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Prova Objetiva: Auxiliar de Classe Aramari

O texto descreve o dia de uma mulher chamada Ana em um bonde. Ela observa um homem cego mascar chiclete, o que a perturba. Quando o bonde para bruscamente, seus ovos quebram. Ela fica perturbada pelo incidente e decide sentar-se em um jardim para se acalmar.

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Prova Objetiva: Auxiliar de Classe Aramari

O texto descreve o dia de uma mulher chamada Ana em um bonde. Ela observa um homem cego mascar chiclete, o que a perturba. Quando o bonde para bruscamente, seus ovos quebram. Ela fica perturbada pelo incidente e decide sentar-se em um jardim para se acalmar.

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PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

SELEÇÃO PÚBLICA PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAMARI


CARGO: AUXILIAR DE CLASSE

NÍVEL MÉDIO

LÍNGUA PORTUGUESA – 10 QUESTÕES


MATEMÁTICA – 05 QUESTÕES
CONHECIMENTOS GERAIS / ATUALIDADES – 05 QUESTÕES
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS – 10 QUESTÕES

INSTRUÇÕES:

- Este caderno de questões contém trinta (30) questões objetivas, com cinco (5) alternativas
cada uma indicadas por A, B, C, D e E, confira-as.
- Para cada questão objetiva existe apenas uma alternativa correta.
- Não será permitida qualquer espécie de consulta.
- É terminantemente proibido o uso de calculadoras, relógios digitais, aparelhos sonoros,
celulares e similares.
- No preenchimento do Cartão Resposta, use caneta de tinta azul ou preta.
- Ao receber do Fiscal o caderno de provas e o cartão de resposta, verifique se ambos estão
de acordo com os seus dados e a Função para a qual se inscreveu. Qualquer erro, informar
imediatamente ao Fiscal. Em caso de erro e a não informação, o Candidato será o único
responsável.

ATENÇÃO:

- Verifique se a paginação e numeração das questões deste caderno estão corretas.


- Verifique se no Cartão Resposta seu nome, número de inscrição e cargo para o qual concorre
estão corretos.
- Se você precisar de algum esclarecimento solicite a presença do coordenador.
- Você dispõe de 03h30m (Três horas e trinta minutos) para fazer a prova, inclusive com a
marcação do Cartão Resposta. Faça-os com tranquilidade, mas controle o seu tempo.
- O candidato somente poderá ausentar-se definitivamente da sala após 1 (uma) hora do
início da prova e o caderno de questões poderá ser levado após 02h30m de permanência em
sala.
- Após o término da prova, entregue ao fiscal da sala o Cartão Resposta devidamente
assinado.
- Os três últimos candidatos de cada sala só poderão ser liberados juntos, quando deverão
assinar a Ata de Sala.

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PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela


o quisera e o escolhera.
LÍNGUA PORTUGUESA Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora
Leia o texto abaixo para responder as perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem
questões 01 a 09. precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família
distribuído nas suas funções. Olhando os móveis
AMOR limpos, seu coração se apertava um pouco em
Clarice Lispector espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que
sentisse ternura pelo seu espanto — ela o abafava
Um pouco cansada, com as compras deformando com a mesma habilidade que as lides em casa lhe
o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou haviam transmitido. Saía então para fazer compras
o volume no colo e o bonde começou a andar. ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da
Recostou-se então no banco procurando conforto, família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da
num suspiro de meia satisfação. tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na.
Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira Assim chegaria a noite, com sua tranquila vibração.
e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres.
para si, malcriados, instantes cada vez mais Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos,
completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão como se voltassem arrependidos. Quanto a ela
enguiçado dava estouros. O calor era forte no mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras
apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a
o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e
lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar escolhera.
a testa, olhando o calmo horizonte. Como um O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas
lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, largas. Logo um vento mais úmido soprava
não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora
Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, instável. Ana respirou profundamente e uma grande
crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.
filhos, crescia a mesa com comidas, o marido O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até
chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que
importuno das empregadas do edifício. Ana dava a olhou para o homem parado no ponto.
tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua A diferença entre ele e os outros é que ele estava
corrente de vida. realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham
Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora avançadas. Era um cego.
da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em
nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No desconfiança? Alguma coisa intranquila estava
entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles…
corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo Um homem cego mascava chicles.
como cortava blusas para os meninos, a grande Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo
tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe
desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego
no sentido de tornar os dias realizados e belos; com profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele
o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os
e suplantara a íntima desordem. Parecia ter olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o
descoberto que tudo era passível de parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e
aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado,
aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de
do homem. uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada
No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada
a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado
lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão —
destino de mulher, com a surpresa de nele caber Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada
como se o tivesse inventado. O homem com quem antes de saber do que se tratava — o bonde estacou,
casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera os passageiros olharam assustados.
eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior Incapaz de se mover para apanhar suas compras,
parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há
havia aos poucos emergido para descobrir que muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade,
também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos
encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se
que viviam como quem trabalha — com persistência, haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas
continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede.
ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma O cego interrompera a mastigação e avançava as
exaltação perturbada que tantas vezes se confundira mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que
com felicidade insuportável. Criara em troca algo acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da

