linha reta até que o eixo traseiro esteja alinhado com o obstáculo ou curva antes
de virar.

• Balanço frontal:
O corre quando o motorista gira o volante enquanto dá ré. Quando o volante é girado, a
extremidade dianteira do veículo gira para fora da curva. Isso é comumente referido como
balanço frontal. Quanto mais o volante for girado, mais longe a extremidade dianteira balançará.
Lembre-se, o eixo traseiro é o ponto de pivô do movimento de giro. Este balanço frontal pode
causar uma colisão se o motorista não permitir espaço suficiente. Ao dar ré e virar em áreas
confinadas, é importante posicionar o veículo mais próximo do interior da estrada disponível na
direção em que o veículo deve virar. Vire o veículo não mais do que o necessário para realizar a
manobra. Isso minimizará o balanço frontal e reduzirá o potencial de colisão.
Se o tempo permitir, os motoristas devem considerar estacionar seus veículos em uma posição
de estacionamento apropriada ao chegar.
• Avanços técnicos (por exemplo, câmeras de ré, sensores) podem ajudar a identificar perigos na
retaguarda, minimizando assim o potencial de colisões de ré. Este equipamento não deve ser
usado como indicador primário de perigos na retaguarda.
Ao retornar a um veículo estacionado, faça uma verificação visual para possíveis perigos ao redor
do veículo.
• Cintos de segurança: O uso do cinto de segurança reduz os ferimentos causados pela força de
uma colisão. Os cintos de segurança reduzem a força do impacto no corpo. O uso do cinto de
segurança ajuda os ocupantes do veículo de várias maneiras: O efeito de descida é criado
quando o cinto de segurança se estica para permitir que o corpo desacelere em um ritmo mais
lento. O cinto de segurança evita que a cabeça e o rosto do usuário batam em objetos, como
volante, para-brisa, painel, outros equipamentos de aplicação da lei ou outros ocupantes. O
cinto de segurança distribui amplamente a força de parada nas partes fortes do corpo. Os cintos
de segurança evitam que os ocupantes do veículo sejam ejetados do veículo durante uma
colisão. Os cintos de segurança ajudam o motorista a manter o controle do veículo, diminuindo
assim a possibilidade de uma colisão adicional. Os cintos de segurança devem: Ser usado nos
quadris e na área pélvica, não na barriga. Ser ajustado para ser confortável em todo o corpo para
evitar lesões internas e proporcionar segurança e conforto. Benefícios do uso do cinto de
segurança: Os cintos de segurança provaram ser a forma mais eficaz de proteger os ocupantes
de ferimentos graves ou morte. Estudos do POST sobre colisões de trânsito em serviço revelam
que os cintos de segurança são eficazes na redução de lesões graves e fatalidades . Os policiais
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devem ter uma rotina antes de dirigir que inclua a fixação do cinto de segurança. Durante uma
resposta a uma chamada de emergência ou durante uma perseguição, é difícil colocar o cinto
de segurança. Remoção tática do cinto de segurança (TSR) refere -se a como e quando o cinto
de segurança é removido. Para segurança do policial, o cinto de segurança deve ser desengatado
e retraído quando o veículo estiver parando em um local que possa exigir atividade policial.
• Manutenção de veículos: O oficial que dirige a unidade está em melhor posição para fornecer
informações completas que podem ajudar um mecânico a manter adequadamente a frota de
veículos. Isso pode incluir relatar qualquer coisa, desde ruído e vibração incomuns do motor até
a verificação da pressão do ar nos pneus. Infelizmente, alguns policiais falham em relatar e ssas
coisas ou as ignoram completamente. Esta prática leva ao aumento dos custos de manutenção
do veículo, pode levar a ações disciplinares e, mais importante, acaba por comprometer a
segurança do pessoal que utiliza o veículo. Inspeção do veículo antes do turno O oficial de
direção deve ser responsável por inspecionar o veículo de aplicação da lei antes de colocá-lo em
serviço. Isso garantirá que o veículo esteja em condições seguras de operação. A inspeção não
precisa ser um projeto demorado. Os policiais devem desenvolver um sistema que permita uma
verificação completa do veículo de aplicação da lei. É responsabilidade de cada oficial garantir
que o veículo esteja em condições seguras de operação no início e no final de cada turno.
Qualquer irregularidade no desempenho do veículo deverá ser imediatamente comunicada por
escrito e, se necessário, o veículo retirado de circulação. Uma verificação pré -operacional deve
incluir, mas não se limitar ao seguinte: Aparência geral do veículo: Uma inspeção visual do
veículo pode revelar molas quebradas, barras de torção, barras estabilizadoras ou mesmo
pressão insuficiente dos pneus. Se o carro parecer inclinado para um lado, isso pode indicar que
algo no sistema de suspensão está quebrado ou inseguro.
Saindo da base: Ouça os sons incomuns no carro. Uma pastilha de freio a disco gasta pode fazer
um som metálico de raspagem quando a roda gira. Um som de clique rítmico pode sinalizar
porcas soltas ou uma roda quebrada. Selecione uma área segura na primeira oportunidade e
gire suavemente o carro para frente e para trás algumas vezes a40–50 KM/H. A transferência de
peso lateral pode permitir que um rolamento de roda gasto ou ruído de componentes de
suspensão quebrados sejam ouvidos. Verifique a direção quanto a folga excessiva, desvio do
veículo ou tração para o lado. Faça uma parada limite a partir de50 KM/H para verificar a eficácia
do freio e se os freios não puxam excessivamente para um lado. Lembre -se de que os freios frios
podem operar de maneira diferente do que depois de aquecidos.

• Exercícios
As dimensões deste descrito neste manual são baseadas no carro de pequeno porte. A realidade
dentro da frota de veículos da instituição deverá ser levada em consideração o tamanho e o
peso da viatura para os exercícios, a colocação dos cones e a pista de treino. O motorista de
comboio deve manter uma rotina de treino.

• Ao dirigir para frente: Sentar-se ereto no banco com os quadris apoiados


no encosto do banco. Mãos posicionadas confortavelmente em cada lado
do volante nas posições 8 e 4. A perna e o pé esquerdos apoiarão o corpo
nessa posição. A bola do pé direito está no pedal do acelerador com o
calcanhar no chão.
• Ao dirigir em marcha à ré: Use um dos métodos de direção reversa aprovados. Vire no banco
colocando a mão direita no assento ou sobre o banco do passageiro com a mão esquerda na
posição de 12 horas no volante. Gire o assento enquanto mantém as duas mãos no volante. A
perna e o pé esquerdos apoiarão o corpo nessa posição. Será demonstrada a utilização
adequada do cinto de segurança. A atenção visual para a retaguarda durante a ré será enfatizada
até que o veículo pare completamente. O primeiro exercício é feito em velocidade lenta para
que cada manobra e técnica possam ser discutidos. Uma segunda demonstração consiste em
dirigir o percurso em velocidades normais de treinamento.
ANTES DA OPERAÇÃO DESTE EXERCÍCIO DE TREINAMENTO, A EQUIPE DE INSTRUÇÕES DEVE
REVISAR AS DIRETRIZES DE SEGURANÇA PÓS-TREINAMENTO DE CONDUTORES.
Frequentemente, os motoristas de veículos de emergência são obrigados a executar
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

movimentos de curva precisos enquanto dirigem para frente ou para trás. Esses movimentos
de giro podem ser necessários em condições restritas.
• A faixa de deslocamento é projetada para simular alguns dos seguintes:
Mudanças de faixa em trânsito intenso.
† Mudanças de faixa de emergência.
† Recuo em estacionamentos ou entre prédios.
† Manobrar em áreas congestionadas, por exemplo, vielas, calçadas, becos sem saída, etc.
† O motorista deve estar ciente das dimensões do veículo para determinar a relação do
veículo com a via e o ambiente circundante. As distâncias entre os para-choques dianteiro
e traseiro e os obstáculos devem ser conhecidas ao se mover com espaço restrito.
† As distâncias entre as laterais do veículo e quaisquer outros obstáculos devem ser
constantes preocupação.
É imprescindível conhecer a localização das rodas e a direção em que as rodas dianteiras são
pontiagudas.
As rodas não estão nos quatro cantos do veículo. Há um chassi dianteiro e traseiro definido
saliência que deve ser considerada ao virar.
Ao avançar e se aproximar de uma área restrita, o motorista deve estimar a largura da área a
ser percorrida em relação à largura do veículo patrulha.
† O motorista deve determinar se o veículo pode passar com segurança por esta área.
† Em caso de dúvida – pare o veículo!
† A percepção de profundidade e a consciência visual são importantes.
• Descrição do campo: O campo está em uma área pavimentada de aproximadamente 200' de
comprimento e 20' de largura.
† A pista tem 150' de comprimento com uma área de partida e parada de 25–75'.
† A raia tem 9'6” medida a partir das bordas internas dos cones em ambos os lados da raia.
† Delineadores e cones são usados para delinear o percurso.
Como opção, um delineador pode estar localizado atrás do veículo na posição inicial 25–75' de
a entrada para o padrão de cone.
Este exercício é dividido em duas fases, dirigindo para frente e dirigindo para trás.
Comece com o banco do motorista e o cinto de segurança devidamente ajustados. A ênfase
deve ser colocada nos alunos usando a menor quantidade de entrada de direção, o que
minimizará a trapaça da roda traseira, a transferência de peso e o balanço dianteiro.

• Dirigindo para frente: avance, acelerando suave e rapidamente até aproximadamente 25 KM/H
e mantenha a velocidade. Entre na faixa do lado direito extremo da estrada antes de virar à
esquerda virar. Um movimento de conversão à esquerda é feito, direcionando o veículo para a
primeira abertura e em direção técnica. A parte compensada da estrada.
Nota: Enfatize a posição da estrada, ou seja, utilizando toda a estrada disponível.
† À medida que o veículo entra na parte de deslocamento, o volante é gradualmente virado
para a direita, fazendo uma transição do movimento inicial de giro à esquerda para um
movimento de giro à direita.
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† Quando o veículo sair da primeira abertura, dirija-se para o lado esquerdo da faixa
desviada para estar na posição adequada da estrada para a próxima curva à direita.
† Em seguida, é feito um movimento de giro à direita, direcionando o veículo para a segunda
abertura no final do exercício. À medida que o veículo entra novamente na faixa de
rodagem original, o volante é girado suavemente para a deixei. O veículo sairá da segunda
abertura e continuará se movendo para o lado esquerdo do percurso em 32
CONSCIENTIZAÇÃO DO CONDUTOR PARTE I antecipação do balanço frontal para a direita
ao recuar.
† O veículo continua até o final do percurso e é parado utilizando a frenagem adequada
técnica.
Nota: Enfatize a posição da estrada, ou seja, utilizando toda a estrada disponível.
• Dirigindo para trás: O seletor de marchas é colocado em marcha à ré.
† A percepção visual para trás será obtida virando-se corretamente para a direita no
assento e direcionando a visão através da janela traseira, utilizando espelhos retrovisores
ou utilizando a câmera de ré. O tipo de veículo e as condições de direção ditarão o método
usado.
† O veículo se moverá para trás na faixa com uma posição de estrada que compensará o
front-end balaço.
† O veículo dará ré logo acima da velocidade de marcha lenta.
† À medida que o veículo recua na faixa, um leve movimento de conversão à esquerda é
iniciado, apontando o veículo em direção à primeira abertura.
† À medida que o veículo entra na abertura, o delineador direito (lado do passageiro) na
abertura é usado como um ponto focal.
† O veículo passa o mais próximo possível do delineador durante esta transição da esquerda
transformando o movimento em um movimento de giro à direita. À medida que o veículo
sai da primeira abertura, vire para o lado direito (lado do passageiro) da faixa desviada
em antecipação ao balanço dianteiro para a esquerda na próxima abertura.
† À medida que o veículo entra na segunda abertura, o delineador esquerdo (lado do
motorista) na abertura é usado como ponto focal e o volante é girado suavemente para a
direita.
† O veículo passará o mais próximo possível deste delineador durante a transição da direita
para a esquerda movimento de giro.
† À medida que o veículo sai da segunda abertura, vire para a esquerda até que o veículo
esteja reto e centralizado na faixa para sair do exercício.
† A desaceleração não ocorre até que o veículo esteja completamente fora do exercício.
† O veículo continua até o final do percurso parando.
† A percepção visual para trás será mantida até que o veículo pare completamente.
Nota: Enfatize que ocorre um atraso na resposta da direção ao dirigir em ré. As rodas que estão
fazendo a curva estão atrás do motorista e não na frente do motorista. Isso requer entrada de
direção mais cedo do que quando se desloca para frente.

EXERCÍCIO DE MANOBRA DE VOLTA


• Introdução: Os motoristas de veículos de emergência muitas vezes são obrigados a executar
manobras rápidas de retorno para mudar a direção da viagem. Exemplos de quando uma
manobra de retorno pode ser necessária incluem:
• Um veículo suspeito é observado trafegando na direção oposta.
• Uma chamada de emergência é recebida na direção oposta.
O motorista observa um incidente que requer investigação e deve dar a volta para retornar à
direção oposta com rapidez e segurança.
Os movimentos de viragem nunca devem ser feitos até que o motorista tenha uma visão
completa dos arredores.
† Tráfego em sentido contrário e velocidade
† Use espelhos para verificar se há veículos a seguir.
† Olhe por cima do(s) ombro(s) para verificar pontos cegos, calçada, pedestres, bicicletas,
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carros estacionados, etc.


Nota: enfatize que um grande número de colisões de trânsito evitáveis ocorre quando os veículos
estão dando ré a menos de 20 km/h.
• Descrição do percurso: O percurso consiste em três
movimentos giratórios usando métodos de giro de três
pontos.
† O campo está em uma área pavimentada nivelada com
125' de comprimento e 34' de largura. Os cones de
trânsito estabelecem uma estrada de 125' de
comprimento com dois aventais de entrada de
automóveis.
† Os dois aventais da entrada de automóveis estão no
mesmo lado da estrada, com 10' de largura, 8' de
profundidade e 60' de distância.
† Isso simula uma rua residencial normal com calçadas
estreitas.

؇EXERCÍCIO DE VIRADA DE BOTLEG

• Introdução: Os motoristas de veículos de emergência são


frequentemente obrigados a fazer manobras de retorno.
Nota: Uma grande porcentagem de colisões de tráfego
ocorre abaixo de 20 km/h durante a ré.
Descrição do percurso: O percurso consiste em uma estrada
interceptada por uma entrada de automóveis em ângulo
reto.
Seguindo em frente: O veículo é conduzido com uma
aceleração constante a uma velocidade de10 a 20 KM/H e
entra e sai dos delineadores, fazendo uma série contínua de
curvas em “S” enquanto utiliza o método de direção
aleatória adequado. O posicionamento do veículo ao passar
de um delineador para outro deve fornecer folga suficiente
para compensar a falha da roda traseira para evitar bater
nos delineadores. O julgamento das distâncias pode ser
mais difícil durante o pico no lado direito do veículo devido
ao fato de que os delineadores estão mais distantes do
motorista. Na extremidade oposta do percurso, o veículo
deve ser conduzido o mais para a frente possível na vaga de
estacionamento e o mais próximo possível do lado
apropriado em preparação para a oscilação frontal ao dar
ré.
• Dirigindo para trás: A percepção visual para trás será obtida
virando-se corretamente para a direita no assento e
direcionando a visão através da janela traseira, utilizando
espelhos retrovisores ou utilizando a câmera de ré. O tipo
de veículo e as condições de direção ditarão o método
usado.
† O aluno deve estar ciente do balanço frontal ao sair do
estacionamento.
† O veículo é conduzido em marcha lenta,
aproximadamente 10 KM/H enquanto entra e sai dos
delineadores.
† A roda traseira interna deve estar mais próxima de cada
vértice durante a ré (ou seja, a mesma roda quando se
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desloca para frente).


† Na extremidade oposta do percurso, o veículo
deve ser conduzido o mais para trás na vaga
de estacionamento e o mais próximo possível
do lado apropriado, em preparação para a
trapaça da roda traseira ao sair.
† Continue olhando para trás até que o veículo
pare completamente.
Nota: O corre um atraso na direção ao viajar em
marcha à ré.
As rodas que estão fazendo a curva estão atrás do
motorista e não na frente do motorista. Isso requer
entrada de direção mais cedo do que quando se
desloca para frente.

• Exercício de técnicas de controle de veículos

O exercício é dividido em uma operação de duas


fases. Na Fase Um, o veículo é conduzido para a
frente ao longo do percurso. Na Fase Dois, o veículo
é dirigido em marcha à ré, dando ré no percurso.
Dirija o veículo a uma velocidade constante
(mínimo de 25 KM/H) enquanto fornece
entrada/recuperação de direção mínima e
consistente que permite uma operação suave do
veículo. O veículo avança pelo percurso usando as
técnicas de controle adequadas. A trapaça da roda
traseira e os efeitos do rodízio ao dirigir para a
frente são explicados ao motorista.
• As técnicas de controle do veículo enfatizadas são:
† Direção,
† Aplicação do acelerador
† Frenagem
† Posição na estrada
† Transferência de peso,
† Julgamento rápido (consciência situacional)
No final da área de direção, o veículo será parado completamente , enquanto enfatiza firme para
aplicação de freio leve para transferência de peso controlada.
Utilizando a posição de assento adequada, o aluno dará ré com o veículo durante o percurso
usando técnicas de controle adequadas. O balanço frontal e os efeitos negativos do rodízio
durante o recuo são explicados ao aluno motorista.
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• Exercício de estrada “T”


• A abordagem: A posição da estrada na estrada de
acesso é crítica antes do movimento de conversão à
esquerda na entrada da calçada.
† Olhe e planeje com antecedência.
† Para virar à esquerda, entre pelo lado direito da
estrada.
† Mantenha a velocidade baixa para garantir
segurança e controle.
† As áreas de manobra apertadas exigem velocidades
mais lentas.
† O aumento da velocidade aumentará o raio da
curva.
† A posição da estrada na entrada da entrada
também é importante.
† Configure posicionando o veículo à direita para permitir a trapaça da roda traseira durante
a esquerda vire para o topo da entrada de automóveis.
• Dirigindo dentro da entrada “T”: A precisão da direção no topo do “T” da entrada é importante:
† Pode ser necessário endireitar brevemente as rodas na boca do “T”. Ju lgamento da
distância frontal.
† Deixar espaço suficiente para que o para-choque dianteiro vire à esquerda sem bater em
cones.
† Endireite as rodas dianteiras do veículo no topo do “T” antes de chegar a uma Pare.
• Apoio dentro do topo do “T.”
† Olhe para trás o tempo todo ao dar ré.
† Dirija suavemente o veículo e volte para o canto direito e paralelo ao “T” na extremidade
oposta, permitindo a posição adequada na estrada para sair do exercício.
• Sair do “T.”
† A posição da estrada ao sair da entrada também é importante.
† Configure mantendo o veículo posicionado o mais à direita possível durante a saída
manobra para permitir a trapaça da roda traseira.
Pode exigir um leve endireita mento das rodas assim que o veículo sai da boca do “T” e em
seguida, vire à esquerda para entrar na estrada.

؇EXERCÍCIO DE ESTRADA ANGULAR


GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

• Introdução: Durante as situações de


patrulhamento de rotina, muitas vezes o
motorista é obrigado a manobrar um
veículo dentro de áreas limitadas, tanto
para a frente quanto para trás. Uma
grande porcentagem de colisões de
trânsito e danos corporais a veículos de
emergência ocorre nessas situações. Este
exercício fornece uma situação em que o
motorista pode adquirir conhecimento e
experiência para lidar com essas
circunstâncias.
• Descrição do percurso
• O percurso representa uma entrada
de automóveis perpendicular a uma
rua simulada da cidade, com 10
metros de largura.
• A entrada da garagem tem 3' de
largura e 9' de comprimento
conforme delineado por cones e
delineadores.
• Os primeiros 3' da entrada são retos, com
os 6' restantes em aproximadamente 35
graus ângulo para o lado do motorista.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇EXERCÍCIO DE ESTRADA “Y”


A abordagem: A posição da estrada na estrada de aproximação
é crítico antes do movimento de conversão à esquerda na
entrada da garagem.
† Olhe e planeje com antecedência.
† Para virar à esquerda, posicione-se bem no lado direito da
estrada.
Reduza a velocidade para manter o controle do veículo.
A área de manobra limitada requer velocidade mais lenta.
Velocidades mais altas aumentarão o raio da curva.
A posição da estrada na entrada da garagem é importante.
Configure bem à direita e perto do delineador para uma curva
à esquerda na parte superior da entrada do automóvel. Isso
compensará a trapaça da roda traseira durante a curva à
esquerda.
• Dirigir dentro da entrada “Y”: Fique perto do lado direito em
antecipação ao balanço frontal enquanto recua. Puxe
totalmente para a frente, mantendo-se próximo ao lado direito
e, em seguida, pare.
Recuando na parte superior do “Y”: Dirigir suavemente o veículo para trás, girando em torno
do delineador com a mão do passageiro roda traseira lateral. Continue a recuar o veículo para o
topo do “Y” no lado oposto enquanto permite posição de estrada adequada para configurar para
sair da boca do "Y". Velocidades mais altas aumentarão o raio da curva. O veículo deve parar
completamente, paralelo à borda superior do “Y” e com um margem suficiente entre o para-
choque traseiro e o final do “Y”.
• Saindo do “Y”: Evite ficar muito perto dos cones do lado do motorista do carro. Evite aceleração
excessiva, o que aumentará o raio de viragem e poderá fazer com que o veículo cones de
impacto no lado do passageiro do veículo. Ao sair da boca do “Y”, tente ficar perto dos cones do
lado direito para manter a posição adequada da estrada.

؇CAUSAS MAIS COMUNS DE COLISÕES COM VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA.


Atitudes: As atitudes são talvez os contribuintes mais significativos para o envolvimento em
colisões. Se os policiais tiverem a atitude “certa”, sua direção será mais segura.
Algumas atitudes incluem:
ATITUDE ERRADA ATITUDE CERTA
Estar preocupado com pensamentos ociosos ou Estar atento a possíveis perigos do trânsito.
tagarelice. (Conversar durante a direção)
Estou em um carro de polícia. Eu não tenho que Eu sou um profissional. Devo dirigir como um.
obedecer às leis.
Esse cara me fechou, isto não vai ficar assim! Isso está ficando muito perigoso; vou deixar
para lá.
Boa direção significa ir rápido e chegar rápido. Boa direção significa cautela e controle.
Estou com pressa. Vou arriscar! Só os tolos se arriscam.
Um colega policial pode precisar da minha ajuda, Um colega policial pode precisar da minha
então vou dirigir como um louco. ajuda, então é melhor eu chegar lá para ajudar,
mas com prudência.
O comboio está esticando muito, vou acelerar! A direção desse cara está se tornando insegura,
mas eu não preciso acompanhar.
Então o sinal está vermelho, estou com a sirene e as Vou liberar este cruzamento faixa por faixa
luzes acesas, então eles vão sair do meu caminho! porque alguém pode não me ouvir ou me ver.
Sou cursado, então sei como fazer curvas Freie antes de virar, dirija até o ápice e esteja
rapidamente. Vá em frente! pronto para o desconhecido.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

• Fatores emocionais: Existem outros fatores psicológicos que afetam a direção, como pressão
dos colegas, depressão, raiva, ansiedade e medo, falta de confiança, excesso de confiança,
preocupação e presunção. Isso faz parte da montanha-russa emocional que ocorre na maioria
dos policiais que exercem a atividade de motorista de escolta. No entanto, quando uma pessoa
dirige um veículo, essas emoções devem ficar no “banco traseiro” para cautela e pela segurança
de todos, incluindo os outros policiais da escolta. Às vezes, essas emoções podem ajudar uma
pessoa a dirigir com mais segurança. O medo é um exemplo. Se dirigir muito rápido em um
cruzamento, virar uma esquina, passar por uma escola ou em uma rodovia causa a sensação de
medo no motorista ou no policial parceiro, então é um forte indicador de que o motorista deve
diminuir a velocidade. Os policiais da escolta devem ser instruídos a prestar atenção a esses
sinais de alerta.
Fatores fisiológicos: Fatores fisiológicos também podem contribuir para colisões. Alguns fatores
comuns são:
• Visão: Uma boa visão é crucial para uma direção segura. Quase todas as ações tomadas por um
motorista são determinadas pela forma
80-km 80-km como o motorista interpreta o que vê.
Muitos fatores podem afetar
adversamente a qualidade visual e a
percepção de profundidade, como olhos
cansados ou fracos, óculos velhos, para-
brisas sujos, óculos de sol escuros, espelhos
convexos, reflexos, álcool, medicamentos,
fadiga e outros. O monóxido de carbono
produzido ao fumar cigarros afeta a retina
do olho. Isso é chamado de
“ANOXIA”(ausência ou diminuição de
oxigenação no cérebro), mais pronunciado
em condições de pouca iluminação em
altitudes mais elevadas.
Embora todos os sentidos sejam usados até certo ponto durante a condução, a visão é
responsável pela maior parte das informações usadas para controlar o veículo com segurança.
Isso é verdade em qualquer velocidade, mas torna-se proporcionalmente mais crítico com o
aumento da velocidade. Limitações de visibilidade, como escuridão, neblina, chuva, fumaça,
faróis que se aproximam, etc. reduzirão a clareza da visão e devem sempre ser usadas como
indicadores para reduzir a velocidade. Alguns motoristas acham desejável usar óculos escuros
durante o dia para evitar a fadiga ocular. Óculos de sol de boa qualidade não prejudicam a visão.
No entanto, deve-se fazer a seleção adequada das lentes para garantir que a proteção seja
adequada e que a visão do policial não seja prejudicada. Óculos de sol não devem ser usados à
noite enquanto dirige, para isto existe óculos com lentes amarelas. A direção segura é
aprimorada olhando mais à frente em direção à linha de viagem, chamada de “horizonte visual
alto”. Isso trará consciência antecipada de perigos potenciais. Olhar para o para-choque traseiro
do carro à frente pode limitar a percepção do motorista sobre os perigos à frente. Não olhar
muito à frente é conhecido como “horizonte visual baixo”, o que reduz o tempo disponível para
reagir aos perigos que se aproximam e é responsável por muitas colisões. A visão também pode
pregar peças nos motoristas, especialmente durante situações estressantes, como perseguições
ou respostas de emergência. O cérebro responde a esse estresse estreitando o camp o de visão
para se concentrar em detalhes dentro do alcance direto dos olhos. Isso ajuda a concentrar a
atenção nos detalhes à frente, mas reduz a visão periférica. A visão periférica reduzida cria
pontos cegos em ambos os lados da linha de visão. Muitas colisões graves resultam da
desatenção do motorista a essa visão periférica reduzida. O motorista “só não viu o carro (ou
pedestre) vindo do lado”. Essa resposta humana natural de estreitar a visão periférica (visão de
túnel) durante situações estressantes pode ser superada virando a cabeça ou os olhos de um
lado para o outro, forçando a atenção a essas áreas.
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• Fadiga: A fadiga física é um grande prejuízo para uma direção segura. Alguns sintomas de fadiga
são visão turva, desatenção aos detalhes, pálpebras pesadas, lapsos de memória e falta de
iniciativa e energia. Os policiais podem ser mais suscetíveis à fadiga do que aqueles na maioria
das outras ocupações. Os turnos variados, as longas horas, a excitação do trabalho, o tédio do
trabalho e outros fatores criam um estilo de vida que tende a reduzir a quantidade de sono de
qualidade que um policial recebe. A falta de sono é a causa mais comum de fadiga. Indivíduos
em turnos noturnos são os mais propensos à fadiga. A fadiga mental, como àquela criada a partir
de encontros estressantes pessoais ou relacionados ao trabalho, causa os mesmos sintomas e
riscos que a fadiga física. Ambos privam o corpo do estado de alerta necessário para uma direção
segura. Dirigir ocupa uma parte significativa do turno de um policial, portanto, eles devem
permanecer alertas. A fadiga deteriora esse estado de alerta. Se um motorista estiver cans ado,
ele deve solicitar uma tarefa de não dirigir ou tomar medidas continuamente para reduzir a
fadiga, como água fria no rosto ou sair periodicamente do veículo para tomar ar fresco e
estimular os músculos. Isso é especialmente verdadeiro para turnos noturnos.
Estresse: A natureza da aplicação da lei frequentemente sujeita um policial a situações
altamente estressantes. Essas situações geralmente ocorrem sem aviso prévio e podem ser
precedidas por um período de relativa inatividade. O estresse pode causar aumento da pressão
arterial, liberação de adrenalina na corrente sanguínea e aumento da frequência respiratória.
Em casos extremos, pode causar hiperventilação. O sistema nervoso pode ser afetado na medida
em que o processo de pensamento racional de um indivíduo pode ser prejudicado. Os limiares
de estresse variam para cada indivíduo. Um limiar de estresse pode ser descrito como aquele
ponto em que as reações fisiológicas prejudicam o funcionamento dos sentidos a tal ponto que
o motorista se torna inconsciente de seus arredores. Devido à fadiga e ao estresse, os motoristas
podem não conseguir se lembrar de nenhuma das circunstâncias imediatamente anteriores a
uma colisão. Os sintomas fisiológicos do estresse são melhores tratados reconhecendo sua
existência e forçando maior atenção às práticas de direção segura.
Desatenção: A maioria das pessoas já experimentou lapsos de atenção em um momento ou
outro. Infelizmente, os resultados às vezes podem ser fatais. À medida que a mente de um
motorista começa a divagar, essa pessoa pode repentinamente perder uma saída da rodovia,
perder o controle de uma conversa ou o controle de um carro. Operar um veículo requer
atenção e concentração. Dirigir distraído tornou-se um contribuinte significativo para colisões
de trânsito. Os motoristas cada vez mais se permitem ser distraídos por seus dispositivos móveis
enquanto dirigem, o que aumenta o tempo de percepção do motorista. Apesar das leis que
proíbem o uso de tais dispositivos ao dirigir a prática e os perigos de tal, esses comportamentos
continuam sendo comuns. Os policiais têm um computador no veículo, que é outra distração ao
dirigir. A falta de atenção pode ter um efeito profundo no desempenho da direção, fazendo com
que motoristas competentes coloquem a si mesmos ou a outras pessoas em risco.
Deficiência Induzida Quimicamente: Café, energéticos, nicotina, álcool, medicamentos ou
outras drogas podem prejudicar as reações físicas, muitas vezes afetando a capacidade de
atenção e o tempo de reação do motorista.
Fatores ambientais: Os fatores ambientais que contribuem para as causas das colisões são
muitos e variados, como chuva, neblina, luz do sol e ventania, contribui com colisão automotora.
Tráfego: Condições em torno de tráfego pesado de pedestres ou veículos ou perto de grandes
aglomerações podem criar situações perigosas para os motoristas. A atenção a essas situações
perigosas no trânsito pode deixar o motorista mais defensivo e preparado para ações evasivas.
Os motoristas de escolta devem estar familiarizados com as várias condições que levam a
colisões e instruir os motoristas policiais a estarem sempre alertas e defensivos a possíveis riscos
de tráfego.
• Fatores veiculares: A falha mecânica do veículo raramente é um fator que contribui para a causa
das colisões. Quando a falha do veículo é um fator contribuinte, geralmente é causada por abuso
do motorista, superaquecimento dos freios ou condução inadequada sobre obstáculos. Alguns
problemas típicos de veículos que contribuem para colisões incluem os seguintes:
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• Esvaziamento de pneus, os pneus modernos são muito duráveis. No entanto, sob certas
circunstâncias, os pneus podem estourar e realmente estouram. Esta é uma emergência
que não pode necessariamente ser antecipada porque acontece rapidamente e sem
antecedência.
Aviso. Ações de direção defensiva obviamente dependerão das circunstâncias do momento. A
seguir estão algumas regras gerais para ajudar os motoristas a manter o controle de seus
veículos em caso de explosão ocorrer.
• Espere que o carro puxe para o lado em que ocorreu a explosão, não sacuda a roda; em
vez disso, tente guiar o carro gradualmente na direção mais segura girando suavemente o
volante na direção que você deseja que o carro vá. Veículos com equipamento de
assistência de controle de estabilidade podem compensar até certo ponto o estouro de um
pneu, mas ainda cabe ao motorista reagir adequadamente.
• NÃO FREIE INSTINTIVAMENTE! A frenagem puxará o carro para o lado em que ocorreu o
estouro, principalmente se envolver um pneu dianteiro.
• Controle Eletrônico de Estabilidade: O Controle Eletrônico de Estabilidade, é uma
tecnologia computadorizada que melhora a segurança da estabilidade de um veículo
detectando e reduzindo a perda de tração. Se o controle Eletrônico de Estabilidade falhar,
o veículo reagirá como um veículo que não é equipado com este controle.
• Sistema de freio antitravamento (ABS): Os sistemas de freio antitravamento são
projetados para evitar que os pneus do veículo travem durante aplicações de frenagem
bruscas. O sistema pulsa rapidamente os freios, permitindo que o ve ículo mantenha o atrito
de rolamento e, assim, o controle da direção. Em caso de falha do ABS, o sistema de
frenagem normal continua a funcionar. Quando o ABS não estiver disponível, técnicas de
frenagem de limite devem ser usadas. A frenagem de limite é realizada através da aplicação
máxima dos freios imediatamente antes de travar as rodas.
• Falha do motor: Os veículos de escoltas, são geralmente equipados com motores grandes
e suspensão, transmissões e freios pesados, além de equipamentos de emergência
adicionais. Os sistemas de freio hidráulico e direção hidráulica dependem da operação do
motor para funcionar corretamente. Se o carro estiver em movimento quando o motor
falhar, a direção hidráulica continuará a funcionar em uma velocidade relativamente baixa
se a transmissão for deixada engatada. Veículos com transmissões Overdrive perderão a
direção hidráulica como resultado de uma falha do motor em menos de dois segundos.
Mudar para uma marcha mais baixa dentro de dois segundos após a falha do motor
manterá a direção hidráulica até cerca de 40 km/h. O sistema de freio hidráulico é acionado
pelo vácuo do motor. Quando o motor falha, o vácuo não é mais produzido. Se o sistema
de freio estiver funcionando corretamente, uma quantidade limitada de vácuo pode ser
armazenada dentro do sistema. Se o motor falhar, esse vácuo de reserva normalmente
permitirá duas aplicações de freio assistido para levar o carro a uma parada segura.
Enquanto o veículo estiver engatado e o motor estiver girando, os freios assistidos devem
continuar a operar.
• Classificações de colisão
Classificações Gerais: Embora as agências possam usar uma terminologia diferente para
descrever essas classificações gerais, elas implicam os mesmos significados categóricos. Os três
tipos gerais estão listados abaixo.
† Evitável: Uma colisão evitável é aquela em que o motorista foi responsável, não usou
técnicas de direção defensiva adequadas ou não seguiu a as leis de trasito.
† Não evitável: Uma colisão não evitável é aquela em que o motorista não teve culpa e não
poderia razoavelmente evitá-la.
† Danos de Trabalho: Incidentes classificados como “Dano de Trabalho”, “Dano Operacional”
ou outras palavras semelhantes geralmente incluem os fatores relacionados às condições do
veículo ou da superfície da estrada como as principais causas das colisões. Isso pode incluir
fatores como o estouro de um pneu que resulta na perda de controle do veículo ou danos à
parte inferior do veículo causados por objetos no solo. Algumas agências usam esta categoria
para colisões que ocorrem durante atividades de treinamento de motoristas ou táticas de
intervenção legal.
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؇ TÁTICAS DE DIREÇÃO DEFENSIVA


