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Química Forense: Técnicas e Aplicações

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PERÍCIAS LABORATORIAIS

PERÍCIAS LABORATORIAIS
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ___________________________________________________ 3
2. ASPECTO HISTÓRICO ____________________________________________ 5
3. ALGUMAS TÉCNICAS E EQUIPAMENTOS NA ROTINA FORENSE ________ 8
3.1 Espectrometria de Massas (MS) __________________________________ 9
3.2 Cromatografia _______________________________________________ 10
3.3 Testes Colorimétricos _________________________________________ 11
4. APLICAÇÕES DA CIÊNCIA FORENSE ______________________________ 12
4.1 Identificações de Drogas Ilícitas _________________________________ 13
4.1.1 Maconha _______________________________________________ 14
4.1.2 Cocaína ________________________________________________ 16
4.2 Envenenamento por Arsênio ____________________________________ 17
5. AS CIÊNCIAS FORENSES AJUDAM NA RESOLUÇÃO DE CRIMES PELA
DETECÇÃO DE SANGUE, IMPRESSÕES DIGITAIS, BALÍSTICA E PEGADAS
DEIXADAS PELOS SUSPEITOS _______________________________________ 19
5.1 Coleta de Impressões Digitais ___________________________________ 20
5.2 Técnica do Pó _______________________________________________ 21
5.3 Técnica do Lodo _____________________________________________ 22
5.4 Técnica do DFO _____________________________________________ 23
5.5 Manchas de Sangue __________________________________________ 24
REFERÊNCIAS ____________________________________________________ 26
1. INTRODUÇÃO

A química forense pode ser definida como a aplicação de conhecimentos


químicos em auxilio à justiça na resolução de assuntos de natureza criminosa. Dentro
dessa conceituação, podemos elencar as diversas áreas das quais o trabalho do
químico forense é decisivo: perícias policiais, ambientais, trabalhistas, industriais
(alimentos e medicamentos), doping esportivo, etc.
Cada uma dessas áreas abre um leque de possibilidade para atuação do
químico, visto que são vários os tipos de fraudes e contravenções a qual a sociedade
é vitima, sendo dever do poder judiciário julgar e condenar tais ações.
Apesar de antiga a ideia de se juntar conhecimentos científicos aos interesses
judiciários, a área forense em um todo (o que inclui a química), ganhou grande
destaque nos tempos atuais com séries televisivas como Bones, NCIS - Investigações
Criminais, e o mais popular do gênero CSI (crime sceneinvestigation), as quais
retratam a rotina de peritos, desvendando crimes através da ciência. Essa exposição
na mídia despertou grande interesse do público, o qual vê a área forense como uma
ciência aplicada, diferente daquele estereótipo de que ciência é algo distante,
ministrada por um pequeno grupo de cientistas. Tal exposição é tida como positiva,
pois atraindo atenções, aumenta o número de interessados por segmentos ligados à
química forense, havendo com isso mais estudos e trabalhos divulgados na área,
levando assim a sua evolução, principalmente no Brasil onde a realidade, como traz
Stefani, as condições de trabalho são precárias, sem suporte financeiro, com técnicas
e equipamentos ultrapassados, muito diferentes do cenário retratado em seriados
televisivos. Atualmente no Brasil ainda é bem baixa a quantidades de trabalhos
publicados na área de química forense, assim como a necessidade de se aperfeiçoar
e até mesmo criar técnicas mais precisas, rápidas e sensíveis.
A rotina de um profissional da área de química forense, ao contrário do que se
pensa, não se limita a laboratórios, visto que muitas vezes, o trabalho de perícia é
realizado em locais externos, onde as condições encontradas são totalmente
diferentes de um ambiente controlado. Sendo assim, é essencial que além de seus
conhecimentos em analítica e destreza em manipulação dos instrumentos, o perito
químico tenha um vasto conhecimento em outras áreas da química (físico-química e
orgânica, por exemplo), e também em áreas correlatas, como biologia, física,
geologia, criminalística, toxicologia e noções de medicina.
Como existe a necessidade de desenvolver o trabalho de pericia fora de
ambientes controlados, fato esse que pode comprometer o futuro de um julgamento,
é que o desenvolvimento de técnicas melhores, mais eficientes, baratas, o que inclui
também instrumentos e equipamentos, se faz importante.
Drogas de abuso, um dos males que assola populações em todo o mundo,
causando dependência e destruindo famílias, são comercializadas amplamente de
forma ilegal, sendo muito difícil estancar tais vendas. As forças policiais necessitam
de equipamentos de fácil transporte e manuseio, permitindo assim maior êxito nas
operações de inibição de tráfico. Nessa primeira fase, a identificação das drogas,
como maconha e cocaína, pode ser feito por métodos colorimétricos, que são simples,
dando positivo para os materiais em questão. No entanto, numa segunda fase, uma
análise mais apurada dos componentes do material apreendido é feito no laboratório,
através de equipamentos e técnicas mais refinadas (como a espectrometria de
massas), as quais garantem, por exemplo, determinar a origem dos entorpecentes
através de impurezas contidas no produto, que difere de uma localidade à outra.

