APOSTILA
FINANCEIRA
CONTÁVEL
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
APOSTILA FINANCEIRA CONTÁVEL
MICHELLE ARBOLEDA MARÍN
VALENTINA COROMOTO ESQUIVEL GÓMEZ
Brasília, abril de 2024
2 Aprendizagem – Finanças Contábeis
APRESENTAÇÃO
Olá! Bem-vindo à nossa apostila financeira contável. Aqui, vamos aprender
sobre dinheiro de um jeito fácil e prático. Vamos ver como lidar com dinheiro,
entender registros financeiros e organizar as finanças de uma pessoa ou empresa.
Vamos falar desde coisas básicas, como o que é dinheiro que entra e sai, até
coisas mais complicadas, como fazer relatórios financeiros e entender balanços
contábeis.
Com este guia, você vai ter o que precisa para cuidar melhor do seu dinheiro,
tomar decisões mais acertadas e alcançar seus objetivos financeiros. Vamos
começar essa jornada para ter mais segurança financeira juntos!
3 Aprendizagem – Finanças Contábeis
INTRODUÇÃO
4 Aprendizagem – Finanças Contábeis
SUMÁRIO
5 Aprendizagem – Finanças Contábeis
1.CONTABILIDADE
1.1 DEFINIÇÃO
Contabilidade é uma ciência que estuda as mudanças que acontecem com o
dinheiro e outras coisas importantes que uma pessoa ou empresa possui. Ela ajuda
a tomar decisões, registrando e controlando tudo que a pessoa ou empresa tem.
Em resumo, a Contabilidade usa técnicas para organizar o dinheiro e os
recursos das empresas, seguindo regras específicas. Ela mostra em relatórios como
as coisas estão indo na empresa.
Esses relatórios ajudam a entender os resultados alcançados e a tomar decisões
para o futuro. Assim, a Contabilidade registra e calcula esses resultados, sendo
fundamental para saber se a empresa teve lucro ou prejuízo em certo período.
6 Aprendizagem – Finanças Contábeis
1.2 FUNÇÕES
A contabilidade desempenha uma variedade de funções vitais dentro do
contexto empresarial. Ela não apenas registra e monitora as alterações nos ativos e
passivos, mas também exerce uma função fundamental na interpretação e
transmissão dessas informações.
Em sua essência, a contabilidade é responsável por auxiliar na tomada de
decisões, fornecendo insights sobre o desempenho financeiro e operacional. Além
disso, contribui para a avaliação da eficiência e eficácia das operações, auxiliando
os gestores na identificação de áreas passíveis de melhoria.
Outro papel crucial da contabilidade é assegurar a conformidade com
regulamentos e normas contábeis estabelecidos. Isso garante que as informações
financeiras sejam registradas e divulgadas conforme os padrões estabelecidos,
promovendo transparência e responsabilidade.
Ademais, a contabilidade desempenha um papel essencial na avaliação do
desempenho financeiro de uma empresa ao longo do tempo. Ela oferece
ferramentas e métricas para analisar a rentabilidade, liquidez e solidez financeira,
permitindo uma compreensão abrangente da saúde financeira da organização.
Além de registrar e relatar transações financeiras, a contabilidade também
fornece suporte para o planejamento e controle financeiro. Ela ajuda na definição de
7 Aprendizagem – Finanças Contábeis
metas financeiras, na elaboração de orçamentos e na monitorização do
desempenho em relação a esses objetivos.
1.3 USUÁRIOS
O objeto da contabilidade é o patrimônio, ou seja, o contador vai trabalhar
sobre o patrimônio com o objetivo de gerar informações fidedignas sobre a situação
da entidade.
Essas informações geradas pela contabilidade vão embasar decisões que
serão tomadas pelos usuários das informações contábeis. Por isso, diversos
agentes têm interesse em diferentes aspectos das informações contábeis, refletindo
suas necessidades e objetivos específicos:
Investidores
Os investidores, sejam eles indivíduos, instituições financeiras ou fundos de
investimento, utilizam as informações contábeis como um guia para avaliar o
potencial retorno sobre o investimento em uma empresa. Para isso, analisam
detalhadamente os registros contábeis, buscando compreender a receita, os custos,
o lucro líquido, o fluxo de caixa e indicadores como o EBITDA. Essas informações
são cruciais para decidir se devem alocar seus recursos financeiros na empresa e
qual seria o possível retorno sobre esse investimento.
Credores
Os credores, como bancos e instituições de crédito, têm interesse em avaliar
a capacidade de pagamento das empresas às quais concedem empréstimos ou
fornecem crédito. Ao solicitar as demonstrações contábeis de uma empresa, os
credores examinam minuciosamente sua situação financeira, buscando entender
sua capacidade de cumprir com as obrigações financeiras assumidas. Essa análise
é essencial para determinar se o crédito será concedido e em quais condições.
Administradores
8 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Os administradores e gestores de empresas utilizam as informações
contábeis para auxiliar na tomada de decisões estratégicas e operacionais. Essas
informações fornecem insights valiosos sobre o desempenho financeiro da empresa,
permitindo avaliar sua rentabilidade, eficiência operacional e saúde financeira. Com
base nos registros contábeis, os administradores podem identificar oportunidades de
crescimento, definir metas financeiras, planejar investimentos em expansão ou
melhorias e monitorar o desempenho da empresa ao longo do tempo.
Governo
O governo desempenha um papel importante como usuário das informações
contábeis, especialmente no que diz respeito à arrecadação de impostos e à
regulação financeira. As demonstrações contábeis são utilizadas para verificar a
conformidade fiscal das empresas, identificar a ocorrência de fatos geradores de
impostos e garantir o cumprimento das obrigações tributárias. Além disso, as
informações contábeis são essenciais para a formulação de políticas públicas e a
elaboração de regulamentações que visam promover a transparência e a
estabilidade do mercado financeiro.
Concorrentes
Os concorrentes de uma empresa também podem se beneficiar das
informações contábeis disponíveis publicamente. Eles podem analisar as
demonstrações financeiras de outras empresas do mesmo setor para entender suas
práticas de mercado, comparar seu próprio desempenho e identificar áreas de
oportunidade ou ameaça. Essa análise competitiva baseada em informações
contábeis pode ajudar os concorrentes a ajustar suas estratégias e operações para
se manterem competitivos no mercado.
Resumindo, as informações contábeis são de suma importantes para ajudar a
decidir e entender como uma empresa está financeiramente. Muitas pessoas e
grupos diferentes, como investidores, governos e até mesmo concorrentes, usam
essas informações de maneiras diferentes, de acordo com o que querem alcançar.
9 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Isso mostra o quanto a contabilidade é essencial para o mundo dos negócios e das
finanças.
1.4 COLABORADORES
Profissionais da Contabilidade
Estes são especialistas altamente treinados e experientes no campo da
contabilidade. Eles desempenham um papel fundamental na organização, análise e
interpretação das informações financeiras de uma empresa. Os profissionais de
contabilidade lidam com uma variedade de tarefas, desde o registro diário de
transações até a preparação de relatórios financeiros detalhados. Além disso, eles
são responsáveis por garantir que todas as atividades contábeis estejam em
conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos e regulamentos
governamentais.
Auditores Independentes
Os auditores independentes são profissionais externos contratados por
empresas para realizar uma revisão independente das informações financeiras. Seu
principal objetivo é verificar a precisão e confiabilidade das demonstrações
financeiras, garantindo que elas estejam livres de erros ou fraudes. Os auditores
realizam testes detalhados e procedimentos de revisão para avaliar o controle
interno e a conformidade com as normas contábeis e regulamentações aplicáveis.
10 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Tecnologia e Informática
A tecnologia desempenha um papel cada vez mais importante na
contabilidade moderna. Sistemas de software avançados e ferramentas de TI são
usados para automatizar processos contábeis, simplificar tarefas rotineiras e
melhorar a precisão dos dados. Os profissionais de contabilidade dependem de
sistemas de contabilidade computadorizados para registrar transações, gerar
relatórios financeiros e analisar informações financeiras de forma mais eficiente.
Consultores Financeiros
Consultores Financeiros são profissionais especializados que oferecem
direcionamento e assessoria em uma variedade de questões financeiras e
contábeis, tanto para empresas quanto para indivíduos. Seu papel abrange desde a
análise de investimentos até o planejamento tributário, ajudando seus clientes a
tomar decisões financeiras informadas e estratégicas.
Departamento Financeiro
Dentro de uma organização, o Departamento Financeiro é a equipe
encarregada de gerenciar e coordenar todas as atividades relacionadas às finanças.
Isso inclui não apenas a contabilidade, mas também o planejamento financeiro, o
controle de custos, a gestão de riscos e a tesouraria. Eles são fundamentais para
garantir a saúde financeira e o bom funcionamento da empresa.
Profissionais de Recursos Humanos
Profissionais de Recursos Humanos desempenham um papel essencial na
colaboração com o departamento de contabilidade. Eles podem trabalhar em
conjunto no gerenciamento de folhas de pagamento, benefícios dos funcionários e
outras questões relacionadas à remuneração. Além disso, a cooperação entre esses
dois departamentos é crucial para garantir a conformidade com as regulamentações
trabalhistas e fiscais.
11 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Fornecedores e Clientes
Fornecedores e Clientes são partes essenciais da rede de transações
comerciais de uma empresa. Eles interagem com o departamento de contabilidade
por meio de uma variedade de processos, como emissão e recebimento de faturas,
realização de pagamentos e recebimentos. Essas interações são vitais para manter
um fluxo financeiro saudável e garantir relacionamentos comerciais duradouros e
mutuamente benéficos.
Analistas Financeiros
Analistas financeiros são profissionais que trabalham para instituições
financeiras, corretoras de valores mobiliários e empresas de análise de
investimentos. Eles utilizam as informações contábeis para realizar análises
detalhadas do desempenho financeiro de empresas e fazer recomendações de
investimento para clientes e investidores. Os analistas financeiros examinam os
relatórios financeiros das empresas, conduzem análises comparativas e elaboram
relatórios detalhados para orientar as decisões de investimento.
Entidades Reguladoras
Entidades reguladoras, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a
Receita Federal, desempenham um papel fundamental na supervisão e
regulamentação das atividades contábeis e financeiras. Elas estabelecem normas
contábeis e regulamentos que as empresas devem seguir para garantir a
transparência e a prestação de contas. As entidades reguladoras também realizam
12 Aprendizagem – Finanças Contábeis
auditorias e fiscalizações para garantir que as empresas cumpram todas as leis e
regulamentos aplicáveis.
2.OBRIGAÇÕES FISCAIS E TRIBUTÁRIAS
2.1 DEFINIÇÃO
O cumprimento das obrigações fiscais e tributárias é um aspecto fundamental
da vida empresarial e pessoal em qualquer sociedade. Essas obrigações não
apenas garantem o funcionamento adequado do sistema tributário de um país, mas
também financiam uma série de serviços essenciais fornecidos pelo governo, como
saúde, educação e infraestrutura.
As obrigações fiscais e tributárias podem assumir diversas formas, desde o
pagamento de impostos sobre renda, vendas e propriedades até contribuições
previdenciárias e taxas diversas. Cada uma dessas obrigações é regida por leis e
regulamentos específicos estabelecidos pelas autoridades fiscais competentes.
Para as empresas, o cumprimento das obrigações fiscais e tributárias envolve
uma série de tarefas complexas, incluindo a manutenção de registros contábeis
precisos, a preparação e apresentação de declarações fiscais e o pagamento
oportuno de impostos devidos. Além disso, as empresas também são responsáveis
por cumprir uma variedade de obrigações acessórias, como a retenção e pagamento
de impostos retidos na fonte, a emissão de notas fiscais e a conformidade com
normas de documentação exigidas pelas autoridades fiscais.
Para os indivíduos, o cumprimento das obrigações fiscais e tributárias pode
envolver o pagamento de impostos sobre renda, propriedade e vendas, bem como
contribuições previdenciárias e outras taxas relacionadas. Os indivíduos também
podem ser obrigados a apresentar declarações fiscais anuais e cumprir outras
obrigações acessórias, como a obtenção e manutenção de documentos fiscais
relevantes.
13 Aprendizagem – Finanças Contábeis
O não cumprimento das obrigações fiscais e tributárias pode resultar em uma
série de consequências negativas, incluindo multas, juros e outras penalidades
financeiras. Em casos mais graves, o não cumprimento pode levar a processos
judiciais, apreensão de bens e até mesmo prisão em alguns casos.
Portanto, é de extrema importância que tanto empresas quanto pessoas
estejam bem informadas sobre o que precisam fazer em relação aos impostos e
tributos, e que cumpram os requisitos no prazo certo. Isso não só garante que estão
seguindo as regras da lei, mas também ajuda a manter a economia funcionando
bem e sem problemas.
