UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN
FACULDADE DE DIREITO– FAD
DEPARTAMENTO DE DIREITO – DED
ANA PAULA COELHO COSTA DE SOUZA
GIOVANA SIMÃO DAMASCENO CABRAL
HIARLEY DE FREITAS FERREIRA
JADE PIEROTE CORDEIRO
JOSÉ EDUARDO SANTOS DE MEDEIROS
RELATÓRIO SOMBRA SOBRE O ESTADO DO MEIO AMBIENTE NO RIO
GRANDE DO NORTE: AVALIAÇÃO CRÍTICA EM RELAÇÃO AO ODS 15 DA
AGENDA 2030
Promovendo a Conservação da Vida Terrestre e a Sustentabilidade Ambiental no Estado
Potiguar
MOSSORÓ-RN
2024
RELATÓRIO SOMBRA SOBRE O ESTADO DO MEIO AMBIENTE NO RIO
GRANDE DO NORTE: AVALIAÇÃO CRÍTICA EM RELAÇÃO AO ODS 15 DA
AGENDA 2030
Promovendo a Conservação da Vida Terrestre e a Sustentabilidade Ambiental no Estado
Potiguar
Shadow report anexada ao componente curricular de
Ciências Política e Teoria do Estado da Faculdade de
Direito (FAD) da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte, como pré-requisito para a parte II
da 1ª avaliação.
Professora: Veruska Sayonara de Góis.
MOSSORÓ-RN
2024
Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 4
2. METODOLOGIA ................................................................................................................ 5
2.1. DESENHO DA PESQUISA .......................................................................................... 5
2.2. PROCEDIMENTOS ..................................................................................................... 6
2.2.1. COLETA DE DADOS ........................................................................................... 6
2.2.2. TRIAGEM E ORGANIZAÇÃO DOS DADOS ..................................................... 6
2.3. ANÁLISE DE DADOS ................................................................................................. 6
2.3.1. ANÁLISE QUALITATIVA ................................................................................... 6
2.3.2. ANÁLISE QUANTITATIVA ................................................................................ 6
2.3.3. ANÁLISE PONDERADA...................................................................................... 6
3. CONTEXTUALIZAÇÃO .................................................................................................... 7
3.1. DIVERSIDADE BIOLÓGICA E ECOSSISTEMAS PREDOMINANTES........................ 7
3.2. DESAFIOS ENFRENTADOS ........................................................................................... 8
3.3. INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL .......................................................................... 8
5. LINHA DO TEMPO .......................................................................................................... 10
6. ANÁLISE CRÍTICA .......................................................................................................... 11
6.1. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NO RIO
GRANDE DO NORTE: OBSTÁCULOS E ESTRATÉGIAS INTEGRADAS ........................ 11
6.2. DESAFIOS ...................................................................................................................... 15
6.3. OPORTUNIDADES ........................................................................................................ 18
7. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 20
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 21
9. ANEXOS .................................................................................................................................. 23
4
1. INTRODUÇÃO
Em um contexto em que a preocupação ambiental ganha proeminência na consciência
coletiva, instigando uma exigência crescente por transparência e responsabilidade por parte das
organizações, estas se veem compelidas a disponibilizar informações pormenorizadas acerca
de suas práticas e impactos ambientais. Diante dessa conjuntura, tanto a comunidade científica
quanto a sociedade civil têm-se mobilizado ativamente com o propósito de fomentar
aprimoramentos na transparência empresarial no que tange à evidenciação de suas interações
com o meio ambiente.
Em 2015, por meio de um acordo firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das
Nações Unidas - ONU, criou-se o documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030
para o Desenvolvimento Sustentável” (A/70/L.1). Esse plano global reúne 17 objetivos de
desenvolvimento sustentável e 169 metas, com a finalidade de erradicar a pobreza e promover
vida digna a todos, dentro das condições que o planeta oferece e sem comprometer a qualidade
de vida das próximas gerações, (Ecam, 2020).
Nessa conjuntura, através desses 17 objetivos, esse documento norteia as ações dos Estados-
membros durante o período de 2016 a 2030, para que as soberanias consigam realizar os acordos
até o fim do tratado. Dentre eles, o OBS 15 o qual estabelece como meta a proteção, a
recuperação e a promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres, além da administração
sustentável das florestas, (Ecam, 2020).
O presente relatório sombra tem por objetivo promover uma investigação e análise da
conjuntura ambiental no estado do Rio Grande do Norte, com um enfoque particular na sua
correlação com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 15 da Agenda 2030
das Nações Unidas, concernente à Vida Terrestre. Este documento emerge da imperatividade
de complementar e monitorar as informações oficiais divulgadas pelo governo estadual no que
concerne ao meio ambiente, identificando lacunas, incongruências e áreas passíveis de
aprimoramento.
A motivação subjacente a este relatório reside na urgência de fomentar a preservação e a
gestão sustentável dos ecossistemas terrestres no estado, diante dos desafios ambientais
prementes, que englobam questões como desertificação, desmatamento, perda de
biodiversidade, degradação dos solos e queimadas. O escopo deste documento engloba uma
5
análise crítica da situação ambiental, visando discernir tanto os progressos quanto às lacunas na
salvaguarda da vida terrestre no Rio Grande do Norte.
Nesse contexto, a Política Nacional de Meio Ambiente, delineada pela Lei nº 6.938 de 1981,
tem como desiderato primordial assegurar a preservação ambiental, estabelecendo um regime
de responsabilidade compartilhada entre os diversos segmentos da sociedade. Ao longo dos
anos, tem-se verificado uma gradual integração da preocupação ambiental com a política de
desenvolvimento nacional, visando a alinhar variados setores da administração pública ao
paradigma do desenvolvimento sustentável, (IBGE, 2021).
