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Limitações e Princípios da Auditoria

O documento discute conceitos gerais sobre auditoria e auditoria interna, incluindo limitações inerentes, princípios éticos, tipos de asseguração, serviços de auditoria, definições e papéis da auditoria interna e auditoria independente.

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Limitações e Princípios da Auditoria

O documento discute conceitos gerais sobre auditoria e auditoria interna, incluindo limitações inerentes, princípios éticos, tipos de asseguração, serviços de auditoria, definições e papéis da auditoria interna e auditoria independente.

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Noções gerais sobre Auditoria e Auditoria Interna

Limitação inerente da auditoria auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco
de auditoria a zero, e, portanto, não pode obter segurança absoluta de que as DC’s
estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria
tem limitações inerentes. As limitações inerentes originam-se da:
• natureza das informações contábeis
• natureza dos procedimentos de auditoria
• necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período razoável e
a um custo razoável

 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS de ética profissional relevantes para o auditor


quando da condução de auditoria de DC’s estão implícitos no Código de Ética
Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade.
São:
o Integridade;
o Objetividade;
o Competência e zelo profissional;
o Confidencialidade;
o Comportamento (ou conduta) profissional.

ASSEGURAÇÃO

Em trabalhos de Asseguração Razoável, o auditor independente REDUZ o risco


do trabalho a um nível aceitavelmente baixo nas circunstâncias do trabalho,
para obter segurança razoável que possa servir de base para sua conclusão na
forma positiva
• Bom nível de segurança
Razoável
• Testes de auditoria profundos
• Nível inferior de segurança
Asseguração Limitada • Testes menos extensos
• MAIOR risco de detecção
Asseguração
 Impossível de ser alcançada
absoluta – 100%

São discutidos nesta seção os seguintes elementos de trabalho de asseguração:


(a) relacionamento entre três partes, envolvendo o auditor independente, a
parte responsável e os usuários previstos;
(b) objeto apropriado;
(c) critérios adequados;
(d) evidências apropriadas e suficientes; e
(e) relatório de asseguração escrito na forma apropriada para trabalho de
asseguração razoável ou para trabalho de asseguração limitada.
SERVIÇOS:
 de Avaliação - ASSURANCE: exame objetivo da evidência com o propósito
de fornecer para a organização uma avaliação independente sobre os processos
de governança, gerenciamento de riscos e controles. Exemplos podem incluir
trabalhos de auditoria financeira, de desempenho, de conformidade, de
segurança de sistemas e de “due diligence”.
Definidos com independência: asseguração, assurance, auditoria interna e externa.
Essas atividades atuam com independência para emitir opinião.

 de Consultoria: atividades de aconselhamento e serviços relacionados


prestados ao cliente, cuja natureza e escopo são acordados com o cliente e se
destinam a adicionar valor e aperfeiçoar os processos de governança,
gerenciamento de riscos e controles da organização, sem que o auditor interno
assuma qualquer responsabilidade que seja da administração. Exemplos
incluem orientação, assessoria, facilitação e treinamento.
Definidos em acordo com o cliente: consultoria.
Como é um aconselhamento, precisa haver entendimento com o cliente do trabalho.

Auditoria Interna

AUDITORIA INTERNA compreende os exames, análises, avaliações,


levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da
integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos
sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de
gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no
cumprimento de seus objetivos. É exercida nas pessoas jurídicas de direito público,
interno ou externo, e de direito privado.
É uma atividade INDEPENDENTE e OBJETIVA de avaliação e consultoria,
criada para agregar valor e melhorar as operações de uma organização. Ela
auxilia a organização a atingir seus objetivos a partir da aplicação de uma
abordagem sistemática e disciplinada à avaliação e melhoria da eficácia dos
processos de gerenciamento de riscos, controle e governança.

O RELATÓRIO é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o


resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade,
de forma a expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências a
serem tomadas pela administração da entidade. Deve ser apresentado a quem tenha
solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a
confidencialidade do seu conteúdo.
Deve abordar, no mínimo, os seguintes aspectos:
a) o objetivo e a extensão dos trabalhos;
b) a metodologia adotada;
c) os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão;
d) eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria;
e) a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas;
f) os riscos associados aos fatos constatados; e
g) as conclusões e as recomendações resultantes dos fatos constatados.

RISCO da auditoria interna  A análise dos riscos deve ser feita na fase de
PLANEJAMENTO dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se
atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser
considerados, principalmente, os seguintes aspectos:
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos
procedimentos da auditoria interna, a serem aplicados, considerando o
volume ou a complexidade das transações e das operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de
especialistas.

INDEPENDÊNCIA ORGANIZACIONAL

O executivo chefe de auditoria deve reportar-se a um nível dentro da organização que


permita à atividade de auditoria interna cumprir suas responsabilidades. O executivo
chefe de auditoria deve confirmar junto ao conselho, pelo menos anualmente, a
independência organizacional da atividade de auditoria interna.
A independência dentro da organização se alcança de forma efetiva quando o
executivo chefe de auditoria se reporta funcionalmente ao conselho. Alguns
exemplos de reporte funcional ao Conselho implicam que este:

• Aprove o estatuto de auditoria interna;


• Aprove o planejamento de auditoria baseado em riscos;
• Aprove o orçamento de auditoria e o plano de recursos;
• Receba comunicações do executivo chefe de auditoria sobre o desempenho do
plano de auditoria interna e outros assuntos;
• Aprove as decisões referentes à nomeação e demissão do executivo chefe de
auditoria;
• Aprove a remuneração do executivo chefe de auditoria;
• Formule questionamentos adequados à administração e ao executivo chefe de
auditoria para determinar se existem escopos inadequados ou limitações de
recursos.

Obtenção e avaliação DAS INFORMAÇÕES:

SUFICIENTE é aquela que é Factual e convincente, de tal forma que uma


pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor
interno;
informação ADEQUADA é aquela que, sendo confiável, propicia a melhor
evidência Alcançável.
informação RELEVANTE é a que dá supoRte às conclusões e às
recomendações da Auditoria Interna;
informação ÚTIL é a que aUxilia a entidade a atingir suas metas.
O conhecimento do sistema contábil e de controles internos é fundamental para o
Planejamento da Auditoria necessário para determinar a natureza, extensão e
oportunidade dos procedimentos de auditoria, devendo o auditor:
• ter conhecimento do sistema de contabilidade adotado pela entidade e de sua
integração com os sistemas de controles internos;
• avaliar o grau de confiabilidade das informações geradas pelo sistema
contábil, sua temporalidade e sua utilização pela administração;
• avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos adotados pela
entidade, mediante a aplicação de provas de procedimentos de controle, dentro
da abrangência definida no item 11.2.5 da NBC T 11.

Compliance = estrutura de conformidade.


Auditoria Interna ≠ Compliance
• Auditoria Interna: efetua os seus trabalhos de forma aleatória e temporal.
• Compliance: executa as atividades de forma rotineira e permanente.
Apesar de possuir funções semelhantes, compliance faz parte da estrutura de
controles, enquanto a auditoria avalia essa estrutura. Assim, a área de Compliance,
como as demais, deve ser objeto de avaliação da auditoria interna.
Auditoria Independente

A ameaça que mais se encaixa é a de defesa de interesse do cliente, porque o


auditor AGE defendendo o cliente, comprometendo a objetividade de seu
trabalho.

As ameaças se enquadram em uma ou mais de uma das categorias a seguir:


(a) ameaça de interesse próprio é a ameaça de que interesse financeiro ou
outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o
comportamento do auditor;
(b) ameaça de autorrevisão é a ameaça de que o auditor não avaliará
apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado
anteriormente por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor
confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço
atual;
(c) ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o
auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a
sua objetividade fique comprometida; Um dos auditores, ao executar o
trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos
apresentados pela empresa auditada de tal forma a indicar
comprometimento da objetividade do seu trabalho.
(d) ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devido
ao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-
á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito
questionamento;
(e) ameaça de intimidação é a ameaça de que o auditor será dissuadido de
agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo
tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor.
Planejamento

Compreende os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos,


para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo com as
diretrizes estabelecidas pela administração da entidade.
Deve considerar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os
seguintes:
 o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos
da entidade;
 o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil
e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;
 a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria
interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da
entidade;
 a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam
no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna;
 o uso do trabalho de especialistas;
 os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações
e operações;
 o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a
trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados;
 as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores
internos; e
 o conhecimento da MISSÃO e objetivos estratégicos da entidade.

PLANO DE AUDITORIA
Deve incluir a descrição de:
(a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de
avaliação de risco.
(b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de
auditoria planejados no nível de afirmação.
(c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o
trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria.

Plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de auditoria


 1° estratégia global  2° plano de auditoria
 atualizar e alterar sempre que necessário no curso da auditoria.

Documentação

NBC TA 230 (R1) é a norma que trata da documentação de auditoria.

O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir
que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria,
entenda:
(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para
cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares
aplicáveis;
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de
auditoria obtida;
(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões
obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos
exercidos para chegar a essas conclusões

Julgar a importância de assunto exige análise objetiva dos fatos e circunstâncias.


Exemplos de assuntos significativos incluem:
• assuntos que dão origem a riscos significativos;
• resultados de procedimentos de auditoria que indiquem:
o que as DC’s podem conter distorção relevante;
o a necessidade de revisar a avaliação anterior dos riscos de distorção
relevante feita pelo auditor e as respostas do auditor aos riscos avaliados;
• circunstâncias que causam dificuldade significativa ao auditor para aplicar os
procedimentos de auditoria necessários;
• constatações que possam resultar em modificação do relatório de auditoria ou na
inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do auditor.

PAPEIS DE TRABALHO

o A Auditoria INTERNA deve ser documentada por meio de papéis de trabalho,


elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados
de forma sistemática e racional.
o Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e
provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e
dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações.
o Devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a
compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos
procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e
do suporte das conclusões alcançadas.
o Análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos devem ter sua integridade
verificada sempre que forem anexados aos papéis de trabalho.

É prática comum separar os papéis de trabalho em pelo menos 2 grupos:


 Pasta Permanente: inclui todos os papéis que são de importância diária e
contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema,
área ou objeto de auditoria;
 Pasta Corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso.
Exemplos: planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e
análise de contas etc.

[Link]. A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever permanente do auditor.


[Link]. Os papéis de trabalho são de PROPRIEDADE exclusiva do auditor. Partes
ou excertos destes podem, a critério do auditor, ser postos à disposição da entidade.
[Link]. Os papéis de trabalho quando solicitados por terceiros somente podem ser
disponibilizados após autorização formal da entidade auditada.
OBS.: o período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a 5
anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do
auditor do grupo.

Técnicas de elaboração de papéis de trabalho


 papeis de trabalhos manuais, sempre que possível, ser escriturados a lápis (preto),
a fim de facilitar possíveis alterações.
 devem, sempre que possível, ser escriturados, a fim de facilitar possíveis
alterações durante a execução do serviço, em função das revisões feitas por outros
auditores.
 na parte superior do papel de trabalho devem ser colocados o nome do auditado, a
data-base do exame e o título (caixa, bancos, teste de amortização, teste de
depreciação etc.);
 não deve ser utilizado o verso da folha do papel de trabalho;
 os números e as informações devem ser colocados na parte superior do papel de
trabalho (logo ou após o título) e as explicações sobre o trabalho executado, na parte
inferior;
 os tiques ou símbolos são colocados ao lado do número auditado e explicados na
parte inferior do papel de trabalho, evidenciando, dessa forma, o serviço executado.

Evidência

EVIDÊNCIA de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para


chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. Inclui informações
contidas nos registros contábeis que suportam as DC’s e informações obtidas de outras
fontes. Para os fins das de auditoria, os termos a seguir têm os significados atribuídos
abaixo:
RELEVÂNCIA trata da ligação lógica ou
influência sobre a finalidade do
procedimento de auditoria.
medida da QUALIDADE
ADEQUAÇÃ da evidência de auditoria.
Afetada pela direção do teste.
O CONFIABILIDADE é influenciada pela sua
É afetada pela:
(apropriada) fonte e sua natureza, e as circunstâncias nas
relevância e confiabilidade quais são obtidas, incluindo os controles
sobre sua elaboração e manutenção, quando
relevante.
medida da QUANTIDADE da evidência de auditoria. É afetada pela
SUFICIÊNCIA
avaliação dos riscos de distorções relevantes e qualidade.

[Link]

Procedimentos de auditoria

Evidências são obtidas pela execução de Procedimentos de avaliação de riscos e


Procedimentos adicionais de auditoria:

o TESTES DE CONTROLE/ OBSERVÂNCIA  é o procedimento de


auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na
prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de
afirmações.
Visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos
estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive
quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade.
 inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis;
 observação – acompanhamento de processo ou procedimento
quando de sua execução;
 investigação e confirmação – obtenção de informações perante
pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das
operações, dentro ou fora da entidade.
 TESTES SUBSTANTIVOS  detectar distorções relevantes no nível de
afirmações. Visam à obtenção de evidência quanto à Suficiência, exatidão e
validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Inclui:
o teste de detalhes (de classes de transações, de saldos contas, de
divulgações)
o Procedimentos analíticos substantivos.

