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Sistema Tributário Municipal de Corumbá

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Acessar menu Minha ContaServiços LEI COMPLEMENTAR Nº 100, DE 22 DE DEZEMBRO DE

2006.(Vide Lei Complementar nº 324/2023)

DISPÕE SOBRE O SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL E AS NORMAS GERAIS DE DIREITO


TRIBUTÁRIO APLICÁVEIS AO MUNICÍPIO.
Faço saber que a Câmara Municipal de Corumbá aprovou, e Eu, Ruiter Cunha de Oliveira. Prefeito
Municipal, sancionei e promulgo a presente Lei Complementar:

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 1º Esta Lei dispõe, com fundamento nos §§ 3º e 4º do art. 34 dos Atos das Disposições
Constitucionais Transitórias, nos §§ 1º e 2º, bem como os incisos I, II e III, do art. 145 e nos incisos I,
II e III, § 1º, com os seus incisos I e II, § 2º, com os seus incisos I e II e § 3º, com os seus incisos I e
II, do art. 156, da Constituição da República Federativa do Brasil, sobre o sistema tributário
municipal, as normas gerais de direito tributário aplicáveis ao Município, sem prejuízo, com base no
inciso I do art. 30 da Constituição da República Federativa do Brasil, da legislação sobre assuntos de
interesse local, em observância ao inciso II do art. 30 da Constituição da República Federativa do
Brasil, e da suplementação da legislação federal e estadual, no que couber.

LIVRO PRIMEIRO
SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º O Sistema Tributário Municipal é regido:

I - pela Constituição Federal;

II - pelo código tributário nacional, instituído pela Lei Complementar federal nº 5.172, de 25 de
outubro de 1966;

III - pelas demais leis complementares federais, instituidoras de normas gerais de direito tributário,
desde que, conforme prescreve o § 5º do art. 34 dos Atos das Disposições Constitucionais
Transitórias, compatíveis com a novo sistema tributário nacional;

IV - pelas resoluções do Senado Federal;

V - pelas leis ordinárias federais, pela Constituição Estadual e pelas leis complementares e ordinárias
estaduais, nos limites das respectivas competências;

VI - pela Lei Orgânica Municipal.

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.

Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva
obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la:

I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;


II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

Art. 5º Os tributos são Impostos, taxas e contribuição de melhoria decorrente de obras públicas.

TÍTULO II
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 6º O sistema tributário municipal é composto por:

I - impostos:

a) sobre a propriedade predial e territorial urbana;


b) sobre a Transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como
cessão de direitos a sua aquisição;
c) sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no inciso II do art. 155, da Constituição
da República Federativa do Brasil, definidos em lei complementar federal;

II - taxas;

a) em razão do exercício do poder de polícia:

1 - de fiscalização de localização, de instalação e de funcionamento de estabelecimento:


2 - de fiscalização sanitária;
3 - de fiscalização de anúncio;
4 - de fiscalização de funcionamento de estabelecimento em horário extraordinário:
5 - de fiscalização de exercício de atividade ambulante, eventual e feirante;
6 - de fiscalização de obra particular e de parcelamento do solo;
7 - de fiscalização de ocupação e de permanência no solo, em áreas, em vias e em logradouros
públicos;
8 - de fiscalização de veículo de transporte d passageiro;
9 - de fiscalização de aparelho de transporto;

10 - de fiscalização de máquina, de motor e de equipamento eletromecânico;


11 - de fiscalização ambiental pela utilização de recursos ambientais.
12 - de fiscalização e regulação dos serviços públicos; (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 309/2022)

b) pela utilização efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao


contribuinte ou postos a sua disposição:

(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


2 - de serviço de coleta e remoção de resíduos sólidos;
3 - de serviço de conservação de calçamento e pavimentação.

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

CAPÍTULO II
LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 7º Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte é vedado ao Município:

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça:


II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontre em situação equivalente, proibida
qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;
III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes da vigência da lei que os houver instituído ou
aumentados;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
c) antes de decorridos noventa dias em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou,
observado o disposto na alínea "b" deste inciso, ressalvada a fixação da base de cálculo do IPTU -
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.

IV - utilizar tributo, com efeito, de confisco;

V - instituir impostos sobre:

a) patrimônio ou serviços, da União e do Estado;


b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais
dos trabalhadores, das Instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais e periódicos.
e) autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio
aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

§ 1º A vedação para o Município instituir impostos sobre patrimônio ou serviços, da União e do


Estado:

I - não se aplica ao patrimônio e aos serviços:

a) relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a


empreendimentos privados;
b) em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário;

II - não exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem


imóvel.

III - aplica-se, exclusivamente, aos serviços próprios da União e do Estado, bem como aos inerentes
aos seus objetivos, não sendo extensiva ao patrimônio e aos serviços:

a) de suas empresas públicas;


b) de suas sociedades de economia mista;
c) de suas delegadas, autorizadas, permissionárias e concessionárias de serviços públicos;

§ 2º A vedação para o Município instituir impostos sobre templos de qualquer culto, compreende
somente o patrimônio e os serviços relacionados com as suas finalidades essenciais.

§ 3º A vedação para o Município instituir impostos sobre patrimônio ou serviços dos partidos
políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

I - compreende somente o patrimônio relacionado com as finalidades essenciais das entidades


mencionadas;

II - aplica-se, exclusivamente, aos serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades
mencionadas, bem como os, diretamente, relacionados com os objetivos das entidades
mencionadas, previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos:

III - está subordinada à observância, por parte das entidades mencionadas, dos seguintes requisitos;

a) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;
b) aplicarem integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais;
c) manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes
de assegurar a sua exatidão.
§ 4º Na falta de cumprimento do disposto nos incisos I, II e III, "a", "b" e "c", do § 3º ou do § 6º, deste
art. 7º, a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício.

§ 5º A vedação para o Município instituir impostos sobre patrimônio ou serviços, das autarquias e das
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

I - refere-se, apenas, ao patrimônio e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às


delas decorrentes;

II - não se aplica ao patrimônio e aos serviços;

a) relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a


empreendimentos privados;
b) em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário;

III - não exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem
imóvel.

§ 6º A vedação para o Município instituir impostos sobre o patrimônio ou os serviços das entidades
mencionadas no inciso V deste art. 7º, não exclui a tributação, por lei, às entidades nele referidas, da
condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa da prática
de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros.

I - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.

TÍTULO III
IMPOSTOS

CAPÍTULO I
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 8º O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel, por natureza ou acessão física, como definido
na lei civil, localizado na Zona Urbana do Município.

§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal,
observada o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos dois dos
incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público;

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;


II - abastecimento de água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar:
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel
considerado.

§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana,


constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria
ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do § 1º deste art. 8º

§ 3º Os loteamentos das áreas situadas fora da zona urbana, referidos no § 2º deste art. 8º, só serão
permitidos quando o proprietário de terras próprias para a lavoura ou pecuária, interessado em loteá-
las para fins de urbanização ou formação de sítios de recreio, submeter o respectivo projeto à prévia
aprovação e fiscalização do órgão competente do Ministério da Agricultura ou do Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária, conforme o caso.
§ 4º O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU incide, ainda, sobre os
imóveis:

I - edificados com "habite-se", ocupados ou não, mesmo que a construção tenha sido licenciada por
terceiro ou feita em terreno alheio;
II - edificados e ocupados, ainda que o respectivo "habite-se" não tenha sido concedido;
III - localizados fora da zona urbana, utilizados, comprovadamente, como sítio de recreio ou chácara,
mesmo a eventual produção não se destinando ao comércio, desde que situados na zona de
expansão urbana ou urbanizável.

§ 5º As disposições desta lei são extensivas aos imóveis localizados fora da zona urbana que, face à
sua destinação ou área, sejam considerados urbanos para efeito de tributação. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 226/2018)

Art. 9º O fato gerador do imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU ocorre no
dia 1º de janeiro de cada exercício financeiro.

Art. 10. Ocorrendo à propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel, por natureza ou acessão
física, como definido na lei civil, localizado na Zona Urbana, Urbanizável ou de Expansão Urbana do
Município, nasce a obrigação fiscal para com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana - IPTU, independentemente:

I - da validade, da nulidade ou da anulabilidade do ato efetivamente praticado:


II - da legalidade, da moralidade ou da licitude da natureza do objeto do ato jurídico de seus efeitos.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 11. A base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
VVI - Valor Venal do Imóvel.

Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens móveis
mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração,
aformoseamento ou comodidade.

Art. 12. O VVI - Valor Venal do Imóvel será determinado em função dos seguintes elementos,
tomados em conjunto ou separadamente:

I - características do terreno:

a) área e localização;
b) topografia e pedologia;

II - características da construção:

a) área e estado de conservação;


b) padrão de acabamento;

III - características do mercado:

a) preços correntes;
b) custo de produção.

Art. 13. O Executivo procederá, anualmente, através da PGVT - Planta Genérica de Valores dos
Terrenos, à avaliação dos imóveis para fins de apuração do VuTs - Valores Unitários de Metros
Quadrados de Terrenos.
§ 1º O valor venal, apurado mediante lei, será o atribuído ao imóvel para o dia de janeiro do exercício
a que se referir o lançamento.

§ 2º Sem prejuízo da aplicação dos índices de Correção Monetário, nos termos da legislação
especifica, as tabelas da PGVT - Planta Genérica de Valores dos Terrenos, e as Tabelas de VULTS -
Valores Unitários do Metro Quadrado de Construção e de Fatores de Depreciação do Valor da
edificação será passíveis de atualização regular, anual, mediante Lei, a fim de preservar lhes a
compatibilidade com os Valores Venais praticados no mercado, com base no IPCA-E (índice de
Preço ao Consumidor Amplo Especial), ou outro índice Oficial que vier a substituí-lo. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 171/2014)

Art. 14. O VU - Valor Unitário de Metro Quadrado de Terreno, o VUC - Valor Unitário de Metro
Quadrado de Construção, os FCTs - Fatores de Correção de Terreno e os FCCs - Fatores de
Correção de Construção serão obtidos, respectivamente, na TPT - Tabela de Preço de Terreno, na
TPC - Tabela de Preço de Construção, na TFCT - Tabela de Fator de Correção de Terreno e na
TFCC - Tabela de Fator de Correção de Construção, constantes no MGV - Mapa Genérico de
Valores e Alíquotas, descriminados no Anexo I desta Lei.

§ 1º O VUT - Valor Unitário de Metro Quadrado de Terreno, de cada zona padrão definido no PGVT -
Planta Genérica de Valores será igual a 75% (setenta e cinco por cento) dos Valores do Metro
Quadrado do Terreno definido para cada Zona Padrão, contida na tabelo 1.1.4. do Anexo I desta Lei.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 183/2014)

§ 2º O VUC - Valor Unitário de Metro Quadrado da Construção será definido pela tabela do Sindicato
da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (SINDUSCON/MS), conforme a tabela 1.3.6 do
Anexo I desta Lei, referente ao mês de dezembro do ano anterior.

§ 3º O Valor Unitário de Metro Quadrado previsto no § 1º poderá sofrer redução de até 25% (vinte e
cinco por cento), em relação aos valores do metro quadrado definido para cada Zona Padrão, na
forma estabelecida em Decreto. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

Art. 15. O VVT - Valor Venal de Terreno resultará da multiplicação da VZP - Valor da Zona Padrão
pela Tf - Testada Fictícia do Terreno e pelos FCTs - Fatores de Correção de Terreno, previstos no
Anexo I desta Lei, serão aplicáveis, de acordo com as características do terreno, conforme a fórmula
abaixo:

VVT = Vzp x Tf x (FCTs)

§ 1º O VZP - Valor da Zona Padrão é o produto da VUT - Valor Unitário de Metro Quadrado de
Terreno pela Pp - Profundidade Padrão, da seguinte forma:

I - Para os imóveis edificados, como definida no item 1.1.2 do anexo I desta Lei. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 250/2019)

(Redação dada pela Lei Complementar nº 134/2009) (Inciso II revogado pela Lei Complementar
nº 141/2010)

III - Para os imóveis não edificados, no cálculo do VZP, não utilizar informação da profundidade
padrão constante do item 1.1.2 do anexo I e, em seu lugar, utilizar a metragem de Profundidade
Real, cadastrada no Cadastro Imobiliário Municipal. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 250/2019)

IV - Para os imóveis não edificados não utilizar o cálculo da testada fictícia da tabela 1.1.1 e em seu
lugar, utilizar a Testada Real, cadastrada no Cadastro Imobiliário Municipal. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 250/2019)

§ 2º O VUT - Valor Unitário de Metro Quadrado de Terreno, de cada Zona Padrão estará definido na
PGVT - Planta Genérica de Valores e corresponderá:
I - ao da face de quadra da situação do imóvel;

II - no caso de imóvel com duas ou mais esquinas ou de duas ou mais frentes, ao do logradouro
relativa à frente indicada no título de propriedade ou, na falta deste, ao do logradouro de maior valor;

III - em se tratando de terreno interno, ao do logradouro que lhe dá acesso ou, havendo mais de um
logradouro de acesso, ao do logradouro de maior valor;

IV - em relação a terreno encravado, ao do logradouro correspondente à servidão de passagem.

§ 3º Para os efeitos desta Lei, consideram-se:

I - terreno de duas ou mais frentes, aquele que possui mais de uma testada para logradouros
públicos;

II - terreno de fundo ou vila, aquele localizado em vila, passagem, travessa ou local assemelhado,
acessório de malha viária do Município ou de propriedade de particulares;

III - terreno encravado, aquele que não se comunica com a via pública, exceto por servidão de
passagem por outro imóvel;

IV - terreno de frente, aquele que possui uma testada para logradouro público.

§ 4º No cálculo do VVT - Valor Venal de Terreno, no qual exista prédio em condomínio, será
considerada a FITC - Fração Ideal de Terreno Comum correspondente a cada unidade autônoma,
conforme a fórmula abaixo:

FITC = T x U/C onde:

FITC = Fração Ideal de Terreno Comum


T = Área Total de Terreno do Condomínio
U = Área Construída da Unidade Autônoma

C - = Área Total Construída do Condomínio

§ 5º Para os efeitos deste imposto considera-se imóvel sem edificação, o terreno e o solo sem
benfeitoria ou edificação, assim entendido também o imóvel que contenha;

I - construção temporária ou provisória que possa ser removida sem destruição ou alteração;
II - construção em andamento ou paralisada;
III - construção interditada, condenada, em ruínas, ou em demolição;
IV - prédio em construção, até a data em que estiverem prontos para habitação;
V - construção que a autoridade competente considere inadequada quanto à área ocupada, para a
destinação ou utilização pretendida;
VI - terrenos edificados, cujo VVC - Valor Venal de Construção não alcance a 10% (dez por cento) do
VVT - Valor Venal do respectivo terreno, à exceção daquele de:

a) uso próprio, exclusivamente residencial, cujo terreno, nos termos da legislação específica, não
seja divisível;
b) uso residencial associado à produção de hortifrutigranjeiros, cuja área destinada a este fim, não
seja inferior a 2/3 (dois terços) da área do terreno;
c) uso não residencial vinculado ao alvará de funcionamento, cuja área destinada a este fim não seja
inferior a 2/3 (dois terços) da área do terreno.

Art. 16. O VVC - Valor Venal de Construção resultará da multiplicação VTE - Valor Total da
Edificação pelos FCCs - Fatores de Correção de Construção, previstos no Anexo 1 desta Lei,
aplicáveis de acordo com as características da Construção, conforme a fórmula abaixo:

VVC= VTE x FCCs


Art. 17. A VTE - Valor Total da Edificação será obtido pela formula:

VTE = (Ae x VuC) + (Ac x 0,7 x VuC)

§ 1º Ae - Área Edificada será obtida através da medição dos contornos extemos das paredes ou, no
caso de pilotis, da projeção do andar superior ou da cobertura, de cada pavimento.

a) Os porões, jiraus, terraços, mezaninos e piscinas serão computados na área edificada,


observados as disposições regulamentares.
b) As edificações condenadas ou em minas e as construções de natureza temporária não serão
consideradas como área edificada.

§ 2º Ac - Área Coberta será obtida através da medição dos contornos extemos das áreas com
coberturas e que não possuem fechamentos em pelo menos em uma das laterais.

a) No caso de cobertura de postos de serviços e assemelhados será considerada como área coberta
a sua projeção sobre o terreno.

Art. 18. No cálculo da Ae - Área Edificada, no qual exista prédio em condomínio, será acrescentada,
à APC - Área Privativa de Construção de cada unidade, a parte correspondente das ACC - Áreas
Construídas Comuns em função de sua QP - Quota-Parte.

Parágrafo único. A QPACC - Quota-Parte de Área Construída Comum correspondente a cada


unidade autônoma, será calculada conforme a fórmula abaixo:

QPACC = TxU/C onde:

QPACC - Quota-Parte de Área Construída Comum


T = Área Total Comum Construída do Condomínio
U = Área Construída da Unidade Autônoma

C - = Área Total Construída do Condomínio

Art. 19. O VUC - Valor Unitário de Metro Quadrado de Construção será equivalente a 75% (setenta e
cinco por cento) dos Valores do Metro Quadrado da Construção, definido para cada Tipo de Padrão
de Acabamento, contida na tabela 1.3.6. do Anexo I desta Lei. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 183/2014)

Parágrafo único. O Valor Unitário de Metro Quadrado da Construção poderá sofrer uma redução de
até 40% (quarenta por cento), em relação aos valores do metro quadrado definido para cada Tipo de
Padrão de Acabamento, na forma estabelecida em Decreto. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 169/2013)

Art. 20. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU será calculado através da
multiplicação do VVI - Valor Venal do Imóvel com a ALC - Alíquota Correspondente e FCDs - Fator
de Correção e Distorção dos Padrões de Acabamento, conforme a fórmula abaixo:
ar
IPTU = VVI x ALC x FCDs

Art. 21. O VVI - Valor Venal do Imóvel, no qual não exista prédio em condomínio, será calculado
através somatório do VVT - Valor Venal do Terreno com o VVC - Valor Venal da Construção,
conforme a fórmula abaixo:

VVI - = (VVT) + (VVC)

Art. 22. O VVI - Valor Venal do Imóvel, no qual exista prédio em condomínio, será calculado através
somatório do VVT - Valor Venal do Terreno mais a FITC - Fração Ideal de Terreno Comum
correspondente a cada unidade autônoma, com o VVC - Valor Venal da Construção mais a QPACC -
Quota-Parte de Área Construída Comum correspondente a cada unidade autônoma, conforme a
fórmula abaixo:

VVI= (VVT + FITC) + (VVC+ QPACC)

Art. 23. As ALCs - Alíquotas Correspondentes são:

I - para imóveis não-edificados ou terrenos: 3,0% (três vírgula zero por cento).

II - para imóveis edificados ou construídos: serão progressivas em razão do VVC - Valor Venal da
Construção, fracionadas por faixas, com base em Tabela 1.5.2 e descritas nos itens 1.5.3 e 1.5.4 do
Anexo I desta Lei.

Art. 24. Não será permitido ao Município, em relação ao imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana - IPTU:

I - adotar como base de cálculo a superfície do imóvel ou o "status" econômico de seu proprietário;
II - a fixação de adicional progressivo em função do número de imóveis do contribuinte:
III - mediante decreto, proceder a sua atualização em percentual superior aos índices oficiais de
correção monetária divulgados pelo Governo Federal.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 25. Contribuinte do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 26. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador do Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU ou por estarem expressamente designados, são
pessoalmente solidários pelo pagamento do imposto:

I - O adquirente do imóvel, pelos débitos do alienante, existentes à data do título de transferência,


salvo quando conste deste a prova de sua quitação, limitada esta responsabilidade, nos casos de
arrematação em hasta pública, ao montante do respectivo preço;

II - O espólio, pelos débitos do "de cujus", existentes à data da abertura da sucessão;

III - O sucessor, a qualquer título, e o cônjuge meeiro, pelos débitos do "de cujus" existentes à data
da partilha ou da adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do legado ou
da meação;

IV - A pessoa jurídica que resultar da fusão, transformação ou incorporação de outra, ou em outra,


pelos débitos das sociedades fundidas, transformadas ou incorporadas existentes à data daqueles
atos;

V - A pessoa natural ou jurídica que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou de
estabelecimento comercial, industrial ou de serviço, e continuar a exploração do negócio sob a
mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, pelos débitos do fundo ou do
estabelecimento adquirido, existentes à data da transação.

§ 1º Quando a aquisição se fizer por arrematação em hasta pública ou na hipótese do inciso III deste
artigo, a responsabilidade terá por limite máximo, respectivamente, o preço da arrematação ou o
montante do quinhão, legado ou meação.
§ 2º O disposto no inciso III deste artigo aplica-se nos casos de extinção de pessoas jurídicas,
quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente ou se
espólio, com a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 27. O lançamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU será
anual, efetuado de ofício pela autoridade fiscal, nas formas e condições estabelecidas por Decreto.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2019)
Art. 28. O lançamento será feito de ofício pela autoridade fiscal, com base nas informações e nos
dados levantados pelo órgão competente, ou em decorrência dos processos de "Baixa e Habite-se",
"Modificação ou Subdivisão de Terreno" ou, ainda, tendo em conta as declarações do sujeito passivo
e de terceiros

§ 1º O lançamento poderá ser feito para cada unidade imobiliária autônoma.

§ 2º A critério da Administração Tributária, outros tributos municipais poderão ser lançados juntos
com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.

§ 3º Verificada no Cadastro Imobiliário - CIMOB a falta de dados necessários ao lançamento do


Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU, de imóvel cadastrado ou não, bem
como nos casos de reforma ou modificação do uso, sem a prévia licença do órgão competente, o
lançamento será efetuado com base nos dados apurados mediante o devido procedimento fiscal.

§ 4º A retificação ou alteração de tributo já lançado, quando acarretar sua redução ou exclusão,


dependerá de iniciativa do contribuinte e fundamentada demonstração do erro da Administração
Tributária.

§ 5º Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário


competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do imóvel, com base nas quais poderá ser
lançado o imposto. (Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 29. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU será lançado em nome de
quem constar o imóvel no CIMOB - Cadastro Imobiliário.

Art. 30. O recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU, das
TSPEDs - Taxas de Serviços Públicos Específicos e Divisíveis e dos PPs - Preços Públicos, quando
estes últimos forem com ele cobrados, será efetuado através da rede bancária e/ou outros
estabelecimentos devidamente autorizados pela Prefeitura.

Parágrafo único. O número de parcelas, a data de vencimento e o percentual de desconto do tributo


devido, respeitado o limite de 30%, serão definidos através de Decreto do Poder Executivo.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 123/2009)

CAPÍTULO II
IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" A QUALQUER TÍTULO, POR ATO
ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS, POR NATUREZA OU ACESSÃO FÍSICA, E DE DIREITOS REAIS
SOBRE IMÓVEIS, EXCETO OS DE GARANTIA, BEM COMO CESSÃO DE DIREITOS A SUA
AQUISIÇÃO.

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 31. O Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia,
bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição
- ITBI, tem como fato gerador:

I - A transmissão "inter vivos", a qualquer título, por Ato Oneroso:

a) Da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis, por natureza ou por acessão física, conforme
definido no Código Civil;
b) De direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia:

II - A cessão de direitos relativos às transmissões referidas nas alíneas do inciso I deste art. 31.

Parágrafo único. O imposto refere-se a atos e contratos relativos a imóveis situados no território do
Município, ainda que a mutação patrimonial ou a cessão dos direitos respectivos decorram de
contrato realizado fora deste Município, inclusive no estrangeiro. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 250/2019)

Art. 32. O imposto incide sobre as seguintes mutações patrimoniais:

I - A compra e a venda, pura ou condicional, de imóveis e de atos equivalentes:


II - Os compromissos ou promessas de compra e venda de imóveis, sem cláusulas de
arrependimento, ou a cessão de direitos dele decorrentes;
III - O uso, o usufruto e a habitação;
IV - A dação em pagamento:
V - A permuta de bens imóveis e direitos a eles relativos;
VI - A arrematação e a remição;
VII - O mandato em causa própria e seu substabelecimento, quando estes configurem transação e o
instrumento contenha os requisitos essenciais à compra e à venda;
VIII - A adjudicação, quando não decorrente de sucessão hereditária;
IX - A cessão de direitos do arrematante ou adjudicatário, depois de assinado o auto de arrematação
ou adjudicação;
X - Incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica, ressalvados os casos previstos nos incisos I, II e
III do art. 33 seguinte;
XI - Transferência do patrimônio de pessoa jurídica para o de qualquer um de seus sócios, acionistas
ou respectivos sucessores;
XII - Tornas ou reposições que ocorram:

a) nas partilhas efetuadas em virtude de dissolução da sociedade conjugal OU morte, quando o


cônjuge ou herdeiros receberem, dos imóveis situados no Município, quota-parte cujo valor seja
maior do que o da parcela que lhes caberiam na totalidade desses imóveis;
b) nas divisões para extinção de condomínio de imóvel, quando for recebida, por qualquer
condômino, quota-parte material, cujo valor seja maior do que o de sua quota-parte final;

XIII - Instituição, transmissão e caducidade de fideicomisso;


XIV - Enfiteuse e subenfiteuse;
XV - Sub-rogação na clausula de inalienabilidade;
XVI - Concessão real de uso;
XVII - Cessão de direitos de usufruto;
XVIII - Cessão de direitos do arrematante ou adjudicante;
XIX - Cessão de promessa de venda ou cessão de promessa de cessão;
XX - Acessão física, quando houver pagamento de indenização;
XXI - Cessão de direitos sobre permuta de bens imóveis;
XXII - Lançamento em excesso, na partilha em dissolução de sociedade conjugal, a título de
indenização ou pagamento de despesa;
XXIII - Cessão de direitos de opção de venda, desde que o optante tenha direito à diferença de preço
e não simplesmente à comissão;
XXIV - Transferência, ainda que por desistência ou renúncia, de direito e de ação a herança em cujo
montante existe bens imóveis situados no Município;
XXV - Transferência, ainda que por desistência ou renúncia, de direito e de ação a legado de bem
imóvel situado no Município;
XXVI - Transferência de direitos sobre construção em terreno alheio, ainda que feita ao proprietário
do solo;
XXVII - Qualquer ato judicial ou extrajudicial "inter-vivos", não especificado nos incisos de I a XXVI,
deste art. 32, que importe ou resolva em transmissão, a título oneroso, de bens imóveis, por natureza
ou acessão física, ou de direitos sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como a cessão de
direitos relativos aos mencionados atos;
XXVIII - Todos os demais atos e contratos onerosos, translativos da propriedade ou do domínio útil
de bens imóveis, por natureza ou por acessão física, ou dos direitos sobre imóveis.

Art. 33. O Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia,
bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI não incide sobre a transmissão de bens ou
direitos, quando:

I - incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital;

II - Decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses
casos, a atividade preponderante do adquirente for à compra e venda desses bens ou direitos,
locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil;

III - Em decorrência de sua desincorporação o do patrimônio da pessoa jurídica a que foram


conferidos, retornarem aos mesmos alienantes;

IV - Este voltar ao domínio do antigo proprietário por força de retrovenda, retrocessão ou pacto de
melhor comprador.

Parágrafo único. O benefício previsto no inciso I fica limitado ao valor de bens ou direitos
incorporados ao patrimônio de pessoas jurídicas em realização de capital, devendo o valor
excedente, se houver, que constituir crédito do subscritor ou de terceiros, ser tributado. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 34. Não se aplica o disposto nos incisos I e II do art. 33, quando a atividade preponderante do
adquirente for a compra e venda desses bens e direitos, a sua locação ou arrendamento mercantil.

§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante, quando mais de 50% (cinquenta por


cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores à aquisição,
decorrer de transações mencionadas no "caput" deste art. 34.

§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 2 (dois)
anos antes dela, apurar-se-á a preponderância, levando-se em conta os 3 (três) primeiros anos
seguintes à data da aquisição.

§ 3º A inexistência da preponderância de que trata o § 1º deste art. 34 será demonstrada pelo


interessado, quando da apresentação da "Declaração para Lançamento do ITBI", sujeitando-se a
posterior verificação fiscal.

§ 4º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto nos termos da
Lei vigente à data da aquisição dos respectivos bens ou direitos, atualizados monetariamente, sobre
o valor dos bens ou direitos, nessa data. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 5º Fica prejudicada a análise da atividade preponderante, incidindo o imposto quando a pessoa


jurídica adquirente dos bens ou direitos tiver existência em período inferior ao previsto nos §§ 1º e 2º
deste artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 35. Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a
Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos
Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia, bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI no
momento da transmissão, da cessão ou da permuta dos bens ou dos direitos, respectivamente,
transmitidos, cedidos ou permutados.
Art. 36. Ocorrendo à transmissão "inter vivos", a qualquer título, por Ato Oneroso, da propriedade ou
do domínio útil de bens imóveis, por natureza ou por acessão física, conforme definido no Código
Civil, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia, bem como da cessão
onerosa de direitos a sua aquisição, nasce à obrigação fiscal para com o Imposto sobre a
Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou
acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia, bem como Cessão de
Direitos a sua Aquisição - ITBI, Independentemente:

I - Da validade, da invalidade, da nulidade, da anulabilidade, da anulação do ato, efetivamente,


praticado;

II - Da legalidade, da ilegalidade, da moralidade, da imoralidade, da ilcitude e da ilicitude da natureza


do objeto do ato jurídico ou do malogro de seus efeitos.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 37. A base de cálculo do imposto é o VBD - Valor dos Bens ou dos Direitos Transmitidos,
Cedidos ou Permutados, no Momento da Transmissão, da Cessão ou da Permuta.

§ 1º O VBD - Valor dos Bens ou dos Direitos Transmitidos, Cedidos ou Permutados, no Momento da
Transmissão, da Cessão ou da Permuta será determinado pela administração fazendária, através de
avaliação com base nos elementos aferidos no mercado imobiliário ou constantes do CIMOB -
Cadastro Imobiliário ou no valor declarado pelo sujeito passivo, se um destes últimos for maior.

§ 2º O sujeito passivo, antes da lavratura da escritura ou do instrumento que servir de base à


transmissão, é obrigado a apresentar ao órgão fazendário a "Declaração para Lançamento do ITBI,
cujo modelo será instituído por ato do Secretário, responsável pela área fazendária.

Art. 38. Na avaliação do imóvel serão considerados, dentre outros, os seguintes elementos;

I - Situação, topografia e pedologia do terreno;

II - Localização do imóvel;

III - Estado e conservação;

IV - Características internas e externas;

V - Valores de áreas vizinhas ou situadas em zonas economicamente equivalentes:

VI - Custo unitário de construção; e

VII - Valores aferidos no mercado imobiliário.

§ 1º Caberá aos avaliadores, nomeados pelo Prefeito Municipal, que serão, de preferência, três
servidores do município oriundos da Carreira da Auditoria Fiscal Tributária da Prefeitura, à avaliação
dos bens imóveis ou direitos transmitidos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 2º A avaliação do bem ou direito transmitido poderá ser arbitrada, quando o contribuinte não
cumprir as disposições legais previstas nesta Lei ou em caso de unidades autônomas construídas
através de incorporações ou "condomínio fechado", será considerado a situação em que se
encontrar o imóvel na data da avaliação, sem prejuízo das sanções legais.

§ 3º Na situação de "condomínio fechado", onde os recursos para execução da obra sejam de


responsabilidade de cada condômino, a base de cálculo, para fins de avaliação, será a fração ideal
do terreno.
§ 4º Discordando da avaliação, o contribuinte poderá, no prazo de 15 (quinze) dias, contado do
recebimento da Declaração para Lançamento do ITBI avaliada, requerer avaliação contraditória dos
bens imóveis ou direitos transmitidos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 5º O pedido de avaliação contraditória será protocolado como processo administrativo para este fim
junto ao Protocolo Geral da Prefeitura Municipal. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 250/2019)

§ 6º O requerimento de avaliação contraditória deverá ser endereçado à Coordenação onde foi


processada a avaliação, acompanhado da guia de ITBI avaliada, justificando as razões da
discordância com a avaliação fiscal, o que deverá estar acompanhada de Laudo de Avaliação
Imobiliária assinado por técnico habilitado. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 7º A reavaliação do imóvel será procedida por autoridade fiscal diversa da que elaborou a
avaliação impugnada, o qual emitirá parecer fundamentado sobre os critérios utilizados, confirmando
ou retificando a avaliação anterior, assinando em conjunto com o Gerente Imobiliário. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 8º Sendo o caso de retificação da avaliação, o contribuinte deverá anexar, ao processo


administrativo instaurado, nova Declaração para Lançamento do ITBI em substituição da guia
retificada. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 9º O pagamento do ITBI implica na concordância com a avaliação oficial e em renúncia ao


procedimento de avaliação contraditória. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 39. O Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia,
bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI será calculado através da multiplicação do VBD
- Valor dos Bens ou dos Direitos Transmitidos, Cedidos ou Permutados, no Momento da
Transmissão, da Cessão ou da Permuta com a ALC - Alíquota Correspondente, conforme a fórmula
abaixo:

ITBI = VBD X ALC


ar
Art. 40. As ALCs - Alíquotas Correspondentes são:

I - Nas transações e cessões por intermédio do Sistema financeiro de Habitação - SFH:


a) 0,5% (zero vírgula cinco por cento) sobre o valor efetivamente financiado, na aquisição do primeiro
imóvel, conforme Declaração da Instituição Financeira credenciada (Redação dada pela Lei
Complementar nº 226/2018)
b) 2% (dois por cento) sobre o valor restante.

II - 1% (um por cento) nas:

a) instituição de uso e usufruto;


b) transmissão de nua propriedade;
c) instituição de enfiteuse e de transmissão dos direitos do enfiteuta;
d) transmissão de domínio;

III - 2% (dois por cento) nos demais casos.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 41. Contribuinte do Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato
Oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto
os de Garantia, bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI é:
I - Na transmissão de bens ou de direitos, o adquirente ou o transmitente do bem ou do direito
transmitido;

II - Na cessão de bens ou de direitos, o cessionário ou o cedente do bem ou do direito cedido;

III - Na permuta de bens ou de direitos, qualquer um dos permutantes do bem ou do direito


permutado.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 42. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador do Imposto sobre a
Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou
acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia, bem como Cessão de
Direitos a sua Aquisição - ITBI ou por estarem expressamente designados, são pessoalmente
solidários pelo pagamento do imposto;

I - Na transmissão de bens ou de direitos, o adquirente, em relação ao transmitente do bem ou do


direito transmitido;

II - Na transmissão de bens ou de direitos, o transmitente, em relação ao adquirente do bem ou do


direito transmitido;

III - Na cessão de bens ou de direitos, o cessionário, em relação ao cedente do bem ou do direito


cedido;

IV - Na cessão de bens ou de direitos, o cedente, em relação ao cessionário do bem ou do direito


cedido;

V - Na permuta de bens ou de direitos, o permutante, em relação ao outro permutantes do bem ou do


direito permutado;

VI - Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, relativamente aos atos por eles ou
perante eles praticados em razão do seu ofício, ou pelas omissões de que forem responsáveis.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 43. O lançamento do Imposto sobre a Transmissão "Inter-Vivos", a Qualquer Título, por Ato
Oneroso, de Bens Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto
os de Garantia, bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI deverá ter em conta a situação
fática dos bens ou dos direitos transmitidos, cedidos ou permutados, no momento da transmissão, da
cessão ou da permuta.

Art. 44. O lançamento será efetuado levando-se em conta o VBD - Valor dos Bens ou dos Direitos
Transmitidos, Cedidos ou Permutados, no Momento da Transmissão, da Cessão ou da Permuta,
determinado pela administração fazendária, através de avaliação com base nos elementos aferidos
no mercado imobiliário ou constantes do CIMOB - Cadastro Imobiliário ou no valor declarado pelo
sujeito passivo, se um destes últimos for maior.

Art. 45. O Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia,
bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI será recolhido:

I - Até a data de lavratura do instrumento que servir de base à transmissão, à cessão ou à permuta
de bens ou de direitos transmitidos, cedidos ou permutados, quando realizada no Município;

II - No prazo de 15 (quinze) dias:


a) Da data da lavratura do instrumento referido no inciso I, quando realizada fora do Município;
b) Da data da assinatura, pelo agente financeiro, de instrumento da hipoteca, quando se tratar de
transmissão, cessão ou permutas financiadas pelo Sistema Financeiro de Habitação - SFH;
c) Da arrematação, da adjudicação ou da remição, antes da assinatura da respectiva carta e mesmo
que essa não seja extraída;

III - Nas transmissões realizadas por termo judicial, em virtude de sentença judicial, o imposto será
pago dentro de 10 (dez) dias, contados da sentença que houver homologado sem cálculo.

Parágrafo único. Caso oferecidos embargos, relativamente às hipóteses referidas na alínea "c", do
inciso II, deste art. 45, o imposto será pago dentro de 10 (dez) dias, contados da sentença que os
rejeitou.

Art. 46. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a transmissão, a cessão ou a permuta de bens ou de direitos
transmitidos, cedidos ou permutados, com base nas quais poderá ser lançado o imposto.

Art. 47. O Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de Bens
Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de Garantia,
bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI será lançado em nome de qualquer das partes,
da operação tributada, que solicitar o lançamento, ao órgão competente, ou for identificada, pela
autoridade administrativa, como sujeito passivo ou solidário do imposto.

Seção VI
Obrigações Dos Notários e Dos Oficiais de Registros de Imóveis e de Seus Prepostos

Art. 48. Os escrivães, tabeliães, oficiais de notas, de registro de imóveis e de registro de títulos e de
documentos e de quaisquer outros serventuários da justiça, quando da prática de atos que importem
transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos, bem como suas cessões, ficam
obrigados:

I - A exigir que os interessados apresentem comprovante original do pagamento do imposto, o qual


será transcrito em seu inteiro teor no instrumento respectivo;

II - A facilitar, à fiscalização da Fazenda Pública Municipal, o exame, em cartório, dos livros, dos
registros e dos outros documentos e a lhe fornecer, quando solicitadas, certidões de atos que foram
lavrados, transcritos, averbados ou inscritos e concernentes a imóveis ou direitos a eles relativos;

III - No prazo máximo de 15 (quinze) dias do mês subsequente a prática do ato de transmissão, de
cessão ou de permuta de bens e de direitos, a comunicar, à Prefeitura, os seus seguintes elementos
constitutivos:

a) O imóvel, bem como o valor, objeto da transmissão, da cessão ou da permuta;


b) O nome e o endereço do transmitente, do adquirente, do cedente, do cessionário e dos
permutantes, conforme o caso;
c) O valor do imposto, a data de pagamento e a instituição arrecadadora;
d) Cópia da respectiva guia de recolhimento;
e) Outras informações que julgar necessárias.

Parágrafo único. A quitação total de eventuais débitos relacionados ao imóvel transacionado até a
data da operação deverá ser comprovado mediante certidão emitida pela Administração Tributária.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)

CAPÍTULO III
IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (Vide Decreto nº 1123/2013)

Seção I
Fato Gerador e Incidência
Art. 49. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza tem como fato gerador a prestação de
serviços constantes nos itens e subitens da LS - Lista de Serviços, prevista no anexo II desta Lei,
ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador.

§ 1º A LS - Lista de Serviços, embora taxativa e limitativa na sua verticalidade, comporta


interpretação ampla, analógica e extensiva na sua horizontalidade.

§ 2º A interpretação ampla e analógica é aquela que, partindo de um texto de lei, faz incluir situações
análogas, mesmo não, expressamente, referidas, não criando direito novo, mas, apenas,
completando o alcance do direito existente.

§ 3º A Incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN não depende da


denominação dada ao serviço prestado, ao objetivo social, ao objeto contratual, à atividade
econômica, profissional ou social, ao evento contábil, à conta ou subconta utilizados para registros
da receita, mas, tão-somente, de sua identificação simples, literal, específica, explícita e expressa ou
ampla, analógica e extensiva, com os serviços previstos na LS - Lista de Serviços.

§ 4º Para fins de enquadramento na LS - Lista do Serviços:

I - O que vale é a natureza, a "alma", do serviço, sendo irrelevante o nome dado pelo contribuinte;

II - O que importa é a essência, o "espírito", do serviço, ainda que o nome do serviço não esteja
previsto, literalmente, na LS - Lista de Serviços.

§ 5º O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se
tenha iniciado no exterior do País.

§ 6º Ressalvadas as exceções expressas na LS - Lista de Serviços, os serviços nela mencionados


não ficam sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações
de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, ainda que sua
prestação envolva fornecimento de mercadorias.

§ 7º O imposto de que trata esta Lei Complementar incide ainda sobre os serviços prestados
mediante a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante
autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário
final do serviço.

§ 8º Ocorrendo a prestação, por pessoa física ou jurídica, com ou sem estabelecimento fixo, de
serviço de qualquer natureza não compreendidos no art. 155, 11, da Constituição da República
Federativa do Brasil, definidos na lista de serviços, nasce a obrigação fiscal para com o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, Independentemente:

I - Da validade, da invalidade, da nulidade, da anulabilidade, da anulação do ato, efetivamente,


praticado;

II - Da legalidade, da ilegalidade, da moralidade, da imoralidade, da licitude e da ilicitude da natureza


do objeto do ato jurídico ou do malogro de seus efeitos.

Art. 50. O imposto não incide sobre:

I - As exportações de serviços para o exterior do País;

II - A prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos diretores e


membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e fundações, bem como dos
sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;
III - O valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos
bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por
instituições financeiras.

Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I deste Art. 50, os serviços desenvolvidos
no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.
Art. 51. O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do estabelecimento prestador
ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas
nos incisos I ao XXIII, quando o imposto será devido no local: (Redação dada pela Lei Complementar
nº 209/2017)

I - Do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde


ele estiver domiciliado, na hipótese do § 5º do art. 49 desta Lei Complementar;

II - Da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços
descritos no subitem 3.04 da LS - Lista de Serviços;

III - Da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e 7.17 da LS - Lista de
Serviços; (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

IV - Da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da LS - Lista de Serviços;

V - Das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços descritos
no subitem 7.05 da LS - Lista de Serviços;

VI - Da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e


destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no
subitem 7.09 da LS - Lista de Serviços;

VII - Da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis,


chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10
da LS - Lista de Serviços;

VIII - Da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.11 da LS - Lista de Serviços;

IX - Do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e


biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da LS - Lista de Serviços;
X - do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem,
colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e serviços congêneres
indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para quaisquer fins e por quaisquer
meios; (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

XI - Da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos


serviços descritos no subitem 7.15 da LS - Lista de Serviços; (Redação dada pela Lei Complementar
nº 169/2013)

XII - Da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos 7.16 no subitem da LS - Lista de
Serviços. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

XIII - Onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no subitem 11.01
da LS - Lista de Serviços;

XIV - dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados,
no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista de serviços; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 209/2017)

XV - Do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos


serviços descritos no subitem 11.04 da LS - Lista de Serviços;
XVI - Da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos
serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da LS - Lista de Serviços;

XVII - do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo
item 16 da lista de serviços; (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

XVIII - Do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, onde ele


estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da LS - Lista de Serviços;

XIX - Da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento, organização e


administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.09 da LS - Lista de Serviços;

XX - Do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso dos


serviços descritos pelo item 20 da LS - Lista de Serviços.

XXI - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09; (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 209/2017)

XXII - do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas administradoras de
cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01 da lista de serviços; (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 209/2017)

XXIII - do domicílio do tomador do serviço do subitem 15.09 (Redação dada pela Lei Complementar
nº 271/2020)

§ 1º No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.03 da LS - Lista Serviços, considera-se
ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja extensão de
ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de locação,
sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não.

§ 2º No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da LS - Lista de Serviços, considera-se
ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja extensão de
rodovia explorada.

§ 3º Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabelecimento prestador nos


serviços executados em águas marítimas, excetuados os serviços descritos no subitem 20.01 da LS -
Lista de Serviços.

§ 4º Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no § 1º, ambos do art. 60º-A desta Lei
Complementar, o imposto será devido no local do estabelecimento do tomador ou intermediário do
serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 209/2017)

§ 5º Ressalvadas as exceções e especificações estabelecidas nos §§ 6º a 12 deste artigo, considera-


se tomador dos serviços referidos nos incisos XXI, XXII e XXIII do caput deste artigo o contratante do
serviço e, no caso de negócio jurídico que envolva estipulação em favor de unidade da pessoa
jurídica contratante, a unidade em favor da qual o serviço foi estipulado, sendo irrelevantes para
caracterizá-la as denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de
representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 271/2020)

§ 6º No caso dos serviços de planos de saúde ou de medicina e congêneres, referidos nos subitens
4.22 e 4.23 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar, o tomador do serviço é a pessoa
física beneficiária vinculada à operadora por meio de convênio ou contrato de plano de saúde
individual, familiar, coletivo empresarial ou coletivo por adesão. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 271/2020)
§ 7º Nos casos em que houver dependentes vinculados ao titular do plano, será considerado apenas
o domicílio do titular para fins do disposto no § 6º deste artigo. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 271/2020)

§ 8º No caso dos serviços de administração de cartão de crédito ou débito e congêneres, referidos


no subitem 15.01 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar, prestados diretamente aos
portadores de cartões de crédito ou débito e congêneres, o tomador é o primeiro titular do cartão.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 9º O local do estabelecimento credenciado é considerado o domicílio do tomador dos demais


serviços referidos no subitem 15.01 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar relativos às
transferências realizadas por meio de cartão de crédito ou débito, ou a eles conexos, que sejam
prestados ao tomador, direta ou indiretamente, por:

I - bandeiras;

II - credenciadoras; ou

III - emissoras de cartões de crédito e débito. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 271/2020)

§ 10 No caso dos serviços de administração de carteira de valores mobiliários e dos serviços de


administração e gestão de fundos e clubes de investimento, referidos no subitem 15.01 da lista de
serviços anexa a esta Lei Complementar, o tomador é o cotista. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 271/2020)

§ 11 No caso dos serviços de administração de consórcios, o tomador de serviço é o consorciado.


(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 12 No caso dos serviços de arrendamento mercantil, o tomador do serviço é o arrendatário, pessoa


física ou a unidade beneficiária da pessoa jurídica, domiciliado no País, e, no caso de arrendatário
não domiciliado no País, o tomador é o beneficiário do serviço no País. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 271/2020)

Art. 52. Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade
de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou
profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, posto de
atendimento, sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser
utilizadas.

§ 1º Unidade Econômica ou Profissional é uma Unidade Física Avançada, não necessariamente de


Natureza Jurídica, onde o prestador de serviço exerce atividade econômica ou profissional.

§ 2º A existência da Unidade Econômica ou Profissional é indicada pela conjunção, parcial ou total,


dos seguintes elementos:

I - Manutenção de pessoal, de material, de mercadoria, de máquinas, de instrumentos e de


equipamentos;

II - Estrutura organizacional ou administrativa;

III - Inscrição em órgãos públicos, inclusive previdenciários;

IV - Indicação como domicílio tributário para efeito de outros tributos;

V - Permanência ou ânimo de permanecer no local, para a exploração econômica ou social da


atividade exteriorizada através da indicação do endereço em impressos, formulários ou
correspondência, contrato de locação de imóvel, propaganda ou publicidade, ou em contas de
telefone, de fornecimento de energia elétrica, de água ou de gás.
Seção II
Base de Cálculo da Prestação de Serviço Sob a Forma de Trabalho Pessoal do Próprio Contribuinte
Art. 53. A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a
prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte será determinada em
função de valor anual fixo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)
Art. 54. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob
a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte (TPPC) será determinado pela respectiva
quantidade de VRM - Valor de Referência do Município constante do anexo III desta lei. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 169/2013)
(Revogado pela Lei Complementar nº 169/2013)

Art. 56. A prestação de serviço sob forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte é o simples
fornecimento de trabalho, por profissional autônomo, com ou sem estabelecimento, que não tenha, a
seu serviço, empregado com a sua mesma qualificação profissional.
Art. 57. Quando a prestação de serviço sob forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte não for
o simples fornecimento de trabalho, por profissional autônomo, com ou sem estabelecimento, tendo,
a seu serviço, empregado com a sua mesma qualificação profissional, a base de cálculo do Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN será determinada, em função de valor anual fixo,
calculado com base no número de profissionais integrantes da sociedade, desde que não possua
caráter empresarial. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

Seção III
Base de Cálculo da Prestação de Serviço Sob a Forma de Trabalho Impessoal do Próprio
Contribuinte e de Pessoa Jurídica Não Incluída Nos Subitens 3.03 e 22.01 da ls - Lista de Serviços

Art. 58. A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a
prestação de serviço sob a forma de trabalho impessoal do próprio contribuinte e de pessoa jurídica
não incluída nos subitens 3.03 e 22.01 da LS - Lista de Serviços, será determinada, mensalmente,
em função do preço do serviço.

Art. 59. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob
a forma de trabalho impessoal do próprio contribuinte e de pessoa jurídica não incluída nos subitens
3.03 e 22.01 LS - Lista de Serviços, será calculado, mensalmente, através da multiplicação do PS -
Preço do Serviço com a ALC - Alíquota Correspondente, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = PS x ALC

Art. 60. As ALCs - Alíquotas Correspondentes são as previstas no anexo III desta lei.

Art. 60-A A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por
cento).

§ 1º O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios tributários ou


financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido ou outorgado, ou sob
qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga tributária menor que a
decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que se
referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 209/2017)

Art. 61. O preço do serviço é a receita bruta a ele correspondente, tudo o que for cobrado em virtude
da prestação do serviço, em dinheiro, bens, serviços ou direitos, seja na conta ou não, inclusive a
título de reembolso, de ressarcimento, de reajustamento ou de outro dispêndio de qualquer natureza,
independentemente do seu efetivo pagamento;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:


b) As mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços, ressalvados os
previstos nos subitens 7.02, 7.05, 9.01, 14.01, 14.03, 14.09 e 17.10, da LS - Lista de Serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Art. 62. Mercadoria:

I - É o objeto de comércio do produtor ou do comerciante, por grosso ou a retalho, que a adquire para
revender a outro comerciante ou ao consumidor;

II - É a coisa móvel que se compra e se vende, por atacado ou a varejo, nas lojas, armazéns,
mercados ou feiras;

III - É todo bem móvel sujeito ao comércio, ou seja, com destino a ser vendido;

IV - É a coisa móvel que se encontra na posse do titular de um estabelecimento comercial, industrial


ou produtor, destinando-se a ser por ele transferida, no estado em que se encontra ou incorporada a
outro produto.

Art. 63. Material:

I - É o objeto que, após ser comercializado, pelo comércio do produtor ou do comerciante, por grosso
ou a retalho, é adquirido, pelo prestador de serviço, não para revender a outro comerciante ou ao
consumidor, mas para ser utilizado na prestação dos serviços previstos na LS - Lista de Serviços;

II - é a coisa móvel que, após ser comprada, por atacado ou a varejo, nas lojas, armazéns, mercados
ou feiras, é adquirida, pelo prestador de serviço, para ser empregada na prestação dos serviços
previstos na LS - Lista de Serviços;

III - É todo bem móvel que, não sujeito mais ao comércio, ou seja, sem destino a ser vendido, por se
achar no poder ou na propriedade de um estabelecimento prestador de serviço, é usado na
prestação dos serviços previstos na LS - Lista de Serviços;

IV - É a coisa móvel que, logo que sai da circulação comercial, se encontra na posse do titular de um
estabelecimento prestador de serviço, destina-se a ser por ele aplicada na prestação dos serviços
previstos na LS - Lista de Serviços.

Art. 64. Subempreitada:

I - É a terceirização total ou parcial de um serviço global previsto na LS - Lista de Serviços;

II - É a terceirização de uma ou de mais de uma das etapas específicas de um serviço geral previsto
na LS - Lista de Serviços.

Art. 65. O preço do serviço ou a receita bruta compõe o movimento econômico do mês em que for
concluída a sua prestação.

Art. 66. Os sinais e os adiantamentos recebidos pelo contribuinte durante a prestação do serviço,
integram a receita bruta no mês em que forem recebidos.

Art. 67. Quando a prestação do serviço for subdividida em partes, considera-se devido o imposto no
mês em que for concluída qualquer etapa contratual a que estiver vinculada a exigibilidade do preço
do serviço.

Art. 68. aplicação das regras relativas à conclusão, total ou parcial, da prestação do serviço,
independe do efetivo pagamento do preço do serviço ou do cumprimento de qualquer obrigação
contratual assumida por um contratante em relação ao outro.
Art. 69. Diferenças resultantes dos reajustamentos do preço dos serviços integrarão a receita do mês
em que sua fixação se tornar definitiva.

Art. 70. Na falta do PS - Preço do Serviço, ou não sendo ele desde logo conhecido, poderá ser
fixado, mediante estimativa ou através de arbitramento.

Subseção I
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 1 e Subitens de 1.01 a 1.08 da Lista de Serviços

Art. 71. Os serviços previstos no item 1 e subitens de 1.01 a 1.08 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desse serviço;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Compilação, fornecimento e transmissão de dados, arquivos e informações de qualquer natureza;

II - Serviços públicos, remunerados por preços ou tarifas;

III - Acesso ao conteúdo e aos serviços disponíveis em redes de computadores, de dados e de


informações, bem como suas interligações e provedores de acesso a "internet" e "intranet";

IV - Elaboração, reformulação, modernização e hospedagem de "sites", "home pages" e páginas


eletrônicas.

Subseção II
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 2 e Subitem 2.01 da Lista de Serviços

Art. 72. Os serviços previstos no item 2 e subitem 2.01 da lista de serviços terão 0 Imposto Sobre
Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento econômico
resultante da prestação desse serviço:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Serviços públicos, remunerados por preços ou tarifas;

II - Serviços de pesquisa de opinião.

Subseção III
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 3 e Subitens 3.01, 3.02 e 3.04 da Lista de Serviços

Art. 73. Os serviços previstos no item 3 e subitens 3.01, 3.02 e 3.04 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Locação e aluguel de bens móveis em geral;

II - Locação e aluguel de barcos, máquinas, equipamentos, instrumentos, aparelhos e demais objetos


em geral;

III - Locação e aluguel de carros, ônibus e demais veículos;

IV - Locação e aluguel de CD, MP3, DVD, VCD e fitas de vídeo;

V - locação e aluguel de aparelho de rádio chamada ou de rádio "beep";

VI - Cessão de direito de uso e de gozo de expressão e de textos de propaganda;

VII - Cessão de direito de uso e de gozo de propriedade comercial, industrial, artística, literária e
musical;

VIII - Cessão de direito de uso e de gozo de patentes;

IX - Cessão de direito de uso e de gozo de demais direitos autorais e de personalidade;

X - Cessão de direito de uso e de gozo de dependências de clubes, de boates, de escolas e de


hotéis para recepção, para cerimonial, para encontro, para evento, para "show", para "ballet", para
dança, para desfile, para festividade, para baile, para peça de teatro, para ópera, para concerto, para
recital, para festival, para "réveillon", para folclore, para quermesse, para feiras, para mostras, para
salões, para congressos, para convenção, para simpósio, para seminário, para treinamento, para
curso, para palestra, para espetáculo, para realização de atividades, de eventos e de negócio de
qualquer natureza;

XI - Acessórios, acidentais e não-elementares de comunicação: aluguel, arrendamento e cessão de


direito de uso e de gozo de linha, de circuito, de extensão, de equipamentos, de telefone, de central
privativa de comutação telefônica, de acessórios, de outros equipamentos e de outros aluguéis;

XII - Postais: caixa postal.

Subseção IV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 4 e Subitens de 4.01 a 4.23 da Lista de Serviços

Art. 74. Os serviços previstos no item 4 e subitens 4.01 a 4.02 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:
I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, os valores da enfermaria, do quarto, do
apartamento, da alimentação, dos medicamentos, das injeções, dos curativos, dos demais materiais
similares e mercadorias congêneres, bem como outros serviços similares, congêneres e correlatos,
tais como:

I - Eletroencefalograma, eletrocardiograma, eletrocauterização, radioscopia e vacinação;

II - Bioquímica;

III - Psicopedagogia;

IV - Farmácia de manipulação;

V - Taxas de inscrição, adesão e vinculação, receitas de convênios e mensalidades percebidas por


planos de saúde, seguros-saúde e cooperativas médicas e odontológicas.

Subseção V
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 5 e Subitens de 5.01 a 5.09 da Lista de Serviços

Art. 75. Os serviços previstos no item 5 e subitens de 5.01 a 5.09 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, os valores da enfermaria, do quarto, do
apartamento, da alimentação, dos medicamentos, das injeções, dos curativos, dos demais materiais
similares e mercadorias congêneres, bem como outros serviços similares, congêneres e correlatos,
tais como;

I - Acupuntura, serviços farmacêuticos, inclusive de manipulação, nutrição, patologia, zoologia;

II - Quimioterapia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, instrumentação cirúrgica,


bancos de óvulos:

III - Corte, apara, poda e penteado de pelos, corte, apara e poda de unhas de patas, depilação,
banhos, duchas e massagens.

Subseção VI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 6 e Subitens de 6.01 a 6.05 da Lista de Serviços
Art. 76. Os serviços previstos no item 6 da lista de serviços terão o Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento econômico resultante da
prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Hidratação de pele e de cabelo:

II - Descoloração, tingimento e pintura de pelos e de cabelos.

Subseção VII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 7 e Nos Subitens 7.01 a 7.20 da Lista de Serviços.
Art. 77. Os serviços previstos no item 7 e nos subitens 7.01 a 7.20 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - A colocação de pisos e de forros, com material fornecido pelo usuário final do serviço;

II - Limpeza, manutenção e conservação de saunas;

III - Aplainar, vedar, lixar, limpar, encerar e envernizar pisos, paredes e divisórias;

IV - Incineração de resíduos tóxicos, venenosos e radioativos;

V - Esgotamento sanitário;

VI - Limpeza de dutos, condutos e tubos de fogão, fornalha e lareira;

VII - Limpeza, manutenção, reparação, conservação e reforma de ferrovias, de hidrovias e de


aeroportos;

VIII - Planejamento e projeto paisagístico, construção de canteiros, ornamentação, adorno,


embelezamento, enfeite, planejamento e projeto estético e funcional, de ambientes;

IX - Aviação e pulverização agrícola;

X - Potalização e fornecimento de água;

XI - Arborização, reposição de árvores, plantio, replantio e colheita;

XII - Colocação de espeques e de escoras, construção de canais para escoamento de águas pluviais
e plantação de árvores para conter enxurradas;

XIII - Implosão.
§ 2º Na prestação dos serviços previstos nos subitens 7.02 e 7.05 da lista de serviços, o
fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços e contribuinte do ICMS fora do
local da prestação dos serviços, não compõe a base de cálculo do imposto sobre serviços de
qualquer natureza, ficando sujeito apenas ao ICMS. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 134/2009)

§ 3º A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza relativa aos serviços dos
subitens 7.02 e 7.05 da lista de serviços, poderá ser reduzida do valor dos materiais fornecidos pelo
prestador dos serviços, desde que seja comprovada a sua aplicação na obra por documento hábil e
idôneo emitido em decorrência da prestação do serviço.

