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Trabalho Final

O documento descreve o redimensionamento de um posto de transformação de energia elétrica para o bairro de Khongolote em Moçambique. Foi realizado um levantamento da carga atual e futura do bairro e as especificações técnicas do transformador, equipamentos de média e baixa tensão foram dimensionados de acordo. Cálculos elétricos foram realizados para dimensionar adequadamente os componentes.

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Trabalho Final

O documento descreve o redimensionamento de um posto de transformação de energia elétrica para o bairro de Khongolote em Moçambique. Foi realizado um levantamento da carga atual e futura do bairro e as especificações técnicas do transformador, equipamentos de média e baixa tensão foram dimensionados de acordo. Cálculos elétricos foram realizados para dimensionar adequadamente os componentes.

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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

CURSO: ENGENHARIA ELÉCTRICA

Projecto de Curso

Tema:

REDIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO

DE ENERGIA ELÉCTRICA PARA O BAIRRO DE KHONGOLOTE

Autor:

Mauaua, Faustino Eduardo Tomás Juma

Maputo, Julho de 2012


UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

CURSO: ENGENHARIA ELÉCTRICA

Projecto de Curso

Tema:

REDIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO

DE ENERGIA ELÉCTRICA PARA O BAIRRO DE KHONGOLOTE

Autor: Supervisor:

Mauaua, Faustino Eduardo Tomás Juma Eng◦ Afonso Lobo

Maputo, Julho de 2012


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Dedicatória

Dedico o presente projecto de forma especial

“aos meus Pais” que contribuíram positivamente,

no acompanhamento desta carreira estudantil,

e os demais familiares que para eles vai um forte abraço.

Mauaua, Faustino E.T. Juma i


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Agradecimentos

O autor deseja expressar o seu profundo agradecimento ao Professor Eng.º Afonso


Lobo, responsável pela orientação científica do trabalho desenvolvido, e especialmente
ao Eng.º Américo, da EDM, por toda a paciência que teve em acompanhar na visita de
estudo e também deixar uma palavra de apreço a ele com quem debateu, por diversas
vezes, ao longo do trabalho os seus pontos de vista, agradecendo o apoio e amizade.

A disponibilidade e apoio evidenciados constituíram factores de motivação importantes


para o sucesso do trabalho realizado.

Por último, desejo ainda agradecer à minha família, namorada e amigos por todo o
apoio dado ao longo do curso, apoio esse que se revelou fundamental para a
concretização dos meus estudos.

Mauaua, Faustino E.T. Juma ii


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

ÍNDICE Página

Dedicatória..................................................................................................................................................i
Agradecimentos........................................................................................................................................ii
Lista de Abreviaturas..............................................................................................................................vii
Resumo.....................................................................................................................................................ix
CAPÍTULO 1..............................................................................................................................................1
REDIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA
PARA O BAIRRO KHONGOLOTE.........................................................................................................1
1.1. Generalidades...........................................................................................................................1
1.2. Atribuição da Potência de um Projecto..................................................................................1
1.3. Regulamentação.......................................................................................................................2
CAPÍTULO 2..............................................................................................................................................3
2.1. Definição.........................................................................................................................................3
2.2. Objectivos.......................................................................................................................................3
2.3. MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA............................................................................4
2.3.1. Descrição do projecto................................................................................................................4
2.3.2. Levantamento da carga............................................................................................................5
2.3.3. Transformador............................................................................................................................5
2.3.4. Barramentos de Média Tensão................................................................................................6
2.3.5. Pára-raios...................................................................................................................................6
2.3.6. Drop-outs....................................................................................................................................7
2.3.7. Barramentos de baixa Tensão.................................................................................................7
2.3.8. Saídas.........................................................................................................................................8
2.3.9. Quadro geral de baixa tensão..................................................................................................8
2.3.10. Protecção das canalizações contra sobreintensidades......................................................8
2.3.10.1. Dispositivo de protecção contra sobrecargas:..............................................................9
2.3.11. Potência aparente de iluminação pública...........................................................................10
2.3.12. Comando de Iluminação pública.........................................................................................11

Mauaua, Faustino E.T. Juma iii


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2.3.13. Transformador de Corrente..................................................................................................11


2.3.14. Terra de serviço.....................................................................................................................11
2.3.15. Terra de protecção................................................................................................................11
2.3.16. Condutores de terra...............................................................................................................12
2.3.17. Eléctrodos de terra................................................................................................................12
CAPÍTULO 3............................................................................................................................................13
3.1. Cálculos do Projecto.......................................................................................................................13
3.1.1. Levantamento da nova carga.................................................................................................13
3.1.2. Dimensionamento do Transformador....................................................................................16
3.1.3. Dimensionamento da aparelhagem e equipamento de Média Tensão............................17
3.1.3.1. Protecção do transformador................................................................................................17
a) Drop-Out...................................................................................................................................17
b) Pára-raios.................................................................................................................................17
3.1.3.3. Barramentos de Média Tensão..........................................................................................18
3.1.4. Dimensionamento do quadro de B.T........................................................................................19
3.1.4.1. Barramentos de Baixa Tensão...........................................................................................19
3.1.4.2. Canalização...........................................................................................................................20
3.1.4.2.1. Protecção das canalizações contra sobreintensidades...............................................21
Escolha de protecções...................................................................................................................21
a1) Contra sobrecarga nas canalizações...................................................................................21
a2) Protecção Geral do quadro de baixa tensão........................................................................22
a2.1) Fusível....................................................................................................................................22
a2.2) Disjuntor.................................................................................................................................22
3.1.4.2.2. Dimensionamento dos cabos de baixa tensão..............................................................24
3.1.4.2.2.1. Dimensionamento do cabo entre o transformador e o quadro................................25
a) Determinação de corrente a transmitir............................................................................................25
b) Determinação das secções que permitam respeitar as condições limites.................................25
b1) Determinação da secção mínima em serviço normal (regime permanente)...........................25
b2) Dimensionamento da secção mínima para o aquecimento em caso de curto-circuito..........26
b3) Determinação da secção económica............................................................................................27
c) Dimensionamento do cabo entre o quadro até o primeiro poste (saídas)..................................28

