Noções de Orçamento Público e Finanças
Tópicos abordados
Noções de Orçamento Público e Finanças
Tópicos abordados
ORÇAMENTO
PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II)
Constituição Federal – Parte I
SISTEMA DE ENSINO
Livro Eletrônico
NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Sumário
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I. .......................................3
1. Conceitos e Técnicas..................................................................................................................................................3
1.1. Orçamento Autorizativo x Orçamento Impositivo. ...............................................................................12
2. Tipos de Orçamento.. ................................................................................................................................................15
3. Princípios Orçamentários. . ....................................................................................................................................16
Resumo da Aula..............................................................................................................................................................32
Questões de Concurso................................................................................................................................................35
Gabarito...............................................................................................................................................................................42
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................43
Referências........................................................................................................................................................................52
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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
1. Conceitos e Técnicas
O orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que eviden-
ciam as ações governamentais, capaz de ligar os sistemas de planejamento e finanças. Tra-
ta-se de um documento em que são previstas (estimadas) as receitas e fixadas as despesas.
Atualmente podemos elencar as seguintes funções/dimensões do orçamento público:
• Política: representa o embate entre as diversas forças políticas presentes na sociedade;
• Planejamento (incorporada mais recentemente): orienta a ação do Estado no longo
prazo;
• Jurídica: lei formal aprovada pelo Poder Legislativo;
• Gerencial: administração, controle e a avaliação dos recursos utilizados;
• Financeira: estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da
arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos
governamentais;
• Econômica: instrumento de cumprimento das funções econômicas do Estado. Alocati-
va, distributiva e estabilizadora.
001. (AOCP/UFFS/2019) O orçamento público prevê e fixa as despesas nos poderes legislati-
vo, executivo e judiciário. Quais são os aspectos que constituem o orçamento público?
a) Político, judiciário, contábil, econômico-financeiro e administrativo.
b) Eleitoral, criminal, penal, previsional, estimativo e revisional.
c) Instrumental, aplicativo, temporal, locacional e flexível.
d) Geográfico, histórico, sociológico, filosófico e racional.
e) Neutralidade, revisional, retificador e suprapartidário.
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O orçamento pode ser visto sob várias óticas. A assertiva que possui as vertentes mais re-
almente alinhadas ao orçamento é a a): político, judiciário, contábil, econômico-financeiro e
administrativo.
Letra a.
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a) Função programativa.
b) Função redistributiva.
c) Função estabilizadora.
d) Função alocativa.
e) Função distributiva.
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No pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), surge uma nova fase de atuação do Estado, à
medida que a sociedade exigia um Estado provedor de serviços públicos, a importância e ob-
jetivos do orçamento foram evoluindo. A fase seguinte ao orçamento tradicional foi o ORÇA-
MENTO DESEMPENHO ou ORÇAMENTO DE REALIZAÇÕES ou ORÇAMENTO FUNCIONAL, em
que os gastos governamentais eram voltados para o cumprimento de metas preestabelecidas,
no intuito de alcançar resultados específicos.
Esse modelo de orçamento representou uma evolução do orçamento tradicional, pois além
de apresentar o objeto do gasto, como o orçamento tradicional, dispunha de uma nova dimen-
são, o programa de trabalho, com a finalidade de avaliar o desempenho das ações do governo.
Contudo, muita atenção, apesar de nessa fase o orçamento se preocupar em atingir resul-
tados, nesse orçamento ainda não havia a preocupação com o planejamento governamental.
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TÍTULO III
DO PLANEJAMENTO, DO ORÇAMENTO-PROGRAMA E DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA
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Técnica Dimensões
006. (AOCP/IBGE/2019) Nos dias de hoje, é possível reconhecer o orçamento público como
um instrumento que apresenta múltiplas funções. Além da clássica função de controle políti-
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co, o orçamento apresenta outras funções do ponto de vista administrativo, gerencial, contábil
e financeiro. Qual é a função incorporada mais recentemente no Brasil que está ligada à técni-
ca de orçamento por programas?
a) Função de coordenação
b) Função de gerenciamento.
c) Função de fiscalização.
d) Função de planejamento.
e) Função de realização.