TIPOS de Procedimentos:
o INSPEÇÃO  exame de registros ou documentos, internos ou externos,
em forma de papel, em forma eletrônica ou em outras mídias, ou o
exame físico de um ativo.
o Observação  exame do processo ou procedimento executado por
outros, por exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque
pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle.
o Confirmação externa: ver tópico específico
o Recálculo  verificação da exatidão matemática de documentos ou
registros. O recálculo pode ser realizado manual ou eletronicamente.
o Reexecução  execução independente pelo auditor de procedimentos ou
controles que foram originalmente realizados como parte do controle
interno da entidade.
o Procedimentos analíticos  avaliação das informações feitas por meio de
estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros.
Também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam
inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem
significativamente dos valores previstos.
o Indagação  busca de informações junto a pessoas com conhecimento,
financeiro e não financeiro, dentro ou fora da entidade. As indagações
podem incluir desde indagações escritas formais até indagações orais
informais.

Confirmações externas - Circularização


Confirmação externa é a evidência de auditoria obtida como resposta por escrito
direta para o auditor de um terceiro – a parte que confirma. Tipos de solicitação de
confirmação
POSITIVA  se concorda ou discorda
o POSITIVA EM PRETO  Traz o Valor expresso.
o POSITIVA EM BRANCO  Deixa o Valor em aberto.
NEGATIVA  somente se discorda
NÃO RECEBIDA  não responde ou não responde de maneira completa, a
uma solicitação de confirmação positiva, ou a devolução de uma solicitação de
confirmação não entregue.
EXCEÇÃO é a resposta que indica uma diferença entre as informações para as
quais se solicitou confirmação ou diferença entre os registros da entidade e as
informações fornecidas pela parte que confirma.
Se o auditor identifica um risco de distorção relevante com relação a litígios ou
reclamações identificados, ou quando os procedimentos de auditoria executados
indicam que outros litígios ou reclamações poderiam existir, o auditor deve, além dos
procedimentos requeridos pelas outras normas de auditoria, comunicar-se diretamente
com os consultores jurídicos externos da entidade. O auditor deve fazer isso por meio
de CIRCULARIZAÇÃO (carta de indagação aos advogados), elaborada pela
administração e enviada pelo auditor, solicitando aos consultores jurídicos externos
da entidade que se comuniquem diretamente com o auditor. Se a lei, o regulamento, ou
o respectivo órgão jurídico proibir que a consultoria jurídica externa da entidade
comunique-se diretamente com o auditor, o auditor deve executar procedimentos
alternativos de auditoria.

Amostragem em auditoria – NBC TA 530

AMOSTRAGEM

Objetivo é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à


população da qual a amostra é selecionada. É a aplicação de procedimentos de
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante, de maneira que
todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor
concluir sobre toda a população.
Planejamento da amostragem  levar em consideração os seguintes aspectos:
o a) os objetivos específicos da auditoria;
o b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
o c) a estratificação da população;
o d) o tamanho da amostra;
o e) o risco da amostragem;
o f) o erro tolerável;
o g) o erro esperado.

RISCO DE AMOSTRAGEM é o risco de que a conclusão do auditor, com base


em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo
procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode levar a 2 tipos de
conclusões errônea. O auditor está preocupado com esse tipo de conclusão errônea
porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião de
auditoria não apropriada. 2 tipos:
 Teste de controles  os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são.
 Teste de detalhes  não seja identificada distorção relevante, quando,
na verdade, ela existe.

Risco NÃO resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma


conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de
amostragem

TIPOS de amostragem:
o Estatística: apresenta características de seleção aleatória, uso da teoria da
probabilidade – inclui a mensuração do risco de amostragem.
Recomendado quando a população apresenta características
HOMOGÊNEAS.
o Não estatística: determinada pelo auditor utilizando sua experiência,
critério e conhecimento da entidade.

ANOMALIA é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não


representativo de distorção ou desvio em uma população.

Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma


população.

ESTRATIFICAÇÃO  é o processo de dividir uma população em


subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com
características semelhantes. Visa reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e,
portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de
amostragem.

Métodos de seleção de amostra:


 Seleção aleatória ou randômica  aplicada por meio de geradores de
números aleatórios.
 Seleção sistemática  em que a quantidade de unidades de amostragem na
população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de
amostragem.
 Amostragem de unidade monetária seleção com base em valores, na qual
o tamanho, a seleção e a avaliação da amostra resultam em uma conclusão
em valores monetários.
 Seleção ao acaso, o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada. Não é apropriada quando se usar a amostragem estatística.
 Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de itens
contíguos da população.

Fatores que influenciam no tamanho da amostra


TESTE DE CONTROLE TESTES DE DETALHES detectar
Relação – Tamanho
Fator Relação Fator
da amostra
Avaliação de riscos Avaliação de riscos
considera os Direta de distorção Direta
controles relevantes relevantes
Taxa tolerável de
Inversa Distorção tolerável Inversa
desvio
Valor da distorção
Taxa esperaDa de
Direta que o auditor Direta
desvio espera encontrar
Nível de segurança Nível de segurança
desejado = tx desejado = tx
Direta Direta
tolerável > tx real de tolerável > tx real de
desvio da população desvio da população
Uso de outros
-- Inversa
proced. substantivos
Estratificação da
-- Inversa
população
Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável

BIZU:
Os fatores que tem influência INVERSA compõe o TSE:
 Tolerável
 Procedimentos substantivos
 Estratificação.

Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível
apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela
distorção real na população.

Erro Tolerável/Erro Esperado


o Erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto
a aceitar e, ainda assim, concluir que o resultado da amostra atingiu o
objetivo. O erro tolerável é considerado durante o estágio de planejamento
e:
o Nos testes de observância é a taxa máxima de desvio de um
procedimento de controle.
o Nos testes substantivos é o erro monetário máximo no saldo de
uma conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a
aceitar. Está relacionado com o julgamento do auditor sobre
relevância. Quanto menor o erro tolerável, maior deve ser o
tamanho da amostra.
o Erro esperado, pode-se dizer que, se o auditor espera que a população
contenha erro, é necessário examinar uma amostra maior do que quando
não se espera erro, para concluir que o erro real da população não excede o
erro tolerável planejado. Tamanhos menores de amostra justificam-se
quando se espera que a população esteja isenta de erros. Ao determinar o
erro esperado em uma população, o auditor deve considerar aspectos como,
os níveis de erros identificados em auditorias anteriores, mudança nos
procedimentos da entidade e evidência obtida na aplicação de outros
procedimentos de auditoria.

Fraude

 FRAUDE: omissão intencional, manipulação, adulteração;


 ERRO: omissão não intencional, desatenção, desconhecimento ou má
interpretação
Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão
para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. Dois
tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: distorções decorrentes
de informações contábeis fraudulentas e apropriação indébita de ativos.

Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de


fraude, ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude. A principal
responsabilidade pela PREVENÇÃO E DETECÇÃO da fraude é dos responsáveis
pela governança da entidade e da sua administração.

TÉCNICAS
EXEMPLOS
o Manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de
demonstrações contábeis.
o Mentira ou omissão intencional nas DC’s de eventos, operações ou
outras informações significativas.
o Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.

OBS.: muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela


administração de controles que aparentemente estão funcionando com eficácia.
ATITUDE do auditor sem condições de continuar o trabalho  circunstâncias
excepcionais. Deve:
(a) determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à situação,
inclusive se é necessário ou não o auditor informar à pessoa ou pessoas que
aprovaram a contratação da auditoria ou, em alguns casos, às autoridades
reguladoras.
(b) considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho, quando essa
saída for possível conforme a lei ou regulamentação aplicável;
(c) CASO O AUDITOR SE RETIRE:
(i) discutir com pessoa no nível apropriado da administração e com os
responsáveis pela governança a saída do auditor do trabalho e as razões
para a interrupção;
(ii) determinar se existe exigência profissional ou legal de comunicar a
retirada do auditor do trabalho e as razões da saída à pessoa ou pessoas
que contrataram a auditoria ou, em alguns casos, às autoridades
reguladoras.

o Auditor comunicar TEMPESTIVAMENTE fraudes ou suspeitas:


 à pessoa de nível apropriado da ADMINISTRAÇÃO  no caso de
identificação de fraude ou sua possibilidade – ainda que não
importantes.
 aos responsáveis pela GOVERNANÇA  no caso de fraudes
envolvendo a administração, empregados com funções significativas no
controle interno ou outros cujas fraudes gerem distorção relevante; ou
ainda quaisquer outros assuntos relacionados a fraude que o auditor julgar
relevante para sua responsabilidade.
 Comunicação às Autoridades Reguladoras e de Controle  quando
exigido por lei.

Segundo a NBC TA 240(R1)  Ao identificar e selecionar lançamentos contábeis e


outros ajustes para testar e determinar o método apropriado de examinar o suporte
subjacente para os itens selecionados, os seguintes assuntos são relevantes:
 feitos em contas não relacionadas, não usuais ou raramente usadas.
 feitos por indivíduos que geralmente não fazem lançamentos contábeis.
 registrados no fim do período ou como lançamento pós-fechamento, com
pouca ou nenhuma explicação ou descrição.
 feitos antes ou durante o processo de elaboração das demonstrações
contábeis que não têm números de conta, ou
 que contêm números redondos ou números com finais constantes.

Risco de auditoria

É o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando


as DC’s contiverem distorção relevante  está relacionado de forma inversamente
proporcional à segurança pretendida para o trabalho de auditoria, ou seja, quanto
maior o risco, menor será a segurança do auditor. Na prática, o risco de auditoria é
inevitável.
Risco de DISTORÇÃO risco inerente é a suscetibilidade de afirmações da
RELEVANTE  existem administração a respeito de transações, saldos contábeis ou
independentemente da divulgações conterem distorções relevantes, pressupondo
auditoria  riscos ANTES que não haja controles relacionados.
da auditoria. risco de controle é a possibilidade de que os controles
internos adotados pela administração não sejam eficazes
para prevenir, detectar e corrigir tempestivamente
distorções nas afirmações que, individualmente ou em
conjunto com outras distorções, possam ser relevantes.
dois níveis: nível geral da DC’s e nível da afirmação
para classes de transações, saldos contábeis e
divulgações.
RISCO DE DETECÇÃO se relaciona com os procedimentos que são determinados pelo
auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. É, portanto, função
da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. É o risco do
AUDITOR.

Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta
de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar
seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias
inadequadas.

Os procedimentos de avaliação de riscos incluem:


indagações à administração, às pessoas apropriadas da auditoria interna (se
houver essa função) e a outros na entidade que, no julgamento do auditor,
possam ter informações com possibilidade de auxiliar na identificação de riscos
de distorção relevante causados por fraude ou erro;
procedimentos analíticos
observação e inspeção

Materialidade
Embora a estrutura de relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes,
ela em geral explica que:
 Distorções, incluindo omissões, são consideradas relevantes quando for
razoavelmente esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto,
influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas DC’s;
 Julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias
envolvidas, e são afetados pela magnitude e natureza das distorções, ou a
combinação de ambos;
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento
profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações
financeiras dos usuários das DC’s. Neste contexto, é razoável que o auditor assume
que os usuários:
(a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de
contabilidade e a disposição de estudar as informações das DC’s com razoável
diligência;
(b) entendem que as DC’s são elaboradas, apresentadas e auditadas considerando
níveis de materialidade;
(c) reconhecem as incertezas inerentes à mensuração de valores baseados no uso
de estimativas, julgamento e a consideração sobre eventos futuros; e
(d) tomam decisões econômicas razoáveis com base nas informações das DC’s.

A materialidade determinada no planejamento da auditoria NÃO ESTABELECE


necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas,
individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes.

Materialidade para execução da auditoria  valor ou valores fixados pelo


auditor, inferiores ao considerado relevante para as DC’s como um todo, para
adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não
corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as DC’s
como um todo. Se aplicável, materialidade para execução da auditoria refere-se,
também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de
materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações.

Ao estabelecer a estratégia global de auditoria, o auditor deve determinar a


materialidade para as DC’s como um todo. Se, nas circunstâncias específicas da
entidade, houver uma ou mais classes específicas de transações, saldos contábeis ou
divulgação para as quais se poderia razoavelmente esperar que distorções de valores
menores que a materialidade para as DC’s como um todo influenciem as decisões
econômicas dos usuários tomadas com base nas DC’s, o auditor deve determinar,
também, o nível ou níveis de materialidade a serem aplicados a essas classes
específicas de transações, saldos contábeis e divulgações.
Ao considerar se distorções em divulgações qualitativas podem ser relevantes, o
auditor pode identificar fatores relevantes, tais como:
• as circunstâncias da entidade para o período (por exemplo, a entidade pode ter
se envolvido na combinação de negócios significativa durante o período);
• a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo mudanças nessa estrutura
(por exemplo, nova norma para apresentação de relatório financeiro pode exigir
novas divulgações qualitativas que sejam significativas para a entidade);
• divulgações qualitativas que são importantes para os usuários das
demonstrações contábeis devido à natureza da entidade (por exemplo,
divulgações de risco de liquidez podem ser importantes para os usuários das
demonstrações contábeis de instituição financeira).

No caso de entidade do setor público, a determinação da materialidade para as


demonstrações contábeis como um todo em uma é, portanto, influenciada por lei,
regulamentação ou outra autoridade e pelas necessidades de informações financeiras
de legisladores e do público em relação a programas do setor público.

Revisão no decorrer da auditoria  o auditor deve revisar a materialidade para as


demonstrações contábeis como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de
materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) no
caso de tomar conhecimento de informações durante a auditoria que teriam levado
o auditor a determinar inicialmente um valor (ou valores) diferente.

