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Entendendo Discromias da Pele

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DISFUNÇÕES DA PELE

Discromia

Olá! Neste tópico, vamos falar um pouco das dis-


cromias. Você já ouviu falar nesse nome? Prova-
velmente não desta forma. Sabe aquelas manchas
escuras ou sem cor, pintas, sardas (efélides) que
surgem quando tomamos muito sol?! Então, es-
tamos falando em discromias. Há vários tipos e
diferentes causas, vamos então conhecer e enten-
der um pouco sobre elas.
Para entender sobre as discromias, Ross e Pa-
wlina (2012) comentam que é necessário lembrar-
mos que a cor da pele depende da pigmentação
que é adquirida por meio da atividade melano-
gênica dentro dos melanócitos, da quantidade de
melanina produzida, da natureza química desta
proteína (melanina), bem como dos melanosso-
mas (organelas), estruturas intracitoplasmáticas
específicas, onde fica armazenada a melanina.
As discromias surgem quando ocorrem mo-
dificações na pigmentação da pele, em virtude
do aumento ou diminuição da produção ou da
distribuição da melanina, pigmento marrom-ene-
grecido ou avermelhado que fornece a cor da pele
e funciona também como fotoprotetor (KEDE;
SABATOVICH, 2015).
tes são melanodermia, manchas hipercrômicas,
hipercromias melanogênicas ou hiperpigmen-
tação (BORGES; SCORZA, 2015).

Melanócitos são células dendríticas localizadas


na camada basal que separa a epiderme da
derme. Essa camada fornece pigmento para os
queratinócitos e estes, por sua vez, fagocitam os
melanócitos que estão cheios de melanina, que é
sintetizada e armazenada pelos melanossomas a
partir do aminoácido tirosina, que foi convertido
pela enzima tirosinase.
Fonte: adaptado de Junqueira e Carneiro (1995).

Para aparecer a mancha, ocorre a síntese de


melanina da enzima tirosinase. Portanto, quan-
do inibimos a tirosinase, consequentemente,
temos a diminuição da produção de melani-
na. Antioxidantes, como a vitamina C, evitam
as reações de oxidação que estão presentes na
síntese de melanina da dopa para dopaquinona.
Isto é, não permitem que a dopa se transforme
em dopaquinona.

