odontologia
prótese
@resumosemdupla
Introdução em Prótese Fixa
Exige desgaste dentário
A prótese dentária relaciona-se com a reabilitação funcional e Prótese Parcial
Removível (PPR) Mais desconfortável
estética do sistema mastigatório pela recolocação artificial de
dentes perdidos e tecidos circunvizinhos. Utilizado em perdas de dentes
posteriores
O trabalho feito com a prótese fixa está diretamente associado
a um correto e criterioso planejamento, que deve ser executado Opção reabilitadora
de modo a atender as necessidades de cada paciente. Desta
Convencionais
forma, cabe ao cirurgião dentista coletar todas as informações Prótese Total Removível
necessárias durante o exame, para que sejam organizadas, Sobre implantes
Parafusada
interpretadas e usadas na determinação do plano de tratamento.
A obtenção de todas as informações não é concluída na primeira
visita do paciente. Nesta, obtém-se uma impressão clínica geral, e
As próteses fixas convencionais unitárias podem ser de
o diagnóstico vai sendo complementado no decorrer do
cobertura total (coroa total) sendo elas de metal ou cerâmicas e
tratamento principalmente nos casos mais complexos.
parcial sendo elas inlay que é uma restauração destina a
superfície oclusal dos dentes posteriores, onde não são
Indicações
envolvidas as cúspides. As onlay são restaurações de cobertura
Necessidade de reposição de dentes perdidos total ou parcial destinada para dentes posteriores e é onde haverá a
parcialmente por meio de doença periodontal, cáries ou necessidade do recobrimento das cúspides. As overlay são
fraturas. restaurações cerâmicas destinadas à superfície oclusal, muito
usada para reestabelecimento de contato dentário.
CONTRA Indicações
As facetas e as lentes de contato conceitualmente são uma peça
Saúde local ou geral debilitada protética de cobertura parcial destina a face vestibular de
Higiene bucal insatisfatória dentes anteriores e posteriores. As facetas têm espessura mais
Pilares com inserção deficiente grossa e mais desgaste dos dentes, já as lentes de contato tem
Pilares com integridade extensamente comprometida espessura mais fina possuindo um desgaste menor dos dentes.
Limitações de ordem financeira
Tipos de prótese dentária
Coroa total
Unitários Parcial: inlay, onlay e overlay
Convencional
Retentores, pôntico,
Múltiplos conectores, pilares.
Prótese fixa
As próteses fixas convencionais múltiplas podem ser retentores,
Unitários Cimentação pôntico, conectores e pilares. Sendo possível observar em uma
Sobre implante
prótese fixa multipla de três elementos:
Múltiplos Parafusada
As próteses totais convencionais não há ou não existe a
instalação dos implantes. Essa protese é instalada apenas com o
intimo contato com a fibra mucosa.
Observa-se na imagem que o elemento 11 e 13 estão desgastados
sendo denominados como pilares, o elemento 12 é inexistente. A
parte protética (artificial) que se relaciona com o dente pilar são
denominados de retentor, a parte sem o elemento dentário é
denominada pôntico. Conceitualmente o que faz essa peça ficar
unida é a área de conectores, ou seja, entre a distal do 12 e a
A prótese total sobre implante removivel conceitualmente são
mesial do 13 possui uma peça unida por um conector e entre a
denominadas overdenture, onde é encaixada sobre os implantes
distal do 11 e a mesial do 12 também se observa um conector.
componentes protéticos. As overdenture podem ser encaixadas
A prótese fixa sobre os implantes podem ser unitários e em mandíbulas por 2 ou mais implantes e em maxila pelo menos
múltiplos sendo elas cimentadas ou parafusadas. As parafusadas 4 implantes.
são simples, depois que se instala o implante a prótese entra
encaixada sobre esse implante. As cimentadas é preciso colocar
uma peça chamada abatima servindo como um pilar de um dente,
é instalado o implante e sobre o implante se instala o abatima e
sobre esse abatima é aonde ocorrerá a cimentação de uma peça
protética.
A prótese total sobre implante parafusada proporciona maior
conforto devido o aparafusamento e seu processo de
higienização é menos complexo. O protocolo de Branemark (pai da
implantodontia) sugere a instalação de 5 implantes em mandíbula,
a Odontologia tem trabalhado cientificamente onde já existe
instalação de 4 a 3 implantes, em maxila é instalado de 8 a 6
implantes existindo um conceito moderno que é instalado até 4
implantes.
A prótese parcial removivel (PPR) é uma estrututa metálica anti-
estética com o custo benefício menor. Sendo usadas para
reabilitar múltiplas perdas dentárias, muita das vezes em espaços
intercalados.
Princípios biomecânicos dos preparos dentais
A prótese não terá uma longevidade satisfatória se o dente será a retenção, paredes extremamente paralelas possuem
preparado não apresentar condições mecânicas de mantê-la em excelentes retenções e paredes extremamente cônicos possuem
posição, ou seja, se o desgaste for exagerado e alterar a biologia baixa retenção.
pulpar, se o término cervical for levado muito subgengivalmente,
quebrando a homeostasia da área e se a estética for prejudicada
por um desgaste inadequado. Portanto, esse procedimento não
deve ser iniciado sem que o profissional saiba quando indicá-lo e
como executa-lo, buscando atender aos três princípios
fundamentais de um preparo correto: mecânicos, biológicos e
estéticos.
Sucesso em prótese fixa (PPF):
Longevidade da prótese.
Saúde pulpar e gengival. É preciso ter cuidado com o aumento exagerado da retenção
Satisfação do paciente. friccional, pois no momento da cimentação o cimento terá
resistência de escoar, com essa dificuldade a peça protética
Para alcançar esses objetivos, o cirurgião dentista deve saber
impede de fazer o assentamento final da restauração ocorrendo
executar todas as fases do tratamento, que incluem exame,
o desajuste oclusal e cervical. Retenção friccional e agente
diagnóstico, planejamento e confecção da prótese. Todas as
cimentante não são eficazes de maneira isolada.
fases principais e intermediárias são importantes, e uma
depende da outra. De nada adianta o dente estar preparado Inclinação ideal: a inclinação ideal é em média de 6 graus, em
corretamente se as outras fases são negligenciadas. dentes longos possuem inclinações maiores de 10 graus e em
dentes curtos precisam de paredes extremamente paralelas
Princípios mecânicos (requerem mais paralelismo).
Os princípios mecânicos mais relevantes ao preparo de dentes Área de superfície: quanto maior a área de superfície
com finalidade protética são: retenção, resistência ou trabalhada, maior área de contato e, consequentemente, maior
estabilidade, rigidez estrutural e integridade marginal. retenção. Fatores associados à
área preparada: volume do dente,
Retenção extensão da cobertura pela
O preparo deve apresentar certas características que impeçam restauração e sulcos ou caixas
o deslocamento axial da restauração quando submetida às forças adicionais no dente preparado.
de tração. A retenção depende basicamente do contato
existente entre as superfícies internas da restauração e as
superfícies externas do dente preparado, o que é denominado Rugosidade: quanto maior a rugosidade maior a retenção,
retenção friccional. tanto do preparo quanto da peça protética. Enquanto que a lisura
de superfície é fundamental para a moldagem, a rugosidade é
A retenção depende de fatores, como:
importante para a retenção.
Conicidade: No gráfico abaixo é possível observar no eixo
vertical o eixo da retenção e no eixo horizontal o eixo da
conicidade. Quanto menor a conicidade maior será a retenção,
quanto menos cônico for o preparo maior será a retenção e
quanto mais paralelo for a parede do preparo maior será a
retenção. Ao contrario, quando é aumentado a conicidade menor
Plano de inserção único (PPF): em relação às Proporção altura/largura.
próteses múltiplas, no momento em que se encaixa ou se remove Integridade do dente preparado.
a peça no paciente é preciso que se encaixe em um único eixo ou
plano de inserção. Quando não acontece isso faltou adaptação Rigidez estrutural
correta das paredes da peça com o dente preparado.
O desgaste deverá ser feito seletivamente de acordo com as
necessidades estética e funcional da restauração. O preparo
deve ser executado de tal forma que a restauração apresente
espessura suficiente para que o metal (para as coroas
metálicas), o metal e a cerâmica (para as coroas
metalocerâmicas) e a cerâmica (para as coroas cerâmicas)
resista às forças mastigatórias e não comprometam a estética e
Resistência ou estabilidade o tecido periodontal.
Habilidade do preparo em prevenir o deslocamento da Integridade marginal
restauração quando submetida às forças oblíquas, que podem
provocar a rotação da restauração. Prepara o dente de maneira que proporcione uma perfeita
adaptação da coroa com a espessura mínima de cimento e que
A parte vermelha é uma replica do que proporcione higienização. A desadaptação marginal gera retenção
seria uma coroa e a seta verde indica do biofilme com consequente doença periodontal e cárie.
uma força de mastigação. Quando um
alimento é mastigado sobre a cúspide, a
tendência dela é rotacionar, sair da boca.
