Português 2º Eja
Português 2º Eja
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais
1830PEJA1102
LÍNGUA PORTUGUESA, EDUCAÇÃO FÍSICA E LÍNGUA INGLESA
EJA - 2º Período Ensino Médio
CADERNO
PE JA1 1 0 2
Nome da Escola
01 A B C D E 09 A B C D E 17 A B C D E 25 A B C D E
02 A B C D E 10 A B C D E 18 A B C D E 26 A B C D E
03 A B C D E 11 A B C D E 19 A B C D E 27 A B C D E
04 A B C D E 12 A B C D E 20 A B C D E 28 A B C D E
05 A B C D E 13 A B C D E 21 A B C D E 29 A B C D E
06 A B C D E 14 A B C D E 22 A B C D E 30 A B C D E
07 A B C D E 15 A B C D E 23 A B C D E 31 A B C D E
08 A B C D E 16 A B C D E 24 A B C D E 32 A B C D E
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ATENÇÃO!
Agora, você vai responder a questões de Língua Portuguesa.
Quando é que foi a última vez que paramos para pensar nos nossos amigos? Parar, mesmo
que por uns breves instantes, e pensar. [...]
Tendemos a valorizar apenas aquilo que já não temos. Ou porque deixamos de o ter, ou, por
vezes, porque nunca o tivemos. No entanto, a amizade, no sentido lato da palavra, é algo que nos
acompanha desde sempre, de diferentes formas e feitios, com vários tipos de intensidade, mas
sempre com consequências na nossa maneira de ser.
Dei por mim, durante um período de reflexão, a pensar naquilo que realmente nos faz feliz.
Naquilo que verdadeiramente importa. [...]
A maior parte das pessoas, especialmente em momentos de conforto, não olha à sua volta.
Quando é que foi a última vez que, durante um jantar com os seus melhores amigos, olhou à sua
volta e pensou: “Que sorte que eu tenho!”, “que bom que é ter estas pessoas na minha vida!”. [...]
Ocasionalmente festejamos os nossos aniversários, os aniversários dos nossos filhos, dos
nossos parceiros/as, as datas dos casamentos, namoros ou do momento em que arranjamos
trabalho. Motivos importantes, óbvio. Mas, e a amizade? Não terá valor suficiente para ser
celebrada? Tem. Tem todo o valor do mundo e mais algum. [...]
Devemos valorizar a Carolina, porque todos temos uma Carolina, mesmo que se chame Rita,
e pensar no conforto das suas palavras nos momentos de maior aflição. Consegue ser exaustiva
e trapalhona, não ver o telefone e ignorar mensagens, mas consegue‑nos sempre ajudar. Sem
mas. Não é motivo para a celebrarmos? Liguem à vossa Carolina. [...]
Não valorizemos aquilo que não temos ou deixamos de ter. Pelo contrário, valorizemos aquilo
que temos, e sempre teremos.
VEIGA, Inácio da. Amizade todos os dias, se faz favor. Observador. 2021. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 dez. 2023. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.
(P00040780_SUP)
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Disponível em: <[Link] Acesso em: 1 fev. 2022. Adaptado para fins didáticos. (P102010I7_SUP)
02) (P102010I7) Nesse texto, a forma verbal “ADOTE” foi utilizada para
A) apresentar uma ordem.
B) estabelecer uma regra.
C) fazer uma advertência.
D) indicar uma exigência.
E) marcar uma sugestão.
Volta ao Rio
[...] Já agora não digo o que pensei dali até Lisboa, nem o que fiz em Lisboa, na península
e em outros lugares da Europa, da velha Europa, que nesse tempo parecia remoçar. Não, não
direi que assisti às alvoradas do romantismo, que também eu fui fazer poesia efetiva no regaço
da Itália; não direi coisa nenhuma. Teria de escrever um diário de viagem e não umas memórias,
como estas são, nas quais só entra a substância da vida.
Ao cabo de alguns anos de peregrinação, atendi às súplicas de meu pai: – “Vem, dizia ele na
última carta; [...].
Note‑se que eu estava em Veneza, [...] lá estava, mergulhado em pleno sonho, revivendo o
pretérito, crendo‑me na Sereníssima República.
ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Domínio Público. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 dez. 2023. Fragmento. (P00040778_SUP)
03) (P00040779) Nesse texto, as expressões “Note‑se” e “crendo‑me” são exemplos de linguagem
A) coloquial.