Mauaua, Faustino E.T. Juma iv


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

d) Secção do cabo a partir das saídas (do primeiro poste ao consumidor)...................................28


e) Dimensionamento dos ramais principais........................................................................................29
e1) Secção de aquecimento em serviço normal................................................................................29
e2) Secção do curto-circuito..................................................................................................................29
e3) Secção para queda de tensão.......................................................................................................30
e4) Secção económica...........................................................................................................................30
f) Dimensionamento dos ramais secundários.....................................................................................30
3.1.4.2.3. Queda de tensão na linha....................................................................................................31
CAPÍTULO 4............................................................................................................................................32
4.1. Características gerais do PT a ser instalado...............................................................................32
4.2. Constituição do PT..........................................................................................................................32
4.3. Potência aparente de iluminação pública....................................................................................33
CAPÍTULO 5............................................................................................................................................35
5.1. Conclusão........................................................................................................................................35
5.2. Recomendações.............................................................................................................................35
5.3.Bibliografia.........................................................................................................................................36
ANEXOS....................................................................................................................................................a
Tabela 1. Estimativa de Custos dos Materiais e Equipamento......................................................a
Tabela 2. Factores de correcção para temperatura ambientes diferentes de 20oC (ϒ )...........b
Tabela 3. Factores de correcção para grupos de cabos monocondutores enterrados (β).........b
Tabela 4. Características das almas condutoras de cobre.............................................................c
Tabela 5. Características dos Disjuntores com regulação..............................................................c
Tabela 6. Características dos corta-circuitos fusíveis.....................................................................d
Tabela 7. Momentos de inércia e momentos resistentes de barras de cobre..............................d
Tabela 8. Caracteristicas nominais dos Transformadores de potencia, usuais em PT..............e
Tabela 9. Características eléctricas dos cabos VV, VAV................................................................g
Tabela 10. Caracteristicas dimensionais e eléctricas dos cabos torçada.....................................g
Tabela 11. Links para a protecção dos Transformadores de Potência.........................................h
Tabela 12. Características de pára-raios..........................................................................................h
Tabela 13. Catálogo dos drop-outs para média tensão..................................................................h

Mauaua, Faustino E.T. Juma v


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

FÍGURAS....................................................................................................................................................i
Fig.1. Característica para leitura da constante K..............................................................................i
PEÇAS DESENHADAS............................................................................................................................j
Fig.2. Esquema Eléctrico Simplificado do PT....................................................................................j
Fig.3. Vista Frontal do PT....................................................................................................................k
Fig.4. Vista lateral do PT.......................................................................................................................l
Fig.5. Armário e as respectivas vistas..............................................................................................m

Mauaua, Faustino E.T. Juma vi


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Lista de Abreviaturas

S – Potência aparente do Transformador (KVA);

P – Potência da Carga a alimentar (KW);

Cosϴ - Factor de Potência.

CEI – Comissão Eletrotécnica Internacional

EDM – Electricidade de Moçambique

BT – Baixa Tensão

MT – Média Tensão

PT – Posto de Transformação

SPT – Potência aparente do Posto de Transformação

IS – Corrente de serviço,

In – Corrente nominal,

IZ – Corrente máxima admissível

IF– Intensidade estipulada de funcionamento (corrente convencional de fusão),

Inf – Corrente de não fusão,

Imax – Corrente máxima,

n - Número total de lâmpadas

Pi – Potência de cada lâmpada em Watts.

ABC ̸ LXS – Cabo Torçada de Alumínio isolado a polietileno reticulado

UnPR – é tensão nominal do pára-raios,

Un – é tensão nominal da rede,

APC – Alto poder de corte,

Mauaua, Faustino E.T. Juma vii


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

KU – Coeficiente de Utilização

KS – Coeficiente de Simultaneadade

F – Força electromagnética [N],

L – Distancia entre apoios do barramento no sentido longitudinal [cm],

d – Afastamento entre fases [cm],

Icc – Valor de pico da corrente de curto-circuito,

β – Factor de esforço exercido no condutor principal,

σ – Tensão mecânica [N/cm2],

W – Momento resistente [cm3].

Mauaua, Faustino E.T. Juma viii


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Resumo

O projecto apresentado trata sobre o redimensionamento de um posto de


transformação de energia eléctrica devido a sobrecarga que se verifica numa das
zonas crítica do bairro de Khongolote.

Uma das formas de se efectuar, a distribuição de energia ao consumidor, é


precisamente através do uso de posto de transformação, este que transforma o nível
de tensão da rede do lado de média tensão para o lado de baixa tensão.

Desta forma, o objectivo principal do trabalho é aumentar a potência instalada e


garantir que haja um melhoramento da qualidade de energia a fornecer ao consumidor.

Mauaua, Faustino E.T. Juma ix


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

CAPÍTULO 1

REDIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO DE


ENERGIA ELÉCTRICA PARA O BAIRRO KHONGOLOTE.

1.1. Generalidades

Antes de encetar o dimensionamento de um Posto de Transformação, o projectista tem


de ter presente um conjunto de dados e outra informação, base de partida para a boa
realização do seu projecto.

O presente projecto de montagem do Posto de Transformação Rural tem o respectivo


Transformador montado sobre os postes do pórtico.

Devido a simplicidade de montagem, é tipo de instalação mais adequada às zonas


rurais.

Como protecção serão usados Drop-outs, desempenhando assim estas de uma só vez
as funções dos tradicionais seccionadores e base de fusíveis.

1.2. Atribuição da Potência de um Projecto

A potência a atribuir ao posto de transformação é um ponto essencial e sempre


problemático do projecto do mesmo, devido à natureza intermitente e nem sempre
suficientemente caracterizada do funcionamento das cargas a alimentar.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 1


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

No quadro abaixo esta presente forma de estimar a potência do posto de


transformação.

Utilização Potência do PT
Linhas de MT 0.85*ΣSPT

1.3. Regulamentação

Este projecto foi elaborado de acordo com as normas e os regulamentos em vigor,


nomeadamente:

- Regulamento de segurança de Subestações, Postos de Transformação e de


Seccionamento;

- Regulamento de segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica;

- Regulamento de segurança de Instalações Colectivas de Edifícios e entradas;

- Recomendações técnicas da CEI e outra regulamentação, aplicáveis ao equipamento


incluído neste projecto.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 2


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

CAPÍTULO 2

2.1. Definição

Postos de Transformação - são instalações onde se procede à transformação da


energia eléctrica de média tensão para baixa tensão, alimentando a rede de
distribuição em baixa tensão.

2.2. Objectivos
O tema tem os seguintes objectivos:

 Aumento da Potência instalada;


 Melhoramento da qualidade de energia a fornecer ao consumidor.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 3


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2.3. MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA

2.3.1. Descrição do projecto

O Bairro de Khongolote localiza-se na Província do Maputo, no Município da Matola,


que tem se verificado uma má qualidade no fornecimento de energia eléctrica devido a
sobrecarga em certas redes do bairro, o projecto visa a melhoria da situação num total
de 20 casas numa zona crítica do bairro em destaque, esta que fica conhecida como
sendo ``CASAS DA EDM´´.
O projecto eléctrico consiste na construção de um posto de transformação de 400KVA,
alimentado por linha de média tensão (33KV) usando condutor ACSR Ferret em postes
de madeira de média tensão de 12.25 metros com vão admissível de 70 a 80 metros.