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PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do Andava pesadamente pela alameda central, entre
condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida. os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim.
Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco
bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma de um atalho e ali ficou muito tempo.
ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito. A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava
A rede de tricô era áspera entre os dedos, não sua respiração. Ela adormecia dentro de si.
íntima como quando a tricotara. A rede perdera o De longe via a aléia onde a tarde era clara e
sentido e estar num bonde era um fio partido; não redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.
sabia o que fazer com as compras no colo. E como Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de
uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o
O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que Jardim triturado pelos instantes já mais apressados
havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual
pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e
acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham aves. Tudo era estranho, suave demais, grande
um ar mais hostil, perecível… O mundo se tornara de demais.
novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas Um movimento leve e íntimo a sobressaltou —
amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na
parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus
que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona pêlos eram macios. Em novo andar silencioso,
da escuridão — e por um momento a falta de sentido desapareceu.
deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde Inquieta, olhou em torno. Os ramos se
ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um
se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar,
do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no
com a mesma calma com que não o eram. Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a
O que chamava de crise viera afinal. E sua marca se aperceber.
era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, Nas árvores as frutas eram pretas, doces como
sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, mel. Havia no chão caroços secos cheios de
tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na circunvoluções, como pequenos cérebros
Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar apodrecidos. O banco estava manchado de sucos
uma revolução, as grades dos esgotos estavam roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as
secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas
mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada patas de uma aranha. A crueza do mundo era
pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e tranquila. O assassinato era profundo. E a morte não
as pessoas assustavam-na com o vigor que era o que pensávamos.
possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com Ao mesmo tempo que imaginário — era um mundo
um rosto. Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma de se comer com os dentes, um mundo de volumosas
mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por
entrelaçavam os dedos sorrindo… E o cego? Ana caíra parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como
numa bondade extremamente dolorosa. a repulsa que precedesse uma entrega — era
Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.
que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena As árvores estavam carregadas, o mundo era tão
compreensão, separava uma pessoa das outras, as rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia
roupas eram claramente feitas para serem usadas e crianças e homens grandes com fome, a náusea
podia-se escolher pelo jornal o filme da noite – tudo subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida
feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora
um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros
através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de passos de um mundo faiscante, sombrio, onde
náusea doce, até a boca. vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas
Só então percebeu que há muito passara do seu flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas
ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A
atingia com um susto; desceu do bonde com pernas decomposição era profunda, perfumada… Mas todas
débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por
de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. um enxame de insetos enviados pela vida mais fina
Parecia ter saltado no meio da noite. do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana
Era uma rua comprida, com muros altos, mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado…
amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.
inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida Era quase noite agora e tudo parecia cheio,
que descobrira continuava a pulsar e um vento mais pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a
morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era
parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. fascinante, e ela sentia nojo.
Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, Mas quando se lembrou das crianças, diante das
atravessou os portões do Jardim Botânico. quais se tornara culpada, ergueu-se com uma