Porém, o paralelismo das paredes de
preparo mais o agente cimentante
devem evitar esse deslocamento. Quanto maior o eixo de rotação
melhor será a resistência de deslocamento ou estabilidade.
Área de resistência ao deslocamento ou Zona C:
a proporção altura x largura deve ser de pelo menos 1:1 ou mais
alto do que largo.
Quando um paciente possui uma coroa
curta natural e é feito um preparo com
conicidade exagerada não é possível ter
estabilidade. Para aumentar a estabilidade
de um dente muito cônico, deve-se fazer
uma canaleta oclusal ou canaletas axiais
de maneira que é possível proporcionar
uma zona Z, diminuindo a soltura da peça
e aumentando a estabilidade.
Fatores que estão diretamente relacionados
com a estabilidade:
Magnitude e direção da força.
Restaurações provisórias
Qualquer tipo de tratamento protético de um ou mais elementos seja químico/mecânico vai gerar danos ao dente
exige a confecção das restaurações provisórias, que podem preparado).
facilitar a confecção da prótese definitiva e, consequentemente, Preservam a vitalidade da polpa
levá-la ao sucesso. Conforto e a estética do paciente
Estabilização periodontal
O primeiro passo para confeccionar uma prótese é o preparo do Substituição de dentes ausentes
dente e o segundo passo sequencial é a moldagem para que seja Restabelecimento da oclusão
possível realizar uma replica. A prótese provisória é utilizada até Restabelecimento da fonética
a confecção da prótese definitiva, para que o paciente não fique
muito tempo sem qualquer elemento dentário ou com A produção de uma peça provisória auxilia na venda, pois permite
aberturas/cavidades expostas. uma visualização de como ficará a reabilitação definitiva. Além
disso, o provisório facilita a cicatrização tecidual em cirurgias
Cada caso se apresenta de forma individual, a escolha do periodontais, como o aumento de coroa clínica.
tratamento depende da necessidade do paciente. Segue uma
regra geral: grandes destruições requerem restaurações A ausência das restaurações provisórias pode levar a uma
indiretas, muitas vezes com cerâmicas. Pequenas destruições migração tecidual, migração dentária, prejuízo ao remanescente
geralmente optam-se por resina composta. dentário, migração de dentes antagonista e dentre outros. A
saúde da polpa ficará comprometida, além das grandes chances
O que são? de desenvolvimento de cárie no preparo dentário, recobrimento
gengival do dente preparado, dentes pilares podem migrar assim
São restaurações realizadas com materiais específicos que como os dentes vizinhos/antagonistas, limitação na mastigação,
possibilitam a devolução da oclusão, do contato dentário, dor e desconforto.
higienização e proteção do complexo dentino-pulpar de um
paciente submetido a preparos dentários. Apresentam a PROTEÇÃO PULPAR
finalidade de uma restauração temporária, reabilitando o paciente
provisoriamente. O provisório funciona como um cobertor ou como um bloqueio
mecânico a fatores externos, seja estímulos térmicos (por
Caso de uma restauração provisória: exemplo: quando a pessoa bebe uma água essa água irá bater no
provisório, porém, não terá contato com a dentina), ou seja, esse
estímulo térmico não será conduzido para polpa. Quando bem
adaptado a coroa provisória também protege a fatores
microbiológicos, fatores mecânicos e fatores químicos de contato
direto sobre a dentina.
As restaurações provisórias devem ficar na boca do paciente o
Após o preparo ter sido realizado, é importante que a quantidade
tempo necessário para que seja confeccionado o definitivo e
de desgaste esteja de acordo com as necessidades estéticas e
deve ser o mínimo possível, visto a utilização de um material que
mecânicas da prótese planejada, para que a prótese provisória
perde brilho e desgasta com facilidade, como a resina acrílica ou
possa ter a capacidade, juntamente com o agente cimentante, de
bisacrílica.
auxiliar na recuperação do órgão pulpar.
Funções Na imagem é possível observar que quanto mais raso o preparo
for, menor a chance de dano a polpa e quanto mais profundo o
Protegem o dente preparado (muitas vezes no preparo preparo for, maior a chance de dano pulpar.
ocorre à exposição da dentina tornando maior a
possibilidade de sensibilidade, qualquer agente agressor
Perfil de emergência pode ter continuidade com um dente
preparado em um perfil reto, convexo, côncavo. O importante é
que ele proporcione um bom contorno e adaptação das margens.
Facilidade de limpeza o provisório deve permitir que seja possível
realizar a higienização com escova e uso de fio dental. Os
provisórios devem ter contatos proximais para, por exemplo,
sentir que o fio dental faça a remoção e inserção.
Cuidados necessários durante a confecção das coroas provisórias
Contato interproximal: se não possui contato proximal ocorre
Técnica menos traumática.
inflamação, afinal, restos alimentares serão compactados na
Adaptação das margens (diminuindo chance de
região interproximal.
infiltração marginal).
Utilização de cimentos com ação medicamentosa
diminuindo hipersensibilidade/desconforto após preparo Requisitos mecânicos
dentário.
Os provisórios depois de instalados devem possibilitar estabilidade
da posição do dente pilar, estabilizando também os dentes
: Proteção periodontal vizinhos.
Em qualquer fratura dentária que se aproxima do osso, deve ser Além da estabilidade é possibilitado o restabelecimento da função
observado a distância do osso até a fratura, preparo dentário ou oclusal, afinal, quando se coloca um provisório é estabelecida essa
o término do preparo dentário deve ser de pelo menos 3 mm função.
(espaço biológico). Isso pode ser observado com sonda periodontal
ou raio-x de região proximal. Caso contrário, haverá necessidade O provisório deve ter resistência estrutural, deve ser construído
de criação da distância conhecida como: cirurgia de aumento de de material, técnica e espessura adequada para que ele não
coroa clínica. falhe.
Em casos de preparo provisórios que atingem o espaço biológico, O preparo dentário deve proporcionar uma boa retenção.
ocasionará uma resposta imunológica como reabsorção tecidual,
Na imagem abaixo é possível observar um especímetro que mede
inflamação, exsudato purulento, bactérias patogênicas e
a espessura do provisório. Cada tipo de material restaurador
insucesso reabilitador.
requer uma espessura diferente, em casos de coroa metalo-
O provisório serve como guia de cicatrização, pois após uma cerâmica deve ter de 1,5-2,0 mm de desgaste, cerâmicas puras
cirurgia periodontal a cicatrização do tecido e formação de papila dependendo da região requer um desgaste dentário de 1,0-
interdental seguirá o curso da peça protética provisória. 2,0mm.
Requisitos
Os requisitos requeridos para confecção de um provisório são as
observações do periodonto, requisitos mecânicos e
estéticos/fonéticos.
Saúde periodontal Para saber ao certo a espessura do desgaste é possível
construir um provisório com todos os requisitos básicos de boa
Contorno: são influenciados pela estética, posição dos dentes no adaptação, boa estética, contatos oclusais e proximais.
arco, fonética, forma da raiz, forma do rebordo alveolar e Entendendo que o provisório é uma pré-visualização do definitivo
qualidade de tecido gengival. sabe-se que se tem um definitivo muito próximo. O provisório
servirá como guia de desgaste, medindo dessa forma no
Adaptação marginal: margens sob-contorno irá gerar inflamação especímetro.
localizada por conta de retenção de biofilme; margens sub
contorno irá gerar impactação de alimento e sobrecarga tecidual.
Possíveis materiais para acabamento e polimento:
Requisitos estéticos e fonéticos
Devem seguir os requisitos:
Textura.
Cor.
Arranjo e posição dos dentes.
Espaços interproximais.
Extensão das áreas de contato dos pônticos.
Os provisórios conseguem dimensionar uma análise estética. A
borda incisal/oclusal antero-posterior devem margear o lábio
Todas as vezes que se utilizar a resina acrílica ou resina
inferior produzindo uma estética mais agradável.
bisacrílica é preciso fazer acabamento em peça reta, brocas
esféricas para ajuste de contatos oclusais e brocas tronco
cônicas dentilhadas para fazer escultura de sulcos oclusais de
dentes posteriores.
Não é feito ajuste de provisório em alta rotação e broca
diamantada. Devido ao grande calor que é gerado, pode-se
Materiais ocorrer o derretimento da resina acrílica.
Os materiais empregados para confecções das restaurações
Depois que é feito o desgaste é preciso realizar o
provisórias são resinas acrílicas e resinas bisacrílicas.
polimento/acabamento, pois as resinas acrílicas são porosas. É
A resina acrílica vem em líquido separado do pó, precisando fazer preciso ter cuidado com provisórios que não se fazem polimento
uma manipulação do líquido com o pó para formar uma massa. O por consequência de acumulo de biofilme, tendo chance de
pó da resina acrílica precisa ser manipulado com o líquido da inflamação localizada. Onde provavelmente o paciente ficará com
resina acrílica que formará um polímero onde endurecerá a gengiva inflamada.
sozinho, por um tempo de 30s ou 1min.
