SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 3
2 DEFINIÇÃO E HISTÓRICO ............................................................................ 4
2.1 Histórico da ecologia .................................................................................. 6
3 FATORES ECOLÓGICOS .............................................................................. 8
4 RELAÇÕES ECOLÓGICAS ENTRE SERES VIVOS ...................................... 9
4.1 Interações intraespecíficas ....................................................................... 10
4.2 Interações interespecíficas....................................................................... 13
5 CADEIAS ALIMENTRES .............................................................................. 17
6 ECOSSISTEMAS.......................................................................................... 20
6.1 Ecossistemas terrestres – biomas ........................................................... 22
6.2 Ecossistemas aquáticos ........................................................................... 23
7 PRINCIPAIS BIOMAS BRASILEIROS .......................................................... 24
8 CICLOS BIOGEOQUÍMICOS ....................................................................... 31
9 SUCESSÃO ECOLÓGICA ............................................................................ 37
10 AÇÃO ANTRÓPICA ...................................................................................... 42
11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................. 50
1 INTRODUÇÃO
Prezado aluno!
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável -
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão
a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as
perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão
respondidas em tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da
semana e a hora que lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.
Bons estudos!
2 DEFINIÇÃO E HISTÓRICO
A palavra Ecologia, derivada do idioma grego (oikos/casa - logos/ estudo), foi
criada no século XIX, pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel, para designar “a relação
dos animais com seu meio ambiente orgânico e inorgânico”. A ecologia também já
foi definida como “o estudo das inter-relações dos organismos e seu ambiente”,
como “a economia da natureza” e como “a biologia dos ecossistemas”. A expressão
meio ambiente inclui tanto outros organismos quanto o meio físico circundante,
sendo que as relações entre indivíduos de uma mesma população e entre indivíduos
de diferentes populações, em um determinado ambiente, compõem os sistemas
ecológicos ou ecossistemas. (BONILLA et al., 2011)
Desde um ponto mais simples, a ecologia seria o ramo da Biologia que
estuda a relação dos seres vivos entre si e com o meio ambiente; sendo assim
fundamentada no conceito de ecossistema, que demonstra a impossibilidade de
sobrevivência isolada dos elementos da natureza e a necessidade de eles se
relacionarem em sistemas complexos. (BONILLA et al., 2011)
Realizador de uma obra notável pela amplitude de temas tratados e pela
profundidade das pesquisas, Ernst Haeckel formulou hipóteses polêmicas sobre a
teoria evolucionista de Charles Darwin. O interesse pela zoologia resultou em
trabalhos sobre a natureza dos organismos inferiores, protozoários e esponjas;
além de estabelecer relações entre esses organismos e espécies superiores, na
classificação animal. Esses trabalhos garantiram-lhe o cargo de professor de
zoologia na Universidade de Jena, em 1862. (BONILLA et al., 2011)
Haeckel tentou reconstituir o ciclo completo de evolução dos seres vivos
desde os animais unicelulares até o homem. A partir desses estudos, enunciou sua
lei biogenética fundamental, segundo a qual os seres vivos, ao longo do processo
individual de desenvolvimento (ontogênese), recapitulam estágios do
desenvolvimento da espécie (filogênese). Possuidor de sólida formação filosófica
buscou aplicar o evolucionismo de Darwin à religião e à filosofia. Na obra Die
Welträtsel (1899. Os enigmas do universo) divulgou a teoria monista, que defende
a união essencial da natureza orgânica e inorgânica e a tese de que espírito e
matéria são aspectos diferentes da mesma substância. (BONILLA et al., 2011)
Definições de Ecologia
As bases conceituais em ecologia são bastante amplas e, por causa disso,
tem sido definida de várias maneiras:
I. Ecologia é o estudo das relações totais dos animais no seu ambiente
orgânico como inorgânico e em particular o estudo das relações do tipo positivo ou
amistoso ou do tipo negativo (inimigos) entre plantas e animais no ambiente em que
vive (HAECKEL, 1866, Apud BONILLA et al., 2011).
II. Ecologia é o estudo do “ambiente da casa”, incluindo todos os organismos
contidos nela (incluindo o homem) e todos os processos funcionais que a tornam
habitável (ODUM, 1983, Apud BONILLA et al., 2011).
III. Ecologia é a ciência que estuda as condições de existência dos seres
vivos e as interações, de qualquer natureza, existentes entre seres vivos e seu meio
(DAJOZ, 1983, Apud BONILLA et al., 2011).
IV. Ecologia é a ciência das relações dos seres vivos com o seu meio. Termo
usado frequentemente e erradamente para designar o meio ou o meio ambiente
(DANSEREAU, 1978, Apud BONILLA et al., 2011).
V. Ecologia é a ciência que estuda a dinâmica dos Ecossistemas. É a
disciplina que estuda os processos, interações e a dinâmica de todos os seres vivos
com os aspectos químicos e físicos do meio ambiente, incluindo também aspectos
econômicos, sociais, culturais e psicológicos peculiares ao homem, que de maneira
interativa deve sintetizar e gerar informações para a maioria dos demais campos do
conhecimento (WICKERSHAM, 1975, Apud BONILLA et al., 2011).
VI. Ecologia é o modelo ou a totalidade das relações entre os organismos e
seu ambiente (WEBSTER’S, 1976, Apud BONILLA et al., 2011).
VII. Ecologia é o ramo da ciência humana que estuda a estrutura e o
desenvolvimento das comunidades humanas em suas relações com o meio
ambiente e sua consequente adaptação a ele, assim como os novos aspectos que
os processos tecnológicos ou os sistemas de organização social possam acarretar
para as condições de vida do homem (FERREIRA, 1985, Apud BONILLA et al.,
2011).
VIII. Ecologia é a disciplina da Biologia que lida com o estudo das inter- -
relações dinâmicas dos fatores bióticos e abióticos do meio ambiente (USDT, 1983,
Apud BONILLA et al., 2011).
2.1 Histórico da ecologia
A ecologia não apresenta um início bem delineado. Os primeiros
antecedentes, na história natural dos gregos, foi um dos discípulos de Aristóteles,
Teofrasto, que foi o primeiro a descrever as relações dos organismos entre si e com
o meio. As bases posteriores para a ecologia moderna foram lançadas nos primeiros
trabalhos dos fisiologistas sobre plantas e animais. (BONILLA et al., 2011)
Durante muito tempo desconhecida do grande público e relegada a segundo
plano, por muitos cientistas, a ecologia surgiu no século passado como um dos mais
populares aspectos da biologia. Em meados do século XX, a ecologia, até então
restrita aos meios acadêmicos, ganha dimensões sociais devido às crescentes
preocupações mundiais com a degradação do meio ambiente. Isto porque se tornou
evidente que a maioria dos problemas que o homem vem enfrentando, como
crescimento populacional, poluição ambiental, fome e todos os problemas
sociológicos e políticos atuais, são em grande parte ecológicos. (BONILLA et al.,
2011)
O aumento do interesse pela dinâmica das populações recebeu impulso
especial no início do século XIX e depois que Thomas Malthus chamou atenção
para o conflito entre as populações em expansão e a capacidade da Terra de
fornecer alimento. Raymond Pearl (1920), A. J. Lotka (1925), e Vito Volterra (1926)
desenvolveram as bases matemáticas para o estudo das populações, o que levou
a experiências sobre a interação de predadores e presas, as relações competitivas
entre espécies e o controle populacional. O estudo da influência do comportamento
sobre as populações foi incentivado pelo reconhecimento, em 1920, da
territorialidade dos pássaros. Os conceitos de comportamento instintivo e agressivo
foram lançados por Konrad Lorenz e Nikolaas Tinbergen, enquanto V. C. Wynne-
Edwards estudava o papel do comportamento social no controle das populações.
(Apud BONILLA et al., 2011)
No início e em meados do século XX, dois grupos de botânicos, um na
Europa e outro nos Estados Unidos, estudaram comunidades vegetais de dois
diferentes pontos de vista. Os botânicos europeus preocuparam-se em estudar a
composição, a estrutura e a distribuição das comunidades vegetais; enquanto os
americanos estudaram o desenvolvimento dessas comunidades, ou sua sucessão.
As ecologias, animal e vegetal, desenvolveram-se separadamente, até que os
biólogos americanos deram ênfase à inter-relação de comunidades vegetais e
animais como um todo. (BONILLA et al., 2011)
Alguns ecologistas detiveram-se na dinâmica das comunidades e
populações, enquanto outros se preocuparam com as reservas de energia. Em
1920, o biólogo alemão August Thienemann introduziu o conceito de níveis tróficos,
ou de alimentação, pelos quais a energia dos alimentos é transferida, por uma série
de organismos, das plantas (produtoras) aos vários níveis de animais
(consumidores). Em 1927, C. S. Elton, ecologista inglês especializado em animais,
avançou nessa abordagem com o conceito de nichos ecológicos e pirâmides de
números. Dois biólogos americanos, E. Birge e C. Juday, na década de 1930, ao
medir a reserva energética de lagos, desenvolveram a idéia da produção primária,
isto é, a proporção na qual a energia é gerada, ou fixada, através da fotossíntese.
