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UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
JANAINA PACIFICA SANTANA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO
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NOME DO ALUNO
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO OBRIGATÓRIO
Relatório apresentado à Universidade Norte do
Paraná como requisito parcial para o
aproveitamento da disciplina de Estágio
Curricular supervisionado obrigatório
Licenciatura em Educação Física.
Ilhabela
2024
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SUMÁRIO
SUMÁRIO
RESUMO..............4
INTRODUÇÃO....... 4
DESENVOLVIMENTO.....5
PROCEDIMENTO DE ENSINO PARA ATUAÇÃO....5
AVALIAÇÃO PROCEDIMENTO DE ENSINO........6
PLANO DE AULA.....6
CONSIDERAÇÕES FINAIS.....8
BIBLIOGRAFIA.....8
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RESUMO
Este resumo possui o objetivo principal de relatar a experiência obtida no curso de
Educação Física - Licenciatura na disciplina de estágio supervisionado II realizado
em uma escola da rede particular de ensino do município de Ilhabela SP em uma
turma correspondente ao primeiro ano dos Anos iniciais do Ensino Fundamental.
Para o desenvolvimento destas aulas foram elaborados plano de estudos, que
buscaram tematizar a concepção que a escola possui enquanto instituição
formadora, plano de ação deste estagiário e posteriormente planos para o
desenvolvimento das aulas. Baseado nesta perspectiva de vivencias profissional
aponta-se para uma das grandes considerações, o crescimento e enriquecimento da
formação inicial deste processo de ensino.
Palavras-chave: Vivências. Formação Inicial. Educação Física Escolar.
INTRODUÇÃO
A Educação Física constitui-se em uma grande área, abrangendo diversas praticas
corporais e na escola principalmente não deve ser restrita apenas a algumas
práticas
ou a práticas consideradas hegemônicas. Deve sim, contemplar o papel de
componente curricular obrigatório e possuir objetivos, metas, resultados e avaliação.
Na formação inicial, enquanto graduandos de um curso de Licenciatura em
Educação Física possuímos uma base, muitas vezes superficial, de nossa atuação
pedagógica.. Dentre as inúmeras disciplinas que compõem a grade curricular do
curso, sinalizamos as três disciplinas de estágio supervisionado. As mesmas são
divididas em Estágio Supervisionado I, onde a atuação é direcionada a faixa escolar
do Ensino Médio. Estágio Supervisionado II, onde a atuação é direcionada aos anos
finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e Estágio Supervisionado III, sendo a
atuação direcionada aos anos finais do ensino fundamental (1º ao 5º).
Muitas vezes estes estágios tornam-se superficiais levando em consideração a
buscar da realidade do contexto escolar que necessitamos para constituirmos como
ótimos profissionais. O que buscamos destacar neste artigo é algo um pouco
distante do que a maioria dos estágios possibilitam.
Destacamos como objetivo principal desta escrita o de apresentar um relato da
experiência de um estágio supervisionado nos anos iniciais do Ensino Fundamental
na disciplina de Educação Física. A ponto de contribuirmos com a área de atuação e
como base de auxílio para demais profissionais e acadêmicos e também como
prerrogativa para discriminar o conhecimento adquirido dentro e fora dos muros da
universidade e da escola pública a fim de difundirmos os conhecimentos adquiridos
nas diversas vivencias tanto profissionais quanto pessoais.
DESENVOLVIMENTO
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Para poder situar como é caracterizado o estágio, trago detalhadamente o que é
obrigatório cumprir para ter a aprovação na disciplina da grade curricular. Segundo a
professora responsável pela disciplina de Estágio Supervisionado II como carga
horária básica de atuação deveríamos ter vinte e quatro horas aula, frente ao aluno,
quatro horas de observação para diagnostico da turma e participar de atividades
complementares na escola, por exemplo, participar de gincanas e reuniões
pedagógicas. Após fechar esta carga horária o aluno/estagiário poderia escolher em
permanecer na escola ministrando as aulas ou finalizar sua atuação.
O estágio foi realizado no Colégio São João, localiza se na Avenida São João, no
Centro da cidade de Ilhabela. Possuí um contingente de em trezentos alunos.
A turma na qual foi desenvolvido a prática foi o primeiro ano do ensino fundamental
a qual possui 29 alunos regularmente matriculados. As aulas possuíam duração de
45 minutos e possuíam três períodos durante a semana.
Os conteúdos desenvolvidos pela professora regente da turma eram: voleibol,
futebol, dança de salão, atletismo e resgate de brincadeiras antigas. Partindo deste
pressuposto, foi construído um programa conjunto de aulas da respectiva estagiaria.
Os conteúdos estão relacionados abaixo: Jogos cooperativos, populares e
recreativos; ginástica, dança e atividades rítmico expressivas; desenvolvimento das
habilidades motoras; desenvolvimento dos valores étnico-sociais, contextualizados
com a aula; atividades que valorizem o respeito, a sociabilidade, a compreensão do
esquema corporal; contextualização dos conteúdos da educação física com a
realidade social.