• O motorista defensivo: UM CONDUTOR DEFENSIVO É AQUELE QUE DIRIGE DE FORMA A EVITAR
COLISÕES, EVITA ERROS COMETIDOS POR OUTROS CONDUTORES E DIRIGE CUIDADOSAMENTE
EM TODAS AS CONDIÇÕES.
• Almofada de espaço: O termo “almofada de espaço” refere-se à área livre ou espaço de
manobra que deve ser mantido ao redor do veículo. Manter uma almofada de espaço é ter uma
rota de fuga para realizar ações evasivas. Ao dirigir no trânsito, muitas vezes é difícil ter espaço
adequado para a frente, para trás e para os lados. A questão é que, quando não é possível
manter uma almofada de espaço em uma direção, o motorista deve estar ciente disso e deixar
uma rota de fuga em outra direção. A almofada de espaço para a frente é a área em que o
motorista tem mais controle. Uma regra que pode ser aplicada uniformemente por todos os
motoristas é a “regra mínima de três segundos” para seguir um veículo, que fornece distância
suficiente e, portanto, tempo para reagir caso o carro à frente freie repentinamente. Lembre-
se, o tempo médio de percepção do motorista é de ¾ de segundo e o tempo médio de reação é
de outros ¾ de segundo. Assim, o motorista médio leva 1,5 segundos para reagir a qualquer
perigo. Ao viajar em velocidades mais altas ou em condições adversas, um intervalo de tempo
mais longo fornecerá uma almofada de espaço mais segura. A almofada de espaço à frente não
deve ser esquecida ao parar no trânsito. Isso deixará espaço suficiente para virar à direita ou à
esquerda. Isso pode ser particularmente vantajoso para um policial observando uma violação
ou recebendo uma chamada de rádio, pois deixa espaço para sair mais facilmente de uma linha
de tráfego e responder. Sabe-se que suspeitos freiam repentinamente, recuam ou batem na
frente de uma viatura intencionalmente na tentativa de acionar o AIRBAG e desorientar o
motorista, ou desabilitar o veículo de patrulha ativando o interruptor de corte de combustível.
† Empregar o conceito de almofada de espaço à direita e à esquerda envolve muitas variáveis.
Em uma rodovia estreita de duas pistas, há pouco que se possa fazer sobre uma vala de
drenagem profunda à direita, a não ser esteja ciente disso como uma rota de fuga não tão
desejável.
† Ir para a vala pode se tornar uma boa escolha, no entanto, se enfrentar uma colisão frontal
iminente. Em estradas com várias faixas, a escolha da faixa pode desempenhar um papel
importante na prevenção de colisões. Por exemplo, nas rodovias geralmente há mais tráfego
e, portanto, mais conflitos de entrada e saída de veículos na faixa da direita do que na
esquerda.
• Interseções: As interseções representam o maior potencial de colisões.
† A maioria dos cruzamentos movimentados tem algum tipo de controle de tráfego, sejam
semáforos ou sinais de parada. Os motoristas da escolta devem estabelecer e manter o
hábito de limpar visualmente as interseções do tráfego cruzado antes de entrar.
Normalmente, deve-se digitalizar da esquerda para a direita e depois para a esquerda
novamente. Olhe primeiro para a esquerda porque o tráfego vindo dessa direção é o
primeiro perigo ao entrar no cruzamento. Depois de parar em um semáforo vermelho e
o semáforo ficar verde, você deve limpar visualmente o cruzamento antes de proceder.
Se um veículo maior obstruir a visão da luz verde enquanto você espera, permita que o
outro motorista para começar a se mover antes de prosseguir sozinho. Isso cria alguma
proteção mesmo se o outro veículo for atropelado por um carro que ultrapasse o sinal
vermelho.
† Durante a operação que haja uma emergência, ao entrar contra um sinal vermelho ou
sinal de parada, deve-se considerar parar e prosseguir com cautela, liberando a interseção
faixa a faixa. Um motorista nunca deve entrar em um cruzamento contra os controles
mais rápido do que é seguro para as condições presentes.
† Ao se aproximar de um semáforo verde, pense um pouco na duração da fase verde. Uma
luz verde “obsoleta” pode mudar, forçando a pessoa a parar mais abruptamente.
Verifique o espelho retrovisor para tráfego atrás que possa representar um possível
perigo.
† Ao parar em um cruzamento para virar à esquerda, sinalize e certifique -se de que o outro
tráfego esteja ciente de suas intenções. Não vire as rodas do veículo para a esquerda, pois
uma colisão traseira pode empurrar o veículo para o tráfego contrário. Quando o tráfego
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contrário parece estar cedendo ao movimento de conversão à esquerda desejado,


procure contato visual dos motoristas ou pedestres envolvidos.
† Virar à direita em cruzamentos também pode resultar em colisão de trânsito. Depois de
limpar a interseção à esquerda, olhe para a direita antes de prosseguir para garantir que
o caminho pretendido ainda esteja livre.
• Condução em Autoestrada: Dirigir em autoestrada requer habilidades diferentes e apresenta
riscos diferentes daqueles encontrados em ruas no perímetro das cidades.
† Ao entrar em uma rodovia de alta velocidade, tente adequar a velocidade do veículo à
velocidade do tráfego na faixa que está entrando. Se possível, deixe espaço seguro entre
a viatura da escolta e o tráfego à frente na rampa de acesso, o que fornecerá espaço para
parar se o motorista hesitar em entrar no tráfego no último momento.
† Ao entrar novamente no tráfego após um contato de fiscalização ou parada de veículo
desativado, utilize o acostamento como uma faixa de aceleração para ganhar velocidade
antes de entrar à esquerda.
† Ao sair de uma rodovia, reduza a velocidade do veículo na faixa de desaceleração que
geralmente é fornecida no início de cada rampa de saída. Preste atenção aos sinais de
aviso de velocidade de rampa.
† Ao dirigir em velocidades relativamente altas, o motorista pode perder a sensação da
velocidade real do veículo. A pessoa provavelmente nem perceberá isso até sair da
rodovia e começar a desacelerar na rampa de saída. De repente, percebe -se que a curva
ou sinal de parada no final da rampa está subindo muito mais rápido do que o previsto.
Para evitar essa sensação, o motorista deve verificar o velocímetro regularmente ao dirigir
em alta velocidade.
† Ao dirigir em uma rodovia ou rodovia dividida à noite, considere os motoristas na
contramão, a maioria dos quais estar embriagado ou confuso. Em ambos os casos, eles
geralmente serão encontrados na faixa da esquerda, que eles percebem como a faixa da
direita. A única defesa real contra o motorista na contramão é observar bem à frente.
Quando a visão de uma pessoa é reduzida, pode ser mais seguro dirigir na faixa da direita.

؇ SITUAÇÕES OPERACIONAIS ADVERSAS


As situações de operação do veículo podem variar consideravelmente dependendo da época do
ano, área geográfica, condições climáticas ou outras circunstâncias. Este capítulo discute vários
fatores que afetam as condições de direção
• Derrapagem: Um automóvel é sustentado por uma almofada de ar que existe dentro dos pneus.
O controle do veículo é transmitido através da área de contato de cada pneu (a parte do pneu
que está fisicamente em contato com a superfície da estrada). Cada adesivo de contato tem
aproximadamente o tamanho da mão de uma pessoa. Mudanças de direção são feitas mudando
a direção dessas áreas de contato. A qualidade coesiva entre a borracha e a pista é chamada de
coeficiente de atrito. Este coeficiente de fricção varia dependendo da superfície da estrada ou
de substâncias estranhas na estrada, como areia, óleo, água ou gelo. Basicamente, quando um
ou mais pneus ultrapassam o coeficiente de atrito, ocorre uma perda de aderência à pista e
posterior derrapagem.
• Derrapagem de aceleração: As derrapagens de aceleração envolvem apenas as rodas motrizes.
Para manter o controle do veículo, a derrapagem das rodas pode ser reduzida ou interrompida
aliviando o acelerador, o que reduzirá o torque nas rodas motrizes. Acelerar a ponto de quebrar
a tração da roda não serve para nada, colocando uma tensão tremenda nos componentes do
trem de força, desgastando os pneus e resultando em uma partida mais lenta do que a obtida
com a aceleração controlada.
• Derrapagem de roda travada: As derrapagens com rodas travadas sacrificam todo o controle
direcional do veículo e devem ser evitadas. As rodas dianteiras dirigir apenas por fricção de
rolamento. Com os freios travados, todos os esforços para dirigir o carro são inúteis. Os freios
antitravamento foram projetados para evitar que essa condição ocorra durante a condução.
• Derrapagem nas quatros rodas: A derrapagem nas quatro rodas, também conhecida como
derrapagem centrífuga, descreve uma condição quando um veículo em curva está acima dos
limites de aderência em todos os quatro pneus e está em uma atitude equilibrada de sobre
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viragem. Quando em uma derrapagem de quatro rodas, o carro desliza para fora da curva.
• Derrapagem da roda traseira: A sobre viragem, também conhecida como derrapagem da roda
traseira, pode ser causada por várias condições do
veículo, incluindo aceleração excessiva, direção
excessiva, uso inadequado do freio ou condições da
estrada que fornecem pouca tração (por exemplo,
molhada, acidentada ou coberta de detritos). Os
carros de polícia modernos têm sistemas eletrônicos
de controle de estabilidade projetados para minimizar
a possibilidade de sobre viragem.
• Se um carro derrapar, a reação adequada para
corrigir essa condição incluiria: Contradição usando o
efeito do CASTER (deixando o volante deslizar
naturalmente por suas mãos) ou inserindo
manualmente a direção usando uma entrada de
direção rápida e suave na direção da derrapagem. Isso
permite que a frente do carro fique à frente da traseira até que a recuperação seja concluída.
Se ocorrer uma derrapagem da roda traseira (OVERSTEER) em um veículo com tração dianteira,
pode ser necessário aplicar o acelerador apropriado além do contra direção para “puxar” a
derrapagem e recuperar o controle do veículo. Você deve retirar suavemente a direção que você
colocou enquanto o veículo está se recuperando. A falha em fazer isso pode causar uma
derrapagem secundária (causada pela transferência lateral de peso e carregamento da mola).
• Não pise no freio durante uma sobreviragem, pois isso deslocará o peso para a frente do
carro e resultará em menos controle nas rodas traseiras, o que piora a condição de
sobreviragem.
• Derrapagem da roda dianteira: A subviragem, também conhecida como derrapagem da roda
dianteira, resulta da aproximação da curva em velocidade excessiva, direção excessiva, uso
inadequado do freio ou das condições da estrada que fornecem pouca tração (por exemplo,
molhada, acidentada ou coberta de detritos).
• Se um carro subvirar, a reação adequada para corrigir essa condição incluiria: Evite
adicionar entrada de direção adicional, pois isso só piorará
a situação, fazendo com que o pneu fique mais lateral na
direção do veículo. Os pneus dianteiros só mudarão a
direção do veículo se a tração de rolamento for mantida.
Mais entrada de giro apenas faz com que o pneu deslize
mais e gire menos, produzindo menos controle direcional.
Ao liberar um pouco da direção durante a subviragem, os
pneus dianteiros ficam mais alinhados com a direção da
força que empurra o carro e a tração de rolamento pode
ser recuperada, resultando em mais capacidade de virar.
À medida que o veículo desacelera, o atrito de rolamento também é recuperado e a condição
de subviragem diminui. Evite qualquer aceleração durante a subviragem, pois isso só aumentará
o problema de subviragem, levantando o peso dos pneus dianteiros e reduzindo seu potencial
de controle.
• Aquaplanagem: “Hidroplanagem” é o termo usado
quando um veículo está deslizando ao longo da superfície
da água em uma estrada molhada. Quando um veículo está
aquaplanando, a área de contato normal da banda de
rodagem do pneu e a estrada começa a se separar. Os
pneus do veículo não conseguem expelir a água da pista
pela banda de rodagem com rapidez suficiente, fazendo
com que as partes do pneu em contato com a pista se
levantem da superfície da pista e caiam sobre uma camada
de água. A aquaplanagem é uma condição séria porque o
motorista não consegue controlar o veículo.
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Três fatores que contribuem para o efeito de aquaplanagem são:


• Profundidade da água: Normalmente, um quarto de polegada de água é suficiente para
causar aquaplanagem.
• Condição do pneu: a profundidade do piso, a pressão do ar, o design e a largura podem afetar
a aquaplanagem.
• Velocidade do veículo: Quanto mais rápido os pneus estiverem girando, maior a
probabilidade de o veículo deslizar na superfície da água.
Pressão dos pneus: Pneus com pressão insuficiente podem aumentar a probabilidade de
aquaplanagem. A pressão dos pneus adequada para um veículo policial é a pressão máxima
permitida estampada na parede lateral do pneu. Essa pressão resulta em melhor desempenho,
menor desgaste dos pneus e diminui a chance de aquaplanagem em uma determinada
velocidade. A pressão mais baixa listada na porta ou no manual do proprietário é ótima para um
passeio agradável e confortável, mas você não está procurando um passeio macio e confortável;
você quer desempenho. Para alguns veículos policiais, o manual do proprietário é o mesmo
usado para a versão civil do carro. Seu veículo policial não é um carro civil; é um veículo policial
funcional carregado com equipamentos de comunicação e outros equipamentos policiais.
Os fabricantes de pneus e a Association of Law Enforcement Emergency Response Trainers
International (ALERT) demonstraram que os pneus têm mais tendência a aquaplanar quando a
pressão é baixa. Isso acontece porque a pegada do pneu (a parte do pneu que realmente está
em contato com a estrada) é maior. Para aqueles que praticam esqui aquático (e mesmo aqueles
que não praticam), pense em qual é mais fácil subir: um esqui gordo ou um esqui magro.
Maior superfície do pneu em contato com a água facilita a hidroavião, assim como é mais fácil
fazer esqui aquático em um esqui gordo. Além disso, um pneu macio pode ser empurrado mais
pela pressão da água na parte central da banda de rodagem. Isso resulta em menos borracha
em contato com a estrada.
• Freios molhados: Freios molhados podem resultar em resposta ruim à pressão do pedal do freio,
distâncias de parada prolongadas e força do freio. A tração do freio é mais provável de ocorrer
quando apenas um dos freios fica molhado. Os sistemas de freio antitravamento podem
compensar isso liberando os outros freios em um grau que iguala a aplicação de frenagem dos
quatro pneus. Para o motorista, pode parecer que os freios não estão sendo aplicados o
suficiente. Os freios podem secar pisando levemente no pedal do freio com o pé esquerdo
enquanto dirige em velocidade moderada por uma curta distância. O uso excessivo ou
prolongado do pedal dos freios pode causar superaquecimento, o que pode resultar na perda
de força do freio.
• Falha no freio: A falha do freio pode ser resultado de um mau funcionamento mecânico ou
superaquecimento do sistema de freios. Cada situação particular ditará qual é o melhor curso
de ação. A redução de marcha para a marcha mais baixa disponível pode reduzir a velocidade
do veículo o suficiente para contornar um perigo.
Caso ocorra falha total do freio, o freio de estacionamento ainda deve operar. O freio de
estacionamento não deve ser aplicado a ponto de travar as rodas traseiras, exceto em condições
extremas. Se as rodas traseiras derraparem por mais do que uma curta distância, o motorista
pode perder o controle do veículo.
† Ao usar o freio de estacionamento, a aplicação deve ser controlada com o pé esquerdo no
pedal do freio de estacionamento enquanto a liberação do freio é desengatada
simultaneamente com a mão esquerda.
† Um motorista com falha total no freio ainda mantém o controle da direção e do acelerador
do veículo.
† O pânico e a indecisão podem resultar na perda total do controle do veículo quando uma
ação resoluta é mais necessária.

؇ CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Embora nossa região não tem incidente de precipitação de neve e frio excessivo, vale apena de
forma pedagógica mencionar isto.
• Neve e Gelo: É importante que cada motorista entenda os problemas inerentes à condução na
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neve e no gelo e quais técnicas de direção defensiva podem ser empregadas para reduzir o risco
de se envolver em uma colisão de trânsito. Neve e gelo podem se combinar para criar algumas
das condições de direção mais perigosas. UMA tempestade de neve pode reduzir a visibilidade
para apenas alguns metros. O fator mais perigoso criado pela neve e gelo é o coeficiente de
fricção bastante reduzido. De particular preocupação é uma condição chamada “gelo negro”. O
gelo preto é frequentemente invisível porque não é reflexivo e pode parecer igual à estrada ao
redor. A velocidade do veículo deve ser mantida baixa e o controle do veículo deve ser pré
planejado, suave e deliberado.
† Em uma estrada com gelo, nunca pare no sopé de uma colina, na parte baixa de uma curva
inclinada ou em qualquer lugar onde outro motorista pode não ter distância suficiente para
parar. Gelo e neve tendem a se acumular mais em alguns lugares ao longo das estradas do
que em outros. Obviamente, uma parte sombreada da estrada reteria o gelo por mais tempo
do que uma parte ensolarada. Pontes e viadutos congelam mais cedo do que as superfícies
adjacentes da estrada porque o ar frio sob elas reduz a temperatura da superfície do
pavimento. Embora o calor do dia possa derreter o gelo acumulado ao longo da superfície de
uma rodovia, o gelo pode permanecer nas superfícies das pontes por mais tempo.
† Lembre-se de que, à medida que as temperaturas caem durante a noite, o gelo pode se
formar novamente na rodovia superfícies, mesmo que não tenha nevado ou chovido. Ao
dirigir nessas condições, os motoristas devem prever distâncias de parada mais longas e
tração drasticamente reduzida em torno curvas.
• Visibilidade reduzida: Neblina, poeira e fumaça podem ocorrer em concentrações suficientes
para reduzir significativamente a visibilidade. Quando isso acontecer, a velocidade deve ser
reduzida adequadamente. Ao dirigir em meio a fumaça, poeira ou neblina durante a escuridão,
os faróis devem ser acionados em farol baixo. Em neblina densa, poeira ou fumaça, a luz do farol
alto refletirá de volta nos olhos, aumentando o brilho e reduzindo ainda mais a visão. Ao dirigir
por um período prolongado nessas condições, a combinação de fadiga ocular e intensa
concentração pode ter um efeito adverso no julgamento do motorista. Se o motorista ficar com
sono, considere sair da estrada ou, se possível, peça a um policial devidamente abilitado, para
dirigir. A névoa pode se acumular em manchas relativamente pequenas e densas. Isso é
frequentemente chamado de “névoa tule” porque normalmente está associado a terras baixas,
água parada ou depressões na rodovia. Ao dirigir sob neblina, lembre -se de que a visibilidade
pode mudar rapidamente em uma distância muito curta. É importante ser visto por outros
motoristas na rodovia. Ligue os faróis durante a viagem em meio à neblina à noite ou durante o
dia.
• Condução noturna: À noite e sem qualquer tipo de iluminação pública, o condutor pode não
conseguir ver para além da área iluminada pelos faróis do veículo. Na ausência de neblina ou
grande quantidade de poeira no ar, os motoristas podem utilizar faróis altos para iluminar uma
área maior à sua frente, aumentando assim os limites de visibilidade. No entanto, ao dirigir à
noite, os motoristas devem sempre ajustar a velocidade do veículo para permitir uma distância
de parada suficiente.
† Durante a escuridão, a percepção de profundidade do motorista e a taxa de fechamento
percebida pelos veículos que se aproximam pode ser afetada adversamente. Antes de cruzar
ou entrar em outra via, é aconselhável verificar novamente e garantir que o tráfego cruzado
não esteja trafegando mais rápido do que parecia inicialmente. Lembre -se de que outros
motoristas podem não julgar com precisão as velocidades do veículo. Graves colisões de
direito de passagem podem ocorrer à noite porque os motoristas avaliam mal a velocidade
de um veículo que se aproxima.
† Não é incomum subir uma colina ou fazer uma curva à noite e ficar cego pelos faróis altos de
um veículo que se aproxima. Não olhe diretamente para os faróis do outro carro; em vez
disso, tente focar os olhos no acostamento direito da estrada, longe das luzes. Isso permitirá
uma melhor visão para ver possíveis perigos e minimizará a constrição das pupilas dos olhos.
Isso, por sua vez, ajudará na recuperação e manutenção da visão noturna.
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؇ FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS, PRINCÍPIOS BÁSICOS


A qualidade da proteção de autoridades vem procurando melhorar com o passar dos
anos. Entretanto, o problema é que, normalmente, só se aprende com os erros e existe uma
tendência natural para se desacreditar ou menosprezar aquilo que não se vê, o que raramente
acontece ou que só acontece «nos outros países». São justamente essas falhas as maiores
responsáveis pelos êxitos dos criminosos e terroristas quando no cometimento de
atentados. Para que possamos bem desempenhar a missão de segurança de um dignitário
existem alguns princípios que devem ser seguidos. Para trabalhar bem em segurança
pessoal, antes de mais nada, é necessário que o agente goste daquilo que faz, que reconheça a
relevância do seu trabalho e que, por isso, considere a validade de correr riscos por uma outra
pessoa.
NOTA: Que um velho Mestre costumava dizer: «Neste ramo, ninguém consegue render 110% se
não estabelecer para com o protegido um forte laço de admiração». A experiência dos principais
mentores que trabalhão nesta área, dizem que; os melhores seguranças não trabalham apenas
por dinheiro, mas sim por acreditarem na verdadeira necessidade de fazerem seu trabalho e
gostarem disso.
A proteção do signatário, tem de ser a mais efetiva e completa possível, pois, ao contrário, se
constituirá num desperdício inútil de esforços.
Deve-se dispor dos meios necessários para desenvolver a operação de segurança. Não se faz
segurança sem efetivos, armamentos, viaturas e equipamentos adequados, pois estar-se-ia
incorrendo numa «meia segurança».
Segurança e Inteligência caminham SEMPRE lado a lado! Em todo planejamento de uma
segurança pessoal, sempre é necessário coletar informes e avaliar todos os dados disponíveis
sobre riscos , inimigos e adversários do protegido, identificação de grupos ou de
pessoas, avaliação de recursos à disposição dos adversários que possam ser empregados em
ações de atentado, histórico de ações anteriores perpetradas pelos referidos grupos ou
indivíduos, seus «modus operandi», denúncias anônimas, informes de procedências mais
diversas, informações sigilosas etc.
Os itinerários e horários da agenda deverão ser estudados e, se possível, modificados, levando
em consideração as exigências de segurança. Proceder, sempre que possível, minucioso
levantamento da área, dos locais que serão frequentados e das pessoas que estarão presentes.
Deve-se ter em mente que é obrigação da segurança evitar situações de perigo. Prevenir sempre
é melhor que reprimir.

NORMAS DIRETORAS
Todo planejamento de uma segurança visa proporcionar, ao segurado, proteção contra um
conjunto de ameaças previsíveis. A segurança tem por obrigação antecipar-se às possíveis fontes
de hostilidade contra seu protegido. Em via de regra, só se pode fazer frente ao perigo ou
adversidade previamente identificada. Vale lembrar que, por ocasião do assassinato do Primeiro
Ministro de Israel, Yitzhak Rabin, não se imaginaria que um judeu pudesse intentar contra a
autoridade daquela forma. Na época, todas as precauções da segurança estavam voltadas
contra a possibilidade de agressores árabes ou palestinos.
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IMAGEM: Na rara imagem feita por um cinegrafista


amador e comercializada por U$ 320.000,00, pode-
se ver o clarão do disparo feito pelo assassino de
Rabin, Yigal Amir, à queima roupa.
1-Rabin, 2-Amir, 3-policial, 4- Motorista, 5-Agente na
direção de Rabin.
Quando somos surpreendidos pelo inesperado
(como uma ocorrência que não imaginássemos que
pudesse acontecer), há uma tendência a improvisar
soluções, as quais nem sempre garantirão a incolumidade da autoridade posta sob nossa guarda.
O ideal sempre será o de não deixar acontecer... e, por isso, há que se antever as possibilidades
de perigo! Ao contrário de um cidadão comum, o bom profissional de segurança não pode
confundir a boa sorte com as boas táticas. Em se tratando da proteção de dignitários, o fato de
nenhuma adversidade ter ocorrido deverá estar associado ao bom planejamento da segurança,
à sua execução disciplinada e escrupulosa, ao emprego de armamento, equipamentos e recursos
adequados, à excelência do treinamento dos agentes e não, apenas, ao fato de que atentados
não são coisas que acontecem todos os dias! Planejadores e agentes de segurança devem
despir-se de seus preconceitos. Preconceitos são ideias que trazemos conosco como corretas,
verdadeiras, e que acabam por induzir-nos ao erro em algum processo decisório. No campo da
segurança, poderíamos citar diversos preconceitos em relação à segurança, alguns deles a seguir
listados:
† "Isso jamais aconteceu aqui!"
† "Isso é coisa que não acontece no Brasil!"
† "A esta hora e com este tempo horrível, ninguém seria maluco de vir importunar-nos!"
† "Eu acho que ninguém seria louco ou ousado o bastante para fazer isso!"
† "Ah, pode ficar tranquilo; hoje até os criminosos estão ligados nesse jogo da decisão!"
† "Aqui nós não precisamos nos preocupar pois não há nada para ser roubado ou furtado!"
† "Nós nunca vamos ser alvo disso!"
† "Aqui “o bicho não pega”, pois estamos colados com a polícia!"
† "Não se preocupe, pois, a viatura policial faz ponto aqui na frente!"
† "Aqui é um local seguro, inacessível e bem guardado; não precisamos temer!"
† "Trata-se de uma pessoa da minha mais inteira confiança!"
† "Ah, é um senhor de idade; imagina se ele seria capaz disso!?"
† "Ah, é apenas uma criança (ou um velho ou uma mulher ou um mendigo) inofensiva!"
† "Aquele senhor distinto vestido de branco, vê-se que é médico!"
† "Só de olhar, vê-se logo que o homem (ou a mulher) não está armado.
Prejulgar com base em ideias como as citadas, certamente concorrerá para comprometer o êxito
do trabalho de uma equipe de segurança.
Os seguranças «de verdade» são profissionais pagos para acreditar que a qualquer momento
poderão ser exigidos a ganhar o seu dinheiro da forma mais dura e arriscada possível. São
sabedores de que em todo planejamento de segurança existe uma possibilidade d e falha
impossível de ser eliminada, e tal constatação apenas justifica todo um redobrar de cuidados, o
qual nem sempre é compreendido, tanto pelos protegidos como pelo público em geral. Só o
esmerado procedimento da sua segurança, auxiliado, pelo uso de dublês, salvou-o de morrer
num ousado e bem planejado ataque aéreo israelense. A previsibilidade de um dignitário e sua
segurança converte-se numa arma nas mãos dos criminosos e terroristas. Todas as ações da
segurança devem ser prévia e exaustivamente ensaiadas, a fim de que cada integrante da
equipe cumpra o papel que lhe cabe no dispositivo, de maneira rápida e eficaz.
EVITAR ROTINAS!! A previsibilidade de um dignitário e sua segurança converte-se numa arma
nas mãos dos criminosos e terroristas.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

A segurança sempre deverá atuar como equipe. Todos desempenham tarefas importantes. Não
existe espaço para "estrelismos" e individualidades. A segurança tem por obrigação SER
DISCRETA e deve estar PERMANENTEMENTE ATENTA E DESCONFIADA. Quanto mais discreto e
ausente da mídia o grupamento de segurança puder se manter, melhor será. Hora apropriada
para os agentes relaxarem, só quando não estiverem de serviço.

