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Regimento Interno do TJ de Minas Gerais

O documento descreve a organização e funcionamento do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, mencionando seus órgãos como o Tribunal Pleno, Órgão Especial e Corregedoria Geral de Justiça, além de tratar da constituição, cargos e comissões do tribunal.

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William Alex
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Regimento Interno do TJ de Minas Gerais

O documento descreve a organização e funcionamento do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, mencionando seus órgãos como o Tribunal Pleno, Órgão Especial e Corregedoria Geral de Justiça, além de tratar da constituição, cargos e comissões do tribunal.

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REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE

JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS


REGIMENTO INTERNO TJ

Previsão no art. 96, I , a, CF

Não é uma lei (no sentido literal)

Não foi aprovado pelo Poder Legislativo

Ato normativo (resolução)

Debates e elaboração na Comissão de Regimento Interno

Aprovação pelo Tribunal Pleno (art. 25,IV)


REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Art. 1º O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, órgão


superior do Poder Judiciário Estadual, com sede na Capital e
jurisdição em todo território do Estado, organiza-se na forma
estabelecida neste Regimento.

Art. 2º Ao Tribunal de Justiça cabe tratamento de "egrégio", sendo


privativo de seus membros o título de desembargador, aos quais é
devido o tratamento de "excelência".
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 3º O Tribunal de Justiça é constituído pelos desembargadores,


em número fixado na Lei de Organização e Divisão Judiciárias do
Estado de Minas Gerais, nele compreendidos o Presidente, os
Vice-Presidentes e o Corregedor-Geral de Justiça.

Art. 4º O provimento do cargo de desembargador será feito na


forma estabelecida na Constituição da República, observados a
Constituição do Estado, o Estatuto da Magistratura, a Lei de
Organização e Divisão Judiciárias do Estado e este regimento.
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 5º O Presidente, os Vice-Presidentes, o Corregedor-Geral de


Justiça e o Vice-Corregedor serão eleitos em sessão especial do
Tribunal Pleno, realizada na segunda quinzena do mês de abril dos
anos pares.

§ 1º Os mandatos de que trata este artigo serão de dois anos e


terão início com a entrada em exercício, no primeiro dia útil do
mês de julho dos anos pares.

§ 2º Em caso de vacância verificada antes do término do mandato,


qualquer que seja o motivo, será eleito desembargador para
completar o biênio previsto no § 1º deste artigo.

§ 3º Na hipótese do § 2º deste artigo, a eleição para o cargo vago


far-se-á dentro de dez dias a contar da ocorrência da vaga.
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 6º O Presidente, os Vice-Presidentes, o Corregedor-Geral de


Justiça e o Vice-Corregedor tomarão posse conjuntamente, em
sessão solene do Tribunal Pleno.

§ 1º No ato da posse, o empossando prestará o seguinte


compromisso: “Prometo desempenhar leal e honradamente as
funções de Presidente do Tribunal de Justiça (Primeiro Vice-
Presidente, Segundo VicePresidente, Terceiro Vice-Presidente,
Corregedor-Geral de Justiça ou Vice-Corregedor), respeitando a
Constituição da República, a Constituição do Estado de Minas
Gerais, as leis e o Regimento Interno do Tribunal”, facultando-se
ao empossando inserir a expressão “sob a proteção de Deus”
antes do verbo “desempenhar”.
DA CONSTITUIÇÃO

§ 2º Em livro especial, será lavrado termo de posse e exercício,


que será lido pelo secretário e assinado pelo presidente da sessão
e pelos empossados.
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 7º O desembargador tomará posse em sessão solene do


Órgão Especial ou, se o desejar, em sessão solene do Tribunal
Pleno ou no gabinete do Presidente.

§ 1º No ato de posse, o empossando prestará o compromisso


previsto no § 1º do art. 6º deste regimento.

§ 2º Em livro especial, será lavrado termo de posse e exercício,


que será lido pelo secretário e assinado pelo presidente da sessão
e pelo empossado.

§ 3º O desembargador, em caso de força maior ou de enfermidade


que o impossibilite de comparecer perante o Presidente do
Tribunal, poderá fazer-se representado por mandatário.
DA CONSTITUIÇÃO

§ 4º Os prazos de posse e de exercício, bem como as respectivas


prorrogações, observarão o disposto na legislação específica.

§ 5º Na posse de desembargador não haverá discursos.


DA CONSTITUIÇÃO

Art. 8º São cargos de direção do Tribunal de Justiça os de


Presidente, de Vice-Presidente e de CorregedorGeral de Justiça.
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

Art. 9º O Tribunal de Justiça organiza-se e funciona pelos


seguintes órgãos, sob a direção do Presidente:

I - Tribunal Pleno, composto por todos os desembargadores e


sob a presidência do Presidente;

II - Órgão Especial, constituído pelos treze desembargadores


mais antigos e por doze desembargadores eleitos, observado
o quinto constitucional;

III - Corregedoria-Geral de Justiça;


DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

IV - Seções cíveis, presididas pelo Primeiro Vice-Presidente e


integradas:

a) a Primeira Seção Cível, por oito desembargadores,


representantes da Primeira à Oitava Câmara Cíveis, cada
um deles escolhido pela respectiva câmara entre seus
componentes efetivos, com investidura de dois anos,
permitida a recondução;

b) a Segunda Seção Cível, por dez desembargadores,


representantes da Nona à Décima Oitava Câmara Cíveis,
cada um deles escolhido pela respectiva câmara entre
seus componentes efetivos, com investidura de dois
anos, permitida a recondução.
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

V - grupos de câmaras criminais, integrados pelos membros


das câmaras criminais e sob a presidência do desembargador
mais antigo entre seus componentes, a saber:

a) o Primeiro Grupo de Câmaras Criminais, composto


pelas Segunda, Terceira e Sexta Câmaras Criminais;

b) o Segundo Grupo de Câmaras Criminais, composto


pelas Quarta e Quinta Câmaras Criminais;

c) o Terceiro Grupo de Câmaras Criminais, composto


pelas Primeira e Sétima Câmaras Criminais;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

VI - câmaras cíveis, com cinco membros cada uma delas, cuja


presidência será exercida pelo sistema de rodízio por dois
anos, observado o critério de antiguidade na câmara, vedada
a recondução até que todos os seus membros a tenham
exercido, e assegurado pedido de dispensa;

VII - câmaras criminais, com cinco membros cada uma delas,


cuja presidência será exercida na forma prevista no inciso
anterior;

VIII - Conselho da Magistratura, composto do Presidente, que


o presidirá, dos Vice-Presidentes e do Corregedor-Geral de
Justiça, que são membros natos, e de cinco desembargadores,
dentre os não integrantes do Órgão Especial, eleitos pelo
Tribunal Pleno, observado o quinto constitucional;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