PROCEDIMENTOS DE ENSINO PARA A ATUAÇÃO
As aulas foram realizadas de cunho teórico pratico e embasadas na
abordagem Critico Emancipatória idealizada pela professora Thais. Esta abordagem
é completamente visada em uma ótica crítica defendendo o ensino crítico, pois é a
partir dele que os alunos passam a compreender a estrutura autoritária dos
processos institucionalizados da sociedade e que formam as falsas convicções,
interesses e desejos. Desta forma, a missão da Educação crítica é promover
condições para que estas estruturas autoritárias sejam suspensas, e o ensino
caminha no sentido de uma emancipação, possibilitado pelo uso da linguagem.
Na abordagem crítico-emancipatória são vistas três competências nas
quais se devem trabalhar com o aluno: a objetiva, social e comunicativa. A
competência objetiva diz respeito ao que o aluno deverá receber entre
conhecimentos e informações, também esta competência mostra que o aluno
precisa treinar destrezas e diferentes técnicas que sejam racionais e eficientes, e
que precisa aprender estratégias para ter suas ações feitas com competência. Já na
competência social o aluno deverá compreender as diferentes relações que o
homem tem em uma sociedade, como relações histórias, culturais, sociais, também
deve entender os problemas que o norteiam e as contradições das relações que
habitam ao seu redor. Por fim esta competência trata de estabelecer conhecimentos
que o aluno ira utilizar em sua vida em comunidade. Enquanto a competência
comunicativa é importante salientar que o ser humano utiliza a linguagem verbal,
porém ela é apenas umas das linguagens que podem ser usadas. O movimento se
exprime em forma de linguagem, a criança, por exemplo, se manifesta e se
comunica através de seus movimentos, pois sabemos que sua capacidade de se
expressar corporalmente é indiscutível.
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Segundo Kunz (1994):
o aluno que é sujeito do processo de ensino deve ser capacitado para sua
participação na vida social, cultural e esportiva, o que significa a aquisição de uma
capacidade de ação funcional, mas também de reconhecer e problematizar sentidos
e significados nesta vida, através da reflexão critica.
(p..29-31).
O objetivo da ação pedagógica, estágio supervisionado, foi o de aprofundar a
compreensão dos conteúdos da cultura corporal e suas diferentes manifestações,
estimulando a criação, discussões temáticas, participação e cooperação nas aulas
por meio das atividades propostas englobando os valores que são de grande
importância para a formação de um ser critico.
Como objetivos específicos para complementar a pratica pedagógica possui:
reconhecer os diversos âmbitos da Educação Física, não limitando-a apenas aos
esportes; tematizar alguns conteúdos transversais da Educação Física e
problematizar a formação de um individuo critico e que saiba seus princípios.
AVALIAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE ENSINO
Os pontos avaliativos da abordagem critico-emancipatória são divididos em três
competências nas quais são subdivididos em diversos itens. O primeiro ponto
avaliativo é a competência social: subdividida em visão social de mundo, vivência
solidária, trabalho coletivo, trabalho cooperativo e respeito mútuo. A segunda
competência avaliativa é a comunicativa: subdividida em sugerir, opinar e questionar
em aula, capacidade criativa e explorativa, capacidade de raciocínio crítico,
linguagem do se movimentar, interpretação e critica da cultura do movimento. E a
terceira e ultima competência é a objetiva: que é subdividida em identificar os
elementos técnicos da unidade aonde o aluno deverá saber os conteúdos técnicos
da educação física, experimentar e vivenciar os conteúdos e por fim analisar e a
avaliar a aplicabilidade dos conteúdos. Vale salientar que a avaliação será feita pela
professora regente da turma.
CRONOGRAMA DA AULA
Aula Nº Dia Conteúdo
1º Encontro
2°
Encontro Observação.
Plano de Aula : Plano de Aula - Educação Física
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
-ESCOLA: Colégio São João
-PROFESSOR: Thays Pontes
-TURMA: Educação Infantil e Ensino Fundamental.
OBJETIVO GERAL:
Vivenciar situações que promovam respeito e valorizem as diferenças entre as
pessoas através de
atividades lúdicas e prazerosas.
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
-participar efetivamente de atividades coletivas articulando-se no grupo.
-explorar material que proporciona desenvolvimento de conceitos referentes a ritmo
e
motricidade.
-reconhecer as partes do corpo.
-através da cooperação todos irão estabelecer um vínculo que possibilitará a
integração do grupo
de uma forma divertida.
-todos salvarem todos, contato físico e pensar no outro.
MÉTODO:
atividade musical com/sem recurso, atividade coletiva dirigida com bola e atividade
coletiva
dirigida com dados e tapete colorido.
RECURSO:
instrumentos de sucata, bolas, dados e tapete colorido.
ORGANIZAÇÃO PROGRAMÁTICA DO TEMPO DE AULA:
TEMPO DE AULA: 45 min.
PARTE INICIAL: 10 MIN.