007. (AOCP/UFPB/2019) Assinale a alternativa que apresenta algumas das vantagens do or-
çamento-programa em relação a métodos de elaboração orçamentária tradicionais.
a) Programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas, enfatiza o desempenho organiza-
cional e alto grau de mobilização social.
b) Transparência dos critérios e informações que nortearão a tomada de decisões e estabele-
cimento de um quantitativo financeiro fixo.
c) Necessidade de justificativa de todos os programas cada vez que se inicia um novo ciclo
orçamentário e maior discricionariedade.
d) Facilidade de elaboração através de ajustes marginais nas receitas e despesas e esses ajus-
tes servem de base para as propostas orçamentárias parciais.
e) Melhor planejamento de trabalho, maior determinação das responsabilidades e facilidade
para identificação de duplicação de funções.
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Apesar de citar tradicional, essa é uma questão de orçamento incremental. E estamos buscan-
do um efeito colateral dele. Qual é? O gasto indiscriminado.
Letra d.
009. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
O orçamento deve ter o conteúdo e a forma de programação.
É o orçamento-programa na veia!
Letra c.
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Por fim, como um novo modelo que vem tomando força, está o ORÇAMENTO PARTICIPA-
TIVO, que convoca os cidadãos a participarem da etapa de formulação do orçamento. Cuidado
para o fato de que nem a competência do Executivo para apresentar o Projeto e nem a compe-
tência do Legislativo para aprová-lo são usurpadas.
O que acontece apenas é o chamamento da população para, junto ao Poder Executivo,
estabelecer as prioridades do Orçamento. Atualmente, essa experiência pode ser observada
em alguns municípios brasileiros (Porto Alegre, Belo Horizonte). No âmbito federal, houve uma
tentativa na Lei Orçamentária Anual de 2012 (LOA/2012) de adotar emendas de iniciativa po-
pular. No entanto, não foi uma experiência bem-sucedida.
O orçamento participativo requer mobilização social. Além disso, o governo deve ter dis-
cricionariedade para alocar os recursos e atender aos anseios da sociedade. O que isso quer
dizer? Se o governo tiver vinculações orçamentárias, ele não poderá adequar os gastos para
resolver problemas da população.
Vale dizer que o orçamento atual é cheio de vinculações orçamentárias que impedem essa
discricionariedade. Cerca de 90% do orçamento da União é vinculado.
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Além disso, o dever de execução se aplica apenas aos orçamentos fiscal e da seguridade
social, ou seja, não vincula o orçamento de investimentos (ATENÇÃO: mais a frente veremos o
que são esses orçamentos!).
Veja, que apesar da ideia de um orçamento impositivo/obrigatório, são inúmeras as pos-
sibilidades de se reverem os programas, seja por meio de cancelamentos de dotações ou em
razão de impedimentos técnicos.
O valor das emendas faz referência a uma porcentagem da receita corrente líquida – RCL.
Assim, temos:
• Até 1,2% da RCL para as emendas individuais (0,6% para a saúde).
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• Até 1,0% da RCL para as emendas impositivas de bancada (o que passar disso é não
impositivo). Não tem metade obrigatória para saúde aqui.
A regra acima é a que você vai levar para a prova. Agora vou te falar da realidade não para
te confundir, mas para te deixar ciente, porque isso poderia ser explorado pelas bancas: desde
2017 para emendas individuais e desde 2021 para as emendas de bancada, o montante defini-
do não olha mais para a RCL; olha para o IPCA.
