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UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO
CURSO DE EDUCAÇÃO DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
CELINA BERNARDO
EURÍDICES CAETANO
ESTER DE ASSIS
MARTA MEQUE
MÁRIO MIGUEL
NORDITO CELESTINO ARMANDO
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA E DEMONSTRAÇÃO DE
RESULTADOS
BEIRA
2024
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Índic
e
Introdução.............................................................................................................................................4
1.1 Objectivos........................................................................................................................................4
1.1.1 Objectivo geral:.............................................................................................................................4
1.1.2 Objectivos específicos...................................................................................................................4
1.1.3Metodologia..................................................................................................................................4
[Link].........................................................................................................................................5
2.1. OBJETIVOS......................................................................................................................................5
2.2. ATIVIDADES DO CAIXA....................................................................................................................6
2.3. CARACTERÍSTICAS...........................................................................................................................6
2.4. OBRIGATORIEDADE........................................................................................................................7
2.5 . FORMAS DE ELABORAÇÃO.............................................................................................................7
2.6. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS...............................................................................................10
[Link]............................................................................................................................................11
2.8. Proveitos......................................................................................................................................13
2.9. Resultados....................................................................................................................................14
2.10. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZA...................................................................14
2.11. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES.....................................................................15
3. CONCLUSÃO....................................................................................................................................16
[Link]...................................................................................................................................17
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Introdução
O presente trabalho aborda acerca da demonstração de fluxo de caixa e
demonstração de resultados. Borges et al. (2010), a demonstração de fluxos de
caixa é um documento vocacionado para o tratamento de informação relacionada
com a capacidade da empresa gerar e de utilizar o dinheiro. É um quadro
informativo que ajuda os utentes a responder a uma simples questão que é saber de
onde vem o dinheiro e para onde vai o dinheiro. Borges et al. (2010), demonstração
de resultados é um quadro alfanumérico que contém informação, reportada a um
determinado período, acerca dos rendimentos que a entidade gera e dos gastos que
lhe são associados. O trabalho apresenta quatro capítulos pré-textuais: o primeiro é
introdução ( breve resumo) ainda comporta os objetivos que dão a indicação das
finalidades que se deseja. O segundo debruça a revisão literatura, o terceiro é
conclusão e por fim a bibliografia. O trabalho tem como objectivos gerais e
específicos os seguintes:
1.1 Objectivos
1.1.1 Objectivo geral:
Saber como é feita a demonstração de fluxo de caixa e demonstração de
resultados;
1.1.2 Objectivos específicos:
Conceitualizar a demonstração de fluxo de caixa e demonstração de
resultados;
Explicar os elementos necessários para a demonstração de fluxo de caixa
assim como da demonstração de resultados;
Mencionar os tipos de demonstração de resultados;
1.1.3Metodologia
Segundo Gil (2002), por pesquisa bibliográfica entende-se a leitura, a análise e a
interpretação de material impresso. Entre eles podemos citar livros, documentos
mimeografados ou fotocopiados, periódicos, imagens, manuscritos, mapas, entre
outros. Para a realização do trabalho consultamos artigos da biblioteca electrónica
e optamos pela pesquisa bibliográfica.
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[Link]
A Demonstração do Fluxo de Caixa demonstra a origem e a aplicação de
todo o dinheiro que transitou pelo Caixa em um determinado período e o resultado
desse fluxo (Iudícibus e Marion, 1999). Em outras palavras, é uma demonstração
contábil que tem como função principal apresentar as movimentações de entradas
e saídas de caixa de uma entidade em um determinado período. Essa
demonstração utilizando-se de linguagem e conceitos simples e possui uma melhor
comunicação com a maioria dos usuários das demonstrações contábeis.
