ELETROTERAPIA
FACIAL E
CORPORAL
BÁSICA
Patrícia Viana da Rosa
Iontoforese
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Explicar a corrente galvânica.
Descrever as características da técnica de iontoforese.
Aplicar a técnica de iontoforese.
Introdução
A iontoforese é o método de administração pela pele, com o uso de
corrente contínua, de substâncias que serão utilizadas com propó-
sito terapêutico específico. A corrente galvânica é apropriada para
permeação de substâncias terapêuticas, em razão da capacidade de
influenciar na movimentação dessas substâncias, quando apresentam
formatação iônica.
Neste capítulo, você conhecerá mais sobre o uso da corrente gal-
vânica, da iontoforese e da aplicabilidade técnica desse procedimento
realizado pelo profissional da área da estética.
Corrente galvânica
É também chamada de corrente contínua, direta, constante, unidirecional,
ou seja, tipo de corrente em que o fluxo de elétrons acontece em apenas uma
direção (BORGES, 2010). Apresenta fluxo de corrente polar, como apresentado
na Figura 1.
2 Iontoforese
Corrente elétrica
Constante
Tempo
Figura 1. Representação gráfica da corrente galvânica.
Fonte: Adaptada de Mundo Estética (2015).
A aplicação da corrente galvânica pode ser dividida em galvanização e
iontoforese.
Efeitos fisiológicos
A galvanização é o uso da corrente galvânica para se obterem os efeitos do ponto
de vista fisiológico, os quais podem ser polares e interpolares, desencadeando
ambos alterações locais e sistêmicas. Os efeitos polares se desencadeiam na
superfície do corpo que fica sob os eletrodos.
Em razão das propriedades dos tecidos biológicos, que apresentam elevadas
concentrações de íons positivo e negativo, podemos, por uma diferença de
potencial, realizar o movimento iônico dentro do tecido. Importantes resul-
tados desse movimento ocorrem por causa desses efeitos. Com a movimenta-
ção de íons dentro dos tecidos, teremos como resultado efeitos polares, com
consequências físicas e posteriormente químicas, classificadas em: efeitos
eletroquímicos, efeitos osmóticos, modificações vasomotoras, alterações na
excitabilidade (AGNES, 2017). Associados aos efeitos polares de transferência
iônica ocorrem outros efeitos, denominados interpolares, descritos a seguir.
Eletroforese: ocorre por causa da migração de soluções coloidais,
células do sangue, bactérias, sob efeito da corrente contínua devido à
absorção ou à oposição de íons.
Iontoforese 3
Eletrosmose ou endosmose: envolve a transferência de líquido de
um polo para outro, produzindo modificações da água nos tecidos,
ocorrendo no polo positivo anaforese e no polo negativo cataforese.
Vasodilatação da pele: sob influência da corrente elétrica, ocorrerá
liberação de energia com aumento da temperatura local, produzindo
aumento da temperatura local, a qual está associada à resistência dos
tecidos à passagem da corrente (efeito Joule).
Eletrotônus: associado à alteração na excitabilidade e na condutibilidade
que a corrente elétrica produz nos tecidos.
Aneletônus: efeito que ocorre no polo positivo, provocando diminuição
da excitabilidade nervosa e podendo gerar analgesia.
Cateletônus: ocorre no polo negativo, provocando aumento da exci-
tabilidade nervosa, e gerando estimulação para peles desvitalizadas.
A corrente galvânica, ao passar sobre o tecido, transfere íons de um polo
para o outro. Agem sobre os nervos vasomotores, tornando a hiperemia mais
ativa, a qual atinge tecidos mais profundos por estimulação reflexa. Isso
ocasiona um aumento da irrigação sanguínea e da nutrição dos tecidos mais
profundos, além de maior oxigenação e aumento do metabolismo. O aumento
do fluxo sanguíneo está associado à vasodilatação de arteríolas e capilares
que conduzem uma maior quantidade de substâncias nutritivas para a área,
como leucócitos, colaborando para o reparo.
