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Drenagem Agrícola: Tipos e Importância

O documento discute a drenagem agrícola, que é um processo de remoção do excesso de água e sais do solo. Aborda os tipos de drenagem, objetivos, classificação e efeitos da falta de drenagem nas propriedades físicas do solo e no desenvolvimento das culturas. Também descreve as equações usadas no projeto e dimensionamento de sistemas de drenagem.

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Drenagem Agrícola: Tipos e Importância

O documento discute a drenagem agrícola, que é um processo de remoção do excesso de água e sais do solo. Aborda os tipos de drenagem, objetivos, classificação e efeitos da falta de drenagem nas propriedades físicas do solo e no desenvolvimento das culturas. Também descreve as equações usadas no projeto e dimensionamento de sistemas de drenagem.

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UNIVERSIDADE LICUNGO

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

CURSO DE LICENCIATURA EM AGROPECUÁRIA COM HABILITAÇÕES EM

EXTENSÃO AGRARIA-LABORAL

ÉLIO ANDRÉ MONGENE

DRENAGEM AGRÍCOLA

Quelimane

2022

ÉLIO ANDRÉ MONGENE


Índice

1. Introdução...............................................................................................................................5

1.1. Objectivos............................................................................................................................5

1.1.1. Geral..................................................................................................................................5

1.1.2. Específicos........................................................................................................................5

2. Drenagem Agrícola.................................................................................................................6

2.1. Tipos de drenagem...............................................................................................................6

2.2. Objetivos da drenagem agrícola...........................................................................................6

2.3. Classificação da drenagem agrícola.....................................................................................6

2.3. Propriedades Físicas do Solo Afetadas e Pela Excesso de Água no Solo...........................7

2.3.1. Aeração.............................................................................................................................7

2.3.2. Estrutura............................................................................................................................7

2.3.3. Permeabilidade..................................................................................................................7

2.3.4. Textura..............................................................................................................................7

2.3.5. Temperatura......................................................................................................................7

2.4. Efeitos da Drenagem Deficiente no Desenvolvimento das Culturas...................................8

2.4.1. Sustentação.......................................................................................................................8

2.4.2. Síntese de hormônios e matéria orgânica..........................................................................8

2.4.3. Absorção de água..............................................................................................................8

2.4.4. Absorção de minerais........................................................................................................8

2.4.5. Práticas agrícolas em solos mal drenados.........................................................................9

2.5. Classificação da drenagem agrícola.....................................................................................9

2.5.1. Drenagem subterrâneo ou subdrenagem...........................................................................9

[Link]. Espaçamento e profundidade dos drenos.....................................................................10

[Link].1. Método direto............................................................................................................10

[Link]. Teorias de drenagem – Fórmulas empíricas................................................................11

[Link]. Fórmulas de regime permanente..................................................................................11


[Link].1. Forma da equação de Hooghoudt.............................................................................12

[Link].2. Fórmulas de regime variável....................................................................................12

2.5.2. Drenagem superficial......................................................................................................13

[Link]. Vazão a eliminar..........................................................................................................13

2.5.3. Dimensionamento da seção de desaguamento................................................................14

2.5.4. Classificação dos sistemas..............................................................................................15

3. Conclusão..............................................................................................................................17

4. Referencias bibliográficas.....................................................................................................18
1. Introdução

O presente trabalho tem como tema a desenvolver, drenagem agrícola, com base neste
tema vai se abordar aspecto relacionados com aquilo que são as características físicas do solo
no projecto de drenagem, os coeficientes e regimes de drenagem e por fim a respectiva
equação da drenagem.

Assim compreendemos por drenagem agrícola como sendo um processo de remoção


do excesso de água dos solos de modo que lhes dê condições de aeração, estruturação e
resistência. Sempre que a drenagem natural não for satisfatória, pode-se fazer, em
complementação, drenagem artificial. Seu objetivo é retirar o excesso de água aplicada na
irrigação ou proveniente das chuvas, isto é, controlar a elevação do lençol freático, bem como
possibilitar a lixiviação dos sais trazidos nas águas de irrigação, evitando a salinização. Antes,
porém, de proceder a drenagem de uma área, é preciso avaliar cuidadosamente seus impactos
ambientais.

