QUÍMICA GERAL TEÓRICA
QUI01004
FORMULÁRIO
R = 0,082 atm.L.mol-1.K-1 = 0,083 bar.L.mol-1.K-1 = 1,987 cal.mol-1.K-1 = 8,314 J.mol-1.K-1 = 62,3 mmHg.L.mol-1.K-1
1 atm = 760 mmHg = 1,01325 bar = 1,0325x10+5 Pa
1 atm.L = 101,3 J
Área 2 Área 3 Área 4
DU = q + w Ka . Kb = Kw k = Ae-Ea/RT
w = - PDV [H+] = [A] = [A]0 – kt
DH = DU + D(PV) = DU + DngRT ln [A] = ln [A]0 – kt
[OH-] =
q = mcDT
[H+] =
qcal = CcalDT
1 F = 96500 C
DH = nCpDT pH = pKa – log
q = it
DU = nCvDT
ou ecélula = ered + eoxid
Cp = Cv + R
pH = 14 - pKb + log
DG = DH - TDS ecélula = ered.cátodo – ered.ânodo
DG = DG0 + RTlnQ DG = -n F e
DS = qrev/T
e = e0 -
Kp =Kc(RT)Dng
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
1 2
H He
1 4
3 4 5 6 7 8 9 10
Li Be B C N O F Ne
7 9 11 12 14 16 19 20
11 12 13 14 15 16 17 18
Na Mg Al Si P S Cl Ar
23 24 27 28 31 32 35,5 40
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
39 40 45 48 51 52 55 56 59 59 63,5 65 70 73 75 79 80 84
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
85,5 88 89 91 93 96 99 101 103 106 108 112 115 119 122 128 127 131
55 56 57a71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
La-Lu
Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
133 137 178,5 181 184 186 190 192 195 197 201 204 207 209 210 210 222
87 88 89a103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118
Ac-Lr
Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Nh Fl Mc Lv Ts Og
223 226 261 262 266 264 277 268 281 280 285 284 289 288 293 294 294
57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71
La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
139 140 141 144 147 150 152 157 159 162,5 165 167 169 173 175
89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103
Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr
227 232 231 238 237 239 241 244 249 251 252 257 258 259 262
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI-01-004
UNIDADE 1 - ESTEQUIOMETRIA
Assunto: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
MATÉRIA é qualquer coisa que tem massa e ocupa lugar no espaço. A matéria pode
apresentar-se nos estados sólido, líquido e gasoso. Os sólidos consistem de partículas
arranjadas de maneira definida, com forma rígida, que não muda muito com a variação
da temperatura. Os líquidos também apresentam volume definido, cuja variação com a
temperatura é um pouco mais acentuada que nos sólidos. No entanto, os líquidos não
apresentam forma definida: as partículas que os constituem podem fluir de maneira que
assumam a forma do recipiente. Em contraste com sólidos e líquidos, as partículas dos
gases ocupam completamente o recipiente. Podem ser expandidos ou comprimidos
em grandes intervalos de volume, sugerindo que suas partículas constituintes estão
muito separadas umas das outras.
ESQUEMA GERAL
MATÉRIA
SUBSTÂNCIA MISTUR
PURA A
SIMPLES COMPOSTA HOMOGÊNEA HETEROGÊNEA
SUBSTÂNCIA PURA é uma forma de matéria que apresenta composição definida. Não
pode ser decomposta por métodos físicos. Apresenta temperatura constante durante
mudanças de estado.
SUBSTÂNCIA SIMPLES é aquela formada por um só tipo de átomo, ou seja, átomos
do mesmo elemento químico. Ex: Fe, C, N2.
SUBSTÂNCIA COMPOSTA é formada pela combinação de dois ou mais tipos de
átomos, ou seja, dois ou mais elementos químicos. Ex: H2O, NaCl.
MISTURA é uma combinação de duas ou mais substâncias na qual cada substância
conserva sua identidade. Apresenta composição variável. Os componentes podem ser
separados por métodos físicos. Apresenta temperatura variável durante mudanças de
estado.
MISTURA HOMOGÊNEA é aquela formada por dois ou mais componentes numa só
fase. Apresenta a mesma composição em todos os pontos do sistema.
MISTURA HETEROGÊNEA é aquela formada por dois ou mais componentes em duas
ou mais fases. Apresenta composição diversa em diferentes pontos do sistema.
PROPRIEDADES FÍSICAS correspondem a um conjunto de características de uma
substância que determinam a sua identidade. Ex.: cor, ponto de fusão, ponto de
ebulição, densidade, estado físico etc. Não implicam em mudança de composição da
substância.
PROPRIEDADES QUÍMICAS são aquelas que se referem à capacidade de uma
substância de transformar-se em outra substância. Ex.: propriedade de combustão do
H2, propriedade do Zn em reagir com ácido e produzir H2.
ÁTOMO é a menor partícula de um elemento que ainda conserva suas propriedades
químicas.
MOLÉCULA é a menor porção de um composto que ainda conserva suas
características químicas.
UNIDADE DE MASSA ATÔMICA (u.m.a. ou simplesmente “u” segundo a mais recente
recomendação da IUPAC) corresponde a 1/12 da massa do isótopo do carbono que
apresenta seis prótons e seis nêutrons. É a unidade pela qual são expressas as
massas atômicas médias dos elementos químicos. Exemplo:
12 13 14
Isótopos do carbono: C C C
Abundância relativa: 98,892% 1,108% 2x10-10 %
Massas atômicas: 12,00000 u 13,00335 u 14,00317 u
Massa atômica média = 12 x 0,98892 + 13,00335 x 0,01108 + 14,00317 x 2.10-12 =
12,011 u
MASSA MOLECULAR corresponde à soma das massas atômicas em u.m.a. (ou “u “)
dos átomos que compõem a molécula.
NÚMERO DE AVOGADRO OU MOL corresponde ao número de átomos, moléculas ou
fórmulas presentes em um mol de uma espécie química (ou seja, 6,02.l023 átomos,
moléculas ou fórmulas)
Modernamente, MOL é definido como a quantidade de matéria que contém 6,02 x 1023
unidades estruturais da substância em questão.
FÓRMULAS QUÍMICAS podem ser dos seguintes tipos:
Composição centesimal ou Análise Elementar: percentagem em massa de cada
elemento no composto Ex.: C - 85,6 % e H - 14,4 %
Fórmula mínima ou empírica: número relativo de átomos de cada tipo no composto.
Ex.: CH2, H2O.
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QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004
SISTEMAS MATERIAIS/ESTEQUIOMETRIA
EXERCÍCIOS
1. A análise do hidrocarboneto etileno mostra que ele contém 14,4% em massa de
hidrogênio e 85,6% de carbono. a) Qual sua fórmula mínima? b) Sabendo-se que sua
massa molecular é 28 u, qual sua fórmula molecular?
2. Quais as percentagens em massa dos elementos na aspirina, C9H8O4?
3. A fórmula mínima da mica é NaAl3Si3H2O12. a) Quais as percentagens em massa
dos elementos na mica? b) Que massa de alumínio pode ser extraída de 1,0 kg de
mica?
4. O primeiro verdadeiro composto de gás nobre foi isolado em 1962 e descobriu-
se ser uma combinação de 29,8% de Xe, 44,3% de Pt e 25,9% de F. Qual a sua fórmula
empírica?
5. Quando a fosfina, um gás venenoso de fórmula molecular PH3, é queimada no
ar, os produtos são água e um sólido de fórmula molecular P4O10.
a) Escreva a equação ajustada para a reação.
b) Quantos mols de PH3 são necessários para formar 1,16 mol de P4O10?
c) Quantos gramas de água são formados a aprtir de 0,198 mol de O2?
d) Quantos gramas de O2 são necessários para reagir com 12,0 g de fosfina?
6. A glicerina é constituída de três elementos: C, H e O. Quando uma amostra
pesando 0,673 g é queimada em oxigênio, formam-se 0,965 g de CO2 e 0,527 g de
H2O. Qual a fórmula mínima da glicerina?
7. Suponha que 0,26 mol de Fe são colocados para reagir com 0,40 mol de O2 para
formar Fe2O3. Que elemento restou em excesso e quanto?
8. Cianato de mercúrio (ou “fulminato de mercúrio”) é usado como espoleta em
munição de pequeno calibre. Sua composição centesimal é 70,48% Hg, 8,44% C,
9,84% N e 11,24% O. Qual é a sua fórmula empírica?
9. Metanol (álcool de madeira) é composto somente de C, H e O. Quando 0,375 g
de metanol é queimado, formam-se 0,516 g de CO2 e 0,421 g de H2O.
a) Qual a fórmula empírica do metanol?
b) Se sua massa molecular é 32,0 u, qual é a fórmula molecular do metanol?
10. Tratou-se 4,22 g de uma mistura de CaCl2 e NaCl para precipitar todo o cálcio
na forma de CaCO3, que foi então aquecido e transformado em CaO puro. A massa
final de CaO obtida foi de 0,959 g. Escreva a reação de decomposição do CaCO3. Qual
a percentagem em massa de CaCl2 na mistura original?
11. Gesso é uma forma hidratada de sulfato de cálcio de fórmula CaSO4 . x H2O.
Quando 2,00 g de gesso são aquecidos a 200 °C, até que toda a água seja eliminada,
a massa de sólido remanescente é 1,58 g. Qual o valor de x?
12. Quando carbonato de magnésio sólido é aquecido, uma porção se decompõe
para formar óxido de magnésio e gás carbônico. Se 2,25 g de MgCO3 são aquecidos
até restar uma mistura de MgO e MgCO3 de 1,95 g, qual a percentagem de carbonato
decomposto?
13. Titânio metálico bruto é preparado comercialmente de acordo com a reação
representada pela equação TiCl4 + 2 Mg à 2 MgCl2 + Ti. Se 40,0 kg de Mg reagem
com 85,2 kg de cloreto de titânio:
a) Qual o reagente limitante?
b) Quantos gramas de titânio metálico serão formados?
14. Uma amostra de dicloreto de európio, EuCl2, com massa de 1,0 g, é tratada com
excesso de uma solução de nitrato de prata e todo cloreto é recuperado na forma de
1,28 g de AgCl. Qual a massa atômica do európio?
15. Na metalurgia do zinco, o minério blenda, ZnS, sofre ustulação para produzir o
óxido que é então reduzido a zinco metálico por meio de coque. Que quantidade de
zinco com 99,5% de pureza pode ser obtida a partir de 2 toneladas de minério a 85%?
16. Uma massa de 400 g de nitrogênio foi convertida em amônia que, por sua vez,
foi oxidada a óxido nítrico, dióxido de nitrogênio e, depois, a ácido nítrico, na seguinte
sequência de reações:
N2 + 3 H2 à 2 NH3
4 NH3 + 5 O2 à 4 NO + 6 H2O
2 NO + O2 à 2 NO2
3 NO2 + H2O à 2 HNO3 + NO
Não levando em consideração o subproduto NO, que industrialmente seria recuperado
e convertido também em ácido nítrico, que massa de HNO3 será formada?
17. Qual a quantidade de álcool etílico produzida pela fermentação de 500 g de
glicose, segundo a equação: C6H12O6 à 2 C2H5OH + 2 CO2?
18. Um certo cloreto de níquel hidratado apresenta a fórmula NiCl2.(H2O)x. Para
determinar o valor de x, um estudante aquece a amostra até que a água seja totalmente
eliminada. Se 1,650 g de hidrato fornece 0,590 g de H2O, qual o valor de x?
19. Uma maneira de remover o CO2 do ar de uma nave espacial é fazê-lo reagir com
hidróxido de lítio segundo a equação: CO2(g) + 2 LiOH (s) à Li2CO3 (s) + H2O (l). Num
período de 24 horas uma pessoa exala cerca de 1 kg de CO2. Quantos gramas de LiOH
são necessários para remover o CO2 formado durante uma expedição lunar de 6 dias
envolvendo 3 astronautas?
20. Uma mistura de NaCl e NaBr pesando 3,5084 g foi dissolvida e tratada com uma
quantidade suficiente de AgNO3 para precipitar todo o cloreto e o brometo como AgCl
e AgBr. O precipitado lavado foi tratado com KCN para solubilizar a prata na forma de
cátion, que foi então reduzida à prata metálica por reação de eletrólise em KOH. As
equações são:
NaCl + AgNO3 à AgCl + NaNO3
NaBr + AgNO3 à AgBr + NaNO3
AgCl + 2 KCN à KAg(CN)2 + KCl
AgBr + 2 KCN à KAg(CN)2 + KBr
4 KAg(CN)2 + 4 KOH à 4 Ag + 8 KCN + O2 + 2 H2O
Depois que o passo final se completou, o depósito de prata metálica pesou 5,5028 g.
Qual era a composição da mistura inicial?
21. Massas iguais de de zinco metálico e iodo são misturadas e o iodo é
completamente convertido em ZnI2. Que fração em massa do zinco original permanece
inalterada?
22. Quando aquecido a temperatura muito alta, calcáreo (CaCO3) decompõe-se
para formar cal viva (CaO) e dióxido de carbono gasoso. Um cadinho contendo um
pouco de calcáreo pesa 30,695 g. Ele é aquecido vigorosamente para decompor todo
o calcáreo. Depois, resfriando-se à temperatura ambiente, ele pesou 30,140 g. Qual a
massa do cadinho?
23. Carbonato de cácio e carbonato de magnésio decompõem-se quando
vigorosamente aquecidos para formar CaO (s) e MgO (s). Em cada caso, o único outro
produto é dióxido de carbono gasoso. Uma mistura dos dois carbonatos com massa
total de 15,22 g é vigorosamente aquecida. Após resfriamento, a massa de material
remanescente é de 8,29 g. Qual a percentagem de CaCO3 na mistura original?
24. O catalisador de Sonogashira (publicado por K. Sonogashira, Y. Tohda e N.
Nagihara, Tetrahedron Lett., 1975, 4467) é um dos mais ativos catalisadores utilizados
para a reação de acoplamento entre moléculas contendo iodo e alcenos, formando
moléculas com atividade biológica. Sua fórmula é [PduClvPw(CxHy)z]2. Sobre ele são
apresentados os seguintes dados:
a) Uma análise por espectrometria de massas mostrou que sua massa molar é 807g.
b) Uma amostra submetida a análise elementar revelou que sua composição é
53,76% de carbono e 3,74% de hidrogênio.
c) Uma amostra de 0,8070 g foi calcinada em excesso de oxigênio, produzindo
0,2440 g de PdO.
d) Uma amostra de 0,4035 g foi atacada com ácido nítrico. A solução resultante foi
tratada com excesso de AgNO3, produzindo 0,1435 g de AgCl.
e) Uma amostra de 1,614 g foi tratada com ácido iodídrico, produzindo 1,662 g de
PI3.
A partir desses dados, determine o valor de u, v, w, x, y e z e escreva a fórmula mínima
do composto.
25. Uma mistura de 7,45 g de óxido de ferro(II) e 0,11 mol de alumínio metálico é
colocada em um cadinho e aquecida em um forno em alta temperatura, onde ocorre a
redução do óxido. Os produtos formados são ferro metálico e óxido de alumínio. a)
Escreva a reação balanceada para o processo. b) Qual o reagente limitante? c)
Determine a quantidade máxima de ferro que pode ser produzida. d) Calcule a massa
de reagente em excesso que permaneceu no cadinho.
26. KClO4 pode ser obtido a partir da série de reações a seguir:
Cl2 + 2 KOH à KCl + KClO + H2O
3 KClO à 2 KCl + KClO3
4 KClO3 à 3 KClO4 + KCl
a) Qual a massa de Cl2 necessária para preparar 100 g de KClO4, utilizando a
sequência acima?
b) Qual a massa de KCl gerada no processo?
27. Uma amostra bruta de 1,2048 g de Na2CO3 é dissolvida e colocada para reagir
com uma solução de CaCl2. O CaCO3 resultante, após precipitação, filtração e
secagem, pesou 1,0262 g. Assumindo que as impurezas não contribuem no peso do
precipitado, calcule a percentagem de pureza do Na2CO3.
28. Uma das reações utilizadas na indústria do petróleo para melhorar o índice de
octanas do combustível é:
C7H14 à C7H8 + 3 H2
Os dois hidrocarbonetos que aparecem nesta equação são líquidos; o hidrogênio
formado é um gás. Qual é a percentagem de redução da massa de líquido que
acompanha a reação completa?
29. Quando cobre é aquecido com excesso de enxofre, Cu2S é formado. Quantos
gramas de Cu2S podem ser produzidos se 100 g de cobre forem aquecidos com 50 g
de enxofre?
30. O dissulfeto de carbono, CS2, pode ser fabricado a partir da reação de coque
com SO2. A reação global é:
C + 2 SO2 à CS2 + 4 CO
Quanto CS2 pode ser produzido a partir de 450 kg de SO2 com um excesso de coque,
se a conversão do SO2 é de 82%?
31. Uma mistura de NaHCO3 e Na2CO3 pesou 1,0235 g. A mistura dissolvida foi
reagida com um excesso de Ba(OH)2 para formar 2,1028 g de BaCO3, pelas reações:
Na2CO3 + Ba(OH)2 à BaCO3 + 2 NaOH
NaHCO3 + Ba(OH)2 à BaCO3 + NaOH + H2O
Qual a percentagem de NaHCO3 na mistura original?