Figura 1
Além das diversas técnicas e equipamentos utilizáveis nas análises de
vestígios, o conhecimento em toxicologia (área que estuda as substâncias nocivas à
saúde, seus sintomas e efeitos, assim como a quantidade com que tais substâncias
agem no organismo) é essencial para casos de intoxicação, envenenamento acidental
ou criminoso. Em tais casos, a análise por ser feita com amostras de fluídos orgânicos
da vítima, dependendo do contaminante, até mesmo em suas vestimentas.
Dentre os diversos agentes tóxicos, o arsênio é historicamente famoso, por se
tratar de uma substância muito utilizada na Idade Média para assassinatos com
interesses políticos. Podemos até dizer que as mortes por arsênio foi o precursor da
química forense, visto que na época havia uma epidemia destes casos, o qual era
muito difícil prevenir, visto que óxido de arsênio, As2O3, é um sólido branco, solúvel,
sem cheiro e gosto, e é difícil de ser detectado por análises químicas convencionais,
dando a ele o status de óxido do crime perfeito (FARIAS, 2010).
O presente estudo tem como finalidade apresentar a química forense, assim como
algumas de suas aplicações, procurando mostrar sua importância quanto à utilidade
como ferramenta no combate a criminalidade.

2. ASPECTO HISTÓRICO
A utilização de conhecimentos científicos em auxílio a questões judiciais teve
seu início registrado na antiga Grécia, com certa contribuição da química para
assuntos da medicina. Na Roma antiga a química se mostrou decisiva para esclarecer
casos de mortes por envenenamento, que tornara corriqueiros, principalmente de
figuras públicas. Este foi o primeiro grande indicio de que havia a necessidade de
promover conhecimento que auxiliassem a justiça contra tais crimes.
Mathieu-Joseph BonaventuraOrfila, natural da Espanha e crescida na França
(1787- 1853), considerado o pai da toxicologia, foi também um dos pioneiros na fase
moderna da ciência forense. Atuou certa vez como perito em um caso de suspeita de
assassinato por envenenamento, o qual conseguiu provar a intoxicação por arsênio
recolhendo amostras do corpo exumado da vítima e através de análises que o mesmo
não advinha do solo onde o corpo havia sido enterrado. Orfila trabalhou em fazer das
analises químicas, uma parte da rotina da medicina forense, havendo estudado os
efeitos de asfixia, exumação e decomposição de corpos. De todos seus estudos, Orfila
deixou para a ciência forense um Tratado de Medicina Legal (FARIAS,2010).
Na mesma época, outra importante figura aparece, o químico inglês James
Marsh (1794-1846). O temível arsênio continuava a fazer suas vitimas, pois até então
era praticamente indetectável; as análises químicas eram precárias e seus sintomas
se assemelhavam aos sintomas do cólera, doença muito comum naquele tempo.
Marsh propôs um método de detecção para o arsênio, onde se borbulha sulfeto de
hidrogênio em uma solução onde supostamente acredita-se ter o agente intoxicante,
onde o positivo se observa quando a solução assume um tom amarelado. Porém tal
método não foi considerado confiável pelas autoridades na época, pois não era
possível ver o arsênio na forma metálica. Esse desafio fez Marsh desenvolver um
teste, o qual leva o seu nome, onde se adiciona zinco metálico e ácido sulfúrico à
amostra.
Identificar o agente intoxicante foi uma grande vitória da ciência, porém também se
fazia necessário a identificação do criminoso.
Desde os primórdios das civilizações, os homens desenvolveram métodos
próprios de identificação daqueles que transgrediam as leis e a ordem. Ações como
infringir cicatrizes, tatuagens, marcas e até mesmo mutilações de membros eram
utilizadas, que também serviam como inibidores de qualquer infração. Tais métodos
foram abandonados em um modo geral com o avanço das civilizações e do
reconhecimento de direitos humanos. Porém, não foi abandonado a ideia de
identificação humana, e a descoberta de tendências únicas das impressões digitais
em cada individuo foi tomada como padrão neste intuito. Francis Galton, primo de
Charles Darwin, em 1892 publico um livro intitulado “Impressões Digitais”, o qual
incluía o primeiro sistema de classificação destas impressões. Surgia a datiloscopia.
A ideia daquilo que estava por trás de um crime e do criminoso por ele cometido
sempre foi discutida desde a antiguidade. Nos tempos mais remotos, os crimes eram
entendidos como manifestações sobrenaturais, havendo forte ligação com a religião,
onde o criminoso apresentava personalidade demoníaca. Essa relação crime e
criminoso foi sendo analisada e ganhando novas explicações como: certas
características físicas de um indivíduo com a predisposição às ações transgressoras;
ao estado mental deficiente, onde o individuo não assimilaria a ordem, a lei; a
desorganização social e a pobreza, entre outros.
A criminologia, ou o termo desenvolvido por Hans Gross (1847 – 1915),
“criminalística”, é o pensamento moderno a respeito de toda atmosfera em volta ao
crime, não somente o estudo dos vestígios concretos materiais do crime, mas também
o exame dos indícios abstratos, psicológicos do criminoso, na medida em que esta
ciência pode ser distraída da psicologia geral, considerando que a investigação
judiciária, para a descoberta do autor de um crime. Gross (que era professor) foi um
dos primeiros a compreender a importância de agregar outras diversas áreas do
conhecimento (química, física, botânica, toxicologia, geologia, etc) no auxílio à
questões judiciais, tendo ele estudado essas diversas áreas para ter uma maior
compreensão de suas interligações. Por tais considerações que ele é tido como o
fundador da criminologia.
Um dos maiores nomes da ciência forense é Edmond Locard (1877 – 1966),
francês, nascido em uma família rica e culta, dedicou sua vida a medicina legal e a
estudos de criminalística, devido às formações em medicina e direito, influenciadas
por seu pai e sua mãe, respectivamente. Com sua principal ajuda, foi construído o
primeiro laboratório cientifico da polícia em Lyon, o qual levou o nome de Laboratório
de Policia Técnica de Lyon. Locard publicou um tratado de criminalística, e é dele a
frase “todo contato deixa um rastro”, enunciada como “princípio da troca”. Tornou-se
conhecido pelos seus feitos, e chamado “Sherlock Holmes francês”.
O desenvolvimento das áreas de papiloscopia e datiloscopia, as quais promovem
a identificação de impressões deixadas nas cenas dos crimes, a fundamentação da
criminologia (que visa o ato criminoso em todas suas partes), a descoberta do luminol
(composto que revela vestígios de sangue, reagindo com estes, dando origem a um
azul fosforescente) e também o desenvolvimento tecnológico e procedimental,
promoveram a aliança definitiva entre ciência e justiça.