§ 4º Para os efeitos do disposto no § 3º deste artigo, consideram-se materiais fornecidos pelo


prestador do serviço, aqueles que permanecerem incorporados à respectiva obra após a sua
conclusão.
§ 5º A exclusão dos materiais da base de cálculo, prevista no § 3º deste artigo, quando não
comprovado o seu valor, ou quando a documentação comprobatória apresentada não mereça fé,
poderá ser arbitrada pelo Fisco municipal mediante processo regular. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 134/2009)

§ 6º Caso o percentual de retenção do imposto na fonte, realizada pelos responsáveis tributários, na


forma dos artigos 140 a 146 desta Lei, seja superior ao efetivamente empregado na obra,
devidamente comprovado, o contribuinte poderá compensar a diferença no seu imposto a recolher,
observadas as seguintes condições:

I - A compensação será realizada diretamente com o imposto a pagar nos meses subsequentes ao
da retenção;

II - O valor a ser compensado em cada mês não poderá ultrapassar a 50% (cinquenta por cento) do
imposto a pagar em cada mês;

III - O valor total do crédito a ser compensado, bem como o valor de cada parcela e o número de
prestações deverá ser declarado em campo próprio da Declaração Mensal de Serviços - DMS;

IV - O valor do imposto compensado em cada mês deverá ser anotado em campo próprio do DAM
usado para o recolhimento.

§ 7º Somente poderão ser compensados, na forma deste artigo, os valores retidos a maior,
referentes a fatos geradores ocorridos a partir da vigência desta Lei.

§ 8º A extinção do crédito tributário por meio da compensação prevista neste artigo, fica
condicionada à homologação por parte do Fisco Municipal. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 114/2007)

Art. 78. Na execução, por administração, de construção civil, de obras hidráulicas e de outras obras
semelhantes:

I - Também chamada de "preço de custo", a responsabilidade é dos proprietários ou dos adquirentes,


que pagam o custo integral do serviço;

II - A construtora constrói e administra a obra, encarregando-se da execução do projeto, pagando o


beneficiário um valor mensal que corresponde ao preço de custo da obra, que pode ser fixo ou
percentual sobre seus custos;

III - O construtor assume, apenas, a direção e a responsabilidade pela obra, prestando os serviços,
não arcando com qualquer encargo econômico pela obra.

Art. 79. Na execução, por empreitada, de construção civil, de obras hidráulicas e de outras obras
semelhantes:
I - Há fixação de preço fixo ou de preço reajustável por índices previamente, determinados;

II - A empreitada consiste num contrato de Direito Civil em que uma ou mais pessoas se encarregam
de fazer uma obra, mediante pagamento proporcional ao trabalho executado;

III - O empreiteiro assume os riscos e a responsabilidade pela obra, atuando de maneira autônoma,
arca com os riscos de sua atividade, não tendo qualquer subordinação com o contratante dos
serviços.

Art. 80. Na execução, por subempreitada, de construção civil, de obras hidráulicas e de outras obras
semelhantes:

I - Também chamada de "terceirização", envolve a prestação de serviço delegada a terceiros, que,


no conjunto, irão construir a obra;

II - A construtora, apenas, administra a obra, sendo que os serviços, em sua maior parte, são
prestados por terceiros;

III - O subempreiteiro assume os riscos e a responsabilidade pela obra, atuando de maneira


autônoma, arca com os riscos de sua atividade, não tendo qualquer subordinação com o contratante
dos serviços.

Art. 81. Construção civil é toda obra de edificação, pré-moldada ou não, destinada a estruturar
edifícios de habitação, de trabalho, de ensino ou de recreação de qualquer natureza.

Parágrafo único. Na construção civil para fins de incorporação imobiliária, quando a comercialização
de unidades ocorrer:

I - Antes do registro do bem imóvel em nome do incorporador, mesmo após a liberação do "habite-
se", há incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN;

II - Após o registro do bem imóvel em nome do incorporador, não há incidência do Imposto Sobre
Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN.

III - Em relação aos subitens 7.02, 7.04 e 7.05, na impossibilidade de apuração do valor efetivamente
pago a título de mão-de-obra, ou na falta da emissão de documentos fiscal hábil para a operação ou
do contrato de prestação de serviços, o valor da mão-de-obra será arbitrado pela Municipalidade
através da publicação periódica dos índices e valores de custos regionalizados a serem aplicados na
determinação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN.

IV - Nos casos em que não for possível identificar o prestador de serviços responsável pela
edificação, reforma, demolição ou congênere, e, portanto, não se puder comprovar o preço do
serviço através da emissão de notas fiscais, o cálculo do preço do serviço referente às obras de
construção civil terá por base o enquadramento no custo unitário da construção, em conformidade
com a tabela editada mensalmente pelo SINDUSCON/MS - Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Mato Grosso do Sul, considerando-se os valores vigentes na data da última vistoria anterior
ao lançamento, efetuada pelo Órgão Técnico competente. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

V - Para fins de ARBITRAMENTO do preço do serviço será ainda considerada a modalidade da


construção adotada, sobre a qual será aplicada a alíquota de ISS prevista no Anexo III (Tabela de
Alíquotas do ISSQN) deste CTM. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

VI - Ocorrendo qualquer diferença de preço que venha a ser efetivamente apurada pelo Fisco
Municipal em relação ao declarado pelo sujeito passivo, contribuinte ou responsável solidário,
acarretará a exigibilidade do imposto sobre o respectivo montante. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)
VII - As notas fiscais e contratos apresentados com emissões em períodos anteriores ao
arbitramento serão atualizados pelo CUB Desonerado/MS editado pelo SINDUSCON/MS - Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Mato Grosso do Sul ou por outro que venha a substituí-lo,
oriundo da construção civil. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

VIII - Na conclusão da obra, havendo divergência entre o projeto aprovado e a construção executada,
a diferença do ISSQN antecipadamente lançado e recolhido, deverá ser exigida do sujeito passivo,
mediante lançamento de ofício pela autoridade competente. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

IX - Caso a diferença apurada refira-se a área construída menor do que o projeto aprovado caberá a
restituição ou compensação dos valores pagos à maior, mediante requerimento expresso. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

X - na hipótese de lançamento por homologação, o imposto será calculado sobre o preço dos
serviços, admitindo-se a dedução referente aos materiais aplicados na obra, em observância ao art.
141, §§ 5º e 6º deste código; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

XI - Em se tratando de reforma, considerar-se-á, para fins de cálculo do montante devido, os valores


individualizados constantes no Boletim de Preços previsto no inciso III deste artigo. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 82. Obra hidráulica é toda obra relacionada com a dinâmica das águas ou de outros líquidos,
tendo em vista a direção, o emprego ou o seu aproveitamento, tais como: barragens, diques,
drenagens, irrigação, canais, adutoras, reservatórios, perfuração de poços, artesianos ou semi-
artesianos ou manilhados, destinados à captação de água no subsolo, rebaixamento de lençóis
freáticos, retificação ou regularização de leitos ou perfis de córregos, rios, lagos, praias e mares,
galerias pluviais, estações, centrais, sistemas, usinas e redes de distribuição de água e de esgotos,
centrais e usinas hidráulicas.

Art. 83. Obra semelhante de construção civil é toda;

I - Obra de estrada e de logradouro público destinada a estruturar, dentre outros, vias, ruas, rodovias,
ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, praças, parques, jardins e demais equipamentos urbanos e
paisagísticos:

II - Obra de arte destinada a estruturar, dentre outros, túneis, pontes e viadutos:

III - Obra de instalação, de montagem e de estrutura em geral assentadas ao subsolo, ao solo ou ao


sobressolo ou fixadas em edificações, tais como: refinarias, oleodutos, gasodutos, usinas
hidrelétricas, elevadores, centrais e sistemas de condicionamento de ar, de refrigeração, de vapor,
de ar comprimido, de condução e de exaustão de gases de combustão, estações e centrais
telefônicas ou outros sistemas de telecomunicações e telefonia, estações, centrais, sistemas, usinas
e redes de distribuição de força e luz e complexos industriais;

§ 1º Nas obras de estações e de centrais telefônicas ou de outros sistemas de telecomunicações e


de telefonia, estão incluídos, dentre outros, os serviços acessórios, acidentais e não-elementares de
comunicação: serviço técnico prestado na construção e instalação de bens de propriedade de
terceiros.

§ 2º Nas obras de estações, centrais, sistemas, usinas e redes de distribuição de força e luz, estão
incluídos, dentre outros, os serviços acessórios, acidentais e não-elementares de fornecimento de
energia elétrica: remoção, supressão, escoramento e reaprumação de postes, extensão, remoção,
afastamento e desligamento de linhas e redes de energia elétrica, serviços de corte de cabos, fios e
alteamento de linhas, serviços de operação e manutenção de rede elétrica.

Art. 84. Obra semelhante de obra hidráulica é toda obra assemelhada com a dinâmica das águas ou
de outros líquidos, tendo em vista a direção, o emprego ou o seu aproveitamento.
Art. 85. Os serviços de engenharia consultiva, para construção civil, para obras hidráulicas e para
outras obras semelhantes de construção civil e de obras hidráulicas, são os seguintes:

I - Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade técnica, estudos organizacionais e outros,


relacionados com obra e serviços de engenharia;

II - Elaboração de anteprojetos, projetos básicos e projetos executivos para trabalhos de engenharia;

III - fiscalização e supervisão de obras e serviços de engenharia.

Art. 86. Os serviços auxiliares ou complementares de construção civil, de obras hidráulicas e de


outras obras semelhantes de construção civil e de obras hidráulicas, são:

I - As obras:

a) De terra, abrangendo, dentre outros, estaqueamentos, fundações, escavações, perfurações,


sondagens, escoramentos, enrocamentos e derrocamentos;
b) De terraplenagem e de pavimentação, abrangendo, dentre outros, aterros, desterros e serviços
asfálticos;
c) De concretagem e de alvenaria, abrangendo, dentre outros, pré-moldados e cimentações;

II - Os serviços:

a) De revestimento e de pintura, abrangendo, dentre outros, pisos, tetos, paredes, forros e divisórias;
b) De impermeabilização e de isolamento, abrangendo, dentre outros, temperatura e acústica;
c) De fornecimento e de colocado, abrangendo, dentre outros, decoração, jardinagem, paisagismo,
sinalização, carpintaria, serralharia, vidraçaria e marmoraria;

III - As obras e os serviços relacionados nos itens 7.04, 7.05, 7.08, 7.09, 7.10, 7.11, 7.12, 7.13, 7.14,
7.15, 7.16, 7.18, 7.19, 14.01, 14.03, 14.05, 14.06, 17.08, 32.01 da lista de serviços, quando, etapas
auxiliares ou complementares, forem partes integrantes de construção civil, de obras hidráulicas e de
outras obras semelhantes de construção civil e de obras hidráulicas.

Subseção VIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 8 e Nos Subitens 8.01 e 8.02 da Lista de Serviços

Art. 87. Os serviços previstos no item 8 e nos subitens 8.01 e 8.02 da lista de serviços terá o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desse serviço;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços:

I - Outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

a) cursos livres, alfabetização, pós-graduação, mestrado, doutorado, especial, técnico, profissional,


de formação, especialização, extensão, pesquisa, religioso, artístico, esportivo, musical, militar, de
idiomas, motorista, de defesa pessoal, de culinária, de artesanato e de trabalhos manuais;
b) acessórios, acidentais e não-elementares de comunicação: serviços de transferência de tecnologia
e de treinamento:
II - As mensalidades e as anuidades pagas pelos alunos, inclusive as taxas de inscrição e de
matrícula;

III - As receitas, quando incluídas nas matrículas, nas mensalidades ou nas anuidades, decorrentes
de fornecimento de:

a) uniformes e vestimentas escolares, de educação física e de práticas esportivas, artísticas,


musicais e culturais de qualquer natureza;
b) material didático, pedagógico e escolar, inclusive livros, jornais e periódicos;
c) merenda, lanche e alimentação;

IV - Outras receitas oriundas de:

a) cursos esportivos, artísticos, musicais, educacionais e culturais de qualquer natureza, ministrados,


paralelamente, ao ensino regular, ou em períodos de férias;
b) transportes inframunicipal de alunos, incluindo, também, as excursões, os passeios e as demais
atividades externas, quando prestados com veículos:

1 - De propriedade do estabelecimento de ensino, de instrução, de treinamento e de avaliação de


conhecimentos, de qualquer natureza, bem como de estabelecimentos similares, congêneres e
correlatos;
2 - Arrendados pelo estabelecimento de ensino, de instrução, de treinamento e de avaliação de
conhecimentos, de qualquer natureza, bem como por estabelecimentos similares, congêneres e
correlatos;

c) Comissões auferidas por transportes de alunos, incluindo, também, as excursões, os passeios e


as demais atividades externas, quando prestados com veículos de propriedade de terceiros;
d) Permanência de alunos em horários diferentes daqueles do ensino regular;
e) Ministração de aulas de recuperação;
f) Provas de recuperação, de segunda chamada e de outras similares, congêneres e correlatas;
g) Serviços de orientação vocacional ou profissional, bem como aplicação de testes psicológicos;
h) Serviços de datilografia, de digitação, de cópia ou de reprodução de papéis ou de documentos;
i) Bolsas de estudo.

Subseção IX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 9 e Nos Subitens 9.01 e 9.02 da Lista de Serviços

Art. 88. Os serviços previstos no item 9 e nos subitens 9.01 e 9.02 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços, tais como:
sabonetes, "shampoos", cremes, pastas, aparelhos de barbear, aparelhos de depilar etc;
b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços, exceto a
alimentação não incluída no preço da diária;
c) as gorjetas, quando incluída no preço da diária;
d) as bebidas, independentemente de estarem ou não, incluídas no preço da diária;
e) a alimentação, desde que incluído no preço da diária.

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:
I - Hotelaria terrestre, fluvial, lacustre, pousadas, dormitórios, "campings`, casas de cômodos, barcos
de esporte e recreio e quaisquer outras ocupações, por temporada ou não, com fornecimento de
serviço de hospedagem e de hotelaria;

II - Agenciamento, intermediação, organização, promoção e execução de programas de


peregrinações, agenciamento ou venda de passagens terrestres, áreas, marítimas, fluviais e
lacustres, reservas de acomodação em hotéis e em estabelecimentos similares no país e no exterior,
emissão de cupons de serviços turísticos, legalização de documentos de qualquer natureza para
viajantes, inclusive serviços de despachantes, venda ou reserva de ingressos para espetáculos
públicos esportivos ou artísticos, exploração de serviços de transportes turísticos por conta própria
ou de terceiros;

III - Outros serviços auxiliares, acessórios e complementares, tais como:

a) locação, guarda ou estacionamento de veículos;


b) lavagem ou passagem a ferro de peças de vestuário;
c) serviços de barbearia, cabeleireiros, manicures, pedicuros, tratamento de pele e outros serviços de
salões de beleza;
d) banhos, duchas, saunas, massagens e utilização de aparelhos para ginástica;
e) aluguel de toalhas ou roupas;
f) aluguel de aparelhos de som, de rádio, de toca-fitas, de televisão, de videocassete, de "compact
disc" ou de "digital vídeo disc";
g) aluguel de salões para festas, congressos, exposições, cursos e outras atividades;
h) cobrança de telefonemas, telegramas, rádios, telex ou portes;
i) aluguel de cofres;
j) comissões oriundas de atividades cambiais.

§ 2º São indedutíveis dos serviços de agenciamento, de organização, de intermediação, de


promoção e de execução de programas de turismo, de passeios, de excursões, de peregrinações, de
viagens e de hospedagens, de guias de turismo, bem como de intérpretes, quaisquer despesas, tais
como as de financiamento e de operações de crédito, de passagens e de hospedagens, de guias e
de intérpretes, de comissões pagas a terceiros, de transportes, de restaurantes, dentre outras.

Subseção X
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 10 e Nos Subitens de 10.01 a 10.10 da Lista de
Serviços

Art. 89. Os serviços previstos no item 10 e nos subitens 10.01 a 10.10 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - Taxa de coordenação recebida pela seguradora líder de suas congêneres, pelos serviços a elas
prestados de liderança em cosseguro;

II - Comissão de co-seguros recebida pela seguradora líder de suas congêneres, como recuperação
da despesa de aquisição, consubstanciada na corretagem para ao corretor e na remuneração dos
serviços de gestão e de administração;
III - Comissão de resseguro recebida pela seguradora do IRB - Instituto de Resseguro do Brasil,
como recuperação da despesa de aquisição, consubstanciada na corretagem para ao corretor e na
remuneração dos serviços de gestão e de administração, quando efetua o resseguro junto ao IRB -
Instituto de Resseguro do Brasil;

IV - Comissão de agenciamento e de angariação paga nas operações com seguro;

V - Participação contratual da agência, da filial ou da sucursal nos lucros anuais obtidos pela
respectiva representada;

VI - Comissão de corretagem, de agenciamento e de angariação de seguros;

VII - Remuneração sobre comissão relativa a serviços prestados;

VIII - A comissão auferida por sócios ou dirigentes das empresas e dos clubes;

IX - Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos de capitalização e de clubes;

X - Agenciamento, corretagem ou intermediação de marcas, de patentes e de "softwares";

XI - Elaboração de ficha, realização de pesquisa e taxa de adesão ao contrato.

XII - Agenciamento, corretagem ou intermediação de veículos, marítimos, aéreos, terrestres, fluviais


e lacustres, de mercadorias, de objetos, de equipamentos, de máquinas, de motores, de obras de
arte, de transportes e de cargas;

XIII - Agenciamento fiduciário ou depositário; agenciamento de crédito e de financiamento; captação


indireta de recursos oriundos de incentivos fiscais.

XIV - Distribuição de livros, jornais, revistas e periódicos de terceiros em representação de qualquer


natureza;

XV - Distribuição de valores de terceiros em representação comerciai; títulos de capitalização (papa


tudo, tele sena e carnê do baú da felicidade e outros), seguros, revistas, livros, guias de vestibulares,
apostilas de concursos e consórcios.

XVI - Agente de propriedade industrial, artística ou literária.

§ 2º "Franchise" ou "franchising" é a franquia, repassada a terceiros, do uso:

I - De uma marca;

II - Da fabricação e/ou da comercialização de um produto;

III - De um método de trabalho.

§ 3º Franqueador é a pessoa detentora de uma marca, da fabricação e/ou da comercialização de um


produto ou de um método de trabalho, que repassa a terceiros, sob o sistema de "franchise" ou de
"franchising", o seu direito de uso.

§ 4º Franqueado é a pessoa que adquire, sob o sistema de "franchise" ou de "franchising", o direito


do uso;

I - De uma marca;

II - Da fabricação e/ou da comercialização de um produto;

III - De um método de trabalho.


§ 5º "Factoring" ou faturação é o contrato mercantil em que uma pessoa cede a outra pessoa seus
créditos de vendas a prazo, na totalidade ou em parte, recebendo a primeira da segunda o montante
desses créditos, antecipadamente ou não antes da liquidação, mediante o pagamento de uma
remuneração.

§ 6º Faturizador é a pessoa que recebe, de uma outra pessoa, seus créditos de vendas a prazo, na
totalidade ou em parte, pagando, para aquela outra pessoa, o montante desses créditos,
antecipadamente ou não antes da liquidação, mediante uma remuneração.

§ 7º Faturizado é a pessoa que cede, para uma outra pessoa, seus créditos de vendas a prazo, na
totalidade ou em parte, recebendo, daquela outra pessoa, o montante desses créditos,
antecipadamente ou não antes da liquidação, mediante o pagamento de uma remuneração.

Subseção XI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 11 e Nos Subitens 11.01 a 11.04 da Lista de
Serviços

Art. 90. Os serviços previstos no item 11 e nos subitens de 11.01 a 11.04 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desse serviço:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Conservação de bens de qualquer espécie;

II - Proteção e escolta de pessoas e de bens.

Subseção XII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 12 e Nos Subitens de 12.01 a 17.17 da Lista de
Serviços

Art. 91. Os serviços previstos no item 12 e nos subitens de 12.01 a 12.17 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais
como: (Parágrafo Único transformado em § 1º pela Lei Complementar nº 250/2019)

I - Táxi-boys e táxi-girls;
II - Sinuca, bocha, dama, xadrez, gamão, jogos com cartas de baralho, jogos instrutivos,
educacionais, culturais e intelectuais, pebolim, e jogos não permitidos;

III - "Réveillon", desfiles de moda, quermesses e demais espetáculos públicos, cessão de direito de
uso e de gozo de auditórios, de casas de espetáculos, de parques de diversão, para realização de
atividades, de eventos e de negócios de qualquer natureza;

IV - Pebolim eletrônico e fliperama;

V - Jogos de futebol, de futsal, de futebol de praia, de basquete, de voleibol, de vôlei de praia, de


handebol, de tênis de quadra, de tênis de mesa, de golfe, de futebol americano, de basebol, de
"hockey", de "squash", de polo "de boxe, de luta greco-romana", de luta livre, de "vale tudo", de judô,
de karatê, de "jiu-jitsu", de "tae kwon do", de "kung fu", de boxe tailandês, de capoeira, de artes
marciais, competições de ginástica, competições de corridas, de arremessos e de saltos, corridas de
veículos terrestres, aéreos, marítimos, fluviais e lacustres, automotores ou não, e demais
competições esportivas e de destreza física terrestres, aéreas, marítimas, fluviais e lacustres,
maratonas educacionais, cessão de direito de uso e de gozo de quadras esportivas, de estádios e de
ginásios;

VI - Venda de direitos à transmissão, pelos meios de comunicação escrita, falada ou visual, de


competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação do
espectador;

VII - "Couvert" artístico;

VIII - Fornecimento de música, mediante transmissão para vias públicas, por processos mecânicos,
elétricos, eletromecânicos e eletrônicos;

IX - Cessão de direitos de reprodução ou de transmissão, pelo rádio, pelo rádio chamada, pelo rádio
"beep", pela televisão, inclusive a cabo ou por assinatura, pela "internet" e pelos demais meios de
comunicação, de recepção, de cerimonial, de encontro, de evento, de "show", de "ballet", de dança,
de desfile, de festividade, de baile, de peça de teatro, de ópera, de concerto, de recital, de festival, de
"réveillon", de folclore, de quermesse, de feiras, de mostras, de salões, de congressos, de
convenção, de simpósio, de seminário, de treinamento, de curso, de palestra, de espetáculo, de
competições esportivas, de destreza física ou intelectual de qualquer natureza;

X - Produção e coprodução, para terceiros, mediante ou sem encomenda prévia, de festividade, de


"réveillon", de folclore e de quermesse.

§. 2º - O cálculo do ISSQN estimado em razão de espetáculos públicos será efetuado pela seguinte
fórmula:

ISSQN à Recolher = OTE x (VMI x 0,70) x Alíquota, onde:

OTE = Ocupação Total Estimada, obtida considerando-se como área útil o percentual de 30% da
Área Total do Imóvel onde será realizado o evento.
VMI= Valor Médio do ingresso, consistente na média aritmética simples apurada entre todos os
valores de ingressos destinados à comercialização.
0,70 = índice a ser considerado do valor do VMI para apuração da estimativa do faturamento total.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 3º A área total do imóvel poderá ser apurada com base nas informações constantes no cadastro
imobiliário do Município, bem como através de vistoria no local do evento. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 250/2019)

§ 4º A promoção e realização de shows, festas, jogos e demais diversões públicas deverá ser
comunicada à Fazenda Pública Municipal, com antecedência mínima de 60 (sessenta dias) da data
de realização do evento, apresentando-se toda a documentação hábil para o cálculo dos impostos e
taxas devidos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)
§ 5º Demais disposições acerca da matéria deverão obedecer ao que for disposto em regulamento
específico. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Subseção XIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 13 e Nos Subitens 13.01 a 13.04 da Lista de
Serviços

Art. 92. Os serviços previstos no item 13 e nos subitens de 13.01 a 13.04 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - Gravação e distribuição de "digital vídeo disc", "compact disc", de "CD Room";

II - Locação de filmes, de "vídeo-tapes" e de "digital vídeo disc";

III - Produção, coprodução, gravação, edição, legendagem, e sonoplastia de disco, fita cassete,
"compact disc", de "CD Room" e de "digital vídeo disc";

IV - Produção, coprodução e edição de fotografia e de cinematografia;

V - Retocagem, coloração, montagem de fotografia e de cinematografia;

VI - Cópia ou reprodução, por processo termostático ou eletrostático, de documentos e de outros


papéis, de plantas ou de desenhos e de quaisquer outros objetos;

VII - Heliografia, mimeografia, "offset" e fotocópia.

VIII - Composição, editoração, eletrônica ou não, serigrafia, "silk-screen", diagramação, produção,


edição e impressão gráfica ou tipográfica em geral;

IX - Feitura de rótulos, de fitas, de etiquetas, adesivas ou não, caixas e sacos de plásticos, de papel
e de papelão, destinados a acomodar, identificar e embalar produtos, mercadorias e bens
comercializados pelo encomendante do impresso, e demais impressos personalizados,
independentemente:

a) de terem sido solicitados por encomenda ou não;


b) de o encomendante ser ou não, consumidor final;
c) das mercadorias serem ou não, destinadas à comercialização;
d) dos produtos serem ou não, destinados à industrialização;
e) de se prestarem ou não, à utilização de outras pessoas que não o encomendante;

X - Nota fiscal, fatura, duplicata, papel para correspondência, cartão comercial, cartão de visita,
convite, ficha, talão, bula, informativo, folheto, capa de disco, de fita cassete, de "compact disc", de
"vídeo", de "CD-Room", de "digital vídeo disc", encartes e envelopes;

XI - Postais: serviços gráficos e assemelhados.


Subseção XIV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 14 e Nos Subitens de 14.01 a 14.13 da Lista de
Serviços

Art. 93. Os serviços previstos no item 14 e nos subitens de 14.01 a 14.13 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços.

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º O fornecimento de peças e de partes - de mercadorias - na prestação dos serviços previstos nos


subitens 14.01 e 14.03 da lista de serviços, fica sujeito, apenas, ao ICMS.

§ 2º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - Reforma, retifica, reparação, reconstrução, recuperação, restabelecimento e renovação de


máquinas, de veículos, de motores, de elevadores, de equipamentos ou de quaisquer outros objetos;

II - Radio-chamada ou rádio "beep": conserto, reparação, restauração, reconstrução, recuperação,


restabelecimento, renovação, manutenção e conservação de aparelho de rádio chamada ou rádio
"beep";

III - Conserto, reparação, restauração, reconstrução, recuperação, restabelecimento, renovação,


manutenção, conservação, raspagem e vulcanização de pneus;

IV - Transformação, embalajamento, enfardamento, descaroçamento, descascamento, niquelação,


zíncagem, esmaltação, douração, cadmiagem e estanhagem de quaisquer objetos;

V - Vidraçaria, marcenaria, marmoraria, funilaria, caldeiraria e ótica (confecção de lentes sob


encomenda);

VI - Empastamento, engraxamento, enceramento e envernizamento de móveis, de máquinas, de


veículos, de aparelhos, de equipamentos, de elevadores e de quaisquer outros objetos;

VII - Instalação, montagem e desmontagem de motores, de elevadores e de quaisquer outros


objetos;

VIII - Desmontagem de aparelhos, de máquinas e de equipamentos;

IX - Colocação de molduras em quadros, em papéis, em retratos, em "posters" e em quaisquer


outros objetos;

X - Encademação, gravação e douração de papéis, de documentos, de plantas, de desenhos, de


jornais, de periódicos e de quaisquer outros objetos.

XI - Bordado e tricô;

§ 3º Em relação ao subitem 14.06, não haverá incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza - ISSQN quando a instalação e a montagem de aparelhos, de máquinas, e equipamentos:

I - Não seja realizada a usuário finai;


II - Mesmo sendo para o usuário final, não forem com material por ele fornecido.

§ 4º Serão considerados serviços de construção civil quando a instalação e a montagem industrial de


aparelhos, de máquinas, de equipamentos, de motores, de elevadores e de quaisquer outros objetos,
os aderirem ao solo, bem como à sua superfície.

Subseção XV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 15 e Nos Subitens de 15.01 a 15.18 da Lista de
Serviços

Art. 94. Os serviços previstos no item 15 e nos subitens de 15.01 a 15.18 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive, além das subempreitada:

a) os valores cobrados a título de ressarcimento de despesas com impressão gráfica, com cópias ou
com serviços prestados por terceiros:

b) os valores relativos ao ressarcimento de despesas de serviços, quando cobrados de coligadas, de


controladas ou de outros departamentos da instituição:

c) a remuneração pela devolução interna de documentos, quando constituir receita do


estabelecimento localizado no Município:

d) o valor da participação de estabelecimentos, localizados no Município, em receitas de serviços


obtidos pela Instituição como um todo.

§ 1º Há incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre os gastos com
portes do Correio, com telegramas, com telex, com teleprocessamento e com outros, necessários à
prestação dos serviços previstos no presente item, independentemente de serem remunerados por
taxas ou por tarifas fixas ou variáveis.

§ 2º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - Administração de planos de saúde e de previdência privada:

II - Administração de condomínios:

III - Administração de bens imóveis, inclusive,

a) comissões, a qualquer título:

b) taxas de administração, de cadastro, de expediente e de elaboração ou de rescisão de contrato:

c) honorários decorrentes de assessoria administrativa, contábil e jurídica e assistência a reuniões de


condomínios:

d) acréscimos contratuais, juros e multas, e moratórios:

IV - Bloqueio e desbloqueio de talão de cheques:


V - Reemissão, visamento, compensação, sustação, bloqueio, desbloqueio e cancelamento de
cheques de viagem:

VI - Bloqueio e desbloqueio de cheques administrativos;

VII - Cancelamento de cadastro e manutenção de ficha cadastral;

VIII - Emissão, reemissão, alteração, bloqueio, desbloqueio, cancelamento e consulta de segunda via
de avisos de lançamentos de extrato de contas;

IX - Emissão e Reemissão de boleto, de duplicata e de quaisquer outros documentos ou impressos,


por qualquer meio ou processo.

X - "Leasing" financeiro, "leasing" operacional ou "senting" ou de locação de serviço e "lease back",


substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais serviços
relacionados com arrendamento mercantil ou "leasing", "leasing" financeiro, "leasing" operacional ou
"senting" ou de locação de serviço e "lease back";

XI - Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro, seleção, gerenciamento de


informação, administração de contas a receber ou a pagar e taxa de adesão de contrato,
relacionados com a locação de bens, o arrendamento mercantil, o "leasing", o "leasing" financeiro, o
"leasing" operacional ou o "senting" ou o de locação de serviço e o "lease back".

§ 3º Os serviços de administração de cartões de créditos incluem:

I - Taxa de filiação de estabelecimento:

II - Comissões recebidas dos estabelecimentos filiados;

III - Taxa de inscrição e de renovação, cobrada dos usuários:

IV - Taxa de alterações contratuais:

§ 4º Arrendamento mercantil ou "leasing" é o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na


qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por
objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo as especificações, bem como
para o uso próprio, da arrendatária.

§ 5º "Leasing" financeiro é o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de


arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto, por
parte da arrendadora, a compra do bem que se quer arrendar e a sua entrega ao arrendatário,
mediante o pagamento de uma certa taxa e ao final do contrato o arrendatário pode dar o
arrendamento por terminado, adquirir o objeto, compensando as parcelas pagas e feita à
depreciação.

§ 6º "Leasing" operacional ou "senting" ou de locação de serviço é o negócio jurídico realizado entre


pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de
arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de bens a curto prazo ligado a um ou mais
negócios jurídicos, podendo ser, unilateralmente, rescindido pelo locatário, sendo, normalmente, feito
com objetos que tendem a se tornar obsoletos em pouco tempo, como aparelhos eletrônicos.

§ 7º "Lease back" é o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora,
e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto a venda do bem, por
parte do arrendatário, que, ainda, continua na posse do bem, pagando a taxa combinada a título de
arrendamento.

Subseção XVI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 16 e no Subitem 16.01 da Lista de Serviços
Art. 95. Os serviços previstos no item 16 da lista de serviços terão o Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento econômico resultante da
prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º Não há incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN quando o


transporte não for de natureza municipal.

§ 2º São transportes de natureza municipal aqueles autorizados, permitidos ou concedidos pelo


Poder Público Municipal.

§ 3º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:
transporte rodoviário, ferroviário, metroviário, aeroviário e aquaviário de pessoas e de cargas,
realizado através de qualquer veículo, desde que de natureza municipal.

Subseção XVII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 17 e Nos Subitens de 17.01 a 17.23 da Lista de
Serviços

Art. 96. Os serviços previstos no item 17 e nos subitens de 17.01 a 17.23 da lista de serviços terá o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desse serviço:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

§ 1º São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da prestação desses


serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e expressamente
elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e correlatos, tais como:

I - Organização, execução, registro, escrituração e demonstração contábil;

II - Perícias grafotécnicas, de insalubridade, de periculosidade, contábeis, médicas, de engenharia,


verificações físico-químico-biológicas, estudos oceanográficos, meteorológicos e geológicos e
inspeção de dutos, de soldas, de metais, e de medição de espessura de chapas;

III - Planejamento, organização, administração e promoção de simpósios, encontros, conclaves e


demais eventos;

IV - Organização de comemorações, solenidades, cerimônias, batizados, formaturas, noivados,


casamentos, velórios e "coffee break";

V - Pregões
VI - Arregimentação, abastecimento, provisão e locação de mão-de-obra, mesmo em caráter
temporário, inclusive por empregados do prestador do serviço ou por trabalhadores avulsos por ele
contratados.

VII - Economista, economista doméstico e comercista exterior;

§ 2º No caso do recrutamento, da arregimentação, do agenciamento, da seleção e da colocação de


mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive por empregados do prestador do serviço ou
por trabalhadores avulsos por ele contratados, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza -
ISSQN será calculado sobre a receita bruta ou o movimento econômico resultante da prestação
desses serviços.

§ 3º No caso do fornecimento, do abastecimento, da provisão e da locação de mão-de-obra, mesmo


em caráter temporário, inclusive por empregados do prestador do serviço ou por trabalhadores
avulsos por ele contratados:

I - Quando os encargos trabalhistas, inclusive salário e FGTS, previdenciários e tributários, ficarem


por conta da contratada, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN será calculado
sobre a receita bruta ou o movimento econômico resultante da prestação desses serviços;

II - Quando os encargos trabalhistas, inclusive salário e FGTS, previdenciários e tributários, ficarem


por conta da contratante, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN será calculado
sobre o valor cobrado, por parte da contratada, pelo fornecimento, pelo abastecimento, pela provisão
e pela locação da mão-de-obra.

§ 4º Trabalhador avulso é a pessoa física que presta serviços a uma ou mais de uma empresa, sem
vínculo empregatício, sendo filiado ou não a sindicato, porém arregimentado para o trabalho pelo
sindicato profissional ou pelo órgão gestor da mão-de-obra.

§ 5º Em relação ao subitem 17.06, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN incidirá
inclusive sobre o reembolso de despesas decorrentes:

I - Da veiculação e da divulgação em geral, realizadas por ordem e por conta do cliente;

II - Da aquisição de bens ou da contratação de serviços, realizadas por ordem e por conta do cliente;

III - Da promoção de vendas, da concepção, da redação, da produção, da coprodução, do


planejamento, da programação e da execução de campanhas ou de sistemas de publicidade,
elaboração de desenhos, textos e demais materiais publicitários - exceto sua impressão, reprodução
ou fabricação - veiculadas e divulgadas:

a) em separado, e não como parte integrante, em livros, em jornais, em revistas e em periódicos;


b) em rádios, em televisões, em "internet" e em quaisquer outros meios de comunicação;

IV - Da concepção, da redação, da produção, da coprodução, da programação e da execução de


campanhas ou de sistemas de publicidade;

V - Da análise de produto e de serviço, da pesquisa de mercado, ao estudo de viabilidade econômica


e da avaliação dos meios de veiculação e de divulgação;

VI - Da criação, da produção, da coprodução, da gravação e da reprodução de textos, de sons, de


"jingles", de composições, de músicas e de trilhas sonoras para campanhas ou para sistemas de
publicidade;

VII - Da locação de ponta de gôndola para dar evidência a determinado produto em estabelecimento
vendedor.

§ 6º Propaganda é toda e qualquer forma de difusão de ideias, de mercadorias, de sentimentos e de


símbolos, por parte de um anunciante identificado.
§ 7º Publicidade e toda e qualquer forma de tomar algo público, utilizando-se de veículos de
comunicação, tendo como finalidade influenciar o público como consumidor.

§ 8º Em relação ao subitem 17.10 não incidirá o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza -
ISSQN sobre o valor do fornecimento de alimentação e bebidas cobrados separadamente, os quais
ficam sujeitos a incidência do ICMS.

Subseção XVIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 18 e no Subitem 18.01 da Lista de Serviços

Art. 97. Os serviços previstos no item 18 e no subitem 18.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desse serviço:

I - Incluídos:

a) 08 materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: normatização e controle de sinistros cobertos por contratos de seguros; análise
e apuração de riscos para cobertura de contratos de seguros; estudo, controle, monitoramento e
administração de riscos seguráveis.

Subseção XIX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 19 e no Subitem 19.01 da Lista de Serviços

Art. 98. Os serviços previstos no item 19 e no subitem 19.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Operação, jogo ou aposta para obtenção de um prêmio em dinheiro ou em bens de outra


natureza, mediante colocação de bilhetes, listas, cupons, vales, papéis, manuscritos, sinais, símbolos
ou qualquer outro meio de distribuição de números e designação dos jogadores ou apostadores;

II - Rifa, loto, sena, tele sena, bilhete dos signos, raspadinhas, bingos, loteria esportiva e congêneres.

III - Bilhete de aposta nas corridas de animais, inclusive de cavalos.

Subseção XX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 20 e Nos Subitens 20.01 e 20.03 da Lista de
Serviços
Art. 99. Os serviços previstos no item 20 e nos subitens 20.01 e 20.03 da lista de serviços terão o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) 08 materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Serviços rodoportuários, rodoviários, ferroportuários e metroviários;

II - Utilização de rodoportos, de rodoviárias, de ferroportos e de metrôs;

III - Serviços rodoportuários, rodoviários e metroviários;

IV - Recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para conferência aduaneira,


arrumação, entrega, carga e descarga de mercadorias;

V - Guarda interna, externa e especial de cargas e de mercadorias;

VI - Suprimento de energia e de combustível;

VII - Exames de veículos, de passageiros, de cargas, de mercadorias e de documentação;

VIII - Serviços de apoio portuário, aeroportuário, rodoportuário, rodoviário, ferroportuário e


metroviário;

IX - Guarda e estacionamento de veículos terrestres, aéreos, fluviais, lacustres e marítimos;

X - Utilização de terminais, de esteiras e de compartimentos diversos;

XI - Serviço de movimentação ao largo, de armadores, de estiva e de logística;

XII - Empilhamento interno, externo e especial de cargas e de mercadorias.

Subseção XXI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 21 e no Subitem 21.01 da Lista de Serviços

Art. 100. Os serviços previstos no item 21 e no subitem 21.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre todos os valores recebidos de
encargos ou similares dos serviços prestados aos usuários, deduzindo-se os valores destinados, por
força de lei, ao Estado de Mato Grosso do Sul ou outras entidades públicas. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 169/2013)

§ 1º Incluem-se na base de cálculo os valores devidos pelos usuários por serviços adicionados, tais
como reprografia, encadernação, digitalização, entre outros, quando prestados conjuntamente com
os serviços previstos no caput deste artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 2º Incorporam-se à base de cálculo do imposto os valores recebidos pela compensação de atos


gratuitos ou de complementação de receita mínima de serventia. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 169/2013)
§ 3º O montante do imposto apurado, nos termos do caput e parágrafos anteriores, não integra a
base de cálculo, devendo ser acrescido ao valor do preço do serviço. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 169/2013)

§ 4º Os registradores, escrivães, tabeliães, notários ou similares deverão destacar na respectiva nota


de emolumentos dos serviços prestados o valor relativo ao imposto devido, calculado sobre o total
dos emolumentos de que trata o caput e o § 1º (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 169/2013)

§ 5º O valor do imposto destacado na forma do parágrafo anterior não integra o preço do serviço.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

Subseção XXII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 23 e no Subitem 23.01 da Lista de Serviços

Art. 101. Os serviços previstos no item 23 e no subitem 23.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Computação gráfica;

II - "Designer" gráfico.

Subseção XXIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 24 e no Subitem 24.01 da Lista de Serviços

Art. 102. Os serviços previstos no item 24 e no subitem 24.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Conserto, reparação e manutenção de fechaduras:

II - Serviço de "flip chart".


Subseção XXIV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 25 e Nos Subitens 25.01 a 25.04 da Lista de
Serviços

Art. 103. Os serviços previstos no item 25 e nos subitens de 25.01 a 25.04 da lista de serviços terão
o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o
movimento econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Transporte de caixão, uma ou esquife;

II - Colocação e troca de vestimentas em cadáveres;

Subseção XXV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 26 e Subitem 26.01 da Lista de Serviços

Art. 104. Os serviços previstos no item 26 e no subitem 26.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou quo tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Coleta, remessa ou entrega de carta, telegrama, sedex, "folder" e impressos;

II - Coleta, remessa ou entrega de numerários e malotes.

Subseção XXVI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 27 e no Subitem 27.01 da Lista de Serviços

Art. 105. Os serviços previstos no item 27 e no subitem 27.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;
II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Assistência à criança, à infância e ao adolescente;

II - Assistência ao idoso e ao presidiário.

Subseção XXVII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 28 e no Subitem 28.01 da Lista de Serviços

Art. 106. Os serviços previstos no item 28 e no subitem 28.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como;

I - Avaliação de móveis, imóveis, máquinas e veículos;

II - Avaliação de joias e obras de arte.

Subseção XXVIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 29 e no Subitem 29.01 da Lista de Serviços

Art. 107. Os serviços previstos no item 29 e no subitem 29.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como;

I - Organização, disposição, distribuição e localização de enciclopédias, livros, revistas, jornais e


periódicos;

II - Etiquetagem e catalogação de enciclopédias, livros, revistas, jornais e periódicos.


Subseção XXIX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 30 e no Subitem 30.01 da Lista de Serviços

Art. 108. Os serviços previstos no item 30 e no subitem 30.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como;

I - Captura e coleta de amostras botânicas e zoológicas;

II - Etiquetagem e catalogação de amostras botânicas e zoológicas.

Subseção XXX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 31 e no Subitem 31.01 da Lista de Serviços

Art. 109. Os serviços previstos no item 31 e no subitem 31.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Topografia e pedologia;

II - Conserto, reparação e manutenção em equipamentos, instrumentos e demais engenhos


eletrônicos, eletrotécnicos, mecânicos e de telecomunicações.

Subseção XXXI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 32 e no Subitem 32.01 da Lista de Serviços

Art. 110. Os serviços previstos no item 32 e no subitem 32.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;


II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: desenhos de objetos, peças e equipamentos, desde que não eletrônicos,
eletrotécnicos, mecânicos e de telecomunicações.

Subseção XXXII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 33 e no Subitem 33.01 da Linha de Serviços

Art. 111. Os serviços previstos no item 33 e no subitem 33.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: obtenção, transferência e pagamento de papéis, documentos, licenças,
autorizações, atestados, e certidões.

Subseção XXXIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 34 e no Subitem 34.01 da Lista de Serviços

Art. 112. Os serviços previstos no item 34 e no subitem 34.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: tiragem de fotografias, filmagens, elaboração, confecção e montagem de
"dossiês".

Subseção XXXIV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 35 e no Subitem 35.01 da Lista de Serviços

Art. 113. Os serviços previstos no item 35 e no subitem 35.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:
a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: cessão de direito de uso e de transmissão de reportagens e realização de
matéria jornalística.

Subseção XXXV
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 36 e no Subitem 36.01 da Lista de Serviços

Art. 114. Os serviços previstos no item 36 e no subitem 36.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: elaboração e divulgação de previsões do tempo.

Subseção XXXVI
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 37 e no Subitem 37.01 da Lista de Serviços

Art. 115. Os serviços previstos no item 37 e no subitem 37.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: exposições artísticas, demonstrações atléticas, desfiles e "books".

Subseção XXXVII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 38 e no Subitem 38.01 da Lista de Serviços

Art. 116. Os serviços previstos no item 38 e no subitem 38.01 da lista de serviços terão o imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:
I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como:

I - Exposições de peças de museu;

II - Organização, disposição, distribuição e localização de peças de museu;

III - Etiquetagem e catalogação de peças de museu.

Subseção XXXVIII
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 39 e no Subitem 39.01 da Lista de Serviços

Art. 117. Os serviços previstos no item 39 e no subitem 39.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: conserto, restauração, reparação, conservação, transformação e manutenção
de peças de ouro e de pedras preciosas.

Subseção XXXIX
Base de Cálculo Dos Serviços Previstos no Item 40 e no Subitem 40.01 da Lista de Serviços

Art. 118. Os serviços previstos no item 40 e no subitem 40.01 da lista de serviços terão o Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN calculado sobre a receita bruta ou o movimento
econômico resultante da prestação desses serviços:

I - Incluídos:

a) 08 materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços;


b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: confecção de quadros, esculturas e demais obras de arte, desde que sob
encomenda.

Seção IV
Base de Cálculo da Prestação de Serviço Sob a Forma de Pessoa Jurídica Incluída no Subitem 3.03
da ls - Lista de Serviços

Art. 119. A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a
prestação de serviço sob a forma de pessoa jurídica incluída no subitem 3.03 da lista de serviços,
será determinada, mensalmente, em função do preço do serviço.

Art. 120. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob
a forma de pessoa jurídica incluída no subitem 3.03 da LS - Lista de Serviços, será calculado:

I - Proporcionalmente, conforme o caso, à extensão da ferrovia, rodovia, dutos e condutos de


qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao número de postes, existentes em cada
Município;

II - Mensalmente, conforme o caso;

a) através da multiplicação do PSA - Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e


dá EM - Extensão Municipal da Ferrovia, Rodovia, Dutos, Condutos e Cabos de Qualquer Natureza,
Divididos pela ET - Extensão Total da Ferrovia, Rodovia, Dutos, Condutos e Cabos de Qualquer
Natureza, conforme a fórmula abaixo;
ISSQN = (PSA X ALC x EM): (ET)
b) através da multiplicação do PSA - Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e
da QPLM - Quantidade de Postes Locados no Município, Divididos pela QTPL - Quantidade Total de
Postes Locados, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = (PSA X ALC x QPLM); (QTPL)

Art. 121. A ALC - Alíquota Correspondente é a prevista no anexo III desta lei.

Art. 122. O preço do serviço é a receita bruta a ele correspondente, tudo o que for cobrado em
virtude da prestação do serviço, em dinheiro, bens, serviços ou direitos, seja na conta ou não,
inclusive a título de reembolso, de ressarcimento, de reajustamento ou de outro dispêndio de
qualquer natureza, independentemente do seu efetivo pagamento;

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços;

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não, de torres de linhas de transmissão de energia elétrica e de captação de sinais
de celulares, bem como de fios de transmissão de dados, informações e energia elétrica.

Art. 123. O preço do serviço ou a receita bruta compõe o movimento econômico do mês em que for
concluída a sua prestação.

Art. 124. Os sinais e os adiantamentos recebidos pelo contribuinte durante a prestação do serviço,
integram a receita bruta no mês em que forem recebidos.

Art. 125. Quando a prestação do serviço for subdividida em partes, considera-se devido o imposto no
mês em que for concluída qualquer etapa contratual a que estiver vinculada a exigibilidade do preço
do serviço.
Art. 126. A aplicação das regras relativas à conclusão, total ou parcial, da prestação do serviço,
independe do efetivo pagamento do preço do serviço ou do cumprimento de qualquer obrigação
contratual assumida por um contratante em relação ao outro.

Art. 127. As diferenças resultantes dos reajustamentos do preço dos serviços integrarão a receita do
mês em que sua fixação se tomar definitiva.

Art. 128. Na falta do PSA - Preço do Serviço Apurado, ou não sendo ele desde logo conhecido,
poderá ser fixado, mediante estimativa ou através de arbitramento.

Seção V
Base de Cálculo da Prestação de Serviço Sob a Forma de Pessoa Jurídica Incluída no Subitem
22.01 da ls - Lista de Serviços

Art. 129. A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a
prestação de serviço sob a forma de pessoa jurídica incluída no subitem 22.01 da lista de serviços,
será determinada, mensalmente, em função do preço do serviço.

Art. 130. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob
a forma de pessoa jurídica incluída no subitem 22.01 da lista de serviços, será calculado,
proporcionalmente à extensão da rodovia explorada, mensalmente, através da multiplicação do PSA
- Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e da EMRE - Extensão Municipal da
Rodovia Explorada, Divididos pela ECRE - Extensão Considerada da Rodovia Explorada, conforme a
fórmula abaixo:

ISSQN = (PSA X ALC x EMRE): (ECRE)

Art. 131. A ALC - Alíquota Correspondente é a prevista no anexo III desta lei.

Art. 132. O preço do serviço é a receita bruta a ele correspondente, tudo o que for cobrado em
virtude da prestação do serviço, em dinheiro, bens, serviços ou direitos, seja na conta ou não,
inclusive a título de reembolso, de ressarcimento, de reajustamento ou de outro dispêndio de
qualquer natureza, independentemente do seu efetivo pagamento:

I - Incluídos:

a) os materiais a serem ou que tenham sido utilizados na prestação dos serviços:

b) as mercadorias a serem ou que tenham sido utilizadas na prestação dos serviços:

II - Sem nenhuma dedução, inclusive de subempreitada.

Parágrafo único. São computados na receita bruta ou no movimento econômico resultante da


prestação desses serviços, além dos serviços literalmente, especificamente, explicitamente e
expressamente elencados na LS - Lista de Serviços, outros serviços similares, congêneres e
correlatos, tais como: reboque de veículos.

Art. 133. O preço do serviço ou a receita bruta compõe o movimento econômico do mês em que for
concluída a sua prestação.

Art. 134. Os sinais e os adiantamentos recebidos pelo contribuinte durante a prestação do serviço,
integram a receita bruta no mês em que forem recebidos.

Art. 135. Quando a prestação do serviço for subdividida em partes, considera-se devido o imposto no
mês em que for concluída qualquer etapa contratual a que estiver vinculada a exigibilidade do preço
do serviço.
Art. 136. A aplicação das regras relativas à conclusão, total ou parcial, da prestação do serviço,
independe do efetivo pagamento do preço do serviço ou do cumprimento de qualquer obrigação
contratual assumida por um contratante em relação ao outro.

Art. 137. As diferenças resultantes dos reajustamentos do preço dos serviços integrarão a receita do
mês em que sua fixação se tomar definitiva.

Art. 138. Na falta do PSA - Preço do Serviço Apurado, ou não sendo ele desde logo conhecido,
poderá ser fixado, mediante estimativa ou através de arbitramento.

Seção VI
Sujeito Passivo

Art. 139. O contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN é o prestador do
serviço.

Seção VII
Responsabilidade Tributária
Art. 140. São responsáveis pela retenção na fonte e pelo o recolhimento do imposto sobre serviços,
na qualidade de responsáveis tributários, as pessoas naturais e jurídicas, domiciliadas ou sediadas
neste município, ainda que imunes ou isentas, que:

I - Tomarem ou intermediarem serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha


iniciado no exterior do País;

II - Tomarem ou intermediarem os serviços descritos nos subitens 3.04, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10,
7.11, 7.12, 7.16, 7.17, 7.18, 7.19, 11.01, 11.02, 11.04, 12.01, 12.02, 12.03, 12.04, 12.05, 12.06,
12.07, 12.08, 12.09, 12.10, 12.11, 12.12, 12.14, 12.15, 12.16, 12.17, 16.01, 17.05, 17.09, 20.01,
20.02 e 20.03 da lista de serviços constante do Anexo II desta Lei, quando o prestador do serviço
não for estabelecido ou domiciliado neste município;

III - Tomarem ou intermediarem serviços prestados por profissionais autônomos que não façam
prova de sua inscrição cadastral no Município e da quitação do imposto;

IV - Tomarem ou intermediarem serviços prestados por pessoas jurídicas, quando estas não
emitirem o documento fiscal correspondente ao serviço, ou quando desobrigadas da emissão deste,
não façam prova de sua inscrição no cadastro mobiliário no Município.

V - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta, na hipótese
prevista no § 4º do art. 3º desta Lei Complementar. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 209/2017)

VI - as pessoas referidas nos incisos II ou III do § 9º do art. 51 desta Lei Complementar, pelo imposto
devido pelas pessoas a que se refere o inciso I do mesmo parágrafo, em decorrência dos serviços
prestados na forma do subitem 15.01 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 1º Para os efeitos do previsto neste artigo, o imposto a ser retido na fonte será calculado pela
alíquota correspondente aos serviços prestado e recolhido aos Cofres Públicos, através de guia de
recolhimento, na forma e prazos estabelecidos em regulamento.

§ 2º São solidariamente responsáveis pelo pagamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer


Natureza:

I - O proprietário da obra e o contratante dos serviços, com relação aos serviços de construção civil,
em sentido amplo, que lhes forem prestados;

II - Os proprietários ou locatários, pessoa natural ou jurídica, de imóveis residenciais, ginásios,


estádios, teatros, salões e assemelhados, que permitirem a exploração de atividades tributáveis pelo
ISS, sem que o prestador do serviço tenha pago o imposto devido (Redação dada pela Lei
Complementar nº 250/2019)

III - O empresário, produtor ou contratante de artistas ou serviços de diversões, lazer, entretenimento


e congêneres.

IV - o estabelecimento gráfico que imprima documentos fiscais ou congêneres em desacordo com a


legislação tributária, relativamente ao dano causado ao erário público pela utilização de tais
documentos; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 3º A solidariedade prevista no § 2º deste artigo não comporta benefício de ordem, podendo a


exigência administrativa ou judicial do pagamento do crédito tributário ser feita a qualquer dos co-
obrigados ou a todos.

§ 4º O pagamento realizado por um dos obrigados aproveita aos demais.

§ 5º A responsabilidade solidária prevista no § 2º deste artigo, alcança a todas as pessoas naturais


ou jurídicas estabelecidas ou domiciliadas no município, ainda que beneficiadas por imunidade,
isenção ou outro benefício fiscal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 7º No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, descritos
no subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser
registrados no local do domicílio do tomador do serviço. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 209/2017)

Art. 141. São responsáveis pela retenção na fonte e pelo o recolhimento do ISS devido neste
Município, na qualidade de substituto tributário, as seguintes pessoas estabelecidas neste Município,
ainda que optantes do Simples Nacional, imunes, isentas ou beneficiárias de qualquer outro
benefício fiscal: (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

I - Os órgãos da administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
bem como suas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e as fundações
instituídas e mantidas pelo poder público, em relação aos serviços por eles tomados ou
intermediados;

II - As pessoas jurídicas de direito privado dos seguintes ramos de atividades econômicas, em


relação aos serviços por elas tomados ou intermediados:

a) As concessionárias e permissionárias de serviços públicos concedidos ou permitidos por


quaisquer esferas de governo da federação;
b) Os serviços sociais autônomos de quaisquer esferas de governo da federação;
c) As instituições financeiras ou equiparadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
d) As sociedades operadoras de cartões de crédito;

e) As sociedades seguradoras, de capitalização, bem como as entidades fechadas e abertas de


previdência complementar e seus representantes, ainda que não estejam estabelecidas neste
município. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)
f) As sociedades construtoras, incorporadoras e administradoras de obras de construção civil;
g) As sociedades que explorem loterias e outros jogos, inclusive de apostas;
h) As sociedades que explorem serviços de planos de saúde, de assistência médica, hospitalar,
odontológico e congêneres, ou de seguros através de planos de medicina de grupo ou de convênios;
i) As sociedades prestadores de serviços de saúde, assistência médica e congêneres;
j) Os estabelecimentos de ensino regular de nível superior;
k) As entidades desportivas e promotoras de bingos e sorteios;
l) As sociedades de hotelaria e flats;
m) As companhias de aviação e seus representantes, casos estas não esteja estabelecidas neste
município;
n) As sociedades que explorem os serviços de rádio, jornal e televisão;
o) As agências de propaganda e publicidade;
p) Os buffets, casas de chá e assemelhados;
q) As boites, casas de show, bares, restaurantes e assemelhados;
r) As sociedades administradoras de shopping centers, as lojas de departamentos e os
supermercados;
s) Os condomínios comerciais e residenciais;
t) As farmácias e drogarias;

u) As demais pessoas jurídicas que explorem as atividades de comércio, indústria e serviços e que
possuam acima de 30 (trinta) funcionários registrados. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 169/2013)
v) pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades agrícolas, agropecuárias ou assemelhadas,
além daquelas cuja atividade seja a realização de leilões e congêneres. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)
x) contribuintes que adotam o regime tributário do Lucro Real. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)
y) as sociedades que explorem a extração vegetal e de minerais, metálicos, não-metálicos, bem
como de metais preciosos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 1º A retenção do imposto na fonte e o seu recolhimento serão feitos na forma e prazos


estabelecidos em regulamento.

§ 2º Os substitutos tributários mencionados nos incisos do caput deste artigo não deverão realizar a
retenção do imposto na fonte, quando o serviço for prestado:

I - Pelos contribuintes enquadrados no regime de recolhimento do imposto por estimativa ou inscritos


como Microempreendedor Individual (MEI). (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

II - Pelos profissionais autônomos inscritos em qualquer município e em dia com o pagamento do


imposto;

III - Por prestadores de serviços imunes ou isentos;

IV - Por prestadores de serviços que possuam medida liminar ou tutela antecipada dispensando-os
do pagamento do imposto ou autorizando o depósito judicial do mesmo;

V - Por instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BACEN;

VI - Pela empresa pública de correios e telégrafos;

VII - Pelas concessionárias de serviços públicos de telefonia, de distribuição de energia elétrica e de


água e esgoto.

§ 5º A dispensa de retenção na fonte de que trata o § 4º deste artigo é condicionada à apresentação


pelo contribuinte do correspondente documento fiscal ou recibo de profissional autônomo,
acompanhado de documento estabelecido em regulamento que comprove às condições previstas
para a dispensa da retenção do imposto na fonte.

§ 6º A dispensa de retenção na fonte mencionada no inciso II do § 4º deste artigo não se aplica aos
serviços prestados por profissional autônomo inscrito em outro município, quando o imposto for
devido no território deste Município, nos casos previstos nos incisos de I a XX do artigo 51 desta Lei,
ainda que o profissional atenda as exigências do previstas no § 5º deste artigo. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 114/2007)

§ 5º A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza relativa aos serviços dos
subitens 7.02 e 7.05 da lista de serviços, poderá ser deduzida em 30% (trinta por cento) do valor dos
materiais fornecidos pelo prestador dos serviços, tendo em vista sua aplicação na obra em
decorrência da prestação do serviço. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)
§ 6º O prestador de serviço que pleitear valor maior de dedução de que trata o parágrafo anterior
deverá fazê-lo administrativamente mediante comprovação por documento hábil e idôneo emitido em
decorrência da prestação do serviço, que contenha:

a) A identificação do prestador, cuja aquisição esteja comprovada pela primeira via da nota fiscal
correspondente;
b) Identificação do local da obra;
c) Data de emissão da Nota Fiscal anterior à dedução. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 169/2013)

§ 7º O desenquadramento de contribuintes por impertinência fiscal na qualidade de Substituto


Tributário fica a critério da Autoridade Tributária Municipal. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)
Art. 142. Os responsáveis e substitutos tributários a que se referem os artigos 140 e 141 desta Lei
são obrigados ao recolhimento integral do imposto devido, multa e acréscimos legais,
independentemente de ter efetuada sua retenção na fonte.

(Revogado pela Lei Complementar nº 134/2009)

§ 2º Os responsáveis e substitutos mencionados neste artigo também são obrigados, na forma do


regulamento, a emitirem e a entregarem ao prestador do serviço, o recibo de retenção do imposto e
ainda, ao cumprimento das demais obrigações acessórias estabelecidas na legislação.

