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Legislação e Editais em Licitações Públicas

Este documento apresenta conceitos importantes sobre a elaboração de editais para licitações públicas. Apresenta a importância da legislação aplicável e dos requisitos mínimos para a publicação do edital, como instrumento fundamental para a contratação entre o poder público e as empresas.

Enviado por

jose araujo
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Legislação e Editais em Licitações Públicas

Este documento apresenta conceitos importantes sobre a elaboração de editais para licitações públicas. Apresenta a importância da legislação aplicável e dos requisitos mínimos para a publicação do edital, como instrumento fundamental para a contratação entre o poder público e as empresas.

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Unidade 1 - Introdução

🎯 Objetivo de aprendizagem
Ao final da unidade, você será capaz de relacionar a legislação vinculada
aos processos licitatórios, aos contratos e à fiscalização e identificar a
importância de cada uma das leis aplicadas à fiscalização de projetos.
Olá! Com o objetivo de encaminhar as atividades do curso de maneira didática,
iniciaremos, neste módulo 1, com a apresentação e introdução de alguns conceitos
importantes. Certamente, prezado(a) aluno(a), muitos dos conceitos que serão aqui
desenvolvidos já são do seu conhecimento, ou mesmo domínio. Outros, no entanto,
podem ser novos e serão aqui apresentados. Para que possamos atender inclusive
aqueles(as) alunos(as) que não têm conhecimento aprofundado no tema, essa ação de
apresentação dos conceitos ganha grande importância e será constante até o final do
curso. Assim, desejamos a você uma excelente experiência, e que comecemos os
trabalhos!
Qual é o conhecimento básico necessário aos
profissionais que atuam no preparo do instrumento
convocatório, contrato e fiscalização?

Publicação do edital

No âmbito da Administração Pública, as atividades de Fiscalização de Projetos e

Obras apresentam uma particularidade, se considerarmos o desenvolvimento dessas

mesmas atividades no âmbito da iniciativa privada. Trata-se da preparação da

contratação, amparada em normativas legais específicas, e o seu resultado com a

publicação de um edital. Compare e veja que na esfera pública as contratações são

muito mais demoradas do que aquelas da iniciativa privada.

O edital, como peça fundamental para as contratações de projetos e obras, é o


instrumento que norteará a relação entre Administração Pública e a proponente (dos
serviços), e dele fará parte a minuta do Contrato, como um dos seus anexos, exceto nas
hipóteses de Dispensa de licitação em razão de valor e compras com entrega imediata e
integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive
quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor, em que o contrato pode
ser substituído por carta-contrato, nota de empenho de despesa ou ainda autorização de
compra ou ordem de execução de serviço (Lei nº 14.133).

O regime jurídico para tais contratos, conforme a Lei n° 14.133/202,1 Art. 95,
inciso II, confere à Administração Pública a prerrogativa de modificá-los
unilateralmente para a melhor adequação às finalidades do interesse público, respeitados
os direitos do contratado de acordo com o Art. 104, inciso I.
Atualização

É muito importante que os profissionais que atuam nessas áreas detenham um

conhecimento básico de legislação relativa à elaboração de editais.

A preparação desse instrumento convocatório deve obedecer à inúmeras


normativas, muitas em constante modificação, devendo a sua redação ser correta e
atualizada, visto que esse documento será o principal documento da relação
Contratante/Contratado, servindo de referência legal durante todo o período da
contratação.

O edital, como é o principal elemento que solucionará impasses e esclarecerá


dúvidas, se incorreto, perderá o seu propósito, inclusive dando oportunidade para
contestações judiciais, caso não esteja bem elaborado ou redigido de forma clara, coesa
e obedecendo fielmente à legislação vigente.

A Instrução Normativa n° 05, de 25 de maio de 2017(opens in a new tab), da


Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão,
determinou a obrigatoriedade do Gerenciamento de Riscos para as contratações
públicas, com a elaboração de mapas de riscos, juntados aos autos do processos em
algumas etapas da licitação, entre elas ao final da elaboração do Termo de Referência
ou Projeto Básico. Esses conceitos serão desenvolvidos ao longo do curso.