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PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou no seu coração as águas mais profundas? Mas era
pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria uma piedade de leão.
— e via o Jardim em torno de si, com sua Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor
impersonalidade soberba. Sacudiu os portões mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê.
fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O A vida do Jardim Botânico chamava-a como um
vigia apareceu espantado de não a ter visto. lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava
Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto
à beira de um desastre. Correu com a rede até o não era com este sentimento que se iria a uma igreja.
elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se
sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o
uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, jantar.
perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino
grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, da escola, longe e constante. O pequeno horror da
os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde
que nova terra era essa? E por um instante a vida descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para
sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo mudar a água – havia o horror da flor se entregando
moralmente louco de viver. O menino que se lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo
aproximou correndo era um ser de pernas compridas trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata
e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou- de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno
o com força, com espanto. Protegia-se tremula. assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As
Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, gotas d’água caíam na água parada do tanque. Os
amava o que fora criado — amava com nojo. Do besouros de verão. O horror dos besouros
mesmo modo como sempre fora fascinada pelas inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa,
ostras, com aquele vago sentimento de asco que a lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado
aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o
Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da
se soubesse de um mal — o cego ou o belo Jardim luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em
Botânico? — agarrava-se a ele, a quem queria acima que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre
de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o
horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se calor do forno ardia nos seus olhos.
seguisse o chamado do cego? Iria sozinha… Havia Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas
lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela mulheres, vieram os filhos dos irmãos.
precisava deles… Tenho medo, disse. Sentia as Jantaram com as janelas todas abertas, no nono
costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do
seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava
Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou- bom. Também suas crianças ficaram acordadas,
se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A brincando no tapete com as outras. Era verão, seria
criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida
correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais e ria suavemente com os outros. Depois do jantar,
segura. Era o pior olhar que jamais recebera. Q enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas
sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o. janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados
Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não
presos na rede. De que tinha vergonha? ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e
Não havia como fugir. Os dias que ela forjara humano. As crianças cresciam admiravelmente em
haviam-se rompido na crosta e a água escapava. torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o
Estava diante da ostra. E não havia como não olhá- instante entre os dedos antes que ele nunca mais
la. De que tinha vergonha? É que já não era mais fosse seu.
piedade, não era só piedade: seu coração se enchera Depois, quando todos foram embora e as crianças
com a pior vontade de viver. já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que
Já não sabia se estava do lado do cego ou das olhava pela janela. A cidade estava adormecida e
espessas plantas. O homem pouco a pouco se quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus
distanciara e em tortura ela parecia ter passado para dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo?
o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Qualquer movimento seu e pisaria numa das
Botânico, tranquilo e alto, lhe revelava. Com horror crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia
descobria que pertencia à parte forte do mundo — e aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-
que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia
Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria entre os frutos do Jardim Botânico.
apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria
mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque pegado em toda a casa! pensou correndo para a
nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. cozinha e deparando com o seu marido diante do café
Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por derramado.
Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara — O que foi?! gritou vibrando toda.

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Ele se assustou com o medo da mulher. E de


