Mioma Hipoecoico em Questões Médicas
Mioma Hipoecoico em Questões Médicas
UNIFESP
25 questões de prova de Clínica Cirúrgica, Clínica
Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria
e Saúde Coletiva para Residência médica da
Universidade Federal de São Paulo.
SUMÁRIO
Residência médica: UNIFESP.....................3
Questões
Clínica Médica...................................................4
Clínica Cirúrgica................................................7
Ginecologia e Obstetrícia.......................... 11
Pediatria................................................................14
Saúde Coletiva..................................................17
Gabarito e comentários
Clínica Médica................................................20
Clínica Cirúrgica............................................. 25
Ginecologia e Obstetrícia........................30
Pediatria............................................................... 35
Saúde Coletiva..................................................41
Residência médica:
UNIFESP
A Escola Paulista de Medicina, da Universidade Fede-
ral de São Paulo (UNIFESP) oferece diversos progra-
mas de Residência médica. São 60 horas semanais,
ofertando aos interessados a orientação de diversos
profissionais médicos de alta qualidade, sendo uma
das Residências médicas mais procuradas do país. Pa-
ra saber quais as residências são ofertadas pela insti-
tuição e seus respectivos pré-requisitos, confira o site
[Link]
institucional/coreme-programas.
3
questões comentadas | unifesp
Clínica Médica
2019
1. Mulher, 23 anos de idade, refere palpitações aos grandes esforços.
Ao exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, PA = 120x80
mmHg, FC = 96 bpm, com pulso irregular. Ausculta cardíaca: bu-
lhas arrítmicas, com sopro diastólico em ruflar em foco mitral.
Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos ad-
ventícios. Abdome: sem alterações. Membros inferiores: pulsos
presentes e simétricos, sem edema. Quais são os diagnósticos
mais prováveis?
2018
2. Uma paciente de 16 anos, diabética tipo 1, chega ao pronto-socor-
ro desidratada, com dor abdominal, náuseas e vômitos. Sinais vitais
e exames iniciais: FC = 130 bpm, FR = 30 ipm, PA = 100x70 mmHg,
glicemia capilar = 600 mg/dL, potássio = 4 mEq/L, glicemia plasmá-
tica = 800 mg/dL, pH = 7,15 e HCO3 = 8 mEq/L. Após 8 horas: glice-
mia plasmática = 150 mg/dL (em uso bomba de insulina 2 UI/h), pH
= 7,2 e HCO3 = 13 mEq/L. Qual é a conduta mais adequada nesse
momento?
4
questões comentadas | unifesp clínica médica
2017
3. Um paciente apresenta, ao exame do esfregaço periférico do san-
gue, a presença de hemácias em forma de foice. Qual é a hipótese
diagnóstica, nesse caso?
a) talassemia
b) eliptocitose
c) deficiência de G6PD
d) esferocitose
e) drepanocitose
2016
4. Um cirurgião apresentou lesão perfurocortante com agulha de
fio de sutura durante ato operatório. Houve transfixação da lu-
va. A conduta é avaliação dos fatores de risco do paciente, cole-
ta de sangue do paciente e do médico e acompanhamento
ambulatorial:
questões comentadas | unifesp clínica médica
2015
5. Homem de 70 anos de idade, hipertenso, no segundo pós-opera-
tório de prostatectomia radical, desenvolve dispneia súbita com
dessaturação. Apresenta hipotensão arterial que após expansão
volêmica adequada com 2 L de cristaloide mantém PA = 90/60
mmHg, FC = 110 bpm, FR = 30 ipm e saturação de 90% com más-
cara de Venturi a 50%, tem saturação venosa central de 50%.