3. ALGUMAS TÉCNICAS E EQUIPAMENTOS NA ROTINA FORENSE


3.1 Espectrometria de Massas (MS)

A espectrometria de massas é uma técnica usada para o estudo das massas


de átomos, moléculas ou fragmentos de moléculas. Para se obter um espectro de
massa, as moléculas no estado gasoso ou espécies dessorvidas a partir de fases
condensadas são ionizadas (HARRIS, 2003). Trata-se de uma técnica destrutiva, ou
seja, necessita-se de alíquotas das amostras que serão destruídas no decorrer da
análise, porém é uma técnica com bastante sensibilidade, sendo amplamente utilizada
em diversas aplicações.
A partir do reservatório do sistema de amostragem, moléculas neutras são
inseridas no espectrômetro, o qual apresenta feixes de elétrons responsáveis pela
ionização dessas moléculas. Placas aceleradoras e de focalização mandam esses
íons na direção de um tubo analisador, porém antes passam por um campo
magnético, para que pela diferença de suas cargas e massas, sofram diferença na
trajetória. O campo separa os íons em um padrão chamado espectro de massas. A
leitura dos espectros possibilita conhecer ou comparar com espectros de bancos de
dados, a identidade das espécies-problema.
Existem diferentes tipos de espectrômetros, suas escolhas dependem
especificamente do tipo de analito que está sendo trabalhado, quanto a sua
quantidade e sensibilidade, por exemplo. Uma técnica utilizada pela polícia cientifica
no Brasil, é o EasyAmbientSonic-spray Ionization Mass Spectometry (EASI-MS),
desenvolvida por uma equipe do Instituto de Química da Universidade de Campinas
(UNICAMP) (BRITO, 2010). No EASI-MS o processo de ionização é feito por um spray
(metanol acidificado) sônico, não havendo a necessidade de alta voltagem (fonte de
elétrons), nem alta temperatura. O spray sônico passa por um tubo, arrastado por ar
comprimido, atingindo assim a amostra, onde ocorre uma dessorção e sua ionização.
Tais íons são transferidos para o espectrômetro de massa, para que ocorra a
identificação das espécies. A técnica EASI-MS está ganhando muito espaço devido
ao seu simples procedimento e também por ser considerada uma técnica não
destrutiva. A técnica pode ser utilizada na identificação de drogas ilícitas e na análise
de documentos falsificados, por exemplo.
3.2 Cromatografia