IX - comissões permanentes, com as seguintes composições:

a) Comissão de Organização e Divisão Judiciárias,


composta pelo Presidente do Tribunal, que a presidirá,
pelos Vice-Presidentes do Tribunal, pelo Corregedor-
Geral de Justiça e por cinco outros desembargadores
eleitos pelo Tribunal Pleno;

b) Comissão de Regimento Interno, composta pelo


Primeiro Vice-Presidente do Tribunal, que a presidirá,
pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal e por cinco
outros desembargadores eleitos pelo Tribunal Pleno;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

c) Comissão de Divulgação da Jurisprudência, composta


pelo Segundo Vice-Presidente do Tribunal, que a
presidirá, e por oito desembargadores por ele
escolhidos, sendo três representantes da Primeira a
Oitava Câmaras Cíveis, três representantes da Nona à
Décima Oitava Câmaras Cíveis e dois representantes das
câmaras criminais;

d) Comissão Administrativa, composta pelo Presidente


do Tribunal, que a presidirá, pelo Segundo
VicePresidente do Tribunal e por até seis
desembargadores designados pelo Presidente;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

e) Comissão Salarial, composta por cinco


desembargadores não integrantes do Órgão Especial,
sendo dois escolhidos pelo Presidente do Tribunal e três
eleitos pelo Tribunal Pleno, e presidida pelo
desembargador mais antigo dentre os seus integrantes;

f) Comissão de Orçamento, Planejamento e Finanças,


composta pelo Presidente do Tribunal, que a presidirá,
pelos Vice-Presidentes do Tribunal, pelo Corregedor-
Geral de Justiça e por cinco outros desembargadores,
sendo dois escolhidos pelo Presidente do Tribunal e três
eleitos pelo Tribunal Pleno;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

g) Comissão de Recepção de Desembargadores,


integrada por dois desembargadores, dois assessores
judiciários e um gerente de cartório, designados pelo
Presidente do Tribunal, e presidida pelo desembargador
mais antigo dentre os seus integrantes;

h) Comissão de Recepção de Autoridades, Honraria e


Memória, composta pelo Presidente do Tribunal, que a
presidirá, pelo Segundo Vice-Presidente, pelo
Superintendente da Memória do Judiciário, pelo
Coordenador do Memorial da Escola Judicial
Desembargador Edésio Fernandes e pelos quatro
desembargadores mais antigos do Tribunal que não
exerçam cargo de direção;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

i) Comissão de Ética, composta pelo Presidente do


Tribunal, que a presidirá, pelo Corregedor-Geral de
Justiça e por quatro desembargadores e dois juízes de
direito da Comarca de Belo Horizonte, escolhidos pelo
Órgão Especial, observado o seguinte:

1) os desembargadores não podem ser integrantes


do Órgão Especial ou da Comissão de Promoção;

2) os juízes de direito serão escolhidos entre seis


magistrados indicados pelo Corregedor-Geral de
Justiça;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

j) Comissão de Promoção, composta pelo Presidente do


Tribunal, que a presidirá, pelos Vice-Presidentes, pelo
Corregedor-Geral de Justiça e por oito outros
desembargadores, sendo quatro titulares e quatro
suplentes, eleitos pelo Tribunal Pleno entre aqueles que
não integram o Órgão Especial;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

k) Comissão Estadual Judiciária de Adoção, composta


pelo Corregedor-Geral de Justiça, que a presidirá, e por:

1) três desembargadores, sendo pelo menos dois


em atividade, escolhidos pelo Presidente do
Tribunal;

2) três juízes de direito da Comarca de Belo


Horizonte, sendo um titular de vara da infância e
juventude, um juiz auxiliar da Corregedoria-Geral
de Justiça e um de livre escolha, todos indicados
pelo Corregedor-Geral de Justiça;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

3) um procurador de justiça e um promotor de


justiça de vara da infância e juventude da Comarca
de Belo Horizonte, indicados pelo Procurador-
Geral de Justiça;

4) um delegado da Polícia Federal, indicado pelo


Superintendente da Polícia Federal em Minas
Gerais.
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO
X - Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais,
constituído por:

a) três desembargadores, em atividade ou não,


escolhidos pelo Órgão Especial;

b) o Juiz Coordenador do Juizado Especial da Comarca


de Belo Horizonte, indicado pelo Corregedor-Geral de
Justiça e designado pelo Presidente do Tribunal de
Justiça;

c) um juiz de direito presidente de turma recursal da


Comarca de Belo Horizonte, escolhido e designado pelo
Presidente do Tribunal;

d) um juiz de direito do sistema dos juizados especiais


da Comarca de Belo Horizonte, escolhido pelo próprio
Conselho e designado pelo Presidente do Tribunal;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

XI - Turma de Uniformização de Jurisprudência dos


Juizados Especiais, constituída por:

a) um desembargador designado pelo Órgão


Especial e que será o presidente;

b) dois juízes de direito, sendo um titular e um


suplente, de cada turma recursal e por ela
escolhido entre os seus integrantes;
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

XII - comissões temporárias, integradas e presididas


pelos desembargadores designados pelo Presidente do
Tribunal, com as atribuições estabelecidas no ato de
designação, exceto as de competência das comissões
permanentes;

XIII - Ouvidoria Judicial, dirigida por um desembargador,


escolhido na forma do regulamento constante de
resolução do Órgão Especial, o qual também definirá as
respectivas atribuições e prerrogativas, observada a
legislação específica.
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

§ 1º As comissões atuarão no âmbito de suas atribuições e


emitirão parecer no prazo de quinze dias, se outro não for
estabelecido, antes da deliberação pelo órgão competente.

§ 2º O prazo estabelecido no § 1º poderá ser prorrogado pelo


Órgão Especial, quando se tratar de parecer a ser emitido sobre
matéria de sua alçada.

§ 3º O mandato dos membros das comissões coincidirá com o do


Presidente do Tribunal, permitida a recondução.

§ 4º Quando necessário, o Órgão Especial poderá autorizar o


afastamento de suas funções normais aos desembargadores
integrantes de comissões.
DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

§ 5º Cada comissão, ao término do mandato de seus membros,


elaborará e apresentará ao Presidente do Tribunal o relatório de
seus trabalhos para apreciação pelo Órgão Especial.

XIV - Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do


Tribunal de Justiça, coordenado pelo Terceiro Vice-Presidente
e disciplinado por resolução do Órgão Especial.”.
ÓRGÃO ESPECIAL TJ

13 + antigos
25
Desemb. 12 + eleitos

5 quinto (MP e odvog.)


25
Desmb. 20 carreira

Os cargos direção (5) integram o órgão especial


DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO
ÓRGÃO ESPECIAL
Art. 12. Na composição do Órgão Especial haverá vinte
desembargadores que sejam magistrados de carreira e,
alternadamente, três e dois desembargadores oriundos das
classes de advogados e de membros do Ministério
Público.

Parágrafo único. Os membros do Órgão Especial, respeitada a


classe de origem, serão:

I - os treze desembargadores mais antigos;

II - os doze desembargadores eleitos.


DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO
ÓRGÃO ESPECIAL
Art. 13. Ocorrida vaga no Órgão Especial, será ela provida:

I - mediante portaria do Presidente do Tribunal, se vagar um


dos treze cargos a serem providos por antiguidade;

II - para completar o mandato, pela convocação do suplente


ou, se não houver, por eleição pelo Tribunal Pleno,
se vagar um dos doze cargos a serem providos por eleição.
DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO
ÓRGÃO ESPECIAL
§ 1º Na hipótese do inciso I deste artigo, a efetivação recairá sobre
o desembargador que, na antiguidade no Tribunal, se seguir ao
último integrante da parte mais antiga do Órgão Especial, oriundo
da classe dos magistrados de carreira, dos advogados ou dos
membros do Ministério Público, de modo a que seja obedecida a
composição prevista no art. 12 deste regimento.

§ 2º A substituição do desembargador referido no § 1º deste


artigo far-se-á pelo desembargador mais antigo da mesma classe,
não integrante do Órgão Especial, mediante convocação pelo
Presidente do Tribunal.
DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO
ÓRGÃO ESPECIAL
Art. 14. O mandato de cada membro eleito para integrar o Órgão
Especial será de dois anos, admitida uma recondução.

§ 1º A substituição do desembargador eleito para integrar o Órgão


Especial, nos afastamentos e impedimentos, será realizada pelo
suplente disponível, mediante convocação do Presidente do
Tribunal, inadmitida a recusa.

§ 2º Não havendo suplentes, ou sendo impossível a convocação


dos suplentes para a substituição prevista no § 1º deste artigo, o
membro eleito do Órgão Especial será substituído conforme o
disposto no § 2º do art. 13 deste regimento.
DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DO
ÓRGÃO ESPECIAL
Art. 15. O novo integrante do Órgão Especial entrará em exercício.

I - na mesma sessão em que ocorrer a indicação ou na


primeira sessão que se seguir, no caso previsto no inciso I do
art. 13 deste regimento;

II - na primeira sessão que se seguir à convocação do suplente


ou à eleição para completar o mandato, nos casos previstos no
inciso II do art. 13 deste regimento;

III - na primeira sessão do mês de julho subsequente à eleição,


no caso previsto no art. 137 deste regimento.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA
Art. 25. São atribuições ao Tribunal Pleno:

I - eleger o Presidente e os Vice-Presidentes do Tribunal, o


Corregedor-Geral de Justiça e o Vice-Corregedor;

II - eleger doze membros integrantes do Órgão Especial;

III - eleger os integrantes do Conselho da Magistratura que


não sejam membros natos;

IV - aprovar e emendar o regimento interno;

V - sustar os atos normativos dos órgãos de direção ou


fracionários do Tribunal que exorbitem do poder regulamentar
ou da delegação conferida pelo Tribunal Pleno;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA
VI - referendar projeto de lei ou de resolução aprovado pelo
Órgão Especial, nos casos e na forma previstos neste
regimento;

VII - eleger desembargadores e juízes de direito para


integrarem o Tribunal Regional Eleitoral;

VIII - elaborar a lista tríplice para nomeação de juiz do Tribunal


Regional Eleitoral, da classe de juristas;

IX - indicar, em lista tríplice, advogados ou membros do


Ministério Público, para preenchimento do quinto
constitucional nos tribunais estaduais;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA
X - indicar, em listra tríplice, para preenchimento de vaga no
Tribunal de Justiça Militar, oficial da Polícia Militar e do Corpo
de Bombeiros Militar do Estado;

XI - propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de cargo


de desembargador e de juiz do Tribunal de Justiça Militar;

XII - empossar o Presidente, os Vice-Presidentes, o


Corregedor-Geral de Justiça e, se for o caso, o desembargador;

XIII - reunir-se em caso de comemoração cívica, visita oficial


de alta autoridade ou para agraciamento com o Colar do
Mérito Judiciário;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA
XIV - apreciar a indicação para agraciamento com o Colar do
Mérito Judiciário;

XV - conceder licença ao Presidente do Tribunal e, por prazo


excedente a um ano, a desembargador ou a juiz de direito,
observado o disposto neste regimento;

XVI - autorizar previamente a devolução, transferência ou


alienação, a qualquer entidade pública ou privada, de bem
imóvel em uso ou destinado a construção de prédio para
funcionamento de fórum ou do Tribunal;

XVII - tratar de assuntos especiais, mediante convocação


extraordinária do Presidente do Tribunal.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 26. Sem prejuízo de outras competências e atribuições
conferidas em lei, em geral cabe ao Presidente do Tribunal:

I - velar pelas prerrogativas do Poder Judiciário e da


magistratura do Estado, representando-os perante os demais
poderes e autoridades, pessoalmente ou por delegação a
desembargador, observada, de preferência, a ordem de sua
substituição regimental;

II - exercer a superintendência geral dos serviços da secretaria


do Tribunal;

III - presidir as sessões do Tribunal Pleno, do Órgão Especial e


do Conselho da Magistratura, nelas exercendo o poder de
polícia, na forma estabelecida neste regimento;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
IV - proferir voto de desempate nos julgamentos
administrativos e judiciais que presidir, nos casos previstos em
lei ou neste regimento;

V - convocar sessões extraordinárias, solenes e especiais;

VI - organizar e fazer publicar, no final do mandato, relatório


da gestão judiciária e administrativa;

VII - delegar aos Vice-Presidentes e ao Corregedor-Geral de


Justiça a prática de atos de sua competência;

VIII - mandar coligir documentos e provas para a verificação


do crime comum ou de responsabilidade, enquanto o
respectivo feito não tiver sido distribuído;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
IX - expedir, em seu nome e com sua assinatura, ordem que
não dependa de acórdão ou não seja de competência do
relator;

X - designar os membros integrantes das comissões


permanentes e temporárias, nos casos previstos neste
regimento.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 27. É da competência do Presidente:

I - votar nos julgamentos de incidente de


inconstitucionalidade e nas ações diretas de
inconstitucionalidade;

II - requisitar pagamento em virtude de sentença proferida


contra as fazendas do Estado ou de município, bem como
contra as autarquias, nos termos da Constituição do Estado de
Minas Gerais e do Código de Processo Civil;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
III - processar e julgar:

a) recurso contra inclusão ou exclusão de jurado da lista


geral;

b) pedido de suspensão de execução de liminar e de


sentença, de medida cautelar e de tutela antecipada,
nos termos da legislação pertinente.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 28. Além de representar o Tribunal, são atribuições do
Presidente:

I - nomear, aposentar, colocar em disponibilidade, exonerar e


remover servidor da secretaria do Tribunal de Justiça e da
justiça de primeira instância, nos termos da lei;

II - dar posse a servidor, podendo delegar essa atribuição, se o


interesse administrativo o recomendar;

III - conceder licença, férias individuais e férias-prêmio a


desembargador e juiz de direito, observado o disposto neste
regimento, bem como férias e licenças a servidor de primeira
e segunda instâncias;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
IV - conceder a magistrado e a servidor de primeira e segunda
instâncias vantagem a que tiverem direito;

