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Redes Aula 1

O documento discute redes de computadores e o processo de comunicação. Ele explica que as redes permitem a transmissão digital de dados entre dispositivos e descreve os componentes básicos do modelo de comunicação, como emissor, receptor e meio. O documento também aborda protocolos de rede e requisitos para comunicação eficiente.

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Redes Aula 1

O documento discute redes de computadores e o processo de comunicação. Ele explica que as redes permitem a transmissão digital de dados entre dispositivos e descreve os componentes básicos do modelo de comunicação, como emissor, receptor e meio. O documento também aborda protocolos de rede e requisitos para comunicação eficiente.

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REDES DE COMPUTADORES

AULA 1

Prof. Luis José Rohling


CONVERSA INICIAL

Atualmente vivemos em um mundo digital, sendo que estamos interagindo


com este mundo digital a todo momento. Ou seja, quando você está realizando
a sua atividade profissional, ou quando está estudando, e até mesmo quando
está em seu momento de lazer e diversão, com a utilização de algum tipo de
dispositivo eletrônico, tal como um computador ou um smartphone, você está
interagindo neste mundo digital. Assim, a digitalização está presente tanto nos
ambientes corporativos, que são os ambientes das empresas e das indústrias,
quanto nos ambientes residenciais.
E este processo de digitalização apresenta inúmeros benefícios, sendo
que algumas das principais vantagens da digitalização são:

• Tratamento e processamento dos dados e informações.


• Armazenamento e recuperação de dados de maneira mais eficiente.
• Melhoria da qualidade dos processos de comunicação.
• Integração dos sistemas de comunicação, de controle e de
processamento de dados.

Assim, neste mundo digital, as informações deverão ser digitalizadas,


para então serem processadas e/ou transmitidas.

Figura 1 – O mundo digitalizado

Créditos: Mrmohock/Shutterstock.

2
Porém, nem sempre os dados serão digitalizados e processados no
mesmo dispositivo, sendo necessário um sistema de comunicação que permita
o processo de transmissão de dados, atendendo aos requisitos destas
comunicações, que são as chamadas redes de dados.
As redes de comunicação não são uma novidade, existindo já há muitos
anos, tendo iniciado com as redes de comunicação de voz, que são as chamadas
redes telefônicas. Porém, como os dados digitais apresentam características
diferentes da comunicação de voz, foi necessário o desenvolvimento de novas
tecnologias de comunicação, dando origem às redes de dados, que são assim
chamadas para diferenciá-las das redes de voz.
Assim, quando você faz uma ligação telefônica, a partir de um aparelho
convencional, você estará utilizando esta tecnologia que foi desenvolvida há
mais de um século. Porém, provavelmente, esta comunicação será digitalizada
pelo seu provedor do serviço de telefonia, e, na prática, a sua chamada de voz
também ocorrerá por meio de uma rede de dados.

Figura 2 – A comunicação na rede digital

Créditos: Metamorworks/Shutterstock.

E para que seja possível a comunicação entre os dispositivos conectados


em uma rede de dados, tal como quando você está acessando um servidor WEB,
temos a utilização de diversos protocolos, sendo que o protocolo predominante
nas redes de dados atuais é o protocolo IP, que é base para a operação da rede

3
mundial, conhecida como internet. Porém, para que esta rede funcione, além dos
protocolos, temos diversos componentes e tecnologias envolvidos, também
permitindo o tráfego de diversas aplicações distintas. Ou seja, a rede atual tem
como requisitos a capacidade de suportar diversas aplicações, bem como prover
a conexão de milhões de usuários.
Outro aspecto relacionado aos requisitos da rede é a segurança, sendo
que inicialmente a internet foi planejada para ser uma rede de compartilhamento
de documentos de pesquisa acadêmica, não havendo nenhuma grande
preocupação com a segurança, ou praticamente nenhuma. Porém, atualmente,
a segurança também é um requisito básico da rede.
Outra tendência das redes digitais é a disseminação da utilização dos
dispositivos inteligentes (smart) e a implementação da chamada de Internet das
Coisas (IoT – Internet of Things), na qual os dispositivos conectados à rede
interagem diretamente, não sendo mais uma rede apenas para comunicação dos
usuários. Desta forma, é necessário que o processo de comunicação na rede
esteja adequado para este novo perfil de tráfego, o que impacta em novos
protocolos e tecnologias de acesso, além da segurança.

Figura 3 – A Internet das Coisas (IoT)

Créditos: Sergray/Shutterstock.

Desta forma, você como o profissional de área de tecnologia da


informação deverá conhecer o processo de comunicação das redes de dados,
pois as aplicações que utilizarão o processo de comunicação, tais como as

4
aplicações do tipo cliente servidor, certamente serão impactadas pela eficiência
da rede. Além disso, para o desenvolvimento de dispositivos e de aplicações
para a Internet das Coisas, que certamente é uma das áreas de maior
crescimento no segmento de tecnologia da informação, é necessário um
profundo conhecimento das tecnologias e protocolos utilizados na rede de
dados.
Portanto, em nossa disciplina abordaremos as características associadas
à rede de dados, bem como os principais protocolos empregados nestas redes.