Hoje a regra é a seguinte: o valor das emendas equivale ao valor do ano anterior, corrigido
pelo IPCA. Essa é a regra de correção do teto de gastos (novo regime fiscal) para as despesas
primárias. Essa regra está também na Constituição, mas no Ato das Disposições Constitucio-
nais Transitórias. A correção pela RCL acabou? Não. Ela está suspensa enquanto estiver em
vigor o novo regime fiscal. Mas, como eu disse, as bancas não exploram isso. Elas consideram
a regra permanente: porcentagem da RCL.
Você precisa conhecer mais uma coisinha: qual é a RCL que a gente vai olhar? Depende.
Quando está sendo definido o montante de emendas no projeto de lei orçamentária, a refe-
rência é a RCL prevista no projeto. Aprovou o orçamento? Está na hora da execução? Agora a
referência muda: não é mais a RCL projetada; agora é hora de olhar para a RCL executada no
ano anterior.
Um exemplo pra facilitar: estamos fazendo o orçamento para 2023. RCL projetada? 1.000
trilhão. Então, teremos 12 bilhões de emendas individuais (1,2% da RCL), sendo 6 bilhões para
saúde; e 10 bilhões de emendas de bancada (1,0% da RCL). Lembre-se que estamos em 2022,
ou seja, não conhecemos a RCL executada no ano de 2022.
Agora temos o orçamento aprovado e ano de 2023 começou. Precisamos definir o montan-
te novamente. Qual é a base? A RCL que foi observada para 2022. Observou 900 bilhões. Então,
só poderá ser executado 10,8 bilhões nas individuais e 9 bilhões nas de bancada.
Professor, você falou de emendas de relator ali em cima. Tem limite pra essas emendas?
Tem sim: 1,2% + 1,0% da RCL. Ou seja: não pode passar a soma das emendas impositivas (in-
dividuais e de bancada).
Apesar de impositivas, as emendas individuais e parte das emendas de bancada estadual
(aquelas que são impositivas), essas não serão de execução obrigatória nos casos dos impe-
dimentos de ordem técnica.
Além dessa limitação, se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa pode-
rá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal, os montantes de execução das
emendas poderão ser reduzidos na mesma proporção das demais despesas discricionárias.
O orçamento traz despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de fazer (ex.: gastos
com saúde, educação e segurança), e despesas discricionárias, sobre as quais ele tem liberda-
de de decidir (ex.: gastos com infraestrutura e pesquisa).
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No caso das despesas discricionárias, no caso de haver frustração de receitas, elas podem
ser contingenciadas, ou seja, esses gastos não poderão ser executados, até que seja feito o
descontingenciamento.
Por fim, vale dizer que as emendas podem ser pagas posteriormente (após o transcorrer do
ano), gerando restos a pagar.
Em qualquer uma das hipóteses de transferência, é vedada a aplicação dos recursos no paga-
mento de despesas com pessoal e encargos sociais (ativos e inativos), e com encargos refe-
rentes ao serviço da dívida.
2. Tipos de Orçamento
A doutrina divide o orçamento em três tipos, dependendo dos Poderes que participam da
elaboração, aprovação e execução deste:
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3. Princípios Orçamentários
O orçamento público tem princípios que regem sua elaboração e controle. Esses princípios
orçamentários são regras que norteiam o processo de elaboração, aprovação, execução e con-
trole do orçamento, encontrados na Constituição, na doutrina e em legislação infraconstitucio-
nal, principalmente na Lei n. 4.320/1964.
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Outro ponto importante: citaremos vários princípios. Mas quando a pergunta se relacionar
ao que está expresso na Lei n. 4.320/201964, temos o seguinte:
Os princípios são regras que norteiam a prática orçamentária em todos os seus aspectos (não
é somente nos estágios da despesa). Além disso, os princípios precisam ser equilibrados entre
si e, geralmente, possuem suas exceções, ou seja, não são categorias absolutas.
Letra d.
• LEGALIDADE
Com base no art. 5º da CF/1988, consigna que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
No caso do setor público, o gestor só pode fazer aquilo que está na lei. Isso vale tam-
bém para a matéria orçamentária. Diante desse fato, justifica-se a existência das leis orça-
mentárias: PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orça-
mentária Anual).