Características dos polos da corrente galvânica
Agnes (2017) destaca os seguintes efeitos dos polos:
No cátodo (polo negativo):
■■ possui características irritantes e estimulantes;
■■ vasodilatação, provoca hiperemia na pele;
■■ capacidade de hidratar os tecidos;
■■ produz liquefação tornando os tecidos menos “endurecidos”.
No ânodo (polo positivo):
■■ possui características analgésicas e sedantes;
■■ vasoconstritor promovendo menor hiperemia;
■■ auxilia na drenagem dos tecidos.
4 Iontoforese
Contraindicações da corrente galvânica
DIU;
portadores de marca-passo ou outros dispositivos eletrônicos;
gestantes;
feridas abertas e processos inflamatórios;
não deve ser usada sob as pálpebras;
dermatites;
pinos ou placas;
TVP e problemas venosos graves;
câncer.
Técnicas realizadas com a corrente galvânica
Desincrustração
É um procedimento de ação eletroquímica cujo objetivo é retirar o excesso
de sebo das peles seborreicas, onde se utiliza a corrente galvânica para se
obter uma limpeza profunda da pele (BORGES, 2010). Essa técnica possui
como característica o princípio galvânico, isto é, tensão contínua, constante
e com polaridade determinada (polo positivo e polo negativo). Seu objetivo
estético é retirado de forma suave de elementos que estejam incrustrados na
superfície da pele, principalmente aquelas que são extremamente seborreicas.
Não é indicada para peles alípicas.
Eletrolifting
Técnica muito usada na área da estética, também conhecida como galvano-
puntura, a qual utiliza uma microcorrente galvânica. Sua característica não
invasiva emprega uma agulha acoplada ao eletrodo caneta e ao polo negativo
da microcorrente contínua. O polo positivo colabora para a dispersão e está
conectado ao corpo para que a corrente seja transmitida — se o procedimento
é facial, fica conectado pelo braço. A agulha é colocada entre as camadas da
epiderme (camada mais superficial da pele).
Iontoforese 5
Conforme Xavier ([2015?]), existem divergências quanto à dosimetria, e a aplicação
pode ser vista em prática clínica usando-se de 70 a 100 microampères para estrias e
de 150 a 200 para rugas, podendo ser medida também de acordo com a tolerância
do indivíduo que está recebendo a corrente, o que torna possível se chegar a valores
acima desses mencionados.
Cada tratamento com corrente galvânica vai trazer um tipo de resultado.
Desincrustes: diminuição da oleosidade da área trabalhada.
Eletrolifting: suavização de rugas e estrias.
Ionização: melhora da permeação de ativos sobre a área trabalhada.
Características da técnica de iontoforese
A iontoforese é usada há mais de um século e já era mencionada na literatura
desde os anos 1700 e 1800 (KAHN, 2001). Foi primeiro descrita por Le Duc,
em 1903, como técnica de transportar produtos químicos por meio de uma
membrana por corrente elétrica como força motriz (PRENTICE, 2014).
Mecanismo de ação
A iontoforese é uma técnica não invasiva que usa potencial ou corrente elétrica
para promover uma maneira controlada de aumentar a transferência transder-
mal de uma variedade de fármacos. Na iontoforese, a corrente originária do
aparelho é transferida do eletrodo para a pele por meio da solução contendo
agentes ativos (BORGES, 2007). É um processo benéfico quando usado com
drogas hidrofílicas e também aquelas que possuem alto peso molecular (SILVA
et al., 2012).
De acordo com Oliveira, Guaratini e Castro (2005), Le Duc demonstrou
que os íons eram transferidos para a pele por meio da ação de corrente elétrica
contínua e comprovou que essa transferência era polo orientada, ou seja,
dependia da polaridade do íon e do eletrodo sob o qual era colocado. Desde
6 Iontoforese
então, muitos estudos têm sido conduzidos para identificar quais substâncias
medicamentosas são viáveis para esse processo de transferência, além de
demonstrar os níveis de penetração, distribuição e efetividade da técnica em
condições clínicas.
LeDuc evidenciou a penetração de íons através da pele, o que demonstrou
que as drogas podem ser transportadas para o interior dos tecidos, ou ficar
nas esponjas, de acordo com as suas características polares, facilitada pela
corrente elétrica.