Relatório de Auditoria

Relatório do auditor independente  estrutura de relatório financeiro para fins


gerais é a estrutura elaborada para satisfazer às necessidades de informações
financeiras comuns de ampla gama de usuários. Pode ser uma estrutura de
apresentação adequada ou uma estrutura de conformidade. Observações:
O relatório do auditor deve ser por escrito.
O relatório do auditor deve ter título que indique claramente que é o relatório do
auditor independente.
O relatório do auditor deve ser endereçado conforme exigido pelas
circunstâncias do trabalho.
A primeira seção do relatório do auditor deve incluir a opinião do auditor
independente e deve ter “Opinião” como título.
A seção “Opinião” do relatório do auditor também deve:
o identificar a entidade cujas DC’s foram auditadas;
o afirmar que as DC’s foram auditadas;
o identificar o título de cada demonstração que compõe as DC’s;
o fazer referência às notas explicativas, incluindo o resumo das principais
políticas contábeis;
o especificar a data ou o período de cada demonstração que compõe as
DC’s.
Referência ao ESPECIALISTA do auditor no relatório do auditor independente:
 O auditor NÃO DEVE fazer referência ao trabalho do especialista do
auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada.
 SE O AUDITOR FIZER REFERÊNCIA ao trabalho de especialista do
auditor em seu relatório porque essa referência é relevante para o entendimento
de ressalva ou outra modificação na sua opinião, o auditor deve INDICAR no
relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa
opinião.

OPNIÃO NÃO MODIFICADA


É a opinião expressa pelo auditor quando ele conclui que as DC’s são elaboradas, em
todos os aspectos relevantes, DE ACORDO com a estrutura de relatório financeiro
aplicável. Também é chamada de opinião “limpa”, ou ainda “sem ressalvas”.

OPNIÃO MODIFICADA
O auditor deve MODIFICAR A OPINIÃO no seu relatório de auditoria de acordo
com a NBC TA 705 se:
(a) concluir, com base em evidência de auditoria obtida, que as DC’s
tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes; ou
(b) NÃO conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente
para concluir se as DC’s tomadas em conjunto NÃO apresentam distorções
relevantes.

Relevante, MAS NÃO Relevante e


generalizada generalizada
CONSEGUE obter
evidência de auditoria Opinião COM ressalva Opinião adversa
apropriada e suficiente
IMPOSSIBILIDADE
de se obter evidência de
auditoria apropriada e Opinião COM ressalva Abstenção de opinião
suficiente (limitação no
escopo do trabalho-
FGV)

NBC TA 706 trata das comunicações adicionais incluídas no relatório do auditor,


quando este as considerar necessário:

PARÁGRAFO DE ÊNFASE, é comunicado assunto que JÁ FOI


APRESENTADO OU DIVULGADO nas demonstrações, mas que é de tal
importância que se justifica um destaque com intuito de chamar a atenção
dos usuários das DC’s. A inclusão de parágrafo de ênfase no relatório do
auditor não afeta a sua opinião, ou seja, um parágrafo de ênfase não substitui
uma opinião modificada.
o o uso generalizado de parágrafos de ênfase diminui a eficácia da
comunicação de tais assuntos.
o só será usado quando o fato relevante ocorrer APÓS a publicação das
demonstrações contábeis e APÓS a entrega do parecer pelo auditor
à administração.

PARÁGRAFO DE OUTROS ASSUNTOS é utilizado para destacar assunto


NÃO originalmente apresentado ou divulgado nas demonstrações, mas que é
relevante para que os usuários compreendam a auditoria, as
responsabilidades do auditor ou o próprio relatório.

NBC TA 701 – Principais assuntos de auditoria.

Os Principais Assuntos de Auditoria é uma dessas grandes mudanças na estrutura de


relatório, mas somente será exigida para as empresas listadas em Bolsa de Valores,
podendo ser adotada para outras sociedades, opcionalmente. Por ser um tema
integralmente novo em relação ao relatório dos auditores, foi necessária a emissão de
uma norma específica sobre isso, que é a NBC TA 701. Segundo essa norma:

“O auditor deve descrever cada um dos principais assuntos de auditoria, utilizando um


subtítulo adequado para cada um deles, em seção separada do relatório, sob o título de
Principais assuntos de auditoria.”

“O texto de introdução dessa seção do relatório deve afirmar que: os principais


assuntos de auditoria são aqueles que, segundo o julgamento profissional do auditor,
foram os mais significativos na auditoria das DC’s do período corrente.”

NBC T 11 e na NBC T 11 IT 05 - Parecer dos Auditores Independentes sobre as


Demonstrações Contábeis
O “Parecer dos Auditores Independentes”, ou o “Parecer do Auditor Independente”, é o
documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião, de forma clara e objetiva,
sobre as DC’s nele indicadas. O parecer classifica-se, segundo a natureza da opinião que
contém, em:
 PARECER SEM RESSALVA  emitido quando o auditor conclui, sobre
todos os aspectos relevantes, que:
 as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com os
Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de
Contabilidade;
 há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às DC’s
OBS.: o auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando existir qualquer uma das
circunstâncias seguintes, que, na sua opinião, tenham efeitos relevantes para as
DC’s:
a) discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e/ou
forma de apresentação das DC’s;
b) limitação na extensão do seu trabalho.

 PARECER COM RESSALVA  emitido quando o auditor conclui que o


efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não
é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.
Deve ser emitido quando:
1) há discordâncias ou restrições na extensão do trabalho;
2) tais discordâncias ou restrições não exigem parecer adverso ou abstenção de
opinião.

 PARECER ADVERSO  quando o auditor verificar a existência de efeitos


que, isolada ou conjuntamente, forem de tal relevância que comprometam o
conjunto das DC’s, deve emitir parecer adverso. No seu julgamento, deve
considerar tanto as distorções provocadas, quanto a apresentação inadequada ou
substancialmente incompleta das DC’s.
Em outros termos, o auditor emite opinião de que as DC’s não estão adequadamente
representadas, nas datas e períodos indicados, de acordo com as disposições normativas.
O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as DC’s estão incorretas ou
incompletas, em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.

 PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO  é aquele em que o auditor


deixa de emitir opinião sobre as DC’s, por não ter obtido comprovação
suficiente para fundamentá-la.
A abstenção de opinião em relação às DC’s tomadas em conjunto não elimina a
responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que
possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.
 O parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão é emitido
quando houver limitação significativa na extensão do exame que impossibilite
o auditor de formar opinião sobre as DC’s, por não ter obtido comprovação
suficiente para fundamentá-la, ou pela existência de múltiplas e complexas
incertezas que afetem um número significativo de rubricas das DC’s.
 A abstenção de opinião decorrer de incertezas relevantes, o auditor deve
expressar, no parágrafo de opinião, que, devido à relevância das incertezas
descritas em parágrafos intermediários específicos, não está em condições de
emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. Novamente, a abstenção de
opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, os
desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas.

Controle Interno
Controle interno é o processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis
pela governança, administração e outros empregados para fornecer segurança
razoável quanto à realização dos objetivos da entidade no que se refere à:
 Confiabilidade dos relatórios financeiros;
 Efetividade e eficiência das operações; e
 Conformidade com leis e regulamentos aplicáveis.

Percebe-se que todos os objetivos supracitados servem para atingir um objetivo maior: a
proteção do patrimônio da entidade.

A segurança fornecida pelo controle interno pode ser apenas razoável. Não existe a
possibilidade de que o auditor ofereça segurança plena (ou absoluta) nas suas
conclusões. Isso ocorre, basicamente, em função de o controle interno sofrer limitações
na sua atuação, que o impedem de garantir plena segurança, tais como:
 Custo do controle x benefício do controle;
 Existência de conluio entre funcionários/servidores;
 Ocorrência de eventos externos impossíveis de se prever.

CLASSIFICAÇÃO:
 operacional – relacionado às ações que propiciam o alcance dos objetivos da
entidade;
 contábil – relacionado à veracidade e à fidedignidade dos registros e das
DC’s;
 normativo – relacionado à observância da regulamentação pertinente

IN SFC 01/2001 apresenta os Princípios de controle interno:

relação custo/benefício - consiste na avaliação do custo de um controle em


relação aos benefícios que ele possa proporcionar;
qualificação adequada, treinamento e rodízio de funcionários - a eficácia
dos controles internos administrativos está diretamente relacionada com a
competência, formação profissional e integridade do pessoal. É
imprescindível haver uma política de pessoal que contemple:
o seleção e treinamento de forma criteriosa e sistematizada, buscando
melhor rendimento e menores custos;
o rodízio de funções, com vistas a reduzir/eliminar possibilidades de
fraudes; e
o obrigatoriedade de funcionários gozarem férias regularmente, como
forma, inclusive, de evitar a dissimulação de irregularidades.
delegação de poderes e definição de responsabilidades - será utilizada
como instrumento de descentralização administrativa, com vistas a assegurar
maior rapidez e objetividade às decisões. O ato de delegação deverá
indicar, com precisão, a autoridade delegante, delegada e o objeto da
delegação. Assim sendo, em qualquer unidade/entidade, devem ser
observados:
o existência de regimento/estatuto e organograma adequados, onde a
definição de autoridade e consequentes responsabilidades sejam claras e
satisfaçam plenamente as necessidades da organização; e
o manuais de rotinas/procedimentos, claramente determinados, que
considerem as funções de todos os setores do órgão/entidade.
segregação de funções - a estrutura das unidades/entidades deve prever a
separação entre as funções de autorização/aprovação de operações, execução,
controle e contabilização, de tal forma que nenhuma pessoa detenha
competências e atribuições em desacordo com este princípio;
instruções devidamente formalizadas - para atingir um grau de segurança
adequado é indispensável que as ações, procedimentos e instruções sejam
disciplinados e formalizados através de instrumentos eficazes e específicos;
ou seja, claros e objetivos e emitidos por autoridade competente;
controles sobre as transações - é imprescindível estabelecer o
acompanhamento dos fatos contábeis, financeiros e operacionais,
objetivando que sejam efetuados mediante atos legítimos, relacionados com
a finalidade da unidade/entidade e autorizados por quem de direito; e
aderência a diretrizes e normas legais - o controle interno administrativo
deve assegurar observância às diretrizes, planos, normas, leis, regulamentos
e procedimentos administrativos, e que os atos e fatos de gestão sejam
efetuados mediante atos legítimos, relacionados com a finalidade da
unidade/entidade.
Independentemente da época da comunicação por escrito de deficiências
significativas, o auditor pode comunicá-las verbalmente em primeira instância à
administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança para
auxiliá-los a tomar tempestivamente as medidas corretivas para minimizar os
riscos de distorção relevante. Contudo, isso não isenta o auditor da responsabilidade
de comunicar as deficiências significativas por escrito, conforme requerido por esta
Norma.
Segundo a NBC TA 265, os INDICADORES DE DEFICIÊNCIA SIGNIFICATIVA
do controle interno incluem, por exemplo:
1. evidência de aspectos ineficazes do ambiente de controle;
2. ausência de processo de avaliação de risco na entidade em que a existência
desse processo seria normalmente esperada;
3. evidência de processo de avaliação de risco ineficaz, tais como falha da
administração para identificar risco de distorção relevante que o auditor
esperaria que o processo de avaliação de risco tivesse identificado;
4. evidência de resposta ineficaz a riscos significativos identificados;
5. distorção detectada pelos procedimentos do auditor que não foi prevenida
ou detectada e corrigida, pelo controle interno da entidade;
6. reapresentação de DC’s emitidas anteriormente para refletir a correção de
distorção relevante devido a erro ou a fraude;
7. evidência da incapacidade da administração de supervisionar a elaboração das
demonstrações contábeis.

OS INDICADORES DE DEFICIÊNCIA (NÃO) SIGNIFICATIVA DO


CONTROLE INTERNO: OU SEJA, o auditor não tem responsabilidade de
comunicar:
o a probabilidade das deficiências levarem a distorção relevante nas
demonstrações contábeis no futuro;
o a susceptibilidade à perda ou à fraude do respectivo ativo ou passivo;
o a subjetividade e a complexidade da determinação de valores
estimados, como estimativas contábeis a valor de mercado;
o os valores das demonstrações contábeis expostos às deficiências;
o o volume de atividade que ocorreu ou poderia ocorrer nos saldos
contábeis ou na classe de transações expostas à deficiência ou às
deficiências;
o a importância dos controles para o processo de elaboração de
demonstrações contábeis;
o a causa e a frequência das exceções detectadas em decorrência das
deficiências de controle;
o a interação da deficiência com outras deficiências do controle interno.

ESTRUTURA
 AMBIENTE DE CONTROLE  deve demonstrar o grau de
comprometimento em todos os níveis da administração com a qualidade do
controle interno em seu conjunto.
 MAPEAMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCOS
o mapeamento  é a identificação dos eventos ou das condições que
podem afetar a qualidade da informação contábil.
o Avaliação de riscos  corresponde à análise da relevância dos riscos
identificados, incluindo:
 a avaliação da probabilidade de sua ocorrência;
 a forma como serão gerenciados;
 a definição das ações a serem implementadas para prevenir a
sua ocorrência ou minimizar seu potencial; e
 a resposta ao risco, indicando a decisão gerencial para mitigar os
riscos, a partir de uma abordagem geral e estratégica,
considerando as hipóteses de eliminação, redução, aceitação ou
compartilhamento.

