9/28/2022
Nutrição na
Atenção Primária
à Saúde
Política Nacional de Saúde e Atenção Básica
Histórico
• Ministério da Saúde
desenvolvia ações de
promoção da saúde e
prevenção de doenças-
CARÁTER ENDÊMICO
• A assistência médica era
de responsabilidade do
Instituto Nacional de
Assistência Médica da
Previdência Social –
INAMPS- ligado ao INPS
(1966-1993)
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9/28/2022
Política Nacional de
Saúde e Atenção Básica
Histórico
• 1986 – a VIII Conferência
Nacional de Saúde: direito
universal à saúde,
reestruturação do antigo
sistema- 8ª Conferência
Nacional da Saúde -
Relatório Final
Política Nacional de Saúde e Atenção Básica
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9/28/2022
Política Nacional de Saúde e Atenção Básica
Histórico- Lei 8.080- 19 de setembro de 1990
• Saúde como direito: Estado prover condições
indispensáveis ao seu exercício
• Determinantes e condicionantes da saúde: moradia, renda,
alimentação, etc.
• Ações de promoção, proteção e recuperação de saúde-
Atividades preventivas
• Financiamento e Comissões Bi e Tripartite
• Articulações de políticas e programas:
○ I. alimentação e nutrição (Art. 13º)
• Assistência terapêutica integral:
○ Vigilância nutricional e orientação alimentar (Art. 6º)
• Princípios e Diretrizes do SUS
Política Nacional de Saúde e Atenção Básica
Princípios e Diretrizes do SUS
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9/28/2022
Política Nacional de Saúde e Atenção Básica
Níveis de Atenção à saúde
Modelos de Sistema de Saúde
► SUS Organização Redes
Organização Decreto nº 7.508, de 28/06/2011
Hierarquizada/Piramidal
ALTA COMPLEXIDADE
MÉDIA APS/
COMPLEXIDADE AB
ATENÇÃO BÁSICA
FONTE: MENDES (2002)
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Nível Primário de Atenção-
A Atenção Primária à Saúde (APS)
► Também chamada de Atenção Básica (AB)
► Engloba o conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo que
abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o
diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da
saúde
► Atenção integral de saúde: resolutividade de 80% dos casos. Ferramentas de
cuidado integral evitando encaminhamentos para outros níveis de atenção
► Determinantes e condicionantes de saúde das coletividades
► Porta de entrada e comunicação da Rede de Atenção à Saúde. Organização e
coordenação do cuidado: UBS (ESF, Tradicional, Mista, Integradas)
► Territorialidade, descentralização, capilaridade, longitudinalidade, integralidade,
humanização, equidade, participação social e vínculo- Princípios e Diretrizes do
SUS
Nível Primário de Atenção-
A Atenção Primária à Saúde (APS)
A AB deve garantir o acesso
universal e em tempo
oportuno ao usuário, deve
ofertar o mais amplo
possível escopo de ações
visando a atenção integral
e ser responsável por
coordenar o cuidado dos
usuários no caminhar pelos
diversos serviços da rede
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A Atenção Primária à Saúde (APS)-
Política Nacional de Atenção Básica
Política Nacional de Atenção Básica 2006
Política Nacional de Atenção Básica 2011
Política Nacional de Atenção Básica 2017
Portaria n 2.539 de 26 de setembro de
2019
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As Unidades Básicas de Saúde-
UBS
► As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são a porta de entrada preferencial do Sistema Único de
Saúde (SUS). O objetivo desses postos é atender até 80% dos problemas de saúde da população,
sem que haja a necessidade de encaminhamento para outros serviços, como emergências e
hospitais.
► Em uma UBS encontra-se:
► Ter acesso a ações de promoção, prevenção e tratamento relacionadas a saúde da mulher,
da criança, saúde mental, planejamento familiar, prevenção a câncer, pré-natal e cuidado de
doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
► Fazer curativos
► Fazer inalações
► Tomar vacinas
► Coletar exames laboratoriais
► Ter tratamento odontológico
► Receber medicação básica
► Ser encaminhado para atendimentos com especialistas
► UBS (ESF, Tradicional, Mista, Integradas)
15
As Unidades Básicas de Saúde- UBS
Diferenças
► As UBS tradicionais concentram a assistência à saúde na figura do médico com atendimento
pela tríade de especialistas - clínico, ginecologista e pediatra -, além da equipe de enfermagem
e odontologia. Já as UBS contam em suas equipes com médicos (clínicos, pediatras e
ginecologista-obstetras), enfermeiros, dentistas, auxiliares de enfermagem e pessoal de apoio
técnico. Há também a presença de médicos de diversas especialidades (dentre os quais
oftalmologistas, dermatologistas, cardiologistas, pneumologistas), distribuídos irregularmente
pelas unidades. A demanda atendida se apresenta como espontânea e/ou encaminhada por
outros serviços. Neste caso não há adstrição de clientela, e a delimitação da área de abrangência
se refere exclusivamente às ações de vigilância à saúde.