repente riu entendendo: I- É mulher ativa, que dedica a sua vida à família e
— Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele à manutenção da casa.
parecia cansado, com olheiras. II- É mulher organizada e firme em tudo que faz.
Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a III- Além de mãe e dona de casa, trabalha também
com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido em um escritório.
afago. IV- Sente falta de ocupação para sua mente na maior
— Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse parte do tempo.
ela. V- Representa o estereótipo da mulher que desiste e
— Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar esquece de si mesma para se concentrar apenas na
um estouro, respondeu ele sorrindo. família.
Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de
tarde alguma coisa tranquila se rebentara, e na casa São características da personagem Ana presentes
toda havia um tom humorístico, triste. É hora de no conto a(s) proposição(ções):
dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era
seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da A) I, II e V apenas
mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, B) I, II, IV e V apenas
afastando-a do perigo de viver. C) I, II, III e IV apenas
Acabara-se a vertigem de bondade. D) II e V apenas
E, se atravessara o amor e o seu inferno, E) I, II, III, IV e V.
penteava-se agora diante do espelho, por um
instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se QUESTÃO 3
deitar, como se apagasse uma vela, soprou a
pequena flama do dia. Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras
ou (F) falsas.
Texto extraído no livro “Laços de Família”, de Clarice
Lispector, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998, pág.
19, incluído entre “Os cem melhores contos brasileiros ( ) Ao fazer uma reflexão acerca da "vida de adulto"
do século”, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, que construíra, é notória a insatisfação de Ana.
seleção de Ítalo Moriconi. ( ) A repetição da frase "Assim ela o quisera e
escolhera" sublinha a responsabilidade de Ana pelo
QUESTÃO 1 modo como vivia, e também a sua acomodação ".
( ) O cego que mascava goma provocou uma
revelação, uma mudança na vida de Ana, pois estava
Sobre o texto é possível afirmar: pela primeira vez ,em muito tempo, diante de "uma
vida cheia de náusea doce", autêntica, cheia de coisas
I– O texto é uma narrativa em terceira pessoa. O inesperadas, de beleza e sofrimento.
narrador é onisciente, tendo acesso a emoções, ( ) A ânsia permaneceu quando ela, Ana, regressou
sentimentos e monólogos interiores das personagens. a casa, a "alma batia-lhe no peito", e embora o
II- A trama gira em torno de Ana, a protagonista, uma mundo parecesse, de repente, "sujo, perecível",
mãe, esposa e dona de casa que ocupa o seu tempo também parecia "seu", chamando-a, tentando-a,
cuidando da família e das tarefas domésticas. convidando-a a tomar parte nele.
III- Ainda que surjam outras personagens como o ( ) As frases que encerram o conto sublinham o modo
filho, o marido, e o homem cego que ela vê através como Ana parece voltar a se afundar na alienação de
da janela do bonde, Ana é a única personagem a antes.
quem a autora confere densidade psicológica.
IV– Segundo a narrativa, é possível acompanhar o A sequência correta de cima para baixo é:
cotidiano da vida de Ana e os vários estados de
espírito que tomam conta dela, bem como é possível A) V–F–F–V–V
perceber, na história, uma epifania que a faz repensar B) V–V–V–V–V
toda a sua vida. C) F – V- V – F – F
D) V–V–V–V–F
É verdade o que se afirma em: E) F–V–V–V–F
A) I e III apenas
B) II e IV apenas QUESTÃO 4
C) I, II, III apenas
D) II, III e IV apenas Analise as proposições abaixo, considerando o conto
E) I, II, III e IV de Clarice Lispector:

QUESTÃO 2 I- Ana simboliza a dona de casa de classe média que,


tal como inúmeras mulheres pelo mundo a fora,
Sobre a personagem Ana, analise as proposições cumpriu com as expectativas sociais, casando e
abaixo: constituindo família.

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PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

II- A visão do cego mascando goma no escuro, de QUESTÃO 7


forma mecânica, repetitiva, sem conseguir enxergar
aquilo que o rodeia, parece ser metáfora do jeito que Analise as proposições abaixo, considerando o texto:
Ana vivia.
III- Talvez por se rever naquele homem, ou por tomar I- No período “Apesar de ter usado poucos ovos,
consciência súbita do mundo em redor, Ana subverte o jantar estava bom”, o conectivo destacado expressa
a sua rotina, quebra os ovos do jantar com o susto, uma ideia de concessão.
sai na estação errada do bonde e dá um passeio no II- No período “Num gesto que não era seu, mas
Jardim Botânico, esquecendo suas obrigações. que pareceu natural, segurou a mão da mulher,...” o
IV- É o amor, título do conto, que conduz Ana. conectivo destacado expressa uma ideia de oposição.
III- No período “Sentia-se banida porque nenhum
São verdadeiras as proposições: pobre beberia água nas suas mãos ardentes.”, o
conectivo destacado expressa uma ideia de
A) I, III e IV apenas consequência.
B) I, II e III apenas IV- No período “Como um lavrador.”, o conectivo
C) III e IV apenas destacado expressa ideia de conformidade.
D) I, II, III e IV. V- No período “Enquanto não chegou à porta do
E) II e IV apenas edifício, parecia à beira de um desastre.”, o conectivo
destacado expressa uma ideia de tempo.
QUESTÃO 5
São verdadeiras as proposições:
Analise as frases abaixo, retiradas do texto.
A) I, II e III apenas.
1- “Os filhos de Ana eram bons, uma coisa B) II, III, IV e V apenas.
verdadeira e sumarenta.” C) I, II e V apenas
2- “Ao redor havia uma vida silenciosa...” D) I, IV e V apenas
3- “...levando-a consigo sem olhar para trás...” E) I, III e V apenas

