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Noções de Orçamento Público e Finanças

O documento apresenta conceitos e funções do orçamento público, como política, planejamento, jurídica, gerencial, financeira e econômica. Esta última inclui as funções alocativa, distributiva e estabilizadora do Estado. Exemplos de questões sobre o tema são fornecidos.

Enviado por

Ivo Nascimento
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Tópicos abordados

  • Orçamento Participativo,
  • Finanças Públicas,
  • Legislação Orçamentária,
  • Receitas e Despesas,
  • Princípios Orçamentários,
  • Orçamento Incremental,
  • Planejamento e Execução,
  • Lei de Responsabilidade Fiscal,
  • Orçamento Tradicional,
  • Funções do Orçamento
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Noções de Orçamento Público e Finanças

O documento apresenta conceitos e funções do orçamento público, como política, planejamento, jurídica, gerencial, financeira e econômica. Esta última inclui as funções alocativa, distributiva e estabilizadora do Estado. Exemplos de questões sobre o tema são fornecidos.

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Tópicos abordados

  • Orçamento Participativo,
  • Finanças Públicas,
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  • Orçamento Incremental,
  • Planejamento e Execução,
  • Lei de Responsabilidade Fiscal,
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  • Funções do Orçamento

NOÇÕES DE

ORÇAMENTO
PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II)
Constituição Federal – Parte I

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

Sumário
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I. .......................................3
1. Conceitos e Técnicas..................................................................................................................................................3
1.1. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo. ...............................................................................12
2. Tipos de Orçamento.. ................................................................................................................................................15
3. Princípios Orçamentários. . ....................................................................................................................................16
Resumo da Aula..............................................................................................................................................................32
Questões de Concurso................................................................................................................................................35
Gabarito...............................................................................................................................................................................42
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................43
Referências........................................................................................................................................................................52

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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

FINANÇAS PÚBLICAS (TÍTULO VI, CAPÍTULO II)


CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PARTE I
Aula 01 – Orçamento Público
Olá. Tudo bem com você? Vamos para nossa 1ª aula de Orçamento Público?
Tomamos o cuidado de trazer as atualizações das Emendas Constitucionais n. 100/2019,
102/2019, 103/2019, 105/2019, 106/2020 e 109/2021.
Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimo-
ramento constante deste trabalho.

1. Conceitos e Técnicas
O orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que eviden-
ciam as ações governamentais, capaz de ligar os sistemas de planejamento e finanças. Tra-
ta-se de um documento em que são previstas (estimadas) as receitas e fixadas as despesas.
Atualmente podemos elencar as seguintes funções/dimensões do orçamento público:
• Política: representa o embate entre as diversas forças políticas presentes na sociedade;
• Planejamento (incorporada mais recentemente): orienta a ação do Estado no longo
prazo;
• Jurídica: lei formal aprovada pelo Poder Legislativo;
• Gerencial: administração, controle e a avaliação dos recursos utilizados;
• Financeira: estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da
arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos
governamentais;
• Econômica: instrumento de cumprimento das funções econômicas do Estado. Alocati-
va, distributiva e estabilizadora.

001. (AOCP/UFFS/2019) O orçamento público prevê e fixa as despesas nos poderes legislati-
vo, executivo e judiciário. Quais são os aspectos que constituem o orçamento público?
a) Político, judiciário, contábil, econômico-financeiro e administrativo.
b) Eleitoral, criminal, penal, previsional, estimativo e revisional.
c) Instrumental, aplicativo, temporal, locacional e flexível.
d) Geográfico, histórico, sociológico, filosófico e racional.
e) Neutralidade, revisional, retificador e suprapartidário.

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O orçamento pode ser visto sob várias óticas. A assertiva que possui as vertentes mais re-
almente alinhadas ao orçamento é a a): político, judiciário, contábil, econômico-financeiro e
administrativo.
Letra a.

A vertente econômica citou três funções. Vamos conhecê-las melhor.

002. (AOCP/IBGE/2019) De acordo com o Comitê de Estatísticas Sociais do IBGE, um dos


objetivos do IBGE é o diagnóstico e definição de demandas por estatísticas sociais e as suas
principais funções são de ser o provedor de dados e informações do país, que atendem às
necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, bem como dos órgãos das
esferas governamentais federal, estadual e municipal. Diante dessas informações a respeito
do IBGE, qual é a função do orçamento que o IBGE atende ao ser contemplado no orçamento
público para exercer suas atividades?

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a) Função programativa.
b) Função redistributiva.
c) Função estabilizadora.
d) Função alocativa.
e) Função distributiva.

Essa é a função de alocação de recursos.


Letra d.

003. (AOCP/UFRB/2019) Os governos participam de muitas formas na economia dos países,


executando as funções econômicas que o Estado precisa exercer e que são conhecidas como
as funções do orçamento. Quais são os tipos dessas funções?
a) Econômica, política e social.
b) Administrativa, gerencial e financeira.
c) Alocativa, distributiva e estabilizadora.
d) Anualidade, equilíbrio e universalidade.

Alocativa, distributiva e estabilizadora.


Letra c.

004. (AOCP/UFPB/2019) Dentre as funções do orçamento público, assinale a alternativa que


apresenta uma medida ou ação da função estabilizadora do orçamento público.
a) Oferta de bens e serviços.
b) Transferências financeiras.
c) Política monetária.
d) Incentivos fiscais.
e) Tributação.

A política monetária é um dos instrumentos para estabilizar a economia.


Letra c.

O conceito e utilização do orçamento público vêm evoluindo juntamente com a própria


história da sociedade. Inicialmente o orçamento surgiu na Inglaterra como um instrumento
de controle do Poder Legislativo sobre os gastos do Poder Executivo, fruto das conquistas da
classe burguesa em contraposição ao absolutismo, cabendo ao soberano autorização para
realizar as despesas estatais.

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Este orçamento é chamado de ORÇAMENTO TRADICIONAL OU CLÁSSICO, cuja principal


preocupação era relacionada a questões tributárias, deixando de lado aspectos sociais e eco-
nômicos. O foco do orçamento tradicional era no objeto do gasto, sendo as despesas classi-
ficadas apenas por unidades administrativas ou itens de despesa.
Para a prova, lembre-se que o orçamento tradicional ou clássico era uma peça apenas para
controle dos gastos públicos, para controle político.

No pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), surge uma nova fase de atuação do Estado, à
medida que a sociedade exigia um Estado provedor de serviços públicos, a importância e ob-
jetivos do orçamento foram evoluindo. A fase seguinte ao orçamento tradicional foi o ORÇA-
MENTO DESEMPENHO ou ORÇAMENTO DE REALIZAÇÕES ou ORÇAMENTO FUNCIONAL, em
que os gastos governamentais eram voltados para o cumprimento de metas preestabelecidas,
no intuito de alcançar resultados específicos.
Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento tradicional, pois além
de apresentar o objeto do gasto, como o orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimen-
são, o programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das ações do governo.
Contudo, muita atenção, apesar de nessa fase o orçamento se preocupar em atingir resul-
tados, nesse orçamento ainda não havia a preocupação com o planejamento governamental.

A primeira experiência de ligação do orçamento com o planejamento Estatal ocorreu nos


Estados Unidos na década de 60, conhecido como Planning Programming and Budgeting Sys-
tem (PPBS). Contudo, sua operacionalização e implementação se mostraram árduas, tendo
em vista a carência de pessoal qualificado e a resistência dos envolvidos para a sua aceitação.
Fruto da experiência adquirida ao longo dos anos, foi sendo desenvolvida uma nova forma
de orçamento: o ORÇAMENTO-PROGRAMA, que se caracteriza como instrumento de ligação

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entre o planejamento e a execução/acompanhamento/controle da ação Governamental. Essa


ligação dá ao orçamento programa a característica de ser orgânico.
É o modelo em vigor no Brasil, previsto na Lei n. 4.320/201964. Ponto característico des-
se tipo de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento Governamental. Como o
próprio nome nos indica, no Orçamento-Programa o foco está nos programas de governo, nos
projetos e atividades necessários para atingir as metas pretendidas.
Além da Lei n. 4.320/201964, O Decreto-Lei n. 200/201967 também trata do orçamen-
to-programa:

Art. 7º A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento


econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas elabo-
rados, na forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos
básicos:
a) plano geral de governo;
b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;
c) orçamento-programa anual;
d) programação financeira de desembolso.

Tem inclusive um Título específico no Decreto-Lei:

TÍTULO III
DO PLANEJAMENTO, DO ORÇAMENTO-PROGRAMA E DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA

Com base nesta característica, o orçamento-programa ultrapassa a fronteira do orçamento


com o simples documento financeiro, aumentando seu escopo de atuação. O orçamento pas-
sa a ser um instrumento de operacionalização das diretrizes, objetivos e metas do governo.
São características do orçamento-programa:
• o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização;
• a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas;
• as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas
das alternativas possíveis;
• na elaboração do orçamento são considerados todos os custos dos programas, inclusi-
ve os que extrapolam o exercício;
• a estrutura do orçamento está voltada para aspectos administrativos e de planejamento;
• classificação funcional-programática;
• utilização de indicadores de resultados;
• o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais.

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Como se trata de um orçamento-programa, a primeira coisa é definir metas. Só a partir


daí, define-se os recursos necessários (humanos, materiais e financeiros) para a consecução
dessas metas.
Fique atento à diferença entre o orçamento desempenho e o orçamento programa. Já foi
cobrado em prova qual seria o orçamento com preocupação principal no resultado dos gastos,
sem vinculação com o instrumento central do governo. Nesse caso, não confunda, trata-se do
orçamento desempenho, pois conforme já vimos, o Orçamento-Programa se vincula ao instru-
mento central de planejamento do Governo.