Os kits de polimento são: borracha de granulações maiores para
menores e depois se utiliza os feltros.
Técnicas
As técnicas que podem ser empregadas para confecções dos
provisórios são:
A resina bisacrílica são resinas modificadas. São apresentadas em Diretas: são aquelas que são confeccionadas diretamente na
tubos e só consegue ser aplicada por uma pistola que tem uma cavidade oral.
ponta auto misturadora.
Facetas pré-fabricadas (dentes de estoque)
Moldagem prévia (silicone/alginato)
Técnica da “bolinha” (técnica de escultura regressiva)
quando não se tem nenhuma das opções a serem
empregadas, é utilizada essa técnica.
Vantagens do método direto
Fácil fabricação
Tempo clínico reduzido
Visualização e a facilidade da adaptação cervical
marginal
Fácil reparo
Permitem modificação dos contornos, forma e cor.
Indiretas: são aquelas que são confeccionadas indiretamente na
cavidade oral.
Enceramento diagnóstico e prensagem: o CD molda o
paciente e o laboratório produz o enceramento digital,
construindo todo o sorriso do paciente.
Matriz de acetato plastificada
Moldagem do modelo de enceramento diagnóstico.
Vantagens do método indireto
Durabilidade
Integridade marginal excelente
Maior resistência aos esforços mastigatórios
Melhor estética
Tempo de ajuste clínico reduzido
Retentores intra-radiculares e núcleos
A perda de estrutura dentária está relacionada diretamente com No exemplo a seguir é possível observar uma abertura coronária
a resistência à fratura do elemento dentário, quanto menor a oclusal grande em tratamento endodôntico onde a estrutura
quantidade do remanescente dentário mais susceptível a fratura remanescente está favorável, a quantidade de tecido que foi
ele é. Muitas vezes após tratamento endodôntico o poupada é grande. Sendo possível a restauração do dente e não
remanescente dentário não é suficiente para proporcionar precisando colocar um pino (retentor) para que seja retido.
retenção ao material restaurador, de maneira que a estrutura
dentária fique frágil, susceptível tanto a fratura quanto a soltura
da restauração.
Os materiais que são colocados dentro da raiz a fim de
proporcionar a restauração são conhecidos como retentores ou
pinos intra-radiculares para que na parte coronária seja Na colocação de pino deve-se permitir que o dente obtenha
construído um núcleo. características biomecânicas suficientes para suportar a
reconstrução coronária, podendo servir de retentor para uma
Existem casos onde o remanescente dentário acaba sendo pouco prótese ou possibilitar uma restauração direta.
diante de um tratamento endodôntico ou de uma fratura
dentária, havendo necessidade de uma estratégia clínica da A indicação dos retentores intra-radiculares está vinculada a
instalação de retentores ou pinos intra-radiculares. Esses necessidade de obter as formas de retenção a resistência ao
retentores ou pinos que são instalados dentro desse dente têm núcleo e ao preparo protético. A grosso modo dizendo, apenas é
como principal objetivo proporcionar retenção ao material colocado o pino quando é preciso reter material restaurador
restaurador, seja ele resina, cerâmica ou metalocerâmica. proporcionando retenção e resistência ao preparo protético.
No exemplo a seguir é possível observar o remanescente do
Resistência estrutural do remanescente elemento 21 de um paciente (Imagem 1) não sendo possível
cimentar uma coroa e ficar parada apenas colado no
Podem ser atribuídos aos procedimentos endodônticos uma perca
remanescente. É comum nesses casos que se coloque dentro do
de 5% do remanescente dentário, perdendo estrutura, mas nem
conduto um pino (Imagem 2), onde esse pino é cimentado dentro
tanto. Quando é feito um preparo de cavidade oclusal são
do conduto, ou seja, ele fica preso (lembrando que o canal deve
perdidos 20% de estrutura. Quando é feito um preparo MOD
está tratado). A parte coronária vai funcionar como um retentor,
são perdidos 63% de estrutura coronária, ou seja, em um
onde vai ser possível colocar resina composta em volta desse
preparo de cavidade MOD o remanescente dentário fica muito
pino. No caso desse paciente usou-se pino de fibra de vidro,
fragilizado, afinal, tem-se perca de estrutura coronária muito
sendo composto por resina epóxi e fibra de vidro, onde se tem
grande com grandes chances de fraturas.
um preparo em volta do pino para que seja possível acomodar
Forma errada de se dizer: todo dente que foi realizado resina composta em volta dele. A parte coronária reconstruída, é
tratamento endodôntico deve receber retentor intra-radicular. preenchida de resina composta, seguindo de etapas de preparo
dentário (Imagem 3) e por fim temos o remanescente dentário
Forma certa de se dizer: nem todo dente que foi realizado preparado para receber uma coroa cerâmica ou metalocerâmica.
tratamento endodôntico precisa receber retentor intra-radicular. (Imagem 4)
Forma errada de se dizer: o pino (retentor intra-radicular) irá
proporcionar mais resistência ao dente.
Forma certa de se dizer: o pino não trás resistência ao complexo,
ele apenas é responsável por reter o material restaurador, seja
resina ou cerâmica.
A diferença dos núcleos fundidos para os pré-fabricados é que a
Classificação parte coronária e a parte radicular vêm em um corpo único,
Existem dois grandes grupos de pinos, sendo eles: onde é construído um padrão dentro da boca do paciente e o
laboratório devolve uma peça única que irá entrar no conduto
1° grupo: intra-radiculares (pré-fabricados) podem ser metálicos suprindo a parte coronária. Assim como no pino pré-fabricado
(apesar de que em desuso) ou pinos de fibra onde os nos núcleos fundidos é preciso cimentar esses pinos e depois
representantes são carbono composto por fibras de carbono finalizar o preparo do dente.
embebidas em resina epóxi, vidro sendo o mais popular e
composto por fibras de vidro embebidas em resina epóxi e Esquema representado para facilitar o entendimento do grupo
quartzo são pinos mais caros, composto por quartoz embebidos núcleos fundidos:
por resina epóxi.
Os pinos de fibra são biomecanicamente mais favoráveis, tendo
modulo de elasticidade com capacidade de retornar sem que
ocorra uma fratura drástica. Por conta de um melhor
comportamento biomecânico os pinos de fibra acabam ganhando
mercado comparado com os pinos metálicos.
Sejam eles pinos metálicos ou pinos de fibra (carbono, vidro,
quartzo) são necessários preparar o conduto e realizar a
cimentação do pino, toda parte coronária requer um núcleo de
preenchimento que normalmente é feito de resina composta.
Depois que é preenchida a parte coronária é preparado o dente.
Esquema representado para facilitar o entendimento do grupo Indicação
intra-radicular (pré-fabricados):
O principal representante dos pinos pré-fabricados é o pino de
fibra de vidro e o principal representante dos núcleos fundidos
são os metálicos.
Cada uma das estratégias podem proporcionar benefícios e
prejuízos diferentes. É preciso levar em conta vários fatores,
como região, dente e quantidade de remanescente dentário que
2° grupo: núcleos fundidos é preciso que sejam fabricados pelo sobrou. Três ou mais paredes de remanescentes podem ser
CD (cirurgião dentista) juntamente com o laboratório, ou seja, são instalados pinos de fibra de vidro, menos do que isso se devem
construídos. Possuem características excelentes de adaptação e instalar núcleo metálico fundido.
retenção. Podem ser metálicos ou cerâmicos, onde a diferença
dos dois está associada à resistência, fratura e estética. Pós e contras do núcleo metálico fundido:
Os materiais de núcleos fundidos metálicos possuem ligas de Contra: é metálico, ou seja, muitas vezes em restaurações de
Crômio Cobalto (Cr/Co) sendo péssima e bem dura, Prata dentes anteriores tendem a ser um obstáculo e tendem a ter um
Paladium (Ag/Pd) sendo excelente e semi nobre, Nickel Chromium alto modulo de elasticidade com um comportamento biomecânico
(Ni/Cr) sendo péssima e Áurea sendo excelente. diferente da dentina que quando submetido a uma força
desproporcional a dentina sofre deformação e o metal não, de
maneira que pode fraturar o dente ou até mesmo perder. Outro Regras que devem ser cumpridas:
ponto negativo são que necessitam de no mínimo duas consultas.