B) digital.
C) formal.
D) jornalística.
E) regional.
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Parece filme: primeiro teste aéreo é feito em grupo de carros voadores no Japão
Quanto mais a tecnologia avança, mais invenções são disponibilizadas no mercado. Em Oita,
litoral do Japão, recentemente foi feito o primeiro teste com um carro voador ao ar livre. Para
as empresas de aviação e automóveis locais, este é um grande passo, visto que esses carros
poderão ser úteis nas ilhas remotas e regiões montanhosas que são carentes de transportes.
Qual foi a sensação das pessoas que estavam no veículo?
Hiroshi Kirino descreveu o que sentiu como uma leve vibração quando o carro estava pairando,
mas, no geral, foi bem agradável. Ele se sentiu flutuando levemente. O teste foi perfeito.
O voo foi o primeiro teste tripulado ao ar livre [...]. Uma vez que foi um “sucesso”, como a
tecnologia irá beneficiar de que forma os japoneses?
Bem, a principal expectativa e torcida é que todos os veículos elétricos ou híbridos possam decolar
e pousar verticalmente. Isso irá aliviar e muito o congestionamento do tráfego urbano em geral.
No Japão, por exemplo, foram realizados voos tripulados e não tripulados bem-sucedidos. Na
Alemanha e no Reino Unido, a [...] tecnologia está prevista para 2023 ou 2024.
AGÊNCIA TEXTY. Disponível em: <[Link] Acesso em: 17 mar. 2023. Fragmento. (P100915H6_SUP)
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Inteligência artificial traduz textos escritos há mais de 5 mil anos; entenda como funciona
Um novo software de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Universidade Martin Luther
Halle‑Wittenberg (MLU), na Alemanha, pode ajudar historiadores e outros estudiosos a fazerem
novas descobertas sobre a humanidade. Isso porque ele é capaz de decifrar textos em tabuletas
cuneiformes1 – mesmo as mais difíceis de ler por causa do mau estado de conservação da tábua,
geralmente feita de argila tostada.
A IA funciona por meio de modelos 3D das tabuletas, proporcionando resultados mais
confiáveis do que os produzidos por métodos anteriores, em que o sistema era regulado por
padrão fotográfico, 2D. Além disso, é capaz de comparar os textos já mapeados. Todos eles
ficam salvos em um grande banco de dados da inteligência artificial e podem ser acessados por
computador com facilidade.
O OCR (tecnologia até então utilizada) geralmente funciona com fotografias ou digitalizações.
Não há problemas para tinta em papel ou pergaminho. Já no caso de tabuletas cuneiformes, as
coisas são mais difíceis porque a luz e o ângulo de visão influenciam muito a forma como certos
caracteres podem ser identificados”, diz Ernst Stötzner, pesquisador da MLU que desenvolveu
a nova IA como parte de sua tese de mestrado, com o também cientista Hubert Mara, em uma
publicação no site da universidade.
Além dos cientistas da MLU, também participaram do estudo alguns pesquisadores da
universidade Johannes Gutenberg Mainz e da Mainz University of Applied Sciences. Ao todo,
eles já mapearam e criaram quase 2 mil modelos 3D de tabuletas cuneiformes.
“Isto torna possível pesquisar o conteúdo de várias tabuletas para compará‑las entre si.
Também abre caminho para pesquisas inteiramente novas”, diz o texto de divulgação do estudo
no site da MLU. A estimativa da MLU é de que, hoje, existam cerca de um milhão de tabuletas
no mundo. Muitas delas têm mais de 5 mil anos e são os registros escritos mais antigos da
humanidade.
“Tudo pode ser encontrado nelas: desde listas de compras até decisões judiciais. As tabuletas
fornecem um vislumbre do passado da humanidade há vários milênios. No entanto, estão
fortemente desgastadas e, por isso, são difíceis de decifrar, mesmo para pessoas com olhos
treinados para isso”, afirma Hubert Mara, professor assistente da MLU, no site da universidade.
*Vocabulário:
1
cuneiformes: peça de metal ou madeira dura cortada em ângulo agudo.
CASTRO, Giovana. Inteligência artificial traduz textos escritos há mais de 5 mil anos; entenda como funciona. Estadão. 2023. Disponível
em: [Link] Acesso em: 8 dez.2023. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00040788_SUP)
05) (P00040788) Qual o trecho desse texto que apresenta uma relação de causa e efeito?
