Ética e Deontologia na Medicina Moderna
Ética e Deontologia na Medicina Moderna
Ética Médica:
Exige:
Þ Respeito pela autonomia do paciente
Þ Espírito de tolerância, prudência e humildade
Þ Humanização da relação médico-doente
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o Garantir o bom exercício profissional através da pureza dos princípios éticos e
sua regulamentação.
Þ Ética de inspiração hipocrática
Conhecimento Progresso
Bem
Valor absoluto
inquestionável
Conhecimento Progresso
Aceite caso a
Subordinado às
preservação do ser
finalidades
Humano seja o
Humanas
único referencial
O seu objectivo é planear as atitudes que a Humanidade deve tomar ao interferir com:
Þ Nascer
Þ Morrer
Þ Qualidade de vida
Þ Interdependência dos seres vivos
Þ Sobrevivência do Homem no nosso planeta
É imprescindível para
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HISTÓRIA DA ÉTICA MÉDICA
CULTURAS PRIMITIVAS
Saúde Doença
Graça Desgraça
FILOSOFIA NATURALISTA
Þ Doença
o Como estado contra-natura
o Extravasa o âmbito religioso
o Entregue ao cuidado de cirurgiões
Saúde Doença
Ordem Desordem
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MEDICINA HIPOCRÁTICA (séc. IV a.C.)
Þ PRINCÍPIOS
o Observação desarmada
o Medicina de cabeceira (espaço próprio)
o Anamnese e exame físico (exame disciplinado de sinais e sintomas)
o Olhar, falar, ouvir, palpar (manifestação de interesse)
o Captar a confiança do doente
Þ FUNDAMENTOS
o PRINCÍPIO HIPOCRÁTICO
§ Ajudar
§ Pelo menos não causar doença
o TRIÂNGULO HIPOCRÁTICO
§ A arte consta de três elementos:
o PATERNALISMO HIPOCRÁTICO
§ O médico é servidor do doente
§ É preciso o doente ofereça resistência à doença juntamente com o
médico
§ Relação médico doente vertical (“pai e filho”, o médico manda e o
doente obedece)
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Þ JURAMENTO HIPOCRÁTICO
o Veneração do Mestre
o “Conservarei imaculada a minha vida e a minha arte”
o “A ninguém darei remédio mortal”
o “Não darei a nenhuma mulher substância abortiva”
o Obrigação de guardar segredo
o “Não farei uso de bisturi nem mesmo com os que sofrem de mal de pedra,
deixarei esta prática aos que a realizam” (dicotomia Medicina/Cirurgia)
IDADE MÉDIA
Þ MARGINALIZAÇÃO DA CIRURGIA
o Integrada nos ofícios servis, como a agricultura, guerra, caça, etc.
Þ MEDICINA
o Perda de excelência
o Exaltação do paternalismo
§ Fossilização do Hipocratismo
Þ CONCEITOS ÉTICOS
o Etiqueta
o Burocratizam-se em:
o Códigos Deontológicos baseados nos paradigmas do Direito Romano:
§ Viver honestamente (deveres para consigo mesmo)
§ Não causar danos a ninguém (deveres para com os doentes)
§ Dar a cada um o que lhe é devido (deveres para com os colegas e para
com a sociedade)
UNIVERSIDADES MEDIEVAIS
Þ Influências incontornáveis
o Escolas maiores (pendor sacerdotal)
o Escolas menores
SÉCULO XIX
Þ MEDICINA
o Tecnociência
o Associada a outras tecnologias (biológicas, científicas, físicas)
o Forte impacto social
Þ ÉTICA
o Repercussão para a relação médico-doente
o Conflitos de interesse que não podem ser geridos dentro da classe médica
o Participação de:
§ Especialistas de outras áreas (biólogos, economistas, políticos, etc.)