Dendritos

Grânulos
de melanina

Figura 1 - Tipos de discromias


Melanossoma
Núcleo
Essas alterações são realizadas pelos melanó- Aparelho de Golgi
Retículo
citos e pela organela melanossoma. Quando endoplasmático
Mitocôndria rugoso
há diminuição da produção de melanina, a al-
teração é chamada de hipocromia. Por outro
lado, quando nos deparamos com o aumento da Figura 2 - Melanócito
produção de melanina, as alterações decorren-
Existem vários fatores que podem causar as man- Segundo Kede e Sabatovich (2015), a falta de pig-
chas no tecido cutâneo, como a radiação solar, o mentação (hipopigmentação) na pele também
envelhecimento, a gravidez devido aos hormô- pode ser hereditária, congênita ou adquirida; no
nios, fatores endócrinos, tratamentos com hormô- caso do albinismo, este é de caráter hereditário
nios sexuais, problemas vasculares e hemáticos, recessivo e acomete a pele, cabelos e olhos (al-
bem como a predisposição genética que tam- binismo oculocutâneo), onde temos células me-
bém influencia no surgimento desta condição lanocíticas que produzem a melanina. Quando
(STEVENS; LOWE, 1995). ocorre ausência desta proteína no paciente, este
As discromias podem ser classificadas devido apresenta também deficiência visual.
às diferentes etiologias, ou seja, o agente causa- Outra hipopigmentação da pele encontrada
dor da alteração da coloração da cútis, ressalva na literatura é o nevo acrômico. Este é descrito
Borges (2010), como no caso das Melanodermias por Kessel (2001) como hipomelanose de Ito (HI)
ou hipermelanose, que são caracterizadas como ou incontinência pigmentar acromiante. Esta dis-
manchas hipertônicas devido ao excesso de mela- função geralmente está presente desde o nasci-
nina, por um excesso de produção de melanócito. mento, sendo mais frequente no sexo feminino,
Por sua vez, as alterações denominadas como com herança autossômica dominante. Em alguns
leucodermia ou acromia ocorrem devido à dimi- casos, pode acontecer de repigmentar o local com
nuição ou ausência de melanina no tecido, cau- o passar dos anos.
sando manchas esbranquiçadas, mais claras que Encontramos também a hipercromia, que, pelo
a tonalidade da pele do indivíduo, sendo comum próprio nome, já demonstra que a cor na região
em áreas expostas (causadas pelo dano cumulati- acometida é mais forte. Esta disfunção não tem
vo dos raios ultravioleta ao longo da vida), como envolvimento de melanina, as manchas são decor-
antebraços e pernas, sendo frequente na popula- rentes de alterações vasculares, deixando assim a
ção (AZULAY; AZULAY; AZULAY-ABULAFIA, sua coloração arroxeada (EVELINE, 2006).
2017). Por outro lado, a Melanodermia ou hiperme-
lanose, segundo Brasileiro Filho (2013), é decor-
rente da hiperpigmentação melanótica, devido à
infiltração de melanina na camada profunda da
derme de melanina. Podem ser encontradas de
sete formas diferentes:
• Congênitas ou hereditárias: manchas
de tom castanho claro a escuro, de 2 a 3
mm de diâmetro, de forma arredondada
e delimitada, atingem as áreas com maior
exposição solar. Ex.: efélides (sardas).
• Nevo melanocítico: mancha congêni-
ta cuja cor é de café com leite, forma e
tamanho variado, surge em qualquer
região. Pode se apresentar em relevo ou
plana, podem ser associadas à presença
Figura 3 - Imagem de uma mulher que apresenta albinismo de tumor.
• Mancha mongólica: mancha azul acinzen- As manchas infecciosas podem aparecer junto a
tada, castanha, presença de melanócito na cicatrizes, sobretudo em pacientes que passaram
derme, hereditária, comum em pele escura, por intervenção cirúrgica, queimaduras ou mes-
presente ao nascimento e geralmente desa- mo feridas traumáticas. Por outro lado, as man-
parece até o terceiro ou quinto ano de vida. chas pós-inflamatórias podem aparecer após pro-
É de difícil tratamento. cedimentos estéticos que ocasionaram processos
• Melasma ou cloasma: é uma melano- inflamatórios severos (DRAELOS, 2012).
dermia espontânea, de contorno irregular, Os tratamentos para as discromias devem ser
com limites nítidos, de cor castanha clara seguidos de uso de despigmentantes e fotoprote-
ou escura. É mais comum em mulheres tores. Lembrando sempre que, para ter eficácia, o
após os 25 anos. Além do sol que é o princi- tratamento precisa ter um longo período de tem-
pal fator desencadeante, existem os fatores po. Os primeiros resultados começam a aparecer
etiológicos, a saber: predisposição genética, após cinco ou seis semanas de usos. Em alguns
contraceptivos orais, gravidez, cosméticos, casos, pode levar anos para o resultado, sendo
drogas, disfunções hepáticas e endócrinas, constantemente necessária a prevenção.
pós-menopausa (MIOT et al., 2006). Os ativos despigmentantes são:
• Hidroquinona 2%: utilizado no período
noturno, boa penetração. Inibe a tirosinase.
Temos que ter cuidado com o tempo de
uso para não causar o efeito rebote.
• Monometil éter de hidroquinona: inibe
tirosinase.
• Arbutin 10%: inibe a tirosinase, menor
eficácia e maior segurança.
• Ácido elágico: encontrado na romã. Inibe
a tirosinase.
Figura 4 - Melasma
• Ácido kójico: não causa irritação, inibe a
tirosinase, oxida facilmente.
• Lentigos: manchas senis, de cor castanha • Ácido ascórbico (vitamina C): reverte
escura-negra, causadas pelo acúmulo de as reações de oxidação que convertem a
danos provocados pelos raios solares ao dopa em melanina.
longo da vida. • Ácido fítico: inibe a tirosinase, não é ir-
• Melanodermias: possui diversas causas, ritante, pode ser utilizado durante o dia.
tais como atrito constante com a pele, me- • Ácido azelaico 15 a 20%: inibe a tirosi-
dicamentos, queimadura com o sumo do nase.
limão, figo e exposição ao sol. • AHA’S (alfa hidroxiácidos): promove
• Hiperpigmentação pós-inflamatória: esfoliação, removendo a melanina da epi-
mancha causada após um procedimento derme.
estético, como peeling químico, microa- • Extrato de farelo de arroz, extrato de
gulhamento, casos de acne inflamatória e uva: esfoliação leve, removendo a mela-
dermatites cutâneas. nina da epiderme.
• Antipollon HT: absorve a melanina já Os mecanismos utilizados pelos despigmen-
existente Picnogenol; clareador via oral, tantes são de inibição da enzima tirosinase,
extraído da casca do pinheiro, o Pinus antioxidantes de precursores da melanina na me-
pinaster. Reduz a hiperpigmentação, logênese, diminuição de melanócitos e esfoliação
deixando a pele mais uniforme, neutra- dos queratinócitos.
liza os radicais livres promovidos pela Há outras manchas que não envolvem a me-
radiação solar, protegendo a pele do es- lanina, como as hipercromias: manchas marrons
tresse oxidativo. na sola dos pés em virtude da estase venosa. O
• Argila branca ou caulim: composta de processo de aparecimento se deve à circulação
silicato de alumínio, ação depurativa, ten- venosa comprometida, ou seja, o sangue que cir-
sora, reduz a inflamação (NUNES, 2015). cula dentro da veia tem dificuldade de retornar
• Óleo essencial de olíbano: atua como um ao coração. Como consequência, a veia dilata e
antioxidante que combate os radicais livres deixa de passar a hemossiderina, molécula que
e age contra as inflamações. contém ferro, ocasionando o depósito de ferro
• Óleo essencial de vetiver: clareia man- sob a pele, deixando uma coloração marrom. O
chas escuras. mesmo processo pode acontecer nas nossas tão
• Óleo essencial de copaíba: rico em ß-ca- temidas olheiras.
riofileno, que é um composto anti-inflama-
tório e que ajuda no clareamento de man-
chas escuras, cicatrizes e manchas de acne.
• Óleo essencial de pracaxi: suaviza man-
chas escuras causadas por alterações hor-
monais e também atenua manchas claras
senis e estrias recentes devido à presença
do ácido behênico.
• Óleo essencial de rosa mosqueta: con-
tém tretinoína natural que atenua as man-
chas escuras.
Lipodistrofia e
Hidrolipodistrofia
Ginoide