Os termos destacados exercem, respectivamente, QUESTÃO 8


a função sintática de:
Analise as proposições abaixo:
A) Sujeito composto – sujeito simples – objeto direto
B) Sujeito simples – objeto direto – objeto direto. 1- No período “Era verão, seria inútil obrigá-las a
C) Sujeito composto – sujeito simples – objeto dormir...”, a oração destacada não tem sujeito.
indireto 2- Na oração “A cidade estava adormecida e
D) Sujeito simples – objeto direto – objeto indireto quente.”, o predicado é nominal.
E) Sujeito composto – objeto direto – objeto direto 3- Na oração “vieram os irmãos e suas
mulheres,”, os termos destacados são classificados
sintaticamente como sujeitos.
4- Na oração “Ana subiu no bonde”, o verbo “subir”
é transitivo indireto e a expressão “no bonde” é
QUESTÃO 6 objeto indireto.
5- Na oração “Depositou o volume no colo...”, o
Analise as frases abaixo, retiradas do texto: verbo depositar é transitivo direto e a expressão “no
bonde” é objeto direto.
 “...seu corpo engrossara um pouco e era de se
ver o modo como cortava...” São verdadeiras:
 “Como se soubesse de um mal...”
 “Não foi nada, disse, sou um desajeitado“ A) Apenas duas proposições.
 “...levando-a consigo sem olhar para trás...” B) Apenas três proposições
 “Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta....” C) Apenas quatro proposições
D) Todas as proposições são verdadeiras
As palavras destacadas nas frases acima são, E) Todas as proposições são falsas.
respectivamente, classificadas morfologicamente
como: QUESTÃO 9

A) Verbo – advérbio – adjetivo – advérbio – adjetivo. Na oração “Ela apaziguara tão bem a vida,” a
B) Adjetivo – adjetivo – verbo – verbo – adjetivo. palavra destacada pode ser substituída sem alteração
C) Verbo – adjetivo – adjetivo – verbo – adjetivo de sentido por:
D) Verbo – adjetivo – adjetivo – advérbio – adjetivo.
E) Adjetivo – advérbio – adjetivo – advérbio – A) Tranquilizara, pacificara
adjetivo. B) Acirrara, agravara

6
PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

C) Intensificara, gritara Para calcular quantas polegadas possui a tela de uma


D) Vivera, comemorara TV (formato retangular) é feita uma medição
E) Sonhara, pacificara considerando a diagonal da tela, ou seja, o tamanho
da tela é medido calculando a distância em polegadas
QUESTÃO 10 do canto esquerdo inferior ao canto direito superior
ou canto direito inferior ao canto esquerdo superior.
Leia o trecho abaixo: Uma TV (formato retangular) possui 121 centímetros
de largura e 68 centímetros de altura, determine
quantas polegadas aproximadamente possui essa TV
sabendo que 1 polegada é equivalente a 2,54
centímetros.

A) 55
B) 65
C) 49
D) 42
E) 32

QUESTÃO 14

Para organizar várias caixas em pilhas com o mesmo


número de caixas em cada pilha, um funcionário
A figura de linguagem que predomina no trecho público verificou que se organizasse as caixas em
acima é: pilhas com 8 caixas cada uma ou em pilhas com 6
caixas cada uma ou em pilhas com 5 caixas cada uma
A) Hipérbole sempre sobrariam 3 caixas. Sendo assim qual o
B) Eufemismo número de caixas que o funcionário estava
C) Catacrese organizando no almoxarifado?
D) Paradoxo
E) Prosopopeia A) 27
B) 33
MATEMÁTICA C) 123
D) 303
QUESTÃO 11 E) 103

Considerando todos os ANAGRAMAS da palavra QUESTÃO 15


ARAMARI, quantos deles começam com a letra “M” e
terminam com a letra “I”? Num evento beneficente os associados compraram
bilhetes para participar do sorteio de uma bicicleta, o
A) 5040 Senhor Fortunato Sortudo comprou 81 bilhetes do
B) 720 total de bilhetes ofertados tentando obter sucesso e
C) 120 ganhar a tão cobiçada bicicleta. Sabendo que o
D) 10 Senhor Fortunato Sortudo tem a probabilidade de 3%
E) 1 de ser sorteado, qual o total de bilhetes que estão
disponíveis no evento?
QUESTÃO 12
A) 2700
Uma circunferência com medida de raio “R” possui B) 810
área “A” e comprimento “C”, dobrando o valor da C) 270
medida do raio dessa mesma circunferência, a área D) 30
ficará multiplicada por “X” e o comprimento ficará E) 27
multiplicado por “Y”. Quais os valores de “X” e “Y”
respectivamente? CONHECIMENTOS GERAIS ATUALIDADES

A) 4 e 2
B) 2 e 4 QUESTÃO 16
C) 1 e 4
D) 4 e 4 Qual o nome do Ministro da Saúde que iniciou o
E) 2 e 2 Governo De Jair Messias Bolsonaro?
A) Nelson Teich.
QUESTÃO 13 B) Marcelo Castro.
C) Eduardo Pazuello.

