Código Disciplinar da PM e Bombeiros CE
Código Disciplinar da PM e Bombeiros CE
A LEI Nº 13.407 DE 21.11.03 ([Link] 02.12.03) Institui o Código Disciplinar da Polícia Militar do Ceará e do
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará.
Art. 1º. Esta Lei institui o Código Disciplinar da Polícia Militar do Ceará e do Corpo de Bombeiros
Militar do Estado do Ceará, Corporações Militares Estaduais organizadas com base na hierarquia
e na disciplina, dispõe sobre o comportamento ético dos militares estaduais e estabelece os
procedimentos para apuração da responsabilidade administrativo-disciplinar dos militares
estaduais.
Art. 2º. Estão sujeitos a esta Lei os militares do Estado do serviço ativo, os da reserva
remunerada, nos termos da legislação vigente.
HIERARQUIA
Art. 3º. Hierarquia militar estadual é a ordenação progressiva da autoridade, em graus diferentes,
da qual decorre a obediência, dentro da estrutura da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros
Militar, culminando no Governador do Estado, Chefe Supremo das Corporações Militares do
Estado.
§ 2º. Posto é o grau hierárquico dos oficiais, conferido por ato do Governador do Estado e
confirmado em Carta Patente ou Folha de Apostila.
GOVERNADOR
[Link]
CORONEL SUPERIORES
[Link]
OFICIAIS
POSTO MAJOR
2° TENENTE
SUBTENENTE
PRAÇAS 1° SARGENTO
CÍRCULO DOS
GRADUAÇÃO SUBTENENTES E
2° SARGENTO SARGENTOS
CONFERIDO PELO CMTG
3° SARGENTO
CABO
CÍRCULO DOS CABOS E SD
SOLDADO
ANTIGUIDADE
Art. 4º. A antiguidade entre os militares do Estado, em igualdade de posto ou graduação, será
definida, sucessivamente, pelas seguintes condições:
V. Maior idade.
PRECEDÊNCIA FUNCIONAL
Art. 5º. A precedência funcional ocorrerá quando, em igualdade de posto ou graduação, o
oficial ou a praça:
I. Ocupar cargo ou função que lhe atribua superioridade funcional sobre os integrantes
do órgão ou serviço que dirige, comanda ou chefia;
DEONTOLOGIA
Art. 6º. A deontologia militar estadual é constituída pelos valores e deveres éticos, traduzidos
em normas de conduta, que se impõem para que o exercício da profissão do militar estadual
atinja plenamente os ideais de realização do bem comum, mediante:
II. Relativamente aos bombeiros militares, a proteção da pessoa, visando sua incolumidade
em situações de risco, infortúnio ou de calamidade.
VALORES FUNDAMENTAIS
Art. 7º. Os valores fundamentais, determinantes da moral militar estadual, são os seguintes:
I. O patriotismo;
II. O civismo;
III. A hierarquia;
IV. A disciplina;
V. O profissionalismo;
VI. A lealdade;
VII. A constância;
IX. A honra;
X. A dignidade humana;
XI. A honestidade;
XII. A coragem.
BIZU: ( HC 3 DP 2 L V )
DEVERES ÉTICOS
Art. 8º. Os deveres éticos, emanados dos valores militares estaduais e que conduzem a
atividade profissional sob o signo da retidão moral, são os seguintes:
IX. Dedicar-se em tempo integral ao serviço militar estadual, buscando, com todas as
energias, o êxito e o aprimoramento técnico-profissional e moral;
XI. Exercer as funções com integridade e equilíbrio, segundo os princípios que regem a
administração pública, não sujeitando o cumprimento do dever a influências indevidas;
XII. Procurar manter boas relações com outras categorias profissionais, conhecendo e
respeitando-lhes os limites de competência, mas elevando o conceito e os padrões da
própria profissão, zelando por sua competência e autoridade;
XIII. Ser fiel na vida militar, cumprindo os compromissos relacionados às suas atribuições de
agente público;
XIV. Manter ânimo forte e fé na missão militar, mesmo diante das dificuldades, demonstrando
persistência no trabalho para superá-las;
XV. Zelar pelo bom nome da Instituição Militar e de seus componentes, aceitando seus
valores e cumprindo seus deveres éticos e legais;
XVII. Não pleitear para si, por meio de terceiros, cargo ou função que esteja sendo
exercido por outro militar do Estado;
XIX. Conduzir-se de modo não subserviente, sem ferir os princípios de hierarquia, disciplina,
respeito e decoro;
XX. Abster-se do uso do posto, graduação ou cargo para obter facilidades pessoais de
qualquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros, exercer
sempre a função pública com honestidade, não aceitando vantagem indevida, de qualquer
espécie;
XXI. Abster-se, ainda que na inatividade, do uso das designações hierárquicas em:
XXII. Prestar assistência moral e material ao lar, conduzindo-o como bom chefe de família;
XXVI. Respeitar a integridade física, moral e psíquica da pessoa do preso ou de quem seja
objeto de incriminação, evitando o uso desnecessário de violência;
XXXI. Não abusar dos meios do Estado postos à sua disposição, nem distribuílos a quem
quer que seja, em detrimento dos fins da administração pública, coibindo, ainda, a
transferência, para fins particulares, de tecnologia própria das funções militares;
XXXII. Atuar com eficiência e probidade, zelando pela economia e conservação dos bens
públicos, cuja utilização lhe for confiada;
XXXIV. Atuar onde estiver, mesmo não estando em serviço, para preservar a ordem pública ou
prestar socorro, desde que não exista, naquele momento, força de serviço suficiente;
§ 1º. Ao militar do Estado em serviço ativo é vedado exercer atividade de segurança particular,
comércio ou tomar parte da administração ou gerência de sociedade empresária ou dela ser
sócio ou participar, exceto como acionista, cotista ou comanditário.
§ 2º. Compete aos Comandantes fiscalizar os subordinados que apresentarem sinais exteriores
de riqueza, incompatíveis com a remuneração do respectivo cargo, provocando a
instauração de procedimento criminal e/ou administrativo necessário à comprovação da origem
dos seus bens.
§ 3º. Aos militares do Estado da ativa são proibidas manifestações coletivas sobre atos de
superiores, de caráter reivindicatório e de cunho político-partidário, sujeitando-se as
manifestações de caráter individual aos preceitos deste Código.
§ 4º. É assegurado ao militar do Estado inativo o direito de opinar sobre assunto político e
externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao
interesse público, devendo observar os preceitos da ética militar e preservar os valores militares
em suas manifestações essenciais.
DISCIPLINA MILITAR
Art. 9º. A disciplina militar é o exato cumprimento dos deveres do militar estadual, traduzindo-
se na rigorosa observância e acatamento integral das leis, regulamentos, normas e
ordens, por parte de todos e de cada integrante da Corporação Militar.
MANIFESTAÇÕES DA DISCIPLINA
BIZU: ( O OB EM COM MA CO )
ORDENS
Art. 10. As ordens legais devem ser prontamente acatadas e executadas, cabendo inteira
responsabilidade à autoridade que as determinar.
§ 1º. Quando a ordem parecer obscura, o subordinado, ao recebê-la, poderá solicitar que os
esclarecimentos necessários sejam oferecidos de maneira formal.
