Conceitos e Estrutura de Redes
Modelo de referência OSI
Open System Interconnection
ETE Prof. Lucilo Ávila Pessoa
Curso Técnico de Redes de Computadores 2021.1
Prof. Alexandre Batista Santos
E-mail: [Link]@[Link]
Modelo de Referência - OSI
✓ A ISO (International Standards Organization)
reconheceu a necessidade das redes trabalharem
juntas e se comunicarem
✓ Por isso, a ISO lança em 1984, o modelo de
referência OSI (Open System Interconnection)
✓ O Modelo de referência OSI é o modelo
fundamental para comunicações em rede
✓ O modelo é composto por 7 camadas.
Modelo de Referência - OSI
✓O modelo ISO/OSI:
✓ Sabemos que não é suficiente apenas que os computadores
sejam conectados através de meios físicos para que tenhamos
uma rede em funcionamento.
✓ Para se ter uma rede, precisamos de hardware e software que
trabalhem conjuntamente, cada um fazendo o seu papel.
✓ Para que dois computadores conversem é necessário que eles
“falem a mesma língua”. É necessário um conjunto de regras para
coordenar esse diálogo entre computadores numa rede.
Modelo de Referência - OSI
✓O modelo ISO/OSI:
✓Baseando-se nisso, foram criados modelos de
referências para determinar regras a serem estabelecidas
para que a comunicação em um ambiente de rede
aconteça. É nesse contexto que surgem os modelos de
referência OSI e TCP/IP.
Modelo de Referência - OSI
✓Modelo em Camadas
✓ Permite a visualização das funções de rede que acontecem
em cada camada.
✓ Decompõe as comunicações de rede em partes
menores e mais simples.
✓ Padroniza os componentes de rede, permitindo o
desenvolvimento e o suporte por parte de vários Fabricantes.
Modelo de Referência - OSI
✓Modelo em Camadas
✓ Para que essas camadas de computadores distintos
se comuniquem, elas precisam usar o mesmo conjunto
de regras. A esse conjunto de regras dá-se o nome de
Protocolo.
✓ Um software de redes é composto por um ou vários
protocolos.
✓ Protocolo de rede é um conjunto de regras utilizadas
pelos computadores de uma rede para estabelecer a
comunicação entre eles.
Modelo de Referência - OSI
✓Princípios
✓ Cada camada deve executar uma função bem definida e
oferecer serviços à camada imediatamente superior e utilizar
os serviços da camada imediatamente inferior. Os limites
entre as camadas devem ser escolhidos, de modo a reduzir
o fluxo de informações transportadas entre as interfaces.
Uma interface define as operações e os serviços que a camada
inferior tem a oferecer à camada que se encontra acima dela.
Modelo de Referência - OSI
✓Princípios
✓ Possibilita a comunicação entre tipos diferentes de
hardware e de software de rede.
✓ Evita que as modificações em uma camada afetem as
outras, possibilitando maior rapidez no seu desenvolvimento.
✓ Cada camada OSI individual tem um conjunto de
funções que ela deve executar para que os pacotes de
dados trafeguem de uma origem a um destino em uma rede.
Modelo de Referência - OSI
Modelo criado pela ISO com intuito de permitir a comunicação entre
as redes de forma padronizada estabelecendo um conjunto de normas
que define a funcionalidade de protocolos e equipamentos de
conectividade.
Aplicação – Responsável pela comunicação direta entre o usuário
do computador e a rede. (HTTP, DHCP, FTP, SSH)
Apresentação – Camada tradutora, diz como os dados devem
ser formatados. (JPEG,TIFF)
Sessão – Responsável por estabelecimento de conexão,
transferência de dados e finalização da sessão. (SQL)
Transporte – Responsável por garantir a comunicação fim-a-fim.
(TCP, UDP)
Rede – Fornece endereçamento lógico e o roteamento. (IPV4 e
IPV6)
Enlace – Combina bits em bytes e bytes em quadros (frames).
Acessa ao meio usado endereço MAC (Switch).