§ 3º A obrigatoriedade prevista no caput deste artigo será dispensada, sem prejuízo da aplicação das
penalidades legais cabíveis, se o responsável tributário comprovar que o prestador do serviço
efetuou o recolhimento do imposto devido relativa ao serviço tomado ou intermediado. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 143. Fica atribuída ao prestador do serviço a responsabilidade supletiva do pagamento total ou
parcial do imposto não retido na fonte.

§ 1º O prestador do serviço que sofrer retenção do imposto sobre serviços na fonte deverá exigir o
comprovante de retenção do imposto e guardá-lo para apresentação ao Fisco Municipal, quando
solicitado.

§ 2º Havendo, por parte do tomador de serviço, a retenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza, substitui totalmente a responsabilidade tributária do prestador de serviço. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 144. A base de cálculo para a retenção e o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza (ISSQN) será calculada na forma dos artigos 58 a 138 desta Lei. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 145. Na apuração da base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN
devido pelo prestador de serviço no período, serão deduzidos os valores retidos na fonte e recolhidos
pelos tomadores de serviços.

Art. 146. As empresas e as entidades alcançadas, de forma ativa ou passiva, pela retenção do
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, manterão controle, em separado, de forma
destacada, em pastas, em livros, em arquivos ou em quaisquer outros objetos, das operações ativas
e passivas sujeitas ao regime de responsabilidade tributária por substituição total, para exame
periódico da fiscalização municipal.

Seção VIII
Lançamento e Recolhimento

Art. 147. O lançamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, conforme TV -
Tabela de Vencimentos estabelecida, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo, será:
I - Efetuado de ofício pela autoridade administrativa, na prestação de serviço sob a forma de trabalho
pessoal do próprio contribuinte:

II - Efetuado, de forma espontânea, diretamente, pelo próprio sujeito passivo, na prestação de


serviço sob a forma de:

a) trabalho impessoal do próprio contribuinte, quando este, por ter, a seu serviço, empregado com a
sua mesma qualificação profissional, não for o simples fornecimento de trabalho:

b) pessoa jurídica.

III - Por homologação, nos casos em que o contribuinte ou responsável realizar a confissão de dívida
por meio da Declaração Mensal de Serviços (DMS) e não efetuar o recolhimento antecipado do
imposto. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 148. O pagamento antecipado do sujeito passivo extingue, potencialmente, o crédito tributário,
todavia, a extinção, efetiva, fica condicionada à resolução da ulterior homologação do lançamento.

Art. 149. Os atos anteriores à homologação do lançamento, praticados pelo sujeito passivo ou por
terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito, não influem sobre a obrigação tributária.
Art. 150. No caso previsto no inciso I, do artigo 147, desta lei, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do próprio
contribuinte será lançado de ofício pela autoridade administrativa, a cada ano, de acordo com a
respectiva quantidade de VRM - Valor de Referência do Município constante do anexo III desta lei.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

Art. 151. No caso previsto na alínea "a", do inciso II, do art. 147, desta lei, o Imposto Sobre Serviços
de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do
próprio contribuinte, quando este, por ter, a seu serviço, empregado com a sua mesma qualificação
profissional, não for o simples fornecimento de trabalho, deverá ser lançado, de forma espontânea,
diretamente, pelo próprio sujeito passivo, mensalmente, através da multiplicação do PS - Preço do
Serviço com a ALC - Alíquota Correspondente, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = PS X ALC

Art. 152. No caso previsto na alínea "b", do inciso II, do art. 147, desta lei, o Imposto Sobre Serviços
de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob a forma de pessoa jurídica, não
incluídas nos subitens 3.03 e 22.01 da lista de serviços, deverá ser lançado, de forma espontânea,
diretamente, pelo próprio sujeito passivo, mensalmente, através da multiplicação do PS - Preço do
Serviço com a ALC - Alíquota Correspondente, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = PS X ALC

Art. 153. No caso previsto na alínea "b", do inciso II, do art. 147, desta lei, o Imposto Sobre Serviços
de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob a forma de pessoa jurídica, incluída
no subitem 3.03 da lista de serviços, deverá ser lançado, de forma espontânea, diretamente, pelo
próprio sujeito passivo:

I - Proporcionalmente, conforme o caso, à extensão da ferrovia, rodovia, dutos e condutos de


qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao número de postes, existentes em cada
Município;

II - Mensalmente, conforme o caso:

a) através da multiplicação do PSA - Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e


da EM - Extensão Municipal da Ferrovia, Rodovia, Dutos, Condutos e Cabos de Qualquer Natureza,
Divididos pela ET - Extensão Total da Ferrovia, Rodovia, Dutos, Condutos e Cabos de Qualquer
Natureza, conforme a fórmula abaixo:
ISSQN = (PSA x ALC x EM): (ET)
b) através da multiplicação do PSA - Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e
da QPLM - Quantidade de Postes Locados no Município, Divididos pela QTPL - Quantidade Total de
Postes Locados, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = (PSA X ALC x QPLM): (QTPL)

Art. 154. No caso previsto na alínea "b", do inciso II, do art. 147, desta lei, o Imposto Sobre Serviços
de Qualquer Natureza - ISSQN sobre a prestação de serviço sob a forma de pessoa jurídica, incluída
no subitem 22.01 da lista de serviços, deverá ser lançado, de forma espontânea, diretamente pelo
próprio sujeito passivo, proporcionalmente à extensão da rodovia explorada, mensalmente, através
da multiplicação do PSA - Preço do Serviço Apurado, da ALC - Alíquota Correspondente e da EMRE
- Extensão Municipal da Rodovia Explorada, Divididos pela ECRE - Extensão Considerada da
Rodovia Explorada, conforme a fórmula abaixo:

ISSQN = (PSA X ALC x EMRE): (ECRE)

Art. 155. O lançamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN deverá ter em
conta a situação fática dos serviços prestados no momento da prestação dos serviços.

Art. 156. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre as prestações de serviços, com base nas quais poderá ser
lançado o imposto.

TÍTULO IV
TAXAS

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 157. As taxas de competência do Município decorrem em razão do exercício do poder de polícia.

Art. 158. Para efeito de instituição e cobrança de taxas, consideram-se compreendidas no âmbito
das atribuições municipais aquelas que, segundo a Constituição Federal, a Constituição Estadual,
a Lei Orgânica do Município e a legislação com elas compatível, competem ao Município.

Art. 159. As taxas cobradas pelo Município, no âmbito de suas respectivas atribuições:

I - Têm como fato gerador:

a) o exercício regular do poder de polícia;


b) a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte
ou posto à sua disposição;

II - Não podem:

a) ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que corresponda a imposto;
b) ser calculadas em função do capital das empresas.

Art. 160. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão
de interesse público concernente à segurança, meio ambiente, à higiene, à ordem, aos costumes, à
disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de
concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e
aos direitos individuais ou coletivos.
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo
órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

Art. 161. Os serviços públicos consideram-se:

I - Utilizados pelo contribuinte:

a) efetivamente, quando por ele usufrutos a qualquer título;


b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição
mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento;

II - Específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade


ou de necessidade públicas;

III - Divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus
usuários.

Parágrafo único. É irrelevante para a incidência das taxas:

I - Em razão do exercício do poder de polícia:

a) o cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas;


b) a licença, a autorização, a permissão ou a concessão, outorgadas pela União, pelo Estado ou pelo
Município;
c) a existência de estabelecimento fixo, ou de exclusividade, no local onde é exercida a atividade;
d) a finalidade ou o resultado econômico da atividade ou da exploração dos locais;
e) o efetivo funcionamento da atividade ou a efetiva utilização dos locais;
f) o recolhimento de preços, de tarifas, de emolumentos e de quaisquer outras importâncias
eventualmente exigidas, inclusive para expedição de alvarás, de licenças, de autorizações e de
vistorias;

II - Pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao


contribuinte ou postos a sua disposição, que os referidos serviços públicos sejam prestados
diretamente, pelo órgão público, ou, indiretamente, por autorizados, por permissionários, por
concessionários ou por contratados do órgão público.

CAPÍTULO II
ESTABELECIMENTO EXTRATIVISTA, PRODUTOR, INDUSTRIAL, COMERCIAL, SOCIAL E
PRESTADOR DE SERVIÇO

Art. 162. Estabelecimento:

I - É o local onde são exercidas, de modo permanente ou temporário, as atividades econômicas ou


sociais, sendo irrelevantes para sua caracterização as denominações de sede, de filial, de agência,
de sucursal, de escritório de representação ou de contato ou de quaisquer outras que venham a ser
utilizadas;

II - É, também, o local onde forem exercidas as atividades de diversões públicas de natureza


itinerante;

III - É, ainda, a residência de pessoa física, quando de acesso ao público em razão do exercício da
atividade profissional;

IV - A sua existência é indicada pela conjunção, parcial ou total, dos seguintes elementos:

a) manutenção de pessoal, de material, de mercadoria, de máquinas, de instrumentos e de


equipamentos:
b) estrutura organizacional ou administrativa;
c) inscrição nos órgãos previdenciários;
d) indicação como domicílio tributário para efeito de outros tributos;
e) permanência ou ânimo de permanecer no local, para a exploração econômica ou social da
atividade exteriorizada através da indicação do endereço em impressos, formulários ou
correspondência, contrato de locação do imóvel, propaganda ou publicidade, ou em contas de
telefone, de fornecimento de energia elétrica, de água ou de gás.

Parágrafo único. A circunstância da atividade, por sua natureza, ser executada, habitual ou
eventualmente, fora do estabelecimento, não o descaracteriza como estabelecimento.

Art. 163. Para efeito de incidência das taxas, consideram-se como estabelecimentos distintos:

I - Os que, embora no mesmo local e com idêntico ramo de atividade ou não, pertençam a diferentes
pessoas físicas ou jurídicas;

II - Os que, embora com idêntico ramo de atividade e pertencentes à mesma pessoa física ou
jurídica, estejam situados em prédios distintos ou em locais diversos, ainda que no mesmo imóvel.

Art. 164. O lançamento e o pagamento das taxas não importam no reconhecimento da regularidade
da atividade exercida.

CAPÍTULO III
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO, DE INSTALAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO DE
ESTABELECIMENTO

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 165. A Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL, fundada no poder de polícia do Município tem como fato gerador o
desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo
legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de
estabelecimento, pertinente aos zoneamentos urbano e rural, em observância às normas municipais
de posturas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)

Parágrafo único. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de


Funcionamento de Estabelecimento - TFL considera-se ocorrido:

I - No primeiro exercício, na data de início de atividade, pelo desempenho, pelo órgão competente,
nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
localização e a instalação de estabelecimento;

II - Nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento de
estabelecimento;

III - Em qualquer exercício, na data de alteração de endereço e/ou de atividade, pelo desempenho,
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da
fiscalização exercida sobre a localização e a instalação de estabelecimento. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 114/2007)

IV - Para fins de cálculo da A Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de


Funcionamento de Estabelecimento - TFL de estabelecimentos localizados na zona rural, considerar-
se-á valor constante no CLE - Coeficiente de Localização de Estabelecimento da Região "B",
determinado na Tabela 2 do Anexo IV deste Código Tributário Municipal. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 271/2020)
Art. 166. Nenhum estabelecimento comercial, industrial, de prestação de serviços ou de outra
natureza poderá se estabelecer ou funcionar sem o alvará de licença, que atestará as condições do
estabelecimento concernentes à localização, à segurança, à higiene, à saúde, à ordem, aos
costumes, ao exercício de atividades dependentes de concessão, permissão ou autorização do
Poder Público, à tranquilidade pública, ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou
coletivos, à garantia do cumprimento da legislação urbanística e demais normas de posturas,
observado o seguinte:

I - Quando o grau de risco da atividade não for considerado alto, conforme definido em regulamento,
será emitido Alvará de Funcionamento Provisório, que permitirá o início de operação do
estabelecimento imediatamente após o ato de registro;

II - Sendo o grau de risco da atividade considerado alto, a licença para localização será concedida
após a vistoria inicial das instalações consubstanciadas no alvará, decorrente das atividades sujeitas
à fiscalização municipal nas suas zonas urbanas e rural, mediante o recolhimento da respectiva taxa.

§ 1º Na hipótese do inciso I do caput deste artigo, deverão ser respeitadas as condições abaixo
especificadas:

I - O Alvará de Funcionamento Provisório será acompanhado de informações concernentes aos


requisitos para funcionamento e exercício das atividades econômicas constantes do objeto social,
para efeito de cumprimento das normas de segurança sanitária, ambiental e de prevenção contra
incêndio, vigentes no Município;

II - A emissão do Alvará de Funcionamento Provisório dar-se-á mediante a assinatura de Termo de


Ciência e Responsabilidade por parte do responsável legal pela atividade, pelo qual este firmará
compromisso, sob as penas da lei, de observar, no prazo indicado, os requisitos de que trata o inciso
anterior;

III - A transformação do Alvará de Funcionamento Provisório em Alvará de Funcionamento efetivo


será condicionada à apresentação das licenças de autorização de funcionamento emitidas pelos
órgãos e entidades competentes, sendo que os órgãos públicos municipais deverão emitir tais laudos
de vistoria ou de exigências no prazo máximo de 60 (sessenta) dias.

§ 2º Considerando a hipótese do inciso II do caput deste artigo, não sendo emitida a licença de
autorização de funcionamento ou laudo de exigências no prazo de 60 (sessenta) dias da solicitação
do registro, será emitido, pelo órgão responsável, o Alvará de Funcionamento Provisório, nos termos
do parágrafo anterior.

§ 3º O Poder Executivo definirá, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da publicação desta Lei
Complementar, as atividades cujo grau de risco seja considerado alto e que exigirão vistoria prévia.

§ 4º Os requisitos de segurança sanitária, controle ambiental e prevenção contra incêndios, para os


fins de registro e legalização de microempresas e empresas de pequeno porte, deverão ser
simplificados, racionalizados e uniformizados pelos entes e órgão do Município, no âmbito de suas
competências.

§ 5º É obrigatória a fixação, em local visível e acessível à fiscalização, do alvará de licença para


localização.

§ 6º Será exigida a taxa de renovação anual de licença para localização, bem como sempre que
ocorrer mudança de ramo de atividade, modificações nas características do estabelecimento ou
transferência de local, nos termos dos incisos II e III do Parágrafo Único do artigo anterior. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 167. A Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL não incide sobre as pessoas físicas não estabelecidas.

Parágrafo único. Não incide a Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de


Funcionamento de Estabelecimento - TFL sobre as pessoas físicas estabelecidas, que atuem em
idêntico ramo de atividade constante em seu cadastro municipal à pessoa Jurídica de sua
titularidade, desde que ambos desenvolvam suas atividades no mesmo endereço fiscal. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

Seção II
Base de Cálculo

Art. 168. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de


Funcionamento de Estabelecimento - TFL será determinada, para cada atividade, através de rateio,
divisível, proporcional e diferenciado do custo da respectiva atividade pública específica, em função
do número anual de diligências fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - Custo com pessoal; salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - Custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - Custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - Custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;

V - Custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - Demais custos.

Art. 169. A Taxa de Fiscalização de Localização de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL estabelecida na Tabela nº 1 do Anexo IV desta Lei, quando for igual ou
inferior a 150 VRM o Valor da Taxa de Fiscalização de Localização de Instalação e de
Funcionamento de Estabelecimento - TFL será calculada através da multiplicação da "n" -
Quantidade de VRM estabelecida na Tabela nº 1 do Anexo IV, desta Lei, com o VRM - Valor de
Referência do Município, e pelo CLE - Coeficiente de Localização de Estabelecimento determinado
na Tabela 2 do Anexo IV, conforme a fórmula abaixo:

TFL = ("n" VRM) x (CLE)

Art. 170. Quando a Taxa de Fiscalização de Localização de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL estabelecida na Tabela 1 do Anexo IV desta Lei, for superior a 150 VRM, será
utilizado o Valor constante nesta Tabela.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 171. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de


Funcionamento de Estabelecimento - TFL é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo
órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de estabelecimento, pertinente ao
zoneamento urbano, em observância às normas municipais de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 172. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de Estabelecimento - TFL ou por
estarem expressamente designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as
pessoas físicas ou jurídicas:

I - Titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel onde está localizado,
instalado e funcionando o estabelecimento;
II - Responsáveis pela locação do bem imóvel onde está localizado, instalado e funcionando o
estabelecimento.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 173. A Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL será lançada, de ofício pela autoridade administrativa, conforme estabelecido
nos artigos 169 e 170 desta Lei;

Art. 174. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento


de Estabelecimento - TFL ocorrerá:

I - No primeiro exercício, na data da inscrição cadastral;

II - Nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - Em qualquer exercício, havendo alteração de endereço, na data da alteração cadastral.

Art. 175. A Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de


Estabelecimento - TFL será recolhida, através de Documento de Arrecadação de Receitas
Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada pela Prefeitura.

I - No primeiro exercício, na data da inscrição cadastral;

II - Nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - Em qualquer exercício, havendo alteração de endereço, na data da alteração cadastral.

Parágrafo único. O número de parcelas e o valor do desconto para pagamento antecipado serão
estabelecidos, conforme TP - Tabela de Pagamento, através de Decreto pelo Chefe do Executivo.

Art. 176. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento


de Estabelecimento - TFL deverá ter em conta a situação fática do estabelecimento no momento do
lançamento.

Art. 177. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do estabelecimento, com base nas quais poderá
ser lançada a Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de
Estabelecimento - TFL.

§ 1º Constatada a inadimplência do contribuinte em relação aos tributos econômicos por 03 (três)


exercícios consecutivos sem que este realize qualquer fato gerador econômico-tributário para com a
Fazenda Pública Municipal, seu Cadastro Mobiliário será suspenso de ofício até que se identifique a
real situação fática do estabelecimento, sem prejuízos a eventuais lançamentos retroativos por parte
do Fisco. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 262/2020)

CAPÍTULO IV
TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 178. A Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS, fundada no poder de polícia do Município -
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de
fato, em razão de interesse público concernente à higiene da produção e do mercado - tem como
fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância
do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de
estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado, acondicionado, conservado, depositado,
armazenado, transportado, distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou exercida outra atividade
pertinente à higiene pública, em observância às normas municipais sanitárias.

Art. 179. O fato gerador da Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS considera - se ocorrido:

I - no primeiro exercício, na data de início de atividade, pelo desempenho, pelo órgão competente,
nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
localização e a instalação de estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado,
acondicionado, conservado, depositado, armazenado, transportado, distribuído, vendido ou
consumido alimentos, ou exercida outra atividade pertinente à higiene pública;

II - nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento de
estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado, acondicionado, conservado, depositado,
armazenado, transportado, distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou exercida outra atividade
pertinente à higiene pública;

III - em qualquer exercício, na data de alteração de endereço e/ou de atividade, pelo desempenho,
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da
fiscalização exercida sobre a localização e a instalação de estabelecimento, onde é fabricado,
produzido, manipulado, acondicionado, conservado, depositado, armazenado, transportado,
distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou exercida outra atividade pertinente à higiene pública.

Art. 180. A Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS não incide não incide sobre as pessoas físicas não
estabelecidas.

Parágrafo único. Consideram-se não estabelecidas as pessoas físicas que:

I - exerçam suas atividades em suas próprias residências, desde que não abertas ao público em
geral;

II - prestam seus serviços no estabelecimento ou na residência dos respectivos tomadores de


serviços.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 181. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS será determinada, para cada
atividade, através de rateio, divisível, proporcional e diferenciado do custo da respectiva atividade
pública específica, em função do número anual de diligências fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento; informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.
Art. 182. A Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS estabelecida na Tabela nº 1 do Anexo V desta Lei,
quando for igual ou inferior a 150 VRM o Valor da Taxa de Fiscalização de Localização de Instalação
e de Funcionamento de Estabelecimento - TFL será calculada através da multiplicação da "n" -
Quantidade de VRM estabelecida na Tabela nº 1 do Anexo V, desta Lei, com o VRM - Valor de
Referência do Município, e pelo CLE - Coeficiente de Localização de Estabelecimento determinado
na Tabela 2 do Anexo V, conforme a fórmula abaixo e a Tabela e anexo V desta Lei:

TFL = (V VRM) X (CLE)

Art. 183. Quando a Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS estabelecida na Tabela 1 do Anexo V desta
Lei, for superior a 150 VRM, será utilizado o Valor constante nesta Tabela.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 184. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS é a pessoa física ou jurídica
sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do
processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de
estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado, acondicionado, conservado, depositado,
armazenado, transportado, distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou exercida outra atividade
pertinente à higiene pública.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 185. Portarem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalizando Sanitária - TFS ou por estarem expressamente designados, são pessoalmente
solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas físicas ou jurídicas:

I - titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel onde está localizado,
instalado e funcionando o estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado, acondicionado,
conservado, depositado, armazenado, transportado, distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou
exercida outra atividade pertinente à higiene pública;

II - responsáveis pela locação do bem Imóvel onde está localizado, instalado e funcionando o
estabelecimento, onde é fabricado, produzido, manipulado, acondicionado, conservado, depositado,
armazenado, transportado, distribuído, vendido ou consumido alimentos, ou exercida outra atividade
pertinente à higiene pública.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 186. A Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS será lançada, de ofício pela autoridade
administrativa, conforme estabelecido nos artigos 182 e 183 desta Lei:

Art. 187. O lançamento da Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS ocorrerá:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração de endereço e/ou de atividade, na data da alteração
cadastral.

Art. 188. A Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS será recolhida, através de Documento de
Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada pela Prefeitura:
I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração de endereço e/ou de atividade, na data da alteração
cadastral.

Art. 189. O lançamento da Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS deverá ter em conta a situação
fática do estabelecimento no momento do lançamento.

Art. 190. Sempre que julgar necessário, a correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do estabelecimento, com base nas quais poderá
ser lançada a Taxa de Fiscalização Sanitária - TFS.

CAPÍTULO V
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE ANÚNCIO

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 191. A Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA, fundada no poder de polícia do Município -
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de
fato, em razão de interesse público concernente ao respeito à propriedade e aos direitos individuais
ou coletivos - tem como fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a utilização e a
exploração de anúncio, pertinente aos bens públicos de uso comum e ao controle da estética e do
espaço visual urbanos, em observância às normas municipais de posturas.

Art. 192. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício ou mês, na data de início da utilização do anúncio, pelo desempenho, pelo
órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a utilização e a exploração de anúncio;

II - nos exercícios subsequentes ou meses, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da
lei aplicável e com observância do processo legai, da fiscalização exercida sobre a exploração de
anúncio;

III - em qualquer exercício ou mês, na data de alteração da utilização do anúncio, pelo desempenho,
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da
fiscalização exercida sobre a utilização de anúncio.

Art. 193. A Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA não incide sobre os anúncios, desde que sem
qualquer legenda, dístico ou desenho de valor publicitário;

I - destinados a fins patrióticos e à propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, na forma


prevista na legislação eleitoral;

II - no interior de estabelecimentos, divulgando artigos ou serviços neles negociados ou explorados;

III - em placas ou em letreiros que contiverem apenas a denominação do prédio;

IV - que indiquem o uso, a lotação, a capacidade ou quaisquer outros avisos técnicos elucidativos do
emprego ou da finalidade da coisa;

V - em placas ou em letreiros destinados, exclusivamente, à orientação do público;


VI - que recomendem cautela ou indiquem perigo e sejam destinados, exclusivamente, à orientação
do público;

VII - em placas indicativas de oferta de emprego, afixadas no estabelecimento do empregador;

VIII - de locação ou de venda de imóveis, quando colocados no respectivo imóvel;

IX - em painel ou em tabuleta afixada, por determinação legal, no local da obra de construção civil,
durante o período de sua execução, desde que contenha, tão-somente, as indicações exigidas e as
dimensões recomendadas pela legislação própria;

X - de afixação obrigatória decorrente de disposição legal ou regulamentar.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 194. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA será determinada, para cada
anúncio, através de rateio, divisível, proporcional e diferenciado do custo da respectiva atividade
pública específica, em função do número anual de verificações fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como;

I - custo com pessoal; salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional; água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente; caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento; informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção; assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 195. A Taxa de Fiscalização De Anúncio - TFA será definida pelo Valor Unitário estabelecido na
Tabela I do Anexo VI desta Lei.

Art. 196. A Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA será calculada através da multiplicação do Metro
Quadrado de Anúncio pelo VRM - Valor de Referência Municipal estabelecido na Tabela II do Anexo
VI, desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 197. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA é a pessoa física ou jurídica
sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do
processo legal, da fiscalização exercida sobre a utilização e a exploração de anúncio, pertinente aos
bens públicos de uso comum e ao controle da estética e do espaço visual urbanos, em observância
às normas municipais de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 198. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Anúncio - TFA ou por estarem expressamente designados, são pessoalmente
solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas físicas ou jurídicas;

I - titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem;


a) imóvel onde o anúncio está localizado;
b) móvel onde o anúncio está sendo veiculado;

I - responsáveis pela locação do bem;

a) imóvel onde o anúncio está localizado;


b) móvel onde o anúncio está sendo veiculado;

III - as quais o anúncio aproveitar, quanto ao anunciante ou ao objeto anunciado.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 199. A Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA será lançada, de ofício pela autoridade
administrativa, conforme estabelecido nos artigos 195 e 196 desta Lei.

Art. 200. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA ocorrerá:

I - no primeiro exercício ou mês, na data da inscrição cadastral do anúncio;

II - nos exercícios ou meses subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida,


através de Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício ou mês, havendo alteração de endereço e/ou de anúncio e/ou de veículo
de divulgação, na data da alteração cadastral.

Art. 201. A Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA será recolhida, através de Documento de
Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada pela Prefeitura:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral do anúncio;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração de endereço e/ou de anúncio e/ou de veículo de
divulgação, na data da alteração cadastral.

Art. 202. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA deverá ter em conta a situação
fática do anúncio e do seu veículo de divulgação no momento do lançamento.

Art. 203. Sempre que julgar necessário, a correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do anúncio e do seu veículo de divulgação, com
base nas quais poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de Anúncio - TFA.

CAPÍTULO VI
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO DE ESTABELECIMENTO EM HORÁRIO
ESPECIAL

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 204. A Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial -


TFHE, fundada no poder de polícia do Município - limitando ou disciplinando direito, interesse ou
liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente
ao exercício de atividades dependentes de concessão ou autorização do Poder Público - tem como
fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância
do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento de estabelecimento em horário
especial, pertinente ao zoneamento urbano, em observância às normas municipais de posturas.

Art. 205. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário


Especial - TFHE considera-se ocorrido:

I - no primeiro dia, na data de início de funcionamento do estabelecimento em horário especial, pelo


desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo
legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento do estabelecimento em horário especial;

II - nos dias, semanas, meses e anos subsequentes, na data de funcionamento do estabelecimento


em horário especial, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com
observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento do estabelecimento
em horário especial;

III - em qualquer dia, semana, mês e ano, na data de reinicio de funcionamento do estabelecimento
em horário especial, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com
observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre de funcionamento do estabelecimento
em horário especial.

Art. 206. Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial - TFHE


não incide sobre as pessoas físicas não estabelecidas.

Parágrafo único. Consideram-se não estabelecidas as pessoas físicas que:

I - exerçam suas atividades em suas próprias residências, desde que não abertas ao público em
geral;

II - prestam seus serviços no estabelecimento ou na residência dos respectivos tomadores de


serviços.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 207. base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário


Especial - TFHE será determinada para cada atividade, em função do número diário, semanal,
mensal e ou anual.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 208. Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial - TFHE


será definida pela Tabela do Anexo VII desta Lei:

Art. 209. Fica autorizado o Poder Executivo a proceder a devida regulamentação para as atividades
não relacionada na Tabela do Anexo Vil desta Lei.
Seção III
Sujeito Passivo

Art. 210. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em


Horário Especial - TFHE é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão
competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre o funcionamento de estabelecimento em horário especial, pertinente ao zoneamento
urbano, em observância às normas municipais de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 211. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial - TFHE ou por estarem
expressamente designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas
físicas ou jurídicas:

I - titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel onde está localizado,
instalado e funcionando o estabelecimento;

II - responsáveis pela locação do bem imóvel onde está localizado, instalado e funcionando o
estabelecimento.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 212. A Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial - TFHE


será lançada, de ofício pela autoridade administrativa, através da Tabela do Anexo VII, desta Lei.

Art. 213. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário


Especial - TFHE ocorrerá:

I - no primeiro dia, na data da autorização e do licenciamento municipal;

II - nos dias, semanas, meses e anos subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento


estabelecida, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer dia, semana, mês ou ano, na data da nova autorização e do novo licenciamento
municipal.

Art. 214. A Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial - TFHE


será recolhida, através de Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária,
devidamente, autorizada pela Prefeitura;

I - no primeiro dia, semana, mês ou ano, na data da autorização e do licenciamento municipal;

II - nos dias, semanas, meses e anos subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento


estabelecida, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo:

III - em qualquer dia, semana, mês ou ano, havendo reinicio de funcionamento do estabelecimento
em horário especial, na data da nova autorização e do novo licenciamento municipal.

Art. 215. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário


Especial - TFHE deverá ter em conta a situação fática do estabelecimento no momento do
lançamento.

Art. 216. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do estabelecimento, com base nas quais poderá
ser lançada a Taxa de Fiscalização de Funcionamento de Estabelecimento em Horário Especial -
TFHE.

CAPÍTULO VII
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE ATIVIDADE AMBULANTE, EVENTUAL E FEIRANTE

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 217. A Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE, fundada no
poder de polícia do Município - limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a
prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à higiene, à ordem,
aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades dependentes de
concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública e ao respeito à propriedade e
aos direitos individuais ou coletivos - tem como fato gerador o desempenho, pelo órgão competente,
nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
localização, a instalação e o funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e Feirante, pertinente
ao zoneamento urbano, em observância às normas municipais sanitárias e de posturas.

Art. 218. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE
considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício ou mês ou dia, na data ou na hora de início de localização, de instalação e


de funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e Feirante, pelo desempenho, pelo órgão
competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e
Feirante;

II - nos exercícios ou meses ou dias subsequentes, na data ou na hora de funcionamento de


atividade Ambulante, Eventual e Feirante, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da
lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento de
atividade Ambulante, Eventual e Feirante;

III - em qualquer exercício ou mês ou dia, na data ou na hora de reinicio de localização, de instalação
e de funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e Feirante, pelo desempenho, pelo órgão
competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a localização, a instalação e o funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e
Feirante;

Art. 219. Considera-se atividade;

I - ambulante, a exercida, individualmente, de modo habitual, com instalação ou localização fixas ou


não;

II - eventual, a exercida, individualmente ou não, em determinadas épocas do ano, especialmente por


ocasião de exposições, feiras, festejos, comemorações e outros acontecimentos, em locais
previamente definidos;

III - feirante, a exercida, individualmente ou não, de modo habitual, nas feiras livres, em locais
previamente determinados.

§ 1º A atividade ambulante, eventual e feirante é exercida, sem estabelecimento, em instalações


removíveis, colocadas nas vias, nos logradouros ou nos locais de acesso ao público, como veículos,
como "trailers", como "stands", como balcões, como barracas, como mesas, como tabuleiros e como
as demais instalações congêneres, assemelhadas e similares.

§ 2º (VETADO)

Seção II
Base de Cálculo

Art. 220. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante -
TFE será determinada, para cada atividade, através de rateio, divisível, proporcional e diferenciado
do custo da respectiva atividade pública específica, em função do número diário ou semanal ou
mensal ou anual de diligências fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 221. A Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE será definida
pelo VRM - Valor Referencia Municipal para cada atividade relacionada na Tabela do Anexo VIII
desta Lei:

Art. 222. Fica autorizado o Poder Executivo a proceder à devida regulamentação para as atividades
não relacionada na Tabela do Anexo VIII desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 223. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante -
TFE é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a
instalação e o funcionamento de atividade Ambulante, Eventual e Feirante pertinente ao zoneamento
urbano, em observância às normas municipais sanitárias e de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 224. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE ou por estarem expressamente
designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas físicas ou jurídicas;

I - titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel onde está localizado,
instalado e funcionando o ambulante, o eventual e o feirante;

II - responsáveis pela locação do bem imóvel onde está localizado, instalado e funcionando o
ambulante, o eventual e o feirante;

III - o promotor, o organizador e o patrocinador de exposições, feiras festejos, comemorações e


outros acontecimentos, em locais previamente definidos.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 225. A Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE será lançada, de
ofício pela autoridade administrativa, conforme o caput do artigo 221, desta Lei.
Art. 226. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE
ocorrerá:

I - no primeiro exercício ou mês ou dia, na data da autorização e do licenciamento municipal;

II - nos exercícios ou meses ou dias subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento


estabelecida, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício ou mês ou dia, na data da nova autorização e do novo licenciamento
municipal.

Art. 227. A Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE será recolhida,
através de Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente,
autorizada pela Prefeitura;

I - no primeiro exercício, na data da autorização e do licenciamento municipal;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo reinicio de localização, de instalação e de funcionamento de


atividade Ambulante, Eventual e Feirante, na data da nova autorização e do novo licenciamento
municipal.

Art. 228. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE
deverá ter em conta a situação fática da atividade Ambulante e Eventual no momento do lançamento.

Art. 229. Sempre que julgar necessário, a correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação da atividade Ambulante e Eventual, com base nas
quais poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE.

CAPÍTULO VIII
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE OBRA PARTICULAR E DE PARCELAMENTO DO SOLO

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 230. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO, fundada no
poder de polícia do Município - limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a
prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança e ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos - tem como fato gerador o desempenho,
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da
fiscalização exercida sobre a execução de obra particular, no que respeita à construção e à reforma
de edificação e à execução de loteamento de terreno e de parcelamento do solo, pertinente à lei de
uso e de ocupação do solo e ao zoneamento urbano, em observância às normas municipais de
obras, de edificações e de posturas.

Art. 231. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -
TFO considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício, na data de início da obra particular, pelo desempenho, pelo órgão
competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a execução de obra particular, no que respeita à construção e à reforma de edificação
e à execução de loteamento de terreno;

II - nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a execução de obra
particular, no que respeita à construção e â reforma de edificação e à execução de loteamento de
terreno;

III - em qualquer exercício, na data de alteração da obra particular, pelo desempenho, pelo órgão
competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a execução de obra particular, no que respeita à construção e à reforma de edificação
e à execução de loteamento de terreno.

Art. 232. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO não incide
sobre:

I - a limpeza ou a pintura interna e externa de prédios, de muros e de grades;

II - a construção de passeios e de logradouros públicos providos de meio-fio;

III - a construção de muros de contenção de encostas.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 233. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -
TFO será determinada, para cada obra particular, em função do número anual de vistorias fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade públicaespecífica, todos os gastos


diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão V competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal; salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional; água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento; informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção; assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 234. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO será calculada
com base no padrão de acabamento da construção, de acordo com a Tabela do Anexo IX desta Lei.

Art. 235. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO, a cargo do
Chefe do Executivo, poderá ser utilizado para o pagamento de produtividade da Equipe de
Fiscalização de Obras Particulares, a qual será normatizada, posteriormente, por Decreto Municipal.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 236. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -
TFO é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a execução de obra
particular, no que respeita à construção e à reforma de edificação e à execução de loteamento de
terreno, pertinente à lei de uso e de ocupação do solo e ao zoneamento urbano, em observância às
normas municipais de obras, de edificações e de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária
Art. 237. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO ou por estarem expressamente
designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas físicas ou jurídicas;

I - responsáveis pelos projetos ou pela sua execução;

II - responsáveis pela locação, bem como o locatário, do imóvel onde esteja sendo executada a obra.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 238. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO será calculada
com base no padrão de acabamento da construção, de acordo, anexo IX desta Lei, e será exigida na
forma e prazos regulamentares.

Art. 239. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -


TFO ocorrerá;

I - no primeiro exercício, na data da autorização e do licenciamento da obra particular;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração da obra particular, na data da nova autorização e do
novo licenciamento da obra particular.

Art. 240. A Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO será recolhida,
através de Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária ou assemelhada,
devidamente, autorizada pela Prefeitura:

I - no primeiro exercício, na data da autorização e do licenciamento da obra particular;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração da obra particular, na data da nova autorização e do
novo licenciamento da obra particular.

Art. 241. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -


TFO deverá ter em conta a situação fática da obra particular no momento do lançamento.

Art. 242. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação da obra particular, com base nas quais poderá ser
lançada a Taxa de Fiscalização de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - TFO.

CAPÍTULO IX
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE OCUPAÇÃO E DE PERMANÊNCIA EM ÁREAS, EM VIAS E EM
LOGRADOUROS PÚBLICOS

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 243. A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em


Logradouros Públicos - TFP, fundada no poder de polícia do Município tem como fato gerador o
desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo
legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação, a ocupação e a permanência de
móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer outros objetos, pertinente à lei
de uso e de ocupação do solo e ao zoneamento urbano, à estética urbana, aos costumes, à ordem, à
tranquilidade, à higiene, ao trânsito e à segurança pública, em observância ás normas municipais de
posturas.

Art. 244. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias
e em Logradouros Públicos - TFP considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício ou mês ou dia, na data de Início da localização, da instalação e da ocupação


em áreas, em vias e em logradouros públicos, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites
da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a
instalação e a ocupação de móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer
outros objetos;

II - nos exercícios ou meses ou dias subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos
limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
permanência de móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer outros objetos;

III - em qualquer exercício ou mês ou dia, na data de alteração da localização ou da instalação ou da


ocupação em áreas, em vias e em logradouros públicos, pelo desempenho, pelo órgão competente,
nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
localização ou a instalação ou a ocupação de móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e
de quaisquer outros objetos.

Art. 245. A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em


Logradouros Públicos - TFP não incide sobre a localização, a instalação, a ocupação e a
permanência de veículos de particulares não destinados ao exercício de atividades econômicas.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 246. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em


Vias e em Logradouros Públicos - TFP será determinada, para cada móvel, equipamento, veículo,
utensílio e qualquer outro objeto, através de rateio, divisível, proporcional e diferenciado do custo da
respectiva atividade pública específica, em função do número anual de verificações fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros.

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros:

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 247. A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em


Logradouros Públicos - TFP será definida pelo VRM - Valor Referencia Municipal para cada atividade
relacionada na Tabela do Anexo X desta Lei:

Art. 248. Fica autorizado o Chefe do Executivo a proceder a devida regulamentação para as
atividades não relacionada na Tabela do Anexo X desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo
Art. 249. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em
Vias e em Logradouros Públicos - TFP é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo
órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização
exercida sobre a localização, a instalação, a ocupação e a permanência de móveis, de
equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer outros objetos, pertinente à lei de uso e de
ocupação do solo e ao zoneamento urbano, à estética urbana, aos costumes, à ordem, à
tranquilidade, à higiene, ao trânsito e à segurança pública, em observância às normas municipais de
posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 250. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em Logradouros Públicos - TFP
ou por estarem expressamente designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as
pessoas físicas ou jurídicas;

I - responsáveis pela instalação dos móveis, dos equipamentos, dos veículos, dos utensílios e dos
outros objetos;

II - responsáveis pela locação, bem como o locatário, dos móveis, dos equipamentos, dos veículos,
dos utensílios e dos outros objetos.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 251. A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em


Logradouros Públicos - TFP será lançada, de ofício pela autoridade administrativa, conforme o caput
do artigo 247, desta Lei.

Art. 252. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias


e em Logradouros Públicos - TFP ocorrerá;

I - no primeiro exercício, na data da autorização e do licenciamento dos móveis, dos equipamentos,


dos veículos, dos utensílios e dos outros objetos;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração da localização, da instalação, da ocupação e da


permanência de móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer outros objetos,
na data da nova autorização e do novo licenciamento.

Art. 253. A Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em


Logradouros Públicos - TFP será recolhida, através de Documento de Arrecadação de Receitas
Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada pela Prefeitura;

I - no primeiro exercício, na data da autorização e do licenciamento dos móveis, dos equipamentos,


dos veículos, dos utensílios e dos outros objetos;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo alteração da localização, da instalação, da ocupação e da


permanência de móveis, de equipamentos, de veículos, de utensílios e de quaisquer outros objetos,
na data da nova autorização e do novo licenciamento.
Art. 254. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias
e em Logradouros Públicos - TFP deverá ter em conta a situação fática dos móveis, dos
equipamentos, dos veículos, dos utensílios e dos outros objetos no momento do lançamento.

Art. 255. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação dos móveis, dos equipamentos, dos veículos, dos
utensílios e dos outros objetos, com base nas quais poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de
Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em Logradouros Públicos - TFP.

CAPÍTULO X
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VEÍCULO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIRO

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 256. Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV, fundada no poder de
polícia do Município tem como fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a circulação, a
segurança, o conforto, a higiene, a conservação e o funcionamento de veículo de transporte de
passageiro, pertinente ao exercício de atividades dependentes de concessão ou de autorização do
Poder Público e ao respeito dos direitos individuais ou coletivos, em observância às normas
municipais de transporte.

Art. 257. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV
considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício, na data de início de circulação do veículo de transporte de passageiro, pelo


desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo
legal, da fiscalização exercida sobre a segurança e o conforto do veículo de transporte de
passageiro;

II - nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a segurança, o
conforto, a higiene, a conservação e o funcionamento do veículo de transporte de passageiro;

III - em qualquer exercício, na data de conserto, de reforma ou de restauração do veículo de


transporte de passageiro, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e
com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a segurança, o conforto, a
higiene, a conservação e o funcionamento do veículo de transporte de passageiro;

Seção II
Base de Cálculo

Art. 258. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV
será determinada, para cada veículo de transporte de passageiro, através de rateio, divisível,
proporcional e diferenciado do custo da respectiva atividade pública específica, em função do
número anual de vistorias fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal; salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;


V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 259. A Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV será determinada
em função do tipo de Veículo e seu valor será estabelecido em VRM - Valor Referencia Municipal por
ano conforme a Tabela constante no Anexo XI desta Lei.

Art. 260. Fica autorizado o Poder Executivo a proceder a devida regulamentação para os Veículos
não relacionados na Tabela do Anexo XI desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 261. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV é
a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável
e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a circulação, a segurança, o
conforto, a higiene, a conservação e o funcionamento do veículo de transporte de passageiro,
pertinente ao exercício de atividades dependentes de concessão ou de autorização do Poder Público
e ao respeito dos direitos individuais ou coletivos, em observância às normas municipais de
transporte.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 262. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV ou por estarem expressamente
designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa;

I - a pessoa jurídica arrendadora ou financiadora do veículo de transporte de passageiro;

II - o responsável pela locação do veículo de transporte de passageiro.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 263. A Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV será lançada, de
ofício pela autoridade administrativa conforme o caput do artigo 259, desta Lei.

Art. 264. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV


ocorrerá:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral do veículo de transporte de passageiro;

II - nos exercícios Subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo conserto, reforma ou restauração do veículo de transporte de


passageiro.

Art. 265. A Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV será recolhida,
através de Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente,
autorizada pela Prefeitura;

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral do veículo de transporte de passageiro;

II - nos exercícios subsequentes conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;
III - em qualquer exercício, havendo conserto, reforma ou restauração do veículo de transporte de
passageiro, na data da vistoria fiscal.

Art. 266. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV


deverá ter em conta a situação fática do veículo de transporte de passageiro no momento do
lançamento.

Art. 267. Sempre que julgar necessário, a correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do veículo de transporte de passageiro, com base
nas quais poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de Veículo de Transporte de Passageiro - TFV.

CAPÍTULO XI
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE MÁQUINA, DE MOTOR E DE EQUIPAMENTO ELETROMECÂNICO

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 268. A Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM, -


tem como fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com
observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação, a
conservação, o funcionamento e a segurança de máquina, motor e equipamento eletromecânico,
pertinente à disciplina da produção e ao respeito aos direitos individuais ou coletivos, em observância
às normas municipais de meio ambiente e de posturas.

Art. 269. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - TFM considera-se ocorrido:

I - no primeiro exercício, na data da localização e da instalação da máquina, do motor e do


equipamento eletromecânico, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e
com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização e a instalação da
máquina, do motor e do equipamento eletromecânico:

II - nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento da
máquina, do motor e do equipamento eletromecânico:

III - em qualquer exercício, na data de conserto, de restauração ou de reforma da máquina, do motor


e do equipamento eletromecânico, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre o funcionamento da
máquina, do motor e do equipamento eletromecânico.

Art. 270. Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM não
incide sobre a máquina, o motor e o equipamento eletromecânico utilizado:

I - em residência particular:

II - em atividade comercial ou prestadora de serviço.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 271. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - TFM será determinada, para cada máquina, motor e equipamento eletromecânico,
através de rateio, divisível, proporcional e diferenciado do custo da respectiva atividade pública
específica, em função do número anual de vistorias fiscais.
Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros:

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 272. A Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM


será determinada em função do tipo de Máquina ou Equipamento e seu valor será estabelecido em
VRM - Valor Referencia Municipal por ano conforme a Tabela constante no Anexo XII desta Lei:

Art. 273. Fica autorizado o Poder Executivo a proceder a devida regulamentação para as Maquinas e
Equipamentos não relacionados na Tabela do Anexo XII desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 274. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - TFM é a pessoa física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão competente,
nos limites da lei aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a
localização, a instalação e o funcionamento da máquina, de motor e de equipamento eletromecânico,
pertinente à disciplina da produção e ao respeito aos direitos individuais ou coletivos, em observância
ás normas municipais de meio ambiente e de posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 275. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM ou por estarem
expressamente designados, são pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa, as pessoas
físicas ou jurídicas;

I - titulares da propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel onde está localizado,
instalado e funcionando a máquina, o motor e o equipamento eletromecânico;

II - responsáveis pela locação do bem imóvel onde está localizado, instalado e funcionando a
máquina, o motor e o equipamento eletromecânico.

Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 276. A Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM


será lançada, de ofício pela autoridade administrativa conforme o caput do artigo 272, desta Lei.

Art. 277. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - TFM ocorrerá:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral da máquina, do motor e do equipamento


eletromecânico:
II - nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de
Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo conserto, restauração ou reforma da máquina, do motor e do


equipamento eletromecânico.

Art. 278. Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM será
recolhida, através de Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária,
devidamente, autorizada pela Prefeitura;

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral da máquina, do motor e do equipamento


eletromecânico;

II - nos exercícios subsequentes conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo conserto, restauração ou reforma da máquina, do motor e do


equipamento eletromecânico.

Art. 279. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - TFM deverá ter em conta a situação fática da máquina, do motor e do equipamento
eletromecânico no momento do lançamento.

Art. 280. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação da máquina, do motor e do equipamento
eletromecânico, com base nas quais poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de Máquina, de
Motor e de Equipamento Eletromecânico - TFM.

CAPÍTULO XII
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE APARELHO DE TRANSPORTE

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 281. A Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT, fundada no poder de polícia do
Município tem como fato gerador o desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável
e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação, a
segurança, a higiene, a conservação e o funcionamento de aparelho de transporte, pertinente aos
direitos individuais ou coletivos, em observância às normas municipais de obras, de edificações e de
posturas.

Art. 282. O fato gerador da Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT considera-se
ocorrido:

I - no primeiro exercício, na data da localização e da instalação do aparelho de transporte, pelo


desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância do processo
legal, da fiscalização exercida sobre a localização e a instalação do aparelho de transporte;

II - nos exercícios subsequentes, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei
aplicável e com observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a segurança, a
higiene, a conservação e o funcionamento do aparelho de transporte;

III - em qualquer exercício, na data de conserto, de reforma ou de restauração do aparelho de


transporte, pelo desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com observância
do processo legal, da fiscalização exercida sobre a segurança, a higiene, a conservação e o
funcionamento do aparelho de transporte.
Art. 283. A Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT não incide sobre o aparelho de
transporte utilizado:

I - em residência particular;

II - em edifício, estritamente, residencial.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 284. A base de cálculo da Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT será
determinada, para cada aparelho de transporte, através de rateio, divisível, proporcional e
diferenciado do custo da respectiva atividade pública específica, em função do número anual de
vistorias fiscais.

Parágrafo único. Considera-se custo da respectiva atividade pública específica, todos os gastos
diretos e indiretos envolvidos no desempenho, pelo órgão competente, da fiscalização, tais como:

I - custo com pessoal: salário, férias, 13º salário e outras vantagens e benefícios;

II - custo operacional: água, luz, telefone, combustível e outros;

III - custo de expediente: caneta, lápis, régua, papel, fichários, arquivos, pastas e outros;

IV - custo de equipamento: informática, mesa, cadeira e outros;

V - custo de manutenção: assessoria, consultoria, treinamento e outros;

VI - demais custos.

Art. 285. A Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT será determinada em função do
tipo do aparelho e seu valor será estabelecido em VRM - Valor Referencia Municipal por ano
conforme a Tabela constante no Anexo XIII desta Lei:

Art. 286. Fica autorizado o Poder Executivo a proceder a devida regulamentação para as aparelhos
de Transporte não relacionados na Tabela do Anexo XIII desta Lei.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 287. O sujeito passivo da Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT é a pessoa
física ou jurídica sujeita ao desempenho, pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável e com
observância do processo legal, da fiscalização exercida sobre a localização, a instalação, a
segurança, a higiene, a conservação e o funcionamento de aparelho de transporte, pertinente aos
direitos individuais ou coletivos, em observância às normas municipais de obras, de edificações e de
posturas.

Seção IV
Solidariedade Tributária

Art. 288. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da Taxa de
Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT ou por estarem expressamente designados, são
pessoalmente solidários pelo pagamento da taxa:

I - o síndico e os condôminos do imóvel edificado onde será, ou se mantenha localizado e instalado o


aparelho de transporte;

II - o responsável pela locação do aparelho de transporte.


Seção V
Lançamento e Recolhimento

Art. 289. A Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT será lançada, de ofício pela
autoridade administrativa conforme o caput do artigo 285, desta Lei.

Art. 290. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT ocorrerá:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral do aparelho de transporte;

II - nos exercícios subsequentes, conforme TL - Tabela de Lançamento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo conserto, reforma ou restauração do aparelho de transporte.

Art. 291. A Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT será recolhida, através de
Documento de Arrecadação de Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada
pela Prefeitura:

I - no primeiro exercício, na data da inscrição cadastral do aparelho de transporte;

II - nos exercícios subsequentes conforme TV - Tabela de Vencimento estabelecida, através de


Decreto, pelo Chefe do Executivo;

III - em qualquer exercício, havendo conserto, reforma ou restauração do aparelho de transporte, na


data da vistoria fiscal.

Art. 292. O lançamento da Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT deverá ter em
conta a situação fática do aparelho de transporte no momento do lançamento.

Art. 293. Sempre que julgar necessário, a correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do aparelho de transporte, com base nas quais
poderá ser lançada a Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte - TFAT.

(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

(revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

(revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

(revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

(revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

(revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)


(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

CAPÍTULO XIV
TAXA DE SERVIÇO DE COLETA E REMOÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Seção I
Fato Gerador e Incidência
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)

Seção II
Base de Cálculo
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)

Seção III
Sujeito Passivo
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)

Seção IV
Solidariedade Tributária
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)

Seção V
Lançamento e Recolhimento
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)
(Revogado pela Lei Complementar nº 317/2022)

(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

(revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)


(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

(revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)


(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

(revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)


(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

(revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)


(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

(revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)


(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 271/2020)

CAPÍTULO XVI
TAXA DE LICENCIAMENTO E AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 339. A Taxa de Licenciamento e Autorização Ambientai, fundada no poder de polícia do


Município limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente a proteção, conservação, recuperação
do meio ambiente e tem como fato gerador a análise pelo órgão municipal de meio ambiente dos
estudos ambientais para verificar a viabilidade da localização, instalação, ampliação e a operação de
empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, de impacto
ambiental local, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental no
território do município, incluindo-se aqueles que forem delegados pela União ou Estado ao Município,
por instrumento legal ou convênio, bem como os destinados a recuperação da qualidade ambiental,
considerando as normas regulamentares aplicáveis ao caso.

§ 1º Os empreendimentos e atividades a que se refere este artigo estão definidos no Anexo XIV,
desta lei.

§ 2º Para os fins previstos nesta lei entende-se:

I - Meio Ambiente - O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e
biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

II - Degradação Ambiental - a alteração adversa das características do meio ambiente.

III - Recursos Ambientais - a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários,


o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora.

IV - Impacto Ambiental Local - Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia no território do município.

V - Licença Ambiental - o ato administrativo pelo qual são estabelecidas as condições, restrições e
medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou
jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos
recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob
qualquer forma, possam causar degradação e ou modificação ambiental.

VI - Autorização Ambiental - o ato administrativo pelo qual são estabelecidas as condições, restrições
e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pela pessoa física ou jurídica para a
prática de atividades de exploração, recuperação ou transporte dos recursos naturais.

VII - Poluição - qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas
que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades
sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitária do meio ambiente e a qualidade dos
recursos ambientais.

VIII - Poluidor - a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

IX - Estudos Ambientais - estudos relativos aos aspectos ambientais de empreendimentos e


atividades potencialmente poluidores e que tem como finalidade, subsidiar a análise técnica que
antecede a emissão de Licença ou Autorização Ambiental.
X - Recuperação da Qualidade Ambiental - Restituição de um ecossistema ou de uma população
silvestre degradada a uma condição não-degradada, que pode ser diferente de sua condição original.

Art. 340. O fato gerador da Taxa de Licenciamento e Autorização Ambiental considera-se ocorrido na
data do requerimento do pedido da Licença ou Autorização Ambiental pelo interessado.

Seção II
Base de Cálculo

Art. 341. A base de cálculo da Taxa de Licenciamento e Autorização Ambiental será determinada de
acordo com o tipo de licença ou autorização, local, porte do empreendimento e potencial poluidor
degradador, custo profissional de análise técnica, custos administrativos, cujos valores serão
expressos em Valores de Referência Municipal - VRM conforme as seguintes fórmulas:

I - sem consultoria externa:

T= (ST + VT + CA1) x PPD

II - com consultoria externa:

T= (ST + VT + CE + CA2) x PPD

III - Onde:

a) T = valor total da taxa (VRM);


b) ST = custo dos serviços técnicos = T1 x H x Ch;
c) VT = custo da vistoria técnica = (T2 x D) + (V x R x Ck);
d) CA1 = custo administrativo = 10% (ST + VT);
e) CA2 = custo adm. com consultoria externa = 10% (ST+VT+CE);
f) CE = custo da consultoria extema = Cc x H;
g) PPD = potencial poluidor degradador.
h) TI = número de técnicos envolvidos na análise;
i) H = número de horas de análise;
j) Ch = custo da hora de técnicos = 20 VRM;
l) T2 = número de servidores envolvidos na vistoria;
m) D = número de dias trabalhados na vistoria;
n) V = número de veículos utilizados na vistoria;
o) R = número de quilômetros rodados;
p) Ck = custo do quilômetro rodado =1,5 VRM;
q) Cc = custo da hora de consultoria externa = 40 VRM.

Art. 342. O Potencial Poluidor Degradador - (PPD) será definido de acordo com nível de risco,
conforme os itens e subitens do Anexo XIV desta Lei, e quanto ao Porte do Estabelecimento
determinado na Tabela I do respectivo Anexo.

Art. 343. O cálculo para renovação de Licença ou Autorização Ambiental obedecerá aos mesmos
critérios estabelecidos para a emissão da licença.

Seção III
Sujeito Passivo

Art. 344. O sujeito passivo da Taxa de Licenciamento e Autorização Ambiental é a pessoa física ou
jurídica licenciada ou autorizada ambientalmente pelo órgão municipal de meio ambiente, em
observância às normas aplicáveis ao caso.

Seção IV
Lançamento e Recolhimento
Art. 345. A Taxa de Licenciamento e Autorização Ambiental será lançada, de ofício pela autoridade
administrativa através de Documento de Arrecadação Municipal.

Art. 346. O recolhimento da Taxa de Licenciamento e Autorização Ambiental ocorrerá através de


Documento de Arrecadação Municipal pela rede bancária no prazo de até 30 (trinta) dias da data do
pedido da Licença ou Autorização Ambiental pelo interessado junto ao órgão municipal de meio
ambiente.

Art. 347. Sempre que julgar necessário à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente notificará o contribuinte, para que no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da data
desta cientificação, apresente as declarações sobre as quais poderá ser lançada a Taxa de
Licenciamento e Autorização Ambiental - TLAA.

CAPÍTULO XVII
TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL DOS RECURSOS MINERAIS

Seção I
Fato Gerador e Incidência

Art. 348. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental dos Recursos Minerais (TCFA),
cujo fato gerador é o exercício regular do poder de polícia, dentro do território do Município de
Corumbá, por meio do órgão ambiental competente, para controle e fiscalização das atividades
potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos minerais.

Seção II
Sujeito Passivo

Art. 349. sujeito passivo da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental dos Recursos Minerais todo
aquele que exerça as atividades constantes da Tabela abaixo:

Atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos minerais.


Extração e Tratamento de pesquisa mineral com guia de Minerais utilização; lavra a céu aberto,
inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento; lavra subterrânea com ou sem beneficiamento:
lavra garimpeira.

Seção III
Base de Cálculo

Art. 350. A Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental é devida por estabelecimento e os seus
valores são os fixados na Tabela abaixo:

Valores em VRM - Valor de Referência Municipal, devidos a título de Taxa de Controle e Fiscalização
Ambiental por estabelecimento, por mês EM VRM:

a.1 - Extração e Tratamento dos seguintes Minerais: areia, argila e calcário (por metro cúbico) 0,50.
a.2 - Extração e Tratamento de Minerais - Minérios de Ferro e Manganês (por tonelada ou fração)
2,00.

Seção IV
Lançamento e Recolhimento

Art. 351. A Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental será devida no último dia útil do mês, nos
valores fixados no artigo anterior desta Lei, e o recolhimento será efetuado por intermédio de
documento próprio de arrecadação, até o quinto dia útil do mês subsequente.

Art. 352. Sempre que julgar necessário à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente notificará o contribuinte, para que no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da data
da cientificação, apresente a respectiva documentação.
Art. 353. As multas previstas pela inobservância das disposições contidas neste capítulo serão
aplicadas conforme o inciso XVIII, artigo 557 desta Lei.

TÍTULO V
CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 354. A CM - Contribuição de Melhoria cobrada pelo Município é instituída para fazer face ao
custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa
realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel
beneficiado.

CAPÍTULO II
FATO GERADOR E INCIDÊNCIA

Art. 355. A CM - Contribuição de Melhoria tem como fato gerador o acréscimo do valor do Imóvel
localizado nas áreas beneficiadas direta ou indiretamente por obras públicas municipais.

Art. 356. A CM - Será devida a CM - Contribuição de Melhoria, no caso de valorização de imóveis de


propriedade privada, em virtude de qualquer das seguintes obras públicas municipais:

I - abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgoto pluviais e outros


melhoramentos de praças e vias públicas;

II - construção e ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e viadutos;

III - construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e edificações
necessárias ao funcionamento do sistema;

IV - serviços e obras de abastecimento de água potável, esgotos, instalações de redes elétricas e


telefônicas, transportes e comunicações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores
e instalações de comodidade pública;

V - proteção contra secas, inundações, erosão, ressacas, e de saneamento e drenagem em geral,


diques, cais, desobstrução de barras, portos e canais, retificação e regularização de cursos d`água e
irrigação;

VI - construção de estradas de ferro e construção, pavimentação e melhoramento de estradas de


rodagem;

VII - construção de aeródromos e aeroportos e seus acessos;

VIII - aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriações em


desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico.

