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Grandeza do Serviço Cristão e Sua Visão

O documento discute a grandeza do serviço cristão. Afirma que a grandeza se mostra na atitude de servo, na dependência total de Deus e na manifestação da graça divina. O serviço cristão é um grande privilégio e todos devem se ver como instrumentos nas mãos de Deus.

Enviado por

Henrique Barreto
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Grandeza do Serviço Cristão e Sua Visão

O documento discute a grandeza do serviço cristão. Afirma que a grandeza se mostra na atitude de servo, na dependência total de Deus e na manifestação da graça divina. O serviço cristão é um grande privilégio e todos devem se ver como instrumentos nas mãos de Deus.

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Texto Bíblico: Neemias 4.

19, "Disse eu aos nobres, aos magistrados e


ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro
mui separados, longe uns dos outros".

INTRODUÇÃO
1. Certa vez estava um grupo de trabalhadores em um grande terreno
que vinha sendo preparado para construção. Quando passou um
deles com um carrinho de mão cheio de entulhos, um observador
perguntou o que ele estava dizendo. A resposta foi que ele estava,
como em óbvio, empurrando um carrinho cheio de entulhos. Logo
após, veio outro trabalhador também com um carrinho cheio de
entulhos. A mesma pergunta foi feita. Ele então parou, largou o
carrinho no chão, ergueu os olhos para ver toda a extensão do terreno
e respondeu: "Estou construindo uma grande igreja".
2. Muitos estão servindo ao Senhor como o primeiro trabalhador: sem
a visão da grandiosidade do que está fazendo. Para estes, o trabalho
de Deus não passa de uma atividade qualquer entre tantas outras que
fazem, como por exemplo o trabalho secular, o cuidado da família, o
curso escolar, etc.
3. Se temos apenas uma visão míope, curta, sobre a extensão e
grandiosidade da obra de Deus, certamente nossa disposição para o
trabalho no reino será deficiente, faltosa, indiferente. Precisamos crer
que servimos a um Deus grande, que tem um grande projeto para a
salvação do homem. Tal é a grandiosidade deste projeto, que o Deus
Todo-Poderoso investiu nele o que tinha de mais precioso, seu único
Filho, Jesus Cristo.

QUEREMOS ANALISAR ALGUNS ASPECTOS QUE CERTAMENTE ESTÃO


ENVOLVIDOS NA GRANDEZA DO SERVIÇO CRISTÃO
I. A GRANDEZA DO SERVIÇO CRISTÃO SE MOSTRA NA ATITUDE DE
SERVO
1. Somos apenas servos nesta grande obra do Senhor. A visão de servo
não contradiz a grandeza, porque servir ao Senhor é o maior privilégio
de que podemos desfrutar em nossas vidas. A palavra "servo", vem do
termo grego "doulov" – doulos, e tem como significado "escravo",
"homem de condição servil", "criado".
2. Não somos senhores da obra e nem os seus donos. Somos
instrumentos nas mãos do Senhor para que ela seja realizada entre
nós e através de nós. Vejamos algumas referências bíblicas de nosso
"servir em Cristo":
a) Jesus, nosso exemplo de servo, Mc 10.45, "Pois o próprio Filho do
Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate por muitos". De acordo com este texto, podemos afirmar que o
maior exemplo de que precisamos "servir", está no próprio Senhor,
cuja vinda ao mundo foi unicamente para dar a sua vida por nós.
· Muitos filhos de Deus, ao invés de se apresentarem como servos,
se colocam na posição de "senhores absolutos", frustrando o
propósito de Deus em suas vidas. Deus não abençoará aqueles que
usurpam uma posição que não é a deles. Como Filhos de Deus, nada
somos além de servos, de escravos, etc..
b) Como Jesus, devemos estar dispostos a servir, 1 Pe 4.10, "Servi uns
aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons
despenseiros da multiforme graça de Deus". A palavra "servir" neste
texto é "diakonew" – diakoneo, que quer dizer "ministrar", "auxiliar",
"servir como provedor de determinada necessidade". Isto significa
"ministrar (servir) ao Senhor em favor de outros".
· A igreja é serva do Senhor. Cada um de nós, como membros
desta Igreja, somos servos de Deus. A igreja é plantada numa
localidade para servir. É no serviço que está a grandeza da obra de
Deus. Ninguém está no mundo para "se servir", "para usufruir". É no
serviço que encontramos nossa verdadeira grandeza como crentes e
reconhecemos a grandeza da obra de Deus.
c) Devemos servir não de maneira fingida, mas com sinceridade, Ef
6.6-7, "6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como
servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; 7 servindo
de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens. De acordo
com este texto, nosso servir deve obedecer a duas prerrogativas:
· Não devemos servir apenas na aparência. Existem muitos filhos
de Deus que aparentemente se apresentam como servos, porém
interiormente se mostram "senhores", uma vez que suas atitudes
denunciam que eles não são submissos a Deus.
· Devemos servir de coração, fazendo a vontade de Deus. Aqui está
a excelência do verdadeiro servir, que é uma disposição que vem de
dentro, do coração! E ainda, segundo a vontade de Deus! O verdadeiro
servo procura agradar ao Senhor a quem presta serviço, e não tem
como pretensão agradar a si mesmo!
3. Precisamos aprender a servir e não almejarmos ser servidos!