V - prorrogar, nos termos da lei, prazo para posse de


desembargador, juiz de direito substituto e servidor;

VI - cassar licença concedida por juiz, quando exigido pelo


interesse público;

VII - representar para instauração de processo administrativo


contra desembargador e membro do Tribunal de Justiça
Militar;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
VIII - instaurar sindicância para apurar fato ou circunstância
determinante de responsabilidade disciplinar de
desembargador e de membro do Tribunal de Justiça Militar,
podendo delegar a realização dos trabalhos sindicantes ao
Corregedor-Geral de Justiça, vedada a subdelegação, e
apresentar o resultado da sindicância ao Órgão Especial;

IX - votar na organização de lista para nomeação, remoção e


promoção de magistrado;

X - comunicar à Ordem dos Advogados do Brasil as faltas


cometidas por advogado, sem prejuízo de seu afastamento do
recinto, quando a providência não for de competência dos
presidentes de câmara;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XI - expedir os editais e nomear as comissões examinadoras de
concursos públicos para provimento de cargos da secretaria
do Tribunal, das secretarias de juízo e dos serviços auxiliares
da justiça de primeira instância, bem como homologar esses
concursos;
XII - encaminhar ao Governador do Estado proposta
orçamentária do Poder Judiciário, bem como pedidos de
abertura de créditos adicionais e especiais;
XIII - requisitar verba destinada ao Tribunal e geri-la, bem
como, ouvido o Tribunal Pleno, realizar tratativas, nos âmbitos
administrativo e legislativo, sobre os recursos financeiros
oriundos do recolhimento de custas e da administração dos
depósitos judiciais;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XIV - assinar os termos de abertura e encerramento dos livros
de posse e de atas de sessões dos órgãos que presidir, cujas
folhas serão numeradas e rubricadas, permitido o uso de
chancela;

XV - levar ao conhecimento do Procurador-Geral de Justiça a


falta de membro do Ministério Público que indevidamente
haja retido autos com excesso de prazo legal;

XVI - convocar juiz de direito para exercer substituição no


Tribunal bem como assessorar a presidência do Tribunal;

XVII - designar juiz de direito para exercer substituição ou


cooperação nas comarcas;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XVIII - designar juiz de direito para os juizados especiais;

XIX - autorizar, nos termos da lei, o pagamento de diárias, de


reembolso de despesas de transporte, de hospedagem e de
mudança, e de gratificação de magistério a magistrado e a
servidor, bem como diárias de viagem a servidor do Tribunal,
podendo delegar competência;

XX - efetivar a remoção de desembargador de uma câmara


para outra, obedecido o critério de antiguidade, bem como
deferir permuta entre desembargadores, observado o
disposto no art. 151 deste regimento;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XXI - expedir atos de:

a) nomeação de juiz de direito substituto e de juiz de


direito substituto do juízo militar;

b) promoção de juiz de direito e de juiz de direito do


juízo militar;

c) remoção e permuta de juízes de direito;


DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XXII - colocar magistrado em disponibilidade, nos termos da
legislação pertinente;

XXIII - autorizar o pagamento da pensão decorrente de


falecimento de magistrado, observada a legislação pertinente;

XXIV - conceder a magistrado e a servidor do Tribunal licença


para se ausentar do país;

XXV - designar juízes e desembargadores para plantão;

XXVI - conceder aposentadoria a desembargador, a juiz de


direito e a juiz civil da Justiça Militar;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XXVII - aplicar pena a servidor, nos casos previstos na
legislação pertinente;

XXVIII - aplicar a pena de perda de delegação a delegatário de


serviço notarial e de registro;

XXIX - levar ao conhecimento do Defensor Público-Geral a falta


de membro da Defensoria Pública;

XXX - promover a conciliação referente a precatórios,


mediante cooperação de juiz de direito assessor da
Presidência;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XXXI - outorgar delegação de atividade notarial e de registro
aos aprovados em concurso público;

XXXII - designar os integrantes da comissão examinadora do


concurso para outorga de delegação de serviços de notas e de
registro, após aprovação pelo Órgão Especial.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 29. Cabe ao Primeiro Vice-Presidente:

I - substituir o Presidente e desempenhar a delegação que


este lhe fizer;

II - exercer a superintendência judiciária e promover a


uniformização de procedimentos na tramitação dos feitos no
Tribunal, respeitado o disposto no inciso II do art. 26 deste
regimento;

III - relatar suspeição oposta ao Presidente, quando não


reconhecida;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
IV - exercer a presidência, no processamento dos recursos
ordinário, especial e extraordinário e dos agravos contra suas
decisões, interpostos perante o Supremo Tribunal Federal e o
Superior Tribunal de Justiça, no tocante aos processos
julgados pelas Primeira a Oitava Câmaras Cíveis e pelo Órgão
Especial;

V - conceder ao Presidente do Tribunal, nos casos e termos


previstos neste regimento, licença, férias, aposentadoria ou
outra vantagem a que tiver direito;

VI - distribuir e autorizar a redistribuição dos feitos


administrativos ou judiciais;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
VII - processar e julgar suspeição oposta a servidor do
Tribunal;

VIII - conhecer de reclamação contra a exigência ou


percepção, por servidor do Tribunal, de custas e emolumentos
indevidos e, em feito submetido ao seu julgamento, por
servidor que nele tiver funcionado, ordenando a restituição;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
IX - despachar, respeitada a competência prevista nos artigos
31, IV, e 360 deste regimento:

a) petição referente a autos devolvidos ao juízo de


origem e aos em andamento, neste caso quando,
publicada a súmula, tenha fluído o prazo para embargos
declaratórios;

b) petição referente a autos originários pendentes de


recurso nos tribunais superiores;

c) petição referente a autos originários findos, quando o


relator estiver afastado de suas funções por mais de
trinta dias ou não mais integrar o Tribunal;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
X - conhecer do pedido de liminar em mandado de segurança,
habeas corpus e outras medidas urgentes, quando a espera da
distribuição puder frustrar a eficácia da medida;

XI - informar recurso de indulto ou de comutação de pena,


quando o processo for de competência originária do Tribunal;

XII - determinar, por simples despacho, a remessa, ao tribunal


competente, de feito submetido à distribuição, quando
verificada a incompetência do Tribunal de Justiça;

XIII - homologar desistência de feito manifestada antes da sua


distribuição;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
XIV - relatar, proferindo voto, dúvida de competência entre
tribunais estaduais e conflito de competência ou atribuições
entre desembargadores e entre autoridades judiciárias e
administrativas, salvo as que surgirem entre autoridades
estaduais e da União, do Distrito Federal ou de outro estado.

