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O documento discute várias teorias sobre a definição de arte, incluindo a teoria histórica de Jerrold Levinson que propõe que a arte deve ser compreendida dentro de seu contexto histórico e cultural.

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O documento discute várias teorias sobre a definição de arte, incluindo a teoria histórica de Jerrold Levinson que propõe que a arte deve ser compreendida dentro de seu contexto histórico e cultural.

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A definição de arte é uma questão complexa que tem desafiado filósofos,

artistas e estudiosos ao longo da história. A natureza da arte parece escapar a


uma definição precisa e universal, levantando uma série de questões
fundamentais sobre a sua natureza e significado. Afinal, o que é exatamente
uma obra de arte? Como definimos os limites da arte e distinguimos aquilo que
é arte e aquilo que não é arte?

Essas questões centrais estão no cerne da definição dos problemas da arte. Ao


tentar responder a estas questões, deparamo-nos com uma variedade de
perspetivas e teorias concorrentes, cada uma com os seus próprios métodos e
pressupostos. Desde teorias essencialistas, que tentam encontrar a
essência/natureza da arte. Até teorias não essencialistas, que vão tentar definir
arte com base nos seus aspetos relacionais, processuais e contextuais, ou
seja, com base nas relações que estes estabelecem, nos processos por que
passam e no contexto histórico e social que os envolve. A arte desempenha um
papel importante na vida humana, influenciando as nossas ideias, emoções e
interações sociais. Portanto, compreender do que é feita a arte é crucial para
uma apreciação mais profunda e significativa da experiência humana.

Além disso, a questão de definir arte é profundamente filosófica, pois levanta


questões fundamentais sobre a natureza da criatividade, expressão e
significado. Ao tentar definir arte, questionamos as nossas próprias ideias de
beleza, autenticidade e originalidade e examinamos a relação entre o artista, a
obra de arte e o público. Pode perceber-se que a definição de arte não é
apenas uma questão prática, mas também tem um impacto profundo na nossa
compreensão do mundo e de nós mesmos.

A arte não reflete apenas as crenças, valores e preocupações da sociedade,


mas também nos ajuda a dar sentido às nossas próprias vidas. Ao tentar definir
arte, deparamo-nos com questões sobre o que significa ser humano, o
propósito da existência e o papel da criatividade na busca da verdade e da
beleza.
A tese a ser defendida neste ensaio é a teoria histórica de Jerrold Levinson ,
que propõe que a arte deve ser compreendida dentro de seu contexto histórico
e cultural. Para Levinson, algo é uma obra de arte se, e só se, alguém com
direitos de propriedade sobre algo tem a intenção séria de que seja encarado
da mesma forma como foram encarados outros objetos abrangidos pelo
conceito de «obra de arte». Segundo esta teoria, é possível fazer arte à
margem da instituição social do mundo da arte, pois tudo o que importa é que a
intenção do criador tenha bons precedentes históricos, isto é, seja uma das
formas como as obras de arte foram corretamente encaradas ao longo dos
tempos. Não se exige que o artista tenha consciência de que a sua intenção
tem bons precedentes na historia da arte, basta que esses precedentes, de
facto, existam. Além disso, qualquer que seja a intenção por detrás da criação,
ela tem de ser séria, isto é, não pode ser momentânea, passageira ou
meramente ilustrativa. Por último, o artista tem de ter direitos de propriedade
sobre o objeto em questão, porque não se pode dizer que alguém produziu
uma determinada obra de arte se, logo a partida, essa pessoa não tinha sequer
o direito de usar esse objeto fosse de que maneira fosse. Nós acreditamos que
uma obra de arte é um produto do seu tempo e tradição, e que estes contextos
devem ser tidos em conta na avaliação do seu significado artístico. Esta
abordagem desafia definições fixas ou universalistas de arte, reconhecendo a
natureza fluida e evolutiva dos fenómenos artísticos.

A teoria da arte como representação tem duas versões: uma mais restrita - a
teoria mimética da arte - e uma mais extensiva - a teoria representacionista
num sentido lato. A teoria mimética da arte foi primeiramente proposta no
século V a.C., por Platão e Aristóteles. Platão e Aristóteles acreditavam que o
tipo de representação envolvido na produção artística consistia simplesmente
na imitação, daí terem defendido que algo é uma obra de arte só se algo é uma
imitação. A nossa principal crítica perante a teoria mimética é a seguinte: há
obras de arte sem qualquer intuito imitativo. A teoria representacionista inclui
quer a representação imitativa, quer a representação não imitativa e estabelece
que algo é uma obra de arte só se algo é uma representação. Uma vez que a
noção de representação é mais abrangente do que a noção de imitação, esta
versão da teoria representacionista resiste melhor à critica à teoria mimética.
Ainda assim, consideramos a teoria representacionista excessivamente
restritiva, pois há obras de arte sem qualquer intuito representativo como por
exemplo, a pintura abstrata, a arte decorativa, a arquitetura, a música
instrumental, etc.

A teoria institucional da arte articulada primeiramente pelo filósofo George


Dickie , defende que algo é uma obra de arte, se, e só se, algo é um artefacto
que possui um conjunto de características ao qual foi atribuído o estatuto de
candidato a apreciação por uma ou várias pessoas que atuam em nome de
determinada instituição social no seio da qual há lugar a atribuições de estatuto
. Esta definição estabelece duas condições necessárias conjuntamente
suficientes para que algo seja arte: a artefactualidade e a atribuição de
estatuto. Os representantes do mundo da arte atribuem o estatuto de candidato
a apreciação a algumas propriedades de certos artefactos, conferindo-lhes
assim o estatuto de obra de arte. Se um candidato a apreciação chegar
efetivamente a ser apreciado pelo público do mundo da arte, então passa
também a ser considerado uma obra de arte.

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