Pizarro (1978) “Em regiões irrigadas, em que são utilizadas águas com teores de sais,
a drenagem é utilizada para controlar a elevação do lençol freático bem como eliminar a água
de lixiviação, de modo a evitar a salinização do solo” (p.01)

Segundo Mello (2004) “Os principais benefícios da drenagem agrícola são:


incorporação de novas áreas à produção agrícola, aumento da produtividade agrícola, controle
da salinidade do solo, recuperação de solos salinos e ou alcalinos, e saúde pública e animal”
(p.01)

1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

1) Compreender o que é drenagem agrícola

1.1.2. Específicos

1) Descrever a importância da drenagem agrícola;


2) Descrever as características físicas do solo que compõem no projecto de drenagem;
3) Ilustrar as respectivas equações da drenagem agrícola;
4) Falar da importância da drenagem, os tipos de dreno.
2. Drenagem Agrícola

Segundo Mello (2004) É um processo que consiste na remoção do excesso de água e


sais do solo a uma razão que permita o crescimento normal das culturas.

2.1. Tipos de drenagem

1) Drenagem Adequada: é a drenagem necessária para se manter uma agricultura


rentável e permanente na área. Isto não implica numa drenagem completa e perfeita,
uma vez que o aspecto econômico tem que ser considerado.
2) Drenagem Natural: é aquela em que o solo em suas condições naturais tem
capacidade para escoar a água que atinge a área, proveniente do escoamento
superficial e sub- superficial de áreas altas, transbordamentos de rios, sub-pressões
artesianas, excessos de água de irrigações e infiltrações provenientes de canais,
mantendo o solo em condições adequadas de aeração para as culturas ali instaladas.
3) Drenagem Artificial: é aquela necessária quando a drenagem natural não é suficiente
para eliminar os excessos de água. Desta forma, a drenagem artificial visa
complementar a diferença entre a drenagem natural e a drenagem necessária ou
adequada.

2.2. Objetivos da drenagem agrícola

1) Em zonas áridas: tem como principal objetivo a manutenção do equilíbrio salino do


solo, por meio da lixiviação do excesso de sais.
2) Em zonas úmidas: tem como objetivo o controle do nível do lençol freático, por meio
da eliminação do excesso de água na superfície e no perfil do solo, visando garantir
condições favoráveis de aeração, possibilitando, assim, o desenvolvimento adequado
das culturas.

2.3. Classificação da drenagem agrícola

Segundo Millar (1978) A drenagem agrícola é dividida em duas categorias: a


drenagem superficial e a drenagem subterrânea ou subdrenagem. A finalidade da drenagem
superficial é a remoção do excesso de água proveniente do escoamento superficial, provocado
por chuvas com intensidade superior à taxa de infiltração da água no solo. Já a subdrenagem
visa o controle do nível do lençol freático, mantendo-o a uma profundidade adequada ao
desenvolvimento das culturas.

2.3. Propriedades Físicas do Solo Afetadas e Pela Excesso de Água no Solo

2.3.1. Aeração

Segundo Millar (1978) Aeração é o processo pelo qual gases consumidos ou


produzidos dentro do perfil do solo, são permutados pelos gases da atmosfera externa, sendo
assim um processo dinâmico.
A simples ocorrência da fase gasosa no solo não implica necessariamente que este solo
tem aeração adequada. A fase gasosa é necessária para existir aeração, mas isoladamente não
é suficiente, pois a aeração é dinâmica e, portanto, deve existir troca de gases entre a
atmosfera interna e externa do solo. Essa troca de gases se dá por meio de dois mecanismos:
difusão (movimento dos gases em resposta ao gradiente de pressão parcial ou do gradiente de
concentração dos gases) e fluxo de massa (movimento dos gases em resposta ao gradiente de
pressão total dos gases).
Desta forma, Segundo Millar (1978) solos com excesso de água, provocam
interferência no processo de aeração, fazendo com que esta troca de gases do solo para a
atmosfera e vice-versa, seja alterada.

2.3.2. Estrutura

A drenagem deficiente pode alterar a estrutura do solo devido à compactação


ocasionada pelo tráfego de máquinas e animais, redução da quantidade de matéria orgânica
devido ao pequeno desenvolvimento do sistema radicular das plantas e salinização do solo.

