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Funções e Estrutura dos Tribunais em Portugal

O documento descreve as funções e organização dos tribunais em Portugal, incluindo os princípios da independência, legalidade, fundamentação das decisões e outros. Também discute o estatuto dos juízes, Ministério Público e fiscalização da constitucionalidade pelos tribunais.

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juliana
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Funções e Estrutura dos Tribunais em Portugal

O documento descreve as funções e organização dos tribunais em Portugal, incluindo os princípios da independência, legalidade, fundamentação das decisões e outros. Também discute o estatuto dos juízes, Ministério Público e fiscalização da constitucionalidade pelos tribunais.

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07/03/24

Os Tribunais - 202 a 224


Funções:
-Exercer o poder judicial - 202- administrar a justiça em nome do povo - 108 (diz-nos que a
soberania está no povo);
-Relação com outros órgãos de soberania - aqui é mais de separação do que
independência;

-Exercem "quase" em exclusivo o poder judicial - exceções- julgados de paz e arbitragem


 ||
A) Garantem a defesa dos direitos dos cidadãos legalmente protegidos
B) Reprimem a violação da lei - ajuda - MP (ministério público)/ Órgãos de Polícia
Criminal
C) Decidir qualquer conflito entre (sujeitos) públicos e privados
||
Princípios: - independência - 203 - poder político e do poder económico
- legalidade - 203 - com base na lei
2º testes! - primado constitucional - 204 - todos os tribunais têm
competência para aferir a constitucionalidade das normas
 -fundamentação da obrigatoriedade - 205 - as decisões dos tribunais
vinculam todos -públicos e privados/ singulares e coletivos = têm de ser justificadas
 -publicidade - 206 - as audiências são públicas - exceções:
dignidade da pessoa / alarme social
 -exclusividade - 207 - tribunais - t. de júri - é a exceção
 -património judiciário - 208 - todos têm direito a um advogado -
situação financeira não implica

A função do tribunal é "quase" exclusiva - exceções - composição não jurisdicional


dos conflitos - 202 n°4 e 109 n°2
||
Lei :
a) arbitragem- árbitros nomeados pelas partes que decidem o direito.
necessária - obrigatória- conflitos de consumo inferiores a 5 mil / para empresas


||

voluntária - vontade das partes


b) julgados de paz
- Acordo - juiz de paz
-Menor valor - até 15.000 - sobre a obrigação/ coisas e condomínios
- + Célere

2º testes! - primado constitucional - 204 - todos os tribunais têm


competência para aferir a constitucionalidade das normas
 -fundamentação da obrigatoriedade - 205 - as decisões dos tribunais
vinculam todos -públicos e privados/ singulares e coletivos = têm de ser justificadas
 -publicidade - 206 - as audiências são públicas - exceções:
dignidade da pessoa / alarme social
 -exclusividade - 207 - tribunais - t. de júri - é a exceção
 -património judiciário - 208 - todos têm direito a um advogado -
situação financeira não implica

A função do tribunal é "quase" exclusiva - exceções - composição não jurisdicional


dos conflitos - 202 n°4 e 109 n°2
||
Lei :
a) arbitragem- árbitros nomeados pelas partes que decidem o direito.
necessária - obrigatória- conflitos de consumo inferiores a 5 mil / para empresas

||

voluntária - vontade das partes


b) julgados de paz
- Acordo - juiz de paz
-Menor valor - até 15.000 - sobre a obrigação/ coisas e condomínios
- + Célere

Organização
- múltipla (+ critérios) e completa
- 1 t. de jurisdição -> T. militar
- 2 critérios - jurisdições (comum, constitucional, financeiro (t. de contas), adm (TAF),
contras(t. marítimos) )
Comuns:
- Comarca - 1º instância
- conselhos
- + 5.000 euros - valor de ação
- Relação - 2º instância - 5 (porto, guimarães, coimbra, lisboa, évora)
ação - valor - + 30.000 “decaimento” 15.000 -> parte em que prejudicado
- Supremo Tribunal de Justiça (STJ) - 1 (Lisboa) - só conhece matéria de
- direito

