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Obrigações e Factoring em Finanças

Este documento aborda os conceitos de obrigações financeiras, locação financeira e factoring. Explora as características e registos contábeis destes instrumentos financeiros, analisando seu papel no financiamento empresarial e gestão de fluxo de caixa.

Enviado por

Eduardo Sane
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Obrigações e Factoring em Finanças

Este documento aborda os conceitos de obrigações financeiras, locação financeira e factoring. Explora as características e registos contábeis destes instrumentos financeiros, analisando seu papel no financiamento empresarial e gestão de fluxo de caixa.

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Eduardo Geraldo Sane

Rainha da Graça Sulila

Obrigações, Locação Financeira e Factoring


(Licenciatura em Contabilidade e Fiscalidade)

Universidade Rovuma
Lichinga
2024
Eduardo Geraldo Sane

Rainha da Graça Sulila

Obrigações, Locação Financeira e Factoring

(Licenciatura em Contabilidade e Fiscalidade)

Trabalho de Pesquisa a ser entregue no Departamento


de Ciências Económicas e Empresariais, no Curso de
Licenciatura em Contabilidade e Fiscalidade, na
Disciplina de Contabilidade Financeira III, para fins
avaliativos, sob orientação de: MBA. Gamito Custódio

Universidade Rovuma

Lichinga

2024
Índice
1. Introdução.................................................................................................................4

1.1. Objectivos.............................................................................................................4

1.1.1. Objetivo geral....................................................................................................4

1.1.2. Objectivos específicos.......................................................................................4

1.2. Metodologia..........................................................................................................4

2. OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS.............................................................................5

2.1. Obrigações............................................................................................................5

2.2. Características das obrigações..............................................................................5

[Link]- Empréstimos convertíveis..................................................................................7

[Link]- Empréstimos não convertíveis............................................................................7

2.3. Registo das operações de empréstimo por obrigações segundo o PGC-NIRF.....7

2.3.1. Amortização de obrigações:..............................................................................8

2.3.2. Obrigações com Prémio de Reembolso............................................................8

2.3.3. Obrigações com premio de emissão..................................................................9

3. Locação financeira e factoring...............................................................................11

3.1. Factoring.............................................................................................................14

3.1.1. Partes do factoring..........................................................................................15

3.1.2. Características de factoring.............................................................................15

3.1.3. Modalidades de Factoring...............................................................................15

3.1.4. Contabilização de factoring............................................................................16

4. Conclusão...............................................................................................................19

5. Referencias bibliográficas......................................................................................20
4

1. Introdução

As obrigações, a locação financeira e o factoring são instrumentos financeiros fundamentais que


desempenham um papel vital na gestão de fluxos de caixa e no financiamento de empresas, as
obrigações, sendo uma forma de dívida que as empresas podem emitir para financiar suas
operações, oferecem aos investidores uma oportunidade de rendimento através de juros
periódicos, a locação financeira, também conhecida como leasing, permite às empresas adquirir
activos sem a necessidade de investimento inicial significativo, pagando uma renda periódica,
Por fim, o factoring é uma solução financeira que permite às empresas converter suas facturas a
receber em capital imediato, melhorando assim a liquidez e permitindo um maior foco no
crescimento e na expansão dos negócios. Este trabalho visa explorar a natureza, o funcionamento
e a importância destes mecanismos no contexto empresarial contemporâneo, analisando as suas
vantagens, desafios e o impacto na tomada de decisões financeiras.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objetivo geral

O presente trabalho tem como objetivo geral o de explorar as complexidades e nuances das
obrigações, locação financeira e factoring, elementos vitais no mundo das finanças e do direito
comercial.

