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Agregados na Construção Civil: Tipos e Propriedades

Este documento fornece informações sobre agregados para construção civil, incluindo definição, classificação, propriedades físicas e requisitos. Aborda tópicos como composição granulométrica, dimensão máxima característica, módulo de finura, agregado miúdo, amostragem e redução de amostras.

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Tópicos abordados

  • proporções permitidas,
  • técnicas de amostragem,
  • agregado artificial,
  • detecção de impurezas,
  • propriedades físicas,
  • características do agregado,
  • curva granulométrica,
  • doses de concreto,
  • análise granulométrica,
  • argila expandida
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Agregados na Construção Civil: Tipos e Propriedades

Este documento fornece informações sobre agregados para construção civil, incluindo definição, classificação, propriedades físicas e requisitos. Aborda tópicos como composição granulométrica, dimensão máxima característica, módulo de finura, agregado miúdo, amostragem e redução de amostras.

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Tópicos abordados

  • proporções permitidas,
  • técnicas de amostragem,
  • agregado artificial,
  • detecção de impurezas,
  • propriedades físicas,
  • características do agregado,
  • curva granulométrica,
  • doses de concreto,
  • análise granulométrica,
  • argila expandida

Materiais de Construção Civil I

AGREGADOS
Agregados

• Definição: Agregado é um material granular sem forma ou


volume definido, de atividade química geralmente inerte.

• Constituído de dimensão e propriedade adequada para


produção de argamassa e concreto.

• Ocupa 50 a 70% do volume de argamassas e concretos,


portanto, sua qualidade é de grande importância.
Agregados: Classificação

• Quanto à origem ou obtenção da forma particulada:

• artificiais (ou industrializados)


• naturais
• Reciclados

sendo artificiais as areias e pedras provenientes do britamento de


rochas, pois necessitam da atuação do homem para modificar o
tamanho dos seus grãos. Como exemplo de naturais, temos as areias
extraídas de rios ou barrancos e os seixos rolados (pedras do leito dos
rios). Agregados reciclados: oriundos de resíduos (de construção e
demolição). Há autores que classificam como artificiais aqueles
agregados que são obtidos por processos especiais de fabricação, tais
como: escória de alto-forno, argila expandida etc.
Agregados

• Naturais : areias e seixos

Artificiais : britas, pó de pedra, argila expandida,


Quanto à massa específica

• LEVES: agregados com massa unitária menor que 1 g/cm3.


Quanto à massa específica

• Normais: M. U. entre 1 e 2 g/cm3.


Quanto à massa específica

• Pesados: M. U. > 2 g/cm3.

Brita de magnetita

CONCRETO PESADO
Brita de magnetita, Barita, hematita
Quanto ao tamanho:
• Agregado miúdo:
Material passante # ABNT 4,75 mm
• Agregado graúdo:
Material passante # ABNT 75 mm
Material retido # ABNT 4,75 mm
• Material pulverulento:
Material passante # n.º 200 (0,075 mm)

ABNT NBR 7211:2022 – Agregados para concreto - Requisitos


Propriedades Físicas

• Massa Específica ME= massa / volume real

• Massa Unitária MU= massa / volume TOTAL (com vazios)

• Valores habituais:
Areia natural: ME 2,6 g/cm3 (ou kg/litro = t/m3)
MU 1,4 g/cm3

Brita comum: ME 2,7 g/cm3 (ou kg/litro = t/m3)


MU 1,5 g/cm3
Módulo de Elasticidade
Características dependentes da porosidade:
absorção e umidade superficial
Agregados
Agregados

• Além disso, existem aparelhos especiais para a medição da


umidade, sendo o Speedy Test um dos mais conhecidos e
utilizados. Ao se misturar o agregado miúdo úmido com um
reagente, o aparelho mede a pressão gerada e com base em
tabelas de calibração fornece a umidade do agregado.

base na reação química da água


existente em uma amostra com o
carbureto de cálcio, realizada em
ambiente confinado.
ABNT NBR 9775:2011
Agregado miúdo – Determinação do teor de umidade superficial por meio do
frasco de Chapman – Método de ensaio
Granulometria
• Composição granulométrica: É a proporção relativa dos
diferentes tamanhos de grãos que constituem o agregado
(expressa em % de massa das várias frações do agregado, em
relação a massa total da amostra).
Agregados
Empacotamento
(redução de vazios intergranulares)
COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS AGREGADOS