Figura 2

A cromatografia é um método físico-químico de separação. Ela está


fundamentada na migração diferencial dos componentes de uma mistura, que ocorre
devido a diferentes interações (DEGANI et al. 1998). De um modo geral, a separação
por cromatografia se deve uma fase estacionária e uma fase móvel, onde passa a
mistura, havendo interações diferentes entre seus componentes (soluto) com as
respectivas fases. A fase estacionária é fixa (se a separação for feita em coluna, a
fase estacionária fica fixada a coluna), sendo um material poroso, sólido ou líquido
viscoso. Já a fase móvel pode ser líquida ou gasosa, a qual se move através da
coluna.
Os diferentes tipos de cromatografia se devem aos diferentes tipos de
interações possíveis entre os solutos e as fases estacionárias e móveis, podendo ser
realizadas em uma coluna ou de forma planar. A cromatografia líquida se dá quando
a fase móvel é líquida, enquanto a fase estacionária é sólida, havendo interação
soluto-fase estacionária, como na cromatografia de adsorção, onde um soluto tem
mais facilidade em ser adsorvido por poros na fase estacionária, levando mais tempo
para se deslocar.
A cromatografia gasosa se dá quando a fase móvel é gasosa, enquanto a fase
estacionária é líquida ou sólida. A fase móvel é um gás de arraste, o qual leva os
componentes da mistura analisada (no estado gasoso), e a fase estacionária exerce
atração sobre um dos componentes, retardando o tempo de eluição e promovendo
assim a separação das espécies.
Através do cálculo do tempo de retenção de um determinado analito sobre um
determinado tipo de cromatografia, é possível comparar e chegar à identidade da
espécie presente na mistura analisada. Existe a possibilidade também da junção dos
cromatógrafos e de espectrômetros, os quais juntos potencializam o trabalho, levando
a resultados mais rápidos nas análises realizadas.

3.3 Testes Colorimétricos

O uso de teste de cor talvez seja a forma de análise mais comum e utilizada
para se determinar a presença de certa substância em uma amostra, se tratando
unicamente de uma técnica qualitativa.
Devido ao baixo custo de reagentes, fácil reprodução, a qual por uma reação química
simples revela resultados que podem ser interpretadas a olho nu, as técnicas
colorimétricas ainda hoje são utilizadas largamente em rotina de laboratórios de
química analítica. Até mesmo quem não é químico por formação pode utilizar os testes
de cor sem larga experiência, como o exemplo de policiais em procedimentos de
rotina, na busca de substâncias ilícitas, sem a necessidade de um laboratório.
O desenvolvimento de uma cor pode indicar a presença de uma droga ou de
uma determinada classe de drogas. Uma vez que mais de um composto pode dar o
mesmo resultado, os testes de cor não são específicos e não identificam
conclusivamente a presença de um composto (LINCK, 2008). Devido a esse fato, o
uso do teste colorimétrico entra como uma técnica primária, servindo para identificar
a presença do possível grupo alvo na amostra, para posteriormente passar por uma
técnica analítica mais sofisticada, determinando o teor e a composição da amostra
problema.

Figura 3
4. APLICAÇÕES DA CIÊNCIA FORENSE

A rotina forense, como já mencionado, não se restringe apenas a laboratórios


e a ocorrências policiais, sendo essas apenas uma parte do vasto ramo de aplicação
dos conhecimentos forense. Os serviços de um perito podem ser solicitados em
perícias ambientais, onde este avaliará possíveis danos causados por pessoas ou
empresas, perturbando o equilíbrio e a preservação do meio ambiente; perícias
industriais, avaliando o espaço físico, equipamentos e condições de trabalho, ou então
sobre os produtos ali fabricados, se há riscos para trabalhadores e consumidores; na
análise de vestígios deixados pelo disparo de armas de fogo, os quais são expelidos
na combustão da carga explosiva contidas nos cartuchos que compõe as munições
das armas (OLIVEIRA, 2006).
A seguir serão apresentadas duas aplicações da química forense em contribuição ao
sistema judiciário: a identificação de drogas ilícitas e casos de envenenamento por
arsênio.