1.1.2. Objectivos específicos


 Obter compreensão detalhada de cada conceito, a análise das suas implicações legais e
financeiras, e a exploração de como esses instrumentos financeiros podem ser utilizados
para optimizar a gestão de activos e passivos das empresas;
 Conhecer o impacto dessas ferramentas no desenvolvimento empresarial e económico;
 Compreender as partes e as modalidades de factoring.
1.2. Metodologia

Para a elaboração deste trabalho inicialmente fez-se uma revisão bibliográfica extensiva,
explorando os manuais de contabilidade financeira em formato físico, livros virtuais e doutrinas
que possibilitaram a sua concretização.
5

2. OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
2.1. Obrigações

Segundo Rico L.H (2023) os empréstimos obrigacionistas são uma forma de financiamento em
que uma empresa emite títulos de dívida, conhecidos como obrigações, para arrecadar capital. Na
contabilidade, esses empréstimos são registados no passivo do balanço patrimonial da empresa,
refletindo a obrigação de reembolsar os detentores das obrigações no futuro. O registo
contabilístico dos empréstimos obrigacionistas deve ser feito pelo valor recebido, e qualquer
despesa ou receita financeira associada, como juros, deve ser reconhecida ao longo do período do
empréstimo. Além disso, é importante considerar as variações monetárias ou cambiais que podem
afectar o valor dos empréstimos, especialmente se estiverem denominados em moeda estrangeira.
A contabilização correcta dessas transações é crucial para a precisão das demonstrações
financeiras e para a gestão eficaz das finanças da empresa.

Os empréstimos obrigacionistas são uma forma de financiamento utilizada por empresas e


entidades para captar recursos junto aos investidores. Também conhecidos como debêntures,
esses empréstimos envolvem a emissão de títulos de dívida, chamados de obrigações, que são
adquiridos pelos investidores.

Segundo Anderson (2022) as obrigações são instrumentos financeiros pelos quais um investidor
empresta dinheiro a uma entidade, esses títulos de dívida são emitidos por entidades que, em vez
de recorrerem a bancos para financiamento, pedem dinheiro emprestado aos investidores. O
montante emprestado é pago no final do prazo das obrigações.

Através das obrigações, os investidores recebem um retorno constante mediante pagamentos,


normalmente anuais, de juros (cupão) e a devolução do valor nominal em dívida no momento da
maturidade. O rendimento de uma obrigação, combinando o rendimento em juros e a devolução
do valor nominal em dívida, constitui, em geral, a razão principal para a decisão de investimento.

2.2. Características das obrigações


 Emissão de títulos de crédito: as empresas e entidades emitem títulos chamados de
obrigações.
6

 Remuneração fixa e periódica: os investidores recebem uma remuneração constante


através de pagamentos de juros (cupão) e a devolução do valor nominal em dívida na
maturidade.
 Alternativa de financiamento: as obrigações são uma opção de financiamento em
detrimento de outras formas, como empréstimos bancários ou aumento de capital.

Data de Maturidade- refere-se à data em que a entidade deve pagar o valor devido aos
investidores, diferentemente de um empréstimo bancário, o valor é pago integralmente no final
do prazo. As obrigações podem ser classificadas em três categorias de acordo com a maturidade:

 Curto prazo- maturidade entre 1 e 3 anos.


 Médio prazo- maturidade entre 3 e 10 anos.
 Longo prazo- maturidade superior a 10 anos. Também existem as obrigações perpétuas,
que não têm uma data de vencimento pré-determinada e pagam apenas juros
regularmente.

Valor Nominal- é o montante a ser reembolsado no final do prazo, por exemplo, se uma empresa
emitir 1.000.000 de obrigações que representam uma dívida total de 1.000.000, o valor nominal
de cada obrigação é de 1. Geralmente, as obrigações são emitidas ao par, ou seja, o preço de
venda coincide com o valor nominal. (Anderson, 2022)

Taxa de Juro (Cupão)- investidores em obrigações têm direito a receber uma taxa de juro,
também chamada de cupão. Existem vários tipos de obrigações quanto às taxas de cupão:

 Obrigações de taxa fixa- a taxa de juro é pré-determinada e não varia ao longo do tempo.
Por exemplo, se você comprar uma obrigação com valor nominal de 100 e taxa de cupão
anual de 5%, receberá 5 por ano até a data de maturidade.
 Obrigações de cupão zero- não há pagamento periódico de juros, apenas um único
pagamento igual ao valor nominal na data de vencimento.
 Obrigações de taxa variável- o pagamento de cupão ocorre regularmente, mas o valor
varia com base em um indexante definido, como as taxas Euribor.
 Obrigações ligadas à inflação- a taxa do cupão varia conforme a evolução da taxa de
inflação, sendo uma opção interessante em situações actuais.
7

Para além dos tipos de obrigações já referidos acima, existem mais algumas que devem também
ser destacadas, no que diz respeito às garantias que oferecem:

 Obrigações convertíveis- são obrigações que incorporam uma opção de compra sobre as
ações da empresa, ou seja, o investidor em obrigações pode trocá-las por ações da
empresa;
 Obrigações subordinadas- em caso de falência da entidade emitente são as últimas
obrigações a ser reembolsadas, e outras.