TEMA 1 – O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

Para entendermos a função dos componentes das redes de comunicação


e dados é necessário analisarmos o processo de comunicação, cujo modelo
básico é composto por um emissor da mensagem, um receptor da mensagem e
o meio de transmissão. E este modelo pode ser aplicado tanto para a
comunicação entre as pessoas em uma conversa presencial, quanto para uma
comunicação à distância, sendo também estendido à comunicação entre os
terminais em uma rede de computadores.

Figura 2 – O modelo de comunicação

Meio

Transmissor Receptor

Crédito: Luis Jose Rohling.

O outro componente da comunicação, que é o elemento principal do


processo, é a mensagem, que será enviada através do meio. Porém,
dependendo do meio de transmissão a ser utilizado, a mensagem poderá ter sua
estrutura alterada para ser adequada ao meio.
Assim, quando você necessitar enviar uma mensagem para alguém,
estabelecendo um processo de comunicação, você poderá utilizar vários meios
distintos, de acordo com a localização do destinatário da mensagem.
Se o destinatário estiver no mesmo ambiente físico, você poderá então
utilizar a linguagem verbal e a mensagem será transmitida por meio das ondas
5
sonoras, que irão trafegar pelo espaço entre o transmissor e o receptor, ou seja,
o meio de transmissão será o ar entre vocês.
Caso o destinatário esteja em outra localidade, você poderá utilizar então
um sistema de telefonia, transmitindo a mensagem utilizando ainda a linguagem
verbal. Mas neste caso, em que o destinatário está em outra localidade, você
poderá também utilizar a linguagem escrita, mandando uma mensagem de texto
pelo sistema de telefonia móvel, ou um e-mail, ou até mesmo uma carta enviada
pelo correio.

1.1 Requisitos do processo de comunicação

Além dos componentes básicos do processo de comunicação, que são o


transmissor, o receptor e o meio, além da mensagem, teremos também outros
aspectos envolvidos no processo de comunicação, tais como a linguagem
utilizada, que poderia ser a linguagem verbal ou escrita, por exemplo, bem como
a necessidade de adequação da mensagem ao meio, digitando em um
dispositivo móvel ou escrevendo em uma folha de papel, conforme visto
anteriormente.
Assim, um destes aspectos é a linguagem utilizada, pois o emissor e o
receptor da mensagem deverão utilizar o mesmo idioma. Caso contrário, se o
emissor redigir a mensagem em português e o receptor entende apenas o inglês,
o processo de comunicação não será efetivo, por mais que a mensagem seja
transmitida pelo meio, chegando ao receptor. E este é um dos fatores limitantes
do acesso às informações no mundo atual, pois caso você queira, por exemplo,
buscar as informações mais atuais sobre as tecnologias do mundo digital,
certamente encontrará muitas fontes de informação, porém elas estarão em
inglês. Ou seja, mesmo sendo estabelecido corretamente o processo de
comunicação, a mensagem não poderá ser interpretada corretamente, pois está
em um outro idioma.
Outro aspecto relacionado ao processo de comunicação do mundo digital
é que as mensagens necessitarão ser digitalizadas e adequadas aos meios de
transmissão, também necessitando de regras claras de como estes processos
deverão ser realizados para garantir a efetividade do processo de comunicação.
Um exemplo bastante comum da falha deste processo é quando você faz o
acesso a um servidor para assistir a um vídeo, porém o seu computador não
consegue reproduzir a imagem transmitida, normalmente indicando uma falha,
6
ou falta, de Codec. Este erro está diretamente relacionado com o processo de
digitalização, pois o transmissor utilizou uma “regra” de digitalização das
imagens que o seu computador não conhece e, assim, não consegue
“interpretar” a mensagem.

1.2 Protocolos de comunicação

Assim, um protocolo é o conjunto de regras, utilizado em uma das etapas


do processo de comunicação, que deverá ser conhecido pelo transmissor e pelo
receptor, para que a mensagem seja efetivamente transmitida. Portanto, no
processo de comunicação nas redes de dados são utilizados diversos protocolos
de redes, pois como temos diversos tipos de meios, de mensagens e de estrutura
das informações, serão necessários diversos protocolos para implementar o
processo de comunicação mais adequado para cada um destes cenários.
Então, para que o processo de comunicação ocorra de maneira eficiente,
teremos alguns requisitos básicos que deverão ser estabelecidos pelos
protocolos, que são:

• Identificação do emissor e do receptor;


• Linguagem utilizada;
• Velocidade de transmissão;
• Mecanismos de confirmação do recebimento.

Por exemplo, em uma chamada telefônica, a identificação do emissor e


do receptor da mensagem é feita pelos seus números telefônicos. Desta forma,
quando você quer fazer uma chamada telefônica, é necessário conhecer o
número de telefone da pessoa com quem você deseja falar. Na comunicação em
redes digitais, os protocolos de redes é que irão determinar como é feita esta
identificação dos terminais, também chamado de endereçamento. Certamente
você já ouviu falar sobre endereço IP, que é um exemplo de identificador no
mundo de redes.