§ 1º Considera-se ocorrido o fato gerador da CM - Contribuição de Melhoria na data da publicação do


EDECOM - Edital Demonstrativo do Custo da Obra de Melhoramento.

§ 2º Não há incidência de CM - Contribuição de Melhoria sobre o acréscimo do valor do imóvel


integrante do patrimônio da União, dos Estados, do Distrito Federal e de outros Municípios, bem
como de suas autarquias e de suas fundações, mesmo que localizado nas áreas beneficiadas direta
ou indiretamente por obras públicas municipais.

§ 3º O disposto neste art. 356 aplica-se, também, aos casos de cobrança de CM - Contribuição de
Melhoria por obras públicas municipais em execução, constantes de projetos ainda não concluídos.

CAPÍTULO III
BASE DE CÁLCULO

Art. 357. A base de cálculo da CM - Contribuição de Melhoria a ser exigida pelo Município, para fazer
face ao custo das obras públicas, será cobrada adotando-se como critério o benefício resultante da
obra, calculado através de índices cadastrais das respectivas ZINs - Zonas de Influência.

§ 1º A apuração da base de cálculo, dependendo da natureza da obra, far-se-á levando em conta a


situação do imóvel na ZIN - Zona de Influência, sua testada, área, finalidade de exploração
econômica e outros elementos a serem considerados, isolada ou conjuntamente.

§ 2º A determinação da base de cálculo da CM - Contribuição de Melhoria far-se-á rateando,


proporcionalmente, o custo parcial ou total das obras, entre todos os imóveis incluídos nas
respectivas ZINs - Zonas de Influência.

§ 3º A CM - Contribuição de Melhoria será cobrada dos proprietários de imóveis do domínio privado,


situados nas áreas diretas e indiretamente beneficiadas pela obra.

§ 4º Para a apuração da base de cálculo da CM - Contribuição de Melhoria, o órgão responsável,


com base no benefício resultante da obra - calculado através de índices cadastrais das respectivas
ZINs - Zonas de Influência - no CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra, no NT-IB - Número Total de
Imóveis Beneficiados, situados na ZIN - Zona de Influência da obra e em função dos respectivos
FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização.

§ 5º Para a apuração do NTIB - Número Total de Imóveis Beneficiados, situados na ZIN - Zona de
Influência da obra, e dos respectivos FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização, a APM -
Administração Pública Municipal adotará os seguintes procedimentos:

I - delimitará, em planta, a ZIN - Zona de Influência da obra;

II - dividirá a ZIN - Zona de Influência em faixas correspondentes aos diversos IHBI - índices de
Hierarquização de Benefícios de Imóveis, em ordem decrescente, se for o caso;

III - individualizará, com base na área territorial, os imóveis localizados em cada faixa;

IV - obterá a área territorial de cada faixa, mediante a soma das áreas dos imóveis nela localizados.

Art. 358. A base de cálculo da CM - Contribuição de Melhoria terá como limite o custo das obras,
computadas as despesas de estudos, projetos, fiscalização, desapropriações, administração,
execução e financiamento, inclusive prêmios de reembolso e outras de praxe em financiamentos ou
empréstimos e terá a sua expressão monetária atualizada na época do lançamento mediante
aplicação de coeficientes de correção monetária.

§ 1º Serão incluídos, nos orçamentos de custos das obras, todos os investimentos necessários para
que os benefícios delas concorrentes sejam integralmente alcançados pelos imóveis situados nas
respectivas ZINs - Zonas de influência.

§ 2º A percentagem do custo real a ser cobrada mediante CM - Contribuição de Melhoria será fixada
tendo em vista a natureza da obra, os benefícios para os usuários, as atividades econômicas
predominantes e o nível de desenvolvimento da região.

Art. 359. A base de cálculo da CM - Contribuição de Melhoria, relativa a cada imóvel, será
determinada pelo rateio do CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra, pelo NTIB - Número Total de
Imóveis Beneficiados, situados na ZIN - Zona de Influência da obra, em função dos respectivos
FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização.

Parágrafo único. Os FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização é a determinação do fator


de absorção do benefício da valorização para toda a zona e para cada uma das áreas diferenciadas,
nela contidas.
Art. 360. A CM - Contribuição de Melhoria, para cada imóvel, será calculada através da multiplicação
do CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra com o respectivo FRIV - Fator Relativo e Individual de
Valorização, divididos pelo NTIB - Número Total de Imóveis Beneficiados, conforme a fórmula
abaixo:

CM = (CT/PO X FRIV): (NTIB)

Art. 361. O CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra, os respectivos FRIVs - Fatores Relativos e
Individuais de Valorização e o NTIB - Número Total de Imóveis Beneficiados deverão ser
demonstrados em edital específico próprio.

Art. 362. O somatório de todos os FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização deve ser
igual ao NTIB - Número Total de Imóveis Beneficiados, conforme fórmula abaixo:

(FRIV1 + FRIV2 + ... + FRIVNº 1 + FRIV n) = (NTIB)

Art. 363. A CM - Contribuição de Melhoria será paga pelo contribuinte de forma que a sua PA -
Parcela Anual não exceda a 1% (um por cento) do MVF - Maior Valor Fiscal do seu imóvel,
atualizado à época da cobrança, conforme fórmula abaixo:

PA < (MVF) X (0,01)

CAPÍTULO IV
SUJEITO PASSIVO

Art. 364. O sujeito passivo da CM - Contribuição de Melhoria é a pessoa física ou jurídica titular da
propriedade ou do domínio útil ou da posse do bem imóvel alcançado pelo acréscimo do valor do
imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta ou indiretamente por obras públicas municipais.

CAPÍTULO V
SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA

Art. 365. Por terem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da CM - Contribuição
de Melhoria ou por estarem expressamente designados, são pessoalmente solidários pelo
pagamento do imposto:

I - o adquirente do imóvel, pelos débitos do alienante, existentes à data do título de transferência,


salvo quando conste deste a prova de sua quitação, limitada esta responsabilidade, nos casos de
arrematação em hasta pública, ao montante do respectivo preço;

II - o espólio, pelos débitos do "de cujus", existentes à data da abertura da sucessão;

III - o sucessor, a qualquer título, e o cônjuge meeiro, pelos débitos do "de cujus" existentes à data
da partilha ou da adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do legado ou
da meação;

IV - a pessoa jurídica que resultar da fusão, transformação ou incorporação de outra, ou em outra,


pelos débitos das sociedades fundidas, transformadas ou incorporadas existentes à data daqueles
atos;

V - a pessoa natural ou jurídica que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou de
estabelecimento comercial, industrial ou de serviço, e continuar a exploração do negócio sob a
mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, pelos débitos do fundo ou do
estabelecimento adquirido, existentes à data da transação.

§ 1º Quando a aquisição se fizer por arrematação em hasta pública ou na hipótese do inciso III deste
artigo, a responsabilidade terá por limite máximo, respectivamente, o preço da arrematação ou o
montante do quinhão, legado ou meação.
§ 2º O disposto no inciso III deste artigo aplica-se nos casos de extinção de pessoas jurídicas,
quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente ou se
espólio, com a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.

CAPÍTULO VI
LANÇAMENTO E RECOLHIMENTO

Art. 366. A CM - Contribuição de Melhoria, para cada imóvel, será lançada, de ofício pela autoridade
administrativa, através da multiplicação do CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra com o respectivo
FRIV - Fator Relativo e Individual de Valorização, divididos pelo NTIB - Número Total de Imóveis
Beneficiados, conforme a fórmula abaixo;

CM = (CT/PO x FRIV): (NTIB)

Art. 367. O lançamento da CM - Contribuição de Melhoria ocorrerá com a publicação do EDECOM -


Edital Demonstrativo do Custo da Obra de Melhoramento.

Parágrafo único. O EDECOM - Edital Demonstrativo de Custo da Obra de Melhoramento conterá;

I - o MDP - Memorial Descritivo do Projeto;

II - o CT/PO - Custo Total ou Parcial da Obra a ser ressarcida pela CM - Contribuição de Melhoria;

III - o prazo para o pagamento, as prestações e os vencimentos da CM - Contribuição de Melhoria;

IV - o prazo para impugnação do lançamento da CM - Contribuição de Melhoria;

V - o local do pagamento da CM - Contribuição de Melhoria;

VI - a delimitação, em planta, da ZIN - Zona de Influência da obra, demonstrando as áreas, direta e


indiretamente, beneficiadas e a relação dos imóveis nelas compreendidos;

VII - a divisão da ZIN - Zona de Influência em faixas correspondentes aos diversos IHBI - índices de
Hierarquização de Benefícios de Imóveis, em ordem decrescente, se for o caso;

VIII - a individualização, com base na área territorial, dos imóveis localizados em cada faixa;

IX - a área territorial de cada faixa, mediante a soma das áreas dos imóveis nela localizados;

X - o NT-IB - Número Total de Imóveis Beneficiados, situados na ZIN - Zona de Influência da obra;

XI - os FRIVs - Fatores Relativos e Individuais de Valorização de cada imóvel;

XII - o PR - Plano de Rateio entre os imóveis beneficiados.

Art. 368. A CM - Contribuição de Melhoria será recolhida através de Documento de Arrecadação de


Receitas Municipais, pela rede bancária, devidamente, autorizada pela Prefeitura.

§ 1º O número de parcelas, o valor do desconto para pagamento antecipado e os vencimentos serão


estabelecidos, conforme TP - Tabela de Pagamento, através de Decreto pelo Chefe do Executivo.

§ 2º É lícito ao contribuinte liquidar a CM - Contribuição de Melhoria com títulos da dívida pública


municipal, emitidos especialmente para o financiamento da obra pela qual foi lançado;

§ 3º No caso do § 2º deste art. 368, o pagamento será feito pelo valor nominal do título, se o preço
do mercado for inferior.

§ 4º No caso de serviço público concedido, a APM - Administração Pública Municipal poderá lançar e
arrecadar a CM - Contribuição de Melhoria.
Art. 369. O lançamento da CM - Contribuição de Melhoria deverá ter em conta a situação fática do
imóvel beneficiado, no momento do lançamento.

Art. 370. Sempre que julgar necessário, à correta administração do tributo, o órgão fazendário
competente poderá notificar o contribuinte para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da
cientificação, prestar declarações sobre a situação do imóvel beneficiado, com base nas quais
poderá ser lançada a CM - Contribuição de Melhoria.

CAPÍTULO VII
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 371. Fica o Chefe do Executivo autorizado a celebrar convênio com a União, para o lançamento
e a arrecadação da CM - Contribuição de Melhoria devida por obra pública federal.

TÍTULO VI
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

CAPÍTULO I
CADASTRO FISCAL

Seção I
Disposições Gerais

Art. 372. O CAF - Cadastro Fiscal da Prefeitura compreende:

I - o Cadastro Imobiliário - CIMOB;

II - o Cadastro Mobiliário - CAMOB;

III - o Cadastro Sanitário - CASAN;

IV - o Cadastro de Anúncio - CADAN;

V - o Cadastro de Horário Especial - CADHE;

VI - o Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF;

VII - o Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB;

VIII - o Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP;

IX - o Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET;

X - o Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT;

XI - o Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM.

Seção II
Cadastro Imobiliário

Art. 373. O Cadastro Imobiliário - CIMOB compreende, desde que localizados na zona urbana, na
zona urbanizável e na zona de expansão urbana:

I - os bens imóveis:

a) não-edificados existentes e os que vierem a resultar de desmembramentos dos não-edificados


existentes:
b) edificados existentes e os que vierem a ser construídos;
c) de repartições públicas;
d) de autarquias e de fundações instituídas e mantidas pelo poder público;
e) de empresas públicas e de sociedades de economia mista;
f) de delegadas, de autorizadas, de permissionárias e de concessionárias de serviços públicos;
g) de registros públicos, cartorários e notariais;

II - o solo com a sua superfície;

III - tudo quanto o homem incorporar permanentemente ao solo, de modo que se não possa retirar
sem destruição, sem modificação, sem fratura ou sem danos, inclusive engenhos industriais, torres
de linhas de transmissão de energia elétrica e torres de captação de sinais de celular.

Art. 374. O proprietário de imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título
são obrigados:

I - a promover a inscrição, de seus bens imóveis, no Cadastro Imobiliário - CIMOB;

II - a informar, ao Cadastro Imobiliário - CIMOB, qualquer alteração na situação do seu bem imóvel,
como parcelamento, desmembramento, remembramento, fusão, demarcação, divisão, ampliação,
medição judicial definitiva, reconstrução, reforma ou qualquer outra ocorrência que possa afetar o
valor do seu bem imóvel;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do bem imóvel para vistoria fiscal.

Parágrafo único. Considera-se possuidor a qualquer título de bem imóvel:

1 - o proprietário ou seu representante legal, devidamente averbado;


2 - o compromissário comprador, nos casos de compromisso de compra e venda inscrito no Registro
de Imóvel;
3 - o responsável legal que apresente o recibo onde conste a identificação do bem imóvel, e, sendo o
caso, a seu BIC - Boletim de Inscrição Cadastral anterior:
4 - os condôminos, em se tratando de condomínio;
5 - o inventariante, síndico ou liquidante, quando se tratar de imóvel pertencente a espólio, massa
falida ou sociedade em liquidação;
6 - em caso de litígio sobre o domínio útil de bem imóvel, deverá constar, além da expressão
"domínio útil sob litígio", os nomes dos litigantes e dos possuidores a qualquer do bem imóvel, a
natureza do feito e o juízo e o cartório por onde correr a ação;

Art. 375. No Cadastro Imobiliário - CIMOB:

I - para fins de inscrição:

a) considera-se documento hábil, registrado ou não:

1 - a escritura;
2 - o contrato de compra e venda;
3 - o formal de partilha;
4 - a certidão relativa a decisões judiciais que impliquem transmissão do imóvel;

b) o proprietário de imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título deverá
apresentar a solicitação em formulário próprio, aprovado pela Prefeitura, devidamente preenchido.

II - para fins de alteração:


a) considera-se documento hábil, registrado ou não:

1 - a escritura;
2 - o contrato de compra e venda;
3 - o formal de partilha;
4 - a certidão relativa a decisões judiciais que impliquem transmissão do imóvel;

b) o proprietário de imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título deverá
apresentar a solicitação em formulário próprio, aprovado pela Prefeitura, devidamente preenchido.

III - para fins de baixa:

a) considera-se documento hábil, registrado ou não:

1 - o contrato de compra e venda;


2 - o formal de partilha;
3 - a certidão relativa a decisões judiciais que impliquem transmissão do imóvel;

b) o ex-proprietário de imóvel, o ex-titular de seu domínio útil ou o seu ex-possuidor a qualquer título
deverá apresentar, a solicitação em formulário próprio, aprovado pela Prefeitura, devidamente
preenchido.

Parágrafo único. Os formulários serão instituídos através de Portaria pelo responsável pela
Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 376. Para fins de inscrição no Cadastro Imobiliário - CIMOB, considera-se situado o bem imóvel
no logradouro correspondente à sua frente efetiva.

§ 1º No caso de bem imóvel, edificado ou não-edificado:

I - com duas ou mais esquinas ou com duas ou mais frentes, será considerado o logradouro:

a) de maneira geral, relativo à frente indicada no título de propriedade;


b) de maneira específica;

1 - na falta do título de propriedade e da respectiva indicação, correspondente à frente principal;


2 - na impossibilidade de determinar à frente principal, que confira ao bem imóvel maior valorização;

II - interno, será considerado o logradouro;

a) de maneira geral, que lhe dá acesso;


b) de maneira específica, havendo mais de um logradouro que lhe dá acesso, que confira ao bem
imóvel maior valorização;

III - encravado, será considerado o logradouro correspondente à servidão de passagem.

Art. 377. O proprietário de bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer
título, terão os seguintes prazos;

I - para promover a inscrição, de seu bem imóvel, no Cadastro Imobiliário - CIMOB, de até 30 (trinta)
dias, contados da data de expedição do documento hábil de sua propriedade, de seu domínio útil ou
de sua posse a qualquer título;

II - para informar, ao Cadastro Imobiliário - CIMOB, qualquer alteração ou baixa na situação do seu
bem imóvel, como parcelamento, desmembramento, remembramento, fusão, demarcação, divisão,
ampliação, medição judicial definitiva, reconstrução, reforma ou qualquer outra ocorrência que possa
afetar o valor do seu bem imóvel, de até 30 (trinta) dias, contados da data de sua alteração ou de sua
baixa;
III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do bem imóvel para vistoria fiscal, imediato.
Art. 378. O Setor de Administração Tributária, responsável pelo Cadastro Imobiliário - CIMOB deverá
promover, de ofício, a inscrição ou a alteração dados cadastrais referente ao bem imóvel, quando o
proprietário de bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título:
(Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

I - após 30 (trinta) dias, contados da data de expedição do documento hábil de propriedade, de


domínio útil ou de posse a qualquer título, não promover a inscrição, de seu bem imóvel, no Cadastro
Imobiliário - CIMOB;

II - após 30 (trinta) dias, contados da data de alteração ou de incidência, não informar, ao Cadastro
Imobiliário - CIMOB, qualquer alteração na situação do seu bem imóvel, como parcelamento,
desmembramento, remembramento, fusão, demarcação, divisão, ampliação, medição judicial
definitiva, reconstrução, reforma ou qualquer outra ocorrência que possa afetar o valor do seu bem
imóvel;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestar todas as informações solicitadas pela
AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do bem imóvel para vistoria fiscal.

Art. 379. Os responsáveis por loteamento, os incorporadores, as imobiliárias, os registros públicos,


cartorários e notariais ficam obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro Imobiliário -
CIMOB, até o último dia útil do mês subsequente, a relação dos bens imóveis que, no mês anterior,
tenham sido alienados, definitivamente ou mediante compromisso de compra e venda, registrados ou
transferidos, mencionando:

I - o nome e o endereço do adquirente;

II - os dados relativos à situação do imóvel alienado;

III - o valor da transação.

Art. 380. As delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de serviços


públicos de-energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, ficam obrigadas a
fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro Imobiliário - CIMOB, até o último dia útil do mês
subsequente, a relação dos bens imóveis que, no mês anterior, tenham solicitado inscrição, alteração
ou baixa de serviço, mencionando;

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data e o objeto da solicitação.

Art. 381. No ato da inscrição dos imóveis, serão identificados com uma numeração padrão,
sequencial e própria, chamada ICAI - Inscrição Cadastral Imobiliária, contida na BIC-CIMOB -
Boletim de Inscrição Cadastral no Cadastro Imobiliário;

Seção III
Cadastro Mobiliário

Art. 382. O Cadastro Mobiliário - CAMOB compreende, desde que localizados, instalados ou em
funcionamento;
I - os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços;

II - os profissionais autônomos com ou sem estabelecimento fixo;

III - as repartições públicas;

IV - as autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo poder público;

V - as empresas públicas e as sociedades de economia mista;

VI - as delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de serviços públicos;

VII - os registros públicos, cartorários e notariais.


Art. 383. Todas as pessoas jurídicas ou equiparadas estabelecidas ou que venham a se estabelecer
no Município para o exercício de atividade econômica e/ou sociais, contribuintes ou não do ISSQN,
inclusive os órgãos, empresas e entidades da Administração Pública Direta e Indireta de quaisquer
dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios são obrigadas:

I - A promoverem a sua inscrição no Cadastro Mobiliário (CAMOB);

II - a informar, ao Cadastro Mobiliário (CAMOB), qualquer alteração, paralisação ou baixa, como de


nome ou de razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de
responsável contábil, de fusão, de incorporação, de cisão e de extinção; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 262/2020)

III - A exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela Autoridade Fiscal;

IV - A franquearem, à Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as dependências


do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para diligência fiscal;

V - A atenderem a convocação do Fisco Municipal para realizarem o recadastramento dos seus


dados junto ao cadastro mobiliário municipal.

§ 1º As pessoas naturais que exerçam ou venham a exercer atividades sujeitas aos tributos
municipais, bem como as Pessoas Jurídicas não estabelecidas em Corumbá, que prestem ou tomem
serviços no território do Município, também são obrigadas a inscreverem-se no cadastro mobiliário,
sem prejuízo, quando for o caso, da obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal de Serviços
Eletrônica (NFS-e), nos termos do artigo 482. (Redação dada pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 2º A inscrição é obrigatória inclusive no caso em que as pessoas gozem de imunidade, isenção ou


qualquer outro benefício fiscal concedido, em caráter permanente ou provisório.

§ 3º Para os fins do disposto no inciso V deste artigo, a Administração Tributária fica autorizada a
realizar, sempre que necessário, em periodicidade nunca inferior a 03 (três) anos, o recadastramento
dos sujeitos passivos, na forma e prazo estabelecido em ato normativo, observada as demais
condições estabelecidas nesta Lei e em regulamento.

§ 4º O não atendimento à convocação para realizar recadastramento, por parte do sujeito passivo,
além da sujeição às sanções previstas em Lei, implicará a suspensão ou cancelamento da sua
inscrição cadastral, na forma estabelecida em regulamento.

§ 5º Sem prejuízo do disposto nesta Lei, com relação à inscrição no CAMOB, serão estabelecidos
em normas complementares:

I - Os procedimentos referentes à inscrição, classificação, suspensão e baixa das pessoas no


cadastro, bem como à atualização de dados e informações cadastrais;
II - Os dados dos sujeitos passivos que deverão constar no cadastro;

III - As codificações a serem adotadas para a classificação das pessoas naturais e jurídicas
obrigadas ao cadastramento;

IV - Os prazos e a forma do cumprimento das obrigações constantes desta Seção;

V - Outros elementos necessários ao regular funcionamento do cadastro. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 114/2007)

§ 6º Ficam dispensadas da exigência de inscrição no cadastro municipal, as empresas prestadoras


de serviços, estabelecidas em outros Municípios que prestem os serviços elencados nos subitens
4.22, 4.23, 5.09, 15.01 e 15.09 do Anexo II desta Lei. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 271/2020)
(Revogado pela Lei Complementar nº 226/2018)

Art. 385. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, bem como as pessoas jurídicas, de
direito público ou privado, terão os seguintes prazos:

I - para promover a sua inscrição no Cadastro Mobiliário - CAMOB, de até 10 (dez) dias antes da
data de início de atividade;

II - para informar, ao Cadastro Mobiliário - CAMOB, qualquer alteração, paralisação ou baixa, como
de nome ou de razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de
responsável contábil, de fusão, de incorporação, de cisão, de extinção e de baixa, de até 30 (trinta)
dias, contados da ocorrência da situação. (Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal, imediato.

Parágrafo único. Para os fins do disposto no inciso II deste artigo o período de paralisação será de
até 24 (vinte e quatro) meses prorrogáveis por igual período a pedido do contribuinte, sendo o
cadastro mobiliário reativado automaticamente ao final deste prazo. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 262/2020)

Art. 386. O órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB deverá promover, de ofício, a
inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, bem
como as pessoas jurídicas, de direito público ou privado:

I - após a data de início de atividade, não promoverem a sua inscrição no Cadastro Mobiliário -
CAMOB;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração, de fusão, de incorporação, de cisão, de


extinção ou de baixa, não informarem, ao Cadastro Mobiliário - CAMOB, a sua alteração, como de
nome ou de razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de
fusão, de incorporação, de cisão, de extinção e de baixa;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários á atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal.
§ 1º (vetado)

§ 2º (vetado)

Art. 387. Os registros públicos, cartorários e notariais, bem como as associações, os sindicatos, as
entidades e os órgãos de classe, ficam obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro
Mobiliário - CAMOB, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas,
com ou sem estabelecimento fixo, e de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que
solicitaram inscrição, alteração ou baixa de registro, mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data e o objeto da solicitação.

Art. 388. As delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de serviços


públicos de energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, ficam obrigadas a
fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB, até o último dia útil do mês
subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e de todas as
pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram inscrição, alteração ou baixa de
serviço, mencionando;

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data e o objeto da solicitação.

Art. 389. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária, contida na FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no
Cadastro Mobiliário:

I - os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços:

II - os profissionais autônomos com ou sem estabelecimento fixo;

III - as repartições públicas;

IV - as autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo poder público;

V - as empresas públicas e as sociedades de economia mista;

VI - as delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de serviços públicos;

VII - os registros públicos, cartorários e notariais.

Parágrafo único. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, bem como as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, terão as suas atividades identificadas segundo os CAESs -
Códigos de Atividades Econômicas e Sociais.

Seção IV
Cadastro Sanitário

Art. 390. O Cadastro Sanitário - CASAN compreende, desde que, localizados, instalados ou em
funcionamento, estejam relacionados com fabricação, produção, manipulação, acondicionamento,
conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição, venda ou consumo de alimentos,
bem como atividades pertinentes à higiene pública:

I - os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços:

II - os profissionais autônomos com estabelecimento fixo;


Art. 391. As pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito público ou
privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção, manipulação,
acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição, venda ou
consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública, são obrigadas:

I - a promover a sua inscrição no Cadastro Sanitário - CASAN;

II - a informar, ao Cadastro Sanitário - CASAN, qualquer alteração ou baixa, como de nome ou de


razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de fusão, de
incorporação, de cisão e de extinção;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal.

Art. 392. No Cadastro Sanitário - CASAN, desde que estejam relacionados com fabricação,
produção, manipulação, acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte,
distribuição, venda ou consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública;

I - para fins de inscrição:

a) os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços deverão


apresentar o BIA-CASAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário e,
havendo, o contrato ou o estatuto social, o CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e a
inscrição estadual;
b) os profissionais autônomos, com estabelecimento fixo, deverão apresentar o BIA-CASAN - Boletim
de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário e, havendo, o registro no órgão de classe,
o CPF - Cadastro de Pessoas Físicas e a Cl - Carteira de Identidade;

II - para fins de alteração:

a) os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços deverão


apresentar o BIA-CASAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário, a FIC-
CASAN - Ficha de Inscrição no Cadastro Sanitário e, havendo, a alteração contratual ou a alteração
estatutária, a alteração do CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e a alteração na inscrição
estadual;
b) os profissionais autônomos, com estabelecimento fixo, deverão apresentar o BIA-CASAN - Boletim
de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário, a FIC-CASAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro Sanitário e, havendo, a alteração do registro no órgão de classe;

III - para fins de baixa:

a) os estabelecimentos comerciais, industriais e produtores apresentar o BIA - CASAN - Boletim de


Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário, a FIC - CASAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro Sanitário e, havendo, o distrato social ou a baixa estatutária, o cancelamento do CNPJ -
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e a baixa na inscrição estadual;
b) os estabelecimentos prestadores de serviços deverão apresentar, além do BIA-CASAN - Boletim
de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário, a FIC-CASAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro Sanitário e, havendo, do distrato social ou da baixa estatutária, do cancelamento do CNPJ -
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e da baixa na inscrição estadual, a DOC - Documentação
Fiscal não utilizada;
c) os profissionais autônomos, com estabelecimento fixo, deverão apresentar o BIA-CASAN - Boletim
de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário, a FIC-CASAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro Sanitário e, havendo, o cancelamento do registro no órgão de classe;
§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CASAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de
Baixa Cadastral Sanitário serão os campos, os dados e as informações do Cadastro Sanitário -
CASAN.

§ 2º O BIA-CASAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral Sanitário e a FIC-


CASAN - Ficha de Inscrição no Cadastro Sanitário serão instituídos através de Portaria pelo
responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 393. As pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito público ou
privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção, manipulação,
acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição, venda ou
consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública, terão os seguintes
prazos:

I - para promover a sua inscrição no Cadastro Sanitário - CASAN, de até 10 (dez) dias antes da data
de início de atividade;

II - para informar, ao Cadastro Sanitário - CASAN, qualquer alteração ou baixa, como de nome ou de
razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de fusão, de
incorporação, de cisão e de extinção, de até

10 (dez) dias, contados da data de alteração de baixa, de fusão, de incorporação, de cisão e de


extinção;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal, imediato.

Art. 394. O órgão responsável pelo Cadastro Sanitário - CASAN deverá promover, de ofício, a
inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção,
manipulação, acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição,
venda ou consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública:

I - após a data de início de atividade, não promoverem a sua inscrição no Cadastro Sanitário -
CASAN;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, de fusão, de incorporação, de


cisão e de extinção, não informarem, ao Cadastro Sanitário - CASAN, a sua alteração, como de
nome ou de razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de
fusão, de incorporação, de cisão, de extinção e de baixa;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal.

Art. 395. Os registros públicos, cartorários e notariais, bem como as associações, os sindicatos, as
entidades e os órgãos de classe, ficam obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro
Sanitário - CASAN, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas,
com estabelecimento fixo, 6 as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, desde que estejam
relacionadas com fabricação, produção, manipulação, acondicionamento, conservação, depósito,
armazenamento, transporte, distribuição, venda ou consumo de alimentos, bem como atividades
pertinentes à higiene pública, que solicitaram inscrição, alteração ou baixa de registro, mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data e o objeto da solicitação.

Art. 396. As delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de serviços


públicos de energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, ficam obrigadas a
fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro Sanitário - CASAN, até o último dia útil do mês
subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção,
manipulação, acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição,
venda ou consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública, que solicitaram
inscrição, alteração ou baixa de serviço, mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data e o objeto da solicitação.

Art. 397. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAS - Inscrição Cadastral Sanitária, contida na FIC-CASAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro Sanitário, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção, manipulação,
acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição, venda ou
consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública:

I - os estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços;

II - 08 profissionais autônomos com ou sem estabelecimento fixo;

Seção V
Cadastro de Anúncio

Art. 398. O Cadastro de Anúncio - CADAN compreende, os veículos de divulgação, de propaganda e


de publicidade de anúncio, instalados, afixados, colocados, expostos, distribuídos, utilizados ou
explorados:

I - em áreas, em vias e em logradouros públicos;

II - em quaisquer outros locais:

a) visíveis de áreas, de vias e de logradouros públicos;


b) de acesso ao público.

Parágrafo único. Veículo de divulgação, de propaganda e publicidade de anúncio é o instrumento


portador de mensagem de comunicação visual presente na paisagem rural e urbana do território do
Município.

Art. 399. De acordo com a natureza e a modalidade de mensagem de comunicação visual presente
na paisagem rural e urbana do território do Município, o anúncio pode ser classificado em:

I - quanto ao movimento:

a) animado;
b) inanimado;

II - quanto à iluminação:

a) luminoso;
b) não-luminoso.

§ 1º Considera-se animado o anúncio cuja mensagem é transmitida através da movimentação e da


mudança contínuas de desenhos, de cores e de dizeres, acionadas por mecanismos de animação
própria.

§ 2º Considera-se inanimado o anúncio cuja mensagem é transmitida sem o concurso de mecanismo


de dinamização própria.

§ 3º Considera-se luminoso o anúncio cuja mensagem é obtida através da emissão de luz oriunda de
dispositivo com luminosidade própria.

§ 4º Considera-se não-luminoso o anúncio cuja mensagem é obtida sem o concurso de dispositivo


de iluminação própria.

Art. 400. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de veículos de divulgação, de propaganda ou de publicidade de anúncio,
são obrigadas:

I - a promover a inscrição do veículo de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio no


Cadastro de Anúncio - CADAN;

II - a informar, ao Cadastro de Anúncio - CADAN, qualquer alteração e baixa ocorrida no veículo de


divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio, como dizeres, dimensões, modalidade,
iluminação, localização e retirada;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo instalados, afixados, colocados, expostos, distribuídos,
utilizados ou explorados os veículos de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio, para
verificação fiscal.

Art. 401. No Cadastro de Anúncio - CADAN, os titulares de veículos de divulgação, de propaganda


ou de publicidade de anúncio deverão apresentar:

I - para fins de inscrição, o BIA-CADAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Anúncio e, havendo, a FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida pelo órgão
responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CADAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Anúncio e a FIC-CADAN - Ficha de Inscrição no Cadastro de Anúncio;

III - para fins de baixa, o BIA-CADAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Anúncio e a FIC-CADAN - Ficha de Inscrição no Cadastro de Anúncio.

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CADAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Anúncio serão os campos, os dados e as informações do Cadastro de Anúncio -
CADAN.

§ 2º O BIA-CADAN - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Anúncio e a FIC-


CADAN - Ficha de Inscrição no Cadastro de Anúncio serão instituídos através de Portaria pelo
responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 402. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de veículos de divulgação, de propaganda ou de publicidade de anúncio,
terão os seguintes prazos:
I - para promover a inscrição do veículo de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio
no Cadastro de Anúncio - CADAN, de até 10 (dez) dias antes da data de início de sua instalação,
afixação, colocação, exposição, distribuição, utilização ou exploração;

II - para informar, ao Cadastro de Anúncio - CADAN, qualquer alteração e baixa ocorrida no veículo
de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio, como dizeres, dimensões, modalidade,
iluminação, localização ou retirada, de até 10 (dez) dias, contados da data de alteração e de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo instalados, afixados, colocados, expostos, distribuídos,
utilizados ou explorados os veículos de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio, para
verificação fiscal, imediato.

Art. 403. O órgão responsável pelo Cadastro de Anúncio - CADAN deverá promover, de ofício, a
inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, bem
como as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de veículos de divulgação, de
propaganda ou de publicidade de anúncio:

I - após a data de início de sua instalação, afixação, colocação, exposição, distribuição, utilização ou
exploração, não promoverem a inscrição do seu veículo de divulgação, de propaganda e de
publicidade de anúncio no Cadastro de Anúncio - CADAN;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, não informarem, ao Cadastro de
Anúncio - CADAN, qualquer alteração e baixa ocorrida no veículo de divulgação, de propaganda e de
publicidade de anúncio, como dizeres, dimensões, modalidade, iluminação, localização e retirada;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo instalados, afixados, colocados, expostos,
distribuídos, utilizados ou explorados os veículos de divulgação, de propaganda e de publicidade de
anúncio, para verificação fiscal.

Art. 404. As pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito privado,
que exerçam atividades de propaganda e de publicidade - inclusive promoção de vendas,
planejamento de campanhas ou sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e demais
materiais publicitários - e de veiculação e de divulgação de textos, de desenhos e de outros materiais
de publicidade, por qualquer meio, exceto em jornais, em periódicos, em rádio e em televisão, ficam
obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro de Anúncio - CADAN, até o último dia útil
do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e de
todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram os seus serviços,
mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data, o objeto e a característica da solicitação.

Art. 405. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAD - Inscrição Cadastral de Anúncio, contida na FIC-CADAN - Ficha de Inscrição no
Cadastro de Anúncio, os veículos de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio,
instalados, afixados, colocados, expostos, distribuídos, utilizados ou explorados:

I - em áreas, em vias e em logradouros públicos;


II - em quaisquer outros locais:

a) visíveis de áreas, de vias e de logradouros públicos:

b) de acesso ao público.

§ 1º A numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao controle no


Cadastro de Anúncio - CADAN:

I - deverá, obrigatoriamente, ser afixado no veículo de divulgação;

II - poderá ser reproduzida no anúncio através de pintura, de adesivo ou de autocolante, ou, no caso
de anúncios novos poderá ser incorporado ao anúncio como parte integrante de seu material e de
sua confecção, devendo, em qualquer hipótese, apresentar condições análogas às do próprio
anúncio, no tocante à resistência e á durabilidade;

III - deverá estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que integram o seu
conteúdo;

IV - deverá oferecer condições perfeitas de legibilidade no nível do pedestre, mesmo à distância.

§ 2º Os anúncios instalados em coberturas de edificações ou em locais fora do alcance visual do


pedestre, deverão, também, ter a numeração padrão, sequencial e própria, permanentemente, no
acesso principal da edificação ou do imóvel em que estiverem colocados e mantido em posição
visível para o público, de forma destacada e separada de outros instrumentos de comunicação
visual, eventualmente afixados no local.

Seção VI
Cadastro de Horário Especial

Art. 406. O Cadastro de Horário Especial - CADHE compreende os estabelecimentos comerciais,


desde que em funcionamento em horário especial.

Art. 407. Os estabelecimentos comerciais, desde que em funcionamento em horário especial, são
obrigados:

I - a promover a sua inscrição no Cadastro de Horário Especial - CADHE;

II - a informar, ao Cadastro de Horário Especial - CADHE, qualquer alteração ou baixa no


funcionamento em horário especial;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades comerciais em horário especial,
para diligência fiscal.

Art. 408. No Cadastro de Horário Especial - CADHE, os estabelecimentos comerciais deverão


apresentar

I - para fins de inscrição, o BIA-CADHE - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral em


Horário Especial e, havendo, a FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida
pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CADHE - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral


em Horário Especial e a FIC-CADHE - Ficha de Inscrição no Cadastro de Horário Especial;
III - para fins de baixa, o BIA-CADHE - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral em
Horário Especial e a FIC-CADHE - Ficha de Inscrição no Cadastro de Horário Especial.

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CADHE - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral em Horário Especial serão os campos, os dados e as informações do Cadastro de
Horário Especial - CADHE.

§ 2º O BIA-CADHE - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastrai em Horário Especial e


a FIC-CADHE - Ficha de Inscrição no Cadastro de Horário Especial serão instituídos através de
Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 409. Os estabelecimentos comerciais, desde que em funcionamento em horário especial, terão
os seguintes prazos;

I - para promover a sua inscrição no Cadastro de Horário Especial - CADHE, de até 5 (cinco) dias
antes da data de início de funcionamento em horário especial;

II - para informar, ao Cadastro de Horário Especial - CADHE, qualquer alteração ou baixa no


funcionamento em horário especial, de até 5 (cinco) dias antes da data de alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades comerciais em horário especial,
para diligência fiscal, imediato.

Art. 410. O órgão responsável pelo Cadastro de Horário Especial - CADHE deverá promover, de
ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando os estabelecimentos comerciais;

I - após a data de início de funcionamento em horário especial, não promoverem a sua inscrição no
Cadastro de Horário Especial - CADHE;

II - após a data de alteração ou de baixa no funcionamento em horário especial, não informarem, ao


Cadastro de Horário Especial - CADHE, a sua alteração ou a sua baixa;

III - após 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades comerciais em
horário especial, para diligência fiscal.

Art. 411. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAH - Inscrição Cadastrai em Horário Especial, contida na FIC-CADHE - Ficha de
Inscrição no Cadastro de Horário Especial - CADHE, os estabelecimentos comerciais em
funcionamento em horário especial.

Seção VII
Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante

Art. 412. O Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF compreende os ambulantes,


os eventuais e os feirantes, desde que localizados, instalados ou em funcionamento.

Art. 413. Os ambulantes, os eventuais e os feirantes, são obrigados:

I - a promover a sua inscrição no Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF;


II - a informar, ao Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF, qualquer alteração ou
baixa no sua localização, instalação e funcionamento;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades ambulantes, eventuais e feirantes,
para diligência fiscal.

Art. 414. No Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF, os ambulantes, os


eventuais e os feirantes deverão apresentar:

I - para fins de inscrição, o BIA-CAMEF - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Ambulante, de Eventual e de Feirante e, havendo, o registro no órgão de classe, o CPF - Cadastro
de Pessoas Físicas e a Cl - Carteira de Identidade;

II - para fins de alteração, o BIA-CAMEF - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Ambulante, de Eventual e de Feirante, a FIC - CAMEF - Ficha de Inscrição no Cadastro de
Ambulante, de Eventual e de Feirante, havendo, a alteração do registro no órgão de classe;

III - para fins de baixa, o BIA-CAMEF - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Ambulante, de Eventual e de Feirante, a FIC-CAMEF - Ficha de Inscrição no Cadastro de Ambulante,
de Eventual e de Feirante, havendo, a baixa ou o cancelamento do registro no órgão de classe;

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CAMEF - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Ambulante, de Eventual e de Feirante serão os campos, os dados e as
Informações do Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF.

§ 2º O BIA-CAMEF - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Ambulante, de


Eventual e de Feirante e a FIC-CAMEF - Ficha de Inscrição no Cadastro de Ambulante, de Eventual
e de Feirante serão instituídos através de Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda
Pública Municipal.

Art. 415. Os ambulantes, os eventuais e os feirantes terão os seguintes prazos:

I - para promover a sua inscrição no Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF, de


até 5 (cinco) dias antes da data de início da atividade ambulante, eventual e feirante;

II - para informar, ao Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF, qualquer alteração


ou baixa na sua localização. Instalação e funcionamento, de até 5 (cinco) dias antes da data de
alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades ambulantes, eventuais e feirantes,
para diligência fiscal, imediato.

Art. 416. O órgão responsável pelo Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF
deverá promover, de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando os ambulantes, os eventuais
e os feirantes:

I - após a data de início da atividade ambulante, eventual e feirante, não promoverem a sua inscrição
no Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF;
II - após a data de alteração ou de baixa na sua localização, instalação e funcionamento, não
informarem, ao Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante - CAMEF, a sua alteração ou a
sua baixa;

III - após 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades ambulantes,
eventuais e feirantes, para diligência fiscal.

Art. 417. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICEF - Inscrição Cadastral de Ambulantes, de Eventual e de Feirante, contida na FIC-
CAMEF - Ficha de Inscrição no Cadastro de Ambulante, de Eventual e de Feirante, os ambulantes,
os eventuais e os feirantes.

Seção VIII
Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo

Art. 418. O Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB compreende as obras
e os solos particulares, desde que em construção, em reforma, em execução ou em parcelamento.

Art. 419. As pessoas físicas ou jurídicas titulares de obras e de solos particulares, desde que em
construção, em reforma ou em execução, são obrigadas:

I - a promover a sua inscrição no Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB;

II - a informar, ao Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB, qualquer


alteração ou baixa na construção, na reforma ou na execução de obras particulares e/ou no
parcelamento do solo;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo construídas, reformadas ou executadas obras particulares
e/ou no parcelamento do solo, para vistoria fiscal.

Art. 420. No Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB, as pessoas físicas
ou jurídicas titulares de obras e de solos particulares, desde que em construção, em reforma, em
execução ou em parcelamento, deverão apresentar;

I - para fins de inscrição, o BIA-CADOB - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Obra Particular e de Parcelamento do Solo e, havendo:

a) para as pessoas físicas, a FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida pelo
órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB, o registro no órgão de classe, o CPF -
Cadastro de Pessoas Físicas e a Cl - Carteira de Identidade;
b) para as pessoas jurídicas, a FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida
pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB, o contrato ou o estatuto social, o CNPJ -
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e a inscrição estadual;

II - para fins de alteração, tanto para as pessoas físicas como para as pessoas jurídicas, o BIA-
CADOB - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Obra Particular e de
Parcelamento do Solo e a FIC-CADOB - Ficha de Inscrição no Cadastro de Obra Particular e de
Parcelamento do Solo;
III - para fins de baixa, tanto para as pessoas físicas como para as pessoas jurídicas, o BIA-CADOB -
Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Obra Particular e de Parcelamento do
Solo e a FIC-CADOB - Ficha de Inscrição no Cadastro de Obra Particular.

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CADOB - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Obra Particular e de Parcelamento do Solo serão os campos, os dados e as
informações do Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB.

§ 2º O BIA-CADOB - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Obra Particular e de


Parcelamento do Solo e a FIC-CADOB - Ficha de Inscrição no Cadastro de Obra Particular e de
Parcelamento do Solo serão instituídos através de Portaria pelo responsável pela Administração da
Fazenda Pública Municipal.

Art. 421. As pessoas físicas ou jurídicas titulares de obras e de solos particulares, desde que em
construção, em reforma, em execução ou em parcelamento, terão os seguintes prazos:

I - para promover a sua inscrição no Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -


CADOB, de até 5 (cinco) dias antes da data de início da obra e/ou do Parcelamento do Solo;

II - para informar, ao Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB, qualquer


alteração ou baixa na sua construção, reforma ou execução, de até 5 (cinco) dias antes da data de
alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as Informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo construídas, reformadas ou executadas obras particulares
e/ou ocorrendo Parcelamento do Solo, para vistoria fiscal, imediato.

Art. 422. O órgão responsável pelo Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo deverá
promover, de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas ou jurídicas
titulares de obras e de solos particulares, desde que em construção, em reforma, em execução ou
em parcelamento:

I - após a data de início da construção, da reforma ou da execução da obra e/ou do parcelamento do


solo, não promoverem a sua inscrição no Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -
CADOB;

II - após a data de alteração ou de baixa da construção, da reforma ou da execução da obra e/ou do


parcelamento do solo, não informarem, ao Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo -
CADOB, a sua alteração ou a sua baixa;

III - após 5 (cinco) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo construídas, reformadas ou executadas
obras particulares e/ou parcelados solos, para vistoria fiscal.

Art. 423. No ato da inscrição, será identificada com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICOB - Inscrição Cadastral de Obra Particular e de Parcelamento do Solo, contida na FIC-
CADOB - Ficha de inscrição no Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB, a
construção, a reforma ou a execução de obra particular e/ou do parcelamento do solo.

Seção IX
Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos
Art. 424. O Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP
compreende os móveis, os equipamentos, os veículos, os utensílios ou quaisquer outros objetos,
desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de áreas, de vias e
de logradouros públicos.

Art. 425. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de equipamentos, de veículos, de utensílios ou de quaisquer outros
objetos, desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de áreas,
de vias e de logradouros públicos, são obrigadas:

I - a promover a inscrição do equipamento, do veículo, do utensílio ou de qualquer outro objeto, no


Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP;

II - a informar, ao Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos -


CADOP, qualquer alteração e baixa ocorrida no equipamento, no veículo, no utensílio ou em
qualquer outro objeto, como dimensões, modalidade, localização, ocupação, permanência e retirada;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, o acesso aos


equipamentos, aos veículos, aos utensílios ou a quaisquer outros objetos, para verificação fiscal.

Art. 426. No Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP,


os titulares de equipamentos, de veículos, de utensílios ou de quaisquer outros objetos, desde que,
localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de áreas, de vias e de
logradouros públicos, deverão apresentar;

I - para fins de inscrição, o BIA-CADOP - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos e, havendo, a FIC-CAMOB - Ficha de
Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário -
CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CADOP - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos e, havendo e a FIC-CADOP - Ficha
de Inscrição no Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos;

III - para fins de baixa, o BIA-CADOP - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos e, havendo e a FIC-CADOP - Ficha
de Inscrição no Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos;

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CADOP - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos serão os campos,
os dados e as informações do Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros
Públicos - CADOP.

§ 2º O BIA-CADOP - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Ocupação e de


Permanência no Solo de Logradouros Públicos e a FIC-CADOP - Ficha de Inscrição no Cadastro de
Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos serão instituídos através de Portaria
pelo responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 427. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de equipamentos, de veículos, de utensílios ou de quaisquer outros
objetos, desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de áreas,
de vias e de logradouros públicos, terão os seguintes prazos:
I - para promover a inscrição do equipamento, do veículo, do utensílio ou de qualquer outro objeto,
no Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP, de até 10
(dez) dias antes da data de início de sua localização, instalação, ocupação ou permanência;

II - para informar, ao Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos -


CADOP, qualquer alteração e baixa ocorrida no equipamento, no veículo, no utensílio ou em
qualquer outro objeto, como dimensões, modalidade, localização, ocupação, permanência e retirada,
de até 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, o acesso


aos equipamentos, aos veículos, aos utensílios ou a quaisquer outros objetos, para verificação fiscal,
imediato.

Art. 428. O órgão responsável pelo Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de


Logradouros Públicos - CADOP deverá promover, de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa,
quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de equipamentos, de veículos, de utensílios ou de quaisquer outros
objetos, desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de áreas,
de vias e de logradouros públicos;

I - após a data de início de sua localização, instalação, ocupação ou permanência, não promoverem
a inscrição do seu do equipamento, veículo, utensílio ou qualquer outro objeto no Cadastro de
Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, não informarem, ao Cadastro de
Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP, qualquer alteração ou
baixa ocorrida no equipamento, no veículo, no utensílio ou em qualquer outro objeto, como
dimensões, modalidade, localização, ocupação, permanência e retirada;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, o acesso aos equipamentos, aos veículos, aos utensílios ou a quaisquer outros objetos,
para verificação fiscal.

Art. 429. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICOP - Inscrição Cadastral de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros
Públicos, contida na FIC-CADOP - Ficha de Inscrição no Cadastro de Ocupação e de Permanência
no Solo de Logradouros Públicos - CADOP, os equipamentos, os veículos, os utensílios ou quaisquer
outros objetos, desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no solo de
áreas, de vias e de logradouros públicos.

Parágrafo único. A numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao controle


no Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos - CADOP:

I - deverá, obrigatoriamente, ser afixado no equipamento, no veículo, no utensílio ou em qualquer


outro objeto;

II - poderá ser reproduzida no equipamento, no veículo, no utensílio ou em qualquer outro objeto


através de pintura, de adesivo ou de autocolante, ou, no caso de equipamentos, de veículos, de
utensílios ou de quaisquer outros objetos novos, poderá ser incorporado ao equipamento, ao veículo,
ao utensílio ou a qualquer outro objeto como sendo parte integrante, devendo, em qualquer hipótese,
apresentar condições análogas às do próprio equipamento, veículo, utensílio ou qualquer outro
objeto, no tocante à resistência e à durabilidade;

III - deverá estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que, por ventura,
revestirem a sua superfície;

IV - deverá oferecer condições perfeitas de legibilidade.

Seção X
Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro

Art. 430. O Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET compreende, os veículos de


transporte de passageiro, desde que em circulação ou em funcionamento ou, temporariamente,
retirados de circulação ou de funcionamento para conserto, reforma ou restauração:

I - coletivo de passageiro;

II - individual de passageiro.

Art. 431. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de veículos de transporte de passageiro, são obrigadas:

I - a promover a inscrição do veículo de transporte de passageiro no Cadastro de Veículo de


Transporte de Passageiro - CAVET;

II - a informar, ao Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, qualquer alteração e


baixa ocorrida no veículo de transporte de passageiro, como reforma, restauração e retirada de
circulação;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do veículo de transporte de passageiro, para vistoria fiscal.

Art. 432. No Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, os titulares de veículos de


transporte de passageiro deverão apresentar;

I - para fins de inscrição, o BIA-CAVET - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Veículo de Transporte de Passageiro e, havendo, a FIC - CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro
Mobiliário, fornecida pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CAVET - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Veículo de Transporte de Passageiro e a FIC - CAVET - Ficha de Inscrição no Cadastro de Veículo
de Transporte de Passageiro;

III - para fins de baixa, o BIA-CAVET - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Veículo de Transporte de Passageiro e a FIC-CAVET - Ficha de Inscrição no Cadastro de Veículo de
Transporte de Passageiro.

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CAVET - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Veículo de Transporte de Passageiro serão os campos, os dados e as
informações do Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET.

§ 2º O BIA-CAVET - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Veículo de


Transporte de Passageiro e a FIC-CAVET - Ficha de Inscrição no Cadastro de Veículo de Transporte
de Passageiro serão instituídos através de Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda
Pública Municipal.
Art. 433. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de veículos de transporte de passageiro, terão os seguintes prazos:

I - para promover a inscrição do veículo de transporte de passageiro no Cadastro de Veículo de


Transporte de Passageiro - CAVET, de até 10 (dez) dias antes da data de início de sua circulação;

II - para informar, ao Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, qualquer alteração


e baixa ocorrida no veículo de transporte de passageiro, como reforma, restauração e retirada de
circulação, de até 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do veículo de transporte de passageiro, para vistoria fiscal, imediato.

Art. 434. O órgão responsável pelo Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET
deverá promover, de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas, com ou
sem estabelecimento fixo, bem como as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de
veículos de transporte de passageiro:

I - após a data de início de sua circulação, não promoverem a inscrição do seu veículo de transporte
de passageiro no Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, não informarem, ao Cadastro de
Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, qualquer alteração ou baixa ocorrida no veículo de
transporte de passageiro, como reforma, restauração ou retirada de circulação;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do veículo de transporte de passageiro, para vistoria fiscal.

Art. 435. As pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito privado,
que exerçam atividades de assistência técnica, lubrificação, limpeza e revisão de máquinas, veículos,
aparelhos e equipamentos, conserto, restauração, manutenção e conservação de máquinas,
veículos, motores, elevadores ou de qualquer objeto, recondicionamento de motores, instalação e
montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao usuário finai do serviço,
exclusivamente com material por ele fornecido e montagem industrial, prestada ao usuário final do
serviço, exclusivamente com material por ele fornecido, ficam obrigados a fornecer, ao órgão
responsável pelo Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, até o último dia útil do
mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e de
todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram serviços relacionados com
veículo de transporte de passageiro, mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data, o objeto e a característica da solicitação.

Art. 436. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAV - Inscrição Cadastral de Veículo de Transporte de Passageiro, contida na FIC-CAVET
- Ficha de Inscrição no Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, os veículos de
transporte de passageiro, desde que em circulação ou em funcionamento ou, temporariamente,
retirados de circulação ou de funcionamento para conserto, reforma ou restauração:

I - coletivo de passageiro;
II - individual de passageiro.

Parágrafo único. A numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao controle


no Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET:

I - deverá, obrigatoriamente, ser afixado no veículo de transporte de passageiro;

II - poderá ser reproduzida no veículo de transporte de passageiro através de pintura, de adesivo ou


de autocolante, ou, no caso de veículos de transporte de passageiro novos poderá ser incorporado
ao veículo de transporte de passageiro como sendo parte integrante, evendo, em qualquer hipótese,
apresentar condições análogas às do próprio veículo de transporte de passageiro, no tocante à
resistência e à durabilidade;

III - deverá estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que revestem a sua
superfície;

IV - deverá oferecer condições perfeitas de legibilidade.

Seção XI
Cadastro de Aparelho de Transporte

Art. 437. O Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT compreende, os aparelhos de transporte,


desde que localizados, instalados ou em funcionamento:

I - em estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços;

II - em áreas, edificadas ou não-edificadas, onde estejam sendo exercidas atividades comerciais,


industriais, produtoras ou prestadoras de serviços.

Parágrafo único. Aparelho de transporte é o engenho móvel, movível ou removível destinado a


locomover, a deslocar, a conduzir ou a transportar pessoas, máquinas, equipamentos, objetos,
mercadorias, materiais ou cargas.

Art. 438. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de aparelhos de transporte, são obrigadas:

I - a promover a inscrição do aparelho de transporte no Cadastro de Aparelho de Transporte -


CAPAT;

II - a informar, ao Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, qualquer alteração e baixa ocorrida


no aparelho de transporte, como dimensões, modalidade, localização e retirada;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados aparelhos de
transporte, para vistoria fiscal.

Art. 439. No Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, os titulares de aparelhos de transporte


deverão apresentar:

I - para fins de inscrição, o BIA-CAPAT - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Aparelho de Transporte e, havendo, a FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário,
fornecida pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário - CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CAPAT - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Aparelho de Transporte e a FIC-CAPAT - Ficha de Inscrição no Cadastro de Aparelho de Transporte;
III - para fins de baixa, o BIA-CAPAT - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Aparelho de Transporte e a FIC-CAPAT - Ficha de Inscrição no Cadastro de Aparelho de Transporte;

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CAPAT - Boletim de Inscrição, de Alteração e de


Baixa Cadastral de Aparelho de Transporte serão os campos, os dados e as informações do
Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT.

§ 2º O BIA-CAPAT - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Aparelho de


Transporte e a FIC-CAPAT - Ficha de Inscrição no Cadastro de Aparelho de Transporte serão
instituídos através de Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 440. As pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito
público ou privado, titulares de aparelhos de transporte, terão os seguintes prazos:

I - para promover a inscrição do aparelho de transporte no Cadastro de Aparelho de Transporte -


CAPAT, de até 10 (dez) dias antes da data de início de sua localização, instalação ou utilização;

II - para informar, ao Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, qualquer alteração e baixa


ocorrida no aparelho de transporte, como dimensões, modalidade, localização e retirada, de até 10
(dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados os aparelho de
transporte, para vistoria fiscal, imediato.

Art. 441. O órgão responsável pelo Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT deverá promover,
de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando as pessoas físicas, com ou sem
estabelecimento fixo, bem como as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de
aparelhos de transporte:

I - após a data de início de sua localização, instalação ou utilização, não promoverem a inscrição do
seu aparelho de transporte no Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT;

II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, não informarem, ao Cadastro de
Aparelho de Transporte - CAPAT, qualquer alteração ou baixa ocorrida no aparelho de transporte,
como dimensões, modalidade e localização;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários á atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados
aparelhos de transporte, para vistoria fiscal.

Art. 442. As pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito privado,
que exerçam atividades de assistência técnica, lubrificação, limpeza e revisão de máquinas, veículos,
aparelhos e equipamentos, conserto, restauração, manutenção e conservação de máquinas,
veículos, motores, elevadores ou de qualquer objeto, recondicionamento de motores, instalação e
montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao usuário final do serviço,
exclusivamente com material por ele fornecido, montagem industrial, prestada ao usuário final do
serviço, exclusivamente com material por ele fornecido e serviços portuários e aeroportuários,
utilização de porto ou aeroporto, atracação, capatazia, armazenagem interna, externa e especial,
suprimento de água, serviços acessórios: movimentação de mercadoria fora do cais ficam obrigados
a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, até o último dia
útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e
de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram serviços relacionados
com aparelhos de transporte, mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data, o objeto e a característica da solicitação.

Art. 443. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICAT - Inscrição Cadastral de Aparelho de Transporte, contida na FIC-CAPAT - Ficha de
Inscrição no Cadastro de Aparelho de Transporte, os aparelho de transporte, localizados, instalados
ou utilizados:

I - em estabelecimentos comerciais, industriais, produtores e prestadores de serviços;

II - em áreas, edificadas ou não-edificadas, onde estejam sendo exercidas atividades comerciais,


industriais, produtoras ou prestadoras de serviços.

Parágrafo único. A numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao controle


no Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT:

I - deverá, obrigatoriamente, ser afixado no aparelho de transporte:

II - poderá ser reproduzida no aparelho de transporte através de pintura, de adesivo ou de


autocolante, ou, no caso de aparelhos de transportes novos poderá ser incorporado ao aparelho de
transporte como sendo parte integrante, devendo, em qualquer hipótese, apresentar condições
análogas às do próprio aparelho de transporte, no tocante à resistência e à durabilidade;

III - deverá estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que revestem a sua
superfície;

IV - deverá oferecer condições perfeitas de legibilidade.

Seção XII
Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico

Art. 444. O Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM


compreende as máquinas, os motores e os equipamentos eletromecânicos, desde que localizados,
instalados ou em funcionamento:

I - em estabelecimentos industriais;

II - em estabelecimentos produtores.

Art. 445. As pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de máquinas, de motores e de
equipamentos eletromecânicos, são obrigadas:

I - a promover a inscrição da máquina, do motor e do equipamento eletromecânico no Cadastro de


Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM;

II - a informar, ao Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM,


qualquer alteração e baixa ocorrida na máquina, no motor e no equipamento eletromecânico, como
dimensões, modalidade, localização e retirada;

III - a exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações


solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
IV - a franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo localizadas, instaladas ou utilizadas máquinas, motores e
equipamentos eletromecânicos, para vistoria fiscal.

Art. 446. No Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM, os


titulares de máquinas, de motores e de equipamentos eletromecânicos deverão apresentar:

I - para fins de inscrição, o BIA-CAMAM - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de


Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico e, havendo, a FIC-CAMOB - Ficha de
Inscrição no Cadastro Mobiliário, fornecida pelo órgão responsável pelo Cadastro Mobiliário -
CAMOB;

II - para fins de alteração, o BIA-CAMAM - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral


de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico e a FIC-CAMAM - Ficha de Inscrição no
Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico;

III - para fins de baixa, o BIA-CAMAM - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de
Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico e a FIC-CAMAM - Ficha de Inscrição no
Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico.

