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Estoicismo: Princípios e Filosofia

O documento discute o estoicismo, uma escola filosófica da Grécia Antiga que pregava a virtude, o controle racional dos sentimentos e a aceitação do que está fora do nosso controle. O texto apresenta os fundamentos teóricos do estoicismo, seus principais filósofos e ensinamentos.

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Estoicismo: Princípios e Filosofia

O documento discute o estoicismo, uma escola filosófica da Grécia Antiga que pregava a virtude, o controle racional dos sentimentos e a aceitação do que está fora do nosso controle. O texto apresenta os fundamentos teóricos do estoicismo, seus principais filósofos e ensinamentos.

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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO MÉDIO DE ECONOMIA DE LUANDA
IMEL

TRABALHO DE FAI

ESTOICISMO

NOME: JOSÉ DE ROSÁRIO MIGUEL


Nº 32
SALA: 63
CLASSE: 10º
TURNO: MANHÃ
CURSO: QUÍMICA AMBIENTAL

DOCENTE
_________________________

LUANDA, Março de 2024


REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO MÉDIO DE ECONOMIA DE LUANDA
IMEL

TRABALHO DE FAI

LUANDA, Março de 2024


ÍNDICE

1-INTRODUÇÃO.................................................................................................4
2-FUNDAMENTOS TEORICOS

2.1- ESTOICISMO...............................................................................................5
2.2- OS ENSINAMENTOS DA FILOSOFIA ESTOICA........................................6
2.3- DIFERENÇAS ENTRE O ESTOICISMO E EPICURISMO...........................7
2.4- OS PRINCIPAIS FILÓSOFOS ESTOICOS..................................................8
2.5- FASES DO ESTOICISMO............................................................................9
3-CONCLUSÃO................................................................................................ 11
4-REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA....................................................................12
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1-INTRODUÇÃO

O estoicismo é uma escola de filosofia helenística que floresceu na Grécia


Antiga e na Roma Antiga. Os estoicos acreditavam que a prática da virtude era
suficiente para alcançar a eudaimonia: uma vida bem vivida. Os estóicos
identificaram o caminho para alcançá-lo com uma vida praticando as quatro
virtudes na vida quotidiana: sabedoria, coragem, temperança ou moderação, e
justiça, e vivendo de acordo com a natureza. Foi fundada na antiga Ágora de
Atenas por Zenão de Cítio por volta de 300 a.C..
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2.1- ESTOICISMO

Estoicismo é uma escola e doutrina filosófica surgida na Grécia Antiga,


que preza a fidelidade ao conhecimento e o foco em tudo aquilo que pode
ser controlado pela própria pessoa. Despreza todos os tipos de sentimentos
externos, como a paixão e os desejos extremos.

A escola estoica foi criada por Zenão de Cítio, na cidade de Atenas, cerca
de 300 a.C.. Porém, a doutrina ficou efectivamente conhecida ao chegar em
Roma. O seu tema central defendia que todo o universo seria governado por
uma lei natural divina e racional.

Sendo assim, para o ser humano alcançar a verdadeira felicidade,


deveria depender apenas da sua “virtude”, ou seja, os seus conhecimentos e
valores, abdicando totalmente do “vício”, considerado pelos estoicos um mal
absoluto.

O estoicismo também ensina a manter uma mente calma e


racional, independente do que aconteça. Ensina que isso ajuda o ser humano
a reconhecer e se concentrar naquilo que pode controlar e a não se preocupar
e aceitar o que não pode controlar.

Os princípios da filosofia estóica, que norteiam os seguidores da


doutrina, são:

 A virtude é o único bem e caminho para a felicidade;

 A pessoa deve sempre priorizar o conhecimento e o agir com a razão;

 O prazer é um inimigo do sábio;

 O universo é governado por uma razão universal natural e divina;

 As atitudes têm mais valor que as palavras, ou seja, o que é feito tem
mais importância do que é dito;

 Os sentimentos externos tornam o ser humano um ser irracional e não


imparcial;

 Não se deve perguntar porque algo aconteceu na sua vida, e sim aceitar
sem reclamar, focando apenas no que pode ser modificado e controlado
naquela situação;

 Agir prudentemente e assumir a responsabilidade sobre os seus atos;

 Tudo ao nosso redor acontece de acordo com uma lei de causa e efeito;
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 A vida e as circunstâncias não são idealizadas. O indivíduo precisa


conviver e aceitar a sua vida da forma que ela é.