De forma resumida, pode-se sintetizar os orçamentos tradicional, de desempenho e programa


de acordo com as seguintes dimensões:

Técnica Dimensões

Orçamento 1 dimensão (objeto do gasto ou


Tradicional elemento de despesa)

Orçamento 2 dimensões (objeto do gasto e


Desempenho Programa de Trabalho)

3 dimensões (objeto do gasto,


Orçamento
Programa de Trabalho e Objetivo da
Programa
ação governamental)

005. (AOCP/PREFEITURA DE NOVO HAMBURGO-RS/2020) O orçamento público contempla


os recursos a serem usados pelo governo. Assinale a alternativa que apresenta o que é o orça-
mento público.
a) É um conjunto de intenções e de gestão.
b) É um instrumento de planejamento e uma lei.
c) É um documento do governante e um roteiro.
d) É um arcabouço de premissas e uma consideração.
e) É um código numérico e uma constelação de números.

Na concepção atual, o orçamento é um instrumento de planejamento, sendo votado no Con-


gresso e sancionado pelo Presidente, quando se torna uma lei.
Letra b.

006. (AOCP/IBGE/2019) Nos dias de hoje, é possível reconhecer o orçamento público como
um instrumento que apresenta múltiplas funções. Além da clássica função de controle políti-

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co, o orçamento apresenta outras funções do ponto de vista administrativo, gerencial, contábil
e financeiro. Qual é a função incorporada mais recentemente no Brasil que está ligada à técni-
ca de orçamento por programas?
a) Função de coordenação
b) Função de gerenciamento.
c) Função de fiscalização.
d) Função de planejamento.
e) Função de realização.

O planejamento é uma função mais recente no orçamento.


Letra d.

007. (AOCP/UFPB/2019) Assinale a alternativa que apresenta algumas das vantagens do or-
çamento-programa em relação a métodos de elaboração orçamentária tradicionais.
a) Programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas, enfatiza o desempenho organiza-
cional e alto grau de mobilização social.
b) Transparência dos critérios e informações que nortearão a tomada de decisões e estabele-
cimento de um quantitativo financeiro fixo.
c) Necessidade de justificativa de todos os programas cada vez que se inicia um novo ciclo
orçamentário e maior discricionariedade.
d) Facilidade de elaboração através de ajustes marginais nas receitas e despesas e esses ajus-
tes servem de base para as propostas orçamentárias parciais.
e) Melhor planejamento de trabalho, maior determinação das responsabilidades e facilidade
para identificação de duplicação de funções.

Orçamento-programa traz o planejamento como seu mote.


Letra e.

Outro tipo de orçamento frequentemente cobrado em provas é o ORÇAMENTO BA-


SE-ZERO (OBZ) ou POR ESTRATÉGIA. Nessa forma de orçamento, devem-se rever todos
os valores consignados no orçamento antecedente. Nenhum programa tem continuidade
garantida. Todos os programas devem ser revistos, a partir da análise da sua permanên-
cia. Assim, como o próprio nome diz, partindo-se do zero para construção de um novo
orçamento.
Esse tipo de orçamento possui alguns entraves para sua implementação, entre eles,
a resistência imposta pela burocracia, quando avaliada a eficácia de seus programas, e

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a dificuldade em conciliar esse tipo de orçamento com uma visão de planejamento de


longo prazo.
Em oposição ao OBZ, há o ORÇAMENTO INCREMENTAL. Esse orçamento funciona assim:
num determinado ano, são arroladas as despesas e as receitas. No próximo exercício o que é
feito? Apenas a correção/atualização dos valores, mantendo-se a base do ano anterior.
Há um grande problema no orçamento incremental: sabendo que haverá incrementos, as
unidades orçamentárias vão optar por gastar indiscriminadamente. Com isso, no ano seguin-
te, a unidade abocanha maior fatia do orçamento. É tipo assim: se não gastar, ano que vem
não tem. Daí chega em dezembro e começa uma sangria desatada para gastar com qualquer
coisa. Vira um ciclo vicioso. Podemos dizer o orçamento incremental é um tipo de orçamento
tradicional.

008. (AOCP/UFPB/2019) Dentre as técnicas orçamentárias, assinale a alternativa que apre-


senta o ciclo vicioso do orçamento tradicional ou clássico.
a) Exagerado controle contábil do gasto, refletido no obsessivo detalhamento da despesa.
b) Evidenciação das coisas que o governo compra em detrimento do que o governo faz.
c) Ausência de vinculação ao sistema de planejamento, enfatizando somente o desempenho.
d) Incentivo ao gasto indiscriminado para garantir maior fatia nos orçamentos seguintes.
e) Destacar que a destinação da aquisição é mais importante do que a administração comprou.

Apesar de citar tradicional, essa é uma questão de orçamento incremental. E estamos buscan-
do um efeito colateral dele. Qual é? O gasto indiscriminado.
Letra d.

009. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
O orçamento deve ter o conteúdo e a forma de programação.

É o orçamento-programa na veia!
Letra c.

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Por fim, como um novo modelo que vem tomando força, está o ORÇAMENTO PARTICIPA-
TIVO, que convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do orçamento. Cuidado
para o fato de que nem a competência do Executivo para apresentar o Projeto e nem a compe-
tência do Legislativo para aprová-lo são usurpadas.
O que acontece apenas é o chamamento da população para, junto ao Poder Executivo,
estabelecer as prioridades do Orçamento. Atualmente, essa experiência pode ser observada
em alguns municípios brasileiros (Porto Alegre, Belo Horizonte). No âmbito federal, houve uma
tentativa na Lei Orçamentária Anual de 2012 (LOA/2012) de adotar emendas de iniciativa po-
pular. No entanto, não foi uma experiência bem-sucedida.
O orçamento participativo requer mobilização social. Além disso, o governo deve ter dis-
cricionariedade para alocar os recursos e atender aos anseios da sociedade. O que isso quer
dizer? Se o governo tiver vinculações orçamentárias, ele não poderá adequar os gastos para
resolver problemas da população.
Vale dizer que o orçamento atual é cheio de vinculações orçamentárias que impedem essa
discricionariedade. Cerca de 90% do orçamento da União é vinculado.

010. (AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/2020) Existem vários conceitos de orçamento base


zero que abordam elementos comuns entre eles. Assinale a alternativa que apresenta, indepen-
dente do conceito, o que é possível realizar com o orçamento base zero em uma organização.
a) Uma consistente argumentação para o aumento dos gastos nos departamentos em relação
ao período anterior.
b) Um conjunto de dados fixados em cada departamento para o próximo exercício que não
pode ser alterado.
c) Um ajuste orçamentário em cada departamento quando as quantidades planejadas de ven-
das se alteram.
d) Uma exploração sistematizada de todos os departamentos para encontrar potenciais redu-
ções de custos.
e) Um quadro alicerçado nas estruturas existentes que confere os mesmos gastos aos de-
partamentos.

Com o OBZ, é possível explorar os departamentos em busca de redução de custos, em busca


de mudança, de aprimoramento. A gente questiona um gasto para saber se é possível reduzi-lo.
No item a), busca-se o aumento dos gastos, o que vai de encontro (não concorda com) à linha
adotada pelo base zero.
Letra d.

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011. (AOCP/IBGE/2019) Dentre as técnicas orçamentárias, qual é a que se caracteriza por um


processo orçamentário que se apoia na necessidade de justificativa de todos os programas
cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário, com análise, revisão e avaliação de todas
as despesas propostas?
a) Orçamento de desempenho.
b) Orçamento com teto fixo.
c) Orçamento base-zero.
d) Orçamento incremental.
e) Orçamento inercial.

No base-zero, é preciso avaliar tudo, justificar tudo.


Letra c.

012. (AOCP/PC-ES/2019) É um instrumento de planejamento da ação do Governo, por meio da


identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de
objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados. Pode ser definido
como elo entre planejamento, orçamento e gestão. Essa técnica orçamentária é denominada
a) orçamento tradicional.
b) orçamento base zero.
c) orçamento-programa.
d) orçamento participativo.
e) orçamento por competência.

O orçamento-programa é que traz o planejamento, as metas, os objetivos.


Letra c.

1.1. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo


No orçamento autorizativo há apenas autorização para realização das despesas, conferin-
do margem de discricionariedade ao gestor para executá-las. Já no orçamento impositivo há
um dever do administrador público em executar os gastos fixados na lei orçamentária.
Historicamente, o orçamento público é autorizativo, não havendo obrigação na execução
dos programas previstos no orçamento, contudo, nos últimos anos tem havido alterações na
nossa Constituição que vem mudando essa dinâmica, de forma que o orçamento público no
Brasil caminha para um Orçamento Impositivo.
Assim, nos termos da CF/1988 (trecho incluído pela EC n. 100/2019), a administração tem
o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os meios e as medidas ne-
cessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à sociedade. Essa
norma segue os seguintes parâmetros:

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• subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionais e legais que estabeleçam


metas fiscais ou limites de despesas e não impede o cancelamento necessário à aber-
tura de créditos adicionais;
• não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devidamente justificados;
• aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias.

Além disso, o dever de execução se aplica apenas aos orçamentos fiscal e da seguridade
social, ou seja, não vincula o orçamento de investimentos (ATENÇÃO: mais a frente veremos o
que são esses orçamentos!).
Veja, que apesar da ideia de um orçamento impositivo/obrigatório, são inúmeras as pos-
sibilidades de se reverem os programas, seja por meio de cancelamentos de dotações ou em
razão de impedimentos técnicos.