II. A GRANDEZA DO SERVIÇO CRISTÃO NOS REVELA QUE TUDO VEM


DO SENHOR
1. Nada provém de nossa capacidade, inteligência ou estratégia. Tudo
vem de Deus. O que temos, o que somos e tudo o que viermos a ser ou
a ter, provém de Deus. Quem não entende que não passamos de
"instrumentos", nas mãos de Deus, não estará apto para a obra.
Lembre-se, o instrumento não toca sozinho, mas depende de alguém
que o execute, para daí produzir a bela música! Novamente, não
devemos deixar de analisar alguns versículos na Palavra de Deus:
a) Nossa dependência na pregação da Palavra de Deus, 1 Pe 4.11, "Se
alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém
serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas,
seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a
glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!" Note a
expressão: "fale como entregando oráculos de Deus". A palavra
"oráculos", vem do grego "logion" – logion, que tem como sentido: "as
palavras ou expressões vocais de Deus". Aquele que ministra deve
entregar a Palavra de Deus e falar de acordo com o poder que Ele
concede, mediante a ação do seu Espírito em nós.
· Lembre-se da pregação de Paulo: "1 Eu, irmãos, quando fui ter
convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com
ostentação de linguagem ou de sabedoria. 2 Porque decidi nada saber
entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. 3 E foi em fraqueza,
temor e grande tremor que eu estive entre vós. 4 A minha palavra e a
minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de
sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, 5 para que a
vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de
Deus", 1 Co 2.1-5.