2.2 IMPOSTOS
Os impostos representam uma peça fundamental na análise, registro e gestão
das finanças de uma empresa. Eles não apenas impactam diretamente os
resultados financeiros da organização, mas também influenciam suas estratégias
operacionais e decisões de investimento.
Os impostos são uma obrigação financeira imposta pelo governo, destinada a
financiar uma variedade de serviços públicos essenciais, como educação, saúde,
segurança e infraestrutura. Na contabilidade, a gestão adequada dos impostos é
vital para garantir que a empresa cumpra todas as suas obrigações fiscais de forma
precisa e oportuna, evitando assim multas e sanções legais.
A contabilidade fiscal é a área responsável por acompanhar e registrar todos
os impostos devidos pela empresa. Isso inclui o Imposto de Renda, que incide sobre
14 Aprendizagem – Finanças Contábeis
os lucros obtidos pela empresa, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), entre outros,
dependendo da natureza das operações comerciais da empresa e do local onde ela
opera.
Além de simplesmente registrar os impostos, a contabilidade também
desempenha um papel crucial na otimização da carga tributária da empresa. Isso
envolve a identificação de benefícios fiscais, incentivos e deduções que podem ser
aplicáveis, bem como a implementação de estratégias fiscais eficientes para
minimizar os encargos fiscais da empresa de forma legal e ética.
Uma gestão eficaz dos impostos na contabilidade não apenas garante a
conformidade com as leis fiscais, mas também pode gerar economias significativas
para a empresa, aumentando sua lucratividade e competitividade no mercado.
Portanto, é crucial que as empresas dediquem atenção e recursos adequados à
gestão de impostos em sua contabilidade, buscando sempre a excelência e a
conformidade em suas práticas fiscais.
2.3 TAXAS
Compreender o papel das taxas é essencial quando se trata de obrigações
fiscais e tributárias em uma apostila contábil. As taxas são um tipo de imposto que o
Estado cobra em troca da prestação de serviços públicos ou do exercício do poder
policial. As taxas estão diretamente relacionadas aos serviços prestados pelo poder
público e têm um propósito claro, ao contrário dos impostos e das contribuições de
melhoria.
Primeiramente, é importante ressaltar que as taxas são legais e estabelecidas
por leis específicas. Elas são baseadas no princípio da contraprestação, que
significa que os contribuintes pagam a taxa em troca de um determinado serviço
público ou pela manutenção da ordem e segurança, como as taxas de polícia.
As taxas podem ser classificadas em diferentes categorias, mas as principais
são:
15 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Taxas de Serviços: Essas taxas são cobradas em troca da prestação de
serviços públicos particulares e divisíveis, que podem ser personalizados para cada
contribuinte. Taxas de emissão de documentos, inscrição em concursos públicos,
entre outras, são exemplos comuns.
Taxas de Utilização: Eles se referem à utilização de bens públicos ou à
prestação de serviços públicos específicos. A taxa de utilização de espaços públicos
para eventos é um exemplo convencional em que os contribuintes pagam pelo uso
temporário de infraestrutura pública.
Taxas de Fiscalização ou Controle: Essas são taxas que são cobradas pela
administração pública porque ela exerce autoridade policial sobre certas atividades
ou comportamentos individuais na economia. São usados para controlar e monitorar
o cumprimento das leis e regras. Taxas de fiscalização sanitária e ambiental são
exemplos.
Taxas Judiciais: Os tribunais cobram taxas por serviços relacionados ao
processamento de ações judiciais, como custas processuais e taxas de distribuição.
Elas contribuem para as despesas administrativas do sistema judicial e são pagas
pelos interessados nos processos.
Taxas de Licenciamento: As taxas são cobradas para conceder ou renovar
licenças para atividades profissionais, comerciais ou industriais. Empresas e
profissionais autônomos podem ser obrigados a pagar taxas de licenciamento para
obter licença legal para operar em um ramo de negócios específicos.
16 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Taxas de Registro: O termo refere-se aos custos associados ao registro em
órgãos públicos. Por exemplo, taxas de registro de contratos, marcas, patentes,
propriedades, veículos, etc.
O registro das taxas no campo contábil é feito de acordo com os princípios e
padrões contábeis aplicáveis. Elas são consideradas despesas operacionais da
empresa e devem ser contabilizadas conforme as regras contábeis vigentes no
momento do pagamento ou da provisão.
A falta de cumprimento das obrigações fiscais relacionadas às taxas pode
resultar em multas e juros, conforme previsto na legislação tributária. Como
resultado, é essencial que as empresas estejam atentas às suas obrigações fiscais e
tributárias, incluindo o pagamento adequado das taxas devidas, para evitar
problemas legais e financeiros.
2.4 CONTRIBUIÇÕES
As contribuições desempenham um papel significativo, pois constituem uma
fonte significativa de fundos para financiar uma variedade de políticas públicas e
áreas. As contribuições são tributos parafiscal que são cobrados para financiar
atividades ou serviços públicos específicos; no entanto, são diferentes dos impostos
e das taxas.
As contribuições podem ser classificadas em diferentes categorias, cada uma
com sua finalidade específica e sua base legal. algumas delas são:
17 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Contribuições Previdenciárias
São contribuições que são destinadas a financiar o sistema de proteção social
conhecido como Previdência Social, que fornece benefícios aos trabalhadores e
seus dependentes em casos de aposentadoria, doença, invalidez, maternidade,
entre outras circunstâncias. A lei previdenciária regula as contribuições
previdenciárias que são pagas tanto pelos empregadores quanto pelos
trabalhadores.
Contas para Seguridade Social:
Além das contribuições previdenciárias, o orçamento da seguridade social é
composto por outras contribuições. Isso inclui a Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL), a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), a
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e outros. A saúde,
a assistência social e a previdência social são financiadas por essas contribuições.
Benefícios para o Sistema S:
Entidades do Sistema "S", como o Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI), o Serviço Social do Comércio (SESC), o Serviço Social da
Indústria (SESI) e outras, recebem financiamento dessas contribuições. Essas
contribuições são pagas por empresas de determinados setores e visam melhorar a
qualidade de vida e o desenvolvimento profissional dos funcionários desses setores.
Contribuições para Fundos Particulares:
Além disso, são fornecidas contribuições para financiar fundos específicos,
como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o
Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (FUNSET) e outros. Essas
contribuições são criadas por legislação específica e são destinadas a fornecer
recursos para as áreas que o governo considera de maior importância.
18 Aprendizagem – Finanças Contábeis
As contribuições são contabilizadas de acordo com as normas e princípios
contábeis aplicáveis e, dependendo do tipo de contribuição e da atividade da
empresa, são consideradas despesas ou custos. As empresas devem estar cientes
de suas obrigações de recolhimento das contribuições devidas, pois o não
cumprimento pode acarretar em penalidades e punições legais.
Por fim, as contribuições são uma fonte significativa de financiamento para
várias áreas e políticas públicas, que contribuem para o crescimento social e
econômico do país. Para garantir o cumprimento da legislação tributária e
previdenciária, é fundamental que empresas e contribuintes estejam cientes de suas
obrigações relacionadas às contribuições.
2.5 Classificação e Tipos de Tributos
A área de tributação é fundamental para qualquer sistema econômico, e saber
como os tributos são classificados e quais tipos existem é essencial para indivíduos,
empresas e governos.
Classificação dos Tributos
Quanto à Finalidade:
Tributos Arrecadatórios
Os impostos arrecadatórios são os fundos que o estado arrecada por meio de
impostos, taxas e contribuições. A principal fonte de receita do governo é essa
19 Aprendizagem – Finanças Contábeis
arrecadação, e os gastos públicos são financiados com esses fundos. Os impostos
são divididos em dois tipos principais:
Os impostos que têm função fiscal: Seu objetivo com esses impostos é
apenas arrecadar dinheiro, o que significa que sua organização apenas visa
arrecadar dinheiro para o governo. O Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas
(IRPJ) e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) são dois exemplos.
Tributos com função fora da fiscalidade: Além de arrecadar dinheiro, esses
impostos também regulam o mercado. Eles podem ser usados para estimular ou
desestimular ações econômicas específicas. O Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), que pode ser alterado, é um exemplo.
Tributos Regulatórios
Tributos regulatórios não são apenas tributos que cobram impostos, mas
também regulam as atividades econômicas. De acordo com sua importância para a
economia do país, esses tributos podem ser modificados com mais rapidez do que
outros tributos.
Estes são alguns detalhes pertinentes sobre impostos regulatórios:
Impostos Regulatórios Federais: Esses impostos são escolhidos com base
em sua influência na economia da nação.
Embora a criação e modificação de impostos normalmente exigem leis, o
Presidente da República também pode alterar impostos regulatórios.
Para lidar com questões urgentes, como proteger setores econômicos
específicos (como a indústria automobilística, brinquedos e calçados) ou mudar
políticas econômicas, é necessária essa flexibilidade.
O Imposto de Importação (II) e o Imposto de Exportação estão entre os
impostos regulados pelo governo federal. Quanto à Progressividade:
20 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Tributos Progressivos
Os tributos progressivos são aqueles que têm uma taxa que aumenta de
acordo com o dinheiro ou o patrimônio do contribuinte. O objetivo desse sistema é
aumentar a equidade fiscal, obrigando aqueles com maior capacidade contributiva a
pagar uma parcela maior de impostos.
Para obter uma melhor compreensão, examinemos alguns pontos pertinentes
sobre tributos progressivos:
Impostos de Renda (IR): O IR é um tipo comum de tributo progressivo.
A alíquota aplicada à renda de um indivíduo aumenta com a renda.
Justiça Social: O objetivo da tributação progressiva é equilibrar a carga
tributária, permitindo que os mais ricos contribuam de forma mais
substancial.
Este método tem como objetivo diminuir as desigualdades e construir
uma sociedade mais justa.
Investimentos e Imposto de Renda: A tributação progressiva também
se aplica aos investimentos.
A taxa de IR sobre os ganhos aumenta com o tempo de resgate.
A maioria das vezes, investimentos de longo prazo enfrentam uma
tributação progressivamente menos cara.
21 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Por fim, os tributos progressivos ajudam a promover a equidade na
distribuição da carga tributária e garantir que todos contribuam de acordo com sua
capacidade financeira.
Tributos Regressivos
Os tributos regressivos são aqueles em que a taxa diminui proporcionalmente
ao maior número de valores sobre os quais incide. Em outras palavras, o nível de
renda do contribuinte está inversamente relacionado a esses tributos.
Os seguintes são alguns pontos importantes relacionados aos tributos
regressivos:
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): Um exemplo de tributo
regressivo é o IPI. A alíquota é fixa e incide sobre bens de consumo,
independentemente da renda do comprador.
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): O
ICMS é outro imposto estadual que frequentemente possui alíquotas
fixas para vários produtos e serviços.
Efeito sobre os mais pobres:
As famílias de menor renda são as mais afetadas pelos tributos
regressivos. Isso é resultado de que eles pagam uma parcela maior de
seus rendimentos em impostos em comparação com outras pessoas.
A falta de justiça social dessa característica é frequentemente criticada
porque não leva em consideração a capacidade financeira dos
contribuintes.
Discussões Atuais: A reforma tributária no Brasil tem gerado
discussões sobre os tributos progressivos ou regressivos.
O micro imposto digital, por exemplo, pode ter um caráter regressivo e
impactar todas as faixas de renda.
22 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Por fim, os tributos regressivos têm um efeito desigual na sociedade, afetando
principalmente os menos afortunados. Ao discutir reformas tributárias e políticas
fiscais, essas questões devem ser levadas em consideração.
Quanto à Incidência:
Tributos Diretos
Tributos diretos são aqueles que incidem diretamente sobre a renda e
o patrimônio das pessoas físicas e jurídicas. Esses impostos são calculados com
base na capacidade contributiva do sujeito passivo, ou seja, levam em consideração
a sua capacidade de pagar.
Alguns exemplos de tributos diretos incluem:
1. Imposto de Renda (IR):
O IR é um exemplo clássico de imposto direto.
Quanto maior a renda de um indivíduo, maior é a alíquota aplicada
sobre essa renda.
Isso significa que quem ganha mais contribui com
uma porcentagem maior de sua renda em impostos.
2. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA):
O IPVA é outro tributo direto.
Ele incide sobre a propriedade de veículos e varia conforme o valor
do veículo.
3. Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU):
O IPTU é um imposto direto cobrado sobre a propriedade
imobiliária urbana.
A alíquota é determinada com base no valor do imóvel.
23 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Em resumo, os tributos diretos têm uma relação direta com a renda e o
patrimônio dos contribuintes, buscando equilibrar a carga tributária de acordo com a
capacidade financeira de cada um
Tributos Indiretos
Tributos indiretos são aqueles que recaem sobre o consumo e a circulação de
bens e serviços. Diferentemente dos tributos diretos, que incidem diretamente sobre
a renda e o patrimônio, os tributos indiretos são repassados ao consumidor final,
estando embutidos no preço dos produtos e serviços.