1.1.1. Emendas Parlamentares

A partir da Emenda à Constituição (EC) n. 86/2015, tornou-se obrigatória a execução or-


çamentária/financeira das programações oriundas das emendas individuais de deputados e
senadores, o que conferiu caráter impositivo para essas despesas.
Mas o que são essas emendas individuais?
São emendas propostas pelos deputados e senadores. No Congresso, quando a peça orça-
mentária está sendo analisada, são previstas as seguintes modalidades de emenda:
• Emendas Coletivas de Bancada Estadual, elaboradas pelos deputados e senadores de
cada unidade da federação;
• Emendas Coletivas de Comissão, elaboradas pelas diversas comissões existentes na
Câmara e no Senado;
• Emendas Individuais, que cada parlamentar (deputados e senadores) tem direito de pro-
por ao projeto.
• Emendas de Relator, elaboradas pelo parlamentar que é relator do orçamento.

Com a EC n. 100/19, a garantia de execução orçamentária/financeira passou a ser aplicada


também a parte das programações incluídas por emendas de iniciativa de bancada de parla-
mentares de Estado ou do Distrito Federal. Hoje, nós temos o seguinte:
• Emendas individuais: todas impositivas, sendo metade do valor reservado para ações e
serviços públicos de saúde. Essa metade para a saúde ajuda no cumprimento da aplica-
ção mínima em saúde, ou seja, entra no cômputo da aplicação mínima.
• Emendas de bancada: tem parte impositiva, tem parte não impositiva.
• Emendas de comissão: todas não impositivas.

O valor das emendas faz referência a uma porcentagem da receita corrente líquida – RCL.
Assim, temos:
• Até 1,2% da RCL para as emendas individuais (0,6% para a saúde).
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• Até 1,0% da RCL para as emendas impositivas de bancada (o que passar disso é não
impositivo). Não tem metade obrigatória para saúde aqui.

A regra acima é a que você vai levar para a prova. Agora vou te falar da realidade não para
te confundir, mas para te deixar ciente, porque isso poderia ser explorado pelas bancas: desde
2017 para emendas individuais e desde 2021 para as emendas de bancada, o montante defini-
do não olha mais para a RCL; olha para o IPCA.
Hoje a regra é a seguinte: o valor das emendas equivale ao valor do ano anterior, corrigido
pelo IPCA. Essa é a regra de correção do teto de gastos (novo regime fiscal) para as despesas
primárias. Essa regra está também na Constituição, mas no Ato das Disposições Constitucio-
nais Transitórias. A correção pela RCL acabou? Não. Ela está suspensa enquanto estiver em
vigor o novo regime fiscal. Mas, como eu disse, as bancas não exploram isso. Elas consideram
a regra permanente: porcentagem da RCL.
Você precisa conhecer mais uma coisinha: qual é a RCL que a gente vai olhar? Depende.
Quando está sendo definido o montante de emendas no projeto de lei orçamentária, a refe-
rência é a RCL prevista no projeto. Aprovou o orçamento? Está na hora da execução? Agora a
referência muda: não é mais a RCL projetada; agora é hora de olhar para a RCL executada no
ano anterior.
Um exemplo pra facilitar: estamos fazendo o orçamento para 2023. RCL projetada? 1.000
trilhão. Então, teremos 12 bilhões de emendas individuais (1,2% da RCL), sendo 6 bilhões para
saúde; e 10 bilhões de emendas de bancada (1,0% da RCL). Lembre-se que estamos em 2022,
ou seja, não conhecemos a RCL executada no ano de 2022.
Agora temos o orçamento aprovado e ano de 2023 começou. Precisamos definir o montan-
te novamente. Qual é a base? A RCL que foi observada para 2022. Observou 900 bilhões. Então,
só poderá ser executado 10,8 bilhões nas individuais e 9 bilhões nas de bancada.
Professor, você falou de emendas de relator ali em cima. Tem limite pra essas emendas?
Tem sim: 1,2% + 1,0% da RCL. Ou seja: não pode passar a soma das emendas impositivas (in-
dividuais e de bancada).
Apesar de impositivas, as emendas individuais e parte das emendas de bancada estadual
(aquelas que são impositivas), essas não serão de execução obrigatória nos casos dos impe-
dimentos de ordem técnica.
Além dessa limitação, se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa pode-
rá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal, os montantes de execução das
emendas poderão ser reduzidos na mesma proporção das demais despesas discricionárias.

O orçamento traz despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de fazer (ex.: gastos
com saúde, educação e segurança), e despesas discricionárias, sobre as quais ele tem liberda-
de de decidir (ex.: gastos com infraestrutura e pesquisa).

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No caso das despesas discricionárias, no caso de haver frustração de receitas, elas podem
ser contingenciadas, ou seja, esses gastos não poderão ser executados, até que seja feito o
descontingenciamento.

Por fim, vale dizer que as emendas podem ser pagas posteriormente (após o transcorrer do
ano), gerando restos a pagar.

1.1.2. Alocação de Recursos por Emendas Parlamentares Individuais

As emendas individuais impositivas apresentadas ao projeto de lei orçamentária anual po-


derão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios (ATENÇÃO: nesse caso ao
invés do parlamentar da União destinar recursos para órgãos federais, irá destiná-los a outros
Entes), por meio de:
I – transferência especial (só pode ser feita em emendas individuais); ou
II – transferência com finalidade definida.

Em qualquer uma das hipóteses de transferência, é vedada a aplicação dos recursos no paga-
mento de despesas com pessoal e encargos sociais (ativos e inativos), e com encargos refe-
rentes ao serviço da dívida.

Na transferência especial, os recursos serão repassados diretamente ao ente federado be-


neficiado (Estados, DF e Municípios), independentemente de celebração de convênio ou de ins-
trumento congênere. E pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira.
Ademais, nesse tipo de transferência, os recursos serão aplicados em programações fina-
lísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado, no entan-
to, 70% deverão ser alocados em despesas de capital (investimentos).
Na transferência com finalidade definida, os recursos serão vinculados à programação
estabelecida na emenda parlamentar e aplicados nas áreas de competência constitucio-
nal da União.

2. Tipos de Orçamento
A doutrina divide o orçamento em três tipos, dependendo dos Poderes que participam da
elaboração, aprovação e execução deste:

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O Brasil já utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história!

3. Princípios Orçamentários
O orçamento público tem princípios que regem sua elaboração e controle. Esses princípios
orçamentários são regras que norteiam o processo de elaboração, aprovação, execução e con-
trole do orçamento, encontrados na Constituição, na doutrina e em legislação infraconstitucio-
nal, principalmente na Lei n. 4.320/1964.

A Lei n. 4.320/201964, abaixo da Constituição, é um dos principais instrumentos legislativos


sobre orçamento e contabilidade pública. Essa lei estatui normas gerais de direito financeiro
para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios
e do Distrito Federal.
Muita atenção a cada detalhe, pois em muitos casos as questões pedem apenas que o candi-
dato correlacione o nome de cada princípio com suas características.

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Outro ponto importante: citaremos vários princípios. Mas quando a pergunta se relacionar
ao que está expresso na Lei n. 4.320/201964, temos o seguinte:

Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a


política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade universalidade e anualidade.

013. (AOCP/ITEP-RN/2021) Os princípios orçamentários são


a) premissas que devem ser observadas nos estágios das despesas públicas.
b) proposições orientadoras que balizam o empenho, a liquidação e o pagamento.
c) instituições de estabilidade e consistência da prática orçamentária.
d) regras fundamentais que funcionam como norteadoras da prática orçamentária.
e) categorias absolutas e históricas das modificações da prática orçamentária.

Os princípios são regras que norteiam a prática orçamentária em todos os seus aspectos (não
é somente nos estágios da despesa). Além disso, os princípios precisam ser equilibrados entre
si e, geralmente, possuem suas exceções, ou seja, não são categorias absolutas.
Letra d.

• LEGALIDADE

Com base no art. 5º da CF/1988, consigna que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Isso vale tam-
bém para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a existência das leis orça-
mentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orça-
mentária Anual).
O orçamento é uma de Lei Ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob rito especial,
com iniciativa exclusiva de apresentação do Projeto pelo Chefe do Poder Executivo. Aliás,
tirando os créditos extraordinários, que são enviados ao Congresso Nacional por meio
Medida Provisória, as matérias orçamentárias (PPA, LDO, LOA e demais créditos adicio-
nais) são enviadas ao Poder Legislativo pelo Poder Executivo por meio de Projeto de Lei
Ordinária.
Apesar de ser uma lei ordinária, o orçamento público não cria nem gera direitos e deveres,
não inovando na ordem jurídica. Dessa forma, materialmente, o Orçamento Público é conside-
rado uma lei de efeitos concretos, logo, com natureza de ato administrativo.

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Podemos então dar as seguintes características para a lei orçamentária:

Há duas correntes doutrinárias sobre a natureza da lei orçamentária, uma defende que
essa tem apenas forma de Lei, mas conteúdo de ato administrativo (Mayer), e outra corrente
classifica a lei orçamentária como lei material, emanada do Poder Legislativo, no exercício de
suas funções (Hoennel).
Como a impositividade do orçamento vem ganhando força nos últimos anos, há quem de-
fenda que essa característica faz o orçamento ser, de fato, uma lei material.
Prestem atenção! Apesar do fato de ser uma lei formal, isso não impede o controle abstra-
to de constitucionalidade sobre as normas orçamentárias, conforme jurisprudência atual do
Supremo Tribunal Federal (STF). Esse tema é mais facilmente observado na Prova de Constitu-
cional, mas é bom ficar atento, uma vez que tem sido tema em provas!
UNIDADE/TOTALIDADE
De acordo com esse princípio, não poderão coexistir diferentes orçamentos para um mes-
mo ente da federação. Esse princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em
um mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento.
De acordo com a Constituição, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento
fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas.

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Conforme CF/1988, Art. 165:

“§ 5º – A lei orçamentária anual compreenderá:


I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis-
tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto;
III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados,
da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo
Poder Público.”