§ 1º Os campos, os dados e as informações do BIA-CAMAM - Boletim de Inscrição, de Alteração e


de Baixa Cadastral de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico serão os campos, os
dados e as informações do Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico -
CAMAM.

§ 2º O BIA-CAMAM - Boletim de Inscrição, de Alteração e de Baixa Cadastral de Máquina, de Motor


e de Equipamento Eletromecânico e a FIC-CAMAM - Ficha de Inscrição no Cadastro de Máquina, de
Motor e de Equipamento Eletromecânico serão instituídos através de Portaria pelo responsável pela
Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 447. As pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de máquinas, de motores e de
equipamentos eletromecânicos, terão os seguintes prazos:

I - para promover a inscrição da máquina, do motor e do equipamento eletromecânico no Cadastro


de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM, de até 10 (dez) dias antes da
data de início de sua localização, instalação ou utilização;

II - para informar, ao Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM,


qualquer alteração e baixa ocorrida na máquina, no motor e no equipamento eletromecânico, como
dimensões, modalidade, localização e retirada, de até 10 (dez) dias, contados da data de alteração
ou de baixa;

III - para exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal, de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI -
Termo de Intimação;

IV - para franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as


dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados máquinas, motores e
equipamentos eletromecânicos, para vistoria fiscal, imediato.

Art. 448. O órgão responsável pelo Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento


Eletromecânico - CAMAM deverá promover, de ofício, a inscrição, a alteração ou a baixa, quando as
pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de máquinas, de motores e de
equipamentos eletromecânicos:

I - após a data de início de sua localização, instalação ou utilização, não promoverem a inscrição da
sua máquina, motor e equipamento eletromecânico no Cadastro de Máquina, de Motor e de
Equipamento Eletromecânico - CAMAM;
II - após 10 (dez) dias, contados da data de alteração ou de baixa, não informarem, ao Cadastro de
Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM, qualquer alteração ou baixa
ocorrida na máquina, no motor e no equipamento eletromecânico, como dimensões, modalidade e
localização;

III - após 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de Intimação, não exibirem os
documentos necessários à atualização cadastral e nem prestarem todas as informações solicitadas
pela AF - Autoridade Fiscal;

IV - não franquearem, de imediato, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e


credenciada, as dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados
máquinas, motores e equipamentos eletromecânicos, para vistoria fiscal.

Art. 449. As pessoas jurídicas, de direito privado, que exerçam atividades de assistência técnica,
lubrificação, limpeza e revisão de máquinas, veículos, aparelhos e equipamentos, conserto,
restauração, manutenção e conservação de máquinas, veículos, motores, elevadores ou de qualquer
objeto, recondicionamento de motores, instalação e montagem de aparelhos, máquinas e
equipamentos, prestados ao usuário final do serviço, exclusivamente com material por ele fornecido,
montagem industrial, prestada ao usuário final do serviço, exclusivamente com material por ele
fornecido e serviços portuários e aeroportuários, utilização de porto ou aeroporto, atracação,
capatazia, armazenagem interna, externa e especial, suprimento de água, serviços acessórios:
movimentação de mercadoria fora do cais, ficam obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo
Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM, até o último dia útil do
mês subsequente, a relação de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que
solicitaram serviços relacionados com máquinas, motores e equipamentos eletromecânicos,
mencionando:

I - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;

II - a data, o objeto e a característica da solicitação.

Art. 450. No ato da inscrição, serão identificados com uma numeração padrão, sequencial e própria,
chamada ICEQ - Inscrição Cadastral de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico,
contida na FIC-CAMAM - Ficha de Inscrição no Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento
Eletromecânico - CAMAM, as máquinas, os motores e os equipamentos eletromecânicos,
localizados, instalados ou utilizados:

I - em estabelecimentos industriais;

II - em estabelecimentos produtores.

Parágrafo único. A numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao controle


no Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM:

I - deverá, obrigatoriamente, ser afixado na máquina, no motor e no equipamento eletromecânico;

II - poderá ser reproduzida na máquina, no motor e no equipamento eletromecânico através de


pintura, de adesivo ou de autocolante, ou, no caso de máquinas, motores e equipamentos
eletromecânicos novos, poderá ser incorporada à máquina, ao motor e ao equipamento
eletromecânico como sendo parte integrante, devendo, em qualquer hipótese, apresentar condições
análogas às da própria máquina, motor e equipamento eletromecânico, no tocante à resistência e à
durabilidade;

III - deverá estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que revestem a sua
superfície;

IV - deverá oferecer condições perfeitas de legibilidade.

Seção XIII
Atualização do Cadastral Fiscal

Art. 451. A Atualização do Cadastro Fiscal compreende:

I - a nomeação da COFISC - Comissão Fisco-Fazendária de Análise e de Avaliação dos Elementos


Causadores da Desatualização Cadastral;

II - o planejamento, o desenvolvimento e a elaboração, pela COFISC - Comissão Fisco-Fazendária


de Análise e de Avaliação dos Elementos Causadores da Desatualização Cadastral, do PROPAC -
Programa Permanente de Atualização Cadastral;

III - a implantação, o controle e a avaliação, pela COFISC - Comissão Fisco - Fazendária de Análise
e de Avaliação dos Elementos Causadores da Desatualização Cadastral, do PROPAC - Programa
Permanente de Atualização Cadastral;

Art. 452. A COFISC - Comissão Fisco-Fazendária de Análise e de Avaliação dos Elementos


Causadores da Desatualização Cadastral deverá ser nomeada, até o último dia útil do mês de março
de cada ano, através de Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal.

Art. 453. A COFISC - Comissão Fisco-Fazendária de Análise e de Avaliação dos Elementos


Causadores da Desatualização Cadastral, após ser nomeada, descreverá, até o último dia útil do
mês de junho de cada ano, os elementos causadores da desatualização cadastral.

§ 1º A descrição dever ser:

I - enumerada na ordem decrescente de afetação cadastral;

II - detalhada, com clareza, favorecendo a explanação pormenorizada e específica, evitando a


explicação globalizada e genérica.

§ 2º A descrição dever conter:

I - acompanhada com a exposição de motivos, o calendário de pico;

II - com elaboração do diagrama de causas e efeitos, a identificação dos pontos de estrangulamento.

Art. 454. A COFISC - Comissão Fisco-Fazendária de Análise e de Avaliação dos Elementos


Causadores da Desatualização Cadastral, após descrever os elementos causadores da
desatualização cadastral, planejará, desenvolverá e elaborará, até o último dia útil do mês de
setembro de cada ano, o PROPAC - Programa Permanente de Atualização Cadastral.

Art. 455. O planejamento, o desenvolvimento e a elaboração do PROPAC - Programa Permanente


de Atualização Cadastral deverão estar assentados em 4 (quatro) pilares fundamentais: meta,
objetivo, estratégia e cronograma de execução.

Art. 456. A COFISC - Comissão Fisco-Fazendária de Análise e de Avaliação dos Elementos


Causadores da Desatualização Cadastral, após planejar, desenvolver e elaborar o PROPAC -
Programa Permanente de Atualização Cadastral, implantará, controlará e avaliará, até o último dia
útil do mês de dezembro de cada ano, o PROPAC - Programa Permanente de Atualização Cadastral.

Art. 457. A implantação, o controle e a avaliação do PROPAC - Programa Permanente de


Atualização Cadastral deverão estar voltados para a metodologia científica na análise e síntese de
pesquisas, na preparação e execução de procedimentos e na concepção e materialização de
atividades, usando técnicas investigatórias onde o mecanismo de levantamento e tratamento de
informações se efetive com objetividade e realismo, utilizando técnicas de avaliação destinadas a
coletar, com precisão, dados estatísticos.

TÍTULO VII
DOCUMENTAÇÃO FISCAL
CAPÍTULO I

Seção I
Disposições Gerais

Art. 458. A DOC - Documentação Fiscal da Prefeitura compreende:

I - os DOFs - Documentos Fiscais;

II - os DOGs - Documentos Gerenciais.

Art. 459. Por ocasião da prestação de cada serviço deverá ser emitida Nota Fiscal de Serviços, de
acordo com os modelos determinados em regulamento, na modalidade Nota Fiscal de Serviços
Eletrônica - NFS-e.

§ 1º A regulamentação indicada no caput deverá prever a obrigatoriedade da escrituração digital das


informações relativas aos serviços prestados ou intermediados.

§ 2º As pessoas equiparadas à pessoa jurídica são também obrigadas ao cumprimento do disposto


no § 1º (Redação dada pela Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

Art. 463. Os DOGs - Documentos Gerenciais Prefeitura compreendem:

I - os RECs - Recibos;

II - os ORTs - Orçamentos;

III - as ORS - Ordens de Serviços;

IV - os Outros:

a) utilizados com idêntico objetivo;


b) semelhantes e congêneres;
c) a critério do fisco.

Seção II
Livros Fiscais

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

Seção III
Notas Fiscais

Subseção I
Disposições Gerais

Art. 482. A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica - NFS-e deverá ser emitida por ocasião da prestação
de serviço.

§ 1º Caberá ao regulamento disciplinar a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica - NFS-e e


sua escrituração, definindo, os contribuintes sujeitos à sua utilização e o prazo de apuração e
recolhimento.

§ 2º O regulamento poderá definir os serviços passíveis de geração de créditos tributários para os


tomadores de serviços, bem como definir os respectivos percentuais. (Redação dada pela Lei
nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

Art. 504. Os contribuintes do ISSQN obrigados à emissão da NFS-e são obrigados a afixar nos seus
estabelecimentos, em local visível ao público, junto ao setor de recebimento ou onde a Administração
Tributária do Município estabelecer, placa indicando a obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de
Serviços Eletrônica - NFS-e.

§ 1º Regulamento disciplinará o modelo da placa ou painel, bem como o teor da mensagem e


dimensões.

§ 2º O não cumprimento da obrigação prevista neste artigo sujeita o obrigado à multa de 200 VRMs
ou equivalente. (Redação dada pela Lei nº 142/2011)

Art. 505. O regime constitucional da imunidade tributária e a benesse municipal da isenção fiscal não
dispensam o uso, a emissão e a escrituração digital de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica - NFS-e.

Parágrafo único. Quando a prestação de serviço estiver alcançada pelo regime constitucional da
imunidade tributária e pela benesse municipal da isenção fiscal, essas circunstâncias, bem como os
dispositivos legais pertinentes, deverão ser mencionadas na Nota Fiscal de Serviços Eletrônica -
NFS-e. (Redação dada pela Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
Art. 509. A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica - NFS-e será considerada inidônea,
independentemente de formalidades e de atos administrativos da Fazenda Pública Municipal,
fazendo prova apenas a favor do Fisco, quando não atender e nem obedecer às normas
estabelecidas. (Redação dada pela Lei nº 142/2011)

Art. 509-A Ficam dispensados da emissão de documentos fiscais as empresas não estabelecidas
neste município que prestem os serviços descritos nos subitens 15.01 e 15.09.

Parágrafo único. Demais disposições deverão ser tratadas em regulamento específico. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

Seção IV
Declarações Fiscais

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

Subseção III
Declaração Mensal de Serviços (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 512. Fica instituída a Declaração Mensal de Instituição Financeira (DEMIF), em substituição à
Declaração Mensal de Serviços (DMS), como uma obrigação acessória de cumprimento obrigatório
por todas as instituições financeiras, destinando-se ao fornecimento de informações ao Fisco
Municipal, relativas às operações de prestações de serviços, conforme determinações
regulamentares. (Redação dada pela Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

(revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)


(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)
(Revogado pela Lei Complementar nº 142/2011 e Lei nº 142/2011)

Seção V
Documentos Gerenciais

Subseção I
Disposições Gerais

Art. 532. Os DOGs - Documentos Gerenciais:

I - são de uso obrigatório para os contribuintes que tenham por objeto a prestação de serviço sob
forma de:

a) sociedade de profissional liberal;


b) pessoa jurídica;

II - são de uso facultativo para os contribuintes que tenham por objeto a prestação de serviço sob
forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte;

III - são de uso dispensado para os seguintes contribuintes que tenham por objeto a prestação de
serviço sob forma de pessoa jurídica:

a) repartições públicas;
b) autarquias;
c) fundações instituídas e mantidas pelo poder público;
d) empresas públicas;
e) sociedades de economia mista;
f) delegadas, autorizadas, permissionárias e concessionárias de serviços públicos;
g) registros públicos, cartorários e notariais;
h) cooperativas médicas;
i) instituições financeiras;

IV - serão impressos em folhas carbonadas, numeradas, tipograficamente, em ordem crescente, de


000001 a 999999, enfaixados em blocos uniformes de cinquenta jogos;

V - atingindo o número de 999.999, a numeração deverá ser reiniciada, acrescentando a letra "R"
depois da identificação da série;

VI - conterão:

a) a denominação "Documento Gerencial de Serviço", seguida da espécie;


b) o número de ordem, o número de vias e a destinação de cada via;
c) a natureza dos serviços;
d) o nome, o endereço, a ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária e o CNPJ - Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas do prestador de serviço;
e) o nome, o endereço, a ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária e o CNPJ - Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas do tomador de serviço;
f) a discriminação das unidades e das quantidades;
g) a discriminação dos serviços prestados;
h) os valores unitários e os respectivos valores totais;
i) o nome, o endereço, a ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária e o CNPJ - Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas do responsável pela impressão da DOG - Documento Gerencial;
j) a data e a quantidade de impressão;
k) o número de ordem da primeira e da ultima nota impressa;

I - o número e a data da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial;

m) a data da emissão;

VII - serão exibidos no prazo de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de
Intimação, quando solicitados pela AF - Autoridade Fiscal;

VIII - terão os seus modelos instituídos através de Portaria pelo responsável pela Administração da
Fazenda Pública Municipal.

Subseção II
Autorização Para Impressão de Documento Gerencial

Art. 533. Os DOGs - Documentos Gerenciais deverão ser autorizados pela REPAF - Repartição
Fiscal competente, antes de sua impressão, confecção e utilização.

Parágrafo único. Somente após prévia autorização da REPAF - Repartição Fiscal competente, é que:

I - os estabelecimentos prestadores de serviço poderão solicitar a impressão e a confecção de DOGs


- Documentos Gerenciais, para os estabelecimentos gráficos;

II - os estabelecimentos gráficos poderão imprimir e confeccionar DOGs - Documentos Gerenciais,


para os estabelecimentos prestadores de serviço;

III - os estabelecimentos prestadores de serviço poderão utilizar DOGs - Documentos Gerenciais,


para os estabelecimentos tomadores de serviço.

Art. 534. A AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial será concedida por
solicitação do contribuinte, através do preenchimento e da entrega, na REPAF - Repartição Fiscal
competente, da SAI-DG - Solicitação de Autorização para Impressão de Documento Gerencial.

Art. 535. A SAI-DG - Solicitação de Autorização para Impressão de Documento Gerencial:

I - conterá as seguintes indicações:

a) a denominação SAI-DG - Solicitação de Autorização para Impressão de Documento Gerencial;


b) o nome e o número da ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária do estabelecimento prestador de
serviço que utilizará a NF - Documento Gerencial;
c) o nome e o número da ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária do estabelecimento gráfico que
imprimirá e confeccionará a NF - Documento Gerencial;
d) o tipo, a série, a numeração inicial e a numeração final do DOG - Documento Gerencial solicitado;
e) a data da solicitação;
f) a assinatura do responsável, ou do seu representante legal, pelo estabelecimento prestador de
serviço;

II - deverá estar acompanhada:


a) da FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário;
b) da cópia do último DOG - Documento Gerencial emitido;
c) dos comprovantes de pagamentos, dos últimos 5 (cinco) anos:

1 - do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU;


2 - do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN;
3 - das Taxas em razão do exercício do poder de polícia e pela utilização efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.

III - será preenchido em 2 (duas) vias, com as seguintes destinações:

a) a primeira via para a REPAF - Repartição Fiscal competente;


b) a segunda via para o estabelecimento prestador de serviço que está solicitando a NFT -
Documento Gerencial;

IV - será exibido no prazo de até 10 (dez) dias, contados da data de lavratura do TI - Termo de
Intimação, quando solicitado pela AF - Autoridade Fiscal;

V - terá o seu modelo instituído através de Portaria pelo responsável pela Administração da Fazenda
Pública Municipal.

Art. 536. A AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial:

I - será concedida mediante a observância dos seguintes critérios:

a) para solicitação inicial, será autorizada a impressão de, no máximo, 05 (cincos) talonários;
b) para as demais solicitações, será autorizada a impressão, com base na média mensal de emissão,
de quantidade necessária e suficiente para suprir a demanda do prestador de serviço por um período
de, no máximo, 12 (doze) meses;

II - conterá as seguintes indicações:

a) a denominação AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial;


b) a data da solicitação;
c) a data e o número da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial, este último
identificado por uma numeração sequencial composta de 7 (sete) dígitos - xxxxx-xx - com os 2 (dois)
últimos representando o ano;
d) o nome, o endereço, o número da ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária e o CNPJ - Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas do estabelecimento prestador de serviço que utilizará a NF -
Documento Gerencial solicitada;
e) o nome, o endereço, o número da ICAM - Inscrição Cadastral Mobiliária e o CNPJ - Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas do estabelecimento prestador que imprimirá e confeccionará o DOG -
Documento Gerencial solicitado;
f) o tipo, a série, a numeração inicial e a numeração final do DOG - Documento Gerencial autorizado;
g) o nome, a matrícula e a assinatura do funcionário responsável pela AI-DG
- Autorização para Impressão de Documento Gerencial;
h) a data da entrega da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial;
i) o nome, a matrícula e a assinatura do funcionário responsável pela entrega da AI-DG - Autorização
para Impressão de Documento Gerencial;
j) o nome, o número da Cl - Carteira de identidade e a assinatura da pessoa responsável pelo seu
recebimento da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial;

III - será emitida em 3 (três) vias, com as seguintes destinações:

a) a primeira via para a REPAF - Repartição Fiscal competente;


b) a segunda via para o estabelecimento prestador de serviço que utilizará o DOG - Documento
Gerencial;
c) a terceira via para o estabelecimento gráfico que imprimirá e confeccionará o DOG - Documento
Gerencial;

IV - poderá ser suspensa, modificada ou cancelada, pelo responsável pela Administração da


Fazenda Pública Municipal, a seu critério e a qualquer tempo, de ofício ou a requerimento do
interessado.

Subseção III
Emissão de Documento Gerencial

Art. 537. O DOG - Documento Gerencial deverá ser emitido:

I - quando o tomador de serviço solicitar orçamento;

II - quando o prestador de serviço passar ordem ou instrução de execução de serviço;

III - para controlar a prestação de serviço;

III - por decalque ou por carbono;

IV - de forma manuscrita;

V - a tinta;

VI - com clareza e com exatidão;

VII - sem emendas, sem borrões e sem rasuras;

Parágrafo único. Quando ocorrer a existência de emendas, de borrões, de rasuras e de incorreções,


o DOG - Documento Gerencial será:

I - cancelado:

a) sendo conservado no bloco, com todas as suas vias;


b) contendo a exposição de motivo que determinou o cancelamento;

II - substituído e retificado por uma outro DOG - Documento Gerencial.

Subseção IV
Regime Especial de Emissão de Documento Gerencial

Art. 538. O responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal poderá autorizar, de ofício
ou a requerimento do interessado, REDOG - Regime Especial de Emissão de Documento Gerencial.

Art. 539. O REDOG - Regime Especial de Emissão de Documento Gerencial compreende a emissão
de DOG - Documento Gerencial por processo:

I - mecanizado;

II - de formulário contínuo;

III - de computação eletrônica de dados;

IV - solicitado pelo interessado;

V - indicado pela AF - Autoridade Fiscal.


Art. 540. O pedido de concessão de REDOG - Regime Especial de Emissão de Documento
Gerencial será apresentado pelo contribuinte, à REPAF - Repartição Fiscal competente,
acompanhado:

I - da FIC-CAMOB - Ficha de Inscrição no Cadastro Mobiliário;

II - dos comprovantes de pagamentos, dos últimos 5 (cinco) anos:

a) do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU;


b) do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN;
c) das Taxas em razão do exercício do poder de polícia e pela utilização efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;

III - com o "fac simile" dos modelos, dos processos e dos sistemas pretendidos, bem como a
descrição, circunstanciada e pormenorizada, de sua utilização.

Art. 541. O responsável pela Administração da Fazenda Pública Municipal poderá, a seu critério e a
qualquer tempo, de ofício ou a requerimento do interessado, suspender, modificar ou cancelar a
autorização do REDOG - Regime Especial de Emissão de Documento Gerencial.

Subseção V
Extravio e Inutilização de Documento Gerencial

Art. 542. O extravio ou a inutilização de DOGs - Documentos Gerenciais devem ser comunicados,
por escrito, à REPAF - Repartição Fiscal competente, no prazo máximo de até 10 (dez) dias,
contados da data da ocorrência.

§ 1º A comunicação deverá:

I - mencionar as circunstâncias de fato;

II - esclarecer se houve ou não registro policial;

III - identificar as DOGs - Documentos Gerenciais que foram extraviados ou inutilizados;

IV - informar a existência de débito fiscal;

V - dizer da possibilidade de reconstituição da escrita, que deverá ser efetuada no prazo máximo de
até 60 (sessenta) dias, contados da data da ocorrência, sob pena de arbitramento por parte da AF -
Autoridade Fiscal.

VI - publicar edital sobre o fato, em jornal oficial ou no de maior circulação do Município.

§ 2º A autorização de novas DOGs - Documentos Gerenciais fica condicionada ao cumprimento das


exigências estabelecidas.

Subseção VI
Disposições Finais

Art. 543. Os DOGs - Documentos Gerenciais:

I - deverão ser conservados, no próprio estabelecimento do prestador de serviço, pelo prazo de 10


(dez) anos, contados da data da emissão;

II - ficarão, no próprio estabelecimento do prestador de serviço, à disposição da AF - Autoridade


Fiscal;

III - apenas poderão ser retirados, do próprio estabelecimento do prestador de serviço, para atender
à requisição da justiça ou da AF - Autoridade Fiscal;
IV - são de exibição obrigatória à AF - Autoridade Fiscal;

V - para prestadores de serviço com mais de um estabelecimento, deverão ser emitidos, em


separado, individualmente, de forma distinta, para cada um dos estabelecimentos.

Art. 544. Em relação aos modelos de DOGs - Documentos Gerenciais, desde que não contrariem as
normas estabelecidas, é facultado ao contribuinte:

I - aumentar o número de vias;

II - incluir outras indicações.

Art. 545. Os contribuintes que emitirem DOGs - Documentos Gerenciais deverão manter, em local
visível e de acesso ao público, junto ao setor de recebimento ou onde o fisco vier a indicar,
mensagem com o seguinte teor. "Este estabelecimento somente poderá emitir Documento Gerencial
acompanhado de Nota Fiscal de Serviço. Qualquer denúncia, ligue para a Fiscalização - Telefone:
3231-7294 - Você não precisará se identificar. O Município agradece a sua importante participação
nesta luta de combate à Sonegação Fiscal."

Parágrafo único. A mensagem será inscrita em placa ou em painel de dimensões não inferiores a 25
cm x 40 cm.

Art. 546. O regime constitucional da imunidade tributária e a benesse municipal da isenção fiscal não
dispensa a AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial.

Art. 547. O prazo para utilização de DOG - Documento Gerencial fica fixado em 24 (vinte e quatro)
meses, contados da data de expedição da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento
Gerencial, sendo que o estabelecimento gráfico fará imprimir no cabeçalho, em destaque, logo após
a denominação do DOG - Documento Gerencial e, também, o número e a data da AI-DG -
Autorização para Impressão de Documento Gerencial, constantes de forma impressa, a data limite
para seu uso, com inserção da seguinte expressão: "válida para uso até... (doze meses após a data
da AI-DG - Autorização para Impressão de Documento Gerencial)".

Art. 548. Esgotado o prazo de validade, os DOGs - Documentos Gerenciais, ainda não utilizados,
serão cancelados pelo próprio contribuinte.

Art. 549. Os DOGs - Documentos Gerenciais cancelados, por prazo de validade vencido, deverão
ser conservados no bloco, com todas as suas vias, fazendo constar no LRDO - Livro de Registro e
de Utilização de Documento Fiscal e Termo de Ocorrência, na coluna "Observações e as Anotações
Diversas", os registros referentes ao cancelamento.

Art. 550. O DOG - Documento Gerencial será considerado inidôneo, independentemente de


formalidades e de atos administrativos da FPM - Fazenda Pública Municipal, fazendo prova, apenas,
a favor do Fisco, quando:

I - for emitido:

a) após o seu prazo de validade;


b) mesmo dentro do seu prazo de validade, não estiver acobertado por NTF - Nota Fiscal;

II - não atender e nem obedecer às normas estabelecidas.

TÍTULO VIII
PENALIDADES E SANÇÕES

CAPÍTULO I
PENALIDADES EM GERAL
Art. 551. Constitui infração a ação ou omissão, voluntária ou não, que importe inobservância, por
parte do sujeito passivo ou de terceiros, de normas estabelecidas na legislação tributária.

Art. 552. Será considerado infrator todo aquele que cometer, constranger ou auxiliar alguém a
praticar infração, e ainda, os responsáveis pela execução das leis e outros atos normativos baixados
pela Administração Municipal que, tendo conhecimento da infração, deixarem de autuar o infrator.

Art. 553. As infrações serão punidas, separadas ou cumulativamente, com as seguintes cominações:

I - aplicação de multas administrativas;

II - proibição de transacionar com os órgãos integrantes da Administração Direta e Indireta do


Município;

III - suspensão ou cancelamento de benefícios, assim entendidas as concessões dadas aos


contribuintes para se eximirem do pagamento total ou parcial de tributos;

IV - sujeição a regime especial de fiscalização.

Art. 554. A aplicação de penalidade de qualquer natureza em caso algum dispensa:

I - o pagamento do tributo e dos acréscimos cabíveis;

II - o cumprimento das obrigações tributárias acessórias e de outras sanções cíveis, administrativas


ou criminais que couberem.

Art. 555. Não se procederá contra servidor ou contribuinte que tenha agido ou pago tributo de acordo
com a orientação ou interpretação fiscal, constante de decisão de qualquer instância administrativa,
mesmo que, posteriormente venha a ser modificada essa orientação ou interpretação.

Seção I
Multas Administrativas

Art. 556. As multas administrativas serão calculadas tomando-se como base:

I - o Valor de Referência do Município - VRM;

II - o valor do tributo, corrigido monetariamente.

§ 1º As multas administrativas serão cumulativas quando resultarem, concomitantemente, do não


cumprimento de obrigação tributária acessória e principal.

§ 2º Apurando-se, na mesma ação fiscal, o não-cumprimento de mais de uma obrigação tributária


acessória pela mesma pessoa, em razão de um só fato, impor-se-á penalidade somente à infração
que corresponder à multa administrativa de maior valor.

Art. 557. Com base no inciso I, do Art. 556 desta Lei, serão aplicadas as seguintes multas
administrativas:

I - Em relação ao Imposto sobre a Transmissão "Inter Vivos", a Qualquer Título, por Ato Oneroso, de
Bens Imóveis, por natureza ou acessão física, e de Direitos Reais sobre Imóveis, exceto os de
Garantia, bem como Cessão de Direitos a sua Aquisição - ITBI:

a) de 700 VRMs, quando os escrivães, os tabeliães, os oficiais de notas, de registro de imóveis e de


registro de títulos e de documentos e de quaisquer outros serventuários da justiça, quando da prática
de atos que importem transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos, bem como suas
cessões, na forma e nos prazos regulamentares:
1 - não exigirem que os interessados apresentem comprovante original do pagamento do imposto,
deixando-o de transcrever em seu inteiro teor no instrumento respectivo;
2 - não facilitarem, à fiscalização da Fazenda Pública Municipal, o exame, em cartório, dos livros, dos
registros e dos outros documentos e não lhe fornecer, quando solicitadas, certidões de atos que
foram lavrados, transcritos, averbados ou inscritos e concernentes a imóveis ou direitos a eles
relativos, na forma e nos prazos regulamentares;

II - Em relação ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN:

a) De 1.000 VRMs ou equivalente, quando o sujeito passivo ou responsável pela obrigação tributária,
por qualquer meio, desacatar, causar embaraço, dificultar ou impedir a ação fiscalizadora;

b) de 1.000 VRMs ou equivalente, por declaração, quando a instituição financeira ou equiparada


deixar de apresentar no prazo regulamentar, a Declaração Mensal de Instituição Financeira - DEMIF,
na forma do disposto em regulamento; (Redação dada pela Lei Complementar nº 142/2011)
(Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)
c) de 500 VRMs ou equivalente, por declaração, quando a instituição financeira ou equiparada
apresentar a Declaração Mensal de Instituição Financeira - DEMIF, na forma do disposto em
regulamento, com omissão de informações ou que contenham informações inexatas a

d) de 1.000 VRMs ou equivalente, por não substituir o Recibo Provisório de Serviços - RPS pela
NFS-e, ou por substituição fora do prazo; (Redação dada pela Lei nº 142/2011)

e) de 500 VRMs ou equivalente, por emissão de documentos fiscais sem a observância de norma
regulamentar, quando obrigado a utilizar NFS - e, sem prejuízo do pagamento do imposto incidente
sobre o serviço; (Redação dada pela Lei nº 142/2011)
f) de 200 VRMs ou equivalente, por Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (ou correspondente) não
emitida, quando obrigado, independentemente do valor omitido apurado em regular fiscalização
(Redação dada pela Lei Complementar nº 226/2018)

g) de 500 VRMs ou equivalente, pela posse de nota fiscal não utilizada em bloco ou em formulário
contínuo, quando obrigado à emissão da NFS-e, em desatendimento a determinação regulamentar
de devolução à Secretaria Municipal de Finanças e Administração; (Redação dada pela Lei
nº 142/2011)

h) de 200 VRMs, por serviço tomado ou intermediado não escriturado, ou escriturado com erros ou
omissões; (Redação dada pela Lei nº 142/2011)
i) de 1000 VRM por realizar show, festa ou outro evento, com fins lucrativos, em recinto fechado ou
aberto ao público, sem a autorização prevista no parágrafo 4º do artigo 91 desta lei, devendo ser
cominada em dobro no caso de reincidência, sem prejuízo de outras sanções administrativas
pertinentes e do pagamento do valor principal devido. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 250/2019)

III - Em relação ao Cadastro Imobiliário - CIMOB:

a) de 200 VRMs, quando o proprietário de imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a
qualquer título, na forma e nos prazos regulamentares;

1 - não promover a inscrição, de seus bens imóveis;


2 - não informar qualquer alteração na situação do seu bem imóvel, como parcelamento,
desmembramento, remembramento, fusão, demarcação, divisão, ampliação, medição judicial
definitiva, reconstrução, reforma ou qualquer outra ocorrência que possa afetar o valor do seu bem
imóvel;
3 - não exibir os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquear, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do bem imóvel para vistoria fiscal.
b) de 500 VRMs, quando os responsáveis por loteamento, os incorporadores, as imobiliárias, os
registros públicos, cartorários e notariais não fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a
relação dos bens imóveis que, no mês anterior, tenham sido alienados, definitivamente ou mediante
compromisso de compra e venda, registrados ou transferidos, mencionando o nome e o endereço do
adquirente, os dados relativos à situação do imóvel alienado e o valor da transação.
c) de 700 VRMs, quando as delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de
serviços públicos de energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, não
fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação dos bens imóveis que, no mês
anterior, tenham solicitado inscrição, alteração ou baixa de serviço, mencionando o nome, a razão
social e o endereço do solicitante e a data e o objeto da solicitação.

IV - Em relação ao Cadastro Mobiliário - CAMOB:

a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, bem como as
pessoas jurídicas, de direito público ou privado, na forma e nos prazos regulamentares:

1 - não promoverem a sua inscrição;

2 não informarem quaisquer alterações cadastrais tais como paralisação temporária ou baixa, de
nome ou de razão social, de endereço, de atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de
responsável contábil, de fusão, de incorporação, de cisão e de extinção bem como outras. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 262/2020)
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearem em, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal.

b) de 700 VRMs, quando os registros públicos, cartorários e notariais, bem como as associações, os
sindicatos, as entidades e os órgãos de classe, não fornecerem, até o último dia útil do mês
subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e de todas as
pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram inscrição, alteração ou baixa de
registro, mencionando o nome, a razão social e o endereço do solicitante e a data e o objeto da
solicitação.
c) de 700 VRMs, quando as delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de
serviços públicos de energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, não
fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com
estabelecimento fixo, e de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram
inscrição, alteração ou baixa de serviço, mencionando o nome, a razão social e o endereço do
solicitante e a data e o objeto da solicitação.
d) de 500 VRMs para os prestadores de serviços, pessoa jurídica ou pessoa física a esta equiparada
que deixar de atender a convocação para credenciamento; recadastramento e atualização de dados
cadastrais, na forma e nos prazos regulamentares; (Redação dada pela Lei nº 142/2011)
e) De 100 VRMs para profissional autônomo que deixar de atender a convocação para
recadastramento de dados cadastrais, na forma e nos prazos regulamentares. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 114/2007)

V - Em relação ao Cadastro Sanitário - CASAN:

a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de
direito público ou privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção, manipulação,
acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição, venda ou
consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública, na forma e nos prazos
regulamentares:

1 - não promoverem a sua inscrição;


2 - não informarem qualquer alteração ou baixa, como de nome ou de razão social, de endereço, de
atividade, de sócio, de responsabilidade de sócio, de fusão, de incorporação, de cisão e de extinção;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franqueanemem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades econômicas ou sociais para
diligência fiscal.

b) de 700 VRMs, quando os registros públicos, cartorários e notariais, bem como as associações, os
sindicatos, as entidades e os órgãos de classe, não fornecerem, até o último dia útil do mês
subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, desde que estejam relacionadas com fabricação, produção,
manipulação, acondicionamento, conservação, depósito, armazenamento, transporte, distribuição,
venda ou consumo de alimentos, bem como atividades pertinentes à higiene pública, que solicitaram
inscrição, alteração ou baixa de registro, mencionando o nome, a razão social e o endereço do
solicitante e a data e o objeto da solicitação.
c) de 700 VRMs, quando as delegadas, as autorizadas, as permissionárias e as concessionárias de
serviços públicos de energia elétrica, de telecomunicações, de gás, de água e de esgoto, não
fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com
estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, desde que estejam
relacionadas com fabricação, produção, manipulação, acondicionamento, conservação, depósito,
armazenamento, transporte, distribuição, venda ou consumo de alimentos, bem como atividades
pertinentes à higiene pública, que solicitaram inscrição, alteração ou baixa de serviço, mencionando
o nome, a razão social e o endereço do solicitante e a data e o objeto da solicitação.

VI - Em relação ao Cadastro de Anúncio - CADAN:

a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, titulares de veículos de divulgação, de propaganda ou de
publicidade de anúncio, na forma e nos prazos regulamentares:

1 - não promoverem a inscrição do veículo de divulgação, de propaganda e de publicidade de


anúncio;
2 - não informarem qualquer alteração e baixa ocorrida no veículo de divulgação, de propaganda e
de publicidade de anúncio, como dizeres, dimensões, modalidade, iluminação, localização e retirada;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearemem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo instalados, afixados, colocados, expostos, distribuídos,
utilizados ou explorados os veículos de divulgação, de propaganda e de publicidade de anúncio, para
verificação fiscal.

b) de 500 VRMs, quando as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de
direito privado, que exerçam atividades de propaganda e de publicidade - inclusive promoção de
vendas, planejamento de campanhas ou sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e
demais materiais publicitários - e de veiculação e de divulgação de textos, de desenhos e de outros
materiais de publicidade, por qualquer meio, exceto em jornais, em periódicos, em rádio e em
televisão, não fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas
físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou
privado, que solicitaram os seus serviços, mencionando o nome, a razão social e o endereço do
solicitante, a data, o objeto e a característica da solicitação.

VII - Em relação ao Cadastro de Horário Especial - CADHE, de 200 VRMs, quando os


estabelecimentos comerciais, desde que em funcionamento em horário especial, na forma e nos
prazos regulamentares:

a) não promoverem a sua inscrição;


b) não informarem qualquer alteração ou baixa no funcionamento em horário especial;
c) não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
d) não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades comerciais em horário especial,
para diligência fiscal.

VIII - Em relação ao Cadastro de Ambulante e de Eventual - CAMEV, de 100 VRMs, quando os


ambulantes e os eventuais, na forma e nos prazos regulamentares:

a) não promoverem a sua inscrição;


b) não informarem qualquer alteração ou baixa no sua localização, instalação e funcionamento;
c) não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
d) não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo exercidas as atividades ambulantes, eventuais, os feirantes
e os rudimentares, para diligência fiscal.

IX - Em relação ao Cadastro de Obra Particular e de Parcelamento do Solo - CADOB, de 100 VRMs,


quando as pessoas físicas ou jurídicas titulares de obras e de solos particulares, desde que em
construção, em reforma, em execução ou em parcelamento, na forma e nos prazos regulamentares:

a) não promoverem a sua inscrição;


b) não informarem qualquer alteração ou baixa na construção, na reforma ou na execução de obras
particulares e no parcelamento do solo;
c) não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
d) não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo construídas, reformadas ou executadas obras particulares
e/ou parcelados solos, para vistoria fiscal.

X - Em relação ao Cadastro de Ocupação e de Permanência no Solo de Logradouros Públicos -


CADOP:

a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, titulares de equipamentos, de veículos, de utensílios ou de
quaisquer outros objetos, desde que, localizados e instalados, estejam ocupando ou permaneçam no
solo de áreas, de vias e de logradouros públicos, na forma e nos prazos regulamentares:

1 - não promoverem a inscrição do equipamento, do veículo, do utensílio ou de qualquer outro objeto;


2 - não informarem qualquer alteração e baixa ocorrida no equipamento, no veículo, no utensílio ou
em qualquer outro objeto, como dimensões, modalidade, localização, ocupação, permanência e
retirada;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, o acesso
aos equipamentos, aos veículos, aos utensílios ou a quaisquer outros objetos, para verificação fiscal.

b) de 300 VRMs, quando a numeração padrão, sequencial e própria, correspondente ao registro e ao


controle:

1 - não for afixada no equipamento, no veículo, no utensílio ou em qualquer outro objeto ou


reproduzida através de pintura, de adesivo ou de autocolante, ou, no caso de equipamentos, de
veículos, de utensílios ou de quaisquer outros objetos novos, ou incorporada ao equipamento, ao
veículo, ao utensílio ou a qualquer outro objeto como sendo parte integrante, devendo, em qualquer
hipótese, apresentar condições análogas às do próprio equipamento, veículo, utensílio ou qualquer
outro objeto, no tocante à resistência e à durabilidade;
2 - não estar em posição destacada, em relação às outras mensagens que, por ventura, revestirem a
sua superfície;
3 - não oferecer condições perfeitas de legibilidade.

XI - Em relação ao Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET:


a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, titulares de veículos de transporte de passageiro, na forma e
nos prazos regulamentares:

1 - não promoverem a inscrição do veículo de transporte de passageiro no Cadastro de Veículo de


Transporte de Passageiro - CAVET;
2 - não informarem, ao Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, qualquer
alteração e baixa ocorrida no veículo de transporte de passageiro, como reforma, restauração e
retirada de circulação;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do veículo de transporte de passageiro, para vistoria fiscal.

b) de 500 VRMs, quando as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de
direito privado, que exerçam atividades de assistência técnica, lubrificação, limpeza e revisão de
máquinas, veículos, aparelhos e equipamentos, conserto, restauração, manutenção e conservação
de máquinas, veículos, motores, elevadores ou de qualquer objeto, recondicionamento de motores,
instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao usuário final do
serviço, exclusivamente com material por ele fornecido e montagem industrial, prestada ao usuário
final do serviço, exclusivamente com material por ele fornecido, obrigados a fornecer, ao órgão
responsável pelo Cadastro de Veículo de Transporte de Passageiro - CAVET, não fornecerem, até o
último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou sem
estabelecimento fixo, e de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que solicitaram
serviços relacionados com veículo de transporte de passageiro, mencionando:

1 - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;


2 - a data, o objeto e a característica da solicitação;

XII - Em relação ao Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT:

a) de 200 VRMs, quando as pessoas físicas, com ou sem estabelecimento fixo, e as pessoas
jurídicas, de direito público ou privado, titulares de aparelhos de transporte, na forma e nos prazos
regulamentares:

1 - não promoverem a inscrição do aparelho de transporte no Cadastro de Aparelho de Transporte;


2 - não informarem, ao Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, qualquer alteração e baixa
ocorrida no aparelho de transporte, como dimensões, modalidade, localização e retirada;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo localizados, instalados ou utilizados os aparelho de
transporte, para vistoria fiscal.

b) de 500 VRMs, quando as pessoas físicas, com estabelecimento fixo, e as pessoas jurídicas, de
direito privado, que exerçam atividades de assistência técnica, lubrificação, limpeza e revisão de
máquinas, veículos, aparelhos e equipamentos, conserto, restauração, manutenção e conservação
de máquinas, veículos, motores, elevadores ou de qualquer objeto, recondicionamento de motores,
instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao usuário final do
serviço, exclusivamente com material por ele fornecido, montagem industrial, prestada ao usuário
final do serviço, exclusivamente com material por ele fornecido e serviços portuários e
aeroportuários, utilização de porto ou aeroporto, atracação, capatazia, armazenagem interna, externa
e especial, suprimento de água, serviços acessórios: movimentação de mercadoria fora do cais,
obrigados a fornecer, ao órgão responsável pelo Cadastro de Aparelho de Transporte - CAPAT, não
fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas físicas, com ou
sem estabelecimento fixo, e de todas as pessoas jurídicas, de direito público ou privado, que
solicitaram serviços relacionados com aparelhos de transporte, mencionando:
1 - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;
2 - a data, o objeto e a característica da solicitação.

XIII - Em relação ao Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM:

a) de 200 VRMs, pessoas jurídicas, de direito público ou privado, titulares de máquinas, de motores e
de equipamentos eletromecânicos, na forma e nos prazos regulamentares:

1 - não promoverem a inscrição da máquina, do motor e do equipamento eletromecânico no


Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM;
2 - não a informarem, ao Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico -
CAMAM, qualquer alteração e baixa ocorrida na máquina, no motor e no equipamento
eletromecânico, como dimensões, modalidade, localização e retirada;
3 - não exibirem os documentos necessários à atualização cadastral e prestar todas as informações
solicitadas pela AF - Autoridade Fiscal;
4 - não franquearem, à AF - Autoridade Fiscal, devidamente apresentada e credenciada, as
dependências do local onde estão sendo localizadas, instaladas ou utilizadas máquinas, motores e
equipamentos eletromecânicos, para vistoria fiscal.

b) de 500 VRMs, quando as pessoas jurídicas, de direito privado, que exerçam atividades de
assistência técnica, lubrificação, limpeza e revisão de máquinas, veículos, aparelhos e
equipamentos, conserto, restauração, manutenção e conservação de máquinas, veículos, motores,
elevadores ou de qualquer objeto, recondicionamento de motores, instalação e montagem de
aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao usuário final do serviço, exclusivamente com
material por ele fornecido, montagem industrial, prestada ao usuário final do serviço, exclusivamente
com material por ele fornecido e serviços portuários e aeroportuários, utilização de porto ou
aeroporto, atracação, capatazia, armazenagem interna, externa e especial, suprimento de água,
serviços acessórios: movimentação de mercadoria fora do cais, obrigados a fornecer, ao órgão
responsável pelo Cadastro de Máquina, de Motor e de Equipamento Eletromecânico - CAMAM, não
fornecerem, até o último dia útil do mês subsequente, a relação de todas as pessoas jurídicas, de
direito público ou privado, que solicitaram serviços relacionados com máquinas, motores e
equipamentos eletromecânicos, mencionando:

1 - o nome, a razão social e o endereço do solicitante;


2 - a data, o objeto e a característica da solicitação.

XIV - Em relação aos LIFs - Livros Fiscais da Prefeitura, na forma e nos prazos regulamentares:

a) de 300 VRMs, quando, sendo obrigatórios, o contribuinte não os possuir ou, os possuindo, sendo
solicitados pelo Fisco, não os exibir;
b) de 400 VRMs, quando não forem, devidamente, autenticados, escriturados e encerrados;
c) de 500 VRMs, quando, extraviados ou inutilizados, não forem, devidamente, observados os
procedimentos cabíveis e aplicáveis;
d) de 200 VRMs, quando não forem, devidamente, conservados, no próprio estabelecimento do
prestador de serviço;

XV - Em relação às NTFs - Notas Fiscais da Prefeitura, na forma e nos prazos regulamentares:

a) de 300 VRMs, quando, sendo obrigatórias, o contribuinte não as possuir ou, as possuindo, sendo
solicitadas pelo Fisco, não as exibir;
b) de 400 VRMs, quando não forem, devidamente, autorizadas, escrituradas e canceladas;
c) de 500 VRMs, quando não forem, devidamente, emitidas, por documento não emitido;
d) de 600 VRMs, quando, extraviadas ou inutilizadas, não forem, devidamente, observados os
procedimentos cabíveis e aplicáveis;
e) de 200 VRMs, quando não forem, devidamente, conservadas, no próprio estabelecimento do
prestador de serviço;
f) de 300 VRMs, quando os contribuintes, obrigados à emissão de NTFs - Notas Fiscais, não
manterem, em local visível e de acesso ao público, junto ao setor de recebimento ou onde o fisco vier
a indicar, mensagem, inscrita em placa ou em painel de dimensões não inferiores a 25 cm x 40 cm,
com o seguinte teor: Este estabelecimento é obrigado a emitir Nota Fiscal - Qualquer denúncia, ligue
para a Fiscalização - Telefone: 3232-7294 - Você não precisará se identificar. O Município agradece
a sua importante participação nesta luta de combate à Sonegação Fiscal."

XVI - Em relação às Declarações Fiscais (DECs) da Prefeitura, na forma e nos prazos


regulamentares:

a) Em relação à Declaração Mensal de Serviços (DMS), salvo instituição financeira ou equiparada:

1. De 200 VRMs por declaração não entregue no prazo estabelecido;


2. De 100 VRMs por declaração entregue fora do prazo estabelecido;
3. De 400 VRMs ou de 5% (cinco por cento) do valor dos serviços omitidos, o que for maior, quando
da omissão ou informação de forma incorreta de elementos de base de cálculo do imposto sobre
serviços de declaração obrigatória, por declaração;
4. De 50 VRMs por serviço tomado omitido ou por qualquer outra informação de declaração
obrigatória que for omitida ou informada de forma inexata na declaração, quando não implique
diretamente em omissão de receita tributável.

b) Em relação à Declaração Antecipada de Saída/Entrada de Embarcações da Área Portuária:

1. De 300 VRMs por saída/entrada de embarcações da área portuária, quando, sendo obrigatórias, o
contribuinte não as possuir ou, as possuindo, sendo solicitadas pelo Fisco, não as exibir;
2. De 400 VRMs por saída/entrada de embarcações da área portuária quando não forem
devidamente emitidas, escrituradas, entregues e canceladas;
3. De 500 VRMs por saída/entrada de embarcações da área portuária quando extraviadas,
inutilizadas ou não forem devidamente conservadas no estabelecimento do prestador de serviço.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

XVII - Em relação aos DOGs - Documentos Gerenciais da Prefeitura, na forma e nos prazos
regulamentares:

a) de 300 VRMs, quando, o contribuinte os possuindo, sendo solicitados pelo Fisco, não os exibir;
b) de 400 VRMs, quando não forem, devidamente, autorizados, emitidos, escriturados e cancelados;
c) de 500 VRMs, quando, extraviados ou inutilizados, não forem, devidamente, observados os
procedimentos cabíveis e aplicáveis;
d) de 200 VRMs, quando não forem, devidamente, conservados, no próprio estabelecimento do
prestador de serviço;
e) de 300 VRMs, quando contribuintes que emitirem DOGs - Documentos Gerenciais não manterem,
em local visível e de acesso ao público, junto ao setor de recebimento ou onde o fisco vier a indicar,
mensagem alusiva ao fato conforme dispuser o Regulamento.

XVIII - Em relação à Taxa de Controle e Fiscalização dos Recursos Minerais (TCFA) não recolhida
nos prazos e nas condições estabelecidas no artigo 351, será cobrada com os seguintes acréscimos:

a) juros de mora, na via administrativa ou judicial, contados do mês seguinte ao do vencimento, à


razão de um por cento por mês ou fração;
b) multa de mora de vinte por cento, reduzida a dez por cento se o pagamento for efetuado até o
último dia útil do mês subsequente ao do vencimento;

§ 1º Os juros de mora não incidem sobre o valor da multa.

§ 2º Os débitos relativos à TCFA poderão ser parcelados de acordo com os critérios fixados na
legislação tributária, conforme dispuser o regulamento desta Lei.
Art. 558. Com base no inciso II, do artigo 556 desta Lei, serão aplicadas as seguintes multas:

I - De 50% (cinquenta por cento) do valor do tributo lançado de ofício, corrigido monetariamente, na
falta de pagamento após o seu vencimento, quando constatada em regular fiscalização;
II - De 50% (cinquenta por cento) do valor do imposto devido e não recolhido ou recolhido a menor
pelo prestador de serviço, após o seu vencimento, quando constatado em regular fiscalização;

III - De 100% (cem por cento) do valor do imposto omitido, de responsabilidade própria, corrigido
monetariamente, observada a imposição mínima de 500 (quinhentos) VRMs ou equivalente, por
infração, detectada em regular fiscalização:

a) Por escriturar os livros fiscais com dolo, má-fé, fraude ou simulação;


b) Por consignar em documento fiscal importância inferior ao efetivo valor da operação ou deduções
não comprovadas por documentos hábeis;
c) Por consignar valores diferentes nas vias do mesmo documento fiscal;
d) Por qualquer outra omissão de receita.

IV - de 100% (cem por cento) do valor do imposto não retido, retido em desacordo com a legislação
tributária ou retido e indevidamente apropriado, corrigido monetariamente, por infração, apurado
mediante ação fiscal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 226/2018)

§ 1º O valor das multas administrativas, previstas nos artigos 557 e 558 será reduzido em 80%
(oitenta por cento), se pago a vista ou 50% (cinquenta por cento) se parcelado dentro do prazo de 30
(trinta) dias contados da data da autuação.

§ 2º À imposição das penalidades previstas neste artigo, aplicam-se as disposições do artigo 554.

§ 3º A apresentação de defesa ou recurso importa em perda da redução de que trata o parágrafo


anterior. (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção II
Proibição de Transacionar Com os órgãos Integrantes Administração Direta e Indireta do Município
Art. 559. Os contribuintes que estiverem em débito com a Fazenda Pública Municipal relativo ao
pagamento de tributos, juros de mora, multas, e demais acréscimos legais, inscritos ou não em
dívida ativa, enquanto não quitar ou regularizar sua situação com a Fazenda Pública Municipal, não
poderão:

I - Receber quaisquer quantias ou créditos que estiverem com a Prefeitura;

II - Participar de licitação pública de qualquer modalidade, concorrência, carta convite ou tomada de


preços, celebrarem convênios, contratos, ou termos de qualquer espécie ou transacionar, a qualquer
título, com órgão da Administração Pública Direta e Indireta do Município;

III - Usufruir qualquer benefício fiscal;

IV - Protocolar e retirar quaisquer documentos de seu interesse, tais como:

a) De aprovação de projetos arquitetônicos, de loteamento, remembramento, desmembramento e/ou


desdobro;
b) De alvará de funcionamento, de construção e/ou habite-se;

a) De horário especial, dentre outros, enquanto existir débitos lançados em sua inscrição imobiliária e
econômica.

§ 1º A proibição a que se refere os incisos não se aplicará quando, sobre o débito ou a multa, houver
recurso administrativo ainda não decidido definitivamente. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 169/2013) (Parágrafo Único transformado em § 1º pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 2º Os débitos impeditivos serão apenas os relacionados a imóveis objetos do requerimento


pertinente. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Seção III
Suspensão ou Cancelamento de Benefícios

Art. 560. Poderão ser suspensas ou canceladas as concessões dadas aos contribuintes para se
eximirem de pagamento total ou parcial de tributos, na hipótese de infringência à legislação tributária
pertinente.

Parágrafo único. A suspensão ou cancelamento será determinado pelo Prefeito, considerada a


gravidade e natureza da infração.

Seção IV
Sujeição a Regime Especial de Fiscalização

Art. 561. Será submetido a regime especial de fiscalização, o contribuinte que:

I - apresentar indício de omissão de receita;

II - tiver praticado sonegação fiscal;

III - houver cometido crime contra a ordem tributária;

IV - reiteradamente viole a legislação tributária.

Art. 562. Constitui indício de omissão de receita:

I - qualquer entrada de numerário, de origem não comprovada por documento hábil;

II - a escrituração de suprimentos sem documentação hábil, idônea ou coincidente, em datas e


valores, com as importâncias entregues pelo supridor, ou sem comprovação de disponibilidade
financeira deste;

III - a ocorrência de saldo credor nas contas do ativo circulante ou do realizável;

IV - a efetivação de pagamento sem a correspondente disponibilidade financeira;

V - qualquer irregularidade verificada em máquina registradora utilizada pelo contribuinte, ressalvada


a hipótese de defeito mecânico, devidamente comprovado por oficina credenciada.

Art. 563. Sonegação fiscal é a ação ou omissão dolosa, fraudulenta ou simulatória do contribuinte,
com ou sem concurso de terceiro em benefício deste ou daquele:

I - tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade


fazendária:

a) da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias


materiais;
b) das condições pessoais do contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou
crédito tributário correspondente.

II - tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação


tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o
montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento.

Art. 564. Enquanto perdurar o regime especial, os blocos de notas fiscais, os livros e tudo o mais que
for destinado ao registro de operações, tributáveis ou não, será visado pelas Autoridades Fiscais
incumbidas da aplicação do regime especial, antes de serem utilizados pelos contribuintes.

Art. 565. O Secretário, responsável pela área fazendária, poderá baixar instruções complementares
que se fizerem necessárias sobre a modalidade da ação fiscal e a rotina de trabalho indicadas em
cada caso, na aplicação do regime especial.
CAPÍTULO II
PENALIDADES FUNCIONAIS

Art. 666. Serão punidos com multa equivalente, até o máximo, de 15 (quinze) dias do respectivo
vencimento, os funcionários que;

I - sendo de sua atribuição, se negarem a prestar assistência ao contribuinte, quando por este
solicitada;

II - por negligência ou má fé, lavrarem autos e termos de fiscalização sem obediência aos requisitos
legais, de forma a lhes acarretar nulidades;

III - tendo conhecimento de irregularidades que impliquem sanções penais, deixarem de aplicar ou
comunicar o procedimento cabível.

Art. 567. A penalidade será imposta pelo Prefeito, mediante representação da autoridade fazendária
a que estiver subordinado o servidor.

Art. 568. O pagamento de multa decorrente de aplicação de penalidade funcional, devidamente


documentada e instruída em processo administrativo, inclusive com defesa apresentada pelo
servidor, somente se tomará exigível depois de transitada em julgado a decisão que a impôs.

CAPÍTULO III
CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA

Seção I
Crimes Praticados Por Particulares

Art. 569. Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou qualquer acessório,
mediante as seguintes condutas:

I - omitir informações, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer


natureza, em documentos ou livro exigido pela lei fiscal;

III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, ou qualquer outro documento relativo à operação
tributável;

IV - elaborar, distribuir, fornecer ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;

V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa à
prestação de ensino, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação;

VI - emitir fatura, duplicata ou nota fiscal de serviço que não corresponda, em quantidade ou
qualidade, ao serviço prestado.

Art. 570. Constitui crime da mesma natureza:

I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude,
para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;

II - deixar de recolher, no prazo legal valor de tributo, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito
passivo de obrigação e que deverá recolher aos cofres públicos;

III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiado, qualquer percentagem sobre
a parcela dedutível ou deduzida de imposto como incentivo fiscal;
IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal;

V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permite ao sujeito passivo da


obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à fazenda
pública municipal.

Seção II
Crimes Praticados Por Funcionários Públicos

Art. 571. Constitui crime funcional contra a ordem tributária, além dos previstos no Código Penal:

I - extraviar livro fiscal, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a guarda em razão da
função; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, acarretando pagamento indevido ou inexato
de tributo;

II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes e iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou aceitar promessa
de tal vantagem, para deixar de lançar ou cobrar tributo, ou cobrá-los parcialmente;

III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária,


valendo-se da qualidade de funcionário público;

IV - exigir tributo que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio
vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza.

Seção III
Obrigações Gerais

Art. 572. Extingue-se a publicidade dos crimes quando o agente promover o pagamento do tributo,
inclusive acessórios, antes do recebimento da denúncia.

Art. 573. O crimes previstos neste capítulo são de ação penal pública, aplicando-lhes o disposto no
Art. 100 do Código Penal.

Art. 574. Qualquer pessoa poderá provocar a iniciativa do Ministério Público nos crimes descritos
neste capítulo, fornecendo-lhe por escrito informações sobre o fato e a autoria, bem como indicando
o tempo, o lugar e os elementos de convicção.

TÍTULO IX
PROCESSO FISCAL

CAPÍTULO I
PROCEDIMENTO FISCAL
Art. 575. Os procedimentos fiscais relativos aos tributos municipais serão executados, em nome
deste, pelos Fiscais de Tributos Municipais - FTM, mediante emissão de Ordem de Serviço (OS) pela
autoridade competente.

§ 1º Para os fins do disposto no caput deste artigo, são considerados procedimentos fiscais:

I - A diligência;

II - A fiscalização;

III - A interdição;

IV - O plantão fiscal.

V - Notificação. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)


VI - Monitoramento Fiscal; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 2º Na realização dos procedimentos fiscais previstos no § 1º deste artigo, a Autorizada Fiscal


designada poderá realizar, além das suas finalidades específicas, os seguintes atos:

I - Apreensão;

II - Arbitramento;

III - Estimativa;

IV - Homologação.

V - Notificação. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

VI - Monitoramento Fiscal; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 3º Para a formalização dos procedimentos fiscais e de créditos tributários serão utilizados os


seguintes documentos fiscais:

I - Auto de Apreensão (APRE);

II - Auto de Infração e Termo de Intimação (AITI);

III - Auto de Interdição (INTE);

IV - Ordem de Serviço (OS);

V - Relatório de Fiscalização (REFI);

VI - Termo de Diligência Fiscal (TEDI);

VII - Termo de Início de Ação Fiscal (TIAF);

VIII - Termo de Recebimento de Documentos Fiscais;

IX - Termo de Intimação (TI);

X - Termo de Encerramento de Ação Fiscal (TEAF). (Redação dada pela Lei Complementar
nº 114/2007)
Art. 576. O procedimento fiscal considera-se iniciado, com a finalidade de excluir a espontaneidade
da iniciativa do sujeito passivo em relação aos atos anteriores, com a ciência da lavratura:

I - Do Termo de Início de Ação Fiscal (TIAF);

II - Do Auto de Apreensão (APRE). (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção I
Apreensão

Art. 577. A Autoridade Fiscal apreenderá bens e documentos, inclusive objetos e mercadorias,
móveis ou não, livros, notas e quaisquer outros papéis, fiscais ou não-fiscais, desde que constituem
prova material de infração à legislação tributária.