(Apud BONILLA et al., 2011)
A ecologia moderna atingiu a maioridade em 1942, com o desenvolvimento
pelo americano R. L. Lindeman, do conceito tróficodinâmico de ecologia, que
detalha o fluxo da energia através do ecossistema. Esses estudos quantitativos
foram aprofundados pelos americanos Eugene e Howard Odum. Um trabalho
semelhante sobre o ciclo dos nutrientes foi realizado pelo australiano J. D. Ovington.
O estudo do fluxo de energia e do ciclo de nutrientes foi estimulado pelo
desenvolvimento de novas técnicas (radioisótopos, microcalorimetria, computação
e matemática aplicada) que permitiram, aos ecologistas, rotular, rastrear e medir o
movimento de nutrientes e energias específicas através dos ecossistemas. Esses
métodos modernos deram início a um novo estágio no desenvolvimento dessa
ciência (a ecologia dos sistemas), que estuda a estrutura e o funcionamento dos
ecossistemas. (BONILLA et al., 2011)
Sua popularização ocorre especialmente após 1967, ano de um grande
acidente com o petroleiro Torrey Canyon, na França. Nesse período, além do estudo
do mundo natural, a ecologia incorpora sua reflexão na relação: homem e natureza.
Emerge assim, ao lado de outras ciências, como instrumento indispensável para a
compreensão e solução das principais questões ambientais. (BONILLA et al., 2011)
3 FATORES ECOLÓGICOS
Fator ecológico é todo elemento do ambiente susceptível a agir diretamente
sobre os seres vivos, pelo menos em uma das fases de seu ciclo de
desenvolvimento e eles atuam eliminando certas espécies dos territórios, e
consequentemente, intervindo na distribuição geográfica dos mesmos; modificam
as taxas de fecundidade e de mortalidade; atuam sobre os ciclos de
desenvolvimento; provocam migrações, agindo na densidade das populações;
favorecem o aparecimento de modificações adaptativas (hibernação, reações
fotoperiódicas etc.). (BONILLA et al., 2011)
Os fatores ecológicos podem ser divididos em dois grupos: o dos que
compõem o ambiente físico (Fatores abióticos) e o dos que integram o ambiente
biológico (Fatores bióticos). (BONILLA et al., 2011)
a) Fatores abióticos: integrados pelos fatores físicos, tais como luminosidade,
temperatura, pressão atmosférica, ventos, umidade e pluviosidade, e pelos fatores
químicos como quantidade relativa dos diversos elementos químicos presentes na
água e no solo.
b) Fatores bióticos: representados pelos seres vivos e suas interações
intraespecíficas de predação, competição, parasitismo, entre outros; assim como
dos fatores alimentares.
4 RELAÇÕES ECOLÓGICAS ENTRE SERES VIVOS
Nos ecossistemas, existem diversas formas de interações entre os seres
vivos denominadas de relações ou interações ecológicas. Essas relações são
diferenciadas pelos tipos de dependência que os organismos mantêm entre si.
(ZIBETTI et al., 2013)
Algumas dessas relações são caracterizadas pelo benefício mútuo entre os
seres vivos ou de apenas um deles, sem promover prejuízo ao outro. Essas
relações são denominadas harmônicas ou positivas. Outras relações caracterizam-
se pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro e são
denominadas interações desarmônicas ou negativas. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: ufsm.br
As interações harmônicas e as desarmônicas podem ocorrer tanto entre
indivíduos da mesma espécie quanto entre indivíduos de espécies diferentes. As
relações ocorridas entre organismos da mesma espécie são chamadas de relações
intraespecíficas ou homotípicas. Já as relações entre organismos de espécies
diferentes recebem o nome de relações interespecíficas ou heterotípicas. (ZIBETTI
et al., 2013)
4.1 Interações intraespecíficas
Colônia
Ocorre quando indivíduos vivem agrupados, interagindo de forma vantajosa.
Podem ocorrer colônias isomorfas (do grego isos = igual; morpho = forma), com
indivíduos da mesma espécie (e.g. corais), ou colônias polimorfas ou heteromorfas
(do grego heteros = diferente), nas quais a interação ocorre com espécies diferentes
como, por exemplo, a caravela-portuguesa, que constitui em sua estrutura presença
de indivíduos com capacidades de flutuação, outros responsáveis pela alimentação
e outros com características urticantes, com finalidade de defesa. (ZIBETTI et al.,
2013)
Fonte: brasilescola.uol.com.br
Sociedade
Agrupamento de indivíduos de mesma espécie com divisão de atividades e
hierarquias. Representada pelas vespas, formigas, cupins e abelhas. Os indivíduos
pertencentes a uma sociedade possuem autonomia própria, ou seja, não são unidos
entre si. A espécie humana e alguns primatas estão classificados nessa interação.
(ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: brasilescola.uol.com.br
Canibalismo
É um modo de predação que ocorre entre indivíduos da mesma espécie.
Muito comum em algumas populações de aranhas, nas quais a fêmea devora o
macho após a cópula. Em algumas tribos do continente africano, na antiguidade,
ocorria antropofagia – canibalismo humano. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: todamateria.com.br
Competição
Ocorre quando indivíduos de mesma espécie competem por alimentos,
territórios ou fêmeas. É um importante fator de controle populacional. A luta de dois
machos competindo por uma fêmea é um exemplo dessa categoria. (ZIBETTI et al.,
2013)
Fonte: brasilescola.uol.com.br
4.2 Interações interespecíficas
Comensalismo
Uma espécie é beneficiada sem afetar a outra. A associação da rêmora com
o tubarão exemplifica essa interação. A rêmora fixa-se ao corpo do animal de outra
espécie por meio de uma nadadeira dorsal transformada em ventosa de fixação.
Com isso, ela obtém restos de comida desprezados e um meio de transporte.
(ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: brasilescola.uol.com.br
Protocooperação
Interação, na qual ambas as espécies se beneficiam. Nessa relação, embora
as duas espécies envolvidas sejam beneficiadas, elas podem viver de maneira
independente, sem que isso as prejudique. É o que ocorre entre pássaros e bovinos:
as aves se alimentam de carrapatos fixados no couro dos bovinos, livrando-os
desses indesejáveis parasitos. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: infoescola.com
Mutualismo
É a relação existente entre dois indivíduos de espécies diferentes na qual
ambas são beneficiadas, sendo a associação obrigatória para a manutenção de
suas sobrevivências. Um clássico exemplo dessa relação pode ser percebido na
associação de algumas espécies de algas com espécies de fungos específicos,
onde juntos formam os liquens. A parte do líquen que corresponde à alga (do reino
Plantae) realiza a fotossíntese, favorável ao crescimento da estrutura. Já a estrutura
que corresponde ao fungo (do reino Fungi) apropria-se de nutrientes disponíveis no
local, sintetizando-os e agregando-os à sua formação. (ZIBETTI et al., 2013)
Competição interespecífica
Essa relação ocorre quando dois ou mais indivíduos de espécies distintas
competem pelo mesmo recurso. Esse recurso pode ser um alimento ou um espaço
em um território. Uma vaca, um preá e gafanhotos, todos herbívoros, porém
pertencentes a grupos diferentes (mamíferos e insetos), estão alimentando-se de
gramíneas, ou seja, estão consumindo o mesmo recurso alimentar e estão em
acirrada competição. Nesse caso, ocorre sobreposição de nicho (já mencionada
anteriormente). (ZIBETTI et al., 2013)
Predatismo
É uma interação na qual um indivíduo (o predador) captura e mata outro
indivíduo (a presa) com a finalidade de alimentação. Como exemplos de animais
predadores têm os grandes felinos (tigres, leopardos, leões, onças) que se
alimentam de gnus, lebres, zebras, capivaras e outros animais menores. Em nossa
região, percebemos essa relação entre o graxaim e o preá. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: todamateria.com.br
Parasitismo
Interação na qual uma espécie parasita – organismo que vive em associação
com outros, retirando desses os meios para sua sobrevivência – associa-se à outra
– o hospedeiro, causando-lhe prejuízo ao alimentar-se dele. Em geral, essa relação
não leva o hospedeiro ao óbito. O parasito pode instalar-se na parte externa do
hospedeiro, chamado, assim, de ectoparasito (do grego ectos = fora) – por exemplo,
piolhos, pulgas e carrapatos. Também, existem organismos parasitando o interior
do hospedeiro, conhecidos como endoparasitos (do grego endos = dentro) – por
exemplo, lombrigas, solitárias, bactérias e vírus. No reino vegetal também ocorre
parasitismo, como por exemplo, a erva-de-passarinho (Struthanthus flexicaulis),
uma espécie de trepadeira que se instala em troncos de árvores, retirando de seu
hospedeiro sua seiva bruta. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: todamateria.com.br
Herbivorismo
Interação similar à predação, ocorrendo entre um herbívoro e as plantas que
lhe servem de alimento. É por meio da herbivoria que a energia solar captada pelos
autótrofos é transferida para os demais níveis tróficos da cadeia alimentar. São
classificados como herbívoros os bovinos, caprinos, capivaras e algumas espécies
de insetos, como os gafanhotos. (ZIBETTI et al., 2013)
5 CADEIAS ALIMENTRES
Todo ser vivo para sobreviver precisa de energia. As plantas conseguem
essa energia através da fotossíntese, enquanto os animais a retiram do seu
alimento. Isso significa que a energia vai passando de um organismo para outro. A
transferência que ocorre através de relações tróficas é chamada de cadeia
alimentar. Você é capaz de identificar um exemplo desse tipo de relação? Bem,
vamos ver um exemplo bem simples: o milho é consumido por ratos, que são
consumidos por cobras, que são consumidas por águias.