O CAIXA considerado na elaboração desta demonstração compreende os
numerários em mãos, depósitos bancários disponíveis e os investimentos a curto
prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em valores conhecidos
de caixa e que estão sujeitos a insignificantes riscos de mudanças de valor. Estes
últimos conhecidos como equivalentes de caixa. Para Zdanowicz (2004) quando as
empresas trabalham o fluxo de caixa estas possuem um instrumento que permite
demonstrar as operações financeiras que são realizadas, o que possibilita
melhores análises e decisões quanto à aplicação dos recursos financeiros que a
empresa dispõe.
2.1. OBJETIVOS
Matarazzo (1997) levanta os principais objetivos da Demonstração do Fluxo
de Caixa (DFC) como sendo:
a) Avaliar alternativas de investimentos;
b) Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são
tomadas na empresa, com reflexos monetários;
c) Avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a
para que não cheque a situações de não liquidez;
d) Certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente
aplicados.
e) Avaliar a habilidade da empresa em gerar fluxo de caixa positivo, quitar
dívidas, pagar dividendos e avaliar as necessidades de financiamentos
externos;
f) Verificar a razão das diferenças entre o Lucro Líquido associado a
recebimentos e pagamentos; e
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g) Medir a geração de caixa dentre as diversas atividades: operacionais, de
investimento e de financiamento durante um período contábil;
2.2. ATIVIDADES DO CAIXA
O caixa, como definido anteriormente e para fins de elaboração desta
demonstração, é dividido em três grupos de atividades: as Operacionais, de
Investimento e de Financiamento.
a) Atividades Operacionais inclui todas as transações ou outros eventos não
definidos como atividades de investimentos ou financiamento, ou seja, as
atividades operacionais que geralmente envolvem a produção e venda de
produtos e a prestação de serviços;
b) Atividades de Investimento inclui as atividades que representam à aquisição
de ativos nãocirculantes, particularmente bens imóveis, instalações fabris e
equipamentos;
c) Atividades de Financiamento representam as atividades que se utilizam do
caixa da empresa para o pagamento de dividendos aos acionistas, amortização
de empréstimos e resgate de ações, entre outros.
2.3. CARACTERÍSTICAS
Para melhor compreender o fluxo de caixa é necessário que se tenha uma
visão clara e objetiva do demonstrativo para posterior tomada de decisão por parte
da direção da empresa ou para melhor entendimento do usuário. Sendo assim, é
de fundamental importância à citação dos principais requisitos para elaboração do
demonstrativo de fluxo de caixa como sendo:
a) Evidenciar o efeito periódico das transações de caixa segregadas por
atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de
financiamento;
b) Evidenciar separadamente, em notas explicativas que façam referência ao
fluxo de caixa, as transações de investimento e financiamento que afetam a
posição patrimonial da empresa, mas não tem impacto diretamente nos
fluxos de caixa do período;
c) Reconciliar o resultado líquido com o caixa líquido gerado ou consumido nas
atividades operacionais.
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2.4. OBRIGATORIEDADE
Com o advento da Lei 11.638/2007, em vigor deste Janeiro/2008,
atualizando a parte contábil contida na legislação original das sociedades
anônimas, a Demonstração do Fluxo de Caixa passou a ser de publicação
obrigatória para as companhias abertas, embora sua elaboração já fosse objeto
das demonstrações contábeis mesmo antes desta data.
No entanto, sua regulamentação ocorreu somente em Agosto/2008, através
da Deliberação n.º 547 da CVM, que adota o Pronunciamento Técnico 03 emitido
pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). De acordo com este
pronunciamento, ficará a critério da empresa usar o método direto ou o indireto
para apresentar a demonstração do fluxo de caixa.
2.5 . FORMAS DE ELABORAÇÃO
Segundo Marion (1998) a Demonstração do Fluxo de Caixa pode ser
elaborada sob duas formas distintas:
De posse da própria ficha da ‘Conta Caixa’ ou do livro caixa, ordenando as
operações de acordo com sua natureza. Condensando estas operações têm-se
todos os dados necessários para a feitura da demonstração do fluxo de caixa.