7
PROVA OBJETIVA Prefeitura Municipal de Aramari – Ba.

D) Luiz Henrique Mandetta.


E) Ricardo Barros. A) Operação Zelotes.
B) Operação Pataxó.
QUESTÃO 17 C) Operação Igarapé.
D) Operação Terra Forte.
Ela é classificada como agência reguladora, sob forma E) Operação Casa Verde.
de autarquia – órgão autônomo da administração
pública com personalidade jurídica, patrimônio e CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
receita próprios – e é vinculada ao Ministério da
Saúde. QUESTÃO 21

A que o texto acima se refere: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB


9394/6), traz em seu Art. 1º A, que a educação
A) Ministério da saúde. abrange os processos formativos que se desenvolvem
B) Vigilância Sanitária. na vida familiar, na convivência humana, no trabalho,
C) Secretaria de Saúde. nas instituições de ensino e pesquisa, nos
D) ANVISA. movimentos sociais e organizações da sociedade civil
E) Fundo Nacional de Saúde. e nas manifestações culturais. Tendo como base a
LDB e partindo dos princípios e fins da Educação
QUESTÃO 18 Nacional, o ensino deverá ser ministrado com base
nos seguintes princípios, exceto:
Desenvolvido para amparar quem sofreu perdas em
seus rendimentos durante a pandemia, o Auxílio A) Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e
Emergencial hoje está amparando mais de 65 milhões divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber
de pessoas em todo o país. Entretanto, existem ainda B) Gestão democrática do ensino público, na forma
outros benefícios sociais que são oferecidos pelo desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino
Governo. C) Coexistência de instituições públicas e privadas de
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um ensino
Benefício social do Governo. D) Singularidade de ideias e de concepções
pedagógicas
A) TSEE - Tarifa Social de Energia Elétrica. E) Respeito à liberdade e apreço à tolerância
B) PRONATEC - Programa Nacional de Acesso ao
Ensino Técnico e Emprego. QUESTÃO 22
C) Carteira do Idoso.
D) Bolsa Família. Segundo a LDB, a educação, dever da família e do
E) Caixa Tem. Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos
ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o
QUESTÃO 19 pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para
“__________ arrasta-se em uma crise que piora a o trabalho. O dever do Estado com educação escolar
cada dia. Atualmente, o país encontra-se em uma pública será efetivado mediante a garantia de:
encruzilhada, enfrentando uma crise política em
razão da disputa entre __________ e a oposição a I- A educação básica obrigatória e gratuita dos 5
ele, que denuncia os abusos de poder cometidos pelo (cinco) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada
presidente. Além disso, existem a crise econômica, a da seguinte forma: a) pré-escola; b) ensino
crise humanitária e ainda o risco de uma intervenção fundamental, c) ensino médio.
liderada__________.” II- A educação infantil gratuita às crianças de até 6
Marque a alternativa que preencha os espaços (seis) anos de idade;
acima. III- Atendimento educacional especializado gratuito
A) A Argentina ... / ... Alberto Fernández... / ... pelo aos educandos com deficiência, transtornos globais
Chile. do desenvolvimento e altas habilidades ou
B) A Colômbia... / ... Iván Duque Márquez... / ... pelo superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e
Brasil. modalidades, preferencialmente na rede regular de
C) A Venezuela ... / ... Nicolás Maduro... / ... pelos ensino.
Estados Unidos. IV- Acesso público e gratuito aos ensinos fundamental
D) A Bolívia ... / ... Hugo Chavez ... / ... pelo Perú. e médio para todos os que não os concluíram na idade
E) Nenhuma das alternativas anteriores. própria.
V- Oferta de educação escolar regular para jovens e
QUESTÃO 20 adultos, com características e modalidades
adequadas às suas necessidades e disponibilidades,
Nome da Operação da Policia Federal contra grupo de garantindo-se aos que forem trabalhadores as
exploração de madeira em Terras indígenas. condições de acesso e permanência na escola.

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