Na rede de baixa tensão usar-se-á cabo torçada 4*95 mm 2, em postes de madeira de 9


metros com vão admissível de 35 a 40 metros.
O Posto de Transformação será do tipo rural, devido a simplicidade de montagem,
baixo custo, mínima manutenção requerida e grande fiabilidade de funcionamento em
postes de 12.25 metros.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 4


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2.3.1.1. Levantamento da carga.

Estando a se verificar um crescimento populacional no local em estudo houve


necessidade de fazer um novo levantamento das cargas, podendo se obter para o
presente projecto, uma Potência eléctrica total de 266KW para as 20 casas.

2.3.1.2. Transformador.

O Transformador a instalar, será de fabrico EFACEC ou outra empresa fornecedora,


empregará a tecnologia de enchimento integral em banho de óleo mineral e terá
arrefecimento natural.

O primário do transformador é alimentado pelo cabo trifásico em M.T. e pelo


secundário sai uma linha aérea com três fases e neutro em B.T., o qual vai alimentar o
conjunto de habitações.

As suas características eléctricas estarão de acordo com a recomendação internacional


e apresentam-se de seguida:

- Potência instalada: 400 Kva

- Tensão primária: 33 Kv

- Tensão secundária: 0.4 Kv

- Tensão de curto-circuito: 5%

- Grupo de ligação: Dyn 11

- Impedância percentual do Transformador: 5%

Mauaua, Faustino E.T. Juma 5


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2.3.1.3. Barramentos de Média Tensão.

Esforços mecânicos nos barramentos:

 Afastamento entre as barras: 25 cm

 Barras de Cobre de dimensão: 30x5 mm

 Distância entre isoladores: 120 cm

 Posição das barras: Horizontal

 Distância dos apoios das barras: 10 cm

Os valores da força, do momento resistente e da tensão mecânica nos barramentos

são respectivamente:

F H =593 . 25 N

W =0 .75 cm 3

δ H =8661. 45 N /cm 2

2.3.1.4. Pára-raios.

A capacidade dos Pára-raios a instalar é no geral de 10KA de tipo MWK 36 KV, BIL
170KV.

Na rede da EDM, os Pára-raios a usar serão da marca ASEA, tipo XBE e devem
possuir características adequadas para o uso externo e a serem montados em ferro de
perfil UNP10, 100x50x6.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 6


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Estes se destinam à protecção contra as sobre tensões de origem atmosférica.

2.3.1.5. Drop-outs.

Drop-out será de tipo “NCX”, com as seguintes características:

In = 10A,

Um = 34.5KV,

BIL = 200KV, com o poder de corte de 12KA ou outro equivalente.

Os Drop-outs a utilizar na rede da EDM serão os da marca AB-CHANCE.

Tem a função de protecção contra curto-circuito e executam também corte visível da


instalação, como é prescrito nos regulamentos.

2.3.1.6. Barramentos de baixa Tensão.

Esforços mecânicos nos barramentos:

 Barras de Cobre de dimensão: 60x5 mm

 Afastamento entre as barras: 30 cm

 Distância entre isoladores: 80 cm

 Posição das barras: Horizontal

Os valores da força, do momento resistente e da tensão mecânica nos barramentos


são respectivamente:

F H =934 .10 N

W =3 .0 cm 3

Mauaua, Faustino E.T. Juma 7


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

δ H =4546 N /cm 2

2.3.1.7. Saídas.

As saídas de baixa tensão até primeiro poste da rede aérea serão de cabo VAV 4*95
mm2.

As saídas deverão ser protegidas com fusíveis gL, NH2, LEGRAND, com calibre
máximo de 400A e com o poder de corte de 120KA.

2.3.1.8. Quadro geral de baixa tensão.

O quadro geral de baixa tensão estará alojado dentro de caixa metálica galvanizada
pintada, com uma porta na sua parte frontal, equipado com um corte geral de disjuntor
electromagnético tipo FE500Y, In = 500A. O cabo de baixa tensão que se destina a
assegurar a ligação entre o transformador e o quadro será do tipo VAV 4*185mm2.

2.3.1.9. Protecção das canalizações contra sobre intensidades.

Todos os condutores activos deverão ser protegidos contra sobre intensidades, por
aparelhos de corte automático. As características de funcionamento dos últimos (corta-
circuito fusíveis e disjuntores) e as suas aplicações deverão ser de tal maneira, que o
aquecimento resultante da sobre intensidade prevista não seja prejudicial ao
comportamento dos condutores, às suas ligações e ao meio envolvente. O neutro não
deve possuir qualquer órgão de protecção.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 8


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Segundo o Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia


Eléctrica, temos:

2.3.1.9.1. Dispositivo de protecção contra sobrecargas:

a) A sua intensidade limite de não funcionamento (I nf) não deverá ser superior a
1.15 vezes a intensidade máxima admissível na canalização (IZ),

b) A sua intensidade nominal (IN), ou de regulação, não deverá ser superior a


intensidade máxima admissível na canalização (IZ).

A corrente máxima admissível corresponde à corrente tabelada para a secção dada,


corrigida para as condições de montagem, agrupamento e temperatura de montagem.

A figura seguinte esquematiza as relações atrás consideradas.

Is Iz 1.15Iz

Valores de referência
das canalizações

Características do aparelho
In Inf

i.
I S ≤I N ≤I Z

ii. I F ≤1. 45×I Z

iii.
I nf ≤1 .5×I Z

Mauaua, Faustino E.T. Juma 9


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

O dispositivo de protecção contra curto-circuitos deverá responder às duas condições


seguintes:

a) Poder de corte pelo menos igual à corrente de curto-circuito prevista nesse ponto de
instalação;

b) Tempo de corte em segundos inferior ao calculado pela seguinte fórmula (com um


tempo máximo de 5s):

S
√ t=K
I CC

K – Constante definida no quadro seguinte:

Natureza do isolante Natureza do Condutor metal


Cobre Alumínio
PVC 115 74
Borracha, PEX 135 87

Constante K para diferentes isolantes em cabos de cobre e alumínio.

É de notar que o aparelho de protecção contra curto-circuito deve ser capaz de eliminar
um curto-circuito mínimo, que normalmente é o monofásico no extremo mais afastado
da fonte.

2.3.1.10. Potência aparente de iluminação pública.

Para iluminação pública serão usadas lâmpadas de 250W. A potência aparente da


iluminação pública é de 5.86KVA para um total de 37 apoios de madeira.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 10


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2.3.1.11. Comando de Iluminação pública.

O comando da iluminação pública será feito por interruptor horário.

Este dispositivo destina-se a comandar por sua vez um contactor que ligará e desligará
a referida instalação.

O contactor será para uma tensão de 400V e uma intensidade nominal de 32A.