 PROCEDIMENTOS DE CONTROLE  são medidas e ações estabelecidas


para prevenir ou detectar os riscos inerentes ou potenciais à tempestividade, à
fidedignidade e à precisão da informação contábil, classificando-se em:
 procedimentos de prevenção - medidas que antecedem o
processamento de um ato ou um fato, para prevenir a ocorrência
de omissões, inadequações e intempestividade da informação
contábil;
 procedimentos de detecção - medidas que visem à identificação,
concomitante ou a posteriori, de erros, omissões, inadequações e
intempestividade da informação contábil.

 INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO  da entidade do setor público deve


identificar, armazenar e comunicar toda informação relevante, na forma e no
período determinados, a fim de permitir a realização dos procedimentos
estabelecidos e outras responsabilidades, orientar a tomada de decisão, permitir
o monitoramento de ações e contribuir para a realização de todos os objetivos de
controle interno.

 MONITORAMENTO  compreende o acompanhamento dos pressupostos


do controle interno, visando assegurar a sua adequação aos objetivos, ao
ambiente, aos recursos e aos riscos.

COMPONENTES do controle interno:

 Comunicação, integridade e valores éticos. A efetividade dos controles não pode


estar acima da integridade e dos valores éticos das pessoas que os criam,
administram e monitoram. A integridade e a conduta ética são o produto dos
padrões éticos e da conduta da entidade, como são comunicados e reforçados na
prática.
 Compromisso com a competência. Competência é o conhecimento e as
habilidades necessárias para a realização de tarefas que definem o trabalho do
indivíduo.
 Participação dos responsáveis pela governança. A importância da
responsabilidade dos responsáveis pela governança é reconhecida em códigos de
prática e outras leis e regulamentos ou orientação produzida em benefício dos
responsáveis pela governança.
 Filosofia e estilo operacional da administração. Por exemplo, as posturas e as
ações da administração para com as DC’s podem manifestar-se por meio da seleção
conservadora ou agressiva de princípios contábeis alternativos, ou consciência e
conservadorismo com os quais são elaboradas as estimativas contábeis.
 Estrutura organizacional. Estabelecer uma estrutura organizacional pertinente
inclui a consideração de áreas-chave de autoridade e responsabilidade e linhas de
reporte apropriadas. A adequação da estrutura organizacional da entidade depende,
em parte, do seu tamanho e da natureza de suas atividades.
 Atribuição de autoridade e responsabilidade. A atribuição de autoridade e
responsabilidade pode incluir políticas relacionadas com práticas de negócio
apropriadas, conhecimento e experiência do pessoal-chave, assim como recursos
fornecidos para a execução desses objetivos.
 Políticas e práticas de recursos humanos. As políticas e práticas de recursos
humanos muitas vezes demonstram assuntos importantes em relação à consciência
de controle da entidade.

O nível de detalhes de deficiências significativas a ser comunicado é uma questão de


julgamento profissional do auditor nas circunstâncias. Os fatores que o auditor pode
considerar ao determinar um nível de detalhe apropriado para a comunicação incluem,
por exemplo:
 a natureza da entidade.
 o porte e a complexidade da entidade.
 a natureza das deficiências significativas que o auditor identificou;
 a composição da governança da entidade;
 requisitos legais ou regulatórios relativos à comunicação de tipos específicos de
deficiência de controle interno.

Estimativas Contábeis e Procedimentos de auditoria em áreas


específicas
Representação Formal

Segundo a NBC TA 580(R1), representação formal é uma declaração escrita pela


administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar
outra evidência de auditoria. Representações formais, neste contexto, não incluem as
DC’s, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios”. Atualmente a
carta de responsabilidade é designada por representações formais. As representações
formais são evidências, então elas devem conter diversas informações ou elementos
básicos com as declarações de responsabilidade pelas informações prestadas pela
administração.

ELEMENTOS BÁSICOS DA CARTA COM AS DECLARAÇÕES DE


RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO

A Carta de Responsabilidade da Administração com as suas declarações deve ser


endereçada aos auditores independentes e deve conter, no mínimo, as
seguintes informações específicas, sempre que, a juízo destes, essas informações sejam
significativas para formar opinião sobre as DC’s que estão auditando, a saber:

a) fazer referência às DC’s cobertas pelo parecer de auditoria, incluindo seus principais
valores (ativo total, passivos, patrimônio líquido, lucro líquido ou outros julgados
importantes para a identificação);
b) mencionar que a administração está ciente de sua responsabilidade pela adequada
preparação e apresentação das Demonstrações Contábeis de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil (ou outro conjunto de normas que seja aplicável),
divulgando as principais bases de avaliação dos ativos e dos passivos e de
reconhecimento de receitas e despesas;
c) mencionar que a administração cumpriu com as normas e os regulamentos a que a
entidade está sujeita;
d) mencionar que o sistema contábil e de controle interno adotado pela entidade
auditada é de responsabilidade da administração e adequado ao seu tipo de
atividade e volume de transações;
e) confirmar que todas as transações efetuadas no período coberto pelas Demonstrações
Contábeis foram devidamente registradas nos livros contábeis;
f) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas sob responsabilidade da
administração, com base em dados consistentes e que os riscos e incertezas existentes
foram divulgados nas Demonstrações Contábeis;
g) confirmar que não existem contingências ambientais, fiscais, trabalhistas,
previdenciárias ou de outras naturezas que possam afetar, substancialmente, a
situação patrimonial e financeira da entidade auditada além daquelas que foram
divulgadas nas Demonstrações Contábeis;
h) confirmar a relação de todos os consultores jurídicos externos que representaram ou
patrocinaram causas envolvendo a entidade auditada até a data da carta;
i) confirmar que não existe nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade
normal das atividades da entidade;
j) confirmar que todos os livros contábeis e os registros auxiliares, inclusive atas de
reuniões de acionistas ou sócios, diretores ou conselheiros e outros documentos
comprobatórios, foram colocados à disposição dos auditores, e que não existem outros
além daqueles disponibilizados. Quanto mais específica for a carta melhor será a sua
utilidade. Portanto, o auditor independente deve considerar a hipótese de serem listados
as atas e os outros documentos que a seu julgamento sejam importantes;
k) confirmar que a administração tem responsabilidade em manter controles que
permitam identificar os saldos e as transações com partes relacionadas, e que as
Demonstrações Contábeis incluem todas as divulgações requeridas para essas
transações;
l) confirmar que:
l.1) a entidade auditada é proprietária dos ativos apresentados nas
Demonstrações Contábeis;
l.2) não existem quaisquer outros ativos que não tenham sido apresentados
nessas demonstrações;
l.3) a administração tem responsabilidade em manter controles que permitam
identificar os compromissos de compra e venda, os acordos para a recompra de
ativos anteriormente vendidos ou a revenda de ativos anteriormente comprados;
l.4) as garantias prestadas a terceiros, os ônus ou outros gravames existentes
sobre os ativos foram, adequadamente, divulgados;
l.5) as transações envolvendo instrumentos financeiros derivativos que possam
não estar registrados em contas patrimoniais foram, adequadamente, divulgadas
nas Demonstrações Contábeis;
m) confirmar que não existem planos ou intenções que possam afetar, substancialmente
o valor ou a classificação de ativos ou passivos constantes das Demonstrações
Contábeis;
n) confirmar que não existem irregularidades, envolvendo a administração ou os
empregados, que possam ter efeito significativo sobre as Demonstrações Contábeis;
o) confirmar que a administração está ciente de sua responsabilidade quanto à
elaboração e à implementação de controles para prevenir e detectar fraudes, e que não
tem conhecimento de qualquer fraude ou suspeita de fraude que pudesse ter efeito
significativo nas Demonstrações Contábeis;
p) confirmar que não são de conhecimento da administração quaisquer questões
pendentes perante os órgãos reguladores e fiscalizadores que pudessem ter efeito
significativo sobre as Demonstrações Contábeis;
q) confirmar que os seguros efetuados foram contratados de acordo com as necessidades
operacionais da entidade auditada;
r) confirmar que não são conhecidos conflitos de interesse envolvendo a administração
ou os seus empregados graduados;
s) confirmar que a administração não tem conhecimento de eventos ou circunstâncias
ocorridos ou esperados que levem a crer que os ativos, em particular o ativo
imobilizado, possam estar apresentados nas Demonstrações Contábeis por valores
superiores ao seu valor de recuperação;
t) declarar que as eventuais distorções contábeis (ajustes) não- reconhecidas nas
Demonstrações Contábeis são irrelevantes, tanto individualmente quanto em agregado,
em relação à essas Demonstrações Contábeis tomadas em conjunto (a própria carta ou
seu anexo, devidamente rubricado pela administração, deve listar tais distorções);
u) confirmar que a administração é responsável pela destinação do lucro de acordo com
o estatuto social ou seu instrumento legal e pela observância da legislação societária que
trata do assunto e que foi dado cumprimento ao estabelecido;
v) informar os planos de pensão formais ou não-formais, detalhando os compromissos
assumidos pela entidade auditada;
x) confirmar que não existe qualquer evento subseqüente que pudesse afetar de forma
significativa a posição patrimonial e financeira ou o resultado do período coberto pelas
Demonstrações Contábeis.

Eventos Subsequentes
EVENTO SUBSEQUENTE ao período contábil a que se referem as DC’s que
originam ajustes.

Após a divulgação das DC’s, o auditor independente não tem obrigação de executar
nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto,
se o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do
relatório, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, ele DEVERÁ adotar algumas
providências, conforme consta na NBC TA 560:
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os
responsáveis pela governança;
(b) determinar se as DC’s precisam ser alteradas e, caso afirmativo;
(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas DC’s.

Caso a administração ALTERE as demonstrações contábeis, o auditor independente


deve:
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações;
(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que
receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor
independente sejam informados da situação;
(c) se a legislação não permitir à administração restringir a alteração das demonstrações
contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes:
(i) estender os procedimentos de auditoria até a data do novo relatório e datá-
lo com data posterior à data de aprovação das demonstrações contábeis
reapresentadas; e
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações
contábeis reapresentadas;
(d) Se a legislação permitir a hipótese do item c acima, alterar seu relatório, inserindo
nova data.

8.A entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações


contábeis para que reflitam os eventos subsequentes que evidenciem condições que
já existiam na data final do período contábil a que se referem as demonstrações
contábeis.

9. A seguir são apresentados EXEMPLOS de eventos subsequentes ao período


contábil a que se referem as demonstrações contábeis que exigem que a entidade ajuste
os valores reconhecidos em suas demonstrações ou reconheça itens que não tenham sido
previamente reconhecidos:

(a) decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a


que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que a entidade já tinha a
obrigação presente ao final daquele período contábil. A entidade deve ajustar
qualquer provisão relacionada ao processo anteriormente reconhecida de acordo
com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes ou
registrar nova provisão.
(b) obtenção de informação após o período contábil a que se referem as
demonstrações contábeis, indicando que um ativo estava desvalorizado ao final
daquele período contábil ou que o montante da perda por desvalorização
previamente reconhecida em relação àquele ativo precisa ser ajustada. Por
exemplo:
(i) falência de cliente, ocorrida após o período contábil a que se referem as
demonstrações contábeis, normalmente confirma que houve perda por redução
ao valor recuperável no crédito no final do período de relatório; e
(ii) venda de estoque após o período contábil a que se referem as
demonstrações contábeis pode proporcionar evidência sobre o valor de
realização líquido desses estoques ao final daquele período;
(c) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações
contábeis, do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos em troca
de ativos vendidos antes do final daquele período;
(d) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações
contábeis, do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente
às gratificações, no caso de a entidade ter, ao final do período a que se referem as
demonstrações, uma obrigação presente legal ou construtiva de fazer tais
pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data.
(e) descoberta de fraude ou erros que mostram que as demonstrações contábeis
estavam incorretas.

11. Um exemplo de evento subsequente ao período contábil a que se referem as


demonstrações contábeis que não origina ajustes é o declínio do valor justo de
investimentos ocorrido no período compreendido entre o final do período contábil
a que se referem as demonstrações e a data de autorização de emissão dessas
demonstrações.

NBC TA 540 (R2) – Estimativas Contábeis

Recentemente, a norma que trata das Estimativas Contábeis (NBC TA 540) foi
revisada, ganhando a designação “R2”. Essa versão, vigente a partir de 01/01/2020, é
bastante diferente da anterior.

NBC TA 540(R2) – Auditoria de Estimativas Contábeis trata da responsabilidade


do auditor independente em relação a estimativas contábeis e divulgações
relacionadas.

Definições
• Estimativa contábil – Valor monetário para o qual a mensuração, de acordo
com os requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável, está sujeita à
incerteza da estimativa.
• Incerteza da estimativa – Susceptibilidade à falta inerente de precisão na
mensuração.
• Estimativa pontual da administração – Valor selecionado pela administração
para o reconhecimento ou a divulgação nas DC’s da estimativa contábil.
• Estimativa pontual ou intervalo do auditor – Valor, ou intervalo de valores,
respectivamente, desenvolvido pelo auditor para avaliar a estimativa pontual da
administração.
• Tendenciosidade da administração – Falta de neutralidade da administração
na elaboração das informações.
• Resultado de estimativa contábil – Valor monetário corrente resultante da
resolução da transação, evento ou condição de que trata a estimativa contábil.