b) Nossa dependência como vasos de Barro, para ser completos com


o poder de Deus, 2 Co 4.7, "Temos, porém, este tesouro em vasos de
barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós". Note
que aqui também, Paulo estava falando a respeito de sua pregação, 2
Co 4.5, "Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus
como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de
Jesus". Tudo vem do Senhor! Eis a grandeza da obra que realizamos.
c) Nossa dependência como "ramos da Videira", Jo 15.5, "Eu sou a
videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá
muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer".
· Observe: O ramo não pode existir independente da videira! É
através dela que ele, o ramo, recebe a seiva e os nutriente necessários
para sua sobrevivência. Se comparativamente, a Videira é Deus e nós
os ramos, está estabelecida uma relação de dependência vital para
nós como filhos de Deus. Deus sobrevive sem nós, porém, nós não
podemos viver sem Deus! É por esta razão que Jesus afirma: "... sem
mim nada podeis fazer".
4. Não nos resta alternativa! Se queremos ser úteis precisamos
depender inteiramente do Senhor!
III. A GRANDEZA DO SERVIÇO CRISTÃO MANIFESTA A GRAÇA DE
DEUS
1. Pedro diz: "Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que
recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus", 1 Pe
4.10. A palavra "graça", vem do termo "cariv" – charis e quer dizer:
"favor", "benefício", "generosidade", "presente imerecido". Pela nossa
condição de pecadores diante do Criador, nada merecemos dele!
Portanto, tudo que Ele nos outorga é pela sua graça!
2. A graça que manifesta de diversas e muitas formas. A obra de Deus
não se encontra engessada a uma única manifestação. Ela é grande o
suficiente para se manifestar em todos os contextos e de formas
que nós nem sequer imaginamos.
3. Quem serve ao Senhor deve estar com o coração e a mente abertos
para sentir e ver como Deus age para alcançar e transformar as
pessoas. O nosso compromisso é sermos "instrumentos da
manifestação da graça de Deus" entre os homens.
3. Devemos ter a mesma atitude que Barnabé teve quando chegou em
Antioquia, depois que se soube que ali muitos pregadores
espontâneos haviam proclamado que "a mão do Senhor era com eles,
e grande número creu e se converteu ao Senhor", At 11.21. Ali
chegando Barnabé, nos diz a Palavra que ele "viu a graça de Deus, e se
alegrou, e exortava a todos a perseverarem no Senhor com firmeza de
coração", At 11.23.
4. Quando a graça de Deus se manifesta, ninguém pode opor
resistência. A obra do Senhor é grande porque ela manifesta sua
graça. Podemos observar como a graça se manifesta em nós, como já
vimos, sobre tudo quanto nos vem de Deus. Vejamos alguns pontos,
entre tantos outros onde a graça se manifesta:
a) Somos o que somos pela graça. Paulo se considerava "ministro",
"servo", somente pela graça de Deus, "Mas, pela graça de Deus, sou o
que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes,
trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça
de Deus comigo", 1 Co 15.10.
b) Somente a "superabundante" graça de Deus nos leva à contribuição
em amor, tanto com nossos dízimos para sustento da Obra, como
também na ajuda aos pobres e necessitados. 2 Co 9.13-14, "13 visto
como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência
da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade
com que contribuís para eles e para todos, 14 enquanto oram eles a
vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de
Deus que há em vós".
c) Não podemos viver sem a graça de Deus. Na carta aos Hebreus
temos: "...atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso,
separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura
que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam
contaminados", Hb 12.15.
4. Por mais que queiramos ser independentes, há uma grande
carência da manifestação da graça de Deus em nós!

IV. A GRANDEZA DO SERVIÇO CRISTÃO GLORIFICA A DEUS


1. Paulo disse que "tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras,
fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (Cl
3.17).
2. Jesus ensinou: "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e
assim sereis meus discípulos" (Jo 15.8).
3. A verdadeira obra é aquela que glorifica a Deus. Daí resulta também
sua grandeza. Ela não é para glória pessoal de ninguém. infelizmente,
muitos se autopromovem dizendo que fazem para a glória de Deus.
Não é a pessoa que vai dizer isso; os frutos irão provar se realmente é
para a glória de Deus que ela trabalha.
4. Estamos vivendo um tempo de puro farisaísmo na vida de muitos
que dizem servir a Deus, mas servem a si mesmos. O trabalho destes
que deveria glorificar a Deus acaba sendo motivo de autoglorificação.
No dizer de Paulo:
a) Acabam servindo ao seu próprio ventre. Romanos 16.18, "porque
esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio
ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos
incautos".
b) Porém, serão punidos severamente. Fp 3.19, "O destino deles
é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua
infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas".
5. Devemos trabalhar no reino objetivando a exaltação e a
glorificação do nome de Jesus, o Dono legítimo da Obra.

CONCLUSÃO
1. Concluímos com as palavras de Neemias, diante das investidas dos
seus inimigos que punham obstáculos ao que ele estava realizando:
"Estou fazendo uma grande obra, de modo que poderei descer. Por
que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?"
(Ne 6.3).
· No contexto do presente versículo notamos Sambalate, Tobias,
Gésem, o arábio e muitos outros inimigos do povo de Deus naquele
tempo, em suas tentativas frustradas de parar a construção dos muros
de Jerusalém. Agora intentam um plano sinistro para matar Neemias.
Armam-lhe uma cilada, convidando-o para vir ao vale de Ono, onde
seria assassinado. Porém ele diz: Como poderei cessar esta obra? Sua
convicção e presteza o livrou!
2. Quem considera grande e excelente a obra que realiza, não cede
jamais àquilo que poderia causar o afastamento dos propósitos de
Deus.

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