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Prolapso dos Órgãos Pélvicos: Diagnóstico e Tratamento

O documento discute o prolapso dos órgãos pélvicos femininos, incluindo sua definição, fatores de risco, classificação, diagnóstico e opções de tratamento cirúrgico e não cirúrgico. O documento fornece detalhes sobre vários tipos de cirurgias reconstrutivas para reparar defeitos nos compartimentos anterior, posterior e apical.

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Prolapso dos Órgãos Pélvicos: Diagnóstico e Tratamento

O documento discute o prolapso dos órgãos pélvicos femininos, incluindo sua definição, fatores de risco, classificação, diagnóstico e opções de tratamento cirúrgico e não cirúrgico. O documento fornece detalhes sobre vários tipos de cirurgias reconstrutivas para reparar defeitos nos compartimentos anterior, posterior e apical.

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PROTOCOLO

Prolapso dos
órgãos pélvicos
Luiz Gustavo Oliveira Brito1, Edilson Benedito de Castro1, Cassia Raquel Teatin Juliato1

Descritores INTRODUÇÃO
Prolapso genital; Tratamento; A Sociedade Internacional de Incontinência (ICS) e a Sociedade Internacional
Diagnóstico; Classificação; de Uroginecologia (IUGA) definem prolapso dos órgãos pélvicos (POP) como
Telas sintéticas
o descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior e do ápice da vagina
(útero ou cúpula vaginal na mulher histerectomizada).(1,2) Estima-se que as
desordens do assoalho pélvico, como POP e incontinências fecal e urinária,
afetem 25% das mulheres norte-americanas.(3) Os sintomas de POP podem
ocorrer em qualquer idade, mas tem seu pico entre os 70-79 anos,(4) e a dis-
função do assoalho pélvico é mais importante em idosas, afetando até 50%
das mulheres nessa época da vida.(5) Mulheres dos Estados Unidos têm 13%
de chance de serem submetidas à cirurgia de POP ao longo de sua vida;(6) e
alguns estudos mostram taxa de reoperação por recidiva entre 6% e 30%.(7-10)
A classificação específica do prolapso genital feminino no Código Internacio-
nal de Doenças (CID-10) é N81.

ETIOLOGIA
Existem vários fatores de risco associados ao POP, como idade acima de 60
anos, multiparidade, aumento da pressão intra-abdominal relacionado à
obesidade ou a doenças que levam a esse mecanismo (doença pulmonar
obstrutiva crônica, constipação), doenças genéticas que causem alteração do
colágeno ou elastina (síndrome de Ehlers-Danlos, hipermobilidade articular,
síndrome de Marfan), espinha bífida oculta (em nuligestas, sugere-se a in-
vestigação com tomografia de pelve) e raça.(11)
Nenhuma causa genética foi identificada até hoje, mas estudos epidemio-
lógicos mostram que indivíduos de famílias com predisposição ao prolapso
têm risco de 2,58 vezes de apresentarem essa condição.(11) Com relação à raça,
Como citar? um estudo mostrou que mulheres brancas e latinas têm, respectivamente,
Brito LG, Castro EB, Juliato CR. 4,9 e 5,4 vezes mais chances de apresentar POP.(12)
Prolapso dos órgãos pélvicos. Alguns fatores de risco adquiridos são associados à presença de POP. Pro-
São Paulo: Federação Brasileira
lapso grave e sintomático está associado ao parto vaginal, principalmente após
das Associações de Ginecologia
e Obstetrícia (Febrasgo); 2018. o primeiro parto.(13,14) Existe associação entre parto vaginal e o risco de prolapso.
(Protocolo Febrasgo – Ginecologia, Um estudo mostrou que mulheres com mais de 40 anos e com parto vaginal
nº 65/Comissão Nacional têm 9,73 vezes mais prolapso em estágio avançado (ultrapassando hímen).(13) O
Especializada em Uroginecologia e trabalho de parto, na ausência de parto vaginal, parece não estar associado ao
Cirurgia Vaginal).
aumento da prevalência de POP. Por sua vez, o uso de fórceps durante o parto
está associado ao aumento do risco de desenvolver prolapso.(14)
1. Departamento de Tocoginecologia,
Faculdade de Ciências Médicas,
Universidade Estadual de Campinas, DIAGNÓSTICO
Campinas, SP, Brasil.
A queixa mais comumente referida pela paciente com prolapso genital é a
sensação de peso ou “bola na vagina”. O diagnóstico, comumente, é confir-
* Este protocolo foi validado pelos
membros da Comissão Nacional mado pelo exame físico, com a mulher em posição ginecológica e com rea-
Especializada em Uroginecologia lização da manobra de Valsalva. Existem várias classificações utilizadas para
e Cirurgia Vaginal e referendado POP e as mais utilizadas são a classificação subjetiva de Baden-Walker e a
pela Diretoria Executiva como classificação de quantificação do POP, chamada de POP-Q (Pelvic Organ Pro-
Documento Oficial da Febrasgo.
Protocolo Febrasgo de Ginecologia
lapse Quantification).(1) A ultrassonografia bidimensional (transabdominal,
nº 65, acesse: https://www.febrasgo. transperineal ou translabial, introital e transvaginal) pode ser solicitada para
org.br/protocolos avaliar mobilidade/descenso do colo vesical, afunilamento uretral, resíduo