Segundo Rodrigues (2015) no Plano Geral de Contabilidade, na conta 4.3.2- Empréstimos por
obrigações, recomenda-se a utilização das subcontas:

[Link]- Empréstimos convertíveis


Trata-se de empréstimos representados por obrigações que sejam convertíveis em acções (as
sociedades só podem emitir obrigações convertíveis quando as suas acções estejam cotadas na
bolça de valores).

[Link]- Empréstimos não convertíveis


Correspondem aos empréstimos representados por obrigações que não sejam convertíveis em
acções.

2.3. Registo das operações de empréstimo por obrigações segundo o PGC-NIRF

No acto de subscrição e realização temos:

Subscrição
Débito Crédito Histórico
4.5.3 Obrigacionistas 4.3.2 Empréstimo por obrigações P/ subscrição de X
obrigações

Liberação ou realização
Débito Crédito Histórico
1.1 Caixa/1.2 Bancos 4.5.3 Obrigacionistas P/ realização de X
obrigações
8

2.3.1. Amortização de obrigações:

Corresponde já a fase de reembolso de empréstimo (pagamento de obrigações por parte da


empresa). As obrigações a amortizar são normalmente determinadas por sorteio, dai que
contabilisticamente devemos efectuar os seguintes registos:

Amortização de obrigações
Débito Crédito Histórico
4.3.2 Empréstimo por obrigações 4.5.3 Obrigacionistas P/ obrigações sorteadas
abatidas
4.5.3 Obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ valor pago pela
empresa

Pagamento de juros
Débito Crédito Histórico
[Link] Empréstimos obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ pagamento de juros
e títulos de participação vencidos

2.3.2. Obrigações com Prémio de Reembolso


As obrigações com prémio de reembolso são uma modalidade de investimento em que, além do
rendimento periódico associado à taxa de juro, o investidor recebe um valor adicional no
momento do reembolso. Este prémio pode ser fixo ou variável, dependendo dos lucros da
entidade emissora das obrigações. As obrigações com premio de reembolso são contabilizadas da
seguinte forma:

Subscrição
Débito Crédito Histórico
4.5.3 Obrigacionistas 4.3.2 Empréstimo por P/Subscrição de x
[Link] Desconto de emissão de Obrigações obrigações
Obrigações
9

Liberação ou realização
Débito Crédito Histórico
1.1 Caixa/1.2 Bancos 4.5.3 Obrigacionistas P/ realização de X
obrigações

Amortização de obrigações
Débito Crédito Histórico
4.3.2 Empréstimo por obrigações 4.5.3 Obrigacionistas P/ obrigações sorteadas
abatidas
4.5.3 Obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ valor pago pela
empresa

Pagamento de juros
Débito Crédito Histórico
[Link] Empréstimos obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ pagamento de juros
e títulos de participação vencidos
Juros pagos = Valor nominal x Taxa de juro nominal do período

Amortização de desconto
Débito Crédito Histórico
[Link] Empréstimos obrigacionistas [Link] Desconto de P/ pagamento de juros
e títulos de participação emissão de Obrigações vencidos
Amortização do desconto = Juro efectivo – Juro nominal

2.3.3. Obrigações com premio de emissão

O prémio de emissão, também conhecido como ágio, é um conceito financeiro importante no


contexto das obrigações e ações, refere-se à diferença entre o valor pelo qual uma obrigação ou
acção é emitida e o seu valor nominal. (Rodrigues, 2015)
10

No caso das obrigações, o prémio de emissão pode surgir quando as obrigações são emitidas por
um valor superior ao seu valor nominal, refletindo a confiança do mercado na empresa emissora e
a sua disposição para pagar mais do que o valor nominal. Este prémio é registado como um
excesso no capital próprio da empresa, representando um financiamento adicional que não gera
juros, legalmente, o prémio de emissão é regulamentado e possui implicações específicas, como a
necessidade de constituição ou reintegração da reserva legal da empresa, que está indexada ao
valor do capital social, a sua contabilização é feita da seguinte forma:

Subscrição
Débito Crédito Histórico
4.5.3 Obrigacionistas 4.3.2 Empréstimo por P/Subscrição de x
Obrigações obrigações
[Link] Prémio de emissão de
Obrigações

Liberação ou realização
Débito Crédito Histórico
1.1 Caixa/1.2 Bancos 4.5.3 Obrigacionistas P/ realização de X
obrigações

Amortização de obrigações
Débito Crédito Histórico
4.3.2 Empréstimo por obrigações 4.5.3 Obrigacionistas P/ obrigações sorteadas
abatidas
4.5.3 Obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ valor pago pela
empresa

Pagamento de juros
Débito Crédito Histórico
[Link] Empréstimos obrigacionistas 1.1 Caixa/1.2 Bancos P/ pagamento de juros
11

e títulos de participação vencidos

Amortização do prémio
Débito Crédito Histórico
[Link] Prémio de emissão [Link] Empréstimos P/ pagamento de juros
de Obrigações Obrigacionistas e vencidos
títulos de Participação

3. Locação financeira e factoring

Conceitos

Locação – é um acordo pelo qual o locador transmite ao locatário, em troca de um pagamento ou


serie de pagamentos, o direito de usar um activo por um período acordado.

Locação financeira- é uma locação que transfere substancialmente todos os riscos e vantagens
inerentes a propriedade de um activo, em que o título de propriedade pode ou não ser
eventualmente transferido.

Segundo Rodrigues (2015) locação financeira ou arrendamento mercantil também conhecido pelo
termo em inglês leasing, é um contracto através do qual o locador (a empresa que se dedica a
exploração de leasing) adquire um bem escolhido pelo seu cliente (o locatário) para, em seguida,
arrendá-lo por um tempo determinado. Ao término do contracto o arrendatário pode optar por
renová-lo por mais um período, por devolver o bem arrendado a arrendadora (que pode exigir do
arrendatário, no contracto, a garantia de um valor residual) ou dela adquirir o bem, pelo valor de
mercado ou por um valor residual previamente definido no contracto.

O leasing é um contracto denominado na legislação inglesa como ``arrendamento mercantil, ´´ as


partes desse contracto são denominadas ´´locador´´ e ´´locatário, ´´ conforme sejam, de um lado,
um banco ou sociedade de arrendamento mercantil e, de outro, o cliente. O objecto do contracto é
a aquisição, por parte do locador, do bem escolhido pelo locatário na sua utilização. O locador é,
portanto, o proprietário do bem, sendo que a posse e o usufruto, durante a vigência do contracto
12

são do locatário. O contracto de arrendamento mercantil pode prever ou não a opção de compra,
pelo locatário do bem da propriedade do locador.

O leasing permite o aumento da capacidade de endividamento da empresa sem afectar a sua


capacidade de obtenção de empréstimos, proporcionando a cobertura total do investimento e
ainda a total dedutibilidade das prestações a pagar. (Rodrigues, 2015)

Apesar de por vezes ser difícil classificar um contracto de locação, existem algumas
características que permitem identificar um contracto de locação financeira:

 A propriedade do bem é transferida no final do contracto;


 O contracto inclui uma opção de compra de valor baixo;
 O prazo de locação cobre a maior parte da vida útil do bem;
 O valor actual dos pagamentos corresponde a parte substancial do valor do bem;
 O bem objecto do contracto é específico do locatário,

Exemplo

A Brafil celebrou um contracto de locação financeira com a locadora Flortec para aquisição de
uma viatura ligeira de mercadorias.