Este procedimento só é possível caso os elaboradores possuam acesso interno
à empresa.
De posse das demonstrações financeiras, uma vez que nem sempre se tem o
acesso à ficha (ou livro) da conta Caixa. Este procedimento só será possível se
a empresa publicar, ou possuir arquivo, de suas demonstrações contábeis.
Existem dois métodos de apresentação da DFC com base nas
demonstrações financeiras: o Método Direto e o Método Indireto.
O Método Direto é o demonstrativo dos recebimentos e pagamentos derivados das
atividades operacionais da empresa, e não o lucro ajustado, como é feito no método
indireto. Este é mais aderente aos objetivos do fluxo de caixa
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Fluxo de caixa das atividades operacionais:
Lucro Líquido do Exercício
( + ) Depreciação
( +/- ) Equivalência Patrimonial
( +/- ) Constituição de Reservas
= Caixa das atividades operacionais
Fluxo de caixa gerado pelas origens de recursos:
Aumento do Passivo Circulante
Aumento do Exigível a Longo Prazo
Aumento do Patrimônio Líquido
Redução do Ativo Circulante
Redução do Realizável a Longo Prazo
Redução do Ativo Permanente
= Caixa gerado
Fluxo de caixa aplicado em recursos:
Redução do Passivo Circulante
Redução do Exigível a Longo Prazo
Redução do Patrimônio Líquido
Aumento do Ativo Circulante
Aumento do Realizável a Longo Prazo
Redução do Ativo Permanente
Pagamento de Dividendos
= Caixa aplicado
Aumento/diminuição líquido de caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalente de caixa – início do ano
Caixa e equivalente de caixa – final do ano
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O Método Indireto é aquele no qual recursos oriundos das atividades operacionais
são demonstrados com base no lucro líquido ajustado pelos itens considerados nas
contas de resultado. Este método é possui uma considerável semelhança com a
Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos e apresenta-se da seguinte
forma:
Fluxo de caixa das atividades operacionais:
Lucro Líquido do Exercício
( + ) Depreciação
( +/- ) Equivalência Patrimonial
( +/- ) Constituição de Reservas
= Caixa das atividades operacionais
Fluxo de caixa gerado pelas origens de recursos:
Aumento do Passivo Circulante
Aumento do Exigível a Longo Prazo
Aumento do Patrimônio Líquido
Redução do Ativo Circulante
Redução do Realizável a Longo Prazo
Redução do Ativo Permanente
= Caixa gerado
Fluxo de caixa aplicado em recursos:
Redução do Passivo Circulante
Redução do Exigível a Longo Prazo
Redução do Patrimônio Líquido
Aumento do Ativo Circulante
Aumento do Realizável a Longo Prazo
Redução do Ativo Permanente
Pagamento de Dividendos
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= Caixa aplicado
Aumento/diminuição líquido de caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalente de caixa- início do ano
Caixa e equivalente de caixa- final do ano
Diante de todo o disposto anteriormente, concluí-se que a Demonstração do
Fluxo de Caixa é um instrumento de grande poder informativo para a empresa,
uma vez que ela consegue ao mesmo tempo evidenciar a liquidez, capacidade de
pagamento de dívidas, e a rentabilidade, remuneração dos acionistas, através da
análise da geração de caixa da empresa. Além disso, a Demonstração do Fluxo de
Caixa verifica analiticamente onde foram alocados os recursos financeiros da
empresa num determinado período.
2.6. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
A Demonstração de Resultados é um documento contabilístico que fornece
um resumo financeiro dos resultados das operações financeiras da empresa
durante um determinado período específico, o qual pretende retratar os proveitos e
custos desse mesmo período de exercício. Em suma, trata-se de um mapa
financeiro que permite a avaliação do desempenho da empresa no ano e face ao
ano anterior. Ao somatório da facturação do período, isto é, ao valor total das
vendas do período, e de outros eventuais proveitos, relativos ao mesmo período,
subtraem-se todos os custos imputáveis ao mesmo período. Assim, o saldo final
desta aritmética contabilística é o Resultado Líquido do Exercício, no caso de se
terem também deduzido os custos com os impostos.