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 11. A ofensa aos valores e aos deveres vulnera a disciplina militar, constituindo infração
administrativa, penal ou civil, isolada ou cumulativamente.
§ 1º. O militar do Estado é responsável pelas decisões que tomar ou pelos atos que praticar,
inclusive nas missões expressamente determinadas, bem como pela não observância ou falta
de exação no cumprimento de seus deveres.
§ 2º. O superior hierárquico responderá solidariamente, na esfera administrativo disciplinar,
incorrendo nas mesmas sanções da transgressão praticada por seu subordinado quando:
§ 3º. A violação da disciplina militar será tão mais grave quanto mais elevado for o grau
hierárquico de quem a cometer.
IV. Realizar, inclusive por iniciativa própria, inspeções, vistorias, exames, investigações e
auditorias administrativas nos estabelecimentos das Corporações Militares do Estado;
VI. Requerer a instauração de inquérito policial ou policial militar, bem como acompanhar a
sua apuração ou solução;
VIII. Criar grupos de trabalho ou comissões, de caráter transitório, para atuar em projetos e
programas específicos, contando com a participação de outros órgãos e entidades da
Administração Pública do Estado.
TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR
Art. 12. Transgressão disciplinar é a infração administrativa caracterizada pela violação dos
deveres militares, cominando ao infrator as sanções previstas neste Código, sem prejuízo das
responsabilidades penal e civil.
II. Todas as ações ou omissões não especificadas no artigo seguinte, mas que também
violem os valores e deveres militares.
§ 4º. Ao militar do Estado, aluno de curso militar, aplica-se, no que concerne à disciplina, além
do previsto neste Código, subsidiariamente, o disposto nos regulamentos próprios dos
estabelecimentos de ensino onde estiver matriculado.
§ 5º. A aplicação das penas disciplinares previstas neste Código independe do resultado de
eventual ação penal ou cível.
Art. 13. As transgressões disciplinares são classificadas, de acordo com sua gravidade, em
graves (G), médias (M) e leves (L), conforme disposto neste artigo.
II. Usar de força desnecessária no atendimento de ocorrência ou no ato de efetuar prisão (G);
III. Deixar de providenciar para que seja garantida a integridade física das pessoas que
prender ou detiver (G);
IV. Agredir física, moral ou psicologicamente preso sob sua guarda ou permitir que outros o
façam (G);
V. Permitir que o preso, sob sua guarda, conserve em seu poder instrumentos ou outros
objetos proibidos, com que possa ferir a si próprio ou a outrem (G);
XI. Liberar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem competência legal para tanto
(G);
XII. Receber vantagem de pessoa interessada no caso de furto, roubo, objeto achado ou
qualquer outro tipo de ocorrência ou procurá-la para solicitar vantagem (G);
XIII. Receber ou permitir que seu subordinado receba, em razão da função pública, qualquer
objeto ou valor, mesmo quando oferecido pelo proprietário ou responsável (G);
XV. Empregar subordinado ou servidor civil, ou desviar qualquer meio material ou financeiro
sob sua responsabilidade ou não, para a execução de atividades diversas daquelas para
as quais foram destinadas, em proveito próprio ou de outrem (G);
XVI. Provocar desfalques ou deixar de adotar providências, na esfera de suas atribuições, para
evitá-los (G);
XVII. Utilizar-se da condição de militar do Estado para obter facilidades pessoais de qualquer
natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros (G);
XVIII. Dar, receber ou pedir gratificação ou presente com finalidade de retardar, apressar ou obter
solução favorável em qualquer ato de serviço (G);
XXI. Exercer qualquer atividade estranha à Instituição Militar com prejuízo do serviço ou com
emprego de meios do Estado ou manter vínculo de qualquer natureza com organização
voltada para a prática de atividade tipificada como contravenção ou crime(G);
XXII. Exercer, o militar do Estado em serviço ativo, o comércio ou tomar parte na administração
ou gerência de sociedade empresária ou dela ser sócio, exceto como acionista, cotista ou
comanditário (G);
XXIII. Deixar de fiscalizar o subordinado que apresentar sinais exteriores de riqueza,
incompatíveis com a remuneração do cargo (G);
XXIV. Não cumprir, sem justo motivo, a execução de qualquer ordem legal recebida (G);
XXV. Dar, por escrito ou verbalmente, ordem manifestamente ilegal que possa acarretar
responsabilidade ao subordinado, ainda que não chegue a ser cumprida (G);
XXVI. Deixar de assumir a responsabilidade de seus atos ou pelos praticados por subordinados
que agirem em cumprimento de sua ordem (G);
XXVII. Aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem legal de autoridade
competente, ou serviço, ou para que seja retardada, prejudicada ou embaraçada a sua
execução (G);
XXXI. Promover ou participar de luta corporal com superior, igual, ou subordinado hierárquico
(G);
XXXII. Ofender a moral e os bons costumes por atos, palavras ou gestos (G);
XXXV. Evadir-se ou tentar evadir-se de escolta, bem como resistir a ela (G);
XXXVII. Deixar de comunicar ao superior imediato ou, na ausência deste, a qualquer autoridade
superior toda informação que tiver sobre iminente perturbação da ordem pública ou grave
alteração do serviço ou de sua marcha, logo que tenha conhecimento (G);
XL. Deixar de assumir, orientar ou auxiliar o atendimento de ocorrência, quando esta, por sua
natureza ou amplitude, assim o exigir (G);
XLIII. Faltar ao expediente ou ao serviço para o qual esteja nominalmente escalado (G);
XLIV. Afastar-se, quando em atividade militar com veículo automotor, aeronave, embarcação ou
a pé, da área em que deveria permanecer ou não cumprir roteiro de patrulhamento
predeterminado (G);
XLVI. Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem ao uso de substância proibida, entorpecente
ou que determine dependência física ou psíquica, ou introduzi-las em local sob
administração militar (G);
XLVII. Ingerir bebida alcoólica quando em serviço ou apresentar-se alcoolizado para prestá-lo
(G);
XLIX. Andar ostensivamente armado, em trajes civis, não se achando de serviço (G);
LI. Não obedecer às regras básicas de segurança ou não ter cautela na guarda de arma
própria ou sob sua responsabilidade (G);
LII. Dirigir viatura ou pilotar aeronave ou embarcação policial com imperícia, negligência,
imprudência ou sem habilitação legal (G);
LIII. Retirar ou tentar retirar de local, sob administração militar, material, viatura, aeronave,
embarcação ou animal, ou mesmo deles servir-se, sem ordem do responsável ou
proprietário (G);
LIV. Entrar, sair ou tentar fazê-lo, de Organização Militar, com tropa, sem prévio conhecimento
da autoridade competente, salvo para fins de instrução autorizada pelo comando (G);
I. Reter o preso, a vítima, as testemunhas ou partes não definidas por mais tempo que o
necessário para a solução do procedimento policial, administrativo ou penal (M);
II. Espalhar boatos ou notícias tendenciosas em prejuízo da boa ordem civil ou militar ou do
bom nome da Corporação Militar (M);
IV. Concorrer para a discórdia, desarmonia ou cultivar inimizade entre companheiros (M);
V. Entender-se com o preso, de forma velada, ou deixar que alguém o faça, sem autorização
de autoridade competente (M);
VI. Contrair dívida ou assumir compromisso superior às suas possibilidades, desde que venha