A pesquisa Estadic, iniciada em 2013 e atualmente em sua terceira edição referente a 2017,
desempenha um papel de destaque ao fornecer dados estatísticos detalhados acerca da gestão
pública estadual do meio ambiente. Tal empreendimento possibilita à sociedade monitorar com
acuidade a evolução das políticas e práticas ambientais ao longo da última década, permitindo
uma avaliação criteriosa dos avanços, desafios e áreas carentes de intervenção prioritária.
(IBGE, 2021)
Por meio desta análise, deseja-se prover discernimentos pertinentes para embasar políticas
públicas mais eficazes, ademais, promover a conscientização e a mobilização da sociedade
civil, organizações não governamentais e outras partes interessadas, com vistas a promover a
sustentabilidade ambiental e atingir os objetivos estipulados na Agenda 2030.
2. METODOLOGIA
A metodologia empregada na concepção deste relatório foi elaborada através de uma série
de etapas, com o propósito de assegurar a solidez e a confiabilidade dos dados apresentados. As
etapas metodológicas centrais englobaram:
2.1. DESENHO DA PESQUISA
Este estudo adotou uma abordagem de pesquisa mista, desse modo, o delineamento
específico dentro deste paradigma foi um estudo de caso, focalizando no estado do Rio Grande
do Norte como unidade de análise. Tal escolha propiciou uma investigação meticulosa e
contextualizada da condição do meio ambiente, com especial ênfase na preservação da
biodiversidade terrestre e na sustentabilidade ambiental.
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2.2. PROCEDIMENTOS
2.2.1. COLETA DE DADOS
Inicialmente, realizou-se um levantamento bibliográfico extensivo, abrangendo fontes
primárias e secundárias, incluindo relatórios governamentais, estudos acadêmicos, documentos
oficiais e notícias da imprensa local. Ademais, os documentos oficiais, como relatórios do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Desenvolvimento
Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), e da Secretaria de Estado do Planejamento, do
Orçamento e Gestão (SEPLAN), foram minuciosamente analisados para identificar dados
relevantes sobre a biodiversidade, ecossistemas terrestres, e políticas ambientais no estado.
2.2.2. TRIAGEM E ORGANIZAÇÃO DOS DADOS
Os dados coletados foram submetidos a um processo de triagem e organização meticuloso,
categorizados de acordo com as temáticas pertinentes, abarcando biodiversidade, ecossistemas
terrestres, políticas ambientais e impactos das atividades humanas sobre o meio ambiente.
2.3. ANÁLISE DE DADOS
2.3.1. ANÁLISE QUALITATIVA
Os dados qualitativos foram analisados mediante uma análise de conteúdo, com o intuito de
identificar padrões discursivos, opiniões e percepções atinentes à preservação da vida terrestre
e à sustentabilidade ambiental no contexto do Rio Grande do Norte. Esta análise facultou uma
compreensão mais profunda das questões e desafios enfrentados no âmbito ambiental do estado.
2.3.2. ANÁLISE QUANTITATIVA
Os dados quantitativos foram submetidos a análises estatísticas descritivas, por intermédio
de gráficos do Mapbiomas, a fim de caracterizar e quantificar variáveis pertinentes, como
índices de desmatamento, taxas de perda de biodiversidade e tendências de degradação
ambiental. Esta análise proporcionou uma avaliação objetiva e mensurável da situação
ambiental no Rio Grande do Norte.
2.3.3. ANÁLISE PONDERADA
7
Os dados coletados foram submetidos a uma análise crítica detalhada, com o objetivo de
identificar lacunas, inconsistências, desafios e oportunidades relacionadas à promoção da
conservação da vida terrestre e à sustentabilidade ambiental no Rio Grande do Norte.
3. CONTEXTUALIZAÇÃO
O presente Shadow Report oferece uma análise crítica da situação ambiental do estado do
Rio Grande do Norte em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número
15 da Agenda 2030. Este ODS tem como foco a promoção da conservação da vida terrestre e
da sustentabilidade ambiental. O documento busca destacar os desafios e oportunidades que o
estado enfrenta no que diz respeito à proteção de seus ecossistemas terrestres, bem como avaliar
as políticas e ações implementadas para alcançar as metas estabelecidas pela ONU nessa área
específica.
3.1. DIVERSIDADE BIOLÓGICA E ECOSSISTEMAS PREDOMINANTES
A diversidade biológica no estado do Rio Grande do Norte é notável, manifestando-se por
meio de uma riqueza exuberante de seres vivos, tanto na flora quanto na fauna. De acordo com
a pesquisa conduzida por Moraes e Moura (2014), a região exibe uma amalgama de
ecossistemas costeiros, florestais, caatingas e áreas de transição.
Nesse sentido, o território potiguar abriga uma gama de ecossistemas distintos, entre os quais
desponta a Caatinga como bioma preponderante, caracterizado por uma vegetação adaptada às
condições áridas, compreendendo cactáceas e árvores resilientes. As matas de mangue e as
zonas litorâneas ao longo da costa desempenham um papel fundamental na salvaguarda das
áreas costeiras e na preservação do habitat marinho.
Ademais, resquícios da Mata Atlântica podem ser encontrados em determinadas porções do
litoral, notabilizando-se pela diversidade de sua flora e fauna. O litoral potiguar, dotado de uma
diversidade de ecossistemas costeiros como dunas, praias e falésias, assume um caráter
essencial para a biodiversidade marinha e para o turismo local.