Aqui estão alguns exemplos de tributos indiretos:
1. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS):
O ICMS é um imposto estadual que incide sobre a circulação de
mercadorias.
Sua alíquota varia conforme o estado e o tipo de produto ou
serviço.
2. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS):
O ISS é um tributo municipal que recai sobre a prestação de
serviços.
Ele é cobrado pelas prefeituras e está presente em atividades como
consultorias, construção civil, transporte, entre outros.
3. Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (COFINS):
Essas contribuições federais incidem sobre o faturamento das
empresas.
São exemplos de tributos indiretos que afetam o preço final dos
produtos e serviços.
24 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Em resumo, os tributos indiretos têm impacto no bolso do consumidor, pois
são repassados ao longo da cadeia produtiva, aumentando o custo dos produtos e
serviços que adquirimos
Tipos de tributos:
Impostos: São impostos obrigatórios do Estado que não exigem
contraprestação, como IR, ISS e IPTU.
Taxas: São impostos que o Estado cobra por atividades policiais ou uso de
serviços públicos específicos e divisíveis. A taxa de coleta de lixo e a taxa de
emissão de documentos são dois exemplos.
Contribuições: Os contribuintes pagam quantias para financiar programas
específicos, como segurança social e saúde. Pode ser CIDE, contribuições sociais
ou econômicas.
Empréstimos Compulsórios: São impostos, impostos pelo governo para cobrir
despesas extraordinárias relacionadas a emergências como calamidades públicas
ou investimentos urgentes de interesse nacional.
Para uma boa gestão financeira, é fundamental compreender a classificação
e os tipos de tributos, pois permite que empresas e indivíduos cumpram suas
obrigações fiscais de forma adequada, evitando problemas legais e maximizando
sua eficiência econômica.
2.5.1 TRIBUTOS MUNICIPAIS
Como os tributos municipais são a principal fonte de receita dos municípios,
eles desempenham um papel essencial no sistema fiscal. Esses impostos são
necessários para financiar serviços públicos locais como educação, saúde,
segurança, transporte e infraestrutura urbana. Para qualquer empresa ou cidadão
que opera ou reside em uma determinada localidade, é essencial compreender os
25 Aprendizagem – Finanças Contábeis
tributos municipais, pois eles têm um efeito direto nas finanças e atividades
econômicas locais.
Principais Tributos Municipais
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU): Esse
imposto é cobrado dos donos de casas e terrenos nas cidades. Ele é calculado com
base no valor estimado dessas propriedades e pode mudar dependendo de onde
elas estão localizadas e de quanto são grandes. O dinheiro que o município recebe
com o IPTU é muito importante para pagar por coisas como estradas, escolas e
hospitais.
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS): Esse imposto é cobrado
de empresas que oferecem serviços dentro da cidade, como salões de beleza e
transporte. A quantidade de ISS que as empresas têm que pagar depende do tipo de
serviço que elas oferecem. O dinheiro do ISS é usado pelo município para financiar
diferentes serviços, principalmente se a economia local é baseada em serviços.
Taxas: Além dos impostos, as prefeituras também podem cobrar taxas por
serviços específicos ou para garantir a ordem na cidade. Por exemplo, existe a taxa
de coleta de lixo e a taxa que comerciantes pagam para abrir suas lojas. Essas
taxas ajudam a pagar por serviços que beneficiam diretamente as pessoas que
vivem na cidade.
Contribuição de Melhoria: Esse tipo de tributo pode ser cobrado quando uma
obra pública, como uma nova rua, valoriza os imóveis ao redor. Nesse caso, os
26 Aprendizagem – Finanças Contábeis
donos desses imóveis podem ter que pagar uma contribuição de melhoria, que é
calculada com base no aumento do valor de suas propriedades devido à obra. Esse
dinheiro é usado para cobrir parte dos custos da obra e garantir que quem se
beneficia dela também ajude a pagar por ela.
Importância dos Tributos Municipais:
Os tributos municipais são essenciais para a independência financeira dos
municípios, pois lhes permitem arcar com os custos da prestação de serviços
públicos essenciais à comunidade local. Além disso, uma das principais maneiras
pelas quais os municípios exercem sua autonomia administrativa é através da
arrecadação desses tributos. Isso lhes dá recursos próprios para investir no
desenvolvimento urbano, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na
promoção do bem-estar social.
Por fim, podemos notar que como representam a principal fonte de receita
dos municípios, os tributos municipais desempenham um papel importante no
sistema tributário de qualquer nação. Ao aprender sobre os vários tributos
municipais e sua importância, as empresas e os cidadãos podem fazer escolhas
financeiras mais conscientes e ajudar no crescimento econômico e social de suas
comunidades locais.
2.5.2 TRIBUTOS ESTADUAIS
Tributos estaduais
Um tributo estadual é uma dívida fiscal imposta pelo governo de um estado
específico no país. Ele é cobrado em relação a uma variedade de atividades,
propriedades ou transações que ocorrem dentro das fronteiras desse estado. Os
tributos estaduais são principalmente destinados a financiar os serviços e
infraestrutura do governo estadual, como educação, saúde, segurança pública,
infraestrutura rodoviária e outros programas e serviços públicos.
27 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Cada um dos vários tipos de impostos estaduais tem suas próprias
características e técnicas de cobrança. Os impostos estaduais podem ser divididos
em três categorias principais:
1. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS):
Este tributo é considerado o principal imposto estadual, sendo cobrado sobre
a circulação de mercadorias, transporte intermunicipal e interestadual, bem
como comunicação e alguns serviços específicos.
A alíquota do ICMS é definida por cada estado, dentro dos limites
estabelecidos pelo Senado Federal.
Importante ressaltar que o ICMS opera no regime não cumulativo, permitindo
aos contribuintes o abatimento do imposto pago nas etapas anteriores da
cadeia produtiva.
2. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA):
Este imposto incide sobre a posse de veículos automotores, abrangendo
carros, motos, caminhões, entre outros.
Cada estado possui autonomia para estabelecer suas alíquotas e
modalidades de cobrança, geralmente baseadas no valor venal do veículo.
Os recursos arrecadados com o IPVA são direcionados para o estado de
registro do veículo, contribuindo para o financiamento de serviços públicos e
investimentos em infraestrutura.
3. Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou
Direitos (ITCMD):
O ITCMD incide sobre a transferência de bens por herança ou doação.
28 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Cada estado possui sua própria legislação relacionada ao ITCMD,
estabelecendo alíquotas, isenções e faixas de tributação.
Os recursos provenientes do ITCMD são utilizados para suportar programas
sociais, projetos de infraestrutura e outras necessidades estaduais.
Taxas Estaduais
Além dos impostos, os estados podem instituir uma variedade de taxas, como
taxas de serviços estaduais, licenciamento, entre outras.
Essas taxas são aplicadas em troca da prestação de serviços específicos ou do
exercício do poder de polícia.
Como resultado, é essencial ter uma compreensão dos vários tipos de impostos
estaduais e como eles são aplicados para ter uma participação ativa na vida política
e econômica do país. Podemos contribuir para um debate informado sobre políticas
fiscais e para o aprimoramento do sistema tributário, sempre buscando o bem-estar
coletivo e o desenvolvimento sustentável, ao compreendermos melhor como esses
tributos funcionam.
2.5.3 TRIBUTOS FEDERAIS
Tributos Federais
Os tributos administrados e cobrados pela União, um dos entes federativos do
Brasil, são conhecidos como tributos federais. Eles são essenciais para financiar as
29 Aprendizagem – Finanças Contábeis
atividades do governo nacional. Os tributos federais incluem uma ampla gama de
impostos, taxas e contribuições, cada um com suas próprias características.
Principais Tipos de Tributos Federais:
1. Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF):
O Imposto de Renda Pessoa Física é um tributo progressivo que é aplicado
sobre os rendimentos obtidos por indivíduos residentes no Brasil ou no exterior que
recebam renda de fontes no país. Essa renda pode incluir salários, honorários,
aluguéis, dividendos, entre outros. O IRPF é calculado com base em uma tabela
progressiva de alíquotas, que aumentam conforme o aumento da base de cálculo,
ou seja, o rendimento tributável. Além disso, existem diversas deduções permitidas
por lei, como despesas com saúde, educação e previdência social, que podem
reduzir o valor do imposto devido.
2. Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ):
O Imposto de Renda Pessoa Jurídica incide sobre o lucro das empresas,
independentemente de sua forma jurídica, sejam elas sociedade anônima,
sociedade limitada, empresário individual ou outras formas previstas em lei. O lucro
é calculado com base nas receitas auferidas pela empresa, deduzidas das despesas
operacionais e dos custos necessários para a manutenção da atividade empresarial.
As alíquotas do IRPJ variam conforme o tipo de atividade econômica da empresa e
o regime de tributação adotado, que pode ser Lucro Real, Lucro Presumido ou
Simples Nacional.
3. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS):
A COFINS é uma contribuição social que incide sobre o faturamento bruto das
empresas, sem levar em conta sua forma jurídica ou regime tributário. Suas
alíquotas são determinadas pela legislação e podem variar de acordo com o setor de
atividade da empresa e o regime de tributação adotado. Os recursos arrecadados
30 Aprendizagem – Finanças Contábeis
com a COFINS são destinados ao financiamento da seguridade social, incluindo a
Previdência Social, a saúde e a assistência social.
4. Contribuição para o PIS/PASEP:
Similarmente à COFINS, a Contribuição para o PIS/PASEP incide sobre o
faturamento bruto das empresas e tem como objetivo financiar o pagamento do
seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades
para os trabalhadores públicos e privados. Suas alíquotas também são
determinadas pela legislação e podem variar de acordo com o setor de atividade e o
regime de tributação da empresa.
5. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI):
O Imposto sobre Produtos Industrializados é aplicado sobre a produção
e importação de produtos industrializados, sendo devido pelo fabricante,
importador, arrematante em leilão ou adquirente de produtos em
estabelecimento industrial ou equiparado. Suas alíquotas são específicas
para cada produto e podem variar de acordo com a política tributária do
governo, com o valor do imposto incorporado ao preço final do produto.
6. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF):
O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre diversas operações do
mercado financeiro e de câmbio, incluindo empréstimos, financiamentos, operações
de câmbio, seguro, entre outros. Suas alíquotas podem variar de acordo com o tipo
de operação e o prazo envolvido, sendo também utilizado como instrumento de
política monetária para regular o crédito e o mercado financeiro.
31 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): O IOF incide sobre diversas
operações financeiras, como empréstimos, câmbio, seguros, entre outros. É um
imposto com alíquotas variáveis e pode ser utilizado como instrumento de política
monetária.
Os tributos federais desempenham um papel importante na arrecadação de
recursos do governo federal, permitindo o financiamento das atividades do governo
e o cumprimento das obrigações do Estado com a população. Para uma boa gestão
fiscal por parte dos contribuintes e para uma participação informada na vida política
e econômica do país, é fundamental conhecer os vários tipos de tributos federais,
suas características e suas bases de cálculo.
3. PATRIMÔNIO
3.1 DEFINIÇÃO
O patrimônio pode ser definido como o conjunto de bens, direitos e
obrigações que uma pessoa, empresa, grupo ou nação tem atualmente. Esses
componentes compõem os recursos, tanto intangíveis quanto tangíveis, que têm
valor monetário e podem ser usados para atender às necessidades atuais e futuras.
O patrimônio pessoal inclui investimentos, propriedades, veículos, poupanças
e outros ativos financeiros e materiais. Esses ativos podem ser obtidos por meio de
trabalho, herança, investimentos ou outros tipos de recursos.
32 Aprendizagem – Finanças Contábeis
O patrimônio de uma empresa ou organização não inclui apenas bens
materiais, como edifícios, equipamentos e estoques, mas também direitos, como
marcas registradas, patentes, contratos e contas pendentes. Além disso, inclui
obrigações, como dívidas, impostos a pagar e obrigações futuras.
3.2 BENS, DIREITO E OBRIGAÇÕES
Bens
Bens são itens valiosos que podem ser possuídos, utilizados ou transferidos
por indivíduos, organizações ou entidades. Eles podem ser categorizados de várias
maneiras, mas os seguintes são os principais:
Bens tangíveis: São bens materiais, visíveis e tocáveis que podem ser
tocados ou vistos. Exemplos de bens tangíveis incluem veículos, imóveis, máquinas,
móveis e estoques.
Bens intangíveis: são bens imateriais como marcas registradas, patentes,
direitos autorais, licenças e amizade, entre outros.