Caro(a) aluno(a), vamos falar de uma doença que


acomete a população mundial: a obesidade. Ela
está relacionada ao estilo de vida contemporâneo,
ou seja, as mudanças dos hábitos alimentares, as
pressões vivenciadas no dia a dia e a falta de exer-
cícios físicos nos trouxeram esse quadro. Quem
não conhece ou convive com pessoas acima do
peso? Pois é, isso está gerando uma grande preo-
cupação mundial devido ao volume de doenças
associadas, e, consequentemente, o aumento de
gasto público com a saúde.
O Brasil não fica fora da epidemia de obesida-
de. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais
da metade da população está obesa, ou seja, um a
cada cinco brasileiros está acima do peso (BRA-
SIL, 2018). Estima-se um aumento significante
para 2025.
Uma das melhores formas para alterar esses
dados é com a promoção da saúde implantada
no Sistema Único de Saúde (SUS). É preciso cons-
cientizar a população a ter hábitos saudáveis, pois
o ganho de peso interfere em toda a estrutura cor-
pórea, sobrecarregando muitos órgãos e regiões,
como joelhos e os pés.

UNIDADE 4 113
Embora o índice de obesidade venha aumen- nadas células adiposas, encontradas de forma iso-
tando a cada ano, ainda há aquelas pessoas que ladas ou em pequenos grupos ou, ainda, em grande
possuem apenas a lipodistrofia localizada. Neste número por todo o corpo (GUIRRO, E.; GUIRRO,
caso, existem, no mercado, inúmeros tratamen- R., 2004). É diferenciado pela sua estrutura, função
tos seguros e que exigem um curto período de e localização: tecido adiposo branco (comum ou
repouso. unilocular), tecido adiposo marrom (multilocular
ou pardo) e tecido adiposo bege (TASSINARY; SI-
NIGAGLIA; SINIGAGLIA, 2018).
Tecido Adiposo O tecido adiposo branco tem a função de
armazenar energia na forma de ácidos graxos e
Existem vários estudos que comprovam que a liberá-la durante os períodos de jejum ou maior
obesidade está ligada tanto a fatores genéticos demanda energética. Apresenta uma única gota
quanto a fatores ambientais. A distribuição da de lipídio e varia de tamanho de acordo com a
gordura corporal é classificada em dois tipos: quantidade de triacilglicerol (TAG) armazenada.
androide e ginoide. Androide é conhecida como A maior parte dos adipócitos dos adultos é do
maçã, na qual a gordura fica acumulada na região tipo branco. Além de armazenar energia, este teci-
abdominal, mais comum nos homens. A gordura do protege o organismo contra traumas, funciona
ginoide ou pera é aquela em que a gordura fica como isolante térmico, controla o metabolismo
acumulada nos quadris e coxas, mais comum nas por meio da produção e secreção de hormônios e
mulheres. citocinas. O tecido branco também atua na regu-
Um recente estudo demonstrou que as pessoas lação do apetite, balanço energético, sensibilidade
com acúmulo de gordura androide têm uma maior à insulina, angiogênese e metabolismo de lipídios,
probabilidade de mortalidade por doenças cardio- por meio da secreção de proteínas sinalizadoras,
vasculares. Essa gordura está associada à resistência chamadas de adipocinas (leptina, adiponectina
à insulina, hipertrigliceridemia, dislipidemia e infla- e resistina) (TRAYHURN, 2013; TASSINARY;
mação (FU; HOFKER; WIJMENGA, 2015). SINIGAGLIA; SINIGAGLIA, 2018).
O tecido multilocular ou marrom é diferen-
te do branco. Este apresenta inúmeras gotículas
lipídicas no citoplasma. Neste tecido, a energia
produzida se dissipa sob forma de calor, portanto
não fica armazenada sob forma de ATP (adeno-
sina trifosfato). Nos seres humanos, esse tecido
está presente durante o período fetal, porém sua
quantidade diminui após o nascimento, enquanto
nos adultos este tecido fica presente apenas ao
redor dos rins, da aorta e nas regiões do pescoço
e mediastino (KESSEL, 2001).
Estudos demonstraram que o tecido adiposo
Figura 5 -Lipodistrofia localizada
bege apresenta tanto as características do tecido
branco quanto do marrom. Os adipócitos bege
O tecido adiposo é formado por células denomi- multiloculares apresentam capacidade térmica
e se originam de depósitos de tecido branco em
resposta ao frio e a outros estímulos.
Em condições basais, a termogênese é baixa,
mas quando recebem estímulos induzidos por
atividade física ou frio, os níveis aumentam. Por se
tratar de um tecido modulável e apresentar efeitos
benéficos na sensibilidade de insulina, como na
redução do peso corporal, vem sendo realizados
vários estudos com esse tecido. Contudo, ainda é
cedo para uma avaliação precisa nos processos
de perda de peso, é preciso uma melhor avalia-
ção e compreensão do seu processo de origem e
diferenciação (TASSINARY; SINIGAGLIA; SINI- Figura 6 - Tipos de obesidade androide e ginoide
GAGLIA, 2018).

