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MARIA: amor

incondicional

Aluno: Beatriz Caroline Fraga de Lima


Orientadora: Ellen Paesante
Apresentação

Relato clínico com entendimento teórico da Gestalt


terapia.

Trata-se sobre questões pertinentes ao luto,


compreendendo as diferentes dimensões e como ele
afeta toda a existencia .

Respeitando sempre o sigilo terapêutico foram utilizados


nomes fict­icios, dessa forma apresento a vocês : Maria,
uma mãe enlutada com um amor incondicional e a forma
que nossa relação se deu.
A cliente

Maria, mulher cis, 54 anos, dona de casa;

Casada, mãe de três filhos, vivenciando luto


por um filho;
Apresenta um quadro de Depressão maior;

20 sessões de atendimento individual de


forma gratuita
Caminhar

Encontro: Giovannetti (2015, p. 53-54) utiliza a palavra


encontro para designar a situação na qual um ser afeta,
de algum modo, a existência ao outro ser, ou seja, ela se
concretiza na relação intersubjetiva que promove o
crescimento, a troca de experiências, quando as
vivências mobilizam a existência.

Contrato era sempre renovado;


O processo

Corpo ;

Vazio existencial;

Presença de choro intenso ;

Escuta ativa ;
O luto

Fukumitsu (2004) fala que o luto pode


ser comparado ao processo de
cicatrização . A perda de uma pessoa
querida pode ser relacionada a uma
ferida existencial que pode ser curada,
jamais esquecida e a cicatriz é uma prova
disso, uma ferida aberta, que gera dor e
sofrimento, mas que necessita de tempo
para ser processada.
"A escuta interessada do terapeuta é
curativa por si só, uma vez que
consegue, por espelhamento, fazer
emergir o interesse da pessoa,
abrindo espaço para que surjam
características que estavam
escondidas ou negadas"Juliano
(1999)
Compreensão diagnóstica

Para compreensão diagnóstica foi utilizado o ciclo de contato(Ribeiro,1997) e foi


possível identificar alguns bloqueios de contato como :

Introjeção”processo pelo qual obedeço e aceito opiniões arbitrárias, normas e valores


que pertencem a outros”
Confluência “processo pelo qual me ligo fortemente aos outros sem diferenciar o que é
meu do que é deles;”
Dessensibilização “processo pelo qual me sinto entorpecido, frio diante de um contato,
com dificuldade de me estimular.”
Fixação “ processo pelo qual me apego excessivamente a pessoas, ideias ou coisas e,
temendo surpresas diante do novo e da realidade.”
Recursos utilizados

Diálogo;
Fantasia guiada;
Escrita terapeuta
adaptada;
Arteterapia;
Considerações Finais

Considerando que a cura não é o objetivo e sim a


consequência, focamos sempre no processo e na
mudança do paciente. Mudar é ressignificar coisas,
pessoas e até a própria existência. É um ato
integrado, que envolve a pessoa na sua relação com
o mundo como uma totalidade consciente.
Referências
GIOVANETTI, José Paulo. A relação terapêutica na perspectiva
fenomenológico-existencial. In: GIOVANETTI, José Paulo. Psicoterapia
Fenomenológico-existencial: fundamentos filosófico-antropológicos.
FEAD. 2015.

FUKUMITSU, K. O. Uma visão fenomenológica do luto. Um estudo sobre as


perdas no desenvolvimento humano. São Paulo: Editora
Livro Pleno, 2004.

JULIANO, J.C. A arte de restaurar histórias. São Paulo: Summus, 1999.

RIBEIRO, Jorge Ponciano. O Ciclo do contato. São Paulo: Summus, 1997.


Muito obrigada

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