A) “A IA funciona por meio de modelos 3D das tabuletas, proporcionando resultados mais confiáveis do
que os produzidos por métodos anteriores...”. (2º parágrafo)
B) “O OCR (tecnologia até então utilizada) geralmente funciona com fotografias ou digitalizações.”.
(3º parágrafo)
C) “Além dos cientistas da MLU, também participaram do estudo alguns pesquisadores da universidade
Johannes Gutenberg Mainz...”. (4º parágrafo)
D) “Muitas delas têm mais de 5 mil anos e são os registros escritos mais antigos da humanidade.”.
(5º parágrafo)
E) “‘As tabuletas fornecem um vislumbre do passado da humanidade há vários milênios.’”. (6º parágrafo)
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06) (P120654I7) Nesse texto, no trecho “... dá pra sentir no ar um cheirinho de Natal...” (1º parágrafo), o
recurso estilístico que remete aos sentidos do corpo humano foi usado para
A) apontar o aroma dos produtos da ceia de Natal no ambiente.
B) indicar que as cartinhas enviadas pelas crianças são perfumadas.
C) mostrar o acompanhamento da passagem dos meses pelo calendário.
D) revelar a influência da chegada do Natal no ambiente.
E) sugerir que o Natal desperta curiosidade nas crianças.
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Domingo, à tarde, na forma do antigo costume, eu ia ver os bichos do parque Municipal [...],
quando avistei grande multidão parada na avenida Afonso Pena. Meu primeiro pensamento foi
continuar no bonde; o segundo foi descer e perguntar as causas da aglomeração. Desci, e soube
que toda aquela gente estava acompanhando, pelo telefone, o jogo dos mineiros na capital do
país. 11 mineiros batiam bola no Rio de Janeiro; dois mil mineiros escutavam, em Belo Horizonte,
o eco longínquo dessa bola [...].
Quando chegou a notícia da vitória dos nossos patrícios1, depois de encerrado o expediente,
isto é, depois de terminado o segundo tempo, vi, claramente visto, chapéus de palha que subiam
para o ar e não voltavam, adjetivos que se chocavam no espaço com explosões inglesas de
entusiasmo, botões que se desprendiam dos paletós, lenços que palpitavam como asas, enquanto
gargantas enrouqueciam e outras perdiam o dom humano da palavra. Vi tudo isso e tive não sei
se inveja, se admiração ou se espanto pelos valentes chutadores de Minas [...].
Não posso atinar bem como uma bola, jogada à distância, alcance tanta repercussão no centro
de Minas. Que um indivíduo se eletrize diante da bola e do jogador, quando este joga bem, é
coisa de fácil compreensão. [...]
Os meus patrícios, porém, [...] sentiram na espinha o frio clássico da emoção, quando o telefone
anunciou que Carlos Brant, machucando‑se no joelho, deixara o combate. Alguns pensaram em
comprar iodo para o herói [...]. A centenas de quilômetros, eles assistiam ao jogo sem pagar
entrada. E havia quem reclamasse contra o juiz, [...]. Um sujeito [...], indignado, [...] declarou‑me:
“O senhor está vendo [...]. Aquela penalidade de Evaristo não foi marcada”. Eu olhei para os
lados, à procura de Evaristo e da penalidade; vi apenas a multidão de cabeças e de entusiasmos;
e fugi.
*Vocabulário:
1
patrícios: pessoas da mesma localidade que outras.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Enquanto os mineiros jogavam. Portal da Crônica Brasileira. Disponível em:
[Link] Acesso em: 8 dez. 2023. Fragmento. (P00040782_SUP)
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[...] Art. 7º – As construtoras estão obrigadas a plantar 10 (dez) mudas para cada unidade
residencial funcional e 20 (vinte) mudas para cada unidade comercial que for construída.
Parágrafo único – As mudas de que trata este artigo deverão ser plantadas na cidade em que
as unidades forem comercializadas, nas proximidades dos edifícios, ou conforme orientação da
autoridade competente.
Art. 8º – Caberá aos órgãos de fiscalização ambiental da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, a comprovação, fiscalização e prestação de contas do disposto na
presente Lei, com divulgação de seu quantitativo, locais beneficiados e seus efeitos, em meios
de comunicação de ampla circulação.
Art. 9º – O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias, após a data de sua
publicação. [...]