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Prolapso dos órgãos pélvicos

pós-miccional, anormalidades da bexiga ou uretra, des- des defeitos, a utilização de telas pode ser útil ao pen-
censo do POP, avaliação dos músculos do assoalho pél- sar em melhores resultados anatômicos.(16)
vico, avulsão do levantador do ânus e baloneamento do Em uma metanálise,(17) concluiu-se que a cirurgia com
hiato genital. Existe a modalidade tridimensional, cuja tela para prolapso vaginal anterior apresenta melhor
diferença consiste na possibilidade de formar imagens taxa de cura anatômica e menor recorrência, sem dife-
de maior resolução. A ressonância magnética permite a renças quanto à cura subjetiva, à reoperação e à quali-
detecção de estruturas ligamentares e musculares com dade de vida. Há maior tempo cirúrgico e perda sanguí-
detalhe. Não utiliza radiação ionizante, e o formato di- nea com o uso de tela e, para tratamento do prolapso
nâmico permite a utilização de linhas de delimitação do anterior, sua utilização deve ser individualizada. Outro
limite das vísceras pélvicas, como a linha pubococcígea fato a ser levado em consideração nos defeitos da pa-
(traçada da margem inferior da sínfise púbica até a jun- rede anterior, especialmente nos estágios avançados, é
ção coccígea). A defecografia relaciona-se com a anato- que eles estão frequentemente associados a defeito do
mia anorretal e com distúrbios da evacuação retal. ápice vaginal.(18) Mulheres com defeito de parede ante-
rior de estágio III na classificação de POP-Q têm até 98%
de chance de associação de prolapso apical estádio I.(19)
TRATAMENTOS
Tratamento conservador Tratamento reconstrutivo do
Pessários vaginais compartimento posterior
O tratamento conservador pode ser realizado com pes- A abordagem cirúrgica dos prolapsos do compartimen-
sários vaginais, que são dispositivos de borracha ou si- to posterior pode ser feita por via vaginal ou transanal.
licone inseridos na vagina para prover suporte estrutu- Para a primeira via, pode-se realizar a colporrafia poste-
ral a qualquer defeito apresentado no assoalho pélvico rior e o reparo do defeito transverso.
(exceto o defeito distal). É recomendado preparo prévio Colporrafia posterior – geralmente, indicada para
da mucosa vaginal com cremes à base de estrogênios defeitos centrais da fáscia retovaginal. A plicatura dos
nas mulheres na pós-menopausa e manutenção do uso músculos puborretais é uma opção controversa. Apesar
após a introdução do pessário. Fissuras vaginais, des- de reduzir o hiato genital alargado que muitas dessas
conforto, dor local, leucorreia e retenção urinária são pacientes apresentam ou ser útil em mulheres que apre-
algumas das causas do abandono do uso dos pessá- sentem incapacidade de contrair o assoalho pélvico, ela
rios. Raramente, fístulas urogenitais são descritas, que, pode estar associada a incidência maior de dispareunia.
geralmente, estão associadas ao inadequado cuidado e Reparo do defeito transverso – consiste em identificar
manejo dos pessários. O uso de pessários já apresenta defeitos transversos mais laterais ou próximos ao anel
resultados na literatura, mostrando melhora na qualida- pericervical e plicar a fáscia até a área desgarrada. Um
de de vida das usuárias.(15) local comum de defeito transverso é o desgarramento
da fáscia do ligamento uterossacro.
Reparo transanal – realizado por coloproctologistas,
Fisioterapia
e aproveita-se para retirar a mucosa retal redundante
O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) para diminuir o tamanho da cúpula retal.
pode ser utilizado em mulheres com prolapso genital. Não existe, até o momento, evidência que justifique
Uma revisão sistemática mostrou que o TMAP melhora o uso de tela sintética ou absorvível no reparo do pro-
os sintomas e o grau do prolapso.(9) Porém, a maioria lapso posterior.(16,19)
dos estudos que foram inclusos apresentava pacientes
com prolapsos de estágios I e II. Portanto, a fisioterapia
Tratamento reconstrutivo do compartimento apical
não consegue reduzir anatomicamente o prolapso gra-
ve, apesar de ajudar a amenizar os sintomas do POP e O tratamento cirúrgico pode ser obliterativo ou recons-
de melhorar a função muscular do assoalho pélvico. trutivo e várias técnicas foram descritas com as mais va-
riadas taxas de cura e morbidade. Não existe uma única
técnica ideal. Idade, presença de vida sexual, comorbi-
Tratamento reconstrutivo do
dades associadas, desejo da paciente de operar e expe-
compartimento anterior riência do cirurgião são fatores que devem ser conside-
Classicamente, o prolapso do compartimento anterior rados. A correção do defeito apical inclui o tratamento do
da vagina (uretra e bexiga) pode ser abordado cirurgi- prolapso de cúpula ou do útero, mantendo esse último
camente por correção sítio-específica ou pelo uso de ou não (histerectomia ou histeropreservação). Pode ser
telas, que tem por objetivo diminuir as recidivas da ci- realizada por via abdominal (colpopexia, cervicopexia ou
rurgia convencional. histeropexia sacral, além de fixação alta dos ligamentos
Colporrafia anterior – consiste em incisar a parede uterossacros) ou vaginal (colpopexia, cervicopexia ou his-
anterior da vagina na região do defeito central. Geral- teropexia sacroespinhal e fixação nos ligamentos uteros-
mente, é realizada com tecido nativo, porém, em gran- sacros no terço proximal ou médio) (fixação alta).(16)