A partir desses princípios é possível entender que uma pessoa estoica é


aquela que não se deixa levar por crenças, paixões e sentimentos capazes de
tirar a racionalidade de uma pessoa na hora de agir, como desejos, dor, medo
e prazer. Isso por essas circunstâncias serem infundadas e irracionais.

A pessoa estoica busca agir racionalmente, mesmo com a existência


desses sentimentos. Não que o estoico seja um indivíduo sem sentimentos,
mas ele não é prisioneiro deles.

2.2- OS ENSINAMENTOS DA FILOSOFIA ESTOICA

A filosofia estóica tem o foco na vida prática, nas acções e


acontecimentos do quotidiano e em como o ser humano lida com esses
acontecimentos racionalmente.

Segundo o pensamento estóico, há coisas que não estão sob o controle


das pessoas e há coisas que são possíveis de serem controladas. Neste caso,
sobre o que não é possível controlar, como o clima, por exemplo, não há nada
que possa ser feito para alterar o seu estado.

A ataraxia, a autossuficiência, a negação de sentimentos externos e o


enfrentamento dos problemas através da razão são ensinamentos da filosofia
cujo objectivo é mostrar que o indivíduo deve se concentrar apenas no que é
possível controlar. Deve ser grato ao que já possui e negar os prazeres e
emoções extremas.

Segundo a filosofia estóica, os acontecimentos que estão fora do seu


controle não podem proporcionar a felicidade. A felicidade depende unicamente
dos acontecimentos dos quais se pode controlar.

Os principais ensinamentos da filosofia estóica são:

Ataraxia

O foco da filosofia estóica é a conquista da felicidade por meio da


ataraxia, um ideal de tranquilidade em que é possível viver serenamente e com
paz de espírito.

Para os estóicos, o indivíduo apenas poderia conseguir essa felicidade


através das suas próprias virtudes, ou seja, dos seus conhecimentos.
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Autossuficiência

A autossuficiência é um dos principais objectivos dos estóicos. Isso


porque o estoicismo prega que cada ser deve viver conforme a sua natureza,
ou seja, deve agir de forma responsável com o que acontece na sua própria
vida.

Assim sendo, como ser racional que é, o ser humano deve se valer das
suas próprias virtudes em prol da conquista do seu maior propósito: a
felicidade.

Negação de sentimentos externos

Os estóicos consideram que os sentimentos externos (paixão, luxúria,


etc.) são nocivos ao ser humano, pois fazem com que ele deixe de ser
imparcial e se torne irracional.

Todos esses sentimentos são tidos como vícios e como causadores de


males absolutos que comprometem as tomadas de decisões e a organização
dos pensamentos de forma lógica e inteligente.

Enfrentar os problemas através da razão

Na busca pela vida tranquila e feliz, a filosofia estóica defende que todos
os factores externos que comprometem a perfeição moral e intelectual devem
ser ignorados.

Mesmo na adversidade, em situações problemáticas ou difíceis, as


pessoas devem optar por reagir sempre com calma, tranquilidade e
racionalidade, sem deixar que os factores externos comprometam a sua
capacidade de julgamento e acção.

2.3- DIFERENÇAS ENTRE O ESTOICISMO E EPICURISMO

O epicurismo também foi uma escola filosófica da Grécia Antiga, fundada


entre 341 a 270 antes de Cristo, por Epicuro. Esta doutrina filosófica acreditava
que o indivíduo só alcança a paz e a tranquilidade se encontrasse a ausência
da dor.

Enquanto o estoicismo ensina que deve utilizar a razão, negar os


prazeres terrenos e aceitar as dores e problemas, lidando apenas com o que
pode ser controlado, o epicurismo prega que os indivíduos devem
procurar prazeres moderados para alcançar um estado de tranquilidade e de
libertação da dor.
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No entanto, os prazeres não podem ser exagerados, pois, podem


apresentar perturbações que dificultam o encontro da serenidade, felicidade e
saúde corporal.

Enquanto isso, o estoicismo, contrariando o epicurismo, prega que a


busca da felicidade está na eliminação dos prazeres e nas ações racionais
diante de qualquer circunstância.

O epicurismo, por seu turno, é materialista. Não compreende que o


universo possua uma ordem racional natural, não há uma razão universal que
governa todo o universo, do qual a alma humana faça parte.

Enquanto isso, o estoicismo acredita que o universo é governado por uma


ordem natural e divina.