Estatuto do Juíz - 215 - 218


- Unidade de carreira - 1 só via / 1 carreira
- Independência - sujeito à lei
- inamovibilidade - não podem ser transferidos a não ser de acordo com a lei
- irresponsabilidade - responsabilidade - compromisso - económico / financeiro e
social
MP - 219 - 220
- açã coadjuva a T
- ação perante investigação - subordinada - PGR - nomeada pelo pr por proposta de
governo / 6 anos
- menores em juízo
- trabalhadores

11/04/24
órgãos de soberania- tribunais - tribunal constitucional - 221 e 224 - adm. a justiça
constitucional
l - composição 13 juízes - 1º eleição de AR
- conflitos entre os eleitos
garantias de crp - fiscalização de constitucionalidade - 9 anos não
renovável / 6 dos 13 tem de ser juízes de carreira do stj - independencia
- presidente eleito pelos pares
- fiscalização plena - constitucionalidade /
legalidade -> total: leis, DL, DL regionais
+ global
- 204 - pirâmide constitucional
Modelos:
1. judicial - difuso (eua) - todos os órgãos podem julgar com possibilidade de recurso para
órgão único e máximo implicação da mesma inconstitucional ao caso
2. judicial concentrado (áustria) - 1 só T. pode julgar
- suspensão de processos enquanto decorre o julgamento
3. político (frança) - órgão único e misto, permanente ou caso a caso
4. Misto (portugal) - difuso e concentrado
Total:
➢ constitucionalidade e ilegalidade
➢ normas mas tb princípios - atos administrativos
➢ públicos e privados
➢ ação e omissão
➢ preventiva e sucessiva

Tipos de Fiscalização
1. Inconstitucionalidade por Ação - art 277 a 282 - lei, DL ou DL regional que viola a lei, a
crp ou um princípio da crp
A. Preventiva (278 e 279) - esta previne
Momento intermédio do processo legislativo - promulgo - veto constitucional
Legitimidade - só o PR ou o RR nos atos relativos às RA
Vantagens: Desvantagens:
a) evita inconstitucionalidade manifestas - prazos mais curtos de de
avaliação(25 dias)
b) proximidades entre representantes e representados - risco de "partidarização"
Características:
restrita - só em caso de inconstitucionalidade (exclui a ilegalidade)
- so atos públicos - lei, DL, DLR (exclui privados)
- facultativa - PR e RR decidem - exceção: referendo
- prazo peremptório - 8 dias a contar da receção do diploma para promulgação ou
assinatura (278 nº3)
- obrigatoriedade de identificação das normas/princípios viciados
urgência: TC decide em 25 dias
Efeitos:
a) declara a inc. (razão ao PR)
ll
imediato : veto "obrigatoriamente do pr" -> interpretação de expressão "duma" art 279 nº1
mediato : devolução à AR - expurga, caduca e confirma -> veto relativo - art 136 nº 2 e 3
devolução ao Gov - expurga e caduca -> veto absoluto
b) não declara - promulgação - 8 dias -> 112,116,168 nº5
Regime excepcional - Lei orgânica - PR

PR e RR - LO - 1/5 dos deputados também podem requerer


- promulgação temporariamente proibida - 8 dias

B. Sucessiva - esta remedeia


- concreta (280)
- abstrata (281/282)
2. Inconstitucionalidade por Omissão - art 283 - CRP exige um ato e esse ato não foi
praticado
- só o PR ou o provedor de justiça pode requerer
- sanção - dever de legislar à entidade que não pratica o ato
18/04/24
Fiscalização da constitucionalidade
inconstitucionalidade por ação:
sucessiva - sucede depois de um ato adm. ou ato normativo - 280
ll
abstrata - 281
concreta - 280 - caso judicial que está a decorrer - solicitada por privados (partes) ou MP
(casos excepcionais) podem recorrer para o TC ou todos os tribunais (204)
"tribunal a quo"
1º instância/comum
2º instância / relação
STJ (questões de direito não de facto)

