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Filosofia: Conceitos e Origem na Grécia

O documento apresenta um resumo sobre o tema filosofia, abordando o que é filosofia, a origem da filosofia na Grécia antiga, os primeiros filósofos pré-socráticos e o período antropológico com Sócrates.
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Filosofia: Conceitos e Origem na Grécia

O documento apresenta um resumo sobre o tema filosofia, abordando o que é filosofia, a origem da filosofia na Grécia antiga, os primeiros filósofos pré-socráticos e o período antropológico com Sócrates.
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APOSTILA

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA

ENSINO FUNDAMENTAL 6º E 7º
FILOSOFIA – POLLY ALENCAR

NOME
ANO TURMA

MACEIÓ - 2022
FILOSOFIA

O que é Filosofia?

Filosofia é um campo do conhecimento que estuda a existência humana e o saber por


meio da análise racional. Do grego, o termo filosofia significa “amor ao conhecimento”.

Segundo o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), a filosofia é a disciplina responsável pela


criação de conceitos.

A questão da filosofia é o ponto singular onde o conceito e a criação se remetem um ao


outro.” (Gilles Deleuze)

Os principais temas abordados pela filosofia são: a existência e a mente humana, o


saber, a verdade, os valores morais, a linguagem, etc.

O filósofo é considerado um sábio, sendo aquele que reflete sobre essas questões e
busca o conhecimento através da filosofia.

Dependendo do conhecimento desenvolvido, a filosofia possui uma gama de correntes


e pensamentos. Como exemplos temos: filosofia cristã, política, ontológica, cosmológica, ética,
empírica, metafísica, epistemológica, etc.

É possível definir um conceito de filosofia?


Diferentes autores tentam definir o conceito de filosofia, mas não há um consenso ou
uma definição exata do que é, essencialmente, a Filosofia.

Algumas tentativas de definir o conceito:

"A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo." (Maurice Merleau-Ponty)

"A filosofia busca tornar a existência transparente a ela mesma." (Karl Jaspers)

"Ó filosofia, guia da vida!" (Cícero)

"A filosofia ensina a agir, não a falar." (Sêneca)

"Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe." (Bertrand Russell)
"A filosofia é um caminho árduo e difícil, mas pode ser percorrido por todos, se desejarem a
liberdade e a felicidade." (Baruch de Spinoza)

"Se queres a verdadeira liberdade, deves fazer-te servo da filosofia." (Epicuro)

"Filosofia é a batalha entre o encanto de nossa inteligência mediante a linguagem."( Ludwig


Wittgenstein)

"Fazer troça da filosofia é, na verdade, filosofar." (Blaise Pascal)

Para que serve a Filosofia?

Escultura O Pensador, de Auguste Rodin

Por meio de argumentos que utilizam a razão e a lógica, a filosofia busca compreender o
pensamento humano e os conhecimentos desenvolvidos pelas sociedades.

A filosofia foi essencial para o surgimento de uma atitude crítica sobre o mundo e os homens.

Ou seja, a atitude filosófica faz parte da vida de todos os seres humanos que questionam sobre
sua existência e também sobre o mundo e o universo.

De tão importante, esse campo do conhecimento tornou-se uma disciplina obrigatória no


currículo escolar, bem como foram criadas diversas faculdades de filosofia.
A Origem da Filosofia

A filosofia nasceu na Grécia antiga, no início do século VI a.C. Tales de Mileto é reconhecido
como o primeiro filósofo, apesar disso, foi outro filósofo, Pitágoras, que cunhou o termo
"filosofia", uma junção das palavras "philos" (amor) e "sophia" (conhecimento), que significa
"amor ao conhecimento".

Desde então, a filosofia é a atividade que se dedica a compreender, identificar e comunicar a


realidade através de conceitos lógico-racionais. Ela surgiu do abandono gradativo das
explicações dadas pela mitologia (desmitificação) e a busca por um conhecimento seguro.

Da Consciência Mítica à Consciência Filosófica

Michelangelo - A Criação de Adão (estreita ligação entre os homens e os deuses)

A consciência mítica era caracterizada pelas explicações tradicionais encontradas nas histórias
mitológicas. A mitologia grega, por se tratar de uma crença politeísta, é composta por uma série
de entidades, entre deuses, titãs e outros seres que se relacionavam, faziam surgir e davam
sentido ao universo.

Essas explicações possuíam um caráter fantasioso, fabuloso, e suas histórias eram compostas
por muitas imagens, construindo uma cultura popular transmitida a partir de uma tradição
oral. Essas histórias eram contadas pelos poetas-rapsodos.