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3.2. DESAFIOS ENFRENTADOS
Os ecossistemas naturais do estado do Rio Grande do Norte enfrentam uma série de desafios
de magnitude considerável, incluindo desmatamento, poluição, pressões decorrentes do
desenvolvimento urbano e agrícola, bem como incêndios florestais e atividade petrolífera. Estes
fatores ameaçam a integridade e funcionalidade desses ecossistemas, comprometendo a
biodiversidade e a sustentabilidade ambiental da região.
O desmatamento representa uma das principais ameaças, resultando na perda de habitats
essenciais para diversas espécies vegetais e animais. A expansão das áreas urbanas e agrícolas
contribui para a fragmentação desses ecossistemas, reduzindo sua conectividade e diversidade
genética. Ademais, a poluição oriunda de atividades industriais e urbanas contamina os recursos
naturais, afetando tanto a fauna quanto a flora, além da saúde humana.
Os incêndios florestais são uma preocupação adicional, frequentemente desencadeados por
atividades humanas negligentes ou intencionais. Tais eventos resultam em extensas áreas de
vegetação destruídas, causando danos irreparáveis à biodiversidade e ao equilíbrio ecológico.
Além disso, a atividade petrolífera pode impactar significativamente os ecossistemas marinhos
e costeiros, afetando as populações de peixes, mamíferos marinhos e aves migratórias.
Nesse contexto, a preservação dessas áreas naturais é essencial para garantir a conservação
da biodiversidade e a sustentabilidade ambiental do estado do Rio Grande do Norte. A proteção
desses ecossistemas salvaguarda a saúde dos habitats naturais, além de proporciona benefícios
às comunidades locais, por meio da prestação de serviços ecossistêmicos fundamentais, como
a purificação da água, a regulação do clima e o suporte às atividades recreacionais.
3.3. INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL
Em consonância com as metas estabelecidas pela ODS 15, o estado promulgou decretos
desde 2018 visando à implementação e ao fomento de ações voltadas para a proteção desses
ecossistemas. Como contramedida a tais problemáticas, o aparato público estadual elaborou um
conjunto de estratégias, conforme descrito no compêndio "Desenvolvimento Sustentável em
Foco no RN". Dentre elas, destacam-se a revisão do Decreto nº 28.237/2018 e a instauração da
Comissão Estadual para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, esta última revogando
a primeira normativa por meio do Decreto nº 33.260/2023 e adotando novas providências
normativas. Tal comissão passou a contribuir para a internalização e a implementação da
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Agenda 2030 no estado do Rio Grande do Norte, sob a égide da Secretaria de Planejamento e
Finanças (SEPLAN).
Outrossim, houve a harmonização do Plano Plurianual (PPA), balizador das ações estatais
ao longo de um ciclo quadrienal, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Através
desse alinhamento, foi possível capacitar técnicos de diversos órgãos estaduais, conferindo às
ODS um papel norteador das estratégias governamentais. Desse modo, no escopo do Plano
Plurianual (PPA), as iniciativas relacionadas à ODS de Vida Terrestre (ODS 15) abarcam
programas destinados ao meio ambiente, recursos hídricos e ao desenvolvimento do
agronegócio no Rio Grande do Norte. O intento primordial é aprimorar os mecanismos de
controle da Política Estadual do Meio Ambiente e promover práticas de preservação ambiental
e turismo ecológico.
Destaca-se, dentre essas medidas, a implementação do Plano Estadual de Monitoramento
Ambiental, cujo papel é crucial na consecução da meta estabelecida pela ODS 15 da ONU, que
visa à conservação da biodiversidade e à gestão sustentável dos ecossistemas naturais do estado.
Este plano delineia diretrizes para a vigilância e proteção dos ecossistemas, contribuindo para
o manejo sustentável das florestas, a contenção da desertificação, a mitigação da degradação do
solo e a preservação da vida terrestre. Através da adoção de medidas eficazes de monitoramento
e gestão ambiental, almeja-se assegurar a integridade dos recursos naturais do RN, garantindo
sua utilização sustentável para as gerações presentes e vindouras. Tais ações estão em
consonância com os esforços globais para salvaguardar e restaurar os ecossistemas terrestres,
conforme preconizado pela ODS 15.
O estado do Rio Grande do Norte implementou, ademais, outras iniciativas, tais como a
aquisição, produção, distribuição e plantio de espécies florestais nativas e utilizadas como
adubo verde. Adicionalmente, foram viabilizadas ações voltadas para a transformação de áreas
costeiras e outras regiões do estado, englobando a recuperação, construção e reforma de parques
ecológicos e turísticos.
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5. LINHA DO TEMPO
Trilhando a Sustentabilidade no RN: Uma Jornada Ambiental através das Décadas
2013
O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) publica um perfil 2017
dos estados brasileiros, fornecendo
dados sobre o Rio Grande do Norte, O IBGE continua a oferecer insights
incluindo informações sobre seu sobre o Rio Grande do Norte,
ecossistema e biodiversidade. contribuindo para a compreensão de
sua geografia e características
ambientais.
2020
Os estudos do IBGE ainda são
relevantes para entender o contexto do
2023 (INÍCIO)
estado, incluindo informações sobre a O Governo do Rio Grande do Norte,
diversidade biológica e os em consonância com as metas da ODS
ecossistemas predominantes. 15, promulga decretos visando à
proteção dos ecossistemas do estado.