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Brito LG, Castro EB, Juliato CR

Fixação no ligamento uterossacro – consiste na pas- pleta (colpectomia). As vantagens dos procedimentos
sagem com fio inabsorvível ou de absorção tardia em obliterativos são a possibilidade de fazer cirurgia com
dois pontos no ligamento uterossacro até a parte ipsi- anestesia local, diminuição da morbidade perioperati-
lateral da cúpula vaginal, e repete-se o passo no liga- va, menor perda sanguínea e retorno rápido às ativida-
mento contralateral. A cirurgia pode ser realizada por via des/recuperação. Um estudo aponta que a colpocleise
vaginal ou laparoscópica. Comumente, a sutura utilizada é um procedimento efetivo, com taxas de sucesso sub-
é permanente, mas é descrita a taxa de erosão de até jetivo em torno de 100%.(32) Em um estudo de revisão
22%.(20,21) Com relação à eficácia, são encontradas altas com 4.776 procedimentos, a taxa de complicações foi
taxas de satisfação. Uma revisão sistemática com me- baixa (6,8%) e a mortalidade foi de 0,15%.(33) As compli-
tanálise encontrou taxas de sucesso de 81,2%, 98,3% e cações mais frequentes relatadas foram sangramento,
87,4% para parede anterior, apical e posterior, resultados obstrução ureteral, principalmente quando associado
que são semelhantes aos encontrados com a fixação no à histerectomia.(34)
ligamento sacroespinhal.(22,23) A cistoscopia para compro-
var a permeabilidade ureteral é obrigatória na fixação RECOMENDAÇÕES FINAIS
uterossacral, pois apresenta 1% a 11% de risco de injúria
do ureter.(24) O manual da Febrasgo de Uroginecologia e O prolapso de órgãos pélvicos pode ser tratado con-
Cirurgia Vaginal recomenda a fixação alta nos ligamen- servadoramente com o uso de pessários vaginais, com
tos uterossacros (High McCall), principalmente para os bons índices de satisfação e qualidade de vida (A).
prolapsos uterinos ou de cúpula vaginal estágios I e II.(20) Treinamento dos músculos do assoalho pélvico me-
Fixação sacroespinhal vaginal – procura-se fixar a cú- lhora a sintomatologia, mas não consegue regredir pro-
pula da vagina de forma unilateral ou bilateral ao liga- lapsos acentuados (B) e não melhora sintoma pós-ope-
mento sacroespinhal via vaginal. Com relação à eficácia, ratório (B).
observa-se boa satisfação com essa técnica. Um estudo No compartimento anterior, recidiva de prolapso e
de metanálise, incluindo 17 artigos randomizados e ob- grandes prolapsos (estágio ≥ II) representam indicações
servacionais, individuou apenas 13% das pacientes não pontuais à colocação de telas transvaginais (A). A col-
satisfeitas com a técnica.(25) As complicações associadas porrafia anterior e o reparo paravaginal são as técnicas
com a fixação no ligamento sacroespinhal são decorren- mais empregadas.
tes de lesão vascular ou nervosa e relacionadas à proxi- No compartimento apical:
midade do quê com a espinha isquiática. Em uma revisão 1. A fixação no ligamento uterossacro e a fixação no
com 1.229 mulheres submetidas a essa técnica, 2% ne- ligamento sacroespinhal têm boa eficácia, mas a