Disponível em: <[Link] Acesso em: 1 jun. 2023. Fragmento. (P016417_SUP)
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Texto 1 Texto 2
O sertanejo Me Conta Da Tua Janela
Capítulo V
Passa aqui depois das seis?
Quando o sertanejo chegou à porta da Sei lá, tô com saudade de te encontrar
cabana, estava deitado no catre um homem É que aqui em Sampa tá quieto demais
que pela sua imobilidade parecia dormir. E as minhas paredes parecem fronteiras
O parecer era de um velho [...]. Os cabelos
compridos até se mesclarem com a barba, Se não der, tenta ligar
formavam como um capelo d’alva que lhe A gente resume a distância
cobria todo o busto. [...] Me conta da tua janela
Arnaldo aproximou‑se do catre e apertou a Me diz que o mundo não vai acabar [...]
mão do velho:
– Benvindo, Arnaldo. Já sabia que estavas Daqui, eu vi o tempo parar
de volta, disse o velho sem mover‑se. Pra gente se lembrar da força que é alguém do
– Como o soubeste, Jó, se acaba de chegar? lado
– Não careço de abrir os olhos para ver‑te, Pra gente entender que nós e o chão somos a
filho. Desde esta manhã que eu te sinto chegar; mesma coisa
ouço os teus passos. E os dias são contados pra gente viver
– E quando eu chego, não te ergues daí
para dar‑me um abraço depois de tão longa Se o tumulto perdurar
ausência! – disse Arnaldo [...] Acalme esse teu peito aflito
– Também já te abracei, filho, quando Te fiz essa canção, amigo
entraste, e ainda te tenho dentro d’alma. Contigo é que eu quero cantar
O mancebo, habituado a essa linguagem Eu fiz essa canção, amigo
mística, não mostrava a menor estranheza; ao Pro mundo inteiro se curar
contrário, reclinou para o catre e estreitou o
ancião ao peito. CAETANO, Ana. Me Conta Da Tua Janela. Intérprete: Anavitória.
O velho ergueu‑se para corresponder à Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 8 dez. 2023. Fragmento.
carícia de seu jovem amigo.
ALENCAR, José de. O sertanejo. Domínio Público. Disponível
em: [Link]
pdf. Acesso em: 8 dez. 2023. Adaptado para fins didáticos.
Fragmento. Mantida a ortografia original do texto.
(P00040786_SUP)
09) (P00040786) Embora pertençam a épocas diferentes, esses textos apresentam em comum
A) a evolução dos meios de comunicação tecnológicos.
B) a presença de costumes praticados na região do sertão.
C) a produção de cantigas para expressar sentimentos.
D) o enaltecimento da amizade entre as pessoas.
E) o saudosismo das pessoas ao se reencontrarem.
10) (P00040787) No Texto 1, no trecho “– Também já te abracei, filho, quando entraste...” (8º parágrafo), a
palavra em destaque foi utilizada para
A) apontar condição.
B) apresentar dúvida.
C) indicar tempo.
D) revelar causa.
E) sugerir lugar.
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11) (P00040784) Nesse texto, para defender a ideia de que o riso é relevante para crianças e jovens, o autor
utiliza como argumento o trecho:
A) “...tem o poder de gerar benefícios que vão do aumento da sensação de segurança em crianças, ao
fortalecimento da criatividade e da imaginação criadora, que renovam nos jovens”. (4º parágrafo)
B) “Esse caráter, ao mesmo tempo conectivo e de revelação, é um elemento histórico da palhaçaria e das
diferentes formas expressivas [...].”. (5º parágrafo)
C) “Pensemos, por exemplo, na figura do bobo, contratado pelas cortes europeias para divertir a realeza,
mas que trazia em suas falas e encenações denúncias...”. (6º parágrafo)
D) “...pode‑se citar ainda os hôxwas – figuras cômicas ancestrais pertencentes ao povo Krahô – que,
segundo a pesquisadora Ana Carolina Fialho de Abreu, são conhecidos por rirem muito.”. (7º parágrafo)
E) “Eles consideram que a alegria é um elemento base de sua sociedade, e os hôxwas, para cumprirem
essa tarefa, usam a força do riso...”. (9º parágrafo)
12) (P00040785) Nesse texto, no trecho “...entre suas tarefas cotidianas...” (8º parágrafo), a palavra em
destaque refere‑se
A) à pesquisadora.
B) ao Daniel Martins de Barros.
C) ao povo Krahô.