7
Figura 3 – Chamada telefônica

Créditos: Rido/Shutterstock.

Para que a mensagem seja corretamente interpretada pelo receptor, é


necessário que você use um idioma conhecido pelo receptor, conforme vimos
anteriormente, bem como você deverá falar em uma velocidade que seja
adequada para a compreensão da mensagem. E a confirmação do recebimento
normalmente é feita pela resposta do receptor, que irá responder ou comentar a
mensagem enviada.
Assim, também encontraremos estes componentes do processo de
comunicação nas redes de dados, que serão definidos pelos protocolos
utilizados. Por exemplo, o protocolo Ethernet, utilizado na rede LAN, pode operar
em diversas velocidades, de 10 Mbps, 100 Mbps ou 1 Gbps, porém os dois
equipamentos que estão participando do processo de comunicação deverão
estar operando na mesma velocidade para que os dados possam ser
interpretados corretamente pelo receptor. Neste exemplo, o protocolo Ethernet
descreve um método de como os equipamentos terminais fazem o sincronismo
da velocidade de transmissão.
Outro elemento do processo de comunicação é a codificação da
informação, que consiste na adequação da mensagem para o meio de
transmissão a ser utilizado. Por exemplo, quando você deseja enviar uma

8
mensagem por carta ou e-mail, será necessário codificar a mensagem no
formato de texto, lembrando sempre que a linguagem utilizada deverá ser
compreendida pelo receptor. E no caso do e-mail, ainda teremos mais etapa de
codificação adicional, que é da digitação do texto, para que possa ser transmitido
pela rede de dados.

Figura 4 – A codificação da mensagem

Transmissor Receptor

MENSAGEM MENSAGEM

Meio
CODIFICAÇÃO DECODIFICAÇÃO

Crédito: Luis Jose Rohling.

Utilizando o exemplo da comunicação por e-mail, a identificação do


emissor e do receptor é feita no formato usuário@domí[Link], que é um
formato definido pelo protocolo de envio de e-mails. Porém, este protocolo não
define a velocidade de transmissão nem mecanismo de confirmação. Assim,
serão necessários outros protocolos para implementar estes outros elementos
do processo de comunicação. Portanto, as comunicações em redes de dados
envolvem diversos protocolos, não existindo um único protocolo que defina todos
os requisitos necessários.
Outra atribuição dos protocolos de redes é a definição da estrutura das
informações, também chamado de encapsulamento. O encapsulamento dos
dados pode ser comparado com o uso do envelope para o envio de uma
mensagem escrita, em que o conteúdo a ser transmitido é inserido em uma
estrutura adicional, que contém as informações necessárias para o seu envio.

9
Figura 5 – O “encapsulamento” da mensagem

Créditos: Mybona/Shutterstock.

Assim, na utilização da linguagem escrita, para o envio da mensagem era


necessário também colocar a mensagem em um envelope, para o envio por meio
do serviço de correio, acrescentando a identificação do destinatário e do
remetente. E este mesmo processo é utilizado nas comunicações por meio da
rede de dados, em que os pacotes IP possuem os identificadores do destinatário
e do remetente e o conteúdo do pacote é a mensagem digital.

TEMA 2 – A COMUNICAÇÃO DE DADOS

No processo de comunicação em redes de dados, a identificação da


função dos componentes será feita a partir do fluxo de dados que estão sendo
transferidos, sendo que praticamente todas as comunicações são bidirecionais,
ou seja, os dois terminais irão operar tanto como transmissor quanto como
receptor, alternando estas funções à medida em que o processo de comunicação
ocorre. Porém, quando analisamos o processo de comunicação nas redes de
dados, podemos também caracterizar dois elementos distintos, que são
chamados de Cliente e de Servidor, em um processo de comunicação chamado
de Cliente/Servidor, que se diferencia dos processos de comunicação ponto a
ponto, em que dois equipamentos de usuário se comunicam diretamente.

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Os sistemas de comunicação, inicialmente, eram baseados no modelo
ponto a ponto, no qual temos um processo de comunicação direta entre dois
terminais de usuário, tendo como exemplo clássico o sistema de comunicação
telefônica. Nas redes de dados, podemos caracterizar este tipo de comunicação
quando estamos utilizando a rede para uma aplicação de conversa via chat, tal
com o WhatsApp. Porém, neste cenário não temos um canal de comunicação
exclusivo como era implementado nas redes telefônicas, pois estamos utilizando
uma rede compartilhada, que é a internet.

2.1 A comunicação cliente/servidor

O processo de comunicação mais usual às redes de dados é o modelo


Cliente/Servidor, que é o modelo utilizado quando você acessa um site na
internet, no qual o seu computador ou seu aparelho celular é o terminal cliente e
o equipamento onde está armazenado o conteúdo que está sendo acessado é o
Servidor.

Figura 6 – O modelo Cliente/Servidor

Crédito: Luis Jose Rohling.