A despeito da existência desses orçamentos, esse fato não representa exceção ou quebra
do princípio da unidade, eis que, a peça orçamentária está unificada em um único documento,
atendendo ao comando principiológico. Inclusive esse princípio pode vir definido como Princí-
pio da Totalidade, no sentido da coexistência de múltiplos orçamentos que devem ser consoli-
dados em uma só Lei Orçamentária Anual.

014. (AOCP/PREFEITURA DE CARIACICA-ES/2020) Conforme preceitua a Constituição do


Brasil, o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos anuais são estabeleci-
dos em leis de iniciativa de qual(is) poderes?

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a) Poder Judiciário.
b) Poder Legislativo.
c) Poder Executivo.
d) Poderes Executivo e Legislativo.

As matérias orçamentárias são de iniciativa do Poder Executivo.


Letra c.

• UNIVERSALIDADE

Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, in-
clusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da
Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta.
Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as emis-
sões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro.

Operações de Crédito são compromissos financeiros em razão de empréstimo (mútuo), aber-


tura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipa-
do de valores oriundo de vendas com fornecimento parcelado, etc.

Esse princípio está previsto na Constituição Federal e no artigo 3º e 4º da Lei n. 4.320/1964:

“Art. 3º. A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito
autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipa-
ção da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo
financeiros.
Art. 4º. A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da
administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto
no artigo 2º.”

Diferentemente das operações de crédito, que se originam de obrigações assumidas pelo Esta-
do em razão de um recurso disponibilizado por terceiros, as operações de créditos por anteci-
pação de receita tratam de um mecanismo de execução de despesas do Estado, que, prevendo
a realização de uma receita, já realiza o respectivo gasto. Logo, a necessidade do tratamento
diferenciado.

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Cuidado que a universalidade não tem nada a ver com o princípio da totalidade (unidade).
Em algumas questões de prova o examinador tenta confundir o candidato quantos aos princí-
pios da unidade e da universalidade. Por isso, fique atento: quando a questão tratar da apresen-
tação de todas as receitas e despesas, o princípio citado é o da universalidade.

• EXCLUSIVIDADE

A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e fi-
xação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de receita.
Esse princípio busca evitar que matérias diversas ao orçamento sejam tratadas nessa Lei
e da mesma forma que normas sobre orçamento constem de dispositivos com outras finalida-
des, ou seja, as leis orçamentárias devem ser tratadas especificamente.
A ideia, como bem cita o Consultor de Orçamentos da Câmara dos Deputados Eber Zoehler
Santa Helena, é evitar a existência de caudas e rabilongos, como a inclusão em lei orçamentá-
ria de procedimentos de ação de desquite!!! Tem base? Pois isso já ocorreu. Veja as denomina-
ções das caudas em outros países: tackings (Inglaterra), riders (EUA), bepckung (Alemanha) e
cavaliers budgetaries (França).
Sobre as autorizações que poderão constar do Orçamento, o artigo 7º da Lei n. 4.320/1964, dispõe:

“Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:


I – Abrir créditos suplementares até determinada importância obedecidas as disposições do artigo 43;
II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da re-
ceita, para atender a insuficiências de caixa.
§ 1º Em casos de déficit, a Lei de Orçamento indicará as fontes de recursos que o Poder Executivo
fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura.
§ 2º O produto estimado de operações de crédito e de alienação de bens imóveis somente se inclui-
rá na receita quando umas e outras forem especificamente autorizadas pelo Poder Legislativo em
forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las no exercício.
§ 3º A autorização legislativa a que se refere o parágrafo anterior, no tocante a operações de crédito,
poderá constar da própria Lei de Orçamento.”

Vejam que a Lei n. 4.320/201964 somente autorizou o Poder Executivo a abrir crédito su-
plementar (demais créditos adicionais não) e operações de crédito.
Quando a gente pega o texto da lei orçamentária para dar uma olhada, dá pra perceber cla-
ramente o princípio da exclusividade e suas exceções. Basta olharmos os nomes dos capítulos
e seções da LOA. Veja como isso aparece na LOA 2022 (Lei n. 14.303/2022):

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES


CAPÍTULO II – DOS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL
Seção I – Da estimativa da receita
Seção II – Da fixação da despesa

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Seção III – Da autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO III – DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO
Seção I – Das fontes de financiamento
Seção II – Da fixação da despesa
Seção III – Da autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO IV – DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO E EMISSÃO
DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
CAPÍTULO V – DISPOSIÇÕES FINAIS

• ANUALIDADE/PERIODICIDADE

O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No Brasil, o orçamento coincide


com o ano civil, período de um ano. Assim, as autorizações para gastos terão validade apenas
para o exercício financeiro da sua autorização, salvo algumas exceções, como os créditos es-
peciais e extraordinários.

“Lei n. 4.320/201964 – Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.”

015. (AOCP/PREFEITURA DE SÃO BENTO SO SUL-SC/2019) Acerca dos princípios orçamen-


tários que regem o direito financeiro brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) O princípio da anualidade determina que todas as receitas e despesas do Estado devem
estar agrupadas em uma única peça orçamentária, sendo vedada a sua repartição.
b) O princípio da universalidade determina que todas as receitas e as despesas do Estado de-
vem ser abrangidas pelo orçamento pelo seu valor total, ou seja, sem deduções. Mesmo que
a receita ou despesa seja afetada por uma dedução, esta deve constar pelo seu valor bruto,
sendo também discriminado o valor da dedução.
c) O princípio da unidade determina que o orçamento deve abranger apenas um ano, ou seja,
apenas um exercício contábil-financeiro.
d) A lei do orçamento conterá a discriminação da receita e da despesa de forma a evidenciar a
política econômica financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princípios
de unidade, universalidade, anualidade, moralidade, publicidade, contraditório, eficiência e ve-
dação ao retrocesso.

Vejamos as assertivas.
a) isso é unidade.
b) nosso gabarito. A assertiva fala também de orçamento bruto, mas não deixa de falar de
universalidade.

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c) isso é anualidade.


d) veja como isso aparece na Lei n. 4.320/201964:

Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a


política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade universalidade e anualidade.
Letra b.

• ORÇAMENTO BRUTO

As receitas e despesas consignadas no orçamento devem ser apresentadas pelos seus


valores brutos, sendo vedada a apresentação desses créditos deduzidos por algum valor. Esse
princípio está previsto no art. 6º da Lei n. 4.320/1964:

“Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas
quaisquer deduções.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como des-
pesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as
deva receber.
§ 2º Para cumprimento do disposto no parágrafo anterior, o cálculo das cotas terá por base os da-
dos apurados no balanço do exercício anterior aquele em que se elaborar a proposta orçamentária
do governo obrigado a transferência.”

Esse princípio se aplica inclusive para transferências obrigatórias que um ente faça para
outro, em razão de um dispositivo legal ou constitucional (como o Fundo de Participação dos
Estados – FPE). Assim, mesmo que parcela da arrecadação de um tributo deva ser transferida
a outro ente, por determinação constitucional, essa parcela que será transferida deverá ser
apresentada pelo seu valor bruto como receita.
Como ocorrerá a transferência e em respeito ao princípio do orçamento bruto, a parcela
transferida será registrada como uma despesa no orçamento do ente transferidor.

• DISCRIMINAÇÃO/ESPECIALIZAÇÃO

As dotações previstas no orçamento devem ser especificadas, sendo vedado prever no


orçamento, dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal,
material, serviços de terceiros ou quaisquer outras. Tem como finalidade dar transparência aos
gastos do governo, facilitando a função de acompanhamento e controle do gasto público pelos
órgãos de controle e pela sociedade.

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Excepciona-se nesses casos a possibilidade de consignação de dotações globais para pro-


gramas especiais de trabalho e a reserva de contingência.

“Lei n. 4.320/201964 Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a
atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou
quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.
Art. 20. Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras
e de outras aplicações.
Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se
subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações
globais, classificadas entre as Despesas de Capital.”

O orçamento será composto por quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva
legislação.

• NÃO AFETAÇÃO/NÃO VINCULAÇÃO

A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvando-se
as seguintes exceções previstas na Constituição Federal de 88:
• Transferências constitucionais/Repartição das receitas tributárias (Fundos de Partici-
pação dos Estados e dos Municípios, Fundos de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e
Centro-Oeste);
• Garantia e contra-garantia de operações de crédito por antecipação de receita junto à União;
• Ações e serviços públicos de saúde;
• Desenvolvimento e manutenção do ensino;
• Realização de atividades da administração tributária.
• Empréstimos para pagamento de débito de precatórios.

“CF 88 Art. 167. São vedados:


IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do
produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos
para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para
realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos
arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de
receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;” (grifo nosso)
ADCT da CF/1988
Art. 101
§ 2º O débito de precatórios será pago com recursos orçamentários próprios provenientes das fon-
tes de receita corrente líquida referidas no § 1º deste artigo e, adicionalmente, poderão ser utiliza-
dos recursos dos seguintes instrumentos:
III – empréstimos, excetuados para esse fim os limites de endividamento de que tratam os incisos
VI e VII do caput do art. 52 da Constituição Federal e quaisquer outros limites de endividamento
previstos em lei, não se aplicando a esses empréstimos a vedação de vinculação de receita prevista
no inciso IV do caput do art. 167 da Constituição Federal.

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PEGADINHA DA BANCA
O Princípio da Não Afetação veda a vinculação da receita de IMPOSTOS, logo, não se aplica
à receita de taxas, contribuições, empréstimos compulsórios e contribuições de melhoria, que
são as demais espécies de tributo.