O comprimento da quantidade de guta percha que
Pós: possui característica de não fraturar, quando bem instalado foram desobstruídas deve ser igual ou maior a coroa
e quando o remanescente dentário está preservado, adaptado e clínica.
encaixado esse complexo dente e pino reagem muito bem. Possui Devem-se desobstruir 2/3 por remanescente
o íntimo contato com as paredes do conduto tendo uma boa justa dentário, calculando da parte coronária até a parte
posição, boa retenção e não solta com facilidade, proporcionando apical.
maior longevidade a restauração. Devem-se desobstruir até a metade do suporte ósseo
da raiz, desde que tenha ou mantenha 4mm apical.
Pós e contras dos pinos de fibra de vidro:
Contra: a resistência à fratura é baixa e como ele é pré-
fabricado muitas vezes não se consegue fazer uma justa posição
ao conduto, podendo gerar decimentação.
Pós: é estético, por ele ser de fibra de vidro e embebido de
resina epóxi é possível colocar resina composta em volta dele
onde se permite adesão. Podem ser feitos em uma sessão e
existem de diferentes tamanhos, formatos, fabricantes e
preços.
Considerações importantes quanto ao preparo do conduto no que
Diante dos prós e contras não existe o melhor, a situação clínica tange a retenção do núcleo:
que irá decidir qual é a melhor escolha. A indicação sempre se
Inclinação das paredes;
baseará no remanescente dentário, caso tenha pouco
Diâmetro do pino;
remanescente dentário usa-se núcleo metálico fundido ou caso
Rugosidade.
tenha mais remanescente dentário usa-se pinos de fibra de
vidro. Se for usado uma broca para remover guta percha e forem
alargado ou inclinado demais às paredes perderão retenção do
Preparo do remanescente dentário e do núcleo. Afinal, paredes paralelas são melhores que paredes
cônicas para retenção. Se for preparado e for deixado esse
conduto conduto muito inclinado irá ter pouca retenção, da mesma
maneira que se for alargado terá paredes remanescentes
O passo a passo funciona da seguinte forma:
estreitas com grandes chances de fratura, além disso, o
Raio-X do elemento a ser restaurado; diâmetro do pino será muito maior diminuindo a retenção. Sendo
Determinar comprimento de trabalho (quantidade de importante que esses pinos tenham rugosidade, pois a rugosidade
guta a ser removida); aumenta a fricção, dessa maneira quando se tem atrito se tem
Remoção de material remanescente até exposição da menor chance de soltura.
guta percha;
Utilizar brocas de peso ou largo gradativamente (1,2 e Preparo do conduto
3) em baixa rotação para remoção da guta percha e
preparo do conduto; É calculado o tamanho do remanescente dentário através do raio
Preservar o máximo de estrutura dental. x e régua milimetrada. Geralmente é calculado 2/3 e calibra as
brocas de largo, lembrando que devem ser deixados 4mm apical.
Determinação do comprimento: Quando o CD perceber que parou de sair guta percha existe
chance de perfuração do dente, tendo probabilidade de ter que
Igual ou maior que a coroa clínica
extrair o dente, sendo um momento que requer muita técnica. A
2/3 do remanescente dental
broca largo 1 deve remover guta percha até que o estoque pare
½ do suporte ósseo da raiz envolvida
na parte coronária, fazendo movimento de vai e vem. Para
Preservar no mínimo 4mm de guta apical (garantir
alargar mais um pouco pode-se utilizar a largo 2 onde vai
selamento apical) *regra extremamente importante*
remover guta percha e começa a alisar a parede internamente calculado o comprimento da desobstrução através de uma lima e
formando um cone. uma régua milimetrada.
É importante que o conduto tenha uma luz interna no máximo de A modelagem é realizada com um líquido da resina acrílica Duralay
1/3 do seu diâmetro. Caso seja alargado demais e essa luz e o pó da resina acrílica Duralay, sendo uma resina de cor
interna for maior que o 1/3 do diâmetro o dente irá ficar fraco. vermelha. A resina vermelha possui um alto padrão de
estabilidade dimensional.
O diâmetro do conduto preparado que irá corresponder ao
diâmetro do pino deve ser de no máximo 1/3 do diâmetro total Imagem 1: é molhada a ponta do pincel no líquido passando na
do dente. superfície do pó capturando uma gotinha com o pincel;
Imagem 2: desta forma é introduzido na embocadura do conduto,
Moldagem do conduto depois da introdução deixa-se o pincel de 10 a 20 segundos.
Para a confecção do núcleo, podem ser empregadas duas Imagem 3: cópia da anatomia interna da raiz, toda parte
técnicas: a direta, na qual o conduto é moldado e a parte coronal coronária está modelada;
esculpida diretamente na boca, e a indireta, que exige moldagem
dos condutos e das porções coronais remanescentes com Imagem 4: reintrodução do conjunto da anatomia dentro da raiz;
elastômero, obtendo-se um modelo sobre o qual os núcleos são com pincel novamente utilizando líquido e pó é acrescentado
esculpidos no laboratório. Esta técnica é indicada quando há resina acrílica na parte coronária, construindo a parte coronária
necessidade de confeccionar núcleos para vários dentes, para com pó e liquido de resina acrílica do tipo Duralay.
dentes mal posicionados que precisam ter as paredes das coroas
Obs: no primeiro momento em que está realizando essa
preparadas com forma de paralelismo em relação aos demais
construção irá transbordar resina e ficará volumoso demais.
dentes pilares ou para dentes com raízes divergentes.
Imagem 5: construção da parte coronária com pincel, liquido e pó
Forma que é realizada a técnica direta:
de resina acrílica do tipo Duralay;
Imagem 1: remove-se provisório;
Imagem 6: preparo dentário e o remanescente dentário, com
Imagem 2: usa-se uma lima internamente com a finalidade de brocas e técnicas especificas;
remover os excessos de cimento;
Imagem 7: preparo do espaço e altura interoclusal.
Imagem 3: com uma lima e algodão enroscado em sua ponta é
possível passar vaselina no interior do conduto;
Imagem 4: passa-se vaselina na região externa.
É importante que o conduto esteja preparado adequadamente,
sem arromba-lo. É necessário que tenha expansividade suficiente Quando é finalizado o preparo dentário, tem-se um padrão de um
para receber os pinos durante o processo de modelagem e pino onde a parte radicular e coronária formam um corpo único.
instalação. Precisa ser embalado em ambiente úmido, pois é necessário
manter sua estabilidade para envia-lo ao laboratório. O laboratório
Para a modelação, existe um material denominado pingete de
recebe o padrão de Duralay onde através de técnicas
resina acrílica vermelha do tipo Duralay. O pingete antes do
laboratoriais funde no formato metálico, cerâmico e
processo de vasilinar precisa ser identificado se está entrando
metalocerâmico de cobertura nas mesmas proporções e
até o final do conduto no comprimento que foi desobstruído. É
dimensões feitas na boca do paciente.
Essa técnica é utilizada quando há um volume grande de
pacientes, enquanto a técnica direta requer maior tempo de
planejamento.
Diferença das técnicas:
Forma que é realizada a técnica indireta: Técnica direta: proporciona um pino mais adequado,
melhor justaposição e íntimo contato do pino com as
Imagem 1: é removido o provisório do paciente e feito à limpeza paredes internas do dente preparado, melhorando a
adequada, em seguida é introduzido o pingete onde deve-se retenção.
observar se ele está entrando no conduto de acordo com o Técnica indireta: devido aos materiais e a atribuição com
comprimento pré-estabelecido; o laboratório é comum que o pino não tenha tanta
Imagem 2: caso o CD (cirurgião-dentista) tenha certeza que o justaposição como na técnica direta, o tempo clínico que
pingete esta entrando de acordo com o comprimento pré- se perde é muito grande e o que tange resultado e
estabelecido, é necessário proporcionar neste conduto uma pasta longevidade a técnica direta é melhor.
leve e catalisador da pasta leve de um silicone (qualquer silicone,
seja de adição ou condensação); Cimentação
Imagem 3: é feito a manipulação da pasta leve e é colocado Depois de todas as etapas laboratoriais é construído um padrão e
dentro de um seringa ejetora de elastômero, consequentemente o laboratório devolve ao CD (cirurgião-dentista) um núcleo metálico
deve-se retirar o pingete de dentro do conduto e encher o fundido (pino).
conduto de material de moldagem (pasta leve), em seguida,
introduzir esse pingete apertando no conduto;
Imagem 4: enquanto ocorre o processo de polimerização, o CD
(cirurgião-dentista) manipula uma pasta densa do mesmo silicone
com uma moldeira parcial cobrindo o pingete;
Imagem 5: moldagem do dente e do conduto;
Assim que o núcleo chega do laboratório realiza-se a desinfecção
Imagem 6: enviado para o laboratório, onde o laboratório vasará o
com álcool, retira-se o provisório e limpa o excesso de cimento
gesso obtendo uma replica que o paciente têm na boca. Ao invés
provisório que provavelmente fica, em seguida realiza-se a
do CD (cirurgião-dentista) fazer o processo de introdução do pino,
prova-do núcleo metálico fundido na boca. Quando a prova é
modelagem da raiz e construção coronária é o laboratório que
realizada é possível observar clinicamente uma adaptação,
realizará todas essas etapas.
necessitando fazer um raio-x para observar se o pino está
chegando até o final do conduto preparado.
