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Mioma Hipoecoico em Questões Médicas

O documento apresenta 25 questões de múltipla escolha sobre Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva para residência médica da UNIFESP, seguidas de comentários para cada questão.
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Mioma Hipoecoico em Questões Médicas

O documento apresenta 25 questões de múltipla escolha sobre Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva para residência médica da UNIFESP, seguidas de comentários para cada questão.
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Questões comentadas

UNIFESP
25 questões de prova de Clínica Cirúrgica, Clínica
Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria
e Saúde Coletiva para Residência médica da
Universidade Federal de São Paulo.
SUMÁRIO
Residência médica: UNIFESP.....................3

Questões
Clínica Médica...................................................4
Clínica Cirúrgica................................................7
Ginecologia e Obstetrícia.......................... 11
Pediatria................................................................14
Saúde Coletiva..................................................17

Gabarito e comentários
Clínica Médica................................................20
Clínica Cirúrgica............................................. 25
Ginecologia e Obstetrícia........................30
Pediatria............................................................... 35
Saúde Coletiva..................................................41
Residência médica:
UNIFESP
A Escola Paulista de Medicina, da Universidade Fede-
ral de São Paulo (UNIFESP) oferece diversos progra-
mas de Residência médica. São 60 horas semanais,
ofertando aos interessados a orientação de diversos
profissionais médicos de alta qualidade, sendo uma
das Residências médicas mais procuradas do país. Pa-
ra saber quais as residências são ofertadas pela insti-
tuição e seus respectivos pré-requisitos, confira o site
[Link]
institucional/coreme-programas.

Agora, para outras informações sobre a Residência


médica e notícias gerais dos programas, a instituição
conta com um endereço dedicado:
[Link]

Neste e-book, traremos primeiramente as 25 questões


– tanto de múltipla escolha e dissertativa! – para que
você possa testar seus conhecimentos com perguntas
selecionadas pelos melhores professores. Após, as tra-
remos com os devidos comentários para que você
possa tirar o melhor proveito dos seus estudos.

3
questões comentadas | unifesp

Clínica Médica
2019
1. Mulher, 23 anos de idade, refere palpitações aos grandes esforços.
Ao exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, PA = 120x80
mmHg, FC = 96 bpm, com pulso irregular. Ausculta cardíaca: bu-
lhas arrítmicas, com sopro diastólico em ruflar em foco mitral.
Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos ad-
ventícios. Abdome: sem alterações. Membros inferiores: pulsos
presentes e simétricos, sem edema. Quais são os diagnósticos
mais prováveis?

a) Estenose valvar aórtica e extrassístoles supraventriculares

b) Insuficiência valvar mitral e fibrilação atrial

c) Insuficiência valvar aórtica e taquicardia ventricular

d) Estenose valvar mitral e fibrilação atrial

e) Insuficiência valvar tricúspide e flutter atrial

2018
2. Uma paciente de 16 anos, diabética tipo 1, chega ao pronto-socor-
ro desidratada, com dor abdominal, náuseas e vômitos. Sinais vitais
e exames iniciais: FC = 130 bpm, FR = 30 ipm, PA = 100x70 mmHg,
glicemia capilar = 600 mg/dL, potássio = 4 mEq/L, glicemia plasmá-
tica = 800 mg/dL, pH = 7,15 e HCO3 = 8 mEq/L. Após 8 horas: glice-
mia plasmática = 150 mg/dL (em uso bomba de insulina 2 UI/h), pH
= 7,2 e HCO3 = 13 mEq/L. Qual é a conduta mais adequada nesse
momento?

4
questões comentadas | unifesp clínica médica

a) soro glicosado 5% 100 mL/h e manter a bomba de insulina

b) desligar a bomba de insulina e bicarbonato de sódio 1 mEq/kg

c) desligar a bomba e aplicar 10 UI de insulina regular via


subcutânea

d) bicarbonato de sódio 1 mEq/kg e aplicar 10 UI de insulina


regular

e) desligar a bomba de insulina e aplicar 0,1 UI/kg de insulina


NPH

2017
3. Um paciente apresenta, ao exame do esfregaço periférico do san-
gue, a presença de hemácias em forma de foice. Qual é a hipótese
diagnóstica, nesse caso?

a) talassemia

b) eliptocitose

c) deficiência de G6PD

d) esferocitose

e) drepanocitose

2016
4. Um cirurgião apresentou lesão perfurocortante com agulha de
fio de sutura durante ato operatório. Houve transfixação da lu-
va. A conduta é avaliação dos fatores de risco do paciente, cole-
ta de sangue do paciente e do médico e acompanhamento
ambulatorial:
questões comentadas | unifesp clínica médica

a) com uso de antirretroviral e de imunoglobulina para hepatites


BeC

b) com uso de antirretroviral e de imunoglobulina para hepatite


B

c) sem uso de antirretroviral, mas com uso de imunoglobulina


para hepatite B

d) sem uso de antirretroviral ou de imunoglobulina para hepati-


te B

e) com uso de antirretroviral e vacinação para hepatite B

2015
5. Homem de 70 anos de idade, hipertenso, no segundo pós-opera-
tório de prostatectomia radical, desenvolve dispneia súbita com
dessaturação. Apresenta hipotensão arterial que após expansão
volêmica adequada com 2 L de cristaloide mantém PA = 90/60
mmHg, FC = 110 bpm, FR = 30 ipm e saturação de 90% com más-
cara de Venturi a 50%, tem saturação venosa central de 50%.

a) Cite a droga vasoativa de escolha para este paciente neste


momento:

b) Qual a droga e via de administração indicadas para o trata-


mento do evento clínico ocorrido?
Clínica Cirúrgica
2019
6. Mulher, 35 anos de idade, é trazida pelo Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência, vítima de acidente automobilístico há 20 mi-
nutos. Apresenta dor torácica à direita, taquidispneia, com timpa-
nismo à percussão do hemitórax direito e murmúrio vesicular di-
minuído à direita. Sinais vitais: pressão arterial = 110x70 mmHg,
frequência cardíaca = 90 bpm e frequência respiratória = 25 ipm.
Qual é a conduta imediata?

a) toracocentese de alívio à direita

b) toracocentese de alívio à direita seguida de drenagem toráci-


ca ipsilateral

c) drenagem torácica à direita no segundo espaço intercostal

d) toracotomia de urgência

e) drenagem torácica à direita no sexto espaço intercostal

2018
7. Um homem de 70 anos foi vítima de atropelamento por moto
em via de média velocidade, há 30 minutos. A: via aérea pérvia,
em uso de prancha rígida e colar cervical. B: murmúrio vesicular
presente bilateral, SpO2 = 88%, FR = 22 irpm, forte dor e escoria-
ções em gradil costal à esquerda. C: sem sangramento externo
ativo, PA = 160x90 mmHg, FC = 95 bpm, TEC 2s, abdome doloro-
so no flanco esquerdo, pelve estável. D: Glasgow 12, pupilas sem
alterações, sem déficit neurológico focal. E: dorso e extremida-

7
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

des com pequenas escoriações. Foi colocada máscara de oxigê-


nio, com melhora da saturação para SpO2 90%. Foi realizada ul-
trassonografia à beira do leito (eFAST), que evidenciou: 1cm de
líquido livre em espaço hepatorrenal; “sinal da praia” presente e
linhas B ausentes no hemitórax esquerdo. Antecedentes pes-
soais: fibrilação atrial, em uso de varfarina. Qual, das opções a
seguir, é a 1ª escolha para reversão do efeito anticoagulante
cumarínico da varfarina?