Além dessa categoria, os bens também podem ser classificados em bens de
produção (usados na fabricação ou prestação de serviços) e bens de consumo
(usados pelos consumidores finais).
Direitos
33 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Os direitos são prerrogativas legalmente reconhecidas que conferem a
alguém o poder de exigir de outra pessoa algo, seja uma prestação de fazer, não
fazer ou entregar algo. Eles podem ser obtidos por meio de contratos, leis e
decisões judiciais, entre outras formas, e são protegidos por leis. Os principais tipos
de direitos são os seguintes:
Direitos Reais: São direitos de posse, usufruto, servidões, penhor, hipoteca,
etc.
Direito Pessoais: Os contratos que estabelecem relações de crédito e débito
entre pessoas, como compra e venda, locação, prestação de serviços e
empréstimos, entre outros, são conhecidos como direitos obrigacionais.
Direitos de Personalidade: São direitos que garantem a integridade moral,
física e psicológica das pessoas, como o direito à vida, à liberdade, à privacidade, à
imagem e outros direitos.
Obrigações
Obrigações são vínculos jurídicos que obrigam uma pessoa a fazer algo em
benefício de outra pessoa; isso pode ser dar, fazer ou não fazer algo. Eles vêm de
obrigações, como contratos, leis e atos ilícitos, entre outros. As responsabilidades
podem ser categorizadas em várias categorias, como
Obrigação de Meio e Resultado: As obrigações de meio exigem que o
devedor faça um esforço para atingir um resultado específico, enquanto as
obrigações de resultado exigem que o devedor atinja o resultado que foi acordado.
Obrigações tanto civis quanto naturais: As obrigações naturais são
moralmente exigíveis, mas não podem ser exigidas judicialmente; por outro lado, as
obrigações civis são aquelas que podem ser exigidas judicialmente.
Obrigações Solidárias e Individuais: Os credores em obrigações solidárias
têm o direito de exigir que qualquer devedor cumpra todas as suas obrigações. No
34 Aprendizagem – Finanças Contábeis
entanto, em obrigações individuais, os credores só podem exigir que a parte que
lhes cabe seja cumprida.
O descumprimento de suas obrigações pode resultar em efeitos legais, como
cumprimento forçado e pagamento de indenizações por danos, entre outras
medidas.
Essa explicação detalhada de bens, direitos e obrigações fornece uma
compreensão abrangente desses conceitos essenciais no âmbito jurídico e
econômico, enfatizando sua relevância nas interações sociais e comerciais.
3.3 RECEITA E DESPESA
Receita
Receita refere-se à quantia de recursos que uma pessoa, empresa,
organização ou entidade adquire durante um intervalo específico, proveniente da
comercialização de bens, prestação de serviços, investimentos, financiamentos ou
outras fontes de entrada de fundos. Ela constitui a entrada de recursos financeiros
que contribuem para o crescimento do patrimônio e para o financiamento das
atividades empreendidas.
As receitas podem ser categorizadas de várias formas, incluindo:
Receitas Operacionais: Estas surgem das atividades principais do negócio e
representam as vendas de produtos ou serviços. Elas refletem diretamente o
desempenho central da empresa e são fundamentais para sua sustentabilidade e
crescimento a longo prazo.
Receitas Financeiras: Essas receitas decorrem de investimentos financeiros,
como juros sobre empréstimos concedidos, rendimentos de aplicações financeiras e
dividendos de investimentos em ações. Embora não estejam diretamente ligadas às
operações principais da empresa, as receitas financeiras podem contribuir
significativamente para sua saúde financeira geral.
35 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Receitas Não Operacionais: Este tipo de receita engloba ganhos eventuais,
como venda de ativos não essenciais, indenizações, doações e outras fontes não
recorrentes de entrada de fundos. Embora não façam parte das operações diárias
da empresa, essas receitas podem representar uma fonte adicional de recursos
financeiros.
Receitas Brutas e Líquidas: As receitas brutas são o montante total de
recursos obtidos antes de qualquer dedução. Elas representam o faturamento total
da empresa, incluindo todas as vendas e outras fontes de receita. Por outro lado, as
receitas líquidas são aquelas após a dedução de impostos, devoluções, descontos e
outras deduções. Elas refletem o valor real que a empresa retém após todas as
despesas e deduções terem sido consideradas.
A gestão eficaz das receitas é crucial para garantir a estabilidade financeira e
o crescimento sustentável de uma entidade, envolvendo estratégias para maximizar
as entradas de recursos, controlar os custos e realizar investimentos apropriados.
Despesa
Despesa diz respeito ao montante de recursos gastos por uma pessoa,
empresa, organização ou entidade durante um período específico para custear suas
atividades, operações e investimentos. Elas representam a saída de recursos
financeiros que contribuem para o consumo de bens e serviços, pagamento de
obrigações e manutenção das operações.
As despesas podem ser classificadas de diversas maneiras, incluindo:
36 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Despesas Operacionais: Relacionam-se às atividades principais do negócio,
como custos de produção, salários, aluguéis, energia elétrica, entre outros.
Despesas Financeiras: Incluem juros sobre empréstimos, financiamentos,
taxas bancárias, entre outros custos financeiros.
Despesas Não Operacionais: São aquelas que não estão diretamente ligadas
às atividades principais do negócio, como despesas com marketing, viagens,
doações, entre outras.
Despesas Fixas e Variáveis: As despesas fixas permanecem constantes
independentemente do volume de produção ou vendas, enquanto as despesas
variáveis dependem diretamente do volume de atividades.
A gestão eficaz das despesas é essencial para garantir a saúde financeira e a
rentabilidade de uma entidade, envolvendo estratégias para controlar os custos,
otimizar os recursos, negociar com fornecedores e alocar recursos de forma
eficiente.
3.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO: CAPITAL SOCIAL, LUCRO,
PREJUÍZO
Patrimônio líquido
Uma das partes mais importantes do balanço patrimonial de uma empresa é o
patrimônio líquido, que, depois de deduzir todos os seus passivos, mostra o valor
residual de seus ativos. É o valor que os acionistas teriam na empresa caso todos os
ativos e dívidas fossem vendidos.
Os investidores e outros stakeholders geralmente veem um patrimônio líquido
maior quando o valor do patrimônio líquido da empresa é considerado alto em
relação aos passivos.
Capital Social: O capital inicial é o montante de investimento dos sócios ou
acionistas na empresa, em troca de ações ou quotas. Esse capital é vital para
37 Aprendizagem – Finanças Contábeis
financiar as operações iniciais, adquirir ativos, liquidar dívidas ou estimular o
crescimento do negócio. Representa uma contribuição essencial dos proprietários
para a empresa e é um componente crucial do Patrimônio Líquido.
Lucro: O ganho líquido é a diferença positiva entre as receitas geradas pela
empresa e os custos e despesas associados a essas receitas em um determinado
período, geralmente um ano fiscal. Ele contribui para aumentar o Patrimônio Líquido,
representando a criação de valor para os proprietários. Os lucros podem ser
reinvestidos na empresa para financiar seu desenvolvimento, distribuídos aos
acionistas sob a forma de dividendos, ou ambos.
Prejuízo: Por outro lado, o déficit é a diferença negativa entre as receitas e os
custos em um determinado período. Isso diminui o Patrimônio Líquido, sinalizando
uma perda para os proprietários. As perdas podem ocorrer por vários motivos, como
vendas abaixo das expectativas, aumento nos custos de produção, despesas
imprevistas ou gestão financeira inadequada. Quando uma empresa registra
prejuízo, é fundamental identificar suas causas e implementar medidas corretivas
para restaurar a rentabilidade.
É importante destacar que o Patrimônio Líquido é um elemento dinâmico,
sujeito a variações ao longo do tempo conforme a empresa registra lucros, incorre
em prejuízos, distribui dividendos, emite novas ações ou recompra ações existentes.
Ele desempenha um papel fundamental como indicador da saúde financeira e do
valor da empresa, sendo amplamente empregado por investidores, credores e
outros interessados para avaliar sua solidez financeira e desempenho.
3.5 CLASSIFICAÇÃO
3.5.1 Ativo, passivo
Ativo Circulante: Este segmento engloba os bens e direitos que se espera
serem convertidos em dinheiro ou consumidos no curso normal das operações da
empresa dentro de um ciclo operacional normal, geralmente em um período de até
38 Aprendizagem – Finanças Contábeis
um ano. Exemplos típicos incluem caixa, estoques de mercadorias, valores a
receber de clientes e investimentos de curto prazo.
Ativo Não Circulante: Conhecido também como ativo fixo, este grupo
compreende os bens e direitos de longo prazo utilizados pela empresa em suas
operações e que não são esperados serem vendidos ou consumidos no curto prazo,
normalmente além de um ano. Isso pode abranger propriedades, equipamentos,
investimentos de longo prazo e ativos intangíveis, como patentes e marcas
registradas.
Passivo: Os passivos representam as obrigações da empresa, isto é, as
dívidas ou compromissos financeiros que a empresa deve a terceiros. Eles são
divididos em duas categorias principais:
Passivo Circulante: Esta categoria abrange as obrigações que a empresa
espera liquidar no curto prazo, geralmente dentro de um período de até um ano.
Exemplos incluem contas a pagar a fornecedores, empréstimos de curto prazo e
impostos a serem pagos.
Passivo Não Circulante: Também referido como passivo de longo prazo, este
grupo inclui as obrigações de longo prazo que a empresa não espera quitar no curto
prazo, geralmente em um prazo superior a um ano. Isso pode incluir empréstimos de
longo prazo, debêntures, financiamentos e outras obrigações de longo prazo.
Entender a relação entre ativo e passivo é fundamental para analisar a saúde
financeira de uma empresa. O Patrimônio Líquido é determinado pela diferença
39 Aprendizagem – Finanças Contábeis
entre o total dos passivos e o total dos ativos, representando o valor residual
pertencente aos proprietários da empresa. Quando os ativos superam os passivos, o
Patrimônio Líquido é positivo, indicando uma situação financeira sólida. Por outro
lado, se os passivos ultrapassam os ativos, o Patrimônio Líquido é negativo,
sugerindo possíveis dificuldades financeiras.
3.6 ESCRITURAÇÃO
3.6.1 Método das Partidas Dobradas: Débito e Crédito
A escrituração contábil pelo Método das Partidas Dobradas é o sistema mais
comummente adotado na contabilidade para registrar transações financeiras de uma
empresa. Este método se baseia no princípio fundamental de que cada transação
afeta pelo menos duas contas: uma é debitada e outra é creditada. Vamos explorar
minuciosamente como esse método funciona e os conceitos de débito e crédito.
Método das Partidas Dobradas:
Princípio de Dupla Entrada: Esse princípio estipula que toda transação deve
ser registrada em pelo menos duas contas, uma como entrada e outra como saída.
Isso garante que o total das entradas seja igual ao total das saídas.
Registros de Entrada e Saída: Cada transação é registrada duas vezes, uma
como entrada e outra como saída. Esses registros são chamados de "partidas
dobradas" porque refletem os efeitos duplos de uma transação.
Débito e Crédito:
Débito (D): Representa um registro de aumento em uma conta de ativo ou
uma diminuição em uma conta de passivo ou de patrimônio líquido. Em resumo, o
débito é usado para aumentar os ativos e diminuir os passivos e o patrimônio
líquido.
40 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Crédito (C): Representa um registro de aumento em uma conta de passivo ou
de patrimônio líquido ou uma diminuição em uma conta de ativo. Em resumo, o
crédito é usado para aumentar os passivos e o patrimônio líquido e diminuir os
ativos.
3.6.2 Plano de Contas
Todas as operações financeiras de uma empresa devem ser registradas em
um plano de contas, um esquema contábil organizado. Sua função é garantir que os
registros contábeis sejam precisos e precisos, ao mesmo tempo em que facilita a
análise financeira e a prestação de contas aos interessados. Vamos discutir
detalhadamente como funciona o Plano de Contas e como ele é importante para a
contabilidade.
A estrutura do plano de contas é a seguinte: Código de contas: Cada conta no
Plano de Contas tem um código, normalmente composto por números, que facilita a
identificação e classificação das transações. Esses códigos geralmente estão
organizados em uma hierarquia, com as categorias principais representadas pelos
dígitos primeiros e as subcategorias e contas individuais representadas pelos dígitos
seguintes.
Classificação baseada em sua natureza: No Plano de Contas, as contas são
organizadas de acordo com suas características financeiras, como ativos, passivos,
patrimônio líquido, receitas e despesas. Essa classificação permite que as
transações sejam organizadas de acordo com suas características financeiras.
41 Aprendizagem – Finanças Contábeis
A importância do planejamento de contas é a uniformidade e a consistência.
Para garantir que as transações financeiras sejam registradas de forma consistente
ao longo do tempo e entre diferentes entidades contábeis, o Plano de Contas
estabelece uma estrutura padrão para registro de transações financeiras.
