Elementos de Máquinas III
PARAFUSOS
PROF.: MARCOS VIEIRA DE ALBUQUERQUE
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Conteúdo
Introdução
Tipos de parafusos
Tipos de roscas
Tensão atuantes nos parafusos
Pré-carga
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Introdução
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Introdução
Elementos de união não permanente – montagem e desmontagem
Diferentes tipos de cabeça, corpo, etc
Diferentes tipos de roscas
Aplicações muito diversificadas
Transmissão de movimento
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Tipos de
parafusos
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Tipos de parafusos
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Tipos de rosca
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Tipos de rosca
UNS (Unified National Standard) e ISO UNS: americana
Mesma forma transversal ISO: europeia (dimensões métricas)
p: passo
UNC: grossa
UNS UNF: fina
UNEF: extrafina
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Tipos de rosca
Avanço / volta
Simples: 1p/volta (+ comum)
Dupla: 2p/volta
Tríplice: 3p/volta
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Tipos de rosca
Classes de ajuste
Classe 1: uso comum
Classe 2: uso em máquinas que requerem tolerâncias mais esteiras
Classe 3: maior precisão – ajustes muito precisos
Especificação:
UNS: “Diâmetro” – “Fios por polegada” “Série” – “Classe” “A ou B”
1/4 - 20 UNC - 2 A ¼ - 20 UNC-2A
ISO: M ”Diâmetro” x “Passo” M8 x 1,25
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Principais dimensões de roscas de
parafusos UNS
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Principais dimensões de roscas de
parafusos ISO
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Tensão atuante
em parafusos
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Tensão atuante em parafusos
Qual a área da seção transversal sob tração?
𝜋
𝐴𝑡 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜2
4
0,649519
𝑑𝑝 = 𝑑 − N: fios por
𝑁 polegada
UNS: 1,299038
𝑑𝑟 = 𝑑 −
𝑁
𝑑𝑝 = 𝑑 − 0,649519 𝑝
ISO: 1,226869
𝑑𝑟 = 𝑑 − 𝜋 𝑑𝑝 + 𝑑𝑟
𝑁 𝐴𝑡 =
4 2 Área sob tração
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Tensão atuante em parafusos
Tensão axial
F
t = 𝐴𝑡 =
𝜋 𝑑𝑝 + 𝑑𝑟
4 2
At
Engajamento: Filetes de rosca Dentes de engrenagem
Compartilhar a carga aplicada
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Tensão atuante em parafusos
Teoricamente: todos os filetes compartilham a carga
Na prática: a carga é suportada por um par de filetes
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Tensão atuante em parafusos
de potência Tração e compressão
Tensões axiais: parafusos
de fixação Geralmente tração
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Tensão atuante em parafusos
Tensão de cisalhamento
Falha: rasgamento dos filetes
Parafusos: ao longo do diâmetro menor
Porcas: ao longo do diâmetro maior
𝐹
𝜏𝑠 =
𝐴𝑆
𝐴𝑠 = 𝜋 ⋅ ⅆ𝑟 ⋅ 𝑤𝑖 ⋅ 𝑝 diâmetro menor
𝐴𝑠 = 𝜋 ⋅ ⅆ ⋅ 𝑤𝑜 ⋅ 𝑝 diâmetro maior
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Tensão atuante em parafusos
Comprimento mínimo de porca
UNS/ISO e acme < 1 in: comprimento de rosca > 0,5d
Acme > 1 in: 0,6d
Valores válidos somente se o parafuso e a porca forem do mesmo material
Rosqueamento mínimo em furos
Mínimo: comprimento = d
Parafuso de aço em ferro fundido / bronze / latão: 1,5d
Parafuso de aço em alumínio: 2,0d
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Tensão atuante em parafusos
Os parafusos devem ser escolhidos com base na sua resistência de prova
Resistência de prova é a tensão sob a qual o parafuso começa a
apresentar deformação permanente.
SAE, ASTM e ISO definem graus ou classes para parafusos, que
especificam material, tratamento térmico e uma resistência de prova.
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Tensão atuante em parafusos
Especificações métricas ISO e
resistências de parafusos de
aço.
