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Métodos de Análise de Alimentos e Amostragem

Este documento discute técnicas de amostragem e preparação de amostras para análise de alimentos, incluindo redução da amostra bruta, preservação da amostra e fatores a serem considerados na amostragem.

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Este documento discute técnicas de amostragem e preparação de amostras para análise de alimentos, incluindo redução da amostra bruta, preservação da amostra e fatores a serem considerados na amostragem.

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Amostragem e técnicas de preparo de

amostras para análise

Disciplina: Bromatologia
Profa.: Gilcelia Lino
[email protected]
Recife
2015
Métodos de Análise
Análise de Alimentos

Determinar um componente específico do


alimento, ou vários componentes, como no
caso da composição centesimal do alimento.
Análise da composição centesimal de alimentos

Envolve as seguintes determinações:

 Umidade
 Cinzas
 Fibras
 Proteínas
 Açúcares
 Lipídeos
 Vitaminas
 Minerais (Ca, P, K, Na, Cl, S, Mg, Fe, Mn, etc.)
• Expressam o valor nutricional dos alimentos;
• Fornecem o valor energético, através do fator geral 4-9-4 kcal/g para proteínas,
lipídios e carboidratos, respectivamente (Atwater e Bryant);
• Valores devem compor o rótulo de alimentos embalados (RDC 360 ANVISA, 2003)
• Os valores encontrados são expressos em g(ou mg)/100g de alimento.
Análise de Alimentos

Métodos Métodos
Convencionais Instrumentais

Nenhum equipamento Equipamentos


sofisticado sofisticados

Equipamentos
Vidrarias e Reagentes
eletrônicos
Atualmente são utilizados, sempre que possível,
métodos instrumentais.

Os métodos convencionais são utilizados quando:


 Alto custo dos equipamentos eletrônicos;
 Não existe equipamento disponível para
determinada análise;
 Requer-se um método convencional, sob o
aspecto da lei, por se tratar de um método oficial;
 Em casos raros, os métodos convencionais
podem apresentar resultados melhores do que os
instrumentais.
Aplicações:

Controle de qualidade de rotina (matéria


prima ou produto acabado);
Fiscalização (cumprimento de legislação, em
geral usa métodos oficiais);
Pesquisa (desenvolver, adaptar métodos
analíticos para determinar componentes de
forma apropriada).
Escolha do método
Alimentos: amostra muito complexa, em que os
vários componentes da matriz podem estar
interferindo entre si.

Determinado método pode ser apropriado para


um tipo de alimento e não fornecer bons
resultados para outro.

ESCOLHA DO MÉTODO: depende do produto a


ser analisado
Escolha do método
Fatores
• Quantidade relativa do componente a analisar
Classificação dos Componentes

Maiores: mais de 1%
Menores: 0,01%-1%
Em relação ao peso
Micros: menos de 0,01% total da amostra

Traços: ppm e ppb


Escolha do método
COMPONENTES MAIORES - Métodos Analíticos
Clássicos ou Convencionais: Gravimétricos e
Volumétricos.

COMPONENTES MENORES E MICROS - Técnicas


mais sofisticadas e altamente sensíveis:
Métodos Instrumentais.
Escolha do método
Fatores
• Exatidão requerida

Métodos convencionais: exatidão de até 99,9%


quando o composto se encontra em mais de 10%
da amostra.

Métodos mais sofisticados e exatos: quantidades


menores que 10%.
Escolha do método

Fatores
• Composição química da amostra

Alimentos são amostras complexas;


Interferentes: necessidade de extração ou
separação antes da determinação final.
Escolha do método

Fatores
• Recursos disponíveis

 alto custo;
 tipo de reagente;
 pessoal especializado.
ESQUEMA GERAL PARA ANÁLISE
QUANTITATIVA
Análise quantitativa

Deve estar relacionada à massa do componente de


interesse presente na amostra tomada para análise.

Essa medida é a última de uma série de etapas


operacionais que compreende toda a análise.
Fluxograma do processo funcional de uma
análise quantitativa
Amostragem
• Operações através das quais se obtém uma porção apropriada e
representativa do que se deseja analisar (= amostra);
• Dificuldade depende da homogeneidade da amostra.

• Considerar:
a. finalidade da análise: aceitação/rejeição, análise da qualidade
média ou avaliação da uniformidade;
b. natureza do lote: tamanho, subdivisões, a granel ou embalado;
c. natureza do material: homogeneidade, tamanho da unidade, custo;
d. natureza dos procedimentos: destrutivos ou não, tempo e custo de
análise.
Amostras para análise fiscal e de
controle
 As amostras coletadas para análise fiscal devem ser
divididas em três lotes: o primeiro e o terceiro destinam-
se ao laboratório (um para análise e o outro para perícia
desempatadora, se necessário. O segundo lote será deixa
do em poder do depositário do produto para eventual
contestação.

 A análise de controle - provar a conformidade do


produto, com seu respectivo padrão de identidade e
qualidade.
Amostragem
• Etapas:
a) Coleta da amostra bruta
b) Preparação da amostra de laboratório
c) Preparação da amostra para análise
Amostragem
a) Coleta da Amostra Bruta

Réplica reduzida do material a ser analisado;


porções reunidas do material original;

• Amostras fluidas homogêneas (líquidas e pastosas):


agitação e homogeneização do recipiente, coleta de
porções de mesmo volume (alto, meio e fundo);
• Amostras sólidas e heterogêneas : devem ser moídas e
misturadas.
Amostragem
Quantidade:
• Material a ser analisado: granel ou embalado
em caixas, latas ou outros recipientes.