Certamente você é capaz de pensar em outras cadeias alimentares onde
entrem os mesmos animais citados acima. Isso porque geralmente os predadores
possuem vários itens alimentares, permitindo uma interligação de várias cadeias. A
interelação entre cadeias alimentares é chamada de teia alimentar.
Cada etapa que a energia percorre é chamada de nível trófico e nesse
percurso a energia sempre vai diminuindo, de modo que o último nível trófico recebe
apenas uma parte muito pequena da energia gerada no início do processo, ou seja,
no primeiro nível trófico. Isso porque apenas uma parte da energia é acumulada
como biomassa (o que será consumido posteriormente) e outra parte é usada para
a manutenção do próprio organismo, como as atividades respiratórias e outras
atividades metabólicas. Baseado nesse processo, podemos representar o fluxo de
energia através da cadeia alimentar como uma pirâmide, onde sua base seria mais
larga devido a maior produção de energia garantida pelas plantas, com uma
diminuição progressiva até o ápice, onde estaria um predador de topo, recebendo
menos energia.
Segundo CASSINI (2005) a cadeia alimentar é constituída pelos seguintes
níveis:
PRODUTORES - São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou
quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos
utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos
(sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a
síntese de matéria orgânica não é luz, mas a energia liberada nas reações químicas
de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de
compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por
muitas bactérias terrestres e aquáticas. (CASSINI, 2005)
CONSUMIDORES PRIMÁRIOS - São os animais que se alimentam dos produtores,
ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou
na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de
alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas
larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até
grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante. (CASSINI, 2005)
CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS - São os animais que se alimentam dos
herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros. (CASSINI, 2005)
CONSUMIDORES TERCIÁRIOS - São os grandes predadores como os tubarões,
orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os
predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande
tamanho e menores densidades populacionais. (CASSINI, 2005)
DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES - São os organismos responsáveis
pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais
que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores,
representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando
o ciclo. A sequência de organismos relacionados pela predação constitui uma
cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada. (CASSINI,
2005)
Fonte: gestaoeducacional.com.br
A transferência do alimento (energia) de nível para nível trófico a partir dos
produtores faz-se através de cadeias alimentares, cuja complexidade é variável. Na
maioria das comunidades, cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de
vários níveis tróficos. Daí resulta que na Natureza não há cadeias alimentares
isoladas. Apresentam sempre vários pontos de cruzamento, formando redes ou
teias alimentares, geralmente de elevada complexidade. (CASSINI, 2005)
As teias alimentares são o que melhor representa as condições reais de um
ecossistema, ao passo que as cadeias alimentares apenas mostram,
sistematicamente, o fluxo alimentar de um ambiente. Cabe salientar que as setas
representadas nos desenhos significam o sentido do fluxo da matéria, passando de
um nível a outro. Por exemplo: os frutos de uma árvore servem de alimento a um
rato, que serve de alimento a uma coruja e assim sucessivamente, completando os
níveis tróficos. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: escolaeducacao.com.br
6 ECOSSISTEMAS
Fonte: escolaeducacao.com.br
O conceito de ecossistema é amplamente discutido por diversos autores que,
em sua maioria, o definem como o conjunto de comunidades interagindo juntas em
uma determinada área ou ambiente físico. Ecossistemas são unidades geográficas
com entrada e saída de energia e matéria nas quais os organismos vivos (bióticos)
e o ambiente não-vivo (abiótico) estão relacionados e interagindo uns com os
outros. A energia que entra no sistema refere-se ao Sol, e a matéria constitui os
materiais orgânicos (restos de plantas e animais) e inorgânicos (nutrientes). A
entrada de organismos em um sistema corresponde à imigração e a saída, à
emigração.
Algumas das principais matérias que entram e saem dos sistemas são os
nutrientes que, a partir dos ciclos biogeoquímicos, são fundamentais para a
existência da vida em nosso Planeta. As plantas absorvem nutrientes presentes no
solo, somados ao dióxido de carbono (CO2), à água e à radiação solar, compondo
sua biomassa, a partir da fotossíntese.
Os nutrientes são representados pelos elementos químicos presentes no
solo, como o ferro (Fe), o magnésio (Mg), o cálcio (Ca), o sódio (Na), etc. As plantas
absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera que, em processo com a água
e a energia solar, irá produzir açúcar (C6H12O6), convertido em celulose (C6H10O5),
a qual será incorporada à sua biomassa junto com os nutrientes, liberando oxigênio
(O2) para a atmosfera. (ZIBETTI et al., 2013)
As plantas transformam parte da energia solar em matéria que servirá de
alimento para outros níveis tróficos, como os heterótrofos ou consumidores
primários (e.g. um preá que se alimentou de grama), os quais, por sua vez, servirão
de alimento para um consumidor secundário (e.g. um carnívoro), fazendo com que
os nutrientes circulem pelo ecossistema. (ZIBETTI et al., 2013)
Os ecossistemas são dinâmicos, ou seja, a sua estrutura não permanece em
condição estática, modificando-se sucessivamente, sejam estas mudanças
perceptíveis aos nossos olhos ou percebidas e analisadas ao longo dos anos
geológicos. A floresta amazônica, por exemplo, apresenta-se como uma floresta
muito densa e de ampla distribuição geográfica, detentora de uma biodiversidade
riquíssima, tanto de fauna quanto de flora, porém essa região não foi sempre assim.
Segundo pesquisadores, esse bioma, em eras passadas, foi um imenso mar raso.
A partir de mudanças estruturais, na superfície terrestre, ocasionadas,
principalmente, pelo movimento das placas tectônicas, essa parte do Brasil foi
modificando-se até transformar-se no que é hoje. Percebemos a composição pobre
de seu solo como prova disto, pois esta é uma das características de um solo jovem,
de formação recente. (ZIBETTI et al., 2013)
6.1 Ecossistemas terrestres – biomas
Apesar de compor apenas cerca de 28% da área da superfície do Planeta,
os ecossistemas terrestres possuem a maior diversidade de espécies. A grande
variação climática e o número de barreiras geográficas são fatores de extrema
importância para o surgimento de novas espécies. (ZIBETTI et al., 2013)
A biosfera pode ser dividida em biomas – grandes comunidades adaptadas
às condições ecológicas específicas. O clima (influenciado pela latitude, pela
altitude, pela insolação – incidência de luz solar, pela umidade e pela temperatura)
e o solo são alguns dos fatores que influenciam as formações de biomas e,
consequentemente, as distribuições de fauna e de flora pelo planeta. (ZIBETTI et
al., 2013)
A latitude influencia o clima. Dos polos ao Equador, ou seja, das regiões mais
frias às mais quentes, encontramos biomas diferentes, com fauna e flora adaptadas
às condições climáticas de cada região. Como a temperatura diminui com a altitude,
podemos encontrar seres típicos de regiões frias em áreas de grande altitude – pico
das montanhas, mesmo que esses ambientes estejam próximos à linha do Equador,
como é o caso do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia. (ZIBETTI et al., 2013)
A maior biodiversidade, tanto de fauna quanto de flora, é encontrada nas
regiões tropicais, diminuindo gradativamente em direção às regiões temperadas e
aos polos. Os principais biomas terrestres são as florestas temperadas, as florestas
tropicais, a taiga, a tundra, os campos ou pradarias, as savanas e os desertos.