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Tensão atuante em parafusos
Especificações SAE e
resistências de parafusos de
aço
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Pré carga –
Esforços estáticos
Parafusos pré-carregados sob carga 24
estática
Parafusos pré-carregados sob carga 25
estática
Parafusos pré-carregados sob carga 26
estática
𝐹 =𝑘⋅𝛿
F. l F A.E
= → k= =
A.E l
1 1 1 1 1
= + + + ... +
ktotal k1 k 2 k3 kn
Parafusos pré-carregados sob carga
estática
Para um parafuso de diâmetro d e
comprimento de rosca lt_rosca carregada
axialmente, dentro do comprimento de
junta total l, a constante de mola é:
1 𝑙𝑡_𝑟𝑜𝑠𝑐𝑎 𝑙 − 𝑙𝑡_𝑟𝑜𝑠𝑐𝑎 𝑙𝑡_𝑟𝑜𝑠𝑐𝑎 𝑙𝑠
= + = +
𝑘𝑏 𝐴𝑡 . 𝐸𝑏 𝐴𝑏 . 𝐸𝑏 𝐴𝑡 . 𝐸𝑏 𝐴𝑏 . 𝐸𝑏
Onde Ab é a área total de seção lisa, At é a área rosqueada, ambas sob tensão
de tração do parafuso e ls = l – lt_rosca é o comprimento sem rosca.
Parafusos pré-carregados sob carga 28
estática
1 𝑙1 𝑙2 4𝑙1 4𝑙2
= + = +
𝑘𝑚 𝐴𝑚1 . 𝐸1 𝐴𝑚2 . 𝐸2 𝜋 𝐷12 − 𝑑 2 . 𝐸1 𝜋 𝐷22 − 𝑑 2 . 𝐸2
Definindo Am como um cilindro sólido com diâmetro externo D e
diâmetro interno dm, então:
1 4𝑙 𝜋 𝐷2 − 𝑑𝑚2 .𝐸
𝑚
= 2 𝑘𝑚 =
𝑘𝑚 𝜋 𝐷2 − 𝑑𝑚 . 𝐸𝑚 4𝑙
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Parafusos pré-carregados sob carga 30
estática
P = Pm + Pb
A carga compressiva Fm no material
passa a ser:
Fm = Fi − Pm
A carga de tração Fb no parafuso se
torna:
Fb = Fi + Pb
Parafusos pré-carregados sob carga
estática
A mudança comum de deflexão D devido a
carga aplicada P: 𝐹𝑚 = 𝐹𝑖 − 1 − 𝐶 . 𝑃
𝑃𝑏 𝑃𝑚 𝑃𝑚 𝑘𝑏 𝐹𝑏 = 𝐹𝑖 + 𝐶. 𝑃
Δ𝛿 = = → 𝑃𝑏 =
𝑘𝑏 𝑘𝑚 𝑘𝑚
A carga Po capaz de separar a junta é:
𝐹𝑖
𝑃0 =
1−𝐶
𝑘𝑏 O coeficiente de segurança à falha por
𝑃𝑏 = 𝑃 = 𝐶. 𝑃 separação da junta pode ser encontrado a
𝑘𝑚 + 𝑘𝑏 O termo C é chamado de
constante da junta partir de:
𝑘𝑚
𝑃𝑚 = 𝑃 = 1 − 𝐶 .𝑃
𝑘𝑏 + 𝑘𝑚 𝑃0 𝐹𝑖
𝑁𝑠𝑒𝑝 = =
𝑃 1−𝐶 𝑃
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Exemplo
Exemplo 15-2 (Norton)
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Pré carga –
Esforços dinâmicos
Parafusos pré-carregados sob carga
dinâmica
Parafusos pré-carregados sob carga
dinâmica
Quando a força aplicada é nula, o diagrama coincide com a pré-
carga estática presente. Pmax é dividida entre o parafuso e material da
mesma maneira que no caso do carregamento estático.
As forças média e alternada sentidas pelo parafuso são:
𝐹𝑏 − 𝐹𝑖 𝐹𝑏 + 𝐹𝑖
𝐹𝑎𝑙𝑡 = 𝐹𝑚𝑒𝑑 =
2 2
Onde: 𝐹𝑏 = 𝐹𝑖 + 𝐶. 𝑃max
Parafusos pré-carregados sob carga 36
dinâmica
As tensões médias e alternadas no parafuso são:
Falt Fmed
alt = Kf med = K fm
At At
Onde At é a área sob tensão de tração do parafuso, Kf é o fator de
concentração de tensão em fadiga para componente alternada e Kfm é o fator
de concentração de tensão em fadiga para componente alternada .
Parafusos pré-carregados sob carga
dinâmica
A tensão resultante da pré-carga Fi é:
Fi
i = K fm
At
O coeficiente de segurança à falha por fadiga pode ser calculado
utilizando a expressão Nf3 do diagrama de Goodmann, adaptada para
tensão inicial de pré-carga.
𝑆𝑒 𝑆𝑢𝑡 − 𝜎𝑖
𝑁𝑓3 =
𝑆𝑒 𝜎𝑚 − 𝜎𝑖 + 𝑆𝑢𝑡 . 𝜎𝑎
Parafusos pré-carregados sob carga 38
dinâmica