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Queixa-Crime por Injúria e Calúnia

Pedro move queixa-crime contra Joana por injúria e calúnia após ela publicar acusações prejudiciais sobre ele em rede social. Pede que Joana seja citada, realização de audiência de instrução e julgamento, produção de provas e condenação no pagamento de honorários sucumbenciais.

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Queixa-Crime por Injúria e Calúnia

Pedro move queixa-crime contra Joana por injúria e calúnia após ela publicar acusações prejudiciais sobre ele em rede social. Pede que Joana seja citada, realização de audiência de instrução e julgamento, produção de provas e condenação no pagamento de honorários sucumbenciais.

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AO JUÍZO DE DIREITO DA ______ VARA CRIMINAL DA COMARCA _______.

PEDRO, estado civil, profissão, com inscrição no CPF sob o nº, endereço eletrônico,
endereço completo, neste ato representado por seu advogado infra-assinado, conforme
procuração anexa, vem respeitosamente à presença de vossa excelência, com fulcro no art. 30
do código de processo penal e dos arts. 100, §2°, 138 e 140 do Código Penal oferecer.

QUEIXA-CRIME

Em face de JOANA, estado civil, profissão, com inscrição no CPF sob o nº, endereço
eletrônico, endereço completo, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

I- DA GRATUIDADE DE CUSTAS

Inicialmente, afirma ser pessoa necessitada e em situação de vulnerabilidade


econômica, com insuficiência de recursos para pagar a taxa judiciária, as custas, as despesas
processuais e os honorários advocatícios, na forma do artigo 115, do Decreto-lei Estadual n°
5/75, e do artigo 99 do NCPC, sem prejuízo do sustento próprio ou da família, motivo pelo qual
tem direito à GRATUIDADE DE JUSTIÇA.

II- DOS FATOS

No contexto do relacionamento mantido entre Joana e Pedro, o último decidiu


unilateralmente encerrar a relação, causando à primeiro significativo abalo emocional. Em
resposta a tal desfecho, Joana optou por expressar sua insatisfação publicamente por meio de
uma publicação em suas redes sociais, especificamente no Instagram, datada de 25 de fevereiro
de 2024. Nesta publicação, Joana proferiu acusações de natureza extremamente prejudicial à
reputação de Pedro, caracterizando-o como um indivíduo de caráter duvidoso.

Entre as alegações feitas por Joana, destacam-se as insinuações de que Pedro seria inapto
em suas capacidades sexuais, ao ser rotulado como "frouxo" e "brocha", além de sugerir, de
forma infundada, que o mesmo estaria envolvido na prática ilícita de venda de substâncias
entorpecentes como meio de subsistência.
É importante ressaltar que tais alegações foram veiculadas em um ambiente público,
alcançando uma ampla audiência e gerando um considerável impacto sobre a reputação e
integridade moral de Pedro. A publicação em questão obteve mais de 5 mil interações positivas,
denotando uma propagação significativa do conteúdo difamatório.

À luz desses eventos, é evidente a gravidade das ações perpetradas por Joana, as quais
ultrapassam os limites da liberdade de expressão, adentrando no terreno da difamação e calúnia.
Tais condutas, além de ferirem os direitos individuais de Pedro, configuram-se como ilícitos
passíveis de responsabilização jurídica, exigindo a devida apuração e reparação dos danos
causados.

III-DO DIREITO

Diante das evidências retratadas, torna-se patente a constatação de que o querelado


incorreu em infrações penais tipificadas como injúria e calúnia.

No que concerne à injúria, a conduta da querelada consistiu em proferir palavras que


agraviaram a dignidade e o decoro do querelante, ao atribuir-lhe os epítetos de "brocha" e
"frouxo". Tal ato configura-se como delito nos termos do artigo 139 do Código Penal Brasileiro
de 1940.

Por outro lado, no tocante à calúnia, a querelada imputou falsamente ao querelante a


prática do crime de tráfico de drogas, este previsto no artigo 33 da Lei 11.340/2006. Essa
imputação infundada constitui-se como calúnia nos moldes do artigo 138 do Código Penal
Brasileiro de 1940.
Assim, à luz dos fatos narrados e da legislação pertinente, ressalta-se a clara
responsabilidade penal da querelada pelos delitos de injúria e calúnia perpetrados em desfavor
do querelante.

IV- DOS PEDIDOS:

Requer o querelante que seja recebido a presente queixa-crime, julgando-se ao final


procedente os pedidos formulados na peça acusatória, para condenar a querelada nas sanções
penais descritas nos artigos: 138 (calúnia) e 140 (injúria) do Código Penal Brasileiro de 1940.
No mais, requer:
A. A tramitação do feito no procedimento sumário, levando em consideração os
delitos supostamente cometidos pela querelada e a determinação contida no artigo 394,
parágrafo 1º, inciso II do Código de Processo Penal, que estabelece as diretrizes para esse tipo
de procedimento.

B. A realização da citação da querelada, de acordo com as disposições do Código de


Processo Penal, especificamente no artigo 396, que estipula o procedimento a ser seguido para
que a imputada apresente sua resposta à acusação.

C. A designação de Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ), conforme previsto nos


dispositivos legais dos artigos 399 e 400 do Código de Processo Penal, que regem os passos a
serem seguidos para essa fase processual.

D. A realização da produção de todas as provas admitidas pelo Direito, de acordo com


as normas e princípios processuais vigentes, visando assegurar o devido processo legal e o
contraditório entre as partes.

E. A imposição da condenação da querelada ao pagamento dos honorários


sucumbenciais, estabelecidos no percentual de 20%, conforme disposto no artigo 85 do Código
de Processo Civil, como forma de ressarcimento das despesas processuais decorrentes da
demanda judicial.

Nestes termos, pede deferimento.

Local, Data

Advogado
OAB/UF

Rol de Testemunhas:

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