a expor o nome da Corporação Militar (M);
VII. Retardar, sem justo motivo, a execução de qualquer ordem legal recebida (M);
VIII. Interferir na administração de serviço ou na execução de ordem ou missão sem ter a devida
competência para tal (M);
XIV. Deixar de punir o transgressor da disciplina, salvo se houver causa de justificação (M);
XV. Não levar fato ilegal ou irregularidade que presenciar ou de que tiver ciência, e não lhe
couber reprimir, ao conhecimento da autoridade para isso competente (M);
XVI. Deixar de manifestar-se nos processos que lhe forem encaminhados, exceto nos casos de
suspeição ou impedimento, ou de absoluta falta de elementos, hipótese em que essas
circunstâncias serão declaradas (M);
XVII. Deixar de encaminhar à autoridade competente, no mais curto prazo e pela via hierárquica,
documento ou processo que receber, se não for de sua alçada a solução (M);
XVIII. trabalhar mal, intencionalmente ou por desídia, em qualquer serviço, instrução ou missão
(M);
XIX. Retardar ou prejudicar o serviço de polícia judiciária militar que deva promover ou em que
esteja investido (M);
XXI. Não ter, pelo preparo próprio ou de seus subordinados ou instrumentos, a dedicação
imposta pelo sentimento do dever (M);
XXV. Faltar a qualquer ato em que deva tomar parte ou assistir, ou ainda, retirar-se antes de seu
encerramento sem a devida autorização (M);
XXVI. Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de dispositivo ou ordem legal
(M);
XXX. Não se apresentar ao seu superior imediato ao término de qualquer afastamento do serviço
ou, ainda, logo que souber que o mesmo tenha sido interrompido ou suspenso (M);
XXXII. Introduzir bebidas alcoólicas em local sob administração militar, salvo se devidamente
autorizado (M);
XXXIV. Ter em seu poder, introduzir, ou distribuir em local sob administração militar, substância
ou material inflamável ou explosivo sem permissão da autoridade competente (M);
XL. Permitir que pessoa não autorizada adentre prédio ou local interditado (M);
XLI. Deixar, ao entrar ou sair de Organização Militar onde não sirva, de dar ciência da sua
presença ao Oficial-de-Dia ou de serviço e, em seguida, se oficial, de procurar o
comandante ou o oficial de posto mais elevado ou seu substituto legal para expor a razão
de sua presença, salvo as exceções regulamentares previstas (M);
XLII. Adentrar, sem permissão ou ordem, aposentos destinados a superior ou onde este se
encontre, bem como qualquer outro lugar cuja entrada lhe seja vedada (M);
XLIII. Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da Organização Militar, desde que não seja a
autoridade competente ou sem sua ordem, salvo em situações de emergência (M);
XLV. Deixar de exibir a superior hierárquico, quando por ele solicitado, objeto ou volume, ao
entrar ou sair de qualquer Organização Militar (M);
L. Frequentar lugares incompatíveis com o decoro social ou militar, salvo por motivo de
serviço (M);
LI. Recorrer a outros órgãos, pessoas ou instituições para resolver assunto de interesse
pessoal relacionado com a corporação militar, sem observar os preceitos estabelecidos
neste estatuto (M);
LII. Assumir compromisso em nome da Corporação Militar, ou representá-la em qualquer ato,
sem estar devidamente autorizado (M);
LIII. Deixar de cumprir ou fazer cumprir as normas legais ou regulamentares, na esfera de suas
atribuições (M);
LIV. Faltar a ato judiciário, administrativo ou similar, salvo motivo relevante a ser comunicado
por escrito à autoridade a que estiver subordinado, e assim considerado por esta, na
primeira oportunidade, antes ou depois do ato, do qual tenha sido previamente cientificado
(M);
LVI. Procrastinar injustificadamente expediente que lhe seja encaminhado, bem como atrasar
o prazo de conclusão de inquérito policial militar, conselho de justificação ou disciplina,
processo administrativo-disciplinar, sindicância ou similar (M);
I. Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem dele recebida, no mais curto prazo
possível (L);
III. Deixar, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao seu superior funcional,
conforme prescrições regulamentares (L);
VII. Dar toques ou fazer sinais, previstos nos regulamentos, sem ordem de autoridade
competente (L);
XIV. Tomar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos, em local sob
administração militar, ou em qualquer outro, quando uniformizado (L);
XV. Conduzir veículo, pilotar aeronave ou embarcação oficial, sem autorização do órgão militar
competente, mesmo estando habilitado (L);
XVI. Transportar na viatura, aeronave ou embarcação que esteja sob seu comando ou
responsabilidade, pessoal ou material, sem autorização da autoridade competente (L);
XVII. Andar a cavalo, a trote ou galope, sem necessidade, pelas ruas da cidade ou castigar
inutilmente a montada (L);
XIX. Entrar ou sair, de qualquer Organização Militar, por lugares que não sejam para isso
designados (L);
XX. Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em local sob administração militar, publicações,
estampas ou jornais que atentem contra a disciplina, a moral ou as instituições (L);
XXI. Usar vestuário incompatível com a função ou descurar do asseio próprio ou prejudicar o
de outrem (L);
XXIV. Aceitar qualquer manifestação coletiva de subordinados, com exceção das demonstrações
de boa e sã camaradagem e com prévio conhecimento do homenageado (L);
XXV. Discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos
políticos, militares ou policiais, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica,
quando devidamente autorizado (L).
I. Advertência;
II. Repreensão;
VI. Demissão;
VII. Expulsão;
Parágrafo único. Todo fato que constituir transgressão deverá ser levado ao conhecimento da
autoridade competente para as providências disciplinares.
ADVERTÊNCIA
Art. 15. A advertência, forma mais branda de sanção, é aplicada verbalmente ao transgressor,
podendo ser feita particular ou ostensivamente, sem constar de publicação, figurando,
entretanto, no registro de informações de punições para oficiais, ou na nota de corretivo das
praças.
Parágrafo único. A sanção de que trata o caput aplica-se exclusivamente às faltas de natureza
leve, constituindo ato nulo quando aplicada em relação à falta média ou grave.
REPREENSÃO
Art. 16. A repreensão é a sanção feita por escrito ao transgressor, publicada em boletim,
devendo sempre ser averbada nos assentamentos individuais.
Parágrafo único. A sanção de que trata o caput aplica-se às faltas de natureza leve e média,
constituindo ato nulo quando aplicada em relação à falta grave.
PERMANÊNCIA DISCIPLINAR
Art. 17. A permanência disciplinar é a sanção em que o transgressor ficará na OPM ou OBM,
sem estar circunscrito a determinado compartimento.
Parágrafo único. O militar do Estado sob permanência disciplinar comparecerá a todos os atos
de instrução e serviço, internos e externos.
§ 3º. O prazo para o encaminhamento do pedido de conversão será de 3 (três) dias úteis,
contados da data da publicação da sanção de permanência.
§ 5º. Nos casos em que o transgressor não possua nenhuma falta grave ou média, o pedido de
conversão não elidirá o pedido de reconsideração de ato.
Art. 19. A prestação do serviço extraordinário, nos termos do caput do artigo anterior, consiste
na realização de atividades, internas ou externas, por período nunca inferior a 6 (seis) ou superior
a 8 (oito) horas, nos dias em que o militar do Estado estaria de folga.