Em relação às mensagens trocadas, tanto o cliente quanto o servidor


terão o papel de transmissor e de receptor, pois temos mensagens sendo
enviadas nos dois sentidos, ou seja, do cliente para o servidor e do servidor para
o cliente.
Outro aspecto que diferencia o cliente e o servidor é a capacidade de
processamento, sendo que os servidores devem possuir um hardware muito
mais robusto do que os clientes, pois deverão atender aos diversos clientes que
farão o acesso a este servidor, simultaneamente. Além disso, em relação à
segurança, também teremos mecanismos e técnicas diferentes para o cliente e
11
para o servidor, pois o servidor certamente sofrerá muito mais tentativas de
ataques do que um cliente convencional.
Em relação ao software, o Servidor normalmente está rodando apenas
uma aplicação conhecida e que deve estar disponível para o acesso dos clientes.
Por exemplo, quando você acessa um determinado site, o servidor que está
hospedando este site estará executando uma aplicação que responde às
requisições feitas por meio do protocolo HTTP, que é o protocolo utilizado pelo
seu navegador para fazer estas requisições.
E do lado do cliente será utilizado outro aplicativo, que no exemplo anterior
seria o navegador web, também chamado de browser. E podemos ter diversos
navegadores sendo utilizados por diversos clientes, porém o servidor deverá
responder a todos eles, independentemente do browser utilizado. Além disso, o
cliente também poderá estar executando diversos aplicativos simultaneamente,
acessando diversos servidores para cada uma das aplicações.
Certamente você já faz isto cotidianamente, abrindo o seu programa de
acesso aos e-mails enquanto abre também um aplicativo de bate-papo e acessa
um outro site. Deste modo, o seu computador, como cliente, está abrindo
diversas conexões com servidores diferentes, que estão executando aplicações
diferentes. Porém, do lado do Servidor, deverá estar sendo executada apenas
uma aplicação, mas atendendo diversos clientes.

12
Figura 7 – Um Servidor atende múltiplos clientes

Crédito: Luis Jose Rohling.

2.2 A comunicação ponto a ponto

No modelo de comunicação ponto a ponto, também chamado de P2P


(peer-to-peer), a troca de tráfego acontece diretamente entre os clientes. Porém
muitos destes processos também necessitam de um servidor. O exemplo deste
tipo de comunicação é o WhatsApp, em que os usuários trocam dados
diretamente entre si, mas antes é necessário se conectarem a um Servidor, que
irá registar a localização do usuário para que então ele possa se comunicar com
outros usuários deste mesmo serviço.

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Figura 8 – Comunicação ponto a ponto

PONTO A
PONTO

Crédito: Luis Jose Rohling.

Assim, teremos duas etapas neste processo de comunicação, em que em


uma primeira etapa o aplicativo que você está executando em seu terminal
estabelecerá a comunicação com o servidor, para fazer o seu registro em uma
etapa inicial e, na sequência, buscar a localização do destinatário da
comunicação, que também deverá estar registrado no servidor. Obtida a
localização do destinatário, então o seu dispositivo estabelecerá um processo de
comunicação ponto a ponto com este, e a partir deste momento a comunicação
não será mais enviada para o servidor.
Outro tipo de aplicação baseado no modelo ponto a ponto são as
aplicações de compartilhamento de arquivos, em que os terminais dos usuários
estabelecem um processo de transferência de dados diretamente por meio da
rede. Porém, neste caso, do ponto de vista da transferência de dados, na
realidade temos uma aplicação cliente/servidor, pois o terminal do usuário que
está compartilhando os arquivos está operando como um servidor, e o outro
terminal de usuário operando como cliente.

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TEMA 3 – COMPONENTES DAS REDES

Para o estudo das redes, um dos primeiros aspectos a ser abordado é a


representação dos componentes da rede e suas conexões, o que é feito com a
utilização dos diagramas de rede, que irão utilizar símbolos específicos para
representar estes componentes e conexões. Em nosso material utilizaremos a
representação adotada pela Cisco, que é um dos maiores fornecedores de
equipamentos e soluções para a área de redes, pois certamente você encontrará
esta simbologia em diversos outros materiais. E, principalmente, quando realizar
alguma pesquisa na WEB sobre o tema de redes de dados, deverá também
encontrar esta simbologia, pois ela é amplamente utilizada pelos profissionais da
área de redes e assim você estará apto a interpretar corretamente as
representações de redes.
Quanto à classificação dos componentes de uma rede, temos três
categorias diferentes quanto à sua funcionalidade no processo de comunicação
de dados, que são os dispositivos finais, os dispositivos intermediários e os
meios físicos para as conexões entre eles.

3.1 Dispositivos finais de usuário

Os dispositivos finais são todos aqueles que você irá utilizar, como usuário
final, para a conexão com a rede, e que servirão para que você tenha acesso
aos serviços que são entregues através da rede, e que serão utilizados com a
execução de um programa instalado neste seu dispositivo final. E todos estes
dispositivos conectados a uma rede e que estabelecem o processo de
comunicação através da rede são classificados como dispositivos finais e são
também chamados de hosts. No entanto, o termo host é utilizado para identificar
outros dispositivos de rede e que receberão um identificador dentro desta rede,
para permitir o processo de comunicação na rede, estabelecendo um processo
de troca de dados com os demais hosts na rede. E este número que identificará
o host em uma rede específica é o seu endereço IP, que é a abreviação do termo
“Internet Protocol”. Outro tipo de dispositivo final de rede são os servidores, que
são computadores com um software que permite fornecer informações para os
terminais dos usuários, tais como e-mail ou páginas da Web, sendo que cada
serviço requer um software de servidor específico e os servidores poderão
fornecer estes serviços simultaneamente para muitos clientes diferentes.