§ Sociedade
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CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO
Þ PRINCÍPIOS HIPOCRÁTICOS
o Princípio da beneficência (bem dos enfermos)
o Paternalismo Médico
o Regime de confiança
No século XX:
Causa Consequência
•Melhoria das condições sociais •Alteração da relação médico-doente
•Evolução cultural •Destaca-se o princípio da autonomia e
•Facilidades de acesso à informação do respeito da vontade do indivíduo
•Mais fácil acesso ao acto médico, em oposição ao paternalismo médico
exames de diagnóstico e atitudes e ao princípio de beneficência
terapêuticas •Consentimento do doente
Estas condições só podem ser reunidas com base numa boa relação médico-doente. No
entanto, tal é por vezes difícil devido a dificuldades:
Þ Doente
o Reconhecer “o seu médico”
o Aceder aos actos médicos
Þ Médico
o Falta de tempo / excessivo número de doentes
o Receio de cometer erros ou ser acusado de negligência (Medicina Defensiva)
O consentimento é uma inclusão obrigatória, uma exigência jurídica que se estende a todas as
áreas. O médico deve procurar esclarecer o doente, a família ou quem legalmente o
representa, acerca dos métodos de diagnóstico ou terapêutica que pretende aplicar. O doente
conhecer informações pessoais de saúde não é sinónimo de acesso ao seu processo clínico.
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DIVISÃO CLASSIFICATIVA DOS CONSENTIMENTOS
Þ CONSENTIMENTO PRESUMIDO
o O doente é que procura o médico (pressuposto de confiança)
Þ CONSENTIMENTO EXPRESSO
o Documento escrito assinado pelo doente
o Protecção legal
o Obrigatório em:
§ Ensaios clínicos
§ Interrupção médica da gravidez
§ Procriação medicamente assistida
§ Colheita e transplante de órgãos, tecidos e células de origem humana
Þ CONSENTIMENTO IMPLÍCITO
o Numa emergência médica (não há nenhum dos anteriores, no entanto a
intervenção médica é mandatória)
o Éticamente aceitável desde que não exista conhecimento prévio que o doente
recusaria.
No entanto, muitos doentes encontram-se privados destas capacidades, como seja o caso de
crianças, inconscientes, senis, débeis mentais, psicóticos, drogados, etc.
A RECUSA DE TRATAMENTO
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Þ Quanto a menores de idade:
o Pais não podem nem devem recusar tratamento numa situação de risco grave
o Caso isto aconteça há possibilidade de suspensão temporária da autoridade
SEGREDO MÉDICO (“tudo o que se ouça ou veja e não seja preciso que se divulgue”)
FICHA CLÍNICA
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DISCUSSÃO / PUBLICAÇÃO DE CASOS CLÍNICOS
Þ O médico pode servir-se das suas observações clínicas para as suas publicações, desde
que não seja possível a identificação do doente.
Þ É de condenar:
o Ter como objectivo a exibição pessoal e a promoção profissional
o Publicação de fotos identificativas do doente
o Discussão em público dos casos clínicos
Þ A comunicação entre médicos deve ter reservas e limites, sendo reduzida “ao que é
necessário, pertinente e não excessivo”
Þ O doente:
o Deve participar na partilha ou dar o seu consentimento
o Deve ter conhecimento que o seu caso vai ser discutido ou publicado
Apenas caso:
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o Diálogo e esforço de convencimento para que seja o doente a partilhar o
segredo
Quem, sem consentimento, revelar segredo alheio é punido com pena de prisão até 1 ano ou
com pena de multa até 240 dias. Este procedimento criminal depende de queixa ou
participação.
Não haverá que considerar segredo quando é o doente quem o leva aos tribunais.
Þ Telemedicina
Þ Comunicação social
Por vezes o médico encontra-se num dilema entre o dever básico de guardar sigilo e a
obrigação de falar.
PERÍCIAS MÉDICO-LEGAIS
Þ PERÍCIAS URGENTES
o Um perito em serviço de escala em cada delegação e gabinete médico-legal
o Só se aplica a gabinetes que disponham de peritos no quadro do instituto em
número suficiente para assegurar o período de prevenção
Þ DENÚNCIA DE CRIMES
o Delegações e gabinetes médico-legais podem receber denúncias de crimes,
devendo remetê-las, o mais rapidamente possível ao Ministério Público
o Sempre que necessário, estas delegações e gabinetes podem praticar actos
cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova,
procedendo ao exame, colheita, preservação de vestígios, sem prejuízo das
competências legais da autoridade policial à qual competir a investigação.
Þ RESPONSABILIDADE
o Médicos e outros técnicos gozam da autonomia e são responsáveis pelas
perícias, relatórios e pareceres por si efectuados
o Peritos são obrigados a respeitar as normas, modelos e metodologias periciais,
bem como as recomendações decorrentes da supervisão técnico-científica dos
serviços.