Obtenção da evidência de auditoria de eventos ocorridos até a data do relatório do


auditor  quando os procedimentos adicionais de auditoria incluírem a obtenção de
evidência de auditoria dos eventos ocorridos até a data do relatório do auditor, o
auditor deve AVALIAR se essa evidência de auditoria é apropriada e suficiente
para tratar dos riscos de distorção relevante relacionados com a estimativa
contábil, levando-se em consideração que as mudanças nas circunstâncias e outras
condições relevantes entre o evento e a data de mensuração podem afetar a
relevância dessa evidência de auditoria no contexto da estrutura de relatório
financeiro aplicável.

Ao testar como a administração elaborou a estimativa contábil, os procedimentos


adicionais de auditoria devem incluir procedimentos planejados e realizados para
obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação aos riscos de
distorção relevante referentes:
(a) à seleção e à aplicação dos métodos, das premissas significativas e dos
dados usados pela administração na elaboração da estimativa contábil; e
(b) a como a administração selecionou a estimativa pontual e elaborou as
divulgações relacionadas sobre a incerteza da estimativa.

Métodos  os procedimentos adicionais de auditoria devem abordar:

(a) se o método selecionado é apropriado no contexto da estrutura de relatório


financeiro aplicável e se as alterações no método utilizado em períodos anteriores
são apropriadas, quando aplicável;
(b) se os julgamentos exercidos na seleção do método geram indicadores de possível
tendenciosidade da administração;
(c) se os cálculos são aplicados de acordo com o método e são matematicamente
exatos;
(d) quando a aplicação do método pela administração envolve uma modelagem
complexa, se os julgamentos foram aplicados de maneira consistente e se, quando
aplicável:
(i) o desenho do modelo atende ao objetivo de mensuração da estrutura de
relatório financeiro aplicável, é apropriado nas circunstâncias e, se aplicável, as
mudanças no modelo do período anterior são apropriadas nas circunstâncias;
(ii) os ajustes no resultado do modelo são consistentes com o objetivo de
mensuração da estrutura de relatório financeiro aplicável e são apropriados nas
circunstâncias;
(e) se a integridade das premissas significativas e dos dados foi mantida na
aplicação do método.

Premissas significativas os procedimentos adicionais de auditoria devem abordar:

(a) se as premissas significativas são apropriadas no contexto da estrutura de relatório


financeiro aplicável e, se aplicável, se as alterações em relação aos períodos anteriores
são apropriadas;
(b) se os julgamentos exercidos na seleção das premissas significativas geram
indicadores de possível tendenciosidade da administração;
(c) se as premissas significativas são consistentes entre si e com aquelas utilizadas em
outras estimativas contábeis ou com premissas relacionadas utilizadas em outras áreas
das atividades comerciais da entidade com base no conhecimento do auditor obtido na
auditoria;
(d) quando aplicável, se a administração tem a intenção de conduzir ações específicas e
tem a capacidade de fazê-las.

Divulgações relacionadas com estimativas contábeis

O auditor deve planejar e realizar procedimentos adicionais de auditoria para obter


evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação aos riscos avaliados de
distorção relevante no nível de afirmações para outras divulgações relacionadas
com estimativa contábil, que não aquelas relacionadas com a incerteza da
estimativa.

Indicadores de possível tendenciosidade da administração

32. O auditor deve avaliar se os julgamentos exercidos pela administração e as


decisões por ela tomadas na elaboração de estimativas contábeis incluídas nas
demonstrações contábeis, mesmo que elas sejam individualmente razoáveis, são
indicadores de possível tendenciosidade da administração. Quando são identificados
indicadores de possível tendenciosidade da administração, o auditor deve avaliar as
implicações para a auditoria. Quando há intenção de enganar, a tendenciosidade da
administração é fraudulenta por natureza.

A133. A tendenciosidade da administração pode ser difícil de ser detectada no


nível de contas e pode ser identificada pelo auditor somente quando ele considera
grupos de estimativas contábeis, todas as estimativas contábeis em conjunto, ou
quando é observada ao longo de diversos períodos contábeis.
Exemplos de indicadores de possível tendenciosidade da administração com relação a
estimativas contábeis incluem:
• Mudanças na estimativa contábil, ou no método para sua de elaboração,
quando a administração tiver feito uma avaliação subjetiva de que houve
mudança nas circunstâncias;
• Seleção ou desenvolvimento de premissas significativas ou de dados que
produzem estimativa pontual favorável para os objetivos da administração;
• Seleção de estimativa pontual que pode indicar um padrão de otimismo ou
pessimismo.

Quando esses indicadores são identificados, pode haver risco de distorção relevante
tanto no nível de afirmações quanto no nível das demonstrações contábeis. Indicadores
de possível tendenciosidade da administração por si só não constituem distorções para
fins de obtenção de conclusões sobre a razoabilidade de estimativas contábeis
individuais. Entretanto, em alguns casos, a evidência de auditoria pode apontar para
uma distorção em vez de simplesmente um indicador de tendenciosidade da
administração.

Representações formais

O auditor deve solicitar representações formais da e, quando apropriado, dos


responsáveis pela governança sobre se os métodos, as premissas significativas e os
dados utilizados na elaboração das estimativas contábeis e divulgações
relacionadas são apropriados para se alcançar reconhecimento, mensuração ou
divulgação que esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. O
auditor deve também considerar a necessidade de obter representações sobre estimativas
contábeis específicas, incluindo com relação a métodos, premissas ou dados utilizados.

Comunicação com os responsáveis pela governança, administração ou outras


partes relevantes

Ao aplicar a NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança, item


16(a) e a NBC TA 265, o auditor é requerido a comunicar aos responsáveis pela
governança ou à administração determinados assuntos, incluindo aspectos
qualitativos significativos das práticas contábeis da entidade e as deficiências
significativas nos controles internos, respectivamente. Ao fazê-la, o auditor deve
considerar os assuntos, se houver, a serem comunicados com relação às estimativas
contábeis e levar em consideração se os motivos apresentados para os riscos de
distorção relevante se referem à incerteza da estimativa ou aos efeitos da complexidade,
subjetividade ou de outros fatores de risco inerente na elaboração das
estimativas contábeis e divulgações relacionadas. Adicionalmente, em determinadas
circunstâncias, o auditor é requerido por força de lei ou de regulamento a comunicar
certos assuntos a outras partes relevantes, como, por exemplo, órgãos reguladores ou
supervisores prudenciais.

Exemplos de estimativas contábeis


• Obsolescência dos estoques;
• Depreciação do imobilizado;
• Avaliação dos ativos de infraestrutura;
• Avaliação dos instrumentos financeiros;
• Resultado de litígio pendente;
• Provisão para perdas de crédito esperadas;
• Avaliação de passivo de contrato de seguro;
• Obrigações de garantia;
• Passivo de benefícios de aposentadoria de empregados;
• Pagamentos baseados em ações;
• Valor justo de ativos ou passivos adquiridos na combinação de negócios,
incluindo a determinação de ágio e ativos intangíveis;
• Perda por desvalorização de ativos não circulantes ou grupo de ativos
mantidos para a venda;
• Trocas não monetárias de ativos ou passivos entre partes independentes;
• Receitas reconhecidas para contratos de longo prazo.

Métodos
A2. Método é uma técnica de mensuração usada pela administração para elaborar
estimativa contábil de acordo com a base de mensuração requerida. Por exemplo, o
método reconhecido usado para elaborar estimativas contábeis relacionadas com
transações de pagamentos baseados em ações é o de determinar o preço de opção de
compra teórico utilizando a fórmula BlackScholes de precificação de opções.
O método é aplicado utilizando uma ferramenta ou processo computacional, às vezes
tratado como modelo, e envolve a aplicação de premissas e dados e leva em
consideração um conjunto de relações entre eles.

Premissas e dados

A3. As premissas envolvem julgamentos baseados em informações disponíveis sobre


assuntos, como a escolha da taxa de juros, da taxa de desconto, ou de julgamentos sobre
as condições ou eventos futuros. A premissa pode ser selecionada pela administração a
partir de um leque de alternativas apropriadas. As premissas que podem ser feitas ou
identificadas por especialista da administração se tornam as premissas da administração
quando elas são utilizadas pela administração na elaboração da estimativa contábil.
A4. Para fins desta Norma, dados são informações que podem ser obtidas por meio da
observação direta ou de parte externa à entidade. As informações obtidas mediante a
aplicação de técnicas analíticas ou interpretativas aos dados são tratadas como dados
derivados quando essas técnicas têm base teórica bem estabelecida e, portanto,
requerem menos julgamento da administração.

A5. Exemplos de dados incluem:


• Preços acordados em transações de mercado;
• Horários de funcionamento ou quantidades de produção de máquina;
• Preços históricos ou outros termos incluídos em contratos, como, por exemplo,
taxa de juros contratada, cronograma de pagamento e prazo incluído em contrato
de mútuo;
• Informações prospectivas, como, por exemplo, projeções econômicas ou de
lucro obtidas de fonte de informações externa; ou
• Taxa de juros futura determinada utilizando técnicas de interpolação de taxas
de juros a termo (dados derivados).

A6. Os dados podem vir de ampla gama de fontes. Por exemplo, os dados podem ser:
• Gerados dentro da organização ou fora dela;
• Obtidos a partir de sistema que está nos livros razão geral ou auxiliar ou fora
deles;
• observáveis em contratos; ou
• Observáveis em pronunciamentos legislativos ou regulatórios.

NBC TA 450(R1) – Distorções Identificadas

NBC TA 450(R1) – Avaliação das Distorções Identificadas durante a Auditoria trata da


responsabilidade do auditor independente em avaliar o efeito de distorções identificadas
na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, nas demonstrações contábeis.

Distorção é a diferença entre o valor divulgado, classificação, apresentação ou


divulgação de um item nas demonstrações contábeis e o valor, classificação,
apresentação ou divulgação que é requerido para que o item esteja de acordo com a
estrutura de relatório financeiro aplicável. A distorção pode ser decorrente de fraude ou
erro.
Distorções não corrigidas são as distorções que o auditor detectou durante a auditoria e
que não foram corrigidas.

O auditor deve determinar se as distorções não corrigidas são


relevantes, individualmente ou em conjunto. Ao fazer essa determinação, o auditor
deve considerar:
(a) a magnitude e a natureza das distorções, tanto em relação a classes
específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação quanto às
demonstrações contábeis como um todo, e as circunstâncias específicas de sua
ocorrência.
(b) o efeito de distorções não corrigidas relacionadas a períodos anteriores
sobre as classes relevantes de transações, saldos contábeis ou divulgação, e sobre
as demonstrações contábeis como um todo.

O auditor deve solicitar representação formal da administração e, quando


apropriado, dos responsáveis pela governança, sobre se acreditam que os efeitos de
distorções não corrigidas são não relevantes, individualmente e em conjunto, para
as demonstrações contábeis como um todo. O resumo desses itens deve estar incluído
na representação formal ou anexo a ela.
 Distorção factual é aquela que não deixa dúvida.
 Distorções de julgamento são aquelas decorrentes de julgamento da
administração, incluindo aquelas relacionadas a reconhecimento, mensuração,
apresentação e divulgação nas demonstrações contábeis (inclusive a seleção ou
aplicação de políticas contábeis que o auditor considera não razoáveis ou
inadequadas.
 Distorção projetada é a melhor estimativa do auditor de distorções em
populações, envolvendo a projeção de distorções identificadas em amostras de
auditoria para populações inteiras de onde foram extraídas as amostras

O auditor DEVE:
 comunicar aos responsáveis pela governança o efeito de distorções não
corrigidas relacionadas a períodos anteriores sobre as classes relevantes de
transações, saldos contábeis ou divulgação, e sobre as demonstrações contábeis
como um todo;
 deve comunicar tempestivamente ao nível apropriado da administração
todas as distorções detectadas durante a auditoria, a menos que seja proibido
por lei ou regulamento.
 requerer que a administração corrija essas distorções
 planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados de
distorção relevante no nível das DC’s.
 preparar respostas gerais para tratar dos riscos que podem advir de distorções
relevantes constatadas na auditagem de demonstrações contábeis. Esse
procedimento contribuirá para que o auditor defina e execute procedimentos
apropriados, como testes e investigações, com o objetivo de obter evidências de
auditoria. Exemplos de Respostas Gerais:
1. executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em
data intermediária.
2. modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência
de auditoria mais persuasiva.
3. efetuar alterações gerais na natureza, época ou extensão dos
procedimentos de auditoria.

NBC TA 330(R1) – Resposta do auditor aos riscos avaliados

Trata da responsabilidade do auditor ao planejar e implementar respostas aos riscos de


distorção relevante, identificados e avaliados pelo auditor de acordo com a NBC TA
315 na auditoria de demonstrações contábeis. A NBC TA 330 apresenta os importantes
conceitos de procedimento substantivo e teste de controle, duas das principais
categorias em que se dividem os procedimentos de auditoria.
O auditor deve planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados
de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis.
Risco de distorção relevante é o risco de que as DC’s contenham distorção relevante
antes da auditoria. Ele pode existir em dois níveis:
• no nível geral da demonstração contábil;
• no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e
divulgações.

Procedimentos de auditoria em resposta aos riscos avaliados de distorção relevante


no nível de afirmações
O auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria, cuja
natureza, época e extensão se baseiam e respondem aos riscos avaliados de distorção
relevante no nível de afirmações.
Ao planejar procedimentos adicionais de auditoria a serem realizados, o auditor
DEVE:
(a) considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção relevante no
nível de afirmações para cada classe de transações, saldo de contas e divulgações,
incluindo:
(i) a probabilidade de distorção relevante devido às características particulares da
classe de transações, saldo de contas ou divulgação relevantes (isto é, o risco
inerente); e
(ii) se a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes (isto é, o
risco de controle), exigindo assim que o auditor obtenha evidência de auditoria
para determinar se os controles estão operando eficazmente (isto é, o auditor
pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a
natureza, época e extensão dos procedimentos substantivos);
(b) obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a avaliação de risco
do auditor.