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Além dos computadores (desktops e notebooks) e servidores, poderemos
ter ainda outros dispositivos finais de rede, tais como os dispositivos de
impressão (impressoras), telefones IP, estações de videoconferência, Smart TV,
tablets, smartphones e outros. E com o crescimento da rede de IoT temos
também os mais variados tipos de dispositivos que também estarão conectados
à rede como dispositivos finais.

Figura 4 – Simbologia dos dispositivos finais

Crédito: Luis Jose Rohling.

3.2 Dispositivos intermediários

Outro tipo de dispositivo utilizado nas redes são os dispositivos


intermediários, que permitirão o acesso dos terminais de usuário à rede, ou que
farão a interconexão dos demais dispositivos intermediários. Assim, quando
você está conectado através de uma rede sem fio, o seu terminal de usuário
estará conectado em um ponto de acesso sem fio, que é o chamado AP - Access
Point, que será este dispositivo intermediário. Porém, quando você está
conectado através de um cabo de rede, o dispositivo intermediário será o switch.
E estes dois dispositivos deverão estar conectado a um roteador, que será o
dispositivo intermediário que fará a conexão da rede local com a rede externa.
Na figura a seguir temos a simbologia adotada para a representação destes
dispositivos.

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Figura 5 – Simbologia de equipamentos intermediários

Roteador Switch Access Point

Crédito: Luis Jose Rohling.

Os dispositivos intermediários de rede serão estudados em detalhes ao


longo de nossa disciplina, pois a sua operação está diretamente ligada ao
processo de comunicação nas redes. Assim, à medida que estudarmos os
mecanismos de comunicação e os protocolos de rede veremos como estes
processos são implementados nos switches e roteadores.

3.3 Meios físicos

O terceiro componente das redes são os meios físicos, que


implementarão o canal de comunicação entre os dispositivos terminais e os
dispositivos intermediários, ou entre os dispositivos intermediários. Esta
representação, da interconexão dos equipamentos, pode ser feita apenas com a
utilização de uma linha simples. Porém, como temos diferentes meios físicos,
normalmente temos uma representação específica para cada tipo de meio físico,
diferenciando as conexões que utilizam a comunicação sem fio, cabos de rede
convencionais, de cobre, e os cabos de fibras ópticas, conforme mostrados na
figura a seguir.

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Figura 6 – Representação do meio físico

Radiofrequência

Fibra Óptica

Cabo de cobre

Crédito: Luis Jose Rohling.

Assim, quanto aos meios físicos, conforme vimos, temos três tipos
distintos de meio, que são os cabos de cobre, as fibras ópticas e as ondas de
radiofrequência, e que serão detalhados mais adiante.

TEMA 4 – CLASSIFICAÇÃO DAS REDES

Além da classificação dos dispositivos de redes em dispositivos terminais


e intermediários, e dos tipos de representação das redes, com a utilização dos
diagramas de topologias física e lógica, temos também uma classificação das
redes em relação à sua abrangência. Assim, podemos ter uma rede constituída
de apenas dois computadores que poderiam ser interligados apenas por um
cabo de rede ou uma rede doméstica, com alguns computadores e dispositivos
móveis, tais como notebooks e smartphones, ou até a grande rede, que é a
internet, com milhões de dispositivos conectados à esta rede.
As redes residenciais são utilizadas para compartilhar os recursos locais,
tal como impressora, arquivos de documentos, músicas e vídeos, entre os
dispositivos locais, bem como para compartilhar o acesso à internet. E com a
disseminação do uso dos dispositivos do tipo “smart”, podemos também utilizar
a rede residencial para o controle do ambiente, tais como com a utilização dos
dispositivos de controle de luminosidade, com as lâmpadas inteligentes, para o