؇RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS


• O agente de segurança
† Profissionalismo é a palavra que descreve o que se requer de um homem (ou de uma mulher)
que atue na proteção de dignitários. Infelizmente a palavra "profissionalismo" pode assumir uns
cem números de significados, de acordo com a idéia que o elemento faça do trabalho que lhe
cabe desenvolver. Deixando-nos invariavelmente convencidos de que a maneira certa é sempre
aquela que nós procedemos. Todos concordam com a idéia de que é do agente a
responsabilidade primordial pela proteção do segurado; mas a verdade é que, mesmo tendo
que contrariar alguns "egos", tal objetivo deverá ser buscado inteligentemente, evitando as
adversidades ou contornando toda sorte de perigos que ameacem os que estão sob nossa
guarda. Uma questão diretamente responsável pela degradação do grau de proteção que a
segurança proporciona é o desconhecimento dos aspectos técnicos da atividade por parte dos
dignitários. Não raramente o trabalho de segurança junto a uma autoridade envolve o
recebimento de gratificações por parte dos agentes encarregados de protegê-la. Muitas vezes, o
protegido apenas deseja contar com mais um assessor ou secretário "mais parrudo", "que
imponha respeito", mas que lhe seja completamente submisso. O segurança obrigatoriamente
deve ser cauteloso, desconfiado e suas intervenções, por mais que eventualmente restrinjam a
liberdade de seus segurados, objetivam sempre mantê-los a salvo.
Divergir do segurado, muitas vezes é o que garante a incolumidade de ambos e isso deve ser
sempre levado em conta. Em matéria de segurança, não se pode substituir as boas técnicas pela
boa sorte. Se dermos sorte, podemos levar muito tempo até que surja uma nova ocorrência de
ataque. A função do segurança pessoal sempre foi tratada com "glamour" pelo
cinema, porém, a realidade é que se trata de um trabalho onde não existe aventura, assédio de
mulheres bonitas etc. Na grande maioria das vezes, o desafio dos homens é o de lutar contra
seus sentidos, a fim de não deixarem-se vencer pelas preocupações com os próprios problemas
particulares ou pela monotonia das rotinas do dia-a-dia. Imagine que, como agente de
segurança não combate todos os dias, é normal relaxar seu nível de atenção, "baixando a
guarda" em relação às ameaças que podem estar à espreita, esperando apenas o melhor
momento para se manifestarem. O agente de segurança não é o "capanga" ou o 'pistoleiro" do
segurado. De nada adiantará uma equipe de segurança composta de «ex-comandos», lutadores
e atiradores excepcionais, se o executivo, na iminência de graves complicações cardíacas, não
tiver quem seja capaz de ministrar-lhe um «Isordil» e conduzi-lo, o mais rapidamente
possível, para um hospital próximo. A importância de um segurança de dignatario tem que saber
o estado de saúde do seu segurado e ter um kit personalizado para se u segurado.
Devemos desconfiar daqueles «excepcionalmente destemidos», que propagam aos quatro
ventos os atributos de sua coragem, pois estes, na melhor das hipóteses, são ousados e
imprudentes demais para a atividade de segurança pessoal. «Disposição» não é sinônimo de
competência profissional e aquele segurança «grande, forte e bem armado» que imagina que o
seu segurado esteja protegido apenas por estar em sua companhia, pode nem ter chance de
descobrir a extensão de seu equívoco, dada a rapidez com que será fisicamente eliminado pelos
oponentes, quando de um atentado. Mesmo na segurança de autoridades , o fato do agente de
segurança ser «oriundo das Forças Armadas» ou ter sido policial também não o credencia
automaticamente para o exercício da atividade.
Embora no âmbito público o agente tenha mais liberdade e respaldo para ação pois no âmbito
da iniciativa privada, o agente não pode permitir-se agir com a mesma incontestável autoridade
com que se protege uma autoridade pública, nem sempre vai poder dispor de recursos de
apoio, como policiamento ostensivo, grupamentos precursores, batedores, fechamento de
ruas, comboios com vários veículos, cobertura aérea, fuzis e submetralhadoras que a segurança
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pública de dignitários faculta algumas vezes. Parafraseando o personagem de Sean Connery no


filme «Os Intocáveis», o agente de segurança tem o dever de voltar para casa, trazendo consigo
seu segurado, igualmente vivo e inteiro. Evitar o confronto - mesmo tendo que bater em
retirada - pode até não ser uma «coisa de sujeito homem», mas é exatamente o que se espera
do segurança quando surge uma situação de perigo.
A integridade física do protegido é a preocupação fundamental do segurança e um idiota,
metido a machão, que se lança em uma situação de combate que poderia ter sido evitada, é a
última pessoa que alguém com um mínimo de reflexão gostaria de ter como protetor.

"PREVIDÊNCIA", "FRIEZA", "CAPACIDADE DE JULGAMENTO", "HABILIDADE DE CONTORNAR


PROBLEMAS" e o "BOM SENSO DE PERCEBER QUANDO UMA SITUAÇÃO DE PERIGO SE
CONFIGURA" são atributos próprios do profissional de segurança pessoal. A seguir, uma
pequena relação de atributos os quais se espera encontrar num autêntico profissional de
segurança pessoal:
† As pessoas que empregam um segurança estão - quase literalmente - colocando suas vidas
nas mãos do agente ou guarda-costas. Logo, não se concebe empregar alguém em que não
se possa confiar plenamente, principalmente se considerarmos que aqueles que protegem
podem vir a ser aliciados pelos inimigos do segurado.
† O homem de segurança não pode ter vícios em drogas, narcóticos ou álcool. Um «copinho»
ou latinha de cerveja ocasional não serão problemas, mas não se poderá confiar nos
reflexos de um «bom de copo», pois todo o serviço poderá ser comprometido. Embora muito
boa gente diga que não se deixa afetar, está exaustivamente provado que a ingestão de
bebida compromete reflexos essenciais para o guarda-costas.
† O profissional de proteção não pode apresentar registro de atividade criminosa ou condenação
por prática de delitos. A natureza do trabalho a ser desenvolvido necessita que a ficha do
profissional seja limpa e que ele seja da completa confiança daqueles a quem está vendendo
seus serviços.
† Quem quer que se dedique às tarefas de segurança pessoal deve ser
disciplinado, paciente, observador minucioso e dotado de boa memória. O agente não
poderá ser negligente, pois um único erro lhe poderá ser fatal. A impaciência leva a
descuidos ou erros tolos, nenhum dos quais poderá ser tolerado na profissão -
extremamente crítica - de agente de segurança pessoal. Devemos nos lembrar que as ações
de criminosos profissionais costumam ser precedidas de uma vigilância sobre o alvo e a
segurança que o cerca. Uma apurada contra vigilância - capacidade do agente de segurança
de perceber «se» e «quando» estiver sendo observado - constituir-se-á num fator importante
para evitar ser vitimado por um atentado.
† Qualquer pessoa que se empregue como segurança pessoal deve ser capaz de permanecer
num pico de eficiência ao longo de um dia inteiro de atividades. A natural propensão do
serviço de segurança pessoal requer alguém que seja capaz de viver no horário de outra
pessoa e nunca no seu próprio. Por outro lado, o agente de segurança deve acostumar-se
a manter a atenção e não se deixar levar pelo tédio da rotina. O agente de segurança deve
estar permanentemente pronto para agir e deve sempre lembrar de que não é pago para
acreditar que o perigo não vá acometê-lo naquele momento.
† O guarda-costas ideal, além de ser conhecedor de técnicas de combate desarmado, estar
familiarizado com armamentos de porte e perito em técnicas de tiro em condições de
extremo «stress», estar atualizado quanto aos equipamentos de sensoriamento e alarme e
circuito fechado de TV, também deve ter uma boa formação. A formação do nosso homem
tanto pode ser resultado de sua experiência de vida, estudos por conta própria como
também de sua escolaridade formal. Diversos artistas, executivos e pessoas de projeção
tem agentes de segurança que acumulam também as funções de secretário particular e tal
situação não comporta profissionais sem um mínimo de apresentação e cultura.
† O agente de segurança ou «guarda-costas» tem que penetrar, obrigatoriamente, na
intimidade dos segurados e deve manter uma postura crítica, se autopoliciando de forma a
não exceder às intromissões absolutamente necessárias. O profissional de segurança tem
por obrigação ser discreto e reservado. Nunca é demais lembrar de exemplos como o do
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sequestro do Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, quando a inconfidência de um


integrante da segurança acabou munindo os sequestradores de informações que facilitaram
a ação de captura.
† O segurança pessoal é por excelência um planejador. Planejar uma segurança pessoal vai
requerer um estudo minucioso da atividade e dos ambientes do segurado, das pessoas que
o cercam, de suas amizades, dos adversários etc. Essas tarefas requerem um profissional
meticuloso e acostumado a pensar. Todos os cenários de atuação previsíveis devem ser
objeto de estudo e os membros da segurança deverão estar conscientes de seus papéis em
face das contingências previstas. Todos aqueles que integram a equipe de proteção devem
saber previamente quais os procedimentos que deverão seguir à risca.
Não devemos esquecer que, onde quer que o segurado possa ser esperado, lá o perigo
poderá estar à espreita e os agentes tem por obrigação não se deixarem apanhar de
surpresa. É essencial que o agente estude o «modus-operandi» dos potenciais inimigos do
seu segurado e seja capaz de antever-lhes os passos.
† O agente de segurança deve trabalhar bem em equipe. Um único segurança, para quem
realmente necessita de proteção nunca será o mais adequado. À segurança pessoal, nos
momentos de perigo, cabe salvaguardar o segurado, cobri-lo e retirá-lo do local da ameaça
o mais rapidamente possível. Mesmo levando em consideração que, algumas vezes, os
membros deste time podem não ser as pessoas mais dóceis e fáceis de conviver, os agentes
de segurança em serviço deverão colocar o «espírito de equipe» acima dos s eus próprios
«egos».
† Existe, atualmente, uma forte tendência para avaliar-se o profissional de segurança pelo tipo
ou calibre da arma que ele porta. Embora tal fator tenha importância em situações ou
cenários específicos, ele não é determinante na profissão de segurança pessoal. 22, o fato
de portar uma moderna «Wondernine», uma UZI ou um AR-15 não faz de ninguém um
segurança pessoal eficiente.

• Treinamento dos agentes de segurança: Embora seja muito comum encontrarmos pessoas no
ramo da segurança que se imaginam extremamente profissionais, capazes, fortes e astutos, a
experiência demonstra que, na maioria das vezes, tais elementos não possuem nenhuma das
qualidades que apregoam. O bom segurança sabe que deve estar em constante
aperfeiçoamento. Humildade é uma característica extremamente importante para alguém que
está em constante aprendizado, buscando o conhecimento de novas técnicas, equipamentos,
bem como se mantendo informado das técnicas e táticas empregadas pelos elementos que
podem, algum dia, atentar contra o seu protegido. Um agente de segurança nunca deve
subestimar a capacidade de seus adversários e por isso deve ter em mente que precisará treinar
sempre, apurando seus reflexos, para estar em condições de fazer frente a uma confrontação
que não tem dia e nem hora para acontecer. A excelência no Tiro e nas técnicas de combate
desarmado só pode ser obtida com treinamento e reciclagens periódicas. Nesse ramo de
atividade, de pouco importa o que o agente de segurança algum dia foi capaz de fazer (como
aqueles que se dizem peritos atiradores dos tempos do serviço militar obrigatório), mas sim o
que ele seria capaz de executar se a situação crítica real se manifestasse nesse exato momento.
O fato do agente se gabar de ter sido capaz de, “nos velhos tempos”, arrancar o fundo de
garrafas de vidro colocando precisamente o seu tiro pelo gargalo das mesmas, de nada valerá
se ele não puder hoje efetuar um saque rápido e apresentar uma razoável precisão de disparos
contra alvos humanos, sobretudo levando em consideração que terá muitíssimo menos tempo
para isso do que quando atingia as peças de vidro, as quais jamais revidavam. Embora saibamos
que o gasto com treinamento sempre se constitua num dreno nos recursos da instituição, trata-
se de um investimento importante para garantir que a equipe de segurança esteja sempre
pronta para levar a cabo o que dela se espera. É fato que adversidades não acontecem todo dia,
assim sendo, protegidos e seguranças acabam por relaxar sua atenção e comprometer sua
capacidade de reação. O treinamento desperta o interesse dos profissionais, mantém os
homens mais alertas e com moral mais elevado.
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Toda sorte de problemas e grau de dificuldade com que um profissional de segurança puder
deparar-se na vida real deve ser objeto de simulação e antecipada nos treinamentos.
Treinamento: Exercícios de deslocamentos em formação, de embarque e desembarque em
veículos, de “cobrir e evacuar”, interposição entre o agressor e o protegido, defesa de agressão
com faca, desarme de arma de fogo a curta distância, saque e tiro de pronta resposta, tiro
barricado, engajamento de múltiplos alvos, tiro embarcado, abandono de veículo sob fogo.
Tudo deve ser preferencialmente passado aos agentes nos treinamentos. Vale ressaltar que,
uma vez assimiladas, as técnicas deverão ser praticadas com a maior regularidade que os
afazeres da equipe permitam. Técnicas marciais de defesa como o KOMBATO representam o
que este autor conhece de melhor para o treinamento de agentes de segurança, mas precisam
ser praticadas com alguma regularidade. No caso da segurança de autoridades, não há
regulamentação a respeito. O fato é que levar um ano entre um exercício de tiro e outro não
garante que os homens estejam prontos e capacitados para fazer frente às necessidades de uma
confrontação real. Melhor será se o homem de segurança puder exercitar-se trimestralmente,
disparando ainda que apenas alguns tiros com munição viva, para manter seus reflexos. Embora
as armas sejam uma espécie de “último recurso”, o agente deve estar bem qualificado para
portá-las e delas fazer perfeito uso se a situação assim o exigir. A execução de uma boa
segurança pessoal envolve PENSAR e AGIR, em idênticas proporções.
Normalmente, é comum que os homens se exercitem nas rotinas de combate, mas que levem
muito tempo entre as igualmente importantes instruções de caráter mais teórico ou analítico.
Além de todas as práticas instrucionais anteriormente mencionadas, de cunho altamente
estimulantes e operativas, um treinamento muito importante, e que só muito raramente se
desenvolve com equipes de segurança brasileiras, é o de análise da linguagem não verbal e
detecção de comportamento potencialmente adverso.
Palestras nesse sentido, seguidas de exercícios, podem auxiliar na identificação de pessoas
prestes a cometer um atentado. Embora a última palavra quanto à execução do trabalho de uma
equipe de segurança seja sempre dos chefes responsáveis, o homem de segurança deve ser
acostumado a pensar, analisar fatos, perceber indícios, os quais podem fazer a real diferença
entre a vida e a morte. Reunir os integrantes da equipe em horários livres e familiarizá-los com
a crônica de atentados no país (e também no exterior) pode ajudá-los a se manterem mais
alertas. Deve-se considerar os agentes como sensores, cujas informações, num fluxo contínuo,
auxiliarão na manutenção da adequação dos planejamentos; quanto mais capacitados para
detecção de riscos eles estiverem, melhor será.

• Equipamentos dos agentes de segurança: Não existe uma "regra" no que se refere aos
equipamentos e recursos postos à disposição de uma equipe de segurança. Assim como
dissemos que as dificuldades do dia-a-dia de uma segurança devem ser antevistas no
treinamento, cada situação demandará a necessidade de materiais ou equipamentos cuja
obtenção e utilização dependerão diretamente dos recursos financeiros disponibilizados bem
como da inventiva dos membros da equipe de segurança. Além de veículos compatíveis com as
necessidades do segurado e de sua escolta, meios de comunicações seguras, coletes à prova de
balas, boas armas e munições de elevado desempenho devem fazer parte da dotação da equipe
de segurança. Protegendo empresários, artistas e executivos no meio privado, a segurança tem
de se contentar com armas de calibre e rendimento inferior àquelas que normalmente são
portadas pelos criminosos. Manter níveis de atenção e proficiência que lhes permitam efetuar
disparos certeiros e neutralizadores antes de seus adversários conseguirem fazê -lo, tentando
assim compensar essa situação desigual. Na segurança de autoridades, a limitação de armas e
calibres praticamente inexiste, ficando tal escolha apenas limitada por questões de caráter
logístico, orçamentário ou político.
Numa posição de segurança fixa, como uma guarita ou pórtico de entrada ou em qualquer lugar
onde se possa precisar disparar contra alvos protegidos por anteparos será desejável o emprego
de munições de perfil mais perfurante, notadamente ogivais-jaquetadas de alta
velocidade. Acreditamos que a melhor arma – pistola, revólver, submetralhadora ou fuzil - seja
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aquela com que o agente de segurança esteja efetivamente familiarizado, que consiga portar
preferencialmente de forma dissimulada. Bastões de tipo telescópico, "soco-inglês", armas
atordoantes de eletrochoque, granadas atordoantes e aerosóis de pimenta também são
recursos úteis para uma equipe de segurança.
Armas de choque e espargidores de gás irritante constituem-se numa útil opção quanto a
armas não letais.
Os veículos da segurança deverão ser mantidos em excelentes condições mecânicas e devem
estar munidos de pneus estepes suplementares (no caso dois, principalmente para o caso de
viagens), estojos de primeiros socorros (com analgésicos, remédios para enjôos , diarréia,
moderadores de pressão etc), caixa com ferramentas, lanternas, mapas rodoviários, mudas de
roupa para os agentes e tudo mais que puderem achar necessário, como binóculos, máquina
fotográfica, detector de metais, detector de escutas, munição de reserva para as armas, "speed
loaders" para os revólveres e carregadores sobressalentes para as pistolas etc. Computadores
portáteis e Palm Tops são excelentes ferramentas de trabalho, podendo guardar informações
úteis ao planejamento das missões, permitir o contato “on-line” com bancos de dados
indispensáveis aos levantamentos e investigações da segurança, comunicações ou consultas via
Internet etc. É bom manter um relatório diário para analise futura. A imagem, a reputação e a
privacidade dos segurados também são objetos de proteção por parte das equipes de
segurança. Hoje em dia, a vigilância de detetives particulares, chantagistas, repórteres
investigativos e escutas clandestinas ("grampos") transformaram-se em verdadeira febre e a
proteção do segurado contra a bisbilhotice e as intromissões indesejadas à sua privacidade
também se tornam extremamente essenciais, havendo necessidade de que a segurança esteja
dotada de meios para prover a "varredura eletrônica" dos ambientes do protegido, de seus
telefones, detectar câmeras escondidas etc.
؇VEÍCULOS BLINDADOS A blindagem de veículos automotivos civis foi desenvolvida como recurso
de proteção para projéteis disparados contra a área externa do veículo. No caso da proteção de

Exigem atenção especial dos É blindado com o


profissionais, por isso mesmo vidro à prova
recebem uma chapa de aço de bala. Uma vez A espessura do vidro pode subir por 3 mm, (de um carro
balístico de reforço, para blindado, por questão, normal) para mais de 30 mm, de acordo com o nível da
evitar a penetração de de segurança, não pode blindagem são feitas em várias camadas de vidro e
projetos Projéteis. ser mais aberto. policarbonato

Costumam ser recoberto por uma Entre a lataria e o revestimento interno do veículo, são Depois que percebem que o carro é
capa de aramidas, para prevenir introduzidas manta de aramida mesmo material usado no blindado, os pneus passam a ser o alvo
perfurações por tiros. colete à prova de bala. Quanto o maior o número de manta principal dos bandidos. Por isso são
maior é a resistência reforçados com uma cinta de Aço Para
retardar o esvaziamento em caso de
perfuração. Existe, ainda, uma trilha de
nylon que permite que o carro rode uma
certa distância, mesmo com os pneus
furado.
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veículos empregados por alguns chefes de estado, pode abranger também resistência contra
disparos de fuzis e metralhadoras pesadas (calibre .50), foguetes antitanque e explosões
advindas do solo
(minas terrestres). A especificação dos materiais empregados numa blindagem e sua espessura
são função do nível de proteção escolhido. Que tipo de armas e recursos detém aqueles contra
os quais o proprietário do veículo quer proteger-se? Qual o calibre de tais armas? A qualidade
dos materiais empregados é fator importante para a obtenção da resistência requerida,
diretamente relacionada à segurança da blindagem. De um modo geral, no Brasil, as blindagens
de veículos civis garantem apenas proteção contra tiros de pistolas e submetralhadoras.
A superfície a ser blindada é classificada em duas partes: opaca e transparente. Na região opaca,
a proteção é construída com chapas de aço ou com mantas de um material sintético chamado
aramida (genericamente chamado de Kevlar), que absorve a energia do impacto.
Uma amostra da capacidade de retenção de tiros de um laminado de aramida e sua instalação
em painéis no interior dos os veículos. Na região transparente, o vidro deve permitir a segurança
contra o projétil, enquanto preserva o necessário grau de transparência, para não afetar as
condições de dirigibilidade e conforto ao dirigir. Devido à baixa resistência intrínseca dos vidros,
a solução consiste em construir placas com camadas intercaladas de vidro e policarbonato,
formando assim "sanduíches" que são capazes de resistir aos projéteis.
No processo de blindagem, trocam-se
todos os vidros originais por vidros
laminados, fabricados especialmente
para resistir a impactos balísticos. O
nível de contenção balística admissível
depende do projeto do vidro blindado
em questão. É preciso levar em
consideração qual a quantidade de
energia que ele deverá suportar, bem
como o tipo e a frequência do projétil que será o vetor dessa energia. Praticamente não há limite
para o nível de contenção balística de um vidro blindado, considerando-se apenas que quanto
mais resistente tenderá sempre a tornar-se mais espesso.
O pára-brisa de um automóvel de passeio deve poder conter projéteis de armas de mão até fuzis
de alto calibre; dependendo da tecnologia e do projeto do vidro. Assim como o peso, a espessura
do vidro balístico varia de acordo com o nível de resistência balística e da tecnologia empregada
na fabricação do mesmo. Atualmente, os vidros de maior nível tecnológico apresentam
espessuras que variam entre 15 e 25mm, podendo chegar a 50mm no caso das mais sofisticadas
"limousines" governamentais.
Toda a blindagem propriamente dita, compreendida como os vidros blindados, painéis balísticos
de Kevlar e chapeamentos de aço (utilizados nos reforços e acabamentos), não têm prazo de
validade, podendo durar mais que o tempo de vida útil do veículo. Carros blindados não são
diferentes de carros normais, no que diz respeito à sua durabilidade. Entretanto, como
"carregam peso extra" (as blindagens mais modernas mais básicas acrescentam normalmente
150 kg ao veículo, o que equivale ao peso de dois adultos), deve -se levar em conta sua
capacidade de carga total para não sobrecarregar o veículo. O peso acrescido ao veículo pela
blindagem depende de dois fatores: - do nível de proteção da blindagem: quanto maior o nível
de proteção, maior quantidade de material deve ser utilizado no processo de blindagem, e
conseqüentemente, maior o peso acrescido ao carro; - da tecnologia dos materiais utilizados.
Deve-se tomar cuidado para não comparar blindagens feitas com tecnologias diferentes, como
veremos a seguir. Quanto maior a tecnologia utilizada na blindagem, menor o peso que ela
apresentará. Como a tecnologia usada nos materiais de blindagem vem da indústria aeronáutica
e o fator peso em aviões é crucial para o desempenho destes, as blindagens automotivas
acabaram se beneficiando desses desenvolvimentos. Blindagens de última tecnologia, para o
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nível IIIA da norma NIJ (resistente a projéteis de 44 Magnum), devem acrescer cerca de 77 kg de
vidro e 30 kg de painéis de Kevlar (aramida fabricada pela DuPont), totalizando cerca de 107 kg
de materiais nobres. Blindagens de baixa tecnologia, feitas com vidros de 21 mm e painéis de
aço, devem acrescer cerca de 120 kg de vidro e 147 kg de aço (peso total de 267 kg), ou seja,
140 kg a mais do que no carro descrito anteriormente. O peso da blindagem obrigatoriamente
imporá restrições quanto à mobilidade, degradando aspectos de desempenho como a
aceleração instantânea, velocidade máxima etc. Caso o perfil de uso do veículo não inclua sua
utilização com plena carga (cinco passageiros + bagagem), o impacto sobre a suspensão e outros
sistemas normalmente não será muito significativo. Se o veículo for constantemente utilizado
com plena carga, deve ser prevista a adaptação e reforço da sua suspensão durante o processo
de blindagem. Não é recomendável blindar automóveis com menos de 90 HP, principalmente
carros com motor 1.0. Os carros blindados utilizam a capacidade de carga útil especificada pelo
fabricante para "carregar" a blindagem, como se fosse uma carga ou uma pessoa gorda. Por isso,
é recomendável que os carros blindados tenham folga de potência, o que geralmente se
processa nos motores acima de 1.600 cilindradas. O Departamento de Justiça dos EUA
desenvolveu a Norma NIJ 0108.01, que estabelece os diferentes níveis de blindagem. A cada
nível está vinculada uma quantidade de energia associada ao impacto, que depende da massa,

velocidade e calibre (forma) do projétil. São seis os níveis. Por exemplo, a blindagem Nível II
resiste ao calibre 357 Magnum, enquanto a blindagem Nível III resiste ao calibre 44 Magnum.
Uma vez definido o nível da blindagem que um veículo irá re ceber é necessário desmontar
algumas de suas partes para a instalação dos materiais de proteção. O nível de blindagem
(II,III,...) vai determinar as características dos vidros, mantas e chapas de aço. Em seguida os
materiais de blindagem são preparados (cortados segundo as dimensões requeridas) para
adaptação em cada tipo de veículo. É importante que a adaptação recubra toda a superfície do
veículo, com especial atenção às junções dos painéis blindados, às quinas, à extremidade dos
vidros na junção com as portas ou carroçaria, assegurando que não haja um “calcanhar de
Aquiles” por onde possa haver penetração de um projétil. Deve ser definido se os vidros serão
fixos ou móveis; os vidros móveis requerem adaptação do mecanismo elevador e exigem
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cuidados na sua utilização pelo usuário. Uma vez concluída a instalação dos materiais, o veículo
recebe novamente seu revestimento interior e o acabamento para preservar sua aparência
original.
؇ EMPREGO DOS VEÍCULOS BLINDADOS:
• Veículos blindados não são invulneráveis. Assim como os veículos blindados militares podem ser
incapacitados pelo emprego dos recursos adequados (minas explosivas, mísseis guiados ou
foguetes antitanque disparados a pé), um carro de passeio blindado pode ser subjugado pela
imobilização, sendo forçado a parar numa situação em que os criminosos possam atingi-lo
repetidas vezes até provocar o colapso da blindagem, na maioria das vezes disparando contra
seus vidros. É necessário não se deixar apanhar numa emboscada.
• A grande vantagem do carro blindado consiste em conferir aos seus ocupantes uma maior
chance de sobrevivência nos momentos iniciais de um ataque, proporcionando um mínimo de
tempo para que o motorista do veículo possa reagir, saindo do local da confrontação o mais
rapidamente possível.
• Num atentado como um assalto num sinal de trânsito, os vidros blindados normalmente
resistirão a dois ou três impactos próximos uns dos outros, desde que o atirador não consiga
colocar seus tiros num mesmo ponto. Isso pressupõe que o motorista não deverá ficar
esperando parado pelos tiros adversários. A regra vale para todos os veículos blindados ou não:
se o carro for alvejado por tiros não pare! Leve-o, o mais rápido que puder, até o local mais
seguro que conseguir alcançar.
IMAGEM: A vantagem é que os veículos blindados sempre serão
mais resistentes às colisões, costumam ter pneus especiais, capazes
de rodar mesmo vazios por breves períodos. Pneus especiais
permitem rodar diversos quilômetros mesmo que completamente
vazios. Contam com um calço interno que suporta o peso do carro,
resiste ao colapso da borracha e permite que se possa conduzir o
veículo até um lugar seguro.
• Veículos blindados, sendo mais pesados e menos ágeis que os
congêneres sem proteção, não podem ser conduzidos da mesma forma que os veículos mais
leves. A grande maioria dos proprietários de veículos blindados dirige seu carro acreditando
numa falsa ilusão de invulnerabilidade. Uma lição indispensável ao motorista é a de que ele deve
estar sempre atento ante à necessidade de executar manobras evasivas ou defensivas que vão
requerer muito mais perícia do condutor. É necessário conhecimento e treinamento para a
execução dessas manobras e um bom curso de direção - onde o agente de segurança/motorista
vivencie e aprenda técnicas de controle do volante, controle de frenagem e manobras evasivas
e ofensivas. Tais ações são importantes ferramentas para que se possa extrair os melhores
resultados do grande investimento em segurança que é adquirir um carro blindado por dezenas
de milhares de reais.
• Existe um significativo histórico de veículos blindados roubados devido à desatenção de seus
motoristas. Lembre-se de que, parado, embarcando ou desembarcando do carro, você estará
vulnerável à abordagem por criminosos e por isso deve procurar fazê -lo em locais seguros.

؇ ATENTADOS
• Objetivos dos atentados:
1) Desmoralização, prejudicando a própria imagem do segurado, a imagem do grupo ou do
governo que representa.
2) Roubo
3) Furto
4) Sequestro, com a finalidade de conseguir vantagem política ou buscando lucro financeiro.
5) Extermínio
6) Político.
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É importante que os agentes de segurança tenham em mente que não estão junto ao dignitário
segurado apenas para protegê-lo de tortas na cara, chuva de ovos podres, tiros, bombas, facadas
e pancadas. A segurança deve prevenir as ações de espionagem que devassem a vida do
dignitário, suas atividades de cunho profissional e todos os segredos que valham à pena
preservar. Com a espionagem, se colhe informações importantes para campanhas de
desmoralização, ações de chantagem ou mesmo para o planejamento de ações de sequestro ou
eliminação física do dignitário. Para salvaguardar a privacidade do protegido contra a
espionagem, devemos nos acostumar à discrição e ao sigilo, desenvolver processos de
contravigilância e observar os princípios da compartimentação e do sigilo das informações. As
chaves são o controle e o autopoliciamento, negando ao adversário o acesso aos segredos do
dignitário bem como do esquema de segurança que o cerca. Medidas especiais de segurança
devem ser tomadas para proteger as conversações, documentos, arquivos ou quaisquer dados
do protegido sob os quais se pretenda manter sigilo. Depois de uma reunião, rascunhos, bilhetes
e mesmo papéis brancos sulcados devem ser recolhidos e destruídos. Hoje é comum a
comunicação de que residências e gabinetes foram arrombados sem de que nada haja
aparentemente sido subtraído de seu interior. Mesmo sendo usual que um dignitário retire
documentos de seu gabinete, para um trabalho noturno ou num final de semana, sua segurança
deve estar atenta para que tais informações não sejam acessadas indevidamente. Sob o ponto
de vista do “espião”, será sempre mais fácil acessar os segredos quando fora do seu local de
guarda habitual e a própria apropriação de tal material poderá ser “mascarada”, deixando
sempre uma aura de dúvida quanto às reais causas do extravio. Computadores portáteis tipo
Notebook ou Palm Top, pastas com documentos reservados podem ser facilmente extraviadas,
roubadas ou furtadas gerando embaraços para os dignitários e consideráveis prejuízos para suas
instituições. Em se tratando de computadores, o furto dos próprios equipamentos ou de seus
componentes essenciais de memória deve ser também uma preocupação constante da
segurança.
؇PERPETRADORES DOS ATENTADOS
• Órgãos da Mídia Muitas vezes, a mídia, em campanha de desmoralização, excede-se tentando
obter uma notícia sensacionalista de forma ousada e contra as normas de privacidade. Em
Dezembro de 2002, descobriu-se que o jornal britânico "News of World" tramara obter uma
mecha de cabelo ruivo do príncipe Harry. Pagando para que uma bela mulher seduzisse o rapaz
e retirasse uma mecha de seus cabelos, o jornal pretendia encaminhar o material para um
exame de DNA e provar que o príncipe seria filho, não do Príncipe Charles, mas do ex -Capitão
James Hewitt, com quem a princesa Diana teria tido um relacionamento extra-conjugal. O ex-
Primeiro Ministro John Major viu sua campanha pelos valores da família ruir quando os tablóides
revelaram que, em seu governo, vários Deputados do Partido Conservador tinham amantes.
• Organizações Não Governamentais (ONG) as ONG, entidades legalmente estabelecidas,
contam com uma grande disponibilidade de recursos financeiros, além de uma agressiva
militância de âmbito nacional e, mesmo, transnacional. O fato de que, normalmente, deveriam
ater-se a protestos pacíficos, não as inibem de intentar ações de ocupação de gabinetes e de
prédios públicos, além de realizar ações mais violentas, como sabotagens, tomadas de refém ou
desmoralização contra os dignitários que contrariem seus objetivos.
IMAGEM:Ressalte-se que grupos de proposta dita pacífica como a “Animal Liberation Front”, do
Reino Unido, também podem descambar para o radicalismo e iniciar campanhas ativas de
terrorismo, como, no caso em questão, através do envio de bombas postais.
• Desafetos pessoais. Um ex-correligionário ou um ex-amigo pode tentar aproximar-se do
segurado a fim de agredi-lo verbal ou fisicamente, valendo-se das mãos nuas, de armas brancas,
armas de fogo ou qualquer recurso que a sua qualificação pessoal ou profissional pe rmita
empenhar contra nosso protegido. Para uma equipe de segurança enfrentar o atentado com
sucesso, deverá buscar conhecimento prévio da existência do referido desafeto, identificar-lhe
as feições e, salvo em casos especialíssimos (como, por exemplo, se o antagonista for um exímio
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atirador, perito químico, microbiologista ou um especialista em explosivos), apenas lhe caberá


impedir que o referido cidadão possa ter acesso ao dignitário. Conhecer um desafeto antigo e
declarado facilita o trabalho da segurança, porém, prevenir a ação de um único homem pode
não se constituir em algo tão fácil quanto se pode crer à primeira vista. Diferentemente de
complôs, dos quais várias pessoas tomam parte (consequentemente aumentando o risco de
"vazamento" de uma informação que permita à segurança precaver-se), a ação de um único
elemento determinado pode ser de difícil de detecção. A tentativa de assassinato do presidente
Ronald Reagan e a morte do Primeiro-Ministro Rabin comprovam isso. Em Dezembro de 1993,
o então presidente da Alemanha
Ocidental, Richard Von Weizsaecker,
ao caminhar para a entrada de um
teatro em Hamburgo, foi atingido
por um violento soco desferido por
um senhor de cerca de 50 anos. O
homem, de aparência insuspeita,
saiu repentinamente do meio de
uma pequena multidão que
aguardava a chegada do presidente.
Tratou-se de um enorme “cochilo” da segurança, pois o referido elemento, mesmo antes da
agressão, já estava na área do evento distribuindo panfletos que acusavam o dignitário de ser
simpatizante nazista. A facada no então candidato da republica, demostrou a ausência total dos
seguranças.
• Criminosos comuns, embora se possa estranhar a inclusão desse grupo adverso como ameaça
contra esquemas de segurança bem estruturados, pode -se citar exemplos de bandidos
desavisados que, vislumbrando seus alvos em atrativos veículos de luxo, com relógios e jóias
caras, tentam empreender o roubo, muitas vezes sem aperceber-se da existência de uma
escolta. Diversas autoridades, notadamente em horários de folga ou em seus deslocamentos,
foram alvo de roubos, furtos e até latrocínios. Tais ocorrências que bem poderiam ser
dissuadidas pela efetiva presença ostensiva dos agentes de segurança acabam por desmoralizar,
tanto a autoridade, quanto aqueles que se dedicavam a prote gê-la. Também há muito são
notórias algumas ocorrências no Brasil, nas quais, motoristas e agentes de segurança relaxados
em face dos riscos cotidianos, esperando por seus protegidos no interior de seus veículos, foram
surpreendidos por criminosos comuns, que sequer sabiam quem estavam abordando, perdendo
suas armas de forma extremamente humilhante ou mesmo
morrendo sem esboçar reação.
• Crime Organizado (C.O). Na realidade, o C.O é constituído
por organizações criminosas, que dispõem de recursos
financeiros de grande monta, permitindo custear atentados
elaborados e dispendiosos. Os “modus-operandi” variam
desde as ações perpetradas por numerosos grupos armados
(no estilo “bonde”, como são chamados os comboios do
tráfico carioca), às ações com atiradores de longo alcance da
Máfia e as bombas dos cartéis colombianos. Vale lembrar a
ação contra o juiz Giovanne Falcone na Sicília, Itália, em 1992,
quando a Máfia identificou diversas rotas empregadas nos
deslocamentos do magistrado, minou (com cerca de uma
tonelada de explosivos) uma extensão de 50m de estrada, e
detonou a carga com extrema precisão, no momento em que
o comboio da autoridade passava pelo local a 100Km/h.