Testes de controle
O auditor deve planejar e realizar testes de controle para obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente quanto à efetividade operacional dos controles relevantes se:
(a) a avaliação de riscos de distorção relevante no nível das afirmações pelo auditor
inclui a expectativa de que os controles estão operando efetivamente (isto é, o auditor
pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza,
época e extensão dos procedimentos substantivos); ou
(b) os procedimentos substantivos isoladamente não fornecem evidência de auditoria
apropriada e suficiente no nível de afirmações. Ao planejar e executar os testes de
controle, o auditor deve obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for
a sua confiança na efetividade do controle.

Natureza e extensão dos testes de controle


Ao planejar e executar os testes de controle, o auditor deve:
(a) executar outros procedimentos de auditoria juntamente com indagação para obter
evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles, incluindo:
(i) o modo como os controles foram aplicados ao longo do período.
(ii) a consistência como eles foram aplicados;
(iii) por quem ou por quais meios eles foram aplicados;
(b) determinar se os controles a serem testados dependem de outros controles (controles
indiretos) e, caso afirmativo, se é necessário obter evidência de auditoria que suporte a
operação efetiva desses controles indiretos.

Uso da evidência de auditoria obtida durante um período intermediário

Se o auditor obtém evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles


durante período intermediário, o auditor deve:
(a) obter evidência de auditoria das alterações significativas nesses controles após o
período intermediário;
(b) determinar a evidência de auditoria adicional a ser obtida para o período
remanescente.

Uso da evidência de auditoria obtida em auditoria anterior


Para determinar se é apropriado usar evidência de auditoria da efetividade operacional
dos controles obtida em auditorias anteriores e, caso afirmativo, a duração do período
que pode decorrer antes de testar novamente o controle, o auditor deve considerar o
seguinte:
(a) a efetividade dos outros elementos de controle interno, incluindo o ambiente de
controle, os controles de monitoramento da entidade e o seu processo de avaliação de
risco;
(b) os riscos decorrentes das características do controle, incluindo se ele é manual ou
automatizado;
(c) a efetividade dos controles gerais de Tecnologia da Informação (TI);
(d) a efetividade do controle e sua aplicação pela entidade, incluindo a natureza e
extensão de desvios na aplicação do controle observados nas auditorias anteriores e se
houve mudanças de pessoal que afetaram de forma significativa a aplicação do controle;
(e) se a falta de alteração em um controle em particular oferece risco devido às
mudanças de circunstâncias;
(f) os riscos de distorção relevante e a extensão da confiança no controle.

Se o auditor planeja usar a evidência de auditoria da auditoria anterior a respeito da


efetividade operacional de controles específicos, o auditor deve estabelecer se essa
evidência continua relevante mediante a obtenção de evidência de auditoria quanto a
ocorrência ou não de alterações significativas nesses controles após a auditoria anterior.
O auditor deve obter essa evidência mediante indagação, juntamente com observação ou
inspeção, para confirmar o entendimento desses controles específicos, e:
(a) se houve alterações (nos controles) que afetam a continuidade da relevância da
evidência de auditoria de um trabalho anterior, o auditor deve testar os controles na
auditoria corrente;
(b) se não houve essas alterações, o auditor deve testar os controles pelo menos uma vez
a cada três auditorias e deve testar alguns desses controles em todas as auditorias a fim
de evitar a possibilidade de testar todos os controles nos quais o auditor pretende confiar
em um único período de auditoria e não testar os controles nos dois períodos de
auditoria subsequentes.

Controle sobre risco significativo


Se o auditor planeja confiar em controles sobre um risco determinado como
significativo, o auditor deve testar esses controles no período corrente.

Avaliação da efetividade operacional dos controles


Ao avaliar a efetividade operacional dos controles relevantes, o auditor deve avaliar se
as distorções que foram detectadas pelos procedimentos substantivos indicam que os
controles não estão operando efetivamente. A ausência de detecção de distorções por
procedimentos substantivos, entretanto, não fornece evidência de auditoria de que
os controles relacionados com a afirmação que está sendo testada são efetivos.
Quando são detectados desvios de controles nos quais o auditor pretende confiar, o
auditor deve fazer indagações específicas para entender esses assuntos e suas
potenciais consequências e deve determinar se:
(a) os testes de controle executados fornecem uma base apropriada para se confiar nos
controles;
(b) são necessários testes adicionais de controle; ou
(c) os riscos potenciais de distorção precisam ser tratados usando procedimentos
substantivos.
Procedimento substantivo
Independentemente dos riscos identificados de distorção relevante, o auditor deve
planejar e executar procedimentos substantivos para cada classe de transações, saldo de
contas e divulgações significativas.
O auditor deve considerar se procedimentos de confirmação externa devem ser
executados como procedimentos substantivos.

Procedimento substantivo relacionado com o processo de encerramento das


demonstrações contábeis
Os procedimentos substantivos do auditor devem incluir os seguintes procedimentos de
auditoria relacionados com o processo de encerramento das demonstrações contábeis:
(a) confrontar ou conciliar as demonstrações contábeis com os registros contábeis que as
suportam;
(a) confrontar ou conciliar as informações nas demonstrações contábeis com os registros
contábeis que as suportam, incluindo confrontar ou conciliar as informações nas
divulgações, independentemente dessas informações terem sido obtidas dentro ou fora
do razão geral e dos razões auxiliares;
(b) examinar lançamentos relevantes de diário e outros ajustes efetuados durante a
elaboração das demonstrações contábeis.
Procedimento substantivo em resposta aos riscos significativos
Se o auditor determinar que um risco identificado de distorção relevante no nível de
afirmações é significativo, o auditor deve executar procedimentos substantivos que
respondem especificamente a esse risco. Quando a abordagem a um risco significativo
consiste somente em procedimentos substantivos, esses procedimentos devem incluir
testes de detalhes.

Época dos procedimentos substantivos


Se os procedimentos substantivos forem executados em data intermediária, o auditor
deve cobrir o período remanescente mediante a execução de:
(a) procedimentos substantivos, combinados com testes de controle para o
período desde a data intermediária até o encerramento; ou
(b) se o auditor determinar que é suficiente, apenas procedimentos substantivos
adicionais, que forneçam base razoável para estender as conclusões de auditoria
da data intermediária até o final do período.

Se forem detectadas distorções que o auditor não esperava na avaliação de riscos de


distorção relevante em data intermediária, o auditor deve avaliar se a respectiva
avaliação de risco e a natureza, época e extensão planejadas dos procedimentos
substantivos que cobrem o período remanescente precisam ser modificadas.
Avaliação da suficiência e adequação da evidência de auditoria
Com base nos procedimentos de auditoria executados e na evidência de auditoria obtida,
o auditor deve avaliar, antes da conclusão da auditoria, se as avaliações de riscos de
distorção relevante no nível de afirmações continuam apropriadas.
O auditor deve concluir se foi obtida evidência de auditoria apropriada e suficiente. Para
formar uma opinião, o auditor deve considerar todas as evidências de auditoria
relevantes, independentemente do fato dela parecer corroborar ou contradizer as
afirmações nas demonstrações contábeis.
Se o auditor não obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto a uma
afirmação relevante nas demonstrações contábeis, o auditor deve tentar obter evidência
adicional de auditoria. Se o auditor não conseguir obter evidência apropriada e
suficiente, o auditor deve expressar opinião com ressalva ou abster-se de opinar
sobre as demonstrações contábeis.

Documentação
O auditor deve incluir na documentação de auditoria:
(a) as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no
nível das demonstrações contábeis e a natureza, época e extensão dos
procedimentos adicionais de auditoria executados;
(b) o relacionamento desses procedimentos com os riscos avaliados no nível de
afirmações; e
(c) os resultados dos procedimentos de auditoria, incluindo as conclusões nos
casos em que eles não estiverem de outra forma claros.
Se o auditor planeja usar evidência de auditoria a respeito da efetividade operacional
dos controles obtida em auditorias anteriores, o auditor deve incluir na documentação de
auditoria as conclusões alcançadas sobre a confiança naqueles controles testados na
auditoria anterior.
A documentação do auditor deve demonstrar que as informações nas demonstrações
contábeis estão de acordo ou foram conciliadas com os registros contábeis que as
suportam, incluindo confrontar ou conciliar as informações nas divulgações,
independentemente dessas informações terem sido obtidas dentro ou fora do razão geral
e dos razões auxiliares.

NBC TA 501  Aspectos da conta ESTOQUE do ativo

Segundo essa norma, o objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e


suficiente com relação a:
 existência e condições do estoque;
 totalidade dos litígios e reclamações envolvendo a entidade; e
 apresentação e divulgação de informações por segmentos em conformidade
com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

ATITUDES A SEREM TOMADAS PELO AUDITOR QUANTO AOS


ASPECTOS ESPECÍFICOS DOS ESTOQUES

Primeira situação: Se o estoque for relevante para as demonstrações contábeis.


Atitude: o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com
relação à existência e as condições do estoque mediante:
(a) acompanhamento da CONTAGEM FÍSICA dos estoques, a não ser que seja
impraticável, para:
(i) avaliar as instruções e os procedimentos da administração para registrar e
controlar os resultados da contagem física dos estoques da entidade;
(ii) observar a realização dos procedimentos de contagem pela administração;
(iii) inspecionar o estoque; e
(iv) executar testes de contagem; e
(b) execução de procedimentos de auditoria nos registros finais de estoque da
entidade para determinar se refletem com precisão os resultados reais da contagem de
estoque.
Segunda situação: Se a contagem física dos estoques for realizada em outra data que
não a data das demonstrações contábeis.
Atitude: o auditor deve executar procedimentos para obter evidência de auditoria de
que as variações no estoque entre a data da contagem e a data das demonstrações
contábeis estão adequadamente registradas.
Terceira situação: Se o auditor não puder estar presente na contagem física dos
estoques, devido a imprevistos
Atitude: o auditor deve efetuar ou observar algumas contagens físicas, em uma data
alternativa, e executar procedimentos de auditoria sobre transações ocorridas entre as
duas datas.
Quarta situação: Se o acompanhamento da contagem física dos estoques for
impraticável.
Atitude: o auditor deve aplicar procedimentos alternativos de auditoria para obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação à existência e às condições
do estoque. Se isso não for possível, o auditor deve modificar a opinião no seu
relatório de auditoria, de acordo com a NBC TA 705 que trata das modificações no
relatório do auditor.
Quinta situação: Se o estoque custodiado e controlado por terceiros for relevante
para as demonstrações contábeis.
Atitude: o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação
à existência e as condições do estoque executando uma ou as duas possibilidades a
seguir:
(a) solicitar confirmação do terceiro quanto às quantidades e condições do
estoque mantido por esse terceiro em nome da entidade;
(b) executar inspeção ou outro procedimento de auditoria apropriado nas
circunstâncias.
O MÉTODO UEPS É PROIBIDO POR LEI

PROCEDIMENTOS BÁSICOS ADOTADOS NO EXAME DAS CONTAS DO


ATIVO
Os procedimentos básicos adotados no exame das CONTAS DO ATIVO são:
a) Avaliação dos controles internos adotados, na salvaguarda dos mesmos;
b) Comprovação de sua adição através de documentação hábil;
c) Exame físico e contagem;
d) Confirmação de saldos através de fontes externas;
e) Conferência de cálculos de avaliação.

As medidas básicas de controle interno, aplicáveis às contas do ativo são:


a) Segregação de funções entre a custódia e o registro dos ativos;
b) Conciliação mensal do saldo dos controles analíticos com os registros
contábeis;
c) Identificação física dos bens.
As contas a examinar de acordo com a sua representatividade são basicamente:
 Caixa e equivalentes de caixa
 Duplicatas a receber
 Estoques
 Investimentos
 Imobilizado
 Intangíveis

Presunção de omissão de receitas


 Ativos ocultos ou Fictícios e Passivos ocultos ou fictícios
o ativos fictícios correspondem a bens e direitos registrados no
patrimônio, mas que simplesmente inexistem.
o Passivos fictícios compreende dívidas (obrigações) não registradas ou
registradas a menor
Ativo – é contabilizado, mas não existe; Passivo – existe mas não é contabilizado

 Saldo credor na conta caixa


o a conta “caixa”, ao contrário do que pode ocorrer com outras contas do
ativo, nunca pode apresentar saldo credor. Esse “fenômeno”
geralmente ocorre quando se deixa de efetuar o lançamento de receitas
que aumentariam o saldo da conta “caixa”, habitualmente por motivos de
se evadir do pagamento de tributos
“Se a reconstituição do saldo da conta Caixa, mediante a exclusão de valores
representados por cheques que, embora destinados a suprir esta conta, foram
compensados em razão de depósitos bancários, resultar saldo credor, presume-se que
o respectivo valor tem origem em receitas emitidas e não tributadas.”
 Suprimentos não comprovados
o uma vez provada a omissão de receitas, autoridade tributária poderá
arbitrá-la com base nos valores dos recursos de caixa fornecidos ...
“A prova da origem e efetiva entrega dos recursos, tanto para suprimento de caixa,
como para integralização de capital, deve ser comprovada por documentação hábil,
idônea e coincidente, em datas e valores, por administradores, sócios da sociedade não
anônima, titular da empresa individual ou pelo acionista controlador da companhia.”
 Diferenças em levantamentos quantitativos por espécie
o identificação de receitas omitidas através de levantamento, por espécie,
das quantidades de matérias primas e produtos intermediários utilizados
no processo produtivo da pessoa jurídica.
 Diferença positiva: soma de “A” for maior que a de “B” ficará
configurada a presunção de venda de produtos sem a emissão ou
sem registro de notas fiscais.
 Diferença negativa: se, ao contrário, “A” resultar menor que
“B”, presumir-se-á que houve compra de matérias-primas ou
produtos intermediários com recursos de ingressos não
escriturados.