A concreta pressupõe sempre a existência de um caso judicial


2 momentos em que pode ser suscitada (invocada):
1º a priori (antes) - da decisão da causa (incidente a meio do processo) (280 nº1 b)
pode ser requerido por qualquer das partes (autor ou réu) em qualquer estado do processo
ou pode ser ex ofício (suscitada pelo próprio tribunal) (280 nº1 a)
inconstitucionalidade ou ilegalidade - lei de valor reforçado (LO, leis de base e leis 2/3)
- estatuto regional das RA
recurso de apelação (10 dias) - tribunal superior
2º a posteriori (depois) - da decisão da causa (decisão - sentença (comarca) ou acórdão
(relação)
facultativo - para as partes - no recurso de apelação tem um prazo de 10 dias a contar da
decisão - tribunal superior
obrigatório - MP (representante dos interesses do estado)- se o tribunal a quo decidiu na
base de uma norma que anteriormente outro tribunal julgou inconstitucional
o recurso é apresentado no tribunal que proferiu a decisão

Hipóteses:
- recurso para o tribunal superior
Exceções:
- recurso per saltum - quando não seja nenhuma das partes a recorrer mas sim o tribunal
que recusa a aplicação de uma norma por julgá-la inconstitucional
- TC
- quando a decisão foi proferida no STJ (recorre-se para o TC)

Efeitos da decisão: (recurso das partes)


- o t.superior confirma a inconstitucionalidade
regressa ao t. a quo para reformar a decisão
- nega a inconstitucionalidade
fica como caso julgado naquele caso concreto

ART 280 MT IMPORTANTE

Ação - sucessiva
abstrata - 281 e 282
- suscitada abstratamente por órgãos de soberania (inc., ilegalidade, valor reforçado) ou de
estado
- obrigatória e exclusiva a partes e só para o TC -> definitiva (erga omnes) -> aplica-se a
todos e para sempre/ "força obrigatória geral" - 281 nº1
- aplica-se a todas as normas em vigor até aquelas que já tenham sido revogadas nos que
produziram efeitos - 282 nº1
- legitimidade - 281 nº2 - entidades públicas:
❖ - PR
❖ - PAR
❖ - PM
❖ - Provedor de justiça
❖ - PGR
❖ - 1/10 deputados
❖ - PR/ALR/GR/1/10 de ALR
❖ - MP - 3 casos concretos
↳ obrigatório o recurso
Prazo - não existe e a qualquer altura
02/05/24
Fiscalização de Constitucionalidade
1. omissão - 283
2. ação - 277
a) preventiva 278, 279
b) sucessiva - concreta - 280
- abstrata - 281 - 282
Abstrata
- exclusiva do TC é mais importante - força obrigatória geral - definitividade (inultrapassável)
e "erga ommos" (para todos)
- Aplicar a todas as normas em vigor ou até aquelas que foram revogadas e as que foram
aprovadas por força da norma julgada inc.
- legitimidade - política / pública - PR, PAR, PM, Provedor de Justiça, PGR, 1/10 dos
deputados - 23, RR das RA desde que seja matérias relativas aos estatutos,
MP - obrigatória quanto a normas do TC tenha decidido por 3x com
inconstitucionalidade da norma a pedido de tribunais - fiscalização concreta que se
transforma em abstrata!
- prazo - qualquer altura
- efeitos - força obrigatória geral
a) originária - retrata-se à origem da norma declarada inconstitucional
b) superveniente - só produz efeitos para o futuro - pós-declaração de inconstitucionalidade
1*
ll
Decisão do TC, "resolvido" - 282 nº 3
282 nº 4
- segurança jurídica
- equidade - justiça do caso concreto -> prevêem um regime diferente
- interesse público (estado)