• EQUILÍBRIO

Possui duas vertentes, a formal e a material. A formal indica que o total de despesas deve
ser igual ao total das receitas na Lei Orçamentária, ou seja, a despesa autorizada deve ser
equivalente a receita estimada. Já a material é mais específica e significa a busca do equilíbrio
na execução do orçamento, como por exemplo, a utilização de receitas de capital para o finan-
ciamento de despesas desse mesmo gênero e não para pagamento de despesas de custeio
(regra de ouro).
Esse princípio do equilíbrio, ao estabelecer compatibilização entre receitas e despesas,
é fundamental no controle dos gastos públicos, evitando a ocorrência de déficits nas contas
públicas, tanto na sua concepção formal quanto material.
Você deve estar acompanhando as contas públicas no Brasil nos últimos anos. O controle
dos gastos não vem sendo bem feito e o déficit é a consequência.
Se adotarmos uma linha de raciocínio de deixar de lado a compatibilização de receitas
e despesas e pensarmos em situações em que se deva estimular a economia ou contrair a
economia, aí podemos considerar o princípio do equilíbrio inadequado. Tirando essa ótica de
pensamento, o equilíbrio deve ser tido como um princípio norteador da prática orçamentária.

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016. (AOCP/PREFEITURA DE CARIACICA-ES/2020) Uma forma de definir os procedimentos


orçamentários do setor público é via princípios consagrados entre os tratadistas do assunto.
Assinale a alternativa que apresenta o princípio orçamentário que é considerado inócuo e ina-
dequado do ponto de vista da estabilização da economia.
a) Equilíbrio.
b) Exatidão.
c) Clareza.
d) Exclusividade.

A estabilização da economia pode requerer medidas que desequilibram o orçamento.


Letra a.

017. (AOCP/UFRB/2019) Ao estabelecer que as obrigações assumidas no exercício sejam


compatíveis com os recursos financeiros obtidos no mesmo exercício, a Lei de Responsabili-
dade Fiscal (LRF) reforça qual princípio orçamentário?
a) Princípio da anualidade.
b) Princípio da equivalência.
c) Princípio do equilíbrio.
d) Princípio da unidade orçamentária.

Eu sei que parece ser equilíbrio. Eu ainda coloquei a questão perto da teoria sobre equilíbrio. No
entanto, o foco do enunciado está no “mesmo exercício”. Sendo assim, trata-se de anualidade.
Podemos dizer que o cotejamento mais característico do princípio do equilíbrio está na lei e
não na execução.
Letra a.

• UNIFORMIDADE

Tem como objetivo permitir a comparação de orçamentos de diversos anos. Os aspectos


formais de apresentação da lei orçamentária anual devem ser uniformes ao longo do tempo,
possibilitando comparações entre orçamentos de vários períodos.

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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

• CLAREZA

Determina que o orçamento deve ser de fácil compreensão. Trata-se de um princípio volta-
do para quem tiver contato com o orçamento, sendo necessário que o documento seja com-
preensível, objetivo e claro para todos, evitando-se que termos técnicos inviabilizem a leitura.

• PUBLICIDADE

Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve ser garantida a
sua publicidade.
Um princípio que se relaciona com a publicidade é o da Transparência. A Lei de Responsa-
bilidade Fiscal (LC 101/2000) traz o seguinte:

Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação,
inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orça-
mentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execu-
ção Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.
§ 1º A transparência será assegurada também mediante:
I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de
elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; (Incluído pela Lei
Complementar n. 131, de 2009).
II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informa-
ções pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso
público; e (Redação dada pela Lei Complementar n. 156, de 2016)
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão míni-
mo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.

• EXATIDÃO

De acordo com esse princípio, as estimativas constantes do orçamento devem buscar a


exatidão o tanto quanto possível. Isso facilita a gestão e o controle posterior, por exemplo. Não
dá pra estimar que se gastará R$ 3 bilhões com seguro-desemprego quando essa programa-
ção é, na verdade, cerca de R$ 40 bilhões.

• PROIBIÇÃO DO ESTORNO

De acordo com esse princípio, é vedada a transposição, remanejamento ou transferência


de recursos sem autorização legislativa. No entanto, pode ser admitida a transposição, o re-
manejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra, no
âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação.

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• PROGRAMAÇÃO

Esse princípio não é muito visto na doutrina, mas vem sendo cobrado ultimamente em pro-
vas de concurso. Ele se relaciona com o orçamento-programa, adotado no Brasil, que determi-
na que o orçamento deva viabilizar o planejamento governamental, por meio de ações voltadas
para alcance desse fim. É o elo entre planejamento e a gerência.
Os princípios vistos até aqui podem ser chamados de tradicionais ou clássicos. Em con-
trapartida, temos princípios que vêm surgindo nas últimas décadas. São princípios tidos como
modernos ou complementares: descentralização, simplificação e responsabilização:

• DESCENTRALIZAÇÃO

Esse princípio também não é muito visto na doutrina, mas já foi cobrado em prova. Ele
prescreve o seguinte: é desejável que a execução das ações orçamentárias aconteça de ma-
neira mais próxima dos beneficiários da política pública relacionada.

• SIMPLIFICAÇÃO

A peça orçamentária precisa ser de fácil compreensão.

• RESPONSABILIZAÇÃO

Gestores e administradores devem assumir responsabilidades pelas ações orçamentárias.

018. (AOCP/IBGE/2019) De um modo objetivo, pode-se afirmar que os princípios orçamentários


são aquelas regras fundamentais que operam como norteadoras da prática orçamentária. Ao ana-
lisar os princípios orçamentários, é possível dividi-los em duas categorias distintas: os princípios
orçamentários clássicos (ou tradicionais) e os princípios orçamentários modernos (ou comple-
mentares). Assinale a alternativa que apresenta alguns dos princípios orçamentários modernos.
a) Princípio da simplificação, princípio da descentralização e princípio da responsabilização.
b) Princípio da exclusividade, princípio da legalidade e princípio da não-afetação das receitas.
c) Princípio da uniformidade, princípio da universalidade e princípio do orçamento bruto.
d) Princípio da consolidação, princípio da orçamentação e princípio da judicialização.
e) Princípio da anualidade, princípio da clareza e princípio do equilíbrio.

A simplificação, a descentralização e a responsabilização são princípios debatidos somente


nos últimos anos. São tidos como modernos ou complementares.
Letra a.

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Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

Por fim, vale citar quais princípios que são explicitados pelo Manual de Contabilidade Apli-
cada ao Setor Público – 8ª Edição:
• Unidade ou totalidade
• Universalidade
• Anualidade ou periodicidade
• Exclusividade
• Orçamento bruto
• Legalidade
• Publicidade
• Transparência
• Não vinculação (não afetação) da receita de impostos

019. (AOCP/UFPB/2019) Segundo o MCASP (2017), os princípios orçamentários visam esta-


belecer diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir a transparência dos processos e con-
trole do orçamento público. Assinale a alternativa que apresenta corretamente alguns desses
princípios.
a) Exclusividade e Universalidade.
b) Isonomia e Exclusividade.
c) Legalidade e Probidade.
d) Probidade e Universalidade.
e) Isonomia e Probidade.

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – 8ª Edição:


• Unidade ou totalidade
• Universalidade
• Anualidade ou periodicidade
• Exclusividade
• Orçamento bruto
• Legalidade
• Publicidade
• Transparência
• Não vinculação (não afetação) da receita de impostos
Letra a.

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• VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS

Além dos princípios relacionados acima, a Constituição ainda prevê, nos incisos do artigo
167, situações vedadas pela Carta Magna. Esses casos não são considerados pela Doutrina
em geral como princípios, mas pela força e generalidade de suas disposições, achamos impor-
tante enumerá-las.
Dessa forma, são vedados:
• O início de programas e projetos não previstos na Lei Orçamentária;
• Despesas ou obrigações que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
• Operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa,
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (Regra de Ouro);

Essa vedação relativa a operações de crédito será dispensada durante a vigência da calamida-
de pública nacional decorrente do novo Corona Vírus (EC n. 106/2020)

• Vinculação da receita de impostos (Princípio da não afetação);


• Abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem
indicação dos recursos correspondentes;
• Transposição, remanejamento ou transferência de recursos sem autorização legislativa.
No entanto, pode ser admitida a transposição, o remanejamento ou a transferência de
recursos de uma categoria de programação para outra, no âmbito das atividades de ci-
ência, tecnologia e inovação (PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO);
• Créditos ilimitados;
• Destinação de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para cobrir o déficit
de fundos, empresas e fundações, salvo autorização legislativa;
• Instituição de fundos, de qualquer natureza, sem autorização legislativa prévia;
• Pagamento de despesas com pessoal de outros entes federados, por meio de trans-
ferências voluntárias ou empréstimos (inclusive antecipação de receita), pela União e
Estados e suas instituições financeiras;
• Utilização de recursos do regime próprio de previdência social dos servidores para a
realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do res-
pectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização
e ao seu funcionamento;
• Transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subven-
ções pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições
financeiras federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de
descumprimento das regras gerais de organização e de funcionamento de regime pró-
prio de previdência social;

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• Criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a
vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por
programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública.
(Vedação incluída pela EC n. 109/2021)

020. (AOCP/ITEP-RN/2018) Na esfera de planejamento público, existe uma espécie de or-


çamento que, a partir de gastos anuais, propõe um aumento percentual para o ano seguinte,
considerando apenas o aumento ou a diminuição dos gastos, sem análise de alternativas pos-
síveis. Esse tipo de orçamento denomina-se
a) Orçamento Adicional.
b) Orçamento Incremental.
c) Orçamento Base-Zero.
d) Orçamento Participativo.
e) Orçamento Tradicional.

No orçamento incremental o orçamento é corrigido anualmente, com base no ano anterior.


Letra b.