Parágrafo único. Havendo prova, ou fundada suspeita, de que os bens e documentos se encontram
em residência particular ou lugar utilizando como moradia, serão promovidas a busca e apreensão
judiciais, sem prejuízo de medidas necessárias para evitar a remoção clandestina.
Art. 578. Os documentos apreendidos poderão, a requerimento do autuado, ser-lhe devolvidos,
ficando no processo cópia do inteiro teor ou da parte que deva fazer prova, caso o original não seja
indispensável a esse fim.

Art. 579. As coisas apreendidas serão restituídas, a requerimento, mediante depósito das quantias
exigíveis, cuja importância será arbitrada pela autoridade competente, ficando retidas, até decisão
final, os espécimes necessários à prova.

Parágrafo único. As quantias exigíveis serão arbitradas, levando-se em conta os custos da


apreensão, transporte e depósito.

Art. 580. Se o autuado não provar o preenchimento das exigências legais para liberação dos bens
apreendidos, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da datada apreensão, serão ou bens levados
a hasta pública ou leilão.

§ 1º Quando a apreensão recair em bens de fácil deterioração, a hasta pública poderá realizar-se a
partir do próprio dia da apreensão.

§ 2º Apurando-se, na venda, importância superior aos tributos, multas, acréscimos e demais custos
resultantes da apreensão e da realização da hasta pública ou leilão, será o autuado notificado, no
prazo de 5 (cinco) dias, para receber o excedente, se já não houver comparecido para fazê-lo.

§ 3º Prescreve em 1 (um) mês o direito de retirar o saldo dos bens levados a hasta pública ou leilão.

§ 4º Decorrido o prazo prescricional, o saldo será convertido em renda eventual.

Art. 581. Não havendo licitante, os bens apreendidos de fácil deterioração ou de diminuto valor serão
destinados, pelo Prefeito, a instituições de caridade.

Parágrafo único. Aos demais bens, após 60 (sessenta) dias, a administração dará destino que julgar
conveniente.

Art. 582. A hasta pública ou leilão serão anunciados com antecedência de 10 (dez) dias, através de
edital afixado em lugar público e veiculado no órgão oficiai e, se conveniente, em jornal de grande
circulação.

Parágrafo único. Os bens levados a hasta pública ou leilão serão escriturados em livros próprios,
mencionando-se as suas identificações, avaliações e os preços de arrematação.

Seção II
Arbitramento

Art. 583. A Autoridade Fiscal arbitrará, sem prejuízo das penalidades cabíveis, a base de cálculo,
quando:

I - quanto ao ISSQN:

a) não puder ser conhecido o valor efetivo do preço do serviço ou da venda, inclusive nos casos de
perda, extravio ou inutilização de documentos fiscais;
b) os registros fiscais ou contábeis, bem como as declarações ou documentos exibidos pelo sujeito
passivo ou pelo terceiro obrigado, por serem insuficientes, omissos, inverossímeis ou falsos, não
merecerem fé;
c) o contribuinte ou responsável, após regularmente intimado, recusar-se a exibir à fiscalização os
elementos necessários à comprovação do valor dos serviços prestados;
d) existirem atos qualificados em lei como crimes ou contravenções, mesmo sem essa qualificação,
forem praticados com dolo, fraude ou simulação, atos esses evidenciados pelo exame de
declarações ou documentos fiscais ou contábeis exibidos pelo contribuinte, ou por qualquer outro
meio direto ou indireto de verificação;
e) ocorrer prática de subfaturamento ou contratação de serviços por valores abaixo dos preços de
mercado;
f) houver flagrante insuficiência de imposto pago em face do volume dos serviços prestados;
g) tiver serviços prestados sem a determinação do preço ou, reiteradamente, a título de cortesia.
h) for apurado o exercício de qualquer atividade que constitua fato gerador do imposto, sem se
encontrar o sujeito passivo devidamente inscrito no Cadastro Mobiliário.
i) Não se puder apurar o preço do serviço referente às obras de construção civil nas modalidades
obra nova, regularização, reforma, ampliação, demolição e congêneres. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

II - quanto ao IPTU:

a) a coleta de dados necessários à fixação do valor venal do imóvel for impedida ou dificultada pelo
contribuinte;
b) os imóveis se encontrarem fechados e os proprietários não forem encontrados.

III - quanto ao ITBI, não concordar com o valor declarado pelo sujeito passivo.

Art. 584. O arbitramento será elaborado tomando-se como base:

I - relativamente ao ISSQN:

a) o valor da matéria-prima, insumo, combustível, energia elétrica e outros materiais consumidos e


aplicados na execução dos serviços;
b) ordenados, salários, retiradas pró-labore, honorários, comissões e gratificações de empregados,
sócios, titulares ou prepostos;
c) aluguéis pagos ou, na falta destes, o valor equivalente para idênticas situações;
d) o montante das despesas com luz, água, esgoto e telefone;
e) impostos, taxas, contribuições e encargos em geral;
f) outras despesas mensais obrigatórias.

II - relativamente ao IPTU e ao ITBI: o valor obtido adotando como parâmetro os imóveis de


características e dimensões semelhantes, situados na mesma quadra ou região em que se localizar
o imóvel cujo valor venal ou transferência estiver sendo arbitrados.

Parágrafo único. O montante apurado será acrescido de 50% (cinquenta por cento), a título de lucro
ou vantagem remuneratória a cargo do contribuinte, em relação ao ISSQN.

Art. 585. Na impossibilidade de se efetuar o arbitramento pela forma estabelecida, no caso do


ISSQN, apurar-se-á o preço do serviço, levando-se em conta:

I - os recolhimentos efetuados em períodos idênticos por outros contribuintes que exerçam a mesma
atividade em condições semelhantes;

II - o preço corrente dos serviços, à época a que se referir o levantamento;

III - os fatores inerentes e situações peculiares ao ramo de negócio ou atividades, considerados


especialmente os que permitam uma avaliação do provável movimento tributável.

Art. 586. O arbitramento:

I - referir-se-á, exclusivamente, aos fatos atinentes ao período em que se verificarem as ocorrências;

II - deduzirá os pagamentos efetuados no período;

III - será fixado mediante relatório da Autoridade Fiscal, homologado pela chefia imediata;

IV - com os acréscimos legais, será exigido através de Auto de Infração e Termo de Intimação - AITI;
V - cessará os seus efeitos, quando o contribuinte, de forma satisfatória, a critério do fisco, sanar as
irregularidades que deram origem ao procedimento.

Seção III
Diligência
Art. 587. O Procedimento Fiscal de Diligência (PF-D) destina-se:

I - A realizações de ações, internas ou externas, destinadas a coletar informações ou outros


elementos de interesse da administração tributária, inclusive para atender exigência de instrução
processual;

II - A realizar levantamentos e coletar informações destinados a elaboração de estimativas de base


de cálculo de tributos;

III - A verificar o cumprimento de obrigações tributárias principais e acessórias;

IV - A orientar o sujeito passivo para o correto cumprimento das obrigações tributárias.

§ 1º Após a realização de diligência, havendo necessidade de constituição de crédito tributário, sem


que o sujeito passivo tenha sanado a irregularidade no prazo estabelecido, deverá o procedimento
ser convertido em Procedimento Fiscal de Fiscalização, com emissão de nova Ordem de Serviço.

§ 2º Além dos procedimentos fiscais estabelecidos neste artigo, os sujeitos passivos poderão ser
intimados, no interesse da administração tributária, a apresentar informações sobre bens, negócios
ou atividades próprios ou de terceiros, por meio de Termo de Intimação (TI).

§ 3º O Procedimento Fiscal de Diligência, quando relativo ao ISSQN, não homologa o imposto


declarado e recolhido pelo sujeito passivo, referente ao período verificado. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 114/2007)

Art. 587-A O Monitoramento Fiscal tem por finalidade:

I - Orientar o sujeito passivo, no tocante ao cumprimento das suas obrigações tributárias;

II - Realizar cobranças diversas;

III - Coletar informações e documentos de terceiros destinados a subsidiar procedimento de auditoria


fiscal;

IV - Obter informações ou elementos de interesse da administração tributária, inclusive para


instrução processual.

§ 1º A instauração de procedimento de Monitoramento Fiscal não excluirá a espontaneidade do


sujeito passivo, podendo este, no curso do procedimento, realizar denúncia espontânea de infrações
à legislação tributária, acompanhada do pagamento do tributo devido atualizado e dos juros de mora.

§ 2º O benefício do § anterior alcança todos que estejam envolvidos nas infrações apuradas pela
ação fiscal.

§ 3º Ignorado o Monitoramento Fiscal, não se considera espontânea a denúncia apresentada após o


Termo de início da Ação fiscal. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Seção IV
Estimativa

Art. 588. A Autoridade Fiscal estimará de ofício ou mediante requerimento do contribuinte, a base de
cálculo do ISSQN, quando se tratar de:

I - atividade exercida em caráter provisório;


II - sujeito passivo de rudimentar organização;

III - contribuinte ou grupo de contribuintes cuja espécie, modalidade ou volume de negócios


aconselhem tratamento fiscal específico;

IV - sujeito passivo que não tenha condições de emitir documentos fiscais ou deixe,
sistematicamente, de cumprir obrigações tributárias, principais ou acessórias, e quando se tratar de
obras de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, adotar-se-á a
seguinte fórmula para cálculo do ISSQN:

ISSQN A PAGAR (R$)= Área Total x Valor de Referência (VR) x Custo total x Alíquota, onde:

a) Área Total (m²): compreende a metragem construída;


b) Valor de Referência: é o parâmetro ou elemento indicativo de cálculo de tributo, nos termos do art.
81, III deste Código e deverá observar o fator de multiplicação disciplinado pela NBR 12.721:2005 e
alterações.
c) Custo Total: Percentual referente à mão-de-obra acrescido das despesas administrativas,
conforme tabela SINDUSCON/MS.
d) Alíquota: conforme Anexo III, deste Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

Parágrafo único. Atividade exercida em caráter provisório é aquela cujo exercício é de natureza
temporária e está vinculada a fatores ou acontecimentos ocasionais ou excepcionais.

Art. 589. A estimativa será apurada tomando-se como base:

I - o preço corrente do serviço, na praça;

II - o tempo de duração e a natureza específica da atividade;

III - A média das receitas e/ou despesas em períodos anteriores à apuração, acrescida de um
percentual de 30% (trinta pontos percentuais), correspondente a uma margem de lucro presumida
como projeção para os períodos seguintes; (Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2019)

IV - A localização, o porte e a estrutura física do estabelecimento; (Redação acrescida pela Lei


Complementar nº 250/2019)

VI - ndicadores da potencialidade econômica do contribuinte e do seu ramo de atividade; (Redação


acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

VI - Dados declarados e documentos fornecidos pelo contribuinte; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

VII - Dados de empresa de mesmo porte e ramo de atividade; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

VIII - Levantamento por amostragem da receita tributável por meio de plantão fiscal de tributos ou
outros elementos coletados pelo fisco; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

IX - Em caso de eventos artísticos e de entretenimento, observa - se o disposto no art. 91, § 2º x do


CTM. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 1º Quando o valor estimado for fixado utilizando-se o critério previsto no inciso III, o valor da receita
estimada não poderá ser menor que o somatório das despesas do contribuinte, para desempenho da
atividade enquadrada no regime de estimativa. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 250/2019)
§ 2º Caso o Fisco Municipal verifique que o valor do faturamento mensal do contribuinte foi superior
ao faturamento médio, haverá cobrança do ISSQN devido em razão desta diferença. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

Art. 590. O regime de estimativa:

I - será fixado por relatório da Autoridade Fiscal, homologado pela chefia imediata, e deferido por um
período de até 12 (doze) meses;

II - terá a base de cálculo expressa em VRM - Valor de Referência do Município;

III - a critério do Secretário, responsável pela área fazendária, poderá, a qualquer tempo, ser
suspenso, revisto ou cancelado.

IV - a critério do Fisco poderá ser dispensado o uso de livros e notas fiscais, por parte do
contribuinte.

V - por solicitação do sujeito passivo e a critério do fisco, poderá ser encerrado, ficando o
contribuinte, neste caso, subordinado à utilização dos documentos fiscais exigidos.

Art. 591. O contribuinte que não concordar com a base de cálculo estimada, poderá apresentar
reclamação no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data da ciência do relatório homologado.

Parágrafo único. No caso específico de atividade exercido em caráter provisório, a ciência da


estimativa se dará através de Termo de Intimação.

Art. 592. A reclamação não terá efeito suspensivo e mencionará, obrigatoriamente, o valor que o
interessado reputar justo, assim como os elementos para a sua aferição.

Parágrafo único. Julgada procedente a reclamação, total ou parcialmente, a diferença recolhida na


pendência da decisão será compensada nos recolhimentos futuros.

Seção V
Homologação

Art. 593. A Autoridade Fiscal, tomando conhecimento da atividade exercida pelo contribuinte,
analisando a antecipação de recolhimentos sem prévio exame do sujeito ativo, homologará ou não
os auto lançamentos ou lançamentos espontâneos atribuídos ao sujeito passivo. .

§ 1º O pagamento antecipado pelo contribuinte extingue o credito, sob condição resolutória da


ulterior homologação do lançamento.

§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados
pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito.

§ 3º Tais atos serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso,
na imposição de penalidade, ou sua graduação.

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção VI
Fiscalização (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 594. A instauração de Procedimento Fiscal de Fiscalização (PF-F) destina-se a realização de
ações voltadas para a verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte dos sujeitos
passivos, relativas aos tributos municipais, podendo resultar em constituição de crédito tributário, na
aplicação de penalidades ou em apreensão de livros e documentos de qualquer espécie, inclusive os
armazenados em meio magnético ou em qualquer outro tipo de mídia, materiais, livros ou
assemelhados encontrados em situação irregular ou que constituam prova de infração à legislação e
ainda, quando:

I - Apresentar indício de omissão de receita;

II - Tiver praticado sonegação fiscal;

III - Houver cometido crime contra a ordem tributária.

§ 1º A fiscalização dos sujeitos passivos será realizada por Procedimento Fiscal de Fiscalização (PF-
F).

§ 2º Independentemente da instauração de procedimento fiscal de fiscalização, sempre que a


autoridade fiscal constatar a prática de ato que constitua infração a legislação tributária, poderá
apreender bens e documentos, inclusive objetos e mercadorias, móveis ou não, livros, notas e
quaisquer outros papéis, fiscais ou não-fiscais que constituam prova material de infração à legislação
tributária, mediante a lavratura de Auto de Apreensão (APRE).

§ 3º A autoridade que realizar apreensão deverá comunicar o fato à sua chefia imediata, no prazo de
24 (vinte e quatro) horas, para fins de instauração de procedimento fiscal de fiscalização. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 595. A Autoridade Fiscal, auxiliada por força policial, examinará e apreenderá mercadorias,
livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais dos comerciantes, industriais,
produtores e prestadores de serviço, que constituam prova material de indício de omissão de receita,
sonegação fiscal ou crime contra a ordem tributária.

Parágrafo único. A Autoridade Fiscal fiscalizará o sujeito passivo, com o auxílio de força policial,
sempre que necessário e quando houver oposição ou for criado obstáculo à realização de diligência
ou plantão fiscal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção VII
Interdição

Art. 596. A Autoridade Fiscal, auxiliada por força policial, interditará o local onde será exercida
atividade em caráter provisório, sem que o contribuinte tenha efetuado o pagamento antecipado do
imposto estimado.

Parágrafo único. A liberação para o exercício da atividade somente ocorrerá após sanada, na sua
plenitude, a irregularidade cometida.

Seção VIII
Levantamento
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção IX
Plantão

Art. 598. A Autoridade Fiscal, mediante plantão, adotará a apuração ou verificação diária no próprio
local da atividade, durante determinado período, quando;

I - houver dúvida sobre a exatidão do que será levantado ou for declarado para os efeitos dos tributos
municipais;

II - o contribuinte estiver sujeito a regime especial de fiscalização.

Seção X
Representação
Art. 599. A Autoridade Fiscal ou qualquer pessoa, quando não competente para lavrar Auto e Termo
de Fiscalização, poderá representar contra toda ação ou omissão contrária às disposições da
Legislação Tributária ou de outras leis ou regulamentos fiscais.

Art. 600. A representação:

I - far-se-á em petição assinada e discriminará, em letra legível, o nome, a profissão e o endereço de


seu autor;

II - deverá estar acompanhada de provas ou indicará os elementos desta e mencionará os meios ou


as circunstâncias em razão das quais se tomou conhecida a infração;

III - não será admitida quando o autor tenha sido sócio, diretor, preposto ou empregado do
contribuinte, quando relativa a fatos anteriores à data em que tenham perdido essa qualidade;

IV - deverá ser recebida pelo Secretário, responsável pela área fazendária, que determinará
imediatamente a diligência ou inspeção para verificar a veracidade e, conforme couber, intimará ou
autuará o infrator ou a arquivará se demonstrada a sua improcedência.

Seção XI
Autos e Termos de Fiscalização
Art. 601. Os modelos e os requisitos dos documentos fiscais destinados a formalização dos
procedimentos fiscais e de créditos tributários, bem como a sua forma de processamento será
estabelecido em norma infra-legal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 602. É o instrumento legal utilizado pela Autoridade Fiscal com o objetivo de formalizar:

I - A Ordem de Serviço (OS): designar os agentes fiscais para a realização de procedimentos fiscais;

II - O Auto de Apreensão (APRE): a apreensão de bens e documentos;

III - O Auto de Infração e Termo de Intimação (AITI): a materialização de lançamento de créditos


tributários com aplicação de penalidade por descumprimento as normas tributárias e a sua
notificação;

IV - O Auto de Interdição (INTE): a interdição de atividade provisória inadimplente com a Fazenda


Pública Municipal;

V - O Relatório de Fiscalização (REFI): a realização de plantão e o levantamento efetuado em


fiscalização e o levantamento para estimativas;

VI - O Termo de Diligência Fiscal (TEDI): a realização de diligência;

VII - O Termo de Início de Ação Fiscal (TIAF): o início de procedimento fiscal de fiscalização;

VIII - O Termo de Recebimento de Documentos Fiscais: A qualidade e quantidade de documentos


entregues à análise da Autoridade Fiscal;

IX - O Termo de Intimação (TI): a solicitação de documento, notificação, esclarecimento, e a ciência


de decisões fiscais;

X - O Termo de Encerramento de Ação Fiscal (TEAF): o término de levantamento em procedimento


fiscal de fiscalização e de diligência. (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 603. As formalidades do procedimento fiscal conterão, ainda, relativamente ao:

I - Auto de Apreensão - APRE:

a) a relação de bens e documentos apreendidos;


b) a indicação do lugar onde ficarão depositados;
c) a assinatura do depositário, o qual será designado pelo autuante, podendo a designação recair no
próprio detentor, se for idôneo, a juízo do fisco;
d) a citação expressa do dispositivo legal violado;

II - Auto de Infração e Termo de Intimação - AITI:

a) a descrição do fato que ocasionar a infração;


b) a citação expressa do dispositivo legal que constitui a violação e comina a sanção;
c) a notificação do lançamento, a comunicação para pagar o tributo e a multa devidos, ou apresentar
defesa e provas, no prazo previsto.

III - Auto de Interdição - INTE:

a) a descrição do fato que ocasionar a interdição;


b) a citação expressa do dispositivo legal que constitui a infração e comina a sanção;
c) a ciência da condição necessária para a liberação do exercício da atividade interditada.

IV - Relatório de Fiscalização - REFI:

a) a descrição, circunstanciada, de atos e fatos ocorridos no plantão e presentes no levantamento


para elaboração de arbitramento, apurarão de estimativa e homologação de lançamento.
b) a citação expressa da matéria tributável;

V - Termo de Diligência Fiscal - TEDI:

a) a descrição, circunstanciada, de atos e fatos ocorridos na verificação;


b) a citação expressa do objetivo da diligência;

VI - Termo de Início de Ação Fiscal - TIAF:

a) a data de início do levantamento homologatório;


b) o período a ser fiscalizado;
c) a relação de documentos solicitados;

d) o prazo, de até 6 (seis) meses, para o término do levantamento e, de até 30 (trinta) dias, para a
entrega e, de até 7 (sete) meses, para a devolução dos documentos, considerando como data de
início da contagem a data da ciência do TIAF. (Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2019)

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

IX - Termo de Intimação - TI:

a) a relação de documentos solicitados;


b) a modalidade de informação pedida e/ou o tipo de esclarecimento a ser prestado e/ou a decisão
fiscal cientificada;
c) a fundamentação legal;
d) a indicação da penalidade cabível, em caso de descumprimento;
e) o prazo, de até 30 (trinta) dias, para atendimento do objeto da intimação.

X - Termo de Encerramento de Ação Fiscal - TEAF:

a) a descrição, circunstanciada, de atos e fatos ocorridos no plantão e presentes no levantamento


para elaboração de arbitramento, apurarão de estimativa e homologação de lançamento.
b) a citação expressa da matéria tributável.

Parágrafo único. As incorreções ou omissões verificadas no documento fiscal que não se relacionem
com a matéria tributável, o montante do tributo devido, e à identificação do sujeito passivo não
constituem motivo de nulidade do processo desde que constem elementos suficientes para
determinar a infração e o infrator. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

CAPÍTULO II
PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO Fiscal;

Seção I
Disposições Preliminares

Art. 604. O Processo Administrativo Tributário será;

I - regido pelas disposições desta Lei;

II - iniciado por petição da parte interessada ou de ofício, pela Autoridade tributária

III - aquele que versar sobre interpretação ou aplicação de legislação.

Art. 604-A A intimação, para todo e qualquer ato administrativo, poderá ser:

I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora
dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de
recusa, com declaração escrita de quem o intimar;

II - por via postal ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário
eleito pelo sujeito passivo;

III - por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante:

a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou


b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo.

§ 1º Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito
passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o CAMOB e ou CIMOB, a intimação poderá ser
feita por edital publicado:

I - no endereço da Prefeitura Municipal de Corumbá na internet;

II - em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou

III - uma única vez, no Diário Oficial de Corumbá.

§ 2º Considera-se feita a intimação:

I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal;

II - no caso da intimação por via postal, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a
data da expedição da intimação;

III - se por meio eletrônico:

a) 30 (trinta) dias contados da data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do


sujeito passivo;
b) na data em que o sujeito passivo efetuar consulta no endereço eletrônico a ele atribuído pela
administração tributária, se ocorrida antes do prazo previsto na alínea a;
c) na data registrada no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo;
d) a comunicação por meio eletrônico será considerada pessoal para todos os efeitos legais;
e) terá validade a ciência com utilização de certificação digital ou de código de acesso;

IV - 30 (trinta) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado.


§ 3º Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de
preferência.

§ 4º Para fins de intimação, considera-se domicílio tributário do sujeito passivo Pessoa Jurídica:

I - o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e

II - o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária.

§ 5º O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado, no caso de Pessoa
Física, com expresso consentimento do sujeito passivo, após a administração tributária informar-lhe
as normas e condições de sua utilização e manutenção, disciplinadas em ato da administração
tributária. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 226/2018)

Seção II
Postulantes

Art. 605. O contribuinte poderá postular pessoalmente ou por representante regularmente habilitado
ou, ainda, mediante mandato expresso, por intermédio de preposto de representante.

Art. 606. Os órgãos de classe poderão representar Interesses gerais da respectiva categoria
econômica ou profissional.

Seção III
Prazos

Art. 607. Os prazos:

I - são contínuos e peremptórios, excluindo-se, em sua contagem, o dia do início e incluindo-se o do


vencimento:

II - só se iniciam ou se vencem em dia de expediente normal do órgão em que corra o processo ou


em que deva ser praticado o ato;

III - serão de 30 (trinta) dias para:

a) apresentação de defesa;
b) elaboração de contestação:

c) pronunciamento e cumprimento de despacho e decisão;


d) resposta à consulta;
e) interposição de recurso voluntário;

IV - serão de 15 (quinze) dias para conclusão de diligência e esclarecimento:

V - serão de 10 (dez) dias para:

a) interposição de recurso de ofício ou de revista;


b) pedido de reconsideração.

VI - não estando fixados, serão 30 (trinta) dias para a prática de ato a cargo do interessado ou do
servidor;

VII - contar-se-ão:

a) de defesa, a partir da notificação de lançamento de tributo ou ato administrativo dele decorrente ou


da lavratura do Auto de Infração e Termo de Intimação;
b) de contestação, diligência, consulta, despacho e decisão, a partir do recebimento do processo;
c) de recurso, pedido de reconsideração e cumprimento de despacho e decisão, a partir da ciência
da decisão ou publicação do acórdão.

VIII - fixados, suspendem-se a partir da data em que for determinada qualquer diligência, e
começando a fluir no dia em que o processo retomar.

Seção IV
Petição

Art. 608. A petição:

I - será feita através de requerimento contendo as seguintes indicações:

a) nome ou razão social do sujeito passivo;


b) número de inscrição no Cadastro Fiscal;
c) domicílio tributário;
d) a pretensão e seus fundamentos, assim como declaração do montante que for resultado devido,
quando a dúvida ou o litígio versar sobre valor;
e) as diligências pretendidas, expostos os motivos que as justifiquem.
f) e-mail e/ou telefone fixo ou celular; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

II - será indeferida quando manifestamente inepta ou a parte for ilegítima, ficando, entretanto, vedado
à repartição recusar o seu recebimento;

III - não poderá reunir matéria referente a tributos diversos, bem como impugnação ou recurso
relativo a mais de um lançamento, decisão. Sujeito Passivo ou Auto de Infração e Termo de
Intimação

IV - Meras alegações de inconstitucionalidade de Leis ou Decretos Municipais, principalmente com o


intuito de afastar a sua aplicação, não poderão ser conhecidas, sob pena de usurpação de atividade
jurisdicional. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

Seção V
Instauração

Art. 609. Processo Administrativo Tributário será instaurado por;

I - petição do contribuinte, responsável ou seu preposto, reclamando contra lançamento de tributo ou


ato administrativo dele decorrente;

II - Auto de Infração e Termo de Intimação.

Art. 610. O servidor que instaurar o processo:

I - receberá a documentação;

II - certificará a data de recebimento;

III - numerará e rubricará as folhas dos autos;

IV - o encaminhará para a devida instrução.

Seção VI
Instrução

Art. 611. A autoridade que instruir o processo:

I - solicitará informações e pareceres;


II - deferirá ou indeferirá provas requeridas;

III - numerará e rubricará as folhas apensadas;

IV - mandará cientificar os interessados, quando for o caso;

V - abrirá prazo para recurso.

VII -
NULIDADES

Art. 612. São nulos:

I - os Atos Fiscais praticados e os Autos e Termos de Fiscalização lavrados por pessoa que não seja
Autoridade Fiscal;

II - os atos executados e as decisões proferidas por autoridade incompetente, não fundamentados ou


que impliquem pretensão ou prejuízo do direito de defesa.

Parágrafo único. A nulidade do ato não alcança os atos posteriores, salvo quando dele decorram ou
dependam.
Art. 613. A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato, ou julgar a sua
legitimidade, observado o Parágrafo Único do artigo 603. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 250/2019)

Parágrafo único. Na declaração de nulidade, a autoridade, fundamentadamente, dirá os atos


alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou à solução do processo,
devendo, em qualquer caso, devolver prazo para manifestação do contribuinte. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 250/2019)

Seção VIII
Disposições Diversas

Art. 614. O processo será organizado em ordem cronológica e terá suas folhas numeradas e
rubricadas.

Art. 615. É facultado do sujeito passivo ou a quem o represente, sempre que necessário, ter vista
dos processos em que for parte.

Art. 616. Os documentos apresentados pela parte poderão ser restituídos, em qualquer fase do
processo, desde que não haja prejuízo para a solução deste, exigindo-se a substituição por cópias
autenticadas.

Art. 617. Pode o interessado, em quaisquer fase do processo em que seja parte, pedir certidão das
peças relativas aos atos decisórios, utilizando-se, sempre que possível, de sistemas reprográficos,
om autenticação por funcionário habilitado.

§ 1º Da certidão constará, expressamente, se a decisão transitou ou não em julgado na via


administrativa.

§ 2º Só será dada Certidão de atos opinativos quando os mesmos forem indicados expressamente,
nos atos decisórios, como seu fundamento.

§ 3º Quando a finalidade da Certidão for instruir processo judicial, mencionar-se-á o direito em


questão e fornecer-se-ão dados suficientes para identificar a ação.

Art. 618. Os interessados podem apresentar suas petições e os documentos que os instruírem em
duas vias, a fim de que a segunda lhes seja devolvida devidamente autenticada pela repartição,
valendo como prova de entrega.
CAPÍTULO III
PROCESSO CONTENCIOSO FISCAL

Seção I
Litígio Tributário

Art. 619. O litígio tributário considera-se instaurado com a apresentação, pelo postulante, de
impugnação de exigência.

Parágrafo único. O pagamento de Auto de Infração e Termo de Intimação ou o pedido de


parcelamento importa reconhecimento da dívida, pondo fim ao litígio.

Seção II
Defesa

Art. 620. A defesa que versar sobre parte da exigência implicará pagamento da parte não-
impugnada.

Parágrafo único. Não sendo efetuado o pagamento, no prazo estabelecido, da parte não-impugnada,
será promovida a sua cobrança, devendo, para tanto, ser instaurado outro processo com elementos
indispensáveis à sua instrução.

Seção III
Contestação

Art. 621. Apresentada a defesa, o processo será encaminhado à Autoridade Fiscal, responsável pelo
procedimento, ou seu substituto, para que ofereça contestação.

§ 1º Na contestação, a Autoridade Fiscal alegará a matéria que entender útil, indicando ou


requerendo as provas que pretende produzir, juntando desde logo as que constarem do documento.

§ 2º Não se admitirá prova fundada em depoimento pessoal de funcionário municipal ou


representante da Fazenda Pública Municipal.

Seção IV
Competência

Art. 622. São competentes para julgar na esfera administrativa;

I - em primeira instância, ao Departamento de Instrução, Consulta e Julgamento - DICJ;

II - em segunda instância, ao Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF;

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção V
Julgamento em Primeira Instância

Art. 623. Elaborada a contestação, o processo será remetido ao Departamento de Instrução,


Consulta e Julgamento - DICJ para proferir a decisão.

Art. 624. A autoridade julgadora não ficará adstrita às alegações das partes, devendo julgar de
acordo com sua convicção, em face das provas produzidas no processo.

Art. 625. Se entender necessárias, o Departamento de Instrução, Consulta e Julgamento - DICJ


determinará, de ofício ou a requerimento do sujeito passivo, a realização de diligências, inclusive
perícias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis.
Parágrafo único. O sujeito passivo apresentará os pontos de discordância e as razões e provas que
tiver e indicará, no caso de perícia, o nome e endereço de seu perito.

Art. 626. Se deferido o pedido de perícia, a autoridade julgadora de primeira instância designará
servidor para, como perito da fazenda, proceder, juntamente com o perito do sujeito passivo, ao
exame do requerido.

§ 1º Se as conclusões dos peritos forem divergentes, prevalecerá a que coincidir com o exame
impugnado.

§ 2º Não havendo coincidência, a autoridade julgadora designará outro servidor para desempatar.

Art. 627. Será reaberto prazo para impugnação se, da realização de diligência, resultar alteração da
exigência inicial.

§ 1º Não sendo cumprida nem impugnada a exigência, será declarada à revelia da autoridade
julgadora, permanecendo o processo na repartição pelo prazo de 30 (trinta) dias para cobrança
amigável do crédito tributário e fiscal.

§ 2º Esgotado o prazo de cobrança amigável, sem que tenha sido pago o crédito tributário e fiscal, a
autoridade julgadora encaminhará o processo à Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal para
promover a cobrança executiva.

Art. 628. A decisão:

I - será redigida com simplicidade e clareza;

II - conterá relatório que mencionará os elementos e Atos informadores, introdutórios e probatórios


do processo de forma resumida;

III - arrolará os fundamentos de fato e de direito da decisão;

IV - indicará os dispositivos legais aplicados;

V - apresentará o total do débito, discriminando o tributo devido e as penalidades;

VI - concluirá pela procedência ou improcedência do Auto de Infração e Termo de Intimação ou da


reclamação contra lançamento ou de Ato Administrativo dele decorrente, definindo expressamente os
seus efeitos;

VII - Será comunicada ao contribuinte mediante lavratura de Termo de Intimação;

VIII - de primeira instância não está sujeita a pedido de reconsideração;

IX - não sendo proferida, no prazo estabelecido, nem convertido o julgamento em diligência, poderá a
parte interpor recurso voluntário como se fora julgado procedente o Auto de Infração e Termo de
Intimação ou improcedente a reclamação contra lançamento ou Ato Administrativo dele de corrente,
cessando, com a interposição do recurso, a jurisdição da autoridade julgadora de primeira instância.

Art. 629. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto ou os erros de cálculo existentes na
decisão poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento do interessado.

Seção VI
Recurso Voluntário Para a Segunda Instância

Art. 630. Da decisão de primeira instância contrária ao sujeito passivo, caberá recurso voluntário
para o Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF.

Art. 631. O recurso voluntário:


I - será interposto no órgão que julgou o processo em primeira instância;

II - poderá conter prova documental, quando contrária ou não apresentada na primeira instância.

Seção VII
Recurso de Ofício Para a Segunda Instância

Art. 632. Da decisão de primeira instância favorável, no todo ou em parte, ao sujeito passivo, caberá
recurso de ofício para o Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF.

Art. 633. O recurso de ofício:

I - será interposto, obrigatoriamente, pela autoridade julgadora, mediante simples despacho de


encaminhamento, no ato da decisão de primeira instância;

II - não sendo interposto, deverá o Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF requisitar o
processo.

Seção VIII
Julgamento em Segunda Instância

Art. 634. Interposto o recurso, voluntário ou de ofício, o processo será encaminhado ao Conselho
Municipal de Recursos Fiscais - CMRF para proferir a decisão.

§ 1º Quando o processo não se encontrar devidamente instruído, poderá ser convertido em diligência
para se determinar novas provas.

§ 2º Enquanto o processo estiver em diligência, poderá o recorrente juntar documentos ou


acompanhar as provas determinadas.

Art. 635. O processo que não for relatado ou devolvido, no prazo estabelecido, com voto escrito do
relator, poderá ser avocado pelo Presidente do Conselho, que o incluirá em pauta de julgamento,
dentro do prazo de 10 (dez) dias.

Art. 636. O autuante, o autuado e o reclamante, poderão representar-se no Conselho Municipal de


Recursos Fiscais - CMRF, sendo-lhes facultado o uso da palavra, por 15 (quinze) minutos, após o
resumo do processo feito pelo relator.

Art. 637. O Conselho não poderá decidir por equidade, quando o acórdão resultar na dispensa do
pagamento de tributo devido.

Parágrafo único. A decisão por equidade será admitida somente quando, atendendo às
características pessoais ou materiais da espécie julgada, for restrita à dispensa total ou parcial de
penalidades pecuniárias, nos casos em que não houver dolo, fraude ou simulação.

Art. 638. A decisão referente a processo julgado pelo Conselho Municipal de Recursos Fiscais -
CMRF receberá a forma de Acórdão, cuja conclusão será publicada no Diário Oficial do Município,
com ementa sumariando a decisão.

§ 1º O sujeito passivo será cientificado da decisão do Conselho através da publicação de Acórdão.


(Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

§ 2º Da decisão de segunda instância não caberá recurso na esfera administrativa. (Redação


acrescida pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

(revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)


(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção XII
Eficácia da Decisão Fiscal

Art. 645. Encerra-se o litígio tributário com:

I - a decisão definitiva;

II - a desistência de impugnação ou de recurso;

III - a extinção do crédito;

IV - qualquer ato que importe confissão da dívida ou reconhecimento da existência do crédito.

Art. 646. É definitiva a decisão;

I - de primeira instância;

a) na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício;
b) esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto.

II - Da maioria dos Conselheiros na segunda instância. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 114/2007)

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

Seção XIII
Execução da Decisão Fiscal

Art. 647. A execução da decisão fiscal consistirá:

I - na lavratura de Termo de Intimação ao recorrente ou sujeito passivo para pagar a importância da


condenação ou satisfazer a obrigação acessória;

II - na imediata inscrição, como dívida ativa, para subsequente cobrança por ação executiva, dos
débitos constituídos, se não forem pagos nos prazos estabelecidos;

III - na ciência do recorrente ou sujeito passivo para receber a importância recolhida indevidamente
ou conhecer da decisão favorável que modificará o lançamento ou cancelará o Auto de Infração e
Termo de Intimação.

CAPÍTULO IV
PROCESSO DE CONSULTA

Seção I
Consulta

Art. 648. É assegurado ao sujeito passivo da obrigação tributária ou ao seu representante legal o
direito de formular consulta sobre a interpretação e a aplicação da legislação tributária municipal, em
relação ao fato concreto do seu interesse.
Parágrafo único. Também poderão formular consulta os órgãos da administração pública e as
entidades representativas de categorias econômicas ou profissionais.

Art. 649. A consulta:

I - deverá ser dirigida ao Departamento de Instrução. Consulta e Julgamento - DICJ, constando


obrigatoriamente:

a) nome, denominação ou razão social do consulente;


b) número de inscrição no Cadastro Fiscal;
c) domicílio tributário do consulente;
d) sistema de recolhimento do imposto, quando for o caso;
e) se existe procedimento fiscal, iniciado ou concluído, e lavratura de Auto de Infração e Termo de
intimação;
f) a descrição do fato objeto da consulta;
g) se versa sobre hipótese em relação à qual já ocorreu o fato gerador da obrigação tributária e, em
caso positivo, a sua data.

II - formulada por procurador, deverá estar acompanhada do respectivo instrumento de mandato.

III - não produzirá qualquer efeito e será indeferida de plano, pelo Departamento de Instrução,
Consulta e Julgamento - DICJ, quando:

a) não observar os requisitos estabelecidos para a sua petição;


b) formulada depois de iniciado procedimento fiscal contra o contribuinte ou lavrado Auto de Infração
e Termo de Intimação, ou notificação de lançamento, cujos fundamentos se relacionem com a
matéria consultada;
c) manifestamente protelatória;
d) o fato houver sido objeto de decisão anterior, ainda não modificada, proferida em consulta ou
litígio em que tenha sido parte o consultante;
e) a situação estiver disciplinada em ato normativo, publicado antes de sua apresentação, definida ou
declarada em disposição literal de lei ou caracterizada como crime ou contravenção penal;
f) não descrever, completa ou exatamente, a hipótese a que se referir, ou não contiver os elementos
necessários à sua solução.

IV - uma vez apresentada, produzirá os seguintes efeitos:

a) suspende o curso do prazo para pagamento do tributo em relação ao fato consultado;


b) impede, até o término do prazo fixado na resposta, o início de qualquer procedimento fiscal
destinado à apuração de faltas relacionadas com a matéria.

§ 1º A suspensão do prazo não produz efeitos relativamente ao tributo devido sobre as demais
operações realizadas.

§ 2º A consulta formulada sobre matéria relativa à obrigação tributária principal, apresentada após o
prazo previsto para o pagamento do tributo a que se referir não elimina, se considerado este devido,
a incidência dos acréscimos legais.

Art. 650. O Departamento de Instrução, Consulta e Julgamento - DICJ, órgão encarregado de


respondera consulta, caberá:

I - solicitar a emissão de pareceres;

II - baixar o processo em diligência;

III - proferir a decisão.

Art. 651. Da decisão:


I - caberá recurso, voluntário ou de ofício, ao Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF,
quando a resposta for, respectivamente, contrária ou favorável ao sujeito passivo;

II - do Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF, não caberá recurso ou pedido de


reconsideração.

Parágrafo único. A decisão definitiva dada à consulta terá efeito normativo e será adotada em circular
expedida pelo Secretário, responsável pela área fazendária.

Art. 652. Considera-se definitiva a decisão proferida:

I - pelo Departamento de Instrução, Consulta e Julgamento - DICJ, quando não houver recurso;

II - pelo Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF.

Seção II
Procedimento Normativo

Art. 653. A interpretação e a aplicação da legislação Tributária serão definidas em instrução


normativa a ser baixada pelo Secretário, responsável pela área fazendária.

§ 1º Os órgãos da administração fazendária, em caso de dúvida quanto à interpretação e à aplicação


da legislação tributária, deverão solicitar a instrução normativa.

§ 2º As decisões de primeira instância observarão a jurisprudência do Departamento de Instrução,


Consulta e Julgamento - DICJ estabelecida em Acórdão.

CAPÍTULO V
CONSELHO MUNICIPAL DE RECURSOS FISCAIS - CMRF

Seção I
Composição

Art. 654. (vetado).

Art. 655. (vetado).

Art. 656. O Conselho Municipal de Contribuintes terá um Secretário Geral, de livre nomeação do
Prefeito.

Seção II
Competência

Art. 657. Compete ao Conselho;

I - julgar recurso voluntário contra decisões de órgão julgador de primeira instância;

II - julgar recurso de ofício interposto pelo órgão julgador de primeira instância, por decisão contrária
à Fazenda Pública Municipal.

Art. 658. São atribuições dos Conselheiros;

I - examinar os processos que lhes forem distribuídos, e sobre eles, apresentar relatório e parecer
conclusivo, por escrito;

II - comparecer às sessões e participar dos debates para esclarecimento;

III - pedir esclarecimentos, vista ou diligência necessários e solicitar, quando conveniente, destaque
de processo constante da pauta de julgamento;
IV - proferir voto, na ordem estabelecida:

V - redigir os Acórdãos de julgamento em processos que relatar, desde que vencedor o seu voto;

VI - redigir, quando designado pelo presidente. Acórdão de julgamento, se vencido o Relator;

VII - prolatar, se desejar, voto escrito e fundamentado, quando divergir do Relator.

Art. 659. Compete ao Secretário Geral do Conselho:

I - secretariar os trabalhos das reuniões;

II - fazer executar as tarefas administrativas;

III - promover o saneamento dos processos, quando se tornar necessário;

IV - distribuir, por sorteio, os processos tributários e fiscais aos Conselheiros.

Art. 660. Compete ao Presidente do Conselho:

I - presidir as sessões;

II - convocar sessões extraordinárias, quando necessário;

III - determinar as diligências solicitadas;

IV - assinar os Acórdãos;

V - proferir, em julgamento, além do voto ordinário, o de qualidade, em caso de empate;

VI - designar redator de Acórdão, quando vencido o voto do relator;

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

§ 1º O presidente do Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF é cargo nato do Secretário


Responsável pela Fazenda Pública Municipal.

§ 2º O presidente do Conselho Municipal de Recursos Fiscais - CMRF será substituído em seus


impedimentos pelo Coordenador da Administração Tributária.

Seção III
Disposições Gerais

Art. 661. Perde a qualidade de Conselheiro:

I - o representante dos contribuintes que não comparecera 03 (três) sessões consecutivas, sem
causa justificada perante o Presidente, devendo a entidade indicadora promover a sua substituição;

II - a Autoridade Fiscal que exonerar-se ou for demitida.

Art. 662. O Conselho realizará, ordinariamente, uma sessão por semana, em dia e horário fixado no
início de cada período anual de sessões, podendo, ainda, realizar sessões extraordinárias, quando
necessárias, desde que convocadas pelo Presidente.

LIVRO SEGUNDO NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO TÍTULO I LEGISLAÇÃO


TRIBUTÁRIA

CAPÍTULO I
NORMAS GERAIS

Art. 663. A legislação tributária municipal compreende as Leis, os Decretos e as normas


complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos de competência municipal.

Art. 664. São normas complementares das Leis e Decretos:

I - as portarias, as instruções, avisos, ordens de serviço e outros atos normativos expedidos pelas
autoridades administrativas;

II - as decisões dos órgãos componentes das instâncias administrativas;

III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

IV - os convênios que o Município celebre com as entidades da administração direta ou indireta, da


União, Estado ou Municípios.

Art. 665. Somente a lei pode estabelecer:

I - a instituição, a extinção, a majoração, a redução, o fato gerador, a base de cálculo e a alíquota de


tributos;

II - a cominação, a dispensa ou a redução de penalidades para as ações ou omissões contrárias a


seus dispositivos;

III - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários e fiscais.

Art. 666. Constitui majoração ou redução de tributo a modificação de sua base de cálculo, que
importe em torná-lo mais oneroso.

Art. 667. Não constitui majoração de tributo a atualização monetária de sua base de cálculo.

CAPÍTULO II
VIGÊNCIA

Art. 668. Entram em vigor:

I - na data da sua publicação, as portarias, as instruções, avisos, ordens de serviço e outros atos
normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

II - 30 (trinta) dias após a data da sua publicação, as decisões dos órgãos componentes das
instâncias administrativas;

III - na data neles prevista, os convênios que o Município celebre com as entidades da administração
direta ou indireta, da União, Estado, ou Municípios;

IV - no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação, os dispositivos de
lei, sobre IPTU e ITBI, que;

a) instituem, majorem ou definem novas hipóteses de incidência de tributos;


b) extinguem ou reduzem isenções, não concedidas por prazo certo e nem em função de
determinadas condições, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte.

CAPÍTULO III
APLICAÇÃO

Art. 669. A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos
pendentes.
Art. 670. Fatos geradores pendentes são aqueles que se iniciaram, mas ainda não se completaram
pela inexistência de todas as circunstâncias materiais necessárias e indispensáveis à produção de
seus efeitos ou desde que se não tenham constituída a situação jurídica em que eles assentam.

Art. 671. A Lei aplica-se ao ato ou fato pretérito:

I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída aplicação de penalidade à


infração dos dispositivos interpretados;

II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:

a) quando deixe de defini-lo como infração;


b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não
tenha sido fraudulento e não tenha implicado falta de pagamento de tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo do tributo;

Art. 672. Lei interpretativa é aquela que interpreta outra, no sentido de esclarecer e suprir as suas
obscuridades e ambiguidades, aclarando as suas dúvidas.

CAPÍTULO IV
INTERPRETAÇÃO

Art. 673. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação
tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:

I - a analogia;

II - os princípios gerais de direito tributário;

III - os princípios gerais de direito público;

IV - a equidade.

Art. 674. O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.

Art. 675. O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido

Art. 676. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre;

I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;

II - outorga de isenção;

III - dispensa do cumprimento de obrigações acessórias.

Art. 677. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira
mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto:

I - à capitulação legal do fato;

II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos;

III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;

IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.

TÍTULO II
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 678. A obrigação tributária é principal ou acessória.

Art. 679. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento
de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com 0 crédito dela decorrente.

Art. 680. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações,
positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.

Art. 681. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação
principal relativamente à penalidade pecuniária.

CAPÍTULO II
FATO GERADOR

Art. 682. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e
suficiente à sua ocorrência.

Art. 683. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação
aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.

Art. 684. Salvo disposição de lei em contrário, consid6ra-SG ocorrido o fato gerador e existentes os
seus efeitos:

I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstâncias


materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios;

II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos
termos do direito aplicável, sendo que os atos ou negócios condicionais reputam-se perfeitos e
acabados:

a) sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu implemento;


b) sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio.

Art. 685. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se:

I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou


terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;

II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

CAPÍTULO III
SUJEITO ATIVO

Art. 686. Sujeito ativo da obrigação é a Prefeitura Municipal, pessoa jurídica de direito público titular
da competência para exigir o seu cumprimento.

CAPÍTULO IV
SUJEITO PASSIVO

Seção I
Disposições Gerais

Art. 687. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou
penalidade pecuniária.

Art. 688. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:


I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato
gerador;

II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de


disposição de lei.

Art. 689. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam
o seu objeto.

Art. 690. As convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não
podem ser opostas à Fazenda Pública Municipal, para modificar a definição legal do sujeito passivo
das obrigações tributárias correspondentes.

Seção II
Solidariedade

Art. 691. São solidariamente obrigadas:

I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação
principal;

II - as pessoas expressamente designadas por lei.

Art. 692. A solidariedade não comporta benefício de ordem.

Art. 693. São os seguintes os efeitos da solidariedade:

I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;

II - a Isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente


a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo;

III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos
demais.

Seção III
Capacidade Tributária

Art. 694. A capacidade tributária passiva independe:

I - da capacidade civil das pessoas naturais;

II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício
de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou
negócios;

III - de estar à pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma Valor
econômica ou profissional.

Seção IV
Domicílio Tributário e Sua Recusa

Art. 695. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, considera-se
como tal:

I - tratando-se de pessoa física, o lugar onde reside, e, não sendo este conhecido, o lugar onde se
encontre a sede habitual de suas atividades ou negócios;
II - tratando-se de pessoa jurídica de direito privado, local de qualquer de seus estabelecimentos;

III - tratando de pessoa jurídica de direito público, o local da sede de qualquer de suas repartições
administrativas.

Art. 696. Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos do art. 695 ou
houver recusa de domicílio tributário, por impossibilidade ou dificuldade de arrecadação ou de
fiscalização, considerar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável, o lugar da
situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação.

Art. 697. A Autoridade Fiscal recusará o domicílio tributário eleito em outra Cidade, quando empresa
de fora prestar serviço do Município, devendo, o tomador de serviço, fazer a retenção do ISSQN na
fonte e, na data estabelecida, efetuar o seu recolhimento aos cofres públicos municipais.

Parágrafo único. Será considerado como novo domicílio tributário, o local da prestação do serviço.

Art. 698. O domicílio tributário será consignado nas petições, guias e outros documentos que os
obrigados dirijam ou devam apresentar à Fazenda Pública Municipal.

CAPÍTULO V
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

Seção I
Disposição Geral

Art. 699. A responsabilidade pelo crédito tributário e fiscal pode ser atribuída, de forma expressa, a
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do
contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida
obrigação.

Seção II
Responsabilidade Dos Sucessores

Art. 700. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio
útil ou a posse de bens Imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços
referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos respectivos
adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.

Art. 701. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço.

Art. 702. São pessoalmente responsáveis:

I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos;

II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do legado ou da
meação;

III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.

Art. 703. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação
de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas
de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.

Art. 704. O disposto no art. 703 aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito
privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio
remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.
Art. 705. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título,
fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos
tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato:

I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 6 (seis)


meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio,
indústria ou profissão.

Seção III
Responsabilidade de Terceiros

Art. 706. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de
que forem responsáveis:

I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;

II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados;

III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes;

IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;

V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;

VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos
praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.

Art. 707. O disposto no art. 706 só se aplica, em matéria de penalidades, ás de caráter moratório.

Art. 708. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou
estatutos:

I - pessoas referidas no art. 706 desta lei;

II - os mandatários, prepostos e empregados;

III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

Seção IV
Responsabilidade Por Infrações

Art. 709. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente
ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.

Art. 710. A responsabilidade é pessoal ao agente;

I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando praticadas
no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de
ordem expressa emitida por quem de direito;

II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar;


III - quanto às Infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico:

a) das pessoas referidas nesta Seção, contra aquelas por quem respondem;
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, preponentes ou
empregadores;
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, contra estas.

Art. 711. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for
o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou de depósito da importância arbitrada
pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

Parágrafo único. Não será cominada penalidade ao sujeito passivo que, antes de qualquer
procedimento fiscal, ainda que sob monitoramento fiscal, sanar irregularidades decorrentes de
obrigação tributária de natureza principal ou acessória. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 250/2019)

Art. 712. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

CAPÍTULO VI
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Art. 713. Os contribuintes, ou quaisquer responsáveis por tributos são obrigados a cumprir as
determinações destas leis, das leis subsequentes de mesma natureza, bem como dos atos nela
previstos, est4belecidos com o fim de facilitar o lançamento, a fiscalização e a cobrança dos tributos.

Art. 714. Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido de maneira especial, os contribuintes
responsáveis por tributos estão obrigados;

I - a apresentar declarações e guias e a escriturar em livros próprios os fatos geradores da obrigação


tributária, segundo as normas desta lei e dos respectivos regulamentos;

II - a conservar e apresentar ao fisco, quando solicitado, qualquer documento que, de algum modo se
refira a operações ou situações que constituam fato gerador de obrigações tributárias ou que sirva
como comprovante da veracidade dos dados consignados em guias e documentos fiscais;

III - a prestar, sempre que solicitados pelas autoridades competentes, informações e esclarecimentos
que, a juízo do fisco se refiram a fatos geradores de obrigações tributárias;

IV - de modo geral, a facilitar, por todos os meios a seu alcance, as tarefas de cadastramento,
lançamento, fiscalização e cobrança dos tributos devidos ao erário municipal.

TÍTULO III
CRÉDITO TRIBUTÁRIO

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 715. O crédito tributário, que é decorrente da obrigação principal, regularmente constituído
somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos
previstos nesta lei, fora quais não podem ser dispensadas a sua efetivação ou as respectivas
garantias, sob pena de responsabilidade funcional.

CAPÍTULO II
CONSTITUIÇÃO

Seção I
Lançamento
Art. 716. O lançamento é o ato privativo da autoridade administrativa destinado a tornar exequível o
crédito tributário, mediante verificação da ocorrência da obrigação tributária, o cálculo do montante
do tributo devido, a identificação do contribuinte, e, sendo o caso, a aplicação de penalidade cabível.

Art. 717. O ato de lançamento é vinculado e obrigatório, sob pena de responsabilidade funcional,
ressalvadas as hipóteses de exclusão ou suspensão do crédito tributário previstas nesta lei.

Art. 718. O lançamento reporta-se a data em que haja surgido a obrigação tributária principal e rege-
se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

Art. 719. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente ao nascimento da obrigação


instituindo novos critérios de apuração da base de cálculo, haja estabelecido novos métodos de
fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgando
maiores garantias e privilégios à Fazenda Pública Municipal, exceto, no último caso, para atribuir
responsabilidade tributária a terceiros.

Art. 720. Os atos formais relativos aos lançamentos dos tributos ficarão a cargo do órgão fazendário
competente.

§ 1º A omissão ou erro de lançamento não isenta o contribuinte do cumprimento da obrigação fiscal,


nem de qualquer modo lhe aproveita. (Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 2º O lançamento complementar, será formalizado nos casos:

I - em que seja aferível, a partir da descrição dos fatos e dos demais documentos produzidos na ação
fiscal, que o autuante, no momento da formalização da exigência:

a) apurou incorretamente a base de cálculo do crédito tributário; ou


b) não incluiu na determinação do crédito tributário matéria devidamente identificada; ou

II - em que forem constatados fatos novos, subtraídos ao conhecimento da autoridade lançadora


quando da ação fiscal e relacionados aos fatos geradores objeto da autuação, que impliquem
agravamento da exigência inicial. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 3º O auto de infração ou a notificação de lançamento de que trata o § anterior terá objetivo de:

I - complementar ou corrigir o lançamento original, notadamente em se tratando de erro formal; ou

II - substituir, total ou parcialmente, o lançamento original nos casos em que a apuração do quantum
devido, em face da legislação tributária aplicável, não puder ser efetuada sem a inclusão da matéria
anteriormente lançada. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 250/2019)

§ 4º ao contribuinte será dado prazo de 30 dias para defesa. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

Art. 721. O lançamento efetuar-se-á com base em dados constantes do Cadastro Fiscal e
declarações apresentadas pelos contribuintes, nas formas e épocas estabelecidas nesta lei.

§ 1º As declarações deverão conter todos os elementos e dados necessários ao conhecimento do


fato gerador das obrigações tributárias e a verificação do montante do crédito tributário
correspondente.

§ 2º O órgão fazendário competente examinará as declarações para verificar a exatidão dos dados
nelas consignados.

Art. 722. Com o fim de obter elementos que lhe permita verificar a exatidão das declarações
apresentadas pelos contribuintes e responsáveis, e determinar, com precisão, a natureza e o
montante dos respectivos créditos tributários, o órgão fazendário competente poderá:
I - exigir, a qualquer tempo, a exibição de livros fiscais e comprovantes dos atos e operações que
possam constituir fatos geradores de obrigações tributárias;

II - fazer diligências, levantamentos e plantões nos locais ou estabelecimentos onde se exercerem as


atividades sujeitas a obrigações tributárias ou serviços que constituam matéria imponível;

III - exigir informações e comunicações escritas ou verbais;

IV - notificar, para comparecer às repartições da prefeitura, o contribuinte ou responsável;

V - requisitar o auxílio da força policial para levar a efeito as apreensões, inspeções e interdições
fiscais.

Art. 723. O lançamento dos tributos e suas modificações serão comunicados aos contribuintes,
individual ou globalmente, a critério da administração:

I - através de notificação direta, feita como aviso, para servir como guia de recolhimento;

II - através de edital publicado no órgão oficial;

III - através de edital afixado na Prefeitura.

Art. 724. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude
de:

I - impugnação do sujeito passivo;

II - recurso de ofício;

III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos nesta Lei.

Art. 725. A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou


judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento
somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido
posteriormente à sua introdução.

Seção II
Modalidades de Lançamento

Art. 726. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiros,
quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações
sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.

§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a


excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, antes de notificado o
lançamento.

§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela
autoridade administrativa a que competir a revisão daquela.

Art. 727. Antes de extinto o direito da Fazenda Pública Municipal, o lançamento, decorrente ou não
de arbitramento, poderá ser efetuado ou revisto de ofício, quando:

I - o contribuinte ou o responsável não houver prestado declaração, OU a mesma apresentar-se


inexata, por serem falsos ou errôneos os fatos consignados;

II - tendo prestado declaração, o contribuinte ou o responsável deixar de atender satisfatoriamente,


no prazo e formas legais, pedido de esclarecimento formulado pela autoridade competente;
III - por omissão, erro, dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou de terceiros em benefício
daquele, tenha se baseado em dados cadastrais ou declarados que sejam falsos ou inexatos;

IV - deva ser apreciado fato não conhecido ou não aprovado por ocasião do lançamento anterior;

V - se comprovar que, no lançamento anterior ocorreu dolo, fraude, simulação ou falta funcional da
autoridade que o efetuou ou omissão, pela mesma autoridade de ato ou formalidade essencial;

VI - se verificar a superveniência de fatores ou provas irrecusáveis incidentes sobre os elementos


que constituem cada lançamento.

CAPÍTULO III
SUSPENSÃO

Seção I
Disposições Gerais

Art. 728. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:

I - moratória;

II - o depósito do seu montante integral ou penhora suficiente de bens;

III - as reclamações, os recursos e as consultas, nos termos dos dispositivos legais reguladores do
processo tributário fiscal;

IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.

V - a concessão de medida liminar ou tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial;

VI - o parcelamento.

Seção II
Moratória

Art. 729. O Município poderá conceder moratória, em caráter geral e individual, suspendendo a
exigibilidade de créditos tributários e fiscais, mediante despacho do Prefeito, desde que autorizada
em lei específica.

Art. 730. A lei que conceder moratória em caráter geral ou autorize sua concessão em caráter
individual especificará, sem prejuízo de outros requisitos:

I - o prazo de duração do favor;

II - as condições da concessão do favor em caráter individual;

III - sendo caso:

a) os créditos tributários e fiscais a que se aplica;


b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro do prazo a que se refere o inciso I deste art.
730, podendo atribuir a fixação de uns e de outros à autoridade administrativa, para cada caso de
concessão em caráter individual;
c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiário no caso de concessão em caráter
individual.

Art. 731. A moratória abrange, tão-somente, os créditos tributários e fiscais constituídos à data da lei
ou do despacho que a conceder, ou cujo lançamento já tenha sido iniciado àquela data por ato
regularmente notificado ao sujeito passivo.
Parágrafo único. A moratória não será concedida nos casos de dolo, fraude ou simulação do sujeito
passivo ou de terceiros em benefício daquele.