§ 2º. O militar do Estado, punido com período superior a 5 (cinco) dias de permanência disciplinar,
somente poderá pleitear a conversão até o limite previsto no parágrafo anterior, a qual, se
concedida, será sempre cumprida na fase final do período de punição.
§ 3º. A prestação do serviço extraordinário não poderá ser executada imediatamente após ou
anteriormente a este, ao término de um serviço ordinário.
CUSTÓDIA DISCIPLINAR
Art. 20. A custódia disciplinar consiste na retenção do militar do Estado no âmbito de sua OPM
ou OBM, sem participar de qualquer serviço, instrução ou atividade e sem estar circunscrito a
determinado comportamento.
§ 1º. Nos dias em que o militar do Estado permanecer custodiado perderá todas as vantagens e
direitos decorrentes do exercício do posto ou graduação, inclusive o direito de computar o tempo
da pena para qualquer efeito.
§ 2º. A custódia disciplinar somente poderá ser aplicada quando da reincidência no cometimento
de transgressão disciplinar de natureza grave.
Art. 21. A custódia disciplinar será aplicada pelo Controlador Geral de Disciplina dos Órgãos de
Segurança Pública e Sistema Penitenciário, pelo Secretário de Segurança Pública e Defesa
Social, Comandante Geral e pelos demais oficiais ocupantes de funções próprias do posto de
Coronel. (Nova redação dada pela Lei n.º 14.933, de
08.06.11)
§ 1º. A autoridade que entender necessária a aplicação da custódia disciplinar providenciará para
que a documentação alusiva à respectiva transgressão seja remetida à autoridade competente.
Art. 22. A reforma administrativa disciplinar poderá ser aplicada, mediante processo regular:
II. À praça que se tornar incompatível com a função militar estadual, ou nociva à disciplina, e
tenha sido julgada passível de reforma.
Parágrafo único. O militar do Estado que sofrer reforma administrativa disciplinar receberá
remuneração proporcional ao tempo de serviço militar.
DEMISSÃO
I - Ao oficial quando:
a) for condenado na Justiça Comum ou Militar a pena privativa de liberdade por tempo superior
a 2 (dois) anos, por sentença passada em julgado, observado o disposto no art. 125, § 4º, e
art. 142, § 3º, VI e VII, da Constituição Federal, e art. 176, §§ 8o e 9o da Constituição do Estado;
b) for condenado a pena de perda da função pública, por sentença passada em julgado;
a) for condenada na Justiça Comum ou Militar a pena privativa de liberdade por tempo superior
a 2 (dois) anos, por sentença passada em julgado, observado o disposto no art. 125, § 4º. da
Constituição Federal e art. 176, § 12, da Constituição do Estado;
b) for condenada a pena de perda da função pública, por sentença passada em julgado;
c) praticar ato ou atos que revelem incompatibilidade com a função militar estadual, comprovado
mediante processo regular;
EXPULSÃO
Art. 24. A expulsão será aplicada, mediante processo regular, à praça que atentar contra a
segurança das instituições nacionais ou praticar atos desonrosos ou ofensivos ao decoro
profissional.
Parágrafo único. A participação em greve ou em passeatas, com uso de arma, ainda que por
parte de terceiros, configura ato atentatório contra a segurança das instituições nacionais.
Art. 25. A proibição do uso de uniformes militares e de porte de arma será aplicada, nos termos
deste Código, temporariamente, ao inativo que atentar contra o decoro ou a dignidade militar,
até o limite de 1 (um) ano.
RECOLHIMENTO TRANSITÓRIO
Art. 26. O recolhimento transitório não constitui sanção disciplinar, sendo medida preventiva e
acautelatória da ordem social e da disciplina militar, consistente no desarmamento e
recolhimento do militar à prisão, sem nota de punição publicada em boletim, podendo ser
excepcionalmente adotada quando houver fortes indícios de autoria de crime propriamente
militar ou transgressão militar e a medida for necessária:
§ 2º. São autoridades competentes para determinar o recolhimento transitório aquelas elencadas
no art. 31 deste Código.
§ 4º. O militar do Estado sob recolhimento transitório, nos termos deste artigo, somente poderá
permanecer nessa situação pelo tempo necessário ao restabelecimento da normalidade da
situação considerada, sendo que o prazo máximo será de 5 (cinco) dias, salvo determinação
em contrário da autoridade judiciária competente.
§ 5º. O militar do Estado não sofrerá prejuízo funcional ou remuneratório em razão da aplicação
da medida preventiva de recolhimento transitório.
§ 6º. Ao militar estadual preso nas circunstâncias deste artigo, são garantidos os seguintes
direitos:
III. Comunicação imediata do local onde se encontra recolhido a pessoa por ele indicada;
V. Apresentação de recurso.
BIZU: ( J I C O A)
§ 9º. A decisão do recurso será fundamentada e proferida no prazo de dois dias úteis. Expirado
esse prazo, sem a decisão do recurso, o militar será liberado imediatamente.
PROCEDIMENTO DISCIPLINAR
COMUNICAÇÃO DISCIPLINAR
Art. 27. A comunicação disciplinar dirigida à autoridade competente destina-se a relatar uma
transgressão disciplinar cometida por subordinado hierárquico, quando houver indícios ou provas
de autoria.
Art. 28. A comunicação disciplinar será formal, tanto quanto possível, deve ser clara, concisa e
precisa, contendo os dados capazes de identificar as pessoas ou coisas envolvidas, o local, a
data e a hora do fato, além de caracterizar as circunstâncias que o envolveram, bem como as
alegações do faltoso, quando presente e ao ser interpelado pelo signatário das razões da
transgressão, sem tecer comentários ou opiniões pessoais.
§ 1º. A comunicação disciplinar deverá ser apresentada no prazo de 5 (cinco) dias, contados da
constatação ou conhecimento do fato, ressalvadas as disposições relativas ao recolhimento
transitório, que deverá ser feita imediatamente.
§ 1º. A solução será dada no prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir do recebimento da defesa
do acusado, prorrogável, no máximo, por mais 15 (quinze) dias, mediante declaração de motivos.
Art. 30. Representação é toda comunicação que se referir a ato praticado ou aprovado por
superior hierárquico ou funcional, que se repute irregular, ofensivo, injusto ou ilegal.
§ 1º. A representação será dirigida à autoridade funcional imediatamente superior àquela contra
a qual é atribuída a prática do ato irregular, ofensivo, injusto ou ilegal.
§ 2º. A representação contra ato disciplinar será feita somente após solucionados os recursos
disciplinares previstos neste Código e desde que a matéria recorrida verse sobre a legalidade
do ato praticado.
§ 3º. A representação nos termos do parágrafo anterior será exercida no prazo estabelecido no
§ 3º, do art. 58.
§ 4º. O prazo para o encaminhamento de representação será de 5 (cinco) dias úteis, contados
da data do conhecimento do ato ou fato que a motivar.