RESPOSTAS:
1. a) CH2; b) C2H4
2. C: 60%; H: 4,4%; O: 35,6%
3. a) Na: 6,02%; Al: 21,20%; Si: 22,0%; H: 0,52%; O: 50,26%; b) 0,21 kg
4. XePtF6
5. b) 4,64 mol; c) 2,67 g; d) 22,59 g
6. C3H8O3
7. 6,56 g
8. HgC2N2O2
9. CH4O
10. 45%
11. x = 2
12. 25,5%
13. 21,5 kg
14. 153,2
15. 1,15 ton
16. 1200 g
17. 255,6 g
18. x = 4
19. 19,6 kg
20. 65,23% de NaCl e 34,77% de NaBr
21. 74%
22. 29,434 g
23. 81,3%
24. [PdClP(C6H5)3]2
25. b) FeO; c) 5,768 g; d) 1,135 g
26. a) 205 g; b) 377 g
27. 90,20%
28. 6,12%
29. 125 g
30. 219 kg
31. 39,5%
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DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI01004
BALANCEAMENTO DE REAÇÕES DE OXIDAÇÃO-REDUÇÃO
EXERCÍCIOS
Acerte os coeficientes das equações abaixo pelo método das semi-reações:
a) Sn2+ + Cr2O72- à Sn4++ Cr3+ (solução ácida)
b) AsO2- + ClO- à AsO3- + Cl- (solução básica)
c) Fe2+ + MnO4- à Fe3+ +Mn2+ (solução ácida)
d) C2O42- + Cr2O72- à CO2 + Cr3+ (solução ácida)
e) Cr3+ + ClO3- à CrO42- + Cl- (solução básica)
f) ICl4- à I2 + IO3- + Cl- (solução ácida)
g) MnO2 à MnO4- + MnO33- (solução básica)
h) Zn + NO3- à Zn2+ + NH4+ (solução ácida)
i) I2 + S2O32- à I- + S4O62- (solução neutra)
j) As2S3 + MnO4- à H3AsO4 + Mn2+ + SO42- (solução ácida)
k) Ag+ + C12H22O11 à Ag + CO2 (solução básica)
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QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI 01004
UNIDADE 1
Assunto: SOLUÇÕES
Características: É uma mistura homogênea de duas ou mais substâncias. A
homogeneidade implica que as partículas das diferentes espécies presentes
(moléculas, átomos ou íons) tenham tamanho molecular igual ou inferior a 50 angstrons
(5,000 x 10-9 m) e estejam distribuídas ao acaso.
As soluções podem existir em qualquer um dos três estados físicos, conforme
descrito na Tabela 1:
TABELA 1: Tipos de Soluções
Tipo de Solução Exemplo
Soluções Gasosas
Gás dissolvido em gás Oxigênio dissolvido em nitrogênio
Líquido dissolvido em gás Clorofórmio dissolvido em (evaporado em) nitrogênio
Sólido dissolvido em gás Naftalina dissolvida em (sublimada em) nitrogênio
Soluções Líquidas
Gás dissolvido em líquido Dióxido de carbono dissolvido em água
Líquido dissolvido em líquido Álcool dissolvido em água
Sólido dissolvido em líquido Açúcar dissolvido em água
Soluções Sólidas
Gás dissolvido em sólido Hidrogênio dissolvido em paládio
Líquido dissolvido em sólido Mercúrio dissolvido em ouro
Sólido dissolvido em sólido Cobre dissolvido em níquel (ligas metálicas)
Classificação das Soluções: Quando um componente da solução está presente em
grande quantidade em relação aos outros, ele é denominado solvente, e os demais são
denominados solutos. A relação de quantidade entre soluto e solvente permite
classificar as soluções em diluídas e concentradas. Estes são termos relativos
geralmente usados para indicar qualitativamente a concentração da solução. Uma
classificação mais objetiva é a que segue:
- Solução Saturada: contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido numa
certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura (e pressão, se for
soluto gasoso); se for adicionado mais soluto, o solvente não consegue mais
dissolvê-lo e este decantará, não fazendo parte da solução, mas ficando em
equilíbrio com a mesma.
- Solução Insaturada: contém uma concentração de soluto menor do que a
concentração de uma solução saturada; se for adicionado mais soluto, o solvente
continuará dissolvendo até atingir a saturação.
- Solução Supersaturada: contém uma concentração maior do que a concentração
de uma solução saturada; é uma solução instável e se for adicionado mais soluto,
este desencadeará a precipitação do excesso de soluto relativo à saturação.
Solubilidade: A solubilidade de um soluto em um dado solvente é definida como a
concentração daquele soluto na solução saturada. A solubilidade depende das
propriedades do soluto e do solvente, da temperatura e da pressão (solutos gasosos).
Formas usuais de expressar solubilidade:
- massa de soluto (g) / 100 g de solvente
- massa de soluto (g) / 100 mL de solvente
- massa de soluto (g) / 100 mL de solução
A solubilidade de um sólido em água pode aumentar ou diminuir com a temperatura,
ao passo que a solubilidade de gases sempre diminui com o aumento da temperatura.
Pode-se ver alguns exemplos na Tabela 2:
TABELA 2: Solubilidade e Temperatura
Soluto Solubilidade em massa de soluto (g) / 100 g de água
20 ºC 80 ºC
Sacarose 204 312
Carbonato de lítio 1,33 0,85
Solubilidade e Temperatura: Pode-se aplicar o Princípio de Le Chatelier para explicar
a influência da temperatura, a qual é dependente do calor de dissolução, sobre a
solubilidade de uma substância num determinado solvente.
solução saturada excesso de soluto
No equilíbrio, a velocidade de dissolução é igual à velocidade de deposição.
a) Processo de Dissolução Exotérmico: soluto + solvente solução + calor
- Se T for aumentada (fornecimento de calor), o equilíbrio se desloca no sentido
inverso, ou seja, no sentido de diminuir a solubilidade.
- Se T for diminuída (retirada de calor), o equilíbrio se desloca no sentido direto, ou
seja, no sentido de aumentar a solubilidade.
Exemplo: LiI (s) Li+ (aq) + I- (aq) DHdissolução = - 71 kJ/mol
b) Processo de Dissolução Endotérmico: soluto + solvente + calor solução
- Se T for aumentada (fornecimento de calor), o equilíbrio se desloca no sentido
direto, ou seja, no sentido de aumentar a solubilidade.
- Se T for diminuída (retirada de calor), o equilíbrio se desloca no sentido inverso, ou
seja, no sentido de diminuir a solubilidade.
Exemplo: KI (s) K+ (aq) + I- (aq) DHdissolução = + 21 kJ/mol
Solubilidade e Pressão: Pode-se também aplicar o Princípio de Le Chatelier:
soluto gasoso + solvente solução líquida
- Se P aumentar, o equilíbrio se desloca no sentido de dissolver mais soluto gasoso
e a solubilidade aumenta.
- Se P diminuir, o equilíbrio se desloca no sentido de dissolver menos soluto gasoso
e a solubilidade diminui.
“A solubilidade de um gás dissolvido em um líquido é proporcional à pressão
parcial do gás acima do líquido”
Mecanismo de Dissolução: Quando uma substância se dissolve em outra, partículas
de soluto se distribuem no solvente e passam a ocupar posições que normalmente são
ocupadas por partículas de solvente. Se o soluto for sólido, ocorre a destruição da
estrutura do sólido quando as partículas do solvente atacam a superfície do retículo
cristalino removendo partículas de soluto da rede e rodeando-as de forma que as
partículas de soluto ficam dispersas entre as partículas de solvente. As energias
envolvidas nesse processo são:
a) as partículas de soluto são separadas umas das outras e este processo absorve
energia para que as ligações (ou interações) soluto/soluto sejam rompidas. Esta
energia chama-se Energia Reticular (DHreticular)
DHreticular > 0
b) as partículas de soluto passam a interagir com as partículas do solvente e este
processo libera energia chamada Energia de Solvatação (DHsolvatação); quando o
solvente for a água, chama-se Energia de Hidratação (DHhidratação).
DHsolvatação < 0
c) as partículas de soluto passam a ocupar posições que seriam normalmente
ocupadas por partículas do solvente, ou seja, as partículas do solvente são
afastadas umas das outras para que ocorra a intrusão de partículas de soluto. Para
romper as interações solvente/solvente é preciso absorver energia a qual chama-se
Energia de Intrusão (DHintrusão).
DHintrusão > 0
Logo, a energia envolvida no processo de dissolução (DHdissolução) é uma
combinação de todas essas energias:
DHdissolução = DHreticular + DHsolvatação + DHintrusão
(+ ou -) (+) (-) (+)
Se: DHreticular + DHintrusão > |DHsolvatação|, então DHdissolução > 0 (processo endotérmico)
Se: DHreticular + DHintrusão < |DHsolvatação|, então DHdissolução < 0 (processo exotérmico)
Em resumo, a maior ou menor facilidade com que um determinado soluto
dissolve em um determinado solvente depende da intensidade das interações
soluto/soluto e solvente/solvente (que precisam ser destruídas) e das interações
soluto/solvente que se estabelecem:
“Quanto mais intensas forem as forças de atração entre soluto e solvente, maior
a solubilidade. Forças de atração intensas soluto/soluto e/ou solvente/solvente
desfavorecem a solubilidade, mas podem ser compensadas por uma interação
soluto/solvente intensa.”
Fator Entálpico versus Fator Entrópico: Quando duas substâncias se misturam para
formar uma solução, ocorre um aumento da desordem microscópica. Logo o Fator
Entrópico é favorável à dissolução.
- Se a mistura de duas substâncias na formação de uma solução implica em
queda de energia (processo exotérmico), a miscibilidade é grande, pois o Fator
Entálpico também será favorável à dissolução.
- Mas se a mistura de duas substâncias na formação de uma solução implica em
aumento de energia (processo endotérmico), a miscibilidade depende do balanço das
influências do Fator Entrópico favorável e do Fator Entálpico desfavorável.
Exemplos de Interações: soluto/soluto, solvente/solvente e soluto/solvente
podem ser vistas na Tabela 3.
TABELA 3: Exemplos de Interações
Interações
Solvente Soluto solvente/solvente soluto/soluto soluto/solvente Resultado
H2 O NaCl Forte Forte Forte grande solubilidade
H2 O Açúcar Forte Forte Forte grande solubilidade
CCl4 I2 Fraca Fraca Fraca grande solubilidade
H2 O CCl4 Forte Fraca Fraca Insolubilidade
Hexano CCl4 Fraca Fraca Fraca grande solubilidade
H2 O CH3OH Forte Forte Forte grande solubilidade
H2 O Hexano Forte Fraca Fraca Insolubilidade
H2 O Acetona Forte Forte Forte grande solubilidade
Hexano Sacarose fraca Forte Fraca insolubilidade
Pode-se enunciar a regra geral: “Semelhante dissolve Semelhante”, ou seja:
compostos polares são mais solúveis em compostos polares e compostos apolares são
mais solúveis em compostos apolares.
Expressão de Concentração de Soluções: Como soluções não apresentam
composição fixa, não podem ser designadas por fórmulas químicas fixas. Ao invés
disso, as quantidades relativas do soluto e do solvente são especificadas de formas
alternativas as quais chamamos de concentração de solução. A concentração pode ser
expressa de várias maneiras através de Unidades de Concentração:
1) Fração Pondero-Volumétrica: massa de soluto (g)
volume de solução (L)
2) Fração Ponderal: massa de soluto (g)
massa de solução (g)
(multiplicando por 100: percentagem em massa de soluto)
3) Fração Volumétrica: volume de soluto (L)
volume de solução (L)
(multiplicando por 100: percentagem em volume de soluto)
4) Fração Molar (xi): nº de mols de cada componente
nº total de mols
(x1 + x2 + x3 + ..... = 1)
5) Concentração Molar (c) (= molaridade): nº de mols de soluto
volume de solução (L)
6) Concentração Molal (w) (= molalidade): nº de mols de soluto
massa de solvente (kg)
8) Regra geral para diluição: C1.V1 = C2 .V2
9) Regra geral para mistura de duas ou mais soluções de mesmo soluto e mesmo
solvente:
Cmistura = C1.V1 + C2.V2 + ...........
V1 + V2 + .......
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004
SOLUÇÕES
EXERCÍCIOS
1. Qual a molaridade de uma solução composta de:
a) 10 g de glicose (C6H12O6) em 2 litros de solução;
b) 2 mols de H2SO4 em 1,5 litro de solução.
2. Qual a molalidade de uma solução quando se misturam 2 g de NaCl em 100 g
de água? Qual a fração molar de soluto e de solvente nesta solução?
3. Calcule a quantidade de soluto necessária para preparar uma solução 0,20
mol/kg de glicose (C6H12O6), a partir de 300 g de água.
4. Calcule o número de litros que podem ser preparados a partir de 300 g de cloreto
de sódio, para se obter uma solução a 0,2 mol/L.
5. Uma solução de ácido sulfúrico de densidade 1,25 g/mL contém 33% em massa
de H2SO4. Calcule sua concentração em molaridade, molalidade e fração molar.
6. Qual a massa de solução contendo 21% em massa de ácido nítrico necessária
para preparar 200 mL de HNO3 0,50 mol/L?
7. Qual a fração molar do H2SO4 em solução aquosa de 60% em massa?
8. Quais são a molalidade e molaridade de uma solução de etanol, C2H5OH, em
água, se a fração molar for 0,05 e a densidade 0,997 g/mL?
9. Calcule quantos mL de KMnO4 0,10 mol/L são necessários para reagir
completamente com 0,01 mols do íon oxalato, segundo a reação:
2 MnO4- + 5 C2O4-2 + 16 H+ ® 2 Mn+2 + 10 CO2 + 8 H2O
10. Calcule a molaridade, molalidade e fração molar de uma solução a 30% em
massa de NH3 em água, cuja densidade é 0,892 g/cm3.
11. A densidade de uma solução 5 mol/L de ácido sulfúrico é 1,12 g/mL. Calcule sua
molalidade.
12. Expresse em molaridade e molalidade a concentração de uma solução de H3PO4
a 5% em massa cuja densidade é 1,027 g/mL.
13. Qual o título (fração ponderal) e concentração em g/L de uma solução 0,10
mol/kg de sulfato férrico? Densidade da solução: 1,01 g/mL.
14. Calcule as frações molares do solvente e do soluto em uma solução 1,00 mol/kg
de cloreto de sódio em água.
15. Tem-se uma solução aquosa 1,0 x 10-2 mol/L de uréia (composto não-
dissociado). Calcule para 2,0.102 mL de solução:
a) a massa de uréia dissolvida
b) o número de moléculas de uréia dissolvidas
Dado: Massa molar da uréia: 60 g/mol
16. Em 120 mL de solução aquosa saturada de um sal existem dissolvidos 42,0 g
de soluto. Levando em conta que a massa específica dessa solução é 1,35 g/mL,
calcule a solubilidade do referido sal, exprimindo-a em gramas de soluto por 100
gramas de água.
17. Para preparar uma solução 5,00 mol/L, usamos 1,000 kg de água. Obtemos
1,100 L de solução de densidade igual a 1,300 kg/L. Calcule a massa molar do soluto.
18. Ácido cítrico é um aditivo presente em refrigerantes em quantidades de 0,0025
a 0,15% em massa. Supondo solução de densidade 1,0 kg/L, calcule as concentrações
de ácido cítrico:
a) em g/L, no limite inferior
b) em molaridade, no limite superior
Dado: Massa molar do ácido cítrico = 210 g/mol
19. Um litro de solução contém 0,1 mol de cloreto férrico e 0,1 mol de cloreto de
amônio. Determine as concentrações molares dos íons Fe3+, NH4+ e Cl-.
20. Qual a molaridade do ácido nítrico que contém 63% de HNO3 em massa e cuja
densidade é 1,42 g/mL ?
21. Qual a molaridade de uma solução de hidróxido de amônio, cuja densidade é
0,95 g/mL e que encerra 12% de NH3 em massa?
22. Qual a molaridade do ácido sulfúrico quando se dilui 1 litro de solução 2,00 mol/L
para 100 litros?
23. Que massa de água devemos acrescentar a 1,0 kg de solução aquosa contendo
25% de NaCl em massa a fim de torná-la 10% em massa?
24. Qual a massa de água que devemos acrescentar a 1,0 kg de solução aquosa
2,50 mol/kg de NaOH para transformá-la em solução 1,00 mol/kg?
25. Juntando-se 500 mL de uma solução 0,40 mol/L e 300 mL de uma solução 0,50
mol/L do mesmo soluto e diluindo-se a solução obtida a 1,0 litro, qual a molaridade
final?
26. 24,5 gramas de ácido ortofosfórico foram dissolvidos em água, até completar
200 mL de solução. A seguir esta solução foi diluída a 500 mL. Qual a molaridade da
solução final?
27. Que volume de ácido clorídrico 0,25 mol/L poderemos obter pela diluição de 50,0
mL de HCl de densidade 1,185 g/mL e que apresenta 36,5% de HCl em massa?
28. Deseja-se preparar 9,2 litros de solução 2 mol/L de ácido sulfúrico a partir de
uma solução concentrada desse ácido que apresenta densidade igual a 1,84 g/mL e
que encerra 98% de H2SO4 em massa. Qual o volume necessário do ácido sulfúrico
concentrado?
29. 150 ml de ácido clorídrico de molaridade desconhecida são misturados a 350 mL
de ácido clorídrico 2 mol/L, dando uma solução 2,9 mol/L. Qual a molaridade do ácido
inicial?
30. Deseja-se preparar 2,0 litros de solução 0,1 mol/L de ácido sulfúrico, dispondo-
se de 20 mL de solução 5,00 mol/L e de 500 mL de solução 2,00 mol/L. Consumindo-
se a totalidade da solução 5,00 mol/L, qual o volume a empregar da solução 2,00 mol/L?
31. Determine a molaridade de uma solução aquosa de H2SO4 resultante da mistura
de 500 mL de uma solução aquosa de H2SO4 a 2,00 mol/L com 1500 mL de solução
aquosa do mesmo ácido e de concentração 9,8 g/litro.
32. Misturando-se 150 mL de solução 2,00 mol/L de NaCl com 250 mL de solução
1,00 mol/L de KCl, pergunta-se quais as molaridades da solução resultante em relação:
a) ao NaCl b) ao KCl c) aos íons presentes em solução
33. 200 mL de NaCl 2,0 mol/L são misturados com 300 mL de Na2SO4 5,0 mol/L.