CAPÍTULO IV
EXTINÇÃO

Seção I
Modalidades

Art. 732. Extinguem o crédito tributário:

I - o pagamento;

II - a compensação;

III - a transação;

IV - a remissão;

V - a prescrição e a decadência;

VI - a conversão de depósito em renda;

VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento;

VIII - a consignação em pagamento;

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que


não mais possa ser objeto de ação anulatória;

X - a decisão judicial passada em julgado.

XI - a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.

Seção II
Cobrança e do Recolhimento

Art. 733. A cobrança do crédito tributário ou não-tributário far-se-á:

I - para pagamento a boca do cofre;

II - por procedimento amigável;

III - mediante ação executiva.

§ 1º O ISSQN referente aos serviços prestados e tomados deverá ser recolhido até o 15º (décimo
quinto) dia subsequente ao da competência. (Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 2º O prazo referido no § 1º será prorrogado para o primeiro dia útil seguinte quando o vencimento
ocorrer em sábados, domingos e feriados bancários nacionais ou oficiais no Município de Corumbá.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)
§ 3º Os prazos referidos nos §§ 1º e 2º não se aplicam às disposições sobre o parcelamento de
créditos tributários ou ISSQN referente aos Optantes pelo Simples Nacional que devem ser
recolhidos mediante documento de arrecadação obtido junto a programa disponibilizado pela Receita
Federal do Brasil, salvo exceções previstas em lei. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 271/2020)

§ 4º Os demais créditos tributários e não tributários de competência municipal terão seu vencimento
disciplinado em regulamento específico. (Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)
§ 5º Os débitos não pagos no vencimento serão acrescidos de multa e juros de mora, na forma do
art. 734 deste Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 6º O recolhimento do crédito tributário e do crédito não-tributário poderá ser feito por meio de
entidades públicas e privadas devidamente autorizadas pelo Secretário responsável pela área
fazendária e será efetuado em moeda corrente, em cheque, cartão de débito ou crédito, segundo as
normas específicas para esse fim e ressalvadas os casos especiais previstos em lei. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 7º Nos recolhimento de créditos, tributários ou não, ajuizados ou não, parcelados ou não,


realizados por meio de cartão de crédito ou débito, fica o Poder Executivo autorizado a acrescer a
taxa de administração da operadora ao valor principal da cobrança, de modo a não haver dúvida ou
perda na arrecadação por essa modalidade. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 271/2020)

§ 8º O pagamento de qualquer quantia por meio do uso de cartão de crédito ou débito dependerá de
aceite do devedor. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 9º O Poder Executivo regulamentará, por meio de Decreto a aplicação da legislação relativa aos
pagamentos de tributos municipais ou outros créditos, por cartão de crédito ou débito. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

§ 10 Os prazos referidos nos §§ 1º e 2º poderão ser alterados excepcionalmente através de


regulamento específico em virtude de situações quaisquer situações de força maior. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 271/2020)

Art. 734. O crédito tributário ou não-tributário não quitado até o seu vencimento fica sujeito à
incidência de:

I - atualização monetária, sobre o principal, corrigida pelo índice de atualização do VRM - Valor de
Referência do Município;

II - juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês ou fração de mês, limitado a 20 % (vinte por
cento). (Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

III - multa moratória de:

a) 2% (dois por cento) sobre o valor do principal atualizado, para pagamento até 30 (trinta) dias;
b) 5% (cinco por cento) sobre o valor do principal atualizado, para pagamento de 31 (trinta e um) a
60 (sessenta) dias;
c) 10% (dez por cento) sobre o valor do principal atualizado, para pagamento de 61 (sessenta e um)
a 90 (noventa) dias;
d) 20% (vinte por cento) sobre o valor do principal atualizado, para pagamento depois de 91 (noventa
e um) dias.

Art. 735. Os Documentos de Arrecadação de Receitas Municipais - DARMs, referentes a créditos


tributários e fiscais vencidos terão validade de 5 (cinco) dias, contados a partir da data de sua
emissão.

Art. 736. O Documento de Arrecadação de Receitas Municipais - DARMs, declarações e quaisquer


outros documentos necessários ao cumprimento do disposto nesta Seção, obedecerão aos modelos
aprovados pelo Secretário, responsável pela área fazendária.

Seção III
Parcelamento
Art. 737. O parcelamento de débitos tributários ou não-tributários poderá ser concedido,
independentemente de procedimento fiscal, da seguinte forma:
I - Não inscritos em dívida ativa:
a) Em até 48 (quarenta e oito) parcelas iguais e consecutivas para o ISSQN, taxas preços municipais
e contribuição de melhoria desde que nenhuma dessas seja de valor inferior a 30 (trinta) VRMs -
Valores de Referências do Município para contribuinte Pessoa Física e 80 (oitenta) VRMs - Valores
de Referências do Município para contribuinte Pessoa Jurídica. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 123/2009)
b) poderão ser aplicadas as mesmas condições da alínea "a" aos débitos de Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU e taxas correlacionadas, desde que estes sejam
constituídos mediante procedimento administrativo tributário. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 250/2019)

II - Inscritos em dívida ativa:


a) Em até 60 (sessenta) parcelas iguais e consecutivas para os impostos, taxas, preços municipais e
contribuição de melhoria, desde que nenhuma dessas seja de valor inferior a 30 (trinta) VRMs -
Valores de Referências do Município para contribuinte Pessoa Física e 80 (oitenta) VRMs - Valores
de Referências do Município para contribuinte Pessoa Jurídica. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 123/2009)

III - Ajuizados:

a) Em até 60 (sessenta) parcelas iguais e consecutivas para os impostos, taxas, preços municipais e
contribuição de melhoria, desde que nenhuma dessas seja de valor inferior a 50 (cinquenta) VRMs -
Valores de Referências do Município para contribuinte Pessoa Física e 150 (cento e cinquenta)
VRMs - Valores de Referências do Município para contribuinte Pessoa Jurídica.

§ 1º Os créditos tributários e não tributários parcelados serão acrescidos da multa de mora e juros
moratórios de 1% (um por cento) ao mês, observadas as disposições do art. 734 deste Código.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

§ 2º A adesão ao parcelamento, observado o artigo 739, implica em expressa renúncia a qualquer


impugnação ou recurso administrativo ou judicial, bem como a desistência dos já interpostos.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 738. O não pagamento, consecutivo ou não, de 3 (três) parcelas cancela o parcelamento e
determina o vencimento antecipado das parcelas vincendas, inscrevendo-se o débito na Dívida Ativa
e encaminhando-se a cobrança judicial.

Art. 739. O pedido de parcelamento será de iniciativa do contribuinte, e terá efeito de confissão de
dívida, reconhecendo o confessante a liquidez e certeza do débito fiscal.

Parágrafo único. O número de parcelas e o valor do desconto para pagamento antecipado serão
estabelecidos conforme TP - Tabela de Pagamento, através de Decreto pelo Chefe do Executivo.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 226/2018)

Art. 740. Não serão objetos de parcelamento, os créditos tributários em cuja apuração tenha sido
constatado dolo, fraude ou simulação.

Art. 741. Ocorrendo o cancelamento do parcelamento, por qualquer motivo, o contribuinte terá
direito, ainda, uma única vez, ao reparcelamento, nas mesmas condições descritas no artigo 737 da
presente lei complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 123/2009)

Parágrafo único. O reparcelamento será cancelado caso haja inadimplência superior a 60 (sessenta)
dias, acarretando a imediata exigibilidade da totalidade do débito tributário ou não tributário
confessado e não pago, aplicando-se sobre o montante devido os acréscimos legais previstos na
legislação municipal à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores, ou, se for o caso, a
inscrição automática do débito em dívida ativa e consequente cobrança judicial. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 114/2007)
Art. 742. O recolhimento da primeira parcela deverá ser efetuado na data do deferimento do pedido,
sendo vedado o estabelecimento de qualquer outra data. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 114/2007)

Art. 743. Indeferido o pedido de parcelamento ou reparcelamento, o contribuinte será intimado a


recolher o saldo do débito fiscal no prazo de 30 (trinta) dias contados da data do despacho, sob pena
de inscrição na Dívida Ativa ou, sendo o caso, ajuizamento de ação de cobrança ou prosseguimento
da ação de cobrança judicial.

Seção IV
Restituições

Art. 744. O Contribuinte tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição total ou
parcial do crédito tributário e fiscal, seja qual for a modalidade de seu pagamento, nos seguintes
casos:

I - cobrança ou pagamento espontâneo de crédito tributário e fiscal indevido ou maior que o devido
em face desta Lei, ou de natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;

II - erro na identificação do contribuinte, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do


montante do crédito tributário e fiscal, ou na elaboração ou conferência de qualquer documento
relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação, ou rescisão de decisão condenatória.

Art. 745. A restituição total ou parcial do crédito tributário e fiscal dá lugar a restituição, na mesma
proporção dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de
caráter formal, que não se devam reputar prejudicadas pela causa assecuratória da restituição.

Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da
decisão definitiva que a determinar.

Art. 746. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos,
contados;

I - nas hipóteses previstas nos itens I e II do art. 744, da data do recolhimento indevido;

II - nas hipóteses previstas no item III do art. 744, da data em que se tomar definitiva a decisão
administrativa, ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou
rescindindo a decisão condenatória.

Art. 747. Prescreve em 2 (dois) anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.

Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judiciai, recomeçando o
seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judiciai da
Fazenda Pública Municipal.

Art. 748. Quando se tratar de crédito tributário e fiscal indevidamente arrecadado, por motivo de erro
cometido pelo fisco, ou pelo contribuinte, e apurado pela autoridade competente, a restituição será
feita de ofício, mediante determinação do Secretário, responsável pela área fazendária, em
representação formulada pelo órgão fazendário e devidamente processada.

Art. 749. A restituição de crédito tributário e fiscal, mediante requerimento do contribuinte ou apurada
pelo órgão competente, ficará sujeita à atualização monetária, calculada a partir da data do
recolhimento indevido.
Art. 750. O pedido de restituição será indeferido se o requerente criar qualquer obstáculo ao exame
de sua escrita ou documentos, quando isso se torne necessário a verificação da procedência da
medida, a juízo da administração.

Art. 751. Atendendo à natureza e ao montante do crédito tributário e fiscal a ser restituído, poderá o
Secretário, responsável pela área fazendária, determinar que a restituição se processe através da
compensação de crédito.

Seção V
Compensação e da Transação

Art. 752. O Secretário, responsável pela área fazendária, poderá:

I - autorizar a compensação de créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo


contra a Fazenda Pública Municipal;

II - propor a celebração, entre o Município e o sujeito passivo, mediante concessões mútuas, de


transação para a terminação do litígio e consequente extinção de créditos tributários e fiscais.

Seção VI
Remissão

Art. 753. O Prefeito Municipal, por despacho fundamentado, poderá:

I - conceder remissão, total ou parcial, do crédito tributário e fiscal, condicionada à observância de


pelo menos um dos seguintes requisitos:

a) comprovação, devidamente atestada pelo Órgão Responsável pela Promoção Social, de que a
situação econômica do sujeito passivo não permite a liquidação de seu débito, e com a devida
autorização legislativo.
b) constatação de erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria de fato;
c) diminuta importância de crédito tributário e fiscal, sendo a importância referida estabelecida em Lei
Especifica.
d) considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso;

II - cancelar administrativamente, de ofício, o crédito tributário e fiscal, quando:

a) estiver prescrito;
b) o sujeito passivo houver falecido, deixando unicamente bens que, por força de lei, não sejam
suscetíveis de execução;
c) inscrito em dívida ativa, for de até 5 (cinco) VRMs - Valores de Referências do Município, tornando
a cobrança ou execução antieconômica.

Parágrafo único. O Prefeito Municipal poderá delegar a competência de que trata este artigo ao
Secretário da pasta responsável pela administração tributária. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 114/2007)

Art. 754. A remissão não se aplica aos casos em que o sujeito passivo tenha agido com dolo, fraude
ou simulação.

Seção VII
Decadência

Art. 756. O direito da Fazenda Pública Municipal constituir o crédito tributário extingue-se após 5
(cinco) anos contados:

I - da data da ocorrência do fato gerador, quando se tratar de lançamento por homologação ou


declaração; salvo nos casos de dolo, fraude ou simulação;
II - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

III - da data em que se tomar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal o lançamento
anteriormente efetuado.

Art. 756. O direito a que se refere o art. 755 extingue-se definitivamente com o decurso do prazo
nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela
notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.

Seção VIII
Prescrição

Art. 757. A ação para a cobrança de crédito tributário e fiscal prescreve em 5 (cinco) anos, contados
da data da sua constituição definitiva Parágrafo único. A prescrição se interrompe:

I - pelo despacho do juiz ordenando a citação pessoal do devedor;

II - pelo protesto judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito
pelo devedor.

CAPÍTULO V
EXCLUSÃO

Seção I
Disposições Gerais

Art. 758. Excluem o crédito tributário:

I - a isenção;

II - a anistia.

Parágrafo único. A isenção e a anistia, quando não concedidas em caráter geral, são efetivadas, em
cada caso, por despacho do Secretário, responsável pela área fazendária, em requerimento com o
qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos
previsto em lei para a sua concessão.

Seção II
Isenção

Art. 759. A isenção é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos
para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.

Parágrafo único. A isenção não será extensiva;

I - às contribuições de melhoria;

II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.

Seção III
Anistia

Art. 760. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei
que a concede, não se aplicando:
I - aos atos praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele;

II - às infrações resultantes de procedimento ardiloso entre duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas.

Art. 761. A anistia pode ser concedida:

I - em caráter geral;

II - limitadamente:

a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;


b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não
com penalidades de outra natureza;
c) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder.

TÍTULO IV
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

CAPÍTULO I
FISCALIZAÇÃO

Art. 762. Todas as funções referentes a cadastramento, cobrança, recolhimento, restituição e


fiscalização de tributos municipais, aplicação de sanções por infração de disposições desta Lei, bem
como as medidas de prevenção e repressão às fraudes, serão exercida pelos órgãos fazendários e
repartições a eles subordinados, segundo as suas atribuições.

Art. 763. Os órgãos incumbidos da cobrança e fiscalização dos tributos municipais, sem prejuízo do
rigor e vigilância Indispensáveis ao bom desempenho de suas atividades, darão assistência aos
contribuintes sobre a interpretação e fiel observância das leis fiscais.

Art. 764. Os órgãos fazendários farão imprimir, distribuir ou autorizar a confecção e comercialização
de modelos de declarações e de documentos que devam ser preenchidos obrigatoriamente pelos
contribuintes para o efeito de fiscalização, lançamento, cobrança e recolhimento de tributos e preços
públicos municipais.

Art. 765. A aplicação dg Legislação Tributária será privativa das Autoridades Fiscais.
Art. 766. São Autoridades Fiscais:

I - O Prefeito;

II - O Secretário, responsável pela área fazendária;

III - Os Diretores e os Chefes de Órgãos de Fiscalização;

IV - Os Agentes de carreira da Secretaria responsável pela área fazendária, incumbidos da


fiscalização e lançamento do crédito tributário municipal. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 114/2007)

Art. 767. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à Autoridade Fiscal todas as
informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros:

I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício:

II - os bancos, casas bancárias, caixas econômicas e demais instituições financeiras;

III - as empresas de administração de bens;

IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;


V - os inventariantes;

VI - os síndicos, comissários de liquidatários;

VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a Autoridade Fiscal determinar.

Parágrafo único. A obrigação prevista neste art. 767 não abrange a prestação de informações quanto
a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão de
cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.

Art. 768. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, para qualquer fim,
por parte da Fazenda Pública Municipal ou de seus funcionários, de qualquer informação, obtida em
razão do ofício, sobre a situação econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros e
sobre a natureza e o estado dos seus negócios ou atividades.

Art. 769. A Fazenda Pública Municipal permutará elementos de natureza fiscal com as Fazendas
Federal e Estadual, na forma a ser estabelecida em convênio entre elas celebrado, ou
independentemente deste ato, sempre que solicitada.

Art. 770. No caso de desacato ou de embaraço ao exercício de suas funções ou quando seja
necessária a efetivação de medidas acauteladoras no interesse do fisco, ainda que não configure
fato definido como crime, a Autoridade Fiscal poderá, pessoalmente ou através das repartições a que
pertencerem, requisitar o auxílio de força policial.

Parágrafo único. Constitui embaraço à fiscalização toda ação ou omissão voluntária, advinda do
contribuinte, de responsável ou de terceiro, que importe em deixar de atender em tempo hábil à
intimação expedida pela Fazenda Municipal para apresentar livros ou documentos, dificultando,
retardando ou impedindo o exercício da fiscalização. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 114/2007)

Art. 771. Os empresários ou responsáveis por casas, estabelecimentos, locais ou empresas de


diversões franquearão os seus salões de exibição ou locais de espetáculos, bilheterias e demais
dependências, à Autoridade Fiscal, desde que, portadora de documento de identificação, esteja no
exercício regular de sua função.

CAPÍTULO II
DÍVIDA ATIVA

Art. 772. Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal os créditos de natureza tributária ou
não-tributária, regularmente inscritos na repartição administrativa competente, depois de esgotado o
prazo fixado, para pagamento, por lei ou por decisão final proferida em processo regular.

§ 1º A inscrição far-se-á, após o exercício, quando se tratar de tributos lançados por exercício, e, nos
demais casos, a inscrição será feita após o vencimento dos prazos previstos para pagamento, sem
prejuízo dos acréscimos legais e moratórios.

§ 2º A inscrição do débito não poderá ser feita na Dívida Ativa enquanto não forem decidido
definitivamente a reclamação, o recurso ou o pedido de reconsideração.

§ 3º Ao contribuinte não poderá ser negada certidão negativa de débito ou de quitação, desde que
garantido o débito fiscal questionado, através de caução do seu valor, em espécie.

Art. 773. São de natureza tributária os créditos provenientes de obrigações legais relativas à tributos
e respectivos adicionais e multas.

Art. 774. São de natureza não-tributária os demais créditos decorrentes de obrigações, de qualquer
origem ou modalidade, exceto as tributárias, devidas à Fazenda Pública Municipal.
Art. 775. Os créditos da Fazenda Pública Municipal, de natureza tributária ou não tributária, serão
escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas
orçamentárias.

Parágrafo único. Os créditos da Fazenda Pública Municipal, de natureza tributária ou não tributária,
exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, serão inscritos, na forma da legislação própria,
como dívida ativa, em registro próprio, depois de efetuado o controle administrativo de sua legalidade
e de apurada a sua liquidez e a sua certeza.

Art. 776. A DAFAM - Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal é constituída pela:

I - DAT - Dívida Ativa Tributária;

II - DNT - Dívida Ativa Não Tributária.

§ 1º A DAT - Dívida Ativa Tributária é constituída pelos créditos da Fazenda Pública Municipal, de
natureza tributária, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, inscritos, na forma da
legislação própria, como dívida ativa, em registro próprio, depois de efetuado o controle
administrativo de sua legalidade e de apurada a sua liquidez e a sua certeza.

§ 2º A DNT - Dívida Ativa Não Tributária é constituída pelos créditos da Fazenda Pública Municipal,
de natureza não tributária, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, inscritos, na forma da
legislação própria, como Dívida Ativa, em registro próprio, depois de efetuado o controle
administrativo de sua legalidade e de apurada a sua liquidez e a sua certeza.

CAPÍTULO III
DAT - DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA

Art. 777. A DAT - Dívida Ativa Tributária, constituída pelos créditos da Fazenda Pública Municipal, de
natureza tributária, regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de
esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular,
é a proveniente;

I - de obrigação legal relativa a tributos;

II - dos respectivos adicionais sobre obrigação legal relativa a tributos.

§ 1º A obrigação legal relativa a tributos é a obrigação de pagar:

I - tributo;

II - penalidade pecuniária tributária.

§ 2º Os respectivos adicionais sobre obrigação legal relativa a tributos são;

I - atualização monetária;

II - multa;

III - multa de mora;

IV - juros de mora.

Art. 778. A DAT - Dívida Ativa Tributária, regularmente inscrita, goza da presunção de certeza e
liquidez e tem o efeito de prova pré-constituída.

Art. 779. Fórmula de apuração da DAT - Dívida Ativa Tributária:

DAT = ?n (CFP-I-T)n
DAT = (CFP+T)1 + (...)+(CFP-I-T)n

LEGENDA DESCRICÃO
DAT Dívida Ativa Tributária
Crédito da Fazenda Pública, de Natureza Tributária, Exigível Após Vencimento,
CFP-I-T
Inscrito em Dívida Ativa
? Somatório
N Número Natural

Art. 780. Fórmula da composição da DAT - Dívida Ativa Tributária:

DAT = (PT + PPP + AD)


AD = (AM + MM + JM)
DAT = (PT + PPP + AM + MM + JM)"

LEGENDA DESCRIÇÃO
DAT Dívida Ativa Tributária
PT Pagamento de Tributo
PPP Pagamento de Penalidade Pecuniária
AD Adicionais
AM Atualização Monetária
MM Multa de Mora
JM Juros de Mora

(Redação dada pela Lei Complementar nº 122/2008)

CAPÍTULO IV
DNT - DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 781. A DNT - Dívida Ativa Não Tributária, constituída pelos créditos da Fazenda Pública
Municipal, de natureza não tributária, é a proveniente:

I - de obrigação legal não relativa a tributos:

II - dos respectivos adicionais sobre obrigação legal não relativa a tributos.

§ 1º A obrigação legal não relativa a tributos é a obrigação de pagar:

I - contribuições estabelecidas em lei;

II - multas de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias;

III - foros, laudêmios, alugueis ou preços de ocupação;

IV - custas processuais;

V - preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos;

VI - indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados;


VII - créditos, não tributários, decorrentes de obrigações em moeda estrangeira;

VIII - sub-rogação de hipoteca, de fiança, de aval ou de outra garantia;

IX - contratos em geral;

X - outras obrigações legais, que não as tributárias;

§ 2º Os respectivos adicionais sobre obrigação legal não relativa a tributos são:

I - atualização monetária;

II - multa;

III - multa de mora;

IV - juros de mora;

V - Demais adicionais.

Art. 782. A DNT - Dívida Ativa Não Tributária, regularmente inscrita, goza da presunção de certeza e
liquidez.

Parágrafo único. A presunção de certeza e liquidez da DNT - Dívida Ativa Não Tributária é relativa e
pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do executado ou de terceiros, a quem aproveite.

Art. 783. Fórmula de apuração da DNT - Dívida Ativa Não Tributária:

DNT= ? n(CFP + NT)n


DNT= (CFP + NT)11 +(...)+(CFP + NT)n

LEGENDA DESCRIÇÃO
DNT Dívida Ativa Não-Tributária
CFP-I-NT Crédito da Fazenda Pública, de Natureza Não-Tributária, Exigível Após Vencimento, Inscrito
I Somatório
N Número Natural

Art. 784. Fórmula da composição da DNT - Dívida Ativa Não Tributária:

DNT = (OLNT + AD)


AD = (AM + MM + JM + DA)
DNT = (OLNT + AM + MM + JM + DA)"

LEGENDA DESCRIÇÃO
DNT Dívida Ativa Não Tributária
OLNT Obrigação Legal Não Tributária
AD Adicionais sobre Obrigação Legal Não Tributária
AM Atualização Monetária
MM Multa de Mora
JM Juros de Mora
DA Demais Adicionais

(Redação dada pela Lei Complementar nº 122/2008)

CAPÍTULO V
TIDA - T - TERMO DE INSCRIÇÃO DA DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRI

Art. 785. O TIDA-T - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Tributária:

I - deverá ser autenticado pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - indicará obrigatoriamente;

a) o nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis, bem como, sempre que possível, o
domicílio ou a residência de um e de outros;
b) a quantia devida e a metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos;
c) a origem, a natureza e a fundamentação legal do crédito tributário;
d) a data em que foi inscrita;
e) sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito.

§ 1º O TIDA-T - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Tributária será preparado e numerado por
processo eletrônico.

§ 2º O modelo do TIDA-T - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Tributária será baixado, através de
Decreto, pelo Chefe do Executivo.

CAPÍTULO VI
LRDA-T - LIVRO DE REGISTRO DA DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA

Art. 786. O LRDA-T - Livro de Registro da Dívida Ativa Tributária:

I - é de uso obrigatório para escriturar os TIDA-Ts - Termos de Inscrição da Dívida Ativa Tributária;

II - será escriturado, anualmente, em linhas e em folhas numeradas, eletronicamente, em ordem


crescente;

III - indicará obrigatoriamente:

a) o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis;


b) a quantia devida;
c) o número do registro, numerado, por linhas em folhas, eletronicamente, em ordem crescente;
d) a data e o número da folha do registro da inscrição;
e) o número do livro, bem como o exercício a que se refere;

IV - deverá ser autenticado pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

§ 1º O LRDA-T - Livro de Registro da Dívida Ativa Tributária será preparado e numerado por
processo eletrônico. Registro da Dívida Ativa Tributária será baixado, através de Decreto, pelo Chefe
do Executivo.

CAPÍTULO VII
CDA-T - CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA

Art. 787. A CDA-T - Certidão de Dívida Ativa Tributária:

I - deverá ser autenticada pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - indicará obrigatoriamente:
a) o nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis, bem como, sempre que possível, o
domicílio ou a residência de um e de outros;
b) a quantia devida e a metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos;
c) a origem, a natureza e a fundamentação legal do crédito tributário;
d) a data em que foi inscrita:

e) sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito:

f) a indicação do livro e da folha da inscrição.

§ 1º A CDA-T - Certidão de Dívida Ativa Tributária será preparado e numerado por processo
eletrônico.

§ 2º O modelo da CDA-T - Certidão de Dívida Ativa Tributária será baixado, através de Decreto, pelo
Chefe do Executivo.

CAPÍTULO VIII
TIDA-NT-TERMO DE INSCRIÇÃO DA DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 788. O TIDA-NT - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Não Tributária deverá conter:

I - O nome do devedor, dos corresponsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou a residência de


um e de outros;

II - O VOD - Valor Originário da Dívida: III - O TI - Termo Inicial;

IV - A metodologia de cálculo:

a) dos JM - Juros de Mora:

b) dos DE - Demais Encargos previstos em lei ou contrato:

V - A origem, a natureza e a fundamentação legal ou contratual da dívida:

VI - a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à AM - Atualização Monetária, bem como o
respectivo fundamento legal e o TI - Termo Inicial para o cálculo:

VII - a data e o NI - Número da Inscrição, no registro de dívida ativa;

VIII - o NPA - Número do Processo Administrativo ou do Al - Auto de Infração, se neles estiver


apurado o valor da dívida.

§ 1º O TIDA-NT - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Não Tributária será preparado e numerado por
processo eletrônico.

§ 2º O modelo do TIDA-NT - Termo de Inscrição da Dívida Ativa Não Tributária será baixado, através
de Decreto, pelo Chefe do Executivo.

CAPÍTULO IX
LRDA-NT - LIVRO DE REGISTRO DA DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 789. O LRDA-NT - Livro de Registro da Dívida Ativa Não Tributária:

I - é de uso obrigatório para escriturar os TIDA-NTs - Termos de Inscrição da Dívida Ativa Não
Tributária:

II - será escriturado, anualmente, em linhas e em folhas numeradas, eletronicamente, em ordem


crescente;
III - indicará obrigatoriamente;

a) o nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis;


b) o valor originário;
c) o número do registro, numerado, por linhas em folhas, eletronicamente, em ordem crescente;
d) a data e o número da folha do registro da inscrição;
e) o número do livro, bem como o exercício a que se refere;

IV - deverá ser autenticado pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

§ 1º O LRDA-NT - Livro de Registro da Dívida Ativa Não Tributária será preparado e numerado por
processo eletrônico.

§ 2º O modelo do LRDA-NT - Livro de Registro da Dívida Ativa será baixado, através de Decreto,
pelo Chefe do Executivo.

CAPÍTULO X
CDA-NT - CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 790. A CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária deverá conter:

I - O nome do devedor, dos corresponsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou a residência de


um e de outros;

II - O VOD - Valor Originário da Dívida;

III - OTI - Termo Inicial;

IV - A metodologia de cálculo:

a) dos JM - Juros de Mora;


b) dos DE - Demais Encargos previstos em lei ou contrato;

V - A origem, a natureza e a fundamentação legal ou contratual da dívida;

VI - a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à AM - Atualização Monetária, bem como o
respectivo fundamento legal e o TI - Termo Inicial para o cálculo;

VII - a data e o NI - Número da Inscrição, no registro de dívida ativa;

VIII - o NPA - Número do Processo Administrativo ou do Al - Auto de Infração, se neles estiver


apurado o valor da dívida.

§ 1º A CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária será preparado e numerado por processo
eletrônico.

§ 2º O modelo da CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária será baixado, através de
Decreto, pelo Chefe do Executivo.

§ 3º A CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária será autenticada pelo responsável pelo
Órgão de Dívida Ativa.

§ 4º A CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária poderá substituir o TIDA-NT - Termo de
Inscrição da Dívida Ativa Não Tributária.

§ 5º Até a decisão de primeira instância, a CDA-NT - Certidão de Dívida Ativa Não Tributária poderá
ser emendada ou substituída, assegurada ao executado a devolução do prazo para embargos.

CAPÍTULO XI
NULIDADE DA INSCRIÇÃO E DO PROCESSO DE COBRANÇA DA DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA

Art. 791. São causas de nulidade da inscrição na DAT - Dívida Ativa Tributária e, por conseguinte,
também, do PC-DAT - Processo de Cobrança da Dívida Ativa Tributária, a omissão, no TIDA-T -
Termo de Inscrição da Dívida Ativa Tributária.

I - Da autenticação do responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - da indicação:

a) do nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis;


b) da quantia devida e da metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos;
c) da origem, da natureza e da fundamentação legal do crédito tributário;
d) da data de inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária;
e) havendo, do número do processo administrativo que originou o crédito tributário.

Art. 792. São causas de nulidade da inscrição na DAT - Dívida Ativa Tributária e, por consequência,
também, do PC-DAT - Processo de Cobrança da Dívida Ativa Tributária, o erro, no TIDA-T - Termo
de Inscrição da Dívida Ativa Tributária:

I - na autenticação do responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - na indicação:

a) do nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis;


b) da quantia devida e da metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos:

c) da origem, da natureza e da fundamentação legal do crédito tributário;


d) da data de inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária;
e) havendo, do número do processo administrativo que originou o crédito tributário.

Art. 793. São causas de nulidade da inscrição na DAT - Dívida Ativa Tributária e, por conseguinte,
também, do PC-DAT - Processo de Cobrança da Dívida Ativa Tributária, a omissão, na CDA-T -
Certidão de Dívida Ativa Tributária:

I - Da autenticação do responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - da indicação:

a) do nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis;


b) da quantia devida e da metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos;
c) da origem, da natureza e da fundamentação legal do crédito tributário;
d) da data de inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária;
e) havendo, do número do processo administrativo que originou o crédito tributário;
f) da indicação do livro e da folha da inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária.

Art. 794. São causas de nulidade da inscrição na DAT - Dívida Ativa Tributária e, por consequência,
também, do PC-DAT - Processo de Cobrança da Dívida Ativa Tributária, o erro, na CDA-T - Certidão
de Dívida Ativa Tributária:

I - na autenticação do responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - na indicação:

a) do nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis;


b) da quantia devida e da metodologia de cálculo dos juros de mora acrescidos;
c) da origem, da natureza e da fundamentação legal do crédito tributário;
d) da data de inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária;
e) havendo, do número do processo administrativo que originou o crédito tributário;
f) da indicação do livro e da folha da inscrição da DAT - Dívida Ativa Tributária.

Art. 795. A nulidade da inscrição e do processo de cobrança da DAT - Dívida Ativa Tributária poderá
ser sanada antes de proferida a decisão de primeira instância judicial, mediante substituição da CDA-
T - Certidão de Dívida Ativa Tributária nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado, o
prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte modificada.

§ 1º Depois de proferida a decisão de primeira instância judicial, a CDA-T - Certidão de Dívida Ativa
Tributária não mais poderá ser substituída.

§ 2º A anulação da inscrição e do processo de cobrança da DAT - Dívida Ativa Tributária, não,


necessariamente, implica cancelamento do crédito tributário.

§ 3º Estando, ainda, dentro do prazo prescricional, pode a Fazenda Pública Municipal, novamente,
inscrever o crédito tributário na DAT - Dívida Ativa Tributária, lavrando, desta vez, corretamente, o
TIDA-T - Termo de Inscrição em Dívida Ativa Tributária e a CDA-T - Certidão de Dívida Ativa
Tributária, abrindo, assim, novo processo de cobrança da DAT - Dívida Ativa Tributária.

CAPÍTULO XII
PAD - PROCESSO ADMINISTRATIVO DE INSCRIÇÃO DA DAFAM - DÍVIDA ATIVA DA FAZENDA
PÚBLICA MUNICIPAL

Art. 796. O PAD - Processo Administrativo de Inscrição de Dívida Ativa da Fazenda Pública
Municipal deverá ser mantido no Órgão responsável pela Dívida Ativa.

§ 1º Havendo requisição pelas partes, pelo juiz ou pelo ministério público, serão extraídas cópias
autenticadas ou certidões do PAD - Processo Administrativo de Inscrição de Dívida Ativa da Fazenda
Pública Municipal.

§ 2º Mediante requisição do Juiz a repartição competente, com dia e hora previamente marcados,
poderá o PAD - Processo Administrativo de Inscrição de Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal
ser exibido na sede do juízo, pelo funcionário para esse fim designado, lavrando o serventuário termo
da ocorrência, com indicação, se for o caso, das peças a serem trasladadas.

Art. 797. O PAD - Processo Administrativo de Inscrição de Dívida Ativa da Fazenda Pública
Municipal será:

I - Aberto pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa;

II - Preparado e numerado por processo eletrônico;

III - Formado, cronologicamente, pelo MACAL - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade, pelo
MALIC - Mapa de Apuração da Liquidez _e da Certeza, pelo TIDA - Termo de Inscrição de Dívida
Ativa e pela CDA - Certidão de Dívida Ativa.

CAPÍTULO XIII
CAL-T - CONTROLE ADMINISTRATIVO DA LEGALIDADE DO CRÉDITO DA FAZENDA PÚBLICA
MUNICIPAL DE NATUREZA TRIBUTÁRIA

Art. 798. Para o Município estabelecer CAL-T-Controle Administrativo da Legalidade dos Tributos
Vencidos, objetivando a ALIC-Apuração Administrativa de sua Liquidez e Certeza, com a Finalidade
de inscrevê-lo na DAT - Dívida Ativa Tributária, deverá efetuar 5 (cinco) SALs - Subcontroles
Administrativos da Legalidade.

Art. 799. O 1º (primeiro) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Sub-controle do


Princípio da Privatividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Privatividade é a Verificação da Titularidade da Competência


Tributária.
§ 2º A Verificação da Titularidade da Competência Tributária é a constatação se o Município, como a
Pessoa Política Titular da Competência Tributária Privativa, está Cobrando um dos Tributos: IPTU,
ITBI, ISSQN, Taxa de Poder de Polícia da Competência Municipal, Taxa de Serviço Público
Específico ou Divisível da Competência Municipal, ou Contribuição de Melhoria.

Art. 800. O 2º (segundo) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do


Princípio da Facultatividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Facultatividade é a Verificação do Exercício da Competência


Tributária.

§ 2º A Verificação Exercício da Competência Tributária é a constatação se o Município, como a


Pessoa Política Titular da Competência Tributária Privativa, editou Lei instituindo um dos Tributos:
IPTU, ITBI, ISSQN, Taxa de Poder de Polícia da Competência Municipal, Taxa de Serviço Público
Específico ou Divisível da Competência Municipal, ou Contribuição de Melhoria.

Art. 801. O 3º (terceiro) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio


da Permissividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Permissividade é a Verificação da Imunidade e das Vedações


Tributárias.

§ 2º A Verificação da Imunidade Tributária é a constatação se o sujeito passivo, além de apresentar


o perfil, atende às exigências legais para gozar do benefício constitucional.

§ 3º A Verificação das Vedações Tributárias é a constatação se na constituição do crédito tributário,


foram observados os Princípios da Reserva Legal, da Igualdade Tributária, da Anterioridade, da
Anualidade e da Não-Utilização do Tributo com Efeito de Confisco.

Art. 802. O 4º (quarto) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio


da Executoriedade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Executoriedade é a Verificação da Norma Constitucional de


Competência Tributária e da Regra Infraconstitucional de Capacidade Tributária.

§ 2º A Verificação da Norma Constitucional de Competência Tributária e da Regra Infraconstitucional


de Capacidade Tributária é a constatação se o Fato Gerador, a Hipótese de Incidência, o Sujeito
Passivo, a Base de Cálculo e a Alíquota são compatíveis com o tributo, estabelecendo consistências
com a Constituição Federal, o Código Tributário Nacional, a Legislação Federal, a Lei Orgânica do
Município e a Legislação Tributária Municipal.

Art. 803. O 5º (quinto) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio


da Exigibilidade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Exigibilidade é a Verificação da Regra Infraconstitucional de


Análise de Crédito Tributário.

§ 2º A Verificação da Regra Infraconstitucional de Análise de Crédito Tributário é a constatação se a


Exigibilidade do Crédito Tributário não está:

I - Suspensa, pesquisando a existência de moratória, de depósito do seu montante integral, de


reclamações e de recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo, de
concessão de medida liminar em mandado de segurança, de concessão de medida liminar ou de
tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial e de parcelamento;

II - Extinta, pesquisando a existência de pagamento, de compensação, de transação, de remissão,


de prescrição, de decadência, de conversão de depósito em renda, de pagamento antecipado e de
homologação do lançamento, de consignação em pagamento, de decisão administrativa irreformável,
de decisão judicial passada em julgado e de dação em pagamento em bens imóveis;

III - Excluída, pesquisando a existência de isenção e de anistia.

Art. 804. O CAL-T - Controle Administrativo da Legalidade de Tributo Vencido deverá ser efetuado
através do MACAL-T - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Tributária.

§ 1º O MACAL-T - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Tributária será preparado e


numerado por processo eletrônico.

§ 2º O modelo do MACAL-T - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Tributária será


baixado, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo.

§ 3º O MACAL-T - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Tributária será autenticado pelo


responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

CAPÍTULO XIV
ALIC-T - APURAÇÃO ADMINISTRATIVA DA LIQUIDEZ E DA CERTEZA DO CRÉDITO DA
FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL DE NATUREZA TRIBUTÁRIA

Art. 805. Para o Município estabelecer ALIC-T - Apuração Administrativa da Liquidez e da Certeza
dos Tributos Vencidos, com a Finalidade de inscrevê-lo na DAT - Dívida Ativa Tributária, deverá
efetuar 6 (seis) SALICs - Sub-apurações Administrativas da Certeza e da Liquidez.

Art. 806. A (primeira) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Base de Cálculo.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Base de


Cálculo é a Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Apuração.

Art. 807. A 2º (segunda) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Alíquota.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Alíquota é a


Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Apuração.

Art. 808. A 3º (terceira) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Atualização Monetária.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Atualização


Monetária é a Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 809. A 4º (quarta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa é a


Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 810. A 5º (quinta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa de Mora.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Muita de Mora


é a Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 811. A 6º (sexta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Juros de Mora.
Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Juros de
Mora é a Verificação da sua Fundamentação Legal e da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 812. A ALIC-T - Apuração Administrativa da Liquidez e da Certeza dos Tributos Vencidos deverá
ser efetuada através do MALIC-T - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Tributária.

§ 1º O MALIC-T - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Tributária será preparado e numerado


por processo eletrônico.

§ 2º O modelo do MALIC-T - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Tributária será baixado,


através de Decreto, pelo Chefe do Executivo.

§ 3º O MALIC-T - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Tributária será autenticado pelo


responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

Art. 813. A fluência de juros de mora na dinamização da composição da DAT - Dívida Ativa Tributária
não exclui, não desfigura, não descaracteriza e nem afeta o caráter estático de liquidez do Crédito de
Natureza Tributária da Fazenda Pública Municipal.

CAPÍTULO XV
CAL-NT - CONTROLE ADMINISTRATIVO DA LEGALIDADE DO CRÉDITO DA FAZENDA PÚBLICA
MUNICIPAL DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 814. Para o Município estabelecer CAL-NT - Controle Administrativo da Legalidade dos Créditos
Não Tributários Vencidos, objetivando a ALIC - Apuração Administrativa de sua Liquidez e Certeza,
com a Finalidade de inscrevê-lo na DNT - Dívida Ativa Não Tributária, deverá efetuar 5 (cinco) SALs -
Subcontroles Administrativos da Legalidade.

Art. 815. O 1º (primeiro) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do


Princípio da Privatividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Privatividade é a Verificação da Titularidade da Competência


Creditícia.

§ 2º A Verificação da Titularidade da Competência Creditícia é a constatação se o Município, como a


Pessoa Política Titular da Competência Creditícia Privativa, está Cobrando um Crédito Não Tributário
que lhe pertence.

Art. 816. O 2º (segundo) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Sub-controle do


Princípio da Facultatividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Facultatividade é a Verificação do Exercício da Competência


Creditícia.

§ 2º A Verificação Exercício da Competência Creditícia é a constatação se o Município, como a


Pessoa Política Titular da Competência Creditícia Privativa, editou Lei instituindo ou assinou Contrato
fazendo jus a um Crédito Não Tributário que lhe pertence.

Art. 817. O 3º (terceiro) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio


da Permissividade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Permissividade é a Verificação de Impedimento Legal ou de


Vedação Contratual.

§ 2º A Verificação do Impedimento Legal é a constatação se o Município não está sendo alcançado


por algum Diploma Legal que o impeça de receber o crédito de natureza não tributária.

§ 3º A Verificação da Vedação Contratual é a constatação se o Município não está sendo alcançado


por alguma Cláusula Proibitiva que o impeça de receber o crédito de natureza não tributária.
Art. 818. O 4º (quarto) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio
da Executoriedade.

§ 1º O Subcontrole do Princípio da Executoriedade é a Verificação da Norma Legal de Competência


Creditícia ou da Cláusula Contratual de Capacidade Creditícia.

§ 2º A Verificação da Norma Legal de Competência Creditícia é a constatação se há Fundamentação


Legal para a cobrança do crédito de natureza não tributária.

§ 3º A Verificação da Cláusula Contratual de Capacidade Creditícia é a constatação se há


Embassamento Contratual para a cobrança do crédito de natureza não tributária.

Art. 819. O 5º (quinto) SAL - Subcontrole Administrativo da Legalidade é o Subcontrole do Princípio


da Exigibilidade.

§ 1º Subcontrole do Princípio da Exigibilidade é a Verificação da Análise do Crédito Não Tributário.

§ 2º A Verificação da Análise do Crédito Não Tributário é a constatação se a Exigibilidade do Crédito


Não Tributário não está:

I - Suspensa, pesquisando a existência de moratória, de depósito do seu montante integral, de


reclamações e de recursos, nos termos das leis reguladoras do processo administrativo, de
concessão de medida liminar em mandado de segurança, de concessão de medida liminar ou de
tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial e de parcelamento;

II - Extinta, pesquisando a existência de pagamento, de compensação, de transação, de remissão,


de prescrição, de decadência, de conversão de depósito em renda, de consignação em pagamento,
de decisão administrativa irreformável, de decisão judicial passada em julgado e de dação em
pagamento em bens imóveis;

III - Excluída, pesquisando a existência de perdão de crédito não tributário.

Art. 820. O CAL-NT - Controle Administrativo da Legalidade de Crédito Não Tributário Vencido
deverá ser efetuado através do MACAL-NT - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Não
Tributária.

§ 1º O MACAL-NT - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Não Tributária será preparado e


numerado por processo eletrônico.

§ 2º O modelo do MACAL-NT - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Não Tributária será


baixado, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo.

§ 3º O MACAL-NT - Mapa de Controle Administrativo da Legalidade Não Tributária será autenticado


pelo responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

CAPÍTULO XVI
ALIC-NT - APURAÇÃO ADMINISTRATIVA DA LIQUIDEZ E DA CERTEZA DO CRÉDITO DA
FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA

Art. 821. Para o Município estabelecer ALIC-NT - Apuração Administrativa da Liquidez e da Certeza
dos Créditos Não Tributários Vencidos, com a Finalidade de inscrevê-lo na DNT - Dívida Ativa Não
Tributária, deverá efetuar 6 (seis) SALICs - Sub-apurações Administrativas da Certeza e da Liquidez.

Art. 822. A (primeira) SALIC - Sub-apuraçâo Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuraçâo Administrativa da Certeza e da Liquidez do Principal.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez do Principal é a


Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual e da sua Metodologia de Apuração.
Art. 823. A 2º (segunda) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -
Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Atualização Monetária.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Atualização


Monetária é a Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual da sua Metodologia de
Cálculo.

Art. 824. A 3º (terceira) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa é a


Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 826. A 4º (quarta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa de Mora.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez da Multa de Mora


é a Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 826. A 5º (quinta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Juros de Mora.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Juros de


Mora é a Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual da sua Metodologia de Cálculo.

Art. 827. A 6º (sexta) SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez é a SALIC -


Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Demais Adicionais.

Parágrafo único. A SALIC - Sub-apuração Administrativa da Certeza e da Liquidez dos Demais


Adicionais é a Verificação da sua Fundamentação Legal ou Contratual da sua Metodologia de
Cálculo.

Art. 828. A ALIC-T - Apuração Administrativa da Liquidez e da Certeza dos Créditos Não Tributários
Vencidos deverá ser efetuada através do MALIC-NT - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza
Não Tributária.

§ 1º O MALIC-NT - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Não Tributária será preparado e


numerado por processo eletrônico.

§ 2º O modelo do MALIC-NT - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Não Tributária será


baixado, através de Decreto, pelo Chefe do Executivo.

§ 3º O MALIC-NT - Mapa de Apuração da Liquidez e da Certeza Não Tributária será autenticado pelo
responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

CAPÍTULO XVII
CERTIDÕES NEGATIVAS

Art. 829. Ficam instituídas a CND - Certidão Negativa de Débito, a CPD - Certidão Positiva de Débito
e a CPND - Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito.

Art. 830. A Fazenda Pública Municipal exigirá a CND - Certidão Negativa de Débito ou a CPND -
Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito, como prova de quitação ou regularidade de
créditos tributários e não-tributários.

Art. 831. A CND - Certidão Negativa de Débito, a CPD - Certidão Positiva de Débito e a CPND -
Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito serão expedidas mediante Requerimento do
Interessado ou de seu representante legal, devidamente habilitados.
§ 1º A Certidão Negativa de Débito - CND poderá ser requerida por meio da rede mundial de
computadores (internet) pelos contribuintes que se encontrarem em absoluta regularidade junto à
Fazenda Municipal. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 134/2009)

§ 2º As certidões emitidas pela internet serão isentas de recolhimento da Taxa de Expediente


prevista no anexo XVIII desta Lei. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 134/2009)

Art. 832. O Requerimento do Interessado deverá conter:

I - o(s) Tributo(s) a que se Refere(m);

II - o(s) Estabelecimento(s) a que se Refere(m);

III - o(s) Imóvel (is) a que se Refere(m);

IV - as Informações Necessárias à Identificação do Interessado:

a) o Nome ou a Razão Social;


b) a Residência ou o Domicílio Fiscal;
c) o Ramo de Negócio ou a Atividade;

V - a Indicação do Período a que se refere o Pedido.

Parágrafo único. O modelo de Requerimento do Interessado será baixado, através de Decreto, pelo
Chefe do Executivo.

Art. 833. A CND - Certidão Negativa de Débito, a CPD - Certidão Positiva de Débito e a CPND -
Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito, relativas à situação fiscal e a dados cadastrais,
só serão expedidas após as informações fornecidas pelos órgãos responsáveis pelos dados a serem
certificados.

Art. 834. Será expedida a CND - Certidão Negativa de Débito se não for constatado a existência de
créditos não vencidos:

I - em curso de cobrança executiva em que não tenha sido efetivada a penhora;

II - cuja exigibilidade não esteja suspensa.

§ 1º A CND - Certidão Negativa de Débito terá validade de 60 (sessenta) dias.

§ 2º O modelo de CND - Certidão Negativa de Débito será baixado, através de Decreto, pelo Chefe
do Executivo.

Art. 836. Será expedida a CPND - Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito se for
constatado a existência de créditos não vencidos:

I - em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora;

II - cuja exigibilidade esteja suspensa.

§ 1º A CPND - Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito surtirá os mesmos efeitos que a
CND - Certidão Negativa de Débito.

§ 2º A CPND - Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito terá validade de 30 (trinta) dias.

§ 3º O modelo de CPND - Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito será baixado, através
de Decreto, pelo Chefe do Executivo.
Art. 836. Será expedida a CPD - Certidão Positiva de Débito se for constatado a existência de
créditos vencidos:

I - em curso de cobrança executiva em que não tenha sido efetivada a penhora;

II - cuja exigibilidade não esteja suspensa.

§ 1º A CPD - Certidão Positiva de Débito não surtirá os mesmos efeitos que a CND - Certidão
Negativa de Débito.

§ 2º A CPD - Certidão Positiva de Débito terá validade de 90 (noventa) dias.

§ 3º O modelo de CPD - Certidão Positiva de Débito será baixado, através de Decreto, pelo Chefe do
Executivo.

Art. 837. O prazo máximo para a expedição de certidão será de 10 (dez) dias, contados a partir do
primeiro dia útil após a entrada do requerimento na repartição competente.

§ 1º As certidões poderão ser expedidas pelo processo mecânico ou eletrônico.

§ 2º As certidões serão assinadas pelo Responsável pelo Órgão de Dívida Ativa.

Art. 838. A CND - Certidão Negativa de Débito, a CPD - Certidão Positiva de Débito e a CPND -
Certidão Positiva com Efeito de Negativa de Débito Certidão Negativa;

I - não servirão de prova contra cobrança de quaisquer débitos referentes a recolhimentos que não
tenham sido efetuados e que venham a ser apurados pela Fazenda Pública Municipal, conforme
prerrogativa legal prevista nos Incisos de I a IX do Artigo 149 da Lei Federal Nº 5172, de 25-10-1966
- Código Tributário Nacional;

II - serão eficazes, dentro de seu prazo de validade e para o fim a que se destinam, perante qualquer
órgão ou entidade da Administração Federal, Estadual e Municipal, Direta ou Indireta.

Art. 839. A prática de ato indispensável para evitar a caducidade de direito dispensa a prova de
quitação de tributos, a CND - Certidão Negativa de Débito.

Parágrafo único. A dispensa a prova de quitação de tributos, a CND - Certidão Negativa de Débito,
não elimina, porém, a responsabilidade;

I - de todos 08 participantes responderem, no ato, pelo tributo, porventura, devido, pelos juros de
mora e pelas penalidades cabíveis, excetuadas às relativas a infrações:

II - pessoal do infrator responder, no ato, pelas penalidades cabíveis, relativas a infrações.

Art. 840. A CND - Certidão Negativa de Débito expedida com dolo ou fraude, contendo erro contra a
Fazenda Pública, responsabiliza, pessoalmente, o funcionário responsável pela expedição, pelo
crédito tributário e pelos juros de mora acrescidos.

Art. 841. Na expedição de CND - Certidão Negativa de Débito dolosa ou fraudulenta contra a
Fazenda Pública, a responsabilidade pessoal, do funcionário responsável, pelo crédito tributário e
pelos juros de mora acrescidos, não exclui a responsabilidade criminal e funcional que no caso
couber.

Art. 842. Sem prejuízo das Responsabilidades Pessoal e Criminal, será exonerado, a bem do serviço
público, o servidor que expedir Certidão dolosa ou fraudulenta contra a Fazenda Pública Municipal.

Art. 843. As certidões serão solicitadas mediante requerimento da parte interessada ou de seu
representante legal, devidamente habilitados, o qual deverá conter;
a) nome ou razão social;
b) endereço ou domicílio tributário;
c) profissão, ramo de atividade e número de inscrição;
d) início de atividade;
e) finalidade a que se destina;
f) o período a que se refere o pedido, quando for o caso;
g) assinatura do requerente.

Art. 844. As certidões relativas à situação fiscal e dados cadastrais só serão expedidas após as
informações fornecidas pelos órgãos responsáveis pelos dados a serem certificados.

Art. 845. Da certidão constará o crédito tributário e fiscal devidamente constituído.

Parágrafo único. Considera-se crédito tributário e fiscal devidamente constituído, para efeito deste
art. 845:

I - O crédito tributário e fiscal lançado e não quitado à época própria;

II - A existência de débito inscrito em Dívida Ativa;

III - A existência de débito em cobrança executiva;

IV - O débito confessado.

Art. 846. Na hipótese de comprovação, pelo interessado, de ocorrência de fato que importe em
suspensão de exigibilidade de crédito tributário e fiscal ou no adiantamento de seu vencimento, a
certidão será expedida com as ressalvas necessárias.

Parágrafo único. A certidão emitida nos termos deste art. 846 terá validade de certidão negativa
enquanto persistir a situação.

Art. 847. Será pessoalmente responsável, criminal e funcionalmente, o servidor que, por dolo,
fraude, simulação ou negligência, expedir ou der causa à expedição de certidão incorreta.

Art. 848. O prazo máximo para a expedição de certidão será de 10 (dez) dias, contados a partir do
primeiro dia útil após a entrada do requerimento na repartição competente.

§ 1º As certidões poderão ser expedidas pelo processo mecânico ou eletrônico e terão validade de
180 (cento e oitenta) dias.

§ 2º As certidões serão assinadas pelo Diretor do Departamento responsável pela sua expedição.

Art. 849. A Certidão Negativa será eficaz, dentro de seu prazo de validade e para o fim a que se
destina, perante qualquer órgão ou entidade da Administração Federal, Estadual e Municipal, Direta
ou Indireta.

CAPÍTULO XVIII
COBRANÇA FAZENDÁRIA

Seção I
Siscof - Sistemática Permanente de Cobrança Fazendária

Art. 850. Fica instituída a SISCOF - Sistemática Permanente de Cobrança Fazendária.

Art. 851. A SISCOF - Sistemática Permanente de Cobrança Fazendária será implementada através
dos seguintes procedimentos;
§ 1º Os Créditos da Fazenda Pública Municipal, de natureza tributária e não-tributária, exigíveis após
vencimento do prazo para pagamento, ainda não inscritos em Dívida Ativa, deverão ser objetos de
Cobrança Amigável.

§ 2º A Cobrança Amigável será operacionalizada da seguinte forma;

I - Emissão de REL-CONI - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes


Não-Inscritos em Dívida Ativa - O REL-CONI deverá ser emitido até o quinto dia útil de cada mês;

II - Elaborado de CLD - Carta de Lembrete de Débito para os Contribuintes Não-Inscritos em Dívida


Ativa, dizendo que o contribuinte será inscrito em Dívida Ativa e que, para evitar problemas futuros
de Protesto em Cartório e de Processo Judiciai, deve procurar a Repartição Competente, no prazo
de 30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu débito - A CLD deverá ser expedida até o décimo dia
útil de cada mês;

III - Emissão de REL-CLD - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Não-Inscritos em Dívida Ativa e Omissos com a CLD - Carta de Lembrete de Débito - O REL-CLD
deverá ser emitido até o vigésimo dia útil de cada mês;

IV - Elaboração de CCD - Carta de Cobrança de Débito para os Contribuintes Não-Inscritos em


Dívida Ativa, que receberam a CLD - Carta de Lembrete de Débito e que não procuraram a
Repartição Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu débito;
mencionando que o contribuinte, caso não quite ou não parcele o seu débito, no prazo de 30 (trinta)
dias, terá seu débito inscrito em Dívida Ativa - A CCD deverá ser expedida até o vigésimo quinto dia
útil de cada mês;

V - Após 1 (um) mês de cobrança administrativa amigável, os débitos que não forem quitados e nem
parcelados, deverão ser encaminhados para inscrição em Dívida Ativa.

§ 3º O Encaminhamento para Inscrição em Dívida Ativa será operacionalizado através das seguintes
medidas;

I - Emissão de REL-CCD - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes


Não-Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCD - Carta de Cobrança de Débito - O REL-CCD
deverá ser emitido até o quinto dia útil de cada mês;

II - Elaboração de CCI - Carta de Comunicação de Inscrição em Dívida Ativa para os Contribuintes


Não-Inscritos em Dívida Ativa, que receberam a CCD - Carta de Cobrança de Débito e que não
procuraram a Repartição Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu
débito; comunicando que o contribuinte, caso não quite ou não parcele o seu débito, no prazo de 10
(dez) dias, terá seu débito encaminhado para a Dívida Ativa - A CCI deverá ser expedida até o
décimo dia útil de cada mês;

III - Emissão de REL-CCI - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Não-Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCI - Carta de Comunicação de Inscrição em Dívida
Ativa - O REL-CCI deverá ser emitido até o vigésimo dia útil de cada mês.

Seção II
Regras Específicas Para Inscrição em Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal

Art. 852. O crédito da fazenda pública municipal, de natureza tributária e não tributária, exigível após
o vencimento do prazo para pagamento, não liquidado, em cada exercício, até o dia 30 de setembro,
depois de passar pela Sistemática Permanente de Cobrança Fazendária, e pela da verificação do
controle administrativo da sua legalidade e da apuração administrativa da sua liquidez e da sua
certeza, será inscrito, até o dia 31 de dezembro, como dívida ativa da fazenda pública municipal.

Art. 853. A dívida ativa da fazenda pública municipal, enquanto não liquidada, sobre o montante do
débito de 31 de dezembro do ano anterior, estará sujeita, a partir de primeiro de janeiro de cada
exercício subsequente:
I - em caráter de continuidade:
a) à atualização monetária, sobre o valor principal, corrigida pelo índice de atualização do VRM -
Valor de Referência do Município. (Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

b) a juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, observadas as disposições do art. 734 deste
Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº 262/2020)

(Revogado pela Lei Complementar nº 262/2020)

Art. 854. Enquanto não for iniciada a cobrança judicial, os débitos inscritos em dívida ativa da
Fazenda Pública Municipal deverão ser incluídos na guia de arrecadação dos exercícios
subsequentes, para sua liquidação conjunta ou separada.

Seção III
Normas Específicas Para Cobrar, Protestar, Terceirizar a Cobrança e Ajuizar a Dívida Ativa da
Fazenda Pública Municipal

Art. 855. Os Créditos da Fazenda Pública Municipal, de natureza tributária e não tributária, exigíveis
após vencimento do prazo para pagamento, regularmente inscritos em Dívida Ativa:

I - Após a expedição da CDA - Certidão de Dívida Ativa, dentro de um período de 3 (três) meses,
poderão ser objeto de cobrança administrativa amigável;

II - Que, após 3 (três) meses de cobrança administrativa amigável, não forem quitados e nem
parcelados, poderão ser objeto de protesto em cartório;

III - Que, após 3 (três) meses de protesto em cartório, não forem quitados e nem parcelados,
poderão ser objeto de terceirização de cobrança. A terceirização da cobrança da Dívida Ativa deverá
ocorrer mediante assinatura de convênio com instituições financeiras:

IV - Que, após 3 (três) meses de cobrança terceirizada, não forem quitados e nem parcelados,
poderão ser objeto de execução fiscal.

Seção IV
Sisdat - Sistemática Permanente de Cobrança de Dívida Ativa

Art. 856. Fica instituída a SISDIV - Sistemática Permanente de Cobrançaa de Dívida Ativa.