1*
-regra
- proteção de caso julgado - segurança jurídica
- estabilidade
- "resolvidos" - protegidos
1. penal, disciplinar ou constitucional (multas)
+ (cumulativas)
2. for de conteúdo menos favorável ao arguido
L> aplica-se ao caso julgado
10/05/24

Matriz do teste:
2 grupos
1 - 3 perguntas - escolher 1 - 6 valores
2 - caso prático - 4 perguntas - 14 valores
Matéria:
tribunais, o que é o órgão soberania tribunal, o principal objetivo e função, aplico da justiça,
adm da justiça.
organização dos tribunais. duplo critério, razao da materia e das hierarquia
saber bem a composição do TC
regiões autónomas - regime const. das RA que se aplica
estado unitário - art 6 permite descentralização política:
homogênea - das condições - os regimes que se aplicam sao iguais em todas as RA
heterogenia - só uma parcela do estado é que esta dividida em RA
estatuto político adm das RA
gov regional - 1 presidente e secretários - funções executivas e adm
assembleia legislativa regional
RA tem um sistema parlamentarista
representante da república - PR
FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE- 277,282,283 mt bem sabidos - vai ser o
caso prático
coação - sistema pt é misto - difuso mas concentrado, global e genérico
primado const. - 204
dec. legislativo regional
fiscalização - dois momentos:
- intermédio
- anterior - preventiva
- sucessiva- depois do ato de lei
- concreta - caso judicial - única que permite que cidadãos ou grupos possam
fiscalizar a const. de uma norma que consideremos inc.
- abstrata - mais importante - exclusiva do TC - as decisões têm caráter de força
obrigatória geral, ou seja, é definitiva. podem abranger normas em vigor ou fora de vigor,
inc, ou ilegalidades de leis caráter reforçado
- pode ser pedida a qq altura - 281
- efeitos originários - desde q a norma foi criada
- superveniente
efeitos da decisão - decisão em 25 dias e requerido em 8
art 277 278 279 280 281 282 204, 202 a 208 (tribunais), 225 a 234 (RA), art 6

Fiscalização da constitucionalidade em Portugal


Em Portugal, a fiscalização da constitucionalidade é uma função essencialmente exercida
pelo Tribunal Constitucional (TC). Este tribunal é responsável por garantir que as leis e os
atos normativos estejam em conformidade com a Constituição Portuguesa.

Existem duas formas principais de fiscalização da constitucionalidade em Portugal:


1. **Fiscalização preventiva**: Antes da entrada em vigor de uma lei, o Presidente da
República, o Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, o Provedor de
Justiça, o Procurador-Geral da República e um décimo dos deputados da Assembleia da
República têm o direito de submeter ao TC uma fiscalização preventiva de
constitucionalidade. O TC avalia se a nova legislação está em conformidade com a
Constituição antes de ela ser aplicada.

2. **Fiscalização sucessiva**: Esta forma de fiscalização ocorre após a entrada em vigor de


uma lei ou norma. Qualquer cidadão ou entidade com legitimidade pode apresentar uma
ação ao TC para contestar a constitucionalidade de uma lei. O TC irá então analisar se a lei
em questão viola algum princípio ou disposição constitucional.

O Tribunal Constitucional pode declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou norma, o que


significa que ela não pode ser aplicada. No entanto, em alguns casos, o TC pode também
declarar a inconstitucionalidade com força obrigatória geral, o que implica a retirada
automática da lei do ordenamento jurídico. Também pode declarar a inconstitucionalidade
com força obrigatória geral e efeitos retroativos, o que significa que a lei é retirada do
ordenamento jurídico desde o momento da sua entrada em vigor.

A fiscalização da constitucionalidade desempenha um papel crucial no sistema jurídico


português, garantindo que as leis e normas estejam alinhadas com os princípios
fundamentais estabelecidos na Constituição.

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