Lipogênese
O hormônio estrógeno está envolvido na lipogê-
Lipogênese é um conjunto de processos metabóli- nese, assim como as catecolaminas, que fazem
cos que possuem a função de sintetizar, armazenar, o estímulo dos receptores α2 adrenérgicos e os
incorporar TAG (triaciglicerol) no tecido adiposo. receptores neuropeptídios Y (NPY), que inibem
Para que esse processo ocorra, é necessário uma a adenilciclase e, em consequência, inibem a li-
série de fatores que incluem elementos nutricio- pólise. Esses receptores, na mulher, são encon-
nais, hormonais e genéticos que são diferentes trados em maior quantidade na região glútea e
em cada indivíduo (TASSINARY; SINIGAGLIA; nas coxas.
SINIGAGLIA, 2018). Por outro lado, os receptores β adrenérgicos es-
timulam a lipólise, ou seja, a quebra da célula de
gordura. Quando estes receptores são estimu-
Lipólise lados, eles ativam a enzima adenilciclase, sendo
assim, transformam ATP (adenosina trifosfato)
A lipólise é ativada quando falta energia no
em AMPc (adenosina monofosfato cíclico); com
organismo. Para que isso aconteça, ocorre a ati-
o aumento do AMPc, ocorre a ativação das en-
vação de hormônios lipolíticos juntamente com
zimas que gera a lipólise. Esses receptores, na
seu receptor específico na superfície celular.
mulher, são encontrados em maior quantidade
Isso resulta na ativação da enzima adenilciclase
no abdômen.
que catalisa e transforma a adenosina trifosfa-
Fonte: adaptado de Guirro E. e Guirro R. (2004).
to (ATP) em adenosina monofosfato cíclico
(AMPc) e que informa à célula que ela foi
estimulada pelo hormônio. Como resultado, Dentre os princípios ativos para o tratamento da
ocorre a quebra da célula adiposa em três áci- lipodistrofia segundo Tassinary, Sinigaglia e Si-
dos graxos e em um glicerol. nigaglia (2018), estão:
a) Cafeína: pertencente ao grupo das xan- f) Paullinia cupana K.: é o guaraná,
tinas, que têm por função a lipólise. A ca- aumenta o metabolismo do tecido
feína inibe a enzima fosfodiesterase, com adiposo, possui alta concentração de po-
isso aumentam os números de AMPc nos lifenóis com ação antioxidante.
adipócitos que estimulam a lipólise, sendo g) Nicotinato de Metila: methyl nicotinate, é
assim, ocorre a quebra da célula de gor- um éster do álcool metílico e do ácido nico-
dura. tínico. Causa hiperemia no local da aplicação
em virtude do efeito vasodilatador.
h) Lombina: extrato de Chrysanthelium
indicam (lanachrys), inibe os receptores
α adrenérgico.
A enzima fosfodiesterase transforma AMPc (ade-
nosina monofosfato cíclico) em AMP (adenosina Além dos princípios ativos tópicos, temos no mer-
monofosfato), em consequência dessa transfor- cado os nutricosméticos, que são a ingestão de
mação, os níveis de AMPc diminuem, portanto alimentos para melhorar os aspectos estéticos. É
inibe a lipólise, ou seja, reduz a quebra da célula conhecido como “a beleza de dentro para fora”.
de gordura. Conhecemos, agora, alguns deles para o trata-
Fonte: adaptado de Ribeiro (2010). mento da liposdistrofia, como: extrato seco de
alcachofra, extrato seco de centelha asiática, ca-
feína, quitosana, pycnogenol, agarcil, faseolamina,
b) Cafeisilane C: ativo de origem biotec- extrato de manga africana, azeite de oliva, gengi-
nológica que associa a cafeína pura com bre e óleo de chia. Na fitoterapia, trabalha-se com
ácido algínico à molécula de silanol. Esse chá de casca de laranja amarga, chá verde, chá de
ativo reduz a formação e estocagem de gengibre, chá de melissa, chá de dente-de-leão,
triglicerídios nos adipócitos e reativa o entre outros (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 1998).
metabolismo celular. Além dos ativos, é possível realizar procedi-
c) Xantagosil: ativo acefilina com silício mentos médicos, biomédicos estetas, farmacêu-
orgânico. Este inibe a lipogênese e esti- ticos estetas e estéticos para o tratamento de li-
mula a lipólise, além de inibir a fosfo- podistrofia. Explicando cada um deles:
diesterase. a) Médicos: cirurgia bariátrica, abdomino-
d) Bioex antilipemico: composto de ex- plastia, lipoaspiração, todos os tratamentos
trato de algas fucus, arnica, castanha da invasivos.
índia, centelha asiática, hera, erva-mate. b) Biomédicos estetas, farmacêuticas
Ativa a microcirculação, o metabolismo estetas: tratamentos invasivos, como
e a lipólise. intradermoterapia com medicamentos,
e) L-Carnitina: tem a função de manu- hormônios e enzimas.
tenção do metabolismo energético, an- c) Estéticos: eletrolipoforese, carboxiterapia,
tioxidante natural, rico em flavonoide intradermopressurizada, radiofrequência,
que inibe o estresse oxidativo. Faz o ultrassom, lipocavitação, criolipólise, plata-
transporte de ácido graxo livre para a forma vibratória, massagens modeladoras,
mitocôndria. terapia combinada, entre outros.
Hidrolipodistrofia Ginoide

