FACULDADE CATÓLICA DE BELÉM
CURSO DE FILOSOFIA
ARLLEN MORAES DA SILVA
FELIPE BARBOSA DE MOURA
HENRIQUE LOPES DE SOUZA
RESENHA DO FILME:
PATCH ADAMS - O AMOR É CONTAGIOSO
Ananindeua-PA
2024
ARLLEN MORAES DA SILVA
FELIPE BARBOSA DE MOURA
HENRIQUE LOPES DE SOUZA
RESENHA DO FILME:
PATCH ADAMS - O AMOR É CONTAGIOSO
Resenha apresentada à Faculdade
Católica de Belém para obtenção de nota
parcial para o 1º NPC da disciplina Ética I.
Orientada pelo Prof.º Dr. Mário Tito
Almeida.
Ananindeua-PA
2024
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“Patch Adams: O Amor é Contagioso”, dirigido por Tom Shadyac e lançado
em 1998, é baseado na história real do médico Hunter “Patch” Adams e sua
abordagem inovadora para a prática da medicina. O filme explora temas complexos
relacionados à humanização e desumanização no contexto da saúde, destacando a
importância de tratar os pacientes não apenas como casos médicos, mas como
seres humanos completos.
Patch Adams, interpretado brilhantemente por Robin Williams, é o arquétipo
da humanização na medicina. Sua jornada começa em um momento de profunda
depressão e desesperança, após tentativas de suicídio. Ao ingressar na faculdade
de medicina, Patch se depara com um ambiente impessoal e desumano, onde os
pacientes são tratados como números em um sistema.
Uma cena marcante que ilustra a abordagem humanizada de Patch é quando
ele visita o hospital pela primeira vez e se recusa a se conformar com a frieza e
distância dos médicos. Ele vê além das doenças físicas, reconhecendo a
humanidade em cada paciente e entendendo a importância do cuidado emocional e
espiritual.
Outra cena poderosa é quando Patch interage com Rudy, um paciente idoso
que se sente negligenciado e desvalorizado. Em vez de simplesmente tratar sua
doença, Patch o envolve em conversas calorosas e compartilha momentos de riso e
camaradagem. Essa cena destaca a capacidade de Patch de trazer conforto e
dignidade para aqueles que estão sofrendo.
A criação da clínica Gesundheit por Patch é um marco na sua jornada de
humanização. Ele rejeita o modelo tradicional de saúde e adota uma abordagem
holística, onde o amor, a alegria e a compaixão são partes integrantes do
tratamento. A clínica se torna um refúgio de cura, onde os pacientes são tratados
como indivíduos únicos, não apenas como portadores de doenças.
Enquanto Patch busca humanizar a prática médica, ele enfrenta uma série de
obstáculos que representam a desumanização no sistema de saúde. Seus colegas
de faculdade e professores frequentemente o criticam por sua abordagem não
convencional, considerando-a irresponsável e perigosa. Eles estão enraizados na
mentalidade de seguir protocolos e manter a distância emocional dos pacientes.
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Uma cena que exemplifica a desumanização no sistema de saúde é quando
Patch confronta seus colegas sobre sua falta de empatia. Ele os desafia a olhar
além das estatísticas e realmente se conectar com os pacientes em um nível
humano. No entanto, sua mensagem é muitas vezes ignorada em favor da eficiência
e da conformidade com as normas estabelecidas.
Além disso, o filme retrata a desumanização dos pacientes nos hospitais,
especialmente aqueles com condições mentais. Patch visita um hospital psiquiátrico
e testemunha o tratamento desumano e a falta de compaixão dispensada aos
pacientes. Ele se recusa a aceitar essa realidade e se empenha em trazer dignidade
e humanidade para aqueles que são frequentemente marginalizados pela
sociedade.
A morte trágica de Carin, uma das colegas de Patch, serve como um lembrete
doloroso das consequências da desumanizaçã. Sua morte destaca as falhas do
sistema em reconhecer a humanidade e as necessidades emocionais dos pacientes
e dos profissionais de saúde.
Ao longo do filme, vemos como a abordagem humanizada de Patch tem um
impacto profundo não apenas nos pacientes, mas também nos profissionais de
saúde ao seu redor. Ele desafia as normas estabelecidas e inspira outros a
reconsiderarem sua própria prática médica. Suas ações demonstram que a
verdadeira cura vai além dos tratamentos médicos e requer uma conexão genuína
entre médicos e pacientes.
Uma cena emocionante é quando Patch organiza uma festa para os pacientes
do hospital. Ele e seus colegas distribuem presentes e alegria para aqueles que
estão passando por momentos difíceis. Essa cena encapsula o poder transformador
do amor e da compaixão na jornada de cura dos pacientes.
A clínica se torna um símbolo de esperança e mudança, mostrando que é
possível praticar a medicina de uma maneira mais humana e compassiva. Patch e
seus colegas demonstram que o cuidado centrado no paciente não é apenas mais
eficaz na promoção da saúde, mas também mais gratificante para os profissionais
de saúde envolvidos.
Em última análise, “Patch Adams: O Amor é Contagioso” nos lembra da
importância de tratar os pacientes como seres humanos dignos de amor, compaixão
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e respeito. O filme nos desafia a questionar as normas estabelecidas e a buscar
uma abordagem mais humanizada para a prática médica. Através da história
inspiradora de Patch Adams, somos lembrados do poder transformador do amor e
da empatia na jornada de cura.