Qual a molaridade da solução final, em relação aos íons Na+, Cl- e SO42-?
34. Juntando-se 300 mL de HCl 0,4 mol/L e 200 mL de NaOH 0,60 mol/L, pergunta-
se quais as molaridades da solução final com respeito:
a) ao ácido b) à base c) ao sal formado
35. Juntando-se 200 mL de H2SO4 0,30 mol/L e 100 mL de KOH 1,20 mol/L,
pergunta-se quais as molaridades da solução final em relação:
a) ao ácido b) à base c) ao sal formado
36. 7,0 gramas de uma amostra de alumínio impuro são tratados por 50 mL de uma
solução de ácido sulfúrico que apresenta 49 % de H2SO4, em massa e densidade 1,4
g/mL. Terminada a reação, verifica-se que todo o ácido foi gasto e que as impurezas
não reagiram. Qual é a porcentagem em massa de alumínio na amostra analisada?
RESPOSTAS
1. a) 0,028 mol/L; b) 1,33 mol/L
2. a) 0,34 mol/kg; b) xs = 0,006; xS = 0,994
3. 10,8 g
4. 25,6 L
5. 4,2 mol/L; 5,01 mol/kg; xs = 0,08; xS = 0,92
6. 30 g
7. xs = 0,22
8. 2,93 mol/kg; 2,57 mol/L
9. 40 mL
10. 15,70 mol/L; 25,14 mol/kg; xs = 0,31; xS = 0,69
11. 7,94 mol/kg
12. 0,51 mol/L; 0,53 mol/kg
13. 0,038; 38,8 g/L
14. xs = 0,02; xS = 0,98
15. a) 0,12 g; b) 1,20.1021 moléculas
16. 35g/100g de água
17. 78,2 g/mol
18. a) 0,025 g/L; b) 0,00714 mol/L
19. [Fe3+] = 0,10 mol/L; [NH4+] = 0,10 mol/L; [Cl-] = 0,40 mol/L
20. 14,20 mol/L
21. 6,70 mol/L
22. 0,02 mol/L
23. 1,5 kg
24. 1,36 kg
25. 0,35 mol/L
26. 0,500 mol/L
27. 2,4 L
28. 1,0 L
29. 5,0 mol/L
30. 50 mL
31. 0,57 mol/L
32. [NaCl] = 0,75 mol/L; [KCl] = 0,625; [Cl-] = 1,375 mol/L
33. [Na+] = 6,8 mol/L; [Cl-] = 0,80 mol/L
34. [HCl] = [NaOH] = 0; [NaCl] = 0,24 mol/L
35. [H2SO4] = [KOH] = 0 mol/L; [K2SO4] = 0,20 mol/L
36. 90 %
ESTADO GASOSO
LEI DE BOYLE
LEI DE CHARLES E GAY-LUSSAC
LEI DE DALTON
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DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004
GASES
EXERCÍCIOS
1. Um manômetro de extremidade aberta foi conectado a um frasco contendo um
gás a uma pressão desconhecida. O mercúrio no braço aberto para a atmosfera era 65
mm mais alto que na extremidade fechada. A pressão atmosférica era de 733 Torr.
Qual era a pressão do gás no frasco?
2. Um gás ocupa um volume de 350 mL a 740 Torr. Qual será seu volume a 900
Torr se a temperatura permanecer constante?
3. A 25 oC e 1 atm um gás ocupa um volume de 1,5 L. Que volume ocupará a 100
o
C e 1 atm?
4. Se um gás, originalmente em um recipiente de 50 mL a uma pressão de 645
Torr, é transferido para outro recipiente cujo volume é 65 mL, qual será sua nova
pressão se:
a) não houver variação de temperatura?
b) a temperatura do primeiro recipiente for 25o C e a do segundo 35 oC.
5. Um gás ideal com pressão de 650 mm de Hg ocupa um balão rígido de volume
desconhecido. Uma certa quantidade de gás foi retirada do mesmo e verificou-se que
ocupa um volume de 1,52 cm3 com pressão de 1 atm. A pressão do gás que permanece
no balão é de 600 mm de Hg. Considerando que todas as medidas foram executadas
à mesma temperatura, calcule o volume do balão.
6. Calcule a pressão em kPa que resultará se 2,5 g de gás XeF4 forem introduzidos
em um recipiente evacuado de 3,0 dm3 e que é conservado a temperatura constante
de 80,0 oC (R = 8,31 kPa.dm3/mol/K).
7. A densidade de um gás desconhecido é 1,96 g/L nas CNTP. Qual a massa molar
desse gás?
8. Uma amostra de 50 mL de gás exerce uma pressão de 450 Torr a 35 oC. Qual é
o seu volume nas CNTP?
9. Produz-se um litro de uma mistura de gases a partir de um litro de N2 a 200 Torr,
um litro de O2 a 500 Torr e um litro de Ar a 150 Torr. Qual é a pressão da mistura? A
temperatura é mantida constante.
10. Uma mistura de gases consiste de 56,0 g de N2, 16,0 g de CH4 e 48,0 g de O2.
Se a pressão total da mistura é 850,0 Torr, qual a fração molar e a pressão parcial de
cada gás?
11. Uma mistura de N2 e O2 tem um volume de 100 mL a uma temperatura de 50 oC
e a uma pressão de 800 Torr. Ela foi preparada pela adição de 50 mL de O2 a 60 oC e
400 Torr a V mL de N2 a 40 oC e 400 Torr. Qual é o volume V?
12. Um gás é coletado sobre água até a pressão total interna de um frasco de 100
mL ser de 700 Torr a 25 oC. Calcule o volume do gás seco nas CNTP (Pv da água a 25
o
C é 23,8 Torr ).
13. Uma amostra de oxigênio tem um volume de 2,50 dm3 sob pressão padrão.
Calcule o volume (em dm3) que essa amostra ocuparia a 50,0 kPa, na mesma
temperatura.
14. Uma amostra de oxigênio com volume de 56,0 mL é coletada sobre água a uma
temperatura de 20 oC e pressão de 710,0 Torr. Determine o volume do gás seco nas
CNTP (Pv da água a 20 oC é 17,5 Torr ).
15. Qual a pressão que resulta quando 2,0 L de hidrogênio nas CNTP são injetados
em um recipiente rígido de 2,0 L que já continha suficiente oxigênio para preenchê-lo
completamente nas CNTP. Suponha que a temperatura não muda quando os gases se
misturam.
16. Uma amostra de 125 mL de O2 foi coletada sobre água a 25 oC e a uma pressão
total de 708 Torr. (Pv da água a 25 oC é 23,8 Torr ) . Calcule:
a) a pressão parcial de oxigênio
b) a fração molar do oxigênio
c) a massa de oxigênio coletado, em gramas
17. Uma mistura de O2 e N2 em um vaso de 200 mL exerce uma pressão de 720
Torr a 35 oC. Se existe 0,0020 mol de N2, calcule:
a) a pressão parcial de N2
b) a pressão parcial de O2
c) o número de mols de O2 presentes
18. Calcule o volume ocupado nas CNTP por:
a) 0,20 mol de O2.
b) 12,4 g de Cl2.
c) uma mistura de 0,10 mol de N2 e 0,050 mol de O2.
19. Calcule a massa de 245 mL de SO2, nas CNTP.
20. Qual é a densidade do butano, C4H10, nas CNTP?
21. Calcule o volume ocupado por 0,234 g de NH3 a 30 oC e a uma pressão de 0,847
atm.
22. Um bom vácuo, produzido com aparelhos comuns de laboratório, corresponde a
10 mm de Hg de pressão a 25 oC. Calcule o número de moléculas por cm3 nessas
-6
condições.
23. Um químico observou o desprendimento de um gás numa reação química e
coletou um pouco do material para análise. Foi constatado conter 80% de C e 20% de
H. Também foi observado que 500 mL do gás a 760 Torr e 0 ºC apresentavam massa
de 0,669 g.
a) Qual a fórmula empírica do composto gasoso?
b) Qual a sua massa molar?
c) Qual sua fórmula molecular?
24. Na reação N2 (g) + 3 H2 (g) à 2 NH3 (g), quantos mililitros de H2 nas CNTP são
necessários para produzir 400 mL de amônea?
25. Oxigênio gasoso gerado na reação 2 KClO3 à 2KCl + 3 O2 foi coletado sobre
água a 30 ºC em um vaso de 150 mL, até a pressão total ser de 600 Torr.
a) Quantos gramas de O2 seco foram produzidos? (Pv da água é de 31,8 Torr)
b) Quantos gramas de KClO3 foram consumidos na reação?
26. Ácido nítrico é produzido dissolvendo-se NO2 em água de acordo com a reação
3 NO2(g) + H2O(l) ® 2 HNO3(l) + NO(g)
Quantos litros de NO2 a 25 ºC e 770 Torr são necessários para produzir 10 g de HNO3?
27. Calcule o volume ocupado por 0,024 g de O2 se este for coletado sobre água a
23 ºC e a uma pressão total de 740 Torr (Pv da água a 23 ºC é 21,1 Torr).
28. Três gases foram colocados num mesmo recipiente de 10 litros, tendo uma
pressão total de 800 Torr a 30 ºC. Se a mistura continha 8,0 g de CO2, 6,0 g de O2 e
uma quantidade desconhecida de N2, calcule:
a) o número total de mols de gases no recipiente
b) a pressão parcial de cada gás
c) a massa de N2 no recipiente.
29. Calcule o volume máximo de CO2 a 750 Torr e 28 ºC que pode ser produzido
reagindo-se 500 mL de CO a 760 Torr e 15 ºC com 500 mL de O2 a 770 Torr e 0 ºC.
30. Uma reação importante na produção de fertilizantes nitrogenados é a oxidação
da amônea:
4 NH3 (g) + 5 O2 (g) ® 4 NO (g) + 6 H2O (g)
Quantos litros de O2, medidos a 25 ºC e 0,895 atm, devem ser usados para produzir
100 litros de NO a 500 ºC e 750 Torr?
31. Um gás de volume V1 e pressão P1 sofre uma transformação isobárica de uma
temperatura T1 até uma temperatura T2 = 3 T1. Em seguida, sofre uma compressão
isotérmica até o volume V3 = 2 V1. Qual a relação entre P1 e P3?
32. Uma amostra de um líquido desconhecido é colocada num frasco evacuado de
massa e volume conhecidos, a uma temperatura suficientemente alta para vaporizar
todo o líquido. A temperatura é mantida constante e a pressão do frasco é medida. O
frasco é pesado novamente para determinar a massa do líquido desconhecido. Usando
os dados abaixo para esse procedimento, calcule a massa molar do líquido
desconhecido.
massa do frasco vazio 35,364 g
volume do frasco 35,0 mL
pressão no frasco 381 Torr
massa do frasco + líquido desconhecido 35,451 g
temperatura 100,0 ºC
33. Uma liga de alumínio e cobre foi tratada com ácido clorídrico. O alumínio sofreu
dissolução segundo a equação Al + 3 H+ à Al3+ + 3/2 H2. O cobre permanece inalterado.
O ataque de 0,360 g da liga produziu 415 cm3 de H2 medidos a 273 K e pressão de 1
atm. Qual a percentagem em massa de alumínio na liga?
34. Uma mistura de alumínio e zinco de massa 1,67 g foi completamente dissolvida
em ácido, fornecendo 1,69 litro de hidrogênio medido a 273 K e pressão de 1 atm. Qual
a percentagem de alumínio na amostra original? As reações que ocorrem são:
Zn + 2 H+ à Zn2+ + H2
Al + 3 H+ à Al3+ + 3/2 H2
35. Uma amostra de um óxido de bário de composição desconhecida forneceu, após
exaustivo aquecimento, 5,00 g de BaO e 366 mL de O2 medidos nas CNTP.
a) Qual a fórmula empírica do óxido desconhecido?
b) Qual a massa de óxido que existia inicialmente?
RESPOSTAS
1. 798 Torr
2. 287,8 mL
3. 1,88 L
4. a) 496,15 Torr; b) 512,8 Torr
5. 23,1 cm3
6. 11,8 kPa
7. 44 g/mol
8. 26,24 mL
9. 850 Torr
10. xN2 = 0,44; xCH4 = 0,22; xO2 = 0,33
11. 146,8 ml
12. 81,5 mL
13. 5,07 dm3
14. 47,5 mL
15. 2 atm
16. a) 684,2 Torr; b) 0,966; c) 0,147 g
17. a) 191,9 Torr; b) 528,1 Torr c) 0,0055 mol
18. a) 4,48 L; b) 3,91 L; c) 3,36 L
19. 0,70 g
20. 2,6 g/L
21. 0,40 L
22. 3,2 x 1010 moléculas/cm3
23. a) CH3; b) 30 g/mol; c) C2H6
24. 600 mL
25. a) 0,144 g; b) 0,368 g
26. 5,7 L
27. 19,2 mL
28. a) 0,424 mol; b) PCO2 = 343 Torr; PN2 = 102 Torr; PO2 = 354 Torr; c) 1,51 g
29. 0,53 L
30. 53,2 L
31. P3 = 3 P1/2
32. 151,65 g/mol
33. 93 %
34. 74 %
35. a) BaO2 b) 5,53 g
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DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI 01004
2ª UNIDADE: INTRODUÇÃO À TERMODINÂMICA
INTRODUÇÃO
- Termodinâmica: investiga a espontaneidade de um processo.
- Cinética: investiga a velocidade de um processo.
Ambos os fatores deverão ser favoráveis para que uma transformação seja
observada.
Exemplo: 2 H2 (g) + O2 (g) à 2 H2O (g)
possível termodinamicamente Processo não observado
extremamente lento em temperatura ambiente
A Termodinâmica:
- diz respeito basicamente às trocas de energia que acompanham os processos
químicos e físicos;
- prediz se uma transformação é possível (espontânea) ou impossível (não espontânea)
em determinadas condições;
- considera a matéria como um todo, não se preocupando com sua estrutura molecular;
- não se preocupa com o mecanismo da transformação e nem com o tempo da
transformação;
- se preocupa com aspectos macroscópicos como: pressão, volume, temperatura,
concentração, energia e inter-relação de energia;
CONCEITOS BÁSICOS
Sistema: porção particular do universo cujas propriedades se deseja estudar.
- Sistema Isolado: não troca matéria nem energia com a vizinhança; não varia de
volume.
- Sistema Fechado: pode trocar energia com a vizinhança e variar de volume,
mas não troca matéria.
- Sistema Aberto: pode trocar matéria e energia com a vizinhança.
Vizinhança: todas as demais partes do universo que não fazem parte do sistema.
Estado: situação de equilíbrio em que as propriedades macroscópicas do sistema
como: temperatura, pressão, densidade, composição química, pressão, volume, estado
físico (s, l ou g, ou forma cristalina) são bem definidas e não se alteram com o tempo.
Função de Estado: é uma propriedade do sistema caracterizada por um valor
numérico bem definido para cada Estado e independente da maneira pela qual o Estado
é alcançado. P, T e V são Funções de Estado e outras funções de estado importantes
para a Termodinâmica são: E, H, S e G.
Propriedades importantes das Funções de Estado: são duas as propriedades
fundamentais:
- quando um sistema sofre uma transformação, as alterações das Funções de Estado
somente dependem do estado inicial e do estado final, ou seja, não dependem do
caminho da transformação.
- as Funções de Estado são interrelacionadas; atribuindo-se valores para algumas,
pode-se definir os valores de outras. Exemplo: PV = nRT
Propriedades Intensivas: P, T, densidade, fração molar, etc: não dependem da
quantidade ou tamanho do sistema. Em sistemas homogêneos, as propriedades
intensivas são idênticas em toda a extensão do sistema; em sistemas heterogêneos
estas propriedades variam em diferentes partes do sistema).
Propriedades Extensivas: V, energia, número de mols, massa, etc: dependem do
tamanho do sistema.
TRANSFORMAÇÕES TERMODINÂMICAS
Transformação Reversível: transformação que pode ir de um estado A para um
estado B e voltar do estado B para o estado A pelo mesmo caminho. Nestas
transformações, as funções de estado de um sistema nunca diferem entre si mais do
que uma quantidade infinitesimal. Estes processos são algumas vezes denominados
de “processos quase estáticos”, pois são infinitamente lentos.
Transformação Irreversível: todas as transformações que não se enquadra nas
características anteriores. Ocorre em uma velocidade finita. Não é possível retornar a
um estado inicial pelo mesmo caminho.
“A direção de um processo reversível pode ser alterada a qualquer momento,
simplesmente fazendo-se uma modificação infinitesimal na vizinhança. Um Processo
Irreversível para ser invertido requer uma modificação drástica na vizinhança.”
Processo Isotérmico: ocorre a temperatura constante
Processo Isobárico: ocorre a pressão constante
Processo Isovolumétrico: ocorre a volume constante
Processo adiabático: ocorre sem troca de calor
CALOR, TRABALHO E 1º PRIMEIRO PRINCÍPIO DA TERMODINÂMICA
A Termodinâmica distingue dois tipos de Energia:
Calor: representado pelo símbolo “q”
Trabalho: qualquer outro tipo de energia diferente de calor; representado pelo
símbolo “w” (exemplo: trabalho mecânico: expansão de um gás; trabalho elétrico:
fornecido por uma bateria).
“O trabalho mecânico relacionado com a expansão ou compressão de um gás,
é o mais comum em laboratório de química: um gás pode ser produzido ou consumido
em reação química e a pressão externa é a pressão atmosférica.”
“O calor pode fluir para um sistema aumentando sua T ou pode deixar o sistema
baixando sua T. Um gás pode se expandir e realizar trabalho sobre a vizinhança
(empurra a atmosfera) ou pode ser comprimido, quando a vizinhança realiza trabalho
sobre o sistema.”