RODINHA SOCIAL:
Apresentação das atividades, combinações gerais sobre, comportamento esperado
da turma e motivação.
Este foi o planejamento oficial, porém flexível da pratica curricular, mas gostaria de
relatar algumas das temáticas que emergiram durante este estágio que apenas
realizando as aulas elas emergem.
A questão mais visível ao decorrer das aulas era a de divisão pelo sexo, as meninas
sempre andavam e realizavam as atividades com as demais meninas e os meninos
ocorria a mesma prerrogativa. Quando tematizados e problematizados em relação a
esta questão sempre a resposta por parte das meninas era: “eles (os meninos) dão
bolada em nós que machuca”. A versão dos meninos em relação a isso era a de
que: “elas (as meninas) não sabem jogar e ficam paradas”. Então para tentar
tematizar esta questão bastante pertinente eram feitas praticas inclusivas, onde
todos dependiam de todos e também sempre haviam conversas em relação as
diferenças entre homem e mulher, o por que existia esta diferença e o que nós
enquanto sociedade deveríamos fazer e agir para que ambos fossem tratados de
maneiras semelhantes. Cabe aqui salientar que a intenção não é tratar todo mundo
igual, pois todas as pessoas deste planeta possuem suas diferenças.
Outra temática bastante trabalhada foi à questão inclusiva de pessoas que possuem
deficiência, está foi uma temática de bastante impacto para os alunos. Até por que
nunca tinha sido debatida. Na época também o pais estava com aquela “sede de
Olimpíadas” que iriam realizar-se um ano depois. Porém muitos dos alunos não
sabiam que existia a Paraolimpíadas. Realizamos diversas praticas como vôlei
sentado que é um esporte característico das Paraolimpíadas e em cima disto
trabalhamos sobre a questão midiática, pois o foco de todo o mundo estava nas
Olimpíadas e deixando de lado ou até desmerecendo as Paraolimpíadas. Houveram
debates importantes e um pouco reveladores em relação a esta temática bastante
esquecida e diminuída por nossa sociedade.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscamos a partir do escrito apontar considerações finais, optando por modificar o
termo, pois, conclusão é uma palavra que por si só define um fim. Nesta construção
de conhecimentos que foi relatado não existe um fim determinado, mas sim um
conhecimento adquirido e agora sendo discriminado para demais âmbitos. Como
considerações finais podemos relatar/descrever a grande evolução profissional e
pessoal que a estagiaria obteve com esta atuação. Durante suas aulas, ela pode
exercer com praticamente toda a responsabilidade a turma e os conteúdos e
conhecimentos transmitidos à mesma. Uma vez que a turma possuía aulas três
vezes por semana e o estágio se estendeu ate o final do primeiro semestre letivo.
Consideramos assim uma inserção total no contexto da escola e principalmente no
contexto e peculiaridades daquela turma específica.
Este ato de inserção total proporciona saberes e condições de exercer melhor a
profissão, afinal começa a compreender as relações dos alunos entre si, as relações
dos alunos com seus familiares, as relações dos alunos com a escola enquanto
instituição e seus professores e funcionários, o conceito e concepção de mundo e
sociedade que os próprios alunos possuem e estão constituindo a todo momento.
Este “ter o pé no chão da escola” e saber como tudo esta acontecendo é de grande
importância para as nossas aulas, pois é nelas que muitas vezes estas relações
afloram e enquanto professores muitas vezes não conseguimos e nem sabemos
lidar. Uma questão que nesta pratica relatada emergiu foi a relações de gênero de
nossa sociedade através de uma campanha publicitaria, onde um aluno ao inicio da
aula buscou saber qual era a posição enquanto professora sobre a determinada
propaganda. A demanda sobre opiniões foi tão grande que resultou em uma aula,
onde todos os alunos esporam suas opiniões a cerca da temática. Muitos eram a
favor, outros não sabiam opinar e um aluno se posicionou contrario a temática que a
propaganda buscou problematizar. Emergiu então desta aula e principalmente deste
aluno a relação que o mesmo possui com seus familiares, pois na sua fala ele diz
que “foi meu pai que me ensinou que isso não é correto”.
Eis que entramos no ponto chave, tematizar o que é certo, o que é errado e
principalmente respeitar as múltiplas opiniões, verdades e escolhas que as pessoas
em nossa sociedade optam. Acredito que mesmo na aula de Educação física quanto
em qualquer outra disciplina curricular das escolas isso, a diversidade humana, deve
ser tratada e mais do que isso respeitada ao seu modo. Enquanto formadores
estamos construindo o futuro de nosso pais e finalizo pedindo, que tipo de futuro
queremos construir? Temos que refletir e problematizar mais esta questão.
REFERÊNCIAS
KUNZ, Elenor. Didática da Educação Física 1/Org.. [Link] Ijuí: Ed. Unijuí, 2003
160p.:il. (coleção educação física).
_____________Transformação didático-pedagógica do esporte. [Link].- Ijuí: Ed.
Unijuí, 2003.