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Fundamentos da Cinemática e Movimento

O documento descreve conceitos básicos de cinemática, incluindo movimento em uma dimensão, velocidade média, velocidade instantânea, aceleração e funções horárias para movimento retilíneo uniforme e uniformemente variado.

Enviado por

Cassio Marques
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O documento descreve conceitos básicos de cinemática, incluindo movimento em uma dimensão, velocidade média, velocidade instantânea, aceleração e funções horárias para movimento retilíneo uniforme e uniformemente variado.

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Cinemática

Reinaldo Madarazo - 2014


Cinemática
• Estuda o movimento em si, sem levar em
contas as suas causas.
• Estuda COMO as coisas se movem, e não
POR QUÊ se movem.
• Vem do grego KINO – Movimento.
Movimento em uma dimensão

• É aquele que ocorre ao longo de uma


linha reta, como por exemplo o movimento
de um veículo ao longo de uma pista
estreita, plana e reta.
Partícula
• Partícula, ponto móvel ou móvel: é um
objeto cuja posição pode ser descrita
como um único ponto.
• As suas dimensões são
desprezíveis dentro
da região de estudo.
Trajetória, Posição e Deslocamento

• Trajetória: é o caminho percorrido pelo móvel.


• Posição: é o ponto na trajetória onde o móvel se encontra. Usa-
se a letra x (unidimensional).
• Origem: Referência para a determinação da posição.
• Em t1 o veículo se encontra na posição x1, em t2 ele se encontra
na posição x2.
• Deslocamento: é o espaço percorrido pelo móvel na trajetória:

x  x2  x1
Referencial

• As posições à esquerda da origem são negativas (x<0).


• As posições à direita da origem são positivas (x>0).
• Na figura, se um ponto se aproxima da origem pelo lado
positivo, seu deslocamento é negativo, se ele se afasta
da origem pelo lado positivo, ele é positivo.
No SI, tanto o deslocamento como a posição são
medidos em metros (símbolo: m). Pode-se usar
também o km (103m) e o cm (10-2m).
Outras unidades: milhas, pés, polegadas, jardas...
Velocidade Média

• Velocidade é a taxa com que a posição varia no tempo.


• A velocidade média de uma partícula é definida
como a relação entre a variação do seu
deslocamento Δx e o intervalo de tempo Δt=t2-t1:

x x2  x1
vm  v  
t t 2  t1
Velocidade Média
• No SI, a velocidade é expressa em m/s
(metros por segundo), mas podemos usar
também o cm/s e o km/h.
• Exercício: converta m/s em km/h e km/h em
m/s.
• No sistema inglês, utiliza-se pé por
segundo (ft/s) ou milha por hora (mph).
Velocidade Média de Percurso
• É dada pela distância efetiva total
percorrida pela partícula e o tempo total
desde a partida até a chegada.
distância total d
vp  
tempo total t
• Também é medida em m/s ou km/h.
• Uma vez que a distância total e o tempo são
sempre positivos, a velocidade média de percurso
é sempre positiva.
Velocidade Média
x

Δx =70m

t
Δt=180s

A velocidade média é igual à inclinação


da reta que liga os pontos cujas
coordenadas são (t1,x1) e (t2,x2).
Velocidade Instantânea

• No gráfico anteriormente visto, quando se consideram


intervalos de tempo sucessivamente menores, começando
em t1=120s, a velocidade média do intervalo se aproxima da
inclinação da reta tangente em t1=120s. Essa inclinação é
definida como a Velocidade Instantânea em t1=120s.
• A velocidade instantânea usa as mesmas unidades da
velocidade média.
Velocidade Instantânea
x
v  v(t )  lim
t  0  t

• Esse limite é chamado de derivada de x


em relação a t e é representada por:
x dx
v  v(t )  lim 
t 0 t dt
– Essa derivada (inclinação da curva) pode ser positiva
(aumentando o valor de x), negativa (diminuindo o valor
de x) ou nula (não há movimento).
Regras de Derivação
d n 1
 (Ct )  Cnt
n

dt
d
 sen (at )  a cos( at )
dt
d
 cos( at )   asen (at )
dt
d at
 e  ae at
dt
Velocidade relativa
• Sistema de Referência: é um objeto
estendido cujas partes estão em repouso
uma relativamente à outra.
Velocidade relativa
yA
A p
vpA
yB
B xA
vAB
xB
O corpo p se move com velocidade vpA em relação ao referencial A.
O referencial A se move com velocidade VAB em relação ao
referencial B
A partícula p se move com velocidade vpB em relação ao
referencial B, dada por:

v pB  v pA  v AB
Exemplo
vVa vVa

vam

Se você está em um barco em um rio paralelamente à direção do fluxo,


sua velocidade relativa à margem, vVm, é igual à sua velocidade
relativamente à água vVa, mais a velocidade da água relativamente
à margem, vam.
Caso você navegue rio acima a 2 m/s relativamente à água e
a água estiver fluindo a 1,2 m/s relativamente à margem,
então sua velocidade relativamente à margem será:
vVm=-2+1,2=-0,8 m/s
onde o movimento rio abaixo foi adotado no sentido positivo.
Teoria da Relatividade
Século XX: A equação vista da velocidade relativa é uma aproximação
da equação dada pela Teoria da Relatividade, que é dada por:
v pA  v AB
v pB 
v pAv AB
1
c2
Onde c = 3x108 m/s, é a velocidade da luz no vácuo.
Nos casos do cotidiano, as velocidades envolvidas são muito menores
que c e esta equação fornece basicamente os mesmos resultados
da equação vista.
Exercício: Substitua c no lugar de vpA e calcule vpB. O que
foi observado?
Aceleração

A aceleração é a taxa de variação de velocidade instantânea.


A Aceleração Média correspondente a um determinado
intervalo de tempo t  t2  t,1 é definida como:
v
am  a  onde v  v2  v1
t
Unidade de aceleração no SI: m/s2.
Outra unidade usada: (km/h)/s
Aceleração instantânea

É o limite da relaçãov / t quando t tende a zero:


v
a  lim  inclinação da linha tangente à curva v versus t
t 0 t

A aceleração pode então ser dada pela derivada:


dv d dx d 2 x
a   2
dt dt dt dt
Movimento com aceleração constante

• É um tipo de movimento comum na natureza: nas


proximidades da superfície da Terra os corpos caem
com aceleração constante.
• Neste caso, a aceleração média é igual à aceleração
instantânea: v
a  a
t
m

• Se considerarmos a velocidade v0 em t=0 e v para um


tempo t qualquer pode-se escrever:
v v  v0 v  v0
a    v  v0  at
t t 0 t
Aceleração nula
• No caso da aceleração ser constante e igual a zero, a
velocidade média torna-se igual à velocidade
instantânea: x
v  v
t
m

• Se a posição é x0 no tempo t=0 e x para um tempo


posterior t qualquer, temos:
x x  x0 x  x0
v    x  x0  vt
t t 0 t

Esta expressão é a Função Horária do


Movimento Retilíneo Uniforme – MRU.
Gráficos
• No caso de aceleração constante diferente de zero, o gráfico da
velocidade em função do tempo é dado por uma reta:
v

v0

A inclinação dessa reta é a aceleração.


Gráficos
• No caso da aceleração ser igual a zero, a velocidade é constante e o
gráfico se torna: v

t
t1 t2
Neste caso, o deslocamento x entre os tempos t2 e t1 pode
ser obtido por: x  vt  v(t2  t1 )
Esta expressão é numericamente igual à área sob o gráfico
compreendida entre t1 e t2. Assim, podemos dizer que a
área sob o gráfico vxt é numericamente igual ao deslocamento.
Gráficos
• Podemos então calcular a área sob o gráfico vxt quando a aceleração é
v
constante e não nula:
v

A2
v0
A1
0 t
Área A1: base x altura = v0t t
Área A2: (base x altura)/2 = (v-v0)t/2
v  v0
Área total: A  A1  A 2  v0 t  t
2
(v0  at )  v0 v0 att v0 at 2
v  v0  at  A  x  v0t  t  v0t  t   t  v0t 
2 2 2 2 2
1
mas x  x  x0  x  x0  v0t  at 2
2
Esta é a Função Horária do Movimento Retilíneo Uniformemente
Variado - MRUV
Funções Horárias
• MRU:
– Função Horária da Posição (FH): x  x0  vt
– x0 é chamado de Posição Inicial.
• MRUV: 1
– Função Horária da Posição (FH): x  x0  v0t  at 2
2

