0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações10 páginas

Liberdade e Determinação em Sartre

O documento discute a relação entre liberdade e determinação segundo Jean Paul Sartre. Aborda conceitos como liberdade jurídico-política, liberdade moral, responsabilidade, mérito e sanção.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações10 páginas

Liberdade e Determinação em Sartre

O documento discute a relação entre liberdade e determinação segundo Jean Paul Sartre. Aborda conceitos como liberdade jurídico-política, liberdade moral, responsabilidade, mérito e sanção.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à distância


Ensino Online

Relação entre a liberdade e determinação: segundo o Jean Paul-Sartre

Amina Ibraimo
Código: 708230132

Trabalho de pesquisa da cadeira de


Introdução a Filosofia, 2º ano do
curso de Geografia, turma L, a ser
enviado para fins avaliativos.

Tutor: Alexandre José Andicene

Nampula, Abril de 2024


CAPÍTULO I ................................................................................................................ 3
1.1.Introdução ........................................................................................................... 3
1.1.1.Objectivos ........................................................................................................ 3
1.1.2Objectivo geral .................................................................................................. 3
1.1.3.Objectivos específicos ...................................................................................... 3
1.2.Metodologia de pesquisa...................................................................................... 3
CAPÍTULO II: Fundamentação teórica ......................................................................... 4
2.1. Relação entre a liberdade e determinação: Jean Paul-Sartre................................. 4
2.1.1.Liberdade.......................................................................................................... 4
2.1.2. Liberdade jurídico-política ............................................................................... 4
2.1.3. Liberdade moral............................................................................................... 5
2.2. Responsabilidade ................................................................................................ 5
2.3. Mérito................................................................................................................. 6
2.4. A sanção ............................................................................................................. 6
2.5. O dever ............................................................................................................... 7
2.6. A Justiça ............................................................................................................. 7
CAPÍTULO III ............................................................................................................. 8
3.1.Metodologia usada ............................................................................................... 8
3.2. Considerações finais ........................................................................................... 9
3.3. Referências bibliográficas ................................................................................. 10
CAPÍTULO I

1.1.Introdução

O presente trabalho da cadeira de Filosofia, tem como tema central “Relação


entre a liberdade e determinação: segundo o Jean Paul-Sartre”, com objectivo de
descrever todas as relações sociais no acto da liberdade e determinação. É de extrema
importância, na medida que aborda as principais relações do ser humano, na sua
liberdade e determinação dos seus actos. Quanto a estrutura, conte: Capa, contracapa,
Índice, Introdução, desenvolvimento, Metodologia usada, Conclusão ou considerações
finais e Bibliografia.

1.1.1.Objectivos

1.1.2Objectivo geral

 Responder de forma correcta todas as questões colocadas pelo docente

1.1.3.Objectivos específicos

 Apresentar os elementos da ética individual para uma boa convivência na


sociedade).
 Diferenciar estes elementos na ética individual.

1.2.Metodologia de pesquisa

Para a elaboração deste trabalho usou-se, o método de Pesquisa bibliográfica,


onde se fez uma série de recolha de informações pertinentes para o efeito deste trabalho
científico em abordagem. Que é aquela que pode ser elaborada através de material já
existente como livros, artigos científicos, entre outros meios, seguida de uma pesquisa
do tipo discretiva.

3
CAPÍTULO II: Fundamentação teórica

2.1. Relação entre a liberdade e determinação: Jean Paul-Sartre

2.1.1.Liberdade

Na obra de Jean Paul-Sartre, (1981), diz que a palavra liberdade,


etimologicamente significa: isenção de qualquer coacção ou negação de determinação
para uma coisa.

Pode-se entender como a faculdade de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Ela
tem sido entendida como a possibilidade de autodeterminação e de escolha, acto
voluntário, espontaneidade, indeterminação, ausência de interferências, libertação de
impedimentos, realização de necessidades, direcção prática para uma meta, ideal de
maturidade, autonomia sapiencial ética, razão de ser da própria moralidade.

A liberdade pode ser definida em dois sentidos imediatos: no nosso quotidiano e na


linguagem filosófica.