18
controle de temperatura, com os equipamentos de ar-condicionado controlados
através da rede, entre outros. Uma destas novas aplicações em rede, que talvez
você já esteja utilizando há algum tempo, são as TVs smart, que se conectam à
rede e executam aplicações de acesso a serviços externos ou locais de
transmissão de vídeo, que é o chamado “streaming” de vídeo.
Outro cenário em que temos uma rede de pequeno porte são as redes
utilizadas para o trabalho residencial, que são conhecidas também pela sigla
Soho (Small Office / Home Office). Atualmente muitos profissionais executam as
suas tarefas neste modelo, atuando remotamente, sem necessitar se deslocar
até a sede da empresa. Em alguns casos, inclusive, estes colaboradores estão
alocados em outra cidade ou até em outro país, atuando no modelo chamado
trabalho remoto. Assim, as redes Soho são implementadas de forma a permitir
que os computadores instalados em um ambiente residencial, ou um pequeno
escritório, se conectem à rede da empresa ou tenham acesso aos recursos
compartilhados, que estão armazenados em um ambiente centralizado.
As redes consideradas de tamanho médio e grande são aquelas que
conterão centenas ou até milhares de hosts conectados à rede, tais como as
redes corporativas e as redes das instituições de ensino. As grandes
corporações utilizam as redes para consolidar as informações de negócio,
fazendo o armazenamento e acesso aos dados utilizando os servidores de rede.
Estas redes corporativas serão utilizadas para a comunicação com o uso de e-
mail, mensagens instantâneas e ferramentas de colaboração entre os
colaboradores, sendo que as empresas também utilizarão a conexão de rede
com a internet para entregar os produtos e serviços aos clientes.
E a maior rede certamente é a internet, que é a “rede das redes”, pois é
formada pela interconexão de muitas redes públicas e privadas, espalhadas por
todo o mundo, de onde se origina o termo world wide, e que evoluiu para o WWW
(World Wide Web), cujo termo é o “sinônimo” de internet.
Para atender à demanda, a infraestrutura das redes irá variar de acordo
com o tamanho da área coberta pela rede em função do número de usuários
conectados à rede, da quantidade e tipos de serviços disponíveis na rede e,
também, em relação à responsabilidade pela gestão desta.
A classificação mais usual em relação à infraestrutura de redes
considerando a sua abrangência geográfica é a divisão das redes em redes

19
locais, que são chamadas de LAN (Local Area Networks), e em redes de grande
abrangência geográfica, que são as WANs (Wide Area Networks).
Assim, uma rede LAN é uma infraestrutura de rede que fornece acesso
aos usuários e dispositivos finais em uma área geográfica limitada. Ou seja, a
rede à qual você se conecta, em sua residência, na empresa ou na instituição de
ensino, é uma rede classificada como rede LAN.
Uma rede WAN é uma infraestrutura de rede que permite a interconexão
entre as redes em uma ampla área geográfica, ou seja, realiza a conexão das
redes LAN, conforme mostrado na figura a seguir.

Figura 9 – Redes LAN e WAN

Crédito: Luis Jose Rohling.

E a rede WAN é implementada e gerenciada por diversas empresas,


tipicamente pelas empresas de telecomunicações e pelos provedores de

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serviços de acesso à internet, que são chamados de ISP – Internet Service
Provider.

4.1 A rede LAN

Conforme vimos anteriormente, uma rede LAN é uma rede cuja


infraestrutura abrange uma área geográfica limitada. Assim, as LANs
interconectam os dispositivos finais em uma área limitada, tal como uma
residência, escola, edifício de escritórios ou campus, concentrando as conexões
com a utilização de switches e Access Points. E uma LAN é geralmente
administrada por uma única organização ou indivíduo, em que o controle de
acesso é realizado de acordo com a política de segurança da empresa, nas
redes corporativas. Mesmo em uma rede residencial, tipicamente utilizando o
acesso via rede sem fio, temos o controle de acesso realizado com a utilização
de uma senha da rede, tal como você deve utilizar em sua rede LAN residencial.
Outra característica de uma rede LAN é que estas redes operam com
largura de banda de alta velocidade para a conexão dos dispositivos de usuários
finais e dos dispositivos intermediários. Assim, as conexões com os switches
através de uma rede cabeada são realizadas com velocidades de conexão de
até 1 gigabit por segundo. E nas redes sem fio, a tecnologia atual dos Access
Points opera em uma taxa de 300 Mbps.
Um exemplo de implementação de uma rede LAN é visto na figura a
seguir, na qual temos um switch que faz a conexão dos equipamentos de
usuários, que são os computadores, notebooks, telefones IP e servidores.

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Figura 10 – Redes LAN e dispositivos finais

Crédito: Luis Jose Rohling.

Em uma rede residencial, o dispositivo de conexão local, que é o switch,


pode estar integrado ao roteador da rede, que faz a conexão com a rede externa,
sendo que este equipamento também poderá incluir o Access Point, que permite
a conexão dos equipamentos de usuário sem fio. E este tipo de equipamento,
para uso residencial, integra todas estas funções para facilitar a conectividade
dos usuários sem a necessidade de um conhecimento técnico destes.
Assim, provavelmente a sua conexão residencial à internet é feita por este
tipo de equipamento, de modo que você pode se conectar à rede com um
dispositivo sem fio ou por meio de uma conexão via cabo de rede entre o seu
computador e o switch que está integrado ao roteador.

4.2 A rede WAN

Outro tipo de rede, quanto à sua abrangência geográfica, é a rede WAN,


que fará a interconexão entre as diversas redes LAN e cuja infraestrutura se
estende por uma ampla área geográfica. E, conforme vimos anteriormente, o
gerenciamento e administração das redes WAN normalmente são feitos por um
provedor de acesso à internet (ISP – Internet Service Provider) ou uma empresa
de telecomunicações.

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Figura 11 – A Rede WAN interconectando as LANs

Crédito: Luis Jose Rohling.