d) toracotomia de urgência
2018
7. Um homem de 70 anos foi vítima de atropelamento por moto
em via de média velocidade, há 30 minutos. A: via aérea pérvia,
em uso de prancha rígida e colar cervical. B: murmúrio vesicular
presente bilateral, SpO2 = 88%, FR = 22 irpm, forte dor e escoria-
ções em gradil costal à esquerda. C: sem sangramento externo
ativo, PA = 160x90 mmHg, FC = 95 bpm, TEC 2s, abdome doloro-
so no flanco esquerdo, pelve estável. D: Glasgow 12, pupilas sem
alterações, sem déficit neurológico focal. E: dorso e extremida-
7
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
a) complexo protrombínico
c) concentrado de plaquetas
d) crioprecipitado
e) protamina
2017
8. Uma paciente de 8 anos há cerca de 1 mês vem apresentando dor
abdominal, vômitos e perda de peso (5 kg no período). A mãe re-
fere que o abdome está maior do que o habitual e que a menor
vem apresentando fezes esbranquiçadas com frequência. O rela-
to provavelmente está relacionado a:
a) colangite
b) hepatoblastoma
d) cisto de colédoco
e) má rotação intestinal
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
2016
9. Um tempo básico da técnica operatória é a síntese, em que se
devem aproximar as bordas da ferida operatória para reconstituir
a integridade anatômica e funcional do órgão/tecido que sofreu a
diérese. Assinale a alternativa correta com relação à síntese:
2015
10. Homem de 45 anos de idade, portador de cirrose hepática al-
coólica, chega à emergência com quadro de hematêmese de
grande volume. Nega episódios semelhantes a esse. Estava em
acompanhamento ambulatorial regular, em uso de furosemida
40 mg e espironolactona 100 mg. Nega episódios prévios de en-
cefalopatia hepática.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
Ao exame:
• Consciente e orientado
a) em até 24 horas
d) em até 72 horas
e) em até 48 horas
2018
12. Com relação à fisiologia da resposta imunológica na gravidez, po-
demos dizer que:
11
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
2017
13. Uma paciente de 68 anos relata dor na região pélvica e episódios
de sangramento vaginal em pequena quantidade há 3 meses. É
nuligesta e refere ter feito miomectomia aos 36 anos. Traz exame
ultrassonográfico do ano anterior, mostrando útero discretamen-
te aumentado com nódulo hipoecoico intramural de 4 cm e ová-
rios normais. O exame abdominal mostra massa endurecida e
pouco móvel que atinge 5 cm acima da pube. No toque vaginal,
ao mobilizar a massa, o colo uterino também se move. Não é pos-
sível identificar os anexos. A ultrassonografia mostra volumoso
tumor pélvico hipoecoico com 20 cm sem plano de clivagem
com o útero. E, ainda: eco endometrial de 3 mm e ovários não
identificados. O provável diagnóstico é:
b) adenomiose
d) sarcoma uterino
e) adenocarcinoma endometrial
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
2016
14. Qual é a degeneração mais frequente que o mioma uterino pode
sofrer durante a gestação?
a) calcificação
b) sarcomatosa
c) hialina
d) gordurosa
e) necrose asséptica
2018
17. Uma menina de 12 anos refere emagrecimento, polidipsia e poliú-
ria. Ao exame clínico, apresenta-se desidratada, taquidispneica e
torporosa. Exames laboratoriais: glicemia = 620 mg/dL; gasome-
tria: pH = 7,08, HCO3 = 4 mEq/L, BE = -20; Na = 135 mEq/L; K = 3,5
mEq/L; urina tipo I: cetonúria +++. Qual é a 1ª conduta a ser
tomada?
b) reposição de potássio
14
questões comentadas | unifesp pediatria
e) manitol e hiperventilação
2017
18. Uma paciente de 4 anos com febre, artralgia e dor abdominal
encontra-se há 5 dias em uso de anti-inflamatório não hormonal.