Realiza-se a cimentação com: fosfato de zinco, ionômero de vidro
e cimento autocondicionante/autoadesivo resinoso.
Passo a passo da cimentação: Imagem abaixo representando um núcleo bipartido:
Higienização do conduto para remover os detritos com
uma lima enroscada em algodão embebida em álcool;
Seca com cone de papel absorvente e manipula o
cimento, sendo importante que o conduto esteja
bastante seco (na imagem usa-se o cimento fosfato de
zinco); Pinos pré-fabricados
O cimento fosfato de zinco pode ser introduzido com
uma espátula, lima ou broca lentulo. A broca que está Os pinos pré-fabricados podem ser metálicos ou de fibra de
representada na imagem quando gira conduz o cimento vidro (fibra reforçado com resina epóxia). Os pinos metálicos
para dentro; caem em desuso quando relacionado com o pino fibra de vidro
Quando a raiz está preenchida com cimento, aperta-se por conta do seu desempenho.
o pino em posição. Depois de 3 minutos remove o
Ligas metálicas mais utilizadas: ligas de áureas, liga de prata-
excesso de cimento.
paladium e liga de cromo-cobalto (muito dura, não sendo tão boa).
Particularidades dos pinos pré-fabricados:
O conduto é preparado usando brocas que
acompanham o pino (os kits), com tamanho e formato
facilitando a instalação.
Não precisam ser instalado em todas as raízes em
casos de dentes multiradiculares;
O pino deve ser selecionado de acordo com a anatomia
interna do conduto;
Toda vez que é instalado um pino pré-fabricado na raiz
O refinamento do preparo deve ser realizado por 24-48 horas
é necessário construir a parte coronária com resina
depois da cimentação, quando o cimento atinge sua presa final. Se
composta, denominando-se núcleo de preenchimento;
a broca for utilizada antes, provocará vibrações que vão ser
Em casos de prótese parcial fixa extensa, são utilizados
conduzidas para o interior do conduto gerando desarranjo do
dois pinos. Os pinos devem ser cimentados, justapostos
cimento.
no conduto de forma passiva (núcleo de preenchimento)
e a confecção do núcleo deve ser feito com material
Núcleos bipartidos restaurador (parte coronária feita com resina
Confecção do núcleo em duas peças. Não é muito utilizada composta);
clinicamente, pois já foi comprovado que quando houver dentes O pino vem pronto para utilização e permitem a
com mais de uma raiz não é preciso utilizar todas as raízes do preservação do remanescente radicular.
dente, mas sim a raiz mais robusta e somente a embocadura dos A liga metálica a ser utilizada na fundição deve apresentar
outros condutos, de maneira que o pino tenha uma maior resistência suficiente para não se deformar sob ação das forças
retenção e não rotacione na parte coronária. mastigatórias.
As ligas de metais não nobres são as mais utilizadas, em especial
aquelas à base de cobre-alumínio, em razão de seu baixo custo.
Ligas nobres ou seminobres, como as de ouro tipo III e IV e à
base de prata-paládio, também podem ser empregadas.
Módulo de elasticidade: a indução de tensões está diretamente
relacionada ao risco de fratura radicular, e tanto os pinos pré-
fabricados quanto os metálicos fundidos apresentam geração de
tensões, no entanto, quando se referem ao primeiro (pré- Obs: quando se tem um dente com anatomia interna
fabricado) relatam padrão de fraturas menos catastróficas. ampla/cônica ou fragilizada os pinos de fibra de vidro não vão
funcionar como retentores isolados. Existe uma técnica que
Os pinos metálicos podem ser: preenche o espaço interno com resina composta onde
Ativos personaliza o pino dando a ele uma melhor justaposição.
Passivos-paralelos Depois que o pino foi selecionado e determinado é necessário
Passivos cônicos cimentar. O cimento indicado para pino fibra de vidro é o padrão
Particularidades dos pinos de fibra reforçado com resina epóxia ouro denominado cimento resinoso autoadesivo (é aquele que não
requer aplicação de sistema adesivo no dente).
Módulo de elasticidade semelhante ao da dentina;
Biocompatível; Imagem 5: é necessário passar um ácido fosfórico no pino com a
Biomecânica favorável/menor possibilidade de fratura finalidade de limpar, por 5 segundos;
dentária; Imagem 6: lavar abundantemente removendo o ácido fosfórico e
Estético; secar com jatos de ar;
Boa adesão à estrutura remanescente (cimentação
adesiva). Imagem 7: quando o pino está seco é necessário aplicar um
agente de união, pois esse pino apesar de ter resina na sua
Na imagem abaixo tem-se o exemplo de perda de estrutura superfície ele também possui fibras de vidro, essas fibras de
dentária com indicação de colocação de pino de fibra de vidro. vidro precisa de um sistema denominado silano para se aderirem
Imagem 1: parte de determinação do comprimento, é necessário ao sistema resinoso. Essa aplicação do silano podem ser feitas
fazer a desobstrução inicialmente com a broca de largo ou com duas ou três camadas e não requer aplicação de luz.
brocas do kit (sendo mais complica a utilização dela), observando o
tamanho que será desobstruído.
Depois de feito esses processos com o pino o CD (cirurgião-
dentista) reserva ele e começa a cuidar do dente.
Caso for usado um cimento autoadesivo só é necessário limpar,
Imagem 2: calibrar a broca de acordo com o comprimento pré- se for utilizado um cimento resinoso convencional (aquele que se
estabelecido fazendo a remoção de acordo com esse assemelha a uma resina composta) é necessário seguir todos
comprimento. esses passos:
Imagem 3: radiografia representando a broca penetrada. Imagem 8: aplica o ácido em dentina em torno de 15 segundos;
Imagem 4: observar na radiografia se o pino de fibra de vidro Imagem 9: lavar abundantemente;
penetrou da mesma forma que no preparo dentário, na imagem
Imagem 10: secar com papel absorvente;
observa-se que o pino não possui justaposição perfeita, afinal, a
anatomia interna é irregular. Imagem 11: passar o sistema adesivo no interior do conduto;
Imagem 12: seca novamente;
Imagem 13: fotopolimeriza (aplicação de luz, essa luz na maioria
das vezes não chega ao final do dente);
Imagem 14: manipulação do cimento resinoso convencional com o
auxilio de uma lima, espátula ou centrix.
Imagem 15: introdução do cimento dentro do conduto;
Imagem 16: todo excesso de cimento deve ser removido com
microbrush;
Imagem 17: fotopolimerização por 2 minutos;
Imagem 22: aplica-se ácido na estrutura dentária, sendo
importante proteger os dentes vizinhos;
Imagem 23: lava e seca com papel absorvente;
Imagem 24: aplicação de adesivo removendo os excessos com
papel absorvente;
Imagem 25: aplicação da fotopolimerização;
Imagem 26: no pino passa ácido fosfórico para limpeza, lava,
remove excessos de detritos e seca. Em seguida, aplica o silano
(agente de união).
Depois deste processo de fotopolimerização por 2 minutos, é
necessário construir a parte coronária denominando-se de núcleo
de preenchimento.
Imagem 18: é necessário preencher a parte coronária com
resina composta (espátula, resina composta, encremento por
encremento, fotopolimerização) e depois que essa parte
coronária está pronta é necessário realizar um preparo dentário.
Pode-se utilizar sequencia de broca do tipo largo (geralmente 1 e
2) e a broca sugerida pelo kit.
Imagem 19: seleção de pino de diferentes tamanhos e formatos;
Imagem 20: prova do pino e observação se ele entrou de acordo
com a desobstrução;
Imagem 21: importante o máximo de justaposição e garantia que
Depois do preparo do dente e preparo do pino, segue os
o pino foi introduzido até a desobstrução;
seguintes passos:
Imagem 27: manipulação do cimento e introdução dentro do
conduto;
Imagem 28: depois que todo o conduto está preenchido é
necessário pegar o pino (sempre com a pinça e com cuidado),
apertar em posição, remover os excessos e fotopolimerizar.
Imagem 29: preparo dentário.
Moldagem em prótese fixa
A moldagem é a manobra clínica do processo de confecções de através da técnica denominada por casquete. Essa associação de
restaurações indiretas, que tem como objetivo a reprodução dos material e técnica não é mais comum frente aos
preparos dentais e sua relação com os tecidos adjacentes. Após desenvolvimentos dos silicones e fios retratores, quando os
a polimerização do material e a remoção da moldeira da boca, silicones desenvolvem e evolui assim como os fios retratores a
tem-se o molde, que é vazado em gesso para a obtenção do junção de material e afastamento gengival se populariza.
modelo de trabalho.
