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Guia Completo de Pronomes na Língua Portuguesa

O documento descreve os diferentes tipos de pronomes em português, incluindo pronomes substantivos, adjetivos, pessoais, possessivos, relativos, demonstrativos, de tratamento, indefinidos e interrogativos.

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Anna Clara
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O documento descreve os diferentes tipos de pronomes em português, incluindo pronomes substantivos, adjetivos, pessoais, possessivos, relativos, demonstrativos, de tratamento, indefinidos e interrogativos.

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Pronome é uma classe de palavras variável cuja finalidade é substituir ou determinar

(acompanhar) um substantivo. Eles se classificam em razão dessas funções. Aquele


que substitui o nome é chamado de pronome substantivo, e o que o determina
(acompanha) é o pronome adjetivo. Além disso, são subclassificados em pessoais do
caso reto, pessoais oblíquos tônicos e átonos, de tratamento, relativos, possessivos,
demonstrativos, indefinidos e interrogativos.

Pronomes substantivos x pronomes adjetivos


Os pronomes substantivos, ao substituir o substantivo, exercem a mesma função
sintática que este exerceria (núcleo do sujeito, do objeto direto ou indireto, do
complemento nominal etc.). Veja:

EX: - “João passou no vestibular.”


(“João” é núcleo do sujeito)
- “Ele passou no vestibular.”
(ao substituir “João” pelo pronome reto “ele”, este passa a ser núcleo do sujeito)
- “Gosto de João.”
(“João” é núcleo do objeto indireto)
- “Gosto dele.”
(ao substituir “João” pelo pronome oblíquo tônico “ele”, este passa a ser núcleo do
objeto indireto)

Os pronomes adjetivos vêm sempre juntos ao substantivo a que se referem, por isso
sempre exercem função sintática de adjunto adnominal. Veja:

EX: - “Meus livros sumiram.”


(o pronome possessivo “meus” é um pronome adjetivo e exerce função de adjunto
adnominal do núcleo do sujeito “livros”)
- “Assisti a este filme.”
(o pronome demonstrativo “este” é um pronome adjetivo e exerce função de adjunto
adnominal do núcleo do objeto indireto “filme”)

Classificação dos pronomes


• Pronomes pessoais
São os pronomes que determinam a flexão de pessoa da oração.

1º pessoa: o ser que se manifesta (fala) no processo comunicativo; o enunciador; o


locutor; o emissor.
2º pessoa: o ser que recebe a mensagem e decodifica-a; o receptor; o interlocutor.
3º pessoa: o ser sobre o qual se fala no processo comunicativo.
Eles se subdividem em pronomes pessoais do caso reto e em pronomes oblíquos
átonos e tônicos. Veja:

Caso reto: são os pronomes pessoais que sempre exercem função de sujeito da
oração (nunca exercem função de complemento). São eles:
Ex: - Eu corri durante uma hora. - Tu correste durante uma hora.

- Ele correu durante uma hora.

Nos exemplos acima, os pronomes eu, tu e ele exercem a função sintática de sujeito
do verbo correr, o qual deve concordar em número e pessoa com seus sujeitos.
Assim sendo, construções como “eu vi ele” são equivocadas, visto que o pronome
pessoal reto está sendo usado como objeto direto do verbo “ver”.Os pronomes retos
jamais exercem função de objeto, sempre de sujeito.

⇒ Oblíquos átonos: todos os pronomes oblíquos exercem função de complemento,


em especial de objeto direto ou indireto. Diferenciam-se dos tônicos, pois estes são
sempre preposicionados e não se prendem ao verbo pela colocação pronominal
(próclise, mesóclise e ênclise).
EX:“Deram-me o recado.” – O pronome em destaque é objeto indireto do verbo dar.

“Viram-me no estádio.” – O pronome em destaque é objeto direto do verbo ver.

-O, -A, -OS, -AS X -LHE, -LHES

Os demais pronomes oblíquos átonos podem exercer função de objeto direto ou


indireto, indiscriminadamente, porém os pronomes -O,-A e suas variantes só podem
exercer função de objeto direto, enquanto -lhe só pode exercer função de objeto
indireto . Exemplos:

”Eu a amo.” – O verbo amar é transitivo direto e o pronome a exerce função de objeto
direto.