2.3.1.12. Transformador de Corrente.

Serão montados três transformadores de corrente para a tensão nominal de 400V,


classe de precisão 1, corrente secundária de 5A e uma potência entre 0.5 e 1.5VA.

A escolha da relação de transformação a utilizar é em função da corrente nominal do


secundário do transformador, isto é, 600/5.

2.3.1.13. Terra de serviço.

À terra de serviço será ligado ao neutro de secundário do transformador. Esta ligação


será feita a partir do quadro geral de baixa tensão através de um ligador amovível.

2.3.1.14. Terra de proteção.

À terra de protecção ligar-se-ão as massas da aparelhagem de média tensão, assim


como todas as partes metálicas de suporte e fixação da aparelhagem, incluindo a cuba
do transformador e o invólucro metálico do quadro de baixa tensão.

Não havendo possibilidade da execução de uma terra própria para os pára-raios, estes
também serão ligados à terra de protecção. A ligação dos pára-raios será feita

Mauaua, Faustino E.T. Juma 11


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

directamente ao condutor principal de terra, e não por intermédio de qualquer outra


massa metálica.

2.3.1.15. Condutores de terra.

Utilizar-se-á cabo de cobre nu de 50mm 2 de secção até ao ligador amovível, situado na


base do pórtico, e cabo de 95mm2 de secção deste até ao eléctrodo de terra, no interior
do solo.

No último metro antes de penetrarem no solo e 0.5m dentro deste, os condutores de


terra devem ser protegidos mecanicamente por uma cantoneira ou por tubo adequado,
com um comprimento de 1.5m.

2.3.1.16. Eléctrodos de terra.

Os eléctrodos de terra de protecção e de serviço serão constituídos por varões próprios


para este fim, podendo na sua falta serem substituídos por tubos de ferro galvanizado
de 1.5m e interligados entre si por um cabo de cobre nu de 95mm2.

Os eléctrodos deverão ser enterrados no solo a uma profundidade mínima de 0.8m e


os elementos que constituem o mesmo eléctrodo deverão estar afastados entre si a
uma distância igual ao seu comprimento.

O número de eléctrodos por elemento depende da resistência do solo devendo a


resistência de terra ser inferior a 20Ω.

Os eléctrodos de terra de serviço e de protecção deverão distar-se entre si, na


horizontal, pelo menos 20m, para que possam ser consideradas terras distintas.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 12


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

CAPÍTULO 3

3.1. Cálculos do Projecto

3.1.1. Levantamento da nova carga.

A Potência contratada calculada obedece-se a fórmula abaixo e é de cada casa, onde


os dados da tabela constam os detalhes da Potência instalada.

Pinst
PC = ×K u×K s ×K e
 cos θ

Onde os valores das constantes K são:

Para:

K u =1 K u =1
K s=1 K s=1
K =1
 Iluminação: e
K =1
Aquecimento e frio: e

K u =1
K s=0 . 8
K =1
 Tomadas: e

K u =0 . 75
K s=1
K =1
 Motor: e

Mauaua, Faustino E.T. Juma 13


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

POTÊN INST (KW) 16.60 QUADRO TIPO ------

Mauaua, Faustino E.T. Juma 14


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

F.UTILIZACAO (%) 1.0 N de Circuitos


F.POTÊNCIA (%) 0.80 ALIMENTADOR SECÇÃO (…x mm2)
POTÊN UTIL (KW) 13.28 NO---------------- Tipo
Corrente F/Fase (A) 24.0 ORIGEM-------- CAPACIDADE (Amp)
QUAN
No CIR FASE SEC LOCAL CARGAS T POTÊNCIA (WATT)
Por
UNIDAD TOT FASE
01 1a1 1 Quarto I Ar-Cond 1 1000 1000
02 1a2 1 Sala Estar Tomada U. Geral 3 150 450
03 1a3 1 Sala Ar-Cond 1 1200 1200
04 2a1 A 2 Sala Estar Tomada U. Geral 2 150 300
05 2a2 2 Cozinha Fogão 1 1500 1500
06 2a3 2 WC Tomada U.Geral 2 150 300
07 3a1 3 Reserva Tomada U. Especial 5 150 750
5500
08 1b1 1 Cozinha Tomada U. Geral 2 150 300
09 1b2 1 Quarto II Ar-Cond 1 1000 1000
10 1b3 1 Sala Lâmpada 4 100 400
11 2b1 2 Cozinha Termoac. 1 2000 2000
12 2b2 2 WC Lâmpada 2 100 200
13 2b3 2 Varanda Lâmpada 2 100 200
14 3b1 B 3 Sala Estar Lâmpada 2 100 200
15 3b2 3 Cozinha Lâmpada 1 100 100
16 3b3 3 Reserva Tomada U. Geral 4 150 600
17 4b1 4 Cozinha Tomada U. Especial 1 150 150
18 4b2 4 Quarto II Tomada U. Geral 2 150 300
19 4b3 4 Cozinha Lâmpada 1 100 100
5550
20 1c1 1 Sala Jant. Lâmpada 4 100 400
21 1c2 1 Quarto I Tomada U.Geral 2 150 300
22 1c3 1 Exterior Bomba de Água 1 2500 2500
23 2c1 C 2 Quarto I Lâmpada 2 100 200
24 2c2 2 Quarto II Lâmpada 2 100 200
25 2c3 2 Reserva Frio (Aquec. Ou Mot.) 1 2000 2000
5600
Total 16600

Pinst 2000
PC = ×K u×K s ×K e= ×1×1×1=2353 W
 Potência de Iluminação: cos θ 0 . 85

Mauaua, Faustino E.T. Juma 15


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

2100
PC = ×1×0. 8×1=1976 . 5W
 Potência de Tomadas: 0 . 85
2500
PC = ×1×0. 75×1=2206 W
 Potência de bomba de água: 0 . 85
2000
PC = ×1×1×1=2353 W
 Potência de Termoacumulador: 0 . 85
3200
PC = ×1×1×1=3765 W
 Potência de Ar - Condicionado: 0 . 85

 Reservas: PC =3071 W

A Potência total de cada Casa é:

P=2353+1976 .5+2206 +2353+3765+3071=15724 .5 W

P=15 . 72 KW

A potência total das 20 casas será de:


PTotal=N ×P×K S

0.2
K S =0 .8+
√N

Onde: N é o número total de Casas

(
PTotal=20×15 .72× 0 . 8+
0.2
)
√ 20
=266 KW

PTotal=266 KW

Mauaua, Faustino E.T. Juma 16


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

3.1.2. Dimensionamento do Transformador.

Para a determinação da potência aparente do transformador considerou-se uma


potência de 1.2KVA para cada cliente e a potência foi obtida pela fórmula:

Sinstalalada =1. 2∗S C arg a

PTotal
SC arg a =
Cos θ

Tomando como dados para a escolha do transformador:

P = 266KW

Cosϴ = 0.85 (valor para uma zona rural)

Logo:

PTotal 266 KW
SC arg a = = =312 . 94 KVA
Cos θ 0 . 85

SC arg a =312.94 KVA

S Instalada=S carg a +20%Scarg a =1.20×Sc arg a =1.20×312.94 Kva=375,5 KVA

O valor da Potência calculada acima é difícil aquisição no mercado, havendo obrigação


de escolha da potência mais próxima e superior que poderá se adquirir facilmente no
mercado, isto é, escolha de uma potência padronizada.
Com isso a Potência a escolher é de S = 400KVA

Mauaua, Faustino E.T. Juma 17


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

3.1.3. Dimensionamento da aparelhagem e equipamento de Média Tensão.

3.1.3.1. Protecção do transformador.

a) Drop-Out
Sn 400∗103
I N 1= = =7 A
Un∗√ 3 33∗103∗√ 3

O transformador será protegido por um fusível externo (conjunto drop-out) com o link
fusível de 10A, de acordo com os links para transformadores fornecidos pela ABB no
catálogo do anexo.
O drop-out será de tipo “NCX”, com as seguintes características: I n = 100A, Un =
34.5KV, BIL = 200KV, com o poder de corte de 12KA, valores obtidos na base do
catálogo do anexo.

b) Pára-raios.

Para a escolha correcta de um pára-raios há que considerar os seguintes parâmetros:


Um- Máxima tensão na rede considerada que pode variar de 1.05 a 1.1 vezes da tensão
nominal.

U nPR =1. 1×U N


1

U nPR =1. 1×33 KV =36 KV

U nPR =36 KV

Neste projecto, é considerada uma rede de tensão nominal de 33KV.


Para a rede considerada, todo o equipamento de média tensão deve possuir um
BIL¿ 170KV.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 18


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Os pára-raios foram escolhidos segundo a gama fornecida pela ABB para valores de
corrente de pico de 10KA.

Na tabela do anexo é fornecida uma gama de pára-raios em função de máxima tensão


de operação na rede. Finalmente foi escolhido o pára-raios com as seguintes
características: MWK 36KV, BIL = 170KV, 10KA para o uso externo.

3.1.3.2. Transformador.

PTotal266 KW
SC arg a = = =312 . 94 KVA ⇒ S instalada=400 KVA
Cos θ 0 . 85

3.1.3.3. Barramentos de Média Tensão.

Corrente de curto-circuito no barramento:

S cc 600 MVA
I cc = = =10 .5 KA
√ 3×U AT √ 3×33 Kv

Corrente de impulso:

I s =K √2×I cc=I s =1. 8 √ 2×10 .5=26 . 73 KA

Força electromagnética

l 120
F H =0. 2×I 2 × =0 . 2×( 0. 93×26 .73 )2 × =593 . 25 N
S a 25
F H∗l
δ H =δ b ∗β
8W

δ b =1
β=0 . 73

Mauaua, Faustino E.T. Juma 19


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

b∗d 2 0. 5∗32
W= = =0 . 75 cm3
6 6

593 .25×120
δ H =1×0 .73× =8661 . 45 N /cm2
8×0 . 75

δ H =8661. 45 N /cm 2

Condição de deformação:

δ H ≤δ ⇒ δ=1 . 5×δ cu

A tensão mecânica limite para o cobre é 25000 N/cm2

δ=1 .5×25000=37500 N /cm2


δH≤δ

8661 . 45≤37500

A partir da condição acima se verifica que não há perigo de deformação permanente.

3.1.4. Dimensionamento do quadro de B.T.

3.1.4.1. Barramentos de Baixa Tensão.

Corrente de curto-circuito no barramento:


I cc =12 .5 KA

I =31. 82 KA
Corrente de impulso: s

Força electromagnética

l 160
F H =0. 2×I 2 × =0 . 2×( 0. 93×31. 82 )2× =934 . 10 N
S a 30

Mauaua, Faustino E.T. Juma 20


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

F H∗l
δ H =δ b ∗β
8W

δ b =1
β=0 . 73

b∗d 2 0. 5∗62
W= = =3. 0 cm 3
6 6

934 . 10×160
δ H =1×0 .73× =4546 N /cm 2
8×3. 0

δ H =4546 N /cm 2

Condição de deformação:

δ H ≤δ ⇒ δ=1 . 5×δ cu

A tensão mecânica limite para o cobre é 25000 N/cm2

δ=1 .5×25000=37500 N /cm2


δH≤δ

4546 N /cm2 ≤37500 N /cm 2

A partir da condição acima se verifica que não há perigo de deformação permanente.

3.1.4.2. Canalização.

A Canalização irá proceder-se de acordo com o diagrama em anexo as equações


abaixo:

i.
I S ≤I N ≤I Z

ii. I F ≤1. 45×I Z

Mauaua, Faustino E.T. Juma 21


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

iii.
I nf ≤1 .5×I Z

3.1.4.2.1. Protecção das canalizações contra sobre intensidades.

Escolha de protecções

a1) Contra sobrecarga nas canalizações

S C arg a 312 . 94×1000 Va


I S= = =475 .5 A
√ 3×U S √ 3×380 V

Para cabos VAV monocondutores enterrados e secção 185 mm2 tem-se:

I max =630 A

β=1 . 0
(Valor do factor de correcção para grupos de cabos monocondutores enterrados) da
tabela em anexo.

γ=0. 89
(Valor do factor de correcção para temperatura de 30°C) da tabela em anexo.

I Z =I max ×β×γ

I Z =630×1. 0×0 .89=560 .70 A

1 . 45×I Z =1 . 45×560 . 70=813 A ⇒ I F ≤813 A

1 .15×I Z =645 A ⇒ I nf ≤645 A

Mauaua, Faustino E.T. Juma 22


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Cada saída deverá ser protegida com fusíveis gL, NH2, LEGRAND, com calibre
máximo de 500A e com o poder de corte de 120KA, sem causar prejuízos.
Para o cabo VAV 25mm2 temos Imax = 135A

I Z =135×0 .89×1=120 . 15 A
1 .15×I Z =138 .8 A
I ≤125 A≤138. 8 A
IS¿ In¿ IZ → S

A saída de iluminação pública deverá ser protegida com fusível gL, NH2, LEGRAND,
com calibre máximo de 125A e com o poder de corte de 100KA, sem prejuízos, de
acordo com a carga de iluminação pública, pode se proteger com fusível de 50A.

a2) Protecção Geral do quadro de baixa tensão

a2.1) Fusível
A partir dos cálculos efectuados anteriormente os fusíveis terão as seguintes
características eléctricas:

I nf =520 A ⇒ I N =400 A

 Tensão Nominal: 500V


 Corrente Nominal (Calibre): 400A
 Corrente de Ruptura: 120KA

A protecção individual das saídas de baixa tensão é feita por fusíveis de APC.

a2.2) Disjuntor

Poder de corte do Disjuntor.