O orçamento é uma de Lei Ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob rito especial,
com iniciativa exclusiva de apresentação do Projeto pelo Chefe do Poder Executivo. Aliás,
tirando os créditos extraordinários, que são enviados ao Congresso Nacional por meio
Medida Provisória, as matérias orçamentárias (PPA, LDO, LOA e demais créditos adicio-
nais) são enviadas ao Poder Legislativo pelo Poder Executivo por meio de Projeto de Lei
Ordinária.
Apesar de ser uma lei ordinária, o orçamento público não cria nem gera direitos e deveres,
não inovando na ordem jurídica. Dessa forma, materialmente, o Orçamento Público é conside-
rado uma lei de efeitos concretos, logo, com natureza de ato administrativo.
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Há duas correntes doutrinárias sobre a natureza da lei orçamentária, uma defende que
essa tem apenas forma de Lei, mas conteúdo de ato administrativo (Mayer), e outra corrente
classifica a lei orçamentária como lei material, emanada do Poder Legislativo, no exercício de
suas funções (Hoennel).
Como a impositividade do orçamento vem ganhando força nos últimos anos, há quem de-
fenda que essa característica faz o orçamento ser, de fato, uma lei material.
Prestem atenção! Apesar do fato de ser uma lei formal, isso não impede o controle abstra-
to de constitucionalidade sobre as normas orçamentárias, conforme jurisprudência atual do
Supremo Tribunal Federal (STF). Esse tema é mais facilmente observado na Prova de Constitu-
cional, mas é bom ficar atento, uma vez que tem sido tema em provas!
UNIDADE/TOTALIDADE
De acordo com esse princípio, não poderão coexistir diferentes orçamentos para um mes-
mo ente da federação. Esse princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em
um mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento.
De acordo com a Constituição, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento
fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas.
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A despeito da existência desses orçamentos, esse fato não representa exceção ou quebra
do princípio da unidade, eis que, a peça orçamentária está unificada em um único documento,
atendendo ao comando principiológico. Inclusive esse princípio pode vir definido como Princí-
pio da Totalidade, no sentido da coexistência de múltiplos orçamentos que devem ser consoli-
dados em uma só Lei Orçamentária Anual.
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a) Poder Judiciário.
b) Poder Legislativo.
c) Poder Executivo.
d) Poderes Executivo e Legislativo.
• UNIVERSALIDADE
Determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá todas as despesas e receitas, in-
clusive as provenientes de operações de crédito, referentes a todos os Poderes do Ente da
Federação (União, Estados, Munícipios e Distrito Federal), seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta.
Esse princípio não se aplica às operações de crédito por antecipação da receita, as emis-
sões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro.
“Art. 3º. A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito
autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipa-
ção da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo
financeiros.
Art. 4º. A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da
administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto
no artigo 2º.”
Diferentemente das operações de crédito, que se originam de obrigações assumidas pelo Esta-
do em razão de um recurso disponibilizado por terceiros, as operações de créditos por anteci-
pação de receita tratam de um mecanismo de execução de despesas do Estado, que, prevendo
a realização de uma receita, já realiza o respectivo gasto. Logo, a necessidade do tratamento
diferenciado.
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Cuidado que a universalidade não tem nada a ver com o princípio da totalidade (unidade).
Em algumas questões de prova o examinador tenta confundir o candidato quantos aos princí-
pios da unidade e da universalidade. Por isso, fique atento: quando a questão tratar da apresen-
tação de todas as receitas e despesas, o princípio citado é o da universalidade.
• EXCLUSIVIDADE
A lei orçamentária anual não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e fi-
xação da despesa, com exceção da autorização para a abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, inclusive as de antecipação de receita.
Esse princípio busca evitar que matérias diversas ao orçamento sejam tratadas nessa Lei
e da mesma forma que normas sobre orçamento constem de dispositivos com outras finalida-
des, ou seja, as leis orçamentárias devem ser tratadas especificamente.