A partir disso, a técnica de alginato e poliéter que são usadas
A boa qualidade dos materiais de moldagem e dos gessos como material de moldagem associado ao afastamento do tipo
possibilitou a obtenção de modelos mais fiéis e a realização de casquete acaba-perdendo espaço na odontologia.
trabalhos com maior exatidão. Outros materiais para modelos
como: revestimentos, resinas epóxicas e metalização pelo cobre A moldagem da arcada antagonista quase 100% das vezes é com
e pela prata, também são utilizados com excelentes resultados. alginato, quando não é com alginato pode-se utilizar com silicone.
Além do material, a execução de uma boa moldagem depende de Material utilizado:
três requisitos básicos: extensão do preparo dentro do sulco
gengival, nitidez do término cervical e saúde do tecido gengival.
A extensão subgengival do preparo deve preservar a saúde
periodontal, pois a presença de inflamação gengival com
sangramento e exsudato inflamatório impede a obtenção de
moldes precisos. Além disso, a maioria dos materiais de moldagem
apresenta alteração de suas propriedades na presença de
umidade, o que resulta em dificuldades técnicas para a obtenção
de um bom molde.
O término cervical deve ser liso, polido e bem definido, para que
possa ser copiado em seus detalhes durante a moldagem. As
coroas provisórias devem ser bem adaptadas e ter contornos Os elastômeros são constituídos por um grande grupo e podem
corretos, para manter a saúde gengival. ser os polissulfetos, silicones e poliéter. O grande grupo
representante dos elastômeros são os silicones (90%)
Materiais de moldagem
Os silicones podem ser por condensação (speedex) ou por adição
Em resumo é feito essa associação: (adsil e aquasil).
Os polissulfetos (permelastic) perdem mercado e cai em desuso
com o desenvolvimento do silicone.
O poliéter (impregum) é um excelente material de moldagem,
porém com um custo elevado acaba perdendo mercado brasileiro
e sul-americano.
Alginato
O contexto da moldagem passa pela seleção do material associado
à técnica de afastamento gengival. Quando se utiliza a associação Apresenta baixa estabilidade dimensional (3 a 4%);
de alginato e poliéter refere-se a um afastamento gengival Baixa resistência ao rasgamento;
Tempo de trabalho (1,5 a 4,5 min dependendo do O grande problema do silicone por condensação é que ele vai
alginato); endurecendo formando uma rede de polímeros (polimerizando).
Podem ser vazados apenas uma vez (imediatamente Nos primeiros 15-minutos existe uma organização e uma reação
entre 10 a 15 segundo), pois possui baixa resistência ao química que acaba liberando álcool, quando e enquanto essa
rasgamento; organização está acontecendo não se deve vazar o gesso por
Uso associado a outros materiais; condensação.
Baixo custo;
Caso se vaze um gesso sobre um modelo que está se
Armazenamento com umidade relativa de 100%
organizando quimicamente devido a liberação do álcool, formará
(sinérise e embebição).
bolhas. Não sendo interessante o vazamento extremamente
.Para prolongar o tempo de vazamento pode-se criar um imediato dos silicones por condensação, se deve esperar por no
ambiente de umidade com alginato, criando uma câmera mínimo 15-30 minutos. Não se pode vazar o gesso depois de 1 h,
umidificadora. pois após 1 h ele começa alterar suas dimensões.
Criação da câmera umidificadora: Apresentação do silicone por condensação: possui uma massa
densa, uma bisnaga de massa fluida e uma bisnaga de catalizador
Tupperware grande e profunda fazendo uma câmera que precisava ser associada tanto a massa densa quanto a
de gaze e/ou algodão; massa fluida.
Molha deixando o ambiente úmido;
Terminar a moldagem do paciente; A dosagem é dependente do fabricante, cada um possui sua pá
dosadora (medição da massa densa) e marca-se o diâmetro da pá
Colocar a moldagem no ambiente úmido.
na própria mão. A manipulação é manual em torno de 1 minuto e
não tem problema ser manipulado sem luva.
O fabricante recomenda que deposite o catalizador no diâmetro
completo da pá.
O material leve deve ser dispensado em uma placa de vidro em
O alginato consegue manter a sua estabilidade de posicionamento
comprimento compatível/igual em uma proporção de1 para 1.
por volta de a 30-40 min na câmera umidificadora, não perdendo
tanto sua estabilidade dimensional.
Em prótese fixa o alginato será utilizado em moldagens de
arcadas antagonistas, moldagens de transferência, juntamente
com o poliéter na técnica do casquete.
Silicone Silicone por adição:
Silicone por condensação:
Contração porcentual muito baixa de 0,1% (24h);
Alteração dimensional; Excelente recuperação elástica;
Custo mais acessível; Alta resistência ao rasgamento;
Contração porcentual 0, a 0,6%; Grande problema sendo extremamente hidrofóbico.
Baixa resistência ao rasgamento; Necessário controlar a umidade do ambiente
Tempo de polimerização de 5 a 8 min;
Diferente do silicone por condensação ele não se polimeriza
Liberação álcool. eternamente, após a primeira hora na reação química ele acaba
formando hidrogênio. Se for vazado o gesso imediatamente após
a moldagem o hidrogênio vai sair formando bolhas. A literatura diz
Técnicas de afastamento gengival
que esse material possui uma estabilidade dimensional muito As opções de afastamento gengival faz-se associação de
grande podendo ser vazado até 7 dias depois. substancias químicas com soluções hemostáticas e adstringentes
O fabricante recomenda que seja esperado por pelo menos 1 (ambas diminui exsudado inflamatório, ou seja, aumenta a chance
hora para ser vazado o gesso. de manutenção da região mais seca/livre de água facilitando o
processo de escoamento do material e replica da região) e
Caso se faça um trabalho onde não será vazado o gesso no dia, mecânico com a utilização de casquete e fios retratores.
pode-se utilizar então o silicone por adição. São excelentes
materiais de moldagem, hoje o material de eleição na rotina clínica
na maioria dos consultórios para moldagem de prótese fixa são
os silicones por adição.
Apresentação do silicone por adição: são compostos por duas
massas densas (base e catalizadora em uma proporção de 1 a 1
para que seja manipulado previamente a moldagem) e uma massa
fluída (em cartuchos), os cartuchos precisam ser
acomodados/acoplados em uma pistola e a ponta acoplada a esse
cartucho fazem um processo de automistura. Atualmente é comum a associação de fios retratores
(afastamento mecânico) embebidos em soluções hemostáticas ou
Obs dentro do cartucho tem uma massa fluida base e uma adstringentes (afastamento químico). Ou seja, com essa
massa fluida catalisadora, na proporção de automistura gera um associação tem-se um afastamento mecânico-químico.
silicone já manipulado.
Obs: Quando é utilizado o casquete não é comum à associação
Técnica de afastamento gengival com soluções químicas.
A partir do ponto em que é feito o preparo dentário e o término Mecânico
cervical se aproxima da gengiva, na maioria das vezes é
necessário afastar a gengiva para que seja possível a replica da
região. O calcanhar de Aquiles das moldagens geralmente é a
replica do término cervical. O término é a região aonde a peça
protética irá se acomodar, essa região é frágil no que tange
longevidade sendo dependente de uma excelente adaptação da
peça protética a esse término cervical.
Caso não se tenha uma peça protética perfeitamente adaptada
ao termino cervical, tem-se risco de infiltração, futura perda do
trabalho protético e solubilização dos cimentos. Ou seja, um bom
preparo dentário com um bom término cervical e a moldagem Os casquetes se assemelham a um provisório mal acabado, é
perfeita é a combinação correta para o sucesso da reabilitação importante que ele cubra todo o dente preparado e a região
com prótese. cervical requer um reembasamento.
Com a moldagem incorreta o técnico não consegue realizar uma Os fios retratores podem ser de diferente espessura,
peça que irá se adaptar clinicamente. Tudo gira em torno de se geralmente é crescente. O fio retrator 3-0 é o fio mais fino
preparar muito bem o término cervical, afastando bem a gengiva que existe onde protege o periodonto, o 2-0, 0 e o 1 são
para que seja possível uma excelente moldagem. A terminação de associados sempre que se utiliza um fio fino, sendo usado um
predileção é no nível ou subgengival. mais espesso no segundo momento.
Químico-mecânico Técnicas de moldagem
Casquete de acrílico associado ao poliéter no seu
interior e uma moldagem com alginato
É construído com resina acrílica um casquete que deve ser
adequado em cada dente preparado. Após a construção de um
casquete para cada unidade dentária, é realizada a moldagem
com o poliéter que é introduzido no interior do casquete com a
utilização de um adesivo de poliéter.
Apesar de existir na literatura a utilização de casquete como
afastamento mecânico, o comum hoje em dia na prática é a
associação de fios retratores com soluções adstringentes ou
hemostáticas. Sendo o afastamento de predileção ou de eleição.