D) às cortes europeias.
E) às crianças.
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Conversa de cozinha
A panela, a caçarola e a frigideira eram muito amigas. Adoravam cozinhar juntas ou ficar
fofocando no escorredor. Passavam o tempo inteiro falando de comida:
– Adoro frituras – dizia a frigideira –, mas o meu prato preferido é omelete. Hummm, com ovo
fresquinho, muito alho e salsinha. Só uma pitada de sal.
– Sou ligada em refogados, com costela – dizia a caçarola. Sempre com um toque de orégano.
– Prefiro sopas – dizia a panela. De legumes [...]! Mas não dispenso uma macarronada com
frutos do mar. À tardinha, as três saíam do escorredor para o armário e, como lá não tinha o que
fofocar, ficavam até a madrugada programando o cardápio do próximo dia. [...]
Caçarola estava sempre feliz. Dava para sentir sua alegria no sabor das comidinhas que ela
inventava. Sempre sorrindo e cantando. Adorava um microfone. Queria ser cantora.
Um dia, a dona delas comprou um apartamento novo e encaixotou tudo para mudar.
Os carregadores foram descuidados e esqueceram a caixa das panelas ao lado da lixeira da
rua. [...]
A criançada da rua estava voltando da escola e, quando viram a caixa com as panelas, tiveram
a [...] ideia de reaproveitarem as três. Buscaram colheres de pau em casa e formaram uma
banda. A troca de função provocou mudanças radicais nas três [...].
Panela puxou lá de dentro de si um som profundo, muito agradável aos ouvidos. Mudou tudo.
Frigideira agora é a que dá a partida; e caçarola, com seu treco‑treco, só sabe sorrir.
As crianças se divertem. Os vizinhos reclamam da bateção de panela, mas as nossas heroínas
não tão nem aí. Caçarola às vezes faz de conta que é um banjo e brinca de música country. Essa
encontrou sua missão de vida.
ALTOE, Maria Elaine Mana. Conversa de cozinha. In: Vera Pereira. Disponível em:<[Link] Acesso em: 11 jul.2023.
Fragmento. (P018937_SUP)
13) (P018938) Nesse texto, no trecho “Adoravam cozinhar juntas ou ficar fofocando no escorredor.”
(1º parágrafo), a palavra destacada foi usada para indicar
A) alternância.
B) conclusão.
C) explicação.
D) oposição.
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Aos 23 anos de idade, Giovanna Grigio está envolvida com seu primeiro trabalho internacional.
Lembrada pela personagem Samanta, em Malhação Viva a Diferença [...] e pela protaginista Mili,
em Chiquititas (SBT, 2013/2015), a atriz fará a versão internacional de Rebelde, que [...] está em
fase de gravação no México. [...]
Como tem sido essa temporada internacional? Há quanto tempo está longe do Brasil?
Estou há quase sete meses aqui no México e está sendo uma das experiências mais loucas e
lindas da minha vida. É realmente transformador.
Como foi a adaptação? Passou algum perrengue?
Até que foi bem de boa, eu tive tempo de estudar espanhol antes de vir e acho que ter o idioma
deixou tudo mais fácil. De qualquer forma eu vim morar em um outro país, né?
Qual o desafio de gravar em outro idioma?
No começo, era mais difícil. Eu não entendia tudo do texto, principalmente as gírias. Às vezes,
meu sotaque deixa as situações um pouco difíceis (risos), mas depois desse tempo eu já me
acostumei com isso. Agora já é mais natural. [...]
Você começou no meio artístico ainda menina e já adolescente encarou um papel de
protagonista. Sentiu‑se pressionada em algum momento? Como lidou com as responsabilidades?
Era muito nova para entender de fato toda a pressão que esse trabalho nos traz. Eu era muito
responsável, mas só hoje vejo o quanto tive que amadurecer rápido e as consequências que tive
na minha vida em relação a isso. Tanto positivas como negativas. Acho que tive sorte de ter uma
família que me apoia muito, que sempre me manteve com os pés no chão e que sempre cuidou
de mim com amor. [...]
BOURROUL, Beatriz. Giovanna Grigio sobre carreira internacional: “Nunca vi como um sonho impossível”. In: Quem, 2021.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 3 fev. 2022. Fragmento. (P081463I7_SUP)
14) (P081463I7) Nesse texto, no trecho “... que sempre me manteve com os pés no chão.”, o termo destacado
refere‑se à palavra
A) família.