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RESUMO DA AULA
Técnicas Orçamentárias

Técnica Definição

Orçamento O foco do orçamento tradicional era no objeto do gasto, sendo as


tradicional ou despesas classificadas apenas por unidades administrativas ou itens
clássico de despesa. Era uma peça apenas para controle dos gastos públicos.

Esse modelo de orçamento representou uma evolução do


orçamento tradicional, pois além de apresentar o objeto do gasto,
Orçamento
como o orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimensão, o
desempenho
programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho
das ações do governo.

É o modelo em vigor no Brasil. Ponto característico desse tipo


de orçamento é sua vinculação direta com o Planejamento
Orçamento-
Governamental. Como o próprio nome nos indica, no Orçamento-
programa
Programa o foco está nos programas de governo, nos projetos e
atividades necessários para atingir as metas pretendidas.

Nessa forma de orçamento, devem-se rever todos os valores


Orçamento consignados no orçamento antecedente. Nenhum programa tem
base-zero continuidade garantida. Todos os programas devem ser revistos, a
partir da análise da sua permanência.

Esse orçamento funciona assim: num determinado ano, são


Orçamento arroladas as despesas e as receitas. No próximo exercício o que é
incremental feito? Apenas a correção/atualização dos valores, mantendo-se a
base do ano anterior.

Convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do


Orçamento
orçamento. É o chamamento da população para, junto ao Poder
participativo
Executivo, estabelecer as prioridades do Orçamento.

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Princípios

Princípios Orçamentários

No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está


na lei. Isso vale também para a matéria orçamentária. Diante
Legalidade desse fato, justifica-se a existência das leis orçamentárias: PPA
(Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei
Orçamentária Anual).

O orçamento deve ser uno, uma só peça. Assim, não poderão coexistir
Unidade/ diferentes orçamentos para um mesmo ente da federação. Esse
Totalidade princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em um
mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento.

Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas


as despesas e receitas, inclusive as provenientes de operações
de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da Federação
(União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos
Universalidade
e entidades da administração direta e indireta. Esse princípio não
se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as
emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no
ativo e passivo financeiro.

A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho


à previsão da receita e fixação da despesa, com exceção da
Exclusividade autorização para a abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de
receita.

Anualidade/ O orçamento deve abranger um período definido no tempo. No


Periodicidade Brasil, o orçamento coincide com o ano civil, período de um ano.

As receitas e despesas consignadas no orçamento devem


Orçamento Bruto ser apresentadas pelos seus valores brutos, sendo vedada a
apresentação desses créditos deduzidos por algum valor.

A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e


Não Afetação/
despesas, ressalvando-se as exceções previstas na Constituição
Não Vinculação
Federal de 88.

Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao


Publicidade
Orçamento deve ser garantida a sua publicidade.

O Governo deve divulgar o orçamento público de forma ampla à


sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e
Transparência
a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações
sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa.

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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução das finanças públicas.

002. (AOCP/UEFS/2018) Ao incluir no orçamento assuntos que não lhe sejam pertinentes, ou
seja, incluir normas relativas a outros campos jurídicos e, portanto, estranhas à previsão da
receita e fixação da despesa, está sendo ferido o princípio da
a) unidade.
b) universalidade.
c) exclusividade.
d) anualidade.
e) clareza.

003. (AOCP/IPM-SP/2018) Qual é o princípio orçamentário que determina que “A autorização


legislativa do gasto deve ser dada para cada exercício financeiro, observados os comandos
estabelecidos nas leis de diretrizes orçamentárias correspondentes”
a) Princípio da Unidade.
b) Princípio da Universalidade.
c) Princípio da Exclusividade.
d) Princípio do Equilíbrio.
e) Princípio da Anualidade.

004. (AOCP/ADAF-AM/2018) Quais são os tipos de funções econômicas ou funções do orça-


mento executados pelo governo?
a) Funções organizativa, reservativa e controlativa.
b) Funções alocativa, distributiva e estabilizadora.
c) Funções administrativa, associativa e ativa.
d) Funções generativa, contributiva e reativa.
e) Funções arrecadativa, sanativa e proativa.

005. (AOCP/ADAF-AM/2018) O orçamento público contém a discriminação da receita e da


despesa e obedece os princípios de:

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a) unidade, universalidade e anualidade.


b) congruência, isonomia e impessoalidade.
c) respeitabilidade, moralidade e probidade.
d) vinculação, objetividade e instrumentalidade.
e) sustentabilidade, conformidade e ética.

006. (AOCP/ADAF-AM/2018) A Lei Federal n. 4.320/201964 estatui Normas Gerais de Direito


Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal e compreende quais das seguintes receitas?
a) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei por antecipação
da receita.
b) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito necessárias, com exceção das emis-
sões de papel-moeda.
c) Todas as receitas, inclusive as entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.
d) Todas as receitas, inclusive as operações de crédito autorizadas em lei.
e) Todas as receitas, inclusive as operações de crédito necessárias e as emissões de
papel-moeda.

007. (AOCP/UFOB/2018) A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa


de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo.
Em relação a essa Lei, julgue o item a seguir.
Todas as receitas e despesas constarão nessa Lei pelos seus valores líquidos, isto é, valores
totais menos as deduções.

008. (AOCP/UFOB/2018) A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa


de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo.
Em relação a essa Lei, julgue o item a seguir.
Essa Lei deverá obedecer aos princípios de unidade, universalidade e anualidade.

009. (AOCP/UNIR/2018) Em referência aos instrumentos de planejamento orçamentário, rela-


tivo ao Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual
(LOA), julgue o item a seguir.
É autorizada a abertura de créditos suplementares na Lei Orçamentária Anual.

010. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.

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O princípio orçamentário do equilíbrio estabelece que o montante da despesa autorizada em


cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mes-
mo período.

011. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
De acordo com o princípio da exclusividade, a Lei de Diretrizes Orçamentárias não conterá dis-
positivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

012. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
O princípio orçamentário da não afetação das receitas veda à vinculação de tributos a órgão,
fundo ou despesas, ressalvada as exceções estabelecidas pela Constituição Federal de 1988.

013. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Unidade ou Totalidade delimita o exercício financeiro


orçamentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas re-
gistradas na Lei Orçamentária Anual (LOA) irão se referir.

014. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Universalidade determina que a Lei Orçamentária


Anual (LOA) de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os
poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.

015. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Universalidade determina a existência de orçamento


único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios.

016. (AOCP/UNIR/2018) A LOA é submetida ao poder legislativo para receber emendas parla-
mentares que, após votadas e aprovadas, são incorporadas no projeto de lei a ser sancionado
pelo poder executivo, assumindo caráter de autorização para realizações com obrigatoriedade
de execução.

017. (AOCP/UNIR/2018) A técnica de orçamento público que está ligada à ideia de planeja-
mento é o orçamento-programa que pode ser considerado um instrumento de operacionali-
zação das ações do governo, em consonância com os planos e as diretrizes formulados no
planejamento.

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018. (AOCP/UNIR/2018) A elaboração orçamentária com viés inercial ou incremental é uma


característica da técnica de orçamento clássico ou tradicional, que procura introduzir peque-
nos ajustes nas receitas e despesas, promovendo um ciclo vicioso baseado no incentivo ao
gasto indiscriminado.

019. (AOCP/SUSIPE-PA/2018) Qual é o princípio orçamentário que estabelece que a Lei de


Orçamento Anual não conterá dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da des-
pesa, ressalvadas a autorização para abertura de créditos adicionais e a contratação de opera-
ção de crédito, nos termos da lei?
a) Princípio da unidade ou Totalidade.
b) Princípio da universalidade.
c) Princípio da legalidade.
d) Princípio da exclusividade.
e) Princípio da publicidade.

020. (AOCP/SUSIPE-PA/2018) Assinale a alternativa que apresenta o princípio orçamentário,


segundo o qual, os governos utilizam o orçamento como auxiliar efetivo da administração, es-
pecialmente como técnica de ligação entre as funções de planejamento e de gerência.
a) Princípio da programação.
b) Princípio da exatidão.
c) Princípio do equilíbrio.
d) Princípio da especialização.
e) Princípio da totalidade.

021. (AOCP/FUNPAPA/2018) Em documento de 1959, a ONU conceituava orçamento progra-


ma como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um governo realiza
mais do que às coisas que adquire. Assinale a alternativa que apresenta o elemento que indica
que essa definição possuía todos os componentes bem articulados, o que lhe possibilitava
reais chances de implantação generalizada em substituição ao antigo e arraigado orçamento
tradicional.
a) Organicidade.
b) Totalidade.
c) Articulação.
d) Aplicabilidade.
e) Modernidade.

022. (AOCP/SES-PE/2018) No Setor Público, existem alguns Princípios, como o princípio da


unidade; exclusividade; legalidade; e transparência. Esses Princípios estabelecem diretrizes
norteadoras básicas; eficiência; e transparência. O enunciado refere-se aos Princípios

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a) Orçamentários.
b) Financeiros.
c) Patrimoniais.
d) de Contabilidade.
e) geralmente aceitos.

023. (AOCP/ITEP-RN/2018) No Decreto-Lei n. 200/1967, está prevista uma classificação de


despesas com uma série de funções de Estado, desdobradas em programas de governo, que
fazem a ligação entre os planos e o orçamento a ser executado no exercício. Como é chamado
esse orçamento?
a) Orçamento base zero.
b) Orçamento participativo.
c) Orçamento-programa.
d) Orçamento incremental.
e) Orçamento de desempenho.

024. (AOCP/ITEP-RN/2018) Em conformidade com a Lei n. 4.320/201964, para elaboração e


execução do orçamento, estabeleceu-se o conceito de exercício financeiro, que coincidirá com
o calendário
a) civil.
b) financeiro.
c) eleitoral.
d) fiscal.
e) comercial.