Durante a evolução da humanidade, o padrão


de beleza sofreu várias mutações. A massifica-
ção das comunicações promoveu um padrão
estético, na qual a adiposidade e a irregularida-
de da pele se tornaram pouco aceitas (SOUZA
PINTO et al., 1999). Quem é mulher ou convive
com uma sabe que muitas se incomodam com
aqueles furinhos indesejáveis que aparecem na
pele. Verdade ou mentira?
Figura 7 - Edema de cacifo em uma paciente com alteração
na pressão arterial e retorno linfático devido à obesidade Segundo Guirro, E. e Guirro, R. (2004), trata-
-se de uma desorganização localizada que aco-
Vários profissionais da saúde estão envolvidos mete o tecido dérmico e subcutâneo, compreen-
nos tratamentos, na prevenção e na promoção dendo alterações vasculares e lipodistróficos.
da saúde de pacientes com sobrepeso; por exem- Isso resulta em um tecido inestético e edematoso.
plo, no caso da Figura 7, o paciente apresenta Em outras palavras, é uma infiltração edematosa,
sinal de Godet. Esta característica é um sinal clí- de um tecido subnutrido, desorganizado, sem
nico avaliado por meio da pressão digital sobre a elasticidade, não inflamatória, seguida da poli-
pele, por pelo menos 5 segundos: se a depressão merização da substância fundamental amorfa,
formada não se desfizer imediatamente após a resultante de um mau funcionamento do sistema
descompressão, está confirmado o edema de circulatório e das consecutivas transformações
cacifo (inchaço) (BRASILEIRO FILHO, 2013). no tecido conjuntivo (BORGES, 2010).
Nestes casos, o paciente deve cortar as unhas com
profissional da Podologia, pois pode lesar e infec-
cionar, realizar drenagem linfática e outras séries de
acompanhamentos por um Esteticista e Cosmetó-
logo e tratamento com um Terapeuta Integrativo e
Complementar para melhorar a ansiedade e o estres-
se, porque, muitas vezes, as causas da obesidade são
fatores emocionais, sendo necessário agir no agente
etiológico da descompensação.
Fazendo uma breve recapitulação, neste tópico,
estudamos o que é gordura localizada, sua função
em nosso organismo, os tipos de células, o processo Figura 8 - Hidrolipodistrofia ginoide
de lipogênese e lipólise, as consequências geradas
pelo acúmulo de gordura e as formas de tratamentos. É um fenômeno de origem fisiológica,
Assim, agora você já é capaz de identificar como é característica do gênero feminino, tem causas
formada uma célula de gordura e quais ativos são multifatoriais, como fatores hormonais, predispo-
usados para obter sucesso em protocolos de trata- sição genética, inatividade física, dietas inadequa-
mentos. das, obesidade, distúrbios posturais e tabagismo.
Os adipócitos da região ginoide são os mais responsivos ao estrógeno que induzem ao aumento da
deposição de gordura no local sob interferência de hormônios. Os adipócitos apresentam receptores
adrenérgicos (β) e adrenérgicos (α2) da adenilciclase. Na região ginoide (coxas e glúteos), os receptores
(α2) estão presentes em maior quantidade que os receptores (β), portanto ocorre a inibição da lipólise,
conforme estudado no tópico anterior da lipodistrofia (RIBEIRO, 2010).
A disposição do tecido adiposo é diferente entre homens e mulheres. Na mulher, o tecido encontra-se
perpendicular à superfície da pele, sendo assim, forma compartimentos retangulares que favorecem
a insuflação das células adipócitas; nos homens os planos são oblíquos (TASSINARY; SINIGAGLIA;
SINIGAGLIA, 2018).
FEMININA MASCULINA