SANÇÕES DISCIPLNARES
COMPETÊNCIA
Art. 31. A competência disciplinar é inerente ao cargo, função ou posto, sendo autoridades
competentes para aplicar sanção disciplinar:
III. Os oficiais da ativa: aos militares do Estado que estiverem sob seu comando ou integrantes
das OPM ou OBM subordinadas. (Nova redação dada pela Lei n.º 14.933, de 08.06.11)
IV. Os Subcomandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar: a todos sob seu
comando e das unidades subordinadas e às praças inativas da reserva remunerada;
V. Os oficiais da ativa: aos militares do Estado que estiverem sob seu comando ou
integrantes das OPM ou OBM subordinadas.
Art. 32. O Governador do Estado é competente para aplicar todas as sanções disciplinares
previstas neste Código, cabendo às demais autoridades as seguintes competências:
I. Ao Controlador Geral de Disciplina: todas as sanções disciplinares exceto a demissão de
oficiais; (Nova redação dada pela Lei n.º 14.933, de 08.06.11)
JULGAMENTO
Art. 33. Na aplicação das sanções disciplinares serão sempre considerados a natureza, a
gravidade e os motivos determinantes do fato, os danos causados, a personalidade e os
antecedentes do agente, a intensidade do dolo ou o grau da culpa.
Art. 34. Não haverá aplicação de sanção disciplinar quando for reconhecida qualquer das
seguintes causas de justificação:
IV. Obediência a ordem superior, desde que a ordem recebida não seja manifestamente ilegal;
V. Uso de força para compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever, no caso
de perigo, necessidade urgente, calamidade pública ou manutenção da ordem e da
disciplina.
BIZU: ( M E L O U )
III. Reincidência;
VII. Ter sido a falta praticada com abuso de autoridade hierárquica ou funcional ou com
emprego imoderado de violência manifestamente desnecessária.
§ 1º. Não se aplica a circunstância agravante prevista no inciso V quando, pela sua natureza, a
transgressão seja inerente à execução do serviço.
§ 2º. Considera-se reincidência o enquadramento da falta praticada num dos itens previstos no
art. 13 ou no inciso II do § 1º. do art. 12.
APLICAÇÃO
Art. 37. A aplicação da sanção disciplinar abrange a análise do fato, nos termos do art. 33 deste
Código, a análise das circunstâncias que determinaram a transgressão, o enquadramento e a
decorrente publicação.
Art. 39. A publicação é a divulgação oficial do ato administrativo referente à aplicação da sanção
disciplinar ou à sua justificação, e dá início a seus efeitos.
Art. 41. Na aplicação das sanções disciplinares previstas neste Código, serão rigorosamente
observados os seguintes limites:
II. Quando as circunstâncias agravantes preponderarem, poderá ser aplicada a sanção até o
seu limite máximo;
III. Pela mesma transgressão não será aplicada mais de uma sanção disciplinar, sendo nulas as
penas mais brandas quando indevidamente aplicadas a fatos de gravidade com elas
incompatível, de modo que prevaleça a penalidade devida para a gravidade do fato.
Art. 42. A sanção disciplinar será proporcional à gravidade e natureza da infração, observados
os seguintes limites:
II. As faltas médias são puníveis com permanência disciplinar de até 8(oito) dias e, na
reincidência, com permanência disciplinar de até 15(quinze) dias;
III. As faltas graves são puníveis com permanência disciplinar de até 10 (dez) dias ou custódia
disciplinar de até 8 (oito) dias e, na reincidência, com permanência de até 20 (vinte) dias ou
custódia disciplinar de até 15 (quinze) dias, desde que não caiba demissão ou expulsão.
Art. 43. O início do cumprimento da sanção disciplinar dependerá de aprovação do ato pelo
Comandante da Unidade ou pela autoridade funcional imediatamente superior, quando a sanção
for por ele aplicada, e prévia publicação em boletim, ressalvados os casos de necessidade da
medida preventiva de recolhimento transitório, prevista neste Código.
Art. 44. A sanção disciplinar não exime o militar estadual punido da responsabilidade civil e
criminal emanadas do mesmo fato.
Parágrafo único. A instauração de inquérito ou ação criminal não impede a imposição, na esfera
administrativa, de sanção pela prática de transgressão disciplinar sobre o mesmo fato.
Art. 45. Na ocorrência de mais de uma transgressão, sem conexão entre elas, serão impostas
as sanções correspondentes isoladamente; em caso contrário, quando forem praticadas de
forma conexa, as de menor gravidade serão consideradas como circunstâncias agravantes da
transgressão principal.
Art. 46. Na ocorrência de transgressão disciplinar envolvendo militares do Estado de mais de
uma Unidade, caberá ao comandante da área territorial onde ocorreu o fato apurar ou determinar
a apuração e, ao final, se necessário, remeter os autos à autoridade funcional superior comum
aos envolvidos.
Art. 47. Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes, ambas com ação disciplinar
sobre o transgressor, conhecerem da transgressão disciplinar, competirá à de maior hierarquia
apurá-la ou determinar que a menos graduada o faça.
Parágrafo único. Quando a apuração ficar sob a incumbência da autoridade menos graduada,
a punição resultante será aplicada após a aprovação da autoridade superior, se está assim
determinar.
Art. 48. A expulsão será aplicada, em regra, quando a praça militar, independentemente da
graduação ou função que ocupe, for condenado judicialmente por crime que também constitua
infração disciplinar grave e que denote incapacidade moral para a continuidade do exercício de
suas funções, após a instauração do devido processo legal, garantindo a ampla defesa e o
contraditório.
Art. 49. A autoridade que tiver de aplicar sanção a subordinado que esteja a serviço ou à
disposição de outra autoridade requisitará a apresentação do transgressor.
Parágrafo único. Quando o local determinado para o cumprimento da sanção não for a
respectiva OPM ou OBM, a autoridade indicará o local designado para a apresentação do militar
punido.
Art. 50. Nenhum militar do Estado será interrogado ou ser-lhe-á aplicada sanção se estiver em
estado de embriaguez, ou sob a ação de substância entorpecente ou que determine dependência
física ou psíquica, devendo, se necessário, ser, desde logo, recolhido transitoriamente, por
medida preventiva.
Art. 51. O cumprimento da sanção disciplinar, por militar do Estado afastado do serviço, deverá
ocorrer após a sua apresentação na OPM ou OBM, pronto para o serviço militar, salvo nos casos
de interesse da preservação da ordem e da disciplina.
Art. 52. O início do cumprimento da sanção disciplinar deverá ocorrer no prazo máximo de
5(cinco) dias após a ciência, pelo militar punido, da sua publicação.
§ 2º. Não será computado, como cumprimento de sanção disciplinar, o tempo em que o militar
do Estado passar em gozo de afastamentos regulamentares, interrompendose a contagem a
partir do momento de seu afastamento até o seu retorno.
COMPORTAMENTO
Art. 53. O comportamento da praça militar demonstra o seu procedimento na vida profissional
e particular, sob o ponto de vista disciplinar.
Art. 54. Para fins disciplinares e para outros efeitos, o comportamento militar classifica-se em:
I. Excelente - quando, no período de 10 (dez) anos, não lhe tenha sido aplicada qualquer
sanção disciplinar, mesmo por falta leve;
II. Ótimo - quando, no período de 5 (cinco) anos, lhe tenham sido aplicadas até 2 duas)
repreensões;
III. Bom - quando, no período de 2 (dois) anos, lhe tenham sido aplicadas até 2 (duas)
permanências disciplinares;
IV. Regular - quando, no período de 1 (um) ano, lhe tenham sido aplicadas até 2 (duas)
permanências disciplinares ou 1 (uma) custódia disciplinar;
V. Mau - quando, no período de 1 (um) ano, lhe tenham sido aplicadas mais de 2 (duas)
permanências disciplinares ou mais de 1 (uma) custódia disciplinar.