2.3.3. Permeabilidade

Em áreas drenadas, a variação da umidade provoca rachaduras no solo, maior


profundidade do sistema radicular, como também maior atividade microbiana e, como
consequência, maior permeabilidade.

2.3.4. Textura

Áreas com problema de drenagem, tem maior predominância de silte e argila, em


decorrência das deposições nas estações chuvosas.
2.3.5. Temperatura

Nos solos encharcados, ocorre o aquecimento retardado em função dos seguintes fatores:
a) Calor específico da água é cinco vezes maior do que a matriz seca do solo.
Consequentemente, para uma mesma radiação solar incidente, o solo com água
demora mais a aquecer que um solo seco;
b) A condutividade térmica da água é maior que a do solo seco. Em consequência, o
aquecimento superficial durante o dia é rapidamente propagado para as camadas
inferiores do solo durante a noite, reduzindo a sua temperatura;
c) Em decorrência da evaporação superficial, em solos úmidos, a água é facilmente
desprendida da matriz, necessitando, portanto, de menor aquecimento do solo para a
retirada de água.

2.4. Efeitos da Drenagem Deficiente no Desenvolvimento das Culturas

2.4.1. Sustentação

Locais com lençol freático alto, fazem com que as culturas tenham sistema radicular
raso, ficando sujeitas a tombamento. Segundo Millar (1978) Além disto, como a área do solo
ocupada pela planta é pequena, ocorre com muita rapidez o déficit hídrico, por ocasião de um
veranico, que causa rapidamente um rebaixamento do lençol freático.

2.4.2. Síntese de hormônios e matéria orgânica

Alguns hormônios de crescimento, são sintetizados pelas células dos tecidos do


sistema radicular. Com drenagem deficiente, os hormônios não são produzidos ou são
produzidos deficientemente.

2.4.3. Absorção de água

O excesso de água no solo causa pouco arejamento, reduzindo indiretamente a


absorção de água, em virtude da diminuição do tamanho do sistema radicular. Além disto,
causa decréscimo da permeabilidade das raízes, reduzindo diretamente a absorção de água.
Isto ocorre devido ao aumento da concentração de CO 2 em decorrência da deficiência de O2,
causando um endurecimento das paredes das raízes e diminuindo a permeabilidade.
2.4.4. Absorção de minerais

Tanto a acumulação de sais no vacúolo das células da raiz quanto o seu transporte para
a parte aérea (xilema), consomem energia que é liberada na respiração aeróbica. Portanto, a
absorção e o transporte de nutrientes ficam altamente comprometidos quando o arejamento do
solo é deficiente. Além disto, a maior concentração de CO 2 reduz a permeabilidade dos
tecidos da raiz, reduzindo, consequentemente, a absorção de minerais.

2.4.5. Práticas agrícolas em solos mal drenados

Objetivamente, a solução ideal para um solo com excesso de água, consiste na


instalação de um sistema de drenagem adequado. Segundo CrucianI (1980) Em muitos casos,
as obras necessárias não podem ser incluídas dentro das práticas culturais, mas às vezes é
suficiente uma melhoria da drenagem superficial, que pode ser realizada diretamente pelo
agricultor, como é o caso de abertura de pequenos drenos.

Segundo CrucianI (1980) Não sendo possível a execução destes trabalhos, existem
práticas culturais que diminuem o efeito prejudicial da drenagem deficiente. São as seguintes:

a) Seleção adequada de culturas;

b) Uso de adubos nitrogenados sob a forma de NH 4+, para compensar a menor produção
de nitrogênio assimilável procedente da mineralização de matéria orgânica;
c) Se a água do lençol freático. não for salina, estudar a possibilidade de se reduzir a
água de irrigação e compensar parte das necessidades hídricas da cultura com água de
ascensão capilar;
d) As práticas culturais não devem ser executadas com uma umidade excessiva do solo,
pois o uso de máquinas além de deteriorar a sua estrutura, promove grandes sulcos no
terreno que favorecem a retenção de água na superfície; e
e) Utilização da prática da subsolagem, melhorando assim as condições de aeração como
também e drenagem.