IMAGEM: Visão panorâmica da área do atentado contra o Juiz Giovanne Falcone.


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Ressalte-se que, por extremo zelo da segurança, os deslocamentos do Juiz eram cercados de
grande sigilo e somente um número muito restrito de pessoas sabia exatamente quando e por
quais meios a autoridade iria viajar. A explosão foi tão violenta que vitimou o juiz, sua esposa e
os seguranças os quais empregavam normalmente veículos blindados.
NOTA: Visão panorâmica da área do atentado contra o Juiz Giovanne Falcone.
A disponibilidade de recursos financeiros desses criminosos é enorme e em 2002, as escutas
telefônicas da polícia num presídio de segurança máxima apontavam que o narcotraficante
brasileiro Fernando Beira-Mar estaria negociando a compra de um míssil anti-aéreo Stinger.
Embora os analistas concordem que a aquisição e o emprego de um míssil fugiriam ao perfil das
ações do tráfico, as apreensões de armas demonstram que a combinação de recursos (como os
lançadores de foguetes antitanque, minas terrestres, lançadores de granadas e metralhadoras
pesadas) e a consultoria pela qual podem pagar, lhes facultam atingir quaisquer autoridades, se
assim o desejarem. Uma amostra dos armamentos apreendidos com a criminalidade no Brasil
demonstra que a criminalidade dispõe, se desejar, dos meios necessários à execução de
atentados muitíssimo violentos e altamente letais. Considerando que a criminalidade está cada
vez mais ousada e capaz de realizar ações de cunho tipicamente terrorista, como as que
praticamente pararam São Paulo e diversas outras cidades do Estado em Maio de 2006, não se
pode negligenciar a hipótese de um atentado de sequestro ou mesmo de assassinato.
• Assassinos Profissionais do extermínio, normalmente agem de forma seletiva, focando apenas
seus alvos específicos. Estudam pormenorizadamente seus alvos, anotam seus hábitos e rotinas,
a segurança que os cerca, planejam suas ações de forma a poderem efetuar o atentado com
êxito sem se exporem à possibilidade de captura. Variando em direta relação com a importância
de seus alvos (e também da segurança que os protege) podem empregar meios
tecnologicamente caros e sofisticados como armas longas com lunetas, miras infravermelhas,
lançadores de foguetes, venenos, substâncias radioativas, artefatos explosivos disfarçados etc.
NOTA: Um assassino com arma longa até pode não se parecer com o personagem do “Dia do
Chacal” mas pode ser igualmente temível, sobretudo se bem camuflado.
• Psicopatas, Embora as ações desses grupos variem desde a simples agressão física de mãos nuas
às facadas e tiros à queima roupa, o principal risco repousa na absoluta imprevisibilidade de
suas ações. Não se pode estimar quem poderá atentar, onde agirá, quando e por quais meios,
gerando uma indefinição extremamente perigosa para a segurança. Apesar de que alguns
desequilibrados mentais possam ser facilmente identificáveis, outros não são muito visíveis, dos
quais ninguém desconfiaria, “a priori”, já provaram ser capazes de disparar contra presidentes
ou celebridades. Em 2002, um jovem de 25 anos, politicamente radical e visivelmente
desequilibrado, sem muito planejamento, disparou com seu rifle calibre .22” contra o Presidente
da França, Jacques Chirac, desfilando em carro aberto no feriado nacional do 14 de julho. Não
acertou e foi dominado por populares antes mesmo da chegada do policiamento ostensivo
disposto no local. Menos de três meses depois, um muçulmano francês, que já esteve sob
tratamento psiquiátrico, esfaqueou no abdome o prefeito de Paris, o qual sempre dispensou
segurança pessoal. Preso, o autor do atentado alegou detestar políticos e especialmente dos
homossexuais. Ficou famoso o caso do professor americano Theodore Kaczynski, mais
conhecido como “Unabomber”, um professor universitário desequilibrado mental que vivia
isolado numa casa nas montanhas, que enviou bombas para dezenas de vítimas, até ser
capturado pelo FBI, em 1996. Em Março de 2000, um homem armado com uma faca e uma
suposta bomba, que se fazia passar por membro da segurança, foi preso em Sydney, Austrália,
por ocasião da visita da Rainha Elizabeth II, da Grã- Bretanha. A soberana britânica já teve outras
experiências desagradáveis com desequilibrados mentais: em 1982, Michael Fagan, um jovem
desempregado burlou toda a segurança e adentrou à noite nos aposentos reais. Sentado na
cama da rainha, conversou respeitosamente com ela por mais de trinta minutos, até que e la
conseguisse chamar seus guardas.
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• Partidos, agremiações ou adversários políticos Na América Latina, vem sendo extremamente


comum o recurso do assassinato político de juízes, prefeitos, vereadores, deputados e até
senadores. Para prevenir tais ações é extremamente importante avaliar as implicações da vida
política do segurado, buscando a identificação e o conhecimento da personalidade de seus
adversários, bem como de seu histórico de conduta e amizades. Por mais que tal prática venha
a encontrar opositores no âmbito da nossa "romântica" sociedade civil, deve-se investigar a ação
de pessoas ou grupos de tendência política contrária, que possam intentar contra a autoridade
protegida. As informações oriundas dos levantamentos de Inteligência são o alicerce do
planejamento de uma segurança de dignitários. É extremamente difícil proteger contra complôs,
os quais normalmente contam com a colaboração de pessoas próximas ao protegido. No caso
do Presidente egípcio Anwar Sadat, assassinado por tropas durante um desfile militar em 1981,
sabia-se da insatisfação político-religiosa no seio das forças armadas e medidas foram tomadas
para detenção de suspeitos de conspiração. A segurança, desconfiada, teria buscado assegurar-
se que as tropas desfilassem com armas descarregadas, porém foi burlada pelos militares
revoltosos. Eles simularam uma pane num dos veículos militares que desfilavam, de forma a
posicionarem-se próximos ao palanque presidencial e quando a atenção toda se voltava para o
sobrevôo das aeronaves, abriram fogo, contra o palanque e as autoridades presentes.
• IMAGEM: Os assassinos do Presidente Sadat
disparam contra o palanque presidencial.
Embaixo, a visão de alguns corpos e da
destruição que eles semearam. Duas
granadas de mão, lançadas na ocasião e que
caíram em meio às autoridades egípcias,
miraculosamente não detonaram. A
primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi, foi
assassinada em 1984 por membros de sua
própria guarda pessoal, pertencentes à etnia
Sikh. Um dos assassinos, o inspetor Beni
Singh, integrava sua segurança pessoal há
dez anos e era seu guarda-costas de maior
confiança. O crime foi motivado como
represália à invasão, por ordem da Primeira-
Ministra, do Templo Dourado dos sikhs em
Amristar, quando morreram oitocentos sikhs,
seu líder máximo, Singh Bhindranwale e cem
soldados. Em 1994, o Presidente argelino
Mohamed Boudiaf foi assassinado a tiros, num atentado que deixou outros 41 feridos. Herói da
independência da Argélia, discursava numa sala de um centro cultural que estava sendo
inaugurado, quando uma pequena bomba explodiu junto à sua tribuna. Na realidade, tratava-
se de uma ação diversionária e, naquele mesmo instante, um elemento com uniforme das forças
de segurança, posicionado à sua retaguarda, disparou repetidas vezes, à queima roupa, contra
o presidente, matando-o no local. Em 1995, logo após promulgar a primeira constituição
independente da ex-república soviética da Geórgia, o Presidente Eduard Schevardnadze quase
morreu, ao ter seu veículo colhido na explosão de um carro-bomba estacionado a poucos metros
do portão de acesso do parlamento. Em fevereiro de 1998 uma força de dezoito homens,
armada com metralhadoras e lançadores de foguetes antitanque do tipo RPG -7, emboscou o
comboio presidencial quando o mesmo Schevardnadze se dirigia para casa ao anoitecer, pela
única estrada na qual sempre trafegavam. Os agressores posicionaram-se numa elevação ao
longo da estrada e estavam tão certos de seu êxito que se deram ao requinte de filmar toda
aação. A segurança aproximada não conseguiu reagir. Todos os veículos do comboio foram
atingidos por disparos das armas automáticas e dos foguetes, sendo que apenas o esmero da
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blindagem da "limousine" presidencial assegurou que o presidente se mantivesse vivo, mesmo


com sérios ferimentos.
• Organizações Terroristas, no âmbito dos grupos realizadores de atentados, as organizações
terroristas são adversários prioritários das equipes encarregadas da proteção de altas
autoridades. Normalmente tais organizações são objeto da vigilância constante dos órgãos de
Inteligência, os quais procuram munir os setores de segurança dos respectivos dignitários de
todos os indícios e informações disponíveis sobre possíveis ações adversas. Dispondo de
recursos técnicos e de integrantes treinados e extremamente motivados, as organizações
terroristas são uma ameaça que requererem da segurança planejamentos elaborados e
esquemas dispendiosos para proporcionar as mínimas garantias aos segurados. Em 1986, o ex-
Coronel Oliver North, pivô do escândalo Irã-Contras (esquema de venda secreta de armas para
o Irã), ao ser questionado por uma comissão do senado americano sobre a razão de possuir em
sua casa um sistema de segurança eletrônico orçado em US$60.000,00 (sessenta mil dólares),
respondeu: “É para me prevenir contra um ataque do terrorista Osama Bin Laden”. Naquela
época, alguém até poderia pensar que o militar houvesse acabado de inventar aquele nome.
NOTA - Ataque com gás venenoso, perpetrado por uma seita religiosa extremista no Japão, em
1995, bem como o envio de antraz pelo correio para diversos congressistas e personalidades
americanas, em 2001, serve de alerta para as equipes de segurança, que - em consonância com
o grau de risco de seus protegidos - devem também precaver-se contra a ocorrência de
atentados químicos e biológicos. Aspergidores de venenos, gases tóxicos ou vírus podem ser
muito bem camuflados.

؇MEIOS EMPREGADOS NOS ATENTADOS


• Emprego de simples violência verbal ou corporal, O executor pratica ação de violência física ou
profere palavras indecorosas contra a autoridade, criando-lhe uma situação embaraçosa.
• . Emprego de arma de fogo à curta distância ou arma branca, Modalidade de ataque que requer
sorte, coragem e determinação. Diversos dignitários importantes já foram vitimados dessa
forma, como o Presidente Ronald Reagan em 1985; o Primeiro Ministro da Suécia, Olaf Palme,
em 1986; o candidato favorito à Presidência do México, Luis Donaldo Colosio em 1994; o
Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, em 1995 e a Chanceler Sueca Anna Lindh, esfaqueada por um
desconhecido enquanto fazia compras sem segurança dentro de um shopping–center em
Estocolmo, em Setembro de 2003. Embora possa surpreender equipes de segurança pouco
atentas ainda é o atentado mais fácil (ou menos difícil) de ser dissuadido ou rechaçado.
NOTA: Quando consideramos a ameaça de armas de fogo à curta distância, além das armas de
fogo tradicionais (revólveres, pistolas, submetralhadoras e fuzis) devemos considerar:
† Armas suficientemente pequenas e de porte dissimulado;
† Armas dissimuladas, com aparência inocente;
† Armas de fabricação artesanal e de difícil identificação.
† Embora de pequenas dimensões, tais armas podem matar ou ferir seriamente, sobretudo em
disparos a curta distância. Seu tamanho reduzido dificulta a detecção.
† ARMAS DE FOGO DISFARÇADAS EM OBJETOS APARENTEMENTE INOCENTES.
• Emprego de arma de fogo de longo alcance, historicamente, é uma das que oferece melhores
chances de êxito e fuga, principalmente contra alvos em campo aberto ou cercado de elevações
dominantes. O Presidente Kennedy dos Estados Unidos foi vitimado pelos disparos de pelo
menos dois atiradores com armas longas e lunetas. A dupla de atiradores (pai e filho)
responsáveis por uma série de assassinatos praticados no nordeste dos Estados Unidos em 2002,
e que disparava de uma posição preparada no interior do porta-malas de um carro de passeio,
demonstra como pode ser difícil a tarefa de prevenir o ataque de um “sniper” e localizá-lo. A
existência de fuzis de altíssima potência como o Barret (no calibre .50”) permite a um atirador
atingir um dignitário que se julga protegido no interior de seu carro de passeio blindado ou
mesmo abater-lhe o helicóptero com um ou dois tiros. Durante a ocupação americana no Iraque,
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em 09/04/2004, um atirador do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, na cidade de


Lutafiyah, armado com um fuzil de calibre .50, atingiu seu oponente a uma distância recorde de
1614m!
O Fuzil Barret em calibre .50”. Ao lado, em escala, a sua munição comparada às munições do
calibre 7,62 x 51mm (Fuzil FAL) , 7,62 x 39mm (AK-47) e 5,56 x45mm (M-16 / AR-15).
• Emprego de artefatos explosivos, envolvem bombas disfarçadas ou não, armadilhas explosivas,
minas, morteiros, foguetes etc. As bombas, por certo, constituem-se no meio mais poderoso e
devastador e já foram responsáveis pela morte de inúmeros altos dignitários como presidentes
e primeiros ministros em todo o mundo. Os atentados variam desde os praticados por um único
elemento, que de forma suicida explodem a si e o dignitário, até ações muitíssimas elaboradas
como a que em maio de 2004 vitimou o Presidente Akhmad Kadyrov, da Chechênia. A bomba
foi plantada na tribuna do estádio esportivo na capital Grozny, com mais de três meses de
antecedência, durante as obras de reforma do estádio, e foi acionada por telecomando.
• Emprego de mísseis antiaéreos portáteis (MANPADS), Mísseis portáteis, disparados a partir dos
ombros ou em pedestais leves, vêm sendo muito empregados em ataques terroristas a aviões
comerciais. Embora não tenhamos histórico de dignitários diretamente atingidos por MANPADS,
sabemos que tais armas podem ser facilmente usadas num atentado. Tanto que aeronaves
especialmente alocadas ao transporte de autoridades nos Estados Unidos, Israel e Grã-Bretanha
são especialmente dotadas de equipamentos de interferência e despistadores, capazes de
atrapalhar o mecanismo de direcionamento de tais projéteis.
• Emprego de engenhos rudimentares, São engenhos improvisados ou adaptados, derivados da
inventiva dos criminosos e terroristas, mas, nem por isso, menos letais ou eficazes;
• Emprego de venenos, gases tóxicos, bactérias, elementos radioativos, etc. Recursos discretos,
silenciosos, de difícil detecção, extremamente letais e eficazes. Na década de 60, a O.A.S.
pretendeu envenenar as hóstias da igreja onde o Presidente De Gaulle costumava comungar.
Em agosto de 2000, bem antes que o envio de antraz por via postal se transformasse numa
enorme dor de cabeça para os planejadores de segurança no mundo inteiro, cartas contendo
uma pequena quantidade de tório em pó (mineral altamente radioativo) foram enviadas ao
Primeiro-Ministro japonês bem como a diversas outras repartições públicas do país. Em agosto
de 2002, o Presidente da República da Eslováquia teria sofrido envenenamento, razão pela qual
foi obrigado a deixar apressadamente uma missa celebrada pelo Papa João Paulo II. Em
setembro de 2003, o Primeiro-Ministro e Presidente em exercício da Chechênia, Anatoly Popov,
teria sido envenenado por uma toxina desconhecida, durante um banquete em Moscou.
Ressalte-se que ataques de grupos separatistas contra oficiais ou governantes indicados pelo
governo russo são muito comuns, e os antigos serviços de Inteligência do antigo bloco comunista
tinham muita experiência no emprego de venenos para a eliminação física dos seus opositores.
No final de 2004, o líder oposicionista ucraniano, Viktor Yuschenko, apresentou visíveis sinais de
intoxicação por dioxina, a qual pode ocasionar um tipo grave de acne. O político, que veio a se
tornar presidente da Ucrânia e em apenas dois meses ficou com o rosto coberto de lesões,
acredita que foi vítima de envenenamento por ocasião de um jantar com o diretor dos serviços
de segurança do país. Segundo Yuschenko “foi a única ocasião em que não havia ninguém da
minha equipe e não foram tomadas quaisquer precauções em relação aos alimentos”.
• Emprego de substâncias desmoralizantes, São produtos que, mesmo desprovidos de efeitos
letais, são capazes de provocar situações constrangedoras e desmoralizantes, como, por
exemplo, ovos podres, tomates, tintas, tortas, fezes, urina etc.
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؇ASPECTOS VANTAJOSOS PARA OS AGRESSORES

• Os criminosos sempre têm a vantagem da ESCOLHA DO LOCAL DO ATENTADO e o PERFEITO


RECONHECIMENTO desse local.
• Os criminosos têm todo TEMPO PARA O PLANEJAMENTO DA AÇÃO.
• Sempre caberá aos criminosos a INICIATIVA de ONDE e QUANDO atacar a autoridade que
estivermos protegendo,
• A ação será sempre marcada pela RAPIDEZ e VIOLÊNCIA da sua execução.
Por mais que possamos imaginar estar alertas, seremos sempre tomados pela SURPRESA e tal
fato tenderá a retardar a nossa reação, de forma a facilitar o êxito da ação terrorista. EM
CONSEQUÊNCIA DOS ITENS ANTERIORMENTE MENCIONADOS, OS CRIMINOSOS, QUASE
SEMPRE, CONSEGUEM EFETUAR FUGA DO LOCAL DO ATENTADO COM SUCESSO.

؇PROCEDIMENTOS DA SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS


• Planejamento da segurança de dignitários, Um planejamento de segurança deve ser entendido
como a formulação de um conjunto de medidas - em sua maioria, preventivas - que visam
proteger nosso segurado de uma série de ameaças previsíve is. O planejamento exige do agente
de segurança a identificação de potenciais focos de antagonismo que possam atingir a pessoa
protegida; avaliar qual a importância ou projeção da pessoa num contexto sócio-político
econômico; quem quer que tenha razões para temê-la ou odiá-la; saber quem ou quais grupos
podem pretender atentar contra a integridade da pessoa segurada; quais os objetivos dos
autores; avaliar as motivações e os recursos que os adversários poderão lançar mão para atingir
seus objetivos etc.
Cada dignitário, seja ele presidente, ministro, juiz, comandante militar, governador de estado,
prefeito etc, necessita dispor de um nível de proteção especialmente dimensionado para fazer
frente aos riscos que pesam contra ele. Não se deve iniciar qualquer "atividade de campo" sem
que essas indagações hajam sido objeto de discussões e análises minuciosas. A finalidade desses
estudos é estabelecer uma forma de atuação para a equipe de agentes, que permita uma
oposição eficaz aos eventuais agressores, desencorajar-lhes a ação e, em último caso, enfrentá-
los com chance de sucesso.
Pode-se recomendar a seguinte metodologia para a análise dos riscos pertinentes a uma
autoridade e o conseqüente planejamento de sua segurança:
† Inicialmente, procure definir quais as potenciais ameaças que incidem sobre a pessoa
protegida.
† Avalie essas ameaças em termos de probabilidade de se materializarem. Lembre-se de que
nem tudo que é possível de acontecer também o é provável!
† Avalie a vida pública do dignitário e veja as possibilidades de perigo que ela pode acarretar.
A quais interesses ele se contrapõe? Quem tem razões para temê -lo ou odiá-lo? Qual o
histórico de ação violenta de tais grupos? De que recursos dispõem? Isso permitirá definir o
nível de proteção necessária e adequada às necessidades particulares da autoridade.
† Colete a maior quantidade possível de informações sobre as possíveis fontes de hostilidade.
Lembre-se do dito de Sun-Tzu: “Conheça seu inimigo. ”
NOTA: Estudos bem elaborados, produzidos por empresas como a JANE´S ou a RAND
CORPORATION podem auxiliar na tarefa de conhecer mais sobre o terrorismo e o “modus-
operandi” dos diversos grupos conhecidos.
† Avalie a vida privada do dignitário. Quem são seus amigos? Quem são seus inimigos? Como
ele é na intimidade? Gosta de ostentação? É discreto?
† Avalie o grau de vulnerabilidade e riscos dos "locais base" do protegido (residência, escritório
ou gabinete, casa de veraneio, fazenda etc) tendo em mente a máxima que estabelece que
"onde você puder ser esperado, lá o perigo pode lhe espreitar". Cada local demandará um
planejamento específico por parte da segurança, definindo o quantitativo do efetivo de
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segurança e os meios materiais (armamento, automóveis, rádios, celulares, sistemas


eletrônicos de segurança etc).
† Avalie os procedimentos de segurança existentes. Pense se eles seriam suficientes para deter
você mesmo como agressor, no caso hipotético de que você pretendesse atentar contra o
segurado.
† Liste um conjunto de sugestões para contornar as deficiências constatadas,
preferencialmente fazendo-as acompanhar de notícias da mídia que exemplifiquem a
inadequação dos procedimentos e recursos existentes e que obrigatoriamente deverão ser
modificados.
† Enuncie escrupulosamente as necessidades de equipamentos, treinamentos e quaisquer
recursos, levando em consideração que a proteção não deve se constituir num ônus pesado
demais para o erário público ou, se for o caso, para as finanças do protegido.
† Converse com o protegido e explique-lhe a necessidade da adoção dos procedimentos, um
por um. Você é o técnico da matéria SEGURANÇA PESSOAL e procure não deixar muito
espaço para os contras argumentações fundamentadas no “achismo”. Leve consigo recortes
do noticiário da mídia que possam fundamentar aquilo que você pretende implementar e
mostre-os ao dignitário. O brasileiro já traz em seu inconsciente a idéia de que “só se coloca
a tranca depois da porta arrombada” e a experiência do autor é que os segurados se rendem
mais facilmente aos argumentos “concretos”, devidamente respaldados pelo noticiário.
† Implemente os novos procedimentos de segurança: Planos operacionais para a equipe de
segurança, normas de procedimento para os demais funcionários, medidas de segurança na
residência, no gabinete etc. Coloque tudo no papel, informe e fiscalize o cumprimento!
No caso da atuação da segurança nas diferentes missões usuais ou rotineiras (como levar o
dignitário a um evento de menor monta, recepção, jantar, nos pequenos deslocamentos locais
etc), as quais não envolvam a ciência ou a cooperação de outros órgãos, prepare um
planejamento simples, baseado em relatórios onde estarão descritas as tarefas “passo a
passo”, com previsão de data/hora (de chegada e saída), informações sobre o local e o público,
alguma observação sobre uma possibilidade especial de perigo, meios disponíveis, nomes de
pessoas para contato e seus telefones, possibilidade de apoio no caso de problemas
(localização e telefones de delegacias policiais, de unidades de Polícia Militar, de quartéis das
Forças Armadas, de hospitais da rede pública e privada, bombeiros etc).

؇PROCEDIMENTOS GERAIS PARA A SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS


• Contra simples agressão corporal ou verbal, cerrar formação em redor do segurado e retirá-lo
do local da ameaça o mais rápido possível. Toda a equipe se manterá junta e não deverá parar
para retribuir insultos ou mesmo agressão física. O uso de espargidores (“sprays”) de gás CN, CS
ou OC, bem como granadas de efeito moral, poderão auxiliar a segurança para abrir caminho
em meio a uma pequena multidão hostil.
• Contra arma branca a curta distância, tentar imobilizar e desarmar o agressor valendo-se de
conhecimentos de defesa pessoal, bastão telescópico ou arma de eletrochoque. Dependendo
da gravidade da ameaça, incapacitá-la com disparos precisos de arma de fogo.
• Contra arma de fogo à curta distância, tentar imobilizar e desarmar o agressor, reagindo
rapidamente com disparo neutralizador. Cerrar formação em torno do segurado, curvá-lo para
diminuir-lhe a exposição como alvo e retirá-lo o mais rápido possível da cena do confronto. Caso
o quantitativo de agentes da escolta permita, uma parcela da equipe destaca-se do grupo e
engaja a ameaça, proporcionando cobertura para a retirada.
• Contra arma de fogo de longo alcance, havendo risco de emboscada por franco-atirador, o
"mosca" se posicionará sempre colado às costas da autoridade. O chefe da equipe, juntamente
com um ou mais agentes (de acordo com o tamanho do grupo), observará, com auxílio de
binóculos se necessário, os locais capazes de fornecer bom posicionamento para eventuais
atiradores. Detectando o atirador antes dele atingir o alvo, o agente informará a direção e a
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posição em que o criminoso se encontra (vê e grita: "ATIRADOR ÀS "X" HORAS!") sendo que a
equipe imediatamente curva o segurado, agentes interpõe-se entre a autoridade e a linha de
visada do atirador, terminando por retirá-lo do local o mais depressa que for possível. Neste
caso, a segurança da autoridade dificilmente disparará contra o agressor em virtude da distância
que os separa, limitando-se por fornecer a posição do mesmo para que o policiamento possa
detê-lo.
• Contra emprego de artefatos explosivos, no caso de arremesso de granadas de mão, o primeiro
agente a constatar a ameaça grita: "GRANADA!". O "mosca" joga imediatamente o segurado ao
chão e deita-se sobre ele (cobrindo-o com o próprio corpo) a fim de protegê-lo dos efeitos da
explosão. Vale lembrar que, entre o momento que a granada deixa a mão de seu lançador até o
momento da explosão propriamente dita, decorreu cerca de 3 ou 4 segundos, o que ainda pode
favorecer ao agente que, presenciando o lançamento da bomba e vendo-a cair no chão junto de
si, poderá chutá-la para mais longe e garantir maiores chances de sobrevivência do que teria se
deitasse no chão a uma distância bem próxima. Precauções contra bombas plantadas em locais
onde o dignitário vá estar apenas serão alcançadas mediante a inspeção prévia dos locais (ver
"Varreduras"), sendo que, posteriormente à vistoria, cada área deverá ser mantida vigiada e, se
possível, isolada. A segurança deverá desconfiar de todos os volumes, principalmente aqueles
aparentemente esquecidos ou que estiverem "destoando" da paisagem do local.

Veículos da comitiva e da escolta não deverão ser deixados desguarnecidos. Bombas podem ser
dispostas sob o tanque de combustível, sob o assoalho ou mesmo no interior do carro, com
efeitos altamente destrutivos.
A fim de precaver-se contra “carros-bomba”, um perímetro seguro deverá ser estabelecido,
proibindo-se o estacionamento de veículos, inspecionando seus interiores e identificando seus
ocupantes. Havendo risco de ataque por “carros-bomba”, pode ser necessário estabelecer
obstáculos na pista, de forma a impedir a aproximação de veículo (sobretudo caminhonetes e
caminhões) em alta velocidade. Como obstáculos, podem ser utilizados dentes retráteis
hidráulicos, cavaletes confeccionados a partir de trilhos metálicos pesados, blocos de concreto
ou ainda caminhões basculantes cheios de areia molhada. No interior da caneta uma ampola
com gás se quebra e permite pulverizar o conteúdo venenoso na face da pessoa que se quer
matar.
• Contra emprego de venenos, gases tóxicos etc. Impedir a aproximação de elementos portando
seringas, vidrinhos, tubos de ensaio, aerossóis e todos os instrumentos (ou objetos) que se
assemelham ou possam disfarçar borrifadores (espargidores). Manusear objetos suspeitos
sempre com máscaras e luvas. Manter sob vigilância suprimentos de água e, sempre que
possível, fiscalizar a preparação da alimentação que se destina ao segurado. Igual cuidado deve
ser dedicado à comida da segurança para garantir que não haja sabotagem capaz de pôr os
agentes fora de combate. Em recepções, restaurantes e buffets, procurar ter sempre agentes
fiscalizando na cozinha e certificar-se de que o segurado venha a ser servido pelo (s) mesmo (s)
garçom (s), previamente investigado (s) e credenciado (s) pela segurança.
ACONTEÇA O QUE ACONTECER, OS AGENTES DE SEGURANÇA DEVEM TER EM MENTE QUE SEU
OBJETIVO PRINCIPAL É A PROTEÇÃO DO SEGURADO E POR NADA DEVEM DESVIAR SUA ATENÇÃO
OU SE AFASTAREM DELE. É SEMPRE BOM LEMBRAR QUE UM ATENTADO PODE TER SIDO
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PLANEJADO DE FORMA A OCORRER EM DUAS OU MAIS ETAPAS, COM ATAQUES SUCESSIVOS OU


SIMULTÂNEOS, DE VÁRIAS MANEIRAS, DE DIFERENTES DIREÇÕES, SEM DAR CHANCE PARA A
SEGURANÇA SE RECOMPOR. LOGO, NÃO SE DEVE ENGAJAR EM TIROTEIOS, PERSEGUIÇÕES E
QUAISQUER OUTRAS AÇÕES QUE NOS DESVIEM DO PROPÓSITO DE PROTEÇÃO DIRETA DO
PROTEGIDO E DE EXECUTAR, RAPIDAMENTE, SUA RETIRADA DO LOCAL DO ATENTADO.