Art. 857. A SISDIV - Sistemática Permanente de Cobrança de Dívida Ativa será implementada
através dos seguintes procedimentos:

Parágrafo único. Os Créditos da Fazenda Pública Municipal, de natureza tributária e não tributária,
exigíveis após vencimento do prazo para pagamento, regularmente inscritos em Dívida Ativa:

I - Após a expedição da CDA - Certidão de Dívida Ativa, dentro de um período de 3 (três) meses, os
Créditos da Fazenda Pública Municipal poderão ser objeto de cobrança amigável.

II - A Cobrança Amigável será operacionalizada através dos seguintes procedimentos:

a) Emissão de REL-CIDA - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes


Inscritos em Dívida Ativa - O REL-CIDA deverá ser emitido até o quinto dia útil de cada mês;
b) Elaboração de CLD - Carta de Lembrete de Dívida para os Contribuintes Inscritos em Dívida Ativa,
dizendo que o contribuinte foi inscrito em Dívida Ativa e que, para evitar problemas futuros de
Protesto em Cartório e de Processo Judicial, deve procurar a Repartição Competente, no prazo de
30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu débito - A CLD deverá ser expedida até o décimo dia útil
de cada mês;
c) Emissão de REL-CLD - Relatório Mensal, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e Omissos com a CLD - Carta de Lembrete de Dívida - O REL-CLD deverá
ser emitido até o vigésimo dia útil de cada mês;
d) Elaboração de CCD - Carta de Cobrança de Dívida para os Contribuintes Inscritos em Dívida
Ativa, que receberam a CLD - Carta de Lembrete de Dívida e que não procuraram a Repartição
Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu débito; mencionando que o
contribuinte, caso não quite ou não parcele o seu débito, no prazo de 30 (trinta) dias, terá sua dívida
protestada em cartório e que o cartório irá negativar o seu crédito no SPC e no SERASA - A CCD
deverá ser expedida até o vigésimo quinto dia útil de cada mês;

III - Após 3 (três) meses de cobrança administrativa amigável, os Créditos da Fazenda Pública
Municipal que não forem quitados e nem parcelados, poderão ser objeto de protesto em cartório;

IV - O Protesto será operacionalizado através dos seguintes procedimentos:

a) Emissão de REL-CCD - Relatório Trimestral, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes


Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCD - Carta de Cobrança de Dívida - O REL-CCD deverá
ser emitido até o quinto dia útil de cada mês;
b) Elaboração de CCP - Carta de Comunicação de Protesto para os Contribuintes Inscritos em Dívida
Ativa, que receberam a CCD - Carta de Cobrança de Dívida e que não procuraram a Repartição
Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou parcelar o seu débito; comunicando que o
contribuinte, caso não quite ou não parcele o seu débito, no prazo de 10 (dez) dias, terá sua dívida
encaminhada para o Cartório de Protesto de Título e que o cartório negativará o seu crédito no SPC
e no SERASA - A CCP deverá ser expedida até o décimo dia útil de cada mês;
c) Emissão de REL-CCP - Relatório Trimestral, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCP - Carta de Comunicação de Protesto - O REL-CCP
deverá ser emitido até o vigésimo dia útil de cada mês;
d) Emissão de CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCP - Carta de Comunicação de Protesto - A CDA deverá
ser emitida até o vigésimo quinto dia útil de cada mês;
e) Encaminhamento da CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de
Contribuintes Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CCP - Carta de Comunicação de Protesto,
para o Cartório de Protesto de Título - A CDA deverá ser encaminhada até o primeiro dia útil de cada
mês;

V - Após 3 (três) meses de protesto em cartório, os Créditos da Fazenda Pública Municipal que não
forem quitados e nem parcelados, poderão ser objeto de terceirização da cobrança.

VI - A Terceirização da Cobrança da Dívida Ativa será operacionalizada através dos seguintes


procedimentos:

a) Emissão de REL-CDA - Relatório Trimestral, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes


Inscritos em Dívida Ativa e omissos com o Protesto da CDA
- O REL-CDA deverá ser emitido até o primeiro dia útil de cada mês;
b) Resgate de CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e omissos com o Protesto da CDA
- O resgate da CDA deverá ser feito até o quinto dia útil de cada mês;
c) Encaminhamento da CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de
Contribuintes Inscritos em Dívida Ativa e omissos com o Protesto da CDA, para a Instituição
Responsável pela Terceirização da Cobrança da Dívida Ativa - A CDA deverá ser encaminhada até o
décimo dia útil de cada mês;

VII - Após 3 (três) meses de Cobrança Terceirizada, os Créditos da Fazenda Pública Municipal que
não forem quitados e nem parcelados, deverão ser objeto de Execução Fiscal.

VIII - A Execução Fiscal será operacionalizada através dos seguintes procedimentos:


a) Emissão de REL-TEC - Relatório Trimestral, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a Terceirização da Cobrança da Dívida Ativa - O REL-TEC
deverá ser emitido até o décimo quinto dia útil de cada mês;
b) Resgate de CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes
Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a Terceirização da Cobrança da Dívida Ativa - O resgate da
CDA deverá ser feito até o vigésimo útil de cada mês;
c) Encaminhamento da CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de
Contribuintes Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a Terceirização da Cobrança da Dívida Ativa,
para a Procuradoria Geral do Município - A CDA deverá ser encaminhada até o vigésimo quinto dia
útil de cada mês.

Seção V
Mida - Mecanismo Integrado de Dívida Ativa

Art. 858. Fica Instituído o MIDA - Mecanismo Integrado de Cobrança de Dívida Ativa.

Art. 859. O MIDA - Mecanismo Integrado de Cobrança de Dívida Ativa;

I - Consiste na integração da Dívida Ativa com todos os Mecanismos de Transacionamento do


Contribuinte com a APM - Administração Pública Municipal;

II - Será Materializado através da Integração do Banco de Dados do SISDAT - Sistema de Dívida


Ativa com todos os Bancos de Dados Disponíveis na APM - Administração Pública Municipal;

III - Funcionará da seguinte forma:

a) Toda vez que um contribuinte transacionar com a APM - Administração Pública Municipal, será
verificado o "NADA CONSTA" no SISDAT - Sistema de Dívida Ativa;
b) Caso o contribuinte obtenha o "NADA CONSTA", será entregue um TPRF
- Termo de Parabenização pela Regularidade Fiscal;
c) Caso o contribuinte não obtenha o `NADA CONSTA", será entregue um TCIF - Termo de
Comunicação de Irregularidade Fiscal.

Parágrafo único. Enquanto o Banco de Dados do SISDAT - Sistema de Dívida Ativa não estiver
integrado com todos os Bancos de Dados Disponíveis na APM - Administração Pública Municipal:

I - A consulta deverá ser efetuada através da LC-DAT - Listagem de Contribuintes Inscritos em


Dívida Ativa;

II - O TPRF - Termo de Parabenização pela Regularidade Fiscal e o TCIF - Termo de Comunicação


de Irregularidade Fiscal serão emitidos manualmente.

Art. 860. Todos os Servidores da APM - Administração Pública Municipal envolvidos, diretamente e
indiretamente, com o MIDA - Mecanismo Integrado de Cobrança de Dívida Ativa, ficam obrigados ao
fiel cumprimento desta Lei, sob pena de responsabilidade funcional.

Seção VI
Sispac - Sistemática Permanente de Acerto de Contas

Art. 861. Fica criado a SISPAC - Sistemática Permanente de Acerto de Contas.

Art. 862. A SISPAC - Sistemática Permanente de Acerto de Contas:

I - Consiste na Integração da Dívida Ativa com todos os Órgãos, da APM - Administração Pública
Municipal, que efetuam Pagamento para Contribuintes;

II - Será Materializado através da Integração do Banco de Dados do SISDAT - Sistema de Dívida


Ativa com todos os Bancos de Dados, da APM - Administração Pública Municipal, relacionados com
Pagamento para Contribuintes;
III - Funcionará da seguinte forma:

a) Toda vez que um contribuinte for receber algum pagamento da APM - Administração Pública
Municipal, será verificado o "NADA CONSTA" no SISDAT - Sistema de Dívida Ativa;
b) Caso o contribuinte obtenha o "NADA CONSTA", além da efetivação do pagamento, será entregue
um TPRF - Termo de Parabenização pela Regularidade Fiscal.
c) Caso o contribuinte não obtenha o "NADA CONSTA", será entregue um TCIF - Termo de
Comunicação de Irregularidade Fiscal e uma PAG - Proposta dê Acerto de Contas.

Parágrafo único. Enquanto o Banco de Dados do SISDAT - Sistema de Dívida Ativa não estiver
integrado com todos os Bancos de Dados Disponíveis na APIVI - Administração Pública Municipal;

I - A consulta deverá ser efetuada através da LC-DAT - Listagem de Contribuintes Inscritos em


Dívida Ativa;

II - O TPRF - Termo de Parabenização pela Regularidade Fiscal e o TCIF - Termo de Comunicação


de Irregularidade Fiscal serão emitidos manualmente.

Art. 863. Todos os Servidores da APM - Administração Pública Municipal envolvidos, diretamente e
indiretamente, com a SISPAC - Sistemática Permanente de Acerto de Contas, ficam obrigados ao fiel
cumprimento desta Lei, sob pena de responsabilidade funcional.

Seção VII
Refis - Municipal - Programa de Recuperação Fiscal

Art. 864. Fica Instituído o Programa de Recuperação Fiscal - REFIS MUNICIPAL.

Art. 865. O Programa de Recuperação Fiscal - REFIS MUNICIPAL destina-se a promover a


regularização de créditos do Município, decorrentes de débitos de pessoas físicas ou jurídicas,
relativos a tributos, preços e tarifas municipais, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa,
parcelados ou a parcelar, protestados ou a protestar, ajuizados ou a ajuizar, com exigibilidade
suspensa ou não, inclusive os decorrentes de falta de recolhimento de valores retidos.

Art. 866. A administração do REFIS MUNICIPAL será exercido pelo Órgão Responsável pela
Cobrança Fazendária, a quem compete o gerenciamento e a implementação dos procedimentos
necessários à execução do Programa, notadamente:

I - expedir atos normativos necessários à execução do Programa;

II - promover a integração das rotinas e procedimentos necessários à execução do REFIS


MUNICIPAL, especialmente no que se refere aos sistemas informatizados dos órgãos envolvidos;

III - receber as opções pelo REFIS MUNICIPAL;

IV - excluir do Programa os optantes que descumprirem suas condições.

Art. 867. O ingresso no REFIS MUNICIPAL dar-se-á por opção da pessoa física ou jurídica, que fará
jus a regime especial de consolidação dos débitos fiscais referidos no art. 865 desta Lei.

Parágrafo único. O ingresso no REFIS MUNICIPAL, a critério do optante, poderá implicar a inclusão
da totalidade dos débitos referidos no art. 865 desta Lei, em nome da pessoa física ou jurídica,
inclusive os não constituídos, que serão incluídos no Programa mediante confissão, salvo aqueles
demandados judicialmente pela pessoa física ou jurídica e que, por sua opção, venham a
permanecer nessa situação.

Art. 868. A opção pelo REFIS MUNICIPAL poderá ser formalizada mediante utilização do "TOP-
REFIS MUNICIPAL - Termo de Opção do REFIS MUNICIPAL", conforme modelo a ser elaborado e
aprovado pelo Órgão Responsável pela Cobrança Fazendária.
§ 1º O TOP-REFIS MUNICIPAL - Termo de Opção do REFIS MUNICIPAL será:

I - encaminhado, via correio, para todas as pessoas físicas ou jurídicas com débitos fiscais inscritos
em dívida ativa;

II - entregue, no Órgão Responsável pela Cobrança Fazendária, para todas as pessoas físicas ou
jurídicas que queiram denunciar débitos fiscais ainda não constituídos, com a discriminação das
espécies dos tributos, bem como das respectivas competências;

III - firmado pela pessoa física ou jurídica, ou pelos respectivos responsáveis, sendo exigido destes
últimos a devida procuração;

IV - devolvido, devidamente preenchido e assinado, com o pagamento quitado, pela pessoa física ou
jurídica optante, ao Órgão Responsável pela Cobrança Fazendária, através da Agência Bancária na
qual foi efetuado o pagamento;

§ 2º No documento confirmatório da opção constará número gerado por algoritmo específico que
deverá ser utilizado, em conjunto com o número de inscrição no CNPJ ou no CPF, para pessoa
jurídica ou física, respectivamente, em todos os demais atos e procedimentos praticados no âmbito
do REFIS MUNICIPAL, constituindo, para todos os fins de direito, identificação eletrônica, ficando
sua utilização sob plena e total responsabilidade das pessoas física e jurídica optantes.

§ 3º Os débitos ainda não constituídos deverão ser confessados pela pessoa física ou jurídica, de
forma irretratável e irrevogável, nas condições estabelecidas pelo Órgão Responsável pela Cobrança
Fazendária.

§ 4º A opção pelo REFIS MUNICIPAL implica;

I - Pagamento imediato do débito;

II - Após o pagamento imediato do débito, cancelamento do débito.

Art. 869. Os débitos da pessoa física ou jurídica optante serão consolidados tomando por base a
data da formalização da opção.

§ 1º A consolidação abrangerá todos os débitos existentes em nome da pessoa física ou jurídica, na


condição de contribuinte ou responsável, constituídos ou não, com os juros mora, determinados nos
termos da legislação vigente à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores, inclusive a
atualização monetária à época prevista, todavia, sem a multa moratória que será anistiada.

§ 2º Na hipótese de crédito com exigibilidade suspensa por força de concessão de medida liminar em
mandado de segurança, a inclusão, no REFIS MUNICIPAL, dos respectivos débitos, fica
condicionada ao encerramento do feito por desistência expressa e irrevogável da respectiva ação
judicial e de qualquer outra, bem assim à renúncia do direito, sobre os mesmos débitos, ` obre o qual
se funda a ação.

§ 3º A inclusão dos débitos referidos no § 1º este Art. 869, bem assim a desistência ali referida
deverão ser formalizadas, mediante confissão, na forma estabelecida no § 3º do Art. 868 desta Lei,
nas condições estabelecidas pelo Órgão Responsável pela Cobrança Fazendária.

§ 4º Requerida a desistência da ação judicial, com renúncia ao direito sobre que se funda, os
depósitos judiciais efetuados deverão ser convertidos em renda, permitida inclusão no REFIS
MUNICIPAL de eventual saldo devedor.

§ 5º Os valores correspondentes a débitos, inscritos ou não em dívida ativa, poderão ser liquidados,
mediante solicitação expressa e irrevogável da pessoa física ou jurídica optante, mediante
compensação de créditos, líquidos e certos, vencidos ou vincendos, próprios ou de terceiros,
relativos a tributo incluído no âmbito do REFIS MUNICIPAL;
§ 6º A pessoa física ou jurídica, durante o período em que estiver incluída no REFIS MUNICIPAL,
poderá amortizar o débito consolidado mediante compensação de créditos, líquidos e certos,
vencidos ou vincendos, próprios ou de terceiros, sem prejuízo do pagamento das parcelas mensais.

§ 7º A opção pelo REFIS MUNICIPAL exclui qualquer outra forma de parcelamento de débitos
relativos aos tributos e contribuições referidos no art. 865 desta Lei.

Art. 870. O débito consolidado na forma do art. 869 desta Lei:

I - a partir da data base da consolidação, terá, além da atualização monetária, os juros mora,
determinados nos termos da legislação vigente à época da ocorrência dos respectivos fatos
geradores, mas a multa moratória anistiada;

II - será pago em uma (uma) única parcela.

Art. 871. A opção pelo REFIS MUNICIPAL sujeita a pessoa física ou jurídica;

I - confissão irrevogável e irretratável da totalidade dos débitos incluídos no Programa;

II - aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas para o ingresso no Programa;

III - pagamento em uma única parcela do débito consolidado.

Art. 872. A pessoa física ou jurídica optante pelo REFIS MUNICIPAL será dele excluído nas
seguintes hipóteses, mediante ato do Órgão Responsável pela Cobrança Fazendária:

I - inobservância de qualquer das exigências estabelecidas no Programa;

II - constatação, caracterizada por lançamento de ofício, de débito correspondente a tributo


abrangido pelo REFIS MUNICIPAL e não incluído na confissão, salvo se integralmente pago no
prazo de trinta dias, contado da ciência do lançamento ou da decisão definitiva na esfera
administrativa ou judicial;

III - compensação ou utilização indevida de créditos;

IV - decretação de falência, extinção, pela liquidação, ou cisão da pessoa jurídica;

V - concessão de medida cautelar fiscal, nos termos da Lei nº 8397, de 06 de janeiro de 1992;

VI - prática de qualquer procedimento tendente a subtrair receita da optante, mediante simulação de


ato;

VII - decisão definitiva, na esfera judicial, total ou parcialmente desfavorável à pessoa física ou
jurídica;

Parágrafo único. A exclusão da pessoa física ou jurídica do REFIS MUNICIPAL implicará


exigibilidade imediata da totalidade do crédito confessado e ainda não pago e automática execução
da garantia prestada, restabelecendo-se, em relação ao montante não pago, os acréscimos legais na
forma da legislação aplicável à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores.

Seção VIII
Sispar - Sistemática Permanente de Cobrança de Parcelamento de Débito Inadimplente

Art. 873. Fica instituída a SISPAR - Sistemática Permanente de Cobrança de Parcelamento de


Débito Inadimplente.

Art. 874. A SISPAR - Sistemática Permanente de Cobrança de Parcelamento de Débito Inadimplente


será implementada através dos seguintes procedimentos;
§ 1º Os Parcelamentos de Débitos em Atraso deverão ser objetos de Cobrança Fazendária.

§ 2º A Cobrança Fazendária será operacionalizada através dos seguintes procedimentos:

I - Emissão de REL-PARC - Relatório, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes com


Parcelamento em Aberto - O REL-PARC deverá ser emitido até o quinto dia útil de cada mês;

II - Elaboração de CLP - Carta de Lembrete de Parcelamento para os Contribuintes com


Parcelamento em Aberto, dizendo que o contribuinte está com Parcelamento em Aberto na Prefeitura
e que, para evitar problemas futuros de Protesto em Cartório e de Processo Judicial, deve procurar a
Repartição Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou re-parcelar o seu débito - A CLP
deverá ser expedida até o décimo dia útil de cada mês;

III - Emissão de REL-CLP - Relatório, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes com
Parcelamento em Aberto e Omissos com a CLP - Carta de Lembrete de Parcelamento - O REL-CLP
deverá ser emitido até o vigésimo dia útil de cada mês;

IV - Elaboração de CCP - Carta de Cobrança de Parcelamento para os Contribuintes com


Parcelamento em Aberto, que receberam a CLP - Carta de Lembrete de Parcelamento e que não
procuraram a Repartição Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou re-parcelar o seu
débito; mencionando que o contribuinte, caso não quite ou não re-parcele o seu débito, no prazo de
30 (trinta) dias, terá sua dívida protestada em cartório e que o cartório irá negativar o seu crédito no
SPC e no SERASA - A CCP deverá ser expedida até o vigésimo quinto dia útil de cada mês;

V - Emissão de REL-CCP - Relatório, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes com


Parcelamento em Aberto e omissos com a CCP - Carta de Cobrança de Parcelamento - O REL-CCP
deverá ser emitido até o último dia útil de cada mês;

VI - Elaboração de CPR - Carta de Comunicação de Protesto para os Contribuintes com


Parcelamento em Aberto, que receberam a CCP - Carta de Cobrança de Parcelamento e que não
procuraram a Repartição Competente, no prazo de 30 (trinta) dias, para quitar ou re-parcelar o seu
débito; comunicando que o contribuinte, caso não quite ou não re-parcele o seu débito, no prazo de
10 (dez) dias, terá sua dívida encaminhada para o Cartório de Protesto de Título e que o cartório
negativará o seu crédito no SPC e no SERASA - A CPR deverá ser expedida até o quinto dia útil de
cada mês;

VII - Emissão de REL-CPR - Relatório, por ordem decrescente de valores, de Contribuintes com
Parcelamento em Aberto e omissos com a CPR - Carta de Comunicação de Protesto - O REL-CPR
deverá ser emitido até o décimo quinto dia útil de cada mês;

VIII - Emissão de CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de
Contribuintes Inscritos em Dívida Ativa e omissos com a CPR - Carta de Comunicação de Protesto -
A CDA deverá ser emitida até o último dia útil de cada mês;

IX - Encaminhamento da CDA - Certidão de Dívida Ativa, por ordem decrescente de valores, de


Contribuintes com Parcelamento em Aberto e omissos com a CPR - Carta de Comunicação de
Protesto, para o Cartório de Protesto de Título - A CDA deverá ser encaminhada até o décimo dia útil
de cada mês.

Art. 875. Fica o Chefe do Executivo autorizado, concedendo remissão, por se tratar de débito cujo
montante é inferior ao dos respectivos custos de cobrança;

I - A não inscrever, como Dívida Ativa, o crédito da fazenda pública municipal, de natureza tributária
e não tributária, exigível após o vencimento do prazo para pagamento, de valor consolidado igual ou
inferior a 5 (cinco) VRMs - Valores de Referências do Município;
II - A não protestar o crédito da fazenda pública municipal, de natureza tributária e não tributária,
exigível após o vencimento do prazo para pagamento, inscrito em Dívida Ativa, de valor consolidado
igual ou inferior a 50 (cinquenta) VRMs - Valores de Referências do Município;

III - A não executar o crédito da fazenda pública municipal, de natureza tributária e não tributária,
exigível após o vencimento do prazo para pagamento, inscrito em Dívida Ativa, de valor consolidado
igual ou inferior a 80 (oitenta) VRMs - Valores de Referências do Município.

Parágrafo único. Entende-se por valor consolidado o resultante da atualização do valor originário
mais os encargos e os acréscimos legais ou contratuais vencidos, até a data da apuração.

CAPÍTULO XIX
EXECUÇÃO FISCAL

Art. 876. A execução fiscal poderá ser promovida contra:

I - O devedor;

II - O fiador;

III - O espólio;

IV - A massa;

V - O responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não - tributárias, de pessoas físicas
ou jurídicas de direito privado;

VI - Os sucessores a qualquer título.

§ 1º O síndico, o comissário, o liquidante, o inventariante e o administrador, nos casos de falência,


concordata, liquidação, inventário, insolvência ou concurso de credores, se, antes de garantidos os
créditos da Fazenda Pública Municipal, alienarem ou derem em garantia quaisquer dos bens
administrados, respondem, solidariamente, pelo valor desses bens, ressalvado o disposto nesta
Legislação.

§ 2º A Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal, de qualquer natureza, aplicam-se as normas


relativas à responsabilidade prevista na legislação tributária, civil e comercial.

§ 3º Os responsáveis poderão nomear bens livres e desembaraçados do devedor, tantos quantos


bastem para pagar a dívida. Os bens dos responsáveis ficarão, porém, sujeitos à execução, se os do
devedor forem insuficientes à satisfação da dívida.

§ 4º Fica a Procuradoria Geral do Município autorizada a não ajuizar ações ou execuções fiscais de
débitos tributários e não tributários de valores consolidados iguais ou inferiores a 500 (quinhentos)
VRM. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 5º O valor consolidado a que se refere o § 4º é o resultante da atualização do respectivo débito


originário, mais os encargos e os acréscimos legais ou contratuais vencidos até a data da apuração.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 6º Na hipótese de existência de vários débitos de um mesmo devedor inferiores ao limite fixado no


§ 4º que, consolidados por identificação de inscrição cadastral na Dívida Ativa, superarem o referido
limite, deverá ser ajuizada uma única execução fiscal. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 169/2013)

§ 7º Fica ressalvada a possibilidade de propositura de ação judicial cabível nas hipóteses de valores
consolidados inferiores ao limite estabelecido no § 4º, a critério do Procurador-Geral do Município.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)
§ 8º O valor previsto no § 4º poderá ser atualizado monetariamente, a critério do Poder Executivo,
mediante ato do Procurador-Geral do Município, ouvida a Secretaria Municipal de Fazenda e
Planejamento, sempre no mês de janeiro de cada ano, de acordo com a variação, nos doze meses
imediatamente anteriores, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apurado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IPCA/IBGE, ou outro índice que venha a substituí-lo. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 9º Fica autorizada a desistência das execuções fiscais relativas aos débitos abrangidos pelo § 4º,
independentemente do pagamento de honorários advocatícios pelo devedor. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 10 Na hipótese de os débitos referidos no § 9º, relativos ao mesmo devedor, superarem, somados,


o limite fixado no § 4º, será ajuizada nova execução fiscal, observado o prazo prescricional.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 11 Excluem-se das disposições do § 9º:

I - Os débitos objeto de execuções fiscais embargadas, salvo se o executado manifestar em juízo


sua concordância com a extinção do feito sem quaisquer ônus para a Municipalidade de Corumbá;

II - Os débitos objeto de decisões judiciais já transitadas em julgado. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 169/2013)

§ 12 Ficam cancelados os débitos abrangidos pelo disposto no § 4º quando consumada a prescrição.


(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

§ 13 Não serão restituídas, no todo ou em parte, quaisquer importâncias recolhidas anteriormente à


vigência desta Lei Complementar. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 169/2013)

Art. 877. A petição inicial indicará apenas:

I - O juiz a quem é dirigida;

II - O pedido:

III - O requerimento para citação.

§ 1º A petição inicial será instruída com a Certidão da Dívida Ativa, que dela fará parte integrante,
como se estivesse transcrita.

§ 2º A petição inicial e a Certidão da Dívida Ativa poderão constituir um Único documento, preparado
inclusive por processo eletrônico.

§ 3º A produção de provas pela Fazenda Pública Municipal independe de requerimento na petição


inicial.

§ 4º O valor da causa será o da dívida constante da certidão, com os encargos legais.

Art. 878. Em garantia da execução, pelo valor da dívida, juros e multa de mora e encargos indicados
na Certidão da Dívida Ativa, o executado poderá;

I - efetuar depósito em dinheiro, a ordem do juízo, em estabelecimento oficial de crédito, que


assegure atualização monetária;

II - oferecer fiança bancária;

III - nomear bens à penhora;

IV - indicar à penhora bens oferecidos por terceiros e aceitos pela Fazenda Pública Municipal.
§ 1º O executado só poderá indicar e o terceiro oferecer bem imóvel à penhora com o consentimento
expresso do respectivo cônjuge.

§ 2º Juntar-se-á aos autos a prova do depósito, da fiança bancária ou da penhora dos bens do
executado ou de terceiros.

§ 3º A garantia da execução, por meio de depósito em dinheiro ou fiança bancária, produz os


mesmos efeitos da penhora.

§ 4º Somente o depósito em dinheiro faz cessar a responsabilidade pela atualização monetária e


juros de mora.

§ 5º A fiança bancária obedecerá às condições preestabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

§ 6º O executado poderá pagar parcela da dívida, que julgar incontroversa, e garantir a execução do
saldo devedor.

Art. 879. Não ocorrendo o pagamento, nem a garantia da execução, a penhora poderá recair em
qualquer bem do executado, exceto os que a lei declare absolutamente impenhoráveis.

Art. 880. Se, antes da decisão de primeira instância, a inscrição de Dívida Ativa for, a qualquer título,
cancelada, a execução fiscal será extinta, sem qualquer ônus para as partes.

Art. 881. A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública Municipal só é admissível em
execução, na forma da Lei Federal nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, salvo as hipóteses de
mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da
dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e
acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos.

Parágrafo único. A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste art. 881, importa em
renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto.

Art. 882. A Fazenda Pública Municipal não está sujeita ao pagamento de custas e emolumentos. A
prática dos atos judiciais de seu interesse independerá de preparo ou de prévio depósito.

Parágrafo único. Se vencida, a Fazenda Pública Municipal ressarcirá o valor das despesas feitas
pela parte contrária.

Art. 883. O processo administrativo correspondente à inscrição de Dívida Ativa, à execução fiscal ou
à ação proposta contra a Fazenda Pública Municipal será mantido na repartição competente, dele se
extraindo as cópias autenticadas ou certidões que forem requeridas pelas partes ou requisitadas pelo
juiz ou pelo Ministério Público.

Parágrafo único. Mediante requisição do juiz à repartição competente, com dia e hora previamente
marcados, poderá o processo administrativo ser exibido, na sede do juízo, pelo funcionário para esse
fim designado, lavrando o serventuário termo da ocorrência, com indicação, e for o caso, das peças a
serem trasladadas.

CAPÍTULO XX
GARANTIAS E PRIVILÉGIOS

Seção I
Disposições Gerais

Art. 884. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre determinados bens, que sejam previsto em lei,
responde pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer
origem ou natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados por
ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a data da constituição
do ônus ou da cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas que a lei declare absolutamente
impenhoráveis.

Art. 885. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública Municipal por crédito tributário regularmente
inscrito como dívida ativa em fase de execução.

Parágrafo único. O disposto neste art. 885 não se aplica na hipótese de terem sido reservados pelo
devedor bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dívida em fase de execução.

Seção II
Preferências.

Art. 886. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação
em falência, concordata, inventário ou arrolamento.

Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre pessoas jurídicas de direito
público, na seguinte ordem;

I - União;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pro rata;

III - Municípios, conjuntamente e "pro rata".

Art. 887. São encargos da massa falida, pagáveis preferencialmente a quaisquer outros e às dívidas
da massa, os créditos tributários vencidos e vincendos, exigíveis no decurso do processo de falência.

Art. 888. São pagos preferencialmente a quaisquer créditos habilitados em inventário ou


arrolamento, ou a outros encargos do monte, os créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo
do de cujus ou de seu espólio, exigíveis no decurso do processo de inventário ou arrolamento.

Art. 889. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos tributários vencidos ou
vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito privado em liquidação judicial ou voluntária,
exigíveis no decurso da liquidação.

Art. 890. Não será concedida concordata nem declarada a extinção das obrigações do falido, sem
que o requerente faça prova da quitação de todos os tributos relativos à sua atividade mercantil.

Art. 891. Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou adjudicação será proferida sem prova da
quitação de todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas.

Art. 892. O Município não celebrará contrato ou aceitará proposta em concorrência pública sem que
contratante ou proponente faça prova da quitação de todos os créditos tributários e fiscais devidos à
Fazenda Pública Municipal, relativos à atividade em cujo exercício contrata ou concorre.

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES FINAIS
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)
Art. 901. Fica instituído o Valor de Referência do Município - VRM, que terá seu valor unitário, a
partir de 1 de janeiro de 2.007, de R$ 1,00, corrigido monetariamente, pelo IPCA-E ou outro índice
que venha a substituí-lo. (Vide Decreto nº 2893/2022)

Art. 902. A concessão de moratória, anistia, isenção e imunidade não gera direito adquirido em
caráter individual e será revogada de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou
deixou de satisfazer as condições ou não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a
concessão do favor, cobrando-se, assim, os créditos devidos acrescidos de juros de mora:

I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo, fraude ou simulação do beneficiado, ou
de terceiros em benefício daquele;

II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.

§ 1º No caso do inciso I deste art. 902, o tempo decorrido entre a concessão do benefício e sua
revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito.

§ 2º No caso do inciso 11 deste art. 902, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido
direito.

Art. 903. A concessão de moratória, anistia, isenção e imunidade não dispensa o cumprimento de
obrigações acessórias.

Art. 904. Fica o Chefe do Executivo autorizado a:

I - Criar, diretamente ou em parceria com órgãos governamentais, postos de fiscalização tributária


municipal em ruas e rodovias;

II - Instituir preços e tarifas de serviços públicos, bem como pedágios municipais;

III - Celebrar convênios para:

a) a cobrança de taxas e preços públicos ser realizada por concessionários, permissionários e


autorizados de serviços públicos de água e esgoto, energia elétrica e telefonia;
b) a instituição de cadastro único entre a União, o Estado e o Município

IV - Adequar distorções que, porventura, venham a ocorrer com o lançamento do IPTU.

V - instituir campanhas e concursos, promovendo a distribuição de prêmios, mediante sorteio,


objetivando incrementar a arrecadação dos tributos municipais, desde que o gasto com a campanha
e a distribuição dos prêmios não ultrapasse 3% (três por cento) da arrecadação dos tributos
arrecadados.

Parágrafo único. A promoção e a distribuição de prêmios, de que trata o inciso V deste Art. 904, será
objeto de programa específico, regulamentado pelo Chefe do Executivo, que deverá observar a
legislação federal e a estadual pertinente à matéria.

Art. 905. A Região de Morrinhos e Porto Esperança passa a integrar a Zona de Expansão Urbana do
Município.
Art. 906. As Taxas de Expediente, de Serviços Diversos, de Licença para Aprovação e Execução de
Obras, Instalações e Urbanizações de Áreas Particulares e Laudêmio serão cobradas de acordo com
o Anexo XVIII desta Lei. (Redação dada pela Lei Complementar nº 226/2018)

Art. 907. Permanecerão em vigor:

I - As isenções:
a) de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU para os imóveis, desde que
destinados à residência própria dos ex-integrantes da FEB - Força Expedicionária Brasileira que
lutaram, ativamente, nos campos de batalha da Itália, bem como suas viúvas;
b) da Taxa de Fiscalização de Localização, de Instalação e de Funcionamento de Estabelecimento -
TFL para:

1 - as associações de classe, associações culturais, associações religiosas, associações de bairro,


associações beneficentes, entidades filantrópicas, entidades assistenciais, clubes desportivos,
orfanatos, asilos e creches, desde que legalmente constituídos e declarados de utilidade pública por
lei municipal;
2 - os cegos, mutilados, excepcionais, inválidos e os incapazes permanentemente, pelo exercício de
pequeno comércio, arte ou ofício.

c) da Taxa de Fiscalização de Atividade Ambulante, Eventual e Feirante - TFE para:

1 - os cegos surdos e mutilados que exercerem comércio eventual ou ambulante;


2 - os engraxates ambulantes;

d) de todas as Taxas de Serviços Públicos Específicos e Divisíveis para os imóveis edificados, que
sejam beneficiados pela isenção na cobrança do IPTU.

II - A DMS - Declaração Mensal de Serviços, a Lei Complementar Municipal nº 97, de agosto de 2006
e os Decretos Executivos Nº 216, de 4 de outubro de 2.006 e Nº 225, de 6 de novembro de 2006,
bem como a Resolução SERGES Nº 60, de 6 de novembro de 2006;

a) A Declaração Mensal de Serviços (DMS); (Redação acrescida pela Lei Complementar


nº 114/2007)
b) O Decreto nº 216, de 04 de outubro de 2006;(Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 114/2007)
c) O Decreto nº 217, de 04 de outubro de 2006. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 114/2007)
d) O Decreto nº 225, de 06 de novembro de 2006; (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 114/2007)
e) A Resolução SERGES nº 60, de 06 de novembro de 2006; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 114/2007)
f) A Resolução SEMFAD nº 02, de 10 de agosto de 2007 (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 114/2007)

(Revogado pela Lei Complementar nº 114/2007)

§ 1º A isenção prevista na alínea "c" do inciso I deste art. 907 não alcança os vendedores
ambulantes de firmas ou empresas.

§ 2º As isenções ficam condicionadas ao seu reconhecimento pelo órgão público municipal


competente, na forma estabelecida pelo Chefe do Executivo.

Art. 908. Considera-se o imóvel como PHC - Patrimônio Histórico Cultural, para fins de redução do
valor do IPTU, aquele que, através do seu proprietário ou procurador legal, requerer o cadastramento
do imóvel como UIP - Unidade de Interesse de Preservação.

Parágrafo único. A área de interesse de preservação, a ser objeto de cálculo para concessão do
incentivo fiscal, de que trata esta Lei, é aquela que compreende a edificação de valor histórico-
cultural e a sua área de influência.

Art. 909. Será designada uma Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural - CAPC, para avaliação
dos imóveis de interesse de preservação, segundo os critérios estabelecidos em regulamento,
obedecendo aos seguintes parâmetros:

I - Condições de preservação, manutenção e restauração do imóvel;


II - Condições de uso e ocupação do imóvel.

Parágrafo único. Os imóveis que se encontrar em situação irregular perante as posturas municipais,
não terão direito ao incentivo fiscal de que trata esta Lei.

Art. 910. Para os imóveis considerados como Patrimônio Histórico Cultural, em relação,
exclusivamente, à área de interesse de preservação, poderá ser concedida redução de IPTU -
Imposto Predial e Territorial Urbano:

I - Para imóveis que apresentarem excelente estado de conservação, até 90% (noventa por cento);

II - Para imóveis que apresentarem bom estado de conservação, até 60% (sessenta por cento);

III - Para imóveis que apresentarem razoável estado de conservação, até 30% (trinta por cento).

Parágrafo único. A concessão para os imóveis que sejam enquadrados no inciso III deste artigo será
reavaliada após 2 (dois) anos e, se não tiverem sido realizadas as obras e melhorias necessárias, a
redução do imposto será cancelada.

Art. 911. Segundo os critérios especificados no art. 910, a avaliação dos imóveis indicará que:

I - Imóveis em excelente estado de conservação são aqueles que apresentam as características


arquitetônicas internas e externas e as técnicas construtivas, predominantemente, originais e em
perfeito estado, que têm garantida a sua segurança, estabilidade e integridade, e apresentam uso
compatível com seu valor histórico-cultural;

II - Imóveis em bom estado de conservação são aqueles que atendem aos parâmetros definidos no
inciso I deste art. 911, porém sofreram intervenções que alteraram seus espaços internos ou que
alteraram as técnicas construtivas originais no interior do edifício;

III - Imóveis em razoável estado de conservação são aqueles cujo uso e compatível com seu valor
histórico-cultural, cujas condições d6 segurança, estabilidade e integridade estão garantidas, que
mantém as características arquitetônicas e construtivas externas originais, mas que necessitam de
serviços de conservação para enquadrarem-se nos incisos I e II deste art. 911;

IV - Imóveis em estado precário de conservação, descaracterizados ou em ruínas são aqueles que


não apresentam condições mínimas de segurança, estabilidade e integridade, cujas características
arquitetônicas e construtivas externas originais tenham sido descaracterizadas, que apresentam uso
incompatível com o seu valor histórico-cultural, ou que estejam em minas.

Parágrafo único. Os imóveis que sejam enquadrados no inciso IV deste art. 911 serão notificados
pela Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural - CAPC e reavaliados após 1 (um) ano, se não
tiverem sido realizadas as obras e melhorias necessárias, o Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbano - IPTU desses imóveis terá alíquota de 1,05% (um vírgula cinco por cento) do VII -
Valor Venal do Imóvel.

Art. 912. A Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural - CAPC poderá, quando julgar necessário,
solicitar a apresentação de laudos que atestem as condições de segurança, integridade, uso e
ocupação do imóvel.

Art. 913. Para fins de conversão, a Unidade Padrão Fiscal do Município (UPF), contida na Legislação
Municipal, passa a equivaler a 9,0 (nove) VRM - Valor de Referência Municipal.

Art. 914. Fica o Poder Executivo autorizado a converter automaticamente todos os valores referentes
aos tributos, preços públicos e as tarifas atualmente cobradas em reais, para VRM - Valor de
Referência do Município.
Art. 915. Os sujeitos e os objetos enquadrados no benefício constitucional da imunidade tributária,
que não são atingidos pelos impostos, serão alcançados pelas taxas municipais.

CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
(Revogado pela Lei Complementar nº 113/2007)

Art. 917. A partir de 1º de maio de 2007, ficam sem Validade, sendo vedado a sua utilização, os
documentos fiscais confeccionados há mais de 24 (vinte e quatro) meses, bem como aqueles que
venham a completar este prazo de confecção, à medida da data de seu respectivo alcance.

§ 1º O prazo de 24 (vinte e quatro) meses se d contado a partir da data da AI-NF constante de forma
impressa no documento fiscal, sendo que após o encerramento do mesmo, os documentos fiscais,
ainda não utilizados, serão cancelados na forma prevista nesta Lei.

§ 2º As situações excepcionais decorrentes da aplicação do disposto no caput deste art. 917 serão
resolvidas, através de Portaria, pelo responsável pela Fazenda Pública Municipal.

Art. 917-A Enquanto não for criado o Departamento de Instrução, Consulta e Julgamento (DICJ) e o
Conselho Municipal de Recursos Fiscais (CMRF), a competência para julgamento em primeira
instância, na esfera administrativa, será do titular da Gerência de Administração Tributária e em
segunda e última instância será do titular da Secretaria Municipal de Finanças e Administração.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 114/2007)

Art. 918. Ressalvadas as exceções previstas nesta Lei Complementar, está revogada toda a
Legislação Tributária Municipal e, em especial, as Leis Complementares Municipais Nº 39, de 1º de
maio de 2000, Nº 60, de 28 de dezembro de 2002, Nº 69, de 23 de dezembro de 2.003 e Nº 97, de 2
de agosto de 2006.

Art. 919. Esta Lei Complementar, ressalvadas as situações em que a noventena é aplicável, entrará
em vigor em 1º de janeiro de 2007.

Corumbá (MS), 22 de dezembro de 2007.

RUITER CUNHA DE OLIVEIRA


Prefeito Municipal

1.4.5 - O Fc - O Fator de Conservação leva em conta, dentro da avaliação da construção, a condição


de conservação em que o imóvel se encontra.

1.4.6 - FATOR DE CONSERVAÇÃO (Fc)

Conservação Fator

Nova 1,00

Boa 0,90

Regular 0,85

Precária 0,60

Em ruína 0,50

1.4.7 - O Fp - O Fator de Piscina, caso exista piscina no imóvel, estabelece índices de ajuste no valor
venal da construção de acordo com o tamanho em metros quadrados da piscina existente.
1.4.8 - FATOR DE PISCINA (Fp)

Área Fator

Sem 1,00

Área á 12 m² 1,02

12 < área á 16 m² 1,03

16 < área á 20 m² 1,04

20 < área á 24 m² 1,05

24 < área á 28 m² 1,06

28 < área á 32 m² 1,07

32 < área á 36 m² 1,08

1.4.9 - O Fo - Fator de Obsolescência estabelece relação entre os valores atuais da construção e a


sua depreciação em relação à idade da edificação.

1.4.10 - A idade da construção, para aplicação do Fo - Fator de Obsolescência, corresponderá à


diferença entre o exercício anterior àquele ao qual se refere o lançamento tributário e o ano do
término da construção, ou, quando anterior, o de sua efetiva ocupação.

1.4.11 - Em se tratando de ampliação de área construída, reconstrução ou reforma, a idade da


edificação será contada a partir da data do término da modificação, desde que:

a) Nos casos de ampliação, a área acrescida (área edificada ou área coberta) não seja superior 40%
(quarenta por cento) da área anterior;
b) Nos casos de reconstrução ou reforma, não implique em demolição de paredes interna ou
externas, nos casos omissos será definido pela Comissão de Avaliação da Prefeitura Municipal de
Corumbá.

1.4.12 - O Executivo Municipal irá considerar a idade média, para todos os imóveis, de 06 (seis)
anos. Ficando, o proprietário ou responsável pelo imóvel, obrigado a requerer, através de
documentação comprobatória, para inserção no Cadastro Municipal, a real idade do imóvel.

1.4.13 - FATOR DE OBSOLÊNCIA (Fo)


Idade Fator
1 ano 1,00
2 anos 0,99
3 anos 0,98
4 anos 0,97
5 anos 0,96
1.5 - ALÍQUOTAS DE IPTU - IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL
URBANA PARA IMÓVEIS EDIFICADOS OU CONSTRUÍDOS
1.5.1 - As Alíquotas do IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano, para os imóveis edificados ou
construídos, serão progressivas em razão do WC - Valor Venal da Construção e fracionadas por
faixas.

1.5.2 - TABELA DE ALÍQUOTAS DE IPTU - IMPOSTO SOBRE A


PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA PARA IMÓVEIS
EDIFICADOS OU CONSTRUÍDOS
WC - Valor Venal da Construção Alíquota
Até R$ 18.000,00 0,00%
Acima de R$ 18.000,01 1,00%

1.5.3 - Para os imóveis edificados do tipo residencial, com tipo de ocupação residencial ou
residencial e comercial, possam usufruir da alíquota de 0,00% (zero vírgula zero por cento),
estabelecida na primeira faixa da Tabela de Alíquotas de IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial
e Territorial Urbana, além de terem seu WC - Valor Venal de Construção até R$ 18.000,00 (dezoito
mil reais), os proprietário deverão ter um único imóvel (uma única inscrição cadastral) e Sua
construção possuir um padrão de acabamento do tipo precário, popular baixo, popular alto e padrão
baixo.

1.5.4 - Para os proprietários com mais de um imóvel ou um imóvel edificado, de WC - Valor Venal de
Construção acima de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), terão alíquota de 1,00% (um por cento).

ANEXO II

LS - LISTA DE SERVIÇOS

1 - Serviços de informática e congêneres.

1.01 - Análise e desenvolvimento de sistemas.

1.02 - Programação.

1.03 - Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos, páginas


eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

1.04 - Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos,


independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado,
incluindo tablets, smartphones e congêneres. (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

1.05 - Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.

1.06 - Assessoria e consultoria em informática.

1.07 - Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de


programas de computação e bancos de dados.

1.08 - Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.

1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por
meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de
conteúdos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei nº 12.485, de
12 de setembro de 2011, sujeita ao ICMS). (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 209/2017)

2 - Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.


2.01 - Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.

3 - Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.

3.01 - Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.

3.02 - Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands, quadras
esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de diversões, canchas e
congêneres, para realização de eventos ou negócios de qualquer natureza.

3.03 - Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado


ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.

3.04 - Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.

4 - Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.

4.01 - Medicina e biomedicina.

4.02 - Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia, ultrassonografia,


ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.

4.03 - Hospitais, clinicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos-socorros,


ambulatórios e congêneres.

4.04 - Instrumentação cirúrgica.

4.05 - Acupuntura.

4.06 - Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.

4.07 - Serviços farmacêuticos.

4.08 - Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.

4.09 - Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e mental.

4.10 - Nutrição.

4.11 - Obstetrícia.

4.12 - Odontologia.

4.13 - Ortóptica.

4.14 - Próteses sob encomenda.

4.15 - Psicanálise.

4.16 - Psicologia.

4.17 - Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.

4.18 - Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.

4.19 - Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.

4.20 - Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.
4.21 - Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.

4.22 - Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação de assistência médica,
hospitalar, odontológica e congêneres.

4.23 - Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de terceiros contratados,
credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo operador do plano mediante indicação do
beneficiário.

5 - Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.

5.01 - Medicina veterinária e zootecnia.

5.02 - Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-socorros e congêneres, na área veterinária.

5.03 - Laboratórios de análise na área veterinária.

5.04 - inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.

5.05 - Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.

5.06 - Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.

5.07 - Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.

5.08 - Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e congêneres.

5.09 - Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.

6 - Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.

6.01 - Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.

6.02 - Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.

6.03 - Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.

6.04 - Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais atividades físicas.

6.05 - Centros de emagrecimento, spa e congêneres.

6.06 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 209/2017)

7 - Serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção civil, manutenção,


limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.

7.01 - Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo, paisagismo e


congêneres.

7.02 - Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil,


hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços,
escavação, drenagem e inigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e
montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas
pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

7.03 - Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos organizacionais e outros,


relacionados com obras e serviços de engenharia; elaboração de anteprojetos, projetos básicos e
projetos executivos para trabalhos de engenharia.
7.04 - Demolição.

7.05 - Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres (exceto
o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação
dos serviços, que fica sujeito ao (CMS).

7.06 - Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, revestimentos de parede,


vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres, com material fornecido pelo tomador do serviço.

7.07 - Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres.

7.08 - Calafetação.

7.09 - Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e destinação final
de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer.

7.10 - Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis, chaminés,


piscinas, parques, jardins e congêneres.

7.11 - Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores.

7.12 - Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e


biológicos.

7.13 - Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização, desratização,


pulverização e congêneres.

7.14 - Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem,


colheita, corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços
congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e
por quaisquer meios. (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

7.15 - Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres.

7.16 - Limpeza e dragagem de rios, portos, canais, baías, lagos, lagoas, represas, açudes e
congêneres.

7.17 - Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia, arquitetura e


urbanismo.

7.18 - Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento, levantamentos


topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos, geológicos, geofísicos e congêneres.

7.19 - Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, testemunhagem,


pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a exploração e explotação de petróleo, gás
natural e de outros recursos minerais.

7.20 - Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres.

8 - Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução, treinamento e


avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza.

8.01 - Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior.

8.02 - Instrução, treinamento, orientação pedagógica e educacional, avaliação de conhecimentos de


qualquer natureza.

9 - Serviços relativos a hospedagem, turismo, viagens e congêneres.


9.01 - Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-hotéis,
hotéis residência, residence-service, suíte service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres;
ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando
incluído no preço da diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).

9.02 - Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas de turismo,


passeios, viagens, excursões, hospedagens e congêneres.

9.03 - Guias de turismo.

10 - Serviços de intermediação e congêneres.

10.01 - Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros, de cartões de crédito,


de planos de saúde e de planos de previdência privada.

10.02 - Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral, valores mobiliários e


contratos quaisquer.

10.03 - Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial, artística ou


literária.

10.04 - Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de arrendamento mercantil


(leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring).

10.05 - Agenciamento, corretagem ou intermediação de bens móveis ou imóveis, não abrangidos em


outros itens ou subitens, inclusive aqueles realizados no âmbito de Bolsas de Mercadorias e Futuros,
por quaisquer meios.

10.06 - Agenciamento marítimo.

10.07 - Agenciamento de notícias.

10.08 - Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o agenciamento de veiculação por


quaisquer meios.

10.09 - Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.

10.10 - Distribuição de bens de terceiros.

11 - Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.

11.01 - Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de


embarcações.

11.02 - Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes. (Redação dada


pela Lei Complementar nº 209/2017)

11.03 - Escolta, inclusive de veículos e cargas.

11.04 - Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de qualquer


espécie.

12 - Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.

12.01 - Espetáculos teatrais.

12.02 - Exibições cinematográficas.


12.03 - Espetáculos circenses.

12.04 - Programas de auditório.

12.05 - Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.

12.06 - Boates, taxi-dancing e congêneres.

12.07 - Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.

12.08 - Feiras, exposições, congressos e congêneres.

12.09 - Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.

12.10 - Corridas e competições de animais.

12.11 - Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação do


espectador.

12.12 - Execução de música.

12.13 - Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos, espetáculos, entrevistas, shows,
ballet, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.

12.14 - Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante transmissão por
qualquer processo.

12.15 - Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e congêneres.

12.16 - Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, concertos, desfiles, óperas,
competições esportivas, de destreza intelectual ou congêneres.

12.17 - Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza.

13 - Serviços relativos à fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.

13.01 - Fonografia ou gravação de sons, Inclusive trucagem, dublagem, mixagem e congêneres.

13.02 - Fotografia e cinematografia, Inclusive revelação, ampliação, cópia, reprodução, trucagem e


congêneres.

13.03 - Reprografia, microfilmagem e digitalização.

13.04 - Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria,


zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização
ou industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser
objeto de posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e
manuais técnicos e de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 209/2017)

14 - Serviços relativos a bens de terceiros.

14.01 - Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem,
manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores
ou de qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).

14.02 - Assistência técnica.


14.03 - Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao
ICMS).

14.04 - Recauchutagem ou regeneração de pneus.

14.05 - Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem,


secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento,
polimento e congêneres de objetos quaisquer. (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

14.06 - Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem


industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido.

14.07 - Colocação de molduras e congêneres.

14.08 - Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.

14.09 - Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento.

14.10 - Tinturaria e lavanderia.

14.11 - Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.

14.12 - Funilaria e lantemagem.

14.13 - Carpintaria e serralheria.

14.14 - Guincho intramunicipal, guindaste e içamento. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 209/2017)

15 - Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles prestados por


instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por quem de direito.

15.01 - Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito e


congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.

15.02 - Abertura de contas em geral, inclusive conta corrente, conta de investimentos e aplicação e
caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das referidas contas ativas
e inativas.

15.03 - Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de terminais de


atendimento e de bens e equipamentos em geral.

15.04 - Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de idoneidade, atestado


de capacidade financeira e congêneres.

15.05 - Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres, inclusão ou


exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos - CCF ou em quaisquer outros bancos
cadastrais.

15.06 - Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em geral; abono


de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores: comunicação com outra agência ou com
a administração central; licenciamento eletrônico de veículos; transferência de veículos:
agenciamento fiduciário ou depositário; devolução de bens em custódia.

15.07 - Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral, por qualquer meio ou
processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e telex, acesso a terminais de atendimento,
inclusive vinte e quatro horas; acesso a outro banco e a rede compartilhada; fornecimento de saldo,
extrato e demais informações relativas a contas em geral, por qualquer meio ou processo.
15.08 - Emissão, reemissão, alterado, cessão, substituição, cancelamento e registro de contrato de
crédito; estudo, análise e avaliação de operações de crédito; emissão, concessão, alteração ou
contratação de aval, fiança, anuência e congêneres; serviços relativos a abertura de crédito, para
quaisquer fins.

15.09 - Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos e


obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais
serviços relacionados ao arrendamento mercantil (leasing).

15.10 - Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em geral, de títulos


quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os
efetuados por meio eletrônico, automático ou por máquinas de atendimento; fornecimento de posição
de cobrança, recebimento ou pagamento; emissão de carnês, fichas de compensação, impressos e
documentos em gerai.

15.11 - Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto, manutenção de títulos,


reapresentação de títulos, e demais serviços a eles relacionados.

15.12 - Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.

15.13 - Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição, alteração, prorrogação,


cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro de exportação ou de crédito;
cobrança ou depósito no exterior; emissão, fornecimento e cancelamento de cheques de viagem;
fornecimento, transferência, cancelamento e demais serviços relativos a carta de crédito de
importação, exportação e garantias recebidas; envio e recebimento de mensagens em geral
relacionadas a operações de câmbio.

15.14 - Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de cartão magnético, cartão de


crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres.

15.15 - Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados a depósito, inclusive


depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por qualquer meio ou processo, inclusive em
terminais eletrônicos e de atendimento.

15.16 - Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de ordens de pagamento,


ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou processo; serviços relacionados à transferência
de valores, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive entre contas em geral.

15.17 - Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e oposição de cheques


quaisquer, avulso ou por talão.

15.18 - Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de imóvel ou obra, análise
técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferência e renegociação de contrato, emissão
e reemissão do termo de quitação e demais serviços relacionados a crédito imobiliário.

16 - Serviços de transporte de natureza municipal.

16.01 - Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de


passageiros. (Redação dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 209/2017)

17 - Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres.

17.01 - Assessoria ou consultoria de qualquer natureza, não contida em outros Itens desta lista;
análise, exame, pesquisa, coleta, compilação e fornecimento de dados e informações de qualquer
natureza, Inclusive cadastro e similares.
17.02 - Datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria em geral, resposta audível,
redação, edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e infra - estrutura administrativa e
congêneres.

17.03 - Planejamento, coordenação, programação ou organização técnica, financeira ou


administrativa.

17.04 - Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.

17.05 - Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive de empregados ou


trabalhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo prestador de serviço.

17.06 - Propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas, planejamento de campanhas ou


sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e demais materiais publicitários.

17.07 - Franquia (franchising).

17.08 - Perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas.

17.09 - Planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e congêneres.

17.10 - Organização de festas e recepções: bufê (exceto o fornecimento de alimentação e bebidas,


que fica sujeito ao ICMS).

17.11 - Administração em geral, inclusive de bens e negócios de terceiros.

17.12 - Leilão e congêneres.

17.13 - Advocacia.

17.14 - Arbitragem de qualquer espécie, inclusive jurídica.

17.15 - Auditoria.

17.16 - Análise de Organização e Métodos.

17.17 - Atuária e cálculos técnicos de qualquer natureza.

17.18 - Contabilidade, inclusive serviços técnicos e auxiliares.

17.19 - Consultoria e assessoria econômica ou financeira.

17.20 - Estatística.

17.21 - Cobrança em geral.

17.22 - Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro, seleção, gerenciamento de


informações, administração de contas a receber ou a pagar e em geral, relacionados a operações de
faturização (factorlng).

17.23 - Apresentação de palestras, conferências, seminários e congêneres.

17.24 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer


meio (exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e
de sons e imagens de recepção livre e gratuita). (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 209/2017)
18 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e avaliação de
riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos seguráveis e
congêneres.

18.01 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e avaliação


de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos seguráveis e
congêneres.

19 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões, pules
ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e
congêneres.

19.01 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões,
pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive OS decorrentes de títulos de capitalização e
congêneres.

20 - Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários, ferroviários e


metroviários.

20.01 - Serviços portuários, ferroportuários, utilização de porto, movimentação de passageiros,


reboque de embarcações, rebocador escoteiro, atracação, desatracação, serviços de praticagem,
capatazia, armazenagem de qualquer natureza, serviços acessórios, movimentação de mercadorias,
serviços de apoio marítimo, de movimentação ao largo, serviços de armadores, estiva, conferência,
logística e congêneres.

20.02 - Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto, movimentação de passageiros,


armazenagem de qualquer natureza, capatazia, movimentação de aeronaves, serviços de apoio
aeroportuários, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, logística e congêneres.

20.03 - Serviços de terminais rodoviários, ferroviários, metroviários, movimentação de passageiros,


mercadorias, inclusive suas operações, logística e congêneres.

21 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.

21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.

22 - Serviços de exploração de rodovia.

22.01 - Serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos usuários,
envolvendo execução de serviços de conservação, manutenção, melhoramentos para adequação de
capacidade e segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuários e outros
serviços definidos em contratos, atos de concessão ou de permissão ou em normas oficiais.

23 - Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.

23.01 - Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.

24 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners, adesivos e


congêneres.

24.01 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners, adesivos
e congêneres.

25 - Serviços funerários.

25.01 - Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna ou esquifes; aluguel de capela; transporte do
corpo cadavérico; fornecimento de flores, coroas e outros paramentos; desembaraço de certidão de
óbito; fornecimento de véu, essa e outros adornos; embalsamento, embelezamento, conservação ou
restauração de cadáveres.
25.02 - Translado intramunicipal e cremação de corpos e partes de corpos cadavéricos. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 209/2017)

25.03 - Planos ou convênio funerários.

25.04 - Manutenção e conservação de jazigos e cemitérios.

25.05 - Cessão de uso de espaços em cemitérios para sepultamento. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 209/2017)

26 - Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos, objetos, bens ou


valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e congêneres.

26.01 - Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos, objetos, bens ou


valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e congêneres.

27 - Serviços de assistência social.

27.01 - Serviços de assistência social.

28 - Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.

28.01 - Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.

29 - Serviços de biblioteconomia.

29.01 - Serviços de biblioteconomia.

30 - Serviços de biologia, biotecnologia e química.

30.01 - Serviços de biologia, biotecnologia e química.

31 - Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, telecomunicações e


congêneres.

31.01 - Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, telecomunicações e


congêneres.

32 - Serviços de desenhos técnicos.

32.01 - Serviços de desenhos técnicos.

33 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.

33.01 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.

34 - Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.

34.01 - Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.

35 - Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.

35.01 - Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.

36 - Serviços de meteorologia.

36.01 - Serviços de meteorologia.


37 - Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.

37.01 - Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.

38 - Serviços de museologia.

38.01 - Serviços de museologia.

39 - Serviços de ourivesaria e lapidação.

39.01 - Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido pelo tomador do
serviço).

40 - Serviços relativos a obras de arte sob encomenda.

40.01 - Obras de arte sob encomenda.

ANEXO IX

TABELA - TFO

TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE OBRA PARTICULAR E PARCELAMENTO DO SOLO


PADRÃO DE ACABAMENTO DA CONSTRUÇÃO VRM
Precário 0,00
Popular baixo 30,00
Popular alto 40,00
Baixo 50,00
Normal 70,00
Alto 100,00
Loteamentos, desmembramento ou remembramento, por metro quadrado de área do
0,05
projeto

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