Durante muito tempo, essas histórias constituíram a explicação sobre a cultura grega e sobre
a origem de todas as coisas. Não havia uma distinção entre religião e outras atividades. Todos
os aspectos da vida humana estavam diretamente relacionados com os deuses e outras
divindades que regiam o universo.

Aos poucos, essa mentalidade foi se transformando. Alguns fatores fizeram com que algumas
pessoas na Grécia antiga passassem a relativizar este conhecimento e pensar em novas
possibilidades de explicação.
Dessa relativização, nasce a necessidade de encontrar explicações cada vez melhores para
todas as coisas. A crença vai dando lugar à argumentação, à capacidade de convencer e dar
explicações baseadas na razão, o lógos.

O lógos é identificado como a fala objetiva, clara e ordenada. Assim, o pensamento grego foi
abandonando à crença (consciência mítica) para assumir o que "faz sentido" o que possui uma
lógica, o que é capaz de ser explicado pelo ser humano (consciência filosófica).

Condições Históricas para o Surgimento da Filosofia

Grécia Antiga, geografia acidentada exigiu o domínio do mar

Muitas vezes conhecido como "milagre grego", o surgimento da filosofia não dependeu de um
milagre. Foram uma série de fatores que conduziram à relativização do pensamento, à
descrença (desmitificação) e à busca de melhores explicações sobre a realidade. Dentre esses
fatores encontram-se:

1. O comércio, as navegações e a diversidade cultural


Por conta de sua construção e localização geográfica, a sociedade grega tornou-se um
importante centro de comércio e uma potência marítima.

Isso fez com que os gregos tivessem contatos com outras culturas. O contato com essa
diversidade fez com que eles, a partir da descrença e relativização das culturas alheias,
acabasse por relativizar a sua própria.
2. O surgimento da escrita alfabética

O alfabeto ( "alfa" e "beta", duas primeiras letras gregas) foi uma importante tecnologia da
época.

A escrita através de ideogramas e símbolos está ancorada em ideias que fazem parte da cultura
e do inconsciente coletivo.

Já a escrita alfabética, exige um grau de abstração maior por estar relacionada com os fonemas.
É perceber que as palavras são construídas por sons que podem ser codificados e
reproduzidos. Assim, eles abandonam a aura mítica presente nos ideogramas.

3. O surgimento da moeda
A moeda exige de seus usuários algum grau de abstração. O comércio realizado a partir de
trocas diretas entre produtos (exemplo: galinhas por trigo) exigem muito pouco grau de
imaginação.

As trocas mediadas pela moeda fazem com que o usuário tenha que perceber que uma
quantidade de produtos é equivalente a uma quantidade específica de moeda.

4. A invenção do calendário
Outro importante fator para a desmitificação da realidade é a do calendário. Seu uso, faz-se
perceber, a regularidade de alguns eventos da natureza, como as estações do ano.

A organização gerada pela percepção dessa regularidade retira dos deuses a responsabilidade
de controlar o clima, que passa a estar relacionada à capacidade dos matemáticos e
astrônomos em fazer previsões baseadas em cálculos.

5. O surgimento da vida pública (a política)


Com o desenvolvimento da pólis, há uma intensificação a vida pública. Mais habitantes dividem
um mesmo espaço (público) e, com isso, suas atenções se

voltam para a organização desse espaço (atividade própria da pólis, política).

As interações entre as pessoas fazem com que a relação com os deuses e divindades seja
relegada a um segundo plano.

6. O surgimento da razão
A população grega passou a necessitar de explicações melhores que estivessem em
conformidade com seu grau de abstração e desmitificação.

Com isso, o cidadão grego que, segundo a tradição, não deveria trabalhar (o trabalho era
entendido como uma atividade menor, responsabilidade de escravos e estrangeiros), dedicou-
se ao ócio contemplativo.

Contemplou a natureza e buscou estabelecer relações de causalidade (causa e efeito, "o que
causa o que?") e ordenação.

A natureza, antes entendida como caos, agora, encontrava-se ordenada pela razão humana.
O Nascimento da Filosofia
É nesse contexto que surge a filosofia. A investigação sobre a natureza fez com que os filósofos
produzissem conhecimento. Inicialmente, a filosofia era uma cosmologia, um estudo sobre o
cosmo (universo) tendo como base a razão (lógos).

Essa perspectiva de pensamento se contrasta com a anterior, que era compreendida como
uma cosmogonia, explicação do cosmo a partir das relações que fizeram nascer ( gonos) as
coisas.

A mesma distinção ocorre entre a teologia (estudo sobre os deuses) e a teogonia (histórias
sobre o nascimento dos deuses).