Facilita a Análise Financeira: Contas contábeis claras facilitam a análise e
interpretação das informações financeiras da empresa. Isso permite uma avaliação
mais precisa da saúde financeira e do negócio.
Preparação de relatórios relacionados a finanças: O Balanço Patrimonial, a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e o Demonstrativo de Fluxo de
Caixa são feitos com base no Plano de Contas.
Apesar de haver modelos convencionais de Plano de Contas, cada empresa
tem a liberdade de adaptá-lo conforme suas exigências específicas e o perfil de suas
atividades. Essa personalização pode envolver a inclusão de contas pertinentes ao
setor em que atua, a reestruturação de categorias ou até mesmo a exclusão de
contas que não sejam relevantes para suas operações.
Por fim, o Plano de Contas desempenha um papel crucial na contabilidade,
fornecendo uma estrutura organizada e normatizada para registrar as transações
financeiras. Seu uso apropriado facilita não apenas a análise financeira e a
elaboração de relatórios, mas também o cumprimento de exigências legais e
regulamentares, contribuindo assim para uma gestão financeira eficiente e
transparente da empresa.
3.6.3 LANÇAMENTOS CONTÁBEIS
O livro diário do Método das Partidas Dobradas contém os lançamentos
contábeis, que documentam minuciosamente todas as atividades financeiras de uma
empresa. São componentes essenciais para garantir um controle financeiro preciso
42 Aprendizagem – Finanças Contábeis
e organizado. Vamos examinar de perto como esses lançamentos funcionam e por
que são tão importantes para a contabilidade.
Procedimento dos Lançamentos Contábeis:
Identificação da Transação: Inicialmente, é necessário identificar a transação
financeira que será registrada. Essa transação pode abranger vendas de produtos,
aquisições de materiais, pagamento de salários, entre outras.
Seleção das Contas Impactadas: Com a transação identificada, as contas
contábeis relevantes são selecionadas. Cada transação envolve no mínimo duas
contas: uma é debitada e outra é creditada.
Determinação dos Valores: Os valores a serem registrados em cada conta
são determinados de acordo com a natureza da transação. O débito reflete a
entrada de recursos ou a despesa incorrida, enquanto o crédito indica a saída de
recursos ou a receita gerada.
Registro no Livro Diário: Os lançamentos contábeis são então inseridos no
livro diário da empresa. Cada registro é acompanhado de uma descrição clara da
transação e das contas impactadas, juntamente com os valores debitados e
creditados.
Os lançamentos contábeis são essenciais para garantir que todas as
transações financeiras sejam registradas corretamente; eles são essenciais para a
confiabilidade das demonstrações financeiras e relatórios contábeis. Além disso,
fornecem uma base sólida para análises financeiras e tomadas de decisões,
permitindo que os gestores avaliem o desempenho financeiro da empresa e
encontrem oportunidades de melhoria. Ao manter um registro transparente e
auditável das operações financeiras da empresa, eles também ajudam na
conformidade legal e regulatória. Isso aumenta a transparência e a prestação de
contas para os interessados, que incluem acionistas, investidores, credores e
autoridades regulatórias.
43 Aprendizagem – Finanças Contábeis
3.7 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS
Os demonstrativos contábeis são relatórios financeiros que mostram a
situação financeira de uma empresa em um determinado período de tempo de forma
detalhada e organizada. Eles ajudam os gestores internos, investidores, credores e
outros stakeholders externos a entender a saúde financeira e o desempenho da
empresa. Vamos falar sobre os principais demonstrativos contábeis e como eles são
importantes para a análise financeira.
Principais Relatórios Contábeis:
Balanço Patrimonial: Este documento compila os recursos, obrigações e
patrimônio líquido da empresa em um determinado momento, fornecendo uma visão
rápida da situação financeira e da capacidade de pagamento da empresa.
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): A DRE mostra o
desempenho financeiro da empresa durante um período de tempo, mostrando
receitas, despesas e lucros ou prejuízos líquidos. A avaliação da eficiência
operacional e da lucratividade de uma empresa é fundamental.
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC): Este relatório categoriza as
atividades em operacionais, de investimento e de financiamento e mostra as
entradas e saídas de dinheiro da empresa durante um período de tempo. Facilita a
compreensão das fontes de financiamento e liquidez da empresa.
44 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): A DMPL mostra
como o patrimônio líquido da empresa mudou com o tempo, detalhando os eventos
que afetaram as reservas, distribuição de dividendos e capital social.
Os relatórios contábeis são importantes por várias razões. Eles não apenas
fornecem informações precisas sobre a situação financeira da empresa, mas
também promovem a transparência e a responsabilidade diante dos stakeholders,
fornecendo uma visão clara das operações financeiras. Eles também ajudam nas
decisões financeiras estratégicas. Além disso, muitos desses relatórios são exigidos
por lei ou regulamentação para garantir que as empresas cumpram os requisitos de
prestação de contas estabelecidos pelas autoridades, o que os torna essenciais para
a avaliação de desempenho por parte de investidores e credores, enquanto
garantem a conformidade legal.
3.7.1 Livro Diário
O Livro Diário, também chamado de Diário Contábil, é um documento contábil
essencial que lista todas as transações financeiras de uma empresa em ordem
cronológica. É um dos livros contábeis mais importantes usados no processo de
escrituração contábil e é obrigatório para a maioria das empresas em muitas
jurisdições. Vamos discutir o que é o Livro Diário, como ele funciona e como ele é
importante para a contabilidade.
Funcionamento do Livro Diário:
Todas as transações financeiras da empresa são registradas no Livro Diário
em ordem cronológica, ou seja, na sequência em que ocorrem. Isso permite que
todas as atividades financeiras sejam rastreadas ao longo do tempo.
Descrição Detalhada: Uma descrição detalhada de cada transação registrada
no Livro Diário é fornecida com a data da transação, uma explicação do que ocorreu
e os valores envolvidos. Um bom entendimento das operações da empresa depende
desses detalhes.
45 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Método das Partidas Dobradas: O Método das Partidas Dobradas é usado
para criar o Livro Diário e requer que todas as transações sejam documentadas
duas vezes: uma vez como débito e outra vez como crédito. Isso garante que o
balanço final seja preciso e equilibrado.
Referência Cruzada: Cada entrada no Livro Diário é referenciada
cruzadamente com outras contas contábeis que afetaram a transação. Isso facilita a
reconciliação e a verificação da precisão dos registros.
Por várias razões, o livro diário é fundamental para a contabilidade de uma
empresa. Para começar, ele garante um registro minucioso e preciso de todas as
operações financeiras da empresa, fornecendo uma base sólida para a elaboração
de relatórios financeiros e demonstrativos contábeis. Além disso, muitas jurisdições
exigem que as empresas mantenham o Livro Diário. Isso é necessário para cumprir
os deveres fiscais e regulamentares e garantir a conformidade com as normas
contábeis e fiscais aplicáveis. O Livro Diário também é uma excelente ferramenta de
análise financeira, permitindo que os gestores avaliem o desempenho da empresa,
identifiquem tendências e tomem decisões fundamentadas. Por fim, os registros do
Livro Diário são regularmente revisados por auditores independentes para garantir
que sejam precisos.
3.7.2 Livro Razão
O Livro da Razão registra todas as transações financeiras por conta. Ele
fornece uma visão ampla e organizada das atividades financeiras da empresa e é
fundamental para garantir que os registros contábeis sejam confiáveis e precisos.
Vamos discutir o Livro Razão em detalhes, como ele funciona e por que ele é crucial
para a contabilidade empresarial.
Funcionamento do Livro Razão:
Classificação por Conta: Todas as transações financeiras da empresa são
registradas no Livro Razão por conta contábil. Cada conta representa uma transação
46 Aprendizagem – Finanças Contábeis
ou atividade financeira específica, como contas a receber, contas a pagar, estoques,
despesas, receitas, etc.
Registro Detalhado: O Livro Razão contém uma descrição detalhada de cada
transação registrada, incluindo a data da transação, uma descrição clara do tipo de
operação, o valor da transação e uma referência ao Livro Diário.
Método das Partidas Dobradas: O Método das Partidas Dobradas é usado no
Livro Razão para registrar todas as transações duas vezes: uma vez como débito e
outra vez como crédito. Isso garante a consistência e precisão dos registros
contábeis.
Saldo das Contas: O Livro Razão calcula e mantém o saldo de cada conta
após cada transação. Isso permite que os contadores e gestores mantenham um
olho no saldo de cada conta ao longo do tempo.
Na contabilidade empresarial, o Livro Razão é essencial, pois monitora de
perto os saldos de contas e as transações financeiras. Além disso, serve como base
para a elaboração de relatórios financeiros como o Balanço Patrimonial e a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), que fornecem informações
precisas sobre a situação financeira e o desempenho da empresa. O Livro Razão é
um recurso valioso para análise financeira que ajuda os gestores a avaliar o
desempenho da empresa, identificar tendências, tomar decisões estratégicas e
planejar o futuro financeiro. Os registros detalhados do Livro Razão também são
importantes para auditorias e conformidade, pois são frequentemente revisados por
47 Aprendizagem – Finanças Contábeis
auditores independentes para garantir que os princípios contábeis estejam em
conformidade.
3.7.3 Balancete de Verificação
O balancete de verificação é um relatório contábil que resume e verifica se os
lançamentos contábeis no Livro Razão estão equilibrados. Ele é feito em um período
determinado, normalmente mensal, trimestral ou anual, e serve como um controle
interno para garantir que os registros contábeis sejam precisos. Vamos falar sobre o
Balancete de Verificação, como ele é preparado e como ele é importante para a
contabilidade empresarial.
Funcionamento do Balancete de Verificação:
Análise das Contas: O Balancete de Verificação mostra o saldo atual de cada
conta contábil no Livro Razão. As contas são organizadas de acordo com seu tipo:
ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas e despesas.
Verificação do Equilíbrio: O principal objetivo do Balancete de Verificação é
determinar se o total de débitos e créditos é igual. Isso é feito somando os saldos de
todas as contas devedoras e creditando-as, até que os dois valores sejam iguais.
Erros de Identificação: Se os débitos e os créditos no Balancete de
Verificação não estão equilibrados, isso indica que há erros ou inconsistências nos
registros contábeis. Lançamentos duplicados, contas erradas ou cálculos incorretos
são exemplos desses erros.
Correções e Ajustes: Os lançamentos contábeis são revisados e ajustados
para garantir que os registros sejam precisos e equilibrados após a descoberta de
erros no Balancete de Verificação.
O Balancete de Verificação é essencial para garantir que os registros
contábeis sejam precisos, fornecer controle interno e garantir que as regras e
padrões contábeis sejam seguidas. Além disso, serve como base para a elaboração
de relatórios financeiros completos, como o Balanço Patrimonial e a Demonstração
48 Aprendizagem – Finanças Contábeis
do Resultado do Exercício (DRE), que fornecem informações precisas sobre a
situação financeira e o desempenho da empresa. Isso aumenta a transparência e a
prestação de contas para os interessados, que incluem acionistas, investidores,
credores e autoridades regulatórias.
3.7.4 DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).
Um dos principais relatórios financeiros de uma empresa é a Demonstração
do Resultado do Exercício (DRE), que tem como objetivo apresentar de forma
detalhada e minuciosa o desempenho financeiro da empresa durante um
determinado período de tempo, normalmente um ano fiscal. A DRE é composta por
várias seções que mostram as receitas, despesas, lucros e prejuízos da empresa
durante esse período.
A estrutura padrão de uma DRE consiste nas seguintes seções:
Receitas Operacionais: Esta seção contém todas as receitas que a empresa
obtém de suas operações principais, como vendas de produtos ou serviços.
Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) ou Custo dos Serviços Prestados
(CSP): Aqui são listados os gastos relacionados à produção ou aquisição dos
produtos vendidos ou serviços prestados pela empresa.
Margem bruta, calculada subtraindo o CMV ou CSP das receitas
operacionais, é a diferença bruta entre o que a empresa ganha com suas vendas e o
custo de produção desses produtos ou serviços.
49 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Despesas Operacionais: Incluem todos os gastos relacionados às atividades
operacionais da empresa, como vendas, gestão e marketing.
Resultado Operacional: Este valor mostra o lucro ou o prejuízo que a empresa
obteve de suas operações principais. Ele é calculado subtraindo as despesas
operacionais da margem bruta.
Receitas e Despesas Não Operacionais: Essas podem ser ganhos ou perdas
de investimentos financeiros, venda de ativos ou despesas financeiras, ou de
atividades não relacionadas ao negócio principal da empresa.
O resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social é obtido
somando as receitas e despesas não operacionais ao resultado operacional.