Ao exame físico, notam-se petéquias e lesões purpúricas palpá-
veis nos membros inferiores. Não apresenta foco infeccioso iden-
tificado, e a pressão arterial é normal. Exames laboratoriais: hemo-
grama com contagem de plaquetas normal, creatinina sérica
normal e urina com hematúria e proteinúria (3+/4+). Qual é a hi-
pótese diagnóstica para esse caso?
a) nefrite tubulointersticial
b) púrpura de Henoch-Schönlein
c) poliangiite microscópica
2016
19. Uma gestante de 30 anos, primigesta, com 36 semanas de gesta-
ção, relata perda de líquido pela vagina há 2 horas, mas nega febre
e dores. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril,
normotensa, com altura uterina = 31 cm, BCF = 150 bpm, dinâmica
uterina ausente e cefálico. O exame especular revela saída de líqui-
do claro pelo colo, e o toque, colo grosso, posterior, de consistência
questões comentadas | unifesp pediatria
2015
20. Criança de 30 dias de vida, sexo masculino, vem à consulta de
rotina. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe se mostra
preocupada, pois a criança chora muito e tem receio de que seu
leite não seja suficiente, pois a criança mama com muita frequên-
cia. Você observa e avalia a mamada.
Saúde Coletiva
2019
21. Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os
chamados “ruídos”, como em qualquer tipo de comunicação. Os
“ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/
ou na recepção da mensagem. Qual das alternativas abaixo, me-
lhor exemplifica esses ruídos?
2018
22. A dificuldade com a contrarreferência especializada figura-se en-
tre as principais queixas da Atenção Primária em Saúde (APS).
Essa questão está mais especificamente relacionada com qual
princípio da APS?
a) longitudinalidade
b) continuidade
c) integralidade
d) coordenação
e) acesso
17
questões comentadas | unifesp saúde coletiva
2017
23. Um exame diagnóstico tem sensibilidade de 95% e especificida-
de de 90%. Esse exame foi aplicado em um grupo de 1.000 pes-
soas com 12% de doentes, resultando em 202 exames positivos e
798 exames negativos. Quantos são os exames falsos positivos?
a) 88
b) 114
c) 6
d) 792
e) 120
2016
24. Pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo pla-
nejaram estudar o prognóstico clínico da tuberculose pulmonar
usando amostragem probabilística. Decidiram, então, selecionar
para o estudo todos os pacientes cujos prontuários tivessem nú-
mero de inscrição terminado com o algarismo 7. Que tipo de
amostra probabilística foi essa?
a) casual simples
b) sistemática
c) casual estratificada
2015
25. A seguir vão as dosagens de homocisteína plasmática (em micro-
mol/L) na amostra de 32 homens com idade 51-64 anos, sorteados
entre moradores do bairro onde está localizada a Escola Paulista
de Medicina:
10,2 12,4 13,5 14,8 15,0 16,3 17,4 18,5 19,1 19,9 20,0 20,4 20,8
21,5 21,7 21,8 22,0 23,2 23,7 24,4 24,6 24,9 25,0 25,9 26,3 27,7
Gabarito e comentários
clínica médica
2019
1. Mulher, 23 anos de idade, refere palpitações aos grandes esforços.
Ao exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, PA = 120x80
mmHg, FC = 96 bpm, com pulso irregular. Ausculta cardíaca: bu-
lhas arrítmicas, com sopro diastólico em ruflar em foco mitral.
Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos ad-
ventícios. Abdome: sem alterações. Membros inferiores: pulsos
presentes e simétricos, sem edema. Quais são os diagnósticos
mais prováveis?
20
questões comentadas | unifesp clínica médica
2018
2. Uma paciente de 16 anos, diabética tipo 1, chega ao pronto-socor-
ro desidratada, com dor abdominal, náuseas e vômitos. Sinais vitais
e exames iniciais: FC = 130 bpm, FR = 30 ipm, PA = 100x70 mmHg,
glicemia capilar = 600 mg/dL, potássio = 4 mEq/L, glicemia plasmá-
tica = 800 mg/dL, pH = 7,15 e HCO3 = 8 mEq/L. Após 8 horas: glice-
mia plasmática = 150 mg/dL (em uso bomba de insulina 2 UI/h), pH
= 7,2 e HCO3 = 13 mEq/L. Qual é a conduta mais adequada nesse
momento?
questões comentadas | unifesp clínica médica
2017
3. Um paciente apresenta, ao exame do esfregaço periférico do san-
gue, a presença de hemácias em forma de foice. Qual é a hipótese
diagnóstica, nesse caso?
a) talassemia
A talassemia mostra hemácias microcíticas , sem alteração da
conformação.