Normalmente, a demonstração do resultado cobre o período de um ano, encerrado
numa data específica, geralmente o dia 31 de Dezembro do ano de calendário.
Algumas grandes empresas, no entanto, podem operar com um ciclo financeiro de
12 meses, ou ano fiscal, que se encerra numa outra data, diferente de 31 de
Dezembro.
Em muitas empresas há centenas ou talvez até milhares de transacções,
todos os meses, envolvendo proveitos e custos. Subordinar todas essas
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transacções a uma única conta seria incorrecto e, além disso, impossibilitaria que
se estabelecessem certas relações entre as várias rubricas, o que originou um
conjunto temporário de contas de receitas e despesas ao longo do mapa financeiro.
Qualquer tipo de empresa, independentemente de seu porte, seja microempresa,
empresa de pequeno, médio, ou grande porte, de qualquer natureza jurídica, seja
sociedade, associação, cooperativa, fundação, ou sindicato, etc., necessita manter
escrituração contabilística e consequente elaboração da Demonstração de
Resultados.
O Plano Oficial de Contabilidade (POC) contempla duas variantes, a
Demonstração de Resultados por natureza, em que os elementos são descritos
pela sua natureza, e a Demonstração de Resultados por funções, em que as
verbas são agrupadas segundo as funções a que respeitam. Uma empresa suporta
custos com vista à obtenção de proveitos, que por sua vez concorrem a formação
de resultados. Na Demonstração de Resultados tudo anda à volta destes três
conceitos, tornando-se portanto necessário familiarizar-se com estes elementos
importantes. Seguidamente são desenvolvidos de modo explícito as partes
constituintes da demonstração de Resultados.
[Link]
“A contabilidade de custos tem por finalidade última a prestação de
informações de custos para auxiliar os gerentes a administrar as parcelas da
actividade empresarial que estarão a seu cargo”.
“A contabilidade de custos tem duas funções relevantes: no auxilio ao Controle e na
ajuda às tomadas de decisões”.
Um Custo é reconhecido como tal na Demonstração de Resultados “quando tenha
surgido uma diminuição nos benefícios económicos futuros relacionados com uma
diminuição num activo ou com o aumento de um passivo e que o mesmo possa ser
mensurado com fiabilidade.” Ou seja, o reconhecimento de um custo ocorre em
simultâneo com o reconhecimento de aumentos de passivos ou com o
reconhecimento de diminuição de activos.
Em “Elementos de Contabilidade Geral”, consideram-se custos e perdas, “os
que comprovadamente forem indispensáveis para a realização dos proveitos ou
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ganhos sujeitos a imposto, ou para a manutenção da fonte produtora,
nomeadamente os seguintes:
Encargos relativos à produção ou aquisição de quaisquer bens ou serviços,
tais como matérias utilizadas, mão-de-obra, energia e outros gastos gerais
de fabricação, conservação e reparação;
Encargos de distribuição e venda, abrangendo os transportes, publicidade e
colocação de mercadorias;
Encargos de natureza financeira, como juros de capitais alheios aplicados na
exploração, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, gastos
com operações de crédito, cobrança de dívidas e emissão de acções,
obrigações e outros títulos e prémios de reembolso;
Encargos de natureza administrativa, tais como remunerações, ajudas de
custos, pensões ou complementos de reforma, material de consumo
corrente, transportes e comunicações, rendas, contencioso e seguros
incluindo de vida e operações do ramo “vida”, contribuições para fundos de
poupança reforma, contribuições para fundos de pensões e para quaisquer
regimes complementares da Segurança Social;
Encargos com análise, racionalização e consulta;
Encargos fiscais e parafiscais;
Reintegração e amortizações;
Provisões;
Menos valias realizadas;
Indemnizações resultantes de eventos cujo risco não seja segurável;”
Resumidamente podemos classificar o custo como sendo a diminuição de capital
próprio resultante do desenvolvimento da actividade produtiva da organização. Em
montante, os custos correspondem ao valor dos serviços e dos bens usados ou
consumidos no decurso da actividade da empresa.