؇ PROCEDIMENTOS NOS LOCAIS-BASE

Procedimentos nos gabinetes e nos órgãos públicos, de nada adiantará proteger-se um


dignitário nos seus deslocamentos, nos momentos de folga ou em suas aparições públicas se o
local onde ele trabalha não conta com segurança satisfatória. Como os efetivos de segurança do
Parlamento Indiano devem ter descoberto a duras penas, depois da invasão sofrida em
dezembro de 2001, é necessário reforçar a segurança nos órgãos públicos a fim de que se possa
realmente garantir que as autoridades estarão protegidas em seu interior. Dá para imaginar a
surpresa que deve ter tomado conta da segurança da Câmara Municipal de Nova Iorque
quando, em julho de 2003, um homem armado disparou à queima-roupa, matando um
parlamentar em plena sessão plenária. Até então, o prédio histórico que abriga a Câmara e a
Prefeitura de Nova Iorque era tido como um dos mais bem protegidos da cidade. O assassino foi
detido pelos disparos certeiros de um segurança em trajes civis que também estava no interior
do plenário. Faz-se necessário proceder uma avaliação das condições de segurança física do
local de trabalho da autoridade. É imprescindível avaliar os riscos de segurança que pesam
contra o referido local e, consequentemente, contra o protegido enquanto nele estiver. Assim
como os sucessivos círculos de segurança protegem a autoridade em seus deslocamentos ou
nos locais de evento, a segurança física das instalações deve obedecer ao princípio da defesa em
profundidade, onde sucessivas medidas e equipamentos são posicionados como que «em
camadas», para dissuadir ou deter um ataque. Refere-se à combinação de todos os recursos da
segurança, dispostos desde o exterior até o objeto de proteção, como a cerca ou a concertina
de arame sobre o muro, a cancela, o arco detector de metais, o sistema de identificação da
portaria, os seguranças ou guardas armados na entrada, as câmeras do circuito fechado de
televisão, os sensores de infravermelhos, o segurança de ronda etc, até chegar à segurança na
recepção do gabinete. São medidas que se combinam e se sobrepõem, assegurando uma maior
possibilidade de que uma ação contra a autoridade naquele local possa ser desencorajada
ou, em caso extremo, detectada antes do agressor alcançar seu intento. A entrada de veículos
no perímetro das instalações também deve ser controlada. A aproximação deve ocorrer em
baixa velocidade e, para isso, o tráfego normalmente é obrigado a reduzir a marcha desviando
dos obstáculos à direita e à esquerda, até parar. A disposição dos meios de proteção deve
prevenir uma entrada forçada a partir de obstáculos físicos fixos ou removíveis. Como em todo
planejamento de segurança física, deve-se prever e ensaiar a atuação da segurança em caso de
previsíveis emergências. Como atuar se o segurado for atacado no interior do edifício?
Como fazer se o segurado ficar acidentalmente preso num elevador?
Como fazer se, no meio de uma «ocupação pacífica» das instalações por um grupo
reivindicatório numeroso, houver uma tentativa de tomar a autoridade como refém?
Como e por quais caminhos pode-se retirar o protegido do local?
É absolutamente imprescindível que todos os seguranças saibam o que fazer nessas horas de
emergência.

؇PROCEDIMENTOS NAS RESIDÊNCIAS


A segurança terá de ser adaptada ao risco do local onde o dignitário está instalado, às
peculiaridades do imóvel e à condição topográfica do local. Cada locação onde a segurança
houver de atuar demandará um planejamento diferente, particularizado, com diferente
disposição de postos, diferentes rotinas de serviço, planejamentos contingenciais etc.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

Muito antes da chegada do dignitário o imóvel deverá ser previamente inspecionado, assim
como seu mobiliário e utensílios. Existindo a possibilidade de armadilhamento por meio de
bomba tomar-se-á redobrado cuidado para não se deixar apanhar por acionadores de tração,
liberação descompressão, disfarçados em objetos ou utensílios que exijam ação de mover, abrir,
fechar, puxar ou apertar. Pare, observe atentamente, escute e cheire antes de tocar ou de
remover um objeto que possa estar armadilhado. A segurança deve estar armada, de forma a
poder neutralizar quaisquer veículos que tentem forçar a entrada. Deve -se mapear e verificar
os imóveis vazios, as elevações e as áreas que propiciem emboscadas. Planejar a atuação da
segurança em caso de previsíveis emergências (tentativas de ataque/invasão, incêndio,
evacuação médica, distúrbios civis etc). É necessário estabelecer quem faz o quê e quando,
testando, sempre que possível, a eficácia de tais medidas. Novamente raciocine se elas seriam
suficientes salvaguardar o protegido contra um ataque em que você próprio fosse o agressor.
Efetuar “varreduras” contra escutas clandestinas nos diferentes ambientes, Inspecionar o
estado de funcionamento e conservação de linhas telefônicas, bem como de elevadores,
bombas, geradores e manter tudo sob vigilância. Inspecionar cisternas, caixas -d'água,
canalizações e verificar a potabilidade da água. Em condições de alto risco de eliminação fís ica
do segurado, cisternas e caixas devem ser previamente lavadas e posteriormente lacradas pela
segurança.
Especiais cuidados com assoalhos, tetos falsos, sótãos, paredes divisórias, porões, "passagens
secretas" etc. Inspecionar, quando for o caso, correspondências, embrulhos e volumes.
Cuidados com prestadores de serviço de (impressa de Luz (Energia), Telefone (Teleacre), Gás,
água e Esgoto (SANEACRE), Correios, Lixeiro etc.), pois credenciais forjadas podem mascarar a
identidade de criminosos, terroristas e sabotadores. Não permitir reparos de luz, gás, água ou
telefones, sem que os mesmos tenham sido efetivamente solicitados. Verificar a identidade de
quem se apresenta como funcionário de tais prestadoras de serviço. Tais consertos ou
verificações, se indispensáveis, deverão ser efetuados sob severa vigilância. Estudar e
implementar medidas de segurança tais como substituição de fechaduras, reforços de
trancamento de janelas e portões, blindagem de janelas, elevação da altura de muros, colocação
de concertinas de arame, reposicionamento ou colocação de iluminação de proteção, pintura
ou caiação de paredes e muros, poda de árvores ou arbustos (quando estes atrapalharem a
segurança), plantio de árvores ou cercas vivas (para o caso de imóveis devassados), instalação
de circuito fechado de televisão, sensores de presença de infravermelho e alarmes. O caso de
imóveis devassados), instalação de circuito fechado de televisão, sensores de pres ença de
infravermelho e alarmes. Realizando obras de reforma, sugerir blindar um dos cômodos
(notadamente um “closet” ou banheiro de suite) a fim de que possa ser empregado como
refúgio seguro do protegido em caso de emergências como assaltos ou tentativas de captura
por seqüestradores. Estudar o posicionamento adequado dos efetivos de guarda, ensaiando sua
atuação no caso de uma tentativa de invasão ou ataque. Considerando que, em sítios, fazendas,
casas de veraneio, na praia ou montanha, a equipe de segurança talvez não disponha de rápido
apoio no caso de um ataque, a segurança deverá contar no local de armas e munições em
quantidade suficiente para fazer frente ao enfrentamento, enquanto espera pela chegada do
socorro.
NOTA: Residências podem ficar mais seguras, com a instalação de equipamentos como sensores
de detecção de movimento por infra-vermelho, sensores de abertura de portas e janelas,
sensores de fumaça, acionadores automáticos de iluminação, botões de pânico e sirenes.
Residências podem ficar mais seguras, com a instalação de equipamentos como sensores de
detecção de movimento por infra-vermelho, sensores de abertura de portas e janelas, sensores
de fumaça, acionadores automáticos de iluminação, botões de pânico e sirene s.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇ PROCEDIMENTOS NOS LOCAIS DE EVENTOS: Todo o planejamento já deve ter sido traçado com
a maior antecedência possível. Uma vez na cena do evento, os agentes devem estar cientes de
seus papéis e dispostos nos locais segundo as designações da chefia. Sempre que necessário, os
encarregados do planejamento fornecerão questionários-padrão, do tipo “check-list” onde
constem informações necessárias à condução da operação por parte da equipe de segurança,
passo a passo, antes, durante e depois do evento. Normalmente, no curso de um evento,
diferentes grupos ou forças de segurança interagem na proteção do dignitário. Neste caso, os
planejadores devem definir as atribuições e competências previamente a fim de que não haja
qualquer dúvida acerca do comando da operação, de quem faz o quê. Tudo isso será definido
bem antes do início do evento. Dependendo da importância do evento, ensaiá-lo previamente
com o pessoal envolvido, avaliando todo o programa, inclusive simulando a presença do
dignitário. Se for o caso, adotar cordões de isolamento e solicitar às autoridades a autorização
para impor restrição ao tráfego de veículos e pessoas, segundo as necessidades de segurança
previamente estabelecidas. Todo o isolamento e o controle do público devem ser executados
pelo policiamento ostensivo, em consonância com as solicitações da segurança. Especial
atenção quanto aos veículos previamente estacionados próximos ao local, aparentemente
esquecidos por seus proprietários, os quais, deverão ser removidos do local. Dependendo da
natureza do evento, a área poderá ser posta sob discreta vigilância velada com algum tempo de
antecedência. Todo o local do evento (e mesmo as áreas adjacentes) deverá ser
minuciosamente vistoriado com antecedência (varredura). Uma vez checadas e consideradas
seguras, tais áreas permanecerão vigiadas até o horário do evento, não se permitindo o ingresso
de pessoal não autorizado. Devem ser tomados especiais cuidados para que materiais como
armas e explosivos não sejam contrabandeados e escondidos no interior da área segura antes
da data do evento, a fim de facilitar ação de criminosos ou terroristas. Em áreas
fechadas, estruturas desmontáveis ou palanques deverão ter limites de público com razoáveis
margens de segurança e tais limites por nada deverão ser excedidos. Vale lembrar que o Brasil
tem triste histórico de ocorrências em que palanques ou estruturas desabam devido a ser
excedida sua capacidade de sustentação de carga e que a superlotação, na esmagadora maioria
das vezes, se processou independentemente o disposto pela segurança. As limitações de carga
de elevadores também deverão ser observadas, a fim de evitar acidentes e principalmente
contrariedades para as autoridades protegidas. Compartimentos como bueiros, PCs de luz e
gás, cisternas e caixas d´água, salas de máquinas de elevadores, armários de distribuição
telefônicos, shafts de alta tensão devem ser inspecionados e mantidos lacrados pela
segurança. Da mesma forma, latas de lixo, caixas de correio e outras peças de mobiliário urbano
devem ser inspecionadas e, se possível, até recolhidas do local enquanto durar o
evento. Técnicos de reparos como os de empresas de manutenção de elevadores, energia, gás
e águas deverão ter sido alvo de investigação prévia e estarão credenciados para agir em
eventualidades. Identificar todas as pessoas que terão contato aproximado com o
dignitário, que participarão ou que prestarão serviço durante o evento. Em casos extremos só
serão aceitos funcionários que tenham sido admitidos antes da definição da data do
evento. Uma vez identificadas e revistadas, as pessoas receberão credenciais de acesso, as quais
deverão ser de fácil visualização. Nem todos os interessados em burlar um esquema de
segurança são tão inofensivos como o ator que, pulando o muro do Palácio de
Windsor, penetrou sem ser convidado na festa de aniversário do Príncipe William fantasiado de
Bin Laden, em junho de 2003. Em casos extremos, a preparação da alimentação, bebidas e o
serviço de garçons poderão ser alvo de direta supervisão dos elementos da seguran ça. A
existência de atentados praticados por elementos das forças de segurança ou caracterizados
como tal faz com que seja importante uma apresentação prévia dos agentes que estarão
envolvidos no dispositivo de segurança, como uma garantia a mais contra imprevistos. Os
agentes de segurança utilizarão pequenos broches, emblemas ou braçadeiras de acordo com o
evento ou sua função no dispositivo de segurança. Havendo concentração de agentes de
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

segurança de dignitários convidados, evitar conversas que exponham detalhes reservados da


segurança, como gabar-se de procedimentos, equipamentos ou dos armamentos disponíveis.
Designar local para estacionamento seguro dos veículos do dignitário, da sua segurança bem
como dos veículos de apoio, imprensa etc. É necessário que a segurança tenha decoro e
disciplina.
؇PROCEDIMENTOS EM DESLOCAMENTOS: Ao iniciar-se o deslocamento, quer com autoridades
quer com executivos, o itinerário já deverá ter sido analisado e reconhecido. Naturalmente, a
seleção dos itinerários vai levar em consideração as características dos locais a serem
percorridos, o histórico de ocorrências delituosas nos respectivos locais e toda sorte de
informações obtidas junto aos organismos de Inteligência. Todos os pontos considerados críticos
pela segurança deverão ter sido previamente mapeados. Devem ser observadas áreas como
pontes, viadutos, túneis, ruas estreitas, áreas com constantes retenções de tráfego, ruas com
constante tráfego ou estacionamento de caminhões, estradas ou ruas com curvas
excepcionalmente fechadas onde haja necessidade de se reduzir a velocidade do deslocamento
e, sempre que possível, contar com apoio de segurança ostensiva nesses locais. Utilizar, sempre,
o itinerário mais seguro, mesmo que ele não seja o mais curto. Especial atenção com eventuais
pontos por onde a passagem do dignitário seja efetivamente obrigatória, independentemente
do itinerário adotado. Itinerários alternativos deverão ter sido estudados para caso de
necessidade. Nos deslocamentos rotineiros, serão obrigatórias as variações de horários e
itinerários.
NOTA: A PREVISIBILIDADE DOS PASSOS DO SEGURADO (E CONSEQUENTEMENTE DE SUA
SEGURANÇA). É TUDO QUE O AGRESSOR PODERIA PEDIR EM TERMOS DE FACILIDADE PARA
PRATICAR SUAS AÇÕES.
Deve-se ter em mente que um dos momentos mais vulneráveis para a segurança de um
dignitário se dá durante seus deslocamentos; por isso, toda e qualquer movimentação deve
merecer a maior atenção da parte da equipe de segurança.
؇PROCEDIMENTOS EM VEÍCULOS MOTORIZADOS
O tamanho de um comboio variará em função do grau de risco do dignitário e dos recursos
disponíveis para prover-lhe proteção. Consideraremos como minimamente aceitável o
quantitativo de dois veículos, sendo um para o protegido e o outro para sua escolta.
No entanto, em algumas situações, o banco
• Plano de assentos
Ao trabalhar em um veículo, é importante que o Principal se sente diretamente atrás do Mosca,
isto é para Comando e controle do Principal durante um incidente.
UM MOVIMENTO DE VEÍCULO
Motorista Mosca Segurança pessoal VIP
No entanto, em algumas situações, o banco traseiro pode ser configurado de maneira diferente,
dependendo do tamanho e tipo do veículo, das necessidades da comitiva e da preferência da
equipe da escolta. É importante lembrar que a configuração do assento em um carro de escolta
pode variar e sempre é melhor seguir a instrução da equipe de escolta para garantir a segurança
durante a viagem.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

MOVIMENTO DE DOIS VEÍCULOS Deslocamento Motorizado risco médio

• Deslocamentos motorizados: Nos deslocamentos motorizados, a cápsula de segurança poderá


realizar a segurança alterando a sua formação na pista de rolamento. Esse procedimento
proporcionará proteção ao veículo de segurança VIP durante todo o itinerário da autoridade,
especialmente durante a passagem por pontos críticos. Por implicar em movimentação
frequente e coordenada dos veículos de segurança no trânsito, essas manobras denominam-se
balé de viaturas. O balé só ocorrerá quando a cápsula se desloca isolada, sem escolta de
batedores. Quando estiver em comboio escoltado por batedores, com outros meios sob a
coordenação do SSP, o movimento não ocorrerá, devendo os veículos permanecerem
alinhados em faixa de circulação única, evitando acidentes durante o procedimento de
recuperação dos batedores.
• Deslocamento em uma faixa de circulação: primeiro veículo dita a velocidade; motorista com
equipamento de comunicação adequado, motorista convenientemente entrosados, regras de
trânsito devem ser observadas, em caso de acidente, o vip continua.
• mudança de faixa: vip 1º indica a direção com seta, e aguarda o “bloqueio” do fluxo, pelo
veículo de segurança.
A cápsula de segurança segue com os veículos em posições alternadas, o veículo A à direita, o
veículo VIP à esquerda, o veículo B à direita e o veículo C novamente à esquerda. O objetivo é
proteger a porta traseira direita do veículo VIP (onde a autoridade embarcou).

Se a faixa de circulação for estreita, ainda que os veículos de segurança obedeçam a mesma
sequência, ao invés do veículo da retaguarda avançar sobre a lateral do veículo da frente, esses
apenas desalinham-se, mantendo-se um à retaguarda do outro. O objetivo é manter a posição
do dignitário protegida, ainda que apenas da aproximação de uma motocicleta
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

• Deslocamento em duas faixas de circulação

Nessa situação, a cápsula de segurança se desloca com os veículos em posições alternadas, no


mesmo arranjo anterior, porém, ocupando duas faixas de circulação.
O SSP, de acordo com a necessidade, dará o alerta aos CVS, informando pelo equipamento
rádio - “Deslocamento em duas faixas!” ou “Deslocamento em um faixa!”.
• Paradas e passagens em lombadas
Por ocasião da passagem em lombadas, o veículo VIP fica exposto a ameaças que se aproveitam
da baixa velocidade para atacá-lo do solo. Para impedir que isso aconteça, via de regra, o veículo
B precisará se posicionar entre a origem da ameaça e o veículo VIP. De modo a permitir essa
manobra, o veículo VIP deverá se posicionar no limite esquerdo da faixa de circulação, enquanto
o veículo B se desloca para o limite direito. Havendo espaço, o veículo B se adianta e oferece o
seu capô para proteger a porta traseira direita do veículo VIP, servindo como anteparo.

B
B

condutor de veículo de segurança (cvs)


na cápsula de segurança temos a figura do condutor de veículo de segurança (cvs), que são
agentes de segurança com a função específica de conduzir os veículos. o motorista é o
responsável pelo bom funcionamento, limpeza e conservação dos veículos e cumprimen to das
regras de trânsito. seu treinamento deve incluir, além do habitual, técnicas de direção defensiva,
evasiva, escolta motorizada e mecânica básica. reportam-se diretamente aos chefes de equipes
e devem possuir o mesmo treinamento dos agentes.
características na condução
inspeção antes de depois do uso; vip com portas trancadas e vidros fechados; cvs destrava as
portas antes do desembarque; máxima velocidade permitida, com segurança; estacionar
desimpedido e com a frente voltada pra saída; cvs permanece do lado de fora, quando
estacionado; diferença: comboio / balé de viatura; primeiro veículo dita a velocidade; cvs com
equipamento de comunicação adequado; cvs convenientemente entrosados; regras de trânsito
devem ser observadas; em caso de acidente, vip continua; mudança de faixa: vip 1º indica a
direção com seta, e aguarda o “bloqueio” do fluxo, pelo veículo de segurança.
avançado e precursor
agente avançado; sempre que a disponibilidade de pessoal e meios permitir, devemos designar
agentes para realizar os levantamentos dos itinerários, dos locais, das reservas dos hotéis e
condições de segurança em geral. o agente avançado trabalha sempre com antecedência
mínima necessária para reportar alterações encontradas, com tempo suficiente para o
coordenador de segurança ou chefe de equipe providenciarem a respeito.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

deslocamento em uma faixa de circulação: a cápsula de segurança segue com os veículos em


posições alternadas, o veículo a à direita, o veículo vip à esquerda, o veículo b à direita e o veículo
c novamente à esquerda. o objetivo é proteger a porta traseira direita do veículo vip (onde a
autoridade embarcou). se a faixa de circulação for estreita, ainda que os veículos de segurança
obedeçam a mesma sequência, ao invés do veículo da retaguarda avançar sobre a lateral do
veículo da frente, esses apenas desalinham-se, mantendo-se um à retaguarda do outro. o
objetivo é manter a posição do dignitário protegida, ainda que apenas da aproximação de uma
motocicleta.
deslocamento em duas faixas de circulação: nessa situação, a cápsula de segurança se desloca
com os veículos em posições alternadas, no mesmo arranjo anterior, porém, ocupando duas
faixas de circulação
conversões: devido ao risco de acidentes, mudanças de direção são um momento crítico nos
deslocamentos motorizados. os cvs devem estar atentos para manter a proteção do veículo de
segurança vip, evitar um acidente e impedir a entrada de um veículo estranho na composição
da cápsula de segurança. via de regra, o procedimento será proteger o veículo de segurança vip
na abordagem das pistas de rolamento que caracterizam a mudança na direção de
deslocamento. o veículo de segurança a aborda a faixa de circulação enquanto o veículo B
avança o espaço suficiente para que o veículo vip possa realizar a conversão com segurança. o
veículo b novamente cumpre um papel de anteparo entre o veículo da autoridade e demais
carros que circulam na via. em conversões à esquerda, normalmente não há a necessidade de
modificação no alinhamento dos veículos. em conversões à direita, o posicionamento dos
veículos de segurança é modificado.
Ultrapassagens: estando a cápsula de segurança na faixa da direita, não há necessidade de
manobras por parte dos veículos. mas estado os veículos no lado esquerdo da via, ao ser
ultrapassada a cápsula de segurança deve se atentar, e o veículo b ficar preparado para se
interpor ao veículo vip e o veículo estranho. havendo espaço para essa interposição, ela pode
ser feita quando observado pelo ssp a intenção do veículo estranho em ultrapassar.
mudanças de faixa de circulação: quando houver a necessidade da cápsula de segurança mudar
de faixa de circulação, à esquerda ou à direita, o asp a ou o cvs vip acionará a seta indicativa de
mudança de faixa para o lado indicado. ao observar a seta acionada, o cvs vip ou o cvs b repetirá
o procedimento, que mudará de faixa assim que o trânsito permitir. após o veículo A (ou C, se
houver) mudar de faixa e havendo possibilidade, o veículo vip também mudará de faixa, pois
agora está protegido pelo veículo B. em seguida, o veículo A (se houver) fará o mesmo esse
procedimento consome um certo tempo em deslocamento, por isso, o asp a ou o cvs vip deve
dominar o terreno e emitir os alertas com oportunidade, a fim de não gerar deslocamentos
desnecessários por descuidos no trânsito.
técnicas de ação imediata-TAI: as tai para a cápsula de segurança serão vistas posteriormente
na instrução de direção defensiva e evasiva.
Comboio: generalidades antes de cada deslocamento motorizado, o asp a, chefe da cápsula de
segurança, ou na falta desse, o ssp deverá realizar um briefing de segurança com os cvs, a fim
de coordenar e fiscalizar detalhes importantes para o deslocamento. quando o deslocamento
contar com escolta de batedores e outros apoios sob a coordenação do ssp, o responsável pela
realização do briefing de segurança com todos os condutores de veículos do comboio será o
próprio ssp. participam do briefing de segurança todos os condutores de veículos da cápsula de
segurança e de outros veículos que venham a compor um comboio, incluindo o grupo de escolta.
meios que normalmente compõem o comboio
a) grupo de escolta;
b) cápsula de segurança;
c) veículo de segurança reserva;
d) veículo da equipe de cerimonial;
e) veículo de apoio para comitiva;
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f) veículos de segurança ostensivos; e


g) ambulância.

DOIS VEÍCULOS - VIA ÚNICA


Os PES efetivamente bloqueiam a estrada para vetar os veículos por trás e, em seguida, encosta
para permitir que eles passem, NÃO ABUSE. Sem uma luz azul na parte superior, você
rapidamente incomodará os outros usuários da estrada.
CONDUÇÃO EM AUTOESTRADA
Os PES ficam na pista externa para vetar os veículos que se aproximam pela retaguarda. Uma
vez examinado, ele encostará e permitirá que eles passem. Os PES NÃO permitirá que um veículo
divida o comboio.
ENTRANDO NA AUTOESTRADA
O PES ficará na faixa lateral da via de acesso e será o primeiro a entrar na faixa de rodagem a
“COMPRAR” o tempo de entrada do veículo VIP. Os veículos então se moverão para as posições
normais de comboio de autoestrada.

SAÍDA DA AUTOESTRADA

Conheça a sua saída!! O veículo VIP move-se para a faixa de saída enquanto
o PES se move pela faixa interna em direção à faixa de saída oferecendo
cobertura e, em seguida, adota a posição normal para bloquear por trás.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

؇O QUE É CONDUÇÃO TÁTICA? “Equipe de proteção próxima de dois carros aplicando


embarcações rodoviárias, direção segura e posicionamento tático para transportar com
segurança seu Principal entre os locais”. Princípios da Direção Tática: - COATS A condução tática
pode ser descrita como: Comunicações Observação Conscientização Trabalho em Equipe Prática
de direção segura.
Regras de Condução Tática: Ambos os veículos devem ter contato visual o tempo todo. Bons
procedimentos e comunicações são vitais para manter este. O PPO está no controle das portas
que devem ser trancadas imediatamente no embus. Janelas fechadas o tempo todo (pode abrir
as janelas durante o movimento, mas não mais do que duas polegadas) . Deve haver
comunicação eficiente entre os veículos pelo uso de palavrascódigo para procedimentos.
Espaçamento correto entre os veículos para que os procedimentos de reação sejam iniciados.
Ambos os veículos devem estar cientes de qualquer ultrapassagem o comboio. A
conscientização de vigilância e o carro PES devem ser vigiados o tempo todo, a menos que um
estacionamento seguro possa ser usado
Conscientização sobre vigilância e anti-vigilância devem ser praticadas em todas as viagens.
Veículo IP e carro PES devem ser vigiados o tempo todo, a menos que um parque de
estacionamento seguro pode ser usado. A distância máxima entre os veículos VIP e PES nunca
deve ser superior a 30m, mas isso depende do nível de ameaça, estrada, velocidade e condições
climáticas.
؇ONDE O DIRETOR DEVE SENTAR NO CARRO?
Alguns podem dizer que ele tem liberdade para sentar onde quiser, e alguns Diretores o fazem,
ignorando conselhos sensatos. Alguns Diretores podem insistir em dirigir sozinhos, e isso é mais
comum do que você imagina! Embora esta não seja a melhor situação, você pode ter que lidar
com ela e se comprometer idealmente, ao ser conduzido, o Principal deve sentar-se no banco
de trás atrás do banco do passageiro da frente que será preferencialmente ocupado pelo seu
Guarda-costas. Embora em algum momento o BG seja forçado a viajar no carro reserva, tudo o
que ele pode fazer é ficar o mais próximo possível do veículo seguinte. Todas as portas devem
ser trancadas imediatamente após o Principal estar no veículo e a estrita observância da regra,
deve ser observada em relação às janelas.
• Onde o Diretor deve estar no comboio?
Se o Principal estiver usando um PES e tiver um carro reserva, deve sempre viajar atrás do
veículo do Principal, pois esta é a melhor posição para tomar medidas defensivas caso o comboio
seja atacado. Se atacados pela retaguarda, eles já estão lá. Se atacados pelos flancos, eles podem
ultrapassar rapidamente ou tentar se colocar entre a ameaça e o carro do Principal (Bloqueio)
se o ataque vier pela frente, eles podem ultrapassar e enfrentar a ameaça pela frente. Assim,
em um comboio de dois veículos, o Principal estará sempre no veículo da frente. Alguns podem
argumentar que ele deveria viajar na retaguarda de vez em quando para manter os bandidos na
dúvida, mas isso está errado. O veículo de escolta é severamente prejudicado em suas respostas
aos ataques, caso venham de qualquer lugar que não seja a frente. Em um comboio de três
carros, o Principal pode estar no veículo do meio, o que lhe dá cobertura defensiva completa e
em um comboio de 4 veículos, o Principal pode estar no segundo ou terceiro veículos. Alguns
podem agora argumentar que, em uma formação de três ou quatro veículos, o Principal pode
estar no veículo da frente, o que reduziria desnecessariamente as capacidades de proteção da
equipe ao optar por não ter proteção total.
NOTA: “Nenhuma janela será aberta mais de duas polegadas quando o veículo estiver viajando
a menos de 50 km/h” se você está trabalhando com uma ameaça que exige um carro blindado,
abrir as janelas NÃO É UMA OPÇÃO Mesmo que o AC não esteja funcionando, suas janelas
devem permanecer fechadas o tempo todo devido à óbvia ameaça elevada que requer um carro
blindado em primeira instância. Se você fosse parado repentinamente em uma emboscada,
mesmo uma janela aberta uma polegada tornaria toda aquela armadura inútil quando o cano
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de uma arma é empurrado através dela, dispara um tiro e essa bala então faz uma impressão de
uma máquina de Pin-Ball, saltando fora toda a armadura interna matando todos
Uso de cintos de segurança
Morto simples; O Diretor, seu BG e motorista devem TODOS USAR CINTOS DE SEGURANÇA.
Ainda existem duas escolas de pensamento sobre isso que persistem, às quais respondo com
um exemplo de destaque em que não usar o cinto de segurança resultou em uma grande falha
na proteção próxima;
“Paris 1997, Princesa Dianna” As únicas exceções a esta regra são se você for; 1. Em tráfego
estático ou muito lento com chance de ser emboscado Uso de cintos de segurança 2. Abrandar
para a descida.
• As viaturas, deverão ser as mais adequadas ao terreno a ser percorrido. As viaturas deverão
passar por rigorosa inspeção, serão submetidas a buscas e mantidas sob vigilância; jamais
deverão ser deixadas em estacionamentos desguarnecidas ou com os vidros abaixados. Se
possível, optar por veículos de vidros escuros ou com “insulfilm” que dificultem a visão externa
de quem estiver sendo transportado. Havendo disponibilidade de recursos, optar por veículos
blindados ou, na impossibilidade, dotar os carros com películas balístico-resistentes nos vidros
(os quais se constituem em alvos prioritários no caso de tiros, pedradas ou “coquetéis molotov”
adversários). Os veículos deverão ser mantidos em excelentes condições mecânicas e devem
estar munidos de pneus “estepes” suplementares (no caso dois, principalmente para o caso de
viagens), kit de primeiros-socorros APH (com analgésicos, remédios para enjoos, diarréia,
moderadores de pressão etc), caixa com ferramentas, lanternas, mapas rodoviários, mudas de
roupas para os agentes e todo o equipamento que os agentes acharem necessário como
binóculos, Celular, detector de metais portátil, munição reserva para as armas e um plano
pronto de fuga. etc. A “regra” é procurar ter à mão tudo aquilo que possa ser necessário.
• Os motoristas, tanto do carro do segurado quanto dos carros da escolta, deverão estar
convenientemente entrosados. Devem combinar códigos (como piscadas de faróis ou setas)
entre si a fim de sinalizar acelerações, manobras, assinalar obstáculos, veículos suspeitos etc. A
marcha do comboio será regulada pelo primeiro veículo, tomando cuidado para não imprimir
desnecessárias manobras e acelerações bruscas, as quais possam desagradar o dignitário que
está sendo transportado. Em deslocamentos com apenas dois veículos, normalmente o carro do
dignitário seguirá à frente, seguido de perto pelo carro da escolta. Os veículos da escolta e do
dignitário caminharão sempre juntos.
• A distância, entre os carros variará em função do terreno que estiver sendo percorrido, do
tráfego viário bem como da visibilidade do ambiente, mas não se poderá permitir a interposição
de um terceiro veículo entre ambos. Se o veículo com dignitário precisar mudar de pista ou fazer
uma curva ele sinaliza para que o veículo da escolta (atrás) lhe cubra, abrindo caminho para que
o carro principal entre com segurança. Na possibilidade de adoção de comboio com três (ou
mais) veículos ou sempre que houver oportunidade, o deslocamento do comboio será precedido
por “viatura piloto”, que seguirá na frente, inspecionando o percurso, numa distância e num
intervalo de tempo variável que o permita detectar quaisquer anormalidades e reportá-las. Tal
viatura deverá ser descaracterizada, podendo também ser substituída com vantagens por uma
motocicleta. Em casos extremos, tal equipe (ou agente, no caso do motociclista) pode comandar
uma mudança do itinerário.
• EXERCÍCIOS ANTI-EMBOSCADA DE VEÍCULOS
Embora a parte mais vulnerável de uma jornada seja o início e o fim, muitos incidentes
ocorreram quando o VIP está viajando entre esses dois pontos. Esses incidentes foram possíveis
de planejar devido a deficiências nos exercícios. As chances de ser emboscado podem ser
bastante reduzidas pela seleção cuidadosa, planejamento e segurança de rotas e horários antes
da viagem “Lembre-se de apresentar um “ALVO DIFÍCIL” em todos os momentos, mantendo a
concentração e o profissionalismo enquanto pratica exercícios bem ensaiados”. Esteja você
ministrando este assunto em uma tarefa ou consultoria de equipe, ou recebendo-o para praticar
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exercícios como parte de uma equipe operacional, é o culminar de uma grande quantidade de
tempo na área de treinamento. É importante observar objetivamente a composição e o layout
do comboio, a ameaça e o VIP para praticar exercícios realistas e viáveis. Limitações inevitáveis
da área de treinamento tornam esses exercícios os mais difíceis de praticar de forma realista,
portanto, deve haver alguma dramatização preconcebida para determinar a situação após a
emboscada.
NOTA: É importante observar objetivamente a composição e o layout do comboio, a ameaça e
o VIP para praticar exercícios realistas e viáveis O objetivo desta lição é incutir os princípios anti-
emboscada, discutir as principais opções e delinear exercícios básicos anti-emboscada de
veículos.
• O ATAQUE EM MOVIMENTO
Para discutir as técnicas ofensivas de condução associadas à proteção de figuras públicas, é
necessário primeiro conhecer o modus operandi (MO) dos atacantes. Uma seção transversal de
ataques de assassinato de veículos, variando de assassinatos de gangues a assassinatos de
grupos terroristas sul-americanos, foi estudada para determinar o padrão do ataque típico e as
táticas de veículos específicas empregadas. Um resumo dos pontos-chave identificados nesses
estudos de caso aparece abaixo: Na maioria dos casos estudados, o ataque foi realizado com o
emprego de dois veículos. Um veículo foi empregado para impedir ou cortar o veículo alvo; o
outro veículo foi empregado para lançar o próprio ataque. Por exemplo, em um caso, uma
garota atraente em um Volkswagen ultrapassou o veículo alvo e, quando estava na frente dele,
diminuiu repentinamente a velocidade para impedir o progresso do veículo alvo. Quando o
segundo carro de ataque se posicionou ao lado do veículo alvo e o tiroteio começou, a garota
acelerou e entrou em uma rua lateral. Em geral, o veículo de ataque continha três pessoas; um
motorista, um homem na frente com o motorista e um homem no banco traseiro direito. Ambos
os passageiros geralmente traziam armas para atacar o veículo alvo durante o ataque. O veículo
impeditivo frequentemente continha apenas o motorista.
Todos os ataques bem-sucedidos foram realizados do lado esquerdo ou do lado do motorista
do veículo alvo.
Os tiros começaram quando os atacantes alcançaram o ponto cego traseiro na visão do
motorista e os tiros continuaram quando os atacantes passaram pelo veículo alvo até chegarem
a uma posição em que não podiam mais apontar suas armas. Os ataques geralmente ocorriam
em ruas transversais ou saídas disponíveis para permitir aos atacantes uma fuga rápida e fácil
após o ataque. A duração estimada dos ataques estudados foi de 10 a 15 segundos, com cerca
de 10 a 15 tiros sendo disparados à queima-roupa por cada artilheiro. Quando um único veículo
foi usado, o mesmo padrão de ataque de ponto cego foi empregado. No entanto, devido a mais
opções de manobra disponíveis para o veículo alvo, os ataques geralmente duravam um pouco
mais e, em geral, eram menos eficazes. A surpresa parece ser o fator chave em todas as técnicas
de ataque de veículos. Nos casos em que o motorista estava alerta e desconfiado dos veículos
atrás dele e reage defensivamente, as ações evasivas do veículo-alvo frequentemente
frustravam os atacantes, negando-lhes o elemento surpresa e impedindo seu movimento para
uma posição de ataque efetiva. Em quase todos os casos, a confusão causada pelo ataque
resultou na obtenção de nenhuma descrição confiável ou número da placa do veículo do invasor.
A maioria dos veículos foi roubada ou alugada para o ataque.
Erros do motorista do veículo alvo: Informações fornecidas por sobreviventes de ataques e/ou
de estudos do local dos ataques tendem a indicar os seguintes erros do motorista: Em um caso,
o motorista não deu importância ou não viu perigo em um veículo cheio de jovens que o
seguiam. Ele os considerava "apenas jovens espertinhos em um passeio alegre". (O motorista
não estava alerta ou treinado) Deve-se notar que o estado de alerta constante do motorista às
condições ao seu redor e a suspeita de outros veículos manobrando no fluxo do tráfe go muitas
vezes permitiram que ele reduzisse o elemento surpresa do ataque e, portanto, a eficácia do
ataque. Em alguns casos, o estado de alerta e a suspeita do motorista frustraram os atacantes,
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negando-lhes a posição de ataque. Quando atacados, alguns motoristas foram capazes de