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Þ OBRIGATORIEDADE DE SUJEIÇÃO A EXAMES
o Ninguém pode excluir-se a ser submetido a qualquer exame médico-legal
quando este se mostrar necessário ao inquérito ou à instrução de qualquer
processo, e desde que ordenado pela autoridade judiciária competente nos
termos da lei.
DENÚNCIA DE CRIMES
Þ CRIMES PÚBLICOS
o Basta notícia do crime para o Ministério Público exercer acção penal,
independentemente da vontade do ofendido
o A notícia pode chegar ao Ministério Público através da denúncia de: polícia
criminal, vítima, Instituto Nacional de Medicina Legal ou serviços de saúde
o A denúncia destes crimes é obrigatória a entidades policiais e a funcionários
da administração pública
o São eles:
§ Violência doméstica (cônjuge, ex-cônjuge, progenitor)
§ Maus tratos (pessoa menor, indefesa, à guarda ou a trabalhar para
este)
§ Crimes sexuais contra menores (coacção sexual, violação, abuso sexual
de pessoa incapaz de resistência ou internada)
Þ CRIMES SEMI-PÚBLICOS
o O ofendido tem de apresentar queixa
o São eles:
§ Actos sexuais com adolescentes (dos 14 aos 16 anos) com abuso da
inexperiência
§ Crimes sexuais contra maiores (violação, coacção, abuso de pessoa
incapaz de resistência e importunação sexual)
o Quando um destes tipos de crime resulta em suicídio ou morte da vítima,
passa a ser considerado como crime público.
Þ CRIMES PARTICULARES
o É necessário um processo de:
§ Queixa da vítima
§ Com constituição de assistente
§ Para que haja acusação particular
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últimos apoiam esta decisão através da apreciação de factos que requeiram especiais
conhecimentos médicos e biológicos. Assim, os serviços médico-legais intervêm:
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ORDEM DOS MÉDICOS
CARACTERÍSTICAS
Þ Democrática
o Vida Interna
§ Eleição e destituição de dirigentes
§ Livre discussão de todas as questões
o Organização
§ Plenário dos conselhos regionais
§ Conselho Nacional Executivo (CNE)
Þ Independência de:
o Estado
o Formações políticas
o Instituições religiosas
o Outras organizações
Þ Carácter Descentralizador
o Órgãos Nacionais
o Órgãos Regionais
o Órgãos Distritais
Þ Organigrama
o Órgãos de competência genérica
§ Nacional (presidente, plenário dos conselhos regionais, CNE e conselho
fiscal nacional)
§ Regional (assembleia regional, conselho regional e conselho fiscal
regional)
§ Distrital (assembleia e conselho distrital)
o Órgãos de competência disciplinar
§ Conselho Nacional de Disciplina
§ Conselho Disciplinar Regional
o Órgãos Consultivos
§ Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica
§ Conselho Nacional de Ensino e Educação Médica
§ Conselho Nacional do Serviço Nacional de Saúde
§ Conselho Nacional do Exercício Técnico da Medicina
§ Conselho Nacional da Segurança Social dos Médicos
§ Colégio de Especialidades
OBJECTIVOS
Þ Qualificação médica
Þ Defesa dos profissionais
Þ Respeito pelo direito à saúde
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Þ Humanização da Medicina
Þ Regulação disciplinar
PODER
Þ Poder Legal
o Por delegação do Estado:
§ Estatuto da Ordem dos Médicos
§ Código Deontológico
§ Estatuto Disciplinar
Þ Poder Moral
o Perante a actuação dos médicos em geral
o Perante a actuação específica da Ordem
CÓDIGO DEONTOLÓGICO
Ver aula T7
ENSAIOS CLÍNICOS
Þ O doente não deve ser usado como meio para alcançar um fim, salvo se houver
potencial benefício para o mesmo.