B) sorte.
C) trabalho.
D) vida.
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Dizem que as palavras têm poder. Você tem prestado atenção nas suas?
Imaginemos cada palavra proferida como se fosse uma nota musical. Percebamos como seu
som vibra pelo ar, perceba sua energia. Procure fazer o exercício de dar forma a essa onda
sonora: ela flui como um rio que segue seu rumo constante, ou como a torrente indomável de uma
correnteza? Elas contêm mais efeito curativo ou destrutivo sobre si mesmo e sobre os outros?
Quais emoções elas mais despertam?
A trilha sonora que compõe sua vida nesse momento, a partir das palavras que profere, está
estimulando ou perturbando?
Muitos buscam motivação para se abastecerem de energia, a fim de criarem nova musicalidade
para a vida. Ora, perceba‑se que a energia da palavra “motivação” vem de “motivos”. São
seus próprios motivos, e de mais ninguém. Com a motivação afinada, é chegada a hora de
desenvolver estratégias e habilidades para que se alcancem novos timbres e sonoridades.
Também “desenvolver” pode soar como “des‑envolver”, ou seja, tirar do entorno tudo aquilo que
envolve nossa capacidade interna. Para isso acontecer, faz‑se necessário tomar uma decisão. E
percebamos que dentro da forma e do som de “decisão” existe a “cisão”, ou seja, um corte, uma
ruptura. Quando se toma uma decisão, quando se diz sim para algo, estamos dizendo não para
algo mais. Nossas palavras são a expressão de nossas crenças tanto na música que soamos ao
mundo exterior, mas principalmente quanto à que toca em nosso mundo interior.
PELISSIOLI, Marcelo. O poder das palavras. In: Diário de Canoas. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 4 mar. 2022. (P121842H6_SUP)
18) (P121847H6) No segundo parágrafo desse texto, no trecho “... que segue seu rumo constante,...”, o termo
destacado refere‑se a
A) ar.
B) energia.
C) nota musical.
D) palavra proferida.
E) rio.
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ligue os pontos
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20) (P100017ES) Nesse texto, a expressão “Tá si moiando todo” é exemplo de linguagem
A) culta.
B) jornalística.
C) literária.
D) regional.
E) técnica.
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Ficou claro que estamos dentro do pior cenário estimado pelo Painel Intergovernamental de
Mudanças Climáticas (IPCC), a cúpula de cientistas reunida pelas Nações Unidas para estudar
o aquecimento global. Em alguns casos, a realidade é até pior que a estimada pelos cientistas.
O degelo do Ártico e da Antártica está mais acelerado do que era previsto, e o nível do oceano
está subindo mais rápido. O último relatório do IPCC, divulgado em 2007, sugeria que a elevação
do mar até 2010 seria de no máximo 0,59 metro. Agora, muitos cientistas dizem que será algo
da ordem de 1 metro. Isso significa que cerca de 10% da população mundial, ou 600 milhões de
pessoas, poderá ser afetada, porque vive em cidades muito próximas ao nível do mar. Milhões de
refugiados climáticos terão de ser realocados, quando forem atingidos por tempestades, furacões
e tufões cada vez mais destruidores. Esses fenômenos tiram sua força do calor dos oceanos.
Uma das grandes constatações do congresso que fizemos em março é que a temperatura do
oceano está aumentando 50% mais rápido do que pensávamos. [...]
RICHARDSON, K. Época. São Paulo: Globo, n. 570, p. 60, 20 abr. 2009. Fragmento. (P120017A9_SUP)
21) (P120019A9) O trecho que revela a opinião da autora sobre o problema climático apresentado é:
A) “O degelo do Ártico e da Antártica está mais acelerado do que era previsto,...”.
B) “... 10% da população mundial, ou 600 milhões de pessoas, poderá ser afetada,...”.
C) “Em alguns casos, a realidade é até pior que a estimada pelos cientistas.”.
D) “Milhões de refugiados climáticos terão de ser realocados, quando forem atingidos...”.
E) “... a temperatura do oceano está aumentando 50% mais rápido do que pensávamos.”.
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Cada dia mais, falar de ‘plástico’ traz muito ‘pano para manga’. [...]