A ideia, como bem cita o Consultor de Orçamentos da Câmara dos Deputados Eber Zoehler
Santa Helena, é evitar a existência de caudas e rabilongos, como a inclusão em lei orçamentá-
ria de procedimentos de ação de desquite!!! Tem base? Pois isso já ocorreu. Veja as denomina-
ções das caudas em outros países: tackings (Inglaterra), riders (EUA), bepckung (Alemanha) e
cavaliers budgetaries (França).
Sobre as autorizações que poderão constar do Orçamento, o artigo 7º da Lei n. 4.320/1964, dispõe:
Vejam que a Lei n. 4.320/201964 somente autorizou o Poder Executivo a abrir crédito su-
plementar (demais créditos adicionais não) e operações de crédito.
Quando a gente pega o texto da lei orçamentária para dar uma olhada, dá pra perceber cla-
ramente o princípio da exclusividade e suas exceções. Basta olharmos os nomes dos capítulos
e seções da LOA. Veja como isso aparece na LOA 2022 (Lei n. 14.303/2022):
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Seção III – Da autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO III – DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO
Seção I – Das fontes de financiamento
Seção II – Da fixação da despesa
Seção III – Da autorização para a abertura de créditos suplementares
CAPÍTULO IV – DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO E EMISSÃO
DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
CAPÍTULO V – DISPOSIÇÕES FINAIS
• ANUALIDADE/PERIODICIDADE
“Lei n. 4.320/201964 – Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.”
Vejamos as assertivas.
a) isso é unidade.
b) nosso gabarito. A assertiva fala também de orçamento bruto, mas não deixa de falar de
universalidade.
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• ORÇAMENTO BRUTO
“Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas
quaisquer deduções.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como des-
pesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as
deva receber.
§ 2º Para cumprimento do disposto no parágrafo anterior, o cálculo das cotas terá por base os da-
dos apurados no balanço do exercício anterior aquele em que se elaborar a proposta orçamentária
do governo obrigado a transferência.”
Esse princípio se aplica inclusive para transferências obrigatórias que um ente faça para
outro, em razão de um dispositivo legal ou constitucional (como o Fundo de Participação dos
Estados – FPE). Assim, mesmo que parcela da arrecadação de um tributo deva ser transferida
a outro ente, por determinação constitucional, essa parcela que será transferida deverá ser
apresentada pelo seu valor bruto como receita.
Como ocorrerá a transferência e em respeito ao princípio do orçamento bruto, a parcela
transferida será registrada como uma despesa no orçamento do ente transferidor.
• DISCRIMINAÇÃO/ESPECIALIZAÇÃO
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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
“Lei n. 4.320/201964 Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a
atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou
quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.
Art. 20. Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras
e de outras aplicações.
Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se
subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações
globais, classificadas entre as Despesas de Capital.”
O orçamento será composto por quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva
legislação.
A receita de impostos não deve ser vinculada a órgãos, fundos e despesas, ressalvando-se
as seguintes exceções previstas na Constituição Federal de 88:
• Transferências constitucionais/Repartição das receitas tributárias (Fundos de Partici-
pação dos Estados e dos Municípios, Fundos de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e
Centro-Oeste);
• Garantia e contra-garantia de operações de crédito por antecipação de receita junto à União;
• Ações e serviços públicos de saúde;
• Desenvolvimento e manutenção do ensino;
• Realização de atividades da administração tributária.
• Empréstimos para pagamento de débito de precatórios.
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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
PEGADINHA DA BANCA
O Princípio da Não Afetação veda a vinculação da receita de IMPOSTOS, logo, não se aplica
à receita de taxas, contribuições, empréstimos compulsórios e contribuições de melhoria, que
são as demais espécies de tributo.