No nosso quotidiano, invocamos constantemente a palavra liberdade para


reivindicar liberdade de opinião, de reunião, de livre circulação, considerando-se nesse
sentido comum, a liberdade como ausência de constrangimentos externos;

Na linguagem filosófica, referimo-nos à liberdade em termos absolutos e, neste


sentido, à um poder de agir independentemente de quaisquer obstáculos ou
determinismos. Ora, as escolhas do ser humano exercem-se num campo onde há
tendências e limitações de vária ordem (biológica, psicológica e sociológica), e apesar
disso são livres porque conseguem superar racionalmente esses obstáculos que acabam
por se transformar em força impulsionadora. No âmbito da acção humana, podemos
distinguir a liberdade em: liberdade jurídico-política e liberdade moral.

2.1.2. Liberdade jurídico-política

A liberdade jurídico-política é a possibilidade de agir no quadro das leis


estabelecidas pela sociedade que definem o conjunto dos direitos de deveres e a
responsabilidade civil. Esta forma de liberdade, pressupõe logicamente a existência de
certas condições e relaciona-se directamente com a existência das leis que, por um lado,
limitam a acção do individuo, mas por outro, garantem.

4
Este sentido de liberdade realiza-se no interior de uma comunidade ou Estado
no qual os indivíduos, embora se submetam às leis estabelecidas mediante convenção
ou acordo social, vêm assegurados as chamadas liberdades concretas ou liberdades
reais.

2.1.3. Liberdade moral

A liberdade moral: manifesta-se na adesão a valores e implica a orientação da


conduta pela razão, estabelecendo a consciente, intencional e voluntariamente metas
para a própria existência. É esta liberdade de escolha que faz do Homem, um ser
autónomo, possuidor de uma dignidade e originalidade ontológica, isto é, um ser que se
auto-constrói, uma invensão de si por si. É por causa desta autodeterminação que o ser
humano é o único responsável pelos seus actos. Somente um ser livre,
consequentemente, dotado de possibilidade de optar e de decidir acerca dos valores a
que quer aderir e das acções que quer concretizar, pode assumir compromissos de
responder ou prestar contas pelos próprios actos e pelos seus efeitos, aceitando as suas
consequências, isto é, a sua responsabilidade.

2.2. Responsabilidade

A palavra responsabilidade, deriva etimologicamente do latim respondere, que


significa responder pelos próprios actos e ter a obrigação de prestar contas pelos actos
praticados perante a nossa consciência e perante outras pessoas e a sociedade.

A pessoa é moralmente responsável quando age livremente, isto é, na ausência de


qualquer forma de constrangimento; quando se está plenamente consciente das
intenções e das consequências de nossa acção, e quando, estando consciente da
intenção, da acção e do seu efeito, se quer a sua realização.

A responsabilidade pode assumir diferentes formas, que são:

a) Responsabilidade civil: refere-se ao compromisso de ter de responder perante a


autoridade social e a lei jurídica pelas consequências e implicações de nossos
actos em relação à terceiros;
b) Responsabilidade moral: refere-se à obrigação de responder perante nós
mesmos, perante a nossa consciência, pela intenção dos nossos actos.

5
2.3. Mérito

O mérito é definido como sendo a aquisição de valores, em consequência do


bem que se pratica. O seu oposto é o demérito, que é a perda de valor, em virtude dos
factos cometidos. O mérito depende (em absoluto) do valor do próprio acto, e também
(em relativo) das condições em que o acto foi realizado, especialmente de dificuldade e
de intenção. Por exemplo: um rico que, ao encontrar um mendigo, lhe dá a quantia
duzentos mil meticais para ganhar a simpatia das pessoas em redor é menos meritório
que um pobre que despende o valor de cinco mil meticais, mas que o faz por verdadeira
solidariedade.

2.4. A sanção

A sanção é o prémio ou o castigo infligido pelo cumprimento ou violação da


lei. Sancionar um acto é sublinhar o seu valor, quer reconhecendo-o como bom, por
meio de elogios e recompensas, quer tomando-o como mau, através de censuras e
castigos. A sanção não é somente castigo como muitos entendem, mas também um
prémio. As sanções dividem-se em terrenas e sobrenaturais.