2023 (JULHO)
O município de Tibau do Sul, no Rio
Grande do Norte, implementa uma
2024 (MARÇO)
taxa de preservação ambiental em Moraes e Moura conduzem um estudo
passeios de quadriciclos e jipes, sobre os ecossistemas e unidades de
indicando um esforço local para conservação da bacia potiguar,
promover a conservação ambiental. destacando os impactos das atividades
petrolíferas na região costeira.
2024 (MAIO)
A Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (SEPLAN) e o
Observatório de Indicadores do Rio Grande do Norte (OBSERVA RN) lançam o
compêndio "Desenvolvimento Sustentável em Foco no RN: Estratégias para a
Implementação da Agenda 2030", delineando medidas para alcançar as metas de
desenvolvimento sustentável, incluindo aquelas relacionadas à conservação da vida
terrestre e sustentabilidade ambiental.
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6. ANÁLISE CRÍTICA
6.1. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
NO RIO GRANDE DO NORTE: OBSTÁCULOS E ESTRATÉGIAS INTEGRADAS
Com base nas pesquisas de dados podemos correlatar a promoção da vida terrestre e a
sustentabilidade ambiental no Rio Grande do Norte, dessa forma, podendo abordar diversas
perspectivas como:
• Taxa de preservação ambiental em Tibau do Sul
A imposição da taxa de preservação ambiental em Tibau do Sul reflete uma tentativa de
abordar os danos ambientais causados por atividades recreativas, como os passeios de
quadriciclos e jipes, que frequentemente desrespeitam os limites dos ecossistemas sensíveis da
região. No entanto, essa medida, embora louvável em sua intenção, não está isenta de críticas e
desafios significativos.
Á vista disso, a eficácia dessa taxa em efetivamente mitigar os impactos ambientais
permanece questionável. Afinal, a simples imposição de uma taxa financeira não garante
necessariamente uma mudança de comportamento por parte dos operadores turísticos e
visitantes. Em muitos casos, pode-se argumentar que essa abordagem é meramente paliativa,
carecendo de uma estratégia mais abrangente e holística para abordar as causas subjacentes da
degradação ambiental.
Ademais, a resistência esperada por parte dos operadores turísticos e visitantes pode se
manifestar de várias formas, desde a evasão fiscal até protestos e litígios legais. Isso sugere que
a implementação dessa taxa pode enfrentar uma série de obstáculos práticos e políticos,
dificultando sua eficácia e aceitação pública.
Outra questão crítica é a alocação e utilização dos recursos arrecadados por meio dessa taxa.
É fundamental que esses recursos sejam direcionados de forma transparente e eficaz para
iniciativas de conservação e restauração ambiental na região afetada. No entanto, sem
mecanismos adequados de prestação de contas e monitoramento, há o risco de que esses fundos
sejam desviados ou mal utilizados, minando assim os objetivos de conservação ambiental.
Outrossim, a imposição de uma taxa de preservação ambiental pode ter impactos
socioeconômicos adversos, especialmente em comunidades locais que dependem do turismo
como fonte de renda. Se não forem implementadas medidas compensatórias adequadas, como
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o investimento em alternativas de subsistência sustentáveis, essa taxa pode exacerbar as
desigualdades sociais e econômicas na região.
• Unidades de conservação da natureza
É salientado pela SECOM/IDEMA que o Rio Grande do Norte alberga unidades de
conservação, as quais desempenham uma função primordial na salvaguarda da biodiversidade
e na preservação dos ecossistemas terrestres do estado. Contudo, a mera existência destas áreas
não garante a efetiva proteção ambiental, pois há uma série de desafios e lacunas que demandam
atenção crítica.
Nesse contexto, a gestão eficiente dessas unidades de conservação é fundamental para
garantir sua eficácia na preservação ambiental. Isso inclui a implementação de planos de manejo
adequados e a capacitação de pessoal qualificado e o investimento em infraestrutura e
equipamentos necessários para a fiscalização e monitoramento contínuo.
Além disso, a questão do financiamento das unidades de conservação é premente. Muitas
vezes, essas áreas enfrentam restrições orçamentárias significativas, o que compromete sua
capacidade de realizar atividades de conservação, manutenção e proteção. Nesse sentido, é
necessário explorar fontes alternativas de financiamento, como parcerias público-privadas,
captação de recursos internacionais e desenvolvimento de mecanismos de compensação
ambiental.
Outro ponto de preocupação é a proteção efetiva contra atividades ilegais, como
desmatamento e caça furtiva. Apesar das leis e regulamentações existentes, a falta de
fiscalização adequada e a impunidade para os infratores muitas vezes minam os esforços de
conservação. É imperativo fortalecer os órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental e
promover uma cultura de respeito e cumprimento da legislação ambiental.
Ademais, é importante reconhecer que as unidades de conservação não existem em
isolamento, mas estão inseridas em um contexto mais amplo de pressões e demandas
socioeconômicas. Conflitos de interesse entre conservação ambiental e desenvolvimento
econômico frequentemente surgem, exigindo abordagens integradas e equilibradas que
conciliem a proteção do meio ambiente com o bem-estar das comunidades locais e o progresso
econômico.
• Estudo dos ecossistemas e impactos das atividades petrolíferas
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O estudo em questão proporciona um panorama esclarecedor sobre os desafios ambientais
que confrontam o estado do Rio Grande do Norte, notadamente na sua região costeira, onde a
exploração petrolífera figura como uma atividade de considerável relevância econômica,
porém, dotada de impactos ambientais potencialmente significativos. Entre estes, ressaltam-se
a poluição atmosférica e hídrica, a degradação de habitats naturais e os riscos à saúde humana
decorrentes da exposição a substâncias tóxicas.