interromper o ataque com eficácia ou encurtar a duração do ataque, empregando táticas de
direção ofensivas.
• O ATAQUE DE EMBOSCADA
Esta é a emboscada preparada, surgida de uma posição cuidadosamente selecionada ao longo
da estrada. Por definição, a ação ocorrerá em um horário e local escolhidos pelo atacante. Ele
provavelmente terá calculado os ângulos de tiro e bloqueado a estrada. Seu objetivo é parar o
veículo do sujeito dentro de uma zona de morte e destruí-lo lá. A reação de emergência do
motorista será determinada pela posição do atacante em relação à posição do veículo. Se a
emboscada for lançada de uma área diretamente adjacente à estrada: O motorista aplica força
total nas tentativas de dirigir para fora da zona de matança. Se seu caminho estiver bloqueado
e ele não puder dar ré ou forçar seu caminho, ele deve dirigir para a emboscada. Isso
interromperá os ângulos de tiro e colocará a parte menos vulnerável do carro entre o alvo e os
atacantes. Isso também irá desconcertar os atacantes que provavelmente terão presumido que
o motorista iria para o lado oposto. Deve-se notar que, quando tais emboscadas preparadas
eram empregadas no sudeste da Ásia, o lado oposto da estrada era frequentemente armado
com armadilhas para impedir a fuga. O veículo de escolta deve parar assim que a emboscada
começar. A todo custo, a força de segurança da escolta deve evitar ser pega na zona de matança.
Sua tarefa principal é flanquear a emboscada e eliminá-la. Mesmo que eles não consigam
ultrapassar a posição de ataque, sua manobra e a resposta do atacante que ela induz reduzirá a
quantidade e a eficácia do fogo direcionado à figura pública. O pessoal de segurança pego com
o alvo na zona de morte deve responder imediatamente ao fogo. É imperativo que eles façam
tudo o que for possível para interromper a sequência de emboscada cuidadosamente planejada.
O veículo de escolta deve parar assim que a emboscada começar. A todo custo, a força de
segurança da escolta deve evitar ser pega na zona de matança. Sua tarefa principal é flanquear
a emboscada e eliminá-la. Mesmo que eles não consigam ultrapassar a posição de ataque, sua
manobra e a resposta do atacante que ela induz reduzirá a quantidade e a eficácia do fogo
direcionado à figura pública. O pessoal de segurança pego com o alvo na zona de morte deve
responder imediatamente ao fogo. É imperativo que eles façam tudo o que for possível para
interromper a sequência de emboscada cuidadosamente planejada. Um estudo de ataques pós-
assassinato deixa claro que, na maioria dos casos em que os indivíduos saíram do veículo, eles
foram mortos quando os agressores estavam posicionados a menos de 100 metros de distância.
Uma emboscada estática bem preparada que consegue isolar sua vítima de toda cobertura
protetora dentro da zona de matança inevitavelmente será bemsucedida. A única esperança
real de sobrevivência é utilizar a proteção disponível e tentar suprimir o fogo até que as forças
de segurança de flanco afastem os emboscadores. Mesmo que a posição de tiro do atacante
esteja a alguma distância da estrada, o motorista de figura pública inicialmente reage da mesma
forma. Ele deve tentar escapar da zona de matança. O motorista do veículo de figura pública,
que foi parado por uma situação de emboscada, deve primeiro tentar inverter a direção e
interromper o contato com os agressores. As inversões de direção não apenas removem a figura
pública da zona de matança, mas também representam o movimento em direção às forças de
reserva de proteção posicionadas ao longo da rota percorrida anteriormente. Três manobras
básicas de inversão de direção ou virada do veículo podem ser empregadas nessas situações,
além de simplesmente recuar do ataque. A seleção e emprego de qualquer tipo particular de
ação de reversão depende de vários fatores; a condição da estrada e do acostamento, a largura
da estrada, a posição do veículo de figura pública na estrada e o raio de viragem do veículo. O
motorista pode optar por simplesmente colocar o veículo em marcha à ré e se afastar da zona,
mas, como a velocidade do veículo em marcha à ré é comparativamente baixa (15 a 30 km/h),
o veículo deve retomar a marcha para frente assim que é prático. O motorista pode optar por
simplesmente colocar o veículo em marcha à ré e se afastar da zona, mas, como a velocidade do
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veículo em marcha à ré é comparativamente baixa (15 a 30 km/h), o veículo deve retomar a


marcha para frente assim que é prático.
؇PRINCÍPIOS DE EXERCÍCIOS ANTI-EMBOSCADA
a. Proteja o vip
b. Remova o vip
c. Ação agressiva rápida
d. Realize o exercício correto
e. Não ataque a emboscada a menos que seja absolutamente necessário
f. Cuidado com emboscadas duplas ou chamas
g. Proteja o vip: O dever do CPO é proteger a todo custo a vida de seu VIP. Ao primeiro sinal de
que algo está errado, o BG deve imediatamente sair de seu lugar, mergulhar no fundo do
atendimento e cobrir o Diretor! (Lealdade, Motivação e Proteção Corporal)
h. Remova o vip: O VIP deve ser removido da área de perigo para um porto seguro o mais rápido
possível, mas somente quando for seguro fazê-lo.
i. Ação agressiva rápida: Independentemente da formação e profissionalismo da equipa a
“emboscada” é um momento confuso e difícil de controlar. Às vezes, uma ação agressiva rápida
combinada com exercícios instintivos serão os únicos fatores que extraem a eq uipe com
sucesso. (Velocidade, Agressão e Surpresa)
j. Faça o exercício correto: As circunstâncias ditarão a broca a ser utilizada. A razão pela qual
situações e exercícios prováveis devem ser praticados é que (ao contrário do conhecimento
avançado do alcance), quando uma emboscada genuína ocorre inesperadamente, o exercício
correto é instintivo devido ao desenvolvimento da “memória muscular”.
k. Não ataque a emboscada a menos que seja absolutamente necessário: A escolta deve lembrar
que está em um papel defensivo e protetor. Eles devem ser rápidos e agressivos, mas não
avançar para atacar a emboscada, exceto para fornecer cobertura para o VIP. a equipe deve ser
encorajada a escolher o exercício de dirigir direto ou dar ré se possível e, assim, não atacar a
emboscada, a menos que seja absolutamente necessário. (Tal como todos os veículos
bloqueados ou imobilizados).
l. Cuidado com emboscada dupla e chamarinha: O conhecimento do terreno e da situação
política local são importantes. ocorreu onde uma emboscada óbvia é usada como uma distração
e foi encontrada por um ataque secundário da área para a qual o comboio naturalmente
recuaria. Isso foi usado em emboscadas especialmente bem planejadas por grupos terroristas
profissionais e foi utilizado com bons resultados durante os primeiros dias da Insurgência do
Iraque entre 2004-2006.
m. Opções principais: Antes de olharmos para exercícios específicos, devemos discutir as três
opções principais: DIRIJA DIRETO ATRAVÉS DE: - 1 CONDUÇÃO 2. REVERSE 3. AÇÃO NA
EMBOSCADA.
n. Conduza em direto A primeira e mais desejável ação em uma emboscada é passar direto
protegendo e removendo o VIP, no entanto, no caso de uma emboscada bem plane jada, esta é
a opção mais improvável. A responsabilidade recai sobre os pilotos que devem ser membros
integrados das equipas. Se uma passagem pela emboscada for viável, os motoristas devem
tomar decisões rápidas e agressivas. A maioria dos carros pode suportar uma colisão usando a
força máxima de um aríete e ainda ser capaz de ser conduzido, especialmente nos carros de hoje
que são construídos com a segurança em mente. Para o aríete, freie em baixa velocidade,
selecione uma marcha baixa, selecione o ponto de impacto traseiro ou o arco da roda dianteira
longe do motor; quando 8' a 10' metros de distância, acelere com força, dirija direto e continue
trabalhando no efeito de elevação e empurrão do bloco do motor. Certifique-se de manter a
mão na alavanca de câmbio durante toda a manobra para evitar que o carro perca a marcha
durante o impacto.
o. Reversa para fora. A segunda opção principal é reverter. Lembre-se dos princípios, remova o
VIP e evite a emboscada. Se a estrada for larga o suficiente, o carro reserva obviamente se
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moverá para um lado, dando ao carro VIP espaço para se extrair usando curvas em 'Y' enquanto
fornece cobertura da área de emboscada. Nesta situação, muito do poder de fogo protetor viria
do carro da frente, que pode ou não sair do ônibus, dependendo do estado de seus veículos e
do tempo para dar ré também. Se a estrada não facilitasse o movimento de backup de um lado,
obviamente teria que dar ré em conjunto com o veículo VIP realizando a curva em 'Y' , colocando
uma distância segura entre os veículos do comboio e a emboscada. Se as viaturas líderes e vip
estiverem imobilizadas o backup terá de fechar com o carro VIP extraindo o VIP e transferindo-
o para fora da matança está no backup carro.
p. Ação na área de emboscada. Esta é a opção mais difícil que ocorrerá em uma emboscada bem
planejada. Nesta situação, todos os veículos estão imobilizados devido a bloqueios efetivos
dianteiros e traseiros, acidente ou acúmulo de tráfego A apreciação, o comando e o controle do
combate são difíceis e o conhecimento local pode ajudar. O VIP será retirado com cobertura
corporal e cobertura dos veículos (principalmente se blindados) pelo PPO e escolta cerrada, ou,
será retirado em ambiente urbano ou rural em cobertura dura. Esta é uma forma de ERV antes
de um novo movimento para uma posição mais segura de longo prazo NB: Esses exercícios serão
praticados na área de treinamento, passando por uma variedade de cenários de ataque de
emboscada realistas, como tentativas de roubo de carros.
q. No caso de um atentado, os agressores poderão tentar separar o veículo da escolta do carro
principal, simulando ocorrências normais de trânsito, como pequenas colisões. Em caso de
batidas aparentemente “inocentes”, a escolta não deverá parar para discutir reparação de
danos. A prioridade é o acompanhamento do veículo principal, o qual estará extremamente
vulnerável se deixado desacompanhado. Se possível, os agentes anotarão tipo, cor, placa do
veículo que bateu, mas não se deterão e continuarão na escolta. Como uma forma de
dissimulação, a viatura com o dignitário poderá ser idêntica às demais do comboio. Sua posição
no dispositivo motorizado poderá variar de forma a negar o conhecimento da posição exata do
dignitário. Em Setembro de 1986, o então presidente do Chile, General Augusto Pinochet,
escapou de morrer num atentado, pois os terroristas que emboscaram o comboio motorizado,
não conseguindo distinguir seu carro dentre as três "limousines" idênticas, não acertaram o
veículo em que ele viajava.
Dublês, poderão ser utilizados de forma a iludir a observação sobre o dignitário e esse antigo
recurso de dissimulação foi amplamente utilizado e com êxito na esmerada segurança pessoal
que o Ditador Saddam Hussein manteve até a invasão americana em 2003. Ao estacionar os
veículos do comboio, posicioná-los preferencialmente em condições de efetuar uma saída
rápida, voltando-os de frente para os portões de acesso ou para a via pública. De acordo com o
grau de risco da autoridade e a importância da operação, o deslocamento poderá contar com
veículo de reserva para o segurado e para a segurança. Sempre que houver risco de franco-
atiradores, o comboio com o dignitário deverá deslocar-se em velocidade superior a 50 km/h.
Caso o comboio precise parar, as viaturas da escolta se posicionarão de forma a envolver o carro
do dignitário, os agentes desembarcarão e se posicionarão estrategicamente ao redor dos
veículos, com especial atenção para os vidros do carro principal.
؇PROCEDIMENTOS EM DESFILES OU PARADAS
O efetivo de agentes será estabelecido de acordo com fatores como o nível de proteção
necessária ao dignitário, as informações sobre atividades adversas oriundas dos órgãos de
Inteligência, o local onde acontecerá o desfile, a quantidade de público esperado, a conjuntura
política e psicossocial etc. Como já foi exposto, os agentes de segurança envolverão o veículo
principal e seguirão a pé (no caso de baixa velocidade) ou nos estribos reforçados (quando a
velocidade do deslocamento aumentar), cobrindo as laterais e a traseira do carro.
Se a velocidade do cortejo aumentar, as motocicletas dos batedores colocam-se lateralmente
ao carro principal, cobrindo-o.
Dado o enorme risco de um atentado, um desfile assim jamais ocorreria nos dias de hoje.
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Mesmo dispondo de um veículo pesadamente blindado, os age ntes posicionam-se nas laterais
do carro, procurando detectar qualquer ameaça. Atualmente, os agentes de segurança da
escolta presidencial nos Estados Unidos empregam furgões blindados os quais, além de
transportá-los, podem levar uma maior quantidade de armas, munições e equipamentos.
Um deslocamento a pé numa parada, no meio de um grande público e cercado de edifícios,
representa um excepcional perigo para qualquer dignitário. É um momento em que a segurança
atua com redobrada atenção.
؇PROCEDIMENTOS A PÉ
Escolta a pé: normas gerais, embora os deslocamentos devam ser efetuados preferencialmente
de forma abrigada, há necessidade de dar proteção ao dignitário a pé. Para tanto, estabelece-
se uma escolta com uma formação básica de acompanhamento. O efetivo da e scolta varia em
face do grau de risco de cada protegido e pode ser um, ou dois, ou três, ou quatro ou mais
agentes. A atenção é fundamental e a prática nos deslocamentos e nas “manhas” da escolta a
pé não podem ser assimiladas somente através da leitura, necessitando muito treino e prática
constante. Integrando uma equipe que obrigatoriamente “joga junto”, a atenção e o
entrosamento devem ser pontos essenciais a todos os seguranças em qualquer esquema, seja
com quantos agentes se puder contar.
• Algumas regras devem ser obedecidas: - considerar a escolta a pé, apenas, como opção para
deslocamentos curtos; - considerar, antes de tudo, o risco da área percorrida; - verificar, sempre,
a possibilidade de contar com veículos de apoio (para “cobrir e evacuar”), no caso de precisar
retirar o segurado rapidamente numa emergência; - em caso de aproximação suspeita, procurar
afastar o segurado e salvaguardá-lo; - observar sempre a distância correta do segurado, de
forma a não causar constrangimentos, pois nem todo segurado gosta de ser visto sob o
acompanhamento ostensivo de uma equipe de segurança; - se o dignitário gostar de correr, pelo
menos um agente, bom corredor, deverá ser posicionado junto a ele; - sempre que possível,
enviar um agente à frente, avançado (precursor); - ensaiar as situações de adversidade
previamente com toda a equipe, definindo os papéis de cada agente dentro do dispositivo; -
conscientizar o dignitário daquilo que se espera dele em face de uma situação de perigo e de
como ele deverá se conduzir, colaborando com seus encarregados de proteção; sempre que
possível, dispor de recursos como equipamentos de comunicações discretos (com PTT na palma
da mão, fone auricular e microfone de lapela), coletes à prova de balas, spray de gás de pimenta,
arma de eletro-choque (dentre outros), muito úteis na escolta a pé; - em situações de severo
risco, normalmente em “zonas de combate”, onde a segurança se faça realmente ostensiva,
armas como fuzis e submetralhadoras serão portadas em condições de pronto emprego;
NOTA: A PREOCUPAÇÃO PRIMORDIAL DA ESCOLTA SERÁ COM A INTEGRIDADE DO SEGURADO E
SOMENTE SE TRAVARÁ COMBATE SE TAL PROCEDIMENTO FOR INEVITÁVEL.
• Escolta a pé: formações, existem diversos tipos de formações que poderão ser adotadas pelos
agentes de segurança, como escolta, ao redor de seu protegido. Em qualquer formação é
importante que um dos agentes seja especialmente designado para a cobertura aproximada do
dignitário. Tal agente normalmente é designado como “mosca”. As formações são modificáveis
em razão do risco do local a ser percorrido, ficando mais cerradas ou dispersas. Atualmente, em
face da necessidade de proteger dignitários em locais conflagrados, como o Iraque e o
Afeganistão, vem se tornando comum o emprego ostensivo de coletes e armamento pelos
agentes da escolta, mesmo nos deslocamentos mais usuais. Os agentes cerram formação em
torno de seu dignitário, empunhando fuzis prontos para atirar. Tal postura operacional n ão se
coaduna com o dia-a-dia fora das áreas de altíssimo risco e verdadeiramente se constitui numa
exceção de conduta, não numa regra.
• Os seguranças, numa formação de escolta, têm quadrantes de observação definidos, embora,
uma vez que atuam em equipe, todo homem deva apoiar o seu companheiro e compensar-lhe
as eventuais falhas.
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• Em caso de ataque, O AGENTE “MOSCA” E UM QUANTITATIVO PRÉ-DEFINIDO DE AGENTES


(QUANDO O SEU NÚMERO ASSIM O PERMITIR) CERRAM POSIÇÃO EM TORNO DO SEGURADO,
PROTEGENDO-O (ESCUDANDO-O COM OS PRÓPRIOS CORPOS) E O RETIRAM RAPIDAMENTE DA
SIITUAÇÃO DE CONTATO COM A AMEAÇA. OS OUTROS AGENTES ENCARREGAM-SE DE
PROPORCIONAR FOGO DE COBERTURA PARA A RETIRADA, SEGUINDO UM PLANEJAMENTO
FEITO ANTERIORMENTE.
• Escolta com um só agente, conquanto saibamos que a proteção com um único agente seja
meramente simbólica, recomenda-se mantê-la apenas para dignitários de baixíssimo risco. Na
Espanha, em face da ação terrorista de pistoleiros do ETA (os quais normalmente agem sozinhos,
disparando contra suas vítimas quase à queima-roupa), é comum encontrarmos pessoas sob
ameaça, permanentemente escoltadas por um único agente.
• De um modo geral, normalmente, o agente irá posicionar-se atrás do dignitário e à direita deste,
executando os seguintes procedimentos:
† Se estiver usando rádio, manter a tecla de comunicação (“PTT”) na “mão fraca”; se advier
uma emergência, empurrar o dignitário com a “mão fraca”, afastando o do perigo; o agente
deve de deixar a “mão forte” sempre livre, para poder sacar e atirar se necessário;
† Num deslocamento, se a autoridade estiver com as mãos ocupadas, o agente não deverá
ocupar-se em ajudá-lo, relegando essa tarefa para os assessores ou secretários, a fim de não
comprometer sua capacidade no esquema de proteção; preferencialmente, as mãos do
agente devem ficar sempre livres;
† Em caso de a autoridade solicitar auxílio com embrulhos e volumes, o agente deverá fazê-
lo, tomando cuidado de repassá-los o mais rapidamente que puder para o motorista ou
secretário; - preferencialmente, o agente não deve atender à porta, atender à campainha,
fazer compras ou desenvolver tarefas que lhe roubem a atenção ou que o coloquem em
posição de ser facilmente subjugado;
† Em jantares ou recepções, o agente não deverá sentar na mesma mesa do segurado; só o
"mosca" deverá permanecer bem próximo e, assim mesmo, só quando existirem outros
agentes no esquema de proteção; o ideal (num esquema com um único homem) é que o
agente sente-se em mesa diferente (de preferência com as costas cobertas por uma parede
ou coluna), embora bem próximo do protegido, em condições de visualizar todo o cenário e
detectar qualquer aproximação suspeita; O posicionamento do agente deve permitir uma
visualização de todo o cenário à volta do dignitário.
† Em caso de alguma adversidade, o agente, com a mão fraca, deve empurrar o protegido para
trás de si, interpondo-se entre o protegido e a ameaça, sacar sua arma com a mão forte e
procurar retirar-se juntamente com o segurado; o agente, com seu corpo, vai protegendo o
dignitário às suas costas, segura-o pelo braço ou agarra-o pelo seu cinto, evitando que
mesmo dele se separe; é importante que o agente tente cobrir o segurado com o corpo e, ao
mesmo tempo, tome a iniciativa de conduzir a situação, atirando se for o caso;
† O agente deve manter o dignitário controlado, preso a si com firmeza, a fim de que ele (o
protegido) não corra para alguma direção em que fique mais vulnerável;
† Nas saídas (de hotel, restaurante, do gabinete, etc.), o agente examina rapidamente a
retaguarda, segue à frente do segurado e olha o ambiente de um lado e de outro; o exame
do cenário de atuação, com uma observação atenta, constitui-se em prática corriqueira para
o agente de segurança pessoal;
† Caso o dignitário vai adentrar num recinto fechado, o agente deve procurar precedê-lo,
inspecionar o local e “sentir” as pessoas que estão dentro, observando-as detidamente (daí
a importância de o agente ser um elemento extremamente observador). O agente deve
“olhar no olho das pessoas”. Quem estiver efetivamente com intenção de agredir ou
sequestrar o dignitário, poderá trair suas intenções quando o agente o olhar de frente;
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† Extremamente prevenido e consciente da sua limitação por operar sozinho, o agente deve
procurar posicionar-se em locais que lhe propiciem um bom ângulo de visão e que, ao mesmo
tempo, permitam chegar rapidamente ao segurado para protegê-lo numa necessidade;
† Operando sozinho, o agente não deverá esquecer-se de examinar entradas e saídas dos
ambientes pelos quais deverá circular com o dignitário.

• Escolta com dois agentes: Um agente posiciona-se atrás do segurado (na mesma posição como
se fosse o único na proteção) e o outro fica à frente, preferencialmente do lado oposto.
Os seguintes procedimentos deverão ser observados:
† Dos dois agentes, um será o "mosca", respondendo diretamente pela proteção do dignitário
ele efetuará a cobertura do dignitário com o próprio corpo e, em caso de perigo, executará a
retirada do dignitário da cena da ameaça;
† Ao adentrar em um recinto, o segundo agente entra na frente e inspeciona o ambiente; esse
agente toma uma posição periférica, enquanto que o “mosca” acompanha de perto o
protegido.

• Escolta com três agentes: Havendo três agentes, desfruta-se de uma maior flexibilidade no
posicionamento, embora tudo dependerá do ambiente em que se estiver atuando e dos perigos
que se espera encontrar. O "Mosca" continua sempre colado ao dignitário e responde mais
diretamente por sua proteção. Normalmente, manter-se-á a mesma posição da escolta com dois
(mantendo-se o segurado entre dois agentes) e se recuará ou avançará o terceiro elemento da
formação, cobrindo a retaguarda ou precedendo o dispositivo em caso de reconhecer alguma
área ou recinto onde a equipe deva adentrar.
• Escolta com quatro agentes: Todos cobrem seus quadrantes específicos, um protegendo o
outro, normalmente perfazendo um losango ou quadrado que tem o dignitário ao centro. A
distância entre os seguranças e o segurado irá variar em função do ambiente onde estiverem
atuando e o risco de ataques nesse local. O "Mosca" atém-se primordialmente à autoridade,
mantendo-a ao alcance do seu braço.
؇PROCEDIMENTOS NOS EMBARQUES E NOS DESEMBARQUES
Chegar ou sair de qualquer ponto onde o dignitário possa ser aguardado ou numa conjuntura
onde a segurança espere por uma ação de hostilidade (seja ela uma “chuva” de ovos ou de
projéteis de arma de fogo) é uma operação que requer extrema atenção da parte das equipes
de segurança. Os agentes de segurança não se devem deixar levar “pelo automatismo” de quem
faz a mesma operação repetidas vezes, a todo momento, e relaxar ante à possibilidade de um
ataque no momento em que embarcam ou desembarcam com ele. Ao chegar ou sair com o
dignitário, procurar, sempre que possível, contar com a segurança da área pelo apoio local, de
forma a estabelecer um perímetro seguro, isolado, onde se possa acessar aos veículos em
segurança. Os seguranças que cobrem a operação de embarque ou desembarque ficarão em
estreito contato com o público, fitando as pessoas nos olhos, buscando detectar algum indício
de que aquela pessoa esteja prestes a intentar contra o segurado.
A segurança periférica (fardada ou à paisana)
sempre observa o público e não a autoridade. Se
houvessem observado atentamente o
semblante de John Hinckley, quando na saída
dos fundos de um hotel em Washington atingiu
com seus tiros o Presidente Ronald Reagan, em
1981, ter-se-ia percebido que o atirador era o
único dos presentes no local com olhar fixo, o que normalmente chamamos de “cara fechada”
Sempre que possível contar com segurança velada em apoio.
Sempre que possível, procurar embarcar e desembarcar em áreas abrigadas, minimizando o
risco de ataque a partir de posições elevadas como janelas, sacadas e terraços.
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• No embarque, o veículo do dignitário estará posicionado para recebê-lo. Ele será embarcado no
assento traseiro e seu veículo sairá em baixa velocidade. Os agentes permanecerão em suas
posições e o segundo carro tomará a posição do veículo do dignitário. Os agentes rapidamente
embarcarão e o veículo da escolta seguirá o carro principal. As ilustrações dos esquemas de
embarque foram extraídas do Manual de Segurança de Dignitários da Polícia Federal.

É possível realizar este embarque com dois veículos e 5 seguranças, porém, vai depender do
nível de ameaça do VIP; podendo eliminando o carro da frente e seus contingentes e utilizando
o motorista diretamente na escolta do VIP.
• No desembarque, o veículo que conduz a escolta desembarca os agentes os quais se posicionam
para receber o carro com o dignitário. Quando o carro com dignitário parar, os agentes ajustam
seu posicionamento junto às portas traseiras em ambos os lados do veículo e, estando tudo
certo, abrem a porta para a saída do dignitário.
Havendo segurança velada, no caso do dignitário decidir em ir ao encontro do público, os
agentes na multidão procurarão se aproximar do local onde o dignitário está, de forma a
detectar alguma possibilidade de problema e, em caso extremo, neutralizá-la. Ao chegar ou sair
de um local de base, ter em mente os pontos de apoio próximos, como quartéis militares,
delegacias de polícia, corpo de bombeiros ou hospitais para o caso de emergências.
Em caso de haver público e o dignitário decidir em ir ao encontro das pessoas, a segurança o
acompanhará, interpondo-se entre ele e as pessoas ou posicionando-se lateralmente, pronta,
se necessário, para intervir e salvaguardá-lo
Desembarque simples:
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؇PROCEDIMENTOS EM AERONAVES
Antes de embarcar com um dignitário numa aeronave, alguns cuidados deverão ser
obrigatoriamente observados:
† Analisar a conjuntura quanto ao risco de um atentado;
† Havendo risco, caso se trate de um vôo comercial normal, verificar se seria do
conhecimento geral que a autoridade protegida estaria embarcando no referido vôo;
† Uma vez revisada e abastecida, a aeronave será inspecionada e deverá permanecer sob
vigilância ostensiva; o combustível deverá ser objeto de controle de qualidade e
procedência;
† Inspecionar minuciosamente a aeronave na busca de quaisquer objetos suspeitos ou
indícios de sabotagem; se possível, procurar o apoio de mecânicos ou especialistas de
segurança da aviação;
† Na área onde a aeronave estiver estacionada, estabelecer-se-á um perímetro de
segurança, no qual só adentrará pessoal devidamente credenciado;
† Com risco severo de um atentado, mecânicos e operadores de terra deverão ser objeto de
especial investigação e credenciamento; preferencialmente, não serão aceitos profissionais
com integridade posta em dúvida e aqueles admitidos pela empresa recentemente;
† Deverão ser evitadas as modificações na tripulação previamente escalada; também se dará
preferência a profissionais experientes e com muito tempo de serviço na empresa;
† Todos os cuidados serão tomados a fim de garantir a qualidade e a integridade da comida
destinada ao vôo; o suprimento de bebidas e comida de bordo deverá vir completamente
lacrado; quaisquer indícios de violação deverão motivar uma substituição do item suspeito;
† Em casos extremos, piloto, co-piloto e demais tripulantes apenas se alimentarão antes do
vôo, em local sob supervisão da segurança;
† No quadro de tripulantes, poder-se-á prever a inclusão de um piloto reserva;
† Empregando aeronaves de aluguel, como jatinhos e táxis aéreos, é desejável manter a
identidade dos passageiros em sigilo, até a operação de "check-in";
† Em meio a risco severo, o responsável pela inspeção mecânica da aeronave deverá s er
incluído na equipe dos tripulantes. O que se constituirá em mais uma garantia contra uma
eventual sabotagem;
† A possibilidade do emprego de fogo de metralhadoras (médias e pesadas), de foguetes ou
mísseis contra a aeronave é um risco severo, sobretudo nos momentos de pouso ou
decolagem; nessa possibilidade, convém estabelecer um grande perímetro de segurança
na área circunvizinha à pista, mantendo o local fortemente guarnecido.