A corrente nominal no lado de baixa tensão é:

S 400 Kva
IN= = =577 . 35 A
√3×U N √3×0 . 4 Kv
Mauaua, Faustino E.T. Juma 23
PROJECTO DE CURSO UEM 2012

I N =I BT =577 .35 A

Corrente de curto-circuito é:

C×U n C×U n
I cc= =
√ 3×Z eq √3×( Z Re de + Z Transf )

U
n2 0 . 42
Z Re de =1. 1× =1 .1× =0 .3×10−6 Ω
S cc 600×10 3

U
n2 5 0 . 42
ZTransf =Z cc × = × =2×10−5 Ω
ST 100 400

1. 1×0. 4
I cc = =12 .5 KA
√ 3×( 2+0 . 03 )×10−5

Corrente de impulso

I s =1. 8 √ 2×I cc

A constante 1.8 é obtida pela função f(K ; Rk/Xk) do gráfico em anexo

I s =1. 8 √ 2×12 .5=31. 82 KA

O disjuntor terá as características eléctricas seguintes:

I nf =525 ⇒ I N =500 A

- Corrente Nominal: 500A

- Capacidade de ruptura (poder de corte): 40KA

Os dados de Inf e IN acima foram obtidos nas tabelas em anexo.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 24


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

A Secção do cabo a usar na ligação entre o disjuntor e transformador é 185 mm 2 sendo


um cabo do tipo VAV.

O disjuntor de baixa tensão protege o transformador de todos os defeitos da rede á sua


jusante. É através dele que é garantida a protecção do transformador das sobrecargas.

Is = 475.5A
O quadro geral será protegido por um disjuntor electromagnético de marca
EN60947- 2STANDARD tipo FE500Y, In = 500A.

3.1.4.2.2. Dimensionamento dos cabos de baixa tensão.

Para dimensionamento dos cabos seguiram-se as etapas seguintes:


a) Determinação da intensidade a transmitir em regime normal.
b) Determinação das secções mínimas que permitam respeitar as condições
limites:
 O aquecimento da alma condutora deve ser compatível com o permitido pelo
isolante escolhido:

 Em serviço normal, geralmente considera-se em regime permanente ou


contínuo.
 Em caso de curto-circuito:
a) A queda de tensão, verificada na canalização eléctrica, deve permitir um correcto
funcionamento do equipamento alimentado.

b) Escolher a secção maior das diversas secções obtidas.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 25


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

3.1.4.2.2.1. Dimensionamento do cabo entre o transformador e o quadro.

Para esta Ligação irá se usar o cabo VAV de secção 185mm2 calculado anteriormente.

a) Determinação de corrente a transmitir.

S
I=
A corrente a transmitir é determinada pela seguinte fórmula: U . √3
Assim, teremos:

400∗103
I= =577 . 35 A
400∗√ 3

b) Determinação das secções que permitam respeitar as condições limites.

b1) Determinação da secção mínima em serviço normal (regime permanente)

A corrente factícia (If) determina se pela fórmula

I
If=
γ ×β
Considerando cabo VAV subterrâneo isolado com PVC, θ0= 30ºC e θp= 70º, teremos
γ=0. 89 para número de cabos igual a 1, teremos β=1 .

Dai,

I 577 .35
If= = =648 . 71 A
γ×β 0. 89×1. 0

Mauaua, Faustino E.T. Juma 26


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Na tabela de características eléctricas dos cabos VAV consulta-se a secção do cabo


aproximadamente correspondente a corrente fictícia obtemos a secção de 185mm2.

b2) Dimensionamento da secção mínima para o aquecimento em caso de curto-


circuito.

Com o propósito de calcular a capacidade de curto-circuito, é assumido que o intervalo


da duração do mesmo seja pequeno (< 5s). Esta hipótese (aquecimento adiabático)
permite o cálculo da densidade de corrente admissível da alma, em função da duração
do curto-circuito e das temperaturas limites.
A secção a escolher é o valor normalizado imediatamente superior.

I cc
scc =
δ
δ0
δ=
√ t ; t- tempo de duração de curto-circuito.
O gráfico abaixo, indica o valor de δ0 para uma duração de curto-circuito igual a 1s em
função de:
 Natureza do metal condutor;
 Temperatura da alma antes do curto-circuito;
 Temperatura máxima admissível, para o isolante considerado, no final do curto-
circuito.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 27


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Fig 1.1. Densidade de corrente admissível no regime de cc em 1s.

Neste caso é considerada alma condutora de cobre.


θ d =70 ºC ;

θ f =160 ºC
Por consulta do Fig.1.1, obtemos δ0 = 110 A/mm2.

Segundo a expressão acima, tem-se:


δ = 110 A/mm2 para um tempo de 1s irá se usar o cabo de secção 4*95mm2

b3) Determinação da secção económica

A secção determina-se pela fórmula


S0 =K ×I ×√ h× p×A

Onde K é uma constante e K=3x10-3 para cobre;

Mauaua, Faustino E.T. Juma 28


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

(1+ta) N −1
A=
t×(1+ta) N

Para o cálculo da secção económica consideramos:

ta =13%
N = 10 anos
h =1 ano = 8760 horas
p = 2.7 Mt

(1+ta) N −1 (1+0 .13 )10−1


A= = =5 . 43
t×(1+ta) N 0. 13×(1+0 . 13)10

S0 =K ×I ×√ h× p×A=3×10−3 ×577 . 35×√ 1×2 .7×5 . 43=6 .63 mm 2


Conclusão:
Vamos usar o cabo de secção 4*95mm2

c) Dimensionamento do cabo entre o quadro até o primeiro poste (saídas).

A ligação entre o quadro de baixa tensão até o primeiro poste será de cabo VAV.

Para o curto-circuito, consideramos as mesmas condições do passo anterior, onde


obtivemos a secção de 185mm2.

d) Secção do cabo a partir das saídas (do primeiro poste ao consumidor).


A partir do primeiro poste ira usar-se cabo torçado sendo:

1. 1×0. 4
I cc = =12 .5 KA
√ 3×( 2+0 . 03 )×10−5 Calculado anteriormente

Mauaua, Faustino E.T. Juma 29


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√ t∗I cc
S=
K

Para: t = 0.25 s

K = 87(para condutores de alumínio isolados a PEX)

√ t×I cc √0 . 25×12 . 50×103


S= = =71. 84 mm2
K 87

2
Logo a secção a escolher é: S=95 mm

O Cabo a alimentar a carga é: ABC ou LXS 4x95 mm2

e) Dimensionamento dos ramais principais.