(ZIBETTI et al., 2013)
6.2 Ecossistemas aquáticos
Os ecossistemas aquáticos compreendem os principais meios hídricos
existentes, sejam eles de água doce (rios, açudes, lagos) ou de água salgada
(oceanos e mares). Por apresentarem composições químicas diferentes entre si –
quanto à composição de sais, por exemplo, os ambientes de água doce e de água
salgada também apresentam composições diferentes tanto de fauna quanto de
flora, formando, assim, ecossistemas peculiares a cada condição física, química e
biológica existente. (ZIBETTI et al., 2013)
De acordo com ZIBETTI et al (2013) as águas continentais ou doces são
classificadas em:
• Lóticos – são as águas correntes, como os arroios, os riachos, os rios e as
corredeiras.
• Lênticos – são as águas paradas representadas pelos lagos e pelos açudes.
• Áreas úmidas – representadas por florestas inundadas, brejos, charcos e
banhados.
Os sistemas aquáticos lênticos, geralmente, apresentam maior
biodiversidade quando comparados aos ecossistemas de água em movimento. Em
ambientes lênticos, os organismos predominantes são os fotossintetizantes,
representados pelas plantas submersas ou parcialmente submersas. Também, são
habitados pelo fitoplâncton (do grego phytos = planta, e plankton = à deriva),
constituído por uma infinidade de microrganismos, como as microalgas, as
cianobactérias e as diatomáceas. Esse fitoplâncton serve de alimento ao
zooplâncton (do grego zoon = animal, e plankton = à deriva), formado por
microcrustáceos, protozoários e larvas de diversos organismos. Seguindo a cadeia
trófica, vêm os peixes de maior porte divididos em diferentes espécies, portes e
nichos ecológicos. (ZIBETTI et al., 2013)
Para ZIBETTI et al. (2013) os ambientes de água salgada – mares e oceanos
– cobrem cerca de 75% da superfície do Planeta, com profundidades que variam de
alguns metros, nas regiões costeiras, a mais de 10 km, nos estratos mais profundos.
Nesses ambientes marinhos, existem espécies bentônicas, que vivem no fundo do
mar – seja em mar raso ou em mar profundo, e espécies pelágicas, presentes em
mar aberto. Quanto à presença de luz solar, os ecossistemas marinhos são
classificados em:
• Zona fótica (do grego photos = luz) – aquela na qual a luz atinge até 200 m
de profundidade.
• Zona afótica (sem luz) – ambientes profundos, abaixo dos 200 m.
Os organismos distribuídos nos oceanos são classificados em três grupos:
plâncton, bentos e nécton. O plâncton (do grego plankton = à deriva) são os
organismos flutuantes – e.g. algas microscópicas, microcrustáceos, anelídeos e
peixes. Os bentos (do grego benthos = fundo do mar) são organismos que vivem
no fundo do mar. Podem ser sésseis (fixos), representados pelas algas
macroscópicas, ou errantes (que se deslocam), representados pelos crustáceos e
moluscos. O nécton (do grego nektos = apto a nadar) é constituído por organismos
que se deslocam ativamente, como os golfinhos, os tubarões, os peixes, as baleias,
além de alguns moluscos e crustáceos. (ZIBETTI et al., 2013)
7 PRINCIPAIS BIOMAS BRASILEIROS
Três razões principais justificam a preocupação com a conservação da
diversidade biológica: primeiro porque se acredita que a diversidade biológica seja
uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e
estabilidade dos ecossistemas; segundo por que se acredita que a diversidade
biológica apresenta um imenso potencial econômico ainda pouquíssimo explorado,
em especial, pela biotecnologia; terceiro porque a diversidade biológica está se
deteriorando, antes mesmo de ser conhecida pela ciência, devido aos impactos das
atividades antrópicas.
Portanto é de todo importante que se localize e estude os oito seguintes
biomas (ecossistemas) brasileiros, classificados de acordo com suas características
de vegetação, clima e relevo, quais sejam: zona costeira, floresta amazônica, mata
atlântica, pantanal mato-grossense, pinheirais de araucária, os campos, a caatinga
e o cerrado. (BARRETO, 2011)
Fonte: matanativa.com.br
Zonas costeiras
O Brasil possui uma linha contínua de costa atlântica de 8.000km de
extensão, uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível
identificar uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, baías,
estuários, brejos e falésias. Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do
litoral (praias, restingas, lagunas e manguezais) apresentam diferentes espécies
animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e
geológicas. Grande parte da zona costeira, entretanto, está ameaçada pela
superpopulação e por atividades agrícolas e industriais. É aí, seguindo essa imensa
faixa litorânea, que vive mais da metade da população brasileira. (BARRETO, 2011)
Para uma melhor compreensão da grande zona costeira brasileira, a mesma
será a seguir secionada em quatro partes menores, estabelecendo-se os seus
limites e se fazendo uma breve descrição. (BARRETO, 2011)
Litoral amazônico
O litoral amazônico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao delta do Rio
Parnaíba, é lamacento e tem, em alguns trechos, mais de 100 km de largura.
Apresenta grande extensão de manguezais, assim como matas de várzeas de
marés. Jacarés, guarás e muitas espécies de aves e crustáceos são alguns dos
animais que vivem nesse trecho da costa. (BARRETO, 2011)
Litoral Nordestino
O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo
Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que, quando
perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação do vento. Há
ainda nessa área manguezais, vegetação pioneira e matas. Nas águas do litoral
nordestino vivem o peixe-boi marinho (ameaçado de extinção) e tartarugas.
(BARRETO, 2011)
Litoral Sudeste
O litoral sudeste segue do Recôncavo Baiano até São Paulo. É a área
mais densamente povoada e industrializada do país. Suas áreas características
são as falésias, recifes, arenitos e praias de areias monazíticas (mineral de cor
marrom escura). É dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito recortada
com várias baías e pequenas enseadas. O ecossistema mais importante dessa
área são as matas de restingas. Essa parte do litoral é habitada pela preguiça-
de-coleira e pelo mico-sauá (espécies ameaçadas de extinção). (BARRETO,
2011)
Litoral Sul
O litoral sul começa no Paraná e termina no Arroio Chuí, no Rio Grande
do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da região é riquíssimo
em aves, mas há também outras espécies: ratão-do-banhado, lontras (também
ameaçados de extinção), capivaras etc. (BARRETO, 2011)
Floresta amazônica
Aclamado como o país de maior diversidade biológica do mundo, o Brasil tem
sua riqueza natural constantemente ameaçada. Um exemplo dessa situação é o
desmatamento anual da Amazônia, que cresceu 34% de 1992 a 1994. A taxa anual,
que era de pouco mais de 11.000 km2 em 1991, já ultrapassou 14.800 km2
conforme dados do próprio Governo. Na região, a atividade agrícola de forma não-
sustentável continua e a extração madeireira tende a aumentar na medida em que
os estoques da Ásia se esgotam. Relatório elaborado pela Secretaria de Assuntos
Estratégicos, ligada à Presidência da República, indica que 80% da produção
madeireira da Amazônia provêm da exploração ilegal. Existem mais de 20
madeireiras estrangeiras conhecidas em operação na região e há pouca
fiscalização sobre sua produção e área de exploração. Esses dados refletem o
descontrole da região por parte das autoridades. O pior é que o desperdício da
madeira gira entre 60% e 70%. (BARRETO, 2011)
Embora o Brasil tenha uma das mais modernas legislações ambientais do
mundo, ela não tem sido suficiente para bloquear a devastação da floresta. Os
problemas mais graves são a insuficiência de pessoal dedicado à fiscalização, as
dificuldades em monitorar extensas áreas de difícil acesso, a fraca administração
das áreas protegidas e a falta de envolvimento das populações locais. Solucionar
essa situação depende da forma pela qual os fatores político, econômico, social e
ambiental serão articulados. (BARRETO, 2011)
Mata atlântica
A mata atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo.
Para se ter uma ideia da situação de risco em que a mesma se encontra, basta
saber que à época do descobrimento do Brasil ela tinha uma área de
aproximadamente 1 milhão de km2 , ou 12% do território nacional, estendendo-se
do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Hoje, está reduzida a apenas 7% de
sua área original. Apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e
vegetais que ainda se abrigam na mata atlântica é espantosa. Em alguns trechos
remanescentes de floresta os níveis de biodiversidade são considerados os maiores
do planeta. Em contraste com essa exuberância, as estatísticas indicam que mais
de 70% da população brasileira vive na região da mata atlântica. Além de abrigar a
maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, a área original da floresta
cedia além disso os grandes polos industriais, petroquímicos e portuários do País.
(BARRETO, 2011)
Pantanal mato-grossense
O pantanal é um patrimônio natural dos mais valiosos do Brasil, pois
apresenta 140 mil km2 em território brasileiro, e se destaca pela riqueza da fauna,
que consta de 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de
répteis. (BARRETO, 2011)
As chuvas são fortes no pantanal, e os terrenos sendo, quase sempre planos
são alagados periodicamente por inúmeros córregos e vazantes entremeados de
lagoas e leques aluviais. Na época das cheias estes corpos líquidos comunicam-se
e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando a região.