Os Primeiros Filósofos

Os primeiros filósofos buscaram encontrar uma ordem na physis (natureza)

Os primeiros filósofos, conhecidos como filósofos pré-socráticos, a partir do final do século VII
a. C., dedicaram-se à investigação sobre a natureza (physis). Buscaram estabelecer princípios
lógicos para a formação do mundo.

A natureza desmitificada (sem o auxílio das explicações míticas) era o objeto de estudo. Sendo
o principal objetivo, encontrar o elemento primordial (arché) que teria dado origem a tudo o
que existe.
Período Antropológico e o Estabelecimento da Filosofia

Leonardo Da Vinci (1452-1519) - Homem Vitruviano e outras invenções. (centralidade na


humanidade, ser humano pensado como criatura e criador), essa concepção só foi possível a
partir do legado grego

Com o amadurecimento do pensamento filosófico e a complexificação da vida pública, a


investigação dos filósofos abandonou gradativamente as questões relacionadas à natureza e
voltou-se para as atividades humanas.

Este novo período da filosofia é chamado de Período Antropológico e tem como marco o
filósofo Sócrates (469 a.C.-399 a. C.). Ele é compreendido como o "pai da filosofia". Mesmo não
sendo o primeiro filósofo, Sócrates foi responsável por desenvolver a chamada "atitude
filosófica".

Sócrates e, seu discípulo, Platão (c. 428 a. C.-348 a. C.) foram responsáveis por construir as
bases da busca pelo conhecimento que influenciou todo o pensamento ocidental até os dias
de hoje.

Em seguida, Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, desenvolveu um vasto trabalho


filosófico. Foi professor do Imperador Alexandre, o Grande e responsável pela popularização
do pensamento grego, concretizando o legado da filosofia grega.
Sócrates e os Sofistas
Sócrates e suas ideias fundamentais

É relativamente pouco o que sabemos sobre Sócrates, o homem. Nascido em 470 a.C., foi
executado em 399 a.C., quando Atenas perdeu a Guerra do Peloponeso contra Esparta.

Sócrates ensinou que o sistema filosófico é o valor do conhecimento humano. Antes de


Sócrates questionava-se a natureza, depois de Sócrates, questiona-se o homem. O valor do
conhecimento humano (Humanismo).

“CONHEÇA-TE A TI MESMO”, frase escrita no portal do templo de Apolo; cuja frase era a
recomendação básica feita por Sócrates a seus discípulos.

Sócrates percebeu que a sabedoria começa pelo reconhecimento da própria ignorância: “SÓ
SEI QUE NADA SEI”; é, para Sócrates, o princípio da sabedoria.

O estilo de vida de Sócrates assemelhava-se ao dos Sofistas, embora não vendesse seus
ensinamentos. Com habilidade de raciocínio, procurava evidenciar as contradições afirmadas,
os novos problemas que surgiam a cada resposta. Seu objetivo inicial era demolir, nos
discípulos, o orgulho, a ignorância e a presunção do saber.

Usava dois métodos: IRONIA e MAIÊUTICA.

MAIÊUTICA: Dava alternativas, perguntas e respostas, ajudava a buscar a verdade. O nome


Maiêutica foi uma homenagem a sua mãe que era parteira. Ele dava luz às ideias.

IRONIA: A ironia socrática tinha um caráter purificador na medida em que levava os discípulos
a confessarem suas próprias contradições e ignorâncias, onde antes só julgavam possuir
certezas e clarividências, perguntas e respostas, destruía o falso saber. Os discípulos, libertos
do orgulho e da pretensão de que tudo sabiam, podiam iniciar o caminho da reconstrução das
próprias ideias. Com isso, Sócrates acreditava num só Deus (Monoteísmo); a época era de
Politeísmo. Por vários motivos ele foi perseguido. Foi condenado à morte em 399 a.c. por não
aceitar mudar suas ideias (tomou Cicuta, um tipo de bebida que o carrasco deu-lhe para beber).

Para Sócrates o homem deveria conhecer a si mesmo, chegar à virtude através do conhecer a
si mesmo. É a sabedoria que nos dá a virtude.

Aprenda mais: Quem foi Sócrates.

Ao trabalhar com os sofistas, Sócrates observa e questiona:

a) Os sofistas buscam o sucesso e ensinam as pessoas como consegui-lo; Sócrates busca a


verdade e incita seus discípulos a descobri-la.

b) Os sofistas é necessário fazer carreiras, Sócrates quer chegar à verdade, desapegando dos
prazeres e dos bens materiais.

c) Os sofistas gabam-se de saberem tudo e fazer tudo; Sócrates tem a convicção de que
ninguém pode ser mestre dos outros.
d) Para os sofistas, aprender é coisa passiva e facílima, afirmam isso e tudo por um preço
módico.