Þ Não permitir que algo de mal aconteça ao doente, devendo para tal serem
ponderados os benefícios e os riscos. (ex. drogas anti-neoplásicas)
Þ Não iludir ou enganar o doente
o Pedir consentimento informado
o Seguir a legislação nacional e internacional (evitam que o doente seja
enganado)
o Seguir os regulamentos institucionais
Þ Os interesses individuais dos doentes sobrepõem-se a quaisquer outros
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Þ É dever do médico proteger a vida, a saúde, a privacidade e a dignidade do indivíduo
Þ A investigação com Humanos deve recorrer às regras da ciência
Þ Os modelos e as características de um procedimento experimental devem ser
formulados num protocolo experimental e posteriormente aprovado pela comissão de
ética independente
Þ O protocolo deve ter sempre em conta considerações éticas e indicar a sua
concordância com os princípios enunciados
Þ A investigação médica com seres humanos deve ser conduzida exclusivamente por
pessoas com qualificação científica e sob a supervisão de pessoal médico competente.
A responsabilidade é sempre do médico
Þ Os riscos e benefícios devem ser sempre avaliados
Þ Só devem ser desenvolvidos projectos em que os riscos possam ser ultrapassados. Se
os riscos forem superiores aos benefícios, a investigação deve ser suspensa.
Þ A investigação só se justifica quando há forte presunção de benefícios.
Þ Os participantes devem ser voluntários e estarem informados
Þ A integridade dos indivíduos deve ser sempre salvaguardada, bem como o respeito
pela privacidade e confidencialidade
Þ Os participantes devem ser informados dos objectivos, métodos, fontes de
financiamento, conflitos de interesse, benefícios e riscos. Deve ser obtido
consentimento informado por escrito. Deve assegurar-se que o individuo pode
abandonar o estudo a qualquer momento, sem represálias.
Þ Consentimento deve ser obtido de forma livre e informada. De preferência não se
devem incluir crianças ou incapazes nos projectos
Þ Os autores e editores têm obrigações éticas na publicação dos resultados
Þ Os médicos podem associar a investigação com os cuidados de saúde desde que haja
benefício em termos profilácticos, de diagnóstico ou tratamento
Þ Os benefícios, riscos e eficácia de um novo método devem ser testados contra os
melhores existentes, podendo recorrer-se a placebo
Þ Na conclusão do estudo deve ser garantido a qualquer doente participante a
possibilidade de acesso ao que provou ser melhor
ENSAIOS CLÍNICOS
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o Nasceu nos Estados Unidos da América como guidelines. No entanto, à medida
que foram sendo implementadas, começaram a haver divergências entre as
GCP’s americanas, europeias e japonesas. Assim, em 1996 vários
representantes aprovaram a ICH GCP, reconhecidas universalmente. Estas
garantem:
§ A protecção dos indivíduos integrados nos ensaios clínicos
§ Que os estudos são fundamentados em princípios científicos
correctos, bem desenhados e avaliados
§ Que os procedimentos são garantidos e documentados
o As componentes da ICH GCP são:
§ Protecção das pessoas sujeitas aos ensaios clínicos e consulta às
comissões de ética
§ Responsabilidades
§ Tratamento de dados
§ Estatística
§ Controlo de qualidade
§ Anexos
Þ Consentimento Informado
o Revelação (forma como o médico informa o doente)
o Capacidade (forma como o doente entende a informação, avalia e comunica a
sua escolha)
o Consentimento voluntário (doente escolhe livremente sem qualquer coacção)
Num ensaio de investigação o consentimento deve ainda ser mais rigoroso e formal,
abrangendo:
o Tipo de investigação
o Riscos e benefícios
o Carácter não provado da investigação
o As alternativas à não participação
o A liberdade de não participar ou abandonar o ensaio clínico sem constrangimentos e
com garantia de cuidados médicos
o Muito extensos
o De leitura e interpretação difíceis para grande parte dos doentes
o Pouco informativos e mais preocupados com aspectos legais
o Escritos em linguagem muito técnica
o Não adaptados culturalmente a determinados grupos
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Þ Legislação Portuguesa (Lei 46/2004 de 19 de Agosto)
o Artigo 6º - Condições mínimas de protecção dos participantes
§ Entrevista prévia com o investigador para explicar os objectivos,
benefícios e riscos.