§ 2º. Bastará uma única sanção disciplinar acima dos limites estabelecidos neste artigo para
alterar a categoria do comportamento.
§ 3º. Para a classificação do comportamento fica estabelecido que duas repreensões equivalerão
a uma permanência disciplinar.
Art. 55. Ao ser admitida, a praça militar será classificada no comportamento “bom”.
RECURSOS DISCIPLINARES
Art. 56. O militar do Estado, que considere a si próprio, a subordinado seu ou a serviço sob sua
responsabilidade prejudicado, ofendido ou injustiçado por ato de superior hierárquico, poderá
interpor recursos disciplinares.
Art. 57. O pedido de reconsideração de ato é recurso interposto, mediante parte ou ofício, à
autoridade que praticou, ou aprovou, o ato disciplinar que se reputa irregular, ofensivo, injusto
ou ilegal, para que o reexamine.
§ 2º. O pedido de reconsideração de ato, que tem efeito suspensivo, deve ser apresentado no
prazo máximo de 5 (cinco) dias, a contar da data em que o militar do Estado tomar ciência do
ato que o motivou.
§ 3º. A autoridade a quem for dirigido o pedido de reconsideração de ato deverá, saneando se
possível o ato praticado, dar solução ao recurso, no prazo máximo de 10 (dez) dias, a contar da
data de recebimento do documento, dando conhecimento ao interessado, mediante despacho
fundamentado que deverá ser publicado.
§ 5º. O pedido de reconsideração de ato deve ser redigido de forma respeitosa, precisando o
objetivo e as razões que o fundamentam, sem comentários ou insinuações desnecessárias,
podendo ser acompanhado de documentos comprobatórios.
§ 6º. Não será conhecido o pedido de reconsideração intempestivo, procrastinador ou que não
apresente fatos ou argumentos novos que modifiquem a decisão anteriormente tomada, devendo
este ato ser publicado, obedecido o prazo do § 3º deste artigo.
Art. 58. O recurso hierárquico, interposto por uma única vez, terá efeito suspensivo e será
redigido sob a forma de parte ou ofício e endereçado diretamente à autoridade imediatamente
superior àquela que não reconsiderou o ato tido por irregular, ofensivo, injusto ou ilegal.
§ 1º. A interposição do recurso de que trata este artigo, a qual deverá ser precedida de pedido
de reconsideração do ato, somente poderá ocorrer depois de conhecido o resultado deste pelo
requerente, exceto na hipótese prevista pelo § 4º do artigo anterior.
§ 2º. A autoridade que receber o recurso hierárquico deverá comunicar tal fato, por escrito,
àquela contra a qual está sendo interposto.
II. Para comunicação: 3 (três) dias, a contar do protocolo da OPM ou OBM da autoridade
destinatária;
§ 5º. O recurso hierárquico não poderá tratar de assunto estranho ao ato ou fato que o tenha
motivado, nem versar sobre matéria impertinente ou fútil.
§ 6º. Não será conhecido o recurso hierárquico intempestivo, procrastinador ou que não
apresente fatos ou argumentos novos que modifiquem a decisão anteriormente tomada, devendo
ser cientificado o interessado, e publicado o ato em boletim, no prazo de 10 (dez) dias.
Art. 60. Solucionados os recursos disciplinares e havendo sanção disciplinar a ser cumprida, o
militar do Estado iniciará o seu cumprimento dentro do prazo de 3 (três) dias:
Art. 61. Os prazos para a interposição dos recursos de que trata este Código são decadenciais.
II. Atenuação;
III. Agravação;
IV. Anulação.
Art. 63. A retificação consiste na correção de irregularidade formal sanável, contida na sanção
disciplinar aplicada pela própria autoridade ou por autoridade subordinada.
Art. 64. A atenuação é a redução da sanção proposta ou aplicada, para outra menos rigorosa
ou, ainda, a redução do número de dias da sanção, nos limites do art. 42, se assim o exigir o
interesse da disciplina e a ação educativa sobre o militar do Estado.
Art. 65. A agravação é a ampliação do número dos dias propostos para uma sanção disciplinar
ou a aplicação de sanção mais rigorosa, nos limites do art. 42, se assim o exigir o interesse da
disciplina e a ação educativa sobre o militar do Estado.
Art. 66. Anulação é a declaração de invalidade da sanção disciplinar aplicada pela própria
autoridade ou por autoridade subordinada, quando, na apreciação do recurso, verificar a
ocorrência de ilegalidade, devendo retroagir à data do ato.
RECOMPENSAS MILITARES
Art. 67. As recompensas militares constituem reconhecimento dos bons serviços prestados pelo
militar do Estado e consubstanciam-se em prêmios concedidos por atos meritórios e serviços
relevantes.
I. Elogio;
Parágrafo único. O elogio individual, ato administrativo que coloca em relevo as qualidades
morais e profissionais do militar, poderá ser formulado independentemente da classificação de
seu comportamento e será registrado nos assentamentos.
Art. 69. A dispensa do serviço é uma recompensa militar e somente poderá ser concedida por
oficiais dos postos de tenente-coronel e coronel a seus subordinados funcionais.
Parágrafo único. A concessão de dispensas do serviço, observado o disposto neste artigo, fica
limitada ao máximo de 6(seis) dias por ano, sendo sempre publicada em boletim.
Art. 70. O cancelamento de sanções disciplinares consiste na retirada dos registros realizados
nos assentamentos individuais do militar da ativa, relativos às penas disciplinares que lhe foram
aplicadas, sendo inaplicável às sanções de reforma administrativa disciplinar, de demissão e de
expulsão.
III. Para o cancelamento de permanência disciplinar ou, anteriormente a esta Lei, de detenção:
7 anos;
IV. Para o cancelamento de custódia disciplinar ou, anteriormente a esta Lei, de prisão
administrativa: 10 anos.
§ 3º. O cancelamento de sanções não terá efeito retroativo e não motivará o direito de revisão
de outros atos administrativos decorrentes das sanções canceladas.
PROCESSO REGULAR
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 71. O processo regular de que trata este Código, para os militares do Estado, será:
II. O Conselho de Disciplina, para praças com 10 (dez) ou mais anos de serviço militar
no Estado;
§ 2º. A inobservância dos prazos previstos para o processo regular não acarreta a nulidade do
processo, porém os membros do Conselho ou da comissão poderão responder pelo
retardamento injustificado do processo.
Art. 72. O militar do Estado submetido a processo regular deverá, quando houver possibilidade
de prejuízo para a hierarquia, disciplina ou para a apuração do fato, ser designado para o
exercício de outras funções, enquanto perdurar o processo, podendo ainda a autoridade
instauradora proibir-lhe o uso do uniforme e o porte de arma, como medida cautelar.