2.8. Proveitos
Os Proveitos são outros elementos que compõe a Demonstração de
Resultados, sendo que estes, à partida, apresentam a parte mais agradável de todo
exercício de uma organização.
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Em “Contabilidade Financeira” descreve-se proveitos como sendo “os aumentos
nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou
aumento de activos ou diminuições de passivos, que resultem em aumentos do
capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos sócios.”
“Um proveito é reconhecido como tal na Demonstração de Resultados, quando
tenha surgido um aumento dos benefícios económicos futuros, relacionados com
um aumento no activo ou com uma diminuição no passivo, e que posa ser
mensurado com fiabilidade.” Por outras palavras, o reconhecimento de um proveito
ocorre em simultâneo com o reconhecimento de aumentos de activos ou com o
reconhecimento de diminuição de passivos.
De acordo com “Elementos de Contabilidade Geral” os proveitos e ganhos são
considerados “ os derivados de operações de qualquer natureza em consequência
de uma acção normal ou ocasional, básica ou meramente acessório, e
designadamente os resultantes de:
Vendas ou Prestações de Serviços, descontos, Bónus e Abatimentos,
comissões e Corretagens;
Rendimentos de Imóveis;
Rendimentos de Carácter Financeiro, tais como juros, dividendos,
descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio e prémios de
emissões de obrigações;
Rendimentos da Propriedade Industrial ou outros análogos;
Prestações de serviços de Carácter Científico ou Técnico;
Mais valias realizadas;
Indemnizações auferidas, seja a que título for;
Subsídios ou Subvenções de exploração;
Resumidamente pode-se classificar perdas como sendo o aumento de capital
próprio resultante da venda de bens ou da prestação de serviços pela empresa. Em
montante, os proveitos correspondem a dinheiro, valores a receber, ou outros
activos obtidos como compensação pelos bens vendidos ou pelos serviços
prestados.
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2.9. Resultados
A obtenção de Resultados é o objectivo final e principal na Demonstração de
Resultados para que se possa ter uma imagem global quanto ao desempenho
operativo durante um período de actividade de uma organização. A aquisição de
resultados consiste numa simples operação de subtracção dos custos aos
proveitos. Diz-se lucro líquido quando estamos perante um aumento de capital
próprio subsequente a um bom desempenho operativo por parte da organização.
Consiste no excesso das receitas em relação às despesas no período contabilístico
em causa. Contrariamente diz-se prejuízo líquido quando estamos perante uma
diminuição de capital próprio em resultado das operações da empresa.
2.10. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZA
A Demonstração dos Resultados por natureza, de elaboração obrigatória,
é a demonstração financeira que apresenta os resultados das operações de uma
empresa durante um determinado período em que os custos e as perdas e os
proveitos e os ganhos são classificados de acordo com as respectivas naturezas.
A Demonstração de Resultados agrupa as contas destinadas a registar, num dado
exercício, os custos por natureza sendo relevantes, por um lado, os ligados com a
actividade normal e corrente da empresa e, por outro, os relacionados com
operações de cariz extraordinárias. Por sua vez os custos e perdas da actividade
normal e corrente desdobram-se em dois subconjuntos informativos: um
evidenciando os denominados “custos operacionais” e outros os “custos
financeiros”.
Esta demonstração financeira é fácil de elaborar uma vez que não obriga à
introdução dos gastos operacionais entre as diversas classificações funcionais. A
figura 1 ilustra esclarecidamente um modelo de apresentação da Demonstração de
Resultados por natureza onde constam todos os elementos que deve integrar,
incluindo a apresentação de números comparativos (ano N, ano N-1). Segue-se
uma análise pormenorizada do modelo referido que consta no Plano Oficial de
Contabilidade (POC).