Na iontoforese, o sentido do deslocamento dos elétrons é do polo positivo
para o polo negativo. O fluxo iônico provocado pela corrente elétrica está
associado a modificações químicas. No eletrodo negativo (cátodo), ocor-
rerá um movimento de elétrons, os quais são liberados do eletrodo positivo
(ánodo), ocorrendo dessa forma um mecanismo de oxidação no eletrodo positivo
(GUIRRO; GUIRRO, 2003).
A introdução de substâncias através da pele em direção ao tecido subcutâneo
possui três rotas potenciais:
1. o folículo piloso e as glândulas sebáceas associadas;
2. ductos sudoríparos;
3. através do próprio estrato córneo, entre seus apêndices e falhas (rota
intercelular).
No entanto, em decorrência das características hidrofóbicas e negativas
do estrato córneo e de sua matriz lipoproteica, drogas ionizadas dificilmente
penetram a pele por difusão passiva, em quantidade suficiente para atingir
níveis terapêuticos (BARRY, 2002).
De acordo com Low e Reed (2001), a transferência de íons acontecerá
principalmente nos ductos de glândulas sudoríparas, e, em menor extensão,
nos folículos e glândulas sebáceas.
Os mecanismos envolvidos na transferência transdermal por iontoforese são:
1) eletrorrepulsão, criada pela interação droga — campo elétrico, que provê
força adicional para direcionar íons de polaridade semelhante à do eletrodo
sob o qual são colocados; 2) eletrosmose, que é o movimento transdermal de
parte do solvente junto com os componentes neutros e iônicos nele diluídos;
e 3) o aumento da permeabilidade intrínseca da pele por meio da aplicação
do fluxo elétrico. Pelo mecanismo da eletrorrepulsão, tanto os fármacos de
carga positiva quanto os de carga negativa serão liberados, desde que sejam
colocados sob o eletrodo que apresente a mesma carga elétrica (BUONA, 2017).
Iontoforese 7
Kalia et al. (2004) observam que ocorre uma desorganização do estrato
córneo, assim, há uma queda na resistência da pele, seguida de um aumento
da hidratação durante a iontoforese. A elevação dos níveis de íons e água
poderia facilitar o transporte da corrente pelo estrato córneo e promover as
mudanças estruturais dele. Então, a fim de que ocorra a transmissão de íons
para a membrana, deve-se colocar o fármaco de mesma polaridade sobre o
eletrodo (BORGES, 2010).
Os principais benefícios da iontoforese são: a redução de riscos e inconve-
nientes da infusão intravenosa contínua; a prevenção de alterações na absorção
e no metabolismo do paciente, muitas vezes observadas após a administração
oral do medicamento; o aumento da eficácia terapêutica pela eliminação do
metabolismo de primeira passagem pelo fígado; a redução da possibilidade de
superdosagem ou subdosagem, pelo transporte contínuo da droga programado
dentro da faixa terapêutica desejada; o fornecimento de um regime terapêutico
simplificado, levando à melhor aceitação do paciente ao tratamento (FIALHO;
CUNHA, 2004).
É importante ressaltar que o tamanho do eletrodo é calculado de acordo
com a área de tecidos excitáveis que se quer atingir. Chama-se de densidade
de corrente a quantidade de corrente por unidade de área de condução. Esta é
inversamente proporcional à área do eletrodo. À medida que a área do eletrodo
diminui, a densidade de corrente aumenta (ROBINSON, 2001).
Com relação à intensidade segura, para minimizar a irritação da pele e
as queimaduras, ela se limita a 0,1 mA/cm 2 da superfície do eletrodo ativo.
Outra variável importante refere-se ao tempo de aplicação, sobre o qual foi
demonstrado por Low e Reed (2001) que a penetração é maior nos 6 primeiros
minutos, sendo que a duplicação do tempo de tratamento, ou seja, 12 minutos,
aumenta em 25% o índice de penetração.
Neste link, você conhecerá mais sobre a técnica de ion-
toforese (IONTOFORESE..., 2017).
[Link]
8 Iontoforese
Eletrodos utilizados
Os eletrodos utilizados nesta prática são demonstrados na Figura 2.