Epiderme

Derme

Células
adiposas

Tecido
conjuntivo

Camada
reserva
de gordura

Músculos

Figura 9 - Disposição do tecido adiposo nas mulheres e nos homens

De acordo com Borges (2010), o hidrolipodistrofia ginoide divide-se em quatro formas clínicas:
• Branda ou flácida: localizada na pelve, coxa e braços. Surge após emagrecimento rápido, uso
de diuréticos, procedimentos mal realizados, como lipoaspiração e mesoterapia. Mobilização
das mudanças posturais. Atrofia muscular, microvarizes, pele fria, seca e rugosa.
• Dura, sólida ou compacta: localizada na porção inferior do corpo. Granulosa ao tato. Massa
dura e localizada. Não se altera com a movimentação postural. Pouca ou nenhuma mobilidade.
Sensação de frio nas extremidades.
• Edematosa: localizada nos membros inferiores. Obstrução tissular a nível das articulações.
Insuficiência circulatória e linfática, altera-se com a movimentação postural. Edema, varizes,
peso, prurido, câimbras. Aspecto casca de laranja. Ausência de cacifo.
• Mista consistente (dura): localizada na região consistente nas coxas, associada à flacidez, no
abdome ou, então, uma consistente na coxa, lateralmente acompanhada de uma flácida na parte
interna da coxa. É a forma mais comum do HLDG (hidrolipodistrofia ginoide).
Quanto ao grau, Guirro, E e Guirro, R. (2004) classificam a HLDG em:
• Grau I ou brando: não é possível a visualização a olho nu, somente pela compressão do tecido entre
os dedos ou contração voluntária; não há alteração de sensibilidade à dor, sendo sempre curável.
• Grau II: nesse grau já é possível a visualização a olho nu, mesmo sem a compressão dos tecidos,
com a luz incidindo lateralmente, as margens são facilmente delimitadas. Possui alteração de
sensibilidade e é curável.
• Grau III ou grave: nesse estágio, é percebido o acometimento do tecido em qualquer posição
que a pessoa esteja, ortostática ou em decúbito. A pele fica enrugada e flácida. O tecido apresen-
ta-se cheio de relevos, com a aparência de um“saco de nozes” ou “casca de laranja”. A sensibilidade
à dor está aumentada e as fibras do conjuntivo estão quase totalmente danificadas. Este estágio
grave é considerado como incurável ainda que passível de melhora.
• Grau IV ou muito grave: o tecido apresenta-se com as mesmas características do HLDG grau
III, a diferença é que, neste estágio, a pessoa sente dor à palpação e há presença de nódulos ou
depressões claramente visíveis a olho nu.
PELE NORMAL PELE COM CELULITE

Derme

Epiderme

Músculos

Células adiposas Capilares Células adiposas aumentadas Capilares comprimidos

Figura 10 - Tecido normal e tecido com HLDG

Princípios ativos para o tratamento do Hidrolipodistrofia ginoide

Os ativos precisam diminuir a lipogênese, estimular a lipólise, a fim de reestabelecer a circulação san-
guínea e atuar na diminuição de edema. Caro(a) aluno(a), como podemos identificar, os ativos são os
mesmos do tratamento da lipodistrofia localizada, porém na HLDG, teremos o aumento dos ativos
para diminuição de edema.
A fosfodiasterase é a enzima já vista no tópico
anterior, que reduz a lipólise nas células adiposas,
ou seja, reduz a quebra de gordura. Um inibidor
da fosfodiasterase é a cafeína.
As metilxatinas, que possui efeito lipolítico,
inibem a fosfodiaterase, estimulam receptores β
adrenérgicos. Ex.: cafeína 8%, teofilina, aminofili-
na até 4%, extratos vegetais ricos em cafeínas, ama-
rashape cafeisilane, theophillisilane C, Xantagosil
C, extrato de Centella Asiática, extrato de castanha
Figura 11 - Tratamento para HLDG
da Índia, extrato de Ginkgo Biloba, Nicotinato de
Metila e lipostabil. Finalizamos o tópico de lipodistrofia e hidrolipo-
Os nutricosméticos para o tratamento da distrofia ginoide (HLDG), falamos da semelhança
HLDG são: extrato seco de alcachofra, castanha dos princípios, ativos e tratamentos. Por que será
da Índia, extrato seco de centelha asiática, camel- que ocorre essa semelhança? A lipodistrofia lo-
lia snensis, chá branco, chá vermelho, hibiscus, calizada é o acúmulo de gordura na qual se com-
quitosana, cavalinha, entre outros (TASSINARY; promete o tecido com êxtase venosa, tornando-o
SINIGAGLIA; SINIGAGLIA, 2018). Os fitoterápi- desnutrido, sem elasticidade. Consequentemente
cos são chá de cavalinha, suco detox com pepino, esse quadro resulta em HLDG. Portanto, para a
couve e gengibre, suco de uva Niágara e aplicação eficácia do tratamento, em primeiro lugar trata-
do pó da centelha asiática sobre a pele (MAHAN; mos a gordura localizada juntamente com o en-
ESCOTT-STUMP, 1998). trelaçamento das fibras elásticas, para que o tecido
Atualmente, existem no mercado inúmeros volte ao aspecto liso e uniforme. Ah, mas e aquelas
tratamentos para HLDG, lembrando que todos os pessoas que são magras e possuem HLDG? Sim,
tratamentos citados no tópico anterior também aí se trata de acúmulo de líquido intersticial que
sejam para HLDG, podemos acrescentar aqui a deve ser tratado com procedimentos e ativos que
endermologia, drenagem linfática, laser de baixa retirem esse líquido. Compreendeu, agora, como é
intensidade realizado por esteticistas e a subcisão realizado o tratamento e por quê? Espero que sim!
realizada por médicos. Vamos em frente, que ainda temos muito a estudar.
Estrias e
Flacidez