Contudo, assim como nos demais ecossistemas brasileiros onde a ocupação
predatória vem provocando destruição, a sua interferência no Pantanal também é
sentida. Embora boa parte da região continue inexplorada, muitas ameaças surgem
em decorrência do interesse econômico que existe sobre essa área. A situação
começou a se agravar nos últimos 20 anos, sobretudo pela introdução de pastagens
artificiais (para a pecuária de corte) e a exploração das áreas de mata. (BARRETO,
2011)
Pinheirais de araucária
O pinheiro-brasileiro, Araucária angustifólia, ocorre como formação típica nas
partes altas da região montanhosa do Brasil meridional, geralmente acima de 1.200
m, nas serras da Mantiqueira e do Mar. (BARRETO, 2011)
Para a região da Araucária nos cinco estados de sua ocorrência, Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, considerou-se as bacias
hidrográficas dos rios Paraná - Uruguai e as bacias isoladas. No primeiro caso, tem-
se o Rio Uruguai e o Rio Paraná com seus afluentes. Nas cabeceiras desses rios,
os numerosos rios que os formam nascem em zonas de pinheirais. Estas
desaparecem à medida que descem para o seu curso inferior. Por exemplo, os rios
Pelotas e Canoas, seus numerosos afluentes, até a barra dos dois primeiros, estão
dentro da área dos pinheirais. Daí para baixo, passando a formar o Rio Uruguai,
desaparecem os pinheiros. O mesmo pode-se dizer do Rio Paraná e seus afluentes
do lado leste. (BARRETO, 2011)
Zona de campos
Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os campos formados por
gramíneas e leguminosas nativas se estendem por aproximadamente 200 mil km 2,
tornando-se mais densas e ricas nas encostas. Nessa região, com muita mata
entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas
temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas acabam
favorecendo o crescimento de árvores. Bem diferentes, entretanto, são os campos
que dominam áreas do norte do País. Aí, bem ao norte da floresta amazônica,
existem áreas de campos naturais, porém com vegetação de porte mais raquítico,
ocorrendo como manchas. (BARRETO, 2011)
Os campos do Sul representam a “pampa”, uma região plana com
ondulações, de vegetação aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande
do Sul para além das fronteiras com a Argentina e o Uruguai. (BARRETO, 2011)
Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se expandiram
rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros
problemas que se agravam progressivamente. Os campos são amplamente
utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação
com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação,
registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul. (BARRETO, 2011)
A caatinga
A Caatinga, que na língua indígena quer dizer “mata branca” se estende
pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe,
Alagoas, Bahia, sul-leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Nesse ambiente o sol
forte acelera a evaporação da água das lagoas, dos açudes e rios que, na maioria
dos casos secam e/ou param de correr. Todavia, quando chega o inverno (período
chuvoso) o solo fica encharcado e o verde toma conta das paisagens. (BARRETO,
2011)
O grande contingente de brasileiros que vive nos 800 mil km2 de caatinga
nem sempre podem contar com as chuvas (o que chamam de inverno). Quando não
chove, o homem do sertão e sua família sofrem muito. Precisam caminhar
quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos
fatores que mais interferem na vida do sertanejo. Mesmo quando chove, o solo raso
e pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada
(médias entre 25o C e 29o C) provoca intensa evaporação. (BARRETO, 2011)
Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos nublados,
mas sem chuva. O vento seco e quente não refresca, incomoda. A vegetação
adaptou-se ao clima para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas, ou
inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se
caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o
máximo da chuva. (BARRETO, 2011)
8 CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Os ciclos biogeoquímicos (bio = vida, geo = terra) estão relacionados aos
ciclos físicos, químicos e biológicos que ocorrem no ambiente, como o processo de
decomposição de organismos da fauna e da flora que têm sua matéria orgânica
degradada, principalmente, por bactérias decompositoras e por fungos. Essa
matéria é decomposta em partículas menores – os minerais – que passam para o
meio abiótico, podendo ser reutilizadas por outros seres como matéria-prima para
a produção de suas substâncias orgânicas. (ZIBETTI et al., 2013)
Na natureza, ocorrem diversos ciclos de elementos químicos, sendo os mais
relevantes os ciclos do carbono e do nitrogênio, que compõem os ciclos gasosos,
bem como os ciclos do fósforo e do enxofre, que fazem parte dos ciclos
sedimentares, e também o ciclo hidrológico ou o ciclo da água. Todos são
fundamentais para a manutenção da vida do planeta. (ZIBETTI et al., 2013)
a) Ciclo do carbono – consiste na passagem do átomo desse elemento –
que compõe as moléculas de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2)
disponíveis nos ecossistemas – para as moléculas das substâncias orgânicas dos
seres vivos. (ZIBETTI et al., 2013)
O carbono é um elemento de extrema relevância. Além de compor parte da
biomassa dos seres vivos (carboidratos) e elementos fósseis utilizados como
combustíveis (petróleo e carvão), a queima desses combustíveis e a decomposição
de matérias orgânicas produzem os gases CO (monóxido de carbono), CO2 (dióxido
de carbono) e CH4 (metano) que, em grandes quantidades, vêm alterando a
composição da atmosfera. Tais alterações, aliadas a outros fenômenos, modificam
os climas regionais e, consequentemente, o clima global. (ZIBETTI et al., 2013)
Não confunda esse processo com o efeito estufa que é um processo natural
e indispensável para a manutenção da vida da Terra. O termo “efeito estufa” tem
sido amplamente difundido na atualidade, sendo, muitas vezes, taxado como vilão
e como principal responsável pelas catástrofes climáticas que ocorrem em nosso
Planeta. Sem ele, a temperatura estaria constantemente abaixo de zero grau
Célsius. O termo é uma analogia às estufas – ambientes artificiais utilizados na
agricultura para criar condições favoráveis para certas cultivares, como vegetais e
flores. Dos raios solares que chegam à superfície da Terra, parte é absorvida pelos
ecossistemas e outra parte é refletida novamente para o espaço. Alguns desses
raios não seguem esse curso e são novamente refletidos para a superfície devido
a altas concentrações de gases e elementos particulados na atmosfera, fazendo
com que se intensifiquem as extremas variações climáticas. O problema não está
no fenômeno em si, mas nos processos que vêm alterando os ciclos dos gases.
(ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: biologianet.com
b) Ciclo do nitrogênio – o nitrogênio, em sua forma gasosa (N2), constitui
cerca de 78% do gás atmosférico. Esse elemento está presente nas proteínas, nos
ácidos nucléicos, nas vitaminas, nas enzimas e nos hormônios. O ciclo passa pelas
seguintes etapas: o nitrogênio atmosférico (N2), quando atinge o solo, passa pelo
processo de amonificação, sendo metabolizado por bactérias especializadas.
Assim, o nitrogênio muda de estágio, passando para amônio (NH4 +) e, depois, para
amônia (NH3 +). Na próxima etapa, outras bactérias realizarão a nitrificação, que é
a passagem de amônia para nitrito (NO2 - ) e, após, para nitrato (NO3 - ). Esse
nitrato será, novamente, convertido – processo chamado de desnitrificação,
voltando o nitrogênio à forma de N2, na qual parte será fixada pelas plantas, através
de relações simbióticas com outros microrganismos, e outra parte retornará a
atmosfera. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: ufsm.br
Poucos organismos são capazes de absorver o nitrogênio em sua forma livre.