b) eliptocitose
A eliptocitose se caracteriza por hemácias elíptica, com hemólise ausente
ou suave associada a esplenomegalia.
c) deficiência de G6PD
A deficiência de G6PD causa hemólise sem modificar a conformação das
hemácias
d) esferocitose
Se caracteriza por quadro de hemácias ovaladas, associadas a fragilidade
osmótica positiva e teste de antiglobulina direta negativa.
e) drepanocitose
A drepanocitose ou anemia de células em foice -Anemia Falciforme , se
caracteriza por alteração da membrana das hemácias por polimerização
da hemoglobina S e deformação da hemácia causando a hemólise em
situações de hipóxia.
2016
4. Um cirurgião apresentou lesão perfurocortante com agulha de
fio de sutura durante ato operatório. Houve transfixação da lu-
va. A conduta é avaliação dos fatores de risco do paciente, cole-
ta de sangue do paciente e do médico e acompanhamento
ambulatorial:
questões comentadas | unifesp clínica médica
2015
5. Homem de 70 anos de idade, hipertenso, no segundo pós-opera-
tório de prostatectomia radical, desenvolve dispneia súbita com
dessaturação. Apresenta hipotensão arterial que após expansão
questões comentadas | unifesp clínica médica
clínica cirúrgica
2019
6. Mulher, 35 anos de idade, é trazida pelo Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência, vítima de acidente automobilístico há 20 mi-
nutos. Apresenta dor torácica à direita, taquidispneia, com timpa-
nismo à percussão do hemitórax direito e murmúrio vesicular di-
minuído à direita. Sinais vitais: pressão arterial = 110x70 mmHg,
frequência cardíaca = 90 bpm e frequência respiratória = 25 ipm.
Qual é a conduta imediata?
d) toracotomia de urgência
Incorreta. Não há indicação de toracotomia de urgência.
2018
7. Um homem de 70 anos foi vítima de atropelamento por moto
em via de média velocidade, há 30 minutos. A: via aérea pérvia,
em uso de prancha rígida e colar cervical. B: murmúrio vesicular
presente bilateral, SpO2 = 88%, FR = 22 irpm, forte dor e escoria-
ções em gradil costal à esquerda. C: sem sangramento externo
ativo, PA = 160x90 mmHg, FC = 95 bpm, TEC 2s, abdome doloro-
so no flanco esquerdo, pelve estável. D: Glasgow 12, pupilas sem
alterações, sem déficit neurológico focal. E: dorso e extremida-
des com pequenas escoriações. Foi colocada máscara de oxigê-
nio, com melhora da saturação para SpO2 90%. Foi realizada ul-
trassonografia à beira do leito (eFAST), que evidenciou: 1cm de
líquido livre em espaço hepatorrenal; “sinal da praia” presente e
linhas B ausentes no hemitórax esquerdo. Antecedentes pes-
soais: fibrilação atrial, em uso de varfarina. Qual, das opções a
seguir, é a 1ª escolha para reversão do efeito anticoagulante
cumarínico da varfarina?
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
a) complexo protrombínico
Em casos de sangramentos, principalmente aqueles com risco à vida, o
tratamento deve ser imediato, para que a anticoagulação seja revertida e
o sangramento controlado. Os pacientes em uso de varfarina têm níveis
diminuídos de fatores II, VII, IX e X, e estes são mais rapidamente corrigi-
dos por meio da administração de concentrados de complexo protrombí-
nico que contenham os 4 fatores.
c) concentrado de plaquetas
Concentrado de plaquetas não faz parte do arsenal terapêutico de rever-
são do efeito da varfarina.
d) crioprecipitado
Crioprecipitado não faz parte do arsenal terapêutico de reversão do efeito
da varfarina.
e) protamina
Protamina não faz parte do arsenal terapêutico de reversão do efeito da
varfarina. Protamina é utilizada como reversor do efeito da heparina.
