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RIPEAM

Capitulo 10, livro Navegar é Fácil

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RIPEAM - Cap 10 « Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar Generalidades « Aplicacéo *Responsabilidade e Bom Senso » Definigoes Gerais e Visibilidade + Regras de Governo e Navegacio Conducao de Embarcacées no Visual Uma da Outra Conducao de Embarcacées em Visibilidade Restrita e Luzes e Marcas e Sinais Sonoros e Luminosos ® Sinais para Chamar a Atencao * Sinais de Perigo sNavegacao Noturna e Uso do VHF como Complementagao de Sinais Sonoros Questiondrio REGULAMENTO INTERNACIONAL PARA EviTaR ABALROAMENTOS NO MAR Quando dirigimos um automével em ruas de uma cidade ou em uma estrada, precisamos saber e seguir uma série de regras e sinalizagoes a fim de evitarmos acidentes, que além dos possiveis danos materiais poderao nos custar a propria vida ea de outros entes queridos, ou nos transformar em eventuais assassinos. Embora as embarcac6es sejam livres de se movimentar em qualquer direcao e nao tenham as limitagoes de andar, como os automoveis, em faixas especificas, existem algumas semelhancas que permitem que estabelecamos analogias entre a estrada e 0 mar: * o Comandante de uma embarcacao, semelhantemente ao motorista, necessita estar alertado para a existéncia de determinadas regras; * 0 Comandante de uma embarcagao, semelhantemente ao motorista, necessita ter um quase que “intuitivo” conhecimento das regras basicas desde que: a melhor hora para sabé-las e a pior para estudé-las é quando estamos na eminéncia de uma colisao; ¢ o Comandante de uma embarcacao, semelhantemente ao motorista, nec compreender e se conscientizar que 0 tinico propésito da existéncia das regras é evitar| abalroamentos, a principal causa de acidentes no mar. © o Comandante de uma embarcacao, finalmente, e como o motorista, necessita reconhecer que 0 “bom senso” necessita sempre acompanhar a aplicacho das regras. RIPEAM” O REGULAMENTO INTERNACIONAL PARA EVITAR -ABALROAMENTOS NO Mar, também conhecido como RIPEAM, | 60 conjunto de regras que, tendo a forca de lei, prescreve | como deveremos conduzir as embarcacées na presenca de | outras, bem como, informé-las de nossas intencGes ou acées, por sinais de apito, por luzes ou por marcas diurnas, de maneira que possamos desenvolver manobras corretas e | | seguras, afastando assim o perigo do abalroamento (colisao). | 0 “RIPEAM“ nascido em 1972 foi adotado em 1977 eemendado pela Organizacao Maritima Intermacional em, 1981, 1987 e 1989. 6 conhecido internacionalmente por seu apelido “Rules of the Road”. Gerallo Luiz Miranta de Barros GENERALIDADES APLICACAO O RIPEAM se aplica a todas as embarcagdes em mar aberto e em todas as 4guas a este ligadas. RESPONSABILIDADE Nada contido no RIPEAM dispensara qualquer embarcagao ou seu proprietario, seu Comandante ou sua tripulacdo das conseqiiéncias de qualquer negligéncia no cumprimento destas regras ou em qualquer precauc4o reclamada ordinariamente pela pratica marinheira ou pelas circunstancias especiais do caso. BOM SENSO Ao interpretar e cumprir as regras contidas no RIPEAM, deverio ser levados na devida conta todos os perigos a navegagao e de colisao e todas as circunstancias especiais, inclusive as limitagoes das embarcagées envolvidas, os quais poderao tornar um afasta- mento destas regras necessdrio para evitar perigo imediato. DEFINIGOES GERAIS « Emparcacdo — a palavra designa qualquer engenho ou aparelho, inclusive vei- culos sem calado (hovermarines, hovercrafts, hidrofélios etc.) e hidroavides, usados ou capazes de serem usados como meio de transporte sobre a agua. « Emparcacio pe Propursio Mecanica — designa qualquer embarcacéo movi- mentada por meio de maquinas ou motores. « Emparcacao A Vea — designa qualquer embarcacao sob propulsao exclusiva a vela. « EmBaRCACAO ENGAJADA NA Pesca ~ designa qualquer embarcagao pescando com redes, linhas, redes de arrasto ou qualquer outro equipamento de pesca que res- trinja sua manobrabilidade. Hiproavido — qualquer aeronave projetada para manobra sobre a agua. 106 Navegar é Facil- Parte 1- Cap X « Emparcacdo sem Governo - designa uma embarcacao que, por alguma circuns- tancia excepcional, se encontra incapaz de manobrar como determinado por estas Regras e, portanto, est incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcacao. Emparcacao coM CaPACIDADE DE MNosra Restaira — designa uma embarcacao que, devido a natureza de seus servigos, se encontra restrita em sua capacidade de manobrar como determinado por estas Regras e, portanto, estd incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcacao. Emparcacao Resrrita Devipa Ao seu CaLabo — designa a embarcacao de propulsao mecdnica que, devido ao seu calado em relagao a profundidade disponivel, esta com severas restrigdes quanto a sua capacidade de se desviar do rumo que esta seguindo. Emparcacéo EM Movimento — se aplica a todas as embarcagdes que nao se encontram fundeadas, amarradas a terra ou encalhadas. « Emparcacoes no Visual — quando uma embarcacao pode ser observada pela outra visualmente. SAO EMBARCAGOES COM CAPACIDADE DE MANOBRA RESTRITA Encajapas NA Pesca. ENGAJADAS EM SERVICO DE? © colocacao, manuten¢ao ou retiradas de sinais de navegacao; * cabos ou tubulag6es submarinas; « dragagem e trabalhos submarinos; * levantamento hidrogréfico ou oceanografico; * reabastecimento no mar; « transferéncia no mar de pessoas, provisdes ou carga; lancamento ou recolhimento de aeronaves; * operacées de varredura de minas; e * reboque. Devipo ao CaLAbo EM FUNCAO DA PROFUNDIDADE DIsPONiVEL. VISIBILIDADE Visibilidade é dita como Resrrrra quando ela é prejudicada por: « Névoa © TempestADE De AREIA NEVADA Cuuvas Pesapas eNevorro — » Ourras Causas SEMELHANTES 107 Geraldo Luiz Mivanba de Barros REGRAS DE GOVERNO E DE NAVEGACGAO Apticacao—as presentes regras se aplicam em qualquer condigao de visibilidade. vigiANciA — toda embarcagao deverd manter permanente e apropriada vigilancia visual e auditiva e usar adequadamente as circunstancias e condig6es existentes e os meios disponfveis a fim de obter inteira apreciacao da situacao e de eventuais riscos de colisoes. Veroctpane — toda embarcagao devera navegar permanentemente a uma veloci- dade segura, 0 que significa: ter a embarcagao a possibilidade de adotar uma opcao apropriada e eficaz para evitar uma colisao, inclusive poder ser parada a uma distancia segura se necessario for. 108 A VELOCIDADE DE SEGURANGA E FUNCAO: «do grau de visibilidade; «da densidade do trafego local; ¢ da capacidade de manobra e distancia de parada da embarcacao; 4 noite, da presenca de luzes; do estado do mar, do vento e das correntes; » da proximidade de perigos & navegacao; | edo calado da embarcacao em relacao a profundidade local; « quando com radar, de suas possibilidades e limitag6es. RISCO DE COLISAO Haverd Risco pe Cousio sempre que: * a marcagéo for constante e «a distancia estiver diminuindo. EM CASO DE DUVIDA CONSIDERE HAVER RISCO DE COLISAQ. ee Navegar ¢ Pei! - Parte 1- Gap X MANOBRAS PARA EVITAR COLISAO » Manobra franca e positiva, 0 que, normalmente, significa dizer: altere o rumo de maneira ampla. Varie a velocidade para mais ou menos de maneira sensivel. Manobre com bastante antecedéncia. Nunca espere o tltimo momento. « Se necessario, pare suas maquinas, ou mesmo, inverta-as para cortar seu seguimento. CANAIS ESTREITOS « Procure se manter tao préximo quanto possivel e seguro | da margem a seu boreste, « Embarcacées de menos de 20 metros o1 a vela nao deverao atrapalhar a passagem de outra embarcacao de maior porte e portanto com possiveis restricées de manobra em fungao do calado e da profundidade do local. Embarcagées engajadas na pesca nao deverao atrapalhar a passagem de qualquer outra embarcagao. # Cuidado para quando cruzar um canal ou via de acesso, nao atrapalhar outras embarcacoes. * Quando for uitrapassar use 0 apito e espere a resposta da outra embarcacao. * Manobre com cuidado e seguranca. ¢ Em curvas use o sinal apropriado de apito. Tenha atencao e cuidados redobrados. ¢ S6 fundeie em canais estreitos se assim as circunstancias exigirem. ESQUEMAS DE SEPARACAO DE TRAFEGO Sempre relacionados com aproximacao (entrada e saida) de portos de grande movimento. Quando existentes constam das cartas nduticas com os detalhes necessarios. 109 Geraldo Luiz Miranda de Barras SERVICO DE TRAFEGO DE NAVIO - VTS* Um Servico de Trafego de Navio — (VTS) — poderd ser estabelecido em portos selecionados a fim de controlar fortes congestionamentos. Normalmente o VTS providencia recomendagées aos grandes navios e pode, as vezes, controlar seus movimento: INFORMACAO Embora os barcos de esporte e recreio nao estejam (usualmente) sujeitos as regras VTS, vocé podera conhecer as | restrigdes determinadas ao movimento dos grandes navios na rea em que estiver operandoe planejar sua derrota deforma | conveniente. CONDUCAO DE EMBARCACOES NO VISUAL UMA DA OUTRA As regras a seguir apresentadas se aplicam a embarcacées no visual uma da outra, ou seja, quando uma pode Ver a outra Antes de passarmos a apresentagao das regras, devemos mostrar dois ftermos que s&o muito utilizados para diferenciar uma embarcacao que se “eicontra” com outra: « Manoprapora ~ é aquela embarcagao que ndo tem preferéncia de passagem, ou seja, é a embarcacio que tem que tomar uma acdo necessfria a ficar fora do caminho da outra; + Prererenciapa — é aquela embarcagao que tem o direito de passagem, ou seja é aquela que em um “encontro” pode prosseguir sem necessidade de tomar nenhuma acao. REGRAS GERAIS DE PREFERENCIA (Direito de Passagem)* —= Exceto para certas embarcacées especificas — tais | como, em canais restritos, ou em um esquema de separacio de trafego ou no caso de embarcacées alcancadoras — todos | os barcos podem ser “classificados” em uma espécie de “ordem de prioridade” entre eles como podemos ver pelos | quadros que se seguem. ® VIS (Vessel Traffic Service) ~ estabelecido pelo RIPEAM em sua regra 10, * Qualquer embarcacao listada ser4 manobradora se em relacao a uma embarcacao listada por cima de- la e sera preferenciada em relagso as embarcagGes listadas abaixo dela (ver quadro). 110 Navegar é Ficil- Parte 1- Cap X EMBARCACOES A PROPULSAO MECANICA MANTEM-SE FORA DO. CAMINHO DE EMBARCACOES: sem governo capacidade de manobra restrita engajada na pesca vela EMBARCAGOES A VELA MANTEM-SE FORA DO CAMINHO DE EMBARCACOES: sem governo capacidade de manobra restrita engajada na pesca L > = Ss Se EMBARCAGOES ENGAJADAS NA PESCA MANTEM-SE FORA DO CAMINHO DE EMBARCACOES: sem governo capacidade de manobra restrita + Se vocé tem que dar o direito de passagem para outra embarcacao vucé deve 0 mais cedo possivel, tomar uma acao clara e substancial para manter-se bem afastado (manobradora). + Se vocé tem odireito de passagem sua acao inicial é manter sew rumo e sua velocidade (preferenciada). © Se parecer que a embarcacdo manobradora néo tomou, ou fomou uma agao insuficiente para manter-se fora do seu caminho, entiio voce poderi tomar sua propria acdo para evitar ou tentar evitar uma COLISAO. * Isso nao desobriga sob nenhtuma circunsténcia que a em- barcacao manobradora fique fora do seu caminho. seer Geralbo Luiz Mirada de Barns © SE VOCE NAO E UMA EMBARCACAO SEM GOVERNO OU COM CAPACI- | DADE DE MANOBRA RESTRITA DEVERA NAO ATRAPALHAR A PASSAGEM SECLMA DE UMA EMIANCAGAG RESTRITA DEVINO AD SEU CALADO._| * UMA EMBARCACAO RESTRITA DEVIDO AO SEU CALADO DEVERA NAVEGAR COM CUIDADO REDOBRADO, LEVANDO EM CONTA SUAS CONDICOES ESPECIAIS. RODA A RODA e Ambos guinom para BE Quando duas embarcagées a propulsao mecanica navegam em rumos que se cruzam em situagio que envolve risco de colisdo, a embarcacho que avistar a outra por boreste deverd se manter fora do caminho dessa e, tanto quanto possivel, evitara cruzar sua proa. ULTRAPASSAGEM A alcancadora manobra Situacoées p—E NavecacAo Barcos 4 Motor Duas embarcacGes se aproxi- mando em rumos diretamente opostos, ou quase diretamente opostos, em con- digdes que envolvem risco de colisdo, cada uma deverd guinar para boreste, de forma que a passagem se dé por bom- bordo uma da outra. Sempre que houver diivida sobre aexisténcia de tal situacéoa embarcacao em dtivida deveré considera-la como existente. te Quem v8 por BE manobra F Toda embarcacao que esteja ultrapassando outra deverd manter-se fora do caminho dessa outra, Considera-se como ultrapa sagem toda embarcacdo que se aproxi- mar de outra vinda de uma direcao de mais de 22°,5 para ré do través dessa Ultima. ‘A embarcacio P denomina-se al- cangada e a embarcacao M, aleancadora. Nawegar é Facil - Parte r~ Cay X SITUACOES DE NAVEGACAO BARCOS A VELA Quando cada uma das embarcagdes tiver o vento soprando de bordo difer- ente, a embarcaciio que recebe o vento por bombordo devera se manter fora do caminho da outra. Obs.: a regra acima pode ser dita como: se a sua embarcacao esté com retranca a BE quem manobra é vocé. Quando ambas as embarcacées tiverem o vento soprando do mesmo bordo, a embarcacéo que estiver a bar- lavento devera se manter fora do cami- nho da que estiver a sotavento Obs.: a légica desta regra é que a sotavento o barco poderd ter o vento “bloqueado” o que restringira sua ha- bilidade para manobrar. Quando uma embarcagaéo como vento a bombordo avistar outra em- barcagao a barlavento e nao puder de- terminar com seguranga se a outra em- barcacao recebe o vento por bombordo ou por boreste ela deverd se manter fora do caminho dessa embarcagao. 113, Geraldo Luiz Miranda de Barros INFORMACAO Barlavento — bordo de “onde vem” o vento. | + Sotavento — bordo por “onde sai” 0 vento. Em barcos 4 vela dizemos: * Orcar — fazer a proa se aproximar da linha do vento. » Arribar - fazer a proa se afastar da linha do vento. Um barco esté velejando com amuras a bombordo quando sua retranca esta para boreste e amuras a boreste quando a retranca est para bombordo. | ¢ Navegamos 4 bolina quando o vento vem pela amuta; 4 um largo quando ele sopra pelo través e pela popa quando ele entra pela popa. | CONDUGAO DE EMBARCACOES EM VISIBILIDADE RESTRITA « NAVEGUE COM UMA VELOCIDADE PRUDENTE. TENHA AS MAQUINAS PRONTAS A MANOBRAR IMEDIATAMENTE. ¢ REDOBRE A VIGILANCIA VISUAL/AUDITIVA. OPERANDO RADAR CALCULE SEMPRE QUE DETECTAR OUTRA EMBARCACAO SE HA RISCO DE COLISAO. EM CASO DE NECESSIDADE QUEBRE © SEGUIMENTO PARANDO SUA EMBARCAGAO. © NAVEGUE COM EXTREMA CAUTELA ATE QUE PASSE O PERIGO DE COLISAO. e Evire: — GUINAR PARA BB SE QUTRA EMBARCACAO ESTA NO SETOR DE ANTE- A-VANTE DO TRAVES, EXCETO SE ELA FOR A ALCANCADA EM UMA ULTRAPASSAGEM. — GUINAR EM DIREGAO A OUTRA EMBARCACAO QUE SE ENCONTRA NO SETOR DE TRAVES PARA RE. 4 _ Naviegar é Fécil- Parte 1- Cap X ; SETOR DE PERIGO Apesar de nao mencionado especificamente nas Recras pe Navecacdo porém implicito nelas, esta a nogéo de zona de perigo que deve ser plenamente entendida por cada navegante. Imagine um arco de circulo centrado no seu bar- co, desde a proa até 22',5 por ante-a-ré do través de boreste. Qualquer barco que se aproxime do seu estard sendo visto por boreste e portanto, quase que sempre, sendo a em- barcacao preferenciada. Pela proa Existem algumas situacdes nas quais tal “direito de passagem” nao se configura (cruzamento em rios e ultra- passagem, por exemplo). Porém, assumindo que vocé é a embarcagdo manobradora lembre-se que vocé deverd manobrar adequadamente para se manter fora do caminho da outra embarcacao. LUZES E MARCAS As presentes regras se aplicam com qualquer tempo. As regras referentes as luzes devem ser observadas do pér ao nascer do sol, nao devendo ser exibidas outras que possai originar confusao. Mesmo de dia, em caso de visibilidade restrita use as luzes indicadas nestas regras. Durante o dia e com visibilidade normal use as marcas adequadas a situagao. 115 Geralo Luiz Miranta de Barros | Luz pe Mastro Luzes pe Borpos Luz DE ALCANCADO | | Luz branca continua, Luz verde BE~Luz — Luz branca continua sobre a linha de meio encarnada BB, conti- tao proxima quanto __ navio, vistvel num se- nua, visivel em setores_possivel da popa. Vi-, tor de 225°. de 112°,5 de cada sivel num setor de | bordo. 135". Os “fardis de navegagio” so sempre usados OUTRAS LUZES EM BARCOS Luz pe Resoque Luz Circucar Luz INTERMITENTE | Luz amarela com Luz continua visi- Luz com lampejos as caracteristicas velem umarcode em intervalos regu- de alcancado. _horizonte de 360°. lares com pelo me- nos 20 lampejos por minuto. con Ee iarecrtites Amareia cam ie Ambar Estas luzes sao caracteristicas de situagdes especificas conforme apresentadas a seguir. 16 Navegar é Hicil- Parte 1 - Cap X EMBARCACOES DE PROPULSAO MECANICA EM MOVIMENTO Luz de mastro a vante. e Luz de mastro a ré mais alta que a vante (com menos de 50 metros nao é obrigada). « Luzes de bordos. + Luz de alcangado. INFERIOR A7N COM VELOC MAX. 7 NOS OBSERVACOES Oss.: I- Quando operando sem calado (hovermarine etc.) exibe ainda luz circular intermitente amarela. Oss.: II — Embarcagéo de propulsao mecanica menor de 12m poderé exibir apenas uma luz circular branca e as luzes de bordo. Oss.: III - Inferior a 7m e velo- cidade maxima até 7 nds poderé exibir s6 uma luz circular branca e se pos- sivel as luzes de bordos. Obs.: IV -Submarinos quando navegando, além das luzes normais devem exibir uma luz circular dmbar com trés “flashes” de 1 seg. cada um, seguido de trés segundos de escuridao. 17 Geralto Luiz Mirania de Barras REBOQUE E EMPURRA COMPRIMENTO DE REBOQUE INFERIOR A 200M « 2 luzes verticais de mastro a vante; « luz de alcancado; « luzes de bordo; « luz de reboque (amarela) acima da de alcancado. CoMPRIMENTO DE REBOQUE SUPERIOR A 200M «3 luzes verticais de mastro a vante; todas as outras como no comprimento de reboque inferior a 200m. EmMBARCAGAO EMPURRANDO OU REBOCANDO A CONTRABORDO » As mesmas luzes dos casos anteriores exceto a luz amarela de reboque. # Se for incapaz de se desviar do seu rumo deve também exibir as luzes de embarcagho com capacidade de manobra restrita, 118 Navegar é Fécil- Parte 1- Cap EMBARCACOES SIMULTANEAMENTE REBOCANDO E EMPURRANDO OU “= REBOCANDO A CONTRABORDO + As mesmas luzes dos casos anteriores como adequado. «Se for incapaz de se desviar do seu rumo deve também exibir as luzes de ‘embarcacao com capacidade de manobra restrita, Marca DE ReBoque * Quando 0 comprimento de reboque for superior a 200m, usar a marca onde ‘melhor possa ser vista. « O REbOcADO durante o dia deve usar a marca sempre que possivel, independente do comprimento de reboque. A MARCA DE EMBARCACAO COM CAPACIDADE DE MANOBRA RESTRITA DEVE ACOMPANHAR A MARCA DE REBOQUE SE A EMBARCACAO FOR INCAPAZ DE SE DESVIAR DO SEU RUMO. OBSERVACOES SOBRE REBOQUE E EMPURRA * Quando uma embarcagéio empurradora e uma empurrada esto rigidamente ligadas entre si, formando uma unidade | integrada, elas devem ser consideradas como mia $6 em- barcagdo de propulsdo mecinica, « A embarcacao ou objeto rebocado a noite, deve exibir luzes de bordos e de alcancado. Quando uma embarcacao ou objeto rebocado nao puder -exibir as luzes prescritas, deve-se procurar iluminar a em- barcagao ou objeto rebocado. 19 Geralo Luiz Miranda de Barros EMBARCAGOES A VELA EM MOVIMENTO ay DEVE EXIBIR “DEVE EXIBIR” e luzes de bordo e e luz de alcangado. a VELA MENOS DE20M Embarcacao a vela com menos de 20m pode usar a lanterna combinada instalada no tope do mastro dele. Neste caso nao mostrar as luzes de bordo. VELA E MOTOR Quando a vela e a propulsao me- canica simultaneamente deve exibir a vante, onde melhor possa ser vista, marca em forma de cone com o vértice para baixo. 120 a PODE EXIBIR “PODE EXIBIR™ luzes de bordoe « luzes verticais encarnada e verde de mastro; « luz de alcangado; * nao usar a lanterna combinada neste caso. VELA MENOS DE 7M Embarcagio a vela com menos de 7m deve, se possivel, exibir huzes de bordo e de alcangado. Caso nao possa deve ter sempre pronta uma lanterna elétrica ou uma lanterna a éleo acesa de luz branca, prontaa ser mostrada em tempo paraevitar uma colisao. EMBARCACAO A REMO EM MOVIMENTO Pode exibir as luzes prescritas para embarcacées a vela, porém se nao o fizer deve ter sempre pronta lanterna ou lan- ternas a 6leo acesas exibindo luz branca. Nawegar é Facil Parte r- Cap X EMBARCACOES DE PESCA PESCA DE ARRASTAO. 2 luzes circulares dispostas em linha vertical sendo a superior verde e a inferior branca; «1 luz branca de mastro por ante-a-ré e acima da luz verde (maior de 50m); e quando com seguimento usar luzes de bordo e de alcangado. Marcas: [Link] unidos pelo vértice; se menor de 20m poder exibir um cesto. MARCAS Pesca NAO be arrasTAo 2luzes circulares dispostas em linha vertical sendo a superior encarnada ea inferior branca; * quando com seguimento usar luzes de bordo e de alcangado; * seo equipamento tiver mais de 150m (horizontalmente), uma luz circular branca na direcao do equipamento. Marcas: # Se o comprimento do equipamento for menor de 150m: ~2 cones unidos pelo vértice; —barco menor de 20m exibir um cesto. * Quando o comprimento for maior de 150m usar como marca adicional um cone com o vértice para cima, na direcao do equipamento. MARCAS OBSERVACAO SOBRE EMBARCACAO DE PESCA Quando nao engajada na pesca uma embarcacao de pesca nao deve exibir as luzes e marcas previstas, porém, somente aquelas de uso das embarcagées em : imento e de acordo com seu comprimento. —— | 121 Gerallo Luiz Miranda de Barras EMBARCACAO SEM GOVERNO OU COM CAPACIDADE DE MANOBRA RESTRITA Sem GoveRNo Exibir 2 luzes circulares encarnadas dispostas em linha vertical. * Com seguimento usar luzes de bordo e de alcancado. Marca: 2 esferas (de dia) SEM GOVERNO (Com CapaciDapE DE MaNosra RESTRITA + Exibir 3 luzes circulares verticalmente; * A superior e a inferior encarnadas e a do meio branca. + Com seguimento usar luzes de bordo e de alcancado. Manca: 2 esferas separadas por 2 cones unidos pela base (de dia). CAPACIDADE DE MANOBRA RESTRITA MARCA OBSERVACAO Quando fundeada, alem das luzes e marcas citadas, exibird as luzes e marcas de fundeio (a noite ou de dia res- pectivamente). 122 rere Navegar é Rieil - Parte r- Ci EMBARCACAO ENGAJADA EM OPERACAO SUBMARINA OU DE DRAGAGEM COM CAPACIDADE DE MANOBRA RESTRITA E COM EXISTENCIA DE OBSTRUCAO « Luzes de embarcacao com capacidade de manobra restrita. « 2 luzes circulares encarnadas ou 2 esferas no bordo onde se encontra a obstrucio. + 2 luzes circulares verdes ou marcas compostas cada uma de 2 cones unidos pela base para indicar o bordo pelo qual outra embarcacao poderd passar. « Com seguimento usar luzes de bordo e luz de alcangado. * Quando fundeada sao deve exibir as luzes de fundeio. MARCAS OBSERVACOES » Embarcac6es com menos de 7m nao sao obrigadas a exibir tais luzes. « Sempre que 0 porte de uma embarcacho engajada 29 operacées submarinas tornar impraticdvel 0 uso das luzes e marcas, usar uma réplica da bandeira “A” colocada a altura | minima de {m visivel em todos os sefores. BANDEIRA & Geraldo Luiz Miranda de Barros EMBARCACAO ENGAJADA EM OPERAGOES DE VARREDURA DE MINAS + Usar as luzes previstas para embarcagao de propulsio mecanica em movi- mento ¢ mais: « 3 luzes circulares verdes sendo uma no tope do mastro de vante e as outras nos lais da verga do mesmo mastro Manca: de dia usar a marca de 3 esferas. Uma no tope ¢ as outras nos lais da verga do mesmo mastro. OBSERVACAO Nenhuma embarcagao deve se aproximar a menos de 1000m da popa ou de 500m dos bordos de um varredor exibindo luzes e/ou marcas. sem gover- no ou com capacidade de manobra restrit mm. sinais de embarcagoes em perigo. As primeitas NAo necessitam de auxilio. Navegar ¢ Facil Parte 1- Cap X EMBARCACAO RESTRITA DEVIDO A SEU CALADO » Deve usar as luzes de bordo, de mastro e de alcangado previstas para embarcagées em movimento. » Pode exibir trés luzes circulares encarnadas verticalmente, onde melhor possam ser vistas. Marca; um cilindro. MARCA EMBARCACOES DE PRATICAGEM « Duas luzes circulares dispostas verticalmente sendo a superior branca e a inet rior encarnada no tope ou préximo do tope do mastro. « Se em movimento, mais as luzes de bordo e a luz de aleancado. « Quando fundeada, além das luzes de mastro, as luzes de fundeio. OBSERVACAO Quando nao engajada em servicos de praticagem deve excluir apenas as luzes ou marcas restritas para uma embarcagao de seu comprimento. Geraldo Lutz Miranda de Barros EMBARCAGAO FUNDEADA MAIOR DE SO METROS MARCA Na parte de vante, luz circular branca. Na parte de ré, luz circular branca (mais baixa que a de vante). * As embarcacoes menores de 50m podem exibir apenas uma luz circular branca onde melhor possa ser vista. Manca: uma esfera (na parte de vante). OBSERVACAO. "Sempre que maior de 50m iluminar conveses obrigatoriamente. EMBARCACAO ENCALHADA * Luzes de Fundeio adequadas ao seu comprimento. Adicionalmente duas luzes circulares encarnadas verticalmente. Marca; trés esferas. OBSERVACAO As embarcagdes fundeadas menores de 7m estao de- sobrigadas de exibir luzes ou marcas desde que fundeadas fora de canais, vias de acesso e fundeadouros ou rotas nor- | malmente utilizadas por outras embarcagoes. | 126 Nawegar é Févil- Parte r~ Cap X . SINAIS SONOROS E LUMINOSOS Definigoes | Sinais de apito + Definigies Sinais Luminosos = Apito curto — duracao a- | Qualquerembarcacéo po- Lampejo — duracao de cerca proximadade 1 segundo. | de suplementar os sinais de 1 segundo. Apito longo - duracao | de apito das Regras 34 (a) | Intervalo de tempo entre de 4.a 6 segundos. e 34 (d) com sinais lumi- ¢@4a lampejo - cerca de 1 segundo. Intervalo de tempo entre sinais sucessivos — nao deve ser inferior a 10 segundos. nosos. EQUIPAMENTOS PARA SINAIS SONOROS + Embarcacdes com mais de 12m — apito e sino. Embarcaces com mais de 50m ~ apito, sino e gongo. | Embarcacdes com menos de 12m — dispositivo sonoro |__ qualquer desde que eficaz. Sinais DE MANosra E SINAIS DE ADVERTENCIA 16 oo wa apito cute 1 tampejo curio Dapitoscurtos 2lampejoscurtos -— Sapltoscurtos 3 lamgelos curtos ESTOUQUINANOOPARABORESTE —_ESTOUGUINANDO PARA BOMBOROO ESTOUDANDO ATRAS. ir ir [Link] tongos et apito cunto 2apitos longos #2 apitos curtos + aplto longo, 1 custo, 1 ongoe 1 eurto ‘Tenciono ultrepassé-lo por eeu boreste 1 Tenciono uttrapassé-ia por seubombordo 1 Concord com sua ultrepessagem Untrapassagem om um canal etreto ou via de acasso, Sapitos cures § lampejos curtos erépidos " apito tong Fe Ae satalonsds pa [Link] ‘Aproximando-se de ura curva ou de uma area de urn canal ae ‘estreio ou via de acosso onde outras embarcagbes podem estar ‘as Intengoes de manobra da outa, Seat nore Be 127 Geraldo Lite Miranda de Barros Stnais SoNOROS EM ‘VistBiLipaDE RESTRITA : 2apitos longos sucessivos em intervalos no { apito [Link] intervalos nBo superiores a2 minutos ‘superiores a2 minutos. Embarcagdo de propulsao mecanica sob maquinas, Embarcagdo de propulsto mec&nica com segulmento. ‘mas parada.e sem seguimento, 4 apito longo seguido de fal gy 2 apitos curtos em int i valos no superores Embarcagao sem governo, restrita devido a seu calado, a vela, ‘apito longo 63 apitos curtos ‘engajada na pesca, com capacidade de manobra restrita, rebo- cando ou empurrando, (Em lugar dos sinais prescritos na regra 35(a) ou 25%). Sok OE Togie Sesto ents og Teens Gass cl ia, Teas sildes de sno auariocws cs |Sotongssisiemrcrmnsccens | gqfapiccuo,tiorese tcuto {erin enisunaoe to siptoens | mney anevecerScooeisere+ | SOGOU nc Insane Ba ae cre ate cee Sera ear Ebatagao de corprimenio interior | Embacagto de compimento igus | ile uta cal alm 3 to, ab oon uesmis cern mame T || ae Sbadaladas Toque de sino e, se Sbadaladas Gistintas,doterminado, © gon- distintas. Correos ha Farah Siral de Kdenteagao de embacagto engaaca lem servigo de praticagom (além dos demais sinais, previstos). 4 spitos curtos Embareagao encainada. OBSERVACAO =) aE = Uma embarcagao de comprimento inferior a 12m nao | 6 obrigada a emitir os sinais supramencionados, mas se nao o fizer deve emitir outros sinais sonoros eficazes, a intervalos nao superiores a 2 minutos 128 Nawegar é Fécil- Parte 1 - Cap X SINAL DE ADVERTENCIA Sempre que vocé discordar ou nao entender a intengaéo da outra embarcacao faca soar um sinal de pelo menos 5 (cin- co) apitos curtos. Vocé tam- bém podera usar este sinal para aler- tar a outra embarcacao que vocé considera que as aces dela s4o perigosas, como por exemple, ela estar dando atras em diregao a um perigo. Ouga o sinal resposta da outra embarcacdo e, se necessério, reenvie sua réplica. Enquanto isso tome as pre- caugGes necessarias para evitar colisbes. Em muitos casos 0 bom senso determina que vocé diminua a velocidade ou pare sua embarcacdo até que a situacdo fique definitivamente clara. SINAIS PARA CHAMAR A ATENCAO Caso seja necessario atrair a atencdo de outra embarcacéo, qualquer embarcagéo pode emitir sinais sonoros ou luminosos que nao possam ser confundidos com qualquer outro sinal autorizado nestas Regras, ou pode dirigir o facho de seu holofote sobre a direcao do perigo, de tal maneira que nao perturbe qualquer embarcagio. SINAIS DE PERIGO Quando uma embareagao se encontra em perigo e necesita de auxilio, devera usar ou exibir os sivais DE PERIGO apresentados no anexo 1. 129 Geraldo Luiz Miranda de Barros NAVEGACAO NOTURNA Se voce pretender navegar a noite 6 fundamental que tenha suas luzes e meios de produzir sinais sonoros em perfeita ordem. USO DO VHF COMO COMPLEMENTACAO DE SINAIS SONOROS O guream nao menciona a possibilidade de usarmos o vuF em lugar de sinais de apito. Entretanto, vocé pode usar 0 rédio para combinar com a outra embareagao as intengdes de movimento de ambas. Na maioria dos casos 0 emprego dos sinais sonoros acompanhados de um entendimento vue talvez seja a melhor maneira para efetuarmos uma movimentacao plenamente segura. IMPORTANTE Conhecer as REGRAS PARA EVITAR ABALROAMENTOS NO MAR é fundamental para quem quer navegar. Seu perfeito conhecimento e entendimento evitard | manobras erradas e portanto, minimizaré as possibilidades de um acidente. lL phere! Oe | QUESTIONARIO 1. Qual a finalidade principal do RIPEAM? 2. O RIPEAM sé se aplica as embarcacGes em mar aberto. Certo ou errado? 3. Quando conscientemente contrariamos o RIPEAM, podemos estar aplicando a regra do 130

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