As sanções sobrenaturais compreendem à:

1. Sanções de consciências: são assim considerados certos sentimentos, com os


quais nos sentimos elevados (satisfação, paz interior) ou deprimidos
(inquietação, remorso), consoante os nossos actos são bons ou maus.
2. Sanções de opinião pública: sanciona as acções humana quer quando louva os
bons, ou quando reprova os maus.
3. Sanções naturais: são as consequências que resultam para nós da vida que
levamos. Os actos morais traduzem-se, geralmente, em decadência pessoal
(intelectual e física) ao passo que a saúde pode ser o fruto de uma vida moral
pura.
4. Sanções civis: são as que a sociedade aplica, por órgão apropriados, aos que
transgridem leis e regulamentos.
5. Sanções sobrenaturais: estão relacionadas com as religiões, e em todos os
tempos, e incluem a crença (explícita ou implícita) num juízo final como
recompensa última dos bons e castigo dos maus.

6
Esta noção de sanções sobrenaturais corresponde a um objectivo moral
positivo: evitar que, perante as insuficiências inevitáveis (em erros e omissões) das
crenças terrenas, o homem possa cultivar a ideia moralmente corrupta, de que pode
haver crime sem castigo ou pode haver virtude sem esperança de recompensa.

2.5. O dever

O dever pode ser entendido como um imperativo, isto é, como uma ordem a que
o indivíduo se terá de submeter e que assume duas dimensões, que são as seguintes:
Dimensão subjectiva: que traduz o sentimento de respeito devido à lei imposta pela
consciência moral; Dimensão objectiva: que traduz uma obrigação de submissão e
acatamento dessa lei. Assim, podemos concluir que a consciência moral é uma instância
dinâmica na qual se interrelacionam factores de diversa ordem, como:

1. Individuais: na qual o individuo interioriza e assimila regras sociais, mas


selecciona e escolhe, isto é, apenas assume como suas aquelas que ele próprio
valorizou;
2. Sociais: em que a vivência em sociedade impõe um conjunto de deveres
necessários para o funcionamento harmonioso da comunidade. É por isso que as
acções morais implicando as relações inter-individuais tem repercussão ao nível
colectivo;
3. Racionais: em que a função judicativa da consciência traduz-se em juízos de
valor e raciocínios acerca das razões a favor ou contra a tomada de determinadas
decisões;
4. Afectivos: em que na apreciação dos actos intervêm sentimentos de simpatia ou
indiferença em relação ao objecto da acção; a realização dos actos é seguida de
sentimentos de satisfação ou de remorso, conforme praticamos acções
consideradas boas ou más.

2.6. A Justiça

As palavras hebraicas bíblicas que significam justiça (tzedek, tzedaká, mishpat)


possuem muitas tonalidades de sentido (justiça, rectidão, bom comportamento, lealdade,
integridade, etc). A palavra tzedaká veio a significar também bondade e, daí, caridade,
sendo não raro discutível, por isso, a acepção em que os vários contextos bíblicos
aplicam tais termos.

7
CAPÍTULO III

3.1.Metodologia usada

Para a elaboração deste trabalho usou-se, o método de Pesquisa bibliográfica,


onde se fez uma série de recolha de informações pertinentes para o efeito deste trabalho
científico em abordagem. Que é aquela que pode ser elaborada através de material já
existente como livros, artigos científicos, entre outros meios, seguida de uma pesquisa
do tipo discretiva.

8
3.2. Considerações finais

De acordo com as diversas visões de certos autores batentes neste trabalho


abortando sobre a relação entre a liberdade e a determinação, conclui-se que a liberdade
pode ser definida em dois sentidos imediatos: no nosso quotidiano e na linguagem
filosófica. No entanto, no âmbito da acção humana, podemos distinguir a liberdade em:
liberdade jurídico-política e liberdade moral.

9
3.3. Referências bibliográficas

Jean Paul-Sartre, (1981), relação entre liberdade e determinação, São Paulo.

ALVES, Fátima, et al. A Chave do Saber –Introdução à Filosofia 10º Ano, Porto editora,
Porto, 1998.

ALVES, Fátima et al. A Chave do Agir – Introdução À Filosofia 10º Ano, Texto editora,
Lisboa, 1997

10

Você também pode gostar