4.1 Identificações de Drogas Ilícitas

Figura 4: Toxicologia realizada em amostras de drogas e detecta substâncias sintéticas ilícitas

As drogas ilícitas, que trazem prejuízo à saúde de seus usuários, causando-


lhes dependência e por vezes morte, são comercializadas amplamente de forma
ilegal, sendo muito difícil estancar tais vendas.
“Este consumo reflete não só na saúde, no convívio familiar e social, como
também movimenta milhões por ano, consistindo em um mercado financeiro
ilícito não só no Brasil, mas em muitos outros países também. Também há
que se considerar que indivíduos usuários de drogas certamente são mais
suscetíveis à prática de crimes, tanto devido ao fato de geralmente ficarem
racionalmente afetados quando do uso da droga, quanto por necessidade de
angariar fundos para a manutenção do vício” (OLIVEIRA, 2009).
Técnicas de identificação de tais drogas, que não exijam equipamentos
complexos e que sejam de fácil aplicação, se tornam cada vez mais necessárias no
combate ao trafico de entorpecentes no Brasil e no mundo.
A luta da polícia contra o tráfico é difícil, visto que muita gente morando na linha
da pobreza encontra seu “ganha pão” na venda de substâncias ilícitas, e o crescente
número de usuários faz do tráfico uma atividade rentável.
Na ação diária, é imprescindível que a polícia use de métodos simples e eficazes,
havendo assim maior rapidez em tomada de decisões e execução do trabalho.
Potencializar o trabalho garante também uma maior inibição quanto aos atos de
infração, porém também é necessário haver leis mais rigorosas que tratem dos
criminosos.
Os usuários de drogas tendem a desenvolver alguns problemas de saúde e
psicológico, além de sofrerem risco de morte. Dentre os diferentes tipos de drogas
ilícitas, suas classificações são dadas a partir dos efeitos causados nos usuários. A
cocaína, compostos anfetamínicos são substâncias classificadas como estimulantes
do sistema nervoso central, utilizadas muito em festas, com a finalidade de aumentar
a euforia, a capacidade física e bem-estar; já substâncias como maconha, LSD,
mescalina, ecstasy são classificadas como pertubadoras do sistema nervoso, que
causam efeitos psicodélicos e alucinógenos, buscadas por pessoas que desejam fugir
da realidade, a fim de experimentar novas sensações. Há também as substâncias
classificadas como depressoras do sistema nervoso central, como o álcool (não
considerado ilícito), inalantes, opiáceos e calmantes.
Todas as substâncias consideradas ilícitas devem ser combatidas pelo poder
judiciário, visto o problema social que por elas são desencadeados. Para cada uma
delas, existem técnicas e métodos de detecção e determinação próprio, utilizados
pelos peritos. Algumas características da maconha e da cocaína, assim como
algumas técnicas utilizadas em suas identificações, como verificadas abaixo.

4.1.1 Maconha

A maconha é um psicoativo, que provoca alterações mentais, produzida a partir


da planta Cannabis Sativa. A maconha contém cerca de 400 substâncias químicas,
porém o responsável pelo psicoativo é o THC (delta-9-tetraidrocanabinol). A maconha
é usualmente fumada em forma de cigarros ou em cachimbos, porém pode ser
misturada a comida ou feito chá da planta. Quando fumada, o THC passa pelos
pulmões e cai na corrente sanguínea, que transporta a substância química para os
órgãos, inclusive ao cérebro. No cérebro, O THC se conecta a sítios chamados
receptores canabinoide nas células nervosas e influencia a atividade dessas células.
Pressão, memória, concentração, percepção sensorial e de tempo, podem ser
afetados com seu uso (DEA, 2012).
Para uma análise, prévia se for o caso de uma ação policial, testes de cor
podem ser utilizados na identificação da maconha. Alguns métodos são conhecidos,
como a reação de Beam, o qual a amostra é tratada com uma solução etanólica de
hidróxido de sódio (básica), se a amostra contiver canabidinol, uma coloração
vermelho-violácea será apresentada. Alternativamente, pode-se empregar a solução
alcoólica ácida (com ácido clorídrico), que fará da solução contendo maconha
apresentar coloração vermelha (FARIAS, 2010). O teste de Duquenois-Levine
também é largamente utilizado, preparado utilizando etanol, acetaldeído e vanilina.
Adiciona-se o reagente junto à amostra em um tubo de ensaio, o qual é agitado, e em
seguida, adicionando acido clorídrico. A cor púrpura é o positivo para a presença de
canabinoides.
Ambos os testes citados são exemplos de reagentes de baixo custo, de fácil
aplicação e que dão bons resultados. A composição do material, apreendido após a
identificação pelas técnicas colorimétricas, pode ser analisada por espectrômetro de
massa, o qual permite a análise mais detalhada das substâncias presentes no
material. Por esse detalhamento, é possível até mesmo descobrir a origem da droga,
visto que cada organização criminosa faz o preparo utilizando certos padrões e
substâncias diferentes
Figura 5
.
4.1.2 Cocaína