Este tópico será dedicado a descrever as disfun-


ções do tipo de estrias e flacidez que acometem a
pele, bem como os fatores que os desencadeiam
e seus devidos tratamentos.

Estrias

Neste momento, tratamos das tão temidas estrias,


afinal quem não possui pelo menos uma estria em
seu corpo? Como é difícil não ter pelo menos um
par, não é mesmo? Então, vamos estudar agora o
porquê que isso acontece.
O surgimento das estrias na pele está associado
a diversas situações, tais como patológicas ao resul-
tado de processos fisiológicos do organismo. Pode-
mos citar como exemplo o estirão da adolescência
ou o rápido ganho de peso, gravidez, medicações,
doenças hormonais, doenças
crônicas hepáticas, uso de cor-
ticoides, próteses mamárias, e
predisposição genética (TAS-
SINARY; SINIGAGLIA; SINI-
GAGLIA, 2018).
Os fatores desencadeantes
que facilitam o surgimen-
to das estrias estão ligados
à diminuição do número e
do volume dos elementos da
pele e ao rompimento de fi-
bras elásticas. Observa-se que
a epiderme é delgada, e com Figura 12 - Estrias
a diminuição da espessura da
derme, as fibras colágenas es-
tão separadas entre si e as fi-
bras elásticas aparecem agru-
padas na periferia da estria.
As fibras colágenas normais
são redes densas e bem ordena-
das (paralelas entre si), para dar
resistência à pele, e as fibras elás-
ticas são mais finas e em menor
número, permitem que a pele Figura 13 - Tecido normal e tecido com estrias
possa ser esticada sem se romper,
retornando depois ao seu estado De acordo com Kede e Sabotovich (2015), as estrias se classifi-
normal. Em um tecido atrófico, cam de duas formas:
ou seja, com estrias, as fibras co- • Estrias Rubras é quando as estrias estão na sua fase inicial,
lágenas se tornam finas e escassas ou seja, o rompimento do tecido foi imediato. Estrias de
e a fibras de elásticas tornam-se coloração avermelhadas.
mais espessas e formam um aglo- • Estrias Albas é quando o processo de rompimento do
merado desordenado (GUIRRO, tecido já foi estabelecido. Estrias de coloração esbran-
E.; GUIRRO, R., 2004). quiçadas, chegando a ficar nacaradas.
Essas atrofias da pele se orga-
nizam paralelamente e bilateral- As estrias aparecem com uma maior incidência em regiões de
mente umas às outras, surgin- glúteos, seios, abdômen, coxas e região lombossacra, nas mu-
do tanto em poucos números lheres. Por outro lado, no sexo masculino, estas lesões, devido à
como em muitos, evidenciando distensão da pele, ocorrem mais nos ombros, glúteos, abdômen
um desequilíbrio elástico que e até nas costas, devido, muitas vezes, ao crescimento (GUIRRO,
caracteriza uma lesão na pele. E.; GUIRRO, R., 2004).
juntamente com o uso de equipamentos elétri-
cos. A partir de Tassinary, Sinigaglia e Sinigaglia
(2018), citamos:
• Fatores de crescimento: são moléculas de
proteínas ativas que regulam o ciclo celular,
possuem ação direta no núcleo da célula,
possuem função de regulação de respostas
inflamatórias e cicatrizantes, assim como
a manutenção e sobrevivência das células,
função de migração e diferenciação celular.
• Hidroxiprolisilane CN: é um composto
formado, principalmente, por silício, atua
na formação do colágeno.
• Regestril ™ (extrato de feijão verde):
possui características antioxidante e favo-
Figura 14 - Estrias rubras
rece a homeostasia do local.
• Opala: tem poder ativo derivado de uma
pedra de lava vulcânica, com função de
aumentar a síntese de fibroblasto.
• Óleo de macadâmia (nozes de macadâ-
Nas estrias rubras, a coloração pode ser mia): é um poderoso hidratante e forne-
avermelhada ou rosa-púrpura, enquanto cedor de lipídios.
as estrias albas esbranquiçadas são finas e • Ácido glicólico: derivado da cana-de-
altas. As estrias albas nacaradas são as bran- -açúcar é um ativo queratolítico e diminui
co-acinzentadas e mais grossas, podendo a espessura do estrato córneo.
chegar a medir de 2 a 4 mm de espessura. • Ácido retinóico (vitamina A): ação
queratolítica e esfoliante celular, estimula
a proliferação dos fibroblastos.
Atualmente, existem no mercado vários ativos • Ácido ascórbico (vitamina C): antioxi-
tópicos para o tratamento das estrias, porém, para dante que atua no processo de síntese de
se obter uma maior eficácia, é sempre utilizado colágeno.
Falamos dos fatores de crescimento e de sua atuação. Contudo, precisamos conhecer quais são
esses fatores de crescimento e seus efeitos.
• PDGF é o fator de crescimento que possui efeito na formação de novos vasos, aumento do
tecido conjuntivo e ainda participa da síntese de formação de outros fatores, atua sobre
células mitogênicas.
• TGF-β1 ativação e proliferação de fibroblasto dérmico.
• EGF elimina cicatrizes e manchas da pele, reduz e previne linhas de expressões, acelera a
renovação celular.
• VEGF atua na permeabilidade vascular, aumento da angiogênese.
• HGF atua na formação de novos vasos e na fibrose.
• IGF-1 aumenta a remodelação do tecido, aumento da formação de colágeno e elastina.
• FGF aumento de fibroblasto e queratinócitos, formação de novos vasos.
Fonte: adaptado de Werner, Krieg e Smola (2007) e Freendberg et al. (2001).