Convenção de sinais para Calor e Trabalho:
Calor (q): - sinal (+) quando o sistema absorve energia sob forma de calor
- sinal (-) quando o sistema libera energia sob forma de calor
Trabalho (w): - sinal (+) quando o sistema ganha energia sob forma de trabalho
(compressão de um gás).
- sinal (-) quando o sistema perde energia sob forma de trabalho
(expansão de um gás)
1º Princípio da Termodinâmica: “Em qualquer processo a variação total de energia
do sistema, ΔU, é igual à soma do calor absorvido, q, e do trabalho, w, realizado sobre
o sistema, ou seja, a Energia não é criada nem destruída, é conservada.”
Matematicamente: DU = q + w (na convenção antiga seria: DU = q – w)
“A Energia Interna (U), que é função de estado, representa a soma de todas as
energias contidas no sistema como consequência de energia cinética de seus átomos,
íons ou moléculas, acrescida da energia potencial que se origina das forças de ligação
entre as partículas que formam o sistema.”
Como medir DU?
DU = q + w
Se a reação é executada a V constante, então w = 0 e DU = q = qv
Logo: DU = qv, que significa calor trocado com a vizinhança em condições de
volume constante.
ENTALPIA (H) – UMA NOVA FUNÇÃO DE ESTADO
Em laboratório, as reações são comumente realizadas em condições de pressão
constante, e não em condições de volume constante. Nestas condições, o calor medido
não é qv e, portanto, não é ΔU.
Então define-se: H = U + PV
Logo: DH = DU + D(PV)
Substituindo: DH = q + w + D(PV)
Mas: w = - PΔV
Se: P = constante, então Δ(PV) = PΔV
Resta: DH = q + (-PDV) + PDV = q
Logo: DH = qp, que significa calor trocado com a vizinhança em condições de
pressão constante.
Sólidos e Líquidos: Gases:
Δ(PV) ~ zero e ΔH ~ ΔU Δ (PV) = Δ (nRT)
Para gases ideais à T constante, Δ(ngRT) =
(Δng)RT
Então: DH = DU + (Dng)RT, para processos à T
constante.
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI 01004
TERMODINÂMICA QUÍMICA
QUESTIONÁRIO
1. Qual é o objetivo da Termodinâmica Química?
2. O que é Termodinâmica Clássica?
3. Por que se diz que a Termodinâmica Clássica é uma ciência macroscópica?
4. Como se define sistema? E meio externo ou vizinhanças?
5. O que é propriedade de um sistema?
6. Caracterize propriedades intensivas e extensivas, dando exemplos.
7. O que é estado de um sistema?
8. Como é possível evidenciar que ocorreu um processo termodinâmico?
9. Que são propriedades termodinâmicas ou funções de estado?
10. Quais as principais características das funções de estado?
11. Como se calcula trabalho numa expansão gasosa a pressão constante?
12. Trabalho é função de estado? Argumente a resposta.
13. Calor é função de estado? Argumente a resposta.
14. Qual é o enunciado do Primeiro Princípio da Termodinâmica?
15. Como se define variação de entalpia de um sistema num processo?
16. Qual a relação entre energia interna e entalpia?
17. Qual é o enunciado da lei de Hess?
18. Como se define entalpia padrão de formação, DHºf?
19. Que são capacidades caloríficas molares? De que fatores dependem?
20. Como se define processo reversível? Quais são suas características?
21. De que modo se pode obter trabalho máximo de um sistema durante um
processo?
22. Como se pode definir entropia de um sistema?
23. Qual é o enunciado do Segundo Princípio da Termodinâmica?
24. Como se caracteriza entropia numa abordagem microscópica?
25. Qual é o enunciado do Terceiro Princípio da Termodinâmica? Que são entropias
absolutas?
26. Como é possível estabelecer um critério absoluto de caracterização de
espontaneidade a partir de considerações do Segundo Princípio?
27. O que é energia livre de um sistema?
28. Como se caracteriza reversibilidade e irreversibilidade pelo critério da variação
de energia livre?
29. O que é variação de energia livre padrão? Qual o seu significado para um
processo?
30. Qual a relação matemática entre DGº e constante de equilíbrio de um sistema
num processo?
31. Como se interpreta o valor de DG de um sistema que está sofrendo um
processo?
EXERCÍCIOS
1. Um gás é confinado num recipiente sob pressão atmosférica constante. Quando
600 J de calor são adicionados ao gás, ele expande e efetua 140 J de trabalho nas
vizinhanças. Calcule DH e DU para o processo.
2. As densidades da água líquida e do gelo são respectivamente 0,9998 e 0,917
g/cm . Calcule DH e DU para a solidificação de um mol de água a 0 ºC e 1 atm, sabendo
3
que o calor de fusão da água a 0 ºC e 1 atm é 6020 J/mol.
3. Na vaporização de um grama de água líquida a 100 ºC e 1 atm são formados
1671 mL de vapor de água. Se a quantidade de calor absorvida foi de 2260 J, calcule
DH e DU para o processo H2O (l, 100 ºC) à H2O (v, 100 ºC). Quais os valores de DHvap e DUvap
molares nessa temperatura? (A densidade da água líquida é 0,9998 g/cm3).
4. Calcule a entalpia padrão de formação do álcool etílico, C2H6O (l), a partir do
conhecimento de sua entalpia padrão de combustão, DHºcomb = -1365,60 kJ/mol e
outros dados da tabela de Termodinâmica.
5. Uma amostra de 1,500 g de tolueno líquido, C7H8 (l), foi colocada numa bomba
calorimétrica juntamente com excesso de oxigênio. Durante a combustão a temperatura
aumentou de 25 ºC para 26,413 ºC. Os produtos da reação são CO2 (g) e H2O (l) e a
capacidade calorífica total do calorímetro é 45,06 kJ/K. Pergunta-se:
a) Qual o valor da entalpia padrão molar de combustão do tolueno?
b) Qual o valor da entalpia padrão molar de formação do tolueno?
6. Quando 200 mL de HCl 1,00 mol/L a 25 ºC foram misturados com 150 mL de
NaOH 1,00 mol/L, também a 25 ºC, num frasco de Dewar, a temperatura da mistura
reagente aumentou para 30,0 ºC. Calcule DH em kJ para a neutralização de um mol de
H+ por um mol de OH-.
7. A evaporação da transpiração é uma maneira de o corpo descartar o excesso
de energia produzida durante exercício físico e, desse modo, manter constante a
temperatura. Quantos kJ são removidos do corpo pela evaporação de 10,0 g de água
a 25 ºC? (Procure entalpias de formação da água líquida e da água vapor a 25 ºC na
tabela de Termodinâmica).
8. O calor de combustão do etanol é -1371 kJ/mol a 25 ºC. Uma garrafa de cerveja
de 350 mL contém 3,7% de álcool em massa. Supondo densidade igual a 0,97 g/mL,
qual o conteúdo calórico de álcool na cerveja expresso em calorias nutricionais? (1 Cal
= 1 kcal).
9. O calor específico da prata é 0,0565 cal/g.K. Assumindo nenhuma perda de calor
para o meio, calcule a temperatura final quando 100 g de prata a 40 ºC são imersos em
60 g de água a 10 ºC.
10. O ponto de fusão de uma certa substância é 70 ºC, seu ponto de ebulição é 450
ºC, sua entalpia de fusão é 125,4 J/g, sua entalpia de vaporização é 188,1 J/g e seu
calor específico é 0,90 J/gK. Calcule o calor requerido para converter 100 g da
substância do estado sólido a 70 ºC a vapor a 450 ºC.
11. Qual o calor necessário para converter 10 g de gelo a -10 ºC a água líquida a 10
ºC? Dados: cgelo = 2,09 J/g.K, cágua = 4,18 J/gK, DHºfusão = 334,4 J/g.
12. Determine a temperatura resultante quando 150 g de gelo a 0 ºC são misturados
com 300 g de água a 50 ºC. Dados: cágua = 4,18 J/g.K, DHºfusão = 334,4 J/g.
13. Quando 1 kg de carvão antracito é queimado, cerca de 30514 kJ de calor são
liberados. Que quantidade de carvão é requerida para aquecer 4 kg de água da
temperatura ambiente (20 ºC) até o ponto de ebulição (a 1 atm de pressão), assumindo
que não há perda de calor? Dados: cágua = 4,18 J/g.K.
14. A volume constante o calor de combustão do ácido benzóico é -26,38 kJ/g. Uma
amostra de 1,200 g de ácido benzóico é queimada numa bomba calorimétrica. A
temperatura do calorímetro aumentou de 22,45 ºC para 26,10 ºC. Qual a capacidade
calorífica total do calorímetro?
15. Aspirina é produzida comercialmente a partir de ácido salicílico, C7O3H6. Um
grande carregamento de ácido salicílico está contaminado com óxido bórico, que é
também um pó branco. O DUºcomb do ácido salicílico é -3,00.103 kJ/mol. Óxido bórico,
por sua vez, não queima, pois é uma forma totalmente oxidada. Quando uma amostra
de 3,556 g de ácido salicílico contaminado é queimada em bomba calorimétrica, a
temperatura aumenta 2,556 ºC. Se a capacidade calorífica total do calorímetro é 13,62
kJ/K, qual a percentagem em massa de B2O3 na amostra?
16. Quando uma amostra de NaOH de 6,50 g é dissolvida em 100 g de água num
frasco de Dewar, a temperatura da mistura aumenta de 21,6 ºC para 37,8 ºC. Calcule
DH para o processo NaOH(s) à Na+ (aq) + OH- (aq). Suponha que o calor específico da
solução é o mesmo que para água pura.
17. Calcule o calor envolvido no processo de dissolução representado por
NH4NO3 (s) à NH4+ (aq) + NO3- (aq)
se as quantidades de nitrato de amônio e água são respectivamente iguais a 200 g e
100 mL.
Dados: solubilidade do NH4NO3 = 190 g em 100 mL de água
DHºf (NH4+(aq)) = - 132,89 kJ/mol DHºf (NO3-(aq)) = - 206,5 7 kJ/mol
DHºf (NH4NO3(s)) = - 365,56 kJ/mol
18. Um mol de vapor de água é comprimido reversivelmente a água líquida na
temperatura do ponto de ebulição, 100 ºC. A entalpia de vaporização da água a 100 ºC
e 1 atm é 2260 J/g. Calcule q, w, DU, DH, DSsist e DG. (A densidade da água vapor é
0,5984 g/L).
19. Como varia a entropia do sistema quando ocorrem os seguintes processos:
a) um sólido é fundido.
b) um líquido é vaporizado.
c) um sólido é dissolvido em água.
d) um gás é liquefeito.
20. Para cada um dos seguintes pares escolha a substância com a entropia mais
elevada (por mol) na temperatura considerada.
a) O2 (g) a 5 atm e O2 (g) a 0,5 atm.
b) Br2 (g) e Br2 (l).
c) 1 mol de N2 (g) em 22,4 L e 1 mol de N2 (g) em 2,24 L.
d) CO2 (g) e CO2 dissolvido em água.
21. Sendo a constante de equilíbrio igual a 1,76 x 10-5 a 298 K para a reação
NH3 (aq) + H2O (l) NH4+ (aq) + OH-(aq).
a) Calcule DGº
b) Qual é o valor de DG no equilíbrio?
c) Qual é o valor de DG quando as concentrações de NH3, NH4+ e OH- são
respectivamente iguais a 0,10 mol/L, 0,10 mol/L e 0,050 mol/L?
22. As células usam a hidrólise do trifosfato de adenosina, ATP, como fonte de
energia. A conversão de ATP em ADP possui uma energia livre padrão de - 30,5 kJ/mol.
Se toda a energia livre do metabolismo da glicose
C6H12O6 (s) + 6 O2 (g) à 6 CO2 (g) + 6 H2O (l)
é encaminhada para a conversão de ADP em ATP, quantos mols de ATP podem ser
produzidos por mol de glicose metabolizada? Dados: entalpia padrão de formação e
entropia absoluta padrão de C6H12O6 (s) respectivamente iguais a - 1273,2 kJ/mol e 212
J/K.
23. Qual a máxima quantidade de trabalho útil, expresso em kJ, que se pode obter
a 25 ºC e 1 bar pela oxidação de 1,00 mol de propano, C3H8, de acordo com a equação
C3H8 (g) + 5 O2 (g) à 3 CO2 (g) + 4 H2O (g)
24. Calcule DGº298 para H2O2 (g) à H2O (g) + ½ O2 (g), sendo dados DHº298 = - 106 kJ
e DSº298 = 58 J/K. Poder-se-ia esperar que H2O2 (g) fosse estável a 298 K? Explique.
RESPOSTAS
1. DH = 600 J; DU = 460 J
2. DH = - 6,02 kJ; DU = - 6,02 kJ
3. DH = 2260 J; DU = 2091 J; DHmolar = 40,7 kJ/mol; DUmolar = 37,6 kJ/mol
4. – 277,4 kJ/mol
5. DHºcomb = – 3910 kJ/mol; DHºf = 15,7 kJ/mol
6. – 48,8 kJ/mol
7. 24,4 kJ
8. 89,5 Cal
9. 12,6 ºC
10. 65,5 kJ
11. 3971 J
12. 6,7 ºC
13. 44 g
14. 8,67 kJ/K
15. 55%
16. – 44,4 kJ/mol
17. 62,0 kJ
18. qP = DH = - 40,7 kJ/mol; DU = - 37,6 kJ/mol; w = 3,05 kJ/mol; DS = - 108,9 J/mol.K;
DG = 0
19. a) aumenta; b) aumenta; c) aumenta; d) diminui
20. Maior entropia: a) O2 0,5 atm; b) Br2 (g); c) 1 mol N2 em 22,4 L; d) CO2 (g)
21. a) 27,1 kJ/mol; b) zero; c) 19,7 kJ
22. 94,3 mols
23. – 2072 kJ/mol
24. DGº = -123,3 kJ/mol
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA - DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA - QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004 - UNIDADE 2
TABELA DE TERMODINÂMICA QUÍMICA
ENTALPIA PADRÃO DE FORMAÇÃO A 25 ºC (DHfo em kJ/mol)) ENTROPIA ABSOLUTA PADRÃO A 25 ºC (So em J.mol-1.K-1)
Elementos e Compostos Inorgânicos Elementos e Compostos Inorgânicos
O3 (g) 142,12 CO (g) - 110,42 O2 (g) 204,83 NO (g) 210,42 AgCl (s) 96,01
H2O (g) - 241,60 CO2 (g) - 393,14 O3 (g) 237,42 NO2 (g) 240,22 Fe (s) 27,13
H2O (l) - 285,57 PbO (s) - 219,45 H2 (g) 130,46 NH3 (g) 192,32 Fe2O3 (s) 89,87
HCl (g) - 92,22 PbO2 (s) - 276,38 H2O (g) 188,54 HNO3 (l) 155,45 Fe3O4 (s) 146,30
Br2 (g) 30,68 PbSO4 (s) - 917,51 H2O (l) 69,87 P (g) 162,94 Al (s) 28,29
HBr (g) - 36,20 Hg (g) 60,78 He (g) 125,93 P (s, branco) 44,31 Al2O3 (s) 50,94
HI (g) 25,92 Ag2O (s) - 30,54 Cl2 (g) 222,74 PCl3 (g) 311,37 UF6 (g) 379,38
S (monoclínico) 0,30 AgCl (s) - 126,91 HCl (g) 186,50 PCl5 (g) 352,37 UF6 (s) 227,60
SO2 (g) - 296,61 Fe2O3 (s) - 821,37 Br2 (l) 152,15 C (s, diamante) 2,44 Ca (s) 41,59
SO3 (g) - 394,80 Fe3O4 (s) - 1116,06 Br2 (g) 245,11 C (s, grafite) 5,69 CaO (s) 39,71
H2S (g) - 20,13 Al2O3 (s) - 1668,20 HBr (g) 198,29 CO (g) 197,72 CaCO3 (s) 92,80
H2SO4 (l) - 810,54 UF6 (g) - 2110,90 HI (g) 206,13 CO2 (g) 213,44 Na (s) 51,00
NO (g) 90,29 UF6 (s) - 2161,06 S (rômbico) 31,85 PbO (s) 64,83 NaF (s) 58,52
NO2 (g) 33,82 CaO (s) - 634,94 S (monoclínico 32,52 PbO2 (s) 76,49 NaCl (s) 72,31
NH3 (g) - 46,15 CaCO3 (s) - 1205,72 SO2 (g) 248,29 PbSO4 (s) 147,14 K (s) 63,54
HNO3 (l) - 173,07 NaF (s) - 568,48 SO3 (g) 255,98 Hg (g) 174,72 KF (s) 66,50
P (g) 314,25 NaCl (s) - 410,61 H2S (g) 205,45 Hg (l) 77,33 KCl (s) 82,60
PCl3 (g) - 306,06 KF (s) - 562,04 N2 (g) 191,31 Ag (s) 42,66
PCl5 (g) - 398,56 KCl (s) - 435,45
C (diamante) 1,89
Compostos Orgânicos Compostos Orgânicos
metano, CH4 (g) - 74,78 propileno, C3H6 (g) 20,39 metano, CH4 (g) 186,01 propileno, C3H6 (g) 266,68
etano, C2H6 (g) - 84,59 1-buteno, C4H8 (g) 1,17 etano, C2H6 (g) 229,27 1-buteno, C4H8 (g) 307,15
propano, C3H8 (g) - 103,75 acetileno, C2H2 (g) 226,53 propano, C3H8 (g) 269,65 acetileno, C2H2 (g) 200,63
n-butano, C4H10 (g) - 124,61 formaldeído, CH2O (g) - 115,79 n-butano, C4H10 (g) 309,74 formaldeído, CH2O (g) 218,45
isobutano, C4H10 (g) - 131,47 acetaldeído, CH3CHO (g) - 166,20 isobutano, C4H10 (g) 294,36 acetaldeído, CH3CHO (g) 265,43
n-pentano, C5H12 (g) - 146,30 metanol, CH3OH (l) - 238,34 n-pentano, C5H12 (g) 348,97 metanol, CH3OH (l) 126,65
n-hexano, C6H14 (g) - 167,03 etanol, C2H5OH (l) - 277,37 n-hexano, C6H14 (g) 386,44 etanol, C2H5OH (l) 160,51
n-heptano, C7H16 (g) - 187,64 ácido fórmico, HCOOH (l) - 424,72 n-heptano, C7H16 (g) 424,86 ácido fórmico, HCOOH (l) 128,83
n-octano, C8H18 (g) - 208,25 ácido acético, CH3COOH (l) - 486,55 n-octano, C8H18 (g) 463,23 ácido acético, CH3COOH (l) 159,68
benzeno, C6H6 (g) 82,85 ácido oxálico, (CO2H)2 (s) - 825,97 benzeno, C6H6 (g) 268,94 ácido oxálico, (CO2H)2 (s) 119,97
benzeno, C6H6 (l) 48,98 tetracloreto de carbono, CCl4 (l) - 139,19 benzeno, C6H6 (l) 172,63 tetracloreto de carbono, CCl4 (l) 214,23
etileno, C2H4 (g) 52,23 glicina, H2NCH2COOH (s) - 528,06 etileno, C7H4 (g) 219,24 glicina, H2NCH2COOH (s) 109,10
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI01004
EQUILÍBRIO QUÍMICO
QUESTIONÁRIO
1. Como é possível deduzir uma expressão geral para a constante de
equilíbrio utilizando a lei da ação das massas para reações elementares?