025. (AOCP/EBSERH/2017) Dentre as funções do Orçamento Público, assinale a alternati-


va correta.
a) Função Alocativa: oferece bens e serviços que não seriam oferecidos pelo mercado ou se-
riam em condições ineficientes e cria condições para que bens privados sejam oferecidos no
mercado pelos produtores, por investimentos ou intervenções, corrige imperfeições no siste-
ma de mercado e corrige os efeitos negativos de fatores externos.
b) Função Fiscal: envolve a administração e a geração de receitas, além do cumprimento de
metas e objetivos governamentais no orçamento, utilizado para a alocação e distribuição
de recursos.
c) Função Distributiva: ajusta o nível geral de preços, emprego, estabiliza a moeda, mediante
instrumentos de política monetária, cambial e fiscal.
d) Função Regulatória: envolve o uso de medidas legais como decretos, leis, portarias, expedi-
dos como alternativa para se alocar, distribuir os recursos e estabilizar a economia.
e) Função Estabilizadora: torna a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza,
através da tributação e transferências financeiras.

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Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

026. (AOCP/UFFS/2016) O que compreenderá a lei orçamentária anual?


a) O balanço patrimonial, financeiro e orçamentário.
b) O crédito adicional, suplementar e especial.
c) O princípio da exclusividade, da objetividade e da arrecadação.
d) As empresas estatais dependentes, independentes e as autarquias.
e) O orçamento fiscal, de investimento e da seguridade social.

027. (AOCP/UFFS/2016) Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.


Todas as _______________ e _______________constarão da Lei de Orçamento pelos _______________,
sendo vedadas quaisquer deduções.
a) transferências / entradas / seus passivos
b) propostas / autorizações / seus códigos
c) fontes / legislações / seus planos
d) receitas / despesas / seus totais
e) dotações / serviços de terceiros / seus cálculos de cotas

028. (AOCP/UFFS/2016) O que a Lei de Orçamentos compreenderá?


a) Todos os órgãos públicos, inclusive a aplicação de fundos especiais.
b) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.
c) Todas as dotações globais destinadas a atender apenas as despesas com pessoal.
d) Os quadros demonstrativos do programa mensal de trabalho do governo público estadual.
e) As categorias econômicas das empresas privadas.

029. (AOCP/FUNDASUS/2015) Em relação aos orçamentos públicos, comparando os tipos


de orçamentos tradicional e programa, assinale a alternativa correta.
a) Quanto à finalidade, o orçamento-programa tem ênfase no que o governo compra, nos itens
por ele adquiridos.
b) Quanto à relação com o planejamento, o orçamento tradicional normalmente reflete ações
planejadas.
c) Quanto ao processo de elaboração, o orçamento tradicional conta com uma elaboração
técnica, e não empírica.
d) Quanto ao processo de elaboração, o orçamento-programa conta com uma elaboração téc-
nica, com estimativa real de recursos e cálculo real das necessidades.
e) Quanto à forma de controle, o orçamento tradicional tem ênfase nas realizações físicas.

030. (AOCP/TRE-AC/2015) O princípio orçamentário segundo o qual as previsões de receita


e despesa devem referir-se sempre a um período limitado de tempo, e o princípio segundo o
qual o orçamento deve conter apenas matéria de cunho orçamentário são, respectivamente:
a) Princípio da Universalidade e Princípio do Orçamento Bruto.

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Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

b) Princípio da Anualidade e Princípio da Exclusividade.


c) Princípio da Não Vinculação dos Impostos e Princípio da Especificação.
d) Princípio da Publicidade Anual e Princípio do Equilíbrio.
e) Princípio da Programação e Princípio da Unidade.

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Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

GABARITO
1. C
2. c
3. e
4. b
5. a
6. d
7. E
8. C
9. C
10. C
11. E
12. E
13. E
14. C
15. E
16. E
17. C
18. C
19. d
20. a
21. a
22. a
23. c
24. a
25. a
26. e
27. d
28. b
29. d
30. b

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Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

GABARITO COMENTADO
001. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução das finanças públicas.

Perfeito! Essa é a concepção moderno de orçamento.


Certo.

002. (AOCP/UEFS/2018) Ao incluir no orçamento assuntos que não lhe sejam pertinentes, ou
seja, incluir normas relativas a outros campos jurídicos e, portanto, estranhas à previsão da
receita e fixação da despesa, está sendo ferido o princípio da
a) unidade.
b) universalidade.
c) exclusividade.
d) anualidade.
e) clareza.

Sem penetra no orçamento!!! Isso é exclusividade.


Letra c.

003. (AOCP/IPM-SP/2018) Qual é o princípio orçamentário que determina que “A autorização


legislativa do gasto deve ser dada para cada exercício financeiro, observados os comandos
estabelecidos nas leis de diretrizes orçamentárias correspondentes”
a) Princípio da Unidade.
b) Princípio da Universalidade.
c) Princípio da Exclusividade.
d) Princípio do Equilíbrio.
e) Princípio da Anualidade.

O orçamento é periódico, é temporário, é anual.


Letra e.

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Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

004. (AOCP/ADAF-AM/2018) Quais são os tipos de funções econômicas ou funções do orça-


mento executados pelo governo?
a) Funções organizativa, reservativa e controlativa.
b) Funções alocativa, distributiva e estabilizadora.
c) Funções administrativa, associativa e ativa.
d) Funções generativa, contributiva e reativa.
e) Funções arrecadativa, sanativa e proativa.

O orçamento aloca, ele distribui e ele estabiliza!


Letra b.

005. (AOCP/ADAF-AM/2018) O orçamento público contém a discriminação da receita e da


despesa e obedece os princípios de:
a) unidade, universalidade e anualidade.
b) congruência, isonomia e impessoalidade.
c) respeitabilidade, moralidade e probidade.
d) vinculação, objetividade e instrumentalidade.
e) sustentabilidade, conformidade e ética.

Isso é o art. 2º da Lei n. 4.320/1964 cuspido e escarrado:

Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a


política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade universalidade e anualidade.
Letra a.

006. (AOCP/ADAF-AM/2018) A Lei Federal n. 4.320/201964 estatui Normas Gerais de Direito


Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal e compreende quais das seguintes receitas?
a) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei por antecipação
da receita.
b) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito necessárias, com exceção das emis-
sões de papel-moeda.
c) Todas as receitas, inclusive as entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.
d) Todas as receitas, inclusive as operações de crédito autorizadas em lei.
e) Todas as receitas, inclusive as operações de crédito necessárias e as emissões de
papel-moeda.

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Allan Mendes e Vinicius Ribeiro

Veja:

Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito


autorizadas em lei.
Letra d.

007. (AOCP/UFOB/2018) A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa


de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo.
Em relação a essa Lei, julgue o item a seguir.
Todas as receitas e despesas constarão nessa Lei pelos seus valores líquidos, isto é, valores
totais menos as deduções.

Nah, O orçamento é bruto!


Errado.

008. (AOCP/UFOB/2018) A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa


de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo.
Em relação a essa Lei, julgue o item a seguir.
Essa Lei deverá obedecer aos princípios de unidade, universalidade e anualidade.

Esses são os princípios do caput do art. 2º da Lei: peça única, todas as receitas e despesas e
para o período de um ano.
Certo.

009. (AOCP/UNIR/2018) Em referência aos instrumentos de planejamento orçamentário, rela-


tivo ao Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual
(LOA), julgue o item a seguir.
É autorizada a abertura de créditos suplementares na Lei Orçamentária Anual.

Isso é exceção ao princípio da exclusividade.


Certo.

010. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.

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O princípio orçamentário do equilíbrio estabelece que o montante da despesa autorizada em


cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mes-
mo período.

Esse é o equilíbrio da LOA!


Certo.

011. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
De acordo com o princípio da exclusividade, a Lei de Diretrizes Orçamentárias não conterá dis-
positivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

ARO não entra na exceção.


Errado,

012. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
O princípio orçamentário da não afetação das receitas veda à vinculação de tributos a órgão,
fundo ou despesas, ressalvada as exceções estabelecidas pela Constituição Federal de 1988.

Você não vai cair nessa lorota do examinador, não é? A vedação de vinculação é adstrita a uma
espécie de tributo: os impostos. Os demais tributos (taxas, contribuições, empréstimos com-
pulsórios...) não entram nessa vedação.
Errado.

013. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Unidade ou Totalidade delimita o exercício financeiro


orçamentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas re-
gistradas na Lei Orçamentária Anual (LOA) irão se referir.

Isso é anualidade!
Errado.

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014. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Universalidade determina que a Lei Orçamentária


Anual (LOA) de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os
poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.

Perfeito a descrição do princípio da universalidade.


Certo.

015. (AOCP/UNIR/2018) O Princípio da Universalidade determina a existência de orçamento


único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios.

Ah não! Isso aí é o princípio da unidade/totalidade. Vá estudar, examinador!


Errado.

016. (AOCP/UNIR/2018) A LOA é submetida ao poder legislativo para receber emendas parlamen-
tares que, após votadas e aprovadas, são incorporadas no projeto de lei a ser sancionado pelo poder
executivo, assumindo caráter de autorização para realizações com obrigatoriedade de execução.

Emendas parlamentares individuais e parte das emendas da bancada são impositivas. Não há
de se falar, para esses casos, em caráter autorizativo.
Errado.

017. (AOCP/UNIR/2018) A técnica de orçamento público que está ligada à ideia de planeja-
mento é o orçamento-programa que pode ser considerado um instrumento de operacionali-
zação das ações do governo, em consonância com os planos e as diretrizes formulados no
planejamento.

Orçamento-programa é a bola da vez (já faz tempo, inclusive) no orçamento!


Certo.

018. (AOCP/UNIR/2018) A elaboração orçamentária com viés inercial ou incremental é uma


característica da técnica de orçamento clássico ou tradicional, que procura introduzir peque-
nos ajustes nas receitas e despesas, promovendo um ciclo vicioso baseado no incentivo ao
gasto indiscriminado.