Considerando a temperatura de ambiente 30º, para qualquer temperatura admissível

na alma condutora em regime permanente β=1 e γ=1 .


Sendo β=1 e γ=1 , teremos a corrente factícia igual a corrente de cada saída.
Para o dimensionamento teremos que considerar:

e1) Secção de aquecimento em serviço normal.

Consulta-se na tabela das características de cabos torçados, a partir da corrente


fictícia, considerando a corrente admissível imediatamente a seguir e buscamos a
secção correspondente.

e2) Secção do curto-circuito.

Neste caso é considerada alma condutora de alumínio isolada a PEX, teremos:


θd = 90ºC;

Mauaua, Faustino E.T. Juma 30


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

θf = 250ºC.
A
2
Por consulta do Fig.1.1, obtemos δ0 = 92 mm .
Segundo a expressão acima, tem-se:
δ = 92A/mm2 para um tempo de 1s.

e3) Secção para queda de tensão.

Para determinar a secção para queda de tensão, determinamos a relação ∆U/(I*l).


Vamos a tabela de características de cabos torçadas e consultamos a secção
correspondente para o valor da relação.
Das secções calculadas a maior é de 95mm2.

e4) Secção económica.

Considerando a equação de So com o valor K = 5*10-3 para alumínio, determinamos a


secção económica.

Conclusão:
Para os ramais principais usar-se-á o cabo 4*95mm2

f) Dimensionamento dos ramais secundários.

Para o cabo escolhido para ramais principais, a relação dada pela fórmula de ΔU é de
0.62Ω/ A×Km . Dai, a queda de tensão será: ΔU =0 . 0972×I×l×10−3 .

Mauaua, Faustino E.T. Juma 31


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

3.1.4.2.3. Queda de tensão na linha.

No cálculo da queda de tensão extraiu-se o valor de resistência em função do


comprimento na tabela em anexo sendo:

r .l 0 .0972∗60
ΔU = ∗I . cosθ= ∗475 .5∗0 . 85=2 .357 V
1000 1000

ΔU 2 .357
ΔU o o = ∗100= ∗100=0. 62 o o
U2 380

Mauaua, Faustino E.T. Juma 32


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CAPÍTULO 4

4.1. Características gerais do PT a ser instalado.

O PT a ser implantado será do tipo Aéreo alimentado por uma rede aérea de média
tensão de 33KV, frequência de 50 Hz, sendo a Empresa Distribuidora a EDM - Área de
Distribuição da Matola, o transformador instalado em dois apoios da linha de
distribuição média tensão e o quadro geral de baixa tensão na base desses apoios,
num armário dimensionado para o efeito.

A Potência de curto-circuito máxima da rede de alimentação é de 600 MVA, segundo


os dados fornecidos pela Empresa Distribuidora.

4.2. Constituição do PT.

O PT será constituído essencialmente pelos seguintes componentes:

 1 Transformador;

 Cabos de cobre e de aluminio, de secção circular;

 12 Fusiveis no total;

 1 Disjuntor no lado de Baixa Tensão;

Mauaua, Faustino E.T. Juma 33


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

 3 Drop-outs;

 3 Para-raios;

 1 Quadro geral de baixa tensão, de onde partem os diversos ramais da rede


baixa tensão;

 1 Contador para contagem de energia de Iluminação Pública;

 3 Barras de cobre pintadas com as cores regulamentares das fases A, B e C;

 2 Barras de cobre pintadas com as cores regulamentares para o neutro e terra


de protecção;

 Comando de Iluminação Pública feito por um contactor, comandado por uma


célula fotovoltaica;

 Vedação;
 Contador de Energia;
 Cabo VAV e Cabo ABC (LXS);
 Espia completa MT;
 Isoladores
 Postes de Madeira
 Pinça de amarração
 Terra de protecção
 Terra de Serviço
 Parafuso M 18x300x100

O Projecto contém todas as especificações técnicas da constituição do PT.

4.3. Potência aparente de iluminação pública.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 34


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Considerou-se que para iluminação pública não serão montadas lâmpadas em todos
postes, sendo a montagem alternada, isto é, um poste sim outro não e serão usadas
lâmpadas de 250W.

A potência aparente foi obtida pela fórmula:

në postes Pt
S IP= ∗ ∗10−3
2 cos q

në poste
Onde: 2 se considera a parte inteira

Pt =(250+25 )W =275 W Onde 25W são perdas no balastro

Cosθ = 0.85

No Posto de Transformação será instalada aparelhagem de medida de energia total


emitida assim como da energia destinada à iluminação pública.

O contador da contagem geral será trifásico, para a tensão nominal de 380 V e


umaamperagemde3x5A.

O contador de energia consumida pela iluminação pública, será escolhido em função


do tipo dessa instalação, sendo trifásica 380V respectivamente, devendo o seu calibre
ser em função da dimensão da instalação da iluminação pública.

n×Pi
I n=
Assim: 380×0 . 8

Mauaua, Faustino E.T. Juma 35


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

CAPÍTULO 5

5.1. Conclusão.

Tendo se redimensionado o posto de transformação, isto é, com a nova especificação


mediante cálculos justificativos de aparelhagem, equipamento e cabos que foi
apresentado no decurso do trabalho, alcança-se o grande objectivo que se baseou no
aumento da capacidade de se fornecer energia eléctrica de qualidade ao consumidor.

5.2. Recomendações.

O material a ser empregue no projecto deverá incluir todos acessórios necessários


para a montagem, operação, verificação e testes.

O projecto deve ser executado tal como foi concebido e qualquer alteração deve ser
acompanhado por cálculos, para não por em causa o bom funcionamento do Posto de
Transformação.

Mauaua, Faustino E.T. Juma 36


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

Mauaua, Faustino E.T. Juma 37


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

5.3. Bibliografia.

 Regulamento de segurança de subestações, postos de transformação e de


seccionamento;
 Vilela Pinto – MGCalc;
 Catálogos de empresas – Efacec, Schneider Electric, ABB, Jayme da Costa;
 Bossi António, Sestio Ezio – Instalações eléctricas;
 Negrisoli Manoel – Instalações eléctricas;
 Manuais da EDM;
 Notas de Instalações Transporte e Distribuição de Energia Eléctrica

Mauaua, Faustino E.T. Juma 38


PROJECTO DE CURSO UEM 2012

ANEXOS

Tabela 1. Estimativa de Custos dos Materiais e Equipamento.