Características do contracto

Valor do contracto_____________________ 20.000,00

Nº prestações mensais antecipadas________ 48,00

Taxa de juro anual______________________ 3%

PLANO FINANCEIRO
Nº Prestação Capital em Valor da Reembolso Juros Capital em
divida no prestação capital divida
início do
período
1 20.000,00 441,58 441,58 0,00 19.558,42
2 19.558,42 441,58 392,69 48,90 19.165,73
3 19.165,73 441,58 393,67 47,91 18.772,06
13

4 18.772,06 441,58 394,65 46,93 18.377,41


5 18.377,41 441,58 395,64 45,94 17.981,77
6 17.981,77 441,58 396,63 44,95 17.585,14
7 17.585,14 441,58 397,62 43,96 17.187,52
8 17.187,52 441,58 398,61 42,97 16.788,91
9 16.788,91 441,58 399,61 41,97 16.389,30
10 16.389,30 441,58 400,61 40,97 15.988,69
---
47 879,86 441,58 439,38 2,20 440,48
48 440,48 441,58 440,48 1,10
 Na contabilização dos contractos de locação financeira aplica-se o princípio contabilístico
da substância sobre a forma:

Registo inicial do contracto


Débito Crédito Histórico
3.4.2 Investimentos em curso [Link] F. Invest P/ Registo inicial do
-------------------------------------- capital ---- 20.000,00 contracto
20.000,00
 Despois do registo inicial, mensalmente é contabilizado o pagamento de renda mensal

Pagamento da 1ª prestação
Débito Crédito Histórico
[Link] F. Obtidos -Locações financeiras – 1.2 Bancos --- 441,58 P/Pagto da 1ª
----------------------------------------------- prestação
441,58
 O registo das restantes prestações divide-se em duas componentes: juros e amortização de
capital.

Pagamento da 2ª prestação
Débito Crédito Histórico
[Link] Fin obtidos- locações Financeiras--- 1.2 Bancos --- P/Pagto da 2ª
---------------------------------------------- 490,48 prestação
441,58
14

6.9.1 GPF- Juros suportados---------------


-----------------------------------------------48,90

3.1. Factoring

Conforme Borges et al (2005) factoring surge em 1808 em Novo York, onde o agente ´´factor´´
tinha que cuida da logística, recepção, armazenamento dos produtos da metrópole. Este factor
prestava serviços de apoio e seleção dos fornecedores e compradores dos produtos industriais
têxteis que era a sua clientela, agregou a uma actividade ao seu negócio, ao comprar créditos
provenientes das vendas feitas a aqueles compradores por ele aprovados. Com vista ao
desenvolvimento da economia local, priorizando a indústria têxtil e o comercio tradicional, surgiu
o conceito actual de Factoring: compra do direito de crédito junto a terceiros, produtores e
fornecedores.

O contracto de factoring tem sempre tem sempre forma escrita e nele intervêm o factor ou
cessionário e o aderente ou cedente dos créditos e o direito subsidiário aplicável as sociedades de
factoring é o regime geral das Instituições de crédito e das sociedades financeiras. As sociedades
que tenham por objecto as actividade de factoring devem constituir-se sob a forma de sociedade
anonima, não podendo desenvolver qualquer outra actividade.

As operações de factoring (ou factorização) são aquelas relacionadas às atividades de prestação


cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito,
seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios
resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços. Para fins comerciais,
estabelece-se um contrato de factorização entre a empresa e a Factoring, estipulando a venda dos
direitos creditórios, bem como demais serviços a serem prestados. Destaque-se que, para fins de
factorização, o risco do crédito é transferido da empresa vendedora para a Factoring, para se
caracterizar como factorização e não como desconto de duplicatas.

São etapas básicas do processo de factorização:


15

 A empresa vende seu bem, crédito ou serviço à prazo, gerando um crédito (exemplo:
Duplicata Mercantil), no valor correspondente.
 A empresa negocia este crédito (representado pelo título respectivo) com a Factoring,
transferindo os riscos inerentes, podendo, ainda, receber assistência creditícia e outros
serviços.
 De posse desse crédito, a Factoring informa o sacado sobre o fato e a forma de cobrança
(carteira ou banco).
 Findo o prazo negociado inicialmente, a empresa sacada pagará o valor deste crédito à
Factoring, encerrando a operação.
3.1.1. Partes do factoring

São partes do contracto de factoring as seguintes;

 O facturizado, empresa que transfere por cessão ou endosso, o crédito ao facturizador;


 O facturizador, que pode ser uma empresa especializada;
 O cliente ou devedor, empresa contra quem o facturizador passa a ter direito de crédito
após a sua aquisição junto ao facturizado.
3.1.2. Características de factoring

O originário da concessão de créditos aos consumidores ou compradores por empresários de seus


produtos ou serviços, o contracto de factorização o qual visa poupar o empresário das
preocupações empresariais decorrentes dos negócios de credito, dessa forma, uma empresa
especializada no fomento mercantil (facturuzador em ambos os casos) presta ao empresário o
serviço de administração do credito, garantindo o pagamento das facturas por este emitidas,
recebendo os créditos do facturizado por meio de cessão ou endosso.