É isso! Um orçamento tradicional não tem preocupação com os fins. O orçamento incremental
também entra nesse contexto e tem o efeito colateral do incentivo ao gasto indiscriminado.
Certo.

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019. (AOCP/SUSIPE-PA/2018) Qual é o princípio orçamentário que estabelece que a Lei de


Orçamento Anual não conterá dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da des-
pesa, ressalvadas a autorização para abertura de créditos adicionais e a contratação de opera-
ção de crédito, nos termos da lei?
a) Princípio da unidade ou Totalidade.
b) Princípio da universalidade.
c) Princípio da legalidade.
d) Princípio da exclusividade.
e) Princípio da publicidade.

Orçamento é VIP. Não é pra qualquer um. É exclusivo.


Letra d.

020. (AOCP/SUSIPE-PA/2018) Assinale a alternativa que apresenta o princípio orçamentário,


segundo o qual, os governos utilizam o orçamento como auxiliar efetivo da administração, es-
pecialmente como técnica de ligação entre as funções de planejamento e de gerência.
a) Princípio da programação.
b) Princípio da exatidão.
c) Princípio do equilíbrio.
d) Princípio da especialização.
e) Princípio da totalidade.

A programação é o elo entre planejamento e a gerência.


Letra a.

021. (AOCP/FUNPAPA/2018) Em documento de 1959, a ONU conceituava orçamento progra-


ma como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um governo realiza
mais do que às coisas que adquire. Assinale a alternativa que apresenta o elemento que indica
que essa definição possuía todos os componentes bem articulados, o que lhe possibilitava
reais chances de implantação generalizada em substituição ao antigo e arraigado orçamento
tradicional.
a) Organicidade.
b) Totalidade.
c) Articulação.
d) Aplicabilidade.
e) Modernidade.

O orçamento-programa é orgânico.
Letra a.
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022. (AOCP/SES-PE/2018) No Setor Público, existem alguns Princípios, como o princípio da


unidade; exclusividade; legalidade; e transparência. Esses Princípios estabelecem diretrizes
norteadoras básicas; eficiência; e transparência. O enunciado refere-se aos Princípios
a) Orçamentários.
b) Financeiros.
c) Patrimoniais.
d) de Contabilidade.
e) geralmente aceitos.

Isso é tudo da disciplina mais top: orçamento!


Letra a.

023. (AOCP/ITEP-RN/2018) No Decreto-Lei n. 200/1967, está prevista uma classificação de


despesas com uma série de funções de Estado, desdobradas em programas de governo, que
fazem a ligação entre os planos e o orçamento a ser executado no exercício. Como é chamado
esse orçamento?
a) Orçamento base zero.
b) Orçamento participativo.
c) Orçamento-programa.
d) Orçamento incremental.
e) Orçamento de desempenho.

O Decreto-Lei tratou do orçamento-programa.


Letra c.

024. (AOCP/ITEP-RN/2018) Em conformidade com a Lei n. 4.320/201964, para elaboração e


execução do orçamento, estabeleceu-se o conceito de exercício financeiro, que coincidirá com
o calendário
a) civil.
b) financeiro.
c) eleitoral.
d) fiscal.
e) comercial.

Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.


Letra a.

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025. (AOCP/EBSERH/2017) Dentre as funções do Orçamento Público, assinale a alternativa correta.


a) Função Alocativa: oferece bens e serviços que não seriam oferecidos pelo mercado ou se-
riam em condições ineficientes e cria condições para que bens privados sejam oferecidos no
mercado pelos produtores, por investimentos ou intervenções, corrige imperfeições no siste-
ma de mercado e corrige os efeitos negativos de fatores externos.
b) Função Fiscal: envolve a administração e a geração de receitas, além do cumprimento de metas
e objetivos governamentais no orçamento, utilizado para a alocação e distribuição de recursos.
c) Função Distributiva: ajusta o nível geral de preços, emprego, estabiliza a moeda, mediante
instrumentos de política monetária, cambial e fiscal.
d) Função Regulatória: envolve o uso de medidas legais como decretos, leis, portarias, expedi-
dos como alternativa para se alocar, distribuir os recursos e estabilizar a economia.
e) Função Estabilizadora: torna a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza,
através da tributação e transferências financeiras.

Definição correta de alocativa. Troca de conceitos entre estabilizadora e distributiva.


Letra a.

026. (AOCP/UFFS/2016) O que compreenderá a lei orçamentária anual?


a) O balanço patrimonial, financeiro e orçamentário.
b) O crédito adicional, suplementar e especial.
c) O princípio da exclusividade, da objetividade e da arrecadação.
d) As empresas estatais dependentes, independentes e as autarquias.
e) O orçamento fiscal, de investimento e da seguridade social.

É uma peça só, mas reúne orçamento fiscal, de investimento e da seguridade social. Totalidade!
Letra e.

027. (AOCP/UFFS/2016) Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.


Todas as _______________ e _______________constarão da Lei de Orçamento pelos _______________,
sendo vedadas quaisquer deduções.
a) transferências / entradas / seus passivos
b) propostas / autorizações / seus códigos
c) fontes / legislações / seus planos
d) receitas / despesas / seus totais
e) dotações / serviços de terceiros / seus cálculos de cotas

Não pode deduzir!


Letra d.
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028. (AOCP/UFFS/2016) O que a Lei de Orçamentos compreenderá?


a) Todos os órgãos públicos, inclusive a aplicação de fundos especiais.
b) Todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.
c) Todas as dotações globais destinadas a atender apenas as despesas com pessoal.
d) Os quadros demonstrativos do programa mensal de trabalho do governo público estadual.
e) As categorias econômicas das empresas privadas.

Se você abrir uma LOA, verá as autorizações de operação de crédito.


Letra b.

029. (AOCP/FUNDASUS/2015) Em relação aos orçamentos públicos, comparando os tipos


de orçamentos tradicional e programa, assinale a alternativa correta.
a) Quanto à finalidade, o orçamento-programa tem ênfase no que o governo compra, nos itens
por ele adquiridos.
b) Quanto à relação com o planejamento, o orçamento tradicional normalmente reflete ações
planejadas.
c) Quanto ao processo de elaboração, o orçamento tradicional conta com uma elaboração
técnica, e não empírica.
d) Quanto ao processo de elaboração, o orçamento-programa conta com uma elaboração téc-
nica, com estimativa real de recursos e cálculo real das necessidades.
e) Quanto à forma de controle, o orçamento tradicional tem ênfase nas realizações físicas.

A alternativa que espelha corretamente a elaboração do orçamento programa é a letra D, pois o


orçamento programa está vinculado ao planejamento, contando com uma elaboração técnica,
com estimativa real de recursos e cálculo real das necessidades.
Letra d.

030. (AOCP/TRE-AC/2015) O princípio orçamentário segundo o qual as previsões de receita


e despesa devem referir-se sempre a um período limitado de tempo, e o princípio segundo o
qual o orçamento deve conter apenas matéria de cunho orçamentário são, respectivamente:
a) Princípio da Universalidade e Princípio do Orçamento Bruto.
b) Princípio da Anualidade e Princípio da Exclusividade.
c) Princípio da Não Vinculação dos Impostos e Princípio da Especificação.
d) Princípio da Publicidade Anual e Princípio do Equilíbrio.
e) Princípio da Programação e Princípio da Unidade.

São os princípios da anualidade e da exclusividade


Letra b.
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REFERÊNCIAS
Livro/Texto Autor

Orçamento Público Giacomoni

Manual Técnico de Orçamento SOF

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor


STN
Público

Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimo-
ramento constante deste trabalho.

Allan Mendes
Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde
atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex-
servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de
Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em
Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília.

Vinicius Ribeiro
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado
no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na
Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela
editora GEN. Professor de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e
Orçamento no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e
Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na
FGV.

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Common questions

Com tecnologia de IA

Incremental budgeting often results in inefficiencies due to its reliance on previous budget allocations with minimal adjustments, which may encourage unwarranted spending and fail to adapt allocations to changing fiscal, policy, or economic needs .

The principle of universalidade mandates that the budget include all revenues and expenditures of all government levels and agencies, ensuring nothing is excluded from the financial considerations of public administration .

The budget-programa is considered effective because it integrates comprehensive planning with execution, defining clear objectives and performance indicators that guide resource allocation and policy implementation, thus ensuring more targeted and accountable public expenditures .

In traditional budgeting, focus is on the items and costs, emphasizing exact financial allocations. Program-based budgeting, however, centers on government activities and outcomes, linking expenditure plans with policy goals and measured outputs .

The non-affectation principle prohibits linking revenues, such as taxes, to specific agencies, funds, or expenditures, with exceptions stated in the Federal Constitution, notably for taxes, which is not applicable for other revenue forms like fees or contributions .

The principle of exclusivity stipulates that the annual budget law should not include matters unrelated to revenue and expenditure mandates, except for provisions allowing the opening of additional credits and contracting loans as permitted by law .

The allocative function provides goods and services not efficiently supplied by the market. The distributive function adjusts overall prices and employment, stabilizing the currency through fiscal policies. The stabilization function aims to reduce income inequality through taxation and financial transfers .

The financial year in public budget execution is designed to coincide with the calendar year, starting on January 1st and ending on December 31st of the same year .

The fundamental principles that every public budget must adhere to include unity, universalidade, and annualidade. These principles are meant to ensure a comprehensive and transparent budgeting process, covering all revenues and expenses within a defined fiscal year .

Failing to adhere to principles of transparency and accountability in budgeting can lead to legal repercussions, including civil and criminal liabilities for violators. This failure undermines trust and can result in misallocated funds, which may prompt investigations and sanctions by oversight bodies .

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