• Embalagens únicas ou pequenos lotes: todo


material deve ser tomado como amostra bruta.

• Lotes maiores: a amostragem deve compreender


de 10% a 20% do número de embalagens contido
no lote, ou de 5% a 10% do peso total do alimento
a ser analisado.

• Lotes muito grandes: raiz quadrada do número de unidade de lotes


Amostragem
Pontos de coleta:

 Caminhões: 8 a 16 pontos retos e diagonais alternadamente. Caminhões


isotérmicos: em todos os segmentos.

 Sacos: alto, centro e fundo

 Barris: homogeneização prévia (líquido que se separa), centro (líquido que


não de separa)

OBS: tamanhos proporcionalmente ao da partida (ex. cereais). Considerar as


camadas.
Uso se sonda de
Esquema de coleta a profundidade
granel
Amostragem
Acondicionamento:

Amostras em grão ou em pó: sacos


Higroscópicos: vidros herméticos
Líquidos: vidros e garrafas
Produtos gordurosos: vidros
Produtos vendidos em latas, garrafas ou
pacotes: embalagem própria.
Amostragem
Lacre, Rotulagem e identificação
• local da colheita, fabricante, data de
fabricação, data da validade, data da colheita,
código da amostra, representatividade da
amostra, órgão e responsável pela colheita.

Envio ao laboratório
Amostragem
b) Redução da amostra bruta – amostra de
laboratório

• A amostra bruta é frequentemente grande


demais para ser convenientemente trabalhada
em laboratório e, portanto, deve ser reduzida.
A redução vai depender do tipo de produto a
ser analisado e da análise.
Amostragem
• Para alimentos secos (pó ou granulares):
1. Manual: quarteamento (até chegar ao tamanho ideal de
amostra)
Amostragem

2. Equipamentos:
•Amostrador tipo Riffle (divisão em canaletas alternadas)
•Amostrador tipo Boerner (utiliza cone com aberturas)

Amostrador tipo Riffle Amostrador tipo


Boerner
Amostragem
• Alimentos líquidos: misturar bem e retirar porções
(meio, alto e fundo), misturando as porções finais.

• Alimentos semi-sólidos (queijos e chocolate): ralar as


amostras e utilizar o quarteamento.

• Alimentos úmidos (carnes, peixes e vegetais): amostras


devem ser picadas ou moídas e misturadas;
quarteamento se necessário; manter sob refrigeração.
Amostragem
• Alimentos semiviscosos e pastosos (molhos, pudins,...), líquidos
contendo sólidos (compotas de frutas, conservas e enlatados em
geral): amostras processadas em liquidificador, misturadas e as
alíquotas retiradas para análise.

• Alimentos com emulsão: aquecer a 35°C em frasco com tampa,


homogeneizar e retirar alíquotas.

• Frutas:
- grandes: cortadas em quatro partes; duas partes opostas são reunidas
e homogeneizadas em liquidificador;
- pequenas: homogeneizar inteiras em liquidificador.
Amostragem
c) Preparação da amostra para análise

• Considera o tipo de amostra e do método


analítico;
• Deve minimizar possíveis mudanças na
composição da amostra original.
Amostragem
Tipos:
Desintegração mecânica: alimentos secos em
moinhos de martelo (tipo Wiley),alimentos
úmidos por moedor de carne, processadores
ou liquidificador.
Amostragem
Tipos:
 Desintegração enzimática: amostras vegetais
(celulases), proteases e caboidratases são úteis
para solubilizar componentes de alto peso
molecular (proteínas e polissacarídeos);

 Desintegração Química: usados na dispersão ou


solubilização de componentes de alimentos (ex.:
detergentes, ácidos,...)
Amostragem
Preservação da amostra
• Inativação enzimática: serve pra preservar o
estado original dos componentes de um material
vivo.

• Diminuição das mudanças lípidica: os métodos


tradicionais de preparo de amostras podem
afetar a composição dos extratos lipídicos.
Resfriar a amostra rapidamente antes da extração
e congelá-la se for estocar.
Amostragem
• Controle do ataque oxidativo: preservação a
baixa temperatura (N líquido) para a maioria
dos alimentos.

• Controle do ataque microbiológico:


congelamento, secagem e uso de
conservadores, ou a combinação de quaisquer
dos três.
Amostragem
FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA
AMOSTRAGEM

Alimentos de origem vegetal:


 Constituição genética: variedade;
 Condições de crescimento;
 Estado de maturação;
 Estocagem: tempo e condições;
 Parte do alimento: casca ou polpa
Amostragem
Alimentos de origem animal:
Conteúdo de gordura;
Parte do animal;
Alimentação do animal;
Idade do animal;
Raça.
Amostragem
Fatores no pós-colheita:

perda ou absorção de umidade;


perda de constituintes voláteis;
decomposição química e enzimática;
deterioração microbiológica;
contaminação com metais (proveniente de
equipamentos).
Referência
• CECCHI, H.M. Fundamentos Teóricos e
Práticos em Análise de Alimentos. 2ed.
Campinas: Ed. Unicamp, 2003.

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