2017
8. Uma paciente de 8 anos há cerca de 1 mês vem apresentando dor
abdominal, vômitos e perda de peso (5 kg no período). A mãe re-
fere que o abdome está maior do que o habitual e que a menor
vem apresentando fezes esbranquiçadas com frequência. O rela-
to provavelmente está relacionado a:
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
a) colangite
Ver comentário geral na alternativa correta.
b) hepatoblastoma
Ver comentário geral na alternativa correta.
d) cisto de colédoco
Correta. A clássica tríade diagnóstica do Cisto de Colédoco (CC), dor abdo-
minal, icterícia e massa palpável, é observada na minoria dos pacientes. A
apresentação clínica mais freqüentemente observada é icterícia com
padrão obstrutivo (associado a acolia fecal e colúria), sendo também fre-
quente a dor abdominal e vômitos. Massa abdominal palpável ocorre
numa frequência relativamente baixa. Das doenças apresentadas nas
alternativas, as únicas que podem apresentar acolia fecal são o CC e a
colangite; porém o restante do quadro da colangite não está presente
(tríade clássica: febre, dor em HCD, icterícia).
e) má rotação intestinal
Ver comentário geral na alternativa correta.
2016
9. Um tempo básico da técnica operatória é a síntese, em que se
devem aproximar as bordas da ferida operatória para reconstituir
a integridade anatômica e funcional do órgão/tecido que sofreu a
diérese. Assinale a alternativa correta com relação à síntese:
2015
10. Homem de 45 anos de idade, portador de cirrose hepática al-
coólica, chega à emergência com quadro de hematêmese de
grande volume. Nega episódios semelhantes a esse. Estava em
acompanhamento ambulatorial regular, em uso de furosemida
40 mg e espironolactona 100 mg. Nega episódios prévios de en-
cefalopatia hepática.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica
Ao exame:
• Hipocorado ++, afebril, ictérico ++
• Consciente e orientado
• ACV: FC = 98 bpm, RCR (2T), PA 100/70 mmHg
• AR: FR = 16 ipm, MV+, redução de MV em bases
• ABD: RHA+, indolor, semicírculo de Skoda presente
• MMII: edema +/4
ginecologia e obstetrícia
2019
11. Uma gestante de 19 anos em seguimento pré-natal realiza testes
para sífilis que constam como reagentes: o teste rápido treponê-
mico e o teste não treponêmico (VDRL=1/32). Ela relata que nunca
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
a) em até 24 horas
Incorreta. As notificações compulsórias em até 24 horas são as doenças
chamadas de notificação imediata, como o sarampo, por exemplo.
d) em até 72 horas
Incorreta. O tempo para notificação de doenças não imediatas deve ser
de até 1 semana.
e) em até 48 horas
Incorreta. O tempo para notificação de doenças não imediatas deve ser
de até 1 semana.
2018
12. Com relação à fisiologia da resposta imunológica na gravidez, po-
demos dizer que:
2017
13. Uma paciente de 68 anos relata dor na região pélvica e episódios
de sangramento vaginal em pequena quantidade há 3 meses. É
nuligesta e refere ter feito miomectomia aos 36 anos. Traz exame
ultrassonográfico do ano anterior, mostrando útero discretamen-
te aumentado com nódulo hipoecoico intramural de 4 cm e ová-
rios normais. O exame abdominal mostra massa endurecida e
pouco móvel que atinge 5 cm acima da pube. No toque vaginal,
ao mobilizar a massa, o colo uterino também se move. Não é pos-
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
b) adenomiose
Incorreta. A adenomiose não leva a formação de tumor pélvico. Trata-se
de endométrio infiltrando as paredes uterinas, o que pode gerar aumen-
to do volume uterino, sem formação de massas, associado a quadro de
dismenorreia e aumento de fluxo menstrual. Não é compatível com o
quadro acima.
d) sarcoma uterino
Correta. Pela descrição do quadro acima e da ultrassonografia, é sugesti-
vo de tumor volumoso com origem em parede uterina, sendo os mais
comuns os sarcomas. Os anexos aparentemente estão livres e o endomé-
trio não apresenta alterações. Assim, a hipótese mais provável é tumor de
origem em parede uterina.
e) adenocarcinoma endometrial
Incorreta. O exame ultrassonográfico mostra tumor sem plano de cliva-
gem com parede uterina, com linha endometrial visível e de 3 mm. A
provável origem do tumor não é do endométrio e sim do corpo uterino.