cessitaram de transfusão e 3% tiveram dor transitória.(26) sacrocolpopexia abdominal é superior, com menor
Sacrocolpopexia abdominal – consiste na fixação da recorrência, porém maior tempo cirúrgico (A).
vagina (com ou sem colo uterino) no promontório, com 2. A via laparoscópica e robótica são
a interposição de uma tela inabsorvível. Essa técnica é opções recentes à via laparotômica, com
considerada o padrão-ouro para tratamento do prolapso tempo menor de retorno às atividades,
apical, com taxas de sucesso variando de 78% a 100%,(27) porém com custo elevado (B).
porém está associada com maior tempo cirúrgico e de
retorno às atividades e custo elevado. A via laparoscópi- 3. As técnicas com preservação uterina
ca apresenta menor perda sanguínea no intraoperatório apresentam maior recorrência quando
e menor tempo de internação, mas menor taxa de su- comparadas à histerectomia vaginal (B).
cesso subjetivo e mais incontinência urinária.(28) 4. As técnicas de colpocleise apresentam boa
Preservação uterina ou não para correção do prolapso eficácia e baixa morbidade, mas devem ser
apical – em artigo de revisão sobre histeropreservação, restritas a mulheres sem atividade sexual (C).
os autores relatam maior taxa de recidiva do prolapso
No compartimento posterior, a interposição de telas
nessas situações, porém com menor tempo cirúrgico e
sintéticas não melhora o resultado terapêutico, portan-
menor sangramento. A limitação dos estudos inclusos
to não havendo vantagens em seu uso (A). A colporrafia
nesta revisão foi a inserção de estudos não randomiza-
posterior e o reparo do defeito transverso são as técni-
dos e a heterogeneidade das técnicas cirúrgicas.(29) Dis-
cas mais utilizadas por ginecologistas.
cute-se a histeropexia para mulheres jovens, sobretudo
Sobre telas: materiais como a tela de Marlex não
sem prole constituída, mas estudos mostram que até
elaborados e/ou preparados com a finalidade de tratar
60% das mulheres, quando consultadas, optaram por
mulheres com prolapso genital, apesar de constituídos
não realizar a histerectomia no momento do tratamento
por polipropileno, não têm as mesmas propriedades
do prolapso.(30,31)
gerais das telas específicas (macroporosas, monofila-
mentares e de peso leve), portanto não há respaldo
Tratamento obliterativo do compartimento apical na literatura nem em órgãos reguladores para endos-
Existem várias técnicas de procedimento obliterativo, e sar o seu uso. A situação agrava-se com o uso de telas
as duas mais comuns são a parcial (Le Fort) e a com- não adequadas via vaginal. A prevalência de erosão

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Prolapso dos órgãos pélvicos

e/ou extrusão com telas apropriadas pode chegar a 17. Juliato CR, Santos Júnior LC, Haddad JM, Castro RA, Lima M, Castro
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10%-15%, sendo desconhecidos os percentuais com te- analysis. Rev Bras Ginecol Obstet. 2016;38(7):356-64.
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