Dentre eles podemos citar as plantas e, mesmo assim, não o retiram diretamente
da atmosfera. O nitrogênio que desce ao solo, na forma de N 2, é assimilado pelas
plantas a partir de uma relação simbiótica entre a planta e as bactérias do gênero
Rhizobium, fixadoras de nitrogênio. Esses microrganismos estão fixados ao sistema
radicular do vegetal, facilitando a absorção do nitrogênio pelas raízes e daí para
toda a planta. O ciclo continua quando o herbívoro se alimenta de gramíneas e libera
o nitrogênio novamente para a atmosfera. Existem outros meios de fixação do
nitrogênio, como as micorrizas (simbiose entre fungos e angiospermas) – processo
parecido com o anterior. (ZIBETTI et al., 2013)
c) Ciclo do fósforo – o fósforo é um elemento essencial à vida, compondo
os dentes e os ossos, além de estar presente em moléculas de RNA e DNA. Uma
grande quantidade desse elemento químico é liberada por processos erosivos,
através do fosfato (PO4) presente nas rochas, sendo carregada para os oceanos e
depositada no fundo ou consumida pelo fitoplâncton. Outra parte, porém,
significativa, permanece em áreas continentais, essenciais para o desenvolvimento
e manutenção de atividades biológicas nos ambientes. Entretanto, o excesso de
fosfato ocasiona o processo de eutrofização – alguns autores adotam o termo
“eutrofização”. (ZIBETTI et al., 2013)
Eutrofização – é o fenômeno ocasionado pelo excesso de nutrientes em sistemas
hídricos, provocando um aumento excessivo de algas. Estas fomentam o
desenvolvimento dos consumidores primários e, eventualmente, de outros
componentes da teia alimentar no ecossistema. O crescimento elevado de algas,
relacionado com o acúmulo de nutrientes derivados do fósforo (fosfatos), do enxofre
(sulfatos), do nitrogênio (nitratos), dentre outros, recebe o nome de florescimento
ou bloom – dando uma coloração azul-esverdeada ou vermelha à água. Essas
substâncias são os principais nutrientes do fitoplâncton. Após a morte das algas,
estas irão se decompor, diminuindo, significativamente, o oxigênio dissolvido na
água através da ação dos organismos decompositores, ocasionando a mortandade
de peixes e de outros organismos, além da formação de gases tóxicos ou de cheiro
desagradável. Esses processos podem ocorrer de maneira natural, como a
lixiviação da serrapilheira acumulada numa bacia hidrográfica, levada por fortes
chuvas, e, também, a partir de atividades antrópicas (de origem humana), através
da descarga de efluentes domésticos – esgotos não tratados, depositados a céu
aberto, industriais e agrícolas – fertilizantes usados nas plantações. (ZIBETTI et al.,
2013)
Lixiviação – é o processo de lavagem do solo decorrente de chuvas fortes ou
intensas, fazendo com que materiais particulados sejam levados para locais mais
baixos do relevo – geralmente os cursos d’água. Serrapilheira ou serapilheira
compreende o material acumulado na superfície do solo das matas e das florestas,
principalmente materiais de origem vegetal (folhas, galhos, cascas, sementes,
frutos) e alguns de origem animal em menores proporções (ossos e material fecal).
Esses materiais orgânicos sofrerão processos de decomposição em decorrência da
ação de organismos detritívoros e decompositores, colaborando, assim, na
ciclagem dos nutrientes. (ZIBETTI et al., 2013)
d) Ciclo do enxofre – embora possua uma fase gasosa, no ciclo sedimentar
é que encontramos uma quantidade mais significativa de enxofre. Grande parte do
enxofre encontra-se armazenada em depósitos fósseis, como o petróleo e o carvão
mineral. Quando esses materiais são trazidos à superfície para serem utilizados
como combustíveis, após a queima, o enxofre neles contido é convertido em sulfito
(SO3 2-) ou sulfato (SO4 2-), indo parar na atmosfera, podendo, ainda, sofrer
alterações químicas, chegando a monóxido de enxofre (SO) ou dióxido de enxofre
(SO2). Uma vez suspenso no ar, o enxofre, na forma de dióxido de enxofre (SO2),
entrará em contato com vapores d’água (H2O), formando ácidos, como o sulfito
ácido (HSO3 -) ou sulfato ácido (HSO4 -), que ocasionam a chuva ácida. (ZIBETTI
et al., 2013)
SO2 + H2O = H++ HSO3-
A chuva ácida compromete a estrutura das plantas, modificando sua
fisiologia vegetal, e, também, danifica as estruturas prediais, reagindo
quimicamente com os carbonatos presentes nas fachadas dos prédios. (ZIBETTI et
al., 2013)
Fonte: educamaisbrasil.com.br
Em Candiota – RS, onde se encontra a usina de extração de carvão (utilizado
para a produção de energia termelétrica), existe uma grande jazida de carvão –
depositado há milhares de anos – decorrente de processos de decomposição
vegetal e animal, passado pelo processo de fossilização. Uma vez extraído, o
carvão é queimado para que seja produzida a energia elétrica. Parte dos resíduos
vai parar na atmosfera. (ZIBETTI et al., 2013)
e) Ciclo hidrológico – por estar associada aos processos metabólicos, a
água é uma substância vital para os seres vivos. Seu ciclo pode ser analisado pelo
ciclo curto e pelo ciclo longo. No primeiro caso, os seres vivos não têm participação.
A água encontra-se em seu estado gasoso (atmosfera) e líquido (geológico ou
litosfera). Os vapores d’água suspensos no ar se condensam, formando nuvens,
precipitando na forma de chuva que, ao atingir o solo, ou será infiltrada,
umedecendo o solo, abastecendo lençóis freáticos e aquíferos, ou permanecerá na
superfície, indo parar em rios, lagos, lagoas e oceanos. (ZIBETTI et al., 2013)
Fonte: ufsm.br
No segundo caso (ciclo longo), há participação dos seres vivos. A água
presente no solo será absorvida pelas plantas, através das raízes. Parte da água
será liberada a partir da respiração, retornando à atmosfera; outra parte será
consumida por algum herbívoro – ao se alimentar do vegetal – e outra parte será
liberada após a decomposição dos materiais restantes. O herbívoro, ao alimentar-
se, consome também a água presente na estrutura da planta, sendo esta sintetizada
pelo seu organismo. (ZIBETTI et al., 2013)
9 UCESSÃO ECOLÓGICA
O conceito de sucessão ecológica foi inicialmente desenvolvido pelos
botânicos, dentre eles Frederic Clements (1916) e Eugenius Warming. (BONILLA et
al., 2011)
Os organismos que integram uma comunidade biológica sofrem ações de
seu biótopo, o qual, por sua vez, é alterado localmente em função da atividade
desses mesmos organismos. A atuação dos organismos da comunidade sobre o
biótopo pode provocar alterações no substrato e em outras condições abióticas
locais, tais como, luz, temperatura e umidade. (BONILLA et al., 2011)
Uma das mais interessantes características observadas nas comunidades é
o fato de que elas mudam continuamente de estado, como, por exemplo, a sua
composição específica. Este fato é muito evidente quando há um distúrbio externo,
como fogo ou enchente. Mesmo quando as comunidades estão em equilíbrio, tal
estado é dinâmico. (BONILLA et al., 2011)
Sucessão ecológica é uma sequência de alterações ou mudanças estruturais
e funcionais que ocorrem para que haja um ajuste ou uma recomposição nos
ecossistemas. Mudanças essas que, em muitos casos seguem padrões mais ou
menos definidos, mais que culminando com a formação de uma comunidade
estável. (BONILLA et al., 2011)
Sucessão secundária pode ocorrer em uma lagoa, que, sem a interferência
humana, tender a desaparecer. Aos poucos, o diâmetro e a profundidade da lagoa
se reduzirão. No seu lugar, pode formar-se uma floresta. As águas das chuvas vão
arrastando sedimentos para a lagoa, que vão se depositando no fundo. Plantas
flutuantes ocupam as margens e, a seguir, plantas emersas desenvolvem-se no
solo criado no local antes ocupado pela água. O desaparecimento completo da
lagoa é apenas uma questão de tempo. (BONILLA et al., 2011)
Descrição dos cinco momentos representados na imagem acima: (1) - É a
fase inicial do processo, quando o fundo é nu e a cadeia alimentar é sustentada
pelo plancton; (2) - Representado pelo desenvolvimento da vegetação submersa e
deposição de material no fundo e nas margens; (3) - Nesta fase a vegetação
emergente aflora na superfície impedindo, muitas vezes, a penetração de luz para
a vegetação submersa que principia a desaparecer; (4) - É a fase em que a
continuação do processo de aterro transforma a lagoa em um. Isto é, um bioma de
transição; (5) - É fase final, em que os representantes herbáceos e graminoides vão
progressivamente sendo substituídos por vegetação de floresta (comunidade
clímax). (BONILLA et al., 2011)
Fonte: coladaweb.com
Sucessão primária e secundária
A sucessão é dita primária quando sua primeira fase se inicia numa área
nunca antes povoada, onde não havia seres vivos. Ex.: Uma rocha; uma ilha
marítima; uma faixa recente de praia. (BONILLA et al., 2011)
Os primeiros organismos a se instalarem são chamados pioneiros. Por
exemplo, um derramamento de lava vulcânica é capaz de matar animais e plantas.
Na área queimada ou sobre a lava resfriada, podem surgir liquens, musgos,
avencas e outras plantas; posteriormente, chegam vários tipos de animais.
Finalmente, essas áreas estarão ocupadas por novas comunidades. (BONILLA et
al., 2011)
A sucessão secundária é a sucessão que surge num local ou lugar
anteriormente ocupado por outra comunidade. Ex.: pastos abandonados em
margens de estradas. Assim a regeneração da comunidade clímax, após uma
perturbação também é conhecida como sucessão secundária. (BONILLA et al.,
2011)
As sucessões secundárias aparecem em um meio que já foi povoado, mas
do qual foram eliminados os seres vivos por modificações climáticas (glaciações,
incêndios), geológicas (erosão) ou pela intervenção do homem (desmatamento),
por exemplo. Uma sucessão secundária conduz muitas vezes à formação de um
disclimax diferente do clímax que existia primitivamente. Assim sendo, deve-se
entender disclimax como uma formação vegetal, perturbada ou degradada por
agentes externos desfavoráveis como a seca e o fogo, tal o cerrado no Brasil.