A venda do facturamento de uma empresa à outra, que se incumbe de cobrá-lo, recebendo em


pagamento uma comissão. A actividade de factoring consiste na transferência de activos
financeiros (créditos), por cessão ou endosso, bem como na prestação de serviços de consultoria
administrativa a pessoas jurídicas, apresentando-se como uma técnica financeira e de gestão
comercial, o seu objecto de contracto de factoring é tríplice: garantia, gestão de créditos e
financiamento e. por este facto, representa diversas vantagens às empresas. (Borges et al, 2015)

3.1.3. Modalidades de Factoring


16

Segundo Borges et al (2005) estudo de factoring podemos encontrar várias modalidades, a


destacar:

 Factoring com recurso (ou com direito de regresso) – a empresa aderente beneficia do
serviço de gestão de cobrança dos créditos. O factor tem o direito de regresso sobre o
aderente, relativamente aos créditos tomados que não sejam pagos pelos devedores.
 Factoring sem recurso (ou sem direito de regresso) – a sociedade de factoring assume o
risco de insolvência ou de falência dos devedores. Se estes não pagarem o que devem, o
factor não pode exigir esse montante à empresa aderente, normalmente o risco é assumido
na totalidade.
 Full factoring – a aderente junta no mesmo produto os três componentes essenciais do
factoring serviço de gestão e cobrança dos créditos, cobertura dos riscos comerciais
decorrentes da insolvência e/ou incumprimento por parte dos devedores e antecipação de
fundos com base na carteira de créditos tomados.
 Confirming ou Reserve Factoring – o factor efectua o pagamento aos fornecedores do
seu cliente podendo este pagamento também assumir a forma de adiantamento. Neste
último caso, o fornecedor tranforma-se-à em aderente de um contracto de factoring.
 Matority factoring – a grande incidência nesta versão verifica-se na prestação de
serviços, não sendo praticamente contemplada a componente financeira.
 Bulk factoring – o factor apenas procede à antecipação dos fundis e não efectua qualquer
prestação de serviços, consiste no desconto de facturas, com a diferença que os créditos
são efectivamente cedidos ao factor ao factor.
3.1.4. Contabilização de factoring

A receita obtida pelas empresas de factoring, representada pela diferença entre a quantia expressa
no título de crédito adquirido e o valor pago, deverá ser reconhecida, para efeito de apuração do
lucro líquido do período-base, na data da operação, independentemente se se referir a deságio ou
a serviços prestados. Já o deságio do título, a que esteve sujeita a empresa vendedora dos títulos,
será registada como despesa operacional, eventuais serviços serão considerados também como
despesa pela fatorizada (empresa alienante do título).
17

Por efectuar o serviço de cobranças, a sociedade de factoring, geralmente cobra à empresa uma
comissão que incide sobre o valor dos créditos tomados. Esta comissão raramente excede os 3%
do valor, sendo mais ou menos reduzido em função da capacidade de negociação da empresa.
Além dessa comissão são, também, cobrados juros sobre os valores adiantados durante o prazo de
utilização de crédito.

Para melhor compreender como se efectua o cálculo do custo global de uma operação de
factoring, vejamos o seguinte exemplo: A sociedade DILOGE S.A, possui grande parte do
volume de facturação concentrado num reduzido número de clientes que apresentam uma boa
capacidade financeira. No entanto, os prazos de pagamento acordados entre as partes são de 120
dias, originando à empresa vendedora problemas pontuais de tesouraria. Neste momento,
necessita urgentemente de 1.000.000 mts para suprir dificuldades. Consultando o gerente da
instituição financeira com quem a empresa trabalha, decidiram que uma das opções possíveis
seria elaborar um contracto com a sociedade ABD, no sentido de obter um adiantamento sobre a
facturação existente. As condições negociadas com a sociedade de factoring são:

 Comissão de factoring 1% sobre a facturação aceite;


 Taxa de juro de 5% ao ano incidente sobre os valores adiantados;
 O prazo da operação – 60 dias;

Qual o custo financeiro da operação?