؇PROCEDIMENTOS EM EMBARCAÇÕES
Embora, como meio de deslocamento, sempre se vá preferir o translado por via aérea (por avião
ou helicóptero), o dignitário pode optar pelo uso de embarcações, sobretudo em locais turísticos
ou nos momentos de folga ou recreação. Antes de embarcar com um dignitário, a segurança já
deverá ter informações sobre a área onde navegarão, sobre as condições do mar e as condições
meteorológicas previstas, sobre o histórico de ocorrências naquele local (por exemplo, a
existência de ladrões que ataquem embarcações) e os riscos que se espera enfrentar além da
conjuntura por ocasião da estada do dignitário naquela área. Vale lembrar que o crime marítimo
nas principais zonas portuárias e litorâneas não pode ser desprezado e a segurança deverá estar
capacitada para, preliminarmente, dissuadir qualquer abordagem à embarcação que transporta
o dignitário.
A quantidade de embarcações de escolta variará em função do risco do local e dos dignitários
embarcados, sendo que o mínimo desejável é de duas embarcações. Vale lembrar que uma das
embarcações de escolta atuará como reserva da lancha principal, em caso de pane.
Embora seja desejável contar com agentes na mesma embarcação do dignitário, isso não
dispensará a necessidade de uma escolta. As embarcações de escolta preferencialmente
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deverão ser tão velozes e tão ágeis quanto a embarcação que transporta a autoridade. As
embarcações preferencialmente deverão ser operadas por agentes de segurança especialmente
qualificados ou, na impossibilidade, por policiais ou militares experientes , especialmente
requisitados. Todas as embarcações deverão estar em conformidade com as normas de
segurança exigidas pela Marinha e munidas de rádio. As embarcações deverão dispor de
binóculos e pelo menos uma das embarcações deverá estar munida de radar, principalmente
com vistas às eventuais operações noturnas.
• Em caso de missões de risco, que exijam um forte esquema de segurança, solicitar a cobertura
de um helicóptero, o qual, além da missão de esclarecimento e ligação, poderá intervir com
apoio de fogo. Considerando que, num deslocamento marítimo, a equipe de segurança talvez
não disponha de rápido apoio no caso de um ataque, a segurança deverá contar no local com
armas e munições adequadas ao emprego no ambiente marítimo, em quantidade suficiente
para fazer frente ao enfrentamento, enquanto espera pela chegada do socorro. Recomenda-se
poder contar como fuzis automáticos (com munições FMJ), espingardas (disparando balotes ou
projéteis explosivos) e, se possível, com lançadores de granada de 40mm, como o M -79 ou M-
203.
NOTA: Diferentes tipos de munição para espingarda calibre 12 (da esquerda para a direita):
Projétil múltiplo com esferas chumbo, munição explosiva, balote de gás lacrimogêneo, balote de
chumbo com aletas, balote hollow-point e projétil múltiplo com flechetes. Granada explosiva de
40mm comparada à munição explosiva de calibre 12. Lançadores de granadas como o M -203
(instalado no fuzil AK-47) ou o antigo M-79 podem ser de grande valia no enfrentamento de
embarcações hostis.

؇INSPEÇÕES (VARREDURAS)
Mesmo considerando os graus de risco que diferenciam as seguranças pessoais de dignitários,
os agentes de segurança têm o dever de sondar os ambientes ou áreas onde seus protegidos
irão circular, assegurando preliminarmente que não haja perigos capazes de pôr a vida destes
em risco. Quanto maiores os riscos que pesam sobre um dignitário, mais elaborada, atenta e
dispendiosa há de ser a sua segurança. Em seu livro de 1925 intitulado "O QUE TODO
REVOLUCIONÁRIO DEVE SABER SOBRE A REPRESSÃO", o bolchevique Victor Serge retrata alguns
dos cuidados da segurança pessoal do Czar: "Inúmeras regras presidem a organização de cada
viagem do soberano. Quando ele tem de passar pela rua, em certas solenidades, chega-se ao
extremo de estudar o seu itinerário casa por casa, janela por janela, de maneira a saber
exatamente quem são as pessoas que vivem ao longo do percurso e quem recebem em suas
casas. As casas são inspecionadas uma por uma. São elaborados seguidamente planos de todas
as casas, de todas as ruas por onde passará o cortejo. Desenhos pormenorizados representam
as fachadas e revelam os números das portas, bem como o nome dos locatários..." As inspeções
realizadas pela segurança pessoal em casas, edifícios, compartimentos, salas, gabinetes e
quaisquer outros ambientes onde o dignitário vai estar, assim como em seu carro (e nos veículos
da segurança), itinerários, correspondências, objetos e presentes são chamadas de varredura.
Varreduras podem constituir-se numa atividade rotineira (quando efetuadas nos locais-base do
dignitário, os quais costumeiramente já são mantidos sob vigilância) ou em algo excepcional,
quando se tratar de ambiente estranho ou pouco usual ao segurado. Numa varredura busca-se
identificar previamente qualquer perigo potencial, armadilhas, artefatos explosivos ou
equipamentos de vigilância clandestina (escuta/câmeras), sendo necessário que os profissionais
responsáveis por sua execução detenham os conhecimentos técnicos necessários para tanto. As
áreas ou compartimentos devem ser divididos por equipes de dois agentes e minuciosamente
vistoriados, em diferentes alturas. Considerando que muitas vezes o treinamento dos agentes
não abrange áreas especiais como a da contraespionagem eletrônica, recomenda-se solicitar o
concurso de um profissional especializado de confiança.
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• Varreduras contra escutas, é fato que, se uma informação valer à pena, sempre haverá alguém
disposto a pagar por ela. Normalmente tal pessoa ou grupo não descansará enquanto não
conseguir apropriar-se de uma informação sigilosa, cuja divulgação não autorizada poderá
ocasionar graves prejuízos a quem estivermos protegendo. Em 2002, o governo chinês noticiou
haver encontrado "escutas" embutidas na forração do novo Boeing que havia sido
encomendado nos Estados Unidos para uso como aeronave presidencial. No Brasil, em março
de 1983, um transmissor de áudio foi encontrado causalmente por um marceneiro do Palácio
do Planalto, embutido numa divisória interior do gabinete do próprio Presidente da República,
durante o governo João Figueiredo. Saber o que um dignitário conversa na intimidade ou o que
ele fala ao telefone pode motivar a prática de escutas clandestinas as quais as equipes de
segurança deverão estar capacitadas a detectar e neutralizar. Nesse caso, normalmente não
estamos nos opondo a meras organizações terroristas ou criminosas, mas a governos os quais,
muitas vezes, contam com um enorme suporte de Inteligência. Os Estados Unidos, por exemplo,
possuem as bases de escuta dispersas por todo o mundo, as quais captam transmissões de rádio,
telefonia e microondas que interessam e retransmitem as informações coletadas para uma
central em Fort Meade, Maryland. Lá na sede da Agência de Segurança Nacional (NSA), um
contingente de cerca de trinta mil funcionários (muito maior do que o da CIA) dedica-se a
processar as informações obtidas, encaminhando-as em seguida aos órgãos governamentais
que delas necessitam. Países como a Rússia, China, França e Israel também fazem uso de
recursos análogos de Inteligência, embora seja sabido que nada se iguale ao sistema americano,
em sofisticação. Atualmente, através de uma tecnologia de captação e análise de emanações de
radiação conhecido pela sigla TEMPEST, pode-se até monitorar à distância todos os caracteres
digitados na tela de um computador. Como o telefone ainda é o meio de comunicações mais
comum, é também o mais visado. Existem inúmeros meios de se violar o conteúdo das
conversações num telefone fixo. Ele pode ser “grampeado” a partir de transmissores eletrônicos
miniaturizados, instalados no próprio aparelho, na tomada da parede ou conectados
(“plugados”) em algum ponto da linha telefônica, caixas de controle ou centrais telefônicas. Um
telefone aparentemente inerte, repousando sobre uma mesa pode ser empregado para
transmitir a conversação de um cômodo para um outro telefone (ou gravador), a partir da
adaptação de um equipamento chamado “Infinity”. Tal recurso, revolucionário nos idos dos
anos 60, hoje está disponível para compra em catálogos, assim como muitos tipos de microfones
ou transmissores sem fio de pequenas dimensões. Mesmo os modernos telefones celulares
digitais, os quais operam por princípio de rádio-transmissão, também podem ser “grampeados”
e o conteúdo das conversações captado por equipamentos de interceptação sofisticados,
disponíveis para os governos de diversos países. Os equipamentos de criptografia de voz como
os “scramblers” (os quais, acoplados às linhas telefônicas ou ao punho do aparelho transmissor
e do receptor, embaralham o som da conversação e os transformam em ruídos ininteligíveis)
são úteis, embora possam ser suplantados por um adversário que disponha de tecnologia
realmente sofisticada. Talvez a forma mais segura de se transmitir informações sigilosas seja a
de se falar pessoalmente num local sabidamente livre de escutas. Embora um encontro fora dos
ambientes tradicionais do dignitário possa garantir uma maior segurança por estar longe dos
locais mais visados para a interceptação, uma conversa em voz baixa numa área externa
também pode ser captada através de microfones direcionais ou parabólicos. Mesmo os ruídos
de fundo, que impediriam uma audição perfeita do conteúdo da conversação, podem ser
filtrados através de programas de áudio, hoje disponíveis comercialmente.
IMAGEM: Dois tipos de microfones capazes de captar conversação à distância: tipo parabólico
(esq.) e “Shotgun” (dir.), no caso conjugado a uma câmera de vídeo
Normalmente, a varredura contra escutas ou câmeras clandestinas envolve dois processos: o
primeiro, da inspeção física (visual) pura e simples, e o segundo, da inspeção eletrônica, com
equipamentos como os "scaners" capazes de varrer frequências de rádio para detectar
transmissores escondidos, "vassouras" de microondas capazes de detectar circuitos eletrônicos
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(mesmo os de mais reduzidas dimensões) que estejam transmitindo ou não etc. A varredura
visual consiste em revistar móveis, tacos do piso, rodapés, cavidades sob forrações, objetos
estranhos incrustados na forração de paredes e teto, sancas de gesso, "fundos falsos" ou
cavidades em peças de decoração, molduras de quadros, lustres, tomadas, conduítes de cabos
elétricos. Deve-se checar tomadas, e inspecionar cabos e fios, mesmo que aparentemente
desligados de corrente elétrica. Durante uma inspeção física, podem ser percebidos indícios de
que uma escuta foi instalada num determinado ambiente ou objeto, tais como: - uma pintura
visivelmente recente; - diferença de tonalidade entre pinturas de uma mesma cor, denunciando
que a mesma possa ter sido retocada mais recentemente num único ponto; `- emboço recente
numa parede; - danos na pintura de acabamento de móveis e utensílios, os quais possam
denunciar desmontagem e posterior montagem; - sujeira, riscos ou marcas de mão em locais de
acesso inusitado; - pequenos fragmentos de fios, plásticos, fita crepe ou fita isolante; - emprego
de tecidos novos nos revestimentos de fundo de mobiliários; - pregos novos, grampos, colagem
e costuras recentes; - itens de acabamento mais novos do que os demais materiais originais; -
objetos de estilo não compatível com a decoração do ambiente; - marcas deixadas pela poeira,
que indiquem ter havido modificação no "lay-out do ambiente". Luzes do tipo ultra-violeta ou
azul-forense são altamente indicadas para visualização de marcas de reformas recentes em
paredes ou coberturas de gesso, praticamente imperceptíveis a olho nu. Em casos extremos,
equipamentos de raio-X portáteis podem ser empregados para permitir a visualização através
de paredes ou anteparos. Variando em face do grau de risco do segurado, uma inspeção física
pode compreender até a virtual "desmontagem" de aparelhos a f im de detectar "bugs"
infiltrados nos seus componentes eletrônicos.
Um profissional de segurança precavido e que procura estar atualizado com as tecnologias
contra as quais pode vir a confrontar-se, percebe nos catálogos de equipamentos (sobretudo os
comercializados no exterior) que câmeras, microfones e transmissores podem ser disfarçados
em praticamente qualquer coisa, inclusive em aparelhos eletro-eletrônicos inocentes como
rádios, telefones, televisores, rádios-relógio digitais, relógios de parede, luzes de emergência,
sensores de fumaça contra-incêndio, brinquedos de pelúcia, maços de cigarro, cinzeiros`etc.
Transmissores de radio-frequência, transmitindo em FM, UHF, VHF ou VLF), podem ser
conectados à rede elétrica local (sobretudo rapidamente instalados em interruptores e
tomadas), de forma a transmitir indefinidamente conversações em áreas próximas para
receptores situados a algumas centenas de metros, empregando a energia da própria rede
elétrica local. Uma vez que estejamos atuando na segurança de políticos e de altos executivos,
é importantíssimo submeter os ambientes do segurado a uma varredura eletrônica. Hoje,
inúmeros equipamentos eletrônicos de custo relativamente baixo estão disponíveis para
qualquer pessoa que os deseje adquirir e isso dificulta ainda mais o trabalho daqueles
encarregados de prover segurança aos dignitários. Vejamos alguns recursos que podem ser
empregados em ações de espionagem/invasão de privacidade dos nossos segurados: -
extensões clandestinas, transmissores de rádio (normalmente FM) ou gravadores acoplados à
linha telefônica, todos genericamente conhecidos por
• Grampos; - microfones acoplados à ventosas, para serem afixados em paredes, divisórias e
vidros, os quais podem ser rapidamente instalados por alguém do staff do dignitário
devidamente aliciado ou por garçons, faxineiros ou prestadores de serviço;
microfones/transmissores dissimulados (escondidos sob a roupa ou sob a forma de objetos
como canetas, “mouses” de computador, cartões de crédito, calculadoras ou maços de cigarro)
ou monitorando compartimentos
• Escutas disfarçados no interior de tomadas, interruptores, por trás de quadros, sob mesas, em
“fundos falsos” de ítens de decoração ou mobília;
- amplificadores de sons ou microfones parabólicos; - cabos especiais que permitem gravação
de toques do teclado do microcomputador; - projetores de raios laser que registram a vibração
sonora em superfícies e as convertem em som audível; - micro-câmeras de foto e vídeo,
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normalmente dissimuladas em roupas, chapéus, bolsas, valises ou em objetos de decoração ou


mobiliário; - câmeras de foto e vídeo que permitem grande aproximação de foco (“zoom”),
mesmo em condições de iluminação precária; Vale lembrar que, nesse caso, preservar a
segurança não se limita apenas a "varrer" os ambientes do segurado em busca de equipamentos
eletrônicos de espionagem, mas também de selecionar e investigar as pessoas que têm acesso
ao protegido, a fim de também acautelar-se contra vazamentos de informação ou contra a
instalação de novos equipamentos. No caso de contra-medidas de escuta, encontramos
atualmente, no mercado, equipamentos que nos permitem detectar microfones, câmeras de
áudio e vídeo ou mesmo um gravador ligado, trazido por um interlocutor disposto a gravar uma
conversa ilegalmente. Outros equipamentos – extremamente úteis – geram um campo de
interferência, impedindo o emprego de transmissores ou mesmo de telefones celulares nas
proximidades de onde ele está posicionado.

؇VARREDURAS CONTRA ARTEFATOS EXPLOSIVOS


• Aspectos gerais, O emprego de bombas é algo com que os agentes de segurança normalmente
estão mais familiarizados. Certamente, não é para menos, pois praticamente a todo momento,
há um atentado terrorista envolvendo artefatos explosivos. Quando contrapostos à estatística
de ações criminosas/terroristas envolvendo o emprego de artefatos explosivos é inevitável que
assumamos uma postura técnica preventiva para lidar com essas ocorrências. Na América
Latina, praticamente todos os países têm históricos de ocorrência de atentados à bomba. A
Colômbia certamente é a nação mais assolada pelas bombas terroristas sendo que capacidade
explosiva e a sofisticação dos artefatos empregados ultimamente vem causando surpresa aos
especialistas. Em Dezembro de 2002, até carros-bomba com comandos motorizados e que
poderiam ser guiados por controle remoto foram desativados pela polícia. Num claro exemplo
da “globalização” aplicada ao terror, constata-se que a tecnologia empregada na construção de
algumas sofisticadas bombas colombianas vem refletindo o letal “intercâmbio” com integrantes
do Exército Republicano Irlandês, de indiscutível “know-how”.
A fabricação de bombas, que antes era matéria para especialistas, já há algum tempo tornou-se
assunto de domínio público. O advento da Internet abriu para os nossos adolescentes a
possibilidade de acessar a um enorme receituário de fórmulas e esquemas para a construção de
artefatos explosivos. Os laboratórios de colégio, lojas de ferragens e mesmo as dispensas
domésticas fornecem todos os componentes de que se pode necessitar para a construção de
um artefato explosivo de razoável poder de destruição. No Brasil, trata-se de um "modismo"
recente pois, nos Estados Unidos, algumas publicações como o "Livro de Cozinha do Anarquista",
"O Arsenal Avançado do Anarquista", "Composto C-4 feito em Casa" ou "Arsenal das Guerrilas"
já ensinavam, desde os anos setenta, métodos de sabotagem e extermínio indiscriminado. A
bomba que explodiu na garagem do Edifício World Trade Center, em 1993, e a empregada contra
o prédio público em Oklahoma City, em 1995, foram produzidas a partir da combinação de
componentes baratos e de fácil obtenção, como fertilizantes, óleo diesel e açúcar. Com pedaços
de canos, pregos, pólvora negra e outros componentes igualmente inocentes pode -se produzir
engenhos simples, porém de extrema letalidade. Além do seu poder intrínseco como arma,
bombas oferecem aos terroristas inúmeras vantagens sobre outros tipos de armas e formas de
ataque. Em sua explanação no 8ª Conferência Internacional Sobre Artefatos e Métodos
Terroristas, o GeneralBrigadeiro australiano M. H. MacKenzie-Orr discorreu sobre seis razões
para a predileção de terroristas por bombas, em detrimento de outros métodos de ataque: - um
espetacular atentado à bomba é garantia de alcançar publicidade em nível mundial e atrair
atenção para o indivíduo ou grupo que assumir sua responsabilidade; - uma bomba é impessoal;
- o emprego do artefato explosivo garante a segurança de quem o colocou, separando o
bombardeador da cena do ataque; - a bomba, por si só, garantiria a destruição das evidências
periciais (na realidade, uma premissa falsa) que auxiliariam as forças de segurança na apuração
da autoria do atentado; ` - componentes para a fabricação de bombas estão disponíveis em
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qualquer país razoavelmente desenvolvido; - a construção de uma bomba é algo relativamente


simples de levar a cabo. Ainda sobre essa última afirmação, MacKenzie -Orr acrescentou: “Da
minha experiência na Irlanda do Norte, torna-se claro que qualquer garoto autodidata de dez
anos de idade pode obter esquemas de descrição razoavelmente adequados e construir uma
bomba simples e eficaz. Uma outra pessoa, com maior grau de conhecimento técnico, pode
produzir um complexo e traiçoeiro artefato explosivo improvisado – I. E. D. – muito mais difícil
de detectar e neutralizar. Esses fatores se combinam para fazer das bombas a mais difícil arma
do arsenal terrorista com a qual eu haja me deparado”. Os agentes de segurança que, vez por
outra, podem ser confrontados com ocorrências de bomba, precisam ser me lhor informados
sobre os artefatos, como preveni-los e detectá-los. A tarefa dos agentes de segurança é
“apenas” a de detectar o objeto suspeito e salvaguardar seu protegido do contato com ele.
Simplificando muito a abordagem de um tema que é extremamente técnico e complexo, poder-
se-á dizer que uma bomba - simples ou disfarçada - será constituída do componente explosivo
principal, do explosivo iniciador, detonador ou espoleta e do “gatilho” de acionamento ou
interruptor, o qual, normalmente camuflado, poderá tomar inúmeras formas. Dificilmente nos
depararemos com um objeto que exteriorize aquela idéia clássica de “bananas de dinamite, fios,
relógio e pilhas”. As bombas de fabricação caseira interessam-nos particularmente por serem
altamente traiçoeiras e de reconhecimento às vezes difícil, por não obedecerem a nenhum
“padrão”. Nas bombas improvisadas, o tamanho, a sofisticação do projeto bem como a
capacidade de destruição, refletem diretamente a imaginação, o conhecimento técnico, a
habilidade e os recursos postos à disposição de quem as constrói. Quando nos deparamos com
artefatos explosivos de fabricação caseira, devemos considerar a diversidade de formas, tipos,
métodos de acionamento, contramedidas para o desarme etc. Em se tratando de bombas, não
se pode prejulgar! Como o conteúdo interno da bomba normalmente não é visível, não se pode
verificar como um dispositivo em particular opera sem a interpretação de um especialista que -
obrigatoriamente - deverá valer-se de ferramental próprio e equipamentos sofisticados. Sendo
assim, cada ocorrência deverá ser considerada como única e jamais deveremos subestimar a
complexidade dos respectivos mecanismos e pretendermos, nós mesmos, “desmontar a
bomba”. As bombas ou artefatos variam de acordo com o tamanho, constituição e potência,
sendo que sua capacidade destrutiva nunca é proporcional ao tamanho em que se apresentam.
Podem ser acondicionadas em caixas de papelão, madeira, maletas, pastas, sacolas, sacos de
papel, latas, tubos plásticos, canos plásticos ou metálicos, podem estar envoltas em papel de
jornal, papel de embrulho ou papel pardo etc. Observe-se alguns meios de disfarce utilizados:
caixas de bombons, de doces e de biscoitos; latas de biscoitos, de lubrificantes, recipientes de
alumínio; latas de aerossol, extintores de incêndio, botijões de gás ou vasos de pressão; garrafas
térmicas, inclusive contendo qualquer líquido; livros, geralmente encadernados com capas
duras; tubos de pasta de dente, de creme de barbear etc; pacotes aparentando conter fitas de
vídeo ou mesmo pequeninas caixas de fitas K-7; aparelhos eletrodomésticos, como telefones,
rádios e caixas de som); veículos etc. Com o propósito de colher os melhores benefícios de seu
poder explosivo, as bombas normalmente são colocadas discretamente no local que se deseja
destruir. Podem constituir-se em volumes, aparentemente esquecidos em locais de ampla
circulação de pessoas, ou deliberadamente posicionados em locais onde podem causar extenso
dano material. Quando visam atingir um alvo ou pessoa de forma seletiva, podem ser entregues
como simples encomenda (que haja ou não passado pelos correios), instaladas em objetos ou
com acionadores conectados à portas, gavetas, no assento de poltronas, em camas, instaladas
em telefones (para detonarem quando da retirada do fone do gancho) etc. Se lançadas,
normalmente, utilizam uma motocicleta (ou de um veículo em movimento) e ainda - quando
dispostas no interior desses veículos - estacionada próximo do objetivo que se queira destruir.
Quanto ao seus sistemas de detonação, as bombas podem apresentar os seguintes mecanismos:
- de armadilha: por compressão, por descompressão, por tração, por descontração ou liberação
(ação inversa à tração), sísmico (ou vibratório), fotoelétrico ou anti-magnético; - de tempo: por
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“hora certa” ou de retardamento (quando independer de mecanismo de precisão); - de


acionamento remoto: quer por fio ou, como é o mais usual, a partir do emprego de controles de
rádio (como os usados em portões de garagem ou em modelismo) ou telefones celulares. Na
ocupação do Iraque, as forças americanas vem passando maus bocados com os artefatos
explosivos de acionamento remoto.

؇AS CARTAS-BOMBA
Uma carta-bomba, independentemente do tamanho do envelope, obrigatoriamente apresenta
uma espessura maior do que a correspondência normal. Quem a manipula fica com a impressão
de estar diante de um livreto de capa dura, um relatório, um panfleto dobrado ou mesmo um
novo tipo de cartão musical, nunca de uma simples carta. A carta parece ser mais pesada do que
se contivesse a mesma espessura de papel. Normalmente, o explosivo é moldado em placas
finas e isso faz com que o envelope de uma carta explosiva apresente uma constituição
incomum: às vezes, bastante rígido e liso, noutras vezes dando a impressão - igualmente
suspeita - de falta de elasticidade de seu conteúdo. O envelope pode transmitir a sensação
“morta” de uma massa de vidraceiro ou argila ao invés de um maço de papéis ou panfletos
dobrados. Dependendo do tipo de explosivo utilizado, um envelope de papel poderá apresentar
manchas gordurosas ou mesmo exalar um odor estranho (semelhante ao das massas tipo epóxi
ou um cheiro de massa de amêndoas ou marzipan). Embora cartas-bombas possam ser
construídas para detonarem por processos não-elétricos, na maioria desses petardos
empregam-se fios e algum tipo de fonte alimentadora de energia (como uma pilha pequena)
Embora máximas nesse sentido figurem normalmente em cartazes de alerta contra cartas -
bomba, é um erro pensar que os endereços dos destinatários sempre sejam genéricos (como
“Ao Sr. Presidente" ou " Ao Sr. Diretor”), apresentem erros de ortografia ou ainda sejam
redigidos com caligrafia primária. A carta pode ter sido especialmente preparada para simular
uma correspondência normal, com nome correto do destinatário, remetente e selos na
quantidade adequada. O êxito do terrorismo postal (seja na forma de cartas ou pacotes) se
alicerça na tradicional curiosidade dos destinatários e na sua ânsia de abrir rapidamente as
correspondências que lhes chegam às mãos. Ao recebermos uma carta ou encomenda que se
enquadre nos indícios de suspeição que mencionamos, devemos nos perguntar quem teria
remetido a referida correspondência, checar a informação junto ao remetente e – em caso de
dúvida quanto à procedência da mesma - colocá-la de lado, para ser examinada pelos técnicos
da polícia.

؇OS CARROS-BOMBA,
Embora com pouco histórico de uso no Brasil, o carro-bomba é um dos meios de ataque mais
populares, empregado por terroristas e criminosos em todo o mundo. Com um invólucro d e
grandes dimensões, a montagem da bomba nos carros requer, comparativamente, pouco
conhecimento técnico. Não há necessidade de miniaturização de diferentes tipos de circuito de
disparo (como nas pequenas bombas disfarçadas), os quais podem ser tremendamen te simples,
seguros e ainda valerse da energia fornecida pela bateria. No caso de emprego da bomba no
veículo como uma armadilha, os diversos interruptores existentes num carro favorecem ao
atacante e dificultam a vida daqueles que, para defender-se, deverão empreender extensas
buscais visuais, abrindo o veículo, inspecionando suas partes internas e buscando sinais de
violação dos diversos circuitos elétricos. Para agravar ainda mais o quadro, sabe -se que
capacidade de armazenamento de explosivos no interior de um veículo é enorme e, com sua
detonação, toda a estrutura e partes metálicas podem transformar-se em estilhaços, capazesde
ampliar ainda mais o efeito devastador da explosão. Por “carros-bomba” compreendemos
genericamente:
• Uso de dispositivo explosivo colocado sob ou no interior de um automóvel para vitimar seus
ocupantes;
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• Uso de veículo como “embalagem” e disfarce de uma grande quantidade de explosivos, que
serão detonados o mais próximo possível de seu alvo. Os ataques ao Quartel dos Fuzileiros
Navais Americanos e da Legião Estrangeira da França em Beirute (levados a cabo por motoristas
suicidas em caminhões abarrotados de explosivos), em 1983, às Embaixadas dos Estados Unidos
em Beirute e no Kuwait, em 1983, ao World Trade Center, em 1993, à Associação Mútua Israelita
em Buenos Aires, em 1994, ao edifício do governo em Oklahoma City, em 1995 e a grande
explosão em Docklands, na City londrina, em Fevereiro de 1996, enquadram-se nessa categoria.
• Uso de dispositivos complexos, bem dissimulados e com armadilhas, a fim de vitimar policiais e
peritos na desativação de artefatos explosivos. Tendo em mente que bons técnicos em bombas
são profissionais de formação difícil e cara, terroristas, sobretudo, do Exército Republicano
Irlandês (IRA) e do grupo separatista basco, ETA, já perpetraram atentados com bombas em
veículos, as quais visavam atingir unicamente aos policiais e militares que atuam em face de tais
contingências.
• Uso de veículo para ocultar um sistema de lançamento de munições, como foguetes e morteiros.
O IRA, em várias oportunidades, empregou morteiros rudimentares (confeccionados a partir de
canos comerciais soldados) montados em caminhões. No Iraque, em 2003, carroças de tração
animal escondiam estativas para disparar foguetes não-guiados contra tropas de ocupação
americanas.
Para evitar-se o armadilhamento de veículos com explosivos – na verdade, “bombas em carros”
– é vital que os sabotadores não possam ter facilitado o seu acesso aos automóveis. Motoristas
e mecânicos deverão ser selecionados e merecedores de confiança. Embora saibamos ser
impossível manter os potenciais carros-alvo em locais seguros 24h/dia, os mesmos não deverão
ser deixados desguarnecidos em locais onde possam ser sabotados. A vigilância sobre os
mesmos deverá ser constante e extremamente atenta principalmente pelo fato de que um
pacote explosivo (imantado, para prender-se facilmente à superfície metálica, e com
acionamento por controle remoto) pode ser colocado discretamente sob o carro em questão de
segundos. A fim de evitar bombas acionadas por controles “via-rádio” (a partir da adaptação de
controles de brinquedos, portões de garagem, etc) ou “via-celular” (pelo emprego de telefones
adaptados), equipes encarregadas da proteção de autoridades bem como grupamentos
especializados anti-bomba e equipes de segurança de dignitários costumam estar equipados
com geradores de interferência eletrônica, capazes de isolar uma área de segurança num raio
de algumas dezenas de metros. Desenvolvido inicialmente por especialistas britânicos, tal
recurso de contramedida eletrônica gera um campo de fortíssima perturbação eletromagnética,
que impede o funcionamento de dispositivos acionadores improvisados, assim como anula a
capacidade de recepção do sinal de aparelhos telefônicos celulares.
Interferidores eletrônicos podem ser montados em veículos ou mesmo em maletas portáteis.
Acautelar-se de veículos-bomba vem requerer cuidados especiais. Independentemente de
tratarem-se de veículos pilotados por suicidas ou carros, vans e caminhões abandonados de
forma furtiva em vagas de estacionamento, há que se implementar medidas que dificultem o
acesso do veículo ao seu alvo. Se ele houver de explodir, quanto mais longe do alvo melhor será.
O que na gíria chamamos de “endurecer o alvo” pode compreender a adoção de recursos como
o emprego de vidros revestidos com películas balístico-retardantes, aplicação de revestimentos
especiais antichama, construção de barreiras fixas (ferro e concreto) ou móveis, grandes blocos
ocos de plástico cheios de líqüido não-inflamável ou muretas contínuas de concreto (para
impedir o acesso de veículos e ainda minimizar os efeitos do sopro numa eventual explosão),
construção de fossos, espelhos d'água, estabelecimento de - 94 - perímetros de segurança onde
não se permita o acesso de veículos ou em que o acesso, quando facultado, se faz mediante a
minuciosa inspeção de segurança.
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؇A DETECÇÃO DE BOMBAS
Na esmagadora maioria dos casos, uma bomba constitui-se num objeto, ainda que
aparentemente inocente, que se encontra “destoando” da paisagem de um determinado local.
Pode ser aquele pacote, sacola ou mala, deixado num hall, banheiro ou corredor; ou, num caso
ainda mais suspeito, um estranho objeto deixado próximo aos botijões de gás ou no PC de luz
de uma edificação. Nos casos dos carros-bomba, pode ser um veículo deixado estacionado num
mesmo local por mais de um dia, sem motorista, e cujo interior não seja perfeitamente visível
ou que contenha objetos ou volumes dispostos de forma suspeita. Embora uma bomb a de
considerável efeito destrutivo possa ser construída com dois vasilhames, uma rolha e os
componentes líquidos apropriados, a maioria das bombas com que normalmente se deparam
os grupos especializados em artefatos explosivos contém metal.
• Os detonadores contêm metal; pinos, molas, fios elétricos e baterias também são feitos de
metal. Partículas metálicas podem ser descobertas pelos mesmos detectores que se utiliza para
inspecionar pessoas armadas. O principal inconveniente do emprego de detectores portáteis de
metal é que os mesmos não diferenciam componentes de um artefato explosivo, de clips,
grampos de papel ou mesmo etiquetas metalizadas, podendo gerar alarmes falsos, idênticos ao
provocados por pequenas pilhas, fios e espoletas. Deve-se tomar cuidado para não deixar que
uma continuada geração de alarmes falsos comprometa a eficiência dos encarregados de
inspecionar cartas e pacotes. Modernos detectores especiais de cartas bomba tem a habilidade
de diferenciar itens inofensivos como clips e grampos. Tais aparelhos trabalham identificando a
presença de material condutível como fios energizados, baterias, temporizadores ou
detonadores que compõe normalmente tais artefatos. A visualização de conteúdo de uma
correspondência ou pacote suspeito, além do emprego de equipamentos de Raio-X, pode
utilizar-se da projeção de líquidos transparenteadores como o Spray de Gás Fréon. O borrifo do
spray deixa o papel quase transparente e permite uma boa visualização de conteúdos postais.
• A visualização de conteúdo, quase imprescindível no trabalho das equipes encarregadas da
neutralização de artefatos explosivos, utiliza-se do emprego de métodos de radiologia. Os
componentes de uma bomba e o funcionamento de seu mecanismo de acionamento destacam-
se com grande nitidez numa exposição ao Raio-X. Existem equipamentos portáteis
(normalmente empregados pelos grupos de E.O.D. de Polícias e Forças Armadas), bem como
aparelhos de dimensões consideravelmente maiores, para inspecionar correspondências e
volumes em escritórios ou ainda para a visualização de bagagem em aeroportos.
• Em se tratando de aeroportos, hoje são comuns aparelhos que projetam imagens coloridas dos
mecanismos inspecionados. Vale frisar que, como observaram recentemente autoridades
federais norte-americanas que auditaram a segurança das instalações aeroportuárias daquele
país, no caso do emprego de aparelhos radiológicos, o êxito da detecção estará mais associado
à destreza, à atenção e à qualificação técnica do operador do que propriamente às
características do hardware.
Estetoscópios eletrônicos e endoscópios de fibra ótica são recursos utilizados por esquadrões
de bomba em todo mundo. Os estetoscópios são empregados para escutar ruídos no
mecanismo da bomba no interior de pacotes suspeitos ou através de anteparos, paredes etc.
• Em se tratando de explosivos, os mesmos podem ser “farejados” por aparelhos especiais ou por
animais treinados. Alguns explosivos exalam odor semelhante ao de amêndoas ou marzipan,
porém não todos. Narizes humanos podem ser "traídos" por explosivos que não tem cheiro,
principalmente se colocados próximos de produtos cujos odores tendam a prevalecer e pareçam
inofensivos.
• O emprego de animais, desde cachorros a porcos treinados, obedece a princípios de
treinamento bem simples, embora especialistas considerem que não seja aconselhável exigir,
de cada animal, a identificação de mais de dois tipos de odores. A análise química dos vapores
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é empregada por uma variedade relativamente grande de aparelhos - todos extremamente