XV - exercer a presidência das seções cíveis e proferir voto no


caso de empate.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 30. Cabe ao Segundo Vice-Presidente:

I - substituir o Primeiro Vice-Presidente;

II - substituir o Presidente, na ausência ou impedimento do


Primeiro Vice-Presidente;

III - exercer, observada a competência do Presidente, a


Superintendência da Escola Judicial Desembargador Edésio
Fernandes;

IV - exercer delegação que o Presidente lhe fizer;


DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
V - presidir comissão examinadora de concurso público para
provimento de cargo da justiça de primeira e segunda
instâncias;

VI - determinar a abertura de concurso público para outorga


de delegação do serviço de notas e de registros e expedir o
respectivo edital;

VII - dirigir a instrução dos processos de vitaliciamento de


magistrados, na forma prevista neste regimento.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
Art. 31. Cabe ao Terceiro Vice-Presidente:

I - substituir o Segundo Vice-Presidente;

II - substituir o Primeiro Vice-Presidente, na ausência ou


impedimento do Segundo Vice-Presidente;

III - substituir o Presidente, na ausência ou impedimento do


Primeiro e do Segundo Vice-Presidentes;

IV - exercer a presidência no processamento dos recursos


ordinário, especial e extraordinário e dos agravos contra suas
decisões, interpostos perante o Supremo Tribunal Federal e o
Superior Tribunal de Justiça, ressalvada a competência do
Primeiro Vice-Presidente;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA E DO
PRESIDENTE E DOS VICE-PRESIDENTES
V - exercer, respeitada a competência do Presidente, a
superintendência da gestão de inovação;

VI - exercer o gerenciamento e a execução dos projetos de


conciliação em primeira e segunda instâncias, salvo os
relacionados aos precatórios, cuja competência é exclusiva do
Presidente.

Parágrafo único. Em caso de ausência ou impedimento de todos os


vice-presidentes, se necessário, serão os autos encaminhados ao
desembargador mais antigo presente no Tribunal.
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
Art. 32. São atribuições do Corregedor-Geral de Justiça:

I - exercer a superintendência da secretaria da Corregedoria-


Geral de Justiça e dos serviços judiciais, notariais e de registro
do Estado;

II - integrar o Órgão Especial, o Conselho da Magistratura, a


Comissão de Organização e Divisão Judiciárias e outros órgãos
e comissões, conforme disposto em lei, neste regimento ou
em outro ato normativo;

III - exercer a direção do foro da Comarca de Belo Horizonte,


podendo designar juiz auxiliar da Corregedoria para o seu
exercício e delegar as atribuições previstas em lei;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
IV - indicar ao Presidente do Tribunal os servidores que serão
nomeados para os cargos de provimento em comissão da
secretaria da Corregedoria-Geral de Justiça e dos serviços
auxiliares da direção do foro da Comarca de Belo Horizonte;

V - indicar ao Presidente do Tribunal os juízes de direito da


Comarca de Belo Horizonte que serão designados para o
exercício da função de juiz auxiliar da Corregedoria;

VI - designar juiz de direito para exercer, bienalmente, a


direção do foro nas comarcas com mais de uma vara,
permitida uma recondução;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
VII - designar o juiz-corregedor de presídios, nas comarcas
com mais de uma vara onde não houver vara especializada de
execuções criminais, nem corregedoria de presídios nem
magistrado designado na forma de lei, por período de até dois
anos, proibida a recondução;

VIII - designar, bienalmente, nas comarcas em que não houver


vara com competência específica para infância e juventude, o
juiz de direito competente para tais atribuições, permitida
uma recondução e sua substituição, quando convier;

IX - apresentar ao Órgão Especial, quando deixar o cargo, no


prazo de até trinta dias, relatório circunstanciado das ações e
dos trabalhos realizados em seu mandato;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
X - aferir, mediante inspeção local, o preenchimento dos
requisitos legais para criação ou instalação de comarca, de
vara judicial ou unidade jurisdicional do sistema dos juizados
especiais, apresentando relatório circunstanciado e opinativo
à Comissão de Organização e Divisão Judiciárias;

XI - encaminhar ao Órgão Especial, depois de verificação dos


assentos da Corregedoria-Geral de Justiça, relação de
comarcas que deixaram de atender, por três anos
consecutivos, aos requisitos mínimos que justificaram a sua
criação;

XII - prestar informação fundamentada ao Órgão Especial


sobre juiz de direito candidato à promoção;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XIII - informar ao Órgão Especial sobre a conveniência, ou não,
de se atender pedido de permuta ou remoção de juiz de
direito;

XIV - expedir ato normativo, de cumprimento obrigatório, para


disciplinar matéria de sua competência, que estabeleça
diretrizes visando à perfeita organização e o bom
ordenamento da execução dos serviços administrativos, bem
assim exigir e fiscalizar seu cumprimento pelos juízes diretores
do foro, demais juízes de direito, servidores da Secretaria da
Corregedoria e da primeira instância, notários e registradores;

XV - solicitar ao Órgão Especial a expedição de ato normativo


em matéria administrativa de economia interna do Poder
Judiciário, podendo apresentar anteprojeto de resolução;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XVI - propor ao Órgão Especial providência legislativa para o
mais rápido andamento e perfeita execução dos trabalhos
judiciários e dos serviços notariais e de registro;

XVII - fiscalizar a secretaria da Corregedoria-Geral de Justiça,


os órgãos de jurisdição de primeiro grau, os órgãos auxiliares
da justiça de primeira instância e os serviços notariais e de
registro do Estado, para verificação da fiel execução de suas
atividades e cumprimento dos deveres e das obrigações legais
e regulamentares;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XVIII - realizar correição extraordinária, de forma geral ou
parcial, no âmbito dos serviços do foro judicial, das unidades
jurisdicionais do sistema dos juizados especiais, dos serviços
notariais e de registro, dos serviços da justiça de paz, da
polícia judiciária e dos presídios das comarcas do Estado, para
verificar-lhes a regularidade e para conhecer de denúncia,
reclamação ou sugestão apresentada, podendo delegar a juiz
auxiliar da Corregedoria a sua realização;

XIX - verificar e identificar irregularidades nos mapas de


movimento forense das comarcas e de operosidade dos juízes
de direito, adotando as necessárias providências saneadoras;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XX - levar ao conhecimento do Procurador-Geral de Justiça, do
Defensor Público-Geral, do titular da secretaria de estado
competente, do Comandante-Geral da Polícia Militar ou do
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de
Minas Gerais falta ou infração de que venha a conhecer e seja
atribuída, respectivamente, a membro do Ministério Público, a
membro da Defensoria Pública, a policial civil, a policial militar,
a advogado ou estagiário;

XXI - conhecer das suspeições declaradas e comunicadas por


juiz de direito;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XXII - exercer a função disciplinar na secretaria da
Corregedoria-Geral de Justiça, nos órgãos de jurisdição e nos
órgãos auxiliares da justiça de primeiro grau e nos serviços
notariais e de registro do Estado, nas hipóteses de
descumprimento dos deveres e das obrigações legais e
regulamentares;

XXIII - instaurar sindicância ou, se já provado o fato, processo


administrativo disciplinar contra servidor integrante dos
quadros de pessoal da justiça de primeiro e segundo graus,
titulares dos serviços de notas e de registros e seus prepostos
não optantes, para os fins legais, tão logo recebida
representação de parte legítima, ou de ofício, mediante
certidões ou documentos que fundamentem sua atuação;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XXIV - instaurar sindicância para apurar fato ou circunstância
determinante de responsabilidade disciplinar de juiz de
direito, podendo delegar a realização dos trabalhos
sindicantes a juiz auxiliar da Corregedoria, e apresentar o
resultado da sindicância ao Órgão Especial;