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
2016
14. Qual é a degeneração mais frequente que o mioma uterino pode
sofrer durante a gestação?
a) calcificação
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
b) sarcomatosa
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
c) hialina
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
d) gordurosa
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia
e) necrose asséptica
Correta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
pediatria
2019
16. Recém-nascido prematuro apresenta musculatura abdominal
deficiente, criptorquidia bilateral e abaulamento no hipogástrio,
que melhorou após passagem de sonda uretral de alívio e saída
de urina. A ultrassonografia evidenciou uretero-hidronefrose bila-
teral, além de bexiga de grande capacidade e parede fina. A ure-
trocistografia miccional mostrou bexiga lisa e de grande capaci-
dade, úraco patente, uretra pérvia e com calibre normal em todo
seu trajeto. O diagnóstico provável é:
questões comentadas | unifesp pediatria
2018
17. Uma menina de 12 anos refere emagrecimento, polidipsia e poliú-
ria. Ao exame clínico, apresenta-se desidratada, taquidispneica e
torporosa. Exames laboratoriais: glicemia = 620 mg/dL; gasome-
tria: pH = 7,08, HCO3 = 4 mEq/L, BE = -20; Na = 135 mEq/L; K = 3,5
mEq/L; urina tipo I: cetonúria +++. Qual é a 1ª conduta a ser
tomada?
b) reposição de potássio
Incorreto. A reposição de K deve ser feita, mas após o início da hidratação,
inclusive porque o K melhora com a HV. A HV antes da insulina aumenta
a efetividade da insulina, por contribuir para a redução da osmolalidade
sérica. O potássio só não deverá ser reposto se estiver acima do valor da
normalidade.
e) manitol e hiperventilação
Incorreto. Não existe indicação de manitol na cetoacidose diabética.
questões comentadas | unifesp pediatria
2017
18. Uma paciente de 4 anos com febre, artralgia e dor abdominal
encontra-se há 5 dias em uso de anti-inflamatório não hormonal.
Ao exame físico, notam-se petéquias e lesões purpúricas palpá-
veis nos membros inferiores. Não apresenta foco infeccioso iden-
tificado, e a pressão arterial é normal. Exames laboratoriais: hemo-
grama com contagem de plaquetas normal, creatinina sérica
normal e urina com hematúria e proteinúria (3+/4+). Qual é a hi-
pótese diagnóstica para esse caso?
a) nefrite tubulointersticial
Incorreta. A nefrite tubular intersticial apresenta-se com insuficiência re-
nal aguda; leucocitúria e piúria (leucócitos na urina); eosinofilia e eosino-
filúria (eosinófilos elevados no sangue e na urina), hematúria geralmente
microscópica e proteinúria geralmente não nefrótica (ao contrário da
questão).
b) púrpura de Henoch-Schönlein
Correta. O diagnóstico de púrpura de Henoch-Schönlein é basicamente
clínico, com base na presença de 2 ou mais dos critérios propostos pelo
American College of Rheumatology. Os critérios são púrpuras palpáveis e
sem plaquetopenia, idade < 20 anos, dor abdominal difusa e biópsia de
pele com granulócitos em arteríolas ou vênula. Podem ocorrer hematúria
e proteinúria.
c) poliangiite microscópica
Incorreta. A poliangiite microscópica afeta pequenos vasos (mais rara-
mente artérias de calibre médio) em qualquer órgão, resultando numa
grande variedade de sintomas inespecíficos. As manifestações clínicas
iniciais são indicativas de inflamação sistémica: febre, artralgias, mialgias,
fadiga e/ou perda de apetite. A idade média de início gira em torno de 50
a 60 anos de idade. Seu início na idade pediátrica é muito raro, o que
afasta a hipótese de principal diagnóstico para essa alternativa.