Da Erythroxylum coca Lamarck, arbusto nativo em alguns países andinos,


principalmente Peru, Bolívia e Colômbia, é que se encontra o mais conhecido entre
os alcaloides, a cocaína (benzoilmetilecgonina) (FARIAS, 2010).
Como traz o DEA, a cocaína produz uma intensa euforia no usuário, havendo
grande potencial de dependência. Cocaína em pó pode ser aspirada ou injetada nas
veias após dissolução em água. A intensidade do efeito eufórico após seu uso
depende de quão rápido a droga atinge o cérebro, dependendo também da dose e do
método utilizado para o abuso. Quando injetada, a cocaína atinge o cérebro em
segundos, resultando num rápido inicio dos efeitos, até atingir um estágio conhecido
como “pico”.
Por outro lado, a euforia causada pela droga inalada é menos intensa e não
acontece rapidamente, devido ao lento acumulo da droga no cérebro. O grande perigo
é que o usuário desenvolve uma tolerância à droga, sendo necessário consumir doses
cada vez maiores para se atingir o efeito esperado. Os efeitos de overdose incluem
agitação, aumento de temperatura do corpo (febre), alucinações, convulsões e morte.
A cocaína pode ser submetida a teste de cor, como ao teste de Scott (tiocianato
de cobalto). A coloração azul indica a presença da droga. O reagente de Reichard
também pode ser empregado na identificação de cocaína, sendo preparado com a
dissolução de β-naftol em hidróxido de sódio. Essa solução em contato com a amostra
contendo cocaína também apresentará coloração azul como positivo.
Figura 6
4.2 Envenenamento por Arsênio

Em casos de envenenamento, as técnicas analíticas recorrem ao auxílio da


toxicologia. Conforme Brito (1998), existem várias definições para toxicologia, como o
ramo da ciência que estuda as substâncias nocivas à saúde, suas ações, seus
sintomas, seus efeitos e seus contravenenos. Para veneno, define-se como qualquer
substância biologicamente ativa, que mesmo em pequenas quantidades, se
introduzida no organismo e absorvida, pode causar sérios distúrbios à saúde, inclusive
a morte. Continuando em suas definições, Brito afirma que todas as substâncias da
natureza podem atuar como tóxicos, porém, nem todas devem ser consideradas como
tal, dependendo da quantidade e se foram absorvidas. Assim, conclui que toxicologia
se preocupa com agentes tóxicos, que mesmo em pequeníssima quantidade, pode
provocar distúrbios orgânicos.
Desde épocas mais remotas, o homem utiliza seus conhecimentos sobre o
efeito tóxico de vegetais, animais e minerais, a fim de empregá-los como armas sobre
outros homens e até mesmo animais perigosos. Uma série de substâncias foi usada
historicamente em uma dada época, com tais fins de aniquilamento. Uma substância
muito utilizada para se obter poder político obteve um destaque histórico, o arsênico.
Algumas personalidades ficaram marcadas graças a suas práticas de
envenenamento: Nero, em Roma, que envenenou Claudio (sucessor ao trono), uma
mulher de nome Toffana, qual preparava cosméticos contaminados com arsênico,
Kalpurnium, que eliminava suas amantes, porém a notoriedade é de Lucrécia Borgia,
vinda de uma família com histórico de trapaças e assassinatos por poder político,
eliminou várias pessoas através do arsênico. (BRITO, 1998).
O arsênio é um elemento químico pertencente ao grupo 15 (ou família 5A) da
tabela periódica, apresentando número atômico 33 e valor de massa atômica 74,92u,
sendo encontrado na forma sólida. É considerado um metal pesado, ocorrendo de
maneira natural na crosta terrestre. Quando na forma metálica, tem aspecto
acinzentado, podendo ser encontrado combinado ao oxigênio, hidrogênio, enxofre e
cloro. O arsênio é utilizado em produção de cobre e outros metais, tintas e corantes,
pesticidas, herbicidas, conservante de couro e madeira, entre outros. O uso em
herbicidas, como traz Skooget al. (2005), o arsênio reage com grupos sulfidrílicos(S-
H), como o aminoácido cisteína presente em enzimas das plantas, havendo uma ação
inibidora da enzima, matando a planta. Tais efeitos químicos também ocorrem em
animais.
Como já citado, o envenenamento por arsênio era muito utilizado por suas
características indetectáveis e seus sintomas ser semelhantes ao do cólera, mas a
partir de 1836, quando o químico James Marsh concebeu um método forense para se
poder detectá-lo, a utilização criminosa do arsênico diminuiu consideravelmente.
Teste de Marsh como ficou conhecido, é um método muito útil ainda hoje, utilizado na
identificação do arsênio, sendo o procedimento descrito a seguir. Zinco metálico e o
ácido sulfúrico são adicionados a amostra em que há suspeita da presença de arsênio.
Se este estiver na forma de óxido (As2O3), o zinco entra como agente redutor sobre
o arsênio, conforme a equação:

Os ânions formados do arsênio reagem com o hidrogênio liberados pelo ácido


sulfúrico formando uma espécie gasosa, a arsina (AsH3). Nesse ponto, o gás pode
ser submetido a alguns processos para a determinação do arsênio. Um dos
procedimentos adotados é submeter o gás a um papel reativo, como o papel de nitrato
de prata (AgNO3), onde há a formação de um composto intermediário de cor amarela
e numa segunda etapa, há a redução até a prata metálica (cor escura):
Passando por um tubo aquecido a arsina formada na equação (1), esta sofrerá
uma decomposição, liberando o gás hidrogênio, obtendo o arsênio em sua forma
metálica. O arsênio deposita-se formando uma espécie de filme, o qual leva o nome
de “espelho de arsênio”, sendo proporcional a quantidade de arsênio obtida na
amostra.
Como traz Barra et al. (2000), o emprego da espectrometria de massa junto a
cromatografia são os métodos mais confiáveis e utilizados para a determinação de
amostras com arsênio, devido a sua grande sensibilidade (podendo detectar rastros
do elemento) e a separação dos vários componentes da presentes em uma amostra,
que possam vir interferir na análise.

5. AS CIÊNCIAS FORENSES AJUDAM NA RESOLUÇÃO DE CRIMES PELA


DETECÇÃO DE SANGUE, IMPRESSÕES DIGITAIS, BALÍSTICA E
PEGADAS DEIXADAS PELOS SUSPEITOS
A química forense, como é cediço é um ramo da química que se dedica aos
estudos de como aplicar os conhecimentos químicos na resolução de crimes. Da
detecção de impressões digitais à marcas de sangue, a aplicação da química na
resolução de crimes pode ser decisiva no fechamento de um caso.
O corpo humano é um complexo conjunto de substâncias e reações químicas.
Por isso, por onde vamos deixamos uma marca química única – seja um pedaço do
nosso DNA nos fios de cabelo, ou uma gota de suor na calçada em um dia quente.
Na resolução dos crimes, o cientista forense precisa ser um perito na detecção desses
sinais deixados pelo criminoso e pela vítima. Além disso, precisa ter um grande
conhecimento de química para reconhecer as substâncias, sua origem e aplicar as
técnicas certas para obter os resultados mais confiáveis.

5.1 Coleta de Impressões Digitais

As impressões digitais surgem ainda no desenvolvimento fetal, durante a


apoptose. Isso acontece quando as células de alguns tecidos existentes nas mãos e
pés morrem, desfazendo de forma aleatória esse tecido, inexistente depois do
desenvolvimento completo.
Assim, as impressões digitais são exclusivas a cada indivíduo.

Figura 7

Assim, como é natural que a nossa pele produza secreções como suor e
gordura, as digitais ficam literalmente impressas sobre as superfícies que tocamos.
O cientista forense dispõe de diversas técnicas para coletar essas digitais, de acordo
com o tipo de superfície onde ela está e o tempo decorrido desde a sua impressão .
5.2 Técnica do Pó

Essa técnica é uma das mais simples e a mais utilizada. É a mais eficaz quando
as impressões estão em superfícies lisas, não adsorventes. O efeito químico que
possibilita o uso dessa técnica é a adsorção do pó à impressão digital.

Figura 8

A adsorção acontece quanto duas substâncias interagem através


das interações intermoleculares. O pó utilizado costuma ser o carvão – que é uma das
formas alotrópicas do carbono. Ou seja, ele é constituído somente de carbono puro
(C6), num arranjo hexagonal.