A gestão ambiental eficiente e criteriosa dessas atividades revela-se como um imperativo
incontestável para mitigar esses impactos e salvaguardar a sustentabilidade ambiental a longo
prazo. Tal gestão demanda a implementação rigorosa de normas e regulamentações ambientais
e uma abordagem proativa e holística que leve em conta os diversos aspectos interconectados
do ecossistema costeiro.
Entre as medidas essenciais, destaca-se a necessidade de um monitoramento ambiental
contínuo e abrangente, capaz de identificar precocemente qualquer sinal de degradação
ambiental e subsidiar a tomada de decisões informadas. Além disso, é imperativo investir em
tecnologias e práticas de produção mais limpas e sustentáveis, visando reduzir ao máximo os
impactos negativos da atividade petrolífera.
Outro aspecto crucial é a garantia de transparência e participação pública no processo
decisório, assegurando que as comunidades afetadas tenham voz ativa nas discussões sobre o
futuro do desenvolvimento econômico e ambiental da região. Isso implica em promover o
diálogo entre todos os atores envolvidos, desde as empresas petrolíferas até as organizações da
sociedade civil e os órgãos governamentais. Dessa maneira, é fundamental investir em
capacitação e educação ambiental, tanto para os profissionais envolvidos na indústria
petrolífera quanto para as comunidades locais, de modo a promover uma cultura de
responsabilidade ambiental e sustentabilidade.
• Combinação de proteção ambiental e lazer em Natal
A proposta de conjugar a preservação ambiental com as atividades recreativas da população
em áreas designadas de Natal é digna de elogio, evidenciando uma abordagem abrangente à
conservação que reconhece a intrínseca relação entre a proteção do meio ambiente e o bem-
estar da comunidade. Todavia, é imperativo reconhecer os desafios inerentes a essa iniciativa e
a necessidade premente de medidas adicionais para garantir sua eficácia a longo prazo.
14
Dessa forma, é crucial reconhecer que a intensificação do uso público dessas áreas de
recreação pode acarretar uma série de impactos ambientais adversos, que vão desde a
compactação do solo até a erosão e degradação de habitats naturais. Para mitigar esses impactos,
é essencial implementar medidas de manejo ambiental adequadas, incluindo a definição de
limites de capacidade de carga, a instalação de infraestrutura adequada e a promoção de práticas
de uso sustentável por parte dos visitantes.
Ademais, é fundamental garantir que a preservação dessas áreas não seja comprometida por
interesses comerciais ou políticos de curto prazo. Isso requer um compromisso contínuo com a
transparência, a participação pública e a prestação de contas, de modo a garantir que as decisões
relacionadas à gestão e conservação ambiental sejam baseadas em evidências científicas sólidas
e no interesse público.
Outro aspecto crítico é a necessidade de considerar os impactos cumulativos das atividades
humanas em áreas de preservação ambiental. Isso inclui uso recreativo direto e as atividades
indiretas, como o desenvolvimento urbano e a infraestrutura associada, que podem ter efeitos
significativos sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.
Nesse contexto, é importante reconhecer que a conservação ambiental integra uma
abordagem mais ampla de desenvolvimento sustentável. Isso significa reconhecer e valorizar
os múltiplos benefícios que os ecossistemas saudáveis proporcionam à sociedade, desde a
regulação do clima até o fornecimento de água limpa e ar puro, e integrar esses valores na
tomada de decisões em todos os níveis.
• Desenvolvimento sustentável e a Agenda 2030
O relatório "Desenvolvimento Sustentável em Foco no RN" destaca com acuidade a
necessidade premente da implementação da Agenda 2030 no âmbito do estado do Rio Grande
do Norte. Tal empreendimento demanda a análise e enfrentamento de uma miríade de desafios
interdependentes, cuja tessitura engloba questões tão complexas quanto a pobreza, a
desigualdade social, as mudanças climáticas e a degradação ambiental.
A Agenda 2030, ao fornecer um arcabouço normativo e diretrizes estratégicas, emerge como
uma bússola essencial para orientar políticas e ações que visem promover um desenvolvimento
genuinamente sustentável no estado. Nesse sentido, é crucial reconhecer que a mera adesão
formal a essa agenda global não é suficiente; urge a implementação efetiva de medidas
concretas e integradas que abordem as raízes sistêmicas dos problemas enfrentados.
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É importante ressaltar que a conservação da vida terrestre e a sustentabilidade ambiental
ocupam um papel central dentro dessa estrutura, sendo consideradas como pilares fundamentais
para a consecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável. No entanto, é imperativo
compreender que tais objetivos podem ser alcançados por meio de uma abordagem
interdisciplinar e holística que leve em conta as interconexões entre os diferentes aspectos do
desenvolvimento humano e ambiental.
Nesse sentido, a implementação efetiva da Agenda 2030 no Rio Grande do Norte exige um
compromisso genuíno e colaborativo entre os diversos atores sociais, incluindo o governo, o
setor privado, a sociedade civil e as comunidades locais. Ademais, requer um investimento
significativo em capacitação, infraestrutura e recursos financeiros para viabilizar ações
concretas e sustentáveis ao longo do tempo.
6.2. DESAFIOS
• Conscientização e engajamento
A elevação da conscientização e o estímulo ao engajamento emergem como imperativos
inadiáveis diante da urgência de promover a conservação da vida terrestre e a sustentabilidade
ambiental. Este chamado abrange uma convocação à ação concreta e colaborativa por parte de
diversos segmentos da sociedade, incluindo não apenas a população em geral, mas também os
governos, as empresas e os turistas.