2.5. Classificação da drenagem agrícola

Segundo Mello (2004) A drenagem agrícola é dividida em duas categorias: drenagem


superficial e a drenagem subterrânea ou subdrenagem.
2.5.1. Drenagem subterrâneo ou subdrenagem

A drenagem subterrânea consiste na eliminação do excesso de umidade da camada do


solo onde se desenvolve o sistema radicular das plantas, por meio do rebaixamento do lençol
freático.

Nas áreas em que o lençol freático está abaixo de 2 m, geralmente não há problema de
drenagem. Em regiões úmidas e sem irrigação, podem ser desenvolvidas atividades agrícolas,
com o lençol freático à profundidade de 60 cm sem muitos problemas. Segundo Mello (2004)
Mas em regiões áridas e semi-áridas, com irrigação e perigo de salinidade, deve-se manter o
lençol freático a uma profundidade mínima de 1,8 m, para evitar problemas de salinização.

[Link]. Espaçamento e profundidade dos drenos

O espaçamento e a profundidade dos drenos são os dois principais parâmetros no


dimensionamento de um sistema de drenagem. Normalmente, a profundidade é fixada,
determinando-se o espaçamento adequado para os drenos. Esses dois parâmetros dependem
do tipo de solo, da quantidade de água a ser drenada (recarga) e da profundidade do solo que
se deseja drenar.
A determinação do espaçamento e da profundidade dos drenos pode ser feita por
método direto ou por método indireto, utilizando fórmulas empíricas ou teorias de drenagem.

[Link].1. Método direto

Consiste na determinação in loco da declividade da linha de efeito útil de drenagem do


solo, a qual deverá ser determinada na área a ser drenada, por meio de um dreno aberto e uma
série de poços. A água no dreno deve ser bombeada ou derivada por gravidade, para fora da
área, para propiciar o rebaixando do lençol freático.
Conhecendo-se essa linha, facilmente pode-se determinar qual deverá ser o
espaçamento dos drenos, para uma determinada profundidade mínima do lençol entre eles.
Definida a profundidade de solo que se deseja drenar, verifica-se o poço que registra essa
profundidade, definindo-se, dessa forma, o ponto médio entre o espaçamento dos drenos.
Após instalado o sistema de drenagem, a profundidade mínima real do lençol será um pouco
maior do que a profundidade mínima preestabelecida, uma vez que o lençol freático, na
posição intermediária entre os drenos, estará sob a ação dos dois e não apenas de um dreno.
[Link]. Teorias de drenagem – Fórmulas empíricas

A finalidade básica das fórmulas de drenagem é a determinação do espaçamento de


drenos. Este espaçamento, é condicionado aos seguintes fatores:

a) Profundidade dos drenos;


b) Condutividade hidráulica dos solos;
c) Espessura dos estratos do solo;
d) Profundidade ótima do lençol freático;
e) Vazão de escoamento.
As fórmulas de drenagem são agrupadas em duas categorias: as de regime permanente e as de
regime variável.

Nas fórmulas de regime permanente, a suposição básica é de que a superfície do lençol


freático se encontra estabilizada no tempo e no espaço, isto é, a quantidade de água que chega
até ele é igual à quantidade que é eliminada pela drenagem. Esta situação corresponde ao caso
de uma precipitação de intensidade constante e de longa duração.

Nas fórmulas de regime variável, supõe-se que, em consequência de uma chuva ou de


uma irrigação, o lençol freático eleva-se a uma certa altura, em relação ao seu nível inicial, e
depois de cessada a chuva ou a irrigação, ele começa a rebaixar. Os critérios de drenagem,
para este caso, são estabelecidos em termos dinâmicos, e compreendem os casos de critérios
de drenagem para o período seco do ano ou de irrigação e critérios de drenagem para o
período chuvoso. Ambos os casos levam em conta a velocidade de queda do lençol freático.
[Link]. Fórmulas de regime permanente

Existem várias fórmulas ou teorias para se determinar a relação entre o espaçamento e


a profundidade dos drenos, baseadas no regime de escoamento permanente. Entretanto, serão
estudadas as duas mais utilizadas: a de Hooghoudt e a de Ernst.