Eletrodo de Eletrodo de Ponteira (azul) com Ponteira (azul) com
alumínio (seu borne alumínio (seu borne rolinho pequeno rolinho grande
é preto). é vermelho). para iontoforese para iontoforese
facial. corporal.
Figura 2. Eletrodos usados na técnica de iontoforese.
Fonte: Adaptada de Iontoforese ([2012a]).
Há diversos eletrodos utilizados na iontoforese para tratamentos faciais e
corporais. A diferença entre eles está nas superfícies que se pretende tratar.
Os eletrodos são assim usados:
bastonetes: podem ser usados no corporal e no facial ou para fechar o
campo (eletrodo passivo) com o eletro ativo;
rolinhos: podem ser usados tanto no corporal como no facial;
placas: utilizadas geralmente para fechar o circuito (corrente).
A utilização de eletrodos fixos em forma de placas também é realizada na
aplicação da corrente, sendo relatada maior eficácia em relação aos móveis
para a infusão de medicamentos (FERREIRA et al., 2007).
Iontoforese 9
Indicação da técnica
As indicações do uso da iontoforese na clínica estética têm como objetivo obter
os benefícios de permeação de ativos sobre a pele, sendo eles a revitalização
cutânea, o tratamento de peles oleosas, o tratamento de FEG, hidratação,
nutrição, tratamentos para gordura localizada, tratamentos de seborreia, rugas,
estrias, entre outros.
As desvantagens do transporte de substâncias por iontoforese são os riscos
de queimaduras e choques resultantes da utilização de correntes elétricas
elevadas e por longos períodos (FIALHO; CUNHA, 2004).
A técnica de iontoforese é aplicada principalmente em tratamentos estéticos
de rugas, acne, limpeza e nutrição da pele, manchas, gordura localizada e FEG
(BORGES, 2010), como se pode verificar no Quadro 1.
Quadro 1. Iontoforese: uso de substâncias e polaridade
Indicação Substância Polaridade
Adstringente e antisséptico Extrato de hamamélis Positiva
Adstringente e antisséptico Infusão de sálvia Positiva
Antiedematoso Extrato de hera Positiva
Anti-inflamatório Citrato de potássio 2% Negativa
Cicatrizante Óxido de zinco 2% Positiva
Cicatrizante e antisséptico Solução hidroetanólica Positiva
10% (própolis)
Desidratação Poliéster sulfúrico de Negativa
mucopolissacarídeo
Envelhecimento cutâneo Fosfatase alcalina Negativa
Envelhecimento cutâneo Cloreto de sódio Negativa
— hidratação
Esclerótico e bactericida Iodo 4% Negativa
Flacidez cutânea Poliéster sulfúrico de Negativa
mucopolissacarídeo
Flacidez cutânea Ácido hialurônico e Negativa
hexosamina a 0,2%
(Continua)
10 Iontoforese
(Continuação)
Quadro 1. Iontoforese uso de substâncias e polaridade
Indicação Substância Polaridade
Fibroedema geloide Endometicina C Negativa
Fidroedema geloide Benzedamina CIH Positiva
(anti-inflamatório)
Fidroedema geloide Thiomucase Negativa
(despolimerizante)
Queda de cabelo Ácido pantotênico a 5% Positiva
Queratinização da pele e Aminoácidos Positiva
ação sobre fibroblastos
Fonte: Adaptado de Borges (2010).
Aplicação da técnica de iontoforese
Parâmetros de aplicação
Não há uma quantidade obrigatória de sessões de iontoforese. No entanto,
como qualquer outro tratamento, é preciso fazer manutenção. Percebe-se
a necessidade da manutenção quando o cliente observa a minimização do
efeito, sendo então o momento de retornar para reavaliação do procedimento
(XAVIER, [2015?]).
A intensidade da corrente varia de acordo com o tamanho do eletrodo que
se vai utilizar. É extremamente importante trabalhar com baixa intensidade, as
quais são mais efetivas como força direcional, de acordo com a sensibilidade
do cliente e aumentá-la lentamente.
A intensidade não deve ultrapassar 0,1 mA/cm 2 de área de eletrodo ativo.