XXV - arquivar, de plano, representação apócrifa contra juiz de


direito ou relacionada a ato jurisdicional por ele praticado e
cientificá-lo do teor da decisão;

XXVI - representar ao Órgão Especial para instauração e


instrução de processo administrativo contra juiz de direito,
assegurada a ampla defesa;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XXVII - apurar, pessoalmente ou por intermédio de juiz auxiliar
da Corregedoria que designar, sobre o comportamento de juiz
de direito e de servidor integrante dos quadros de pessoal da
justiça de primeiro e segundo graus, em especial no que se
refere a atividade político-partidária;

XXVIII - por determinação do Órgão Especial, dar


prosseguimento às investigações, quando houver indício da
prática de crime de ação penal pública por magistrado;

XXIX - indicar o juiz de direito do sistema dos juizados


especiais, previsto na alínea b do inciso X art. 9º deste
regimento;
DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR-GERAL DE
JUSTIÇA
XXX - designar, bienalmente, o Juiz de Direito com
competência para as causas previstas no Estatuto do Idoso,
nas comarcas em que não houver vara com competência
específica para tais atribuições, permitida uma recondução e
sua substituição, quando convier;

XXXI - verificar o exercício de atividade de magistério por juiz


de direito e, em caso de apuração de irregularidade ou
constatação de prejuízo para a prestação jurisdicional
decorrente daquela atividade, adotar as medidas necessárias
para o interessado regularizar a situação, sob pena de
instauração do procedimento disciplinar cabível.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
Art. 33. Compete ao Órgão Especial, por delegação do Tribunal Pleno:

I - processar e julgar, originariamente, ressalvada a competência das


justiças especializadas:

a) o Vice-Governador do Estado, o Deputado Estadual, o


Advogado-Geral do Estado e o Procurador-Geral de Justiça,
nos crimes comuns;

b) o Secretário de Estado, ressalvado o disposto no § 2º do


art. 93 da Constituição do Estado de Minas Gerais, os juízes
do Tribunal de Justiça Militar, os juízes de direito e os juízes
de direito do juízo militar, os membros do Ministério Público,
o Comandante-Geral da Polícia Militar, o Comandante-Geral
do Corpo de Bombeiros Militar e o Chefe da Polícia Civil, nos
crimes comuns e nos de responsabilidade;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
c) a ação direta de inconstitucionalidade e de lei ou ato
normativo estadual ou municipal, a declaratória de
constitucionalidade de lei ou ato normativo estadual, em face da
Constituição do Estado, e os incidentes de inconstitucionalidade;

d) o mandado de segurança contra ato do Governador do


Estado, da Mesa e da Presidência da Assembleia Legislativa, do
Presidente do Tribunal de Contas, do próprio Tribunal ou de seus
órgãos diretivos ou colegiados, do Corregedor-Geral de Justiça e
de ato atribuível ao Juiz da Central de Precatórios;

e) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma


regulamentadora for atribuição do Governador do Estado, da
Assembleia Legislativa ou de sua Mesa, do Tribunal de Justiça,
do Tribunal de Justiça Militar ou do Tribunal de Contas do
Estado;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
f) o habeas data contra ato das autoridades
mencionadas nas alíneas a e b deste inciso, e contra ato
do Presidente do Tribunal de Contas;

g) a ação rescisória de seus julgados e das seções cíveis,


e a revisão criminal em processo de sua competência;

h) as autoridades de que tratam as alíneas a e b deste


inciso, nos crimes dolosos contra a vida, ressalvada a
competência dos grupos de câmaras criminais;

i) a reclamação para preservar a competência ou


garantir a autoridade de suas decisões.
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
II - decidir dúvida de competência entre tribunais estaduais,
seções cíveis, câmaras cíveis e criminais de competência
distinta ou seus desembargadores, bem como conflito de
atribuições entre desembargadores e autoridades judiciárias
ou administrativas, salvo os que surgirem entre autoridades
estaduais e da União, do Distrito Federal ou de outro estado;

III - julgar, em feito de sua competência, suspeição oposta a


desembargador ou ao Procurador-Geral de Justiça;

IV - julgar restauração de autos perdidos e outros incidentes


que ocorrerem em processos de sua competência;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
V - julgar recurso interposto contra decisão jurisdicional do
Presidente, do Primeiro Vice-Presidente, do Segundo Vice-
Presidente ou do Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de
Justiça, nos casos previstos em lei ou neste regimento;

VI - julgar agravo interno, sem efeito suspensivo, de decisão


do relator que, nos processos criminais de competência
originária e nos feitos de sua competência:

a) decretar prisão preventiva;

b) conceder ou denegar fiança, ou arbitrá-la;

c) recusar produção de prova ou realização de diligência;

d) decidir incidentes de execução;


DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
VII - executar acórdão proferido em causa de sua competência
originária, delegando a juiz de direito a prática de ato
ordinatório;

VIII - julgar embargos em feito de sua competência;

IX - julgar agravo interno contra decisão do Presidente que


deferir pedido de suspensão de execução de liminar ou de
sentença proferida em mandado de segurança;
DAS ATRIBUIÇÕES E DA COMPETÊNCIA DOS
DEMAIS ÓRGÃOS DO TRIBUNAL
X - julgar agravo interno contra decisão do Presidente que
deferir ou indeferir pedidos de suspensão de execução de
liminar ou de sentenças proferidas em ação civil pública, ação
popular e ação cautelar movidas contra o poder público e seus
agentes, bem como as decisões proferidas em pedidos de
suspensão de execução de tutela antecipada deferidas nas
demais ações movidas contra o poder público e seus agentes;

XI - (Revogado pela Emenda Regimental n° 6, de 2016)


DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
Art. 34. São atribuições do Órgão Especial, delegadas do Tribunal
Pleno:

I - solicitar, pela maioria absoluta de seus membros, a


intervenção federal no Estado, por intermédio do Supremo
Tribunal Federal, nos termos da Constituição da República e
do parágrafo único do art. 97 da Constituição do Estado de
Minas Gerais;

II - apreciar pedido de intervenção em município;

III - organizar a secretaria e os serviços auxiliares do Tribunal


de Justiça e os dos juízos que lhe forem vinculados;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
IV - propor ao Poder Legislativo:

a) a criação e a extinção de cargo de juiz de direito, de


juiz de direito do juízo militar e de servidor das
secretarias dos tribunais e dos juízos que lhes forem
vinculados, bem como a fixação das respectivas
remunerações;

b) a criação ou a extinção de comarca, vara ou unidade


jurisdicional do sistema dos juizados especiais;

c) a revisão da organização e da divisão judiciárias,


ressalvado o disposto no inciso XI do art. 25 deste
regimento;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
V - expedir decisão normativa em matéria administrativa de
economia interna do Poder Judiciário, ressalvada a autonomia
administrativa do Tribunal de Justiça Militar;