Já a Portaria n° 389, de 23 de agosto de 2017, do Ministério da Fazenda,


determina que devam ser adotadas as minutas padronizadas da Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional na elaboração de instrumentos de contratação pública de serviços
como projetos ou execução de obras pelos órgãos do Ministério da Fazenda
(http://www.pgfn.fazenda.gov.br/consultoria-administrativa/minutas-padrao(opens in a
new tab)). Essa determinação foi acatada com a edição da Portaria RFB nº 2.363, de 06
de julho de 2017.

Outro aspecto importante é a observação ao Decreto nº 7.746, de 05 de junho de


2012(opens in a new tab), e ao Decreto nº 9.178, de 23 de outubro de 2017(opens in a
new tab), que o atualiza, que regulamenta o art. 3° da Lei n° 8.666, de 21 de junho de
1993(opens in a new tab), para estabelecer critérios, práticas e diretrizes para a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável nas contratações realizadas pela
administração pública federal, e institui a Comissão Interministerial de Sustentabilidade
na Administração Pública –CISAP.. Complementa o mesmo tema, a IN SLTI/MP nº 01,
de 19 de janeiro de 2010, que dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na
aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal
direta, autárquica e fundacional e dá outras providências. Tanto o Decreto nº 7.746, de
05 de junho de 2012 quanto o Decreto nº 9.178, de 23 de outubro de 2017, que o
atualiza, estão em vigor, não tendo sido revogados, apesar da revogação da Lei nº
8.666/1993.
A Lei nº 14.133/2021 determina os elementos mínimos necessários à
composição de um edital. No seu artigo 25 estão as principais exigências para a sua
elaboração:

“Art. 25. O edital deverá conter o objeto da licitação e as regras relativas à convocação,
ao julgamento, à habilitação, aos recursos e às penalidades da licitação, à fiscalização e
à gestão do contrato, à entrega do objeto e às condições de pagamento.”

A Lei n° 14.133/2021, no seu artigo 102 estabelece que, na contratação de obras


e serviços de engenharia, o edital poderá exigir a prestação da garantia na modalidade
seguro-garantia e prever a obrigação de a seguradora, em caso de inadimplemento pelo
contratado, assumir a execução e concluir o objeto do contrato.

Qualquer pessoa é parte legítima para impugnar edital de licitação por


irregularidade na aplicação da Lei de Licitações e Contratos Administrativos ou para
solicitar esclarecimento sobre os seus termos. (Art.164. Lei 14.133/2021)

Edital

A elaboração de editais, considerando-se todos os quesitos já discutidos até aqui,

é tarefa complexa e que requer dedicação do agente público. Por tal razão, é

imprescindível a sua capacitação. Soma-se a isso o fato de que há constantes

atualizações na legislação que afetam o tema, muitas vezes corrigem ou alteram

preceitos anteriormente adotados, seja pela edição de novas leis, ou por jurisprudência

dos tribunais superiores ou outros órgãos de controle. Sendo o edital a peça fundamental

na relação contratatual entre a Administração Pública e o Contratado, dele faz parte a

minuta do contrato de prestação de serviços, nas hipóteses cabíveis, conforme disposto

no Art. 18, inciso VI, da Lei nº 14.133/2021.

Por outro lado, uma análise detalhada da Gestão por Competências da Receita Federal
do Brasil - RFB (no caso dos servidores desse órgão), apresentadas na forma de uma
Cadeia de Valor, através do Mapa Estratégico da instituição, informa quais são as
competências que se espera do servidor, em níveis fundamental, gerencial (quando
servidor ocupante de cargos de chefia) e específico.