Sócrates defendia que a opinião é individual, mas a sabedoria é universal. A questão da


felicidade e honestidade está na prática do agir. As riquezas não interessam aos homens.

A doutrina socrática identifica o sábio e o homem virtuoso. Derivam daí diversas consequências
para a educação, como:

o conhecimento tem por fim tornar possível a vida moral; o processo para adquirir o saber é o
diálogo;

nenhum conhecimento pode ser dogmaticamente, mas como condição para desenvolver a
capacidade de pensar;

toda a educação é essencialmente ativa, e por ser autoeducação leva ao conhecimento de si


mesmo;

a análise radical do conteúdo das discussões, retirado do cotidiano, leva ao questionamento


do modo de vida de cada um e, em última instância, da própria cidade.

Quem foram os sofistas


Os sofistas recusavam o rótulo de filósofos, porque sua relação com a sophia não era de paixão
e, sim, de conveniência, visando ensiná-la a quem tivesse interesse e condições financeiras.
Considerando o ambiente democrático, isso implicava a existência de um mercado pleno de
indivíduos interessados em aprender a ser cidadãos.

Os sofistas fazem parte de um quadro em que o poder político é ampliado, em que a


democracia aparece como expressão desse exercício do poder, em que a cidadania define um
espaço de debate onde a arte do convencimento, ou seja, a retórica, é valorizada.

No estudo do pensamento sofístico, convém esclarecer alguns pontos significativos:

Em primeiro lugar, não é possível classificar os sofistas por escolas de pensamento, porque seu
objetivo não é investigar a physis e seu princípio motivador, a arché, mas sim voltar a atenção
para o nomos, aquilo que é fruto da criação humana e é movido pelas leis criadas por homens
e, portanto, podem ser discutidas e modificadas caso haja argumentos. Não está submetido,
portanto, às leis naturais que regem a physis.

Um segundo ponto significativo diz respeito à concepção atual dos sofistas. Tal concepção pede
um alerta, uma vez que a maior parte das informações a seu respeito vem de seus detratores,
e o julgamento de valor desses leva a acreditar que a arte da sofística era usada de forma
negativa na democracia ateniense. O que não reflete necessariamente a realidade.

Assim, o grande objetivo dos sofistas não era afirmar categoricamente algo, mas fazer outros
concordarem com eles por meio de seus argumentos. Daí a importância da palavra no meio
sofístico, até porque as decisões na sociedade democrática grega, mais especificamente na
ateniense, eram tomadas na assembleia de cidadãos que acontecia na ágora.
Os sofistas acreditavam que o único caminho envolvia a disputa verbal e a vitória sobre os
adversários, para mostrar a superioridade de seus argumentos.

Dentre os sofistas mais importantes, destacam-se Protágoras e Górgias, contemporâneos de


Sócrates.

Diferenças entre Sócrates e os sofistas:


Sócrates justificava sua crítica aos sofistas no procedimento deles de jogar com as palavras,
por meio de retórica e oratória, pondo os interesses particulares acima dos públicos.

Ainda que fosse confundido como outro sofista qualquer, Sócrates diferenciava-se deles, não
somente por abominar pagamentos monetários em troca de seus ensinamentos ou por
identificar a sofística com jogo de palavras que impedia a descoberta da verdade. Sócrates
criticava a própria incoerência da atividade sofística, capaz de defender argumentos
conflitantes no mesmo diálogo, tudo sempre com o mesmo objetivo: vencer a disputa verbal.

Para ele, a atividade sofística, apesar de afirmar que buscava o bem para a democracia, acabava
degradando-a.

Dessa percepção do pensamento sofístico se constituíram o pensamento e o esforço socrático:


fazer a aletheia (verdade/essência) superar o doxa (opinião/aparência), permitindo ao homem
grego atingir a verdade.

Para tanto, Sócrates fez uso dos mesmos mecanismos linguísticos que os sofistas, com o claro
objetivo de expô-los como falsários que se apoderavam de conhecimento falacioso,
apresentando-os, enfim, como demagogos.

Além disso, o método socrático difere do sofista por mostrar que a dialética não se confunde
com a retórica sofista, pois aquela envolve exercício mental realizado por meio de diálogo, em
que estejam presentes movimentos de afirmação, negação, análise e síntese do assunto
escolhido.

O sofista é um professor ambulante. Sócrates é alguém ligado aos destinos de sua cidade;

O sofista cobra para ensinar. Sócrates vive sua vida e essa confunde-se com a vida filosófica: “
Filosofar não é profissão, é atividade do homem livre”

O sofista “sabe tudo” e transmite um saber pronto, sem crítica (que Platão identifica com uma
mercadoria, que o sofista exibe e vende). Sócrates diz nada saber e, colocando-se no nível de
seu interlocutor, dirige uma aventura dialética em busca da verdade, que está no interior de
cada um.