 Diferenças em levantamentos econômicos ou financeiros


o os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida
junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular pessoa
jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante
documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nas
respectivas operações.

 Omissão do registro de pagamento efetuados


“A falta de registro contábil e fiscal de aquisição de mercadorias autoriza a presunção
de omissão de receita, em montante correspondente ao custo dessas mercadorias,
ressalvada prova em contrário (tributação que se solidifica quando o contribuinte não
apresenta prova que descaracteriza a presunção).”
“A falta de contabilização de compras autoriza a presunção de que os valores dos
respectivos custos foram pagos com recursos mantidos à 171 margem da
escrituração, omitidos, portanto, dos resultados da empresa.”

 Desfalques de Caixa
o desfalques encobertos são normalmente aqueles feitos por meio de um
lançamento de compensação nos registros contábeis, de modo que a
falta do bem não seja notada.
o desfalque não encoberto é aquele que não se faz acompanhar de
lançamento contábil em contrapartida. Portanto, as faltas resultantes
de desfalques não encobertos podem ser escondidas por algum tempo
apenas, ou não podem ser escondidas de forma nenhuma. Há dos tipos
comuns de desfalques não encobertos, que são o lapping e o kiting.
Lapping  geralmente se faz com cobranças de contas a receber e consiste em desviar
os resultados de cobranças, substituindo-se o montante desviado por cobranças
posteriores.
Kiting  um tipo de desfalque de caixa que envolve os desembolsos aí feitos. É,
essencialmente, um sistema de encobrir faltas de dinheiro com transferências, em
cheques não registrados.
 É mais fácil detectar kiting do que lapping, pois, com procedimentos adequados de
auditoria de caixa é possível descobrir essa fraude na data da verificação.

Auditoria dos componentes patrimoniais


[Link]. Auditoria das disponibilidades
A auditoria do disponível tem a finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos ou com
terceiros; b) determinar se pertencente à companhia; c) determinar se foram utilizados
os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; d) determinar a
existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia; e) determinar se está
corretamente classificado nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis
foram expostas por notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem de caixa,
fundo fixo, aplicação financeira, confirmação de saldos bancários, pessoas autorizadas a
assinar, aplicações financeiras; exames em documentos, cheques pagos, avisos
bancários, aplicações financeiras, atas de assembleias ou reuniões, contratos; cálculos
de conciliações, razão auxiliar dos bancos, juros pagos ou recebidos; observação de
classificações contábeis, etc.

[Link]. Auditoria das Contas a Receber

A auditoria das contas a receber tem a finalidade de: a) determinar sua existência e
representatividade contra os devedores envolvidos; b) determinar se são de propriedade
da companhia; c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade
geralmente aceitos, em bases uniformes; d) determinar a existência de restrições de uso,
de vinculações em garantia ou de contingências; e) determinar que estão corretamente
classificadas nas demonstrações financeiras e que as divulgações aplicáveis foram
expostas por notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem de
duplicatas a receber, títulos a receber, adiantamentos concedidos a fornecedores e
funcionários; exame de vendas, contratos; cálculo da soma de juros, duplicatas a
receber; exame das contas; investigação detalhada das vendas; investigação na baixa de
duplicatas; inquérito; observação de princípios contábeis, etc.
[Link]. Auditoria dos Estoques

A auditoria dos estoques tem a finalidade de: a) determinar sua existência, que poderá
estar na companhia, em custódia com terceiros ou em trânsito; b) determinar se é
pertencente à companhia; c) determinar se foram aplicados os princípios de
contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; d) determinar a existência de
estoques penhorados ou dados em garantia; e. e) determinar se estão corretamente
classificados nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas
por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame de estoques de


matérias-primas, processo, confirmações de materiais e estoques com terceiros, exame
de notas fiscais de compra e venda, contratos, cálculos de impostos, preço unitário,
exame das contas de produtos acabados, em processo, etc.

[Link]. Auditoria das Despesas Antecipadas

A auditoria das despesas antecipadas, classificadas como ativo circulante tem a


finalidade de: a) determinar que representam gastos efetivos que irão beneficiar o
período subsequente; b) determinar se foram utilizados em bases uniformes os
princípios de contabilidade geralmente aceitos; c) determinar se estão corretamente
classificadas nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas
nas notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: confirmação com


empresas de seguro, exame de faturas, notas fiscais, apólices de seguro, cálculo da
amortização mensal, observação dos controles internos, etc.

[Link]. Auditoria do Realizável à Longo Prazo

Os objetivos de auditoria e os procedimentos de auditoria relacionados com o realizável


a longo prazo são os mesmos que os aplicados ao caixa, contas a receber e estoques,
uma vez que as contas classificadas no realizável a longo prazo são da mesma natureza
daquelas, diferenciando-se apenas quanto à realização, visto que essa ocorre em
prazo superior a um exercício da data de encerramento das demonstrações
financeiras. A Lei das S.A. determina a classificação como realizável a longo prazo
para os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os
derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou
controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.
[Link]. Auditoria dos Investimentos

A auditoria dos investimentos classificados no ativo permanente tem a finalidade de:


a) determinar sua existência em poder da companhia ou em custódia com terceiros; b)
determinar se são de propriedade da companhia; c) determinar se foram utilizados os
princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; d) determinar a
existência de vinculações em garantia; e) determinar se a receita ou o prejuízo
apropriável ao período foram adequadamente contabilizados; f) determinar se estão
corretamente classificados nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis
foram expostas por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame e contagem


física dos investimentos, confirmação com terceiros, exame documental das vendas,
compras, cálculo da participação acionária, registros, correlação entre contas do ativo e
passivo, análise da equivalência patrimonial, observação da classificação adequada dos
investimentos, etc.

[Link]. Auditoria do Imobilizado

A auditoria do imobilizado tem as seguintes finalidades: a) determinar sua existência


física e a permanência em uso; b) determinar se pertence à companhia; c) determinar se
foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes;
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e, por outro lado, a
despesa não contém itens capitalizáveis; e) determinar se os bens do imobilizado foram
adequadamente depreciados e corrigidos monetariamente em bases aceitáveis; f)
determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia ou com restrição
de uso; g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame de bens,


inspeção em obras em andamento, confirmação das escrituras em cartório, exame de
documentos de compra e venda, cálculo da depreciação, etc.

[Link]. Auditoria dos Passivos

A auditoria dos passivos tem a finalidade de: a) determinar se são pertencentes à


companhia; b) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes; c) determinar a existência de ativos dados em garantia ou
vinculações aos passivos; e. d) determinar se estão corretamente classificados nas
demonstrações financeiras, e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem de contas a
pagar, confirmação com fornecedores, exame de notas fiscais, cálculo dos encargos,
impostos a pagar, exame das contas do passivo, verificação de passivos não registrados,
etc.

[Link]. Auditoria do Patrimônio Líquido

A auditoria do patrimônio líquido tem as seguintes finalidades:


a) determinar se as ações ou o título de propriedade do capital social foram
adequadamente autorizados e emitidos; b) determinar se toda a norma descrita nos
estatutos social e nas obrigações sociais e legais foram cumpridas; c) determinar se
foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de restrições de uso das contas patrimoniais; e) determinar se
o patrimônio líquido está corretamente classificado nas demonstrações financeiras e se
as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem das ações,


confirmação da participação acionária, exame em documentos, atas, estatutos, exame
em contas de reserva, correlação entre saldos de reservas e resultado do exercício, etc.

[Link]. Auditoria do Resultado

A auditoria do resultado tem como finalidades: a) determinar se todas as receitas,


custos e despesas atribuídos ao período estão devidamente comprovados e
contabilizados; b) determinar se todas as receitas, custos e despesas não atribuídos ao
período ou que beneficiem exercícios futuros estão corretamente diferidos. c)
determinar se os custos e despesas estão corretamente contrapostos às receitas devidas,
d) determinar se as receitas, custos e despesas estão contabilizadas de acordo com os
princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; e) determinar se as
receitas, custos e despesas estão corretamente classificadas nas demonstrações
financeiras, e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame das contas
correlatas ao balanço patrimonial, estudo e avaliação dos controles internos e testes de
procedimentos, estudo, análise e exame das contas de resultado.

Procedimentos de Auditoria no Passivo Circulante e Não Circulante


Auditoria das Contas do Passivo Circulante
O passivo circulante apresenta os valores que explicam a origem dos investimentos de
vencimento a curto prazo. O exame de auditoria do passivo visa averiguar a exatidão e a
correta classificação, acréscimos falsos e simulações. Esses erros também são
destinados a verificar fins diversos, tais como: falências, desvios de numerários, entre
outros. A seguir, será feita uma análise sobre esses erros no passivo circulante, os fins
visados para se proceder de tal forma e os efeitos da situação financeira da empresa.
Os principais erros são:
 Subavaliação do passivo
o Objetivo: esconder situação de dificuldade financeira, fraudar o fisco,
ludibriar credores e sócios.
o Efeito: falso quociente de liquidez, melhora a aparência da empresa junto
a credores.
 Superavaliação do passivo
o Objetivo: aumentar o capital de terceiros visando prejudicar
credores e sócios de maneira intencional.
o Efeito: aparecimento de juros falsos em virtude de falsas dívidas.
 Valores fictícios
o São valores hipotéticos sem qualquer substância; dívidas inexistentes.
Objetivo: aumentar o volume das obrigações a fim de iludir credores e
sócios ou para justificar sonegações fiscais.
o Efeitos: falso quociente de liquidez, interfere no cálculo do Imposto de
renda.
 Valores ocultos
o Objetivo: beneficiar a situação financeira, visa também omitir compras
realizadas e, por conseguinte, atingir o grupo de resultados, afetando o
cálculo do Imposto de renda.
 Simulação
o Classificação errada das dívidas a curto prazo como sendo de longo
prazo.
Objetivo: influenciar no quociente de liquidez a curto prazo, dando
melhor aparência à empresa para credores.
Os objetivos do auditor, ao verificar o Passivo Não Circulante, compreendem o
seguinte:
o Verificar se existe controle interno satisfatório;
o Determinar a razoabilidade e a propriedade do passivo registrado;
o Certificar-se de que todo o passivo foi registrado, ou seja, de que não há item
algum do passivo sem registro;
o Determinar se os itens do passivo são corretamente apresentados nas
demonstrações financeiras.

Procedimentos de Auditoria no Patrimônio Líquido


O patrimônio líquido representa a parcela dos Ativos financiada pelos acionistas. A
auditoria das contas do Patrimônio Líquido consiste em o auditor checar as transações
que ocorreram durante o período auditado, observando se foram atendidas as
disposições societárias e estatutárias. Nas empresas de capital aberto, é uma das mais
importantes auditorias, pois envolve muitos aspectos de grande valia para os
investidores, como a distribuição de dividendos. Os objetivos da auditoria das contas do
Patrimônio Líquido consistem nas seguintes finalidades:
 Determinar a quantidade de ações ou títulos de propriedade do capital social,
bem como se foram adequadamente autorizados e emitidos;
 Determinar se todas as normas descritas nos estatutos social, as obrigações
sociais e legais foram cumpridas, tal como for entendido pelo auditor;
 Determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
 Determinar a existência de restrições de uso das contas patrimoniais;
 Determinar se o patrimônio líquido está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras, se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas;
 Verificar a disponibilidade do PL quanto a sua distribuição aos acionistas,
quotistas ou proprietários;
 Verificar a segurança dos comprovantes de requisição de propriedade dos títulos
emitidos, entre outros.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem das ações,


confirmação da participação acionária, exame em documentos, atas, estatutos, exame
em contas de reserva, correlação entre saldos de reservas e resultado do exercício, etc.

Procedimentos de auditoria nas Contas de Resultado


 Objetivos  determinar se todas as receitas, custos e despesas atribuídos ao
período estão devidamente
o comprovados e contabilizados;
o corretamente diferidos.
o de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em
bases uniformes;
o corretamente classificadas nas demonstrações financeiras, e se as
divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame das contas


correlatas ao balanço patrimonial, estudo e avaliação dos controles internos e testes de
procedimentos, estudo, análise e exame das contas de resultado. Os testes de auditoria
aplicados pelo auditor no resultado se dividem, basicamente, em três tópicos:
 Exame de contas correlatas do balanço patrimonial  o relacionamento
harmônico do sistema contábil (e da aplicação do método das partidas dobradas),
cujo efeito se revela tanto no balanço quanto no resultado.
 Estudo e avaliação do controle interno e teste de procedimentos  o
enfoque recai sobre a existência de 3 grandes ciclos que merecem a análise do
auditor e que têm influência significativa, tanto no balanço patrimonial quanto
no resultado: o ciclo de vendas, o ciclo de compras e o ciclo de folha.
 Estudo, análise e exame das contas de resultado.