§ Informação do direito de abandono a qualquer momento
§ Assegurar a integridade moral e física e o direito à privacidade
§ Obtenção de consentimento livre
§ Seguro
§ Designação de contacto para informações mais detalhadas
§ Participante pode revogar, a todo o tempo, o consentimento livre
§ A revogação não carece de forma especial
o Artigo 18º - Competências da comissão de ética para a investigação clínica
§ Definir requisitos materiais e humanos que as Comissões de Ética para
a Saúde (CES) devem reunir
§ Emitir pareceres sobre os ensaios clínicos
§ Receber e validar o pedido de parecer apresentado pelo promotor
§ Acompanhar a actividade das CES
§ Relatório anual
Þ FASE II
o Efeito terapêutico, ou seja, eficácia
o Relação dose / resposta
o Efeitos não terapêuticos
Þ FASE III
o Eficácia terapêutica (comparativamente ao tratamento standart)
o Efeitos não terapêuticos (efeitos tóxicos toleráveis)
Þ FASE IV – medicamento já aprovado e comercializado
o Eficácia terapêutica
§ Integração do tratamento médico no tratamento inicial em conjunto
com a cirurgia e/ou radioterapia
o Comparar com o protocolo terapêutico standart
o Efeitos não terapêuticos
§ Monitorizar efeitos tóxicos a longo prazo
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Consentimento informado para as diferentes fases dos ensaios clínicos em ONCOLOGIA:
Þ FASE II
o Maiores expectativas de benefícios
o Maior toxicidade
§ Droga administrada na dose máxima
§ Não há escalonamento como na primeira fase
o Caso os primeiros 14 doentes consecutivos não responderem o tratamento é
suspenso
Þ FASE III
o Necessária a randomização
o Fronteira entre a investigação clínica e o tratamento é muito pouco nítida
o Controvérsia no termo “confiança equivalente”
§ O investigador deve estar genuinamente convencido dos méritos dos
diferentes tratamentos propostos
o Para participação nesta fase:
§ Comunidade médica tem de estar consciente da “confiança
equivalente”
§ Médico investigador não tem preferências
§ Doente consciente da incerteza
FARMACÊUTICA
Os responsáveis pela realização do estudo são:
Þ PROMOTOR
o Responsável pela concepção, realização, gestão ou financiamento do ensaio
clínico (ex. empresa farmacêutica)
Þ MONITOR
o Profissional, designado pelo promotor, para acompanhar o ensaio clínico,
mantendo este último informado sobre a evolução do mesmo.
Þ INVESTIGADOR
o Responsável pela realização do ensaio clínico, está no centro deste.
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Þ Requerer autorização ao INFARMED
Þ Celebrar o contracto financeiro com o centro de ensaio, no qual devem constar:
o Custos directos (remuneração do investigador e restante equipa)
o Custos indirectos (exames complementares de diagnóstico, internamentos,
despesas e prejuízos dos participantes)
o Prazos de pagamento
Þ Propor um investigador
Þ Estabelecer e manter um sistema de vigilância e segurança do ensaio clínico
Þ Notificar a conclusão do ensaio clínico
Durante o ensaio:
Þ Monitorização
Þ Opção de cessação
Þ Informação
Þ Tratamento de dados
Þ Prescrições terapêuticas
Após o ensaio:
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O promotor e o investigador respondem, solidária e independentemente, pelos danos
patrimoniais ou não patrimoniais sofridos pelos participantes, imputáveis ao ensaio.
O seguro é obrigatório, sendo um requisito de acessibilidade ao ensaio clínico e
representando uma garantia de indeminização à vítima, bem como de protecção do promotor
e do médico.
FIM DE VIDA
Ética médica em medicina intensiva:
Þ Curar: algumas vezes
Þ Aliviar: muitas vezes
Þ Confortar: sempre
FUTILIDADE TERAPÊUTICA
Þ Devem evitar-se os cuidados médicos excessivos e desajustados, cujo único fim seja
prolongar o momento da morte
Þ Os conceitos religiosos, sociais, éticos, educacionais e económicos têm evoluído
devido à informação:
o Conceito de morte (coração vs. funcionamento cardíaco)
o Diagnóstico de morte cerebral (manutenção para dádiva de órgãos)
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Þ Terminologia utilizada com:
o Sensibilidade (descontinuamento dos cuidados vs. tratamento intensivo,
futilidade vs. tratamento não apropriado)
o Precisão (eutanásia vs. distanásia)
o Carga emocional (autonomia e paternalismo)
Þ Equivalência de valor
o Não prescrição (withhold) tem o mesmo significado do ponto de vista ético
que a suspensão da terapêutica (withdraw)
Þ Conceito no tempo
o Inicialmente a impotência e pobreza da medicina eram incapazes de alterar o
curso da doença
o Hoje em dia, a intervenção agressiva e tecnologicamente avançada, não é
sinónimo de sucesso terapêutico.