Antes de falarmos em plástico e fazer afirmações [...] como “vamos acabar com o plástico” [...],
é necessário analisar o cenário de forma sensata. É inegável que o plástico faz parte de nossas
vidas. Ele está por exemplo nos delicados tecidos das fraldas de bebês, ou nos rígidos potes de
sorvetes, nossa escova dental [...], no agronegócio, no setor elétrico. Não vamos gastar mais
linhas, resumindo ele está em toda a parte. [...]
Em minha experiência [...] vejo duas alternativas para termos um mundo mais amigo do plástico,
ou o inverso, o plástico mais amigo do mundo. A primeira delas é por meio de tecnologia. [...]
Dados divulgados [...] apontam crescimento de mais de 200% de produção de bioplásticos para
os próximos 5 anos. Deve saltar de algo de 2,4 milhões de toneladas em 2021 para 7,5 milhões
de toneladas em 2026. [...] Com isso, os bioplásticos devem ultrapassar 2% da produção total de
plásticos. Para 2050 a projeção é de que este tipo de material corresponda a 10%.
É a solução? Não. É um caminho que pode somar [...].
Contudo a sociedade sabe, mas acaba esquecendo, que majoritariamente os plásticos por nós
utilizados são recicláveis, e devem ser destinados para este fim. Eis a chave da questão: se usamos
e abusamos e dependemos do plástico, por que não ter uma relação saudável com ele? A partir do
momento que tivermos [...] uma disseminação maciça junto a sociedade de que o plástico não é mais
problema, mas sim uma das soluções para um meio ambiente mais protegido, desde que descartemos
de forma adequada, teremos a chance de olhar para quem efetivamente polui nosso Planeta.
Sim, porque é fácil vermos nos rios ou oceanos a garrafa pet boiando. Sua densidade permite
isso. E o papel se dissolve, o vidro, metais e demais produtos densos, quando descartados de forma
errada, fincam no solo ou submersos, longe de nossos olhos. Estes itens são igualmente grandes
poluidores [...]. São vilões? Não. Os verdadeiros vilões somos nós [...] que nos autoboicotamos.
Sabemos que dá para reutilizar algo em plástico, mas por imprudência, ou preguiça mesmo,
acabamos ignorando a ação de separar adequadamente.
[...] Se o plástico e demais produtos tiverem destino correto em seu descarte, não teremos
sérios problemas de poluição. [...]
FARDO, Francielo. Nem vilão, nem mocinho: é preciso falar sobre plástico. In: Gazeta do Povo. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 4 mar. 2022. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P121840H6_SUP)
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ATENÇÃO!
Agora, você vai responder a questões de Educação Física.
[...] nada mais é do que a forma mais básica de comunicação entre dois jogadores. [...] é a
“ação de enviar a bola a um companheiro ou determinado setor do espaço de jogo”. O princípio
básico é reter a bola o maior tempo possível, impossibilitando o adversário de tentar concluir uma
ação tática ofensiva [...].
DARONCO, L.S.E.; FLÔRES, F. S. Fundamentos técnicos [...]. [Link], Buenos Aires, ano 16, n° 163, dez. 2011. Disponível em:
[Link] Acesso em: 10 jan. 2024. Fragmento.
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[...] são movimentos corporais que consomem mais energia do que o normal quando o corpo
está em repouso.
É importante fazer atividades físicas para evitar o sedentarismo, e é fundamental para que a
nossa saúde esteja em dia, já que os exercícios em constância protegem o organismo de certas
doenças, especialmente, as cardiovasculares.
É importante também sabermos diferenciar atividades físicas de exercícios físicos tendo em
mente que eles são termos que não podem ser considerados sinônimos.
ALVES, Poliana. Atividades Físicas: O que são? Quais os exemplos? Quais as diferenças? Beleza Brasileira. 2023. Disponível em: https://
[Link]/iYepmzaYzOjZZoW. Acesso em: 26 nov. 2023. Fragmento.
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Disponível em: [Link] Acesso em: 23 nov. 2023. Adaptado para fins didáticos.
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ATENÇÃO!
Agora, você vai responder a questões de Língua Inglesa.
According to psychology gaining proper rest is not only essential for life and survival, but for
the creative capacities that will power the knowledge industries of the future. You may at times
feel super active even at the end of a busy day which would convince you that there is no need
for rest. However, that is not right. Quality rest is important for all of us. Whether you like it or not
overworking yourself will likely create detrimental effects in the long run. One of the key rules to
self‑care is resting both your mind and body properly to ensure efficient functioning.