a) complexo protrombínico

b) plasma fresco congelado e vitamina K

c) concentrado de plaquetas

d) crioprecipitado

e) protamina

2017
8. Uma paciente de 8 anos há cerca de 1 mês vem apresentando dor
abdominal, vômitos e perda de peso (5 kg no período). A mãe re-
fere que o abdome está maior do que o habitual e que a menor
vem apresentando fezes esbranquiçadas com frequência. O rela-
to provavelmente está relacionado a:

a) colangite

b) hepatoblastoma

c) estenose péptica de duodeno

d) cisto de colédoco

e) má rotação intestinal
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

2016
9. Um tempo básico da técnica operatória é a síntese, em que se
devem aproximar as bordas da ferida operatória para reconstituir
a integridade anatômica e funcional do órgão/tecido que sofreu a
diérese. Assinale a alternativa correta com relação à síntese:

a) na síntese da parede anterolateral do abdome após uma lapa-


rotomia supraumbilical mediana, recomenda-se suturar o fo-
lheto aponeurótico com fio absorvível 2.0

b) o fio de poliamida monofilamentar tem seu uso recomenda-


do para a sutura de pele, especialmente no calibre 4.0 ou
menor

c) na sutura de um ferimento cortocontuso, com 5 cm de exten-


são e menos de 1cm de profundidade, na face de uma criança
de 5 anos se recomenda usar o fio de poliglactina 3.0

d) o adesivo cirúrgico à base de cianoacrilato está recomendado


para suturas viscerais que ficarão sob tensão devido à sua alta
resistência tênsil

e) o fio de algodão tem seu uso bastante difundido devido à baixa


formação de granulomas tipo corpo estranho e baixa rejeição

2015
10. Homem de 45 anos de idade, portador de cirrose hepática al-
coólica, chega à emergência com quadro de hematêmese de
grande volume. Nega episódios semelhantes a esse. Estava em
acompanhamento ambulatorial regular, em uso de furosemida
40 mg e espironolactona 100 mg. Nega episódios prévios de en-
cefalopatia hepática.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

Ao exame:

• Hipocorado ++, afebril, ictérico ++

• Consciente e orientado

• ACV: FC = 98 bpm, RCR (2T), PA 100/70 mmHg

• AR: FR = 16 ipm, MV+, redução de MV em bases

• ABD: RHA+, indolor, semicírculo de Skoda presente

• MMII: edema +/4

a) Cite duas complicações que poderiam ocorrer neste caso rela-


cionadas à doença de base

b) Paciente evoluiu bem, recebendo alta 3 semanas após. Cite


duas orientações pós alta
Ginecologia
e Obstetrícia
2019
11. Uma gestante de 19 anos em seguimento pré-natal realiza testes
para sífilis que constam como reagentes: o teste rápido treponê-
mico e o teste não treponêmico (VDRL=1/32). Ela relata que nunca
teve diagnóstico anterior de sífilis. O médico responsável pelo seu
atendimento, entre outras condutas, deve realizar a notificação
compulsória:

a) em até 24 horas

b) após confirmação por nova sorologia treponêmica

c) em até uma semana

d) em até 72 horas

e) em até 48 horas

2018
12. Com relação à fisiologia da resposta imunológica na gravidez, po-
demos dizer que:

a) o padrão de resposta imunológica no início da gestação se ca-


racteriza pela redução da resposta Th1

b) a resposta imunológica no término da gestação não interfere


no determinismo do parto

c) as alterações hormonais na parturição não interferem na res-


posta imunológica do final da gestação

11
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

d) a placenta é um escudo imunológico de proteção fetal contra


a rejeição do aloenxerto

e) a redução das respostas Th1 e Th2 favorecem o aloenxerto e


permite a presença de tecido fetal

2017
13. Uma paciente de 68 anos relata dor na região pélvica e episódios
de sangramento vaginal em pequena quantidade há 3 meses. É
nuligesta e refere ter feito miomectomia aos 36 anos. Traz exame
ultrassonográfico do ano anterior, mostrando útero discretamen-
te aumentado com nódulo hipoecoico intramural de 4 cm e ová-
rios normais. O exame abdominal mostra massa endurecida e
pouco móvel que atinge 5 cm acima da pube. No toque vaginal,
ao mobilizar a massa, o colo uterino também se move. Não é pos-
sível identificar os anexos. A ultrassonografia mostra volumoso
tumor pélvico hipoecoico com 20 cm sem plano de clivagem
com o útero. E, ainda: eco endometrial de 3 mm e ovários não
identificados. O provável diagnóstico é:

a) tumor sólido de ovário

b) adenomiose

c) leiomioma com degeneração cística

d) sarcoma uterino

e) adenocarcinoma endometrial
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

2016
14. Qual é a degeneração mais frequente que o mioma uterino pode
sofrer durante a gestação?

a) calcificação

b) sarcomatosa

c) hialina

d) gordurosa

e) necrose asséptica

15. Gestante na 15ª semana apresenta ao exame especular corrimen-


to bolhoso com odor de peixe. Refere parto normal anterior, es-
pontâneo, na 33ª semana com recém-nascido adequado para a
idade gestacional.

a) Qual a hipótese diagnóstica?

b) Qual a conduta medicamentosa (não é necessário a dose) e a


via de administração?
Pediatria
2019
16. Recém-nascido prematuro apresenta musculatura abdominal
deficiente, criptorquidia bilateral e abaulamento no hipogástrio,
que melhorou após passagem de sonda uretral de alívio e saída
de urina. A ultrassonografia evidenciou uretero-hidronefrose bila-
teral, além de bexiga de grande capacidade e parede fina. A ure-
trocistografia miccional mostrou bexiga lisa e de grande capaci-
dade, úraco patente, uretra pérvia e com calibre normal em todo
seu trajeto. O diagnóstico provável é:

a) válvula de uretra posterior

b) síndrome de Prune Belly

c) megaureter obstrutivo primário bilateral

d) bexiga neurogênica arreflexa

e) duplicidade pielocalicial com ureter ectópico bilateral

2018
17. Uma menina de 12 anos refere emagrecimento, polidipsia e poliú-
ria. Ao exame clínico, apresenta-se desidratada, taquidispneica e
torporosa. Exames laboratoriais: glicemia = 620 mg/dL; gasome-
tria: pH = 7,08, HCO3 = 4 mEq/L, BE = -20; Na = 135 mEq/L; K = 3,5
mEq/L; urina tipo I: cetonúria +++. Qual é a 1ª conduta a ser
tomada?

a) insulina rápida ou ultrarrápida por via intravenosa

b) reposição de potássio

14
questões comentadas | unifesp pediatria

c) hidratação com soro fisiológico 0,9%

d) correção da acidose metabólica com bicarbonato

e) manitol e hiperventilação

2017
18. Uma paciente de 4 anos com febre, artralgia e dor abdominal
encontra-se há 5 dias em uso de anti-inflamatório não hormonal.
Ao exame físico, notam-se petéquias e lesões purpúricas palpá-
veis nos membros inferiores. Não apresenta foco infeccioso iden-
tificado, e a pressão arterial é normal. Exames laboratoriais: hemo-
grama com contagem de plaquetas normal, creatinina sérica
normal e urina com hematúria e proteinúria (3+/4+). Qual é a hi-
pótese diagnóstica para esse caso?

a) nefrite tubulointersticial

b) púrpura de Henoch-Schönlein

c) poliangiite microscópica

d) lúpus eritematoso sistêmico

e) púrpura trombocitopênica idiopática

2016
19. Uma gestante de 30 anos, primigesta, com 36 semanas de gesta-
ção, relata perda de líquido pela vagina há 2 horas, mas nega febre
e dores. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril,
normotensa, com altura uterina = 31 cm, BCF = 150 bpm, dinâmica
uterina ausente e cefálico. O exame especular revela saída de líqui-
do claro pelo colo, e o toque, colo grosso, posterior, de consistência
questões comentadas | unifesp pediatria

mediana, esvaecido 10%, pérvio para 2 cm, no plano -2 e com bacia


favorável. A cardiotocografia revela categoria I. Traz como exames
do pré-natal: Hb = 12 g/dL, Ht = 35%, sorologias de 3º trimestre nega-
tivas para HIV e sífilis, sorologias indicando imunidade para toxo-
plasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de urina sem alte-
rações e ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia
e crescimento normais. Qual é a conduta adequada?

a) profilaxia para estreptococo beta-hemolítico, preparo cervical


com misoprostol e posterior indução com ocitocina

b) profilaxia para estreptococo beta-hemolítico com penicilina


cristalina e cesárea após 4 horas

c) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolítico


e conduta expectante

d) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolítico


e indução com ocitocina após 4 horas

e) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolíti-


co, corticoterapia e indução com ocitocina

2015
20. Criança de 30 dias de vida, sexo masculino, vem à consulta de
rotina. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe se mostra
preocupada, pois a criança chora muito e tem receio de que seu
leite não seja suficiente, pois a criança mama com muita frequên-
cia. Você observa e avalia a mamada.

