Aula 09 – 23/10/23
· Magmas e Rochas Ígneas
ROCHAS ÍGNEAS → formam-se pelo resfriamento e pela solidificação do Magma. Considerada PRIMÁRIA.
MAGMA → é uma palavra grega que significa massa ou pasta.
Magma material Porém, quando o Processos magmáticos
rochoso fundido Magma chega à que resultam no
Geologia ou parcialmente superfície ele passa Lava extravasamento do
fundido. a ser chamado de magma na superfície
outro nome. terrestre.
Devido às modificações Físicas e Químicas
que sofre durante o Processo Vulcânico.
· Constituintes dos Magmas
Magmas têm composição Silicática = composição da crosta e do manto.
Composição dos magmas e rochas ígneas bastante diversificado, porém 3 três tipos se destacam: BASÁLTICO,
ANDESÍTICO e RIOLÍTICO. Carbonáticos e Sulfetados, ainda que raros, que também podem ocorrer.
Magma Basáltico: cerca de 50% Magma Andesítico: cerca de Magma Riolítico: cerca de 70%
de sílica (SIO2) e pequena 60% de sílica (SIO2) e bastantes de sílica (SIO2) e elevada
quantidade de gases gases dissolvidos. Origina o quantidade de gases
dissolvidos. Origina o Basalto e Andesito e diorito. dissolvidos. Origina o Riólito e
Gabro. Granito.
Séries de reação de Bowen → descreve a sequência que os minerais são formados à medida que o magma
resfria.
→ Os cristais minerais ficam → Os que ficam suspensos no → O processo continua até a
maiores e alguns se líquido reagem com o material solidificação do magma.
sedimentam; fundido para formar um novo
mineral a uma temperatura mais
baixa;
· Rochas Ígneas
― Rochas resultantes da cristalização do magma;
― Rochas de origem primária;
― Atividade Ígnea têm a ver com Variações de Calor internas do planeta (variações de T, P).
Observação: O interior do Planeta é regido por pressões de temperaturas, quanto mais profundo maiores as
temperaturas, maiores as pressões, mas em determinados momentos temos alívio de pressão → temperatura
alta, funde a rocha em profundidade.
O magma, por ser fluído ele se expande, e tende a ascender, a subir gradativamente e pode chegar à superfície
e derramar.
Quando se derrama à superfície → PROCESSO VULCÂNICO.
Se por ventura esse material subir e se consolidar internamente na crosta → PROCESSO PLUTÔNICO.
Processo vulcânico – rochas extrusivas
Rochas extrusivas só ocorrem quando o magma mais fluido (lava) chega à superfície.
Existem as seguintes manifestações de rochas extrusivas:
· Derrames → a lava flui por fendas espalhando-se em grandes extensões.
· Vulcanismos → a lava flui por canais formando cones em áreas mais restritas.
· Depósitos piroclásticos → decorre de explosões em vulcões obstruídos que lançam materiais
incandescentes pelo ar e depositam-se no seu entorno. Exemplos: vulcões ativos da itália – etna na
ilha da sicília e vesúvio cidade de nápoles.
Processo plutônico - rochas intrusivas
São aquelas que se resfriam dentro da crosta.
A classificação dessas rochas pode ser feita de acordo com as suas formas de ocorrências:
· Plutônicas ou abissais → quando o magma resfria em grandes profundidades na crosta terrestre,
geralmente por ascensão lenta de magma mais leve. Nessa categoria estão os batólitos e stocks.
· Hipoabissais → quando o magma resfria em profundidades menores, geralmente pela infiltração de
lava em descontinuidades da crosta. O resfriamento é mais rápido. Nesta categoria inserem-se os
diques, sills e lacólitos.
· Rochas ígneas → classificação quanto à profundidade de cristalização
Intrusivas ou plutônicas → resfriamento lento → minerais grandes
Extrusivas ou vulcânicas → resfriamento rápido → minerais pequenos
· Formação de Rocha Ígnea
Obviamente, se temos um material se resfriando e cristalizando – magma – em profundidade, as temperaturas
vão diminuindo lentamente.
· Formação de uma rocha ígnea – grosseira → porque as temperaturas vão diminuindo, em
profundidade lentamente, então os minerais têm tempo de se cristalizar e de se agigantar.
Profundidade 10 a 15 km. Granito.
· Por outro lado, se o magma chegar à superfície e se derramar o resfriamento é instantâneo. Forma-se
uma rocha fina. Claro que temos minerais, só que são minerais diminutos, ou seja, pequenos. É uma
rocha com uma massa disforme, sólida, que é uma considerada uma rocha clássica – basáltica → rocha
do resfriamento da lava de um vulcão.
· Ou pode se cristalizar em função de sua composição. Um “riolito” → rocha fina também, composição
diferente, mas se formou em superfície.
· Rocha vulcânica pode ter alta · Muitas vezes ocorrem · Duas rochas vulcânicas com
quantidade de gases → o que reações químicas nestes orifícios composição diferente? Magmas
pode resultado com isso? → cristalização de minerais diversos são produzidos em
criam-se orifícios que diminutos. Vítreos – obsidiana. função do tipo de rocha da área-
representam os espaços por fonte e taxa de fusão desta
onde os gases escapam e com rocha com outras.
isso a rocha se cristaliza → cria
uma rocha vulcânica – vesicular.
· Dando nomes às rochas ígneas
A nomenclatura de rochas ígneas é definida, com base nas suas composições mineralógicas e nas suas
texturas. Os critérios de nomenclatura são padronizados internacionalmente pela sistemática adotada pela
IUGS (união internacional das ciências geológicas).