To work on gaining proper rest you need to know the true meaning of what it actually is. Resting
is not merely putting yourself to sleep. The literal definition of rest is ‘ceasing work in order to relax
or recover strength. Moreover, there are different types of rest. [...]
[...] Rest is important for a balanced yet healthy lifestyle. Especially in the modern world we live
in. The society that we currently exist in is all time on the go. It is nearly impossible for people to
manage their busy and jam‑packed schedules while taking proper rest. [...]
Incorporating a day of rest in your busy week is just the therapy many need. Scientific research
claims that lack of sleep increases the risk of heart diseases and infections. These soothing
practices will not only give you the calmness you need but also work as a wonder to boost your
well‑being. A good laugh and a long sleep are the best cures [...]. Rest up to live it up!
EASON, Adam. The Importance of Rest for your Physical and Mental Health. Adam Eason, 7 out. 2022.
[Link] Acesso em: 15 nov. 2023. Fragmento. (I00047049_SUP)
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Spinach is an easy way to add some colour and some vitamins and minerals to any meals,
whether in a delicious leafy green salad or a warming winter casserole. Here are some delicious
ways to cook with spinach.
So spinach may not be the secret weapon that EC Seeger’s Popeye would have you believe it
is, that will grant you superhuman strength with just a few mouthfuls, but it is a very nutrient rich
food that is a delicious, high antioxidant way to add iron and many vitamins and minerals to your
diet. [...]
1. Spinach casserole
This comforting creamed spinach casserole has a tang from the gruyère cheese base and a
nice crunch from the panko breadcrumb topping1. It’s the perfect side dish for a decadent roast
dinner but would also work well as a main meal, with something for the whole family.
29) (I00043175) No trecho “Spain may be famous for it’s tapas...”, a expressão destacada foi usada para
A) apontar habilidade.
B) apontar possibilidade.
C) indicar conselho.
D) marcar obrigação.
E) mostrar exagero.
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My Unforgettable Trip
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Far away on the hills, there was a forest full of many different trees and plants. Different
kinds of animals, birds and insects lived in the forest.
There was a huge beehive on a tall tree. The Bees were always busy collecting honey
and filling their combs.
5 On another old tree, close to the tree with the beehive, was a colony of Beetles. They
lived in the old tree trunk.
The Bees and Beetles were very good neighbors.
They never troubled each other and always went their own ways. They lived peacefully
with each other.
10 One day, the friendly Bees invited the Beetles for dinner. The Beetles arrived and dinner
was served.
The Bees offered the Beetles some of the best honey that they had.
The Beetles did not like the taste of honey. They barely ate anything and then flew away.
The next day, all the Beetles invited the Bees over for dinner. A plate full of dung was
15 served to the Bees. The Bees could not eat even a single bite. They remained hungry and
flew back home.
“Two people can have different likes and dislikes, but still they can be good friends.”.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 29 jan. 2020. (LEM1017I7_SUP)
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Antoine de Saint-Exupéry
Antoine de Saint-Exupéry was born in Lyon on June 29, 1900. He flew for the first time at the
age of twelve, at the Ambérieu airfield1, and it was then that he became determined to be a pilot.
He kept that ambition even after moving to a school in Switzerland and while spending summer
vacations at the family’s château at Saint-Maurice-de-Rémens, in eastern France. [...]
In 1927 Saint-Exupéry accepted the position of airfield chief for Cape Juby, in southern Morocco,
and began writing his first book, a memoir called Southern Mail, which was published in 1929. He
then moved briefly to Buenos Aires to oversee2 the establishment of an Argentinean mail service;
when he returned to Paris in 1931, he published Night Flight, which won instant success and the
prestigious Prix Femina. [...]
Saint-Exupéry’s next novel3, Wind, Sand and Stars, was published in 1939. A great success, the
book won the Académie Française’s Grand Prix du Roman (Grand Prize for Novel Writing) and the
National Book Award in the United States. [...] His classic The Little Prince appeared in 1943. [...]
*Vocabulário:
1
airfield: aeródromo ou campo de aviação.
2
oversee: supervisionar.
3
novel: romance.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 19 maio 2022. Fragmento. (LEM110165I7_SUP)
32) (LEM110168I7) Nesse texto, no trecho “... which won instant success...” (2º parágrafo), a palavra destacada
refere‑se a
A) Cape Juby.
B) Night Flight.
C) Prix Femina.
D) Southern Mail.
E) The Little Prince.
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