O sofista faz retórica (discurso de forma primorosa, porém vazio de conteúdo). Sócrates faz
dialética (bons argumentos). Na retórica o ouvinte é levado por uma enxurrada de palavras
que, se adequadamente compostas, persuadem sem transmitir conhecimento algum. Na
dialética, que opera por perguntas e respostas, a pesquisa procede passo a passo e não é
possível ir adiante sem deixar esclarecido o que ficou para trás.

O sofista refuta por refutar, para ganhar a disputa verbal. Sócrates refuta para purificar a alma
de sua ignorância.
Conflito entre Razão e Fé

Fé vs. Razão - conflito existente desde a Grécia antiga

Tradicionalmente, o capítulo da História da humanidade relativo ao tema “conflito entre razão


e fé” é atribuído a um período medieval em que se travava um confronto entre os adeptos da
boa nova, isto é, a religião cristã, e seus adversários moralistas gregos e romanos, na tentativa
de imporem seus pontos de vistas. Para estes, o mundo natural ou cosmos era a fonte da lei,
da ordem e da harmonia, entendendo com isso que o homem faz parte de uma organização
determinada sem a qual ele não se reconhece e é através do lógos que se dá tal
reconhecimento. Já para os cristãos, a verdade revelada é a fonte da compreensão do que é o
homem, qual é sua origem e qual o seu destino, sendo ele semelhante a Deus-pai, devendo-
lhe obediência enquanto sua liberdade consiste em seguir o testamento (aliança).

Desse debate, surgem as formas clássicas de combinação dos padres medievais: aqueles que
separam os domínios da razão e da fé, mas acreditam numa conciliação entre elas; aqueles
que pensam que a fé deveria submeter a razão à verdade revelada; e ainda aqueles que as
veem como distintas e irreconciliáveis. Esse período é conhecido como Patrística (filosofia dos
padres da Igreja).

No entanto, pode-se levantar a questão de que esse conflito entre fé e razão representa apenas
um momento localizado na história. A filosofia, tendo como característica a radicalidade, a
insubordinação, a luta para superar pré-conceitos e estabelecer conceitos cada vez mais
racionais através da história, mostra que, desde seu início, esta relação tem seus momentos de
estranhamento e reconciliação. Por exemplo, na Grécia antiga, o próprio surgimento da
filosofia se deu como tentativa de superar obstáculos oriundos de uma fé cega nas narrativas
dos poetas Homero e Hesíodo, os educadores da Hélade. A tentativa de explicar os fenômenos
a partir de causas racionais já evidenciava o confronto com as formas de pensar e agir (fé) do
povo grego que pautava sua conduta pelos mitos. O próprio Sócrates, patrono da filosofia, foi
condenado por investigar a natureza e isso lhe rendeu a acusação de impiedade. Mais tarde, a
filosofia cristã se degladiou para fundamentar seu domínio ideológico, debatendo sobre os
temas supracitados. Na era moderna, com encrudescimento da inquisição, surge o
renascimento que apela à razão humana contra a tirania da Igreja. Basta olhar os exemplos de
Galileu, Bruno e Descartes, que reinventaram o pensamento contra a fé cega que mantinha os
homens na ignorância das trevas e reclamava o direito à luz natural da razão. A expressão
máxima desse movimento foi o Iluminismo que compreendia a superação total das crenças e
superstições infundadas e prometia ao gênero humano dias melhores a partir da evolução e
do progresso.

Hoje, essa promessa não se cumpre devidamente. O homem dominou a natureza, mas não
consegue dominar as suas paixões e interesses particulares. Declarado como expropriado dos
meios de produção e forçado a sobreviver, eis que o homem se aliena do processo produtivo
e se mantém em um domínio cego, numa crença inconsciente de si e do outro (ideologia). O
irracionalismo cresce à medida que se promete liberdade aos seres humanos a partir de outra
fé: o trabalho. O homem explora e devasta o mundo em que vive e não tem consciência disso.
E tudo isso para enriquecer uma classe dominante, constatando o interesse egoísta e classista.

Parece, pois, que a luta entre razão e fé não é apenas localizada, mas contínua, já que sempre
há esclarecidos, esclarecimentos e resistência a esses esclarecimentos. A razão se rebela com
o estabelecido e quando se impõe, torna-se um dogma incutido nos homens de cada tempo.
Numa linguagem hegeliana, uma tese que se torna antítese e necessita já de uma síntese para
que a razão desdobre a si mesma.