– Função Horária da Velocidade (FHV): v  v  at 0


– x0 é a posição inicial e v0 a velocidade inicial.
• O gráfico da FH é uma parábola com a concavidade voltada para cima se a
aceleração for positiva e com a concavidade voltada para baixo se a
aceleração for negativa.
• O gráfico da FHV é uma reta ascendente se a aceleração for positiva e
descendente se a aceleração for negativa.
Equação de Torricelli
a ) v  v0  at
1
b) x  x0  v0t  at 2
2
v  v0
isolando o tempo de (a ) : t  e substituindo em (b) :
a
v  v0 1 v  v0 2
x  x0  v0 ( )  a( ) 
a 2 a
1 1 1 1
 x0  (vv0  v02 )  (v  v0 ) 2  x0  (vv0  v02  (v 2  2vv0  v02 )) 
a 2a a 2
1 v2 v02 v 2 v02
 x0  (vv0  v0   vv0  )  a ( x  x0 )  (  )
2

a 2 2 2 2
assim : v 2  v02  2ax
Queda livre
• É o movimento sujeito a ação da força da gravidade,
que atrai os corpos para o centro da Terra.
• Nas proximidades da superfície do planeta, esse
movimento ocorre com aceleração constante, a
chamada aceleração da gravidade, g = 9,8 m/s2.
• A aceleração do corpo não depende de sua massa.
Queda livre

Adotaremos como referencial o eixo vertical (y)


com positivo apontando para cima. Portanto g<0.
Na subida, v>0, na descida, v<0. A posição fica
sendo y>0.
Lançamento Vertical

É o lançamento de um objeto verticalmente para


cima.
Funções Horárias
• No lançamento vertical temos as seguintes funções
horárias: F .H .V . v  v0  gt
1 2
F .H . y  y0  v0t  gt
2
Torricelli v 2  v02  2 gy
Integração
• A área sob o gráfico v(t) x t é numericamente igual ao
espaço Δx percorrido pelo móvel.
v

Δx
t
t1 t2

Como podemos calcular essa área para um grá-


fico qualquer?
Integração
v

Δx
t
t1 t2
Dividindo a área em pequenos retângulos de largura Δt e
altura v(t) e somando suas áreas, obtemos uma área
total aproximada.
Para diminuir o erro, basta diminuir a largura dos
retângulos.
Integração
• A área de cada retângulo é dada por v (t ) t e a área
total aproximada pode ser obtida somando as áreas de
cada retângulo. Fazendo Δt tender a zero, obtemos:
t2 t2 t2

x   vi (t )ti  x  lim ( vi (t )ti )   v(t )dt


t 0
t1 t1 t1

• De forma análoga, a variação na velocidade para um


intervalo de tempo específico pode ser interpretada
como a área sob a curva a(t) x t para aquele intervalo:

t2 t2 t2

v   ai (t )ti  v  lim ( ai (t )ti )   a(t )dt


t 0
t1 t1 t1
Integral indefinida
• A antiderivada de uma função é também chamada de
integral indefinida e a integral é escrita sem os limites:
x   vdt e v   adt
• A integral permite obter a função x (ou v) a partir de sua
derivada. Assim, se v=v0, constante, temos:
x   v0 dt  v0t  x0

A regra geral para a integração de uma potência


de t é dada por:
n 1
t
 dt  n  1  C onde n  1 e C uma constante arbitrária
n
t
Aplicação
• Vamos admitir um movimento com aceleração a constante e
admitindo também como tempo inicial igual a zero:
t t t
v   a(t )dt   adt  a  dt  a (t  0)  at
0 0 0

assim : v  v0  at  v  v0  at

• Integrando novamente:
t t t t
x  x  x0   v(t )dt   (v0  at )dt   v0 dt   atdt
0 0 0 0
t
1 2 1 2
x  x0  v0 (t  0)  at  x  x0  v0t  at
2 0 2
Aplicação
Sabemos que x  vm t  vm (t  0)  vmt
1 2
e que x  v0t  at quando a posição inicial x0  0.
2
Elimando a aceleração e utilizando a  (v  v0 ) / t vem :
1 v  v0 2 1 1 1
x  v0t  ( )t  v0t  vt  v0t  (v  v0 )t
2 t 2 2 2
1
e assim podemos obter vm  (v0  v)
2
No caso de aceleração constante, a velocidad e média é a
média das velocidad es inicial e final.
Bibliografia
• Tipler, Paul A., Mosca, Gene. Física
Volume 1: Mecânica, Oscilações e Ondas,
Termodinâmica. Ed. LTC. 5ª Edição.
• Imagens da Internet.

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