2. Como se sabe que uma reação química em sistema fechado atingiu o
estado de equilíbrio?
3. Quais as características do estado de equilíbrio?
4. Que relação se pode estabelecer entre o valor de K e a viabilidade
termodinâmica de uma reação?
5. Qual a relação entre o valor da constante de equilíbrio e a escolha da
equação química que representa o processo ? E quando há combinações de
equilíbrios?
6. Quais as formas usuais de representar a constante de equilíbrio
7. Explique a diferença entre Q (quociente de reação) e K.
EXERCÍCIOS
1. Expresse a constante de equilíbrio para as equações abaixo:
a) NH4NO2 (s) N2 (g) + 2 H2O (g)
b) FeO (s) + H2 (g) Fe (s) + H2O (g)
c) 4 Fe (s) + 3 O2 (g) 2 Fe2O3 (s)
2. Explique em termos de Q, K e DG o que acontece com o equilíbrio
NH4HS (s) NH3 (g) + H2S (g)
Quando:
a) NH3 é adicionado; b) NH4HS é adicionado; c) gás inerte é adicionado a P e
T constantes; d) H2S é retirado.
3. A 2727 ºC o Kc para a reação Cl2 (g) 2 Cl (g) vale 0,37. No equilíbrio, em
sistema fechado, a pressão de Cl2 é 0,86 atm. Qual a pressão parcial de Cl no
recipiente?
4. O valor de Kp a 377 ºC para a reação 3 H2 (g) + N2 (g) 2 NH3 (g) é 1,2.
Calcule Kc para a equação NH3 (g) 1/2 N2 (g) + 3/2 H2 (g).
5. Um recipiente é carregado com 0,50 atm de N2O4 e 0,50 atm de NO2 a 25
ºC. Após atingido o equilíbrio, representado pela equação N2O4 (g) 2 NO2 (g),
a pressão parcial do N2O4 é 0,60 atm. Calcule Kp a 25 ºC.
6. Uma mistura de 0,100 mol de NO, 0,050 mol de H2 e 0,100 mol de H2O é
colocada num recipiente fechado de 1,00 litro. Após certo tempo é estabelecido
o equilíbrio
2 NO (g) + 2 H2 (g) N2 (g) + 2 H2O (g)
Neste equilíbrio, a concentração de NO é 0,062 mol/L. Calcule Kc.
7. A 1285 ºC a constante de equilíbrio para a reação Br2 (g) 2 Br (g) é Kc =
1,04 x 10-3. Um frasco de 0,200 L, contendo uma mistura em equilíbrio dos
gases, apresenta 0,245 g de bromo gasoso, Br2 (g). Qual a massa de Br (g)
presente?
8. Uma amostra de 0,831 g de SO3 é colocada num recipiente evacuado de
1,00 litro e aquecida a 1100 K. O anidrido sulfúrico sofre decomposição de
acordo com a equação
2 SO3 (g) 2 SO2 (g) + O2 (g)
No equilíbrio a pressão total no recipiente é 1,300 atm. Calcule Kc e Kp para o
processo a 1100 K.
9. PCl5 puro é introduzido em uma câmara evacuada, atingindo o equilíbrio
a 250 ºC e 2,00 atm, segundo a equação PCl5 (g) PCl3 (g) + Cl2 (g). A mistura
em equilíbrio contém 40,7% em volume de cloro.
a) Quais as pressões parciais de PCl5 e PCl3 no equilíbrio?
b) Qual o valor de Kp a 250 ºC?
c) Se a mistura gasosa é expandida a 250 ºC até uma pressão de 0,200 atm,
calcule:
c1) a pressão parcial de cloro no novo equilíbrio
c2) a % em volume de cloro no novo equilíbrio
c3) a % de pentacloreto de fósforo dissociado no novo equilíbrio
10. A 308 K o Kp para a reação N2O4 (g) 2 NO2 (g) é 0,249. Quais as
pressões parciais dos dois gases no equilíbrio? Calcule o grau de dissociação
de tetróxido de dinitrogênio a 308 K e pressão total de 2,00 atm.
11. Sabendo-se que a 25 ºC e pressão total de 0,25 atm o brometo de nitrosila
está 34% dissociado, calcule o valor de Kp a 25 ºC para a reação representada
pela equação 2 NOBr (g) 2 NO (g) + Br2 (g).
12. Uma mistura de H2, I2 e HI em equilíbrio para a reação de formação de HI
a 4580C contém 2,24 x 10-2 mol/L de H2, 2,24 x 10-2 mol/L de I2 e 0,155 mol/L de
HI num recipiente de 5,00 litros. Qual a condição final de equilíbrio quando este
é restabelecido após a adição de 0,100 mol de HI?
13. Um recipiente fechado contém 1,0 mol de BaCO3, 1,0 mol de BaO e 1,0
mol de CO2 em equilíbrio, segundo a equação BaCO3 (s) BaO (s) + CO2 (g). Se
meio mol de CO2 for adicionado ao sistema, quais serão as quantidades das três
substâncias presentes, supondo volume constante?
14. A 21,8 ºC a constante de equilíbrio Kc da reação representada pela
equação
NH4HS (s) NH3 (g) + H2S (g)
apresenta o valor 1,2 x 10-4. Calcule as concentrações de equilíbrio de amônia e
sulfeto de hidrogênio se uma amostra do sólido é colocada num frasco fechado
e se permite que haja decomposição até o estabelecimento do equilíbrio a 21,8
ºC.
15. Carbamato de amônio, NH4CO2NH2 (s), decompõe-se por aquecimento
segundo a equação NH4CO2NH2 (s) 2 NH3 (g) + CO2 (g). Colocando-se uma
certa quantidade do sólido num frasco rígido a 25 ºC, constata-se que a pressão
total de equilíbrio é 0,117 atm. Qual o valor de Kp para a equação dada? Qual
deve ser a pressão adicional de CO2 para que, no novo equilíbrio, a pressão de
NH3 reduza-se à metade do valor original?
16. A uma certa temperatura Kc = 7,5 para a reação representada pela
equação
2 NO2 (g) N2O4 (g)
Se 2,0 mols de NO2 são colocados num frasco de 2,00 litros para reagir, quais
serão as concentrações de equilíbrio de NO2 e N2O4? Quais serão as novas
concentrações de equilíbrio se o volume do frasco for dobrado?
17. A 1200 K, temperatura aproximada dos gases de exaustão dos
automóveis, a constante Kp para a reação 2 CO2 (g) 2 CO (g) + O2 (g) é 1,0 x
-3
10 . Supondo que o gás do escapamento (pressão total = 1,0 atm) contém
percentagens volumétricas de CO, CO2 e O2 respectivamente iguais a 0,20%,
12% e 3,0%, pergunta-se:
a) o sistema está em equilíbrio?
b) Se não estiver, como irá se comportar o sistema até atingir o estado de
equilíbrio?
18. A 700 K a constante de equilíbrio Kp para a reação
2 NO (g) + Cl2 (g) 2 NOCl (g)
apresenta o valor de 0,26. Preveja o comportamento das seguintes misturas, na
mesma temperatura:
PNO (atm) PCl2 (atm) PNOCl (atm)
a) 0,15 0,31 0,11
b) 0,12 0,10 0,050
c) 0,15 0,20 0,0050
19. Uma mistura gasosa contém 0,30 mol/L de SO2, 0,16 mol/L de Cl2 e 0,50
mol/L de cloreto de sulfurila, SO2Cl2. Se Kc = 0,011 para o equilíbrio representado
pela equação SO2Cl2 (g) SO2 (g) + Cl2 (g), pergunta-se:
a) o sistema está em equilíbrio?
b) se não estiver, em que sentido deve evoluir a reação até atingir o equilíbrio?
20. A 1000 K o Kp para a reação I2 (g) 2 I (g) é 3,1 x 10-3. Observa-se que,
num recipiente selado a 1000 K, a pressão de I2 é 0,21 atm e a de I (g) é 0,030
atm.
a) O sistema está em equilíbrio?
b) Se não estiver, a pressão parcial de I2 aumenta ou diminui à medida que
se aproxima o estado de equilíbrio?
21. Em sistema fechado a 25 ºC a reação TiCl4 (g) Ti (s) + 2 Cl2 (g) é
endotérmica. O que acontece com o grau de avanço do ponto de equilíbrio
quando a temperatura é aumentada?
22. 1,50 mol de POCl3 é colocado num recipiente de 0,500 litro a 400 ºC,
estabelecendo-se o equilíbrio segundo a equação POCl3 (g) POCl (g) + Cl2 (g)
com Kc = 0,248. Calcule o número de mols de POCl que deve ser adicionado ao
sistema de maneira a produzir uma concentração de equilíbrio de Cl2 igual a
0,500 mol/L.
RESPOSTAS
1. a) Kc = [N2][H2O]2; b) Kc = [H2O]/[H2], c) Kc = 1/[O2]3
2. a) Q > K, DG > 0, R ¬ P; b) Q = K; sem deslocamento, c) Q < K, DG < 0;
R ® P; d) Q < K, DG < 0, R ® P
3. 8,9 atm
4. 0,017
5. 0,15
6. 6,5 x 102
7. 0,0451 g
8. Kc = 4,44 x 10-2
9. a) PPCl5 = 0,372 atm, PPCl3 = PCl2 = 0,814 atm; b) Kp = 1,78; c1) 0,097 atm;
c2) 48,67%; c3) 94,8%
10. 17,4 %
11. 1 x 10-2
12. [H2] = [I2] = 0,02464 mol/L, [HI] = 0,1705 mol/L
13. BaCO3 = 1,5 mol, BaO = 0,5 mol, CO2 = 1 mol
14. [H2S] = [NH3] = 0,0110 mol/L
15. Kp = 2,37 x 10-4, P adicional = 0,136 atm
16. Eq. 1: [NO2] = 0,228 mol/L, [N2O4] = 0,386 mol/l; Eq. 2: [NO2] = 0,152
mol/L, [N2O4] = 0,174 mol/l
17. a) Q = 8,3 x 10-6, Q < K: não equilíbrio; b) reação sentido R® P
18. a) Q = 1,73 > K: R ¬ P; b) Q = 1,74 > K: R ¬ P; c) Q = 0,00556 < K: R®
P
19. a) Q = 0,096 > K não equilíbrio; b) R ¬ P
20. a) Q = 4,3 x 10-3 > K não equilíbrio; b) pressão de I2 aumenta
21. o grau de avanço aumenta
0,370 mol
A seguir a versão 2023
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI01004
EQUILÍBRIO QUÍMICO
QUESTIONÁRIO
1. Como é possível deduzir uma expressão geral para a constante de
equilíbrio utilizando a lei da ação das massas para reações elementares?
2. Como se sabe que uma reação química em sistema fechado atingiu o
estado de equilíbrio?
3. Quais as características do estado de equilíbrio?
4. Que relação se pode estabelecer entre o valor de K e a viabilidade
termodinâmica de uma reação?
5. Qual a relação entre o valor da constante de equilíbrio e a escolha da
equação química que representa o processo ? E quando há combinações de
equilíbrios?
6. Quais as formas usuais de representar a constante de equilíbrio
7. Explique a diferença entre Q (quociente de reação) e K (constante de
equilíbrio).
EXERCÍCIOS
1. Expresse a constante de equilíbrio para as equações abaixo:
a) NH4NO2 (s) ⇌ N2 (g) + 2 H2O (g)
b) FeO (s) + H2 (g) ⇌ Fe (s) + H2O (g)
c) 4 Fe (s) + 3 O2 (g) ⇌ 2 Fe2O3 (s)
2. Explique em termos de Q, K e DG o que acontece com o equilíbrio
NH4HS (s) ⇌ NH3 (g) + H2S (g) quando:
a) NH3 é adicionado; b) NH4HS é adicionado; c) gás inerte é adicionado a P e T
constantes; d) H2S é retirado.
3. A 2727 ºC o Kc para a reação Cl2 (g) ⇌ 2 Cl (g) vale 0,37. No equilíbrio,
em sistema fechado, a pressão de Cl2 é 0,86 bar. Qual a pressão parcial de Cl
no recipiente?
4. O valor de Kp a 377 ºC para a reação N2 (g) + 3 H2 (g) ⇌ 2 NH3 (g) é 1,2.
Calcule Kc para a equação NH3 (g) ⇌ 1/2 N2 (g) + 3/2 H2 (g).
5. Um recipiente é carregado com 0,50 bar de N2O4 e 0,50 bar de NO2 a 25
ºC. Após atingido o equilíbrio, representado pela equação N2O4 (g) ⇌ 2 NO2 (g),
a pressão parcial do N2O4 é 0,60 bar. Calcule Kp a 25 ºC.
6. Uma mistura de 0,100 mol de NO, 0,050 mol de H2 e 0,100 mol de H2O é
colocada num recipiente fechado de 1,00 litro. Após certo tempo é estabelecido
o equilíbrio 2 NO (g) + 2 H2 (g) ⇌ N2 (g) + 2 H2O (g). Neste equilíbrio, a
concentração de NO é 0,062 mol/L. Calcule Kc.
7. A 1285 ºC a constante de equilíbrio para a reação Br2 (g) ⇌ 2 Br (g) é Kc
= 1,04 x 10-3. Um frasco de 0,200 L, contendo uma mistura em equilíbrio dos
gases, apresenta 0,245 g de bromo gasoso, Br2 (g). Qual a massa de Br (g)
presente?
8. Uma amostra de 0,831 g de SO3 é colocada num recipiente evacuado de
1,00 litro e aquecida a 1100 K. O anidrido sulfúrico sofre decomposição de
acordo com a equação 2 SO3 (g) ⇌ 2 SO2 (g) + O2 (g). No equilíbrio a pressão
total no recipiente é 1,300 bar. Calcule Kc e Kp para o processo a 1100 K.
9. PCl5 puro é introduzido em uma câmara evacuada, atingindo o equilíbrio
a 250 ºC e 2,00 bar, segundo a equação PCl5 (g) ⇌ PCl3 (g) + Cl2 (g). A mistura
em equilíbrio contém 40,7% em volume de cloro.
a) Quais as pressões parciais de PCl5 e PCl3 no equilíbrio?
b) Qual o valor de Kp a 250 ºC?
c) Se a mistura gasosa é expandida a 250 ºC até uma pressão de 0,200 bar,
calcule:
c1) a pressão parcial de cloro no novo equilíbrio
c2) a % em volume de cloro no novo equilíbrio
c3) a % de pentacloreto de fósforo dissociado no novo equilíbrio
10. A 308 K o Kp para a reação N2O4 (g) ⇌ 2 NO2 (g) é 0,249. Quais as
pressões parciais dos dois gases no equilíbrio? Calcule o grau de dissociação
de tetróxido de dinitrogênio a 308 K e pressão total de 2,00 bar.
11. Sabendo-se que a 25 ºC e pressão total de 0,25 bar o brometo de nitrosila
está 34% dissociado, calcule o valor de Kp a 25 ºC para a reação representada
pela equação 2 NOBr (g) ⇌ 2 NO (g) + Br2 (g).
12. Uma mistura de H2, I2 e HI em equilíbrio para a reação de formação de HI
a 458 ºC contém 2,24 x 10-2 mol/L de H2, 2,24 x 10-2 mol/L de I2 e 0,155 mol/L de
HI num recipiente de 5,00 litros. Qual a condição final de equilíbrio quando este
é restabelecido após a adição de 0,100 mol de HI?
13. Um recipiente fechado contém 1,0 mol de BaCO3, 1,0 mol de BaO e 1,0
mol de CO2 em equilíbrio, segundo a equação BaCO3 (s) ⇌ BaO (s) + CO2 (g).
Se meio mol de CO2 for adicionado ao sistema, quais serão as quantidades das
três substâncias presentes, supondo volume constante?
14. A 21,8 ºC a constante de equilíbrio Kc da reação representada pela
equação NH4HS (s) ⇌ NH3 (g) + H2S (g) apresenta o valor 1,2 x 10-4. Calcule as
concentrações de equilíbrio de amônia e sulfeto de hidrogênio se uma amostra
do sólido é colocada num frasco fechado e se permite que haja decomposição
até o estabelecimento do equilíbrio a 21,8 ºC.