2016
19. Uma gestante de 30 anos, primigesta, com 36 semanas de gesta-
ção, relata perda de líquido pela vagina há 2 horas, mas nega febre
e dores. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril,
normotensa, com altura uterina = 31 cm, BCF = 150 bpm, dinâmica
uterina ausente e cefálico. O exame especular revela saída de líqui-
do claro pelo colo, e o toque, colo grosso, posterior, de consistência
mediana, esvaecido 10%, pérvio para 2 cm, no plano -2 e com bacia
favorável. A cardiotocografia revela categoria I. Traz como exames
do pré-natal: Hb = 12 g/dL, Ht = 35%, sorologias de 3º trimestre nega-
tivas para HIV e sífilis, sorologias indicando imunidade para toxo-
plasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de urina sem alte-
rações e ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia
e crescimento normais. Qual é a conduta adequada?
2015
20. Criança de 30 dias de vida, sexo masculino, vem à consulta de
rotina. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe se mostra
questões comentadas | unifesp pediatria
saúde coletiva
2019
21. Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os
chamados “ruídos”, como em qualquer tipo de comunicação. Os
“ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/
ou na recepção da mensagem. Qual das alternativas abaixo, me-
lhor exemplifica esses ruídos?
2018
22. A dificuldade com a contrarreferência especializada figura-se en-
tre as principais queixas da Atenção Primária em Saúde (APS).
Essa questão está mais especificamente relacionada com qual
princípio da APS?
questões comentadas | unifesp saúde coletiva
a) longitudinalidade
Incorreta. A longitudinalidade, enquanto atributo ou princípio essencial
da Atenção Primária em Saúde (APS), implica na existência de uma fonte
regular de atenção e o seu uso ao longo do tempo, independentemente
da presença e do tipo de problema específico relacionados à saúde. Esse
princípio não está diretamente relacionado à dificuldade com a contrar-
referência especializada; o princípio que fica mais comprometido quan-
do ocorrem obstáculos nesse ponto é a coordenação do cuidado, confor-
me especificado na alternativa correta.
b) continuidade
Incorreta. Na literatura, o termo “continuidade do cuidado” é utilizado em
sentido semelhante à palavra “longitudinalidade”, embora esses termos
possuam especificidades conceituais. De forma geral, ainda que ocorram
interrupções na continuidade da atenção, isto não significa que a relação
pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os usuários
seja interrompida. A continuidade do cuidado não é o atributo mais rela-
cionado à contrarreferência especializada, pois, nesse caso, os obstáculos
que se colocam estão vinculados a fragilidades na integração da rede de
atenção à saúde.
c) integralidade
Incorreta. A integralidade é um dos pilares na construção do SUS, consa-
grado pela Constituição Federal de 1988, e possui 4 dimensões:
d) coordenação
Correta. Para lembrarmos, os princípios/atributos essenciais da Atenção
Primária à Saúde (APS) são acesso (primeiro contato), longitudinalidade,
integralidade e coordenação do cuidado; e os atributos derivados, a
orientação familiar e comunitária e a competência cultural. O atributo da
coordenação do cuidado garante a continuidade da atenção, por meio
das equipes de saúde, com o reconhecimento dos problemas que reque-
rem seguimento constante. A partir dele se estabelecem conexões, de
modo a alcançar o objetivo maior de atender às necessidades e preferên-
cias dos usuários na oferta de cuidados em saúde, de forma integrada. O
cumprimento desse atributo pela APS promove melhorias na qualidade
da prestação do serviço, reduzindo as barreiras de acesso a distintos ní-
veis de atenção e integrando as ações e serviços em um mesmo nível do
sistema de saúde e no território. Dificuldades com a contrarreferência
especializada estão diretamente relacionadas à coordenação do cuidado,
refletindo falhas na articulação entre os diversos serviços e ações de saú-
de, comprometendo, assim, a atenção aos usuários.
e) acesso
Incorreta. O atributo de acesso (ou primeiro contato) pode ser definido
como a porta de entrada dos serviços de saúde, ou seja, quando a popu-
lação e a equipe identificam um determinado serviço como o primeiro
recurso a ser buscado quando há uma necessidade ou problema de saú-
de. Assim, implica na acessibilidade e na utilização dos serviços de saúde
pelos usuários a cada novo problema ou a cada novo episódio de um
mesmo problema, trazendo implícita a ideia de não o restringir a entrada
nos serviços de saúde. O acesso não se relaciona diretamente à proble-
mática da contrarreferência especializada, pois diz respeito mais ao servi-
ço de referência de cada usuário.