Imposto de Renda e Contribuição Social: Representa a quantia devida à
Receita Federal sobre o lucro tributável da empresa.
Resultado Líquido: Obtido subtraindo o imposto de renda e a contribuição
social do resultado antes do imposto de renda e contribuição social, este valor
representa o lucro líquido ou prejuízo da empresa após todas as deduções fiscais.
Exemplo:
Receitas Operacionais: $1.800.000
Custo dos Serviços Prestados: $600.000
Margem Bruta: $1.200.000
Despesas Operacionais:
Despesas de Vendas: $100.000
Despesas Administrativas: $150.000
Despesas de Marketing: $50.000
50 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Total Despesas Operacionais: $300.000
Resultado Operacional: $900.000
Receitas Não Operacionais: $10.000
Despesas Não Operacionais: -$8.000
Resultado antes do IR e CS: $902.000
Imposto de Renda e CS: -$200.000
Resultado Líquido: $702.000
3.7.5 Balanço Patrimonial
Um dos relatórios financeiros mais importantes de uma empresa é o balanço
patrimonial, que oferece uma visão detalhada de sua situação financeira em um
determinado momento, normalmente ao final de um período contábil, como o final do
ano fiscal. Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido são seus três componentes
principais.
Ativo: O ativo representa todas as riquezas que a empresa controla e espera
que produzam lucros no futuro. Ativos circulantes e não circulantes são suas
categorias.
Ativo Circulante: refere-se a bens e recursos financeiros que têm a
capacidade de ser convertidos em dinheiro ou consumidos em um curto período de
tempo, normalmente dentro de um ano. Caixa, contas a receber, estoques e
investimentos de curto prazo são alguns exemplos.
Ativo Não Circulante: inclui recursos de longo prazo da empresa, como
investimentos, plantas e equipamentos, propriedades e ativos intangíveis, como
patentes e marcas registradas.
51 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Passivo: O passivo representa os compromissos financeiros da empresa com
terceiros. É dividido em passivo circulante e passivo não circulante, como o Ativo.
Passivo Circulante: é composto por todas as dívidas e obrigações que
precisam ser pagas em um curto prazo, normalmente dentro de um ano. Contas a
pagar, empréstimos de curto prazo e obrigações fiscais são alguns exemplos.
Passivo não circulante: refere-se a obrigações da empresa que são de longo
prazo e não precisam ser pagas em um futuro próximo. Isso pode incluir títulos a
pagar, empréstimos de longo prazo e outras obrigações de longo prazo.
Patrimônio Líquido Os ativos financeiros pertencentes aos proprietários da
empresa são chamados de patrimônio líquido. A fórmula para calculá-lo é a
diferença entre os ativos e os passivos da empresa. Além disso, é um indicador da
riqueza líquida da empresa.
Investidores, credores, gerentes e outras partes interessadas frequentemente
usam o balanço patrimonial para avaliar a saúde financeira de uma empresa. Ele
mostra os recursos, as obrigações e a situação financeira líquida da empresa.
Além disso, o balanço patrimonial é vital para o cálculo de vários indicadores
financeiros cruciais, como liquidez, solvência, rentabilidade e eficiência operacional.
Essas métricas ajudam os gerentes e investidores a avaliar a eficácia e o
desempenho da empresa ao usar seus recursos para criar valor para os acionistas e
gerar lucros.
4. Administração Financeira
4.1 DEFINIÇÃO
A administração financeira é um campo de estudo e prática que engloba o
planejamento, a análise, a aquisição e o gerenciamento dos recursos financeiros de
uma empresa com o objetivo de maximizar sua utilização e maximizar o valor para
52 Aprendizagem – Finanças Contábeis
os acionistas. A gestão de caixa, o gerenciamento de capital de giro, a análise de
investimentos, a estrutura de capital, o controle de custos, o planejamento financeiro
e a avaliação de riscos financeiros são algumas de suas atividades.
Os gestores financeiros são responsáveis pelas decisões estratégicas e táticas
sobre financiamento, investimento e distribuição de recursos financeiros no âmbito
da administração financeira. A identificação de fontes de financiamento adequadas
para as necessidades da empresa e a análise de projetos de investimento estão
incluídos nisso.
4.2 RESPONSABILIDADES
Planejamento financeiro: Uma das principais funções da gestão financeira é
planejar a estratégia financeira da organização. Isso inclui definir metas financeiras
de curto e longo prazo, preparar um orçamento, projetar fluxo de caixa e realizar
análises econômicas.
Gestão do capital de giro: Garantir que uma organização tenha capital de giro
suficiente para operar com eficiência é outra responsabilidade importante. Isso inclui
o gerenciamento do fluxo de caixa, o monitoramento do controle de estoque, o
gerenciamento de contas a pagar e a receber e a otimização do uso de recursos
financeiros para maximizar o retorno do investimento.
Avaliar oportunidades de investimento: Os gestores financeiros são
responsáveis por avaliar e selecionar as oportunidades de investimento mais
adequadas para a organização. Isto pode incluir análise de projetos de investimento,
avaliações de risco e retorno, decisões de financiamento e estrutura de capital e
alocação de recursos entre diferentes classes de ativos.
Capital: Uma parte importante da gestão financeira é garantir que a
organização tenha acesso aos recursos financeiros necessários para operar e
crescer. Isto pode incluir a obtenção de capital através de empréstimos, emissão de
obrigações, financiamento bancário, investidores estrangeiros ou outras fontes
financeiras.
53 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Gestão de Riscos Financeiros: A gestão financeira também é responsável por
identificar, avaliar e minimizar os riscos financeiros enfrentados pela organização.
Isto pode incluir riscos de mercado, tais como flutuações cambiais ou de preços,
riscos de crédito, riscos operacionais e outros fatores que podem afetar a posição
financeira da empresa.
Relatórios financeiros e conformidade: Preparar relatórios financeiros precisos
e cumprir as leis contábeis e fiscais são responsabilidades importantes da gestão
financeira. Isto inclui a preparação de demonstrações financeiras, relatórios aos
acionistas e reguladores e garantia de que a organização cumpre todas as
obrigações legais e fiscais aplicáveis.
Gestão Financeira: A Gestão Financeira também é responsável pela gestão
das funções de tesouraria da organização, incluindo gestão de caixa, gestão de
capital, investimento de capital e gestão de riscos relacionados a flutuações de taxas
de juros e taxas de câmbio.
Análise financeira e tomada de decisões: Finalmente, a gestão financeira
desempenha um papel importante na análise de dados financeiros para apoiar a
tomada de decisões estratégicas. Isto pode incluir a análise do desempenho
financeiro, a avaliação de projetos de investimento, a identificação de oportunidades
para melhorar a eficiência e a rentabilidade e outras tarefas.
4.2.1 Contas a Pagar
O gerenciamento de contas a pagar é uma parte importante da gestão
financeira de qualquer organização. Inclui um conjunto de processos e
procedimentos que garantem que as obrigações financeiras de uma empresa sejam
cumpridas de forma eficiente e oportuna.
54 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Registro e contabilização de faturas: O processo de contas a pagar começa
com o registro e contabilização de todas as faturas e documentos de despesas
recebidos pela empresa. Isso pode incluir contas de fornecedores, contas de
serviços públicos, acomodação, impostos e outras despesas.
Verifique a exatidão e a aprovação: Antes do pagamento, as faturas devem
ser verificadas quanto à exatidão e aprovadas pela pessoa responsável pela
aprovação. Isto pode incluir a comparação de faturas com ordens de compra ou
contratos para garantir que os preços e serviços estejam alinhados com o que foi
acordado.
Estabeleça prazos de pagamento: É importante definir prazos claros para
pagamento das dívidas, levando em consideração as condições de pagamento
negociadas com os fornecedores e a disponibilidade de caixa da empresa. O
objetivo é equilibrar a gestão de receitas e manter um bom relacionamento com os
fornecedores.
Negociar condições de pagamento: Em alguns casos, pode ser possível
negociar condições de pagamento favoráveis com o fornecedor, como descontos por
pagamento antecipado ou prazos de pagamento estendidos. Isto pode ajudar a
melhorar a liquidez de uma empresa e reduzir os custos de financiamento.
Processamento do pagamento: Após a verificação e aprovação da fatura, a
próxima etapa é o processamento do pagamento. Isso pode ser feito manualmente
55 Aprendizagem – Finanças Contábeis
ou por meio de sistema de pagamento eletrônico, dependendo do volume de
transações e da complexidade das operações da empresa.
Reconciliação de contas: É importante reconciliar regularmente as contas a
pagar com os registros financeiros da empresa para garantir que todos os
pagamentos sejam devidamente registrados e reconciliados. Isso ajuda a identificar
e corrigir conflitos ou erros que possam ocorrer durante a implementação.
Gestão do relacionamento com fornecedores: Manter um bom relacionamento
com os fornecedores é essencial para garantir o fornecimento contínuo de bens e
serviços essenciais a uma empresa. Isto inclui comunicação transparente,
pagamentos pontuais e resolução eficaz de quaisquer problemas ou disputas que
possam surgir.
Análise e melhoria de custos: Por fim, a gestão de contas a pagar inclui
análises regulares dos custos e despesas da empresa, buscando oportunidades de
melhoria e redução de custos. Isto pode incluir a identificação de fornecedores
alternativos, a renegociação de contratos e a implementação de medidas de controlo
de custos.
4.2.2 Contas a Receber
Gerenciar as contas a receber é outra função essencial da administração
financeira, complementando o gerenciamento das contas a pagar. Algumas das
responsabilidades envolvidas nessa área:
Pagamento e faturamento: O processo de contas a receber começa com a
emissão de faturas aos clientes pelos produtos vendidos ou serviços prestados. É
importante garantir que a fatura seja precisa, detalhada e contenha todas as
informações necessárias como data de vencimento, condições de pagamento e
detalhes do produto ou serviço prestado.
Estabeleça condições de crédito: Antes de conceder crédito aos clientes, é
importante estabelecer políticas de crédito claras, incluindo limites de crédito, prazos
56 Aprendizagem – Finanças Contábeis
de pagamento e condições de crédito. Isso ajuda a reduzir o risco de inadimplência
e garante que os clientes cumpram suas obrigações financeiras.
Pagamentos recorrentes: No caso de contratos de longo prazo ou serviços
emergentes, os pagamentos podem ser feitos automaticamente através de um
sistema de pagamentos recorrentes. Isso ajuda a garantir um fluxo constante de
receita e facilita o rastreamento dos pagamentos dos clientes.
Monitoramento de pagamentos: É importante rastrear cuidadosamente os
pagamentos dos clientes e monitorar os saldos das contas a receber. Isto permite-
lhe identificar rapidamente quaisquer atrasos nos pagamentos e tomar medidas para
recuperar o montante pendente.
Gestão de cobrança: Quando os pagamentos atrasam, o gestor financeiro é
responsável por iniciar o processo de cobrança para recuperar o valor pendente. Isto
pode incluir o envio de lembretes de pagamento, cartas de cobrança e, se
necessário, o contato direto com os clientes para resolver disputas ou problemas de
pagamento.
Negociar condições de pagamento: Em alguns casos, pode ser necessário
negociar condições de pagamento com clientes inadimplentes para recuperar
valores devidos. Isso pode incluir parcelamento, renegociação de prazos ou oferta
de descontos por pagamento antecipado.
Provisão para devedores duvidosos: Para minimizar o risco de perda por
clientes não pagarem impostos, é comum constituir provisões para devedores
duvidosos nas demonstrações financeiras. Isto inclui reservar uma parte do
rendimento esperado para se proteger contra possíveis perdas de crédito.
Reconciliação de contas: Tal como acontece com as contas a pagar, é
importante reconciliar regularmente as contas a receber com os registros financeiros
da empresa para garantir a precisão e integridade das informações financeiras.
4.2.3 Crédito e Cobrança
57 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Crédito:
Avaliação de crédito: Antes de aprovar um empréstimo a um cliente, é
importante analisar minuciosamente a sua situação financeira, histórico de crédito e
formas de pagamento. Este processo inclui o exame de informações pessoais, como
histórico de emprego, renda, histórico de crédito e referências comerciais, para
determinar a probabilidade de o cliente honrar suas obrigações financeiras
principais.
Política de concessão de crédito: A empresa desenvolve políticas detalhadas
para orientar a tomada de decisão de concessão de crédito aos clientes. Essas
políticas especificam certos critérios, como pontuação de crédito mínima, histórico
de pagamentos, nível de renda e garantias exigidas. Adicionalmente, determinam o
montante máximo de crédito a conceder e os termos em que o mesmo será
concedido, incluindo taxas de juro e prazos de reembolso.