15. Carbamato de amônio, NH4CO2NH2 (s), decompõe-se por aquecimento
segundo a equação NH4CO2NH2 (s) ⇌ 2 NH3 (g) + CO2 (g). Colocando-se uma
certa quantidade do sólido num frasco rígido a 25 ºC, constata-se que a pressão
total de equilíbrio é 0,117 bar. Qual o valor de Kp para a equação dada? Qual
deve ser a pressão adicional de CO2 para que, no novo equilíbrio, a pressão de
NH3 reduza-se à metade do valor original?
16. A uma certa temperatura Kc = 7,5 para a reação representada pela
equação 2 NO2 (g) ⇌ N2O4 (g). Se 2,0 mols de NO2 são colocados num frasco
de 2,00 litros para reagir, quais serão as concentrações de equilíbrio de NO2 e
N2O4? Quais serão as novas concentrações de equilíbrio se o volume do frasco
for dobrado?
17. A 1200 K, temperatura aproximada dos gases de exaustão dos
automóveis, a constante Kp para a reação 2 CO2 (g) ⇌ 2 CO (g) + O2 (g) é 1,0 x
10-3. Supondo que o gás do escapamento (pressão total = 1,0 bar) contém
percentagens volumétricas de CO, CO2 e O2 respectivamente iguais a 0,20%,
12% e 3,0%, pergunta-se:
a) o sistema está em equilíbrio?
b) Se não estiver, como irá se comportar o sistema até atingir o estado de
equilíbrio?
18. A 700 K a constante de equilíbrio Kp para a reação 2 NO (g) + Cl2 (g) ⇌ 2
NOCl (g) apresenta o valor de 0,26. Preveja o comportamento das seguintes
misturas, na mesma temperatura:
PNO (bar) PCl2 (bar) PNOCl (bar)
a) 0,15 0,31 0,11
b) 0,12 0,10 0,050
c) 0,15 0,20 0,0050
19. Uma mistura gasosa contém 0,30 mol/L de SO2, 0,16 mol/L de Cl2 e 0,50
mol/L de cloreto de sulfurila, SO2Cl2. Se Kc = 0,011 para o equilíbrio representado
pela equação SO2Cl2 (g) ⇌ SO2 (g) + Cl2 (g), pergunta-se:
a) o sistema está em equilíbrio?
b) se não estiver, em que sentido deve evoluir a reação até atingir o equilíbrio?
20. A 1000 K o Kp para a reação I2 (g) ⇌ 2 I (g) é 3,1 x 10-3. Observa-se que,
num recipiente selado a 1000 K, a pressão de I2 é 0,21 bar e a de I (g) é 0,030
bar.
a) O sistema está em equilíbrio?
b) Se não estiver, a pressão parcial de I2 aumenta ou diminui à medida que se
aproxima o estado de equilíbrio?
21. Em sistema fechado a 25 ºC a reação TiCl4 (g) ⇌ Ti (s) + 2 Cl2 (g) é
endotérmica. O que acontece com o grau de avanço do ponto de equilíbrio
quando a temperatura é aumentada?
22. 1,50 mol de POCl3 é colocado num recipiente de 0,500 litro a 400 ºC,
estabelecendo-se o equilíbrio segundo a equação POCl3 (g) ⇌ POCl (g) + Cl2
(g) com Kc = 0,248. Calcule o número de mols de POCl que deve ser adicionado
ao sistema de maneira a produzir uma concentração de equilíbrio de Cl2 igual a
0,500 mol/L.
RESPOSTAS
1. a) Kc = [N2][H2O]2; b) Kc = [H2O]/[H2], c) Kc = 1/[O2]3
2. a) Q > K, DG > 0, R ¬ P; b) Q = K; sem deslocamento, c) Q < K, DG < 0;
R ® P; d) Q < K, DG < 0, R ® P
3. 8,9 bar
4. 0,017
5. 0,15
6. 6,5 x 102
7. 0,0451 g
8. Kc = 4,44 x 10-2
9. a) PPCl5 = 0,372 bar, PPCl3 = PCl2 = 0,814 bar; b) Kp = 1,78; c1) 0,097 bar;
c2) 48,67%; c3) 94,8%
10. 17,4 %
11. 1 x 10-2
12. [H2] = [I2] = 0,02464 mol/L, [HI] = 0,1705 mol/L
13. BaCO3 = 1,5 mol, BaO = 0,5 mol, CO2 = 1 mol
14. [H2S] = [NH3] = 0,0110 mol/L
15. Kp = 2,37 x 10-4, P adicional = 0,136 bar
16. Eq. 1: [NO2] = 0,228 mol/L, [N2O4] = 0,386 mol/l; Eq. 2: [NO2] = 0,152
mol/L, [N2O4] = 0,174 mol/l
17. a) Q = 8,3 x 10-6, Q < K: não equilíbrio; b) reação sentido R® P
18. a) Q = 1,73 > K: R ¬ P; b) Q = 1,74 > K: R ¬ P; c) Q = 0,00556 < K: R®
P
19. a) Q = 0,096 > K não equilíbrio; b) R ¬ P
20. a) Q = 4,3 x 10-3 > K não equilíbrio; b) pressão de I2 aumenta
21. o grau de avanço aumenta
22. 0,37 mol
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE
QUESTIONÁRIO
1. Em que momento se estabelece um equilíbrio de solubilidade? Qual é a
característica da solução nessas condições?
2. O que é o produto iônico de uma espécie em solução? O que é o produto
de solubilidade? Relacione com Q e K estudados em Termodinâmica.
3. Como os valores de Q e K determinam o comportamento de uma espécie
iônica em solução quanto à sua solubilidade nesse sistema?
4. O que é o efeito do íon comum?
EXERCÍCIOS
1. Calcule a solubilidade do fluoreto de cálcio, CaF2 (Kps = 3,9 x 10-11) nas
seguintes condições:
a) quando da adição de uma pequena quantidade do sal em água até saturar
a solução
b) em solução 0,010 mol/L de NaF
c) em solução 0,0176 mol/L de Ca(NO3)2.
2. Uma solução saturada de hidróxido ferroso, Fe(OH)2, apresenta
concentração hidroxiliônica igual a 1,17 x 10-5 mol/L . Calcule o Kps desse
hidróxido, sabendo que não há outro soluto presente no sistema.
3. Calcule o Kps dos compostos abaixo discriminados, sabendo o valor de
suas solubilidades em água, expressas em ppm, a 25 ºC.
a) BiI3 (s = 7,8 ppm) b) MgNH4PO4 (s = 9,2 ppm)
4. A fluoretação da água potável é amplamente empregada na prevenção
de cárie dentária. Tipicamente, a concentração de íon fluoreto é ajustada no
valor 1 ppb. Algumas águas “duras”, isto é, contendo íons Ca2+, que interfere na
ação dos sabões, apresentam o cátion em concentração 8 ppb. Poderia haver
formação de precipitado nessas condições?
5. Uma solução é preparada pela mistura de 100 mL de AgNO3 0,200mol/L
com 100 mL de HCl 0,100 mol/L. Haverá precipitação de cloreto de prata nessas
condições? Se houver, quais as concentrações dos íons após o estabelecimento
do equilíbrio? (o Kps do AgCl é igual a 1,8 x 10-10)
6. Quais as concentrações dos íons Hg22+ e Cl- na solução que resulta da
adição de 32,5 mL de Hg2(NO3)2 0,117 mol/L a 67,5 mL de MgCl2 0,02815 mol/L?
(o Kps do Hg2Cl2 é igual a 1,3 x 10-18)
7. NaOH é introduzido numa solução que é 0,050 mol/L em Cu2+ e 0,040
mol/L em Mn2+.
a) Qual o hidróxido que precipita primeiro?
b) Que concentração de hidroxila é necessária para iniciar a precipitação do
primeiro hidróxido? (Valores dos Kps: Cu(OH)2 = 1,6 x 10-19; Mn(OH)2 = 1,9
x 10-13)
8. Misturam-se 60,0 mL de MnCl2 0,0333 mol/L com 40,0 mL de KOH 0,0500
mol/L. Haverá precipitação de Mn(OH)2 nessas condições? Se houver, quais as
concentrações dos íons após o estabelecimento do equilíbrio? (o Kps do Mn(OH)2
é igual a 1,9 x 10-13)
RESPOSTAS
1. a) 2,136 x 10-4 mol/L; b) 3,9 x 10-7 mol/L; c) 2,35 x 10-5 mol/L
2. 8,0 x 10-16
3. 3. a) 7,7 x 10-19; b) 3,0 x 10-13
4. Q < Kps, não ocorre precipitação
5. Ocorre precipitação pois Q > Kps; [Ag+] = 0,050 mol/L; [Cl-] = 3,6 x 10-9
mol/L
6. [Hg22+] = 0,019 mol/L; [Cl-] = 8,27 x 10-9 mol/L
7. a) Cu(OH)2 precipita primeiro; b) 1,8 x 10-9 mol/L
8. [Mn2+] = 0,0100 mol/L; [OH-] = 4,36 x 10-6 mol/L
HIDRÓLISE DE SAIS SÓDICOS COM ÂNION ORIUNDO DE
ÁCIDO POLIPRÓTICO – NaHA
NaHA (s) à Na+ (aq) + HA- (aq)
↓ ↓
não sofre espécie
hidrólise anfiprótica
HA- + H2O H2A + OH- (hidrólise): Kb
O pH vai depender dos valores de K1 e K2
1) balanço de massa: [NaHA inicial] = [Na+] = [HA-] + seus derivados ([H2A] e
[A2-])
ou: [NaHA inicial] = [Na+] = [H2A] + [HA-] + [A2-] (1)
2) balanço de carga: [+] = [-]
[Na+] + [H+] = [HA-] + 2 x [A2-] + [OH-] ou [Na+] = [HA-] + 2 [A2-] + [OH-] - [H+] (2)
Igualando em [Na+]: (1) = (2)
[H2A] + [HA-] + [A2-] = [HA-] + 2 [A2-] + [OH-] - [H+] ou [H2A] = [A2-] + [OH-] - [H+]
(3)
Mas:
⎡H+ ⎤⎡HA - ⎤ ⎡H + ⎤⎡HA - ⎤⎦
H2 A H+ + HA- (1a ionização) : K1=
⎣ ⎦⎣ ⎦ à [ H 2 A ] = ⎣ ⎦⎣
⎡H A⎤
⎣ 2 ⎦
K1
⎡ + ⎤⎡ 2- ⎤ ⎡HA - ⎤⎦
HA- H+ + A2- (2a ionização) : K = ⎣H ⎦⎣ A ⎦ à ⎡⎣A 2- ⎤⎦ = K 2 ⎣
2 - ⎡HA ⎤ ⎡⎣H + ⎤⎦
⎣ ⎦
K w = ⎡⎣H + ⎤⎦⎡⎣OH - ⎤⎦ à ⎡⎣OH - ⎤⎦ = K w
⎡⎣H + ⎤⎦
Então posso reescrever (3):
⎡⎣H + ⎤⎦⎡⎣HA - ⎤⎦ ⎡⎣HA - ⎤⎦ K w ⎡ + ⎤ ou ⎡⎣H+ ⎤⎦⎡⎣HA - ⎤⎦ K 2 ⎡⎣HA - ⎤⎦+ K w
= K2 + - H + ⎡H+⎤
=
K1 ⎡⎣H + ⎤⎦ ⎡⎣H + ⎤⎦ ⎣ ⎦ K1 ⎣ ⎦ ⎡H+ ⎤
⎣ ⎦
⎛ ⎡HA - ⎤ ⎞ K 2 ⎡⎣HA - ⎤⎦+ K w
⎡H+ ⎤⎜ ⎣ ⎦ ⎟
+ 1 = 2 K 2 ⎡⎣HA - ⎤⎦ + K w
⎣ ⎦⎜ K ⎟ ⎡H+ ⎤ ⎡⎣H + ⎤⎦ =
⎝ 1 ⎠ ⎣ ⎦ ⎛ ⎡HA - ⎤ +K ⎞
⎜⎣ ⎦ 1⎟
⎜ K ⎟
⎝ 1 ⎠
⎡⎣H + ⎤⎦ = (
K1 K 2 ⎡⎣HA - ⎤⎦ + K w )
K1 + ⎡⎣HA - ⎤⎦
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004
EXERCÍCIOS SOBRE EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE
QUESTIONÁRIO
1. Como se conceituam ácido e base segundo Arrhenius, Bronsted-Lowry e
Lewis?
2. O que é um par conjugado ácido-base? Como estão relacionadas as
formas ácida e básica nesse sistema quanto a seu comportamento?
3. O que é o produto iônico da água? Qual o seu valor nas condições
padrões?
4. Como se caracterizam meio ácido, básico e neutro?
5. Como se definem pH e pOH? Como se caracterizam acidez, basicidade e
neutralidade segundo esse critério?
6. Escreva as equações de balanço de carga e de material para soluções
das seguintes espécies:
a) NH4OAc b) NaHCO3 c) Na2CO3 d) H2SO3
7. Em que circunstâncias é necessário incluir a contribuição da auto-
ionização da água na avaliação do pH de um ácido ou de uma base?
8. O que é solução tampão? Como é normalmente constituída? Como se
calcula o pH desses sistemas?
9. O que são tampões de ácidos polipróticos? Como se avalia o pH desses
sistemas?
EXERCÍCIOS
1. Uma solução 0,100 mol/L de um ácido fraco genérico HA apresenta pH
igual a 4,84. Calcule a constante de ionização do ácido e o seu grau de ionização
nas condições dadas.
2. Calcule o pH de uma solução 0,0050 mol/L de Ba(OH)2 , admitindo-se a
= 1.
3. Leite de magnésia é uma suspensão de hidróxido de magnésio sólido em
água. Calcule o pH da fase aquosa, supondo-se que é composta de água pura
saturada com hidróxido de magnésio. (Kps = 1,8 x 10-11)
4. Misturam-se 20,0 mL de HCl 0,200 mol/L a 30,0 mL de NaOH 0,150 mol/L.
Qual é o pH da solução resultante?
5. Qual é o par conjugado principal de uma solução de ácido ftálico, H2Ph,
de pH igual a 5,00? Qual a razão entre as concentrações das espécies
envolvidas?
6. Dimetilglioxima, C4H8N2O2, é uma base fraca com Kb = 4,0 x 10-4. Em que
valor de pH essa base e seu ácido conjugado apresentarão idênticas
concentrações?
7. A 37 ºC e na força iônica do sangue o pK1 do ácido carbônico é 6,10. Qual
a razão entre as concentrações de HCO3- e H2CO3 no pH igual a 7,40?
8. Sacarina, adoçante artificial, é um ácido fraco com pKa = 11,68. Esse
composto ioniza em solução aquosa como segue:
HNC7H4SO3 (aq) + H2O H3O+ (aq) + NC7H4SO3- (aq)
Qual é o pH de uma solução 0,010 mol/L dessa substância?
9. Calcule o pH de uma solução 0,500 mol/L de acetato de amônio,
conhecendo-se o Ka do ácido acético e o Kb da amônia.
10. O pH de uma solução 1,0 mol/L de nitrito de sódio, NaNO2, é 8,65. Calcule
a constante de ionização Ka do ácido nitroso.
11. Dissolvem-se 2,98 g de NaOCl em água suficiente para completar 500 mL
de solução. Calcule o pH da solução resultante.
12. Ácido sórbico, HC6H7O2, é um ácido fraco monoprótico com Ka = 1,7 x 10-
5
. Seu sal potássico é adicionado a queijos para inibir a formação de mofo. Qual
é o pH da solução contendo 4,93 g de sorbato de potássio em 500 mL de
solução.
13. Calcule o pH da solução resultante da mistura de 28 g de ácido fórmico
com igual massa de formato de sódio em água suficiente para totalizar um
volume de 500 mL.
14. Calcule o pH da solução resultante da mistura de 20,0 mL de ácido fórmico
0,200 mol/L com: a) 80,0 mL de água destilada; b) 20,0 mL de NaOH 0,160
mol/L; c) 25,0 mL de NaOH 0,160 mol/L; d) 25,0 mL de formato de sódio 0,200
mol/L; e) 20,0 mL de HCl 0,0500 mol/L.
15. Calcule o pH da solução resultante da mistura de 20,0 mL de NH3 0,100
mol/L com: a) 80,0 mL de água destilada; b) 20,0 mL de HCl 0,0500 mol/L; c)
40,0 mL de HCl 0,0500 mol/L; d) 20,0 mL de NH4Cl 0,100 mol/L.
16. Quantos gramas de cloreto de amônio devem ser adicionados a 100 mL
de amônia concentrada (13,2 mol/L) para se obter uma solução de pH = 10?
17. Que massa de formato de sódio precisa ser adicionada a 400 mL de ácido
fórmico 1,0 mol/L de maneira a produzir um tampão de pH igual a 3,50?
18. Que massa de acetato de sódio, NaC2H3O2, e que volume de ácido
acético glacial devem ser misturados para se obter 750 mL de um tampão igual
a 4,50? Suponha que no tampão a concentração de ácido acético é 0,300 mol/L.
(Dados: ácido acético glacial = 99% de HOAc e d = 1,05 g/mL).
19. Um certo composto orgânico que é usado como indicador ácido-base
apresenta iguais concentrações das formas ácida, HB, e básica, B-, no pH = 7,80.
Qual o pKb da forma básica do indicador?
20. Muitos refrigerantes usam o sistema tampão H2PO4- e HPO42-. Qual o pH
de um refrigerante cujo tampão predominante é constituído de 6,5 g de NaH2PO4
e 8,0 g de Na2HPO4 num volume total de 355 mL?