Capital, Trabalho e Alienação, segundo Karl Marx


Segundo Marx, a relação capital, trabalho e alienação promovem a coisificação ou reificação do
mundo, tornando-o objetivo, sendo que suas regras devem ser seguidas passivamente pelos
seus componentes.

De acordo com Marx, capital e trabalho apresentam um movimento constituído de três


momentos fundamentais:

Primeiro, “a unidade imediata e mediata de ambos”; significa que num primeiro momento
estão unidos, separam-se depois e tornam-se estranhos um ao outro, mas sustentando-se
reciprocamente e promovendo-se um ao outro como condições positivas;

Em segundo lugar, “a oposição de ambos”, já que se excluem reciprocamente e o operário


conhece o capitalista como a negação da sua existência e vice-versa;

Em terceiro e último lugar, “a oposição de cada um contra si mesmo”, já que o capital é


simultaneamente ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo trabalho (acumulado); e o
trabalho, por sua vez, é ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo mercadoria, isto é,
capital.

Já a alienação ou estranhamento é descrita por Marx sob quatro aspectos:

1. O trabalhador é estranho ao produto de sua atividade, que pertence a outro. Isto tem como
consequência que o produto se consolida, perante o trabalhador, como um “poder
independente”, e que, “quanto mais o operário se esgota no trabalho, tanto mais poderoso se
torna o mundo estranho, objetivo, que ele cria perante si, mais ele se torna pobre e menos o
mundo interior lhe pertence”;
2. A alienação do trabalhador relativamente ao produto da sua atividade surge, ao mesmo
tempo, vista do lado da atividade do trabalhador, como alienação da atividade produtiva. Esta
deixa de ser uma manifestação essencial do homem, para ser um “trabalho forçado”, não
voluntário, mas determinado pela necessidade externa. Por isso, o trabalho deixa de ser a
“satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer necessidades externas a
ele”. O trabalho não é uma feliz confirmação de si e desenvolvimento de uma livre energia física
e espiritual, mas antes sacrifício de si e mortificação. A consequência é uma profunda
degeneração dos modos do comportamento humano;

3. Com a alienação da atividade produtiva, o trabalhador aliena-se também do gênero humano.


A perversão que separa as funções animais do resto da atividade humana e faz delas a
finalidade da vida, implica a perda completa da humanidade. A livre atividade consciente é o
caráter específico do homem; a vida produtiva é vida “genérica”. Mas a própria vida surge no
trabalho alienado apenas como meio de vida. Além disso, a vantagem do homem sobre o
animal – isto é, o fato de o homem poder fazer de toda natureza extra-humana o seu “corpo
inorgânico” – transforma-se, devido a esta alienação, numa desvantagem, uma vez que escapa
cada vez mais ao homem, ao operário, o seu “corpo inorgânico”, quer como alimento do
trabalho, quer como alimento imediato, físico;

4. A consequência imediata desta alienação do trabalhador da vida genérica, da humanidade,


é a alienação do homem pelo homem. “Em geral, a proposição de que o homem se tornou
estranho ao seu ser, enquanto pertencente a um gênero, significa que um homem permaneceu
estranho a outro homem e que, igualmente, cada um deles se tornou estranho ao ser do
homem”. Esta alienação recíproca dos homens tem a manifestação mais tangível na relação
operário-capitalista.

É dessa forma, portanto, que se relacionam capital, trabalho e alienação, promovendo a


coisificação ou reificação do mundo, isto é, tornando-o objetivo, sendo que suas regras devem
ser seguidas passivamente pelos seus componentes. A tomada de consciência de classe e a
revolução são as únicas formas para a transformação social.

Mais-valia e Lucro na Alienação do Trabalho


O trabalho deixa de ter como objetivo o suprir as necessidades comuns e o bem-estar, para se
transformar em um modo de obtenção de lucro a para a manutenção dos privilégios da
burguesia.

Desse modo, a exploração do trabalho é o ponto fundamental que sustenta o capitalismo. O


trabalhador é alienado de todo o processo produtivo e passa a ser dono, apenas, de sua força
de trabalho.

Sendo assim, o proletariado vende seu único bem, que é a força de trabalho, e essa passa a ser
posse do capitalista. O capitalista é o dono da matéria-prima, do maquinário, da força de
trabalho (do trabalhador), do produto final e, por conseguinte, do lucro.

O lucro é obtido pelo trabalho realizado na transformação da matéria-prima em bem de


consumo. Isso ocorre a partir da prática da mais-valia.
A mais-valia é a base do lucro e da dominação da classe trabalhadora pela burguesia. Ela é o
resultado da diferença entre o valor produzido e o valor pago ao trabalhador em função de seu
trabalho (salário).