Tal conscientização demanda uma abordagem multifacetada, que vai além da simples
transmissão de informações, visando instigar uma compreensão profunda e empática das
interconexões entre as atividades humanas e os ecossistemas terrestres. Isso implica em destacar
os benefícios intrínsecos da conservação ambiental e os custos sociais, econômicos e
ambientais associados à degradação dos recursos naturais.
Além disso, é crucial reconhecer que a conscientização por si só não é suficiente para
promover a mudança de comportamento necessária. É preciso criar incentivos e mecanismos
que encorajem e facilitem a adoção de práticas sustentáveis por parte de todos os atores
envolvidos. Isso pode incluir desde políticas públicas que promovam a responsabilidade
ambiental das empresas até campanhas de sensibilização que incentivem o turismo responsável
e a visita a áreas protegidas.
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Outrossim, é a necessidade de garantir que a conscientização ambiental seja inclusiva e
equitativa, levando em consideração as diferentes realidades e perspectivas das comunidades
locais, especialmente aquelas que dependem diretamente dos recursos naturais para sua
subsistência. Isso implica em promover uma educação ambiental que seja culturalmente
sensível e linguisticamente acessível, bem como em envolver as comunidades de forma
significativa nos processos de tomada de decisão relacionados à conservação ambiental.
• Implementação eficaz de políticas
A implementação eficaz de políticas de conservação e sustentabilidade emerge como uma
necessidade premente diante dos desafios ambientais contemporâneos. No entanto, é
fundamental reconhecer que a mera formulação de políticas não é suficiente; sua eficácia
depende crucialmente de uma implementação diligente e acompanhada por mecanismos
robustos de fiscalização e aplicação da lei.
Tal implementação demanda a criação de estruturas institucionais adequadas e a alocação
de recursos suficientes, além de garantia que as políticas sejam devidamente articuladas e
integradas com outras iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Isso requer uma
abordagem holística e coordenada que leve em consideração aspectos ambientais, sociais,
econômicos e culturais.
Além disso, é essencial promover uma cultura de conformidade e responsabilidade entre os
diversos atores envolvidos, incluindo governos, empresas, organizações não governamentais e
a sociedade civil. Isso implica em desenvolver capacidades técnicas e institucionais, bem como
em sensibilizar e educar os diferentes segmentos da sociedade sobre a importância e os
benefícios da conservação ambiental.
É importante frisar a necessidade de garantir a transparência e a participação pública no
processo de formulação e implementação de políticas ambientais. Dessa forma, fortalecendo
legitimidade das decisões tomadas e promovendo uma maior responsabilidade por parte dos
tomadores de decisão e uma maior aceitação por parte da população afetada.
Entretanto, é importante reconhecer que a implementação eficaz de políticas enfrenta uma
série de desafios, incluindo a resistência por parte de interesses econômicos poderosos, a falta
de capacidade institucional e a corrupção. Superar esses desafios requer um compromisso
político firme, bem como o fortalecimento das instituições democráticas e o fortalecimento do
Estado de direito.
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• Financiamento
Assegurar recursos adequados para a conservação da vida terrestre e a sustentabilidade
ambiental emerge como um desafio premente, particularmente em um contexto de recursos
limitados e concorrência com outras prioridades. Esse cenário coloca em evidência a
necessidade urgente de estratégias inovadoras e mecanismos de financiamento criativos para
suprir as demandas crescentes por conservação ambiental e proteção dos ecossistemas
terrestres.
Em meio às limitações orçamentárias e à competição por recursos escassos, é crucial
explorar fontes alternativas de financiamento, como parcerias público-privadas, investimentos
sociais corporativos, captação de recursos internacionais e mecanismos de financiamento
baseados no mercado, como o pagamento por serviços ambientais. Essas abordagens
diversificam as fontes de financiamento e incentivam a participação de diferentes atores e
promovem a responsabilidade compartilhada na conservação ambiental.
Outrossim, é essencial promover a eficiência e a eficácia na utilização dos recursos
disponíveis, garantindo que cada centavo investido em conservação ambiental gere o máximo
de impacto positivo possível. Isso requer uma avaliação cuidadosa dos custos e benefícios de
diferentes intervenções, bem como a implementação de práticas de gestão financeira
transparentes e responsáveis.
O papel do setor privado e das instituições financeiras na promoção do financiamento
sustentável. Cada vez mais, empresas e investidores estão reconhecendo a importância da
conservação ambiental e da sustentabilidade como parte integrante de suas estratégias de
negócios. Incentivar investimentos responsáveis e promover padrões ambientais mais rigorosos
pode ajudar a mobilizar recursos significativos para apoiar iniciativas de conservação da vida
terrestre e sustentabilidade ambiental.
Dessa maneira, é importante reconhecer os desafios e obstáculos que ainda persistem no
acesso a financiamento para a conservação ambiental, especialmente para países em
desenvolvimento e comunidades marginalizadas. Superar esses desafios requer um
compromisso global e coordenado, bem como a adoção de políticas e práticas que garantam
uma distribuição mais equitativa dos benefícios e custos associados à conservação ambiental.
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6.3. OPORTUNIDADES
• Inovação tecnológica
A tecnologia se destaca como uma ferramenta de suma importância na busca pela
conservação da vida terrestre e pela promoção da sustentabilidade ambiental, visto que oferece
meios eficazes para o monitoramento ambiental, a gestão de recursos naturais e a mitigação dos
impactos adversos.