Com uma moldeira de estoque e um alginato manipulado deve-se
Moldagem fazer uma moldagem com tudo o que está na boca. Quando é
feito a moldagem e toma-se presa tem-se uma moldagem dos
Caso o CD não tenha feito um provisório bem adaptado o dentes vizinhos e os casquetes saem juntamente. Obtendo-se
paciente chegará ao consultório em uma segunda consulta uma replica bem fiel do dente preparado e do término cervical
conforme o exemplo que está na imagem abaixo. Podendo-se individual.
observar um incisivo lateral preparado com superfícies
irregulares, término cervical mal delineado e um provisório mal
adaptado.
Poliéter: moldagem do preparo.
Alginato: moldagem de transferência.
Obs: poliéter não tem adesão à resina sem a utilização de um
adesivo.
Assim que é removido o provisório percebe-se uma gengiva
periférica inflamada. Sendo assim esse é um tipo de preparo que
não se consegue moldar caso não obtenha uma adequação
correta. Quando não ocorre uma adequação do provisório tem-se
uma saúde periodontal prejudicada.
Para uma moldagem adequada necessita-se de uma adequação do
preparo com remoção de margens regulares e com adaptação
Características:
precisa do provisório.
Procedimento demorado e de difícil execução para
muitos profissionais;
Molde da região cervical é critico;
Fratura ou danifica o modelo do preparo durante
remoção do modelo.
Fios retratores associados aos silicones (adição ou
condensação):
A moldagem pode ser feita em dois tipos diferentes: dois tempos
ou reembasamento e dupla mistura em tempo único.
Cada uma das moldagens possui aplicação especifica, os
resultados inclusive são semelhantes. Dependente da região de
moldagem, trabalho e o que cada CD prefere.
5° passo: pega-se a moldagem inicial com silicone denso e
Dois tempos ou reembasamento: maior precisão e estabilidade realizam-se alívios internos na moldagem com uma broca,pinja
dimensional independente do silicone que for utilizado. goiva ou instrumento próprio para isso. É necessário aliviar
parcialmente a primeira moldagem, pois é uma moldagem de
Passo a passo: reembasamento.
1° passo: remoção do provisório e limpeza do elemento
preparado;
6° passo: manipula-se e dosa a massa leve em uma placa de vidro
e com a seringa ejetora de elastômero é capturado e retirado o
2° passo: com uma moldeira metálica a massa densa é manipulada fio retrator. Em seguida é inserida a massa leve na região em que
e dosada; foi retirado o fio retrator e todo resto de material que estava na
placa irá para dentro da moldeira fazendo o reembasamento.
3° passo: a moldagem com massa densa é reservada na bancada
e o CD continua trabalhando na boca do paciente;
4° passo: utilização de dois fios retratores, o primeiro precisa
ser mais fino 3-0 embebido com solução hemostática,
acomodando-o dentro do sulco. O primeiro fio protege o
periodonto para não trazer danos a ele. No segundo momento
utiliza-se um fio mais espesso embebido com solução hemostática,
com função de afastar a gengiva.
Prova da infraestrutura metálica e ajuste da cerâmica
A partir da moldagem e do vazamento de gesso encaminhado ao representados os pilares que vão receber facetas ou coroas e
laboratório, será iniciado o processo de confecção de uma em preto o restante da arcada que foi moldada.
infraestrutura denominada de coping previamente a construção
da coroa final. O coping pode ser tanto metálico quanto cerâmico, Imagem 5: o laboratório irá receber o modelo de trabalho
e proporciona uma etapa de prova da infraestrutura, ou seja, embalado e confeccionará o coping ou infraestrutura.
não é uma peça pronta. Imagem 6: os coping são estruturas que vão variar entre 0,3;
Características do modelo de trabalho: 0,5 e o 0,7 milímetros onde vão proporcionar uma etapa de
prova que será possível garantir que o que foi confeccionado se
É uma cópia fiel dos dentes preparados e dos tecidos adapta perfeitamente ao dente do paciente.
vizinhos, e deverá facilitar ao técnico do laboratório o
acesso à área cervical dos preparos.
Permite a execução correta dos procedimentos
laboratoriais de recorte de troquéis, enceramento e
selamento marginal, mantendo o relacionamento vertical
e horizontal dos dentes preparados em relação aos
dentes vizinhos e antagonistas.
Passo a passo da confecção do coping:
Imagem 1: é realizado o diagnóstico dentário e preparado os
elementos dentários.
Imagem 2: confeccionam as coroas provisórias onde através das Imagem 7: caso se adapte perfeitamente ao dente do paciente é
coroas provisórias tem-se o diagnóstico da reabilitação e a reenviado ao laboratório para que seja realizada a aplicação da
visualização de como será o resultado. cerâmica nas infraestruturas.
Imagem 3: o processo de moldagem requer a remoção das Imagem 8: depois que é aplicado às cerâmicas nas
coroas provisórias, inserção de fios retratores e moldagem com infraestruturas o CD irá cimentar as peças na boca do paciente.
materiais apropriados, normalmente utiliza-se silicone por
condensação ou adição. Porém, também pode ser utilizado
polisulfetos e poliésteres (que caíram em desuso).
Troquelização
É o processo inicial para trabalhar sobre o modelo, na qual ocorre
a individualização do elemento. É uma manobra laboratorial com
instrumentos manuais (lecron e holambeck) ou rotatórios de
individualização de preparo no modelo de trabalho.
É importante confeccionar o término cervical com um excelente
preparo adequado, delineamento do termino cervical, moldagem e
Imagem 4: quando é moldado vaza-se o gesso (na imagem foram modelo de trabalho para proporcionar ao laboratório uma
representadas duas cores diferentes para que seja possível excelente troquelização
identificar o processo de troquelização). Na cor amarela estão
Caso já tenha sido feito o preparo no dente/moldagem e obteve-
se um modelo de trabalho, a partir desse momento não se pode
retirar o excesso de cimento com broca, pois isso geraria um
desgaste excessivo causando um desajuste na adaptação da
infraestrutura já produzida pelo laboratório. Ou seja, depois que o
modelo de trabalho já está pronto não se deve passar broca no
dente preparado.
O laboratório deve receber com clareza o término cervical, onde
com instrumentos rotatórios ou manuais é feito a remoção do A limpeza deve ser realizada com clorexidina, algodão, água e
gesso em volta do dente preparado para que se possa ficar colher de dentina. É necessário que o pilar esteja extremamente
nítido aonde terminará a restauração/coroa protética ou limpo, pois os restos de cimento podem atrapalhar a adaptação
infraestrutura. perfeita do coping.
É sobre o pilar troquelizado que será encerado e confeccionado o Observar inicialmente após a adaptação do coping se existe:
coping, seja metálico ou cerâmico. Para cada troquel são
Isquemia gengival
realizados dois cortes, um na face mesial e outro na distal,
paralelos ou ligeiramente convergentes em direção à ponta do O coping pode estar posicionado sobre a gengiva marginal, sendo
pino, para facilitar sua remoção. necessário a utilização de um fio retrator para expandir a
gengiva facilitando a prova da infraestrutura.
Desadaptação cervical
Sangramento gengival
Uma das principais causas de fracasso em prótese fixa é a
desadaptação cervical. Podendo ocasionar: Nesse caso pode-se utilizar fio retratores associados a soluções
hemostáticas ou adstringentes.
Possibilidade de solubilidade do cimento, promovendo um
“gap”, a grosso modo irá promover o surgimento de um Deslocamento da I.E (infraestrutura)
buraco para bactérias;
Em casos de frouxidão o trabalho deve ser removido, pois sem
Retenção de biofilme (placa bacteriana);
intimo contato não há retenção ou estabilidade.
Colonização bacteriana gerando uma inflamação
localizada no periodonto, conhecido como gengivite;
Infiltração marginal que ocasionará a cárie e perda do Adaptação marginal
trabalho protético;
Após a prova do coping no elemento dentário, alguns materiais
Recidiva/desenvolvimento de cáries marginais;
são utilizados para verificação da adaptação marginal, como:
Desenvolvimento de doença periodontal;
Sonda clínica: a ponta da sonda deve está em torno de
Análise no troquel 45° inclinada no coping no terço médio para o terço cervical onde
irá buscar uma sensação tátil de continuidade entre o coping e o
Um coping adaptado perfeitamente num troquel de gesso não elemento dentário. Quando há uma sensação de degrau ou
significa que estará perfeitamente adaptado ao dente preparado. descontinuidade a adaptação precisa ser construída.