Outra característica de uma rede WAN é a de que normalmente operam


com taxas de transmissão menores do que a das redes LAN, pois o tráfego
encaminhado para a rede WAN é menor do que o tráfego da rede LAN nos
ambientes corporativos. Isto ocorre pois muitos dos serviços demandados pelos
usuários em uma rede corporativa estão armazenados nos servidores internos,
e o acesso à rede WAN é apenas para a navegação na internet.
Porém, no caso das redes residenciais, como boa parte do tráfego é de
navegação na internet, a conexão com a rede WAN, por ter uma menor
velocidade, acaba se tronando o fator limitante.
Assim, quando você está navegando na internet em sua residência
poderá ter uma velocidade de conexão com a LAN na ordem de 100 Mps ou 1
Gbps, porém a sua conexão com a internet poderá ser na ordem de 10 Mbps,
caso esteja utilizando um acesso do tipo ADSL, o que limitará a sua navegação
a esta velocidade.
E o equipamento que faz a conexão entre a rede LAN e a rede WAN é o
roteador, que, como vimos anteriormente, em uma rede residencial está
integrado em um único equipamento, junto com as funções de conexão local,
disponibilizada por meio de portas de switch ou da rede sem fio.

TEMA 5 - INTERNET, INTRANET E EXTRANET

Outra classificação empregada em redes está associada aos recursos


disponibilizados na rede e aos tipos de usuários que têm permissão para acessar

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estes recursos, definindo três tipos de redes, que são a intranet, a extranet e a
internet.

5.1 A internet

A internet, que é rede mais utilizada e conhecida, é uma rede formada


pela interconexão das diversas redes, ou seja, é uma grande rede formada pelas
diversas redes de interconexão. Outra característica da internet é que se trata
de uma rede pública, ou seja, não existe nenhum tipo de restrição de acesso em
função do perfil do usuário. E esta grande rede permite que os dispositivos, que
estão conectados nas redes LAN, possam se comunicar por meio da rede WAN,
formada pela interconexão de diversos provedores de redes WAN, conforme
mostrado na figura a seguir.

Figura 12 – A internet

Crédito: Luis Jose Rohling.

As linhas de conexão em vermelho representam as diversas formas pelas


quais as redes podem ser interconectadas, de maneira genérica, sendo que
estas conexões entre as redes WAN podem ser feitas por meio de cabos de
cobre, cabos de fibra óptica e de sistemas de transmissão sem fio. Para cada
uma das tecnologias teremos também a simbologia adequada para identificar
mais adequadamente cada meio, conforme veremos mais adiante.
Assim, quando você está acessando um servidor na internet, os dados
trafegados poderão estar passando por diversas redes WAN, implementadas por

24
diversos provedores de serviços de rede e de telecomunicações de maneira
totalmente transparente.
A internet não é de propriedade de nenhum indivíduo ou grupo. Portanto,
para garantir uma comunicação eficaz por meio desta infraestrutura
diversificada, é necessário a aplicação de tecnologias e padrões consistentes e
comumente reconhecidos, bem como a cooperação de muitas instituições de
administração e gerenciamento de rede. Assim, existem organizações que foram
desenvolvidas para ajudar a manter a estrutura e a padronização de protocolos
e processos de internet. Essas organizações incluem a IEFT (Internet
Engineering Task Force), a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names
and Numbers) e a IAB (Internet Architecture Board), além de muitas outras.
Uma das principais instituições na área de redes certamente é a IETF,
que é a organização que publica os padrões e protocolos utilizados para a
comunicação por meio da internet, cujo princípio de funcionamento está baseado
no protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol).
Além do IETF temos também o ICANN, que é a instituição que faz o
gerenciamento da alocação de endereços e nomes na internet. E dentro da
ICANN temos a IANA (Internet Assigned Numbers Authority), que é responsável
por coordenar alguns dos elementos-chave que garantem o correto
funcionamento da internet, apesar de a internet ser uma rede mundial livre de
uma coordenação central. Porém, é necessário que alguns elementos-chave da
internet sejam coordenados globalmente, que é o papel da Iana. E uma das
principais atribuições da Iana é a alocação e manutenção dos códigos e sistemas
de numeração exclusivos que são usados nos diversos protocolos utilizados na
internet. Estes registros incluem:

• Registro de domínios: manutenção do DNS raiz, os domínios .int e .arpa


e os recursos de práticos do IDN.
• Registros de numeração: coordenação do pool global de endereços IP e
números de AS, fornecendo-os principalmente aos RIRs (Regional
Internet Registries).
• Atribuições de protocolo: os sistemas de numeração dos protocolos de
internet são gerenciados em conjunto com os demais órgãos de
padronização.