Essa é uma das principais teses do marxismo, é sobre a ideia da mais-valia que diversos
teóricos desenvolvem a ideia da exploração da classe trabalhadora pela classe burguesa.

O objetivo da burguesia é sempre o de maximizar os seus lucros, o trabalhador, então, é


coagido a trabalhar mais, pelo mesmo preço. E, quem precifica, ou seja, diz quanto vale o
trabalho, não é o trabalhador, mas o capitalista.

O trabalho alienado faz com que o indivíduo não tenha uma real noção de seu valor. Isso, aliado
à necessidade de ocupar um posto de trabalho, faz com que esse indivíduo tenha de se sujeitar
às regras impostas pelo seu empregador. Do contrário, há um grupo de desempregados que
desejam ocupar esses postos de trabalho.

Marx chama a atenção para a função do desemprego como forma de manutenção dos baixos
salários e das péssimas condições de trabalho. A esse grupo de pessoas a espera lugar em um
posto de trabalho, Marx dá o nome de "exército de reserva".

A partir do momento em que um trabalhador ou trabalhadora toma consciência de sua


condição de exploração e exige melhores condições de trabalho, pode, facilmente, ser
substituído por um membro do exército de reserva.

Esse indivíduo, desumanizado, é compreendido como uma peça defeituosa de uma máquina
na linha de montagem, que necessita de reparo ou substituição.

O trabalhador só se sente à vontade em seu tempo de folga, enquanto no trabalho se sente


contrafeito. Seu trabalho não é voluntário, porém imposto, é trabalho forçado. (Marx, em
Manuscritos Econômico-Filosóficos)

Processo de Reificação e o Fetichismo da Mercadoria


O indivíduo torna-se um análogo às máquinas. Vive sua vida em função de seu posto de
trabalho, desumanizado, perde a posse sobre si mesmo e compreende-se como coisa.

A reificação (do latim res, que significa "coisa"), ou coisificação, da classe trabalhadora é gerada
pela perda de consciência de si como individuo, como humano. Essa condição gera uma perda
essencial, acarretando em um vazio existencial.

Com a valorização do mundo das coisas, aumenta em proporção direta a desvalorização do


mundo dos homens.

(Marx, em Manuscritos Econômico-Filosóficos)

Por outro lado, o vazio existencial, causado pela alienação, é conduzido a ser preenchido
através do consumo. O "feitiço" (fetiche) gerado pela mercadoria dá a impressão de devolver
ao indivíduo sua humanidade perdida.
Os produtos passam a assumir características humanas, relacionando um modo de vida e de
comportamento a um padrão de consumo.

Em um duplo movimento, os trabalhadores tornam-se coisa, enquanto os produtos tornam-se


revestidos de uma aura de humanidade. As pessoas passam a se identificar através dos
produtos que consomem.

O curta-metragem O Emprego (El Empleo), de 2011, é uma obra do diretor Santiago Bou Grasso
(da opusBOU), que conta com mais de cem prêmios em festivais de cinema por todo o mundo.
Ética, Moral e Justiça
A ética é definida como a ciência da moral. Sob a expressão de ética profissional é usada
como termo para indicar a soma de deveres, que estabelece a norma de conduta do
profissional no desempenho de suas atividades e em suas relações com o cliente e com todas
as demais pessoas com quem possa ter trato. Assim, estabelece a pauta de suas ações em
todo e qualquer terreno, onde quer que venha exercer sua profissão. Portanto a ética é a
ciência da moral que estabelece normas de conduta de um profissional no desempenho de
suas atividades.

A moral é a parte da filosofia que estuda os costumes, para assinalar o que é honesto e
virtuoso, segundo os ditames da consciência e os princípios da humanidade. A moral, assim
tem âmbito mais amplo que o Direito, escapando à ação desde muitas de suas regras,
imposto ao homem como deveres. Na forma adjetiva qualifica tudo que concerne à moral.
Diz-se também ética, que é a ciência da moral. A moral é o objeto da ética substanciado em
regras de comportamento fixadas. Contando com a adesão dos obrigados, ela é o encontro
da consciência com a regra moral.

O direito cria normas de conduta para que haja coexistência social e os homens vivam em
sociedade. Ele busca de forma jurídica alcançar a justiça, que é a harmonia entre o certo e o
errado. Existem, portanto, normas de conduta, que são condições de equilíbrio da vida em
sociedade. Elas disciplinam determinado comportamento, encontram-se nas leis, nos
costumes, na jurisprudência, nos princípios gerais de direito.