Resolução:

 Valor de crédito – 1.000.000


 Taxa de juro anual – 5% a.a
 Comissão de serviços de cobrança de factoring – 1% das facturas adiantadas;
 Imposto de selo – Isento

VC x T x i
VA =VC− −VC x C
365

Onde:

VA = Valor antecipado

VC = Valor de crédito
18

T = Tempo

i = Taxa de juros

C = Comissão

1.000.000 X 60 X 0 , 5
VA =1.000.000− −1.000 .000 x 0 , 01
365 DIAS

VA =1000.000−8.219 , 18−10.000

VA =981.780 u .m

O valor que será creditado na conta bancaria da empresa, por efectuar o desconto das facturas no
valor de 1.000.000, cujo vencimento será dentro de 60 dias, é composto pelo valor das facturas
deduzido dos juros e comissões de cobrança. Assim sendo, por descontar facturas no valor de
1.000.000 e utilizar este valor durante 60 dias receberá, antecipadamente 981.780,82 Centavos.
19

4. Conclusão

Ao longo deste trabalho, mergulhamos nas intricadas interações das obrigações financeiras,
locação financeira e factoring, três elementos fundamentais no mundo das finanças
contemporâneas. Através da análise detalhada desses conceitos, pudemos compreender suas
nuances, suas vantagens e desafios, bem como seus impactos no ambiente empresarial e
financeiro. Inicialmente, exploramos as obrigações financeiras, que representam compromissos
de pagamento assumidos por uma empresa em relação a empréstimos, financiamentos e outras
formas de captação de recursos. Essas obrigações, seja na forma de dívida de curto ou longo
prazo, desempenham um papel crucial na estrutura de capital das empresas, influenciando sua
capacidade de investimento, sua alavancagem financeira e sua saúde financeira geral.

A gestão eficaz dessas obrigações é essencial para garantir a estabilidade e o crescimento


sustentável das organizações, em seguida, adentramos o universo da locação financeira, uma
modalidade de financiamento de bens de capital que oferece vantagens tanto para o locador
quanto para o locatário. Esta forma de financiamento permite que as empresas utilizem ativos
sem a necessidade de um desembolso inicial significativo, ao mesmo tempo em que oferece
flexibilidade e opções de atualização tecnológica. A locação financeira também pode apresentar
benefícios fiscais e contábeis, tornando-se uma alternativa atraente para empresas em busca de
formas eficientes de adquirir ativos essenciais para suas operações.

Por fim, investigamos o factoring, uma ferramenta financeira cada vez mais popular,
especialmente entre as pequenas e médias empresas. O factoring proporciona uma maneira rápida
e eficaz de melhorar o fluxo de caixa ao antecipar o recebimento de contas a receber. Além disso,
oferece serviços de gestão de crédito e reduz o risco de inadimplência, permitindo que as
empresas se concentrem em suas operações principais. No entanto, é importante considerar os
custos associados ao factoring e avaliar cuidadosamente sua adequação às necessidades e
circunstâncias específicas de cada empresa.
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5. Referencias bibliográficas

Borges Antonio, Azevedo Marcos, Rogério Costa. 2005. Elementos da contabilidade Geral. 22ª
ed, Lisboa

‌João Rodrigues. Dezembro 2015. Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial em


Moçambique. 1ª ed. Plural Editores. Moçambique.

Monteiro, Mafalda O. 1996. O contracto de factoring. 6ª ed. Elcla Editora. Portugal

Pedro Anderson. 23 de Novembro de 22. Cuidamos Da Sua Saúde Financeira. s/d. Recuperado
de:[Link] obrigações/
aos 31/03/2024.

Rico, L. H. (10 de Setembro 23). Desvendando o Empréstimo Obrigacionista: o que é e como


funciona. LADOF Editores. s/d. recuperado de: [Link]
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