• EQUILÍBRIO
Possui duas vertentes, a formal e a material. A formal indica que o total de despesas deve
ser igual ao total das receitas na Lei Orçamentária, ou seja, a despesa autorizada deve ser
equivalente a receita estimada. Já a material é mais específica e significa a busca do equilíbrio
na execução do orçamento, como por exemplo, a utilização de receitas de capital para o finan-
ciamento de despesas desse mesmo gênero e não para pagamento de despesas de custeio
(regra de ouro).
Esse princípio do equilíbrio, ao estabelecer compatibilização entre receitas e despesas,
é fundamental no controle dos gastos públicos, evitando a ocorrência de déficits nas contas
públicas, tanto na sua concepção formal quanto material.
Você deve estar acompanhando as contas públicas no Brasil nos últimos anos. O controle
dos gastos não vem sendo bem feito e o déficit é a consequência.
Se adotarmos uma linha de raciocínio de deixar de lado a compatibilização de receitas
e despesas e pensarmos em situações em que se deva estimular a economia ou contrair a
economia, aí podemos considerar o princípio do equilíbrio inadequado. Tirando essa ótica de
pensamento, o equilíbrio deve ser tido como um princípio norteador da prática orçamentária.
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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Eu sei que parece ser equilíbrio. Eu ainda coloquei a questão perto da teoria sobre equilíbrio. No
entanto, o foco do enunciado está no “mesmo exercício”. Sendo assim, trata-se de anualidade.
Podemos dizer que o cotejamento mais característico do princípio do equilíbrio está na lei e
não na execução.
Letra a.
• UNIFORMIDADE
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NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO
Finanças Públicas (Título VI, Capítulo II) Constituição Federal – Parte I
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
• CLAREZA
Determina que o orçamento deve ser de fácil compreensão. Trata-se de um princípio volta-
do para quem tiver contato com o orçamento, sendo necessário que o documento seja com-
preensível, objetivo e claro para todos, evitando-se que termos técnicos inviabilizem a leitura.
• PUBLICIDADE
Como qualquer outro ato emanado pelo poder público, ao Orçamento deve ser garantida a
sua publicidade.
Um princípio que se relaciona com a publicidade é o da Transparência. A Lei de Responsa-
bilidade Fiscal (LC 101/2000) traz o seguinte:
Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação,
inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orça-
mentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execu-
ção Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.
§ 1º A transparência será assegurada também mediante:
I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de
elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; (Incluído pela Lei
Complementar n. 131, de 2009).
II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informa-
ções pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso
público; e (Redação dada pela Lei Complementar n. 156, de 2016)
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão míni-
mo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.
• EXATIDÃO
• PROIBIÇÃO DO ESTORNO
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• PROGRAMAÇÃO
Esse princípio não é muito visto na doutrina, mas vem sendo cobrado ultimamente em pro-
vas de concurso. Ele se relaciona com o orçamento-programa, adotado no Brasil, que determi-
na que o orçamento deva viabilizar o planejamento governamental, por meio de ações voltadas
para alcance desse fim. É o elo entre planejamento e a gerência.
Os princípios vistos até aqui podem ser chamados de tradicionais ou clássicos. Em con-
trapartida, temos princípios que vêm surgindo nas últimas décadas. São princípios tidos como
modernos ou complementares: descentralização, simplificação e responsabilização:
• DESCENTRALIZAÇÃO
Esse princípio também não é muito visto na doutrina, mas já foi cobrado em prova. Ele
prescreve o seguinte: é desejável que a execução das ações orçamentárias aconteça de ma-
neira mais próxima dos beneficiários da política pública relacionada.
• SIMPLIFICAÇÃO
• RESPONSABILIZAÇÃO
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Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Por fim, vale citar quais princípios que são explicitados pelo Manual de Contabilidade Apli-
cada ao Setor Público – 8ª Edição:
• Unidade ou totalidade
• Universalidade
• Anualidade ou periodicidade
• Exclusividade
• Orçamento bruto
• Legalidade
• Publicidade
• Transparência
• Não vinculação (não afetação) da receita de impostos
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• VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS
Além dos princípios relacionados acima, a Constituição ainda prevê, nos incisos do artigo
167, situações vedadas pela Carta Magna. Esses casos não são considerados pela Doutrina
em geral como princípios, mas pela força e generalidade de suas disposições, achamos impor-
tante enumerá-las.