Desse modo, a aplicação de tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto, sistemas
de informações geográficas (SIG), inteligência artificial e big data, apresenta-se como uma
estratégia promissora para o mapeamento e monitoramento de ecossistemas terrestres,
possibilitando uma compreensão mais abrangente e detalhada dos padrões de uso da terra, da
distribuição da biodiversidade e das tendências de mudanças ambientais.
Além disso, a tecnologia desempenha um papel fundamental na gestão sustentável dos
recursos naturais, ao oferecer ferramentas e métodos para otimizar a utilização de recursos,
reduzir o desperdício e promover práticas de produção e consumo mais eficientes e sustentáveis.
Isso inclui o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle de poluição, a
implementação de tecnologias de reciclagem e reutilização de materiais, e o uso de energias
renováveis e limpas.
Compreendesse então o quão relevante é o potencial da tecnologia para a mitigação de
impactos ambientais, através da criação de soluções inovadoras para problemas como a
poluição, a degradação de habitats e as mudanças climáticas. Isso engloba desde o
desenvolvimento de tecnologias de remediação ambiental até a implementação de sistemas de
alerta precoce para eventos climáticos extremos, visando minimizar os danos e maximizar a
resiliência dos ecossistemas terrestres.
Todavia, é importante reconhecer que a tecnologia não é uma panaceia para todos os
desafios ambientais, e sua aplicação pode gerar tanto benefícios quanto riscos. Por exemplo, o
uso indiscriminado de tecnologias pode resultar em uma maior pressão sobre os recursos
naturais, o aumento da poluição tecnológica e a exclusão de comunidades marginalizadas que
não têm acesso aos recursos tecnológicos.
Ademais, a adoção de tecnologias inovadoras enfrenta uma série de desafios, incluindo
questões relacionadas à privacidade, segurança de dados, custos de implementação e
capacidade institucional. Superar esses desafios requer um compromisso contínuo com a
pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, bem como políticas e regulamentações adequadas
19
que incentivem a inovação responsável e promovam o acesso equitativo às tecnologias
ambientais.
• Parcerias público-privadas
A colaboração entre o governo, o setor privado, organizações não governamentais e
comunidades locais emerge como uma estratégia potencialmente benéfica para impulsionar os
esforços de conservação e fomentar a sustentabilidade ambiental, por meio da mobilização de
recursos adicionais, compartilhamento de experiências e aproveitamento do conhecimento
local.
A sinergia entre esses diversos atores pode proporcionar uma gama ampla de vantagens e
oportunidades, tais como o acesso a financiamento diversificado e a expertise técnica e
gerencial do setor privado, a mobilização de recursos humanos e sociais das organizações não
governamentais, e a promoção da participação ativa e do engajamento das comunidades locais
na tomada de decisões e na implementação de projetos de conservação.
Porém, é crucial reconhecer que as parcerias público-privadas não estão isentas de desafios
e riscos. Por exemplo, há o risco de que interesses privados prevaleçam sobre objetivos de
conservação ambiental, especialmente quando as empresas buscam maximizar lucros e retornos
financeiros. Além disso, a falta de transparência e prestação de contas pode minar a confiança
do público e comprometer a legitimidade dessas parcerias.
Pode-se destacar também a necessidade de garantir que as parcerias sejam verdadeiramente
inclusivas e equitativas, levando em consideração as diferentes capacidades e perspectivas dos
diversos atores envolvidos. Isso implica em promover a participação ativa de todas as partes
interessadas, especialmente as comunidades locais que muitas vezes são as mais afetadas pelas
decisões tomadas.
Além disso, é importante reconhecer que as parcerias público-privadas não são uma solução
única e universal para todos os desafios de conservação e sustentabilidade ambiental. Elas
devem ser complementadas por outras abordagens, como políticas públicas eficazes,
regulamentações ambientais adequadas e iniciativas de engajamento comunitário.
• Educação ambiental
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O direcionamento de recursos para programas de educação ambiental apresenta-se como
uma estratégia potencialmente eficaz para fomentar a conscientização, fortalecer o
empoderamento das comunidades locais e incentivar a adoção de comportamentos sustentáveis
em relação ao meio ambiente.
Através desses programas, é possível disseminar conhecimentos sobre questões ambientais
prementes, como a conservação da biodiversidade, a gestão de recursos naturais e as mudanças
climáticas, proporcionando às comunidades locais ferramentas e habilidades necessárias para a
tomada de decisões informadas e a participação ativa na proteção do meio ambiente.
Ademais, a educação ambiental desempenha um papel fundamental na promoção da
cidadania ambiental, ao incentivar a reflexão crítica sobre os impactos das ações humanas no
meio ambiente e estimular a adoção de valores e atitudes que valorizem a sustentabilidade e a
responsabilidade ambiental.
Entretanto, é importante reconhecer que a educação ambiental enfrenta uma série de
desafios e limitações. Por exemplo, a falta de recursos financeiros e infraestrutura adequada
pode dificultar a implementação eficaz de programas de educação ambiental, especialmente em
comunidades carentes e áreas remotas.
Outrossim, há o desafio de garantir que os programas de educação ambiental sejam
culturalmente sensíveis e linguisticamente acessíveis, levando em consideração as diferentes
realidades e perspectivas das comunidades locais. Isso requer uma abordagem inclusiva e
participativa que valorize o conhecimento tradicional e promova o diálogo intercultural.