2017
23. Um exame diagnóstico tem sensibilidade de 95% e especificida-
de de 90%. Esse exame foi aplicado em um grupo de 1.000 pes-
questões comentadas | unifesp saúde coletiva
a) 88
Correta. Questão bastante simples. Para respondê-la, elaboramos uma
tabela de avaliação da validade de um suposto teste diagnóstico, com os
valores deduzidos a partir dos dados fornecidos no enunciado. Veja a fi-
gura anexa, que chega em um resultado de 88 falsos positivos.
b) 114
Incorreta. O valor de 114 refere-se ao total de verdadeiros positivos. Veja o
comentário geral na alternativa correta.
c) 6
Incorreta. O valor de 6 representa o total de falsos negativos. Veja o co-
mentário geral na alternativa correta.
d) 792
Incorreta. O valor de 792 refere-se ao total de verdadeiros negativos. Veja
o comentário geral na alternativa correta.
e) 120
Incorreta. O valor de 120 corresponde ao total de casos identificados pelo
exame padrão-ouro, ou seja, indica os casos prevalentes. Veja o comentá-
rio geral na alternativa correta.
2016
24. Pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo pla-
nejaram estudar o prognóstico clínico da tuberculose pulmonar
usando amostragem probabilística. Decidiram, então, selecionar
para o estudo todos os pacientes cujos prontuários tivessem nú-
mero de inscrição terminado com o algarismo 7. Que tipo de
amostra probabilística foi essa?
questões comentadas | unifesp saúde coletiva
a) casual simples
Incorreta. A amostragem casual (ou aleatória) simples é a técnica de
amostragem mais elementar, em que todos os elementos que compõem
o universo e estão descritos no marco amostral têm probabilidade idênti-
ca de serem selecionados para a amostra. Dado um conjunto, enume-
ram-se os seus elementos e realiza-se um sorteio; os elementos sorteados
constituirão a amostra. Essa amostragem pode ocorrer com ou sem a
repetição dos elementos. Não foi esta a técnica utilizada para selecionar
os pacientes do estudo em pauta, pois, conforme descrito no enunciado,
seriam incluídos todos os pacientes cujos prontuários tivessem o número
de inscrição terminado com o algarismo 7.
b) sistemática
Correta. A amostragem aleatória sistemática é uma variante da amostra-
gem aleatória simples, utilizada quando os elementos da população es-
tão organizados de forma sequencial (por exemplo, utilizando-se os nú-
meros de prontuários, conforme descrito no enunciado). Para a seleção
dos sujeitos dessa amostra, a população deve ser ordenada, de forma que
cada elemento seja identificado, univocamente, por sua posição. A retira-
da dos elementos é feita, então, periodicamente.
c) casual estratificada
Incorreta. Esta é uma técnica de amostra probabilística que consiste em
dividir toda a população em diferentes subgrupos (estratos), mais ou me-
nos homogêneos (internamente) e heterogêneos entre os estratos (exter-
namente), de maneira que um indivíduo pode fazer parte apenas de um
único estrato. Para se criar uma amostra, após as camadas serem defini-
das, selecionam-se indivíduos utilizando qualquer técnica de amostra-
gem (geralmente amostras aleatórias simples) em cada um dos estratos
separadamente. O enunciado não refere tal tipo de amostragem definida
a partir de estratos.
2015
25. A seguir vão as dosagens de homocisteína plasmática (em micro-
mol/L) na amostra de 32 homens com idade 51-64 anos, sorteados
entre moradores do bairro onde está localizada a Escola Paulista
de Medicina:
10,2 12,4 13,5 14,8 15,0 16,3 17,4 18,5 19,1 19,9 20,0 20,4 20,8
21,5 21,7 21,8 22,0 23,2 23,7 24,4 24,6 24,9 25,0 25,9 26,3 27,7
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