(BONILLA et al., 2011)
Segundo BONILLA et al. (2011) de acordo com a forma como ocorre à
sucessão secundária tem-se:
a) Sucessão ecológica temporal: é aquela que se sucede num mesmo local,
num espaço de tempo.
b) Sucessão ecológica espacial: é aquela sucessão ecológica que ocorre em
vários estágios, num espaço de tempo, estando todos os integrantes presentes ao
mesmo tempo e em sequência numa mesma área.
As condições ambientais no microambiente são modificadas pelas atividades
das populações pioneiras e a ação continua de agentes intemperizantes como: as
do clima, ação química das águas, ação biológica etc. (BONILLA et al., 2011)
O processo de sucessão ecológica numa rocha se divide em três fases:
ecese, sere (ou séries) e clímax.
Ecese
Uma rocha vulcânica representa um ambiente hostil ao desenvolvimento de
vida: a temperatura varia muito e a água não pode ser retida, escorrendo ou
evaporando-se. Nessas condições adversas são poucos os seres vivos capacitados
a sobreviver. Os liquens, contudo, toleram essas condições. (BONILLA et al., 2011)
Em sua atividade metabólica, os liquens produzem ácidos orgânicos, que vão
lentamente corroendo a rocha. Gradativamente, novas camadas de liquens vão-se
formando, constituindo um delgado “solo vivo” sobre a rocha. A partir de então, as
condições do local deixam de ser tão difíceis, possibilitando o desenvolvimento de
musgos, pequenas plantas do grupo das briófitas. Portanto, os liquens desbravam
um novo nicho ecológico, que, a partir deles, pode ser ocupado pelos musgos.
(BONILLA et al., 2011)
As condições, porém, tornam-se menos favoráveis à sobrevivência dos
próprios liquens, que não resistem à competição e cedem lugar a outras espécies.
Essa é a grande importância das espécies pioneiras, toleram condições difíceis,
modificam o ambiente e permitem o desenvolvimento de outras espécies, que
também vão modificar o meio e facilitar o desenvolvimento de outras. (BONILLA et
al., 2011)
Sere
É caracterizada como fase de transição. Sobre a rocha, agora com uma
camada mais espessa de solo, espécies de plantas maiores, como samambaias e
gramíneas, poderão desenvolver-se. Essas espécies mudam o ambiente. As
plantas, por exemplo, sombreiam a superfície da terra, contribuem para os detritos
no solo e alteram seu nível de umidade. (BONILLA et al., 2011)
Estas mudanças frequentemente inibem o sucesso continuado das espécies
pioneiras que as causam, mas tornam o ambiente mais adequado para as espécies
que se seguem, as quais então excluem aquelas responsáveis pelas mudanças
iniciais. Nesse sentido, o caráter da comunidade muda com o tempo. (BONILLA et
al., 2011)
Climax
Nessa fase, a comunidade estabiliza-se e conta com grande número de
espécies. Sobre a rocha, há o desenvolvimento de plantas de maior porte,
constituindo uma comunidade com o aspecto de uma pequena floresta, mais estável
e menos sujeita a mudanças em curto prazo. (BONILLA et al., 2011)
No processo da sucessão ecológica, ocorre aumento no número de espécies
e na biomassa. O nítido crescimento na quantidade de matéria orgânica é
comprovado, pelo aumento da comunidade vegetal. Na fase clímax, a biomassa
torna-se estável porque a comunidade passa a consumir tudo o que produz.
(BONILLA et al., 2011)
A noção de clímax tem sido muito criticada. Para continuar válida e poder ser
conservada, essa noção deve assumir um caráter dinâmico. Uma floresta que
chegou ao estágio clímax não é um sistema uniforme e imutável. É um conjunto
heterogêneo de parcelas de idade diferentes que foram criadas por perturbações e
que coexistem ao lado de parcelas que efetivamente ao estágio clímax. (BONILLA
et al., 2011)
10 AÇÃO ANTRÓPICA
O ser humano tem aumentado sua população em progressão assustadora e
por consequência tem levado a uma depleção dos recursos naturais de forma
substancial. Partindo do princípio que todo ambiente natural apresenta-se sob
situação de equilíbrio ou sinergia, e que enquanto nada de muito diferente ocorrer
este tende a manter-se em equilíbrio, a ação do homem moderno caracteriza-se
como elemento desestabilizador deste sistema. (ASSIS et al., 2007)
Obviamente não podemos armar que toda ação humana é causadora de
desequilíbrio, pois podemos realizar uma análise histórica e perceber que muitos
grupos humanos viviam em perfeita harmonia como meio, como exemplo, algumas
tribos indígenas que mantém uma relação de subsistência com o meio permitindo
uma exploração dos recursos naturais de forma equilibrada. (ASSIS et al., 2007)
Os Índios desenvolveram um sistema de respeito a natureza, que lhes
permitiu subsistir por inúmeras gerações, modicando essa situação apenas após o
contato e miscigenação com o homem branco. É preciso aprender com estas formas
de cultura, pois é fundamental que o ser humano conserve estes recursos para que
possa continuar presente enquanto espécie. (ASSIS et al., 2007)
Esta ação do homem sobre o meio é na verdade uma consequência das
necessidades próprias da sociedade humana. À medida que a população cresceu,
o homem desenvolveu estudos tecnológicos cada vez mais eficientes para
satisfazer as necessidades do consumo e do conforto, promovendo uma absorção
dos recursos naturais cada vez de forma mais intensa, até provocar uma depleção
destes recursos. (ASSIS et al., 2007)
As ações antrópicas podem ser observadas em todo o planeta, sendo que
apresenta graus diferentes de destruição e aniquilação. Quando observamos países
mais ricos, como países europeus a destruição do meio ocorreu de forma mais
maciça. Na Alemanha ocorreu a destruição quase total de suas florestas, tendo
como exemplo a Floresta Negra que apresenta quase toda a sua extensão para
atividades agropastoris. (ASSIS et al., 2007)
Em muitos outros países com alto grau de industrialização a deposição de
resíduos sobre o meio provocou a contaminação de rios, lagos e biomas, forçando
desta forma a importarem matéria prima de outros lugares, as consequências desta
ação vão desde pequenos acordos internacionais até guerras. (ASSIS et al., 2007)
Ainda contamos com a ação de grandes potências mundiais que se mostram
incompreensivas com relação as questões ambientais, posicionando de forma
perigosa com relação ao meio e a sobrevivência do próprio homem. Podemos
destacar a deposição de resíduos nucleares no meio como fez os EUA em algumas
fendas oceânicas. (ASSIS et al., 2007)
Para que possamos estudar melhor os tipos de impactos que o ser humano
tem provocado nomeio, vamos destacar algumas ações bem estudadas. Mas antes
vamos entender que poluente é todo tipo de substância ou energia que provoque
desequilíbrio ambiental. Vamos destacar os poluentes químicos, físicos e
biológicos. (ASSIS et al., 2007)
Como poluentes químicos destacamos o SO2, NO2, CO2, CO, Metais
pesados, agrotóxicos, poeira e elementos radioativos. Como poluentes físicos o
som e como poluentes biológicos as armas biológicas. Cada um destes elementos
pode provocar a quebra da sinergia, contudo o efeito sinérgico se acentua em
determinados meios. (ASSIS et al., 2007)
- SO2
O dióxido de enxofre é um dos gases provenientes da indústria e
responsáveis pela formação de compostos ácidos na atmosfera, principalmente
ácido sulfúrico, devido à reação deste com a água da atmosfera precipitando-se,
caracterizando o que chamamos de chuvas ácidas. Este produto quando formado
provoca alterações no ambiente terrestre e aquático. (ASSIS et al., 2007)
No meio aquático a presença de chuvas ácidas provoca alteração do pH,
provocando alterações graves no meio. É importante ressaltar que o meio aquático
é extremamente sensível a mudanças de pH, onde toda a comunidade pode vir a
desaparecer a depender da intensidade da mudança. Normalmente as águas doces
são fracamente ácidas, contudo, pequenas alterações do pH iniciam uma
desestruturação das comunidades, iniciando pelo plâncton e progredindo para
outros grupos funcionais. (ASSIS et al., 2007)
Nos meios terrestres a mudança de pH provoca mudanças na estrutura da
vegetação, acarretando mudanças também na comunidade de consumidores. Em
ambientes agricultáveis, a mudança do pH torna o ambiente impróprio para
utilização, e em algumas situações são necessários gastos extras par tentar corrigir
o pH do solo. (ASSIS et al., 2007)
Uma última análise que podemos fazer em relação às chuvas ácidas é com
relação aos prejuízos provocados em construções, monumentos e automóveis,
devido à ação corrosiva destas chuvas ácidas. Em alguns países esculturas e
monumentos de alto valor cultural têm sido destruídos, gerando um gasto muito alto
com sua recuperação e manutenção. (ASSIS et al., 2007)
- NO2
Um outro composto que também é proveniente da atividade industrial é o
dióxido de nitrogênio, e este também reage com vapor d’água da atmosfera
formando compostos ácidos como ácido nítrico e quando precipitado forma também
chuvas ácidas. (ASSIS et al., 2007)
- CO2
O dióxido de carbono é o principal gás formado a partir da queima ou
combustão orgânica, é produzido a partir da respiração dos seres vivos, mas pode
ser liberado no ambiente a partir da queima de combustíveis fósseis. Quando este
gás aparece em grandes quantidades no meio este provoca uma alteração no clima
devido a sua ação como gás estufa. (ASSIS et al., 2007)
É importante lembrar que a produção deste gás é constante no planeta e a
ação estufa existe no planeta desde quando se formou a atmosfera primitiva e ajuda
a manter a temperatura planetária. O problema é que quando a produção deste gás
aumenta sensivelmente ocorre o efeito estufa local. (ASSIS et al., 2007)
Devido a ação cada vez mais intensa da queima de combustíveis fósseis,
este gás tem se tornado um verdadeiro problema para a humanidade e tem sido o
cerne de muitos encontros e debates sobre a gestão planetária. (ASSIS et al., 2007)
Uma das consequências deste protocolo é que as nações menos
industrializadas podem receber investimentos financeiros provenientes de países
que são mais poluidores, criando desta forma um mercado de ações internacional.