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Quanto à etiologia:
LEGISLAÇÃO
Þ Admissibilidade
o Método subsidiário e não alternativo de procriação, com a excepção de
doença grave ou risco de transmissão de doença genética
o Pessoas casada ou que vivam juntas à mais de 2 anos
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Quem recorrer à dádiva de gametas pode obter informação genética, mas nunca informação
sobre a identidade do dador. Os centros que recolhem as doações de material genético não
lhes podem atribuir um valor monetário, sendo PROIBIDA a compra de óvulos, sémen ou
embriões.
A maternidade de substituição é PROIBIDA, sendo a mulher que suporta a criança, para todos
os efeitos legais, a mãe desta.
A criação de embriões por técnicas de procriação medicamente assistida com finalidade de
investigação é PROIBIDA, sendo apenas lícita a investigação de um embrião com objectivo de
prevenção, diagnóstico ou terapêutico, para aperfeiçoar as técnicas ou para constituir bancos
de células estaminais com vista a criação de programas de transplantação.
Dessa investigação deverá resultar benefício para a humanidade e esta estará sempre sujeita a
apreciação pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.
Os embriões a utilizar na investigação serão os criopreservados, os excedentários caso não
exista nenhum projecto parental, aqueles cujo estado não permita a transferência ou a
criopreservação com fins de procriação, portadores de anomalia genética grave ou aqueles
obtidos sem recurso à fecundação por espermatozóide.
Þ Hieraquia contractual
Þ Hierarquia Administrativa
Þ Coorporativa
Þ Poder disciplinar
Þ Infecção disciplinar
o O médico, por acção ou omissão, viola os deveres decorrentes da Ordem dos
Médicos e/ou do código deontológico
Þ Sanção disciplinar
o Consequência da infracção
o Adequada à finalidadeda responsabilidade disciplinar
o Adequada à gravidade do comportamento
Þ Procedimento disciplinar
PRESCRIÇÃO
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PRINCÍPIOS
Þ Culpa
Þ Tipicidade Relativa
DEVERES
Þ Leis gerais
Þ Código Deontológico
Þ Estatuto da Ordem dos Médicos
o Cumprir o estatuto
o Cumprir as normas deontológicas
o Guardar segredo profissional
Þ Estatuto Disciplinar dos Médicos
CÓDIGO DEONTOLÓGICO
Þ Disposições Gerais
o O médico é técnica e deontologicamente independente e responsável pelos
seus actos, não podendo ser orientado, nestes aspectos, por estranhos à
profissão médica
o Pode haver hierarquias institucionais, mas, nenhum médico pode ser
constrangido a praticar actos médicos contra a sua vontade
o O médico deve exercer a sua profissão com o maior respeito pelo direito à
protecção da saúde das pessoas e comunidades
o O médico não deve considerar o exercício da medicina como uma actividade
orientada para fins lucrativos, sem prejuízo do direito a uma justa
remuneração
o São condenáveis todas as práticas não justificadas pelo interesse do doente
o O médico deve ter comportamento público e profissional adequado à
dignidade da sua profissão
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o O médico deve respeitar a pessoa do doente (sexo, idade, convicções)
o O doente tem o direito de escolher livremente o médico, e o médico deve
respeitar a decisão de escolha
o O segredo médico é essencial para a relação médico-doente
o Por solicitação livre, o médico deve atestar os estados de saúde ou doença
mas não pode emitir atestados de complacência
Þ O Médico ao Serviço da Comunidade
o É dever indeclinável do médico comunicar à Ordem, de forma rigorosa,
objectiva e confidencial, as atitudes fraudulentas ou de incompetência grave
no exercício da medicina de que tenha conhecimento, aceitando depor nos
processos que em consequência venham a ser instaurados
Þ Relação dos Médicos com Terceiros
o A liberdade de escolha pelo médico dos meios de diagnóstico e tratamento,
não pode ser limitada por disposição estatutária, contractual ou
regulamentar, podendo haver, contudo, controlo médico hierarquizado do
acto médico, ou a existência de orientações, normas e protocolos
respeitantes à utilização de meios de diagnóstico e tratamento.