A diferença entre o direito e a moral está no fato de que o direito busca constranger o
individuo através de sanções criadas pelos homens. Está sanção é que torna as normas
jurídicas, pois são impostas à sociedade para que se tema a punição. Com essa consequência
agregada a norma é mais fácil atingir seu cumprimento e eficácia. Enquanto a moral é uma
conduta desejável, desprovida de sanções. Há apenas a culpa na consciência, sendo, também,
nata. Tudo o que se pode fazer é um aperfeiçoamento pessoal.

Temos, assim, por jurídico os fatos que se encontram vinculados ao direito e às suas normas.
Todo o direito positivo, que é vigente, obrigatório, pode ser imposto coercitivamente pois
compreende uma disciplina de conduta, a lei. Esse direito é sentido e consentido pela
sociedade. Assim, com a obediência ao direito e à todo o âmbito jurídico é possível chegar
cada vez mais próximo de obter a justiça e uma sociedade melhor.
Exercícios sobre Filosofia
Questão 1- Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se
forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com
vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que
a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo
e visa ao mais importante de todos os bens.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1988.

No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à
discussão sobre a vida em comunidade, a saber:

a) Ética e política, pois conduzem à eudaimonia.

b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.

c) Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.

d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.

e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.

Questão 2- Sem dúvida, os sons da voz (phone) exprimem a dor e o prazer; também a
encontramos nos animais em geral; sua natureza lhes permite somente sentir a dor e o prazer
e manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter
distintivo do homem face a todos os outros animais: só ele percebe o bem e o mal, o justo e o
injusto, e os outros valores; é a posse comum desses valores que faz a família e a cidade.

ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (adaptado).

Para o autor, a característica que define o ser humano é o logos, que consiste na

a) evolução espiritual da alma.

b) apreensão gradual da verdade.

c) segurança material do indivíduo.

d) capacidade racional de discernir.

e) possibilidade eventual de transcender.

Questão 3- Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o
Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio
nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não
está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o
sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor.

(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo:
Victor Civita, 1972, p. 14.)
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece,
entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada:

a) pela transição de um tipo de conhecimento racional para um conhecimento centrado na


fabulação.

b) pela dedicação dos filósofos em resolver as incertezas por meio da razão.

c) pela aceitação passiva do que era afirmado pela divindade.

d) por um acento cada vez maior do valor conferido ao discurso de cunho religioso.

e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo Sócrates, inclusive, condenado por isso.

Questão 4- (UECE) Atente para as seguintes citações:


“Temos assim três virtudes que foram descobertas na nossa cidade: sabedoria, coragem e
moderação para os chefes; coragem e moderação para os guardas; moderação para o povo.
No que diz respeito à quarta, pela qual esta cidade também participa na virtude, que poderá
ser? É evidente que é a justiça”

(Platão, Rep., 432b).

“O princípio que de entrada estabelecemos que se devia observar em todas as circunstâncias


quando fundamos a cidade, esse princípio é, segundo me parece, ou ele ou uma de suas
formas, a justiça. Ora, nós estabelecemos, segundo suponho, e repetimo-lo muitas vezes, se
bem te lembras, que cada um deve ocupar-se de uma função na cidade, aquela para a qual a
sua natureza é mais adequada”

(Platão, Rep., 433a).

Considerando a teoria platônica das virtudes, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso
o que se afirma a seguir

( ) Nessa teoria das virtudes, cada grupo desenvolve a(s) virtude(s) que lhe é (ou são) própria(s).

( ) Só pode ser justa a cidade em que os grupos que dela participam e nela agem o fazem de
acordo com sua natureza.

( ) Quando sabedoria, coragem e moderação se realizam de modo adequado, temos a justiça.

( ) Existe uma relação entre a natureza dos indivíduos, o grupo de que devem fazer parte na
cidade, as virtudes que lhes são adequadas e, em consequência, a função que nela devem
desempenhar.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) V, V, V, V.

b) V, F, F, V.

c) F, F, V, F.

d) F, V, F, F.
Questão 5- (UFU MG) “O filósofo natural e o dialético darão definições diferentes para cada
uma dessas afecções. Por exemplo, no caso da pergunta “O que é a raiva?”, o dialético dirá que
se trata de um desejo de vingança, ou algo deste tipo; o filósofo natural dirá que se trata de um
aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o
outro, segundo a forma e a definição. A definição é o “o que é” da coisa, mas, para existir, esta
precisa da matéria.”

Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403ª 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010.

Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.),
assinale a alternativa que nomeia corretamente a doutrina aristotélica em questão.

a) Teoria das categorias.

b) Teoria do ato-potência.

c) Teoria das causas.

d) Teoria do eudaimonismo.

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