Passo a passo:
Desinfecção com álcool 70%;
Moldagem dos coping é realizada na boca do paciente;
Preparo em dentes vivos realiza-se a anestesia
dependendo da sensibilidade do paciente;
Remoção dos provisórios; Degrau negativo: o degrau negativo ocorre quando a sonda
Limpeza dos restos de cimento. exploradora dirigida para o interior do sulco gengival, encontra
parte do término cervical do dente preparado não coberta pela
IE (infraestrutura), pois o metal ou a cerâmica se encontra Pode-se corrigir o degrau positivo por meio do desgaste da IE
aquém da margem preparada do dente. A passagem da sonda (infraestrutura) ou pela repetição da moldagem e do troquel.
evidencia uma mudança brusca de direção, correspondente ao
desajuste. Esse tipo de desajuste marginal geralmente ocorre em Imagem ilustrativa do degrau positivo onde a sonda exploradora
virtude de um recorte incorreto em que parte do término desliza pela margem em excesso sem encontrar o término
cervical foi inadvertidamente removida. cervical do preparo no mesmo nível.
Para compensar essas deficiências de adaptação da IE
(infraestrutura), duas condutas podem ser adotadas: o desgaste
do dente ou a repetição da moldagem e do troque.
Imagem esquemática do degrau negativo onde a sonda
exploradora detecta parte do término cervical não coberto pela
IE.
Elastômeros (fluido): utilizado para ajustar o coping
internamente, mesmo caso do carbono líquido.
Radiografias: realização de radiografias interproximais para
verificação da adaptação da peça no elemento dentário.
Após a verificação de todos os aspectos de adaptação marginal e
análise do troquel, o copping deve ser enviado novamente para o
Carbono líquido: pinta-se internamente o coping e
laboratório. Porém, por conta dos processos de troquelização o
reinsere-o em posição onde na remoção haverá uma marcação modelo perde as referências proximais e referências de perfil
interna da região que está atrapalhando a adaptação. de emergência, sendo preciso realizar um modelo de remoldagem
através da moldagem de transferência para devolver ao
laboratório as referências.
Desta forma é realizado:
Registro oclusal
Imagem 1: faz-se um registro interoclusal com dois potes dappen,
Obs: pode-se utilizar uma broca diamantada para retirar o
com resina acrílica pó e líquido (geralmente se usa resina
excesso que ficou de metal/região rugosa. Com esse ajuste
vermelha devido sua instabilidade dimensional).
percebe-se que existem melhores adaptações.
Imagem 2: com um pincel adequado captura-se uma bolinha de
Degrau positivo: é o desajuste marginal encontrado quando a
resina acrílica onde é colocado na região oclusal do coping. Antes
sonda exploradora desliza pela margem em excesso, em direção
de o dente paciente morder passa-se vaselina para que a resina
ao sulco gengival, sem encontrar o dente preparado no mesmo
acrílica presa sobre o coping não fique presa no dente
nível, ocorrendo desvio abrupto da sua trajetória. Também pode
antagonista.
ser consequência de um recorte incorreto do troquel, além do
término cervical, e geralmente há isquemia no local afetado.
Outro sinal clínico comum é o deslocamento da infraestrutura
pela ação das fibras colágenas da margem gengival, que exercem
pressão na infraestrutura e são capazes de deslocá-la do dente.
Pode também provocar trauma gengival e pequenos
sangramentos.
Modelo de remontagem porém, em casos de coroa metal com cerâmica a cor do
substrato não importa.
Feito o processo de registro é necessário à manipulação do
alginato onde é feita a moldagem com os copings em posição, Imagem 2: a aplicação da cerâmica será de acordo com o pedido
para garantir ao laboratório perfil de emergência, referência do profissional. A cerâmica estratificada é aplicada através do
proximal dos dentes vizinhos e a posição da gengiva. uso de um pincel, aplicando gota por gota até a construção de
uma coroa.
Imagem 3: o coping é transferido para a moldagem, promovendo
o que chamado de moldagem de transferência ou moldagem de
arrasto.
Imagem 4: o modelo de gesso vazado sobre essa moldagem é
denominado modelo de remontagem. Aplica-se vaselina dentro do
coping preenchendo-o de duralay vermelha e a retenção pode
ser feita com broca velha, fio de ortodontia, clipes e entre
outros.
Imagem 3: previamente à cimentação da coroa é preciso
verificar se há adaptação com os dentes vizinhos e contato
oclusal com os dentes antagonistas. Pois a única certeza é que o
coping não desadapta mais.
Imagem 4: também é preciso observar se há isquemia gengival e
se após a prova inicial com uma sonda há perfeita adaptação
cervical, pois muita das vezes o contato proximal não permite
uma adaptação perfeita.
Imagem 5: sendo necessário identificar com o carbono em papel
colocando-o na região proximal para verificar se a adaptação
está perfeita, caso o contato esteja exagerado o carbono irá
Particularidades de remontagem: marcar e o profissional poderá fazer o desgaste necessário.
Os materiais de moldagens são os alginatos ou
elastômero para o modelo de remontagem;
É um modelo mais confiável para aplicar à cerâmica, e
possibilita a colocação e remoção do coping;
O contorno gengival é restaurado;
No modelo de remontagem é possível observar as
mesmas relações oclusais e proximais;
Além disso, é no modelo de remontagem que possibilita
a aplicação da cerâmica.
SELEÇÃO DA COR
Se houver ausência de contato proximal ou um contato
A escolha da cor é realizada após a etapa de prova da inadequado ocorrerá um impacto alimentar e injuria da papila e se
infraestrutura, registro oclusal, moldagem de transferência e houver um contato exagerado haverá uma desadaptação cervical.
modelo de remontagem.
A remoção dos exageros é realizada de forma sutil com pontas
Imagem 1: o laboratório precisa ser notificado com imagens diamantadas em baixa rotação. É necessário o polimento com
referente à cor desejada da cerâmica. Em casos de coroas de rodas de feltros após os desgastes para promover adaptação
cerâmica pura é necessário informar a coloração do substrato, com o intuito de trazer lisura à peça desgastada.
O ajuste oclusal é realizado com a remoção da coroa e Cimento de fosfato de zinco: excelente no que tange
identificação dos contatos existentes sem a coroa. Quando a escoamento, imbricamento mecânico, boas retenções, custo
coroa é colocada em posição, os contatos oclusais já existentes baixo e utilizado a mais de cem anos. Sendo indicado para
devem ser mantidos. cimentar estruturas metálicas. Porém, esse cimento não cola no
dente, não possui adesão ao dente.
No exemplo abaixo é representado um caso de contato oclusal
exagerado, no qual quando se coloca a coroa em posição (circulo Cimento de ionômero de vidro: possui liberação de
amarelo) obtém-se toque. Porém não se tem o toque nos pré-
flúor, pequena/baixa adesão química à dentina, escoamento e
molares inferiores (circulo azul).
imbricamento mecânico.
Adesivo
O representante do adesivo é:
Cimento resinoso (convencionais e auto-
adesivos): possui o intuito de promover melhores resultados
O ponto mais alto é identificado com o papel de carbono, desta na adesão ao elemento dentário.
forma são realizados ajustes suaves para obter ponto de
Os convencionais (resina em forma de cimento) aplicam-se com
contato e ajuste oclusal.
ácido fosfórico, adesivo, seca-se a região para evaporar o
solvente e fotopolimerização.
Os auto-adesivos não necessitam de aplicação do ácido fosfórico
e do adesivo.
Obs: sempre que se podem utilizam-se os auto-adesivos para
otimizar melhor o tempo.
A estratégia da seleção do cimento é baseada nas condições
Cimentação da peça clínicas. É preciso avaliar:
O melhor cimento para coroas metalocerâmicas são os cimentos O substrato que será cimentado à peça;
convencionais (fosfato de zinco, ionômero de vidro). Características do preparo;
Antes da cimentação a coroa precisa ser higienizada com álcool O material da peça protética.
70% e o dente preparado com clorexidina. O cimento é
manipulado e a peça é encaixada, o excesso é removido com fio
dental.
De maneira geral existem dois grandes grupos de cimentos,
como:
Convencionais
Os dois representantes do convencional são:
Referências bibliográficas
PEGORARO, Luiz Fernando et al. Prótese fixa. 2013
Zarb GA, Hobkirk J, Eckert S, Jacob R. Prosthodontic Treatment for Edentulous Patients: Complete Dentures and Implant-Supported
Prostheses. 13th ed. St Louis: Mosby. 2013.
TURANO, J.D.; TURANO, L.M. Fundamentos da Prótese Total. 8ª ed. São Paulo: Quintessence, 2007.
TAMAKI, T. Dentaduras completas. 4ª ed. São Paulo: Sarvier, 1988.
Paiva, H.J. et al. Oclusão- Noções e Conceitos Básicos. Livraria Santos Editora Com. Imp. Ltda. 1ª. Edição, 1997.
Milton Carlos Gonçalves Salvador. Manual de Laboratório Prótese Total - Edição: 2º / 2007. Editora Santos.
GRANT, A.A. et al. Prótese Odontológica Completa, diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Editora Médica, 1994.