a) Cite 2 parâmetros que indicam uma boa técnica de pega do


seio
questões comentadas | unifesp

Saúde Coletiva
2019
21. Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os
chamados “ruídos”, como em qualquer tipo de comunicação. Os
“ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/
ou na recepção da mensagem. Qual das alternativas abaixo, me-
lhor exemplifica esses ruídos?

a) presença de mais de um componente da família na reunião


de comunicação

b) médico com postura compassiva e atento aos familiares

c) vínculo profissional de saúde-paciente-família recente

d) presença de componente da equipe multidisciplinar

e) linguajar técnico e grau de esperança da família/paciente

2018
22. A dificuldade com a contrarreferência especializada figura-se en-
tre as principais queixas da Atenção Primária em Saúde (APS).
Essa questão está mais especificamente relacionada com qual
princípio da APS?

a) longitudinalidade

b) continuidade

c) integralidade

d) coordenação

e) acesso

17
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

2017
23. Um exame diagnóstico tem sensibilidade de 95% e especificida-
de de 90%. Esse exame foi aplicado em um grupo de 1.000 pes-
soas com 12% de doentes, resultando em 202 exames positivos e
798 exames negativos. Quantos são os exames falsos positivos?

a) 88

b) 114

c) 6

d) 792

e) 120

2016
24. Pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo pla-
nejaram estudar o prognóstico clínico da tuberculose pulmonar
usando amostragem probabilística. Decidiram, então, selecionar
para o estudo todos os pacientes cujos prontuários tivessem nú-
mero de inscrição terminado com o algarismo 7. Que tipo de
amostra probabilística foi essa?

a) casual simples

b) sistemática

c) casual estratificada

d) por conglomerados, simples

e) por conglomerados, etapas múltiplas


questões comentadas | unifesp saúde coletiva

2015
25. A seguir vão as dosagens de homocisteína plasmática (em micro-
mol/L) na amostra de 32 homens com idade 51-64 anos, sorteados
entre moradores do bairro onde está localizada a Escola Paulista
de Medicina:

10,2 12,4 13,5 14,8 15,0 16,3 17,4 18,5 19,1 19,9 20,0 20,4 20,8

21,5 21,7 21,8 22,0 23,2 23,7 24,4 24,6 24,9 25,0 25,9 26,3 27,7

28,5 28,9 29,8 30,0 31,0 33,0.

a) Qual o valor (com uma casa decimal) da mediana (em micro-


mol/L) dessa amostra?
questões comentadas | unifesp

Gabarito e comentários
clínica médica

2019
1. Mulher, 23 anos de idade, refere palpitações aos grandes esforços.
Ao exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, PA = 120x80
mmHg, FC = 96 bpm, com pulso irregular. Ausculta cardíaca: bu-
lhas arrítmicas, com sopro diastólico em ruflar em foco mitral.
Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos ad-
ventícios. Abdome: sem alterações. Membros inferiores: pulsos
presentes e simétricos, sem edema. Quais são os diagnósticos
mais prováveis?

a) Estenose valvar aórtica e extrassístoles supraventriculares


Incorreto. Na estenose valvar aórtica encontraremos sopro sistólico em
foco aórtico em crescendo-decrescendo - “diamante” - e na palpação dos
pulsos arteriais iremos observar uma onda de pulso com maior duração e
menor amplitude – pulso parvus-tardus.

b) Insuficiência valvar mitral e fibrilação atrial


Incorreto. Na insuficiência mitral encontraremos sopro sistólico em foco
mitral, uma vez que durante a sístole ventricular a valva mitral deve estar
fechada e, se isto não ocorrer de forma correta, como nos casos de insufi-
ciência mitral, haverá um refluxo de sangue para o átrio esquerdo, refle-
tindo na ausculta de um turbilhonamento.

c) Insuficiência valvar aórtica e taquicardia ventricular


Incorreto. Na insuficiência de valva aórtica encontraremos sopro diastóli-
co em foco aórtico e na palpação dos pulsos arteriais iremos observar
uma onda de pulso com menor duração e maior amplitude – pulso em
“martelo d´água” ou pulso de Corrigan.

20
questões comentadas | unifesp clínica médica

d) Estenose valvar mitral e fibrilação atrial


Correto. Durante a diástole ventricular esquerda a valva mitral deve per-
manecer aberta para a passagem do sangue do átrio para o ventrículo.
No caso de uma alteração que cause estenose desta valva, o sangue
passará de maneira mais “apertada”, gerando um fluxo turbilhonado
que durante a ausculta será percebido como um sopro de baixa fre-
quência - por isso denominado de “ruflar” - durante a diástole e mais
audível em foco mitral. Devido à esta estenose, haverá um aumento de
gradiente pressórico no átrio esquerdo e, por isto, com o passar do tem-
po, este irá se dilatar, estirar suas fibras elétricas e promover diversos
circuitos de reentradas, sendo este o mecanismo que desencadeia a fi-
brilação atrial, que é percebida no exame físico como ausculta e pulsos
irregularmente irregulares

e) Insuficiência valvar tricúspide e flutter atrial


Incorreto. Na insuficiência tricúspide encontraremos sopro sistólico em
foco tricúspide, uma vez que durante a sístole a valva tricúspide deve estar
fechada e, se isto não ocorrer de forma correta, haverá um refluxo de san-
gue para o átrio direito, assim auscultaremos este turbilhonamento. Uma
maneira de confirmar este achado é através da manobra de Rivero Carva-
lho, quando o paciente, através de inspiração profunda, aumenta o retorno
venoso e consequentemente o influxo de sangue para as câmaras cardía-
cas direitas, fazendo com que o fluxo turbilhonado se torne ainda mais
importante e consequentemente aumente a intensidade do sopro

2018
2. Uma paciente de 16 anos, diabética tipo 1, chega ao pronto-socor-
ro desidratada, com dor abdominal, náuseas e vômitos. Sinais vitais
e exames iniciais: FC = 130 bpm, FR = 30 ipm, PA = 100x70 mmHg,
glicemia capilar = 600 mg/dL, potássio = 4 mEq/L, glicemia plasmá-
tica = 800 mg/dL, pH = 7,15 e HCO3 = 8 mEq/L. Após 8 horas: glice-
mia plasmática = 150 mg/dL (em uso bomba de insulina 2 UI/h), pH
= 7,2 e HCO3 = 13 mEq/L. Qual é a conduta mais adequada nesse
momento?
questões comentadas | unifesp clínica médica

a) soro glicosado 5% 100 mL/h e manter a bomba de insulina


Correto. A suspensão da bomba de insulina está atrelada à resolução da
acidose. A paciente ainda tem pH menor que 7,3; HCO menor que 15.
Como a glicemia está menor que 250 mg/dL, deve-se iniciar a hidratação
com SG5% e reduzir a velocidade de infusão da insulina à metade.

b) desligar a bomba de insulina e bicarbonato de sódio 1 mEq/kg


Incorreto. A bomba de insulina só deverá ser desligada quando não hou-
ver mais acidose. O bicarbonato de sódio só está indicado em casos de
pH menor que 6,9. No caso de crianças, além do pH menor que 6,9, o bi-
carbonato só deverá ser feito se houver disfunção cardíaca.

c) desligar a bomba e aplicar 10 UI de insulina regular via


subcutânea
Incorreto. A bomba de insulina deve ter a velocidade de infusão reduzida
à metade (1 U/h), o soro glicosado deve ser iniciado para evitar hipoglice-
mia quando a glicemia atinge níveis inferiores ou igual a 250 mg/dL.

d) bicarbonato de sódio 1 mEq/kg e aplicar 10 UI de insulina


regular
Incorreto. O bicarbonato de sódio só está indicado quando pH menor que
6,9. A insulina regular está sendo feita em bomba infusora contínua. Nos
adultos, ao se iniciar a bomba de infusão, pode-se fazer um bolus de insu-
lina regular, na dose de 0,15 UI/kg, seguido da infusão de 0,1 UI/kg/h.