Gestão de Risco: A gestão de risco envolve identificar, avaliar e minimizar
riscos potenciais associados à concessão de crédito. Isto inclui a utilização de
ferramentas e modelos automatizados para avaliar a probabilidade de
incumprimento dos clientes e o desenvolvimento e implementação de estratégias
para mitigar esses riscos, tais como o estabelecimento de políticas de crédito
prudentes, a segmentação da base de clientes e a utilização de garantias.
Condições de Pagamento: Estabelecer condições de pagamento claras e
transparentes é importante para garantir que a empresa receba os pagamentos
dentro do prazo. Isso inclui a determinação de condições de pagamento
apropriadas, políticas de desconto por pagamento antecipado, métodos de
pagamento aceitáveis e políticas de multa por atraso no pagamento.
Acompanhamento: Após a concessão do crédito, é importante acompanhar
de perto os pagamentos dos clientes e detectar rapidamente quaisquer sinais de
problemas financeiros que possam afetar a capacidade de cumprir as suas
obrigações de pagamento. Isto pode incluir monitorização regular de relatórios de
58 Aprendizagem – Finanças Contábeis
crédito, análise de fluxo de caixa e comunicação estreita com os clientes para
resolver quaisquer problemas de pagamento.
Salários: Em caso de inadimplência é necessário iniciar o processo de
cobrança do valor devido ao cliente. Isso pode incluir uma variedade de métodos,
desde lembretes amigáveis e telefonemas até o uso de um serviço profissional de
cobrança de dívidas ou ação legal, dependendo da gravidade da situação.
Estratégias de recuperação: As empresas podem usar uma variedade de
estratégias para recuperar valores pendentes, como oferecer planos de pagamento
flexíveis, negociar acordos de liquidação, oferecer incentivos de pagamento
antecipado ou até mesmo negociar termos contratuais para atender às condições do
cliente.
Negociação: Em alguns casos, é necessário negociar diretamente com o
cliente infrator para chegar a um acordo mutuamente benéfico que permita recuperar
o valor devido sem prejudicar a relação comercial.
Registrar e acompanhar: Manter registros detalhados de todas as interações
de engajamento é essencial para garantir uma abordagem consistente e eficaz. Isto
inclui o registo de todas as comunicações dos clientes, planos de pagamento
estabelecidos e quaisquer outras medidas tomadas durante o processo de
recuperação.
Política de remediação: Ter uma política clara e consistente para lidar com
clientes infratores ajuda a garantir que todos sejam tratados de forma justa e
igualitária. Isto pode incluir a determinação de procedimentos para fornecer opções
de pagamento, revisão e revisão de políticas de crédito e estabelecimento de
diretrizes para perdão de dívidas ou oferta de descontos em casos especiais.
4.3 Fluxo de caixa
O fluxo de caixa é uma ferramenta importante na gestão financeira de uma
empresa, proporcionando uma visão detalhada e avançada das entradas e saídas
59 Aprendizagem – Finanças Contábeis
de caixa ao longo de um período de tempo. Essa ferramenta permite aos gestores
monitorar cuidadosamente a liquidez de uma empresa, ou seja, sua capacidade de
pagar suas obrigações de curto prazo. O fluxo de caixa bem administrado é
essencial para garantir a estabilidade financeira e o crescimento contínuo dos
negócios.
Registos financeiros bem preparados não só registam as transacções
financeiras, mas também separam estas medidas pela sua fonte, tais como receitas,
despesas operacionais, investimentos e financiamento. Isto proporciona uma
compreensão mais profunda dos recursos e áreas de investimento, ajudando no
planejamento financeiro e na identificação de áreas de melhoria.
Existem dois tipos principais de gestão de caixa: gestão de caixa funcional e
gestão de caixa financeira. A primeira envolve atividades diretamente relacionadas
às operações comerciais, como venda de produtos ou serviços, pagamento de
fornecedores e despesas com funcionários. A segunda inclui atividades financeiras e
de investimento, tais como empréstimos bancários, pagamentos de juros, compras
de ativos e distribuição de lucros.
A preparação da gestão de caixa envolve a previsão de futuras entradas e
saídas de recursos, o que requer uma análise cuidadosa das tendências passadas e
das expectativas futuras do mercado. Essa previsão permite prever as condições
financeiras e preparar a empresa para possíveis períodos de escassez de caixa,
garantindo a sustentabilidade da empresa no longo prazo.
60 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Além disso, a gestão de caixa é uma ferramenta importante para controlar
custos e avaliar o desempenho financeiro de uma empresa. Ao analisar as
diferenças entre os fluxos de caixa esperados e reais, os gestores podem identificar
desvios e tomar medidas corretivas para garantir a saúde financeira da empresa.
Por fim, é importante enfatizar que a gestão de caixa não é apenas uma
ferramenta de gestão financeira, mas também uma ferramenta de comunicação com
as partes interessadas, como investidores, credores e parceiros. Uma gestão de
caixa bem concebida e transparente demonstra a solidez financeira de uma
empresa, ajuda a aumentar a credibilidade e a atrair investimentos.
Em resumo, a gestão de caixa desempenha um papel importante na gestão
financeira, fornecendo informações importantes para a tomada de decisões,
planejamento estratégico e gestão financeira da empresa. Portanto, é importante
que os gestores dediquem tempo e recursos à preparação e análise, garantindo
assim o sucesso e a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
5. CÁLCULOS FINANCEIROS
Avaliação financeira: As estatísticas financeiras são importantes para avaliar a
situação financeira atual de uma pessoa, empresa ou projeto. Isso pode incluir a
análise de fluxos de caixa, balanços, demonstrações de resultados e outras
métricas financeiras para determinar a saúde financeira geral.
Orçamento e planejamento: Os cálculos financeiros são usados para preparar
orçamentos pessoais, empresariais ou de projetos. Isso inclui estimar receitas e
despesas futuras, definir metas econômicas e criar estratégias para alcançá-las.
Análise de investimento: Ao avaliar oportunidades de investimento, os
cálculos financeiros são importantes para calcular os retornos esperados,
analisar riscos, determinar a viabilidade do projeto e comparar métodos
alternativos de investimento.
61 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Financiamentos e Empréstimos: Quando se trata de empréstimos ou
financiamentos, o financiamento ajuda a determinar os pagamentos mensais, as
taxas de juros, os prazos de reembolso e o valor total do empréstimo ao longo do
tempo.
Gestão de riscos: As estatísticas financeiras são utilizadas para avaliar e gerir
riscos económicos, tais como risco de mercado, risco de crédito e risco
operacional. Isto pode envolver a utilização de modelos estatísticos e métodos de
análise de dados para prever possíveis condições futuras.
Avaliação de empresas: Ao determinar o valor de uma empresa, a
contabilidade financeira desempenha um papel importante. Métodos como fluxo
de caixa descontado, múltiplos de mercado e análise comparativa são usados
para estimar o valor justo de uma empresa com base em seus fluxos de caixa e
ativos futuros.
Planejamento de aposentadoria: Ao planejar a aposentadoria, os cálculos
financeiros são importantes para determinar quanto uma pessoa precisa
economizar ao longo do tempo para atingir suas metas de aposentadoria,
levando em consideração fatores como inflação, margem de lucro e longevidade.
Gestão de portfólio: Para investidores, a contabilidade é essencial na gestão
de portfólio. Isto inclui alocação de ativos, reequilíbrio de portfólio e análise de
desempenho para otimizar retornos e gerenciar riscos.
5.1 JUROS
Os juros representam os custos associados ao uso do capital ao longo do
tempo. São compensações que uma pessoa ou empresa recebe quando toma
dinheiro emprestado (juros reais) ou paga quando toma dinheiro emprestado (juros
temporários). As taxas de juros são uma parte importante dos cálculos financeiros e
são amplamente utilizadas em diversas transações financeiras, incluindo
empréstimos, investimentos, financiamentos e atividades bancárias.
62 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Os juros incluem 2 partes principais:
Principal (ou principal): Refere-se ao valor inicial emprestado ou investido.
Essa é a base para o cálculo dos juros.
Taxa de Juros (ou Taxa de Juros): Representa o percentual do principal que
será adicionado ao valor principal ao longo de um período de tempo. É expresso
como uma percentagem anual.
Os juros são usados em diversas situações financeiras, incluindo:
Crédito e Finanças: As instituições financeiras concedem empréstimos a
pessoas físicas e jurídicas, cobrando juros sobre o valor do empréstimo.
Investimento: As pessoas investem em instrumentos financeiros como ações,
títulos e contas poupança, com o objetivo de ganhar juros sobre os seus
investimentos.
Contas bancárias: Os bancos pagam juros aos clientes por manterem dinheiro
em poupanças ou em contas correntes geradoras de rendimentos.
Empréstimo à habitação: Os compradores de casas podem pedir dinheiro
emprestado para comprar uma casa e pagar juros ao longo do tempo para financiar
a compra de uma casa.
Considerações chave:
A taxa de juros é um fator importante que determina a rentabilidade de um
investimento ou o custo de um empréstimo.
O tempo é outro fator de interesse importante porque afeta o valor total dos
juros acumulados.
O processo de capitalização (simples ou composto) também afeta
significativamente o valor dos juros auferidos ou a pagar ao longo do tempo.
63 Aprendizagem – Finanças Contábeis
As taxas de juros desempenham um papel importante na economia e nas
finanças pessoais, influenciando muitas transações e decisões financeiras.
Compreender como funcionam as taxas de juro e como os juros são calculados é
essencial para tomar decisões informadas e eficazes sobre empréstimos,
investimentos e outras atividades financeiras.
5.2 JUROS SIMPLES E COMPOSTOS
Juros Simples:
Os juros lineares são uma forma de compensação financeira na qual os juros
são calculados apenas sobre o valor inicial do principal durante todo o período de
tempo em que o dinheiro está emprestado ou investido. Isso implica que a quantia
dos juros permanece estável em cada período, sem se acumular ao capital principal.
Fórmula dos Juros Simples:
A fórmula básica para calcular os juros lineares é
Juros=Principal×Taxa×Tempo
Onde:
Principal: O valor inicial emprestado ou investido.
Taxa de juros: Representa a taxa de juros por período, geralmente expressa
em percentual.
Tempo: Refere-se ao período de tempo durante o qual os fundos são
emprestados ou investidos, geralmente medido em anos.
Características dos juros simples:
Juros Constantes: Nos juros lineares, o valor dos juros ganhos ou pagos em
cada período é constante. Isto significa que os juros totais permanecem os mesmos
durante todo o período do empréstimo ou investimento.
64 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Cálculo direto: O cálculo linear dos juros é muito simples e não requer
cálculos matemáticos complexos porque os juros são calculados apenas sobre o
principal original.
Impacto limitado a longo prazo: Os juros lineares geralmente resultam em
menos juros totais ganhos ou pagos ao longo do tempo em comparação com os
juros compostos.
Juros compostos:
Os juros corridos são uma forma de remuneração financeira em que os juros
são calculados não apenas sobre o principal inicial, mas também sobre os juros
corridos em períodos subsequentes. Isso significa que os juros ganhos ou pagos se
acumulam ao longo do tempo, fazendo com que o valor total cresça
exponencialmente.
Fórmula dos Juros Compostos:
A fórmula básica para calcular os juros compostos é:
Montante=Principal×(1+Taxa)
Onde:
Principal: O valor inicial emprestado ou investido.
Taxa de juros: Representa a taxa de juros por período, geralmente expressa
em percentual.
Tempo: Refere-se ao período de tempo durante o qual os fundos são
emprestados ou investidos, geralmente medido em anos.
Características dos juros compostos:
Crescimento Exponencial: Nos juros acumulados, os juros ganhos ou pagos
acumulam-se ao longo do tempo, fazendo com que o valor total cresça
65 Aprendizagem – Finanças Contábeis
exponencialmente. Isso significa que os juros auferidos em cada período são
adicionados ao principal, aumentando o valor contra o qual os juros futuros são
calculados.
Efeitos significativos a longo prazo: Devido ao efeito de crescimento
exponencial, os juros acumulados resultam frequentemente num aumento
significativo no total de juros ganhos ou pagos ao longo do tempo, em comparação
com os juros lineares.
Complexidade de cálculo: Os cálculos de juros cumulativos podem ser mais
complexos do que os cálculos de juros lineares, especialmente em vários períodos.
Isso ocorre porque os juros acumulados para cada período precisam ser
adicionados ao principal antes que os juros sejam calculados para o próximo
período.
para concluir:
Os juros lineares e cumulativos são conceitos fundamentais na matemática
financeira e desempenham um papel importante em diversas transações e decisões
financeiras. Compreender as suas diferenças, bem como as suas características e
aplicações, é fundamental para tomar decisões informadas sobre empréstimos,
investimentos e outras atividades financeiras.