Para que se calcule a dose total de acordo com o tamanho do eletrodo, por
exemplo, com um eletrodo de 1cm 2, deve-se colocar uma dose de 0,1mA/
cm2. Outra variável importante relacionada com a intensidade é o tempo de
aplicação. Estudos indicam que os efeitos de penetração são maiores durante
Iontoforese 11
os 6 primeiros minutos, sendo que, ao duplicarmos esse tempo (12 minutos),
ocorrerá um aumento de 25% no índice de penetração. Após esse período,
pouco adianta aumentar o tempo de aplicação (GUIRRO; GUIRRO, 2003). O
tempo de uso da técnica varia conforme o tamanho do eletrodo usado, sendo
muito importante realizar movimentos lentos. O tempo de aplicação não deve
ser maior do que 30 minutos em áreas grandes.
A corrente pode causar a sensação de cócegas ou coceira; conforme a
intensidade aumenta, a sensação passa para um leve formigamento. Intensidade
em demasia gera a sensação de agulhada, ardência e dor, podendo chegar a
queimaduras.
Protocolos para aplicação da técnica
Na aplicação da técnica de iontoforese:
1. o cliente deve estar com a pele higienizada e livre de oleosidade, assim,
a corrente elétrica será melhor conduzida;
2. além da higienização, é importante esfoliar a pele, pois, diminuindo
a espessura, automaticamente facilitará a permeação dos ativos com
a corrente elétrica;
3. utilizar o eletrodo ativo de acordo com a informação do fabricante;
4. aplicar o produto ionizável na região em que se realizará o tratamento;
5. passar o eletrodo ativo específico lentamente, respeitando os parâmetros
indicados.
Técnica de aplicação corporal/facial
Umidificar a esponja com água.
Ajustar no equipamento a mesma polaridade do princípio ativo.
A intensidade deverá estar adequada ao limite de 0,1 mA/cm 2 de área
de eletrodo ativo, respeitando a sensibilidade do paciente.
Tempo de aplicação de 5 a 10 minutos.
12 Iontoforese
Veja a aplicação dessa técnica na Figura 3.
Figura 3. Aplicação da técnica de iontoforese facial.
Fonte: Adaptada Iontoforese ([2012b]).
Técnica de aplicação corporal
Umidificar as esponjas com água.
O princípio ativo deverá ficar no polo ativo (jacaré vermelho). O equi-
pamento deve ser ajustado na mesma polaridade do ativo.
Deve haver distância entre os eletrodos.
A intensidade deverá estar adequada ao limite de 0,1 mA/cm² de área
de eletrodo ativo, respeitando a sensibilidade do paciente.
Tempo de aplicação de 5 a 10 minutos.
A Figura 4 demonstra o uso dessa técnica.
Iontoforese 13
Figura 4. Aplicação da técnica de iontoforese corporal.
Fonte: Bella (2012).
Veja a seguir algumas precauções importantes na utilização da técnica.
Mantenha seu aparelho sempre em boas condições de uso, pois um apare-
lho descalibrado pode provocar choques, queimaduras e lesões no cliente.
Na iontoforese, diferentemente da microcorrente, o cliente sente a
corrente elétrica, assim tenha o cuidado de respeitar os limites de in-
tensidade que cada pessoa aguenta sentir.
Higienize seus eletrodos com álcool 70%, ou siga as orientações do
fabricante.
Cuidado com os fios de seus eletrodos, guarde-os de maneira adequada
de acordo com o fabricante do aparelho para evitar danos nele e possíveis
choques elétricos.
Mantenha sempre o seu eletrodo ativo em movimento para evitar quei-
maduras na pele do cliente e não os retire da pele deste sem desligá-los.
Tenha o cuidado em pedir ao cliente que retire todos os objetos de
metais enquanto estiver recebendo o procedimento.
As contraindicações do uso dessa técnica são as mesmas já abordadas na
técnica de corrente galvânica, neste capítulo.
14 Iontoforese
Neste link, você conhecerá mais sobre a aplicação da
iontoforese para tratamento da lipodistrofia ginoide
(IONIZAÇÃO, 2011).
[Link]
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Iontoforese 15
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