21. Suponha que se deseja efetuar um experimento fisiológico que requer
tamponamento no pH igual a 6,5. Sabe-se também que o organismo em questão
não é sensível a um ácido diprótico H2X (K1 = 2,0 x 10-4 e K2 = 5,0 x 10-7) e seus
sais. Dispõe-se apenas de uma solução 1,0 mol/L do ácido e de NaOH 1,0 mol/L.
Que volume de solução de NaOH se deve adicionar a 1,0 litro do ácido para dar
um pH igual a 6,5?
22. Calcule a variação de pH decorrente da adição de 10,0 mL de HCl 1,0
mol/L a: a) 100 mL de água pura; b) 100 mL de solução 1,0 mol/L em NaH2PO4
e Na2HPO4.
23. Resolva o problema 22 considerando agora o efeito da adição de 10,0 mL
de NaOH 1,0 mol/L aos mesmos sistemas anteriores.
24. Que volume de NaOH 0,350 mol/L deveria ser adicionado a 300 mL de
NaHCO3 0,250 mol/L de maneira produzir uma solução tampão de pH igual a
10,0?
25. Que volume de HCl 0,350 mol/L deveria ser adicionado a 300 mL de
Na2CO3 0,250 mol/L de maneira a produzir uma solução tampão de pH igual a
10,0?
26. Deseja-se preparar 1000 mL de um tampão de NaHCO3 e Na2CO3 com
pH igual a 9,70. Calcule as concentrações dos dois sais se essa solução deve
ser preparada de tal maneira que a adição de 60 milimols de um ácido forte não
produza um pH menor que 9,30.
27. Calcule o pH das seguintes soluções:
a) HCN 1,0.10-4 mol/L
b) anilina 1,0.10-4 mol/L
c) NaIO3 0,10 mol/L
d) NaOH 0,010 mol/L e Na3PO4 0,100 mol/L
e) hidrogeno tartarato de sódio, NaHT, 0,100 mol/L
f) Na2HAsO4 0,100 mol/L
g) NaHCO3 0,100 mol/L e Na2CO3 0,050 mol/L
RESPOSTAS
1. 2,1 x 10-9 e 0,014%
2. 12,00
3. 10,50
4. 12,00
5. O par conjugado principal é HPh- e Ph2-, pois a razão [HPh-]/[Ph2-] = 2,56
e a razão [H2Ph]/[HPh-] = 0,0089
6. 10,60
7. [HCO3-]/[H2CO3] = 20
8. 6,76
9. 7,00
10. 5,0 x 10-4
11. 10,21
12. 8,80
13. 3,58
14. a) 2,59; b) 4,35; c) 8,35; d) 3,85; e) 1,59
15. a) 10,8; b) 9,24; c) 5,36; d) 9,24
16. 12,43 g
17. 15,25 g
18. 10,2 g e 13,0 mL
19. 6,20
20. 7,22
21. 1,61 litro
22. a) 1,04; b) 7,11
23. a) 12,96; b) 7,30
24. 68,29 mL
25. 146 mL
26. [NaHCO3] = 0,39 mol/L, [Na2CO3]= 0,09 mol/L
27. a) 6,33; b) 7,46; c) 7,10; d) 12,64; e) 3,70; f) 9,22; g) 10,03
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA - DEPTO. DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI 01004
UNIDADE 3 - EQUILÍBRIO IÔNICO
TABELA DE CONSTANTES DE IONIZAÇÃO DE ÁCIDOS E BASES
ÁCIDO FÓRMULA K1 K2 K3 K4
acético CH3COOH (HOAc) 1,75x10-5
arsênico H3AsO4 5,8x10-3 1,1x10-7 3,2x10-12
benzóico C6H5COOH 6,28x10-5
bórico H3BO3 5,81x10-10
4,69x10-
carbônico H2CO3 4,45x10-7 11
HOOC-(OH)-COOH
cítrico 7,45x10-4 1,73x10-5 4,0x10-7
CH2COOH (H3Cit)
cianídrico HCN 2,1x10-9
EDTA H4Y 1,0x10-2 2,1x10-3 5,3x10-7 1,13x10-11
fluorídrico HF 7,2x10-4
fórmico HCOOH 1,80x10-4
fenol C6H5OH 1,00x10-10
fosfórico H3PO4 7,11x10-3 6,32x10-8 4,5x10-13
fosforoso H3PO3 3,00x10-2 1,62x10-7
o-ftálico C6H4(COOH)2 (H2Ph) 1,12x10-3 3,90x10-6
hipocloroso HOCl 3,0x10-8
iódico HIO3 1,7x10-1
maleico cis-HOOCCH=CHCOOH 1,3x10-2 5,9x10-7
nitroso HNO2 7,1x10-4
salicílico C6H4(OH)COOH 1,06x10-3
sulfídrico H2S 5,8x10-7 1,2x10-15
sulfúrico H2SO4 forte 1,02x10-2
sulfuroso H2SO3 1,23x10-2 6,6x10-8
HOOC(CHOH)2COOH
tartárico 9,2x10-4 4,31x10-5
(H2T)
BASE FÓRMULA K1 K2
amônia NH3 1,76x10-5
anilina C6H5NH2 7,4x10-10
metilamina CH3NH2 4,4x10-4
etilamina C2H5NH2 4,72x10-4
etilenodiamina H2NC2H4NH2 (EDA) 8,5x10-5 7,1x10-8
piridina C5H5N 1,58x10-9
dimetilamina (CH3)2NH 5,3x10-4
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI01004
CINÉTICA QUÍMICA
QUESTIONÁRIO
1. Qual é o objetivo da Cinética Química?
2. Como se define velocidade média e velocidade instantânea de consumo
de reatantes ou formação de produtos?
3. Quais as unidades mais comuns de velocidade de reação?
4. Como se relacionam matematicamente as diversas velocidades de
formação e consumo numa reação genérica do tipo aA + bB à cC + dD ?
5. Como se expressa a influência da concentração das espécies na
velocidade de uma reação?
6. O que é ordem de reação? De que maneira é determinada?
7. O que é constante de velocidade?
8. A seguir são arroladas algumas reações e suas respectivas equações de
velocidade. Diga qual é a ordem das reações, argumentando a resposta.
Reação Lei de velocidade Ordem
HI (g) à 1/2 H2 (g) + 1/2 I2 (g) v = k.[HI]2
IO3- + 2 Br- + 2 H+ à IO2- + Br2 + H2O v = k.[IO3-].[Br-].[H+]
CH3CHO (g) à CH4 (g) + CO (g) v = k.[CH3CHO]3/2
9. O que são reações elementares?
10. O que é mecanismo de reação?
11. Em que se baseia a teoria das colisões para explicar a velocidade das
reações químicas?
12. Outra teoria que tenta explicar a velocidade das reações é a “Teoria
Absoluta” ou “Teoria do estado de transição e é a que apresenta melhor
concordância entre as previsões teóricas e os resultados obtidos
experimentalmente. Em que se baseia essa teoria? Que tipos de reações
apresentam maior adequação entre teoria e experimentação?
13. Proponha um gráfico de energia potencial x coordenada de reação para
um processo exotérmico genérico, com formação de complexo ativado.
14. Como se define catalisador?
15. Quais os tipos de catálise? Como age o catalisador em cada caso?
EXERCÍCIOS
1. Considere a combustão do metano: CH4 (g) + 2 O2 (g) à CO2 (g) + 2 H2O (g)
Se a concentração de metano decresce à razão de 0,40 mol/L/s, quais são as
velocidades de formação de CO2 e H2O?
2. Na presença de solução ácida de fenol, o íon iodato reduz-se a iodito pela
ação do brometo, de acordo com a equação IO3- + 2 Br- + 2 H+ à IO2- + Br2 +
H2O.
A 35 ºC, com concentrações iniciais de iodato e brometo respectivamente iguais
a 5,00 x 10-3 mol/L e 1,00 x 10-2 mol/L , observou-se que, após transcorridos 12,8
minutos de reação, a concentração de iodato baixou para 4,23 x 10-3 mol/L.
Calcule:
a) a velocidade de consumo de iodato.
b) a velocidade de consumo de brometo.
c) a velocidade de formação de iodito.
3. A reação 2 NO (g) + Cl2 (g) à 2 NOCl (g) é efetuada em recipiente fechado.
Se a pressão parcial de NO decresce à taxa de 30 Torr/min, qual a taxa de
variação da pressão total do sistema?
4. Para a reação NO(g) + 1/2 Br2(g) à NOBr(g) é proposto o seguinte
mecanismo:
(1) NO (g) + Br2 (g) NOBr2 (g) (equilíbrio rápido)
(2) NOBr2 (g) + NO (g) à 2 NOBr(g) (lento)
A partir da informação determine a ordem da reação.
5. O seguinte mecanismo foi proposto para a reação em fase gasosa entre
clorofórmio e cloro:
k1
(1) Cl2 (g) Cl (g) + Cl (g) (rápido)
k-1
k2
(2) Cl (g) + CHCl3 (g) à HCl (g) + CCl3 (g) (lento)
k3
(3) Cl (g) + CCl3 (g) à CCl4 (g) (rápido)
a) Qual é a reação total que descreve o processo?
b) Quais são as substâncias intermediárias no mecanismo proposto?
c) Qual a lei de velocidade proposta pelo mecanismo ? Qual a ordem global?
6. Obtenha a ordem das reações abaixo discriminadas, usando a tabela de
dados cinéticos correspondente.
a) Reação: NO (g) + H2 (g) à 1/2 N2 (g) + H2O (g)
Experiência P inicial de NO P inicial de H2 velocidade
(Torr) (Torr) inicial
(Torr/min)
1 120 20 20
2 120 40 40
3 20 120 3
4 40 120 12
b) Reação: CH3Cl (g) + H2O (g) à CH3OH (g) + HCl (g)
Experiência [CH3Cl] [H2O] velocidade
(mol/L) (mol/L) inicial (mol/L.s)
1 0,500 0,500 22,700
2 0,750 0,500 34,050
3 0,500 0,750 51,075
4 0,500 0,250 5,675
5 0,750 0,125 2,128
i.Qual é a lei de velocidade?
ii.Qual é a ordem da reação?
iii.Qual o valor da constante de velocidade?
c) Reação: C2H4 (g) + O3 (g) à 2 CH2O (g) + 1/2 O2 (g)
Experiência [O3]inicial [C2H4]inicial velocidade inicial de
(mol/L) (mol/L) aparecimento de CH2O (mol/L.s)
1 0,50 x 10-7 1,0 x 10-8 1,0 x 10-12
-7 -8
2 1,5 x 10 1,0 x 10 3,0 x 10-12
3 1,0 x 10-7 2,0 x 10-8 4,0 x 10-12
7. Considere a reação do peroxidissulfato com iodeto em solução aquosa e
os dados na tabela a seguir:
S2O82- (aq) + 3 I- (aq) à 2 SO42- (aq) + I3- (aq)
Experiência [S2O82-] [I-] - [S2O82-]/ t
(mol/L) (mol/L) (mol/L.s)
1 0,038 0,060 1,4 x 10-5
2 0,076 0,060 2,8 x 10-5
3 0,076 0,030 1,4 x 10-5
a) Qual é a expressão da lei de velocidade? Explique.
b) Qual o valor da constante de velocidade?
c) Qual é a velocidade de consumo de S2O82- quando as concentrações
instantâneas de S2O82- e I- são respectivamente 0,025 mol/L e 0,100 mol/L?
8. Para a reação BF3 (g) + NH3 (g) à F3BNH3 (g) a tabela de dados cinéticos
correspondente é:
Experiência [BF3] [NH3] velocidade inicial
(mol/L) (mol/L) (mol/L.s)
1 0,2500 0,2500 0,2130
2 0,2500 0,1250 0,1065
3 0,2000 0,1000 0,0682
4 0,3500 0,1000 0,1193
5 0,1750 0,1000 0,0596
a) Qual é a expressão da lei da velocidade? Explique.
b) Qual é o valor da constante de velocidade?
9. A decomposição do N2O5, de acordo com a reação abaixo, segue uma
cinética de primeira ordem com k = 5,2 x 10-3 s-1.
2 N2O5 (g) à 4 NO2 (g) + O2 (g)
Partindo-se de uma concentração inicial de 0,040 mol/L, calcule a concentração
de N2O5 após 10 minutos do início da reação.
10. A constante de velocidade da reação
O (g) + N2 (g) à NO (g) + N (g)
que ocorre na estratosfera é 9,7.1010 L/mol.s a 800 ºC. A energia de ativação da
reação é 315 kJ/mol. Determine a constante de velocidade a 700 ºC.
11. A velocidade de hidrólise bacteriana de músculo de peixe é duas vezes
maior a 2,2 ºC do que a -1,1 ºC. Estime a Energia de ativação para a reação.
12. A ocorrência natural do isótopo 14 do carbono na matéria viva é da ordem
de 1,1 x 10-13 mol%. A análise radioquímica de um objeto recolhido de uma
escavação arqueológica mostrou um conteúdo de 14C da ordem de 0,89 x 10-14
mol%. Calcule a idade do objeto. (dado adicional: t1/2 do 14C é 5720 anos)
13. Uma certa reação de primeira ordem está 34,5% completa após 4,9
minutos do seu início. Qual o valor da constante de velocidade dessa reação?
14. Se um ser humano ingere ácido diclorofenoxiacético, um herbicida muito
comum, a eliminação na urina poderia, virtualmente, ser considerada uma
reação de primeira ordem, com uma meia vida de 220 horas. Quanto tempo será
necessário para que uma certa quantidade desse composto se reduza a 20% do
valor original ingerido?
15. A 1000 ºC o ciclopropano, um composto orgânico, reage de acordo com
a equação química abaixo mostrada:
CH2
H2C=CH-CH3
H2C CH2
Essa é uma reação de primeira ordem com meia vida de 7,5 x 10-2 segundos.
Calcule o tempo necessário para que 90% de uma certa quantidade de
cicloproano seja consumido nessas condições.
RESPOSTAS
1. Respectivamente 0,40 mol/L.s e 0,80 mol/L.s
2. a) 6,01 x 10-5 mol/L.min; b) 1,20 x 10-4 mol/L.min; c) 6,01 x 10-5 mol/L.min
3. -15 Torr/min
4. v = k.[NO]2.[Br2]: terceira ordem
5. a) Cl2 (g) + CHCl3 (g) à HCl (g) + CCl4 (g); b) Cl (g) e CCl3 (g); c) v =
k2(k1/k1)1/2.[CHCl3].[Cl2]1/2 (ou v = k.[CHCl3].[Cl2]1/2), ordem 3/2
6. a) terceira ordem; b) i) v = k[CH3Cl].[H2O]2, ii) terceira ordem, iii) 181,6
2 2
L /mol .s; c) segunda ordem (primeira ordem para O3 e primeira ordem para
C2 H4 )
7. v = k[S2O82-][I-]; b) k = 6,1 x 10-3 L/mol.s; c) 1,5 x 10-5 mol/L.s
8. v = k[BF3][NH3]; b) 3,41 L/mol.s
9. 0,0018 mol/L
10. 2,5 x .109 L/mol.s
11. Ea = 1,3 x 105 J/mol
12. 2,1 x 104 anos
13. 0,086 min-1
14. 511 h (21 dias e 7 h)
15. 0,25 s
CÉLULAS ELETROQUÍMICAS
Energia química ® energia elétrica: célula galvânica ou voltaica (reação redox
espontânea)
Energia elétrica ® energia química: célula eletrolítica (reação redox não
espontânea)
CÉLULAS GALVÂNICAS
Mergulhando uma chapa de Zn em uma solução de Cu2+
a) a barra de Zn se dissolve
b) deposita Cu no fundo da solução/sobre
a barra
c) o tom azul da solução fica mais claro
A reação é espontânea:
SRR: Cu2+ + 2 e- ® Cu
SRO: Zn ® Zn2+ + 2 e-
RG: Zn + Cu2+ ® Zn2+ + Cu
(DGo = -212 kJ/mol)
Mas esse sistema não constitui uma célula galvânica, pois não posso tirar
eletricidade (circulação de e-) dele. Há duas maneiras de fazê-lo:
a) com separação porosa:
Obs:
a) Cu x metal inerte
b) ZnSO4 x solução inerte
c) placa porosa seletiva
d) circuito fechado x
voltímetro x lâmpada
b) com ponte salina:
CÉLULAS ELETROLÍTICAS (Eletrólise)
1. Eletrólise de sais fundidos ou Eletrólise ígnea
– Ex. NaCl (l)
2. Eletrólise em Solução Aquosa
Ao contrário do processo de eletrólise de um sal fundido onde a única opção
possível de oxidação é a do ânion do sal e a única opção possível de redução é
a do cátion do sal, numa solução aquosa eletrolítica existem outras
possibilidades, pois a água é uma espécie eletroativa e pode participar dos
processos que ocorrem nos eletrodos, podendo ser oxidada ou reduzida.
Semi-reações de Redução comuns no cátodo
a) Redução do cátion do eletrólito ao átomo metálico correspondente:
normalmente ocorre quando o cátion deriva de metais de transição, que são
relativamente fáceis de serem reduzidos (Cu2+, Sn2+, Ni2+, etc).
b) Redução de íons H+ (aq) a H2 (g): ocorre quando a concentração de H+ (aq) é
elevada, o que ocorre em soluções de ácidos fortes, como HCl, HNO3, H2SO4,
etc.
c) Redução de moléculas de H2O (solvente) formando H2 (g) e íons OH-: ocorre
quando o cátion em solução é derivado de metais do grupo 1 (ex.: Na+), do grupo
2 (ex.: Ca2+) ou outros como Al3+ ou Mn2+. Estes cátions dificilmente são
reduzidos a metal, e em seu lugar são reduzidas as moléculas de H2O.
Obs: na sequência será definido Potencial de Redução e então será possível
compreender que sempre sofrerá redução no cátodo a espécie presente em
solução que tiver MAIOR Potencial de redução.