Testes para superavaliação e para subavaliação


Todas as contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliação e para
subavaliação. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes
principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente, as contas do
ativo e despesas) e os de subavaliação para as contas credoras (passivos)
Contas de BP ou da DRE podem estar erradas para:
 MAIS – superavaliadas
o Ativo/Despesa  natureza devedora  adoção de testes principais de
superavaliação  possibilidade de testes secundários:
 Ativo – subavaliado
 Passivo – superavaliado
 Despesa – subavaliado
 Receita – superavaliado
o Risco de superavaliação de confiabilidade: controles são considerados
mais eficazes do que realmente são.
 MENOS – subavaliadas
o Passivo/Receita  natureza credora  adoção de testes principais de
subavaliação  possibilidade de testes secundários
 Ativo – subavaliado
 Passivo – superavaliado
 Despesa – subavaliado
 Receita – superavaliado
 Risco de subavaliação da confiabilidade: controles são considerados menos
eficazes do que realmente são.
Os procedimentos básicos de auditoria do teste para superavaliação são:
Razão geral  valor total do registro final  registro intermediário  registro
inicial  documentação comprobatória;
Os procedimentos básicos de auditoria do teste para subavaliação são os seguintes:
Documento suporte  registro inicial  registro intermediário  registro final 
razão geral;

BIZUS GURUJÁ
Conceitos Importantes
 - Passivo fictício: manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja
exigibilidade não seja comprovada. Obrigações registradas na
contabilidade, mas que não existem no mundo real.
 - Ativo fictício: bem ou direito registrado na contabilidade, mas não
existe no mundo real.
 - Passivo oculto: obrigações não registradas (ou a menor) na contabilidade,
mas existem.
 - Ativo oculto: bem ou direito não registrado na contabilidade,
mas existe no mundo real.

DIREÇÃO dos Testes


a) Testes de superavaliação: parte do MAIOR (livro razão) para
o menor (documento)
b) Testes de subavaliação: parte do menor (documento) para o MAIOR (livro razão)

Testes Principais
a) SUPERAVALIAÇÃO para as contas devedoras  (ativo e despesas)
b) SUBAVALIAÇÃO para as contas credoras  (passivo e receitas)

Auditoria Fiscal

Auditoria Fiscal ou Tributária  analisa os procedimentos adotados pelas empresas


com o objetivo de verificar acúmulos de contingências fiscais e tributárias e possíveis
vantagens fiscais que não estão sendo aproveitadas. Normas:
 SPED – Sistema Público de Escrituração Digital
o SPED contábil – escrituração contábil digital – ECD e ECF
o SPED fiscal – escrituração fiscal digital – EFD
o Documentos fiscais eletrônicos – NF-e, NFS-e, MDF-e, CT-e
o Modelo 55 – simplificar obrigação acessória – DANFE – doc. auxiliar
o Modelo 65 – NFE-e

Escrituração Contábil Fiscal – ECF foi instituída pela Instrução Normativa RFB
1.422/2013. É uma nova obrigação acessória do SPED em que deve-se apresentar
informações de origem contábil e fiscal para apuração do Imposto de Renda e
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
 Art. 3º A ECF será transmitida anualmente ao Sistema Público de
Escrituração Digital (SPED) até o último dia útil do mês de julho do ano
seguinte ao ano-calendário a que se refira:
§ 1º A ECF deverá ser assinada digitalmente mediante certificado
emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas
Brasileira (ICP-Brasil), a fim de garantir a autoria, a autenticidade, a
integridade e a validade jurídica do documento digital

Escrituração Contábil Digital – ECD é parte integrante do projeto SPED e tem por
objetivo a substituição da escrituração em papel pela escrituração transmitida via
arquivo, ou seja, corresponde à obrigação de transmitir, em versão digital, os
seguintes livros:
 Livro Diário e seus auxiliares, se houver;
 Livro Razão e seus auxiliares, se houver;
 Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias
dos assentamentos neles transcritos.
ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de maio do ano
seguinte ao ano-calendário a que se refira a escrituração. A regra é que TODAS enviem
ECD. Mas, temos as EXCEÇÕES, elencadas a seguir:
 Pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional;
 Órgãos públicos, Autarquias e Fundações Públicas;
 Pessoas jurídicas inativas;
 Pessoas jurídicas imunes e isentas que auferirem receitas, doações,
incentivos, subvenções, contribuições, auxílios, convênios e ingressos
assemelhados, cuja soma seja inferior a R$ 1.200.000,00 no ano-calendário a
que se refere a escrituração contábil, ou proporcional ao período;
 Pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que, com base no
art. 45 da Lei nº 8.981/1995, ao invés manter escrituração contábil na forma
da legislação comercial, mantenha livro caixa, escriturando toda sua
movimentação financeira, inclusive bancária.

Escrituração Fiscal Digital – EFD – ICMS/IPI no DF – instituída pelo Decreto


nº 39.789/2019/DF
 § 1º A Escrituração Fiscal Digital - EFD compõe-se da totalidade das
informações, em meio digital, necessárias à apuração dos impostos referentes às
operações e prestações praticadas pelo contribuinte, bem como outras
de interesse das administrações tributárias das unidades federadas e da
Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB.
 Art. 2º O arquivo digital da EFD ICMS-IPI será gerado pelo contribuinte de
acordo com as especificações do Manual de Orientação do Leiaute da
Escrituração Fiscal Digital - EFD ICMS-IPI e do Guia Prático da Escrituração
Fiscal Digital - EFD ICMS-IPI.
Parágrafo único. O arquivo digital a que se refere o caput deverá ser
submetido à validação de consistência de leiaute efetuada pelo
software denominado Programa de Validação e Assinatura da
Escrituração Fiscal Digital - PVA-EFD, que será disponibilizado no
Portal Nacional do Sped.
 Documentos
 Blocos:
o 0  abertura, identificação e referências
o B***  escrituração e apuração do ISS – exclusivo para DF
o C  documentos fiscais I – mercadorias ICMS/IPI
o C100
 Nota Fiscal (Código 01)
 Nota Fiscal Avulsa (Código 1B)
 Nota Fiscal de Produtor (Código 04)
 NF-e (Código 55)
 NFC-e (Código 65) – apenas saída
o D  documentos fiscais II – mercadorias ICMS
o E  apuração do ICMS e do IPI
 E110 – apuração do ICMS referente as operações próprias
 E210 – apuração do ICMS de substituição tribitária
o G*  controle de crédito de ICMS do Ativo permanente – CIAP
o H  inventário físico
o K**  abertura, identificação e referências
o 1  outras informações
o 9  controle e encerramento do arquivo digital

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento de existência exclusivamente


digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar
uma operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviços, no
campo de incidência do ICMS, cuja validade jurídica é
garantida por duas condições necessárias: a assinatura digital do emitente e
a Autorização de Uso fornecida pela administração tributária do domicílio
do contribuinte.
AJUSTE SINIEF 7, DE 30 DE SETEMBRO DE 2005
Cláusula nona Fica instituído o Documento Auxiliar da NF-e - DANFE, conforme
leiaute estabelecido no MOC (manual de orientação do contribuinte), para acompanhar
o trânsito das mercadorias acobertado por NF-e ou para facilitar a consulta
prevista na cláusula décima quinta.
 1º O DANFE somente poderá ser utilizado para transitar com as mercadorias
após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, de que trata o inciso III da
cláusula sétima, ou na hipótese prevista na cláusula décima primeira.
 1º-A A concessão da Autorização de Uso será formalizada através do
fornecimento do correspondente número de Protocolo, o qual deverá ser
impresso no DANFE, conforme definido no MOC, ressalvadas as hipóteses
previstas na cláusula décima primeira.
 2º No caso de destinatário não credenciado para emitir NF-e, a escrituração da
NF-e poderá ser efetuada com base nas informações contidas no DANFE,
observado o disposto na cláusula décima.
 3º O DANFE utilizado para acompanhar o trânsito de mercadorias acobertado
por NF-e será impresso em uma única via.
 5º-B Na hipótese de venda ocorrida fora do estabelecimento em que o
contribuinte opte pela emissão de NF-e no momento da entrega da mercadoria,
poderá ser dispensada a impressão do DANFE, exceto nos casos de contingência
ou quando solicitado pelo adquirente.
 6º O DANFE poderá conter outros elementos gráficos, desde que não
prejudiquem a leitura do seu conteúdo ou do código de barras por leitor óptico.
 7º As alterações de leiaute do DANFE permitidas são as previstas no MOC.
 8º Os títulos e informações dos campos constantes no DANFE devem ser
grafados de modo que seus dizeres e indicações estejam bem legíveis.
 9º A aposição de carimbos no DANFE, quando do trânsito da mercadoria, deve
ser feita em seu verso.
 10. É permitida a indicação de informações complementares de interesse do
emitente, impressas no verso do DANFE, hipótese em que sempre será
reservado espaço, com a dimensão mínima de 10x15 cm, em qualquer sentido,
para atendimento ao disposto no 9º.
 13. No trânsito de mercadorias realizado no modal ferroviário, acobertado por
NF-e, fica dispensada a impressão do respectivo Documento Auxiliar da Nota
Fiscal Eletrônica - DANFE, desde que emitido o MDF-e e sempre apresentados
quando solicitado pelo fisco.
 14. A critério da unidade federada, fica dispensada a impressão do
Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE, no trânsito de
mercadorias nas operações internas, desde que apresentado na forma
solicitada pelo fisco.
Destaques do Ajuste SINIEF 07/05 (todas as imagens são do curso de EFD e NF-e do
Ramon Souza)

1) Instituição da NF-e

2) Emissão da NF-e
Para emissão da NF-e, o contribuinte deverá estar previamente
credenciado na unidade federada em cujo cadastro de contribuinte
do ICMS estiver inscrito.

3) Utilização da NF-e
O arquivo digital da NF-e só poderá ser utilizado como documento
fiscal, após:

 ser transmitido eletronicamente à administração tributária;

 ter seu uso autorizado por meio de Autorização de Uso da NF-e.

4) DANFE (Documento Auxiliar da NF-e)

 Pode ser impresso em papel (em via única)

 Não é a nota fiscal e não substitui a nota fiscal.

 Contém a chave de acesso da NF-e.

 É o documento utilizado para acompanhar o trânsito das


mercadorias acobertado por NF-e ou para facilitar a consulta da
NF-e.

 Somente poderá ser utilizado para transitar com as


mercadorias após a concessão da Autorização de Uso da
NF-e.
5) Chave de Acesso da NF-e

 É um conjunto de 44 caracteres numéricos.

 O Dígito Verificador (DV) garante a integridade da chave de


acesso.

6) Emissão em Contingência

Atenção! O DANFE em contingência é emitido em duas vias.

7) Carta de Correção da NF-e

 Sanar erros em campos específicos da NF-e.

 Exceto erros relacionados com:

 variáveis que determinam o valor do imposto;

 correção de dados cadastrais que implique mudança do


remetente ou do destinatário;

 data de emissão ou de saída;


 campos da NF-e de exportação;

 inclusão ou alteração de parcelas

------***----

Cláusula primeira Fica instituída a Nota Fiscal Eletrônica - NF-e, modelo 55,
que poderá ser utilizada pelos contribuintes do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI ou Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação - ICMS em substituição:
I - à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A;
II - à Nota Fiscal de Produtor, modelo 4

Cláusula nona Fica instituído o Documento Auxiliar da NF-e - DANFE,


conforme leiaute estabelecido no MOC, para acompanhar o trânsito das
mercadorias acobertado por NF-e ou para facilitar a consulta prevista
na cláusula décima quinta.
Cláusula décima quinta Após a concessão de Autorização de Uso da NF-e, de
que trata a cláusula sétima, a administração tributária da unidade federada
do emitente disponibilizará consulta relativa à NF-e.
§ 1º A consulta à NF-e será disponibilizada, em “site” na internet pelo prazo
mínimo de 180 (cento e oitenta) dias.

Cláusula nona, § 3º O DANFE utilizado para acompanhar o trânsito de


mercadorias acobertado por NF-e será impresso em uma única via.

Cláusula sexta Previamente à concessão da Autorização de Uso da NF-e, a


administração tributária da unidade federada do contribuinte analisará, no
mínimo, os seguintes elementos:
I - a regularidade fiscal do emitente;
II - o credenciamento do emitente, para emissão de NF-e;
III - a autoria da assinatura do arquivo digital da NF-e;
IV - a integridade do arquivo digital da NF-e;
V - a observância ao leiaute do arquivo estabelecido no MOC;
VI - a numeração do documento.
O que é a tag cEAN?

O cEAN é o código do produto faturado na nota fiscal, ou seja, é o código


que engloba outros produtos na mesma nota.

Exemplo: o cEAN é o identificador do pacote que está sendo vendido.

Principais erros que encontrei, em relação ao cEAN:


-> Quando for emitida uma NF-e e Código de Barras do Produto (tag: cEAN)
informado for inválido haverá rejeição pelo motivo 611 - GTIN (cEAN) inválido.
-> Quando informado números no campo cEAN e houver a rejeição 611,
significa que o último número do sequencial não é válido.
-> Se qualquer número for digitado pelo usuário ou for
preenchido incorreto pelo seu sistema ERP, o dígito verificar do cEAN (último
número dó Código de Barras) estará inválido.

Notem que não tem o que a questão fala: Presença de um valor na tag
cEAN preenchido e repetido em diferentes itens no mesmo documento fiscal.

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