► A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo assistencial da Atenção Básica, que se
fundamenta no trabalho de equipes multiprofissionais em um território adstrito e
desenvolve ações de saúde a partir do conhecimento da realidade local e das
necessidades de sua população. Foco na promoção de saúde e participação da
comunidade, figura do ACS.
► As unidades mistas que articulam diferentes modelos na USF , integram os processos de
trabalho da Estratégia Saúde da Família (ESF) com o modelo tradicional para a mesma
população
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ESF: nova concepção de saúde
“A atenção está centrada na família, entendida e
percebida a partir de seu ambiente físico e social, o
que vem possibilitando às ESF uma compreensão
ampliada do processo saúde doença e da
necessidade de intervenções que vão além das
práticas curativas. ”
Fonte: Ministério da Saúde. Programa Saúde da Família. Brasília/DF, 2001.
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A equipe Multiprofissional da ESF
Equipe mínima:
+ + +
Médico (a) Agentes
generalista/ saúde e Auxiliar/técnico Comunitários
comunidade Enfermeiro (a) de enfermagem de Saúde
Pode-se acrescentar a esta composição:
• Cirurgião-dentista generalista/especialista em SF;
• Auxiliar e/ou técnico em saúde bucal;
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Territorialidade
Capilaridade
Abrangência/Adscrição
UBS com 8
equipes de
ESF
1 ESF com 6
ACS
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Atribuições da ESF
► Atendimento individual
► Atendimento coletivo
► Visitas domiciliares
► Ações intersetoriais
► Educação Permanente em Saúde
► Reuniões de equipe
► Reuniões com a UBS
► Reunião geral
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Núcleo de Apoio à Saúde da Família
Núcleo Ampliado à Saúde da Família- Atenção Básica
► PORTARIA Nº 154, DE 24 DE JANEIRO DE 2008
► PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE 2011
► PORTARIA 2.124, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2012
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Núcleo de Apoio à Saúde da Família
Núcleo Ampliado à Saúde da Família- Atenção Básica
► OBJETIVO
► Ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção básica, bem como sua
resolubilidade.
► NÃO se constituem como serviços com unidades físicas independentes ou
especiais, e não são de livre acesso para atendimento individual ou coletivo.
Devem, a partir das demandas identificadas no trabalho conjunto com ESF
► “fazer com” e não “fazer por”
► APOIO
► Apoio Matricial, Clínica Ampliada, do Projeto Terapêutico Singular (PTS), Projeto de
Saúde no Território (PST) e a Pactuação do Apoio.
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Núcleo de Apoio à Saúde da Família
Núcleo Ampliado à Saúde da Família- Atenção Básica
Modalidades Nº de equipes vinculadas Somatória das Cargas Horárias
Profissionais*
5 a 9 eSF e/ou eAB para Mínimo 200 horas semanais; Cada
populações específicas (eCR, eSFR ocupação deve ter no mínimo 20h
e eSFF) e no máximo 80h de carga horária
NASF 1 semanal;
3 a 4 eSF e/ou eAB para Mínimo 120 horas semanais; Cada
populações específicas (eCR, eSFR ocupação deve ter no mínimo 20h
e eSFF) e no máximo 40h de carga horária
NASF 2 semanal;
1 a 2 eSF e/ou eAB para Mínimo 80 horas semanais; Cada
populações específicas (eCR, eSFR ocupação deve ter no mínimo 20h
e eSFF) e no máximo 40h de carga horária
NASF 3 semanal;
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NASF 1
(pelo menos 5 profissões)
▪ Assistente social
▪ Psicólogo
▪ Farmacêutico
▪ Fisioterapeuta
▪ Fonoaudiólogo ►min: 200 horas semanais
▪ Educador físico ►Entre 20 e 80hs por profissional
▪ Nutricionista
▪ Terapeuta ocupacional
▪ Medico ginecologista
▪ Médico psiquiatra
▪ Médico homeopata
▪ Médico acupunturista
▪ Médico pediatra
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NASF
Clínica Ampliada
“Ampliar a clínica significa ajustar os
recortes teóricos de cada profissão às
necessidades dos usuários” (MS, 2009).
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NASF
Clínica Ampliada
NÚCLEO CAMPO
• Identidade • Saberes, práticas e
profissional; responsabilidades
comuns aos
• Práticas e tarefas profissionais de saúde ;
peculiares, específicas
de cada categoria • Extrapola as
profissional. especificidades das
categorias;
• Sugere ações e
práticas integradas
INTERPROFISSIONAL
27
NASF
Apoio Matricial
Estratégia de organização do trabalho em saúde que
acontece a partir da integração de equipes de Saúde da
Família (com perfil generalista) com equipes ou
profissionais com outros núcleos de conhecimento
diferentes dos profissionais das equipes de AB.
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9/28/2022
NASF
Apoio Matricial
Apoio Matricial
Suporte técnico-
Apoio Assistencial
pedagógico
[Link]
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9/28/2022
NASF
Projeto Saúde no Território
▪ O PST, a partir da identificação de uma
área ou população vulnerável ou em risco,
elabora um entendimento mais
aprofundado da situação, articula os
serviços de saúde com outros serviços e
políticas sociais, funcionando como
agregador de ações locais para a redução
das vulnerabilidades num território
determinado, de forma a investir na
qualidade de vida e na autonomia de
sujeitos e comunidades.
▪ É neste espaço coletivo que a comunidade,
outros sujeitos estratégicos, lideranças
locais, representantes de associações ou
grupos religiosos e membros de políticas
ou serviços públicos presentes no
território, se apropriam, reformulam,
estabelecem responsabilidades e pactuam
o projeto de saúde para a comunidade.
31
NASF
Projeto Terapêutico Singular
▪ É um conjunto de propostas de
condutas terapêuticas articuladas, para
um sujeito individual ou coletivo,
resultado da discussão conjunta de uma
equipe interdisciplinar
▪ Geralmente é utilizado em situações
mais complexas, nas quais todas as
opiniões são importantes para ajudar na
compreensão do sujeito e suas
demandas de cuidados e para definir
propostas de ações.
▪ Dividir responsabilidades, propiciar
atuação integrada.
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9/28/2022
Projeto Terapêutico Singular (PTS)
Quatro momentos
• Diagnóstico (problema, situação atual): avaliação orgânica,
psicológica e social.
• Definição de Metas (o que queremos, quando faremos):
uma vez que a equipe fez os diagnósticos, ela faz propostas
de curto, médio e longo prazo, que serão negociadas com o
usuário e/comunidade. Definição de objetivo comum.
• Divisão de Responsabilidades (quem fará o que): é
importante definir as tarefas de cada um com clareza.
Recomenda-se o gestor do cuidado - membro da equipe que
se responsabilize por um vínculo mais direto e acompanhe o
processo.
• Reavaliação (o que fizemos, qual resultado obtido):
momento em que se discutirá a evolução e se farão as
devidas correções de rumo.
[Link]
33
Caps:
Discussão de casos;
Construção compartilhado
de PTS;
Atendimento compartilhado;
Grupos terapêuticos;
Apoio matricial do Caps à
AB.
Escola: Ações de educação
em Saúde
O Nasf dialoga com ≠ pontos de atenção a fim
de buscar coresponsabilização entre a rede.
UBS: EPS; atendimento individual e compartilhado; reunião de equipe,
discussão de casos, construção de PTS; atendimento em grupos;
atendimento domiciliar.
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17
9/28/2022
NASF
Áreas temáticas prioritárias
✔ Atividade física
✔ Práticas integrativas e complementares
✔ Reabilitação
✔ Alimentação e nutrição
✔ Saúde mental
✔ Serviço social
✔ Saúde da criança
✔ Saúde do adolescente e jovem
✔ Saúde da mulher
✔ Assistência farmacêutica
35
Alimentação e Nutrição na AB
► A alimentação e a nutrição são requisitos básicos para a promoção e a proteção
da saúde, possibilitam a afirmação plena do potencial de crescimento e
desenvolvimento humano, com qualidade de vida e cidadania.
► Contribuem sobremaneira para o enfrentamento da tripla carga de doenças:
► infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva;
► o desafio das doenças crônicas e seus fatores de risco (tabagismo, excesso de peso,
inatividade física, estresse e alimentação inadequada);
► o forte crescimento das causas externas.
► Por esses motivos, as ações de alimentação e nutrição representam papel
fundamental no contexto da Atenção Básica em Saúde e, em especial, na
Estratégia de Saúde da Família.
36
18
9/28/2022
Como o nutricionista deve ser...
Nutricionista Generalista
Combinar diferentes saberes e práticas do campo da alimentação e
nutrição:
► Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva (epidemiologia
nutricional; políticas, planejamento e gestão em alimentação e
nutrição; ciências humanas e sociais em Alimentação e Nutrição –
cultura, economia, educação, comunicação, direito, sociologia,
filosofia em alimentação e nutrição).
► Nutrição Básica e Clínica (bioquímica, fisiologia, genética e
patologia em nutrição humana; dietoterapia e terapia nutricional).
► Alimentos (composição química, qualidade sanitária e tecnologia
dos alimentos; produção, comercialização, acesso e consumo de
alimentos).
37
Nutrição na Saúde Pública
⮚ Identificação e análise das características alimentares e
nutricionais da população adstrita, o que demanda ir
além da análise epidemiológica de indicadores
antropométricos e de consumo alimentar, incluindo o
reconhecimento da alimentação como prática social
nos territórios permeada por aspectos econômicos,
sociais, culturais e ambientais, não somente os
biológicos, de modo a contribuir para a prática do
acolhimento e da clínica ampliada.
⮚ Planejamento e execução de ações de educação
alimentar e nutricional, bem como grupos
terapêuticos, de acordo com características alimentares
e nutricionais identificadas na população adstrita.
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19
9/28/2022
Nutrição na Saúde Pública
⮚ Diagnóstico dos principais agravos relacionados à
alimentação e nutrição e organização de critérios de
classificação de risco, para identificação de prioridades e
definição das ofertas de cuidado para indivíduos e
coletivos.
⮚ Compartilhamento de saberes dos núcleos
profissionais junto aos demais profissionais integrantes
da eSF que possam contribuir para a organização do
cuidado e ampliação do escopo de atuação das equipes
de referência da AB, utilizando metodologias da
aprendizagem em serviço, como atendimento
compartilhado, discussão de casos, entre outras.
39
Nutrição na Saúde Pública
⮚ Oferta de atendimento clínico nutricional aos indivíduos que
apresentem agravos relacionados à alimentação e nutrição, em acordo
com os critérios de classificação de risco e ofertas de cuidado pactuadas
junto às equipes de referência da AB.
⮚ Construção e implementação de estratégias clínico-assistenciais e
técnico pedagógicas que ampliem a resolutividade da Atenção
Nutricional na AB, racionalizam os encaminhamentos para serviços de
Atenção Especializada, com coordenação do cuidado e manutenção do
vínculo pela equipe de referência, incluindo fluxos e protocolos
assistenciais.
⮚ Desenvolvimento de articulações intersetoriais nos territórios para a
promoção da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), defesa e
exigibilidade do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).
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9/28/2022
Nutrição na Saúde Pública
Ações Prioritárias na ESF
✔ Reunião de Equipe
✔ Visitas domiciliares
✔ Atendimento Compartilhado
✔ Atendimento específico individual
✔ Foco à populações específicas de maior vulnerabilidade
✔ Articulações da rede de cuidado
✔ Grupos educativos e terapêuticos / oficinas
✔ Participação em outras reuniões e outras atividades das UBS
✔ Participação no monitoramento de sintomáticos respiratórios, vacinação e pós
COVID (teleconsultas, suspensão de grupos)
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9/28/2022
Nutrição na Saúde Pública
Linhas de trabalho em Grupo Nutrição
NASF
✔ Sobrepeso e obesidade
✔ Alimentação Saudável
✔ Alimentação Complementar
✔ Alimentação infanto- juvenil
✔ HAS/DIA
✔ Aleitamento Materno
✔ Exames alterados
✔ Gestantes
✔ Bolsa- Família
✔ PSE
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9/28/2022
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9/28/2022
[Link]
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Atenção Nutricional no NASF
EQUÍVOCOS!!!
► Na AB são realizadas as “práticas mais simples” de
cuidados em alimentação e nutrição, voltadas apenas
para a promoção da saúde e prevenção de doenças e
agravos, ou apenas práticas para indivíduos que são
público-alvo de programas específicos.
► Cuidados relativos à alimentação e nutrição são de
responsabilidade apenas do nutricionista e não devem
ser compartilhados entre todos da equipe, como se esse
profissional conseguisse sozinho resolver todos os
problemas/agravos relacionados à alimentação e nutrição
do território.
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24
9/28/2022
Atenção Nutricional no NASF
As equipes do Nasf têm papel estratégico no
apoio às equipes de AB para organização e
oferta da Atenção Nutricional (PNAN),
buscando maior resolubilidade no âmbito da AB e
sua ordenação nos demais pontos de atenção da
RAS, bem como contribuindo para que o SUS
colabore para a promoção da Segurança
Alimentar e Nutricional nos territórios.
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Fique
ligado!!!
A Atenção Nutricional ofertada pela AB deverá dar respostas às demandas e
necessidades de saúde da população do seu território, considerando as de
maior frequência e relevância e observando critérios de risco e
vulnerabilidade. Mas, diante do perfil epidemiológico e nutricional da
população brasileira, a PNAN já aponta como prioritárias as ações
preventivas e de tratamento da obesidade, da desnutrição, das carências
nutricionais específicas (carências de micronutrientes) e de doenças
crônicas não transmissíveis relacionadas à alimentação e nutrição.
Ainda no tocante às demandas para a Atenção Nutricional, a PNAN identifica
a necessidade de garantir atenção às pessoas com necessidades
alimentares especiais.
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9/28/2022
Ações de Alimentação e Nutrição
► Identificação e análise das características
alimentares e nutricionais da população adstrita, o
que demanda ir além da análise epidemiológica de
indicadores antropométricos e de consumo alimentar,
incluindo o reconhecimento da alimentação como
prática social nos territórios permeada por aspectos
econômicos, sociais, culturais e ambientais, não
somente os biológicos, de modo a contribuir para a
prática do acolhimento e da clínica ampliada.
IR ALÉM DO SISVAN!
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9/28/2022
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9/28/2022
Desatando nós para a oferta da atenção integral à
saúde: quem cuida do obeso?
► Situação:
► Depois do primeiro sufoco para dar conta da avaliação
antropométrica de tantos escolares, os profissionais
fizeram a análise do estado nutricional das crianças e
adolescentes com base nos dados coletados.
Constataram que 28,3% dos escolares apresentavam
excesso de peso, sendo que, entre os adolescentes,
5% apresentavam obesidade.
► Ficou claro que o problema do sobrepeso e obesidade
era como se fosse “invisível” para as equipes. Apesar
de atenderem usuários adultos com excesso de peso, o
foco dos atendimentos eram outros, como a
hipertensão, o diabetes, dores no joelho e na coluna.
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Desatando nós para a oferta da atenção integral à
saúde: quem cuida do obeso?
► Situação:
► A UBS já desenvolvia ações do PSE, então a nutricionista e
a educadora física do NASF realizaram separadamente seus
atendimentos aos adolescentes encaminhados. Logo nos
primeiros atendimentos, os profissionais perceberam que
alguns eram casos complexos. Os hábitos alimentares não
saudáveis e o sedentarismo eram apenas a “ponta do
iceberg”, e compreenderam que não tinham
conhecimentos e habilidades para lidar sozinhos com os
outros fatores (questões relacionais e comportamentais,
socioeconômicas e culturais). Suas orientações e
prescrições pareciam não ajudar. Então, compartilharam
os casos com os colegas de Nasf (assistente social,
psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta) e
equipe de Saúde da Família.
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9/28/2022
Ações de Alimentação e Nutrição
► Planejamento e execução de ações de educação
alimentar e nutricional, bem como grupos
terapêuticos, de acordo com características
alimentares e nutricionais identificadas na população
adstrita.
► Desenvolvimento de articulações intersetoriais nos
territórios para a promoção da Segurança Alimentar e
Nutricional (SAN), defesa e exigibilidade do Direito
Humano à Alimentação Adequada (DHAA).
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Ações de Alimentação e Nutrição
► Diagnóstico dos principais agravos relacionados à alimentação e nutrição e
organização de critérios de classificação de risco, para identificação de
prioridades e definição das ofertas de cuidado para indivíduos e coletivos.
► Oferta de atendimento clínico nutricional aos indivíduos que apresentem
agravos relacionados à alimentação e nutrição, em acordo com os critérios de
classificação de risco e ofertas de cuidado pactuadas junto às equipes de
referência da AB.
► Compartilhamento de saberes dos núcleos profissionais junto aos demais profissionais
integrantes da eSF que possam contribuir para a organização do cuidado e ampliação do escopo
de atuação das equipes de referência da AB, utilizando metodologias da aprendizagem em
serviço, como atendimento compartilhado, discussão de casos, entre outras.
► Construção e implementação de estratégias clínico-assistenciais e técnicopedagógicas que
ampliem a resolutividade da Atenção Nutricional na AB, racionalizem os encaminhamentos para
serviços de Atenção Especializada, com coordenação do cuidado e manutenção do vínculo pela
equipe de referência, incluindo fluxos e protocolos assistenciais.
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9/28/2022
Organização Processo de
Trabalho
Agenda mensal:
META TOTAL
NUTRICIONISTA 40 HORAS DO
PROFISSIONAL
VISITA DOMICILIAR - Específico + Compartilhado 16
CONSULTA/ATENDIMENTO - Específico (UBS+Domiciliar) 20
CONSULTA/ATENDIMENTO - Compartilhado ESF
20
(UBS+Domiciliar)
CONSULTA /ATENDIMENTO - Compartilhado NASF
20
(UBS+domiciliar)
GRUPOS (Específico e NASF) 14
GRUPOS ESF 16
REUNIÃO ESF / MATRICIAMENTO 24
REUNIÃO NASF 20
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Principais modificações da PNAB
60
30
9/28/2022
Principais modificações da PNAB
2017 2019
Estratégia Saúde ESF somente 40
da Família horas/semanais
Não existe mais a
recomendação para uso de
8 horas/semanais para EP,
urgência e apoio matricial.
Equipe de Atenção Passa a ser reconhecida na
Básica PNAB e no PMAQ.
Sem substituição de ESF,
mas com possibilidade de
nova inserção, critério de
municípios.- UBS Integral/
UBS Tradicional
61
2011 2017 2019
NASF Núcleo de Apoio à Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Suspende a
Saúde da Família Atenção Básica- NASF-AB transferência de
incentivos financeiros
Pode se vincular tanto às ESF quanto nas referentes aos
EAB. Agentes
Comunitários de
As modalidades, composição de equipes e Saúde (ACS),
parâmetros permanecem como os da Equipes de Saúde da
PNAB 2011. Família (ESF) e
Equipes de Saúde
Bucal (ESB), Núcleo
Ampliado de Saúde
da Família e Atenção
Básica (NASF-AB)
Educação Obrigatoriedade de Está nas responsabilidades dos entes a
em Saúde realização de EP com oferta de ações de educação permanente
carga horária mínima. (podendo ser maior ou menor do que 8
horas, deve ser de acordo com a
necessidade).
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31
9/28/2022
NASF x Equipe MULTI
“ Ministério da Saúde publicou uma nota técnica (28/1) que acaba com a
obrigatoriedade de as equipes multidisciplinares estarem vinculadas ao modelo do
Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB). Na prática, significa
que os gestores municipais ficam livres para compor essas equipes da forma como
quiserem, e não mais seguindo os parâmetros dessa iniciativa criada para ampliar o
trabalho conjunto e integrado de profissionais de diferentes áreas do conhecimento
na Saúde da Família. A mudança foi publicada na Nota Técnica nº 3 do Departamento
de Saúde da Família, vinculado à Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério
da Saúde. O texto diz ainda que, a partir de 2020, o Ministério não realizará mais o
credenciamento de NASF-AB.”
63
NASF x Equipe MULTI
Mudanças na prática
► Falta de parâmetros que regem o trabalho- a cargo do
gestor ou instituição
► Caráter ambulatorial- encaminhamentos x discussão e
matriciamento
► Prejuízo da discussão e clínica ampliada - Núcleo e
campo (??)
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32
9/28/2022
Organização de cuidados em terapia nutricional no
domicílio
[Link]
cao_domiciliar_vol3.pdf
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Serviços de Atenção Domiciliar (SAD)
► Serviços de Atenção Domiciliar (SAD), compostos por:
1) Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar - EMAD: médico,
enfermeiro, fisioterapeuta e auxiliares/técnicos de enfermagem;
2) Equipes Multiprofissionais de Apoio - EMAP: constituída por no
mínimo três profissionais de saúde de nível superior, com carga
horária semanal mínima de 30 horas, entre as seguintes categorias:
assistente social; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista;
odontólogo; psicólogo; farmacêutico; e terapeuta ocupacional.