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2.11. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES
A Demonstração de Resultados por Funções é a demonstração financeira que
apresenta os resultados das operações de uma empresa durante um determinado
período em que os diversos custos são classificados de acordo com a sua função
como parte do custo das vendas e das actividades de distribuição ou
administrativas. Os resultados são apurados, descriminando os seus componentes
positivos e negativos por origem ou afectação e, em particular, de acordo com as
funções empresariais (produção, comercial, administrativa, financeira, etc.).
A estrutura desta Demonstração de Resultados deverá ser bastante flexível para
uma fácil adaptação e adequação à actividade de cada empresa. Esta forma de
apresentação proporciona aos utentes uma informação muito mais relevante
daquela que vimos no ponto anterior, uma vez que divulga de forma específica os
diversos componentes do resultado líquido. Este tipo de demonstração não é
obrigatória embora seja de grande utilidade para a gestão da maioria das empresas.
Nem sempre a segmentação das informações nas empresas se processa ao
nível funcional, face á preocupação em adequar às necessidades e interesses da
gestão e do apoio à tomada de decisão. Assim, os resultados podem ser
segmentados para além do mero funcional por outras áreas ou actividades,
nomeadamente centros de responsabilidade, produtos ou serviços, actividades,
segmentos de mercado, etc.
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3. CONCLUSÃO
Concluímos que a o objetivo da demonstração de fluxos de caixa é o de
proporcionar informação sobre os recebimentos e pagamentos em dinheiro no
decurso da atividade corrente e operacional da empresa, bem como, evidenciar as
aplicações de dinheiro da empresa em investimentos e a obtenção de recursos
monetários através de financiamento, para a empresa se adaptar às necessidades e
oportunidades [Link] demonstração é útil a fim de avaliar as suas atividades
de investimento, de financiamento e operacionais durante o período de relato.
A Demonstração de Resultados é uma demonstração financeira, de carácter
obrigatório, na qual se pretende dar uma visão económico-financeira, simplificada,
de uma organização. Esta ferramenta não é mais que um filme da actividade da
empresa, explicando e demonstrando como foi gerado o Resultado Líquido num
dado período contabilístico. Desenvolvem-se explicitamente os tipos de
Demonstrações de Resultados existentes, efectuando uma análise fundamentada
dos modelos que constam nas normativas, assim como a relação que existe entre a
Demonstração de Resultados e o Balanço. Os Custos, os Proveitos e os Resultados
são os três elementos fundamentais que constituem a Demonstração de
Resultados, razão pela qual estes conceitos da contabilidade são tratados com
algum ênfase neste trabalho.
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[Link]
Borges, A. et al,(1998). Estudo de Contas”, Elementos de Contabilidade Geral.
Áreas Editora, 16ª Edição. Lisboa.
Bento, J e Fernandes Machado, J. (2000). Plano Oficial de Contabilidade
Explicado. Porto Editora, 24ª Edição. Lisboa.
Costa, C e Alves, G. (2001). “Demonstrações Financeiras”, Contabilidade
Financeira. Editora Rei dos Livros, 3ª Edição, Lisboa.
Esteves, J.C. MBA-Princípios de Contabilidade Financeira.
Figueiredo, J. (2004). “Contabilidade”, Fundamentos de Gestão (apontamentos
informais sobre contabilidade e gestão), IST, Lisboa.
Lerner, J e Cashin, J.A. (2001). Demonstrações Financeiras”, Contabilidade. Editora
McGraw-Hill Portugal, Lisboa.
Nelson, B.; Economy, P. (2005). “Demonstração de Resultados”, Gestão para Totós.
Porto Editora, 6ª Edição, Lisboa.
Wischneski, J. (2003). “Gestão De Custos E Orçamentos Por Actividade”, O caso de
uma cooperativa do oeste do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis.