Agrupamento de Escolas de xxxxx Ano letivo 202x/202x
Teste de Avaliação Sumativa n.º 4 1.º Período
Introdução à filosofia e ao filosofar Filosofia
10.º Ano Turma x
Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.
Não uses corretor. Deves riscar aquilo que pretendes que não seja classificado.
Para cada resposta, identifica o grupo e o item.
Apresenta as tuas respostas de forma legível.
Apresenta apenas uma resposta para cada item.
Todas as respostas devem ser assinaladas na tua folha de resposta e não no
enunciado.
1. Seleciona afirmações relevantes para a discussão do problema do livre-arbítrio.
(2,0 valores)
A. A liberdade da vontade é condição necessária da responsabilidade.
B. Mesmo numa democracia, a liberdade pode ser-nos retirada.
C. As escolhas que fazemos são parte do encadeamento causal natural.
D. A liberdade de confissão religiosa não deve ser retirada a ninguém.
E. Quer a causalidade seja verdadeira, quer seja falsa, não temos liberdade.
F. Sem liberdades iguais, não há uma sociedade justa.
G. Tudo o que fazemos é um efeito de eventos precedentes.
H. A partir dos 18 anos, passamos a ser livres de eleger e ser eleitos.
2. Para cada um dos itens seleciona a única alternativa correta. (5,5 valores)
2.1. Imagina que desces as escadas e que, inadvertidamente, escorregas num
degrau, caindo e derrubando o colega que seguia à tua frente. Provocar a queda do
colega poderá ser considerado uma ação?
(A) Sim, pois existiam cursos alternativos ao meu dispor.
(B) Não, é um acontecimento intencional, mas não uma ação.
(C) Sim, pois trata-se de algo que é realizado conscientemente.
(D) Não, é uma consequência de algo que fiz involuntariamente.
2.2. Colocar o problema do livre-arbítrio é perguntar:
(A) Se – e até que ponto – devem as pessoas ser livres.
(B) Se – e até que ponto – precisam as pessoas de ser livres.
(C) Se – e até que ponto – são as pessoas de facto livres.
(D) Se – e até que ponto – acreditam as pessoas que são livres.
2.3. Atenta nas afirmações de John Searle:
Se o determinismo é verdadeiro, esse evento estava escrito no livro da história há treze mil
milhões de anos. Mas eis o problema: não podemos viver sob esse pressuposto. Temos de
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viver sob o pressuposto de que a nossa tomada de decisão livre faz algum tipo de diferença.
Mas, de novo, isso pode ser uma ilusão, e esse é o problema do livre-arbítrio.
John Searle (2020). Da realidade física à realidade humana. Gradiva, p. 284.
De acordo com o autor:
(A) Não conseguimos abandonar convicções aparentemente incompatíveis.
(B) O determinismo é verdadeiro e o livre-arbítrio é uma ilusão inevitável.
(C) Se o determinismo for verdadeiro, a tomada de decisão é possível.
(D) Os eventos estavam escritos no livro da história desde há milhões de anos.
2.4. Para o determinismo radical:
(A) O determinismo e o livre-arbítrio são conciliáveis.
(B) O determinismo elimina qualquer possibilidade alternativa.
(C) O determinismo elimina os desejos e crenças do agente.
(D) O determinismo e o livre-arbítrio tornam as escolhas inevitáveis.
2.5. O determinismo radical defende que:
(A) O determinismo é inconciliável com as leis da natureza e a causalidade universal.
(B) O determinismo é verdadeiro e condição suficiente para refutar o livre-arbítrio.
(C) O determinismo é verdadeiro, havendo, ainda assim, espaço para a responsabilidade.
(D) O determinismo é conciliável com o livre-arbítrio, a censura e o elogio morais.
2.6. Imagina que pretendes responder a uma questão colocada na aula e levantas o
braço para indicares que o queres fazer. De acordo com o determinismo radical, o
facto de ergueres o braço nestas circunstâncias:
(A) Indica a existência de possibilidades alternativas de ação.
(B) É uma prova de que controlas efetivamente os teus movimentos.
(C) Resulta de estados mentais e de leis da natureza que controlas.
(D) É um gesto que, embora teu, nada tem que ver com livre-arbítrio.
2.7. Imagina que um ser poderoso te permitia apagar toda a tua história de vida e
recomeçá-la a partir do momento do teu nascimento. Qual das seguintes
afirmações refutaria o determinismo radical?
(A) Em algumas circunstâncias, os acontecimentos repetir-se-iam.
(B) Acompanhar-te-ia a sensação de que terias cursos alternativos de ação.
(C) Em certos momentos, estariam ao teu dispor cursos alternativos de ação.
(D) Não conseguirias evitar sentimentos como culpa, remorso ou vergonha.