Figura 9

Assim, o carvão, que é apolar, interage muito bem com os resquícios de sebo
da pele, deixadas na impressão digital. Lembre que substâncias simples são sempre
apolares! Eles interagem através de interações dipolo-induzido, já que ambos são
apolares.
Com isso, o perito consegue ver a digital impressa sobre a superfície, e captá-
la com a utilização de uma fita adesiva. O carvão fica colado na fita, e a impressão
digital pode ser comparada com um banco de digitais dos suspeitos.

5.3 Técnica do Lodo

O Iodo é um halogênio, da família 7A. É o único halogênio que é sólido, por


causa de sua grande massa atômica (127 g/mol). Apesar de ser sólido, o iodo é
capaz de sublimar. Ele passa diretamente do estado sólido para o estado de vapor.
Isso acontece porque o iodo é uma substância simples; assim, ele é apolar. Por isso,
suas interações intermoleculares não são tão fortes assim. Desta maneira, ele
consegue passar para o estado de vapor, num processo chamado sublimação.
Essa técnica é utilizada na química forense em objetos pequenos, para a
detecção de digitais. Para isso, coloca-se o objeto dentro de um recipiente, junto com
alguns cristais de iodo. Assim, o iodo sublima e interage também por adsorção com
as moléculas de gordura deixadas na digital.
Quando isso acontece, forma-se um produto acastanhado, permitindo a visualização
clara da digital.
Figura 10: Iodo Sublimando

Figura 11: Impressão digital revelada com iodo


5.4 Técnica do DFO

A diazafluorenona (DFO) é uma molécula orgânica também utilizada na


revelação de digitais. Ela consiste em dois anéis piridínicos (semelhante ao benzeno,
mas com um nitrogênio no lugar de um dos carbonos), unidos por um carbono ligado
a um oxigênio (C=O).

Figura 12

A nossa derme possui uma camada superficial de queratina, uma proteína


constituída por vários aminoácidos. Assim, quando tocamos nas superfícies,
deixamos também resquícios de aminoácidos, das células mortas das camadas mais
externas da pele.

Figura 13
Digitais reveladas com a utilização do DFO

A DFO, por sua vez, reage com aminoácidos, deixados também pelo toque dos
dedos. Essa reação produz um composto fluorescente, que pode ser observado com
o auxílio de uma luz azul forense.

5.5 Manchas de Sangue

Figura 14

Quando amostras de sangue são coletadas, o perito criminal precisa antes ter
certeza de que realmente se trata de sangue. Para isso, utilizam um reagente que
contém água oxigenada (H2O2) e a fenolftaleína, um conhecido indicador ácido-base.
A água oxigenada é decomposta em água (H2O) e gás oxigênio (O2) pela ação
da hemoglobina, em uma reação de análise ou decomposição. A hemoglobina é uma
metaloproteína que existe nas nossas hemácias, e é a grande responsável pelo
transporte de oxigênio do nosso sangue. Nessa reação, ela atua como um catalisador,
acelerando a reação de decomposição.
Figura 15

Assim, com a decomposição da água oxigenada, a fenolftaleína muda de cor.


Se ela ficar rosa, teremos a confirmação de que realmente se trata de uma mancha
de sangue.
Além disso, existem outras técnicas, capazes de identificar o sangue e outros
fluidos corporais no local do crime. Também conseguimos saber a origem das balas
disparadas, e até mesmo a altura da qual as gotas de sangue caíram, através de
complexas fórmulas matemáticas.
A utilização de conhecimentos científicos, em especial conhecimentos
químicos, como ferramenta decisiva na investigação de questões referentes ao
judiciário vem sendo retratada há tempos e a evolução de tais conhecimentos selou
essa união de forma definitiva. Isso também se deve a clareza com que métodos e
técnicas atuais chegam a resultados em suas análises, assim como o dever ético do
poder judiciário em julgar de maneira a não prejudicar inocentes e beneficiar
criminosos.
O conhecimento forense traz consigo o papel inibidor, importante no que tange
a manutenção de uma sociedade livre de questões que ferem o direito de cidadãos
(lembrando que sua aplicação é muito mais ampla do que ocorrências policiais),
reforçando a ideia de que não há crime sem solução.
Existe no Brasil uma necessidade de divulgação e ampliação de trabalhos
científicos na área de química forense, visto que ainda é escasso o número de
materiais consultáveis a respeito do tema. A ampliação de pesquisas na área implica
em um maior desenvolvimento de técnicas e métodos analíticos (como os testes de
cor, por exemplo) específicos para tratar de vestígios reportados como provas de um
possível crime, facilitando o trabalho empregado por peritos e agentes de campo.

REFERÊNCIAS

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