e) desligar a bomba de insulina e aplicar 0,1 UI/kg de insulina NPH


Incorreto. A bomba deve ser mantida e o Soto glicosado iniciado. Quando
pH maior que 7,3, uma dose de NPH deve ser feita e, 2 horas depois, a
bomba pode ser desligada. Qual dose de insulina prescrever para o pa-
ciente após a suspensão da bomba? A DECISÃO DE SUSPENDER A BOM-
BA ESTÁ TOMADA, FORMA 1: Utilizar a dose total de insulina que o pacien-
te já recebia ambulatorialmente, desde que a HbA1c de entrada seja
satisfatória FORMA 2: Após a estabilização do quadro clínico, deve-se
proceder à transição do esquema de insulina endovenosa para a via sub-
cutânea, utilizando-se o equivalente a 60% a 80% da dose total infundida
nas últimas 6 horas de infusão, preferencialmente da noite, quando o
paciente não se alimentou, e multiplicar por 4, para o cálculo da DDTI.
questões comentadas | unifesp clínica médica

2017
3. Um paciente apresenta, ao exame do esfregaço periférico do san-
gue, a presença de hemácias em forma de foice. Qual é a hipótese
diagnóstica, nesse caso?

a) talassemia
A talassemia mostra hemácias microcíticas , sem alteração da
conformação.

b) eliptocitose
A eliptocitose se caracteriza por hemácias elíptica, com hemólise ausente
ou suave associada a esplenomegalia.

c) deficiência de G6PD
A deficiência de G6PD causa hemólise sem modificar a conformação das
hemácias

d) esferocitose
Se caracteriza por quadro de hemácias ovaladas, associadas a fragilidade
osmótica positiva e teste de antiglobulina direta negativa.

e) drepanocitose
A drepanocitose ou anemia de células em foice -Anemia Falciforme , se
caracteriza por alteração da membrana das hemácias por polimerização
da hemoglobina S e deformação da hemácia causando a hemólise em
situações de hipóxia.

2016
4. Um cirurgião apresentou lesão perfurocortante com agulha de
fio de sutura durante ato operatório. Houve transfixação da lu-
va. A conduta é avaliação dos fatores de risco do paciente, cole-
ta de sangue do paciente e do médico e acompanhamento
ambulatorial:
questões comentadas | unifesp clínica médica

a) com uso de antirretroviral e de imunoglobulina para hepatites


BeC
Incorreta. Em acidentes pérfurocortantes, o risco de transmissão de HIV é
de 0,3%, então, a medicação antirretroviral é indicada quando a fonte é
confirmadamente infectada por HIV. O mesmo ocorre com imunoglobu-
lina para hepatite B. Só se indica quando a fonte for infectada por HBV e
o acidentado for susceptivel.

b) com uso de antirretroviral e de imunoglobulina para hepatite B


Incorreta. Em acidentes pérfurocortantes, o risco de transmissão de HIV é
de 0,3%, então, a medicação antirretroviral é indicada quando a fonte é
confirmadamente infectada por HIV. O mesmo ocorre com imunoglobu-
lina para hepatite B. Só se indica quando a fonte for infectada por HBV e
o acidentado for susceptivel.

c) sem uso de antirretroviral, mas com uso de imunoglobulina


para hepatite B
Incorreta. Apesar de a hepatite B ter o maior risco de transmissão entre as
3 doenças citadas (HCV, HIV e HBV), por volta de 30%, a fonte deve ser
infectada por HBV e a fonte susceptivel, ou seja, não vacinada contra he-
patite B (anti HBS negativo).

d) sem uso de antirretroviral ou de imunoglobulina para hepatite B


Correta. Todos os profissionais de saúde devem ter vacinação contra he-
patite B (3 doses), o que provavelmente causará proteção contra HBV.
Nesse caso, não há indicação de TARV.

e) com uso de antirretroviral e vacinação para hepatite B


Incorreta. Conforme explicado, nas anteriores.

2015
5. Homem de 70 anos de idade, hipertenso, no segundo pós-opera-
tório de prostatectomia radical, desenvolve dispneia súbita com
dessaturação. Apresenta hipotensão arterial que após expansão
questões comentadas | unifesp clínica médica

volêmica adequada com 2 L de cristaloide mantém PA = 90/60


mmHg, FC = 110 bpm, FR = 30 ipm e saturação de 90% com más-
cara de Venturi a 50%, tem saturação venosa central de 50%.

a) Cite a droga vasoativa de escolha para este paciente neste


momento:
Dobutamina.

b) Qual a droga e via de administração indicadas para o trata-


mento do evento clínico ocorrido?
Heparina endovenosa (OU Heparina EV OU Heparina IV OU Heparina in-
travenosa OU Heparina não fracionada).

clínica cirúrgica

2019
6. Mulher, 35 anos de idade, é trazida pelo Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência, vítima de acidente automobilístico há 20 mi-
nutos. Apresenta dor torácica à direita, taquidispneia, com timpa-
nismo à percussão do hemitórax direito e murmúrio vesicular di-
minuído à direita. Sinais vitais: pressão arterial = 110x70 mmHg,
frequência cardíaca = 90 bpm e frequência respiratória = 25 ipm.
Qual é a conduta imediata?

a) toracocentese de alívio à direita


Incorreta. Falta o tratamento definitivo.

b) toracocentese de alívio à direita seguida de drenagem toráci-


ca ipsilateral
Alternativa correta. Esteja atento à queixa de dor torácica à direita relatado
pela paciente associado a um desconforto respiratório. Clinicamente, temos
o diagnóstico de pneumotórax hipertensivo, que indica a realização de tora-
cocentese descompressiva imediata, seguida pelo tratamento definitivo.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

c) drenagem torácica à direita no segundo espaço intercostal


Incorreta. A drenagem torácica deve ser realizada no sexto espaço
intercostal.

d) toracotomia de urgência
Incorreta. Não há indicação de toracotomia de urgência.

e) drenagem torácica à direita no sexto espaço intercostal


Incorreta, por não incluir a necessidade de toracocentese descompressi-
va. A 10ª edição do ATLS recomenda que a descompressão seja realizada
no 4º ou 5º espaço intercostal.

2018
7. Um homem de 70 anos foi vítima de atropelamento por moto
em via de média velocidade, há 30 minutos. A: via aérea pérvia,
em uso de prancha rígida e colar cervical. B: murmúrio vesicular
presente bilateral, SpO2 = 88%, FR = 22 irpm, forte dor e escoria-
ções em gradil costal à esquerda. C: sem sangramento externo
ativo, PA = 160x90 mmHg, FC = 95 bpm, TEC 2s, abdome doloro-
so no flanco esquerdo, pelve estável. D: Glasgow 12, pupilas sem
alterações, sem déficit neurológico focal. E: dorso e extremida-
des com pequenas escoriações. Foi colocada máscara de oxigê-
nio, com melhora da saturação para SpO2 90%. Foi realizada ul-
trassonografia à beira do leito (eFAST), que evidenciou: 1cm de
líquido livre em espaço hepatorrenal; “sinal da praia” presente e
linhas B ausentes no hemitórax esquerdo. Antecedentes pes-
soais: fibrilação atrial, em uso de varfarina. Qual, das opções a
seguir, é a 1ª escolha para reversão do efeito anticoagulante
cumarínico da varfarina?
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

a) complexo protrombínico
Em casos de sangramentos, principalmente aqueles com risco à vida, o
tratamento deve ser imediato, para que a anticoagulação seja revertida e
o sangramento controlado. Os pacientes em uso de varfarina têm níveis
diminuídos de fatores II, VII, IX e X, e estes são mais rapidamente corrigi-
dos por meio da administração de concentrados de complexo protrombí-
nico que contenham os 4 fatores.

b) plasma fresco congelado e vitamina K


Até a pouco tempo, o plasma fresco congelado sempre foi a forma tra-
dicional de se reverter a anticoagulação com varfarina em casos de ur-
gência, mas fornece uma forma diluída dos fatores de coagulação e é
necessário infundir grandes quantidades, por exemplo, 15 a 30 mL/kg
para que a reversão seja efetiva, o que nem sempre é possível de se
realizar com rapidez.

c) concentrado de plaquetas
Concentrado de plaquetas não faz parte do arsenal terapêutico de rever-
são do efeito da varfarina.

d) crioprecipitado
Crioprecipitado não faz parte do arsenal terapêutico de reversão do efeito
da varfarina.

e) protamina
Protamina não faz parte do arsenal terapêutico de reversão do efeito da
varfarina. Protamina é utilizada como reversor do efeito da heparina.