Física – Converte frames em bits brutos. (Cabos, Hubs)
Modelo de Referência OSI
PDU
Encapsulamento Protocol
Data Units
Camada de
Dados Mensagem
Aplicação
Segmentos
Pacotes Datagrama
Camada de
Fluxo de Quadros
Dados
Bits
Modelo de Referência OSI
Desencapsulamento
Dados ou
Mensagem
Segmentos
Pacotes Datagrama
Quadros
Bits
Modelo de Referência OSI
Principais funções das Camadas
Modelo de Referência OSI
Principais vantagens:
✓ Redução de custo, devido à padronização de produtos;
✓ Permite independência no desenvolvimento de software e hardware;
✓ Agiliza a adoção de novas tecnologias;
✓ Facilita a detecção e correção de problemas na rede;
✓ Utilizado como referência para as diversas arquiteturas de rede.
Modelo de Referência OSI
Exemplo de aplicação do modelo OSI: Configuração de Redes Locais
Modelo TCP/IP
Criado pelo Departamento de Defesa
Americano (DoD);
Desenvolvido para garantir a preservação
da integridade dos dados, assim como
manter a comunicação de dados no
advento de uma guerra.
Modelo TCP/IP
O TCP/IP (também chamado de pilha de protocolos TCP/IP) é um conjunto
de protocolos de comunicação entre computadores em rede. Seu nome vem
de dois protocolos: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de
Controle de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Internet, ou
ainda, protocolo de interconexão). O conjunto de protocolos pode ser visto
como um modelo de camadas (Modelo OSI), onde cada camada é responsável
por um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de serviços bem definidos
para o protocolo da camada superior. As camadas mais altas, estão
logicamente mais perto do usuário (chamada camada de aplicação) e lidam
com dados mais abstratos, confiando em protocolos de camadas mais baixas
para tarefas de menor nível de abstração.
Modelo TCP/IP
Modelo TCP/IP
Camada de Aplicação:
◦ Fornece os serviços que os usuários precisam para se comunicar através
da rede. (HTTP, DNS, DHCP)
Camada de Transporte:
◦ Garante a comunicação fim-a-fim livre de erros. (TCP /UDP)
Camada de Internet:
◦ Responsável pelo roteamento e endereçamento de pacotes no nível
lógico. (IP)
Camada de Acesso à Rede:
◦ Responsável pela identificação do meio de acesso. (ETHERNET, TOKEN-
RING).
Modelo TCP/IP
Benefícios do protocolo TCP/IP:
O TCP/IP sempre foi considerado um modelo bastante pesado quando
comparado com modelo UDP/IP, uma vez que o TCP/IP tem muito de seu foco
voltado para a confiabilidade ao invés de só velocidade, diferente do UDP/IP, que
é mais leve e veloz, mas não garante que a informação chegará ao respectivo
destino.
Com o desenvolvimento das interfaces gráficas, com a evolução dos
processadores e com o esforço dos desenvolvedores de sistemas
operacionais em oferecer o TCP/IP para as suas plataformas com performance
igual ou às vezes superior aos outros protocolos, o TCP/IP se tornou um protocolo
indispensável.
Modelo TCP/IP
O TCP/IP oferece alguns benefícios, dentre eles:
• Padronização: um padrão, um protocolo roteável que é o mais completo e aceito protocolo
disponível atualmente. Todos os sistemas operacionais modernos oferecem suporte para o TCP/IP e a
maioria das grandes redes se baseia em TCP/IP para a maior parte de seu tráfego;
• Interconectividade: uma tecnologia para conectar sistemas não similares. Muitos utilitários padrões
de conectividade estão disponíveis para acessar e transferir dados entre esses sistemas não similares,
incluindo FTP (File Transfer Protocol) e Telnet (Terminal Emulation Protocol);
• Roteamento: permite e habilita as tecnologias mais antigas e as novas a se conectarem à Internet.
Trabalha com protocolos de linha como P2P (Point to Point Protocol) permitindo conexão remota a
partir de linha discada ou dedicada. Trabalha como os mecanismos IPCs e interfaces mais utilizados
pelos sistemas operacionais, como sockets do Windows e NetBIOS;
• Protocolo Robusto: escalável, multiplataforma, com estrutura para ser utilizada em sistemas
operacionais cliente/servidor, permitindo a utilização de aplicações desse porte entre dois pontos
distantes;
• Internet: é através da suíte de protocolos TCP/IP que obtemos acesso a Internet. As redes locais
distribuem servidores de acesso a Internet (proxy servers) e os hosts locais se conectam a estes
servidores para obter o acesso a Internet. Este acesso só pode ser conseguido se os computadores
estiverem configurados para utilizar TCP/IP.