Parágrafo único. Não impede a instauração de novo processo regular, caso surjam novos fatos
ou evidências posteriormente à conclusão dos trabalhos na instância administrativa, a
absolvição, administrativa ou judicial, do militar do Estado em razão de:
Art. 73. Aplicam-se a esta Lei, subsidiariamente, pela ordem, as normas do Código do Processo
Penal Militar, do Código de Processo Penal e do Código de Processo Civil.
II. Prescrição.
Art. 76. O oficial submetido a Conselho de Justificação e considerado culpado, por decisão
unânime, deverá ser agregado disciplinarmente mediante ato do Comandante Geral, até decisão
final do Tribunal competente, ficando:
I. Afastado das suas funções e adido à Unidade que lhe for designada;
Art. 77. A constituição do Conselho de Justificação dar-se-á por ato do Governador do Estado
ou do Controlador Geral de Disciplina, composto, cada um, por 3 (três) Oficiais, sejam Militares
ou Bombeiros Militares Estaduais, ou das Forças Armadas, dos quais, um Oficial Intermediário,
recaindo sobre o mais antigo a presidência da Comissão, outro atuará como interrogante e o
último como relator e escrivão.(Nova redação dada pela Lei n. 15.051, de 06.12.11)
§ 1º. . Quando o justificante for oficial superior do último posto, o Conselho será formado por
oficiais daquele posto, da ativa ou na inatividade, mais antigos que o justificante, salvo na
impossibilidade. Quando o justificante for oficial da reserva remunerada, um dos membros do
Conselho poderá ser da reserva remunerada.
II. Os Oficiais que tenham entre si, com o acusador ou com o acusado, parentesco
consanguíneo ou afim, na linha reta ou até o quarto grau de consanguinidade colateral ou
de natureza civil;
§ 3º. O Conselho de Justificação funciona sempre com a totalidade de seus membros, em local
que a autoridade nomeante, ou seu presidente, julgue melhor indicado para a apuração dos
fatos.
Art. 78. O Conselho de Justificação dispõe de um prazo de 60(sessenta) dias, a contar da data
de sua nomeação, para a conclusão de seus trabalhos relativos ao processo, e de mais 15
(quinze) dias para deliberação, confecção e remessa do relatório conclusivo.
Art. 79. Reunido o Conselho de Justificação, convocado previamente por seu Presidente, em
local, dia e hora designados com antecedência, presentes o acusado e seu defensor, o
Presidente manda proceder à leitura e a autuação dos documentos que instruíram e os que
constituíram o ato de nomeação do Conselho; em seguida, ordena a qualificação e o
interrogatório do justificante, previamente cientificado da acusação, sendo o ato reduzido a
termo, assinado por todos os membros do Conselho, pelo acusado e pelo defensor, fazendo-se
a juntada de todos os documentos por este acaso oferecidos em defesa.
§ 1º. Sempre que o acusado não for localizado ou deixar de atender à intimação formal para
comparecer perante o Conselho de Justificação serão adotadas as seguintes providências:
b) o processo corre à revelia do acusado, se não atender à publicação, sendo desnecessária sua
intimação para os demais atos processuais.
§2º Ao acusado revel ou não comparecimento do defensor nomeado pelo acusado em qualquer
ato do processo, será nomeado defensor dativo, por solicitação do Controlador Geral de
Disciplina, para promover a defesa do oficial justificante, sendo o defensor intimado para
acompanhar os atos processuais.(Nova redação dada pela Lei n.º
15.051, de 06.12.11)
§ 5º. Em sua defesa, pode o acusado requerer a produção, perante o Conselho de Justificação,
de todas as provas permitidas no Código de Processo Penal Militar. A autenticação de
documentos exigidos em cópias poderá ser feita pelo órgão administrativo.
§ 6º. As provas a serem colhidas mediante carta precatória serão efetuadas por intermédio da
autoridade Policial-Militar ou, na falta desta, da Polícia Judiciária local.
Art. 80. O acusado poderá, após o interrogatório, no prazo de três dias, oferecer defesa prévia,
arrolando até três testemunhas e requerer a juntada de documentos que entender convenientes
à sua defesa.
Art. 81. Apresentada ou não a defesa, proceder-se-á à inquirição das testemunhas, devendo as
de acusação, em número de até três, serem ouvidas em primeiro lugar.
Parágrafo único. As testemunhas de acusação que nada disserem para o esclarecimento dos
fatos, a Juízo do Conselho de Justificação, não serão computadas no número previsto no caput,
sendo desconsiderado seu depoimento.
Art. 82. O acusado e seu defensor, querendo, poderão comparecer a todos os atos do processo
conduzido pelo Conselho de Justificação, sendo para tanto intimados, ressalvado o caso de
revelia.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
Art. 84. Apresentadas as razões finais de defesa, o Conselho de Justificação passa a deliberar
sobre o julgamento do caso, em sessão, facultada a presença do defensor do militar processado,
elaborando, ao final, relatório conclusivo. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
II. Está ou não definitivamente inabilitado para o acesso, o oficial considerado provisoriamente
não habilitado no momento da apreciação de seu nome para ingresso em Quadro de Acesso;
§ 2º. A decisão do Conselho de Justificação será tomada por maioria de votos de seus membros,
facultada a justificação, por escrito, do voto vencido.
Art. 85. Elaborado o relatório conclusivo, será lavrado termo de encerramento, com a remessa
do processo, pelo Presidente do Conselho de Justificação, ao Controlador Geral de Disciplina
para fins do previsto no art. 28-A, da Lei Complementar nº 98, de
20 de junho de 2011.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
III. A adoção das providências necessárias à transferência para a reserva remunerada, caso
considerado o oficial definitivamente não habilitado para o acesso;
IV. A remessa do processo ao Auditor da Justiça Militar do Estado, caso a acusação julgada
administrativamente procedente seja também, em tese, crime;
Art. 87. No Tribunal de Justiça, distribuído o processo, o relator mandará citar o oficial acusado
para, querendo, oferecer defesa, no prazo de 10 (dez) dias, sobre a conclusão do Conselho de
Justificação e a decisão do Governador do Estado, em seguida, mandará abrir vista para o
parecer do Ministério Público, no prazo de 10(dez) dias, e, na sequência, efetuada a revisão, o
processo deverá ser incluído em pauta para julgamento.
§ 1º. O Tribunal de Justiça, caso julgue procedente a acusação, confirmando a decisão oriunda
do Executivo, declarará o oficial indigno do oficialato ou com ele incompatível, decretando:
II. a reforma administrativa disciplinar, no posto que o oficial possui na ativa, com proventos
proporcionais ao tempo de serviço militar.
CONSELHO DE DISCIPLINA
§1º A constituição do Conselho de Disciplina dar-se-á por ato do Controlador Geral de Disciplina,
composto, cada um, por 3 (três) Oficiais, sejam Militares ou Bombeiros Militares Estaduais, ou
das Forças Armadas, dos quais, um Oficial Intermediário, recaindo sobre o mais antigo a
presidência da Comissão, outro atuará como interrogante e o último como relator e
escrivão.(Nova redação dada pela Leri n. 15.051, de
06.12.11)
§ 2º. O mais antigo do Conselho, no mínimo um capitão, será o presidente e o que se lhe seguir
em antiguidade ou precedência funcional será o interrogante, sendo o relator e escrivão o mais
moderno.