2017
8. Uma paciente de 8 anos há cerca de 1 mês vem apresentando dor
abdominal, vômitos e perda de peso (5 kg no período). A mãe re-
fere que o abdome está maior do que o habitual e que a menor
vem apresentando fezes esbranquiçadas com frequência. O rela-
to provavelmente está relacionado a:
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

a) colangite
Ver comentário geral na alternativa correta.

b) hepatoblastoma
Ver comentário geral na alternativa correta.

c) estenose péptica de duodeno


Ver comentário geral na alternativa correta.

d) cisto de colédoco
Correta. A clássica tríade diagnóstica do Cisto de Colédoco (CC), dor abdo-
minal, icterícia e massa palpável, é observada na minoria dos pacientes. A
apresentação clínica mais freqüentemente observada é icterícia com
padrão obstrutivo (associado a acolia fecal e colúria), sendo também fre-
quente a dor abdominal e vômitos. Massa abdominal palpável ocorre
numa frequência relativamente baixa. Das doenças apresentadas nas
alternativas, as únicas que podem apresentar acolia fecal são o CC e a
colangite; porém o restante do quadro da colangite não está presente
(tríade clássica: febre, dor em HCD, icterícia).

e) má rotação intestinal
Ver comentário geral na alternativa correta.

2016
9. Um tempo básico da técnica operatória é a síntese, em que se
devem aproximar as bordas da ferida operatória para reconstituir
a integridade anatômica e funcional do órgão/tecido que sofreu a
diérese. Assinale a alternativa correta com relação à síntese:

a) na síntese da parede anterolateral do abdome após uma lapa-


rotomia supraumbilical mediana, recomenda-se suturar o fo-
lheto aponeurótico com fio absorvível 2.0
Incorreta. Ainda que seja possível utilizar esse fio, a preferência acaba sen-
do por um fio mais grosso, 0 ou 1, ou fios inabsorvíveis 0 de dupla laçada.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

b) o fio de poliamida monofilamentar tem seu uso recomenda-


do para a sutura de pele, especialmente no calibre 4.0 ou
menor
Correta. A poliamida é a base do nylon, comumente utilizado na sutura
de pele.

c) na sutura de um ferimento cortocontuso, com 5 cm de exten-


são e menos de 1cm de profundidade, na face de uma criança
de 5 anos se recomenda usar o fio de poliglactina 3.0
Incorreta. A poliglactina (Vicryl®) até pode ser utilizada na sutura de pla-
nos profundos, mas nesse caso deve se optar pelo fio 4.0 ou 5.0. A pele
deve ser suturada com nylon 4.0 ou 5.0.

d) o adesivo cirúrgico à base de cianoacrilato está recomendado


para suturas viscerais que ficarão sob tensão devido à sua alta
resistência tênsil
Incorreta. O adesivo cirúrgico está indicado como reforço em suturas su-
perficiais, e não como substituto aos fios convencionais em suturas
viscerais.

e) o fio de algodão tem seu uso bastante difundido devido à baixa


formação de granulomas tipo corpo estranho e baixa rejeição
Incorreta. O fio de algodão acaba sendo utilizado em ligaduras hemostá-
ticas. Evita-se seu uso na pele e no subcutâneo pela alta frequência de
formação de granulomas.

2015
10. Homem de 45 anos de idade, portador de cirrose hepática al-
coólica, chega à emergência com quadro de hematêmese de
grande volume. Nega episódios semelhantes a esse. Estava em
acompanhamento ambulatorial regular, em uso de furosemida
40 mg e espironolactona 100 mg. Nega episódios prévios de en-
cefalopatia hepática.
questões comentadas | unifesp clínica cirúrgica

Ao exame:
• Hipocorado ++, afebril, ictérico ++
• Consciente e orientado
• ACV: FC = 98 bpm, RCR (2T), PA 100/70 mmHg
• AR: FR = 16 ipm, MV+, redução de MV em bases
• ABD: RHA+, indolor, semicírculo de Skoda presente
• MMII: edema +/4

a) Cite duas complicações que poderiam ocorrer neste caso rela-


cionadas à doença de base
1 – PBE (OU início de antibióticoterapia)

2 – SHR (OU ressuscitação hemodinâmica eficaz e suspensão de


diuréticos

3 – Insuficiência hepática (OU transferência para centro de transplante


hepático/transplante).

b) Paciente evoluiu bem, recebendo alta 3 semanas após. Cite


duas orientações pós alta
1 – Nova EDA 4 a 6 semanas após a última para continuação de tratamen-
to de erradicação de varizes.

2 – Iniciar beta bloqueador não seletivo (propranolol ou nadolol) (OU Ten-


tar aumentar para a maior dose tolerável com controle de FC)

3 – Controle do TIPS caso tenha sido colocado.

4 – Listar em fila de transplante na ausência de contraindicações.

ginecologia e obstetrícia

2019
11. Uma gestante de 19 anos em seguimento pré-natal realiza testes
para sífilis que constam como reagentes: o teste rápido treponê-
mico e o teste não treponêmico (VDRL=1/32). Ela relata que nunca
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

teve diagnóstico anterior de sífilis. O médico responsável pelo seu


atendimento, entre outras condutas, deve realizar a notificação
compulsória:

a) em até 24 horas
Incorreta. As notificações compulsórias em até 24 horas são as doenças
chamadas de notificação imediata, como o sarampo, por exemplo.

b) após confirmação por nova sorologia treponêmica


Incorreta. Esta paciente já tem confirmação de sífilis pelos exames, pois
possui 1 teste treponêmico e 1 teste não treponêmico positivos.

c) em até uma semana


Correta. Qualquer notificação compulsória de doença que não seja ime-
diata (em até 24 horas) deve ser feita em até 1 semana.

d) em até 72 horas
Incorreta. O tempo para notificação de doenças não imediatas deve ser
de até 1 semana.

e) em até 48 horas
Incorreta. O tempo para notificação de doenças não imediatas deve ser
de até 1 semana.

2018
12. Com relação à fisiologia da resposta imunológica na gravidez, po-
demos dizer que:

a) o padrão de resposta imunológica no início da gestação se ca-


racteriza pela redução da resposta Th1
Correta. A resposta imunológica no início da gestação apresenta redução
da resposta Th1, através da regulação pelo Th2, para que haja aceitação
do tecido fetal.

b) a resposta imunológica no término da gestação não interfere


no determinismo do parto
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

Incorreta. As citocinas provenientes do complexo feto-placenta em huma-


nos estão envolvidas em todas as etapas do processo de reprodução, in-
fluenciando o desenvolvimento dos gametas, a implantação, evolução da
gestação e, finalmente, o desencadeamento e próprio trabalho de parto.

c) as alterações hormonais na parturição não interferem na res-


posta imunológica do final da gestação
Incorreta. Níveis elevados de progesterona estimulam a síntese de PIBF
pelos linfócitos, que promove a diferenciação de células T helper em cé-
lulas T helper tipo 2 (Th2) que secretam altas concentrações de citoquinas
anti-inflamatórias. Assim, as alterações hormonais estão relacionadas à
resposta imune no final da gestação.

d) a placenta é um escudo imunológico de proteção fetal contra


a rejeição do aloenxerto
Incorreta. A proteção oferecida pela placenta não é uma barreira absoluta
contra a rejeição do aloenxerto.

e) a redução das respostas Th1 e Th2 favorecem o aloenxerto e


permite a presença de tecido fetal
Incorreta. Ocorre um balanço entre as respostas Th1 e Th2 para que haja
aceitação do tecido fetal. Desta maneira, ocorre uma diminuição da res-
posta Th1 (pró-inflamatória) em contraposição a um aumento da resposta
Th2 (anti-inflamatória).