Designação Unidade Quantidade Preço unitário [Mt] Total [Mt]


Transformador 400KVA - 1 410.500,00 410.500,00
Disjuntor de Baixa Tensão - 1 2.845,00 2.845,00
Fusível NH 03 gl - gG - 12 1.275,00 15.300,00
Armário 2500x1000 mm - 1 33.650,00 33.650,00
Barramento de Cobre 30x5 - 4 1.050,00 4.200,00
Barramento de Cobre 60x5 - 4 1.875,00 7.500,00
Contador de Energia KWh 1 6.845,00 6.845,00
Comando de Ilum. Pública - 1 945,00 945,00
Cabo VAV m 10 1.175,00 11.750,00
Cabo ABC (LXS) m 50 315,00 15750,00
Drop-Out - 3 4.875,00 14.625,00
Pára-raios de 36KV - 3 4.450,00 13.350,00
Espia completa MT - 4 5.200,00 20800,00
Isoladores - 18 2150,00 38.700,00
Postes de Madeira - 2 6.400,00 12.800,00
Pinça de amarração - 3 800,00 2.400,00
Terra de protecção - 1 9.000,00 9.000,00
Terra de Serviço - 1 7.500,00 7.500,00
Parafuso M 18x300x100 mm 6 275,00 1.650,00
Vedação - 1 3.000,00 3.000,00
Total [Mt] 633.110,00

Mauaua, Faustino E.T. Juma a


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Tabela 2. Factores de correcção para temperatura ambientes diferentes de 20oC (ϒ ).


Temperatura Temperatura admissível na alma condutora em regime
Ambiente Θo (°C) Permanente ΘP (°C)
65 70 75 80 85 90 95 100 105
0 1.20 1.18 1.17 1.16 1.14 1.13 1.13 1.12 1.11
5 1.16 1.14 1.13 1.12 1.11 1.10 1.10 1.09 1.09
10 1.11 1.10 1.09 1.08 1.07 1.07 1.07 1.06 1.06
15 1.05 1.05 1.04 1.04 1.04 1.04 1.03 1.03 1.03
20 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00
25 0.94 0.95 0.95 0.96 0.96 0.96 0.97 0.97 0.97
30 0.88 0.89 0.91 0.91 0.92 0.93 0.93 0.94 0.94
35 0.82 0.84 0.85 0.87 0.88 0.89 0.89 0.90 0.91
40 0.75 0.78 0.80 0.82 0.83 0.85 0.86 0.87 0.87
45 0.67 0.71 0.74 0.76 0.78 0.80 0.82 0.83 0.84
40 0.58 0.63 0.67 0.71 0.73 0.76 0.78 0.79 0.80

Tabela 3. Factores de correcção para grupos de cabos monocondutores enterrados (β).


Temperatura Temperatura admissível na alma condutora em regime permanente Θp (°C)
do ar Θo (°C)
65 70 75 80 85 90 95 100 105
0 1.36 1.32 1.29 1.27 1.24 1.23 1.21 1.20 1.18
5 1.31 1.28 1.25 1.23 1.21 1.19 1.18 1.17 1.16
10 1.25 1.23 1.20 1.18 1.17 1.16 1.14 1.13 1.13
15 1.20 1.17 1.16 1.14 1.13 1.12 1.11 1.10 1.10
20 1.13 1.12 1.11 1.10 1.09 1.08 1.07 1.07 1.07
25 1.07 1.05 1.05 1.05 1.04 1.04 1.04 1.04 1.03
30 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00
35 0.93 0.94 0.94 0.95 0.95 0.96 0.96 0.96 0.97
40 0.85 0.87 0.88 0.89 0.90 0.91 0.92 0.93 0.93
45 0.76 0.79 0.82 0.84 0.85 0.87 0.88 0.89 0.89
50 0.66 0.71 0.75 0.78 0.80 0.82 0.83 0.85 0.86
55 0.54 0.61 0.67 0.71 0.74 0.76 0.78 0.80 0.82
60 0.38 0.50 0.58 0.63 0.67 0.71 0.73 0.76 0.78
65 - 0.35 0.47 0.55 0.60 0.65 0.68 0.71 0.73
70 - - 0.33 0.45 0.52 0.58 0.62 0.66 0.68
75 - - - 0.32 0.43 0.50 0.56 0.60 0.63
80 - - - - 0.30 0.41 0.48 0.54 0.58
85 - - - - - 0.29 0.40 0.46 0.52
90 - - - - - - 0.28 0.38 0.45
95 - - - - - - - 0.27 0.37
100 - - - - - - - - 0.26

Mauaua, Faustino E.T. Juma b


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Tabela 4. Características das almas condutoras de cobre.

Tabela 5. Características dos Disjuntores com regulação.

IN [A] Inf [A] If [A]


1.05 x IN 1.2 x IN
100 105.00 120
125 131.25 150
160 168.00 192
250 262.50 300
400 420.00 480
500 525.00 600
630 661.50 756
1000 1050.0 1200
1250 1312.5 1500
1600 1680.0 1920
2500 2625.0 3000

Mauaua, Faustino E.T. Juma c


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Tabela 6. Características dos corta-circuitos fusíveis

Tabela 7. Momentos de inércia e momentos resistentes de barras de cobre.

Mauaua, Faustino E.T. Juma d


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Tabela 8. Características nominais dos Transformadores de potencia, usuais em PT

Mauaua, Faustino E.T. Juma e


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Tabela 9. Características eléctricas dos cabos VV, VAV.

Mauaua, Faustino E.T. Juma f


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Tabela 10. Características dimensionais e eléctricas dos cabos torçada.

Mauaua, Faustino E.T. Juma g


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Tabela 11. Links para a protecção dos Transformadores de Potência

Tabela 12. Características de pára-raios.

Tabela 13. Catálogo dos drop-outs para média tensão.

Mauaua, Faustino E.T. Juma h


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FÍGURAS

Fig.1. Característica para leitura da constante K

Mauaua, Faustino E.T. Juma i


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PEÇAS DESENHADAS

Fig.2. Esquema Eléctrico Simplificado do PT

Legenda:

1 – Pára-raios

2 – Drop-outs

3–Transformador de potência MT/BT

4 – Disjuntor de baixa tensão

5 – Fusíveis APC de baixa tensão

6 – Fusíveis de iluminação pública

7 – Contactor de iluminação pública

Mauaua, Faustino E.T. Juma j


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Fig.3. Vista Frontal do PT

Mauaua, Faustino E.T. Juma k


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Legenda:

1 - Pára-raios tipo XBE

2-Cadeias de amarração

3 – Postes de madeira

4 - Conjunto de Drop-outs

5 - Isoladores de apoio de barramento

6 - Barramento

7 - Espias

8 - Transformador de Potência

9 – Quadro de Baixa Tensão

10 - Base suporte de alvenaria

11 – Cerca de protecção

12 – Eléctrodo de terra de protecção

13-Eléctrodo de terra de serviço

Fig.4. Vista lateral do PT.

Mauaua, Faustino E.T. Juma l


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Fig.5. Armário e as respectivas vistas.

Mauaua, Faustino E.T. Juma m

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