Além disso, é crucial ressaltar a necessidade de avaliar continuamente o impacto dos
programas de educação ambiental e adaptá-los às necessidades e contextos locais em constante
mudança. Isso implica em desenvolver indicadores de desempenho e métricas de avaliação que
permitam monitorar o progresso e identificar áreas de melhoria.
7. CONCLUSÃO
Diante das análises dos dados pesquisados, torna-se patente que a promoção da vida terrestre
e a preservação da sustentabilidade ambiental no estado do Rio Grande do Norte defrontam-se
com uma gama de desafios multifacetados. A imposição de taxas ambientais em localidades
como Tibau do Sul, visando mitigar os impactos ambientais decorrentes do turismo
descontrolado, a administração das unidades de conservação, que abrangem desde áreas de
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dunas costeiras até remanescentes de Mata Atlântica, os efeitos das atividades petrolíferas na
região, tanto em termos de poluição quanto de pressão sobre os ecossistemas marinhos, a
conciliação entre a proteção ambiental e o desenvolvimento de infraestrutura turística em Natal,
uma das principais capitais turísticas do país, bem como a implementação da Agenda 2030, que
busca alinhar as ações locais aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável, ressaltam-
se como áreas cruciais que demandam urgente atenção e estratégias integradas.
Torna-se imprescindível reconhecer que a efetividade das medidas propostas está
intrinsecamente ligada à sua execução eficaz e à superação dos entraves identificados. Este
empreendimento exige um compromisso genuíno e colaborativo entre os diversos agentes
sociais, incluindo o governo, o setor privado, a sociedade civil e as comunidades locais. Além
disso, é necessário considerar as especificidades culturais e socioeconômicas de cada região,
garantindo uma abordagem inclusiva e equitativa.
Ademais, as oportunidades emergentes, tais como a inovação tecnológica voltada para
soluções ambientais, as parcerias público-privadas para investimentos em infraestrutura verde
e a educação ambiental voltada para a conscientização e capacitação da população local,
oferecem vias promissoras para fortalecer os esforços de conservação e sustentabilidade
ambiental. Contudo, é crucial abordar os desafios e limitações associados a tais oportunidades,
assegurando que sejam implementadas de modo inclusivo, equitativo e sustentável, levando em
conta, por exemplo, a acessibilidade e a capacidade de absorção tecnológica das comunidades
locais.
Em síntese, a promoção da vida terrestre e a sustentabilidade ambiental no estado do Rio
Grande do Norte requerem uma abordagem holística e integrada, que leve em conta os aspectos
ambientais, sociais, econômicos e culturais. Somente através do engajamento colaborativo, da
implementação eficaz de políticas e da exploração das oportunidades disponíveis, será possível
alcançar os objetivos de conservação e sustentabilidade a longo prazo, garantindo não apenas a
preservação dos recursos naturais, mas também o bem-estar das comunidades locais e o
desenvolvimento socioeconômico sustentável da região.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Perfil dos Estados
Brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. 80 p. ISBN: 978-65-87201-86-3. Disponível em:
https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101870.pdf. Acesso em: 8 mai. 2024.
22
Ecam. O que é a Agenda 2030 e quais os seus objetivos. Brasília, 18 de jun. de 2020. Disponível
em: http://ecam.org.br/blog/o-que-e-a-agenda-2030-e-quais-os-seus-objetivos. Acesso em: 7 de
maio de 2024.
G1 RN. g1. Tibau do Sul passa a cobrar 'taxa de preservação ambiental' por pessoa em passeios
de quadriciclos e jipes. [S.l.]. Globo, 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-
do-norte/noticia/2023/07/03/tibau-do-sul-passa-a-cobrar-taxa-de-preservacao-ambiental-por-
pessoa-em-passeios-de-quadriciclos-e-jipes.ghtml. Acesso em: 8 mai. 2024.
MORAES, Jann Erick Possati De; MOURA, Johnson Pontes De. Estudo dos ecossistemas e
unidades de conservação da bacia potiguar e análise dos impactos ambientais das atividades
petrolíferas na região costeira do rio grande do norte. Educação Ambiental em Ação, [s. l.], v.
XXI, n. 86, mar. 2024 1678-0701. Disponível em:
http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=1706. Acesso em: 7 mai. 2024.
SECOM/IDEMA. IDEMA RN. Unidades de Conservação da Natureza Estaduais do RN. [S.l.].
SECOM, 2023. Disponível
em: http://www.idema.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=334&ACT=&PAGE
=0&PARM=&LBL=Unidades+de+Conserva%E7%E3o. Acesso em: 7 mai. 2024.
SECOM. Prefeitura de Natal. Natal possui áreas especiais que combinam proteção ambiental e
o lazer da população. [S.l.]. SECOM, 2023. Disponível em:
https://www.natal.rn.gov.br/news/post2/38962 . Acesso em: 7 mai. 2024.
SEPLAN - SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, DO ORÇAMENTO E
GESTÃO; OBSERVA RN - OBSERVATÓRIO DE INDICADORES DO RIO GRANDE DO
NORTE. Desenvolvimento Sustentável em Foco no RN: Estratégias para a Implementação da
Agenda 2030. Natal/RN: Governo do RN, 2024.
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9. ANEXOS
Figura 1: Gráfico da área desmatada no estado do Rio Grande do Norte entre os anos de 2021 e 2023
FONTE: Mapbiomas.
Figura 2: Gráfico dos alertas de desmatamento no estado do Rio Grande do Norte entre os anos de 2021 e
2023.
FONTE: Mapbiomas.
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Figura 3: Unidades de conservação no estado do Rio Grande do Norte.
FONTE: IDEMA.