INTRODUÇÃO
A granulometria é um método de análise que visa classificar as partículas de
uma amostra pelos respectivos tamanhos e medir as frações correspondentes a
cada tamanho. A composição granulométrica é a característica de um agregado
de maior aplicação na prática principalmente para:
• a. determinação do módulo de finura e dimensão máxima característica da
curva granulométrica.
• b. A curva granulométrica permite planejar um melhor empacotamento dos
grãos de agregados, com isso reduzir vazios e melhorar a interface pasta
agregado.
• c. controlar a homogeneidade dos lotes recebidos na obra;
• d. elaborar a dosagem do concreto.

A classificação de um agregado é determinada comparando sua composição


granulométrica com as faixas granulométricas especificadas em normas.
COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS AGREGADOS
(NBR 17054: 2022)

QUANTIDADE DE MATERIAL
• A amostra deve ser coletada conforme NBR 16915 e formar amostras
para ensaio. A quantidade mínima de material para cada
determinação da composição granulométrica de um agregado
encontra-se na Tabela1 .
Agregados
• série normal e série intermediária: Conjunto de peneiras
sucessivas, que atendam às normas NM-ISO 3310-1 com as
aberturas de malha estabelecidas na tabela 1.
Agregados
Agregados

• Informações extraídas da granulometria:

• dimensão máxima característica: Grandeza associada à


distribuição granulométrica do agregado, correspondente à
abertura nominal, em milímetros, da malha da peneira da
série normal ou intermediária, na qual o agregado apresenta
uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente
inferior a 5% em massa.

• A DMC serve para verificar se um agregado tem tamanho


adequado para ser utilizado em concreto de elementos
estruturais de determinadas dimensões.
• Como informação em alguns métodos de dosagem
Agregados
• Informações extraídas da granulometria:

• módulo de finura: Soma das porcentagens retidas acumuladas


em massa de um agregado, nas peneiras da série normal,
dividida por 100.

• O MF serve para classificar os agregados e como informação


em alguns métodos de dosagem
Agregado Miúdo
Curva Granulométrica – Agregado Miúdo
Agregado Miúdo
AMOSTRAGEM DE AGREGADOS E REDUÇÃO PARA
ENSAIOS DE LABORATÓRIO
(NBR16915)

• A amostragem é tão importante quanto o ensaio, por isso deve ser tomado
todas as precauções para que se obtenham amostras representativas
quanto às suas natureza e características. Para evitar segregação da parte
pulverulenta, a extração da amostra deve ser feita com o material úmido.

• Lote de agregados: É a quantidade definida de agregado produzido,


armazenado ou transportado sob condições presumidamente uniformes;
• Amostra de campo: É a porção representativa de um lote de agregados,
coletada nas condições prescritas nesta norma, seja na fonte de produção;
armazenamento ou transporte;
• Amostra parcial: é a parcela de agregado obtida de uma só vez do lote de
agregado.
• Amostra de ensaio: é a porção obtida por redução da amostra de campo.
AMOSTRAGEM DE AGREGADOS E REDUÇÃO PARA ENSAIOS DE
LABORATÓRIO (NBR16915)
REDUÇÃO DE AMOSTRA DE CAMPO PARA ENSAIOS DE LABORATÓRIO
DE AGREGADOS
REDUÇÃO POR QUARTEAMENTO
• Consiste em colocar a amostra de campo sobre uma superfície
rígida, limpa e plana, onde não ocorra nenhuma perda de
material e nem haja contaminação (utilizar um encerado de
lona)
• Homogeneizar a amostra revolvendo-a no mínimo três vezes.
• Juntar a amostra formando um tronco de cone, cuja base
deverá ter de quatro a oito vezes a altura do tronco de cone.
• Achatar cuidadosamente o cone com a ajuda de uma pá.
Dividir a massa em quatro partes iguais com a ajuda de uma
colher de pedreiro ou uma pá.
• Então, eliminar duas partes em sentido diagonal e agrupar as
outras duas . Repetir o processo até a quantidade necessária
para o ensaio desejado.
REDUÇÃO DE AMOSTRA DE CAMPO PARA ENSAIOS DE
LABORATÓRIO DE AGREGADOS
Substâncias Nocivas
• Quando os agregados são utilizados na confecção de concretos, as
impurezas presentes nos agregados podem causar interferência no
processo de hidratação do cimento e na aderência entre o agregado e
pasta de cimento. A presença de partículas fracas e friáveis acima das
proporções permitidas também é prejudicial ao desempenho do
agregado, seja qual for a aplicação que se fizer.

