Aeron beck - psicanalista com formação completa.
Questionou que precisava ter demonstração de validação empírica. fez
experimentos para alcançar essa validação e acabou notando em seus pacientes
que os pensamentos eram fundamentais para como eles percebiam e
interpretavam o mundo. Identificando os pensamentos automáticos, crenças
disfuncionais que influenciavam suas emoções e comportamentos. Criando
assim a TCC.
- TCC: Usa-se da estruturação, organização. Acredita que os pensamentos
são fundamentais para como percebemos e interpretamos o mundo
influenciando nossos comportamento e emoções.
O pensamento disfuncional vem das Crenças Enraizadas a TCC trabalha
para desconstruir essas crenças, se a crença persiste, olha o passado do
paciente para identificar onde se formou.
O terapeuta procura de várias formas uma mudança cognitiva (Modificação no
pensamento e no sistema de crenças do paciente) – para produzir uma mudança
emocional e comportamental duradoura.
Identificar a causa da cognição (pensamentos e crenças) distorcida e negativas e
entender suas crenças específicas e padrões de comportamento. Para assim
modifica o pensamento distorcido para um mais realista e adaptativo o que
resulta na melhora do comportamento disfuncional e melhora de qualidade de
vida.
- A TCC é voltada para a solução de problemas atuais e a modificação de
pensamentos e comportamentos disfuncionais (inadequados ou negativos). De
modo progressivo sessão após a sessão.
(Como foi a semana, conseguiu desenvolver, o assunto da sessão passada volta
na sessão seguinte).
O terapeuta procura de várias formas uma mudança cognitiva (Modificação no
pensamento e no sistema de crenças do paciente) – para produzir uma mudança
emocional e comportamental duradoura.
TCC atende pacientes com diferentes níveis de educação e renda, bem como a
uma variedade de culturas e idades, desde crianças pequenas até adultos com
idade mais avançada. Grupo, casal e família. Saúde, escolas, programas
vocacionais e prisões.
QUAL A TEORIA SUBJACENTE À TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL?
Modelo cognitivo = o pensamento disfuncional (que influencia o
humor/pensamento/comportamento do paciente (aquilo que você acredita) é
comum a todos os transtornos psicológicos (como a depressão, ansiedade,
transtorno obsessiva-compulsivo (TOC)). Esses pensamentos disfuncionais
influenciam o humor e o comportamento do indivíduo, contribuindo para o
desenvolvimento e manutenção dos sintomas.
Por exemplo, uma pessoa com depressão pode ter pensamentos automáticos
negativos sobre si mesma, o mundo e o futuro, como "Eu sou um fracasso", "Nada
vai melhorar", o que contribui para sentimentos de tristeza e desesperança. Da
mesma forma, alguém com ansiedade pode ter pensamentos catastróficos sobre
eventos futuros, como "Se eu falhar, será o fim do mundo", o que alimenta o medo
e a preocupação excessiva.
O objetivo do tratamento baseado no modelo cognitivo é identificar e desafiar
esses pensamentos disfuncionais, ajudando o indivíduo a desenvolver padrões de
pensamento mais realistas e saudáveis, o que pode melhorar o humor e reduzir os
sintomas psicológicos.
A partir do pensamento realista você pode rever seus comportamentos.
-Exemplo negativo: Antecipar que tudo dará errado no futuro, independentemente
de evidências contrárias.
° Consequências: Desesperança, desistência precoce, falta de motivação para
buscar objetivos.
-Exemplo positivo: Reconhecimento dos aspectos positivos e negativos de uma
situação.
° Consequências: Resiliência emocional, capacidade de lidar com desafios,
busca por soluções construtivas.
As crenças enraizadas geram os pensamentos automáticos.
A modificação das crenças disfuncionais subjacentes (não aparente) produz uma
mudança mais duradoura. Por exemplo, se você continuamente subestima suas
habilidades, pode ser que tenha uma crença subjacente de incompetência.
Comprovada cientificamente sua eficácia em :
✓ Transtornos psiquiátricos
✓ Problemas psicológicos
✓ Problemas médicos com componentes psicológicos
Princípios Básicos do Tratamento
Técnicas criadas por beck:
1) Identificação e Modificação de Pensamentos Automáticos.
2) Reestruturação Cognitiva.
3) Exposição Gradual.
4) Resolução de Problemas.
• Princípio 1: Descobrir qual o contexto de cada um.
1) Identificar o pensando atual e comportamentos disfuncionais que contribui
para o sofrimento psíquico e seus comportamentos problemáticos.
Ex: "Eu sou um fracasso [...] isola-se [...]".
2) Identificar fatores precipitantes que influenciam as percepções.
Ex: "Estar longe de casa, dificuldade para estudar [...], crença “incompetente”.
3) Levanta hipóteses, sugerir possíveis explicações para momentos importantes
no desenvolvimento e como esses momentos são geralmente entendidos ao
longo do tempo por essa pessoa.
Ex:“Tem uma antiga tendência a atribuir à sorte os seus pontos fortes e
conquistas, porém encara seus pontos fracos como um reflexo do seu verdadeiro
eu”
• Princípio 2: A terapia cognitivo comportamental requer uma aliança terapêutica
sólida.