VI - elaborar regulamento:

a) da secretaria do Tribunal, organizando os seus


serviços, observado o disposto em lei;

b) da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes;

c) do concurso para o cargo de juiz de direito substituto;


DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
VII - estabelecer normas de caráter geral e de cumprimento
obrigatório para a fiel execução das leis e o bom andamento
do serviço forense;

VIII - conhecer de representação contra desembargador e


membro do Tribunal de Justiça Militar;

IX - apreciar e encaminhar à Assembleia Legislativa do Estado


os projetos de lei de interesse dos Tribunais de Justiça e de
Justiça Militar, ressalvado o disposto no inciso XI do art. 25
deste regimento;

X - decidir sobre a invalidez de desembargador e juiz de


direito, para fins de aposentadoria, afastamento ou licença
compulsória;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XI - decidir sobre a aplicação das penas de advertência e de
censura aos juízes de primeiro grau e sobre a remoção, a
disponibilidade e a aposentadoria por interesse público do
magistrado, pelo voto da maioria absoluta de seus membros,
assegurada ampla defesa;

XII - declarar o abandono ou a perda de cargo em que incorrer


magistrado

XIII - efetuar a indicação de magistrados para promoção por


antiguidade ou merecimento, nos termos da Constituição da
República;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XIV - indicar juízes de direito candidatos a remoção;

XV - movimentar juiz de direito de uma para outra vara da


mesma comarca, se o interesse da prestação jurisdicional o
recomendar, pelo voto de dois terços de seus membros,
assegurada ampla defesa;

XVI - autorizar a permuta solicitada por juízes de direito;

XVII - autorizar, ad referendum do Tribunal Pleno, a concessão


de licença ao Presidente do Tribunal e, por prazo excedente a
um ano, a desembargador e a juiz de direito, observado o
disposto neste regimento;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XVIII - homologar concurso para o ingresso na magistratura e
julgar os recursos interpostos;

XIX - determinar instalação de comarca, vara ou unidade


jurisdicional do sistema dos juizados especiais;

XX - indicar candidatos a promoção ao cargo de juiz civil do


Tribunal de Justiça Militar;

XXI - examinar e aprovar a proposta orçamentária do Poder


Judiciário;

XXII - delimitar as microrregiões previstas na lei de


organização e divisão judiciárias;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XXIII - autorizar o funcionamento de vara em dois turnos de
expediente;

XXIV - homologar convênios entre a administração pública


direta e indireta do Estado e os oficiais do registro civil das
pessoas naturais, para a prestação de serviços de interesse da
comunidade local ou de interesse público;

XXV - proceder à avaliação do juiz de direito, para fins de


aquisição da vitaliciedade, ao final do biênio de estágio;

XXVI - dar posse coletiva a juízes de direito substitutos;


DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XXVII - autorizar juiz de direito a residir fora da comarca;

XXVIII - julgar recurso contra decisão do Presidente do


Tribunal que impuser pena disciplinar, nos termos da
legislação pertinente;

XXIX - indicar os membros do Conselho da Magistratura, entre


os desembargadores que não sejam integrantes do Órgão
Especial e observada a ordem de antiguidade, quando
frustrada, total ou parcialmente, a eleição de que trata o
inciso III do art. 25 deste regimento, vedada a recusa;
DAS ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL
XXX - constituir a comissão de concurso para juiz de direito
substituto e designar o seu presidente;

XXXI - aprovar os nomes dos integrantes da comissão


examinadora do concurso para outorga de delegação de
serviços de notas e de registros.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 375. Recebido o recurso de apelação no Tribunal e distribuído
imediatamente, o relator:

I - determinará as diligências indispensáveis à regularização do


processamento do recurso;

II - mandará abrir vista à Procuradoria-Geral de Justiça, se for


o caso;

III - decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do


art. 932, incisos III a V, do CPC.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 375-A Quando o recurso de apelação for recebido somente
no efeito devolutivo, o apelante poderá, desde que demonstre a
probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a
fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil
reparação, requerer a concessão do efeito suspensivo ou de tutela
recursal antecipada:

I - ao Tribunal, no período compreendido entre a sua


interposição e a distribuição, ficando o relator designado para
seu exame prevento para julgá-la;

II - ao relator, se já distribuída a apelação.


DOS RECURSOS CÍVEIS
§ 1º O requerimento deverá conter:

I - o nome e a qualificação das partes e dos advogados;

II - a exposição dos fatos e dos fundamentos jurídicos;

III - a indicação detalhada dos pressupostos autorizadores para


a concessão da medida.
DOS RECURSOS CÍVEIS
§ 2º A petição dirigida ao relator será instruída com os seguintes
documentos:

I - petição inicial e contestação;

II - sentença e a certidão da data de intimação;

III - recurso de apelação, já protocolizado, com a prova da sua


tempestividade e do recolhimento do preparo;

IV - outras peças que o recorrente entender necessárias à


compreensão da controvérsia, inclusive aquelas que não
tenham sido juntadas no processo, mas que possam, nos
termos da lei processual civil, ser objeto de apreciação pelo
Tribunal.
DOS RECURSOS CÍVEIS
§ 3º As cópias das peças e documentos indicados no § 2º poderão
ser declaradas autênticas ou inexistentes pelo advogado.

§ 4º O relator intimará o requerente para que, no prazo de 5


(cinco) dias, providencie a juntada das peças mencionadas no § 2º
ou de outras que sejam necessárias à apreciação do pedido, sob
pena de indeferimento liminar.

§ 5º Havendo algum vício sanável, o relator intimará o requerente


para que o supra no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de
indeferimento ou não conhecimento do pedido.
DOS RECURSOS CÍVEIS
§ 6º A não apreciação do pedido por vício formal não impede que
o requerente reitere o pedido, desde que prove haver sanado o
vício.

§ 7º Caberá agravo interno, no prazo de 15 (quinze) dias, da


decisão que concede ou indefere o pedido de efeito suspensivo ou
de antecipação de tutela recursal.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 376. Não sendo caso de se proceder na forma do art. 375, ou
já se tendo assim procedido, o relator examinará os autos e, no
prazo de 30 (trinta) dias, os restituirá ao cartório com relatório,
exporá os pontos controvertidos sobre os quais versar o recurso e
pedirá dia para julgamento.

Art. 377. Devolvidos os autos ao cartório, poderão ser conclusos


aos vogais, quando solicitado.

Art. 378. O julgamento da apelação será tomado pelo voto de três


desembargadores, observada a ordem de antiguidade.

Parágrafo único. Na hipótese de ocorrer divergência entre os


julgadores, observar-se-á o disposto no art. 115-A, deste
regimento.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 379. A apelação não será incluída em pauta antes do agravo
de instrumento interposto no mesmo processo.

Parágrafo único. Se ambos os recursos houverem de ser julgados


na mesma sessão, terá precedência o agravo.