Na dedução dessas duas fórmulas, foi pressuposto que:

a) O solo é homogêneo e de condutividade hidráulica ko;


b) Os drenos são paralelos e espaçados de L;
c) Há uma camada impermeável (C.I.) à uma distância vertical, D, abaixo da linha dos
drenos;
d) A recarga do lençol freático, isto é, a percolação, R, é constante;
e) A origem do sistema de eixos coordenados está na interseção da camada impermeável
com O plano vertical que passa pelo centro de um dos drenos; e
f) O gradiente hidráulico, em qualquer ponto dentro da região de escoamento, saturada, é
igual à declividade do lençol freático acima dele, isto é, dy/dx. Esta pressuposição está
baseada nas hipóteses de Dupuit-Forchheimer (D-F) que desconsideram a
convergência das linhas de corrente para os drenos, ou seja, o escoamento para
pequenas declividades do lençol freático pode ser considerado horizontal e a
velocidade da água é constante, em qualquer ponto sobre um plano vertical à direção
do escoamento.

[Link].1. Forma da equação de Hooghoudt

4 k H 2 +8 k D H
L2 =
R

Hooghoudt encontrou uma maneira prática para introduzir o efeito da convergência


das linhas de corrente, próximo aos drenos, trocando na equação o valor da espessura do
estrato, D, por um valor teórico denominado de estrato equivalente, d, em que d < D. Este
estreitamento teórico da região de escoamento, abaixo dos drenos, cria uma perda de carga,
para efeito de dimensionamento, equivalente àquela devida à convergência das linhas de
corrente, junto aos drenos, não considerada na equação, a qual passa a ser escrita.
4 k H 2 +8 k d H
L2 =
R
Que é a forma geral da equação de Hooghoudt.

A equação 35 expressa melhor o espaçamento para D > ¼ L, mas também pode ser usada
quando D < ¼ L.

[Link].2. Fórmulas de regime variável

Estas fórmulas consideram o movimento do lençol freático tanto durante a carga do


aquífero como durante a descarga.
Segundo Pizarro (1978) Basicamente, são dois os critérios de drenagem para o
regime variável: critérios de drenagem para a época de irrigação e critérios de drenagem para
a época de chuvas.
Inicialmente, dispõem-se os dados em ordem decrescente, atribuindo-lhes uma ordem
de apresentação, os registros de chuvas são agrupados em intervalos de 5 em 5 mm, e na
coluna 3 são anotados o número de vezes que cada evento ocorreu, com a finalidade de
determinar a frequência da chuva, obtida por meio da equação anterior.
Ni
F i=
∑ Ni
Em que  Ni é o número total de dias analisados.

2.5.2. Drenagem superficial

Segundo Bernardo (1996) Parte da água de chuva ou de irrigação não se infiltra no


solo, escoando sobre a superfície até alcançar um canal que a elimina da zona de exploração
agrícola. A drenagem natural das águas superficiais pode ser melhorada por meio de obras
que podem se agrupar em duas classes distintas:

a) Sistematização do terreno e;
b) Construção de uma rede de drenagem. Estas obras, que se complementam, apresentam
distintas características, dependendo se a área é ou não irrigada, se o terreno é plano
ou acidentado.

Sendo assim, pode-se considerar dois casos de drenagem superficial, ou seja,


drenagem para eliminação das águas de chuvas e drenagem em áreas com problemas de
excesso de umidade.
[Link]. Vazão a eliminar

A estimativa da vazão do escoamento produzido pelas chuvas em determinada área é


fundamental para o dimensionamento dos canais coletores. Segundo Bernardo (1996) Existem
várias equações para estimar essa vazão, sendo mais conhecida a equação racional.

A equação racional estima a vazão máxima de escoamento de uma determinada área sujeita a
uma intensidade máxima de precipitação, com um determinado tempo de concentração.

C i  A
Q=
360

Onde:
Q = vazão máxima de escoamento [m3 s-1];

C = coeficiente de escoamento (Tabela 8);

A = área de contribuição [ha]; e,

i = intensidade máxima de chuva [mm h-1] para uma duração igual ao tempo de
concentração da bacia (Tc).