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5.2 A intranet

Na classificação das redes temos ainda outros dois termos bastante


utilizados e que são similares à internet, que são a intranet e a extranet, que
também implementam a interconexão das redes LAN por meio de uma rede
WAN. E assim é muito comum haver uma certa confusão entre estes termos.
A intranet é o termo utilizado para designar uma rede privada, que fará a
conexão das redes LAN de uma determinada empresa por meio de conexões de
rede WAN. Ou seja, teremos uma abrangência geográfica que pode ser
semelhante à internet, porém o acesso à esta infraestrutura de rede será restrito
aos diversos sites da empresa, não podendo ser acessada por outros usuários
fora desta rede.
A implementação da uma intranet normalmente é feita pela contratação
dos serviços dos provedores (ISPs) e operadoras de Telecomunicações,
permitindo interligar as diversas localidades da empresa, tipicamente
interligando a matriz às suas filiais. E estas conexões podem ser implementadas
por meio da infraestrutura dos provedores, que poderão utilizar recursos
compartilhados entre os diversos clientes, porém com garantia de nível de
serviço e de segurança, garantindo que o tráfego de dados de uma determinada
empresa não esteja acessível para as demais. E um dos protocolos mais
utilizados pelos provedores de serviço é o protocolo IP/MPLS (IP multi-protocol
label switching).

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Figura 13 – A intranet, a extranet e a internet

INTERNET

EXTRANET

INTRANET

Fonte: Rohling, 2021.

5.3 A extranet

As empresas também utilizam as redes chamadas de extranet, que


possibilitam o acesso de terceiros à sua rede de dados privada. Este tipo de rede
proverá um acesso seguro aos usuários de outras empresas que necessitem ter
acesso à rede de dados de uma determinada empresa. Alguns dos exemplos de
utilização das extranets são:

• Uma empresa que necessita prover acesso aos fornecedores e clientes


externos;
• Um hospital onde os médicos necessitam fazer o acesso ao sistema de
informações dos pacientes para realizar a manutenção e consulta a estes
dados;
• Uma instituição educacional que utilize um sistema para disponibilização
de conteúdos e de entrega de tarefas para os seus alunos.

Para a implementação das extranets também são utilizados os serviços


dos provedores e operadoras, podendo também ser utilizadas as redes
baseadas no protocolo IP/MPLS. E este tipo de conexão é utilizado pelas

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empresas que necessitam ter uma conexão permanente, justificando a
contratação deste tipo de serviço pelo seu alto custo.
Com a digitalização dos processos de negócio, com o uso dos softwares
de gestão, a interação com os clientes e fornecedores por meio destes sistemas
tem levado à uma expansão constante do uso das extranets. E o maior desafio
destas redes é a garantia de segurança dos dados, sendo que uma das soluções
utilizadas para ampliar o alcance das extranets são as chamadas VPNs (Virtual
Private Network).
E no cenário de trabalho remoto, que está baseado na utilização da rede
como plataforma de comunicação e amplamente difundido nos dias atuais, uma
das tecnologias mais utilizada é a implementação de túneis VPN. Ou seja,
quando você está utilizando um aceso VPN para a conexão com a rede da
empresa para a qual trabalha, você estará utilizando o modelo de rede chamado
de extranet.

FINALIZANDO

Atualmente temos uma grande dependência das redes, pois a forma como
nos comunicamos, como estudamos, como exercemos nossas atividades
profissionais estão baseadas nas redes de dados, principalmente na internet.
Além disso, muitos dos negócios das empresas também dependem da rede, seja
na comunicação com os clientes e fornecedores, seja na realização dos
negócios, tal como as plataformas de comércio eletrônico, o chamado e-
commerce.
Assim, um profissional de área de tecnologia de informação necessita
conhecer o princípio de funcionamento das redes, bem como dos protocolos
envolvidos nestes processos, de comunicação e de negócios.
E para desenvolvermos todos os temas pertinentes às redes, nesta aula
vimos as formas de classificação dos dispositivos e das redes, para que
possamos identificar como os protocolos e tecnologias irão operar nas redes e
em qual cenário serão mais adequados. Assim, teremos um processo diferente
entre os dispositivos finais e os dispositivos intermediários, pois os dispositivos
finais deverão estabelecer o processo de comunicação e os dispositivos
intermediários deverão encaminhar este tráfego, determinando o caminho mais
adequado para o envio dos dados.

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O outro aspecto relacionado ao processo de comunicação nas redes é o
tamanho da rede, de forma que teremos soluções específicas para a transmissão
de dados em uma rede LAN e nas redes WAN, incluindo os equipamentos e
meios físicos empregados em cada tipo rede. Além disso, podemos ter ainda a
implementação de redes do tipo intranet e extranet, que demandarão soluções
tecnológicas diferentes para cada rede em função dos requisitos de acesso e de
segurança, sem contar os protocolos necessários para suportar todas as
aplicações que serão executadas nestas redes.
E as soluções mais adequadas para cada processo de comunicação, em
função da complexidade do tipo de conexão, demandarão recursos específicos
dos protocolos a serem empregados nestes processos de comunicação. Assim,
para que possamos realmente entender como as redes operam e identificar as
soluções mais adequadas para cada cenário, é necessário conhecermos estes
protocolos, que serão então estudados posteriormente.

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REFERÊNCIAS

CHAPPELL, L. Diagnosticando redes: Cisco internetwork toubleshooting. São


Paulo: Pearson Education do Brasil, 2002.

MAIA, L. P. Arquitetura de redes de computadores. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC,


2013.

TANEMBAUM, A. S. Redes de computadores. 2. ed. São Paulo: Pearson


Education do Brasil, 2011.

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