II. Os Oficiais que tenham entre si, com o acusador ou com o acusado, parentesco
consanguíneo ou afim, na linha reta ou até o quarto grau de consanguinidade colateral ou
de natureza civil; e,
§ 5º. O Conselho de Disciplina funciona sempre com a totalidade de seus membros, em local
que a autoridade nomeante, ou seu presidente, julgue melhor indicado para a apuração dos
fatos.
Art. 89. As autoridades referidas no artigo anterior podem, com base na natureza da falta ou na
inconsistência dos fatos apontados, considerar, desde logo, insuficiente a acusação e, em
consequência, deixar de instaurar o Conselho de Disciplina, sem prejuízo de novas diligências.
Art. 90. O Conselho de Disciplina poderá ser instaurado, independentemente da existência ou
da instauração de inquérito policial comum ou militar, de processo criminal ou de sentença
criminal transitada em julgado.
Parágrafo único. Se no curso dos trabalhos do Conselho surgirem indícios de crime comum ou
militar, o presidente deverá extrair cópia dos autos, remetendo-os, por ofício, à autoridade
competente para início do respectivo inquérito policial ou da ação penal cabível.
Art. 91. Será instaurado apenas um processo quando o ato ou atos motivadores tenham sido
praticados em concurso de agentes.
§ 2º. Existindo concurso ou continuidade infracional, deverão todos os atos censuráveis constituir
o libelo acusatório da portaria.
Art. 92. O Conselho de Disciplina dispõe de um prazo de 45(quarenta e cinco) dias, a contar da
data de sua nomeação, para a conclusão de seus trabalhos relativos ao processo, e de mais 15
(quinze) dias para deliberação, confecção e remessa do relatório conclusivo.
Art. 93. Reunido o Conselho de Disciplina, convocado previamente por seu Presidente, em local,
dia e hora designados com antecedência, presentes o acusado e seu defensor, o Presidente
manda proceder a leitura e a autuação dos documentos que instruíram e os que constituíram o
ato de nomeação do Conselho; em seguida, ordena a qualificação e o interrogatório da praça,
previamente cientificada da acusação, sendo o ato reduzido a termo, assinado por todos os
membros do Conselho, pelo acusado e pelo defensor, fazendo-se a juntada de todos os
documentos por este acaso oferecidos em defesa.
§ 1º. Sempre que a praça acusada não for localizada ou deixar de atender à intimação formal
para comparecer perante o Conselho de Disciplina serão adotadas as seguintes providências:
b) o processo corre à revelia do acusado, se não atender à publicação, sendo desnecessária sua
intimação para os demais atos processuais.
§2º Ao acusado revel ou não comparecimento do defensor nomeado pelo acusado em qualquer
ato do processo, será nomeado defensor dativo, para promover a defesa da praça, sendo o
defensor intimado para acompanhar os atos processuais. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.051,
de 06.12.11)
§ 5º. Em sua defesa, pode o acusado requerer a produção, perante o Conselho de Disciplina, de
todas as provas permitidas no Código de Processo Penal Militar. A autenticação de documentos
exigidos em cópias poderá ser feita pelo órgão administrativo.
§ 6º. As provas a serem colhidas mediante carta precatória serão efetuadas por intermédio da
autoridade policial-militar ou bombeiro-militar, na falta destas, da Polícia Judiciária local.
Art. 94. O acusado poderá, após o interrogatório, no prazo de três dias, oferecer defesa prévia,
arrolando até três testemunhas e requerer a juntada de documentos que entender convenientes
à sua defesa.
Art. 95. Apresentada ou não a defesa, proceder-se-á à inquirição das testemunhas, devendo as
de acusação, em número de até três, serem ouvidas em primeiro lugar.
Parágrafo único. As testemunhas de acusação que nada disserem para o esclarecimento dos
fatos, a Juízo do Conselho de Disciplina, não serão computadas no número previsto no caput,
sendo desconsiderado seu depoimento.
Art. 96. O acusado e seu defensor, querendo, poderão comparecer a todos os atos do processo
conduzido pelo Conselho de Disciplina, sendo para tanto intimados, ressalvado o caso de
revelia.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
Art. 97. Encerrada a fase de instrução, a praça acusada será intimada para apresentar, por seu
advogado ou defensor público, no prazo de 8 (oito) dias, suas razões finais de defesa.
Art. 98. Apresentadas as razões finais de defesa, o Conselho de Disciplina passa a deliberar
sobre o julgamento do caso, em sessão, facultada a presença do defensor do militar processado,
elaborando, ao final, o relatório conclusivo. (Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
§ 1º. O relatório conclusivo, assinado por todos os membros do Conselho de Disciplina, deve
decidir se a praça acusada:
§ 2º. A decisão do Conselho de Disciplina será tomada por maioria de votos de seus membros,
facultada a justificação, por escrito, do voto vencido.
Art. 99. Elaborado o relatório conclusivo, será lavrado termo de encerramento, com a remessa
do processo, pelo presidente do Conselho de Disciplina, à autoridade competente para proferir
a decisão, a qual dentro do prazo de 20 dias, decidirá se aceita ou não o julgamento constante
do relatório conclusivo, determinando:
I. O arquivamento do processo, caso improcedente a acusação, adotando as razões constantes
do relatório conclusivo do Conselho de Disciplina ou concebendo outros fundamentos;
IV. A remessa do processo ao Auditor da Justiça Militar do Estado, caso a acusação julgada
administrativamente procedente seja também, em tese, crime.
§ 1º. A decisão proferida no processo deve ser publicado oficialmente no Boletim da Corporação
e transcrita nos assentamentos da Praça.
§ 2º. A reforma administrativa disciplinar da Praça é efetivada no grau hierárquico que possui na
ativa, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
Art. 100. O acusado ou, no caso de revelia, o seu Defensor que acompanhou o processo pode
interpor recurso contra a decisão final proferida no Conselho de Disciplina, no prazo de 5 (cinco)
dias, para a autoridade que instaurou o processo regular.
Parágrafo único. O prazo para a interposição do recurso é contado da data da intimação pessoal
do acusado ou de seu defensor, ou, havendo qualquer dificuldade para estas se efetivarem, da
data da publicação no Boletim da Corporação.(Nova redação dada pela Lei n.º 15.051, de 06.12.11)
Art. 101. Cabe à autoridade que instaurou o processo regular, em última instância, julgar o
recurso interposto contra a decisão proferida no processo do Conselho de Disciplina, no prazo
de 30 (trinta) dias, contados da data do recebimento do processo com o recurso.
Art. 102. A decisão do Secretário de Segurança Pública e Defesa Social e do Controlador Geral
de Disciplina, proferida em única instância, caberá revisão processual ao Governador do Estado,
e nos demais casos ao Controlador Geral de Disciplina, desde que contenha fatos novos, será
publicada em boletim, e o não atendimento desta descrição ensejará o indeferimento liminar.
(Nova redação dada pela Lei n.º 14.933,de 08.06.11)
PROCESSO ADMINISTRATIVO-DISCIPLINAR
Art. 106. Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação, revogadas
todas as disposições em contrário, em especial as Leis nº 10.280, de 5 de julho de 1989, e
10.341, de 22 de novembro de 1979, o Decreto nº. 14.209, de 19 de dezembro de 1980, e as
constantes da Lei nº. 10.072, de 20 de dezembro de 1976, e de suas alterações.