• As principais impurezas presentes nos agregados são:

• Torrões em argila: tem pouca resistência e podem originar vazios e


desagregação.

• Material Pulverulento: As areias, geralmente têm uma parcela de


material fino (silte e argila) que passam na peneira 0,075 mm. Esses
finos aumentam o consumo de água nos concretos ou argamassas,
para uma mesma consistência. A argila também pode formar película
que envolve os grãos do agregado prejudicando a aderência entre
pasta-agregado. A norma que regulariza este ensaio é ABNT NBR
16973:2021 – Determinação do material fino que passa através da
peneira 75 m por lavagem.
Substâncias Nocivas

• Impurezas Orgânicas: São impurezas originadas de detritos


vegetais, fezes e urina animal. Em geral, estão presentes nas
areia e, em grande quantidade, chegam a escurecer este
agregado. O húmus tem ação prejudicial sobre a pega e o
endurecimento do concreto e também diminui sua
resistência. O endurecimento do concreto feito com areia
impura é mais lento, devendo ser mantido úmido por mais
tempo. A parte ácida do húmus neutraliza a água da
argamassa inibindo as reações de hidratação. Abrams propôs
o ensaio colorimétrico para a determinação da qualidade de
areia sob o ponto de vista de impurezas orgânicas. A norma
ABNT NBR 17053 padroniza o ensaio para a determinação da
existência ou não de impurezas orgânicas nas areias.
Substâncias Nocivas no Agregado Miúdo
Limites Máximos Aceitáveis (ABNT NBR 7211 / 2022)
Agregados - Determinação do material fino que passa pela peneira de 75 μm
por lavagem
ABNT NBR 16973:2021

O método permite determinar, por lavagem, a quantidade de material


mais fino que a abertura da malha da peneira de 0,075 mm presente
nos agregados.

EQUIPAMENTOS
• a. Balança com resolução de 0,1 g ou 0,1% da massa da amostra.
• b. Peneiras de 0,075 mm e 1,18 mm.
• c. Recipiente para agitação do material.
• d. Estufa capaz de manter a temperatura no intervalo de 100 a 110
°C.
• e. Dois recipientes de vidro transparente.
Agregados - Determinação do material fino que passa pela peneira de 75 μm
por lavagem
ABNT NBR 16973:2021
Agregados - Determinação do material fino que passa pela peneira de 75 μm
por lavagem
ABNT NBR 16973:2021

• PROCEDIMENTO
Agregados - Determinação do material fino que passa pela peneira
de 75 μm por lavagem
ABNT NBR 16973:2021
IMPUREZAS ORGÂNICAS HÚMICAS NO AGREGADO MIÚDO
Influência da Forma do Agregado Graúdo nas Propriedades do
Concreto

Grãos alongados ou lamelares:


• Prejudicam a trabalhabilidade
• Geram mais vazios entre os grãos e exigem maior consumo
de cimento no concreto
Influência da Forma do Agregado Graúdo nas Propriedades do
Concreto

Grãos arredondados:
• Favorecem a trabalhabilidade
• Geram menos vazios entre os grãos e possibilitam a produção
de concreto com menos cimento.
Agregados: forma e textura superficial
• ABNT NBR 7809:2019
• Agregado graúdo - Determinação do índice de
forma pelo método do paquímetro - Método de
ensaio
FORMATO DOS GRÃOS

• AGREGADO LAMELAR
FORMATO DOS GRÃOS

• AGREGADO NORMAL
FORMATO DOS GRÃOS

• AGREGADO ALONGADO

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