2017
13. Uma paciente de 68 anos relata dor na região pélvica e episódios
de sangramento vaginal em pequena quantidade há 3 meses. É
nuligesta e refere ter feito miomectomia aos 36 anos. Traz exame
ultrassonográfico do ano anterior, mostrando útero discretamen-
te aumentado com nódulo hipoecoico intramural de 4 cm e ová-
rios normais. O exame abdominal mostra massa endurecida e
pouco móvel que atinge 5 cm acima da pube. No toque vaginal,
ao mobilizar a massa, o colo uterino também se move. Não é pos-
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

sível identificar os anexos. A ultrassonografia mostra volumoso


tumor pélvico hipoecoico com 20 cm sem plano de clivagem
com o útero. E, ainda: eco endometrial de 3 mm e ovários não
identificados. O provável diagnóstico é:

a) tumor sólido de ovário


Incorreta. A ultrassonografia mostra volumoso tumor pélvico hipoecoico
com 20 cm sem plano de clivagem com o útero, eco endometrial de 3
mm e ovários não identificados. A provável origem do tumor é da parede
uterina e não dos anexos, pela descrição do quadro acima.

b) adenomiose
Incorreta. A adenomiose não leva a formação de tumor pélvico. Trata-se
de endométrio infiltrando as paredes uterinas, o que pode gerar aumen-
to do volume uterino, sem formação de massas, associado a quadro de
dismenorreia e aumento de fluxo menstrual. Não é compatível com o
quadro acima.

c) leiomioma com degeneração cística


Incorreta. Os leiomiomas não costumam progredir na pós-menopausa
(devido a privação hormonal) e não evoluem para formações malignas,
de maneira geral. Desta maneira, um tumor de parede uterina em pro-
gressão na pós-menopausa deve ser investigado para sarcoma uterino.

d) sarcoma uterino
Correta. Pela descrição do quadro acima e da ultrassonografia, é sugesti-
vo de tumor volumoso com origem em parede uterina, sendo os mais
comuns os sarcomas. Os anexos aparentemente estão livres e o endomé-
trio não apresenta alterações. Assim, a hipótese mais provável é tumor de
origem em parede uterina.

e) adenocarcinoma endometrial
Incorreta. O exame ultrassonográfico mostra tumor sem plano de cliva-
gem com parede uterina, com linha endometrial visível e de 3 mm. A
provável origem do tumor não é do endométrio e sim do corpo uterino.
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

2016
14. Qual é a degeneração mais frequente que o mioma uterino pode
sofrer durante a gestação?

a) calcificação
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.

b) sarcomatosa
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.

c) hialina
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.

d) gordurosa
Incorreta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.
questões comentadas | unifesp ginecologia e obstetrícia

e) necrose asséptica
Correta. Necrose associada a dor aguda é provavelmente a complicação
clássica associada especificamente à presença de mioma na gravidez. A
sua incidência em termos de sintomas e evidências ecográficas é de 5%.
Pode estar relacionada ao rápido crescimento do mioma durante o perío-
do gestacional. As outras degenerações (hialina, vermelha, mucoide, cal-
cificação) são muito raras no período gestacional.

15. Gestante na 15ª semana apresenta ao exame especular corrimen-


to bolhoso com odor de peixe. Refere parto normal anterior, es-
pontâneo, na 33ª semana com recém-nascido adequado para a
idade gestacional.

a) Qual a hipótese diagnóstica?


Maginose bacteriana (OU Gardnerella vaginalis).

b) Qual a conduta medicamentosa (não é necessário a dose) e a


via de administração?
Metronidazol (OU secnidazol OU clindamicina) E via oral.

pediatria

2019
16. Recém-nascido prematuro apresenta musculatura abdominal
deficiente, criptorquidia bilateral e abaulamento no hipogástrio,
que melhorou após passagem de sonda uretral de alívio e saída
de urina. A ultrassonografia evidenciou uretero-hidronefrose bila-
teral, além de bexiga de grande capacidade e parede fina. A ure-
trocistografia miccional mostrou bexiga lisa e de grande capaci-
dade, úraco patente, uretra pérvia e com calibre normal em todo
seu trajeto. O diagnóstico provável é:
questões comentadas | unifesp pediatria

a) válvula de uretra posterior


Incorreta. Na válvula de uretra posterior os ureteres apresentam-se dila-
tados, hipertrofiados e tortuosos em graus variáveis. Não faz parte desta
a alteração da parede abdominal.

b) síndrome de Prune Belly


Correta. A Síndrome de Prune-Belly é causada por um possível defeito à
nível da placa intermédio-lateral do mesoderma ou da proeminência ge-
nital e é caracterizada por uma tríade clássica de ausência, deficiência ou
hipoplasia congênita da musculatura da parede abdominal, criptorquidia
bilateral e anormalidades do trato urinário (persistência do úraco, hidro-
nefrose, megaureteres, RVU e anormalidades uretrais). Também podem
estar associadas ao quadro malformações cardíacas.

c) megaureter obstrutivo primário bilateral


Incorrera. O megaureter obstrutivo primário, de natureza congênita,
pode ser uni ou bilateral e manifesta-se como uma obstrução funcional,
na ausência de estreitamento orgânico ou refluxo vesico-ureteral; Apre-
senta-se com hidronefrose e grande dilatação de todo ureter. Enquanto
o segmento dilatado do ureter apresenta uma parede com musculatura
hipertrofiada e aumento das fibras elásticas, o segmento afilado distal
tem sua parede espessada às custas de colágeno e tecido fibrótico, es-
tando as fibras musculares muito reduzidas em número.

d) bexiga neurogênica arreflexa


Incorreta. Na bexiga neurogênica arreflexa há, principalmente dilatação
da bexiga. Hidronefrose com refluxo vesicoureteral é comum em razão
do grande volume de urina exercer pressão sobre a junção vesicoureteral,
causando disfunção com refluxo e, em casos graves, nefropatia. Pode es-
tar associado a doenças neurologias e má formação da coluna vertebral.

e) duplicidade pielocalicial com ureter ectópico bilateral


Incorreta. A uretrocistografia miccional não é sugestiva de duplicidade
pielocalicial com ureter ectópico bilateral. A hipoplasia da musculatura
da parede abdominal, criptorquidia bilateral e anormalidades do trato
urinário é indicativa da síndrome de Prune Belly.
questões comentadas | unifesp pediatria

2018
17. Uma menina de 12 anos refere emagrecimento, polidipsia e poliú-
ria. Ao exame clínico, apresenta-se desidratada, taquidispneica e
torporosa. Exames laboratoriais: glicemia = 620 mg/dL; gasome-
tria: pH = 7,08, HCO3 = 4 mEq/L, BE = -20; Na = 135 mEq/L; K = 3,5
mEq/L; urina tipo I: cetonúria +++. Qual é a 1ª conduta a ser
tomada?

a) insulina rápida ou ultrarrápida por via intravenosa


Incorreto. A insulina deve ser feita após a hidratação venosa. Em crianças,
não se faz bolus. A bomba deve ser iniciada após correção de K e início de
HV, na dose de 0,1 U/kg/h.

b) reposição de potássio
Incorreto. A reposição de K deve ser feita, mas após o início da hidratação,
inclusive porque o K melhora com a HV. A HV antes da insulina aumenta
a efetividade da insulina, por contribuir para a redução da osmolalidade
sérica. O potássio só não deverá ser reposto se estiver acima do valor da
normalidade.

c) hidratação com soro fisiológico 0,9%


Correto. A primeira conduta a ser tomada é a hidratação vigorosa da pa-
ciente. Quando o paciente apresenta hiponatremia, a hidratação deve ser
feita com SF 0,9%. Quando a natremia está normal ou alta, deve-se hidra-
tar com SF 0,45%.

d) correção da acidose metabólica com bicarbonato


Incorreto. Na infância, o bicarbonato só está indicado em casos de pH
menor que 6,9 com disfunção cardíaca associada.

e) manitol e hiperventilação
Incorreto. Não existe indicação de manitol na cetoacidose diabética.
questões comentadas | unifesp pediatria

2017
18. Uma paciente de 4 anos com febre, artralgia e dor abdominal
encontra-se há 5 dias em uso de anti-inflamatório não hormonal.
Ao exame físico, notam-se petéquias e lesões purpúricas palpá-
veis nos membros inferiores. Não apresenta foco infeccioso iden-
tificado, e a pressão arterial é normal. Exames laboratoriais: hemo-
grama com contagem de plaquetas normal, creatinina sérica
normal e urina com hematúria e proteinúria (3+/4+). Qual é a hi-
pótese diagnóstica para esse caso?

a) nefrite tubulointersticial
Incorreta. A nefrite tubular intersticial apresenta-se com insuficiência re-
nal aguda; leucocitúria e piúria (leucócitos na urina); eosinofilia e eosino-
filúria (eosinófilos elevados no sangue e na urina), hematúria geralmente
microscópica e proteinúria geralmente não nefrótica (ao contrário da
questão).