Art. 380. Havendo vício passível de ser sanado antes do


julgamento da apelação, o relator adotará as providências
previstas no art. 108, deste regimento.

Art. 381. Aplicam-se as regras desta seção, no que couber, aos


julgamentos dos demais processos sujeitos ao duplo grau de
jurisdição.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 382. Distribuído o agravo de instrumento, os autos serão
imediatamente conclusos ao relator, que poderá, no prazo de 5 (cinco)
dias:

I - negar-lhe ou dar-lhe provimento na forma da lei processual civil;

II - atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação


de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando
ao juiz sua decisão;

III - ordenar a intimação do agravado pessoalmente, por carta com


aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou
pelo Diário do Judiciário eletrônico ou por carta com aviso de
recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo
de 15 (quinze) dias, facultando-lhe juntar a documentação que
entender necessária ao julgamento do recurso;
DOS RECURSOS CÍVEIS
IV - determinar a intimação do Ministério Público,
preferencialmente por meio eletrônico, quando for o caso de
sua intervenção, para que se manifeste no prazo de 15
(quinze) dias
DOS RECURSOS CÍVEIS
§ 1º As determinações decorrentes da decisão que atribuir
efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de
tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, serão
cumpridas preferencialmente no juízo de origem, mediante
comunicação do relator.

§ 2º Contra a decisão que conceder ou indeferir o efeito


suspensivo ou a tutela recursal antecipada, caberá agravo
interno no prazo de 15 (quinze) dias, observado o disposto no
art. 386 deste regimento.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 383. Concluída a instrução do processo nos termos da lei
processual civil, o relator apresentará o relatório e pedirá dia para
julgamento em prazo não superior a um mês da intimação do
agravado.

Art. 384. O julgamento do agravo será tomado pelo voto de três


desembargadores, seguindo-se ao do relator os dos dois
desembargadores que o sucederem na ordem de antiguidade.

Parágrafo único. Quando houver a reforma da decisão que julgou


parcialmente o mérito, o julgamento seguirá na forma prevista no
art. 115-A, deste regimento.
DOS RECURSOS CÍVEIS
Art. 385. Ocorrido o trânsito em julgado, somente serão
encaminhados à comarca de origem o acórdão ou a decisão
monocrática, e o destino dos autos do agravo de instrumento será
disciplinado em ato conjunto do Presidente do Tribunal e do
Corregedor-Geral de Justiça.
DA APELAÇÃO
Art. 486. Protocolados, fiscalizados, conferidos e cadastrados, os
autos serão distribuídos ao relator sorteado ou prevento e,
imediatamente, remetidos pelo cartório à Procuradoria-Geral de
Justiça para emitir parecer, no prazo de dez dias, se em liberdade
o acusado, e em cinco dias, se preso.

§ 1º Na hipótese de não ter sido efetuado o preparo recursal, ou


de ausência dos requisitos do recurso, será o processo
imediatamente conclusos ao relator, que declarará a deserção ou
inadmitirá a apelação.
DA APELAÇÃO
§ 2º Quando o apelante, no ato da interposição do recurso,
manifestar a pretensão de arrazoar na superior instância, o
cartório, antes de remeter os autos à Procuradoria-Geral de
Justiça, abrirá vista às partes, pelo prazo legal.

§ 3º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, se apelado o


Ministério Público, dar-se-á vista dos autos à Procuradoria-Geral
de Justiça para contrarrazões, bem como para emitir parecer.

§ 4º Se houver assistente do Ministério Público, terá ele vista dos


autos logo depois da Procuradoria-Geral de Justiça, fazendo-se sua
intimação pelo Diário do Judiciário eletrônico.
DA APELAÇÃO
Art. 487. No último dia útil de cada mês, a superintendência
judiciária organizará lista dos autos remetidos à Procuradoria-
Geral de Justiça, não devolvidos nos prazos estabelecidos no artigo
anterior, encaminhando-a ao Presidente do Tribunal.

Parágrafo único. O Presidente do Tribunal enviará a lista ao


Procurador-Geral de Justiça, reclamando a devolução dos autos, e,
se necessário, mandará buscá-los, prosseguindo-se no
processamento, mesmo sem parecer.
DA APELAÇÃO
Art. 488. Retornando os autos da Procuradoria-Geral de Justiça,
serão eles conclusos ao relator.
DA APELAÇÃO
Art. 489. O relator determinará as diligências julgadas necessárias,
marcando prazo para seu cumprimento.

Parágrafo único. Não sendo cumpridas as diligências, o cartório


comunicará o fato, mediante promoção, ao relator para as
providências cabíveis.

Art. 490. O relator apresentará o relatório nos autos e os


repassará ao revisor, que lançará “visto”, observado o disposto nos
artigos 85, 86 e seu parágrafo único, e 91 deste regimento.
DA APELAÇÃO
Art. 491. Cumprido o disposto nos artigos anteriores, havendo
pedido dia, definida a sessão prevista para julgamento,
observados os prazos de revisão, o cartório organizará e publicará
a pauta no Diário do Judiciário eletrônico e a fixará no local
próprio.

Parágrafo único. Independentemente de conclusão e sem prejuízo


do julgamento marcado, os autos irão ao vogal, observado o prazo
de até dez dias para sua inclusão em pauta.

Art. 492. Se qualquer das partes apresentar documento novo, a


outra será ouvida no prazo de quarenta e oito horas.
DA APELAÇÃO
Art. 493. Entre a data de publicação da pauta e a sessão de
julgamento, mediará, pelo menos, o prazo de quarenta e oito
horas.
DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
Art. 494. Protocolados, fiscalizados, conferidos e cadastrados, os
autos serão distribuídos ao relator, e remetidos pelo cartório à
Procuradoria-Geral de Justiça para emitir parecer no prazo de
cinco dias.

§ 1º Retornando os autos da Procuradoria-Geral de Justiça serão


eles conclusos ao relator que, no prazo estabelecido no inciso III
do art. 86 deste regimento, pedirá dia para o julgamento.

§ 2º Cumprido o disposto no parágrafo anterior, será o recurso


incluído na pauta de julgamento, fazendo-se a publicação e a
intimação das partes pelo Diário do Judiciário eletrônico.
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Art. 495. Ao agravo de instrumento da competência das Câmaras
Criminais aplicar-se-á, no que couber, o procedimento
estabelecido neste regimento e na legislação processual para o de
natureza cível.
DO AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL
Art. 496. Ao agravo em execução penal aplicar-se-á, no que
couber, o procedimento estabelecido neste regimento e na
legislação processual penal para o recurso em sentido estrito.
DA CARTA TESTEMUNHÁVEL
Art. 497. No Tribunal, a carta testemunhável terá o mesmo
andamento que o recurso em sentido estrito, decidindo a câmara
sobre o mérito, desde logo, se estiver suficientemente instruída.

Art. 498. A carta testemunhável não terá efeito suspensivo e será


processada nos termos da legislação processual penal, observado
o processo do recurso denegado.

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