Segundo estas sistemáticas, as rochas são O nome das rochas é então definido pela
subdivididas vulcânicas ou extrusivas quando proporção observada entre seus constituintes
apresentam textura afánitica ou vítrea; e intrusivas, minerais majoritários.
quando a textura for fanerítica de qualquer
granulação.
· Rochas ígneas → classificação quanto às texturas e mineralogia
Textura fanerítica → granulometria grossa; cristais vistos a olho nu (> 5 mm); resfriamento lento.
Granito, gabro.
Textura afanítica → granulometria fina; cristais vistos somente com lupa (> 1 mm); resfriamento
rápido. Riolito, basalto.
Textura porfirítica → grãos maiores que se sobressaem em relação à uma matriz mais fina; pode
ocorrer em rochas plutônicas e vulcânicas. Granito com textura porfirítica: fenocristais de feldspato
em meio a uma matriz granular fina.
· Textura afanítica → esta textura é caracterizada por cristais muito pequenos, geralmente invisíveis a olho nu.
Exemplos: basalto (rocha vulcânica), andesito (rocha vulcânica), riolito (rocha vulcânica).
· Textura fanerítica → caracterizada por cristais visíveis a olho nu, geralmente de tamanho médio a grande,
devido a um resfriamento lento do magma. Exemplos: granito (rocha plutônica), diorito (rocha plutônica),
gabro (rocha plutônica).
· Textura porfirítica → esta textura exibe uma combinação de cristais grandes (fenocristais) dispersos em uma
matriz fina (matriz ou pasta). Exemplos: andesito porfirítico, riolito porfirítico.
· Textura vesicular → · Textura vítrea → as rochas com · Textura piroclástica → essa
caracterizada pela presença de essa textura são compostas textura é composta por
vesículas (cavidades) na rocha, principalmente por vidro fragmentos de diferentes
resultantes da presença de gás vulcânico, sem cristais visíveis. tamanhos resultantes de
no magma durante a Exemplos: obsidiana, tefra erupções explosivas.
solidificação. Exemplos: (fragmentos de vidro Exemplos: tufos vulcânicos,
basalto vesicular, andesito vulcânico). brechas vulcânicas.
vesicular.
· Rochas ígneas → classificação quanto à cor
MINERAIS MÁFICOS E FÉLSICOS (M) - ÍNDICE DE COR → M < 90 em relação aos 90%
Minerais máficos = minerais escuros minerais máficos.
Minerais félsico → ricos em SiO2, Al e K → cor clara → granito, quartzo, feldspato K, muscovita.
Minerais máficos → ricos em Mg e Fe → cor escura → basalto, olivina, piroxênio, anfibólio, biotita.
A cor das rochas ígneas é expressa pela % de minerais escuros presentes na rocha:
Leucocráticas → até 30% de minerais escuros.
Mesocrásticas → de 30 a 60% de minerais escuros.
Melanocráticas → mais de 60% de minerais escuros.
· Rochas ígneas → classificação quanto à mineralogia
A maioria das rochas da crosta apresentam em relação ao índice de cor (M) < 90. Neste caso, elas são
classificadas pelas proporções que apresentam entre seus constituintes Félsicos: Feldpatos Alcalinos (A),
Plagioclásio (P), Quartzo (Q) e Feldspatoides (F).
· Ocorrência das rochas ígneas
O magma pode introduzir (com força -uma
massa em outra preexistente) uma rocha
cortando-a horizontalmente no interior da
Crosta.
Neste caso, a rocha é concordante com as
camadas horizontais. As rochas laterais são
chamadas de encaixantes.
A rocha intrusiva é chamada de sill ou soleira. Veios → depósitos minerais formados em fraturas
e com origem diferente da rocha encaixante.
Batólito → corpos rochosos intrusivos com área
Diques → quando o magma corta uma rocha
aflorante de mais de 100 km²; essa rocha formou-
preexistente, geralmente preenchendo fraturas,
se em alta profundidade e os sedimentos/rochas
de forma vertical em relação às rochas encaixantes.
encaixantes já foram erodidos.
Stock → são corpos menores que os batólitos (< 100 km²); Assim como os
batólitos, cortam as rochas encaixantes discordantemente; O stock pode ser
prolongamento do batólito que aflorou.
· Os pegmatitos são comumente relacionados aos batólitos e, geralmente, ocorrem nas suas
bordas.
· A formação dos pegmatitos se dá na fase final de resfriamento do magma, por meio da
percolação de soluções ricas em sílica, água e, por vezes, em alguns íons que não entraram
na estrutura cristalina dos minerais.
· Os minerais presentes nos pegmatitos apresentam granulação muito grossa (minerais
maiores que 2 cm podendo chegar a tamanhos métricos).
· Rochas ígneas → classificação quanto à estrutura
A estrutura é considerada um arranjo de porções distintas de uma rocha. Podem ser:
Maciça → não apresenta vazios; a grande maioria das rochas ígneas).
Vesicular → apresenta vazios devido ao escape de gases.
Amigdaloidal → vesículas preenchidas por minerais tardios.
A importância das rochas ígneas → resistência alta faz com que seu emprego seja vasto na engenharia:
· Rochas para (blocos);
· Lâminas para revestimento de pisos e fachadas;
· Melhores rochas britadas para a produção de concretos;
· As melhores rochas para a confecção de barragens;
· Nelas os túneis podem ser mais econômicos.