Modelo TCP/IP
O Protocolo TCP
O TCP é um protocolo da camada de transporte confiável em que existe a garantia que os
dados são integralmente transmitidos para os hosts de destino correctos na sequência
pelo qual foram enviados. O TCP segmenta a informação proveniente da Camada
Aplicação em pequenos blocos de informação (datagramas) inserindo-lhes um
cabeçalho de forma a que seja possível no hoste de destino fazer a reassemblagem dos
dados. Este cabeçalho contém um conjunto de bits (checksum) que permite tanto a
validação dos dados como do próprio cabeçalho. A utilização do checksum permite muitas
vezes no hoste de destino recuperar informação em caso de erros simples na transmissão
(nos casos da rede corromper o pacote).
Caso a informação seja impossível de recuperar ou o pacote TCP/IP se tenha perdido
durante a transmissão, é tarefa do TCP voltar a transmitir o pacote. Para que o hoste de
origem tenha a garantia que o pacote chegou isento de erros é necessário que o hoste de
destino o informe através do envio de uma mensagem de "acknowledgement".
Modelo TCP/IP
O Protocolo TCP
O TCP corresponde a um conjunto de rotinas instaladas nos hosts de origem e
destino as quais são utilizadas pelas várias aplicações (e-mail, http, FTP, telnet, etc)
quando necessitam de executar o transporte de dados entre hosts.
Para que seja possível identificar a que serviço um determinado datagrama pertence,
o TCP utiliza o conceito de portas. A cada porta está associado um serviço. Após
determinada a porta, toda a comunicação com a aplicação é realizada e endereçada
através dela.
Modelo TCP/IP
Características do protocolo TCP:
· Transferência de dados: transmissão ponto-a-ponto de blocos de dados no modo full-duplex.
· Transferência de dados com diferentes prioridades: transmite em primeiro lugar os datagramas que
contenham sinalização de prioridade superior.
· Estabelecimento e libertação de conexões
· Sequenciação: Ordenação dos pacotes recebidos.
· Segmentação e reassemblagem: O TCP divide os dados a serem transmitidos em pequenos blocos de
dados, identificando-os de forma a que no host de destino seja possível reagrupá-los.
· Controle de fluxo: o TCP é capaz de adaptar a transmissão dos datagramas às condições de
transmissões ( velocidade , tráfego ... ) entre os diversos sistemas envolvidos.
· Controle de erros: A utilização de checksum permite verificar se os dados transmitidos estão livres de erros.
É possível, para além da detecção a sua correção.
· Multiplexagem de IP: Uma vez que é utilizado o conceito de portas, é possível enviar dados de diferentes
tipos de serviços (portas diferentes) para o mesmo hoste de destino.
Modelo TCP/IP
Funcionamento de uma Ligação TCP:
Uma comunicação utilizando o TCP é realizada em três fases:
1. Estabelecimento da ligação
2. Troca de dados
3. Libertação da ligação
Modelo TCP/IP
Funcionamento de uma Ligação TCP:
Uma comunicação utilizando o TCP é realizada em três fases:
1. Estabelecimento da ligação
2. Troca de dados
3. Libertação da ligação
TCP – Three Way Handshake
O TCP garante a confiabilidade de entrega através desse processo:
SYN – “Oi, quero falar”
SYN/ACK – “Sim, pode falar”
ACK – “OK, vou falar”
-Conexão Estabelecida-
ACK = Acknowledgement (Reconhecer)
SYN = Synchronize (Sincronizar)
TCP – Three Way Handshake
Um pacote TCP tem a seguinte estrutura:
ACK "bit de Reconhecimento": indica que o valor do campo de reconhecimento está carregando
um reconhecimento válido.
SYN "bit de Sincronismo": É o bit que informa que este é um dos dois
primeiros segmentos de estabelecimento da conexão.