o A relação entre médicos e colaboradores não médicos deve apresentar uma
conduta de perfeita cooperação, de mútuo respeito e confiança
o O médico deve assumir a responsabilidade dos actos praticados pelos
auxiliares desde que ajam no cumprimento das suas directivas.
o O médico não pode encobrir, ainda que indirectamente, qualquer forma de
exercício ilegal da Medicina
Þ Penas Disciplinares
o Advertência: Infracções leves
o Censura: Infracções graves que não correspondem a pena de suspensão e
expulsão
o Suspensão até 5 anos:
§ Por desobediência a determinações da Ordem dos Médicos
§ Por violação de quaisquer deveres consagrados em lei ou código
deontológico e que visem a protecção da vida, do bem-estar ou
dignidade das pessoas
o Expulsão:
§ Infracção disciplinar que também constitua crime punível com pena
de prisão superior a 3 anos
§ Quando se verifique incompetência profissional notória, com perigo
para a saúde dos pacientes ou da comunidade
§ Quando ocorra encobrimento ou participação na violação de direitos
da personalidade dos doentes
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Þ Penas Acessórias
o Perda de Honorários
§ Devolução dos honorários já recebidos ou perda do direito de os
receber.
§ Apenas aplicável cumulativamente à pena de suspensão até 5 anos
o Publicidade da Pena
§ Publicação em órgãos de comunicação social da pena aplicada
CUIDADOS PALIATIVOS
DOR CRÓNICA
RELAÇÃO MÉDICO-DOENTE
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Þ Segundo o CNCEV o embrião é uma pessoa em todos os sentidos
SELECÇÃO DE EMBRIÕES
Þ Éticamente Aceitável
o Prevenir doenças genéticas graves e incuráveis que poderiam levar à morte
precoce
o Evita técnicas muito invasivas como o diagnóstico pré-natal e o aborto de fetos
inviáveis
Þ Éticamente Reprovável
o Escolher o sexo do embrião (a menos que a doença esteja ligada ao sexo)
o Escolher características do embrião
o Conduz à eliminação de embriões excedentários;
o Utilizada em doenças com tratamento viável e pouco graves.
EMBRIÕES EXCEDENTÁRIOS (Pergunta de Exame)
Þ Inseminação artificial:
o Introdução de sémen por GIFT
o Sem originar embriões excedentários
Þ Fertilização in vitro
o Fecundação fora do corpo, introdução do pré-embrião por ZIFT
o Origina embriões excedentários
EXPERIMENTAÇÃO EM EMBRIÕES
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INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ
RESPONSABILIDADE CIVIL
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o É ao lesado que incumbe provar a culpa do autor da lesão, salvo havendo
presunção legal de culpa.
o Prescreve findos 20 anos
Situações em que não existe contracto: urgências e contrato nulo (ensaios clínicos, abortos)
PRESSUPOSTOS:
Þ Facto Voluntário
o Facto humano objectivamente controlável pela vontade
Þ Ilícito
Þ Dano
Þ Nexo de causalidade
o O facto deve ter sido a causa adequada do dano
Þ Culpa
o Negligência:
§ Inconsciente
§ Consciente
Þ Dolo
o Eventual
o Necessário
o Directo
HOSPITAIS PÚBLICOS
Þ Danos causados por actos ilícitos com culpa leve, perante o lesado responde
exclusivamente o Hospital
Þ Danos causados por actos ilícitos e culposos (com dolo ou culpa grave), perante o
lesado responde solidariamente o Hospital e o médico
RESPONSABILIDADE PENAL
Þ Penas principais são a multa ou a prisão
Þ Tipos legais de crime:
o Homicídio por negligência
o Ofensas à integridade física por negligência
o Intervenções médico-cirúrgicas arbitrárias
o Eutanásia
o Auxílio ao suicídio
o Aborto
o Violação de segredo profissional
o Recusa de médico
o Atestado falso
GENOMA HUMANO
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CADÁVERES EM INVESTIGAÇÃO
FIM DE VIDA
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