66
33
9/28/2022
Equipe responsável Perfil do usuário Permanência / vínculo Periodicidade das
pelo cuidado visitas/atendimentos
Equipes de Atenção Crônico, restrito ao Longa / habitualmente De acordo com a
Primária (eSF, eAB/ leito ou à definitivo. necessidade do usuário,
eAP e NASF) residência, estável, mensal ou prazo maior.
com pouca demanda
por procedimentos.
Serviços de Atenção Agudo, restrito ao Curta/ transitório. De acordo com a
Domiciliar (EMAD e leito (em geral). necessidade do usuário,
EMAP) semanal ou diária.
Crônico complexo, Longa/ transitória ou De acordo com a
com maior uso de definitiva. necessidade do usuário,
tecnologia e maior semanal ou diária.
necessidade de
visitas
multiprofissionais
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Estudo de caso
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9/28/2022
Estudo de caso
Paciente, 62 anos, sexo masculino, branco, possui diagnostico anterior de Diabetes
Melitus tipo 2, Hipertensão arterial sistêmica e história de AVC hemorrágico em agosto
de 2020. Durante internação em agosto de 2020, foi realizada Gastrostomia (GTT),
devido dificuldade de progressão da dieta. Acamado, não contactuante.
Atualmente utilizando dieta industrializada Isosource 1,5 em gotejamento intermitente
(300ml – 5x ao dia), com administração em 1 hora. Administração de água (100 ml – 5x
ao dia) após a ingestão da dieta industrializada e utilização de 1 seringa de 20ml pós
alimentação para higienização da sonda e a cada administração de medicamento.
► Avaliação Nutricional
Altura do Joelho – 53cm
Circunferência Braquial – 24cm
Circunferência panturrilha – 27cm
Dobra Cutânea tricipital – 7mm
69
► Peso estimado (Harris & Benedict, 1919)
Peso (branco/homem) = (AJ x 1,10) + (CB x 3,07) – 75,81
Peso = (53X1,10) + (24x3,07) – 75,81
Peso = 56,17kg
► Estatura estimada (Harris & Benedict, 1919)
Altura (homem) = 64,19 + (2,04 x AJ) – (0,04 x id)
Altura = 64,19 + (2,04x53) – (0,04x62) Diagnostico Nutricional
Altura = 169,83cm = 1,70m
Paciente se encontra com baixo
► IMC
56,17/(1,70)2 = 19,43kg/m2 peso, indicativo de sarcopenia de
Classificação (Lipschitz, 1994) = Baixo peso acordo com circunferência da
► Adequação CB panturrilha e desnutrição
34/31,7*100 = 75%
Desnutrição moderada moderada/ grave dobra cutânea
► Panturrilha – (<31) indicativo de sarcopenia tricipital e Circ. Braço.
► Adequação PT
7/11x100 = 63% - Desnutrição grave
► Peso ideal (IMC = 24,5)
Peso = 70kg
70
35
9/28/2022
► Necessidade Nutricional (Estimativa Harris-Benedict)
TMB (homem): 66,5 + 13,8 x peso (kg) + 5 x altura (cm) – 6,8 x idade (anos)
TMB: 66,5 +13,8x70+5x170-6,8x62
Para a solicitação da dieta no
TMB: 1460,9kcal
GET = 1460,9x1,2x1,5x1,0 = 2629,62kcal
AcessaSUS
Verificação de dieta a ser fornecida
• Normo normo – 1,0 kcal/ml – 2629ml/dia – 526ml 5x/dia ; 440ml 6x/dia – impossível
• Hiper hiper – 1,2kcal/ml – 2190ml/dia – 440ml 5x/dia ; 365ml 6x/dia – impossível
• Hiper hiper – 1,5kcal/ml – 1753ml/dia – 350ml 5x/dia ; 290ml 6x/dia
► Administração
► Dieta Hipercalórica e Hiperproteica – 1,5kcal/ml
► 5x/dia 350ml em gotejamento intermitente
► Tratamento continuo.
► 6x/dia 290ml
E a orientação nutricional para o
► Recomendação hídrica (30ml/kg) = 80ml 5x/dia ; 70ml 6x/dia
paciente?
71
36