Dessa forma, são vedados:
• O início de programas e projetos não previstos na Lei Orçamentária;
• Despesas ou obrigações que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
• Operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa,
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (Regra de Ouro);
Essa vedação relativa a operações de crédito será dispensada durante a vigência da calamida-
de pública nacional decorrente do novo Corona Vírus (EC n. 106/2020)
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• Criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a
vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por
programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública.
(Vedação incluída pela EC n. 109/2021)
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RESUMO DA AULA
Técnicas Orçamentárias
Técnica Definição
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Princípios
Princípios Orçamentários
O orçamento deve ser uno, uma só peça. Assim, não poderão coexistir
Unidade/ diferentes orçamentos para um mesmo ente da federação. Esse
Totalidade princípio buscar evitar a proliferação de orçamentos paralelos em um
mesmo ente da federação, determinando que haja um só orçamento.
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução das finanças públicas.
002. (AOCP/UEFS/2018) Ao incluir no orçamento assuntos que não lhe sejam pertinentes, ou
seja, incluir normas relativas a outros campos jurídicos e, portanto, estranhas à previsão da
receita e fixação da despesa, está sendo ferido o princípio da
a) unidade.
b) universalidade.
c) exclusividade.
d) anualidade.
e) clareza.
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010. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
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011. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
De acordo com o princípio da exclusividade, a Lei de Diretrizes Orçamentárias não conterá dis-
positivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
012. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
O princípio orçamentário da não afetação das receitas veda à vinculação de tributos a órgão,
fundo ou despesas, ressalvada as exceções estabelecidas pela Constituição Federal de 1988.
016. (AOCP/UNIR/2018) A LOA é submetida ao poder legislativo para receber emendas parla-
mentares que, após votadas e aprovadas, são incorporadas no projeto de lei a ser sancionado
pelo poder executivo, assumindo caráter de autorização para realizações com obrigatoriedade
de execução.
017. (AOCP/UNIR/2018) A técnica de orçamento público que está ligada à ideia de planeja-
mento é o orçamento-programa que pode ser considerado um instrumento de operacionali-
zação das ações do governo, em consonância com os planos e as diretrizes formulados no
planejamento.
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a) Orçamentários.
b) Financeiros.
c) Patrimoniais.
d) de Contabilidade.
e) geralmente aceitos.
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GABARITO
1. C
2. c
3. e
4. b
5. a
6. d
7. E
8. C
9. C
10. C
11. E
12. E
13. E
14. C
15. E
16. E
17. C
18. C
19. d
20. a
21. a
22. a
23. c
24. a
25. a
26. e
27. d
28. b
29. d
30. b
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GABARITO COMENTADO
001. (AOCP/UNIR/2018) Orçamento público é o processo pelo qual se elabora, expressa, exe-
cuta e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de governo, para cada
período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e de efetivação e exe-
cução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico. Para que o orçamento seja a
expressão fiel do programa de um governo, é indispensável que obedeça a determinados prin-
cípios. A respeito desse assunto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução das finanças públicas.
002. (AOCP/UEFS/2018) Ao incluir no orçamento assuntos que não lhe sejam pertinentes, ou
seja, incluir normas relativas a outros campos jurídicos e, portanto, estranhas à previsão da
receita e fixação da despesa, está sendo ferido o princípio da
a) unidade.
b) universalidade.
c) exclusividade.
d) anualidade.
e) clareza.
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Veja:
Esses são os princípios do caput do art. 2º da Lei: peça única, todas as receitas e despesas e
para o período de um ano.
Certo.
010. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
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011. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
De acordo com o princípio da exclusividade, a Lei de Diretrizes Orçamentárias não conterá dis-
positivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
012. (AOCP/UNIR/2018) Em relação aos princípios orçamentários que visam estabelecer di-
retrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público, julgue o item a seguir.
O princípio orçamentário da não afetação das receitas veda à vinculação de tributos a órgão,
fundo ou despesas, ressalvada as exceções estabelecidas pela Constituição Federal de 1988.
Você não vai cair nessa lorota do examinador, não é? A vedação de vinculação é adstrita a uma
espécie de tributo: os impostos. Os demais tributos (taxas, contribuições, empréstimos com-
pulsórios...) não entram nessa vedação.
Errado.
Isso é anualidade!
Errado.
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016. (AOCP/UNIR/2018) A LOA é submetida ao poder legislativo para receber emendas parlamen-
tares que, após votadas e aprovadas, são incorporadas no projeto de lei a ser sancionado pelo poder
executivo, assumindo caráter de autorização para realizações com obrigatoriedade de execução.
Emendas parlamentares individuais e parte das emendas da bancada são impositivas. Não há
de se falar, para esses casos, em caráter autorizativo.
Errado.
017. (AOCP/UNIR/2018) A técnica de orçamento público que está ligada à ideia de planeja-
mento é o orçamento-programa que pode ser considerado um instrumento de operacionali-
zação das ações do governo, em consonância com os planos e as diretrizes formulados no
planejamento.
É isso! Um orçamento tradicional não tem preocupação com os fins. O orçamento incremental
também entra nesse contexto e tem o efeito colateral do incentivo ao gasto indiscriminado.
Certo.
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O orçamento-programa é orgânico.
Letra a.
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É uma peça só, mas reúne orçamento fiscal, de investimento e da seguridade social. Totalidade!
Letra e.
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REFERÊNCIAS
Livro/Texto Autor
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Allan Mendes
Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde
atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex-
servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de
Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em
Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília.
Vinicius Ribeiro
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado
no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na
Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela
editora GEN. Professor de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e
Orçamento no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e
Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na
FGV.
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Incremental budgeting often results in inefficiencies due to its reliance on previous budget allocations with minimal adjustments, which may encourage unwarranted spending and fail to adapt allocations to changing fiscal, policy, or economic needs .
The principle of universalidade mandates that the budget include all revenues and expenditures of all government levels and agencies, ensuring nothing is excluded from the financial considerations of public administration .
The budget-programa is considered effective because it integrates comprehensive planning with execution, defining clear objectives and performance indicators that guide resource allocation and policy implementation, thus ensuring more targeted and accountable public expenditures .
In traditional budgeting, focus is on the items and costs, emphasizing exact financial allocations. Program-based budgeting, however, centers on government activities and outcomes, linking expenditure plans with policy goals and measured outputs .
The non-affectation principle prohibits linking revenues, such as taxes, to specific agencies, funds, or expenditures, with exceptions stated in the Federal Constitution, notably for taxes, which is not applicable for other revenue forms like fees or contributions .
The principle of exclusivity stipulates that the annual budget law should not include matters unrelated to revenue and expenditure mandates, except for provisions allowing the opening of additional credits and contracting loans as permitted by law .
The allocative function provides goods and services not efficiently supplied by the market. The distributive function adjusts overall prices and employment, stabilizing the currency through fiscal policies. The stabilization function aims to reduce income inequality through taxation and financial transfers .
The financial year in public budget execution is designed to coincide with the calendar year, starting on January 1st and ending on December 31st of the same year .
The fundamental principles that every public budget must adhere to include unity, universalidade, and annualidade. These principles are meant to ensure a comprehensive and transparent budgeting process, covering all revenues and expenses within a defined fiscal year .
Failing to adhere to principles of transparency and accountability in budgeting can lead to legal repercussions, including civil and criminal liabilities for violators. This failure undermines trust and can result in misallocated funds, which may prompt investigations and sanctions by oversight bodies .