2.4- OS PRINCIPAIS FILÓSOFOS ESTOICOS

Os principais representantes do estoicismo foram:

Cleantes de Assos (330 a. C.-230 a. C.)

Discípulo do fundador da escola estoica Zênon, Cleantes nasceu em


Assos, atual Turquia, sendo sua principal obra “Hino a Zeus”. Importante no
desenvolvimento do estoicismo e da introdução do conceito de materialismo na
escola.

Crisipo de Solis (280 a.C.-208 a.C.)

Um dos maiores representantes do estoicismo, esse filósofo grego,


nascido em Solis, foi discípulo de Cleante de Assos e teve um papel importante
na disseminação e sistematização dos conceitos estoicos.

Panécio de Rodes (185 a.C.-109 a.C.)

Filósofo grego nascido em Rodes, teve importante papel na difusão do


Estoicismo entre os romanos, durante o tempo em que morou em Roma. Foi
considerado um dos maiores representantes da fase médio estoica, sendo sua
obra principal intitulada “Sobre os Deveres”.

Posidónio de Apameia (135 a.C.-51 a.C.)

Filósofo, historiador astrônomo e geólogo grego nascido na cidade de


Apameia, Posidónio estudou em Atenas, local onde começa a se influenciar
pelos ideais estoicos, sendo mais tarde embaixador em Roma. Seu
pensamento foi baseado no racionalismo e no empirismo.
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Epiteto (55-135)

Filósofo grego nascido na cidade de Hierapólis, atual Turquia. Viveu


grande parte de sua vida como um escravo romano e de sua obra destacam-
se: “Manual de Epicteto” e “Discursos”, editadas por seu discípulo Arriano de
Nicomedia (86-175).

Sêneca (4 a.C-65)

Filósofo, orador, poeta e político, Lúcio Aneu Sêneca nasceu na cidade de


Córdoba, atual Espanha, sendo considerado um dos mais importantes
intelectuais do Império Romano.

Importante representante da terceira fase estóica (nova), Sêneca focou


nos conceitos sobre ética, física e lógica para o desenvolvimento da Escola
Estoica. De sua obra destacam-se os Diálogos, Cartas e Tragédias.

Sêneca teve Nero, o imperador romano, como seu pupilo e foi o principal
concelheiro do Império Romano.

Marco Aurélio (121-180)

Imperador e filósofo romano, nascido em Roma foi um dos representantes


da terceira fase estóica (Imperial Romana). Seus estudos estiveram baseados
principalmente nos temas religiosos, em detrimento dos temas científicos.

2.5- FASES DO ESTOICISMO

Fase 1

O chamado estoicismo antigo ou ético foi vivido pelo fundador da


doutrina, Zenão de Cício (333 a 262 a.C.), e foi concluído por Crisipo de
Solunte (280 a 206 a.C.), que teria desenvolvido a doutrina estóica e a
transformado no modelo conhecido na actualidade.

Fase 2

Já no estoicismo médio ou eclético, o movimento começa a se


disseminar entre os romanos, sendo Panécio de Rodes (185 a 110 a.C.) o
principal motivador da introdução do estoicismo na sociedade romana.

A característica mais marcante deste período, no entanto, foi o ecletismo


que a doutrina sofreu a partir da absorção de pensamentos de Platão e
Aristóteles. Posidônio de Apaméia (135 a.C. a 50 d.C.) foi o responsável por
esta mistura.
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Fase 3

Por fim, a terceira fase do estoicismo é conhecida como religiosa ou


recente. Os membros deste período enxergavam a doutrina filosófica não
como parte de uma ciência, mas como uma prática religiosa e sacerdotal. O
imperador romano Marco Aurélio foi um dos principais representantes do
estoicismo religioso.
P á g i n a | 11

3-CONCLUSÃO

Este trabalho foi realizado com empenho e acredito que cumpriu as


expectativas. Ao concretizá-lo, aprendi que o estoicismo é baseado numa ética
rigorosa de acordo com as leis da natureza, assegurava que o universo era
governado por uma razão universal divina (Logos Divino). Dessa forma, para
os estóicos, a felicidade era encontrada na dominação do homem ante suas
paixões (considerada um vício da alma) em detrimento da razão.
P á g i n a | 12

4-REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

STOCK, George. Estoicismo: Guia Definitivo. São Paulo: Montecristo,


2020.
GRIMAL, Pierre. Marco Aurélio, o Imperador Filósofo. Rio de Janeiro:
Zahar. 2018.
[Link] acesso 10/03/2024
[Link] acesso 10/03/2024

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