0% acharam este documento útil (0 voto)
40 visualizações18 páginas

Expanda Sua Criatividade

O documento discute o conceito de cromatismo na música, apresentando a escala cromática e exemplos de uso de notas cromáticas como notas de passagem e aproximação. Também apresenta exemplos musicais ilustrando arpejos criativos, novos padrões digitais e o desenvolvimento de motivos musicais.

Enviado por

nielfreitas991
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
40 visualizações18 páginas

Expanda Sua Criatividade

O documento discute o conceito de cromatismo na música, apresentando a escala cromática e exemplos de uso de notas cromáticas como notas de passagem e aproximação. Também apresenta exemplos musicais ilustrando arpejos criativos, novos padrões digitais e o desenvolvimento de motivos musicais.

Enviado por

nielfreitas991
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Cromatismo

Dentro de um contexto tonal (uma escala ou harmonia com tom determinado), o


cromatismo é a utilização das 12 notas da escala cromática. Utilizados e estrutura-
dos como frases musicais com a intenção de gerar tensões harmônicas ou melódi-
cas, criando mais cores e saindo da forma usual de usar a escala somente do modo
convencional.

Aqui estão as notas em uma escala C cromática. Você verá que existem apenas 12
notas diferentes antes de retornar em C. As notas que são as mesmas porém com
2 nomes diferentes são chamadas de enarmônicas. Será o tom da música que irá
definir qual nome de fato ela irá ter.

C Escala Cromática
C C#/Db D D#/Eb E F F#/Gb G G#/Ab A A#/Bb B C

Os cromáticos são pensados como notas de passagem ou notas de aproximação.

No 1º compasso, temos o exemplo de nota de passagem, quando tenho duas ou


mais notas numa linha e para alcançar ela uso a nota cromática, dando um corpo
maior na linha melódica.

No 2º compasso, o exemplo é sobre a nota de aproximação, quando tenho uma


nota alvo, no caso é a última nota (mi), e uso a nota cromática para alcançar ela.
Nos exemplos abaixos são utilizados notas alvo, que são notas dos acorde, junta-
mente com o cromatismo, usando os conceitos de notas de passagem e notas de
aproximação:

Na prática, em contextos musicais, a escala cromática não costuma ser usada


em toda a sua extensão. O que costuma ser utilizado são pequenos trechos de
cromatismo. O efeito cromático é muito interessante e explorado por músicos de
diversos estilos.

O resultado sonoro produzido cria uma sensação de notas de passagem e no-


tas de aproximação. Mesmo que algumas notas estejam fora do campo harmônico
da música, quando tocadas rapidamente dentro de um cromatismo essas notas
passam “perdoadas” por nosso ouvido, afinal sentimos como se fossem notas de
passagem, degraus de uma escada que tem como objetivo chegar a algum lugar.
Standard tuning

= 100
Frases Cromáticas

1
S-Gt

1/3
9

11

1716

13

11

15
17

15

19
Arpejos Criativos

O uso de arpejos juntamente com notas da escala se tornou comum para o músico
moderno. Essa opção trás ao ouvido um som fresco e diferenciado.

Lembrando que não há regras para fazer a junção desses dois elementos, somen-
te o cuidado de tocar as notas certas para cada acorde, aplique a mesma ideia de
notas evitadas dos modos, assim o risco de gerar tensões indesejadas se torna
menor.

A partir das idéias mostradas aqui, pesquise e teste combinações novas, buscan-
do sair do som convencional no arpejo. Especialmente para criar melodias interes-
santes, e com grandes e inusitados intervalos ao construir arpejos.

Abaixo os arpejos que serão usados nas frases:


Estude todos esses arpejos em outras tonalidades e em diferentes situações, as-
sim você terá um domínio mais completo para poder usa-los livremente.

Esses tipos de arpejos também são uma ótima maneira de fazer seus improvisos
soarem mais maduros e concisos, já que eles naõ tem aquela sonoridade crua de
um arpejos que apenas sobe e desce.

A seguir veremos as frases envolvendo todos esses arpejos.


Standard tuning

= 100 Frases Arpejos Criativos


1
S-Gt

1/3
9

14

11

13

15
17

19
Novos Padrões

Veremos o uso de novos padrões, mas agora pensando na digitação dos dedos,
pensando em números, ou seja, os números das combinações representam o de-
dos que serão usados para tocar os padrões. Dessa forma uma nova e extensa
gama de possibilidades se abrem para encontrar novos sons. Técnica bastante uti-
lizada por muitos guitarristas modernos.

Pensar em padrões desta maneira é uma ótima ferramenta para quebrar a falta
de criatividade na busca por novas sonoridades. Vamos ver como isso funciona na
prática.

Exemplo: se temos uma combinação de números, 1 – 2 – 4 – 4, cada número


equivale aos dedos da mão e não as casas da guitarra, então usamos essa com-
binação em qualquer lugar no braço podendo ser distribuída tanto em uma corda
como em duas três ou mais. Exemplo:

No exemplo acima estamos sempre pensando na combinação de dedos 1 – 2 – 4


– 4, porém sendo usado de várias formas.
Agora veremos frases utilizando esse conceitos dos novos padrões, onde para
cada frase será aprensentado um novo padrão usando esse sistema.
Frases Novos Padrões
Standard tuning

= 110

1
S-Gt

1/2
9

11

13

15
Motivos Musicais

Motivo: Ideia de poucas notas que duram de 1 a 2 compassos de 2 a 8 notas que


se repetem e/ou se desenvolvem.
Os motivos são o que conectam tudo, sejam padrões, frases, acordes, é nele que
encontramos como desenvolver a musicalidade.

É importante entender que são os motivos que estão por trás de toda melodia
criada seja em qualquer estilo, sempre tem um motivo inicial que se desenvolve
então tudo que é criado na música a partir do motivo.

Entender isso vai abrir sua cabeã com relação à criatividade, pois assim você vai
entender qual a intenção o que a música quer dizer, seja quando você a ouve ou
quando você toca.

Podemos dividir o motivo em melódico ou rítmico:


Motivo Melódico: Aqui o importante é a melodia, no desenvolvimento deste tipo
de motivo, devemos preservar a relação dos intervalos criados na melodia, e de-
senvolvê-lo sempre ligando à melodia criada.

Motivo Rítmico: Neste tipo de motivo o importante é o aspecto rítmico, sem levar
em consideração a melodia, ou seja a relação de intervalos ou linha melódica pode
ser ignorada e somente se atentar à rítmica criada no motivo.

Como os motivos serão desenvolvidos através das frases:


1. Desenvolver o motivo no compasso 1, repetir ou repetir com uma pequena
variação no compasso 2, e repetir com um desenvolvimento maior no compasso 3
e 4.
2. Tocar um motivo no primeiro compasso, descansa um compasso e cria um
motivo diferente no compasso seguinte.
3. Cria um motivo no primeiro compasso, desenvolve no segundo, descansa
dois compassos, repete esse processo sempre fazendo um motivo diferente ao
voltar do descanso.

Busque praticar em outras situações, tanto harmonicamente, quanto no estilo


musical, pois são quanto mais você dominar os motivos musicais, melhor e mais
fácil será para você criar, seja uma melodia, solo, improviso ou composição.
Motivos
Standard tuning

= 100

1
S-Gt

12

12

1/3
9

11

13

15

17

7
4
19

10 12

21

12 12

23

10

25

Você também pode gostar