2.8. Deterministas radicais e deterministas moderados têm em comum:
(A) A rejeição da crença no livre-arbítrio.
(B) A rejeição da crença da causalidade universal.
(C) A defesa da crença no livre-arbítrio.
(D) A defesa da crença da causalidade universal.
2.9. Chamamos incompatibilistas às teorias que:
(A) Afirmam a impossibilidade de conciliar determinismo e livre-arbítrio.
(B) Proclamam a possibilidade de conciliar determinismo e libertismo.
(C) Afirmam a impossibilidade de conciliar determinismo e libertismo.
(D) Proclamam a possibilidade de conciliar determinismo e livre-arbítrio.
2.10. Se dissermos que, qualquer que fosse a circunstância, não poderíamos ter
realizado senão a ação que realizámos, estamos implicitamente a admitir que:
(A) Não existe determinismo na ação humana.
(B) A existência de livre-arbítrio é plausível.
(C) Somos responsáveis por aquilo que fazemos.
(D) Não existem possibilidades alternativas.
2.11. Apenas quem subscreve as teses do determinismo radical defende que:
(A) Algumas realizações humanas não são controladas por nós.
(B) O livre-arbítrio é incompatível com a causalidade universal.
(C) A sensação de liberdade de escolha resulta de uma ilusão.
(D) O livre-arbítrio é condição necessária para a responsabilidade.
3. Preenche o quadro que se segue com as respostas SIM/NÃO. (2,0 valores)
Questões Determinismo radical
Conseguimos prever todas as consequências dos a)
nossos atos?
O mesmo estado do universo e as mesmas leis b)
podem gerar consequências distintas?
É razoável prender um assassino em série ou c)
qualquer outro criminoso?
Há responsabilidade, caso as ações sejam livres? d)
Há pessoas boas e pessoas más num universo e)
determinado?
4. Assinala as afirmações com as quais todos os incompatibilistas concordariam.
(2,0 valores)
A. Ou tudo o que acontece está determinado ou há possibilidades alternativas.
B. Temos livre-arbítrio se, e só se, algumas das coisas que acontecem dependem de nós.
C. Algumas das coisas que acontecem são controladas e escolhidas por nós.
D. O passado e as leis da natureza determinam a cada instante um único futuro possível.
E. Alguém age livremente quando podia ter agido de um modo distinto.
F. Se o determinismo é verdadeiro, então só existe uma consequência possível.
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5. Assinala a verdade (V) ou a falsidade (F) das afirmações. (8,5 valores)
A. O problema do livre-arbítrio tem implicações na conceção de nós mesmos enquanto
seres morais e políticos.
B. Para o determinismo radical, o conhecimento das leis da natureza e das circunstâncias
relevantes permitiria prever qualquer ação.
C. Para o determinismo radical, todas as ações, sem exceção, são causadas, mas, ainda
assim, algumas são escolhidas por nós.
D. Para o determinismo radical, somos apenas responsáveis por atos que realizamos
livres de quaisquer constrangimentos.
E. Os eventos ou ocorrências intencionais podem ocorrer sem que exista um agente
dotado de livre-arbítrio.
F. O problema do livre-arbítrio passa por investigar até que ponto deve ir a liberdade de
cada pessoa na sua relação com os outros.
G. O determinismo é a teoria segundo a qual não temos possibilidades alternativas, uma
vez que temos de obedecer às leis e limites impostos pelo Estado.
H. O incompatibilismo libertista tem como ponto de partida a afirmação condicional: Se o
determinismo é verdadeiro, então não somos livres.
I. Determinismo radical e libertismo são teorias incompatibilistas, dado terem dificuldade
de comunicar entre si.
J. O determinismo radical defende que temos razões para considerar que as pessoas são
moralmente responsáveis pelas suas ações.
K. O determinismo radical acredita que tudo o que acontece no universo é causado ou
determinado pelo que aconteceu no passado.
L. O determinismo radical rejeita que tenhamos o sentimento de que podíamos ter
escolhido caminhos verdadeiramente alternativos.
M. Para o determinismo radical, quando agimos em desacordo com a nossa
personalidade, não somos determinados pela nossa mente.
N. O indeterminismo salva o livre-arbítrio, pois é a teoria segundo a qual algumas
ocorrências no mundo não são determinadas por estados anteriores.
O. Determinismo radical e libertismo concordam que, se uma ação é causada, então a
pessoa não poderia realmente ter escolhido não a fazer.
P. A experiência da liberdade, isto é, o simples facto de nos sentirmos livres é razão
suficiente para sabermos que somos realmente livres.
Q. Determinismo radical e determinismo moderado estão de acordo num ponto central:
escolha livre e determinismo causal são mutuamente exclusivos.