5.3 DESCONTO FINANCEIRO
A amortização é uma prática no mundo empresarial e financeiro que envolve
a redução de uma determinada percentagem ou montante devido, geralmente
através de pagamento antecipado ou durante um período de tempo inferior ao do
acordo original. Esta estratégia é usada para incentivar pagamentos pontuais,
melhorar o fluxo de caixa e reduzir o risco de inadimplência.
Tipos de descontos financeiros:
Desconto por antecipação: Este tipo de desconto é aplicado quando o cliente
paga a fatura antes do vencimento. Por exemplo, uma empresa pode oferecer um
66 Aprendizagem – Finanças Contábeis
desconto de 2% em pagamentos efectuados no prazo de 10 dias a contar da data da
factura, incentivando os clientes a pagar antecipadamente.
Descontos por quantidade: Este tipo de desconto é determinado com base no
tamanho ou valor total da compra. Quanto maior a quantidade de compra, maior o
desconto oferecido. Esse método é comumente utilizado no comércio entre
empresas, onde os fornecedores podem oferecer descontos diferenciados
dependendo da quantidade adquirida.
Desconto à vista: Semelhante ao desconto por antecipação, esse tipo de
desconto é aplicado caso o cliente pague integralmente no ato da compra. É uma
prática comum em lojas de varejo, onde o cliente ganha desconto em um produto
quando paga à vista, em vez de optar por financiar a compra.
Benefícios dos descontos financeiros:
Melhor fluxo de caixa: Os descontos à vista incentivam os clientes a pagar
rapidamente, o que permite à empresa obter financiamento antecipado e melhorar o
fluxo de caixa. Esta característica é especialmente aplicável a empresas que
enfrentam dificuldades de liquidez.
Minimizar o risco de inadimplência: Ao oferecer descontos por pagamento
antecipado, as empresas podem reduzir o risco de inadimplência, garantir o
recebimento pontual do pagamento e evitar possíveis problemas relacionados a
cobranças ou ações judiciais.
Fidelização de clientes: Oferecer descontos pode ser uma estratégia eficaz
para atrair e reter clientes satisfeitos. Os clientes que beneficiam de descontos de
financiamento podem sentir-se valorizados e têm maior probabilidade de continuar a
fazer negócios com a empresa no futuro.
Consideracoes chave:
67 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Impacto financeiro: Os descontos financeiros têm impacto direto nas receitas
e nos lucros de uma empresa. Portanto, é importante calcular cuidadosamente os
custos associados aos descontos e avaliar a sua eficácia a longo prazo.
Estratégia de preços: Os descontos devem ser integrados na estratégia de
preços da empresa para garantir a sustentabilidade e manter a rentabilidade do
negócio. É importante equilibrar os benefícios das reduções de preços com a
necessidade de manter margens de lucro saudáveis.
Comunique-se de forma eficaz: É importante comunicar claramente os termos
e condições do desconto aos clientes para evitar possíveis mal-entendidos e
conflitos. A transparência nas políticas de descontos contribui para o
estabelecimento de relacionamentos sólidos com os clientes.
Conclusão:
Em suma, o desconto é uma estratégia importante para incentivar
pagamentos atempados, aumentar o fluxo de caixa e reduzir o risco de
incumprimento. No entanto, é importante utilizar e gerir os descontos de forma
cuidadosa e estratégica, tendo em conta o seu impacto financeiro e a estabilidade
do negócio a longo prazo. Quando utilizado de forma eficaz, o financiamento com
descontos pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar as vendas, fidelizar os
clientes e fortalecer a posição competitiva de uma empresa.
5.4 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
Empréstimos e subsídios são formas populares de ganhar dinheiro para indivíduos e
empresas. Envolvem a obtenção de financiamento de curto ou longo prazo junto de
uma instituição financeira ou outra instituição de crédito, responsável pelo
pagamento do montante principal, muitas vezes com juros.
Função principal:
68 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Prazo: Os empréstimos e subsídios podem ter vários prazos, que podem ser de
curto prazo (geralmente com vencimento em um ano ou menos), médio prazo
(maturidade de um a cinco anos) ou longo prazo (prazo superior a cinco anos).
Juros: Os empréstimos normalmente envolvem pagamentos de juros sobre o valor
principal emprestado. Esta taxa de juros pode ser fixa ou variável dependendo do
acordo entre o mutuário e o credor. Nas finanças, as taxas de juros também
constituem uma grande parte do custo total de um empréstimo.
Garantias: Empréstimos e financiamentos muitas vezes exigem garantias, que são
um ativo ou ativo que o mutuário fornece como garantia ao credor. Isso garante que
o mutuário esteja protegido caso deixe de pagar o empréstimo.
Finalidade: Os empréstimos podem ser contraídos para diversos fins, desde o
financiamento de projetos de expansão de negócios até a compra de uma casa ou
carro. Normalmente, o financiamento é específico para a compra de um ativo, como
um imóvel ou equipamento.
Efeito de cálculo:
Reconhecimento inicial: Quando um empréstimo ou subsídio é emitido, o valor do
principal é registrado no balanço como um passivo. Esse valor é acrescido do valor
dos juros que serão pagos ao longo do tempo.
Reconhecimento de juros: Os juros pagos sobre empréstimos e subsídios são
registados como gastos financeiros na demonstração dos resultados. Estes custos
são reconhecidos ao longo da vida do empréstimo, dependendo do método
contabilístico utilizado (normalmente o método dos juros corridos).
Amortização: Nos empréstimos de longo prazo, a amortização é o processo de
redução gradual do saldo principal ao longo do tempo e de pagamentos regulares.
Cada pagamento inclui uma parte do principal e outra parte dos juros.
Demonstração do fluxo de caixa: Os pagamentos de principal e juros sobre
empréstimos e subvenções afetam a posição de caixa de uma empresa. Portanto,
69 Aprendizagem – Finanças Contábeis
esse fluxo de caixa é registrado na demonstração dos fluxos de caixa, evidenciando
o impacto das atividades de financiamento na posição financeira da empresa.
Considerações adicionais:
Risco financeiro: Os empréstimos e financiamentos representam uma forma de
dívida, o que significa risco financeiro, como o risco de inadimplência ou
incapacidade de pagamento. É importante que os mutuários avaliem
cuidadosamente a sua capacidade de cumprir os pagamentos antes de assumirem
estas obrigações.
Custo total: Além dos juros, os empréstimos e financiamentos podem incluir outras
taxas e encargos, como pagamentos de principal, seguros e custos de manutenção.
É importante considerar o custo total do empréstimo ao avaliar o seu desempenho
financeiro.
Impacto fiscal: Na maioria dos casos, os juros e o financiamento são dedutíveis dos
impostos para as empresas, o que pode reduzir a carga tributária. No entanto, as
leis fiscais variam de acordo com a localização e a natureza específica do
empréstimo.
Em suma, os empréstimos e subsídios desempenham um papel vital no
financiamento pessoal e empresarial, proporcionando acesso ao capital necessário
para o investimento e o crescimento. Num contexto contabilístico, é importante
compreender como estas transações são registadas e como afetam as
demonstrações financeiras de uma empresa. Além disso, os mutuários devem
avaliar cuidadosamente os custos e riscos associados aos empréstimos e
financiamentos antes de tomarem decisões financeiras importantes.
6. ROTINAS BANCÁRIAS
6.1 DEFINIÇÃO
Os procedimentos bancários referem-se a um conjunto de procedimentos e
atividades regularmente realizados pelas instituições financeiras para garantir a
70 Aprendizagem – Finanças Contábeis
eficiência das suas operações. Isto inclui uma variedade de processos, desde a
gestão de contas de clientes até operações financeiras, gestão de riscos e
conformidade.
Componentes do ciclo bancário:
Gestão de contas: As instituições financeiras precisam de gerir uma variedade
de contas de clientes, incluindo contas correntes, contas de poupança, contas de
investimento e contas de empréstimos. Isto inclui a abertura de novas contas,
atualização de registros, processamento de transações e gerenciamento de saldos e
limites de crédito.
Transações Financeiras: Os processos bancários incluem a facilitação e o
processamento de diversas transações financeiras, como depósitos, saques,
transferências eletrônicas, pagamentos de crédito, emissão e cheques em dinheiro,
entre muitas outras transações. Essas transações podem ocorrer tanto em agências
físicas quanto em canais eletrônicos, como serviços bancários on-line, aplicativos
móveis e caixas eletrônicos.
Gestão de riscos: As instituições financeiras estão expostas a uma variedade
de riscos, incluindo risco de crédito, risco operacional, risco de mercado, risco de
conformidade e risco de cibersegurança. Os processos bancários incluem a
implementação de políticas, procedimentos e controles para identificar, avaliar,
mitigar e monitorar esses riscos para proteger os interesses dos clientes e da
organização.
Conformidade Legal: O setor bancário é altamente regulamentado e as
instituições financeiras devem cumprir muitas leis, regulamentos e diretrizes emitidas
por reguladores governamentais. As operações bancárias incluem o
desenvolvimento e implementação de programas de compliance para garantir que a
instituição cumpra todos os requisitos legais e regulamentares aplicáveis.
Atendimento ao cliente: As instituições financeiras precisam prestar um
atendimento eficiente e de qualidade aos clientes, esclarecendo dúvidas, fornecendo
71 Aprendizagem – Finanças Contábeis
informações sobre produtos e serviços, solucionando reclamações e auxiliando em
questões financeiras. As operações bancárias incluem a capacitação dos
colaboradores para lidar com diversas situações e garantir a satisfação e fidelização
dos clientes.
Importancia das rotinas bancárias
Eficiência: Os processos bancários permitem que as instituições financeiras
realizem as suas operações diárias de forma ordenada e eficiente. Isso inclui
processamento de transações, gerenciamento de contas de clientes, concessão de
empréstimos, entre outras tarefas. A correta implementação destes processos é
essencial para que o banco opere de forma eficaz e responda prontamente às
necessidades dos clientes.
Segurança financeira: A gestão adequada dos processos bancários ajuda a
garantir a segurança financeira tanto para os clientes como para a própria
organização. Isto inclui monitorar cuidadosamente as transações, gerenciar riscos e
implementar controles internos para proteger os ativos financeiros contra fraude,
roubo e outras atividades ilegais.
Confiança do cliente: Um forte conjunto de práticas bancárias contribui para
construir e manter a confiança do cliente. Se os clientes confiarem que as suas
transações serão processadas de forma segura e eficiente, será mais provável que
continuem a fazer negócios com o seu banco e recomendem os seus serviços a
outros.
Conformidade Legal: As instituições financeiras estão sujeitas a uma
variedade de regulamentos e leis destinadas a proteger os interesses dos clientes,
garantir a estabilidade do sistema financeiro e prevenir atividades ilegais, como
lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Os procedimentos bancários são
concebidos para garantir que o banco opere de acordo com essas leis, evitando
assim penalidades legais e danos à reputação.
72 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Em suma, o sistema bancário desempenha um papel importante no
funcionamento eficiente e seguro das instituições financeiras, contribuindo para a
estabilidade do sistema financeiro e para a confiança dos clientes. Eles garantem
que as operações sejam realizadas de maneira ordenada, transparente e de acordo
com as leis e regulamentos aplicáveis.
6.2 CONCILIAÇÃO BANCÁRIA
A conciliação bancária é um processo importante na gestão financeira de
qualquer empresa, independentemente do seu porte. Vejamos esta definição com
mais detalhes:
O que é reconciliação bancária? A reconciliação bancária envolve a
comparação dos controles financeiros internos de uma empresa com os registros
dos extratos bancários de um período específico de tempo. Em outras palavras, é o
ato de verificar se todas as entradas e saídas de recursos financeiros registradas
internamente correspondem às efetivas movimentações realizadas na conta
bancária.
Porque é importante?
Saúde Financeira: A conciliação bancária é importante para a saúde
financeira de uma empresa. Permite aos gestores compreender com clareza o saldo
disponível, facilitando a tomada de decisão.
Detectar fraudes e erros: Além disso, a reconciliação ajuda a identificar
fraudes, lançamentos incorretos, valores não pagos e até mesmo compras
canceladas.
Planejamento e controle: Garantir um equilíbrio realista em sua conta
bancária é importante para pagar despesas e obrigações financeiras, bem como
para investir em seu negócio.
73 Aprendizagem – Finanças Contábeis
Evitar fechamentos prematuros: Segundo o IBGE, 25% das empresas
brasileiras fecham por falta de planejamento. Portanto, a conciliação bancária é um
passo importante para evitar problemas financeiros e manter as operações
comerciais.
Em suma, a reconciliação bancária é um método para garantir a consistência
e precisão dos registos financeiros, proporcionando transparência e controlo sobre
todas as entradas e saídas de fundos nas contas de uma empresa.
6.3 DEPÓSITOS
6.4 TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS
6.5 FORMAS DE PAGAMENTOS
74 Aprendizagem – Finanças Contábeis