2.5.3. Dimensionamento da seção de desaguamento

Segundo Pizarro (1978) O dreno coletor central deverá ser projetado para receber e
transportar todas as vazões que ocorrem na área do projeto, tais como: vazão procedente da
drenagem subterrânea, vazão referente às perdas por escoamento superficial, caso na área
exista um sistema de irrigação por superfície, vazão procedente de drenos de encosta, bem
como àquela decorrente de algum pequeno curso d’água, ou dreno natural, que percorre a
área.

Uma vez determinada a vazão total a ser transportada pelo coletor central, ele será
dimensionado. O dimensionamento obedece o mesmo procedimento utilizado para canais em
terra com geometria trapezoidal, que é a seção utilizada para drenos abertos.

Os parâmetros necessários para se proceder o dimensionamento são os seguintes:


vazão transportada (Q), talude do canal, base menor (b), coeficiente de rugosidade (n) e
declividade (I).
a) Determinação da área de escoamento do canal

A=b h + m h2
Em que
A = área ou seção de escoamento do canal [m2];
b = base menor do canal [m];
h = carga (altura) de água no canal [m]; e,
m = cotangente do ângulo entre a parede do canal e o plano horizontal.

b) Determinação do perímetro molhado

P=b+2 h √ m2 +1
Em que

P é o perímetro molhado [m].

c) Determinação do raio hidráulico

A
R=
P

Em que

R é o raio hidráulico [m].

d) Determinação da velocidade de escoamento utilizando a equação de Manning

1
V= R 2/ 3 I 1 /2
n

Em que
V = velocidade de escoamento [m s-1];
n = coeficiente de rugosidade, tabelado [adimensional]; e,
I = declividade do canal [m m-1].
A equação de Manning nos mostra que, quanto maior a declividade, maior a
velocidade de escoamento. Pela equação de continuidade verifica-se que maior velocidade
implica em menor seção de desaguamento, uma vez que a vazão de projeto é constante. Em
conseqüência, menor seção resulta em menor custo de escavação.

2.5.4. Classificação dos sistemas

A classificação geral dos sistemas de drenagem resume-se a:

a) Sistemas abertos: tanto os drenos laterais quanto os coleSores, são canais abertos.

As principais vantagens desse são: custo fixo menor, por não necessitar o uso de drenos
tubulares; permite a visualização direta de seu desempenho; exige menor gradiente; pode
exercer as funções de drenagem de superfície.

Por outro lado, apresenta a desvantagem de perda de área de plantio; muitos problemas de
manutenção, como desbarrancamento de taludes, assoreamento do fundo e vegetação aquática
intensa; e dificulta o tráfego de máquinas e animais;

b) Sistemas subterrâneos: tanto os drenos laterais quanto os coletores, são tubulações


subterrâneas; e,
c) Sistemas semi-abertos ou semi-fechados: os drenos laterais são tubulares e subterrâneos
e o coletor central é um canal aberto. Em geral, é o sistema que melhor se adapta à
maioria das condições ou exigências de projeto.
3. Conclusão

Chegados ao fim do presente trabalho chegou se a conclusão que a drenagem agrícola


como sendo um processo de remoção do excesso de água dos solos de modo que lhes dê
condições de aeração, estruturação e resistência. Sempre que a drenagem natural não for
satisfatória, pode-se fazer, em complementação, drenagem artificial. Seu objetivo é retirar o
excesso de água aplicada na irrigação ou proveniente das chuvas, isto é, controlar a elevação
do lençol freático, bem como possibilitar a lixiviação dos sais trazidos nas águas de irrigação,
evitando a salinização a drenagem superficial e a drenagem subterrânea ou subdrenagem.
4. Referencias bibliográficas

Bernardo, S. (1996). Manual de Irrigação. Viçosa, Imprensa Universitária - UFV. 637 p.

CrucianI, D. E. A. (1980). Drenagem na Agricultura. São Paulo, Livraria Nobel. 333 p.

Mello, J. L. P. (2004). Drenagem Agrícola (apostila).

Millar, A. A. (1978). Drenagem de Terras Agrícolas: Bases Agronômicas. São Paulo,


McGraw-Hill do Brasil. 276 p.

Pizarro, F. (1978). Drenage Agrícola y Recuperación de Suelos Salinos. Editora Agrícola


Espanhola, Madrid. 525 p.

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