caros - alguns, de consideráveis dimensões e outros bastante portáteis.
• Buscando sinais de organo-nitratos que estão presentes na maioria dos explosivos, detectores
portáteis buscam os vapores desprendidos das massas de explosivo, necessitando ser colocados
bem próximos do objeto suspeito. É um processo de inspeção rápido, que leva poucos segundos
para se consumar. A emanação de vapores dos diversos tipos de explosivos pode reagir com
corantes especiais que indicam a presença dos referidos componentes nos volumes mais
insuspeitos.
• O kit de Sprays Detectores de Explosivos, fabricado em Israel, consiste num conjunto de três
latas de aerosol - destinadas a indicar tanto o TNT, TNB, bem como explosivos como SEMTEX H,
RDX, C-4 e outros compostos contendo nitratos - podendo ser empregadas tanto na busca como
na investigação pós-explosão. Trata-se de um recurso cuja relação custo/benefício é barata.
Contudo, mais eficaz do que quaisquer outros recursos, podem ser os sinais que indicam algo
incomum, percebidos por profissionais alertas e conscientes de tais riscos - o apalpar de uma
carta, um pacote ou encomenda que não se solicitou ou esperava receber, um objeto “novo”
em determinado local, marcas de manipulação em objetos deixadas na poeira, marcas de poeira
indicando a remoção de um objeto, móvel, tapete ou livro, a percepção de odores estranhos, o
estacionamento de um carro e o número de sua chapa, o comportamento suspeito de alguém
com uma sacola a tira-colo ou uma maleta nas mãos. Não se exige perícia ou equipamentos
especiais para reconhecer tais coisas, mas apenas precaução e certeza para onde se olhar.
• Qualificado para efetuar uma varredura contra bombas, um agente de segurança também deve
ser capaz de identificar os sinais de suspeição em cartas, embrulhos, malas e até em carros
estacionados, muito embora a modalidade “carro bomba” ainda não seja usual no Brasil.
• Uma vez alertado pelo seu “desconfiômetro”, o agente deverá isolar o objeto e chamar o
grupamento especializado da polícia ou Forças Armadas. Como bem observou um especialista
britânico “é extremamente raro que alguém, tão logo desconfie da existência de uma bomba,
seja colhido por ela, pelo menos se ativer-se às normas de segurança que lhe foram ensinadas”.
؇ANEXO
• GLOSSÁRIO, AGENTE AVANÇADO – Numa formação de escolta, é aquele que se desloca sempre
à frente, para verificar os locais por onde o dignitário deverá passar ou entrar. Precede a equipe
de segurança em quaisquer situações, assegurando-se de que não haja perigo para o segurado.
• AGENTE "MOSCA" – Denominação utilizada, na SEGURANÇA APROXIMADA, para o Agente que
responde mais diretamente pela proteção do dignitário. Na formação de agentes, independente
do quantitativo envolvido, é o elemento que atua mais próximo do protegido. Se todas as
medidas de segurança falharem, atuará como "escudo-humano" da autoridade.
• ARTEFATO EXPLOSIVO – O mesmo que bomba, pode ser manufaturado a partir de munições,
explosivos comerciais ou militares (E.O.D.) ou improvisado (I.E.D.) com mecanismos e explosivos
de fabricação caseira.
• AUTORIDADE – Todas as pessoas que tem o direito ou o poder de fazer-se obedecer, quer em
influência no âmbito dos poderes públicos, quer em nível nacional, quer internacional.
• BOMBAS – Qualquer engenho explosivo ou incendiário capaz de explodir ou incendiar-se
mediante o recebimento de um estímulo externo apropriado. Consistem de vários elementos
combinados numa cadeia de disparo completa com iniciador (espoleta ou pavio), carga explosiva
principal (no caso, alto ou baixo explosivo) e um interruptor, que no caso de bombas terroristas
normalmente é encoberto por um disfarce.
• BOMBAS DISFARÇADAS – Artefatos que não podem ser identificados como bombas por meio
da simples observação leiga. Há necessidade de exame cuidadoso para se chegar a uma
conclusão (como por exemplo o emprego de raios-X, análise de vapores desprendidos,
estetoscópio eletrônico, detecção de partículas metálicas etc).
• CARTA-BOMBA – Denominação generalizada de bombas remetidas por via postal.
Normalmente são acionadas quando da abertura dos envelopes ou pacotes. A primeira carta-
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bomba desativada no mundo, enviada pelo Setembro Negro ao consulado de Israel no Rio de
Janeiro, foi desmontada por técnicos brasileiros em Setembro de 1972.
• CÍRCULOS DE SEGURANÇA – A segurança em torno da autoridade dispõe-se em círculos
concêntricos (centrados na figura do próprio dignitário), orientados de acordo com o sentido de
seu deslocamento. O primeiro círculo é composto pela SEGURANÇA APROXIMADA, o segundo é
constituído pela SEGURANÇA VELADA e o terceiro pela SEGURANÇA OSTENSIVA.
• COBERTOR DE BOMBAS (BOMB BLANKET) – Painéis flexíveis, confeccionados com diversas
camadas de tecido balístico resistente (o mesmo dos coletes à prova de balas) que é disposto
sobre ou em volta de uma bomba, a fim de minimizar os efeitos da sua explosão acidental (sopro
e estilhaçamento).
• CÓDIGOS GESTUAIS – São códigos convencionados entre os membros da equipe de segurança,
que visam proporcionar comunicação rápida e discreta em situações de deslocamentos, breves
paradas, solenidades, etc. Por meio de gestos anteriormente combinados, podem ser
informadas situações de risco, indicados procedimentos a serem adotados, solicitadas
providências, etc, tudo sem que as pessoas circundantes (estranhas à segurança) se apercebam.
• COMPARTIMENTAÇÃO – A necessidade de manutenção do sigilo estabelece que cada pessoa
conheça apenas aquilo que precisa ou que lhe é permitido saber ace rca de um determinado
assunto. Consiste na divisão do trabalho ou do planejamento de segurança, de forma que um
agente envolvido ignore a tarefa ou a missão creditada ao outro companheiro. A
compartimentação visa minimizar a possibilidade de que as informações sigilosas “vazem” para
adversários e garante que uma traição ou inconfidência apenas acarretará no conhecimento
parcial de planejamento e nunca sua totalidade.
• COMUNICAÇÃO EM CÓDIGO – Existe a necessidade de preservar as comunicações da segurança
contra uma possível interceptação por parte de elementos hostis. Para salvaguardar este sigilo,
dever-se-á estabelecer codinomes para os membros da equipe, segurados, viaturas, pontos
base, situações de risco, etc. Não se falará nada claramente em rádios, telefones ou telefones
celulares.
• CONTENTOR DE BOMBAS – Recipiente de alta resistência, normalmente confeccionado em aço,
por vezes revestido de concreto, capaz de receber bombas pequenas (de até 2 ou 4 kg de alto
explosivo) em seu interior e resistir a sua detonação, eliminando os efeitos destrutivos.
Usualmente encontrado em instalações de alto risco, onde exista o perigo ou histórico anterior
de ataques com bombas.
• DIGNITÁRIO – Pessoa que exerce cargo elevado, notabilizando-se em decorrência da função que
exerce. Ex.: presidente, governador, ministro de Estado, embaixador, executivos de grandes
conglomerados empresariais etc.
• EMBOSCADA – É o ataque de surpresa contra alvo em movimento ou temporariamente parado,
com a finalidade de destruí-lo, capturá-lo, inquietar-lhe ou causar-lhe danos materiais.
Normalmente, consiste numa projeção maciça e repentina de fogos, a partir de várias posições
cobertas e vantajosas.
• EQUIPE AVANÇADA – Grupo de agentes de segurança encarregado de chegar nos locais de
evento com alguma antecedência, numa última verificação das condições de segurança.
Aguarda a chegada do dignitário e sua comitiva e, em seguida, desloca-se para o local do evento
seguinte.
• EQUIPE FIXA – Agentes da SEGURANÇA APROXIMADA empregados para guarnecer os eventuais
locais de repouso ou de trabalho do dignitário. Coordenam o policiamento ostensivo que opera
nesses locais. Também são conhecidos como EQUIPE DE PROTEÇÃO ESTÁTICA.
• EQUIPE PRECURSORA – Grupo de agentes de segurança que antecede os dignitários em
quaisquer de seus deslocamentos. Em viagens, verificam no local de destino as condições de
segurança e encaminham as providências que se fizerem necessárias. Estabelecem o contato
com os responsáveis pela organização dos eventos e gerência de hotéis. Verificam a disposição
dos efetivos de segurança em apoio (policiamento ostensivo, batedores, agentes em segurança
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velada, tropa de choque, resgate) etc. Efetuam o levantamento de informações indispensáveis


ao planejamento da missão de segurança. Podem efetuar vistorias técnicas, inspeções, etc.
• EXECUTIVO – Tratam-se de donos de empresas ou elementos da sua alta direção, os quais, por
isso, requeiram a proteção de dispositivos de segurança.
• FORMAÇÕES DE ESCOLTA – Disposição assumida pelo grupo de agentes de segurança ao redor
do dignitário. Varia em função da necessidade de segurança da autoridade em questão, do
quantitativo de pessoal disponível para dar cumprimento à missão e do local onde irá atuar. São
normalmente empregadas as formações “caixa” (com os agentes dispostos à volta do dignitário,
com o mesmo ocupando o centro do quadrado), “diamante” ou “losango” (a qual é uma rotação
do esquema “caixa”, com um agente à frente, um em cada flanco e um à retaguarda) ou “cunha”
(com os agentes nas laterais do dignitário e à sua retaguarda).
• GRAMPO – Designação genérica para todo tipo de microfone, transmissor, câmera ou gravador
que se destina a transmitir e capturar conteúdos de conversação ou imagem, de forma não
autorizada. Por grampo se denominam: - pequenos microfones/transmissores, com bateria
própria escondidos no ambiente; - pequenos microfones/transmissores escondidos em objetos
elétricos ou eletrônicos, aproveitando da alimentação de energia desses aparelhos; -
transmissores acoplados em aparelhos telefônicos ou à própria linha, alimentados pela corrente
da própria linha; - extensões clandestinas capazes de permitir ouvir (e gravar) o conteúdo de
uma conversação telefônica; - gravadores conectados à linha telefônica, instalados dentro ou
fora do ambiente (como nas caixas de corredor, nos armários de distribuição, nos postes e
mesmo nas centrais telefônicas); - gravadores analógicos ou digitais escondidos a fim de captar
e registrar a conversação no ambiente; - microfones/transmissores de áudio escondidos no
corpo ou em objetos de um interlocutor; - câmeras de vídeo, com ou sem áudio, escondidas no
ambiente e conjugadas com transmissores a fim de permitir a captação (e a gravação) remota
da imagem; - câmeras de vídeo, com ou sem áudio, escondidas no corpo ou em objetos de um
interlocutor; - adaptadores capazes de reproduzir o conteúdo dos caracteres pressionados num
teclado de computador;
• GRANADAS – Bombas militares, disparáveis a partir de lançadores de diâmetro variável que
podem ser acoplados a fuzis ou submetralhadoras. De acordo com a ogiva empregada, podem
ter uso letal (contra blindagens ou pessoal) ou não-letal (no caso das granadas de gás ou as de
ogivas inertes, de borracha, empregadas no controle de distúrbios civis). Tem alcance maior e
trajetórias muito mais precisas do que as granadas lançadas manualmente.
• GRANADAS DE MÃO (LETAIS) – Bombas militares de pequenas dimensões, confeccionadas de
forma industrial ou clandestina. Podem empregar tanto alto-explosivo quanto pólvoras
confinadas, são facilmente transportáveis e normalmente são lançadas normalmente por
arremesso manual. Com um poder de destruição desproporcional ao seu tamanho, podem
vitimar pela projeção de estilhaços, bem como ser empregadas em armadilhas.
• GRANADAS DE MÃO (NÃO LETAIS) – Bombas militares de pequenas dimensões que podem ser
empregadas em controle de distúrbios, a fim de dispersar multidões hostis ou ferir, sem contudo
provocar baixas fatais em meio aos alvos humanos. Podem provocar barulho, clarão, dispersar
gases irritantes, fragmentos de borracha, tinta marcadora etc. Uma equipe de segurança pessoal
pode empregar tais armas para cobrir sua retirada do cenário de uma confrontação, sobretudo
quando sua oposição constituir-se de um pequeno público adverso com ânimos exaltados.
• HIGH PROFILE – Expressão inglesa que se refere à apresentação ostensiva de uma segurança
pessoal, com agentes de segurança "visíveis", de óculos escuros, fones auriculares etc.
• I.E.D. – Improvised Explosive Device – Trata-se do engenho explosivo improvisado ou de
fabricação caseira, extremamente traiçoeiros e perigosos, uma vez que não obede cem a
nenhum padrão. Refletem a imaginação de seu construtor, podendo ser simples ou
extremamente elaborados e de difícil neutralização. Hoje, inúmeros “projetos simples” de tais
artefatos encontram-se largamente difundidos na rede mundial de computadores, aumentando
a dor de cabeça de planejadores e elementos de segurança.
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• INDICAÇÃO DE POSIÇÃO EM “HORAS” – A fim de permitir uma perfeita orientação dos agentes
de segurança enquanto atuando em formação, a segurança emprega o método do relógio para
designar a posição de quaisquer objetos, obstáculos, pessoas ou eventos. O agente que fala vai
considerar o local à frente do dignitário como 12:00h, à sua direita, 3:00h, às costas, 6:00h e
assim sucessivamente. A posição é passada de forma a usar o dignitário (e o seu sentido de
deslocamento) como referência. Sempre que possível, o agente que comunica deve informar,
também, distância e detalhes de posicionamento (como “em cima”, “na janela do andar tal”,
“em baixo”, “ao nível do solo” etc) ou características que facilitem a identificação daquilo a que
se refere.
• INFILTRAÇÃO – A infiltração é um dos recursos utilizados pelos órgãos de Inteligência para a
obtenção de informações. Consiste em introduzir um elemento (cuja verdadeira identidade é
mantida em sigilo) em contato com pessoas ou certo grupo de pessoas, com o objetivo de
coletar informações. Grupos que planejam atentados também recorrem à infiltração de
pessoas, a fim de coletar informações acerca dos dignitários-alvo ou para atuar como facilitador
nas ações propriamente ditas.
• INSPEÇÃO - Em segurança pessoal de dignitários, os termos Inspeção, Reconhecimento e
Varredura tendem a se confundir um pouco. Inspeção, tanto pode ser uma visita a fim de se
avaliar as condições de segurança de um determinado ambiente, quanto à própria inspeção
física de um local, com propósito de detecção de ameaças; também chamada de VARREDURA.
Metodologicamente, os trabalhos de Inspeção/Varredura sucedem ao Reconhecimento.
• LANÇADORES DE FOGUETES ANTI-TANQUE – Os lançadores do foguete apresentam-se em
diferentes formas e tamanhos: dos lançadores portáteis mais simples, transportáveis por um
único homem às baterias múltiplas montadas ou rebocadas por veículos. Os foguetes podemser
disparados diretamente contra seus alvos ou, em alguns casos, de forma indireta, perfazendo
uma trajetória balística em arco que permite alcançar algumas centenas de metros. A maioria
dos lançadores portáteis de foguete da infantaria são projetados para incapacitar veículos
blindados ou destruir bunkers com ogivas de alto-explosivo anti-tanque (HEAT) que atuam sobre
o princípio da “carga oca”. Em tais ogivas, o explosivo que entra em contato com o alvo é provido
de uma cavidade revestida de metal e, quando detonado de encontro à blindagem daquele,
converte a camisa metálica do projétil num jato fino de metal fundido e gás quente, o qual
penetra a blindagem numa velocidade extremamente elevada (mais de 6000m/s). Nessa
velocidade a massa do jato força o metal da superfície do alvo, penetrando-o profundamente
através de um orifício relativamente pequeno e atingindo-lhe o interior com um sopro de fogo
e metal derretido que calcinará tudo o que encontrar. A maioria dos lançadores de foguete da
infantaria são divididos em categorias como descartáveis ou reutilizáveis. Os lançadores
descartáveis do foguete (como o LAW80, inglês, o M72, americano, o AT4, sueco, e o RPG -18,
soviético) permitem um único disparo e depois são jogados fora; tratam-se de armas
relativamente simples, projetadas para serem transportadas e operadas por um único homem.
Lançador de foguetes M-72 de 66mm As antigas “bazucas”, o CARL GUSTAV M3 de 84mm e os
RPG-7 são lançadores reutilizáveis. O RPG-7 é o lançador de foguetes mais produzido em todo
mundo, sendo facilmente encontrável em todos os continentes. Ambos os tipos de armas
podem ser empregadas por qualquer soldado ou paramilitar, sem exigir dele conhecimentos
técnicos avançados ou o treinamento especial; elas podem ser empregadas contra alvos
terrestres, (parados ou em movimento à baixa velocidade) ou ainda contra helicópteros em
baixa altitude, em voo estacionário ou lento. São armas amplamente empregadas em atentados.
Valendo-se de um lançador de foguetes, guerrilheiros da Nicarágua operando clandestinamente
no Paraguai, mataram o ex-Ditador Anastácio Somoza em Setembro de 1980. O Mercedes do
ex-presidente nicaragüense, destruída em plena via-pública, no Paraguai. Em 1986, guerrilheiros
oposicionistas chilenos dispararam M-72 à queima roupa contra o comboio do Presidente
Augusto Pinochet. A distância muito curta teria sido responsável pela falha no detonador da
ogiva do foguete, que frustrou a explosão de pelo menos um dos foguetes. Os assassinos do
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Primeiro Ministro Ytzhak Rabin estudaram a possibilidade de empregar um M-72 contra seu
carro e o Presidente Hosni Mubarak talvez só esteja vivo até hoje pelo fato dos homens que
emboscaram o seu comboio em Adis Abeba, em Junho de 1995, não terem tido tempo de
empregar os RPG-7 que tinham no carro. A família RPG-7, produzida em dezenas de países, se
constitui nos lançadores de foguetes mais empregados no mundo.
• LOCAIS PROPÍCIOS À COLOCAÇÃO DE BOMBAS – A rigor, uma bomba pode ser colocada em
qualquer lugar. Com o propósito de colher os melhores benefícios de seu poder explosivo, as
bombas normalmente são colocadas discretamente no local que se deseja destruir,
posicionadas em locais onde podem causar extenso dano material. Em outra situação, quando
se objetiva maximizar perdas de vidas humanas, podem constituir-se em volumes,
aparentemente esquecidos em locais de ampla circulação de pessoas. Na dúvida, desconfie de
tudo aquilo que por ventura estiver destoando da paisagem local.
• "LOW PROFILE" - Expressão que designa uma segurança de perfil discreto, "pouco visível", com
roupas de passeio.
• MANPADS – Abreviatura do inglês MAN PORTABLE AIR DEFENSE SYSTEM, refere-se aos mísseis
antiaéreos portáteis, destinados a abater aeronaves a baixa altitude. As dimensões do conjunto
míssil/lançador variam ente 1.2m e 2m de comprimento por 75mm de diâmetro. O peso do
conjunto varia entre 13 e 25 kg, podendo caber facilmente num saco para tacos de golf e
transportado em qualquer automóvel de passeio. Há dois tipos de sistemas de direção mais
comumente empregados nesses mísseis. No primeiro, por infra-vermelho (como nos mísseis SA-
7 Strela e o SA-18 Igla russos e o Stinger americano), o míssil se guia pelas emissões de calor do
motor do avião-alvo, não necessitando posicionar-se obrigatoriamente na retaguarda da
aeronave. Modernos mísseis guiados por infra-vermelho podem atingir seus alvos mesmo
apontados de frente ou lateralmente. No segundo, por Comando de linha de visada (Command
Line-of-Sight ou CLOS, como o Blowpipe e o Javellin britânicos) o operador busca o alvo através
de uma luneta de pontaria e usa um controle de rádio para guiar o míssil até o avião-alvo.
MANPADS podem atingir aviões ou helicópteros em altitudes de até 4.500m e num alcance de
aproximadamente até 4,8km de distância.
• MINA – Bombas militares ou improvisadas, as quais são instaladas sob o solo (em túneis ou
buracos) com o propósito de explodir a partir da pressão exercida sobre seus detonadores ou
sob comando. Os atentados que vitimaram o Almirante Carrero Blanco (na Espanha em 1975) e
o Juiz italiano Giovane Falcone, herói da luta contra a Máfia (em 1992), foram perpetrados com
grandes quantidades de explosivos enterrados sob a pista, onde os veículos dos dignitários
deveriam passar. Algumas armadilhas militares empregadas na superfície do solo também são
genericamente conhecidas como “minas” (vide mina Claymore e suas cópias).
• NÍVEL DE PROTEÇÃO NECESSÁRIA – Trata-se de uma maneira de avaliar a segurança que a
personalidade protegida vem requerer. O aparato de segurança é função direta das forças
adversas que, potencial ou diretamente, ameaçam o dignitário e não apenas sua posição ou
status no âmbito governamental. Assim sendo, uma autoridade que requeira segurança num
nível máximo demandará a utilização de grandes efetivos de agentes de segurança (operando
na escolta aproximada, na segurança de pontos fixos e na segurança velada), policiamento
ostensivo, especialistas antibomba, atiradores, batedores, veículos, helicópteros, equipamentos
de varredura eletrônica etc. A segurança de um dignitário num nível de baixo risco poderá ser
executada por uma pequena equipe de quatro ou cinco agentes (2 ou 3 agentes e 2 agentes
motoristas) dividida em dois veículos.
• PROTEÇÃO – São medidas adotadas para garantia da integridade física de personalidade, dentro
de uma área restrita, de responsabilidade de um número limitado de agentes. Preocupa-se
quase que exclusivamente com a pessoa do dignitário.
• RECONHECIMENTO – É a verificação antecipada e sistemática dos locais que serão frequentados
pela autoridade, bem como os itinerários que serão percorridos. Nos locais, procuraremos
analisar as condições de segurança da edificação, local de posicionamento para a autoridade e
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segurança, acessos e dependências, quadros de alimentação de energia, P.C. telefônico, etc. Nos
itinerários, verificaremos os locais mais propícios para atentados, como cruzamentos, túneis,
passagens de nível, pontes, áreas de retenção de tráfego, locais com forte incidência de ações
criminosas, estradas estreitas ou sinuosas, curvas em cotovelo, etc.
• SEGURANÇA – Todas as atenções e medidas proporcionadas a alguém que garantam sua
integridade física, tomadas em sentido amplo. Essas medidas, embora ditadas pela presença e
localização da pessoa protegida, englobarão providências de qualquer natureza contra tudo
que, direta ou indiretamente, possa prejudicar a proteção executada.
• SEGURANÇA APROXIMADA – Grupamento de agentes, de efetivo variável, que se desloca
permanentemente com o dignitário sendo responsável por sua proteção direta e evacuação em
caso de emergência. Também chamada de EQUIPE DE PROTEÇÃO DINÂMICA, seus trajes se
regulam pelos trajes de autoridade ou pela solenidade do evento. Identificam-se por “pins”,
emblemas ou braçadeiras que variam em função do acontecimento.
• SEGURANÇA OSTENSIVA – Grupamento de segurança visível, à paisana (no caso, de terno) ou
mesmo fardado (policiamento ostensivo) disposto em destaque nos locais de evento ou em
instalações com a finalidade de dissuadir e reagir às ações de hostilidade ao dignitário. Cabe a
esse grupo empreender perseguições, trocar tiros, efetuar prisões etc. O fotógrafo conseguiu
retratar um momento de descuido coletivo do policiamento ostensivo. Eles deveriam fitar a
multidão e não distrair-se observando o cortejo presidencial.
• SEGURANÇA VELADA – Elementos descaracterizados (e algumas vezes até desarmados)
dispostos nos locais de aparição da autoridade, infiltrados na multidão com o intuito de detectar
hostilidade e agir em caso de tumulto ou atentado. Em certos casos esses elementos poderão
preceder a chegada do dignitário para colher informações sobre a situação do local.
• "SNIPER" – Denominação dada ao atirador de precisão, com arma longa e luneta que atua na
segurança ostensiva, com a finalidade de prevenir contra franco-atiradores. O criminoso que
atua com arma longa de precisão também pode receber a mesma denominação.
• TROPA DE CHOQUE – Grupamento policial especializado no controle de distúrbios civis, dotado
de meios para atuar em face da ocorrência de manifestações hostis por parte de multidões,
dispersando-as com emprego de força física e de armas não letais.
• VARREDURA – São as inspeções de segurança que objetivam a detecção e a neutralização de
quaisquer objetos, artefatos ou equipamentos que se constituam num risco para a segurança
do dignitário. Numa varredura, busca-se identificar previamente qualquer perigo potencial,
armadilhas, artefatos explosivos ou equipamentos de vigilância clandestina. Modelos inertes de
bombas visam familiarizar os agentes de segurança com um pouco daquilo que eles deverão
procurar.
• VASSOURA DE VARREDURA – Trata-se de um equipamento que detecta circuitos eletrônicos
ligados ou desligados, através de microondas.
• VIGILÂNCIA – Consiste em manter determinado local, objeto, pessoa ou canal de comunicações
sob observação constante. Utiliza-se de recursos humanos (agente) e técnicos (como
microfones/transmissores, máquinas fotográficas e câmeras dissimuladas de TV). A vigilância é
uma ação de Inteligência. Pode ser fixa ou móvel e é muito utilizada na segurança pessoal com
o propósito de detectar falhas na segurança, vazamento de informações, investigar suspeitos de
tramar contra o dignitário etc.
• V.I.P. – Sigla em inglês ("very important person") que, de forma genérica, significa pessoa muito
importante. São todas as pessoas públicas notórias, em evidência, como artistas, financistas,
clérigos, autoridades etc.
GRUPO PENITENCIÁRIO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

No Brasil, o transporte de pessoas presas é regulamentado por diversas leis e normas. Algumas
das principais leis e normas que regulam o transporte de pessoas presas no país incluem:
1. Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984): Estabelece as normas gerais para a execução das
penas e das medidas de segurança, incluindo o transporte de presos entre unidades prisionais e
outros locais.
2. Resolução nº 5 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária: Dispõe sobre as
normas técnicas para o transporte de presos, estabelecendo os procedimentos para o
transporte de presos em veículos especiais, incluindo a segurança, higiene e conforto dos
detentos.
3. A LEI Nº 8.653, DE 10 DE MAIO DE 1993. Dispõe sobre o transporte de presos: Art. 1º É proibido
o transporte de presos em compartimento de proporções reduzidas, com ventilação deficiente
ou ausência de luminosidade.
4. O Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em
especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade.
Art. 2º É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio
de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros,
justificada a sua excepcionalidade por escrito.
Art. 3º É vedado emprego de algemas em mulheres presas em qualquer unidade do sistema
penitenciário nacional durante o trabalho de parto, no trajeto da parturiente entre a unidade
prisional e a unidade hospitalar e após o parto, durante o período em que se encontrar
hospitalizada.
5. Resolução nº 39 do Conselho Nacional de Justiça: Regulamenta o uso de algemas em presos,
estabelecendo as condições em que elas podem ser utilizadas e determinando que o transporte
de presos deve ser feito com o mínimo de uso de algemas possível.
6. Lei nº 10.792/2003: Alterou o Código de Trânsito Brasileiro para permitir a circulação de veículos
especiais de transporte de presos em horários e vias restritas, com a devida autorização do
órgão competente. A legislação de trânsito prevê como infração gravíssima, com pena de multa
e apreensão do veículo, além de remoção do veículo, o transporte de pessoas no compartimento
de carga de veículo automotor, em especial pick-ups e camionetas. Código de trânsito Brasileiro:
“Artigo 230. Conduzir o veículo: (…) II, transportando passageiros em compartimento de carga,
salvo por motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na forma
estabelecida pelo CONTRAN”. Salvo as exceções previstas. CONTRAN/Resolução 82/1998: “Art.
1º – O transporte de passageiros em veículos de carga, remunerado ou não, poderá ser
autorizado eventualmente e a título precário, desde que atenda aos requisitos estabelecidos
nesta Resolução. Art. 2º – Este transporte só poderá ser autorizado entre localidades de origem
e destino que estiverem situadas em um mesmo município, municípios limítrofes, municípios de
um mesmo Estado, quando não houver linha regular de ônibus ou as linhas existentes não forem
suficientes para suprir as necessidades daquelas comunidades.
Também, nesta mesma atitude pode ser ofensiva à dignidade da pessoa humana, pois viola a
sua imagem, já degradada pela condição social de preso. Temos, com isso, a primeira ilegalidade
cometida pelo Estado.
Nesse mesmo sentido, mister salientar a previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente —
Lei 8.069/90 —, que prevê em seu artigo 178: “O adolescente a quem se atribua autoria de ato
infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo
policial, em condições atentatórias a sua dignidade, ou que impliquem risco a sua integridade
física ou mental, sob pena de responsabilidade”.
Além dessas leis e normas, existem também as regulamentações específicas de cada estado e
município que podem estabelecer regras adicionais para o transporte de pessoas presas. É
importante ressaltar que o transporte de presos deve ser realizado de forma segura e com
respeito aos direitos humanos, garantindo a integridade física e psicológica dos detentos, bem
como a segurança dos agentes envolvidos no transporte.

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