b) púrpura de Henoch-Schönlein
Correta. O diagnóstico de púrpura de Henoch-Schönlein é basicamente
clínico, com base na presença de 2 ou mais dos critérios propostos pelo
American College of Rheumatology. Os critérios são púrpuras palpáveis e
sem plaquetopenia, idade < 20 anos, dor abdominal difusa e biópsia de
pele com granulócitos em arteríolas ou vênula. Podem ocorrer hematúria
e proteinúria.

c) poliangiite microscópica
Incorreta. A poliangiite microscópica afeta pequenos vasos (mais rara-
mente artérias de calibre médio) em qualquer órgão, resultando numa
grande variedade de sintomas inespecíficos. As manifestações clínicas
iniciais são indicativas de inflamação sistémica: febre, artralgias, mialgias,
fadiga e/ou perda de apetite. A idade média de início gira em torno de 50
a 60 anos de idade. Seu início na idade pediátrica é muito raro, o que
afasta a hipótese de principal diagnóstico para essa alternativa.

d) lúpus eritematoso sistêmico


questões comentadas | unifesp pediatria

Incorreta. O lúpus eritematoso sistêmico pediátrico tende a ser mais gra-


ve do que na população adulta. Trata-se de doença rara nessa faixa etária.
Quando há síndrome nefrótica, é acompanhada de hipertensão (contrá-
rio ao caso clínico da questão). Em geral, a púrpura é não palpável.

e) púrpura trombocitopênica idiopática


Incorreta. A púrpura trombocitopênica idiopática cursa com plaquetope-
nia e não tem proteinúria.

2016
19. Uma gestante de 30 anos, primigesta, com 36 semanas de gesta-
ção, relata perda de líquido pela vagina há 2 horas, mas nega febre
e dores. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril,
normotensa, com altura uterina = 31 cm, BCF = 150 bpm, dinâmica
uterina ausente e cefálico. O exame especular revela saída de líqui-
do claro pelo colo, e o toque, colo grosso, posterior, de consistência
mediana, esvaecido 10%, pérvio para 2 cm, no plano -2 e com bacia
favorável. A cardiotocografia revela categoria I. Traz como exames
do pré-natal: Hb = 12 g/dL, Ht = 35%, sorologias de 3º trimestre nega-
tivas para HIV e sífilis, sorologias indicando imunidade para toxo-
plasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de urina sem alte-
rações e ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia
e crescimento normais. Qual é a conduta adequada?

a) profilaxia para estreptococo beta-hemolítico, preparo cervical


com misoprostol e posterior indução com ocitocina
Correta. Trata-se de gestante com 36 semanas e rotura prematura das
membranas pré-termo. Nesses casos, deve ser indicada a interrupção da
gestação (tem mais de 34 semanas). Não há contraindicação ao parto
vaginal (bacia adequada, feto com crescimento normal, ausência de cica-
triz uterina prévia, cefálico, cardiotocografia normal etc.); entretanto, pelo
fato de o colo uterino estar desfavorável (Bishop 6), há necessidade de
questões comentadas | unifesp pediatria

preparação cervical com misoprostol antes da indução com ocitocina. Há


necessidade, ainda, de profilaxia para estreptococo, pois não há cultura
perineal negativa e houve ruptura prematura de membranas com idade
gestacional pré-termo.

b) profilaxia para estreptococo beta-hemolítico com penicilina


cristalina e cesárea após 4 horas
Incorreta. Não há indicação de cesárea no caso, sendo possível realizar
indução do trabalho de parto.

c) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolítico


e conduta expectante
Incorreta. A conduta não é expectante, pois houve rotura das membranas
e a gestação já está com 36 semanas (superior a 34 semanas). Não há
necessidade de cultura para estreptococo, mas de profilaxia para esta
bactéria.

d) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolítico


e indução com ocitocina após 4 horas
Incorreta. Não há necessidade de cultura para estreptococo, mas de pro-
filaxia para esta bactéria. Está indicado o preparo cervical antes da indu-
ção com ocitocina, pois o índice de Bishop é inferior a 6 (colo uterino
desfavorável).

e) coleta de cultura, profilaxia para estreptococo beta-hemolíti-


co, corticoterapia e indução com ocitocina
Incorreta. Não há necessidade de cultura para estreptococo, mas de pro-
filaxia para esta bactéria. Está indicado o preparo cervical antes da indu-
ção com ocitocina, pois o índice de Bishop é inferior a 6 (colo uterino
desfavorável). Não deve-se realizar corticoterapia, pois a gestação tem
mais de 34 semanas de idade gestacional.

2015
20. Criança de 30 dias de vida, sexo masculino, vem à consulta de
rotina. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe se mostra
questões comentadas | unifesp pediatria

preocupada, pois a criança chora muito e tem receio de que seu


leite não seja suficiente, pois a criança mama com muita frequên-
cia. Você observa e avalia a mamada.

a) Cite 2 parâmetros que indicam uma boa técnica de pega do seio


Qualquer 2 opções entre

1 – Boca da criança aberta ou bem aberta.

2 – Lábio inferior da criança virado para fora ou evertido.

3 – Queixo da criança tocando a mama.

4 – Aréola visível acima da boca da criança

5 – Narina livre ou não obstruída.

saúde coletiva

2019
21. Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os
chamados “ruídos”, como em qualquer tipo de comunicação. Os
“ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/
ou na recepção da mensagem. Qual das alternativas abaixo, me-
lhor exemplifica esses ruídos?

a) presença de mais de um componente da família na reunião


de comunicação
Incorreta: na presença de mais de um familiar, a reunião não exempli-
fica exatamente um ruído, porque o familiar pode ser um facilitador da
comunicação em algumas situações (exemplo: quando o paciente tem
alguma dificuldade na fala e o familiar consegue compreender, quan-
do o paciente recebe notícias difíceis e o familiar auxilia na compreen-
são etc).

b) médico com postura compassiva e atento aos familiares


Incorreta: a postura do médico que indica a compaixão e a atenção são
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

fatores facilitadores de um bom entendimento entre médico e paciente


e entram nos aspectos da comunicação não verbal.

c) vínculo profissional de saúde-paciente-família recente


Incorreta: o tempo do vínculo não é um fator que necessariamente causa
ruído, no entanto a ausência do vínculo sim.

d) presença de componente da equipe multidisciplinar


Incorreta: a presença de um componente da equipe multidisciplinar, des-
de que bem alinhado nas condutas e propostas a serem compartilhadas,
não causa ruído na comunicação. Em muitas vezes, a consulta comparti-
lhada é inclusive um recurso utilizado para fortalecimento do vínculo e
melhora da comunicação e da resolutividade do atendimento.

e) linguajar técnico e grau de esperança da família/paciente


Correta: um linguajar técnico e o grau de esperança da família/paciente
podem ser considerados dentro das interferências cognitivas. Elas dizem
respeito à incapacidade do paciente de se expressar de maneira com-
preensível, devido, por exemplo, a fortes crenças mágicas sobre o papel
do médico, ou a convicções sobre aspectos de cuidar ou curar, com um
grau de esperança que pode estar para além das possibilidades reais do
caso. Por parte dos profissionais de saúde, por outro lado, também há
crenças baseadas nos princípios tradicionais, mecanicistas e cartesianos
da ciência, além do aspecto supostamente neutro e distanciado da figura
do médico. Ele também tende a ignorar aspectos psicossociais de seus
pacientes, muitas vezes até utilizando um linguajar técnico que interfere
na compreensão dos problemas e propostas, com boa comunicação. Um
exemplo é quando o médico diz que o quadro “evoluiu”. No linguajar po-
pular, evolução normalmente se refere a algo bom, positivo, o que não
condiz necessariamente com o quadro do paciente.