Semi-reações de Oxidação comuns no ânodo
a) Oxidação do ânion monoatômico ao átomo metálico ou molécula
correspondente: ocorre quando a solução aquosa contém Cl- (aq), Br- (aq) ou I-
(aq), que são ânions que oxidam-se mais facilmente que o solvente.
b) Oxidação dos íons OH- (aq) formando O2 (g) e H2O: ocorre quando a
concentração de OH- é elevada, o que ocorre em soluções de bases fortes como
NaOH, KOH, Ca(OH)2, etc.
c) Oxidação de moléculas de H2O (solvente), formando O2 gasoso e íons H+:
ocorre quando o ânion em solução tiver maior dificuldade de ser oxidado do que
o solvente água, como F-, NO3-, SO42-, etc.
Obs: na sequência será definido Potencial de Redução e então será possível
compreender que sempre sofrerá oxidação no ânodo a espécie presente em
solução cuja reação inversa tiver o MENOR Potencial de Redução, com uma
única exceção: Cl- (aq).
Exemplos:
a) NaCl (aq)
b) HCl (aq)
c) Na2SO4 (aq)
d) CuSO4 (aq)
e) KOH (aq)
TIPOS DE ELETRODO
1. Eletrodos metal-íon metálico
– metal em contato com seus íons
presentes em solução
– Exs.:
- Eletrodos da Célula de Daniell
- Eletrodo: barra de prata imerso em
solução de AgNO3
* cátodo: Ag+ (aq) | Ag (s)
SRR: Ag+ (aq) + e-à Ag (s)
o e- vem do circuito externo, ocorre
depósito de prata
* ânodo: Ag (s) | Ag+ (aq)
SRO: Ag (s) à Ag+ (aq) + e-
o e- parte para o circuito externo,
ocorre dissolução de prata
2. Eletrodo gás-íon
– gás em contato com seu ânion ou
cátion em solução. O gás é
borbulhado na solução e o contato
elétrico é feito mediante um metal
inerte, geralmente platina,
encarregado de levar os elétrons para
o circuito externo ou trazer os elétrons
do circuito externo.
Ex.:
- Eletrodo de Hidrogênio - íon
hidrogênio
* cátodo: H+ (aq) | H2 (g) | Pt (s)
SRR: 2 H+ (aq) + 2 e- à H2 (g)
os e- vêm do circuito externo
* ânodo: Pt (s) | H2 (g) | H+ (aq)
SRO: H2 (g) à 2 H+ (aq) + 2 e-
os e- partem para o circuito externo
3. Eletrodo metal-ânion de sal pouco solúvel
– metal em contato com um de seus
sais pouco solúveis e, ao mesmo
tempo, com uma solução que contém
o ânion do sal
– Ex.:
- eletrodo de prata – cloreto de prata
* cátodo: Cl- (aq) | AgCl (s) | Ag (s)
SRR: AgCl (s) + e- à Ag (s) + Cl- (aq)
os e- vêm do circuito externo
* ânodo: Ag (s) | AgCl (s) | Cl- (aq)
SRO: Ag (s) + Cl- (aq) à AgCl (s) + e-
os e- partem para o circuito externo
se o eletrodo estiver agindo como
cátodo: com o passar do tempo, [Cl-]
na solução aumenta, massa de AgCl
diminui, fio de Ag ganha massa sob o
depósito de AgCl
4. Eletrodo inerte
– fio de metal inerte (como platina),
em contato com uma solução que
contenha uma substância em dois
estados de oxidação diferentes. O fio
de platina tem apenas a função de
transportar os elétrons, não sofre
nenhuma alteração em seu estado de
oxidação, não participa da reação de
oxidação-redução
– Ex.:
- eletrodo Pt-Fe2+/Fe3+
* cátodo: Fe3+ (aq), Fe2+ (aq) | Pt (s)
(a vírgula entre os íons indica que
ambos estão na mesma fase, que é a
solução eletrolítica)
SRR: Fe3+ (aq) + e- à Fe2+ (aq)
os e- vêm do circuito externo
* ânodo: Pt (s) | Fe3+ (aq), Fe2+ (aq)
SRO: Fe2+ (aq) à Fe3+ (aq) + e-
os e- partem para o circuito externo
5. Eletrodo Padrão de Hidrogênio (EPH)
O potencial de redução de um eletrodo não pode ser medido isoladamente. Um
voltímetro somente é capaz de medir a diferença de potencial entre dois
eletrodos que compõem uma célula. Para contornar esse problema torna-se
necessário escolher um eletrodo de referência, ao qual se atribui arbitrariamente
um potencial. Então se pode atribuir um potencial a qualquer outro eletrodo
simplesmente medindo o potencial produzido por uma célula composta pelo
eletrodo em questão e o eletrodo de referência. O eletrodo de
referência escolhido, com base em acordo internacional, é o Eletrodo Padrão de
Hidrogênio (EPH), que pode atuar como ânodo ou como cátodo, dependendo da
célula, e seu potencial é convencionado ser 0,000 V a qualquer temperatura.
* cátodo: H+ (aq) 1 mol/L | H2 (g) 1 bar
| Pt (s)
SRR: 2 H+ (aq) + 2 e- à H2 (g)
os e- vêm do circuito externo
* ânodo: Pt (s) | H2 (g) 1 bar | H+ (aq)
1 mol/L
SRO: H2 (g) à 2 H+ (aq) + 2 e-
os e- partem para o circuito externo
Assim, quando a célula é constituída com o EPH e algum outro eletrodo padrão,
o potencial medido é atribuído ao segundo eletrodo:
– Se o EPH é ânodo:
e°célula = e°red eletrodo - e°red EPH = e°red - 0,0000 = e°red eletrodo
– Se o EPH é cátodo:
e°célula = e°red EPH - e°red eletrodo = - e°red eletrodo
POTENCIAL DE CÉLULAS GALVÂNICAS
A tendência de ocorrer uma reação redox em uma célula galvânica é
chamada de potencial ou tensão (em V) da célula. Ela depende:
a) das reações que estão ocorrendo na pilha
b) das concentrações das espécies
c) da temperatura da pilha
Definição: potencial padrão da pilha (eo) é o potencial da pilha quando as
concentrações das espécies em solução for 1 mol/L e os gases eventualmente
envolvidos tiverem P = 1 bar. Se e > 0, a reação é espontânea.
UFRGS - INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL TEÓRICA – QUI01004
ELETROQUÍMICA
QUESTIONÁRIO
1. O que uma célula galvânica? Quais os seus componentes básicos?
2. Como se caracterizam cátodo e de uma célula eletroquímica?
3. Quais devem ser as características principais do eletrólito constituinte da
ponte salina?
4. O que é o eletrodo padrão de hidrogênio (EPH)?
5. O que é potencial padrão de redução? E de oxidação?
6. Como devem ser os valores de potencial de redução de oxidantes e
redutores enérgicos?
7. Relacione eº com o potencial de uma célula eletroquímica. Qual a
influência do sinal de DGº ou eº na caracterização do estado de equilíbrio do
processo?
8. O que célula eletrolítica? O que é potencial de retorno?
9. Enuncie a lei de Faraday para processos eletrolíticos.
EXERCÍCIOS
1. Calcule o potencial das células padrão abaixo representadas,
classificando-as como galvânica ou eletrolítica e indicando os polos positivo e
negativo.
a) Cd (s) | Cd2+ || Sn2+ | Sn (s)
b) Ag (s) | Ag+ || Cu2+ | Cu (s)
2. Calcule o potencial das células eletroquímicas abaixo representadas,
classificando-as como galvânicas ou eletrolíticas e indicando os polos positivo e
negativo.
a) (Pt) Hg (l) | Hg2Cl2 (s) | HCl 0,100 mol/L | Cl2 0,0400 bar | Pt (s)
b) Hg (l) | Hg2SO4 (s) | SO42- 0,2 mol/L || Hg22+ 0,1 mol/L | Hg (l)
c) Pt (s) | Ti2+ 0,2 mol/L, Ti3+ 0,02 mol/L || H+ 0,01 mol/L | H2 730 Torr | Pt (s)
d) Hg (l) | Hg(NO3)2 0,25 mol/L || Fe3+ 0,05 mol/L, Fe2+ 0,5 mol/L) | Pt (s)
e) Zn (s) | ZnCl2 0,02 mol/L || Na2SO4 0,1 mol/L | PbSO4 (s) | Pb (s)
f) Pt (s) | H2 1 bar | H+ 1 x 10-3 mol/L || H+ 1 x 10-7 mol/L | H2 0,1 bar | Pt (s)
3. Obtenha o valor do Kps dos precipitados iônicos através das células de
precipitação abaixo especificadas.
a) Ag (s) | AgCl (s) | KCl 1,0 mol/L | Ag+ 1,0 mol/L) | Ag (s)
b) Hg (l) | Hg2Cl2 (s) | Cl- 1,0 mol/L) || Hg22+ 1,0 mol/L | Hg (l)
4. Com a semi-reação Zn(OH)2 (s) + 2 e- à Zn (s) + 2 OH- (eº = - 1,245 V) e
uma outra extraída da tabela de potenciais, calcule o Kps do hidróxido de zinco.
5. Calcule a constante de equilíbrio associada à reação H2O H+ + OH-
através da célula de neutralização
Pt (s) | H2 1 bar | H+ 1 mol/L || OH- 1 mol/L | H2 1 bar | Pt (s)
6. O Kps do sulfeto de tálio(I), Tl2S, é 1,2 x 10-22. Calcule eº para a semi-
reação Tl2S (s) + 2 e- à 2 Tl (s) + S2-
7. A segunda ionização do ácido sulfúrico tem K2 = 1,2 x 10-2. Calcule o
potencial padrão da semi-reação Pb (s) + HSO4- (aq) à PbSO4 (s) + H+ (aq) + 2 e-
8. É possível oxidar MnO2 a permanganato nas condições padrão usando-
se persulfato como agente oxidante em meio ácido? Explique a resposta. A
reação é MnO2 + S2O82- à MnO4- + SO42-. Obs: acerte os coeficientes.
9. Um acumulador de chumbo fornece uma corrente de 2,00 A durante uma
hora a uma tensão de 12 V. Quantos gramas de chumbo metálico são
convertidos em PbSO4? Qual a quantidade de energia produzida nessas
condições em kWh?
10. Qual o volume de gás, a 27 ºC e 700 Torr, liberado no ânodo quando se
eletrolisa entre eletrodos inertes NaOH aquoso com uma corrente média de 193
mA durante 53 min e 20 s?
11. Uma corrente de 2,50 A foi passada através de uma solução de cloreto
de cromo(III) por 3,50 horas. Que massa de cromo metálico foi depositado no
cátodo da célula eletrolítica?
12. Indique as semi-reações catódica e anódica para a eletrólise dos
seguintes sistemas:
a) MgCl2 (aq) b) MgCl2 (l) c) LiBr (aq) d) CdCl2 (aq)
13. Duas células eletrolíticas A e B contendo respectivamente soluções
concentradas de Cu(NO3)2 e KCl, são ligadas em série a uma mesma fonte e
acionadas durante 2 h 40 min 20 s. Se a massa de cobre depositada foi de
1,5885 g, calcule os volumes dos gases liberados nas duas células a 27 ºC e
750 Torr.
14. 235 mL de NaCl aquoso foram eletrolisados durante 75,0 min. Se o pH da
solução final 11,12, qual a corrente média utilizada?
15. 645 mL de solução de sulfato cúprico, CuSO4, foram eletrolisados entre
eletrodos inertes durante 2,00 h com uma corrente média de 147 mA. Supondo-
se que o cobre metálico depositar no cátodo, qual o pH da solução final?
RESPOSTAS
1. a) 0,267 V; b) - 0,462 V
2. a) 1,05 V; b) 0,123 V; c) 0,311; d) - 0,124 V; e) 0,487 V; f) - 0,21 V
3. a) 2,2 x 10-10; b) 2,5 x 10-18
4. 5,2 x 10-17
5. 1,03 x 10-14
6. - 0,984 V
7. 0,299 V
8. eº = 0,315 V; ΔGº = - 1,82 x 105 joules; K = 8,43.1031
9. 7,72 g, 0,024 kWh
10. 42,7 mL
11. 5,66 g
13. V(O2) = 0,312 L, V(H2) = V(Cl2) = 0,623 L
14. 6,6 mA
15. 1,77
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QUÍMICA GERAL TEÓRICA - QUI01004 - UNIDADE 4 - TABELA DE POTENCIAIS PADRÃO DE REDUÇÃO
semi-reação eº (V) potenciais formais semi-reação eº (V) potenciais formais
F2(g) + 2H+ + 2e 2HF(aq) 3,06 Cu+ + e Cu(s) 0,521
O3(g) + 2H+ + 2e O2(g) + H2O 2,07 NiO2(s) + 2H2O + 2e Ni(OH)2(s) + 0,49
2OH-
S2O82- + 2e 2SO42- 2,01 Ag2CrO4(s) + 2e 2Ag(s) + CrO42- 0,446
Co3+ + e Co2+ 1,842 H2O + 1/2 O2(g) + 2e 2 OH- 0,401
H2O2 + 2H+ + 2e 2H2O 1,776 Cu2+ + 2e Cu(s) 0,337
MnO4- + 4H+ + 3e MnO2(s) + 2H2O 1,695 Hg2Cl2(s) + 2e 2Hg(l) + 2Cl- 0,268 0,242 (KCl sat.)
0,282 (KCl 1 mol/L)
HClO + H+ + e 1/2Cl2 + H2O 1,63 AgCl(s) + e Ag(s) + Cl- 0,222 0,228 (KCl 1 mol/L)
PbO2(s) + 3H+ + HSO4- + 2e PbSO4(s) + 2H2O 1,628 Sn4+ + 2e Sn2+ 0,154 0,14 (HCl 1 mol/L)
BrO3- + 6H+ + 5e 1/2Br2(l) + 3H2O 1,52 Cu2+ + e Cu+ 0,153
MnO4- + 8H+ + 5e Mn2+ + 4H2O 1,51 S(s) + 2H+ + 2e H2S(g) 0,141
ClO3- + 6H+ + 5e 1/2Cl2(g) + 3H2O 1,47 AgBr(s) + e Ag(s) + Br- 0,095
PbO2(s) + 4H+ + 2e Pb2+ + 2H2O 1,455 S4O62- + 2e 2S2O32- 0,08
Cl2(g) + 2e 2Cl- 1,359 2H+ + 2e H2(g) 0,000 -0,005 (HCl/HClO4 1 mol/L)
Cr2O72- + 14H+ + 6e 2Cr3+ + 7H2O 1,33 Pb2+ + 2e Pb(s) -0,126
Tl3+ + 2e Tl+ 1,25 0,77 (HCl 1 mol/L) Sn2+ + 2e Sn(s) -0,136
MnO2(s) + 4H+ + 2e Mn2+ + 2H2O 1,23 1,24 (HClO4 1 mol/L) AgI(s) + e Ag(s) + I- -0,151
2H+ + 1/2O2(g) + 2e H2O 1,229 Ni2+ + 2e Ni(s) -0,250
IO3- + 6H+ + 5e 1/2I2(s) + 3H2O 1,195 Co2+ + 2e Co(s) -0,277
IO3- + 6H+ + 5e 1/2I2(aq) + 3H2O 1,178 PbSO4(s) + H+ + 2e Pb(s) + HSO4- -0 ,299
Br2(aq) + 2e 2Br - 1,087 Ag(CN)2- + e Ag(s) + 2CN- -0,31
Br2(l) + 2e 2Br - 1,065 1,05 (HCl 4 mol/L) Tl+ + e Tl(s) -0,336
HNO2 + H+ + e NO(g) + H2O 1,00 PbSO4(s) + 2e Pb(s) + SO42- -0,356
Pd2+ + 2e Pd(s) 0,987 Ti3+ + e Ti2+ -0,37
NO3- + 3H+ + 2e HNO2 + H2O 0,94 0,92 (HNO3 1 mol/L) Cd2+ + 2e Cd(s) -0,403
2Hg2+ + 2e Hg22+ 0,920 0,907 (HClO4 1 mol/L) Cr3+ + e Cr2+ -0,41
HO2- + H2O + 2e 3OH- 0,88 Fe2+ + 2e Fe(s) -0,440
Hg2+ + 2e Hg(l) 0,854 Cr3+ + 3e Cr(s) -0,74
Ag+ + e Ag(s) 0,799 0,228 (HCl 1mol/L) Zn2+ + 2e Zn(s) -0,763
0,792 (HClO4 1 mol/L)
0,77 (H2SO4 1 mol/L)
Hg22+ + 2e 2Hg(l) 0,789 0,274 (HCl 1 mol/L) Cd(OH)2(s) + 2e Cd(s) + 2OH- -0,815
0,776 (HClO4 1 mol/L)
0,674 (H2SO4 1 mol/L)
Fe3+ + e Fe2+ 0,771 0,700 (HCl 1 mol/L) 2H2O + 2e H2(g) + 2OH- -0,828
0,732 (HClO4 1 mol/L)
0,68 (H2SO4 1 mol/L)
PtCl42- + 2e Pt(s) + 4Cl- 0,73 Mn2+ + 2e Mn(s) -1,18
O2(g) + 2H+ + 2e H2O2 0,682 Al3+ + 3e Al(s) -1,66
PtCl62- + 2e PtCl42- + 2Cl- 0,68 Mg2+ + 2e Mg(s) -2,37
Hg2SO4(s) + 2e 2Hg(l) + SO42- 0,615 Na+ + e Na(s) -2,714
MnO4- + e MnO42- 0,564 Ca2+ + 2e Ca(s) -2,87
I2(s) + 2e 2I- 0,536 Ba2+ + 2e Ba(s) -2,90
I2(aq) + 2e 2I- 0,620 K+ + e K(s) -2,925
Li+ + e Li(s) -3,045