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Parecer CNE/CES 109/2002 sobre Carga Horária

Este parecer trata de consultas sobre a aplicação da resolução de carga horária para cursos de formação de professores. Aborda regras de transição e a necessidade de adequação dos projetos pedagógicos à nova regulamentação.
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PARECER CNE/CES 109/2002 - HOMOLOGADO

Despacho do Ministro em 9/5/2002, publicado no Diário Oficial da União de 13/5/2002, Seção 1, p. 21.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

INTERESSADO: Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior / UF: DF


MEC/SESu
ASSUNTO: Consulta sobre aplicação da Resolução de carga horária para os cursos de
Formação de Professores
RELATOR(A): Silke Weber
PROCESSO(S) N.º(S): 23001.000314/2001-97 e 23001.000039/2002-92
PARECER N.º: COLEGIADO: APROVADO EM:
CNE/CES 109/2002 CES 13/03/2002

I – RELATÓRIO

Trata o presente processo de consulta sobre a aplicação da Resolução de carga horária


para os cursos de Formação de Professores. Esta consulta se apresenta sob duas perspectivas.
Uma primeira, advinda da SESu/MEC, que demanda explicitação das regras de transição para
aplicação da legislação sobre carga horária, e uma segunda, proveniente da Associação de
Professores da Universidade do Rio Grande, que questiona a viabilidade da implementação da
carga horária prevista para a prática de ensino e estágio supervisionado.
No que se refere à consulta da SESu/MEC, cabe ressaltar que o parâmetro de 2.800
horas requerido para a integralização dos cursos de licenciatura plena, estabelecido pela
Resolução CNE/CP 01/2002 e reiterado na Resolução CNE/CP 02/2002, publicadas no DOU
em 04 do corrente mês, constitui carga horária mínima a ser efetivada, no mínimo, em 3 (três)
anos letivos, obedecidos aos 200 (duzentos) dias letivos/ano, conforme disposto na LDB.
Desse modo, os projetos pedagógicos dos cursos podem ficar circunscritos ao limite
temporal estabelecido ou ultrapassá- lo, tendo em vista a tônica escolhida para o curso de
licenciatura plena ministrado.
Assim, o curso de licenciatura plena em funcionamento de acordo com a regra fixada
pela Resolução CNE/CP 1/99 que pretender suprimir 400 horas de seu projeto pedagógico
inicial, considerando a nova regulamentação homologada pelo Senhor Ministro, terá que
obrigatoriamente reformulá-lo de modo a adequá-lo à nova tônica escolhida, resguardando, no
entanto, a proporcionalidade da distribuição da carga horária do currículo apreciado por
ocasião do processo de autorização. Por outra parte, importa assegurar a possibilidade de
integralização da carga horária de 3.200 horas divulgada no Edital de abertura de processo
seletivo a todos os alunos que assim o desejarem.
No caso das Instituições de Ensino Superior que não gozam da prerrogativa de
autonomia, a proposta de reformulação do projeto pedagógico deve ser submetida à
apreciação da SESu/MEC antes de sua efetiva implementação.

Silke 0314 VBO


Processo(s): 23001.000314/2001-97

No tocante à inviabilidade da implementação da carga horária de prática de ens ino e


estágio supervisionado prevista pela Resolução CNE/CP 01/99, e cujo espírito é mantido na
Resolução CNE/CP 01/02 e na Resolução CNE/CP 02/02, recentemente homologada pelo
Senhor Ministro da Educação, tendo em vista obstáculos de natureza instituciona l, cabe à
proponente considerar tais óbices na formulação do projeto pedagógico da licenciatura a ser
ministrada.
Convém destacar que é a LDB que define o estágio (Art.82) como elemento
obrigatório na composição curricular dos cursos de graduação e, no caso da formação
docente, prática de ensino de, no mínimo, 300 horas (Art. 65).
Cada Instituição de Ensino Superior, portanto, deverá incluir no seu projeto
pedagógico como componente curricular obrigatório, o estágio curricular supervisionado de
ensino como um momento de capacitação em serviço de 400 horas, que deverá ocorrer em
unidades escolares onde o estagiário, ao final do curso, assuma efetivamente, sob supervisão,
o papel de professor.
Acrescente-se que em articulação com o estágio supervisionado e com as atividades de
natureza acadêmica, importa à Instituição prever 400 horas de prática como componente
curricular a se realizar desde o inicio do curso, o que pressupõe relacionamento próximo com
o sistema de educação escolar.

II – VOTO DO(A)RELATOR(A)

Diante do exposto, a relatora recomenda que a consulta seja respondida nos termos do
presente Parecer.

Brasília-DF, 13 de março de 2002.

Conselheira Silke Weber – Relatora

III – DECISÃO DA CÂMARA

A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do (a) Relator (a).

Sala das Sessões, em 13 de março de 2002.

Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Presidente

Conselheiro José Carlos Almeida da Silva – Vice-Presidente

Silke 0314 VBO

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