2018
22. A dificuldade com a contrarreferência especializada figura-se en-
tre as principais queixas da Atenção Primária em Saúde (APS).
Essa questão está mais especificamente relacionada com qual
princípio da APS?
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

a) longitudinalidade
Incorreta. A longitudinalidade, enquanto atributo ou princípio essencial
da Atenção Primária em Saúde (APS), implica na existência de uma fonte
regular de atenção e o seu uso ao longo do tempo, independentemente
da presença e do tipo de problema específico relacionados à saúde. Esse
princípio não está diretamente relacionado à dificuldade com a contrar-
referência especializada; o princípio que fica mais comprometido quan-
do ocorrem obstáculos nesse ponto é a coordenação do cuidado, confor-
me especificado na alternativa correta.

b) continuidade
Incorreta. Na literatura, o termo “continuidade do cuidado” é utilizado em
sentido semelhante à palavra “longitudinalidade”, embora esses termos
possuam especificidades conceituais. De forma geral, ainda que ocorram
interrupções na continuidade da atenção, isto não significa que a relação
pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os usuários
seja interrompida. A continuidade do cuidado não é o atributo mais rela-
cionado à contrarreferência especializada, pois, nesse caso, os obstáculos
que se colocam estão vinculados a fragilidades na integração da rede de
atenção à saúde.

c) integralidade
Incorreta. A integralidade é um dos pilares na construção do SUS, consa-
grado pela Constituição Federal de 1988, e possui 4 dimensões:

1. Primazia das ações de promoção e prevenção;

2. Atenção nos 3 níveis de complexidade da assistência médica;

3. Articulação das ações de promoção, proteção e prevenção;

4. Abordagem integral do indivíduo e das famílias.

Especificamente no que concerne aos níveis de atenção, a integralidade


pressupõe a existência de uma rede de serviços em distintos níveis de
complexidade e de competências, em que a integração entre as ações
nos diversos níveis deve satisfazer o conjunto de cuidados demandados
por um indivíduo. Problemas na contrarreferência podem, em última
análise, comprometer a integralidade do cuidado dos usuários; contudo,
este princípio não tem uma relação tão intrincada com a contrarreferên-
cia como a coordenação do cuidado. Este último atributo possui uma
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

implicação mais direta e operacional nessa organização (veja a explica-


ção detalhada na alternativa correta).

d) coordenação
Correta. Para lembrarmos, os princípios/atributos essenciais da Atenção
Primária à Saúde (APS) são acesso (primeiro contato), longitudinalidade,
integralidade e coordenação do cuidado; e os atributos derivados, a
orientação familiar e comunitária e a competência cultural. O atributo da
coordenação do cuidado garante a continuidade da atenção, por meio
das equipes de saúde, com o reconhecimento dos problemas que reque-
rem seguimento constante. A partir dele se estabelecem conexões, de
modo a alcançar o objetivo maior de atender às necessidades e preferên-
cias dos usuários na oferta de cuidados em saúde, de forma integrada. O
cumprimento desse atributo pela APS promove melhorias na qualidade
da prestação do serviço, reduzindo as barreiras de acesso a distintos ní-
veis de atenção e integrando as ações e serviços em um mesmo nível do
sistema de saúde e no território. Dificuldades com a contrarreferência
especializada estão diretamente relacionadas à coordenação do cuidado,
refletindo falhas na articulação entre os diversos serviços e ações de saú-
de, comprometendo, assim, a atenção aos usuários.

e) acesso
Incorreta. O atributo de acesso (ou primeiro contato) pode ser definido
como a porta de entrada dos serviços de saúde, ou seja, quando a popu-
lação e a equipe identificam um determinado serviço como o primeiro
recurso a ser buscado quando há uma necessidade ou problema de saú-
de. Assim, implica na acessibilidade e na utilização dos serviços de saúde
pelos usuários a cada novo problema ou a cada novo episódio de um
mesmo problema, trazendo implícita a ideia de não o restringir a entrada
nos serviços de saúde. O acesso não se relaciona diretamente à proble-
mática da contrarreferência especializada, pois diz respeito mais ao servi-
ço de referência de cada usuário.

2017
23. Um exame diagnóstico tem sensibilidade de 95% e especificida-
de de 90%. Esse exame foi aplicado em um grupo de 1.000 pes-
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

soas com 12% de doentes, resultando em 202 exames positivos e


798 exames negativos. Quantos são os exames falsos positivos?

a) 88
Correta. Questão bastante simples. Para respondê-la, elaboramos uma
tabela de avaliação da validade de um suposto teste diagnóstico, com os
valores deduzidos a partir dos dados fornecidos no enunciado. Veja a fi-
gura anexa, que chega em um resultado de 88 falsos positivos.

b) 114
Incorreta. O valor de 114 refere-se ao total de verdadeiros positivos. Veja o
comentário geral na alternativa correta.

c) 6
Incorreta. O valor de 6 representa o total de falsos negativos. Veja o co-
mentário geral na alternativa correta.

d) 792
Incorreta. O valor de 792 refere-se ao total de verdadeiros negativos. Veja
o comentário geral na alternativa correta.

e) 120
Incorreta. O valor de 120 corresponde ao total de casos identificados pelo
exame padrão-ouro, ou seja, indica os casos prevalentes. Veja o comentá-
rio geral na alternativa correta.

2016
24. Pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo pla-
nejaram estudar o prognóstico clínico da tuberculose pulmonar
usando amostragem probabilística. Decidiram, então, selecionar
para o estudo todos os pacientes cujos prontuários tivessem nú-
mero de inscrição terminado com o algarismo 7. Que tipo de
amostra probabilística foi essa?
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

a) casual simples
Incorreta. A amostragem casual (ou aleatória) simples é a técnica de
amostragem mais elementar, em que todos os elementos que compõem
o universo e estão descritos no marco amostral têm probabilidade idênti-
ca de serem selecionados para a amostra. Dado um conjunto, enume-
ram-se os seus elementos e realiza-se um sorteio; os elementos sorteados
constituirão a amostra. Essa amostragem pode ocorrer com ou sem a
repetição dos elementos. Não foi esta a técnica utilizada para selecionar
os pacientes do estudo em pauta, pois, conforme descrito no enunciado,
seriam incluídos todos os pacientes cujos prontuários tivessem o número
de inscrição terminado com o algarismo 7.

b) sistemática
Correta. A amostragem aleatória sistemática é uma variante da amostra-
gem aleatória simples, utilizada quando os elementos da população es-
tão organizados de forma sequencial (por exemplo, utilizando-se os nú-
meros de prontuários, conforme descrito no enunciado). Para a seleção
dos sujeitos dessa amostra, a população deve ser ordenada, de forma que
cada elemento seja identificado, univocamente, por sua posição. A retira-
da dos elementos é feita, então, periodicamente.

c) casual estratificada
Incorreta. Esta é uma técnica de amostra probabilística que consiste em
dividir toda a população em diferentes subgrupos (estratos), mais ou me-
nos homogêneos (internamente) e heterogêneos entre os estratos (exter-
namente), de maneira que um indivíduo pode fazer parte apenas de um
único estrato. Para se criar uma amostra, após as camadas serem defini-
das, selecionam-se indivíduos utilizando qualquer técnica de amostra-
gem (geralmente amostras aleatórias simples) em cada um dos estratos
separadamente. O enunciado não refere tal tipo de amostragem definida
a partir de estratos.

d) por conglomerados, simples


Incorreta. A amostra por conglomerados, que explora a existência de gru-
pos na população, é uma técnica muito utilizada, por motivos de ordem
prática e econômica. Esses grupos representam adequadamente a popu-
lação total em relação à característica investigada. Em resumo, divide-se
questões comentadas | unifesp saúde coletiva

a população em conglomerados, sorteiam-se os conglomerados (e não


os elementos da população) e pesquisam-se todos os elementos somen-
te dos conglomerados sorteados. Parte-se do princípio de que todo con-
glomerado é representativo da população; assim, quanto mais heterogê-
neo for o conglomerado, melhor. O enunciado também não refere tal tipo
de amostragem.

e) por conglomerados, etapas múltiplas


Incorreta. Esse tipo de amostragem consiste basicamente no sorteio de
uma amostragem bem ampla que é submetida a uma investigação su-
perficial (1ª fase). O conhecimento obtido nessa fase permite extrair uma
amostra menor, que será objeto de uma pesquisa mais aprofundada.
Também não foi essa a técnica referida no enunciado da questão.

2015
25. A seguir vão as dosagens de homocisteína plasmática (em micro-
mol/L) na amostra de 32 homens com idade 51-64 anos, sorteados
entre moradores do bairro onde está localizada a Escola Paulista
de Medicina:

10,2 12,4 13,5 14,8 15,0 16,3 17,4 18,5 19,1 19,9 20,0 20,4 20,8

21,5 21,7 21,8 22,0 23,2 23,7 24,4 24,6 24,9 25,0 25,9 26,3 27,7

28,5 28,9 29,8 30,0 31,0 33,0.

a) Qual o valor (com uma casa decimal) da mediana (em micro-


mol/L) dessa amostra?
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