“Eu lhe falei a verdade.” – O verbo falar é transitivo direto e indireto. Vale dizer que “a
verdade” é objeto direto e que lhe é objeto indireto.
Pronomes Possessivos

Estabelecem relação de posse entre um objeto e uma das três pessoas do discurso.
São eles:

→ meu(s), minha(s); teu(s), tua(s); seu(s), sua(s); nosso(s), nossa(s); vosso(s), vossa(s);

Pronomes Relativos

Os pronomes relativos, ao mesmo tempo, retomam o nome imediatamente anterior e


substituem-no dentro de uma oração subordinada adjetiva (uma oração que
“caracteriza”, “define”, “particulariza” esse nome).

São exemplos de pronomes relativos: QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS;


QUEM; ONDE, AONDE, DE ONDE (DONDE); CUJO(S), CUJA(S); COMO; QUANTO.

Em primeiro lugar, veja a capacidade de retomada e de substituição desses pronomes:

EX: Pegue os livros que estão sobre a mesa.

A oração em negrito é adjetiva. Observe que ela caracteriza livros (os livros estão
sobre a mesa) e quem retoma e substitui livros é o pronome relativo que.

- A cidade aonde Pedro vai fica no interior de Goiás.

O pronome relativo aonde retoma e substitui cidade (Pedro vai à cidade).

Pronomes Demonstrativos
São pronomes que eram originalmente usados para posicionar espacialmente um
objeto em relação às três pessoas do discurso, principalmente em relação a quem fala
e a quem ouve. Também são usados para a marcação de tempo (passado, presente e
futuro) e para o estabelecimento de referências anafóricas e catafóricas em um texto.

⇒ Pronomes demonstrativos variáveis:


1ª pessoa: este, esta, estes, estas – indicam um objeto sob posse da 1º pessoa;
2ª pessoa: esse, essa, esses, essas – indicam um objeto sob posse da 2º pessoa;
3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas – indicam um objeto sob posse de um 3º
ou distante da 1º e da 2º pessoa.

⇒ Pronomes demonstrativos invariáveis: referem-se a coisas ou objetos de forma


indefinida. Espacialmente, possuem a mesma utilização dos anteriores.

1ª pessoa: isto
2ª pessoa: isso ; 3ª pessoa: aquilo.

Pronomes de tratamento
São pronomes empregados no trato com as pessoas, familiar ou respeitosamente.
Embora o pronome de tratamento dirija-se à segunda pessoa, toda a concordância
deve ser feita com a terceira pessoa. Assim, usa-se VOSSA quando conversamos com
a pessoa e SUA quando falamos da pessoa. Veja:

- Tabela de exemplos:

Destinatário Tratamento Abreviação Vocativo

Vossa Excelentíssimo Senhor Presidente


Presidente da República Não se usa
Excelência da República,

Vossa
Reitor de Universidade Não se usa Magnífico Reitor,
Magnificência

Papa Vossa Santidade Não existe Santíssimo Padre,

Juízes Vossa Excelência V.Exa. Senhor Juiz,

Membros da Câmara dos Vossa


V.Exa. Senhor Deputado,
Deputados Excelência

Membros do Senado Vossa


V.Exa. Senhor Senador,
Federal Excelência

Pronomes indefinidos
Referem-se à terceira pessoa do discurso de forma indefinida, genérica e imprecisa.
Podem ou não se flexionarem em gênero e número.

⇒ Variáveis:

Qualquer/Quaisquer Qual/Quais Bastante/Bastantes Um(ns)/Uma(s)


Pouco(s)/Pouca(s) Nenhum(ns)/Nenhuma(s) Outro(s)/Outra(s)
Todo(s)/Toda(s) Certo(s)/Certa(s) Muito(s)/Muita(s) Tanto(s)/Tanta(s)
Algum(ns)/Alguma(s) Quanto(s)/Quanta(s)

⇒ invariáveis:

Alguém ; Ninguém; Quem ; Algo ; Tudo ;

Nada ;Cada ; Mais ; Menos ; Demais ; Outrem

Pronomes interrogativos
Pronomes interrogativos são aqueles empregados em orações interrogativas diretas
ou indiretas. São eles: que, quem, qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas.

Exemplos de orações interrogativas diretas:

- “Que horas são?”

- “Quem é você?”

Exemplos de orações interrogativas indiretas:

- “Eu perguntei que horas são.”

- “Anna quer saber quem é você.”

Que e quem não se flexionam. Já o pronome qual é variável em número, e o pronome


quanto concorda em gênero com o termo a que se refere.

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