1)Vínculo, clareza, feedback ...
• Princípio 3: A terapia cognitivo comportamental enfatiza a colaboração e a
participação ativa do paciente.
1) Trabalho em equipe, direcionamento e retomada do que foi discutido durante a
sessão.
Ex: Enfatizar na primeira sessão o quanto é importante o paciente colaboração e
ter uma participação ativa na terapia.
• Princípio 4: A terapia cognitivo comportamental é orientada para os objetivos e
focada nos problemas.
1) Enumerar os problemas e traçar objetivos específicos.
Ex: focar na queixa do paciente. Não consegue namorar: Como será que é o
cotidiano dessa pessoa é muito corrido, os amigos são acessíveis a novas
pessoas.
• Princípio 5: A terapia cognitivo comportamental enfatiza inicialmente o
presente.
Inicialmente foco intenso nos problemas atuais; A terapia começa examinando os
problemas do “aqui e agora”.
Ex: Sono na faculdade matutino, investigar como foi o domingo.
1) Passado: “quando o paciente expressa uma forte preferência por fazer assim e
quando não fazer isso possa colocar em perigo a aliança terapêutica”.
Ex: Paciente muito resistente, engessado, trabalha com ele o passado" desde
quando ele fez assim, quais benefícios isso traz pra ele".
2) quando os pacientes ficam “emperrados” no seu pensamento disfuncional,
quando um entendimento das raízes infantis de suas crenças poderá ajudar a
modificar suas ideias rígidas.
Identificar um conjunto de crenças que aprendeu quando criança.
• Princípio 6: A terapia cognitivo comportamental é educativa, tem como objetivo
ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta e enfatiza a prevenção de recaída.
Ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta. Ensinar como seus pensamentos
influenciam suas emoções e comportamento.
“Definir objetivos, identificar e avaliar pensamentos e crenças e a planejar a
mudança comportamental, mas também a ensino como fazer”
• Princípio 7: A terapia cognitivo comportamental visa ser limitada no tempo.
Muitos pacientes com depressão e transtornos de ansiedade são tratados em um
espaço de 6 a 14 sessões. Não se prende nesse prazo, o paciente não é uma
receita de bolo. Cada indivíduo tem seu tempo.
Os objetivos do terapeuta são promover o alívio dos sintomas, facilitar a remissão
do transtorno, ajudar o paciente a resolver seus problemas mais urgentes e
ensinar habilidades para evitar a recaída.
Sessões semanais, quinzenais, mensais e periódicas a cada 3 meses para reforço.
• Princípio 8: As sessões de terapia cognitivo comportamental são estruturadas.
1) Introdutória (fazer uma verificação do humor, examinar rapidamente a semana,
definir colaborativamente uma pauta para a sessão); como ele fico na semana
com a tarefa que eu dei, ele fico bem, como ele se sentiu, se funcionou pra ele.
2) Intermediária (examinar o exercício de casa, discutir os problemas da pauta,
definir um novo exercício de casa, fazer resumos); se ele conseguiu, se teve
melhora ou piora. Aqui deu certo, podemos trabalhar dessa maneira.
3) Final (feedback) comentar sobre tudo que foi falado.
• Princípio 9: A terapia cognitivo comportamental ensina os pacientes a
identificarem, avaliar e responder aos seus pensamentos e crenças disfuncionais.
1) Descoberta guiada: durante a terapia o paciente vai se identificando o que ele
está fazendo que não está tendo um resultado bom. O terapeuta ajuda o paciente
a identificar as principais cognições e a adotar perspectivas mais realistas e
adaptativas, o que leva o paciente a se sentir melhor emocionalmente, se
comportar com mais funcionalidade e/ou diminuir sua excitação psicológica.
2) Experimentos comportamentais: trabalhar de várias maneiras para ver qual
resultado é melhor, o terapeuta cria várias experiências (e se) para o paciente ir se
preparando, identificando oque é possível fazer.
• Princípio 10: A terapia cognitivo comportamental usa uma variedade de técnicas
para mudar o pensamento, o humor e o comportamento.
Associação de técnicas como: Gestalt, Psicanalise, Psicodinâmica entre outras.
- Embora os princípios básicos da TCC forneçam uma estrutura sólida para o
tratamento, a aplicação prática da terapia requer flexibilidade e adaptação para
atender às necessidades individuais de cada paciente e seus objetivos
terapêuticos.
1) A sessão: A estrutura das sessões são parecidas em diversos transtornos, mas
as intervenções podem ser variadas.
- Início: aliança terapêutica, checar humor, as experiências ocorridas durante a
semana. Examinar as atividades de autoajuda (“exercícios de casa” ou “plano de
ação”) em que o paciente se envolveu desde a última sessão.
- A partir de um problema vivido pelo paciente: coletar dados a respeito do
problema, conceituar cognitivamente as dificuldades do paciente (perguntando
sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos específicos associados ao
problema) e planejar colaborativamente uma estratégia.
Ao final revisar os pontos importantes - se o paciente entendeu os pontos
importante.