Neste mercado recém-criado quem mais se beneficia são os projetos e pesquisas
cientificas, mas é preciso ter um olhar cuidadoso para que este poder de venda não
se torne uma licença para poluir. (ASSIS et al., 2007)
Uma outra característica que pode ser levantada é com relação aos
mecanismos de circulação atmosférica global, onde em determinadas regiões do
planeta como nas regiões tropicais, ocorre uma maior acumulação deste gás,
intensificando o processo. (ASSIS et al., 2007)
Como consequências do efeito estufa podemos falar em aquecimento global,
degelo das calotas polares, aumento do nível das marés, alteração da biota em
diversas regiões do planeta e outras ações que estão sendo pontuadas em torno do
planeta. (ASSIS et al., 2007)
- CO
O monóxido de carbono é um outro gás proveniente da queima de
combustíveis e é um dos principais responsáveis por alterações respiratórias em
animais. Quando este gás atinge a corrente circulatória este reage com as
moléculas de hemoglobina, formando um composto relativamente estável. Este
composto estável permanece na circulação por um período longo e caso ocorra com
uma grande quantidade de hemoglobina o animal pode ter uma restrição respiratória
aguda e vir a óbito. (ASSIS et al., 2007)
Nas grandes cidades este é um problema comum, devido à grande
quantidade de combustível que é queimada nos veículos automotores. Apesar de a
indústria automobilística desenvolver cada vez mais tecnologias para minimizar este
efeito, como a construção de catalisadores cada vez mais potentes, ainda
permanece elevada a emissão deste gás. (ASSIS et al., 2007)
- Metais pesados
Existem muitos metais pesados sendo utilizados em diversas áreas da
indústria, tecnologia e atividades de campo, no entanto quando estes elementos
atingem o ambiente natural ocorrem reações desastrosas para o meio, pois como a
maioria destes já apresenta alterações na sua estrutura molecular. Muitos efeitos
das possíveis interações com os organismos vivos ainda não são conhecidos, pois
os estudos ainda são incipientes. (ASSIS et al., 2007)
Contudo um efeito bem conhecido dos metais pesados é o que ocorre sobre
as cadeias alimentares, as células dos seres vivos apresentam uma incapacidade
de metabolizar e expulsar estes metais que consequentemente tendem a se
acumular nos tecidos vivos. Contudo o maior problema é o seu efeito magnificante
ao longo da cadeia alimentar. (ASSIS et al., 2007)
Tomemos como exemplo uma pequena cadeia alimentar, algas, copépodos,
peixes e aves. Se considerarmos que o ambiente aquático foi atingido por um metal
pesado como mercúrio, bastante utilizado na mineração, quando as algas
absorverem este metal vão adquirir uma determinada quantidade em ppm, no
entanto quando os copépodos que se alimentam de algas adquirirem seu alimento
a quantidade deste metal será da ordem de 2 ou 3 x ppm, seguindo o mesmo
raciocínio as aves irão apresentar uma quantidade muitas vezes superior ao das
algas. Resumindo podemos dizer que metais pesados são bioacumuláveis ao longo
da cadeia alimentar, apresentando maior efeito nos organismos de maior nível
trófico. (ASSIS et al., 2007)
- Agrotóxicos
Com o desenvolvimento da agricultura e a invasão dos campos de agricultura
em locais anteriormente ocupados por matas e outros biomas, muitos organismos,
e principalmente os insetos passaram a atacar as lavouras a procura de alimento e
estes passaram a ser identificados como pragas para estas lavouras. (ASSIS et al.,
2007)
A forma mais rápida de combate aos insetos foi através da utilização de
substâncias capazes de matar estes organismos, conhecidas popularmente como
agrotóxicos, no entanto com estas substâncias atingem diversos sistemas dos
animais, tendem a permanecer nos organismos que ocorre contato, além de
provocar a morte dos insetos ocorre também uma absorção pelas plantas e que
terminam atingindo o consumidor final. (ASSIS et al., 2007)
Existem diversos registros da ação de agrotóxicos sobre seres humanos e
alguns poucos sobre outros grupos de seres vivos. No entanto em todos eles pode
se observar à ação deletéria da substância. Alterações de má formação fetal,
alterações no sistema nervoso de animais e em muitos outros sistemas e tecidos
dos seres vivos. (ASSIS et al., 2007)
Atualmente diversos outros mecanismos de controle de pragas têm sido
implementados pelos governos e pelas instituições de pesquisa e melhoramento do
ambiente. O controle biológico de pragas é um destes mecanismos, contudo para
ser aplicado é necessário que exista um conhecimento da biologia das espécies
envolvidas e estudos de impacto ambiental. (ASSIS et al., 2007)
- Poeira
Outro tipo de poluente aéreo é a poeira proveniente da ação antrópica.
Encontramos uma maior quantidade deste material em ambientes de construção e
terraplanagem, onde a desestruturação do solo ocorre incessantemente e a
emissão deste material particulado para a atmosfera é muito alto. A poeira contribui
para o efeito estufa e também é responsável por inúmeras infecções respiratória
sem seres humanos. Este problema consiste em mal de saúde pública, o que
provoca gastos extras por parte do governo. (ASSIS et al., 2007)
- Elementos radioativos
A radioatividade é um fenômeno natural ou artificial, pelo qual algumas
substâncias ou elementos químicos, chamados radioativos, são capazes de emitir
radiações, as quais têm a propriedade de impressionar placas fotográficas, ionizar
gases, produzir fluorescência, atravessar corpos opacos à luz ordinária, etc. As
radiações emitidas pelas substâncias radioativas são principalmente partículas alfa,
partículas beta e raios gama. (ASSIS et al., 2007)
A radioatividade é uma forma de energia nuclear, usada em medicina, e
consiste no fato de alguns átomos como os do urânio, rádio e tório serem “instáveis”,
perdendo constantemente partículas alfa, beta e gama (raios-X). O urânio, por
exemplo, tem 92 prótons, porém através dos séculos vai perdendo-os na forma de
radiações, até terminar em chumbo, com 82 prótons estáveis. (ASSIS et al., 2007)
Muitos elementos radioativos utilizados nas diversas áreas do conhecimento,
quando liberados para o meio podem causar acidentes graves, como o que ocorreu
em Chernobyl ou o acidente de Goiânia. Nestes casos muitos organismos vivos
apresentarão riscos de apresentar alterações em seu material genético e
consequentemente promoverem alterações nas relações com os organismos da
comunidade. (ASSIS et al., 2007)
Podemos citar como exemplo final o que ocorreu nas cidades japonesas de
Hiroshima e Nagasaki, nas quais até hoje as pessoas que nascem ainda
apresentam efeitos deletérios da radioatividade. Muitas alterações foram
provocadas no ambiente e em alguns locais até hoje o solo é imprestável para a
agricultura, devido ao efeito da radioatividade. (ASSIS et al., 2007)
11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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