A Gestão por Competências da Receita Federal do Brasil está vinculada à


Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública Federal
(PNDP), que foi instituída pelo Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019(opens in a
new tab), sendo o referencial para a política de capacitação do servidor.
Dentro das competências individuais específicas necessárias ao servidor,
estruturadas de acordo com os processos de trabalho que compõem a Cadeia de Valor
da RFB, aquelas aplicadas aos servidores arquitetos, engenheiros, ou demais servidores
que atuam na fiscalização de projetos e obras são as relacionadas ao macroprocesso 12
“Gestão de Materiais e Logística”, processo de trabalho 12.2 “Gerir Imóveis e Obras”
(Portaria RFB nº 53, de 16 de julho de 2021) e são as listadas a seguir:

 1

Cadastro de imóveis: Realizar cadastros e atualizações de imóveis nos sistemas


informatizados disponíveis, por meio da avaliação das condições dos imóveis.

 2

Elaboração de planos e orçamentos de projetos, obras e serviços de engenharia:


Elaborar e avaliar planos e orçamentos de projetos, obras e serviços de engenharia, com
base em orientações técnicas e priorizando demandas de acordo com os recursos
disponíveis.

 3

Elaboração de documentos para contratações de projetos, obras e serviços de


engenharia: Elaborar documentos oficiais referentes a contratações de projetos, obras e
serviços de engenharia com base na legislação vigente e, quando aplicáveis, nas
minutas-padrão estabelecidas.

 4

Adequação da identidade visual de bens imóveis: Adequar os bens imóveis, com base
nos padrões definidos nos manuais de identidade visual da RFB e da Administração
Pública Federal.

 5

Fiscalização técnica de projetos, obras e serviços de engenharia: Realizar fiscalização


técnica dos contratos de projetos, obras e serviços de engenharia, conforme as normas
técnicas e legislação vigente.

 6
6

Manutenção de bens imóveis: Identificar a necessidade de ações preventivas e


corretivas para manutenção de bens imóveis, por meio de avaliação periódica da
infraestrutura física.

 7

Avaliação de imóveis para locação: Avaliar as condições de infraestrutura dos imóveis


objetos de locação, com base na legislação vigente.

 8

Avaliação de desenhos técnicos: Avaliar desenhos técnicos (plantas) conforme contrato,


normas técnicas de arquitetura e engenharia, utilizando os softwares homologados pela
RFB.
 9
9
Elaboração e avaliação dos memoriais descritivos e especificações: Elaborar e avaliar
memoriais descritivos e cadernos de encargos e especificações, com base na legislação
vigente.

Perceba que, das competências elencadas, os itens marcados devem ser


observados com muito cuidado, pois invocam grande responsabilidade do agente
público já que tratam da responsabilidade subsidiária que está vinculada ao servidor
quando nomeado fiscal do contrato, na figura de especialista (engenheiro ou arquiteto) e
que será novamente tratada nos módulos 2 e 4. Eles estão diretamente ligados à
qualidade e segurança do ambiente construído.

A observância às normas técnicas de arquitetura e engenharia, bem como à


legislação vigente, são objetos constantes de auditoria, frente à jurisprudência dos
órgãos de controle.

Note que a qualidade e a segurança do ambiente construído referem-se ao


cuidado de se prever instalações que atendam às normas técnicas ou normas legais
intrinsicamente vinculadas ao desempenho, funcionalidade, conforto, acessibilidade e
segurança. Como exemplo, podemos citar a necessária observação à legislação
ambiental ou à legislação de incêndio, a primeira, explicitamente citada em vários
artigos da Lei n° 14.133/2021. Nesse aspecto, o fiscal do contrato com formação técnica
é solidariamente responsável caso não sejam cumpridas as normativas técnicas ou legais
que são vinculadas à construção, inclusive podendo vir a ser responsabilizado civil e
criminalmente nesses casos.

Em relação aos órgãos superiores de controle, a não observância das suas


normativas legais (Acórdãos ou outras jurisprudências) por parte do fiscal do contrato,
poderá implicar na sua responsabilização, inclusivesanções são previstas nesses casos.
Dessa forma, é de vital importância que o fiscal proceda com todo o rigor na
atuação da sua fiscalização, devendo sempre fazer constar nos autos do processo
administrativo do contrato todas os seus atos relativos a tais quesitos, como exigências
da observância de tais normas e, o mais importante, o seu cumprimento.

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