Nutricosméticos para o tratamento das estrias são: vitamina C, colágeno hidrolisado, exsynutriment,
vitamina A, glycoxil, cobre, zinco, manganês e potássio.

Flacidez

Esse tema gera discussão entre autores, pois alguns entendem a flacidez de pele e a hipotonia muscular
como a mesma coisa, enquanto outros as distinguem.
A flacidez cutânea acontece pela diminuição das estruturas do sistema tegumentar, que são res-
ponsáveis pela sustentação do corpo. Esses elementos de sustentação são a elastina, os fibroblastos e,
por consequência, o colágeno.
A elastina é uma proteína que está diretamen-
te ligada com os movimentos do nosso corpo,
fornecendo a elasticidade. O colágeno também
é uma proteína que confere a sustentação.

Dentre os tratamentos estéticos disponíveis para


flacidez, estão o microagulhamento, a radiofre-
Figura 15 - Abdome com flacidez tissular quência, a carboxiterapia, a intradermoterapia, as
cirurgias plásticas, a microcorrente, a gessoterapia,
Segundo Guirro, E. e Guirro, R. (2004), flacidez a corrente russa e os exercícios físicos.
é a diminuição da firmeza (elasticidade) da pele, Dentre os cosméticos utilizados para o tra-
deixando-a com aspecto frouxo, mole e lânguido, tamento de flacidez, estão as argilas minerais,
promovendo os sinais do envelhecimento, que em especial a verde, que possui ação firmadora,
são consequências da diminuição de funciona- hidratante e estimulante do dimetilamitoetanol
mento do tecido conjuntivo, onde o colágeno fica (DMAE); palmitato de ascorbila (éster de vitami-
mais rígido, as fibras de elasticidade perdem sua na C), que induz o armazenamento e a produção
força, diminuindo, assim, a elasticidade. Com a de colágeno; raffermine (extrato hidrolisado de
diminuição das glicosominoglicanas e também a soja), que reorganiza as fibras de colágeno e de
redução da água, o desenvolvimento celular acaba elastina; retinoides tópicos estimulam a produção
diminuindo também. de fibroblasto; isoflavonas auxiliam nos fatores de
Várias são as causas que geram flacidez, dentre crescimento, entre outros (NUNES, 2015; TASSI-
elas: sedentarismo, envelhecimento, efeito sanfo- NARY; SINIGAGLIA; SINIGAGLIA, 2018).
na (oscilações de peso), alimentação inadequada, No mercado, existem vários nutricosméticos
predisposição genética, estresse, disfunções hor- para o tratamento de flacidez, a função desses
monais e pós-gestacional (WALLMAN, 2016). ativos são de ativar a produção de fibroblastos,
A flacidez muscular ocorre quando os mús- favorecendo a produção de colágeno. Devido a
culos estão pouco tonificados. A musculatura esse fator, devemos utilizar os mesmos princípios
precisa estar sempre com uma tensão para que ativos do tratamento das estrias. Entre eles, te-
nosso corpo fique firme. A flacidez tissular é ge- mos o zinco, ferro, cobre, manganês, vitamina C,
rada quando a formação de colágeno e elastina colágeno hidrolisado, exsynutriment, vitamina
começam a diminuir, a pele fica solta (GUIRRO, A e glycoxil (TASSINARY; SINIGAGLIA; SINI-
E.; GUIRRO, R., 2004). GAGLIA, 2018).

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